Introdução à Estatística e Métodos
Introdução à Estatística e Métodos
M AT E R I A L D E A P O I O A
C A D E I R A D E E S TAT Í S -
TICA
Copyright © 2021 José Félix
Introdução a Estatística 13
Modelos de regressão 75
Bibliografia 77
Lista de Figuras
7 Um par de dados 42
8 Diagrama de árvore para o experimento acerca da moeda e dado 42
9 Diagrama de árvore para o experimento nascimento de 3 filhos 42
10 Baralho padrão de jogo de carta 45
11 Diagrama de venn sobre funcionário usando óculos ou chapeu 47
12 Diagrama de venn para eventos mutuamente exclusivos 49
13 Ilustração do teorema de probabilidade total 55
1 Compra de 50 refregerantes 19
2 Distribuição de frequências da compra de refrigerante 19
3 Distribuição de frequências relativas e percentual da compra de re-
frigerante 20
4 Distribuição de frequências dos dados sobre dispensa por doença 21
5 Exemplo de tabela de distribuição de frequência com classes 21
6 Idades de 40 eleitores 22
7 Tabela de distribuição de frequências para idades de eleitores 23
8 Tabela de distribuição de frequências para idades de eleitores 24
9 Limites e fronteiras das classes 25
estudantes.
CONTEÚDO 11
Introdução a Estatística
Os primeiro estudos estatísticos foram realizados em 2238 a.c a mando do imperador chinês YAO.
A palavra Estatística quer dizer Ciência do Estado. Desde a antiguidade os estados recolhiam dados
sobre os seus habitantes com o objetivo principal de cobrar impostos, tributos e recrutar jovens para o
exército. A princípio, essa recolha de dados se resumia em recenseamento da população. Com o desenvol-
vimento dos estados modernos, a partir do renascimento, a Estatística começa adquirir uma importância
cada vez maior e no decurso dos sec. XVII e XVIII os estados começaram a realizar censos populacionais e
a recompilação sistemática de dados demográficos, sociais e econômicos.
Até ao sec. XIX a Estatística era uma ciência descritiva que utilizava medidas e gráficos para sintetizar
dados sociais e econômicos. A partir do sec. XIX se foi transformando paulatinamente numa ciência
normativa para extrair conclusões de dados, prever a evolução de variáveis e guiar a tomada de decisões
em situações de incertezas com a introdução do conceito de PROBABILIDADE. O surgimento da estatística
como ciência se consegue graças a introdução do conceito de probabilidade nos jogos de azar por Pascal
e Fermat, a necessidade de estimar características de uma população a partir de uma amostra com a
introdução da curva normal por Gauss, invenção dos métodos para medir a relação entre variáveis sociais
(Correlação) por Francis Galton y Karl Pearson.
No sec. XX a Estatística torna-se uma ciência aplicada em vários campos da ciência com os avanços
conseguidos na Inglaterra por Ronald Fisher, Egon Pearson e Jersy Neyman, originando o surgimento de
várias disciplinas como Econometria, Biometria ou Psicometria. Atualmente, a Estatística é provável mente
uma das ciências mais utilizadas e estudadas em todos os campos do conhecimento humano.
O desenvolvimento computacional deu origem ao cálculo estatístico computacional mais elaborado pois
facilitaram a coleção e agregação de dados; Os computadores produzem relatórios mais exatos e permitem
análise mais tedeosas bem como cálculos matemáticos mais complexos em curto espaço de tempo.
A Estatística surgiu fundamentalmente pela necessidade de estimar quantidades desconhecidas a partir
das amostras.
Método ciêntifico é um processo por meio do qual informações ciêntificas são colectadas, analisadas e
reportadas afim de se produzir resultados não enviesados e replicáveis com a finalidade de se fornecer
uma representação correta do fenómeno observado. O objectivo de qualquer estudo estatístico consiste
em colectar dados e depois tomar decisões baseada nos resultados obtidos a partir desses dados. Para se
desenhar um estudo estatístico podemos seguir as seguintes etapas:
14 material de apoio a cadeira de estatística
X Desenvolver um plano detalhado para se colectar os dados. Se usarmos uma mostra devemos garantir
que a mesma seja representativa.
X Colectar os dados
A Estatística é a arte e ciência da coleta, análise, apresentação e interpretação de dados afim de se tomar
decisões. A informação fornecida pela colheita, análise, apresentação e interpretação de dados permite
aos decisores conhecerem melhor o ambiênte do problema em análise permitindo a tomada de melhores
decisões.
Devido a sua grande aplicabilidade e vasta abrangência, a Estatística é usada em várias ciências, abaixo
destacamos as seguintes áreas:
Economia Os economistas fornecem previsões sobre o futuro da econômia. Por exemplo na previsão
das taxas de inflação são usadas informações estatísticas em indicadores tais como o preço do índice dde
produção, taxa de desemprego e utilização da capacidade de produção.
Contabilidade Firmas d Contabilidade usam procedimentos de amostragem quando conduzem audito-
rias para os seus clientes. Por exemplo suponha que uma firma pretende determinar se as contas a receber
no balanço dum cliente representam verdadeiramente as contas a receber, verificar e validar todas contas
presentes no balanço torna-se muito demorado e custoso. Prática comum nessas situações consiste em
tomar uma parte das contas que se denomina de amostra, depois da revisão dessa amostra a equipa de
auditoria pode tirar conclusões se as contas a receber são aceitáveis ou não.
Sistemas de informação Os administradores de sistemas de informação são responsáveis pelas opera-
ções diárias das redes de computdaores de uma organização. Uma variedade de informações estatisticas
ajudam os administradores acederem o desempenho da rede e de seus componentes. Estatísticas tais como
o número médio de usuários no sistema, a proporção de tempo que qualquer componente do sistema
está fora de serviço e proporção de largura de banda nos diferentes periódos do dia são informações que
ajudam os administradores do sistema entender e gerir melhor a rede de computador.
Recursos humanos A Estatística tem grande importância na área de análise dos recursos humanos,
pois as pessoas são extremamente emprevisíveis. Para se entender, capturar e prever a aleatoriedade do
nosso mundo podemos usar a Estatística. Por exemplo usando a análise estatística podemos prever que
funcionário possui maior probabilidade de deixar a empresa, estimar se estamos a premiar justamente
certos empregados e descobrir enviezamento no nosso processo de recrutamento.
introdução a estatística 15
Conceitos básicos
A Estatística como qualquer outra ciência possui seu próprio vocabulário. A seguir apresentaremos alguns
conceitos que serão muito útil no resto da abordagem deste material:
Dados são factos e figuras colectadas, analisadas e sumariadas para apresentação e interpretação.
População é conjunto completo de todos os indivíduos, objectos ou valores que o investigador está
interessado em estudar. E o número total desses elementos denominamos de volume da população e denota-
se com a letra N.
Amostra é uma parte da população. E o número de elemento na mostra amostra denomina-se volume da
amostra e denota-se com a letra n
Recenseamento ou censo é um estudo estatístico realizado sobre toda a população.
Sondagem é um estudo estatístico realizado a partir de uma amostra.
Parâmetros são descrições numéricas de características da população.
Estatísticas são descrições numéricas de características da amostra.
A Estatística possui dois ramos fundamentais: Estatística descritiva e inferêncial.
Estatística descritiva é a parte da Estatística que se ocupa da da coleta, análise, apresentação e interpre-
tação de dados.
Estatística inferêncial é a parte da Estatística que se ocupa do estudo das características da população a
partir duma amostra extraida dela.
Organização e apresentação de dados
Variáveis estatisticas
DEFINIÇÃO
Escala ordinal escala de medida para uma variável quando os
dados apresentam propriedades duma variável nominal e a ordem
ou classificação dos dados tem significado. Dados ordinal podem
ser numéricos ou não numéricos.
DEFINIÇÃO
Escala intervalar escala de medida para uma variável quando os
dados apresentam propriedades duma variável ordinal e os inter-
valos entre valores é expresso em termos de medidas de unidades
fixas. Dados intervalares são sempre numéricos.
DEFINIÇÃO
Escala razão escala de medida para uma variável quando os da-
dos apresentam propriedades duma variável intervalar e a razão
entre dois valores tem significado. Dados neste nível são sempre
numéricos.
Quanto ao tipo os dados podem ser qualitativos (categóricas) ou
18 material de apoio a cadeira de estatística
quantitativas.
DEFINIÇÃO
Dados qualitativos ou categóricos consistem de atributos, legen-
das ou entradas não numéricas.
DEFINIÇÃO
Dados quantitativos consistem de mediçóes numéricas ou conta-
gem.
DEFINIÇÃO
Variáveis Categóricas ou qualitativas são aquelas que contêm
dados categóricos ou qualitativos, são obtidos a partir de dados no
nível nominal ou ordinal.
DEFINIÇÃO
Variáveis quantitativas são aquelas que contêm dados quantitati-
vos, são obtidos a partir de dados no nível intervalar ou razão. São
oriúndo de medições ou contagem.
As Variáveis quantitativas podem ser discretas ou contínuas.
DEFINIÇÃO
Variáveis Quantitativas Discretas são Variáveis cujos valores
são expressos por números inteiros. Resulta normalmente de
contagem.
DEFINIÇÃO
Variáveis Quantitativas contínuas são Variáveis cuja escala dos
seus valores correspondem ao conjuntos R. É obtida a partir de
mediçóes.
DEFINIÇÃO
Dados brutos são informações obtidas em primeira mão, isto é,
dados não possuêm nenhum tipo de organização.
DEFINIÇÃO
Rol simples é uma maneira de organizar os dados brutos de
modo que eles fiquem em ordem (crescente ou decrescente).
organização e apresentação de dados 19
DEFINIÇÃO
O número de vezes que uma observação aparece no conjunto
de dados é denominado de frequência ou frequência absoluta e
representa-se por F.
Tabela de distribuição de frequência é um resumo tabular dos
dados mostrando o número (frequência) de items em cada uma de
várias classes não sobrepostas.
Tabela 1: Compra de 50 refrege-
rantes
Exemplo 1 Um vendedor registou a venda de 50 marcas de refrigerantes Coca-Cola Blue Pepsi
nomeadamente Coca-Cola, Sprite, Fanta, Pepsi e Blue. A tabela 1 resume Blue Coca-Cola Coca-Cola
Fanta Orange Blue Pepsi
as vendas registadas. Constroi a tabela de distribuição de frequências e Pepsi Coca-Cola Fanta Orange
Interprete os resultados. Sprite Coca-Cola Blue
Coca-Cola Coca-Cola Sprite
Coca-Cola Blue Coca-Cola
Blue Coca-Cola Sprite
Para se construir a tabela de distribuição de frequências contamos
Pepsi Coca-Cola Coca-Cola
o número de vezes que cada marca de refrigerante aparece na tabela Coca-Cola Pepsi Coca-Cola
1: Coca-Cola aparece 19 vezes, Blue 8 vezes, Fanta Orange 5 vezes, Sprite Fanta Orange Pepsi
Pepsi Coca-Cola Coca-Cola
Pepsi 13 vezes e Sprite 8 vezes. Esses dados estão sumariados na Coca-Cola Pepsi Fanta Orange
tabela de distribuição de frequências na tabela 2 Coca-Cola Blue Pepsi
Pepsi Pepsi Pepsi
Olhando para tabela 2 podemos verificar que Coca-Cola é a marca
Coca-Cola Fanta Orange Pepsi
mais vendida, depois vem a Pepsi seguida da Blue ao passo que Sprite Blue
Sprite e Fanta Orange estão empatadas na quarta posição.
Quando estámos interessados na proporção ou percentagem dos Tabela 2: Distribuição de
items em cada classe usámos a frequência relativa. frequências da compra de
DEFINIÇÃO refrigerante
Refrigerante Frequência
Frequência Relativa duma classe igual á proporção ou fração Coca-Cola 19
de elementos pertencentes a uma classe e representa-se por f ou Blue 8
Fanta Orange 5
fr. Para um conjunto de dados com n observações, a frequência
Pepsi 13
relativa é obtida pela seguinte expressão: Sprite 5
Total 50
Frequência da classe
Frequência relativa duma classe = (1)
n
Frequência percentual é obtida multiplicando a frequência rela-
tiva por 100.
A tabela de distribuição de frequências relativas (percentual) mostra
o resumo dos dados apresentando as frequências relativas (percentu-
ais).
A tabela 3 mostra as frequências relativas e percentuais dos dados
da tabela 1. A partir da coluna das frequências percentuais podemos
inferir que 38% das vendas de refrigerante foram da marca Coca-
Cola, 16% da Blue e assim sucessivamente.
20 material de apoio a cadeira de estatística
Total 1 100
Gráficos estatísticos
10
Refrigerantes
2. Traçar um círculo
Coca−Cola 38 %
Pepsi 26 %
56
w= = 9.3, Arredondamos sempre para cima 10
6
Idades F
18-27 3 Tabela 7: Tabela de distribuição
de frequências para idades de
28-37 7
38-47 16 eleitores
48-57 5
58-67 6
68-77 3
24 material de apoio a cadeira de estatística
DEFINIÇÃO
Ponto médio é a soma dos limites inferiores e superiores duma
classe dividido por dois.
Frequência (F)
Frequência relativa (f) = (5)
número de observações (n)
Frequência acumulada duma classe é a soma das frequências
dessa classe e de todas classes anteriores. A última frequência
acumulada é igual n.
Gráficos estatisticos
Nesta seção veremos alguns gráficos estatisticos para dados quantita-
tivos, isto é gráficos para variáveis no nível intervalar ou razão.
16
Figura 3: Histograma dos eleito-
15
res
Frequência (Número de eleitores)
10
5
5
3 3
10
votos
20 40 60 80
Eleitores
Pondemos ver que as frequências dos votos dos eleitores cresce até
16 e depois desce.
Medidas de posição e dispersão
Medidas de posição
DEFINIÇÃO
Média dum conjunto de dados é soma de todos elementos divi-
dido pelo número de elementos. Para calcular a média usa-se uma
das seguintes fórmulas:
∑x
População µ= (6)
N
∑x
Amostra x= (7)
N
Onde N representa o volume da população, n o volume amosta e
a letra sigma (∑) a soma e µ lê-se miú.
DEFINIÇÃO
Média ponderada é a média dum conjunto de dados cujo elemen-
tos possuêm pesos diferentes. A média ponderada é dada por
∑ x.ω
x= (10)
∑ω
onde ω é o peso de cada elemento de x
Solução Comece por escrever as suas notas numa tabela Na quarta coluna (x.ω) multiplicamos
as notas pelos seus pesos
30 material de apoio a cadeira de estatística
∑ x.ω
x=
∑ω
10.9
=
1
= 10.9
Exemplo 10 Qual é a média aproximada das idades dos eleitores nos dados
da tabela 8
Solução
∑ x.F
x=
n
1822
=
40
= 45.55
Fm − Fm−1
xmod = x L + ×i (12)
2Fm − Fm−1 − Fm+1
onde
Exemplo 11 Qual é a moda aproximada das idades dos eleitores nos dados
da tabela 8
16 − 7
xmod = 37.5 + × 10
2 × 16 − 7 − 5
= 42
DEFINIÇÃO
Separatrizes são pontos de cortes dividindo uma distribuição de
frequência em partes iguais e são comumente denominados de
quantís.
Os 3 quantís mais conhecidos são quartís, decís e percéntil.
32 material de apoio a cadeira de estatística
DEFINIÇÃO
Percéntil é um valor na escala de medida abaixo do qual uma per-
centagem específica dos dados recai na distribuição Assim sendo
50o percéntil ou simplesmente P50 é o valor na escala de medida
abaixo do qual 50% dos dados recai na distribuição. São quantís
que dividem uma distribuição de frequência em cem partes iguais.
Cálculo de percéntil para dados brutos
Para se encontrar o 100p percentil amostral dum rol de dados de
tamanho n segue-se os seguintes passos:
2. Se np não é um número inteiro, então o elemento dos dados xc , o k-ésimo percéntil é o valor x, isto
é, xk que corresponde a frequência
onde c é o próximo número inteiro maior que npé o percéntil K
cumulativa de FacP = 100 × N onde N é
100p. o tamanho da amostra e k é o percéntil
desejado (ex: P50 =⇒ K = 50)
3. Se np é um número inteiro, então a média dos valores nas
posições np e np + 1 é o valor do percéntil 100p
Dica de estudo Qualquer quantil
pode ser expresso em termos de
DEFINIÇÃO percénitl, por exemplo o primeiro
quartil (Q1 ) equivale a ao 25º percentil
Quartís Os percentis 25, 50 e 75 são denominados de quartís, divi- (P25 )
dem uma distribuição de frequência em quatro partes iguais cada
contendo 25% dos dados.
DEFINIÇÃO
Decís Os percentis 10, 20, 30, 40, 50, 60, 70, 80 e 90 são denomi-
nados de decís, dividem uma distribuição de frequência em dês
partes iguais cada contendo 10% dos dados.
Diagrama de caixa
Diagrama de caixa ou boxplot é um gráfico usado para se fazer
uma análise exploratória dos dados para se visualizar a distribuição
numérica (variação dos dados) dos dados e assimetria através da
representação gráfica dos quartís e médias.
O diagrama de caixa mostra o resumo dos 5 números dum rol de
dados. O diagrama de caixa tem uma reta denominada whisker ou
fio de bigode, que se prolonga vertical ou horizontalmente a partir
da caixa, indicando a variabilidade fora do quartil superior e do
quartil inferior. Os valores extremos ou atipicos são representados
por pontos individuais. Os espaços entre as diferentes partes da caixa
indicam o grau de dispersão e os valores extremos6 6
Em alguma literatura os valores
extremos ou atípicos também sáo
denominados de outliers
Figura 5: Elementos dum
diagrama de caixa, fonte:
[Link]/wiki/
Diagrama_de_caixa
160
140
120
i
Pα = x L + ( FacP − Fac L ) (13)
F
onde
Medidas de dispersão
IQR = Q3 − Q1 (15)
Amplitude é definida como a diferença entre o elemento mais alto Todos valores abaixo ou acima deste
intervalo é um possível candidato a
e o mais baixo do rol de dados. É obtida pela seguinte equação valor extremo
DEFINIÇÃO
X − x, Amostra (18)
X − µ, População (19)
36 material de apoio a cadeira de estatística
DEFINIÇÃO
√
r
∑ ( x − µ )2
σ= σ2 = , População (22)
N
s
√ ∑ ( x − x )2
s = σ2 = , Amostra (23)
n−1
√
s= σ2
√
= 5760.268
= 75.89
Desvio padrão
CV = × 100% (24)
Média
DEFINIÇÃO
∑ ( x − µ )2 × F
σ2 = , População (25)
N
∑ ( x − x )2 × F
s2 = , Amostra (26)
n−1
onde F é a frequência absoluta da classe, x é o ponto médio da
classe.
DEFINIÇÃO
√
r
∑ ( x − µ )2 × F
σ= σ2 = , População (27)
N
s
√ ∑ ( x − x )2 × F
s = σ2 = , Amostra (28)
n−1
onde F é a frequência absoluta da classe, x é o ponto médio da
classe.
Solução Podemos usar os resultados obtidos na tabela 10. Recorde-se que a idade média dos
eleitores é de 45.5 anos de idade e que
n = ∑F
Idades F x x.F x-x ( x − x )2 ( x − x )2 × F
18-27 3 22.5 67.5 -23.05 531.3025 1593.9075
28-37 7 32.5 227.5 -13.05 170.3025 1192.1175
38-47 16 42.5 672 -3.05 9.3025 148.8400
48-57 5 52.5 262.5 6.95 48.3025 241.5125
58-67 6 62.5 375 16.95 287.3025 1723.8150
68-77 3 72.5 217.5 26.95 726.3025 2178.9075
∑ 40 1822 7079.1
∑ ( x − x )2 × F
s2 =
n−1
7079.1
=
40 − 1
= 181.5154
s
∑ ( x − x )2 × F
s=
n−1
√
= 181.51
= 13.47
Introdução
Provas e acontecimentos
DEFINIÇÃO
Experimento probabilístico ou prova é qualquer processo que
produz uma observação ou resultado. O conjunto de todos re-
sultados de um experimento aleatório é denominada de espaço
amostral.
Exemplo 21 Experimento probabilístico ou prova: Lançamento de uma Dica de estudo Experimentos de-
moeda. Resultados: Cara ou coroa terminísticos são experimentos em
que podemos prever o resultado com
atecedência, ao passo que
Exemplo 22 Experimento ou prova: Registar o partido que um eleitor Experimento probabilístico ou
votará em 2022. Resultados: Partido A, Partido B, ... aleátorio é todo experimento cujo
resultado não é previsível
Exemplo 23 Experimento ou prova: Conduzir uma venda por meio duma
chamada. Resultados: Compra ou não compra
42 material de apoio a cadeira de estatística
DEFINIÇÃO
Evento ou acontecimento é qualquer subconjunto do espaço amos-
tral, pode estar constituido por uma ou mais provas. Designamos
eventos com as letras maiúsculas A, B, C e assim por diante. Diz-
se que um evento A ocorreu sempre que o resultado está contido
em A
H1 H2 H3 H4 H5 H6 T1 T2 T3 T4 T5 T6
H M H M H M H M
DEFINIÇÃO
Dica de estudo Eis um exemplo
Denomina-se evento nulo todo evento que não possuí nenhum simples do uso dos termos experimento
resultado e representa-se por ∅ probabilístico, espaço amostral, evento e
resultado.
Experimento probabilístico:
Lançamento de um dado de seis lados
Exemplo 27 Seja o experimento probabilístico sobre o levantamento de Espaço amostral:
dinheiro num ATM. {1, 2, 3, 4, 5, 6}
Evento:
A: Sair nota com valor facial de 2 kwanzas é um evento impossível
Rolar um número par {2, 4, 6}
44 material de apoio a cadeira de estatística
Faça você mesmo 2 Jogue um dado de seis lados para o ar. Calcule a
probabilidade de cada evento.
1. Evento A: Surgimento de 5.
2. Evento B: Surgimento de 8.
Faça você mesmo 4 Selecionas uma carta dum baralho padrão de cartas.
Encontre a probabilidade de cada evento
DEFINIÇÃO
Probabilidade frequêncista ou impírica: é apropriado quando
há dispunibilidade de dados para estimar a proporção de vezes
que o resultado experimental ocorrerá se se repetir o experimento
um número elevado de vezes. A probabilidade frequêncista ou
impírica do evento A é dada por Figura 10: Baralho padrão de
jogo de carta
Frequência do evento A (m) F
P( A) = = (30)
Frequência total n
Faça você mesmo 6 Uma empresa está conduzindo uma sondagem para
perceber quantas vezes os trabalhadores estão insatisfeito com as suas
actividades laborais. Até aqui 2040 pessoas foram sondadas. A tabela de
distribuição de frequências mostra os resultados. Qual é a probabilidade de
que a próxima pessoa estára insatisfeita?
Resposta Número de
vezes, f Tabela 15: Insatisfação de traba-
Sempre 1040 lhadores com suas atividades
Muitas vezes 545 laborais
Algumas vezes 225
Raramente 125
Nunca 105
Σ = 2040
DEFINIÇÃO
O método subjectivo é mais apropriado quando não se pode
assumir que os resultados do experimento têm a mesma chance
de ocorrer e quando há dados relevantes. A experiência pessoal e
intuição podem ser usado neste método para se atribuir probabili-
dades.
Atribuição de probabilidade
Contudo, a atribuição de probabilidades independentemente do
método deve possuir os seguintes requisitos:
0 ≤ P( Ei ) ≤ 1, ∀i
Faça você mesmo 7 Classifique cada afirmação como exemplo de probabili- Dica de estudo Quando a proba-
dade clássica, probabilidade impírica ou probabilidade subjectiva. bilidade de um evento é 1, o evento
denomina-se evento certo, se a pro-
1. A probabilidade de teres uma avaliação positiva na sua próxima intrevista babilidade é igual a zero, o evento
chama-se evento impossível. A proba-
de emprego é 0.9 bilidade de 0.5 diz que o evento tem
igual probabilidade de ocorrência e não
2. A probabilidade de um eleitor escolhido ao acaso ter uma idade inferior a ocorrência.
35 anos é de 0.3.
1
3. A probabilidade de ganhar uma rifa em 1000 rifas de ingressos é de 1000
DEFINIÇÃO
Sejam os eventos A e B a intercessão de eventos é definido como
A ∩ B e consiste de todos eventos contidos simultaneamente em A
ou em B. Isto é, a intercessão ocorrerá caso A e B ocorram.
A probabilidade de A e B é dada por
número de elementos em A e B
P( A ∩ B) = (33)
número total de elementos no espaço amostral
Figura 11: Diagrama de venn
sobre funcionário usando ócu-
los ou chapeu
Exemplo 31 Um empresa verificou que dentre os seus funcionários haviam
aqueles que usavam chapeus e outros óculos. O diagrama de venn mostra Chapeu Óculos
o resultado. Qual é a probabilidade de selecionar um funcionário que usa
óculos e chapeu?
Félix
48 material de apoio a cadeira de estatística
A ∩ B = { Alcides, Puindi }
S = {Polaco, Alcides, Puindi, Joaquim, Félix}
2
P( A ∩ B) =
5
= 0.4
DEFINIÇÃO
Para quaisquer eventos A e B a união de evento é definido como
A ∪ B e consiste de todos eventos em A ou em B ou em ambos. Isto
é, a união ocorrerá caso A ou B ocorra.
4
P( A ∪ B) =
5
= 0.8
P( A ou B) = P( A) + P( B) − P( A e B) (34)
3 3 2
P( A ∪ B) = + −
5 5 5
4
=
5
= 0.8
DEFINIÇÃO
Seja A um evento, denomina-se complemento do evento A e
representa-se por Ac ao evento que consiste de todos eventos no
espaço amostral que não estão em A. Isto é Ac ocorre se A não
ocorrer e vice-versa.
Tendo em conta ao requisito 2 e a definição de probabilidades
podemos determinar as seguintes fórmulas
P( A) + P( Ac ) = 1 (36)
c
P( A) = 1 − P( A ) (37)
P( Ac ) = 1 − P( A) (38)
Exemplo 34 Use a distribuição de frequências do exemplo 29 para selecio-
nar um individuo que não tenha escolhido Tv Zimbo.
Solução Sejam os eventos
A =⇒ Escolher Tv Zimbo
Ac =⇒ Não escolher Tv Zimbo
A partir do exemplo 29 sabe-se que
464
P( A) =
936
= 0.495
logo a probabilidade do individuo não escolher Tv Zimbo é
P( Ac ) = 1 − P( A)
464
= 1−
936
472
=
936
= 0, 504
Probabilidade Condicionada
DEFINIÇÃO
Probabilidade condicionada é a probabilidade dum evento
ocorrer, dado que outro evento já tenha ocorrido. A probabili-
dade do evento B ocorra sendo que o evento A tenha já ocorrido
representa-se por P( B| A) e é obtida por
P( A ∩ B)
P( B| A) = (39)
P( A)
P( A ∩ B)
P( B| A) =
P( A)
P({m, m})
=
P({(r, m), (m, r ), (m, m)})
1/4 1
= =
1/3 3
Exemplo 36 Considere a situação do estado de promoção entre oficiais
masculino e feminino duma força policial. A força policial consiste de 1200 Tabela 16: Estado das pro-
oficiais, 960 são homens e 240 mulheres. Durante os últimos dois anos, 324 moções da força policial nos
oficiais na força policial receberam promoções. últimos dois anos
Homem Mulher Total
A tabela 17 mostra a distribuição completa das promoções. Após rece- Promovido 288 36 324
berem o registo das promoções, uma comite das mulheres oficiais, levou a Não promovido 672 204 876
cabo uma acusão de descriminação fundamentada no fato de que 288 oficiais Total 960 240 1200
mas pelo fato de que apenas um número pequeno de mulheres são membros
da força policial. Quem tem razão?
Solução Sejam
288
P( H ∩ A) = 1200 = .24 probabilidade dum oficial selecionado ao
acaso ser homem e promovido
672
P( H ∩ Ac ) = 1200 = .56 probabilidade dum oficial selecionado ao
acaso ser homem e não promovido
36
P( M ∩ A) = 1200 = .03 probabilidade dum oficial selecionado ao
acaso ser mulher e promovida
204
P( M ∩ Ac ) = 1200 = .17 probabilidade dum oficial selecionado ao
acaso ser mulher e não promovida
DEFINIÇÃO
Denomina-se probilidade conjunta é a probilidade da intercessão de
dois eventos. Por exemplo P( H ∩ A), P( H ∩ Ac ), P( M ∩ A), P( M ∩ Ac )
são probabilidades conjuntas.
A tabela 17 que fornece o resumo das probabilidades para o estado de
promoções da força policial é denominada de tabela de probabilidade
conjunta.
As probabilidades nas margens da tabela 17 fornecem as probabilida-
des dos eventos separadamente, isto é P( H ) = .80, P( M ) = .20,
P( A) = .27 e P( Ac ) = .73. Essas probabilidades por se localizarem
nas margens da tabela de probabilidade conjunta são denominadas de
probabilidades marginais.
P( H ∩ A)
P( A| H ) =
P( H )
.24
= = 0.3
.80
P( H ∩ A)
P( A| M) =
P( H )
.03
= = 0.15
.20
Eventos Independentes
Um dos objetivos do cálculo de probabilidades condicionada é para
determinar se dois eventos estão relacionados. Particularmente,
estamos interessados em saber dois eventos são Independentes.
DEFINIÇÃO
Dois eventos são independentes quando a ocorrência de um não
afeta a probabilidade da ocorrência do outro. Dois eventos A e B
são independentes se P( A| B) = P( A) ou quando P( B| A) = P( B).
Eventos que não são independentes são dependentes.
Para se determinar se eventos A e B
são independentes, primeiro calcula
P( B), a probabilidade de B. Depois
calcula P( B| A) a probabilidade de B
dado A. Se os valores são iguais então
A e B são independentes, caso contrário
são dependentes.
54 material de apoio a cadeira de estatística
1. Jogar uma moeda e obter uma cara (A) e em seguida jogar um dado com
seis lados e obter um 6 (B).
2. Jogar uma moeda e obter cara (A) e depois jogar a moeda novamente e
obter coroa (B).
Regra de multiplicação
A probabilidade de que dois eventos A e B ocorrerão em sequên-
cia é
P( A e B) = P( A).P( B| A) (40)
P( A e B) = P( A).P( B| A)
4 4
= .
54 51
16
=
2652
≈ 0.006
Faça você mesmo 14 Suponha que duas pessoas são escolhidas aleatoria-
mente a partir de 4 mulheres e 6 homens.
Teorema de Bayes
DEFINIÇÃO
O evento B é um evento dado e os eventos
A1 , A2 , . . . , A k
P ( B | A1 ), P ( B | A2 ), . . . , P ( B | A k )
e
P ( A1 | B ), P ( A2 | B ), . . . , P ( A k | B )
P ( Ai ) P ( B | Ai )
P ( Ai | B ) =
P ( A1 ) P ( B | A1 ) + P ( A2 ) P ( B | A2 ) + · · · + P ( A k ) P ( B | A k )
(43)
P( B|d)
P( B|d) =
P(d| A) + P(d| B)
P( B) P(d| B)
=
P( B) P(d| B) + P( A) P(d| A)
0.40.70
= = 0.6086 ou 60.86%
0.40.70 + 0.30.60
Exemplo 41 Uma seguradora acredita que as pessoas podem ser divididas
em duas classes-aqueles que estão mais susceptíveis a terem acidentes e
aqueles que não. Os dados indicam que uma pessoa susceptível a ter acidente
introdução ao cálculo de probabilidades 57
P( A) = P( A| H ) P( H ) + P( A| H c ) P( H c )
= (0.1)(0.2) + (0.05)(0.8) = 0.06
Portanto temos 6% de chances de novos assegurados sofrerem acidente no
primeiro ano.
Podemos calcular P( H | A) usando o teorema de Bayes
P( A ∩ H )
P( H | A) =
P( A)
P( A| H ) P( H )
=
P( A| H ) P( H ) + P( A| H c ) P( H c )
(0.1)(0.2) 1
= =
(0.1)(0.2) + (0.05)(0.8) 3
Dado que o novo assegurado tem acidente no primeiro ano, as chance dele
ser susceptível a acidente é 1/3.
O exemplo acima pode ser resolvido usando uma árvore de probabilidades
A P( A ∩ H ) = 0.20 × 0.10
A| H
0.10
H A c| H
0.90
0 Ac P( Ac ∩ H ) = 0.20 × 0.90
0.2
c A P( A ∩ H c ) = 0.80 × 0.05
0.8
0 A| H
0.05
Hc A c| H c
0.95
Ac P( Ac ∩ H c ) = 0.80 × 0.95
58 material de apoio a cadeira de estatística
P( A ∩ H ) 0.20 × 0.10 1
P( H | A) = = =
P( A) 0.06 3
3 × 2 × 4 = 24
DEFINIÇÃO
Permutação é um arranjo ordenado de objectos. O número de
diferentes permutações de n objectos distintos é n!. Se n é um
número inteiro não negativo então
n! = n × (n − 1) × (n − 2) × (n − 3) . . . 3 × 2 × 1 (44)
DEFINIÇÃO
Arranjo é o número de permutações de n objectos distintos toma-
dos r de cada vez, é dada por
n!
An,r = , onde r ≤ n (45)
(n − r )!
DEFINIÇÃO
O número de permutações distintas de n objectos, onde n1 são
dum tipo, n2 de outro tipo, e assim sucessivamente, é dada por
n!
(46)
n1 ! × n2 ! × n3 ! × . . . n k !
DEFINIÇÃO
O número de combinações de r objectos selecionados a partir
dum grupo de n objectos sem se importar com a ordem é
n!
Cn,r = , onde r ≤ n (47)
r!(n − r )!
Faça você mesmo 22 Um juri é formado por cinco homens e sete mulhe-
res. Três juris são selecionados ao acaso para uma intrevista. Encontre a
probabilidade dos três juris selecionados serem homens.
Variável aleatória discreta
Definição e exemplos
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
x pode apenas possuir número inteiros
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
x pode apenas possuir número inteiros
Exemplo 45 Determine se x representa uma variável aleatória contínua ou Dica de estudo Na maior parte das
aplicações práticas, dados que resultam
discreta. Explique o seu raciocínio. da contagem representam variável
aleatória discretas e aquelas resultantes
1. Seja x o número de empresas da Fortune 500 que perderam dinheiro no de mediões representam variáveis
mês passado. aleatória contínuas.
Função de quantidade
A cada valor duma variável aleatória pode ser atribuido uma probabi-
lidade.
DEFINIÇÃO
Uma distribuição de probabilidade para uma variável aleatória
discreta é quando listamos cada valor que variável pode assumir
com a sua probabilidade, e ela deve possuir as seguintes condições
Em palavras em símbolos
1. A probabilidade de cada valor da variável 1 ≤ P( x ) ≤ 1
discreta deve estar entre 0 e 1
2. A soma de todas probabilidades deve ser 1 ∑ P( x ) = 1
Recorde-se pelo método frequencista, as probabilidades podem
ser estimadas usando as frequências relativas, logo a distribuição de
probabilidade duma variável aleatória discreta pode ser representado
graficamente usando um histograma.
variável aleatória discreta 63
Directrizes
Construindo uma distribuição de probabilidade discreta
Seja x uma variável aleatória discreta com resultados possíveis
x1 , x2 , ..., xn .
30 21
P (4) = = .20 P(k) = = .14
150 150
0.2
A distribuição de probabilidade discreta é apresentada abaixo
x 1 2 3 4 5
P(x) .16 .22 .28 .20 .14
Como se pode verificar as condições 1 ≤ P( x ) ≤ 1 e ∑ P( x ) = 1 são 0.15
verificadas.
A partir do histograma na figura ?? podemos verificar que a largura de
1 2 3 4 5
cada barra é 1, logo a área de cada barra é igual a probabilidade dum valor Valores
particular. A probabilidade dum evento é igual a soma das áreas das barras
dos resultados incluídos no evento.
Figura 16: Traços passivo-
Interpretação Podemos verificar que a distribuição é aproximadamente
agressivo
simétrica.
x 5 6 7 8
2.
P(x) 0.28 0.21 0.43 0.15
x 1 2 3 4
3. 1 1 5
P(x) 2 4 4 -1
DEFINIÇÃO
A função de massa de probabilidade (PMF) de uma v.a discreta X
é a função pX dado por pX ( x ) = P( X = x ). Note que esta função
é positiva se x está no suporte de X e caso contrário 0.
PMF
1
1/2
0.5 1/4 1/4
0.0
0 1 2 x
DEFINIÇÃO
A variância duma v.a discreta X cujos valores distintos são x1 , x2 , ..., é
obtida pelas seguintes expressões
∞
σ2 = ∑ ( x j − µ )2 × P ( X = x j ) (49)
j =1
ou
Var ( X ) = E( X − E( X ))2 (50)
ou q
DP( X ) = Var ( X ) (52)
1. E(c) = c
2. E( X + c) = E( X ) + c
3. E(cX ) = cE( X )
Propriedades da Variância
1. V (c) = 0
2. V ( X + c) = V ( X )
3. V (cX ) = c2 V ( X )
variável aleatória discreta 67
Aplicando a 3 resulta em
V ( Ganho ) = V [.30(Vendas)]
e a 3 resulta em
DEFINIÇÃO
A probabilidade conjunta de que duas variáveis assumirão valores x e
y é representada por P( x, y). A distribuição de probabilidade bivariado
(ou conjunta) de X e Y é uma tabela ou regra que lista as probabilida-
des conjuntas para todos pares de valores de x e y. A distribuição de
probabilidade deve satisfazer duas condições:
2. ∑in=1 ∑nj=1 P( xi , y j ) = 1
Probabilidade Marginal
ou
n n
COV ( X, Y ) = σxy = ∑ ∑ xyP(xi , y j ) − µX µY (54)
i =1 j =1
DEFINIÇÃO
O coeficiente de correlação entre duas v.a é definida pela expressão
σXY
ρ= (55)
σX σY
x y ( x − µ x )(y − µy ) ( x − µ x )(y − µy ) P( x, y)
0 0 (0 − 0.7) × (0 − 0.5) = 0.35 0.35 × 0.12 = 0.04
0 1 (0 − 0.7) × (1 − 0.5) = −0.35 −0.35 × 0.21 = −0.07
0 2 (0 − 0.7) × (2 − 0.5) = −1.05 −1.05 × 0.07 = −0.07
1 0 (1 − 0.7) × (0 − 0.5) = −0.15 −0.15 × 0.42 = −0.06
1 1 (1 − 0.7) × (1 − 0.5) = 0.15 0.15 × 0.06 = 0.01
1 2 (1 − 0.7) × (2 − 0.5) = 0.45 0.45 × 0.02 = 0.01
2 0 (2 − 0.7) × (0 − 0.5) = −0.65 −0.65 × 0.06 = −0.04
2 1 (2 − 0.7) × (1 − 0.5) = 0.65 0.65 × 0.03 = 0.02
2 2 (2 − 0.7) × (2 − 0.5) = 1.95 1.95 × 0.01 = 0.02
Exercícios
Variável aleatória contínua
Definição e exemplos
Função de densidade
Uma vez que PDF contem toda informação da distribuição, pois podemos
sair de CDF para PDF e vice-versa usando diferenciação e integração,
então estamos em condições de achar a probabilidade de X se encontrar em
qualquer intervalo (a,b). Um facto importante é que podemos excluir ou
incluir os pontos de extremidades ao nosso gosto sem alterar a probabilidade
uma vez que a probabilidade dos pontos extremos dos intervalos é zero:
Em suma:
1. Não-negativa: f ( x ) ≥ 0
R∞
2. Integrar á 1: −∞ f ( x ) dx = 1
ex
F(x) = ,x ∈ R (57)
1 + ex
Para obtermos a PDF, diferenciamos a CDF
ex
f (x) = ,x ∈ R (58)
(1 + e x )2
Previsão
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Bibliografia