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Edifícios Industriais em Aço: Estruturas e Tipos

O documento aborda a construção de edifícios industriais em estruturas de aço, destacando suas características, tipos de estruturas e componentes. Ele enfatiza a importância da durabilidade, custo de manutenção e sustentabilidade, além de apresentar exemplos de aplicações e estimativas de custo. A obra também discute aspectos arquitetônicos e estruturais relevantes para o projeto desses edifícios.
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Edifícios Industriais em Aço: Estruturas e Tipos

O documento aborda a construção de edifícios industriais em estruturas de aço, destacando suas características, tipos de estruturas e componentes. Ele enfatiza a importância da durabilidade, custo de manutenção e sustentabilidade, além de apresentar exemplos de aplicações e estimativas de custo. A obra também discute aspectos arquitetônicos e estruturais relevantes para o projeto desses edifícios.
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EDIFÍCIOS INDUSTRIAIS EM ESTRUTURAS DE AÇO

Universidade Federal de São João del-Rei


Engenharia Civil

[Link] em: jul/2020


Introdução
Aula Teórica: 01
Introdução

Esquema de edifício industrial com os componentes estruturais [*]


Representação didática de um edifício industriais com os principais elementos estruturais. Na prática, os elementos estruturais não são de acordo com a
figura, por questão de facilidade de execução e o custo, os elementos são padronizados. Por exemplo, adota um modelo de pilar em toda o edifício.

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


[*] BELLEI, I. H. Edifícios Industriais em Aço - Projeto e Cálculo. São Paulo: Pini, 2004. estrutura metálica.

É proibido divulgar ou reproduzir, total ou parcialmente, as aulas, bem como gravar ou tirar fotos das aulas. 2
Introdução

Considerações Iniciais de Edifícios Industriais.


• Normalmente são construções térreas com ou sem ponte rolante;
• Devem atender finalidade de uso, levando em consideração durabilidade, menor custo de manutenção, conforto aos usuários e questões
relacionadas à sustentabilidade.
Exemplos de edifícios industriais:
• Industrias de laminação de perfis e chapas;
• Industrias de automóveis, autopeças, equipamentos, mineração, alimentos, bebidas, aeronaves...;
Planta de mineração em Mina da Conceição, em
Vista de interior de edifício industrial – laminação Vista de fábrica de aeronaves da Embraer Itabira

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


Disponível em: < [Link] Acesso em: 23 de jul. de 2020. 'Embraer vai sempre buscar mais novos negócios', diz presidente da empresa. OVALE, São Paulo, 24 de ago. de 2019. Disponível em: < [Link]
[Link] [Link]
[Link]>. Acesso em: 24 de jul. de 2020.

3
Introdução
Semelhanças em concepções estruturais
✓ depósitos de materiais e equipamentos; centros de exposições; instalações comerciais; rodoviárias; hangares; postos de gasolina; estações
de trens, metrôs e outros;
✓ áreas cobertas de práticas esportivas, tais como: ginásios esportivos; áreas cobertas de estádios;

✓ Construções em regiões agropecuária:


✓ silos graneleiros para armazenar grãos;
✓ abrigos para criação de animais;
✓ edifícios (ou galpões) para armazenar sementes e adubos;
✓ áreas cobertas para oficinas e implementos agrícolas.

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


Vista de construção de silo graneleiro [*] Vista de interior de silo graneleiro em operação [*]

Disponível em: < Disponível em: [Link]


galpes-de-armazenamento-de-soja-em-terminal-porturio>. Acesso em: 24 de jul. de
Disponível em: < Disponível em: < [Link]
[Link] em: 23 de jul. de 2020.
Acesso em: 24 de jul. de [Link] em: 23 de jul. de 2020.

4
Introdução

Estruturas de edifícios industriais


Podem ser apenas em aço, mistas (aço e concreto trabalhando em conjunto) ou hibrida (aço e concreto trabalhando isoladamente);

• Algumas vantagens de aço em relação a outros tipos de materiais se devem:


✓leveza da estrutura;
✓menor carga nas fundações;
✓vence grandes vãos;
✓rapidez na execução;
✓durabilidade;

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


✓não requer espaço para armazenamento dos elementos estruturais;
✓menor quantidade de mão-de-obra na montagem;
✓industrialização na fabricação;
✓padronização dos elementos;
✓facilidade na desmontagem e mudança;
✓um material sustentável.
• Componentes de edifícios industriais:
✓ As fundações podem ser rasas ou profundas, que são em função da resistência de subsolo e das cargas atuantes;
✓ As vigas baldrames são normalmente em concreto armado;
✓ Os pilares são em aço, mista (aço e concreto) ou em concreto armado;
✓ A estrutura de cobertura em aço (terças, tirantes e contraventamentos);
✓ As telhas das coberturas são em aço, alumínio, fibrocimento, PVC, telhas cerâmicas ou argamassa de cimento e outros.
5
Projeto arquitetônico de edifícios industriais

Tipos de perfis adotados em edifícios industriais

Tipos de perfis adotados:

soldado laminado tubular conformado a frio

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


Os perfis adotados na construção de edifícios industriais são: soldado, laminado, tubular e conformado a frio. Sendo que cada um tem as vantagens em
relação estrutural e preço.

Obs.
• Podem ser obtidos perfis soldados com diferentes geometrias.

6
Projeto arquitetônico de edifícios industriais

Estimativa de Custo em Estruturas de Aço


De acordo com a revista Construção da editora Pini, publicação no. 185, dezembro de 2016, para vãos entre 6 a 8 m, com
sobrecarga de 300 𝑎 400𝑘𝑔𝑓/𝑚2 , o peso de estrutura entre 40 𝑎 50 𝑘𝑔/𝑚2 , para Minas Gerais o custo é em torno de
𝑅$14,65/𝑘𝑔.
Observação: a variação acumulada da inflação entre 2016 e 2024 é de aproximadamente 57%
De acordo com Bellei, Ildony H. , baseado no livro Edifícios Industriais em Aço.

Itens Porcentagem

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


Projeto estrutural 1a3%
Detalhamento 2a6%
Material e insumos 20 a 50 %
Fabricação 20 a 40 %
Limpeza e pintura 10 a 30 %
Transporte 1a3%
Montagem 20 a 35 %

SINAPI – Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil, fornece base de referência para
orçamentos de construção civil.

7
Projeto arquitetônico de edifícios industriais

Noções de projeto arquitetônico de edifícios industriais


• Leva-se em consideração a finalidade de uso;
• Considera-se a modulação da estrutura para reduzir perdas dos materiais, facilitar o projeto, transporte e a construção.
• A transferência de temperatura para o interior da construção pode ser por meio de radiação, convecção ou condução térmica;
• Conforto térmico e ventilação:
✓ obtido com o pé-direito alto, sistema de ventilação apropriado, telhas apropriadas ou por meio de ar condicionado;
✓ as ventilações podem ser naturais ou por meio de exautores elétricos, que podem ser apenas laterais ou em associação com a saída na parte
superior;
✓ as coberturas com lanternim, tipo shed e exautores eólicas são adotadas como sistema de ventilação natural;

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


✓ a redução de transmissão de calor para interior de edifício pode ser obtida com o uso de: telhas de alumínio, que são bons refletores de radiação
solar; telhas de aço tipo sanduíche com isolante térmico (poliuretano expandido); pintura das telhas com uma cor clara para refletir melhor a luz
solar.
• Os fechamentos laterais podem ser em alvenaria, telha metálica ou associação entre as duas, além do uso de janelas e venezianas para melhorar a
iluminação natural e ventilação.

• Nas plantas de projetos arquitetônicos, constam: carimbo com dados da obra e o responsável técnico, cortes, vistas em planta e cortes, diagrama de
cobertura,....

8
Projeto arquitetônico de edifícios industriais

Modelo de ginásios disponível no site do Ministério do Esporte


• Cortes com vistas de esquemas estruturais.
• [Link]

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


9
EDIFÍCIOS INDUSTRIAIS EM ESTRUTURAS DE AÇO
Universidade Federal de São João del-Rei
Engenharia Civil

[Link] em: jul/2020


Tipos estruturais de edifícios industriais
Aula Teórica: 02
Tipos de edifícios industriais

Tipos de edifícios industriais


Os edifícios industriais quanto a classificação aos tipos de formas:
Pórtico simples (modelado no Robot) Vãos (pórtico) simples[1] Vãos (pórtico) múltiplos[2]

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


Cobertura Shed[3] Cobertura em arco treliçado[4]

[1] Disponível em: < [Link] Acesso em: 31 de jul. de 2020.


[2} Disponível em: <[Link] Acesso em: 31 de jul. 2020
[3] Disponível em: < [Link] Acesso em: 31 de jul. de 2020.
[4] Disponível em: < [Link] Acesso em: 1 de ago. de 2020.

É proibido divulgar ou reproduzir, total ou parcialmente, as aulas, bem como gravar ou tirar fotos das aulas. 2
Tipos de edifícios industriais

Tipos de edifícios industriais


Os edifícios industriais quanto a classificação aos tipos de formas – vãos simples

Pilar simples e estrutura da cobertura treliça com banzos paralelos, são vantajosas para grandes vãos e com
Pilar simples e com estrutura de cobertura em tesoura, implica em estrutura de baixo peso. Sendo
pequena inclinação (consultar fabricante de telha).
vantajosa para inclinação da cobertura maior que 150;

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


3
Tipos de edifícios industriais

Pilar simples e estrutura da cobertura em tesoura com ponte Pilar treliçado e tesoura, com
rolante leve. ponte rolante.

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


Pilar travado e tesoura trapezoidal, com Edifício em pórtico, para vãos pequenos e médios
ponte rolante. com as seções constantes.

4
Tipos de edifícios industriais

Edifício em pórtico, para grandes vãos com as seção Edifícios em pórtico de alma cheia com viga de rolamento
variáveis. apoiada sobre os pilares.

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


5
Tipos de edifícios industriais

Alguns exemplos de coberturas de edifício industrial, com as mesmas largura e inclinação, além das respectivas alturas.

Cobertura triangular Cobertura de banzos paralelos

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


Cobertura mista de banzos paralelos e triangular

Obs: em todos os casos a largura do


edifício é de 30 m.

6
Tipos de edifícios industriais
Juntas de dilatações
Quando a dimensão da construção em estrutura de aço for grande, deve ser prevista junta de
dilatação devido ao aumento de comprimento em função da temperatura.
• De acordo com a AISE no. 13/1991 estabelece: Edifícios com fornos e estruturas similares,
tendo metal quente e sujeitos a mudanças de temperatura, devem ter juntas de dilatação
transversais previstas a intervalos não superiores a 120 m. Se os edifícios não estão sujeitos a
mudanças internas de temperatura, a distância pode ser de 150 m. Se o edifício for formado
por várias naves, deverão ser previstas juntas longitudinais quando a largura exceder 150 m
ou ultrapassar cinco alas.
Mukanov AISE n 13
Tipo de Construção

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


a b c l c l
Prédios com temperatura
75 50 200 120 120 150
elevadas

Prédios sem mudanças internas


90 50 230 150 150 150
de temperatura

Prédios sem cobertura 50 30 130 -- -- --

7
Tipos de edifícios industriais

Esquema de representação arquitetônica e estrutural

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


Obs.: nas representações faltam as medidas em planta e na altura

8
Tipos de edifícios industriais

Exemplos de bases de apoios de pilares.

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


(a) Rotulados em torno dos dois eixos;
(b) Engastados em torno dos dois eixos;
(c) Engastado em um e noutro eixo rotulado.

9
Tipos de edifícios industriais

Vistas do edifício durante a construção e no presente. Atualmente pertence à Base Aérea de Santa Cruz, Rio de Janeiro, RJ.

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


Hangar do Zeppelin em Santa Cruz completa 80 anos. Guilherme Wiltgen, 26/12/2016. Defesa Aérea & Naval. Disponível em: < [Link]
em-santa-cruz-completa-80-anos>. Acesso em: 28 de jul. de 2020.

10
Edifícios Industriais em Estruturas de Aço
Embraer e Rockwell Collins avaliam portfólio compartilhado de tecnologias de defesa. EPOCANEGOCIOS, São
Paulo, 4 de abr. de 2017. Disponíel em: <
[Link]
[Link]>. Acesso em: 24 de jul. de 2020.
Vista externa da Embraer em São José dos Campos
Vista dos elementos estruturais: pilares, vigas de tapamento e

Perfis de aço: os principais tipos usados em estruturas na construção civil, 18 de Jul. de 2019. Disponível
em: <[Link] Acesso em: 14 de ago. de 2020.
11
terças

'Embraer vai sempre buscar mais novos negócios', diz presidente da empresa. OVALE, São Paulo, 24 de ago. de 2019.
Disponivel em: < [Link] Acesso em: Disponível em: < [Link]
23 de jul. de 2020 [Link]>. Acesso em: 24 de jul. de 2020.
Interior de linha de montagem
Estrutura aporticada

da Embraer
Tipos de edifícios industriais
Tipos de edifícios industriais

Edifício com lanternim Detalhe executivo de fechamento lateral

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


Fluxo de ar de lanternim

12
Tipos de edifícios industriais

Porto de Beirute / Líbano


Vista de galpões portuários danificados pela forte explosão. As
Fábrica de sucocítrico Cutrale em Araraquara telhas de fechamentos foram danificadas ou deslocados do local e
sendo visíveis os elementos estruturais dos edifícios.

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


Fonte: [Link]
regiao/noticia/2022/08/17/morre-empresario-jose-luis-cutrale-
[Link]. Em 17 de ago. de 2023 BBC News. Com porto destruído, Líbano vive temor de
desabastecimento e fome. Disponível em:
[Link] Acesso
em: 9 de ago. de 2020.

13
EDIFÍCIOS INDUSTRIAIS EM ESTRUTURAS DE AÇO
Universidade Federal de São João del-Rei
Engenharia Civil

[Link] em: jul/2020


Projetos de edifícios industriais
Aula Teórica: 03

É proibido divulgar ou reproduzir, total ou parcialmente, as aulas, bem como gravar ou tirar fotos das aulas.
Projetos de edifícios industriais
Documentos para projetos
1- Projeto arquitetônico:
Norma utilizada: ABNT NBR 6492:1994.
• Localização da obra; definir uso da construção; área de construção;
• Desenhos com planta de situação, planta baixa, cortes, vistas frontal e lateral e diagrama de cobertura.
2- Memorial de cálculo:
Constam no memorial:
Normas utilizadas:
definição dos carregamentos (ABNT NBR 6120:2019, ABNT NBR 6123:2023);
normas de dimensionamento (ABNT NBR 8800:2008);

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


Observação: a norma de vento NBR 6123 foi atualizada em 2023.
Constam no
Os materiais adotados
As ações atuantes
Resultados de análise estrutural
Verificação estrutural descritos analiticamente, de acordo com as normas vigentes

3-Desenhos de projeto:
• conter as dimensões básicas;
• as denominações dos perfis;
• croquis das ligações e apoios;
• as especificações em que o projeto foi baseado.
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Projetos de edifícios industriais

4-Desenhos de fabricação:
• Conter as informações de desenhos de projeto para a fabricação de todos os elementos da estrutura, tais como:
✓ Materiais;
✓ Locação;
✓ Tipo e dimensão de todos os parafusos e soldas de fábrica e de campo.

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


3
Projetos de edifícios industriais

Veículo para transporte de componentes estruturais de edifício industrial

As estruturas de edifícios são montadas na fábrica , transportadas até a obra e realizada a montagem;
Os transportes são feitas por caminhões, portanto existem as dimensões máximas para caber nas carretas, além das alturas máximas das
cargas para poder passar debaixo dos viadutos e acessar as fábricas;
As dimensões das carretas devem atender departamento de rodagem. A largura total da carreta é no máximo de 2600mm e o
comprimento depende de modelos de carrocerias.

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


4
Projetos de edifícios industriais

Análise estrutural – Tipos de esforços nas barras


Barras tracionadas Barras flexionadas
• Força axial de tração: • Força flexão (momento fletor):
✓ Terças;
✓Tesouras treliçadas da cobertura ✓ Vigas de tapamento;
✓Treliças dos pilares;
✓ Vigas de rolamento de uma ponte rolante;
✓Pendurais; ✓ Consoles.
✓Tirantes;
✓Contraventamentos
Barras flexo-comprimidas

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


• Forças de compressão e flexão:
Barras comprimidas ✓ Pilares;
✓ Vigas de tapamento;
• Força de compressão: ✓ Terças.
✓ Pilares;
✓ Elementos de uma treliça;
✓ Escoras de terças e vigas de tapamento;
✓ Contraventamentos

5
Projetos de edifícios industriais

Tabela de perfis
Elementos estruturais com os perfis recomendados e as respectivas solicitações.

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


6
Projetos de edifícios industriais

Tabela com denominações de edifícios industriais quanto ao tamanho

Vão (transversal) Espaçamento entre pórticos


Pequeno: até 15 m 3a5m
Médio: 16 a 25 m 4a7m
26 a 35 m 6a8m
Longo: 36 a 45 m 8 a 10 m
Inércia Variável: 46 a 60 m 9 a 12 m

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


Tabela com classificação de edifícios industriais em função de
estimativa de consumo de aço kg/m2
Classificação
Elementos em estruturas de aço Muito Muito
leve Leve Médio Pesado pesado
ESTRUTURA DA COBERTURA: tesouras, 5 10 20 30 40
vigas secundárias, terças, lanternim, a a a a a
contraventamento, tirantes, vigas,
pórtico etc. 10 20 30 60 80
PARTE INFERIOR: pilares, plataformas, 10 20 40 90 160
vigas de rolamento, vigas e colunas de a a a a a
tapamento etc. 20 40 90 140 320
> 30 a
Total <30 60 a 120 120 a 200 200 a 400
60

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Tipos de edifícios industriais
Juntas de dilatações
Quando a dimensão da construção em estrutura de aço for grande, deve ser prevista junta de
dilatação devido ao aumento de comprimento em função da temperatura.
• De acordo com a AISE no. 13/1991 estabelece: Edifícios com fornos e estruturas similares,
tendo metal quente e sujeitos a mudanças de temperatura, devem ter juntas de dilatação
transversais previstas a intervalos não superiores a 120 m. Se os edifícios não estão sujeitos a
mudanças internas de temperatura, a distância pode ser de 150 m. Se o edifício for formado
por várias naves, deverão ser previstas juntas longitudinais quando a largura exceder 150 m
ou ultrapassar cinco alas.
Mukanov AISE n 13
Tipo de Construção

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


a b c l c l
Prédios com temperatura
75 50 200 120 120 150
elevadas

Prédios sem mudanças internas


90 50 230 150 150 150
de temperatura

Prédios sem cobertura 50 30 130 -- -- --

8
Projetos de edifícios industriais

Tipos de estruturas treliçadas

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


Esquema para diminuir comprimento de flambagem

9
Projetos de edifícios industriais
Exemplos de estruturas

Estrutura com tirante Estrutura com tirante

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


Estrutura com tirante Estrutura contraventada

10
Projetos de edifícios industriais

Interior de edifício industrial

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


11
EDIFÍCIOS INDUSTRIAIS EM ESTRUTURAS DE AÇO
Universidade Federal de São João del-Rei
Engenharia Civil

[Link] em: jul/2020


Viga de rolamento
Aula Teórica: 03

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Dimensionamento de viga de rolamento

Esquema de ponte rolante didático (Livro Edifícios Industriais em Aço - Ildony H. Bellei)

Topo do trilho
trole

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


C(mínimo)
Topo do trilho

Viga de rolamento

≈2400
console

Vista lateral de ponte rolante / vista


das rodas

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Dimensionamento de viga de rolamento

Tabela de ponte rolante didático

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


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Dimensionamento de viga de rolamento

Adaptação de ponte rolante (Livro Edifícios Industriais em Aço - Ildony H. Bellei)

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


𝐻𝑣𝑒𝑖 - altura do veículo com carga é 4,4𝑚 de acordo o CONTRAN;
C – valor obtido da tabela de ponte rolante didático;
2400mm – distância entre altura do veículo e topo do trilho;
ℎ1 - distância entre o topo do trilho e a base da mesa inferior da
viga de rolamento, 800mm é valor proposto na tabela de ponte
rolante didático;
ℎ2 - distância do topo do trilho até eixo do console;
𝐻𝑐𝑜𝑛 – distância entre o eixo do console ou eixo da viga que apoia
viga de rolamento até piso;
𝐻𝑔 - distância do piso até a parte inferior da viga de cobertura ou
banzo inferior.
4
Dimensionamento de viga de rolamento

Ponte rolante
A ponte rolante pode ser adquirida em modelo padrão ou fabricada sobre medida, no caso de ponte rolante de grande
porte.

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


Fonte: Munk Crane I. nc. Disponível: <[Link] Acesso em: 30 de setembro de 2023.

As finalidades de ponte rolante:


✓ Movimentar cargas dentro de edifício industrial, carregar e descarregar peças de caminhões.
Os componentes de ponte rolante são:
✓ As rodas motrizes que apoiam sobre os trilhos e estes sobre a viga de rolamento. As rodas estão localizadas nas duas
extremidades.

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Dimensionamento de viga de rolamento

✓ A ponte rolante possui trole que se movimenta transversalmente;


✓ O guincho motorizado está sobre o trole com a finalidade içar cargas;
✓ O controle de ponte rolante pode ser por meio de: (1) botoeira ligada por meio de cabos elétricos, (2) por controle
remoto ou (3) controlado dentro de cabine.

Roda motriz Vista de trole e guincho

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


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Dimensionamento de viga de rolamento

Sistema de roldana e
gancho para fixação da carga
Diferentes vistas de ponte rolante comum.

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


(a) Vista frontal de ponte rolante

(b) Vista lateral

Na vista frontal (a) observa-se as rodas nas duas


extremidades que apoiam sobre os trilhos (que não está
representado). Já na figura (b) é a vista lateral e mostra
as duas rodas.
O trole é vista na figura (a) com roldana para içamento
de carga. O trole movimenta sobre a ponte rolante.
Quando o trole estiver em uma das extremidade, a carga
(c) Vista 3D
sobre viga de rolamento é maior para este lado.
7
Dimensionamento de viga de rolamento

Forças horizontais que atuam nas vigas de rolamento


As forças horizontais que atuam sobre o topo do trilho são força longitudinal (𝐻𝐿 ), na direção do trilho e transversal (𝐻𝑇 ).

Força longitudinal= HL
✓ Considera-se aplicada uma força longitudinal no topo do trilho, caso não conheça o valor com precisão, adota-se uma
carga de 20% da soma total (Q) da carga em cada roda motriz.

Força no para-choque = F
✓ De acordo com a NBR 8800, a força devida ao choque de ponte rolante com batente deve ser informada pelo

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


fabricante, que também deve especificar e, se possível, fornecer o batente;
✓ Segundo a AISE ( Association of Iron and Steel Engineers) no 13 sugere uma formula da força horizontal sobre o para-
choque, com absorção de energia por meio de molas ou cilindros hidráulicos;
𝑣2
𝐹=
2. 𝑔. 𝑇
Onde:
𝐹: força em kN;
𝑣: velocidade da ponte, em m/s, sendo consideradas 50% da velocidade máxima;
𝑔 = 9,81𝑚/𝑠 2 ;
𝑇: comprimento de encurtamento do batente da ponte = 0,05m.

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Dimensionamento de viga de rolamento

Forças transversais (𝑯𝑻 )

De acordo com a NBR8800, deve ser igual ao maior valor dos seguintes valores:
• 10% do peso combinado da carga a ser içada mais o peso do trole e dos dispositivos de içamento;
• 5% da soma da carga içada mais o peso total da ponte, incluindo trole e dispositivo de içamento;
• 15% da carga içada, exceto para galpões siderúrgicos, cujos valores são dados na tabela a ser a seguir.
• Os dados de uma ponte rolante são fornecidos pelos fabricantes (Arquivo de ponte rolante fabricada pela empresa
FEBA) ou baseada em ponte rolante didática (Arquivo de ponte rolante didática (baixar)

Em usinas siderúrgicas são adotados os valores da tabela a seguir:

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


Força transversal
Tipo de ponte
% da carga içada
(para cada lado)
Ponte de aciaria e laminação 20
50
Ponte com caçamba e eletroímã
Ponte de pátio de placa e tarugos
100
Ponte de forno poço
Ponte de estripador 100% do peso do lingote e lingoteira

A ponte rolante didática fornece diversos dados, por exemplo, o valor de R que é a carga máxima por cada roda de ponte
rolante, quando o trole estiver em uma das extremidades (lado direito ou esquerdo), e a carga do outro lado é de 40% de
R.
9
Dimensionamento de viga de rolamento
Impacto vertical
• No dimensionamento das vigas de rolamento, das suas ligações e dos pilares devem ser considerados o impacto
vertical para majoração das cargas móveis das pontes rolantes. Sendo os seguintes valores majoração adotados:
✓ Para pontes rolantes operadas da cabine: 25%;
✓ Para as pontes rolantes operadas por controle pendente ou remoto: 10%.
Vigas de rolamento
• Sustentam o caminho de rolamento das pontes rolantes (trilhos);
• Transmitem os esforços para as estruturas suportes;
• Normalmente são construídas como vigas biapoiadas, para diminuir o efeito de fadiga. Os tipos de perfis adotados
são:

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


✓ perfis tipo I laminado ou soldado simétrico ou monossimétrico;
✓ para grandes vãos são adotadas treliças, viga-caixão ou viga mista.
• Os perfis monossimetricos possuem a mesa superior com seção maior que a mesa inferior, porque quando atua carga
transversal sobre o trilho, considera-se apenas a geometria da região comprimida do perfil para combater os esforços
transversais. Já nas cargas verticais considera todo o perfil.

Esforços atuantes em viga de rolamento


𝑃 = ação vertical
𝐻𝐿 =ação longitudinal
𝐻𝑇 =ação transversal

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Dimensionamento de viga de rolamento

Tipos de vigas de rolamento

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Perfis tipo I:
✓ (a) Vigas com ou sem reforço lateral, cargas de ponte até 50 kN e vão até 6 m;
✓ (b, c) Viga de seção assimétrica, cargas de ponte entre 50 a 250 kN e vão até 7 m;
✓ (d, e) Vigas com contenção lateral, cargas de ponte entre 50 a 250 kN e vão acima
de 7 m;
Tipos de vigas para vencer vãos acima de 25 m:
✓ (f) Viga caixão;
✓ (sem figura) Viga em estrutura treliçada.

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Dimensionamento de viga de rolamento

Dicas para escolha do tipo geométrico de perfis


✓ Vãos até 6 – 7 m as vigas de rolamento podem suportar isoladamente as cargas atuantes;
✓ Vãos até 11 - 13 m fazem-se contenção lateral na mesa superior (figura “d”, sendo a figura “e” vista em 3D);
✓ Para vãos superiores e com cargas superiores a 25 t, faz-se contenção na mesa superior e inferior.

Flechas admissíveis
• Vertical, devido ao trem-tipo (carga móvel), sem impacto:
✓ Vigas para pontes rolantes com capacidade ≤ 20 tf = L/600;

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✓ Vigas para pontes rolantes com capacidade ≥ 20 tf = L/800;
✓ Vigas para pontes rolantes siderúrgicas = L/1000.
• lateral, devido ao trem-tipo:
✓ Vigas para qualquer ponte rolante= L/600;

5 𝑞𝐿4
𝛿= .
384 𝐸𝐼

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Dimensionamento de viga de rolamento

Pré-dimensionamento de viga de rolamento

Adotam-se as seguintes relações para a economia da estrutura e um pré-dimensionamento mais rápido:

Condição Valores

𝐿/600 𝐿/10 > 𝑑 > 𝐿/14

𝐿/800 𝐿/8 > 𝑑 > 𝐿/12

𝐿/1000 𝐿/6 > 𝑑 > 𝐿/10

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Mesas comprimidas 𝐿/20 > 𝑏𝑓 > 𝐿/40

Relação entre a espessura 𝑡𝑓


≤4
da mesa e alma 𝑡𝑤

Espessura mínima √𝑓𝑦 ℎ


𝑡𝑤 ≥ 6,3𝑚𝑚 e 𝑡𝑤 ≥ ℎ 198 = 160 para 𝑓𝑦 = 2,5𝑡𝑓/𝑐𝑚2
recomendada

Contraflecha
• Deve ser adotada para todas as vigas com vão de rolamento superiores a 20 m. Sendo igual à deflexão provocada pela
carga permanente, mais 25% da carga móvel sem impacto.

13
Dimensionamento de viga de rolamento

Resistencia à fadiga
• Verificar a um determinado número de ciclos de cargas, que corresponde à vida útil da estrutura;
• de acordo como anexo K da NBR 8800:2008.
Enrijecedores (nervuras)
• Tem a função de combater flambagem local da alma e das mesas, devida à compressão e/ou esforço cisalhante;
• Os enrijecedores são verticais, horizontais ou combinação das duas.
• Os enrijecedores verticais combatem os esforços de cisalhamento ou no ponto onde são aplicados grandes cargas na

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viga;
• O enrijecedor mais simples é a barra retangular. As soldas podem ser contínuas ou intermitentes

USIMINAS MECÂNICA TRANSPORTA MAIOR VIGA JÁ FABRICADA EM IPATINGA, 23 de mai 2017. Disponível em: [Link] Acesso em: 14 de ago. de 2020.

14
Dimensionamento de viga de rolamento

Esquemas de enrijecedores na alma

Em um lado da
alma

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Nos dois lados da
alma

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Dimensionamento de viga de rolamento

Enrijecedores verticais de apoio


• Recomenda-se adotar enrijecedores na região de apoio da viga, para transmitir as reações provocadas pelas pontes
rolantes na mesa superior das vigas até a mesa inferior e consequentemente para a base de apoio;
• A área para transmissão de carga leva em consideração uma parcela da alma, conforme as figuras a seguir:

Perfil
Apoio extremo

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Dimensão de Enrijecedor (𝑙𝑒 ):
𝑡𝑒 ≥ 𝑡𝑤
𝑙𝑒 25
=
𝑡𝑒 𝑓𝑦 Apoio central
𝑓𝑦 em 𝑡𝑓/𝑐𝑚2

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Dimensionamento de viga de rolamento

Enrijecedores intermediários
• Mesmo que no cálculo seja desnecessário colocação de enrijecedores intermediários, recomenda-se colocar para
combater a excentricidade dos trilhos para evitar empenamento da alma e mesa.
• Espaçamento recomendado:
✓ 1500 mm ou 3 d, adotar o que for menor
▪ Recomendação da NBR 8800 e AISC:
✓ espaçamento máximo entre enrijecedores transversais, que a relação a/h menor que 3,0. No entanto, caso a relação
h/tw seja inferior a 260, a relação a/h é ilimitada;
✓ Para evitar o efeito de fadiga, pode-se interromper os enrijecedores verticais a uma distância de 4 tw a 6 tw do topo

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da mesa inferior, figura (a);

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Dimensionamento de viga de rolamento

✓ Para vigas com altura acima de 2500 mm, ou quando se tem necessidade levar enrijecedor até a mesa inferior, adota-se um dos artifícios figuras (b, c, d, e);
ℎ 4
✓ Momento de inércia de um enrijecedor (simples ou par) em relação ao eixo não pode ser inferior a ;
50

✓ Mukhanov sugere largura 𝑏𝑒 ≥ 30 + 40𝑚𝑚;
𝑏𝑒 25
✓ experiência do Idony sugere 0,25 da largura da mesa, e como referência, respeitando a inércia mínima e a relação 𝑡

𝑓𝑦

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18
Dimensionamento de viga de rolamento

✓ Quando se adota enrijecedores esbelta, existe o recurso de utilizar enrijecedores longitudinais, afastados entre 0,20 a
0,25 da altura do topo da viga;
✓ Enrijecedores curtos, com comprimento que ultrapasse a linha neutra, em razão da carga dinâmica e excentricidade
dos trilhos, há grande possibilidade de fissura na alma.

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Esquemas de ligações trilhos e mesa superior

19
Dimensionamento de viga de rolamento

Trilho desalinho em relação a alma da viga Conexão entre a viga de rolamento e o pilar
Trilho desalinhado em relação à alma pode causar Diferentes procedimentos para ligar viga de
flambagem da mesa, em razão disso é colocado rolamento e pilar
enrijecedores intermediários.

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20
Dimensionamento de viga de rolamento

Batente no final do trilho

Esquemas de ligações de trilhos

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21
Dimensionamento de viga de rolamento

Trilhos
Existem diferentes modelos de trilhos, como exemplo serie de trilhos (baixar) disponibilizados pela empresa comercial.
Um modelo de trilho é o ASCE80 (TR40), onde constam as geometrias e as propriedades geométricas do trilho. O “TR”
refere-se ao trilho e “40” o peso aproximado por metro linear.
Vídeo de ponte rolante
Exemplo de ponte rolante em operação (assistir).

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Tabela de perfis
[Link]
[Link]
[Link]

22
Esquema das medidas de acordo com o ponte rolante didático

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EDIFÍCIOS INDUSTRIAIS EM ESTRUTURAS DE AÇO
Universidade Federal de São João del-Rei
Engenharia Civil

[Link] em: jul/2020


Ações devidas ao vento em edificações
Aula Teórica: 05
Ações devidas ao vento

Introdução
▪ Os edifícios de geometria retangular em planta são normatizadas de acordo com a NBR 6123/1988. As
coberturas podem ser em: duas águas, uma água ou arco.

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Vista frontal
Vista em planta
Edifícios com geometria diferente da norma de vento devem ser submetidos a ensaios em túnel de vento.

Modelo reduzido Túnel de vento


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Vento atuando a 𝟗𝟎° sobre o edifício

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Cobertura de duas águas com as quatro
Cobertura de duas águas com as quatro fachadas fechadas fachadas abertas

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Coberturas isoladas a uma água plana
(de acordo com o item 8.2)
- Caso de cobertura de duas águas: 0,07 ≤ 𝑡𝑔𝜃 ≤ 0,6 𝑒 ℎ ≥ 0,5𝑙2
Onde:
ℎ = altura livre entre o piso e o nível da aresta horizontal mais baixa da cobertura;
𝑙2 =profundidade (comprimento) da cobertura;
𝜃 =ângulo de inclinação das águas da cobertura
Cobertura com uma água sem fechamentos laterais

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Equação de Bernoulli
1 1
𝑝1 + 𝜌. 𝑔. 𝑦1 + . 𝜌. 𝑣12 = 𝑝2 + 𝜌. 𝑔. 𝑦2 + . 𝜌. 𝑣22
2 2

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– Definições das ações de vento
• Barlavento: região onde sopra o vento, em relação à edificação;
• Sotavento: região oposta de onde sopra o vento, em relação à edificação;’
• Sobrepressão: pressão efetiva acima da pressão atmosférica de referência (positivo),
do lado externo do edifício;
• Sucção: pressão efetiva abaixo da pressão atmosférica de referência (negativo), do
lado externo do edifício;
• Superfície frontal: superfície definida pela projeção ortogonal da edificação,
estrutura ou elemento estrutural sobre um plano perpendicular à direção do vento
(superfície de sombra);
• Vento básico: velocidade básica de vento 𝑉0 adotada nos cálculos que é obtido de
isopleta;

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total.
– Procedimentos para o cálculo das ações devidas ao vento nas edificações.
• São as seguintes considerações a serem adotadas:
✓ Elementos de vedação e suas fixações (telhas, vidros, esquadrias, painéis de vedação, etc.);
✓ Partes da estrutura (telhados, paredes, etc.);
✓ A estrutura como um todo.

– Cálculo das forças estáticas devidas ao vento.


Obtidos a partir de:
• Velocidade característica do vento:
𝑉𝑘 = 𝑉0 . 𝑆1 . 𝑆2 . 𝑆3
• Pressão dinâmica do vento:
𝑞 = 0,613. 𝑉𝑘2

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➢ as unidades das equações no SI (m e s).

– Determinação dos efeitos dinâmicas do vento


• Definição da velocidade básica do vento V0:
✓ velocidade de uma rajada de 3 s, excedida em média uma vez em 50 anos, a 10 m acima do terreno, em
campo aberto e plano.
• Isopletas velocidades básica do vento, V0, varia de acordo com a região do Brasil, consultar mapa de
isopletas;

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Isopleta de velocidade básica do vento

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Os números internos são as cidades que constam na tabela do ANEXO C
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• Fator topográfico. Fator S1.
• Leva em consideração o relevo do terreno, sendo os seguintes parâmetros:
✓ Terreno plano ou fracamente acidentado:
𝑆1 = 1,0

✓Taludes e morros:

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total.
• taludes e morros alongados nos quais pode ser admitido um fluxo de ar
bidimensional, conforme a figura.
✓ nos pontos A e C: S1 =1,0;
✓ no ponto B:
➢ 𝜃 ≤ 3°
𝑆1 𝑧 = 1,0
➢ 6° ≤ 𝜃 ≤ 17°:
𝑧
𝑆1 𝑧 = 1,0 + 2,5 + 𝑡𝑔 𝜃 − 3° ≥ 1,0;
𝑑
✓ 𝜃 ≥ 45°:

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𝑧
𝑆1 𝑧 = 1,0 + 2,5 + 𝑑 ∙ 0,31 ≥ 1,0;
❑ interpolar linearmente nas inclinações onde as expressões acima não contemplam

• Observação: Entre A e B e entre B e C, o fator 𝑆1 é obtido por interpolação linear.


✓ vales profundos e protegidos de ventos de qualquer direção: S1 =0,9.
❖ Dependendo das situações, há necessidade de realizar ensaios em túnel de vento
e/ou medições com anemômetros in loco.

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total.
Rugosidade do terreno, dimensões da edificação e altura sobre o terreno. Fator S2.
• Leva em consideração a rugosidade do terreno para determinar a velocidade do
vento;
• A velocidade aumenta conforme aumenta a altura em relação ao solo, mas que
depende da rugosidade do terreno;
✓ Rugosidade do terreno é dividido em cinco categorias:
• Categoria I: superfícies lisas de grandes dimensões, com mais de 5 km de extensão,
medida na direção e sentido do vento incidente. Exemplos:
✓ mar calmo;

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✓ lagos e rios;
✓ pântanos sem vegetação.
• Categoria II: terrenos abertos em nível ou aproximadamente em nível, com poucos
obstáculos, tais como árvores e edificações baixas. Exemplos:
✓ zonas costeiras planas;
✓ pântanos com vegetação rala;
✓ campos de aviação;
✓ fazendas sem sebes ou muros.
❖ A cota média do topo dos obstáculos é considerada inferior ou igual a 1,0 m.

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• Categoria III: terrenos abertos em nível ou aproximadamente em nível, com poucos
obstáculos, tais como árvores e edificações baixas. Exemplos:
✓ granjas e casas de campo, com exceção das partes com matos;
✓ fazendas com sebes e/ou muros;
✓ subúrbios a considerável distância do centro, com casas baixas e esparsas.
❖ A cota média do topo dos obstáculos é considerada igual a 3,0 m.

• Categoria IV: terrenos cobertos por obstáculos numerosos e pouco espaçados, em


zona florestal, industrial ou urbanizados. Exemplos:
✓ zonas de parques e bosques com muitas árvores;

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✓ cidades pequenas e seus arredores;
✓ subúrbios densamente construídos de grandes cidades;
✓ áreas industriais plana ou parcialmente desenvolvidas.
❖ A cota média do topo dos obstáculos é considerada igual a 10 m ou com cotas
maiores que não sejam consideradas de categoria V.
• Categoria V: terrenos cobertos por obstáculos numerosos, grandes, altos e pouco
espaçados. Exemplos:
✓ florestas com árvores altas, de copas isoladas;
✓ centros de grandes cidades;
✓ complexos industriais bem desenvolvidos.
❖ A cota média do topo dos obstáculos é considerada igual ou superior a 25 m.
Proibido reprodução e divulgação parcial ou total.
• Dimensões de edificações:
✓ Em função das dimensões da construção, a atuação de vento é variável. Sendo
assim, são divididos em seguintes classes:
• Classe A:
✓ toda edificação na qual a maior dimensão horizontal ou vertical não exceda 20.
• Classe B:
✓ toda edificação ou parte de edificação para a qual a maior dimensão horizontal ou
vertical da superfície frontal esteja entre 20 m e 50 m;
• Classe C:
✓ toda edificação ou parte de edificação para a qual a maior dimensão horizontal ou

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vertical da superfície frontal exceda 50 m.
• Altura sobre o terreno.
✓ O fator S2 é calculado a partir da seguinte expressão:

𝑧 𝑝
𝑆2 = 𝑏. 𝐹𝑟 .
10
Onde:
𝑧 é a cota vertical;
𝑏, 𝐹𝑟 𝑒 𝑝 são obtidos da Tabela 1 da norma de vento em função da classe.

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• Fator estatístico S3.
• Leva-se em consideração o grau de segurança para o tipo de finalidade:

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Coeficiente de pressão e de forma, externos
• Coeficiente aerodinâmicos de um painel

Exemplo:

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✓ As edificações estão sujeitas à pressão e sucção de vento, no exemplo de um painel,
respectivamente, barlavento e de sotavento;
Cp=Ce-Ci;
Cp=1,0-(-0,5)=1,5
• A NBR 6123 apresenta tabela de coeficientes de pressão e de forma externos para
diferentes geometrias de construções, tabelas 4 a 9.
▪ Como exemplo, são apresentados as tabelas 4 e 5:
✓ A tabela 4 ilustra os coeficiente pressão e de forma, externos, para paredes de
edificações de planta retangular;
✓ A tabela 5 ilustra coeficiente de pressão e de forma, externos, para telhados com
duas águas simétricas, em edificações de planta retangular e com paredes nos
quatro lados.
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Proibido reprodução e divulgação parcial ou total.
Continuação da tabela anterior

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• Coeficiente de pressão interna 𝑪𝒑𝒊
• É em função da permeabilidade das paredes, que são aberturas devidas:
✓ Juntas;
✓ Painéis de vedações entre telhas;
✓ Vãos de portas e janelas;
✓ Ventilação na cobertura;
✓ Chaminés;
✓ Lanternins....
▪ O índice de permeabilidade é definido pela relação entre a área das aberturas e a
área total desta parte.

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• a) Duas faces opostas igualmente permeáveis e as outras faces impermeáveis:
✓ a.1) Para vento perpendicular a uma face permeável:
𝐶𝑝𝑖 = +0,2
✓ a.2) Para vento perpendicular a uma face impermeável:
𝐶𝑝𝑖 = −0,3

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• b) Quatro faces igualmente permeáveis:
• Adotar a pior situação:
𝐶𝑝𝑖 = 0 𝑜𝑢 𝐶𝑝𝑖 = −0,3
• Para edificações efetivamente estanques e com janelas fixas que tenham uma
probabilidade desprezável de serem rompidas por acidente, considerar o mais nocivo dos
seguintes valores:
𝐶𝑝𝑖 = 0 𝑜𝑢 𝐶𝑝𝑖 = −0,2
• c) Construções com permeabilidade igual em todas as faces, exceto por uma
abertura dominante em uma delas:

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✓ c.1) abertura dominante na face de barlavento:

Ad/As Cpi
1,0 +0,1
1,5 +0,3
2,0 +0,5
3,0 +0,6
>=6,0 +0,8

Proibido reprodução e divulgação parcial ou


total.
✓ c.2) Abertura dominante na face de sotavento:
𝐶𝑝𝑖 = 𝐶𝑝𝑒 tabela 4
✓ c.3) (i) Abertura dominante situada em face paralela à direção do vento:
Adotar o valor do coeficiente de forma externo, 𝐶𝑒 , correspondente ao local
de abertura nessa face, tabela 4
✓ c.3.1) Abertura dominante situada em zona de alta sucção externa:

Ad/As Cpi
<0,25 -0,4
0,50 -0,5

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0,75 -0,6
1,00 -0,7
1,50 -0,8
3,00 -0,9

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✓ Observações:
- De acordo com “Notas” (Tabela 5): o coeficiente de forma 𝐶𝑒 na face inferior do beiral
é igual ao da parede correspondente.
• Parte inferior do beiral:
– O coeficiente de forma 𝐶𝑒 na face inferior do beiral é igual ao da parede
correspondente. Sendo o beiral ≤ 0,1. 𝑏

• Cobertura de lanternins:
– O 𝑐𝑝𝑒 médio = −2,0

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• Força estática devida ao vento
• Os valores são obtidos por meio de tabelas ou experimentalmente em túneis de
vento, sendo dada pela seguinte equação:
𝐹 = 𝐶𝑒 − 𝐶𝑖 ∙ 𝑞 ∙ 𝐴
✓ 𝐶𝑒 = coeficiente de forma externo: Ce = Fe/q.A
✓ 𝐶𝑖 = coeficiente de forma interno: Ci = Fi/q.A
• A força global do vento atuando em uma construção, Fa, é obtida pela soma vetorial
das forças do vento:
Fa = [Link]
• Onde:

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✓ Ca = coeficiente de arrasto;
✓ Ae = área frontal efetiva, face da área perpendicular ao vento.
• Uma componente qualquer de força global é obtida por:
F = Cf.q.A
✓ Cf = coeficiente de força, especificado em cada caso;
✓ A = área de referência

Proibido reprodução e divulgação parcial ou


total.
• Coeficiente de atrito
Além das cargas atuantes nas paredes, leva-se em consideração força de atrito no
sentido do vento, originada por rugosidade e nervura das superfícies de fechamento,
quando:
𝑙2 𝑙
≥ 4 ou 𝑙2 ≥ 4
ℎ 1

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𝐹 ′ = 𝐶 𝑓 . 𝑞. 𝑙1 . 𝑙2 − 4. ℎ + 𝐶𝑓 . 𝑞. 2. ℎ. 𝑙2 − 4. ℎ 𝑠𝑒 ℎ ≤ 𝑙1

𝐹 ′ = 𝐶 𝑓 . 𝑞. 𝑙1 . 𝑙2 − 4. 𝑙1 + 𝐶𝑓 . 𝑞. 2. ℎ. 𝑙2 − 4. 𝑙1 𝑠𝑒 ℎ ≥ 𝑙1

Proibido reprodução e divulgação parcial ou total.


O primeiro termo refere-se à força de atrito no telhado e o segundo termo à força de atrito
nas paredes.
Os valores de Cf são:
a) Cf = 0,01 para superfícies sem nervuras transversais à direção do vento;
b) Cf = 0,02 para superfícies com nervuras arredondadas (ondulações) transversais à
direção do vento;
c) Cf = 0,04 para superfícies com nervuras retangulares transversais à direção do vento;

Coberturas isoladas a uma água plana


(de acordo com o item 8.2)
- Caso de cobertura de duas águas: 0,07 ≤ 𝑡𝑔𝜃 ≤ 0,6 𝑒 ℎ ≥ 0,5𝑙2 (4° ≤ 𝜃 ≤ 30°)

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Onde:
ℎ = altura livre entre o piso e o nível da aresta horizontal mais baixa da cobertura;
𝑙2 =profundidade da cobertura (comprimento);
𝜃 =ângulo de inclinação das águas da cobertura

Proibido reprodução e divulgação parcial ou total.


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𝜃 = tan 0,7 = 35°
𝜃 = tan 0,2 = 11,3°
𝜃 = tan 0,4 = 31°
𝜃 = tan 0,6 = 31°

Proibido reprodução e divulgação parcial ou total.


Edifícios Industriais em Estruturas de Aço
Proibido reprodução e divulgação parcial ou total.
Abóbada cilíndricas de seção circular
- Caso de ensaios em fluxo de ar aproximadamente uniforme e de baixa turbulência, com
número de Reynolds subcrítico, sendo a cobertura com superfície rugosa. De acordo com o
Anexo E da norma de vento.

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Sendo, 𝑙1 , 𝑙2 , 𝑓e h, respectivamente, largura, comprimento, altura do arco da cobertura e
altura da parede. Sendo a geometria da construção no intervalo de: 0,5𝑙2 < 𝑙1 < 3𝑙1
Proibido reprodução e divulgação parcial ou
total.
- Os coeficientes de pressão externa são:

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Proibido reprodução e divulgação parcial ou total.
Edifícios Industriais em Estruturas de Aço
Proibido reprodução e divulgação parcial ou
total.
Edifícios Industriais em Estruturas de Aço
Proibido reprodução e divulgação parcial ou total.
Edifícios Industriais em Estruturas de Aço
Proibido reprodução e divulgação parcial ou total.
Fenômeno com movimento descendente de chuva, granizo e vento de alta velocidade, o
vento, uma vez no solo, percorre horizontalmente a superfície, causando destruição.
No exemplo da cidade de Campinas, 05/06/2016, a velocidade de vento chegou a cerca de
120 km/h.

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Proibido reprodução e divulgação parcial ou total.
Tombamento de caminhão em movimento no dia 31/03/2025, sobre ponte do Guaíba
em Porto Alegre em Rio Grande do Sul, sem vítima. Na região teve rajadas de vento de
110 km/h

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Em: 01 04 2025, site: [Link]
[Link]

Proibido reprodução e divulgação parcial ou total.


Escala de vento Beaufort

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Proibido reprodução e divulgação parcial ou total.
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Universidade Federal de São João del-Rei
Engenharia Civil

[Link] em: jul/2020


Ações e combinações de ações
Aula Teórica: 04
Ações e combinações de ações

Ações e combinações de ações


No dimensionamento das estruturas são considerados as combinações das ações (cargas) que atuam no edifício. As
ações a considerar são as permanentes e as variáveis.
Nas combinações das ações, levam-se em considerações os coeficientes de ponderações, fatores de combinações e
de reduções (item [Link].2 da NBR8800:2024).

As ações a serem consideradas no dimensionamento são as seguintes:


✓Ações permanentes (NBR 6120:2019 – cargas para o cálculo de estruturas de edificações);
✓Ações acidentais verticais – sobrecargas (NBR 6120:2019);
✓Ações devidas ao vento (NBR 6123:2023 – Forças devidas ao vento em edificações) ;
✓Ações devidas a pontes rolantes (NBR 8800:2024 – Projetos de estruturas de aço e de estruturas mistas de aço e

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concreto de edifícios) e cargas fornecidas pelo fabricante de ponte rolante;
✓Ações devidas à temperatura (NBR 8800:2024);
✓Ações dinâmicas (sísmica, movimentos de veículos, pedestres, vento e outros) (NBR 8800:2008).

Proibido reprodução e divulgação parcial ou total.

2
Ações e combinações de ações

Ações permanentes (G)


São cargas verticais (gravitacionais e no Programa Robot é na direção do eixo Z e sendo adotado sinal negativo)
que não alteram ao longo do tempo, exemplos:
✓ peso próprio da estrutura
• Lajes, vigas, pilares, contraventamentos, terças, vigas de tapamento, ....;
✓ materiais construtivos:
• cobertura (telha);
• fechamentos laterais (alvenaria, telha,...);
• pisos;
✓ equipamentos permanentes.

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Ações variáveis devidas a sobrecarga (Q)

• São ações que variam ao longo do tempo, por exemplo: de uso (pessoas, mobílias, ponte rolante e
veículos), sobrecarga na cobertura e vento;
• De acordo com a norma NBR 6120:2019;
– Todo elemento isolado de coberturas (ripas, terças e barras de banzo superior de treliças) deve ser
projetado para receber, na posição mais desfavorável, uma carga vertical de 1 kN, além da carga
permanente.
– A sobrecarga de cobertura é de acordo com a figura:
. A menor inclinação é de 1o e inclinação acima de 3o o valor
de sobrecarga é 0,25 𝑘𝑁.

Proibido reprodução e divulgação parcial ou total.

3
Ações e combinações de ações

Ações variáveis devidas ao vento (V)


✓ A ação (força) de vento pode ser de sobrepressão (+) que atua normal a parede e no sentido para dentro
da construção, ou de sucção (-) que atua normal a parede ou cobertura e no sentido para fora da
construção;
✓ O sentido de vento é normal aos fechamentos do edifício;
✓ As figuras ilustram os sentido do vento e as pressões que atuam sobre a edificação com fechamentos nas
paredes e na cobertura.

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sucção
sobrepressão

sobrepressão

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Ações e combinações de ações

Ações variáveis devidas ao vento

✓ Construções em estruturas de aço são leves, por isso, devem ser levadas em considerações fenômenos
decorrentes das ações de vento. Endereço de um vídeo mostrando efeito de ação de vento sobre cobertura
de estacionamento: [Link]

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Como deve ser projetada a fundação da garagem do vídeo acima?

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Ações e combinações de ações

Ações que atuam sobre viga de rolamento


✓ A análise estrutural de viga de rolamento é baseada na NBR 8800:2024;
✓ As ações variáveis são decompostas em verticais e horizontais atuando sobre o topo do trilho.

Ações verticais variáveis que atuam no topo do trilho (𝐹𝑣 ):


✓ peso de ponte rolante, trole, acessórios, carga a içar e os
impactos das cargas que atuam no topo do trilho.
Ações verticais devido ao peso do trilho e da viga de rolamento.
Ações horizontais atuam no topo do trilho:
✓ Na direção horizontal longitudinal, 𝑓ℎ𝑙 , (frenagem ou

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aceleração de ponte rolante, choque da ponte rolante com o
para-choque);
✓ Na direção transversal, 𝑓ℎ𝑡 , (frenagem ou aceleração do trole,
içamento das cargas com o cabo inclinado).

Os eixos locais (x e y) do perfil (viga de rolamento) estão representados pelos eixos na cor verde.

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6
Ações e combinações de ações

Ações variáveis devidas à temperatura


✓ A dilatação térmica, em decorrência de aumento de temperatura, causa aumento de comprimento nos elementos
estruturais;
✓ Consequentemente pode gerar tensões nos elementos estruturais;
✓ A fonte de calor pode ser interna, devida a um forno, ou externa;
✓ Dilatação térmica de aço (Δ𝐿):
▪ Δ𝐿 = 𝛼 ∙ 𝐿0 ∙ Δ𝑇
–  = 1,2 ∙ 10−5 𝐶 −1;
– 𝐿0 = comprimento inicial
– Δ𝑇 = variação de temperatura

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Qual o procedimento para
resolver os vãos que formam
em ponte pensil?

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Ações e combinações de ações

Ações dinâmicas
• As ações dinâmicas são devidas:
✓ sismos;
✓ ventos;
✓ movimento de cargas.
✓ podem causar desconforto e insegurança aos usuários ou mesmo colapso da estrutura.
✓ em obras importantes devem ser considerados esses fenômenos.

Combinações de ações
• São adotadas as seguintes normas:

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✓ NBR 6120:2019 – Cargas para o cálculo de estruturas de edificações;
✓ NBR 6123:2023 – Forças devidas ao vento em edificações;
✓ NBR 8800:2024 - Projeto de Estruturas de Aço e de Estruturas Mistas de Aço e Concreto. Rio de Janeiro.

Tipos de combinações
▪ Combinações últimas:
✓ Combinações últimas normais;
✓ Combinações últimas especiais;
✓ Combinações últimas de construção;
✓ Combinações últimas excepcionais.
• Combinações serviço:
✓ Combinações quase permanentes de serviço;
✓ Combinações frequentes de serviço;
✓ Combinações raras de serviço.
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Ações e combinações de ações

Ações usuais e combinação ao longo do tempo

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Ações e combinações de ações

Valores dos coeficientes de ponderação das ações

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Ações e combinações de ações

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Ações e combinações de ações

Valores dos fatores de combinação 𝜓0 e de redução 𝜓1 e 𝜓2 para as ações variáveis

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Ações e combinações de ações
Combinações últimas normais
Decorrem do uso previsto para a edificação:

𝑚 𝑛

𝐶𝑜𝑚𝑏 = ෍ 𝛾𝑔 ∙ 𝐹𝐺𝑖,𝑘 + 𝛾𝑞𝑖 ∙ 𝐹𝑄𝑙,𝑘 + ෍ 𝛾𝑞𝑗 ∙ 𝜓𝑂𝑗 ∙ 𝐹𝑄𝑗,𝑘


𝑖=1 𝑗=2

Onde:
FGi,k – valores característicos das ações permanentes;
FQl,k – valor característico da ação variáveis considerada principal para a combinação;
FQj,k – demais ações variáveis;
g e q – coeficiente de ponderação das ações permanentes e variáveis;
 – fator de combinação e de redução.

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Exemplo – combinações de cargas últimas normais de uma cobertura de edifício industrial:
Cargas atuantes;
• Carga permanente (G):
✓ Estrutura (aço) - 𝐹𝐺1𝑘 ; 𝛾𝑔 = 1,25 1,00
✓ Telha (aço) - 𝐹𝐺2𝑘 ; 𝛾𝑔 = 1,5 1,00 .
• Carga variável (Q):
✓ Sobrecarga (cobertura) - 𝐹𝑄2𝑘 ; 𝛾𝑞 = 1,5; 𝜓0 = 0,8
✓ Vento - 𝐹𝑄1𝑘 ; 𝛾𝑞 = 1,4; 𝜓0 = 0,6;

As combinações últimas normais são adotadas para dimensionamento das estruturas, considerando o uso
previsto para a edificação.

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Ações e combinações de ações

Resolução:
Combinações últimas normais desfavoráveis (de acordo com o item [Link].1):
𝐶𝑜𝑚𝑏𝑈𝑁𝐷1 = 1,25 ∗ 𝐹𝐺1,𝑘 + 1.5 ∗ 𝐹𝐺2,𝑘
𝐶𝑜𝑚𝑏𝑈𝑁𝐷2 = 1,25 ∗ 𝐹𝐺1,𝑘 + 1.5 ∗ 𝐹𝐺2,𝑘 + 1,4 ∗ 𝐹𝑄1,𝑘
𝐶𝑜𝑚𝑏𝑈𝑁𝐷3 = 1,25 ∗ 𝐹𝐺1,𝑘 + 1.5 ∗ 𝐹𝐺2,𝑘 + 1,5 ∗ 𝐹𝑄2,𝑘
𝐶𝑜𝑚𝑏𝑈𝑁𝐷4 = 1,25 ∗ 𝐹𝐺1,𝑘 + 1.5 ∗ 𝐹𝐺2,𝑘 + 1,4 ∗ 𝐹𝑄1,𝑘 + 1,5 ∗ 0,8 ∗ 𝐹𝑄2,𝑘 X
𝐶𝑜𝑚𝑏𝑈𝑁𝐷5 = 1,25 ∗ 𝐹𝐺1,𝑘 + 1.5 ∗ 𝐹𝐺2,𝑘 + 1,5 ∗ 𝐹𝑄2,𝑘 + 1,4 ∗ 0,6 ∗ 𝐹𝑄1,𝑘 X

Combinações últimas normais favoráveis (de acordo com o item [Link].1):


𝐶𝑜𝑚𝑏𝑈𝑁𝐹1 = 1,00 ∗ 𝐹𝐺1,𝑘 +1,00 ∗ 𝐹𝐺2,𝑘

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𝐶𝑜𝑚𝑏𝑈𝑁𝐹2 = 1,00 ∗ 𝐹𝐺1,𝑘 +1,00 ∗ 𝐹𝐺2,𝑘 + 1,4 ∗ 𝐹𝑄1,𝑘
𝐶𝑜𝑚𝑏𝑈𝑁𝐹3 = 1,00 ∗ 𝐹𝐺1,𝑘 +1,00 ∗ 𝐹𝐺2,𝑘 + 1,5 ∗ 𝐹𝑄2,𝑘
𝐶𝑜𝑚𝑏𝑈𝑁𝐹4 = 1,00 ∗ 𝐹𝐺1,𝑘 +1,00 ∗ 𝐹𝐺2,𝑘 + 1,4 ∗ 𝐹𝑄1,𝑘 + 1,5 ∗ 0,8 ∗ 𝐹𝑄2,𝑘 X
𝐶𝑜𝑚𝑏𝑈𝑁𝐹5 = 1,00 ∗ 𝐹𝐺1,𝑘 +1,00 ∗ 𝐹𝐺2,𝑘 + 1,5 ∗ 𝐹𝑄2,𝑘 + 1,4 ∗ 0,6 ∗ 𝐹𝑄1,𝑘 X
X -> Não são necessários essas combinações.

Essas são as combinações com duas ações variáveis, caso tenham mais de duas ações variáveis as quantidades
de combinações aumenta.

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Ações e combinações de ações
Combinações quase permanentes de serviço
Essa combinação atuam durante grande parte do período de vida da estrutura (item [Link].2/NBR8800):
𝑚 𝑛

𝐶𝑜𝑚𝑏 = ෍ 𝐹𝐺𝑖,𝑘 + ෍ 𝜓2𝑗 ∙ 𝐹𝑄𝑗,𝑘


𝑖=1 𝑗=1

Onde:
FGi,k – valores característicos das ações permanentes;
FQl,k – valor característico da ação variáveis considerada principal para a combinação;
FQj,k – demais ações variáveis;
g e q – coeficiente de ponderação das ações permanentes e variáveis;
 – fator de combinação.

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Exemplo – combinações quase permanente de serviço – (adotada para verificar deslocamento vertical):
Cargas atuantes;
• Carga permanente (G):
✓ Aço - 𝐹𝐺1𝑘 ; 𝛾𝑔 = 1,25 1,00
✓ Telha de cobertura e fechamento - 𝐹𝐺2𝑘 ; 𝛾𝑔 = 1,40 1,00
• Carga variável (Q):
✓ Vento - 𝐹𝑄1𝑘 ; 𝛾𝑞 = 1,4; 𝜓2 = 0,0;
✓ Carga de chuva - 𝐹𝑄2𝑘 ; 𝛾𝑞 = 1,5; 𝜓2 = 0,6

Combinações quase permanente de serviço :


𝐶𝑜𝑚𝑏𝑄𝑃𝑆1 = 𝐹𝐺1,𝑘 +𝐹𝐺2,𝑘
𝐶𝑜𝑚𝑏𝑄𝑃𝑆2 = 𝐹𝐺1,𝑘 +𝐹𝐺2,𝑘 + 0,6 ∗ 𝐹𝑄2,𝑘

Combinação adotada para verificar flecha de uma viga, terça, viga de tapamento, tesoura....
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Ações e combinações de ações
Combinações raras de serviço
Atuam no máximo algumas horas durante o período de vida da estrutura. As combinações são utilizadas para os
estados limites irreversíveis:
𝑚 𝑛

𝐶𝑜𝑚𝑏 = ෍ 𝐹𝐺𝑖,𝑘 + 𝐹𝑄1,𝑘 ෍ 𝜓1𝑗 ∙ 𝐹𝑄𝑗,𝑘


𝑖=1 𝑗=2
Onde:
FGi,k – valores característicos das ações permanentes;
FQ1,k – variável principal;
FQj,k – demais ações variáveis;
g e q – coeficiente de ponderação das ações permanentes e variáveis;
 – fator de combinação.

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Exemplo – combinações raras de serviço – (adotada para verificar danos permanentes):
Cargas atuantes;
• Carga permanente (G):
✓ Aço - 𝐹𝐺1𝑘 ; 𝛾𝑔 = 1,25 1,00
✓ Telha de cobertura e fechamento - 𝐹𝐺2𝑘 ; 𝛾𝑔 = 1,40 1,00
• Carga variável (Q):
✓ Vento - 𝐹𝑄1𝑘 ; 𝜓1 = 0,3;
✓ Carga de chuva - 𝐹𝑄2𝑘 ; 𝜓1 = 0,7

Combinações quase permanente de serviço :


𝐶𝑜𝑚𝑏1 = 𝐹𝐺1,𝑘 +𝐹𝐺2,𝑘
𝐶𝑜𝑚𝑏2 = 𝐹𝐺1,𝑘 +𝐹𝐺2,𝑘 + 𝐹𝑄1,𝑘 + 0,7 ∗ 𝐹𝑄2,𝑘
𝐶𝑜𝑚𝑏3 = 𝐹𝐺1,𝑘 +𝐹𝐺2,𝑘 + 0.3 ∗ 𝐹𝑄1,𝑘 + 𝐹𝑄2,𝑘
Combinação adotada para verificar deslocamento lateral de um edifício.
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16
Ações e combinações de ações

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


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17
Ações e combinações de ações

Empossamento de água de chuva devido a flecha na cobertura.


Pergunta: qual a combinação adotada para verificar esse problema?

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EDIFÍCIOS INDUSTRIAIS EM ESTRUTURAS DE AÇO
Universidade Federal de São João del-Rei
Engenharia Civil

[Link] em: jul/2020


Projetos de edifícios industriais
Aula Teórica: 03

É proibido divulgar ou reproduzir, total ou parcialmente, as aulas, bem como gravar ou tirar fotos das aulas.
Projetos de edifícios industriais
Documentos para projetos
1- Projeto arquitetônico:
Norma utilizada: ABNT NBR 6492:1994.
• Localização da obra; definir uso da construção; área de construção;
• Desenhos com planta de situação, planta baixa, cortes, vistas frontal e lateral e diagrama de cobertura.
2- Memorial de cálculo:
Constam no memorial:
Normas utilizadas:
definição dos carregamentos (ABNT NBR 6120:2019, ABNT NBR 6123:2023);
normas de dimensionamento (ABNT NBR 8800:2008);

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Observação: a norma de vento NBR 6123 foi atualizada em 2023.
Constam no
Os materiais adotados
As ações atuantes
Resultados de análise estrutural
Verificação estrutural descritos analiticamente, de acordo com as normas vigentes

3-Desenhos de projeto:
• conter as dimensões básicas;
• as denominações dos perfis;
• croquis das ligações e apoios;
• as especificações em que o projeto foi baseado.
É proibido divulgar ou reproduzir, total ou parcialmente, as aulas, bem como gravar ou tirar fotos das aulas. 2
Projetos de edifícios industriais

4-Desenhos de fabricação:
• Conter as informações de desenhos de projeto para a fabricação de todos os elementos da estrutura, tais como:
✓ Materiais;
✓ Locação;
✓ Tipo e dimensão de todos os parafusos e soldas de fábrica e de campo.

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3
Projetos de edifícios industriais

Veículo para transporte de componentes estruturais de edifício industrial

As estruturas de edifícios são montadas na fábrica , transportadas até a obra e realizada a montagem;
Os transportes são feitas por caminhões, portanto existem as dimensões máximas para caber nas carretas, além das alturas máximas das
cargas para poder passar debaixo dos viadutos e acessar as fábricas;
As dimensões das carretas devem atender departamento de rodagem. A largura total da carreta é no máximo de 2600mm e o
comprimento depende de modelos de carrocerias.

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


4
Projetos de edifícios industriais

Análise estrutural – Tipos de esforços nas barras


Barras tracionadas Barras flexionadas
• Força axial de tração: • Força flexão (momento fletor):
✓ Terças;
✓Tesouras treliçadas da cobertura ✓ Vigas de tapamento;
✓Treliças dos pilares;
✓ Vigas de rolamento de uma ponte rolante;
✓Pendurais; ✓ Consoles.
✓Tirantes;
✓Contraventamentos
Barras flexo-comprimidas

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• Forças de compressão e flexão:
Barras comprimidas ✓ Pilares;
✓ Vigas de tapamento;
• Força de compressão: ✓ Terças.
✓ Pilares;
✓ Elementos de uma treliça;
✓ Escoras de terças e vigas de tapamento;
✓ Contraventamentos

5
Projetos de edifícios industriais

Tabela de perfis
Elementos estruturais com os perfis recomendados e as respectivas solicitações.

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


6
Projetos de edifícios industriais

Tabela com denominações de edifícios industriais quanto ao tamanho

Vão (transversal) Espaçamento entre pórticos


Pequeno: até 15 m 3a5m
Médio: 16 a 25 m 4a7m
26 a 35 m 6a8m
Longo: 36 a 45 m 8 a 10 m
Inércia Variável: 46 a 60 m 9 a 12 m

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


Tabela com classificação de edifícios industriais em função de
estimativa de consumo de aço kg/m2
Classificação
Elementos em estruturas de aço Muito Muito
leve Leve Médio Pesado pesado
ESTRUTURA DA COBERTURA: tesouras, 5 10 20 30 40
vigas secundárias, terças, lanternim, a a a a a
contraventamento, tirantes, vigas,
pórtico etc. 10 20 30 60 80
PARTE INFERIOR: pilares, plataformas, 10 20 40 90 160
vigas de rolamento, vigas e colunas de a a a a a
tapamento etc. 20 40 90 140 320
> 30 a
Total <30 60 a 120 120 a 200 200 a 400
60

7
Tipos de edifícios industriais
Juntas de dilatações
Quando a dimensão da construção em estrutura de aço for grande, deve ser prevista junta de
dilatação devido ao aumento de comprimento em função da temperatura.
• De acordo com a AISE no. 13/1991 estabelece: Edifícios com fornos e estruturas similares,
tendo metal quente e sujeitos a mudanças de temperatura, devem ter juntas de dilatação
transversais previstas a intervalos não superiores a 120 m. Se os edifícios não estão sujeitos a
mudanças internas de temperatura, a distância pode ser de 150 m. Se o edifício for formado
por várias naves, deverão ser previstas juntas longitudinais quando a largura exceder 150 m
ou ultrapassar cinco alas.
Mukanov AISE n 13
Tipo de Construção

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


a b c l c l
Prédios com temperatura
75 50 200 120 120 150
elevadas

Prédios sem mudanças internas


90 50 230 150 150 150
de temperatura

Prédios sem cobertura 50 30 130 -- -- --

8
Projetos de edifícios industriais

Tipos de estruturas treliçadas

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


Esquema para diminuir comprimento de flambagem

9
Projetos de edifícios industriais
Exemplos de estruturas

Estrutura com tirante Estrutura com tirante

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


Estrutura com tirante Estrutura contraventada

10
Projetos de edifícios industriais

Interior de edifício industrial

Edifícios Industriais em Estruturas de Aço


11

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