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Classificação e Propriedades das Soluções

O documento aborda o conceito de soluções, destacando a importância da água como solvente e seu papel em reações bioquímicas. São discutidas características, solubilidade, fatores que influenciam a dissolução, unidades de concentração e classificações das soluções. A conclusão enfatiza que a maioria das substâncias na natureza são soluções e que a interação entre reagentes é crucial para reações químicas.
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Classificação e Propriedades das Soluções

O documento aborda o conceito de soluções, destacando a importância da água como solvente e seu papel em reações bioquímicas. São discutidas características, solubilidade, fatores que influenciam a dissolução, unidades de concentração e classificações das soluções. A conclusão enfatiza que a maioria das substâncias na natureza são soluções e que a interação entre reagentes é crucial para reações químicas.
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Índice

1. Introdução.................................................................................................................................2
1.1. Objectivos.............................................................................................................................3
2. Solução.....................................................................................................................................4
2.1. Características das soluções..................................................................................................4
2.2. Solubilidade..........................................................................................................................4
2.2.1. Solubilidade de líquidos em líquidos................................................................................4
2.2.2. Solubilidade de sólidos em líquidos..................................................................................4
2.3. Factores que influenciam na solubilidade.............................................................................5
2.3.1. Agitação............................................................................................................................5
2.3.2. Temperatura......................................................................................................................5
2.4. Unidades de concentração....................................................................................................5
2.4.1. Fração molar.....................................................................................................................5
2.4.2. Percentagem molar............................................................................................................6
2.4.3. Molaridade........................................................................................................................6
2.4.4. Partes por milhão (ppm)....................................................................................................6
2.5. Classificação das soluções com relação à quantidade de soluto dissolvido.........................6
2.5.1. Solução insaturada............................................................................................................6
2.5.2. Solução saturada:..............................................................................................................7
2.5.3. Solução supersaturada.......................................................................................................7
2.6. Classificação das soluções com relação ao estado físico......................................................7
2.6.1. Soluções sólidas................................................................................................................7
2.6.2. Soluções líquidas...............................................................................................................7
2.6.3. Soluções gasosas...............................................................................................................7
2.7. Soluções extratíficas.............................................................................................................9
3. Conclusão...............................................................................................................................11
Referência bibliográfica.................................................................................................................12

1
1. Introdução
Enfocando o assunto de soluções por um outro lado, podemos constatar que a vida existe apenas
na presença de água. Acredita-se que a vida originou-se nos oceanos há aproximadamente 2200
milhões de anos, 4000 milhões de anos depois de ter começado o resfriamento da terra, 500
milhões de anos antes do surgimento de bactérias anaeróbicas (unicelulares). Muitas espécies
evolucionaram até o estágio de não precisar viver imersas, mas não conseguiram evoluir o
suficientemente para deixar de precisar da água para a manutenção de suas vidas. O destaque que
se dá às reacções em sistemas aquosos, além da grande disponibilidade da água como solvente,
deve-se à tamanha importância da água como o meio onde ocorrem as reações bioquímicas.

2
1.1. Objectivos
1.1.1. Objectivo geral
 Fazer a descrição conceptual das soluções
1.1.2. Objectivo específico
 Conhecer a Classificação das soluções
 Descrever as propriedades das soluções

3
2. Solução
Uma solução é uma dispersão homogénea de duas ou mais substâncias moleculares ou iónicas.
No âmbito mais restrito, as dispersões que apresentam as partículas do disperso (soluto) com um
diâmetro inferior a 10 Å são denominadas soluções. Quando este diâmetro situa-se entre 10 e
1000 Å, temos dispersões coloidais. Exemplos de dispersões coloidais são gelatina, goma
arábica, dispersões de proteínas (como de albumina bovina), fumaça, entre outros. Quando as
partículas do disperso possuem diâmetro superior a 1000 Å, temos dispersões grosseiras. Por
exemplo, o "leite de magnésia" constitui uma dispersão grosseira de partículas de hidróxido de
magnésio.

2.1. Características das soluções


Nas soluções, as partículas do soluto não se separam do solvente sob a acção de ultracentrifugas,
não são retidas por ultrafiltro e não são vistas através de microscópios potentes. Os instrumentos
citados conseguem separar, reter e visualizar as partículas do soluto numa dispersão coloidal. Já
na dispersão grosseira, as partículas do soluto são separadas, retidas e visualizadas com auxílio
de instrumentos comuns. Portanto, numa solução, o soluto e o solvente constituem uma fase
única e toda mistura homogénea (aquela cujo aspecto é uniforme ponto a ponto) constitui uma
solução.

2.2. Solubilidade
2.2.1. Solubilidade de líquidos em líquidos
Quando uma substância se dissolve em outra, partículas do soluto (tanto moléculas como íons,
dependendo da natureza do soluto) devem ser distribuídas através do solvente e, de certo modo,
as partículas do soluto na solução ocupam posições que são normalmente ocupadas por
moléculas do solvente. Em um líquido as moléculas estão muito próximas e interagem
fortemente com as moléculas vizinhas.

2.2.2. Solubilidade de sólidos em líquidos


Quando um sólido se dissolve em um líquido, factores um pouco diferentes devem ser
considerados. Em um sólido, as moléculas ou íons estão arrumados em um arranjo muito regular
e as forças atractivas estão no seu máximo. Em princípio, para as partículas do soluto entrarem
numa solução, as forças de atracção soluto solvente deverão ser suficientemente fortes para
superar as forças atractivas que mantêm o sólido ligado. Nos cristais moleculares, estas forças

4
atractivas são relativamente fracas; sendo do tipo dipolo-dipolo ou de London, e são mais
facilmente superadas. Substâncias cujos cristais estão ligados por forças de London serão,
portanto, dissolvidas em apreciável extensão, em solventes apolares.

2.3. Factores que influenciam na solubilidade


Vários factores afectam a quantidade de soluto que pode ser dissolvida em um solvente.
Logicamente, a natureza de ambos é fator crucial no processo de dissolução do soluto, mas
também a temperatura, a pressão, o tamanho das partículas afectam a velocidade na qual um
soluto se dissolve.

2.3.1. Agitação
Verifica-se, por exemplo, que os cristais de NaCl em água desaparecem mais rapidamente
quando a solução é agitada. Isso ocorre porque a agitação da solução possibilita que partes novas
de solvente fresco entrem em contacto com o soluto. Outro exemplo semelhante seria a
dissolução do açúcar no café.

2.3.2. Temperatura
Este factor influencia na velocidade na qual o soluto se dissolve porque a energia cinética das
moléculas, a frequência e a força de suas colisões com os cristais da superfície das partículas de
soluto são maiores em temperaturas mais elevadas. Em geral, a solubilidade da maioria das
substâncias sólidas e líquidas em um solvente líquido aumenta com o aumento da temperatura

2.4. Unidades de concentração


2.4.1. Fração molar

A fração molar de um componente em solução é a razão do número de mols ∗ daquele


componente pelo número total de mols de todos os componentes. Sendo n o número de mols,
tem-se:

5
2.4.2. Percentagem molar
Indica o número de mols de um componente expresso como uma porcentagem de número total
de mols presentes:

2.4.3. Molaridade
Molaridade ou concentração molar é o número de mols do soluto dissolvido por litro de solução.
Se nA representa o número de mols do soluto A e V representa o volume da solução em litros,
então:

2.4.4. Partes por milhão (ppm)


Unidade conveniente para expressar a concentração de substâncias extremamente diluídas, como
por exemplo, os contaminantes do ar. É a relação entre a massa de soluto e a massa da solução
em gramas, multiplicada por 1000000, ou seja.

2.5. Classificação das soluções com relação à quantidade de soluto dissolvido


As soluções podem ser insaturadas, saturadas ou supersaturadas, de acordo com a quantidade de
soluto dissolvido. Para defini-las, é preciso lembrar que a solubilidade de um soluto é a
quantidade máxima da substância que pode dispersar-se numa certa massa de solvente a uma
dada temperatura.

2.5.1. Solução insaturada


Contém, numa certa temperatura, uma quantidade de soluto dissolvido menor que a sua
solubilidade nesta temperatura.

6
2.5.2. Solução saturada:
Contém, numa dada temperatura, uma quantidade de soluto dissolvido igual à sua solubilidade
nesta temperatura. Uma solução saturada pode (ou não) apresentar corpo de fundo (excesso de
soluto precipitado)

2.5.3. Solução supersaturada


Contém, numa dada temperatura, uma quantidade de soluto dissolvido maior que a sua
solubilidade nesta temperatura (solução metastável). Uma solução supersaturada pode ser obtida
por aquecimento de uma solução saturada com corpo de fundo, seguido por resfriamento lento
para evitar a precipitação do excesso de soluto.

2.6. Classificação das soluções com relação ao estado físico


2.6.1. Soluções sólidas
Soluções sólidas podem ser de dois tipos: solução sólida substitucional ou solução sólida
intersticial. O primeiro tipo de solução sólida exibe uma estrutura cristalina que tem regularidade
estrutural, mas na qual a estrutura foi feita ao acaso ou pela existência de partículas diferentes
ocupando os pontos do retículo. No segundo tipo, átomos diferentes, íons ou moléculas ocupam
os vértices e fissuras ou interstícios, no retículo hospedeiro. A preparação de uma solução sólida
pode ser feita fundindo-se dois sólidos e depois resfriando a mistura ou então utilizando um
solvente no qual se possa dissolver ambos os sólidos e posteriormente promover a evaporação
deste solvente. Exemplos de soluções sólidas podem ser verificados nos processos industriais, o
aço e as ligas metálicas bronze (cobre e estanho), latão (cobre e zinco), etc)

2.6.2. Soluções líquidas


As soluções líquidas possuem arranjo molecular típico de um líquido puro, com suas partículas
próximas umas das outras, ainda apresentando uma certa ordem. Uma solução líquida difere de
um líquido puro por ser composta por diferentes partículas. As soluções líquidas que terão maior
destaque nos estudos deste capítulo serão as soluções aquosas, nas quais o solvente é a água.

2.6.3. Soluções gasosas


Uma mistura de dois ou mais gases sempre formará solução, pois os gases sempre se misturam
uniformemente entre si em qualquer proporção. Uma solução gasosa possui suas moléculas
distantes umas das outras, em movimento rápido e caótico, colidindo frequentemente entre si e

7
com as paredes do recipiente que a contém e preenchendo todo o seu espaço disponível, assim
como ocorre em qualquer gás. A única diferença entre um gás puro e uma solução gasosa é que
esta não possui todas as moléculas iguais. Um exemplo bem familiar de solução gasosa é o ar,
que é composto basicamente de N2 (78%), O2 (21%) e Ar (1%), com pequenas concentrações de
CO2, H2O, Ne, He entre outras substâncias

Exemplo de soluções

Tipos de soluções Exemplo


Soluções gasosas
 Gás dissolvido em gás  Oxigénio dissolvido em nitrogênio
 Líquido dissolvido em gás  Clorofórmio dissolvido em nitrogênio (vaporizado
 Sólido dissolvido em gás  Gelo seco dissolvido em nitrogênio (sublimado)
Soluções líquidas
 Gás dissolvido em líquido  Dióxido de carbono dissolvido em água
 Líquido dissolvido em líquido  Etanol (álcool de cereais) dissolvido em água
 Sólido dissolvido em líquido  Açúcar dissolvido em água
Soluções sólidas
 Gás dissolvido em sólido  Hidrogénio dissolvido em paládio
 Líquido dissolvido em sólido  Mercúrio dissolvido em ouro
 Sólido dissolvido em sólido  Cobre dissolvido em níquel

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2.7. Soluções extratíficas

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3. Conclusão
A água pura não existe naturalmente, mas sim repleta de íons, gases e minerais dissolvidos. Na
prática, a maioria das substâncias são soluções na natureza (o mar, por exemplo), processos
vitais (fluidos corporais em todas as formas de vida, lágrimas, suor, sangue) e nos processos
industriais, na produção do aço ou dos semicondutores tipo-n e tipo-p.
Para que uma reacção química ocorra entre duas substâncias, os íons ou moléculas constituintes
dos reagentes devem entrar em contacto uns com os outros. Por esta razão, a velocidade na qual
acontece uma reacção depende de quão facilmente as espécies reagentes são capazes de se
intermisturarem

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Referência bibliográfica
1. LEE, J. D. Química inorgânica: um novo texto conciso. 3. ed. São Paulo: E. Blucher,
1980.
2. MAHAN, B. H; MYERS, R. J. Química: um curso universitário. 4. ed. São Paulo: E.
Blucher, 1997.
3. RUSSELL, J. B. Química geral. 2. ed. São Paulo: Makron Books, 1994. V. 2.
4. SIENKO, M. J.; PLANE, R. A. Química: principios y aplicaciones. México: McGraw-
Hill, 1990.

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