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Pronomes e Formas de Tratamento Oficial

O documento aborda as formas de tratamento e pronomes a serem utilizados na comunicação oficial com agentes públicos no Brasil, destacando a necessidade de atenção ao endereçamento, vocativo e corpo do texto. O Decreto nº 9.758/2019 estabelece que o único pronome de tratamento permitido é 'senhor', vedando o uso de outras formas como 'Vossa Excelência'. Além disso, o texto discute a concordância gramatical relacionada aos pronomes de tratamento e fornece diretrizes sobre a grafia de cargos e o uso do vocativo.

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hollymolly1236
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Pronomes e Formas de Tratamento Oficial

O documento aborda as formas de tratamento e pronomes a serem utilizados na comunicação oficial com agentes públicos no Brasil, destacando a necessidade de atenção ao endereçamento, vocativo e corpo do texto. O Decreto nº 9.758/2019 estabelece que o único pronome de tratamento permitido é 'senhor', vedando o uso de outras formas como 'Vossa Excelência'. Além disso, o texto discute a concordância gramatical relacionada aos pronomes de tratamento e fornece diretrizes sobre a grafia de cargos e o uso do vocativo.

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FORMAS DE

TRATAMENTO
2

FORMAS DE TRATAMENTO
PRONOMES DE TRATAMENTO
Tradicionalmente, o emprego dos pronomes de tratamento adota a segunda pessoa do plural,
de maneira indireta, para referenciar atributos da pessoa à qual se dirige. Na redação oficial, é
necessário atenção para o uso dos pronomes de tratamento em três momentos distintos: no
endereçamento, no vocativo e no corpo do texto. No vocativo, o autor dirige-se ao destinatário
no início do documento. No corpo do texto, pode-se empregar os pronomes de tratamento
em sua forma abreviada ou por extenso. O endereçamento é o texto utilizado no envelope
que contém a correspondência oficial.
A seguir, alguns exemplos de utilização de pronomes de tratamento no texto oficial.

Tratamento no
Autoridade Endereçamento Vocativo Abreviatura
corpo do texto

Excelentíssimo
Presidente A Sua Excelência
Senhor Presiden- Vossa Excelência Não se usa
da República o Senhor
te da República,
Excelentíssimo
Presidente
A Sua Excelência Senhor Presiden-
do Congresso Vossa Excelência Não se usa
o Senhor te do Congresso
Nacional
Nacional,
Excelentíssimo
Presidente
A Sua Excelência Senhor Presiden-
do Supremo Tri- Vossa Excelência Não se usa
o Senhor te do Supremo
bunal Federal
Tribunal Federal,

Senhor
Vice-Presidente A Sua Excelência
Vice-Presidente Vossa Excelência V. Exa.
da República o Senhor
da República,

Ministro A Sua Excelência


Senhor Ministro, Vossa Excelência V. Exa.
de Estado o Senhor
Secretário- Exec-
utivo d e
Ministério
Senhor
e demais A Sua Excelência
Secretário- Execu- Vossa Excelência V. Exa.
ocupantes o Senhor
tivo,
de cargos
de natureza
especial
Formas de tratamento 3

Tratamento no
Autoridade Endereçamento Vocativo Abreviatura
corpo do texto
A Sua Excelência Senhor
Embaixador Vossa Excelência V. Exa.
o Senhor Embaixador,

Oficial-General
A Sua Excelência
das Forças Senhor + Posto, Vossa Excelência V. Exa.
o Senhor
Armadas

Outros postos
Ao Senhor Senhor + Posto, Vossa Senhoria V. Sa.
militares

Senador A Sua Excelência


Senhor Senador, Vossa Excelência V. Exa.
da República o Senhor

Deputado A Sua Excelência Senhor


Vossa Excelência V. Exa.
Federal o Senhor Deputado,

Ministro
do Senhor Ministro
A Sua Excelência
Tribunal do Tribunal de Vossa Excelência V. Exa.
o Senhor
de Contas da Contas da União,
União
Ministro
A Sua Excelência
dos Tribunais Senhor Ministro, Vossa Excelência V. Exa.
o Senhor
Superiores

Os exemplos acima são meramente exemplificativos. A profusão de normas estabelecendo


hipóteses de tratamento por meio do pronome “Vossa Excelência” para categorias específicas
tornou inviável arrolar todas as hipóteses.

ATENÇÃO!
DECRETO Nº 9.758/2019
Art. 1º Este Decreto dispõe sobre a forma de tratamento empregada na comunicação, oral
ou escrita, com agentes públicos da administração pública federal direta e indireta, e sobre
a forma de endereçamento de comunicações escritas a eles dirigidas.
§ 1º O disposto neste Decreto aplica-se às cerimônias das quais o agente público federal
participe.
§ 2º Aplica-se o disposto neste Decreto:
I - aos servidores públicos ocupantes de cargo efetivo;
II - aos militares das Forças Armadas ou das forças auxiliares;
III - aos empregados públicos;
IV - ao pessoal temporário;
4

V - aos empregados, aos conselheiros, aos diretores e aos presidentes de empresas públicas
e sociedades de economia mista;
VI - aos empregados terceirizados que exercem atividades diretamente para os entes da
administração pública federal;
VII - aos ocupantes de cargos em comissão e de funções de confiança;
VIII - às autoridades públicas de qualquer nível hierárquico, incluídos os Ministros de Estado; e
IX - ao Vice-Presidente e ao Presidente da República.
§ 3º Este Decreto não se aplica:
I - às comunicações entre agentes públicos federais e autoridades estrangeiras ou de orga-
nismos internacionais; e
II - às comunicações entre agentes públicos da administração pública federal e agentes
públicos do Poder Judiciário, do Poder Legislativo, do Tribunal de Contas, da Defensoria
Pública, do Ministério Público ou de outros entes federativos, na hipótese de exigência de
tratamento especial pela outra parte, com base em norma aplicável ao órgão, à entidade
ou aos ocupantes dos cargos.
Pronome de tratamento adequado
Art. 2º O único pronome de tratamento utilizado na comunicação com agentes públicos
federais é “senhor”, independentemente do nível hierárquico, da natureza do cargo ou da
função ou da ocasião.
Parágrafo único. O pronome de tratamento é flexionado para o feminino e para o plural.
Formas de tratamento vedadas
Art. 3º É vedado na comunicação com agentes públicos federais o uso das formas de tra-
tamento, ainda que abreviadas:
I - Vossa Excelência ou Excelentíssimo;
II - Vossa Senhoria;
III - Vossa Magnificência;
IV - doutor;
V - ilustre ou ilustríssimo;
VI - digno ou digníssimo; e
VII - respeitável.
§ 1º O agente público federal que exigir o uso dos pronomes de tratamento de que trata
o caput , mediante invocação de normas especiais referentes ao cargo ou carreira, deverá
tratar o interlocutor do mesmo modo.
§ 2º É vedado negar a realização de ato administrativo ou admoestar o interlocutor nos
autos do expediente caso haja erro na forma de tratamento empregada.
Endereçamento de comunicações
Formas de tratamento 5

Art. 4º O endereçamento das comunicações dirigidas a agentes públicos federais não conterá
pronome de tratamento ou o nome do agente público.
Parágrafo único. Poderão constar o pronome de tratamento, na forma deste Decreto, e o
nome do destinatário nas hipóteses de:
I - a mera indicação do cargo ou da função e do setor da administração ser insuficiente para
a identificação do destinatário; ou
II - a correspondência ser dirigida à pessoa de agente público específico.
Vigência
Art. 5º Este Decreto entra em vigor em 1º de maio de 2019.

CONCORDÂNCIA COM OS PRONOMES DE TRATAMENTO


Os pronomes de tratamento apresentam certas peculiaridades quanto às concordâncias verbal,
nominal e pronominal. Embora se refiram à segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem
se fala), levam a concordância para a terceira pessoa. Os pronomes Vossa Excelência ou Vossa
Senhoria são utilizados para se comunicar diretamente com o receptor.
Exemplo:
Vossa Senhoria designará o assessor.
Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a pronomes de tratamento são sempre
os da terceira pessoa.
Exemplo:
Vossa Senhoria designará seu substituto. (E não “Vossa Senhoria designará vosso substituto”)
Já quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, o gênero gramatical deve coincidir com o
sexo da pessoa a que se refere, e não com o substantivo que compõe a locução.
Exemplos:
Se o interlocutor for homem, o correto é: Vossa Excelência está atarefado.
Se o interlocutor for mulher: Vossa Excelência está atarefada.
O pronome Sua Excelência é utilizado para se fazer referência a alguma autoridade
(indiretamente).
Exemplo:
A Sua Excelência o Ministro de Estado Chefe da Casa Civil (por exemplo, no endereçamento
do expediente)

SIGNATÁRIO
CARGOS INTERINO E SUBSTITUTO
Na identificação do signatário, depois do nome do cargo, é possível utilizar os termos interino
e substituto, conforme situações a seguir: interino é aquele nomeado para ocupar transi-
toriamente cargo público durante a vacância; substituto é aquele designado para exercer
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as atribuições de cargo público vago ou no caso de afastamento e impedimentos legais ou


regulamentares do titular. Esses termos devem ser utilizados depois do nome do cargo, sem
hífen, sem vírgula e em minúsculo.
Exemplos:
Diretor-Geral interino
Secretário-Executivo substituto

SIGNATÁRIAS DO SEXO FEMININO


Na identificação do signatário, o cargo ocupado por pessoa do sexo feminino deve ser flexio-
nado no gênero feminino.
Exemplos:
Ministra de Estado Secretária-Executiva interina
Técnica Administrativa
Coordenadora Administrativa

GRAFIA DE CARGOS COMPOSTOS


Escrevem-se com hífen:
cargos formados pelo adjetivo “geral”: diretor-geral, relator-geral, ouvidor-geral;
postos e gradações da diplomacia: primeiro-secretário, segundo-secretário;
postos da hierarquia militar: tenente-coronel, capitão-tenente;

Atenção! Nomes compostos com elemento de ligação preposicionado ficam sem hífen: general
de exército, general de brigada, tenente-brigadeiro do ar, capitão de mar e guerra.
cargos que denotam hierarquia dentro de uma empresa: diretor-presidente, diretor-
-adjunto, editor-chefe, editor-assistente, sócio-gerente, diretor-executivo;
cargos formados por numerais: primeiro-ministro, primeira-dama;
cargos formados com os prefixos “ex” ou “vice”: ex-diretor, vice-coordenador.

O novo Acordo Ortográfico tornou opcional o uso de iniciais maiúsculas em palavras usadas
reverencialmente, por exemplo para cargos e títulos (exemplo: o Presidente francês ou o pre-
sidente francês). Porém, em palavras com hífen, após se optar pelo uso da maiúscula ou da
minúscula, deve-se manter a escolha para a grafia de todos os elementos hifenizados: pode-se
escrever “Vice-Presidente” ou “vice-presidente”, mas não “Vice-presidente”.

VOCATIVO
O vocativo é uma invocação ao destinatário. Nas comunicações oficiais, o vocativo será sempre
seguido de vírgula.
Em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder, utiliza-se a expressão Excelentíssimo Senhor
ou Excelentíssima Senhora e o cargo respectivo, seguidos de vírgula.
Formas de tratamento 7

Exemplos:
Excelentíssimo Senhor Presidente da República
Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional
Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal
As demais autoridades, mesmo aquelas tratadas por Vossa Excelência, receberão o vocativo
Senhor ou Senhora seguido do cargo respectivo.
Exemplos:
Senhora Senadora
Senhor Juiz
Senhora Ministra
Na hipótese de comunicação com particular, pode-se utilizar o vocativo Senhor ou Senhora e
a forma utilizada pela instituição para referir-se ao interlocutor: beneficiário, usuário, contri-
buinte, eleitor etc.
Exemplos:
Senhora Beneficiária
Senhor Contribuinte
Ainda, quando o destinatário for um particular, no vocativo, pode-se utilizar Senhor ou Senhora
seguido do nome do particular ou pode-se utilizar o vocativo “Prezado Senhor” ou “Prezada
Senhora”.
Exemplos:
Senhora [Nome]
Prezado Senhor
Em comunicações oficiais, está abolido o uso de Digníssimo (DD) e de Ilustríssimo (Ilmo.).
Evite-se o uso de “doutor” indiscriminadamente. O tratamento por meio de Senhor confere
a formalidade desejada.

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