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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE -UFRN
CENTRO DE BIOCIÊNCIAS - DEPARTAMENTO DE BIOQUÍMICA
ECOLOGIA
DBQ0029 - BIOQUÍMICA PARA ECÓLOGOS - T01 (2025.1)
RELATÓRIO EXPERIMENTAL
PROTEÍNAS/ENZIMAS
DEIVED BEKA DUARTE NASCIMENTO
JONATHAN SARAIVA ANDRADE DA SILVA
PÉROLA MADRE NASCIMENTO DE ARRUDA
NATAL - RN
MAIO/2025
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SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................. 3
2. OBJETIVOS ......................................................................................................................... 4
3. MATERIAIS ......................................................................................................................... 6
4. METODOLOGIA ................................................................................................................. 7
Experimento1 — Reação de Biureto .................................................................................... 7
Experimento2 — Teste de atividade enzimática .................................................................. 7
Experimento3— Especificidade ............................................................................................. 7
Experimento 4 — Teste de atividade enzimática após Urease ser submetida ao calor ........ 7
5. RESULTADOS E DISCUSSÃO ........................................................................................ 9
Experimento 1....................................................................................................................... 9
Experimento ...........................................................................................................................
.............................................................................................................................................. 9
Experimento 3......................................................................................................................... 9
Experimento 4......................................................................................................................... 9
6. CONCLUSÃO
7. REFERÊNCIAS ................................................................................................................. 12
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1. INTRODUÇÃO
As proteínas são classificadas como macromoléculas essenciais para a vida na Terra, essas
são formadas por longas sequências de aminoácidos. Além disso, cada uma delas apresenta
uma estrutura tridimensional única, a qual, quando definida ocorre por da ordem desses
aminoácidos. Dentre as diversas áreas que as proteínas atuam. É importante ressaltar sua forte
participação nas interações bioquímicas das células. Nesse sentido, há as enzimas, as quais
são proteínas específicas com função catalisadora responsáveis por acelerar reações químicas
no organismo.
Portanto, a aula é extremamente importante para o aprendizado dos estudantes ao expor na
prática como proteínas e enzimas se comportam em diversas situações, como mudanças de
um meio ácido para alcalino, especificidade e temperatura, além de ressaltar conteúdos
anteriormente abordados nas aulas.
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[Link]
➢ Objetivo geral
O objetivo geral desses experimentos é investigar as propriedades e o comportamento de
enzimas, especificamente a urease, em diferentes condições, incluindo:
(Experimento 1):
• Identificar a presença de proteínas
• Atividade Enzimática
(Experimentos 2):
• Avaliar a capacidade da urease de catalisar reações químicas-Especificidade
(Experimento 3):
• Determinar a especificidade da urease para substratos específicos Efeito do calor na
atividade enzimática
(Experimento 4):
• Avaliar como o aquecimento afeta a atividade da urease
Em resumo, o objetivo geral é entender como as enzimas funcionam e como são afetadas por
diferentes condições.
➢ Objetivos Específicos:
• Verificar a presença de proteínas: Utilizar a reação de Biureto para detectar a
presença de proteínas na solução de ovoalbumina.
• Avaliar a atividade enzimática da urease: Investigar a capacidade da urease de
catalisar a reação química de hidrólise da uréia.
• Determinar a especificidade da urease: Verificar se a urease é específica para a uréia
ou se também pode catalisar a reação com a tiouréia.
• Investigar o efeito do calor na atividade enzimática: Avaliar como o aquecimento da
urease afeta sua capacidade de catalisar reações químicas.
Esses objetivos específicos permitem uma investigação detalhada das propriedades e do
comportamento da urease em diferentes condições.
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3. MATERIAIS
► Experime ► Experime ► Experime ► Experime
nto.1 nto.2 nto.3 nto.4
► Materiai
s - 2 Tubos de - 1 Tubo de - 1 Tubo de - 2 Tubos de
utilizado ensaio; ensaio; ensaio; ensaio;
s: -1 Pipeta -1 Pipeta - 1 Pipeta -1 Pipeta
graduada – graduada – graduada - graduada -
2ml; 5ml; 5ml; 1ml;
-1 Pipeta -1 Pipeta de - 1 Pipeta de -1 Pipeta
graduada – pasteur; pasteur - 3ml; graduada -
5ml; -Pêra de - Pêra de 2ml;
- Pêra de sucção; sucção; -1 Pipeta
sucção; - Uréia - Tiouréia graduada -
- Béquer; tamponada tamponada 5ml;
- Água contendo contendo -1 Pipeta de
destilada; indicador indicador pasteur - 3ml;
- Solução de vermelho de vermelho de - Lampião;
ovoalbumina; fenol; fenol; - Pêra de
- Reativo de -Suspensão de - Extrato de sucção;
biureto. urease. urease. - Béquer;
- Suspensão de
urease;
- Ureia
tamponada com
indicador;
- Água
destilada; -
Palito de
fósforo;
- Banho maria.
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[Link]
Experimento 1 – Reação de Biureto
Para a realização do primeiro experimento, intitulado "Reação de Biureto", foram utilizados
dois tubos de ensaio identificados como Tubo 1A e Tubo 1B. Com o auxílio de uma pipeta
graduada de 2 mL acoplada a uma pêra de sucção, transferiram-se 2 mL de água destilada,
previamente armazenada em um béquer, para o Tubo 1A. Em seguida, com outra pipeta
graduada de 2 mL, foram transferidos 2 mL de solução de ovoalbumina, disponível na bancada,
para o Tubo 1B. Posteriormente, utilizando uma pipeta graduada de 5 mL, adicionaram-se 3
mL do reagente de Biureto a cada um dos dois tubos.
Experimento 2 – Teste de Atividade Enzimática
O segundo experimento, intitulado "Teste de Atividade Enzimática", foi realizado em um único
tubo de ensaio, identificado como Tubo 2. Utilizou-se uma pipeta graduada de 5 mL acoplada
a uma pêra de sucção para transferir 3 mL de uréia tamponada (pH 7,0) contendo indicador
vermelho de fenol. Como a pipeta tinha capacidade para 5 mL, o volume foi ajustado até a
marca de 3 mL. Em seguida, adicionaram-se 10 gotas de suspensão de urease com o auxílio de
uma pipeta de Pasteur. A mistura foi levemente agitada para evitar a desnaturação da enzima e,
posteriormente, o tubo foi colocado em banho-maria por 10 minutos.
Experimento 3 – Especificidade
O terceiro experimento, denominado "Especificidade", seguiu protocolo semelhante ao do
experimento anterior, com a substituição da uréia tamponada por tiouréia tamponada (pH 7,0),
também contendo indicador vermelho de fenol. Utilizou-se um tubo de ensaio identificado
como Tubo 3. Com uma pipeta graduada de 5 mL e pêra de sucção, foram transferidos 3 mL da
tiouréia tamponada para o tubo. Em seguida, adicionaram-se 10 gotas de suspensão de urease
com uma pipeta de Pasteur. A solução foi levemente agitada e colocada em banho-maria por
10 minutos.
Experimento 4 – Atividade Enzimática Após Aquecimento da Urease
No quarto e último experimento, intitulado "Teste de Atividade Enzimática Após a Urease Ser
Submetida ao Calor", foram utilizados dois tubos de ensaio: Tubo 4A e Tubo 4B. Inicialmente,
transferiram-se 2 mL de água destilada de um béquer para o Tubo 4A, utilizando uma pipeta
graduada de 2 mL com pêra de sucção. A seguir, adicionaram-se 10 gotas de suspensão de
urease com uma pipeta de Pasteur, e a solução foi agitada para homogeneização. Em seguida,
aqueceu-se o conteúdo do Tubo 4A diretamente na chama de um lampião por 1 minuto,
agitando-se continuamente e cuidadosamente para evitar explosão dele.
Paralelamente, no Tubo 4B, foram adicionados 3 mL de uréia tamponada com indicador,
utilizando uma pipeta graduada de 5 mL. Após o aquecimento da urease no Tubo 4A, transferiu-
se 1 mL dessa solução para o Tubo 4B, utilizando uma pipeta graduada de 1 mL. A mistura
resultante foi agitada e colocada em banho-maria por 10 minutos. Por fim, os resultados obtidos
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foram comparados aos do Experimento 2, permitindo avaliar a atividade enzimática após
exposição ao calor.
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[Link] E DISCUSSÃO
Experimento 1 – Reação de Biureto
No primeiro experimento, pudemos observar claramente a diferença de coloração entre
os dois tubos. O tubo 1A, que continha apenas água destilada e reagente de Biureto, manteve a
cor azul original do reagente, o que já era esperado, já que não havia proteínas na solução. Já o
tubo 1B, com solução de ovalbumina, apresentou coloração violeta intensa. Isso ocorreu porque
os íons cúpricos (Cu²⁺) presentes no Biureto reagem com os grupamentos peptídicos das
proteínas em meio alcalino, formando um complexo que dá essa coloração característica. Esse
resultado confirmou a presença de proteínas na solução e demonstrou como o teste de Biureto
é eficaz para detectar ligações peptídicas.
Experimento 2 – Teste de Atividade Enzimática com Ureia
Neste experimento, o tubo 2 continha ureia tamponada, urease e o indicador vermelho
de fenol. Após o aquecimento em banho-maria, a coloração da solução mudou para rosa,
indicando que houve aumento do pH. Isso acontece porque a urease atuou sobre a ureia,
catalisando sua hidrólise e liberando amônia (NH₃) no meio. A presença da amônia, uma base
fraca, torna o meio mais alcalino, o que é captado pelo indicador, resultando na cor observada.
Essa reação confirma que a urease estava ativa e foi capaz de acelerar a quebra da ureia de
forma eficiente.
Experimento 3 – Especificidade da Urease
Na terceira etapa, substituímos a ureia por tioureia, mantendo todas as demais
condições idênticas ao experimento anterior. Após o mesmo tempo de reação em banho-maria,
observamos que a coloração da solução permaneceu inalterada, mantendo-se amarelada. Isso
indica que não houve alteração significativa no pH, sugerindo que a urease não foi capaz de
catalisar a quebra da tioureia. A ausência de reação demonstra que a urease possui
especificidade absoluta, atuando exclusivamente sobre a ureia e não sobre compostos
semelhantes, como a tioureia. Assim, podemos concluir que a urease reconhece e interage
apenas com seu substrato específico, evidenciando uma alta seletividade em sua atividade
enzimática.
Experimento 4 – Atividade Enzimática após Aquecimento da Urease
No último experimento, a urease foi previamente aquecida na chama de um lampião
antes de ser misturada com a ureia tamponada. Após o aquecimento no lampião e os 10 minutos
em banho-maria, o tubo não apresentou a coloração rosa observada no experimento 2. A cor
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permaneceu próxima à inicial, o que indica que praticamente não houve liberação de amônia e,
portanto, nenhuma alteração significativa no pH. Comparando esse resultado com o do
experimento 2, fica claro que o aquecimento comprometeu a estrutura da urease, levando à sua
desnaturação. Como resultado, a enzima perdeu sua capacidade de catalisar a hidrólise da ureia.
Isso mostra como a atividade enzimática depende diretamente da integridade estrutural da
proteína, e como o calor pode afetar essa função de forma irreversível.
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6. CONCLUSÃO
Portanto, com todos os resultados, discussões e consequentemente análises a respeito
dos experimentos distintos praticados durante a aula, percebe-se então que a realização desses
permitiu compreender, de forma clara e precisa, conceitos fundamentais sobre proteínas e
enzimas, especialmente a ovalbumina e a urease.
No primeiro experimento, o teste de Biureto mostrou, com a mudança de cor, a
presença de proteínas, a qual demonstra na prática um processo que anteriormente, nas aulas,
só foi visto na teoria, sendo esse a reação de complexação. Logo após, no segundo
experimento, observou-se a solução mudar de cor para rosa, indicativo de que a urease estava
ativa e realmente conseguiu quebrar a ureia, liberando amônia e tornando o meio mais alcalino.
Nesse viés, essa foi uma forma muito visual e concreta de entender como a enzima age perante
a mudança do Ph daquele meio. No terceiro experimento, durante a troca de ureia por tioureia,
a ausência da mudança de cor na solução indicou que não houve reação. Deste modo, mostrou
que a urease tem especificidade absoluta, ou seja, ela só age sobre seu substrato verdadeiro, a
ureia. Por fim, no quarto experimento, notou-se como o calor é capaz de afetar diretamente a
estrutura da enzima: após o aquecimento, a urease perdeu sua função, e a reação não aconteceu.
Nesse sentido, essas observações ajudam não só a entender o funcionamento das
enzimas, mas também a visualizar como fatores como o calor podem interferir na sua atividade.
Mais do que uma simples prática de laboratório, essa experiência foi essencial para fixar o
conteúdo aprendido em aula, e tornou possível entender ainda mais o papel das proteínas e
enzimas nos processos que sustentam a vida. A prática tornou o aprendizado mais acessível,
interessante e marcante. Certamente, o conteúdo aplicado em aula será de grande utilidade na
trajetória acadêmica e profissional.
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8. REFERÊNCIAS