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Fundamentos da Tecnologia de Refratários

O documento 'Fundamentos à tecnologia de refratários' de Alamar Kasan Duarte é uma obra abrangente que explora a indústria de refratários, incluindo seu mercado global e brasileiro, classificação de materiais, propriedades, matérias-primas e processos de fabricação. O volume I apresenta uma estrutura detalhada com capítulos que cobrem desde a introdução até a aplicação de refratários isolantes, oferecendo uma base sólida para profissionais e estudantes da área. Publicado pela Editora Edgard Blücher em 2024, o livro é parte da coleção ABM.

Enviado por

Douglas Leal
Direitos autorais
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Fundamentos da Tecnologia de Refratários

O documento 'Fundamentos à tecnologia de refratários' de Alamar Kasan Duarte é uma obra abrangente que explora a indústria de refratários, incluindo seu mercado global e brasileiro, classificação de materiais, propriedades, matérias-primas e processos de fabricação. O volume I apresenta uma estrutura detalhada com capítulos que cobrem desde a introdução até a aplicação de refratários isolantes, oferecendo uma base sólida para profissionais e estudantes da área. Publicado pela Editora Edgard Blücher em 2024, o livro é parte da coleção ABM.

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Alamar Kasan Duarte

Coordenação

FUNDAMENTOS À TECNOLOGIA
DE REFRATÁRIOS

Volume I

V1_Série ABM – Duarte – Fundamentos à tecnologia de refratá[Link] 3 24/07/2024 16:39:46


Fundamentos à tecnologia de refratários
© 2024 Alamar Kasan Duarte
Editora Edgard Blücher Ltda.

Publisher: Edgard Blücher


Editor: Eduardo Blücher
Pré-produção: Juliana Midori Horie
Coordenação editorial: Rafael Fulanetti
Coordenação de produção: Andressa Lira
Produção editorial: Rosemeire C. Pinto
Diagramação: Know-how Editorial
Revisão de texto: Vânia Cavalcanti
Capa: Laércio Flenic
Imagem da capa: RHI Magnesita

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


Angélica Ilacqua CRB-8/7057

Rua Pedroso Alvarenga, 1245, 4º andar


Fundamentos à tecnologia de refratários / coordenação
04531-934 – São Paulo – SP – Brasil
Alamar Kasan Duarte. -- São Paulo : Blucher, 2024.
Tel.: 55 11 3078-5366
476 p. : il. (Coleção de livros ABM, vol I)
contato@[Link]
[Link]
Bibliografia
ISBN 978-85-212-2310-8
Segundo o Novo Acordo Ortográfico, conforme 6. ed.
do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa,
1. Siderurgia 2. Materiais refratários - Indústria I. Duarte, Alamar
Academia Brasileira de Letras, julho de 2021.
Kasan II. Série

É proibida a reprodução total ou parcial por quaisquer


24-3234 CDD 669.14
meios sem autorização escrita da editora.

Todos os direitos reservados pela Editora Edgard Blücher Ltda. Índices para catálogo sistemático:
1. Siderurgia

V1_Série ABM – Duarte – Fundamentos à tecnologia de refratá[Link] 4 24/07/2024 16:39:47


CONTEÚDO

1. Introdução à Indústria de Refratários............................................................................... 37


1.1 O mercado mundial de refratários.................................................................................... 37
1.2 O mercado de refratários no Brasil................................................................................... 41
1.3 Tendências na produção de refratários.......................................................................... 45
1.4 Consumo de matérias-primas na indústria de refratários...................................... 47
1.5 Aspectos econômicos na indústria de refratários..................................................... 51
Referências............................................................................................................................................ 54
2. Classificação de Refratários................................................................................................ 55
2.1 Classificação geral de refratários....................................................................................... 55
2.2 Refratários ácidos..................................................................................................................... 59
2.2.1 Refratários moldados de sílica.............................................................................. 65
2.2.2 Refratários moldados sílico-aluminosos.......................................................... 73
2.2.3 Refratários moldados aluminosos...................................................................... 77
2.3 Refratários moldados básicos............................................................................................. 84
2.3.1 Refratários moldados de MgO e MgO-C........................................................... 88
2.3.2 Refratários moldados de doloma........................................................................ 92
2.3.3 Refratários moldados cromo-magnesianos e espinelizados.................. 95

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28 Fundamentos à tecnologia de refratários

2.4 Refratários especiais............................................................................................................... 103


2.4.1 Refratários moldados à base de SiC................................................................... 103
2.4.2 Refratários moldados à base de C...................................................................... 107
2.4.3 Refratários moldados à base de zircônia e zirconita................................... 110
2.5 Refratários monolíticos.......................................................................................................... 116
2.5.1 Argamassas................................................................................................................... 116
2.5.2 Massas plásticas e massas de socar.................................................................. 126
[Link] Aplicação................................................................................................ 126
2.5.3 Plásticos refratários................................................................................................... 127
[Link] Método de aplicação de plásticos refratários .......................... 132
[Link] Secagem e aquecimento de plásticos e massas de socar
(massas plásticas)............................................................................... 133
2.5.4 Massas granuladas secas........................................................................................ 134
[Link] Areias de vedação para fornos elétricos tipo EBT e válvulas
de panelas de aço................................................................................ 135
[Link] Funções básicas de uma areia de vedação de panela............. 136
[Link] Método de colocação........................................................................ 138
[Link] Movimentação da panela antes da adição da areia................ 138
[Link] Posição da panela sob o forno........................................................ 139
[Link] Massas granuladas secas para rampa e soleira de fornos
elétricos a arco...................................................................................... 141
[Link].1 Aplicação de massas granuladas secas para fornos
elétricos a arco......................................................................... 141
[Link] Massas granuladas secas para fornos de indução.................. 144
2.5.6 Concretos refratários................................................................................................ 145
[Link] Comportamento reológico.............................................................. 147
[Link] Reologia e o desenvolvimento de cargas de superfície......... 149
[Link] Potencial zeta........................................................................................ 151
[Link] Concretos refratários (processo/produção/controles)......... 151
[Link] Variáveis de controle de processo do concreto à base
de cimentos de aluminato de cálcio............................................. 152
[Link].1 Modelo de Furnas (abordagem discreta)..................... 156
[Link].2 Modelo de Andreasen (abordagem contínua)........... 156
[Link].3 Modelo de Alfred (abordagem contínua)..................... 156
[Link] Pré-moldados....................................................................................... 160
[Link] Secagem e cura.................................................................................... 161
[Link] Aplicação por vibração...................................................................... 167
2.5.7 Massas de projeção................................................................................................... 173

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Conteúdo 29

2.5.8 Massas de cobertura................................................................................................ 176


[Link] Materiais de cobertura sobre revestimentos refratários...... 176
[Link] Materiais de cobertura sobre metais líquidos........................... 179
2.5.9 Pinturas refratárias..................................................................................................... 180
2.5.10 Massas de injeção...................................................................................................... 181
Referências............................................................................................................................................ 184
3. Propriedades dos Refratários e seus Mecanismos de Desgaste............................... 189
3.1 Introdução................................................................................................................................... 189
3.2 Mecanismos gerais de desgaste em refratários.......................................................... 190
3.2.1 Fatores operacionais................................................................................................ 191
3.2.2 Fatores ligados ao projeto e a montagem........................................................ 191
3.2.3 Fatores ligados ao refratário.................................................................................. 192
3.3 Testes e normas usadas na avaliação de refratários................................................. 192
3.4 Propriedades físicas dos refratários................................................................................. 197
3.4.1 Densidade aparente ou densidade de massa específica aparente..... 197
3.4.2 Porosidade aparente................................................................................................ 197
3.4.3 Massa específica real................................................................................................ 197
3.4.4 Permeabilidade........................................................................................................... 198
3.4.5 Distribuição do tamanho de poros..................................................................... 199
3.4.6 Distribuição granulométrica.................................................................................. 199
3.4.7 Área superficial............................................................................................................ 200
3.5 Propriedades mecânicas...................................................................................................... 200
3.5.1 Resistência à compressão e à flexão................................................................. 202
3.5.2 Módulo de elasticidade (dinâmico).................................................................... 203
3.5.3 Tensão versus deformação.................................................................................... 204
3.5.4 Fluência (escoamento) e expansão térmica sob carga............................. 205
3.5.5 Teste de carga e de refratariedade sob carga................................................ 207
3.5.6 Resistência à abrasão............................................................................................... 207
3.5.7 Resistência ao impacto............................................................................................ 208
3.6 Propriedades térmicas........................................................................................................... 209
3.6.1 Temperatura de fusão.............................................................................................. 209
3.6.2 Refratariedade............................................................................................................. 210
3.6.3 Dilatação térmica reversível.................................................................................. 210
3.6.4 Variação dimensional permanente.................................................................... 211
3.6.5 Calor específico e capacidade térmica............................................................ 212
3.6.6 Emissividade................................................................................................................ 213
3.6.7 Condutividade térmica............................................................................................ 214
3.6.8 Difusividade térmica................................................................................................. 216

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30 Fundamentos à tecnologia de refratários

3.7 Choque térmico e termoclase............................................................................................ 217


3.8 Erosão e corrosão..................................................................................................................... 223
3.8.1 Análise química........................................................................................................... 229
3.8.2 Análise mineralógica................................................................................................. 229
3.8.3 Análise termogravimétrica..................................................................................... 229
3.8.4 Resistência ao ataque de escórias...................................................................... 230
Referências............................................................................................................................................ 233
4. Matérias-Primas Refratárias................................................................................................ 235
4.1 Introdução................................................................................................................................... 235
4.2 Magnésia sinterizada (sínter)............................................................................................... 236
4.3 Magnésia eletrofundida.......................................................................................................... 241
4.4 Doloma.......................................................................................................................................... 243
4.5 Cromita......................................................................................................................................... 244
4.6 Magnésia-cromita eletrofundida....................................................................................... 245
4.7 Chamotes..................................................................................................................................... 246
4.8 Bauxito.......................................................................................................................................... 248
4.9 Alumina calcinada.................................................................................................................... 249
4.10 Alumina tabular......................................................................................................................... 251
4.11 Aluminas eletrofundidas........................................................................................................ 252
4.12 Espinélio sinterizado e eletrofundido............................................................................... 255
4.13 Mulita eletrofundida................................................................................................................ 255
4.14 Andaluzita, cianita e silimanita............................................................................................ 256
4.15 Zirconita........................................................................................................................................ 257
4.16 Zircônia eletrofundida............................................................................................................ 258
4.17 Sílica fundida.............................................................................................................................. 259
4.18 Carbeto de silício...................................................................................................................... 259
4.19 Grafita............................................................................................................................................ 261
4.20 Matérias-primas recicladas.................................................................................................. 263
4.21 Emissões de CO2 e matérias-primas refratárias.......................................................... 265
Referências............................................................................................................................................ 267
5. Fabricação de Produtos Refratários.................................................................................. 271
5.1 Introdução................................................................................................................................... 271
5.2 Cominuição................................................................................................................................. 274
5.2.1 Britagem......................................................................................................................... 275
5.2.2 Moagem.......................................................................................................................... 277
5.3 Peneiramento e classificação............................................................................................. 279
5.3.1 Peneiramento.............................................................................................................. 279
5.3.2 Classificação................................................................................................................ 280

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Conteúdo 31

5.4 Ensilagem de materiais sólidos........................................................................................... 281


5.5 Mistura: homogeneização de sistemas particulados................................................ 283
5.6 Conformação............................................................................................................................. 288
5.6.1 Fases da conformação............................................................................................. 288
5.6.2 Processos de conformação................................................................................... 289
5.6.3 Equipamentos de conformação.......................................................................... 292
5.6.4 Moldes............................................................................................................................. 295
5.7 Tratamento térmico................................................................................................................. 297
5.7.1 Secagem de pré-moldados................................................................................... 298
5.7.2 Cura de tijolos.............................................................................................................. 299
5.7.3 Queima de tijolos........................................................................................................ 301
5.8 Acabamento: processos especiais................................................................................... 303
5.9 Embalagem................................................................................................................................. 305
Referências............................................................................................................................................ 307
6. Fabricação e Aplicação de Refratários Isolantes........................................................... 311
6.1 Introdução................................................................................................................................... 311
6.2 Tijolos isolantes......................................................................................................................... 311
6.2.1 Revestimentos mais utilizados............................................................................. 312
6.3 Fibras isolantes.......................................................................................................................... 313
6.4 Processo de fabricação de fibras isolantes................................................................... 318
6.4.1 Fabricação dos isolantes térmicos fibrosos – adição de zircônia......... 320
[Link] Fabricação dos isolantes térmicos fibrosos PCW – fibra
policristalina.......................................................................................... 321
6.5 Métodos de transferência de calor nas fibras isolantes térmicas....................... 323
6.5.1 Condução...................................................................................................................... 326
6.5.2 Convecção.................................................................................................................... 328
6.5.3 Radiação........................................................................................................................ 330
6.5.4 Parâmetros e propriedades físicas dos materiais........................................ 333
6.5.5 Considerações gerais............................................................................................... 336
6.6 Aplicações de isolantes......................................................................................................... 337
Referências............................................................................................................................................ 341
7. Projetos de Revestimentos Refratários............................................................................ 343
7.1 Objetivos...................................................................................................................................... 343
7.2 Qual a finalidade de um projeto de revestimento refratário?................................ 345
7.2.1 Projeto preliminar....................................................................................................... 345
7.2.2 Projeto definitivo......................................................................................................... 345
7.3 Etapas de um projeto de revestimento refratário....................................................... 347

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32 Fundamentos à tecnologia de refratários

7.4 Formatos padronizados......................................................................................................... 347


7.4.1 Como diferenciar arco, cunha e radial............................................................... 349
7.4.2 Formatos ASTM e ABNT.......................................................................................... 351
7.4.3 ISO e Mini-key............................................................................................................... 352
7.4.4 Semiuniversal (SU).................................................................................................... 354
[Link] Dimensões nominais dos formatos.............................................. 354
7.5 Elementos construtivos......................................................................................................... 355
7.5.1 Geometrias básicas................................................................................................... 355
7.5.2 Espessura de revestimento................................................................................... 358
[Link] Revestimentos planos........................................................................ 358
[Link] Superfícies retangulares................................................................... 359
[Link] Superfícies planas irregulares......................................................... 359
[Link] Revestimentos cilíndricos................................................................. 360
7.5.3 Cálculo de composição de anel cilíndrico....................................................... 362
[Link] Revestimentos cilíndricos compostos......................................... 364
[Link] Revestimentos troncocônicos........................................................ 365
[Link] Cálculo de composições troncocônicas.................................... 367
7.5.4 Número total de peças do anel............................................................................ 368
7.5.5 Revestimentos troncocônicos com peças especiais................................. 369
7.5.6 Revestimentos esféricos......................................................................................... 369
[Link] Cálculo das combinações esféricas............................................. 371
[Link] Revestimentos esféricos com peças especiais........................ 372
[Link] Revestimentos em interseções...................................................... 373
7.6 Detalhes típicos de construção.......................................................................................... 374
7.6.1 Conceitos gerais......................................................................................................... 374
7.6.2 Sistemas de ancoragens......................................................................................... 379
[Link] Ancoragens metálicas........................................................................ 380
[Link] Comprimento das âncoras metálicas.......................................... 381
[Link] Espaçamento entre âncoras metálicas....................................... 381
[Link] Aplicação das âncoras metálicas.................................................. 382
[Link] Ancoragens cerâmicas...................................................................... 382
[Link] Comprimento das âncoras cerâmicas........................................ 384
[Link] Espaçamento das âncoras cerâmicas......................................... 384
7.6.3 Ancoragem com peças moldadas especiais.................................................. 386
7.7 Juntas de dilatação.................................................................................................................. 387
7.7.1 Materiais usados em juntas de dilatação......................................................... 388
7.7.2 Tipos de juntas de dilatação.................................................................................. 390
7.8 Amarração de tijolos............................................................................................................... 392
7.8.1 Tipos de amarrações................................................................................................ 392

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Conteúdo 33

7.8.2 Encaixes tipo macho-fêmea................................................................................. 394


7.8.3 Tipos de macho e fêmea......................................................................................... 395
7.9 Análise de fluxo de calor........................................................................................................ 395
7.9.1 Transferência de calor.............................................................................................. 396
7.9.2 Cálculo do fluxo de calor......................................................................................... 397
7.9.3 Dados de entrada....................................................................................................... 397
[Link] Resultados.............................................................................................. 398
7.10 Uso de elementos finitos em projetos refratários...................................................... 399
7.10.1 Método dos elementos finitos.............................................................................. 400
7.10.2 Exemplo de aplicação: análise termomecânica de uma
válvula coletora........................................................................................................... 402
7.10.3 Outros métodos numéricos: método dos volumes finitos....................... 402
7.10.4 Outros métodos numéricos: método dos elementos discretos............ 403
Referências............................................................................................................................................ 403
8. Contratos de Manutenção e de Instalação Refratária.................................................. 405
8.1 Tipos de serviço de instalação refratária........................................................................ 405
8.2 Conceitos e modelos de contratos de desempenho................................................ 407
8.3 Seleção do tipo de contrato mais adequado para cada usina.............................. 409
8.4 Equipamentos alvo de contratos e como medir o desempenho......................... 413
8.4.1 Coquerias...................................................................................................................... 414
8.4.2 Altos-fornos.................................................................................................................. 414
8.4.3 Convertedores LD...................................................................................................... 415
8.4.4 Fornos elétricos a arco............................................................................................. 416
8.4.5 Panelas de transporte.............................................................................................. 416
8.4.6 Desgaseificador RH................................................................................................... 417
8.4.7 Controle de fluxo........................................................................................................ 418
8.5 Conhecimento e domínio sobre indicadores operacionais da usina
e equipamentos........................................................................................................................ 418
8.5.1 Tempos de processo................................................................................................ 419
8.5.2 Temperaturas, ciclagens e carga térmicas...................................................... 420
8.5.3 Evolução da química da escória, incluindo adição de ligas
e outras adições.......................................................................................................... 420
8.5.4 Volume de corrida...................................................................................................... 421
8.5.5 Limpeza do revestimento....................................................................................... 421
8.5.6 Preaquecimento e gestão térmica...................................................................... 421
8.6 Logística........................................................................................................................................ 422
8.6.1 Seu papel nos contratos de desempenho...................................................... 422

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34 Fundamentos à tecnologia de refratários

8.7 Equipamentos de monitoramento de desgaste e gerenciamento


de desempenho........................................................................................................................ 423
8.7.1 Canais de corrida de altos-fornos....................................................................... 425
8.8 Aspectos econômicos de refratários e contratos de desempenho................... 427
8.8.1 Aquisição dos materiais refratários.................................................................... 428
8.8.2 Transporte e armazenamento.............................................................................. 428
8.8.3 Instalação dos refratários....................................................................................... 428
8.8.4 Operação do equipamento e início do processo de produção............. 428
8.8.5 Demolição, remoção e destinação de resíduos............................................ 429
8.8.6 Modelo de contrato ideal e conclusão.............................................................. 429
Referências............................................................................................................................................ 430
9. Planejamento da Manutenção e Instalação de Refratários........................................ 433
9.1 Introdução................................................................................................................................... 433
9.2 Escopo.......................................................................................................................................... 434
9.3 Planejamento orçamentário................................................................................................ 435
9.3.1 Desenhos, procedimentos e normas................................................................ 436
9.3.2 Tipos de materiais refratários............................................................................... 438
[Link] Tijolos padronizados.......................................................................... 438
[Link] Peças especiais.................................................................................... 439
[Link] Âncoras.................................................................................................... 439
9.3.3 Tipos de aplicação..................................................................................................... 440
[Link] Assentamento de peças................................................................... 440
[Link] Monolíticos/concretos....................................................................... 441
9.3.4 Tipos de equipamentos........................................................................................... 441
9.4 Planejamento de obra............................................................................................................ 442
9.4.1 EAP, histograma e cronograma............................................................................. 444
Referências............................................................................................................................................ 448
10. Técnicas de Aplicação e Equipamentos na Manutenção e na Instalação
de Refratários........................................................................................................................... 449
10.1 Introdução................................................................................................................................... 449
10.1.1 Condições operacionais......................................................................................... 449
10.1.2 Definição do material refratário........................................................................... 450
10.1.3 Tempo de aplicação.................................................................................................. 451
10.1.4 Custo dos materiais................................................................................................... 451
10.1.5 Especialização da mão de obra........................................................................... 451
10.1.6 Projeto do equipamento......................................................................................... 451

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Conteúdo 35

10.2 Demolição.................................................................................................................................... 451


10.3 Limpeza........................................................................................................................................ 455
10.4 Aplicação de materiais moldados (tijolos, blocos e peças).................................... 456
10.5 Aplicação de materiais monolíticos.................................................................................. 459
10.5.1 Projeção pneumática (gunning).......................................................................... 460
[Link] Vantagens da aplicação por gunning........................................... 461
[Link] Desvantagens da aplicação por gunning.................................... 462
10.5.2 Bombeamento............................................................................................................ 462
10.5.3 Shotcrete........................................................................................................................ 465
[Link] Vantagens da aplicação por shotcrete......................................... 466
[Link] Desvantagens da aplicação por shotcrete................................. 468
10.5.4 Vertimento.................................................................................................................... 468
10.5.5 Socagem........................................................................................................................ 469
[Link] Pontos importantes............................................................................ 470
10.5.6 Injeção............................................................................................................................. 471
[Link] Pontos de atenção para aplicação por injeção........................ 472
10.5.7 Solda cerâmica............................................................................................................ 472
10.5.8 Robôs............................................................................................................................... 473
Referências............................................................................................................................................ 475

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Capítulo 1
INTRODUÇÃO À INDÚSTRIA
DE REFRATÁRIOS
Alamar Kasan Duarte

1.1 O MERCADO MUNDIAL DE REFRATÁRIOS


A indústria mundial de refratários tem passado por grandes transformações, com
inúmeras aquisições, fusões e restruturações de empresas. O grande crescimento
da produção industrial da China e o aumento de sua importância na economia
mundial nas últimas décadas provocaram uma enorme transformação no cenário
da indústria de refratários. A Figura 1.1 ilustra a evolução da produção mundial de
refratários a partir do ano 2000 e a participação da China com cerca de 65% da
produção mundial de refratários.
A Figura 1.2 mostra a evolução do faturamento da indústria mundial de refra-
tários, com US$42,41 bilhões no ano de 2012, o que dá um preço médio de US$1.060
por tonelada de refratários. Historicamente, fora da China, o preço médio da in-
dústria de refratários tem ficado entre US$1.000 e 1.200 por tonelada.
A Figura 1.3 mostra a participação no mercado mundial de refratários por re-
gião. Do total de 45,2 milhões de toneladas produzidas em 2012, a Ásia participou
com 31 milhões de toneladas, representando 68,7% do total. A América Latina
participou com 1,125 milhões, representando apenas 2,49% do total.
Um dos parâmetros importantes de avaliação da eficiência do uso de refratários
em determinado segmento industrial é o seu consumo específico de refratários, ou

V1_Série ABM – Duarte – Fundamentos à tecnologia de refratá[Link] 37 24/07/2024 16:39:50


38 Fundamentos à tecnologia de refratários

seja, quantos quilos de refratários são necessários para se produzir certa quantida-
de daquele bem. A Figura 1.4 mostra a evolução do consumo específico de refratá-
rios na siderurgia de alguns países. No começo deste século, enquanto o Japão,
Estados Unidos e Brasil já tinham alcançado um consumo específico de 8kg/t de
aço em usinas integradas, resultado do grande avanço tecnológico ocorrido em
refratários e das melhorias operacionais havidas nos clientes, a China tinha núme-
ros superiores a 20kg/t, em função de que parte da sua siderurgia estava obsoleta.

50

Projeção

40
Produção de refratários, milhões de t

30

20

10

0
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018
 O Resto do mundo  a China Ano

Figura 1.1 Evolução da produção mundial de refratários (2000 a 2018).


Fonte: Adaptada de (1).

50

45
$ 42.41
$ 40.50
40 $ 38.70
$ 35.38 $ 36.99
35 $ 33.83
$ 32.36
$ 29.67 $ 30.95
30 $ 28.45
$ 27.26
US$, Bilhões

25

20

15

10

0
2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Figura 1.2 Projeção do faturamento da indústria de refratários mundial.


Fonte: Adaptada de (2).

V1_Série ABM – Duarte – Fundamentos à tecnologia de refratá[Link] 38 24/07/2024 16:39:50


Introdução à indústria de refratários 39

África/Oriente Médio América Latina


1.690 1.125

América do Norte
3.700

Oeste Europeu
3.920

Leste Europeu
Ásia
3.920
31.015

Milhões de t

Figura 1.3 O mercado mundial de refratários por região.


Fonte: Adaptada de (3).

Uma indústria de cimento típica, por outro lado, tem consumo específico próximo
a 1kg/t, uma indústria de vidro tem 4kg/t e uma indústria de cobre, 3kg/t.
60

50
China

40
Kg/t de aço

30
Estados Unidos Brasil

20
Japão

10

0
1970 1975 1980 1985 1990 1995 2000 2002 2004
Anos

Figura 1.4 Evolução do consumo específico de refratários em alguns países.


Fonte: Adaptada de (4).

O grande investimento na implantação de novas usinas siderurgicas na China nos


últimos anos e o fechamento de plantas obsoletas levaram a uma melhoria nesses nú-
meros, sendo que os números atuais já se aproximam dos 10kg/t de aço (Figura 1.5).
Isso tem ocasionado uma queda na produção mundial de refratários, que, após alcan-
çar um pico de 45 milhões de toneladas no começo deste século, apresenta uma ten-
dência a se estabilizar nos próximos anos em 35 milhões de toneladas (Figura 1.6).

V1_Série ABM – Duarte – Fundamentos à tecnologia de refratá[Link] 39 24/07/2024 16:39:50


40 Fundamentos à tecnologia de refratários

50 1,100

45
Produção de aço
900
40

35
700
Produção de refratários (milhões de t)

Produção de aço (milhões de t)


Produção total de refratário
30

25 500

20
Refratários moldados
300
15

10
100
Refratários monolíticos
5

0 -100
2000 2002 2004 2006 2008 2010 2012 2014 2016 2018 2020

Ano

Figura 1.5 Evolução da produção de refratários na China (2000 a 2021).


Fonte: Adaptada de (5).

50

45
Pico
refratário Global
40 ~34-35Mt

35

30
Milhões de t

25 Outros países
~17Mt

20

15

10 China
~17Mt

0
2000 2005 2010 2015 2020 2025 2030

Figura 1.6 Projeção da produção mundial de refratários (milhões de t).


Fonte: Adaptada de (6).

A Figura 1.7 mostra os segmentos industriais que mais consomem refratários


em âmbito mundial, com destaque para a siderurgia com 70% e cimento com 7%.

V1_Série ABM – Duarte – Fundamentos à tecnologia de refratá[Link] 40 24/07/2024 16:39:50


Introdução à indústria de refratários 41

Esses números variam para cada país, dependendo, na maioria das vezes, de suas
vantagens competitivas. A Tabela 1.1 mostra, por exemplo, para o ano de 2002,
como essa participação estava em países da América Latina em função de condi-
ções específicas locais, destacando os segmentos que mais demandam refratários
em cada país.
Outros; 5%
Química; 4%
Vidro; 4%
Não ferrosos; 5%

Cerâmica; 5%

Siderúrgica; 70%
Cimento; 7%

Figura 1.7 Percentual de consumo de refratários por segmento industrial na América Latina.
Fonte: Adaptada de (7).

Tabela 1.1 Percentual de consumo de refratários por segmento industrial na América Latina em 2002.

Países Aço Cimento Não ferrosos Vidro Petroquímica Outros

Argentina 75 12 6 2 1 4

Brasil 71 9 8 3 1 8

Chile 43 6 40 4 1 6

Colômbia 56 31 4 1 5 3

México 58 20 5 4 8 5

Perú 37 15 37 1 1 9

Venezuela 69 8 8 1 7 7

Fonte: Adaptada de (8).

1.2 O MERCADO DE REFRATÁRIOS NO BRASIL


O Brasil alcançou uma população de 214,3 milhões de habitantes em 2021 segundo
o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representando 2,67% da
população mundial de 8 bilhões de habitantes, e é a nona economia do mundo,
apesar de seus graves problemas sociais (Tabela 1.2). Apresenta uma participação
de 2,21% do PIB mundial, com US$2,13 trilhões, para um total mundial de
US$96,51 trilhões, e uma renda per capita de US$10.019, próxima à renda mundial
de US$12.034, mas distante das rendas de países desenvolvidos, com mais de
US$40 mil per capita.

V1_Série ABM – Duarte – Fundamentos à tecnologia de refratá[Link] 41 24/07/2024 16:39:50


42 Fundamentos à tecnologia de refratários

Tabela 1.2 Os 10 países com maiores PIB em 2024.

Países PIB População Renda per capita

US$ trilhões Em milhões US$ per capita


1. Estados Unidos 26,95 336 80.208,3

2. China 17,70 1.426 12.412,3

3. Alemanha 4,43 84 52.738,1

4. Japão 4,20 124 33.871,0

5. Índia 3,73 1.430 2.608,4

6. Reino Unido 3,33 68 48.970,6

7. França 3,05 65 46.923,1

8. Itália 2,19 60 36.500,0

9. Brasil 2,13 213 10.018,8

10. Canadá 2,12 38 55.789,5

Total mundial 96,51 8.020,0 12.033,7

% Brasil 2,21 2,65

A produção de bens em indústrias brasileiras grandes consumidoras de refratá-


rios alcançou valores consideráveis, apesar de representar um percentual de apenas
1,5% a 1,9% da produção mundial (Tabela 1.3); menor, portanto, que o percentual
de 2,65% da população mundial. Apesar desses números negativos, o Brasil apre-
senta um enorme potencial de crescimento, pois à medida que a qualidade de vida
da população melhorar, a demanda per capita desses produtos tende a crescer.

Tabela 1.3 Produção mundial de importantes bens industriais consumidores de refratários (t x 1000).

Bem industrial Aço Gusa Liga direta Cimento Cobre Alumínio Ferroliga

Ano 2020 2020 2020 2023 2023 2023 2018


Brasil 31.415 24.628 63.000 175 (*) 1.100 964

África do Sul 4.340

Alemanha 36.658 22.459 500 610 26

Arábia Saudita 7.775 5.192 53.000 108

Argentina 3.651 1.930 525 13

Austrália 5.527 3.723 450 1.500 261

Áustria 6.765 5.322 14

Bahrein 1.450 1.600

Canadá 10.986 5.200 1.171 310 3.000 49

Cazaquistão 3.892 3.087 440 1.900

Chile 1.157 663 2.000

(Continua)

V1_Série ABM – Duarte – Fundamentos à tecnologia de refratá[Link] 42 24/07/2024 16:39:50


Introdução à indústria de refratários 43

Tabela 1.3 Produção mundial de importantes bens industriais consumidores de refratários (t x 1000). (Continuação)

Bem industrial Aço Gusa Liga direta Cimento Cobre Alumínio Ferroliga

Ano 2020 2020 2020 2023 2023 2023 2018


China 1.056.970 887.719 2.100.000 12.000 41.000 28.711

Congo 1.900

Egito 8.229 175 4.828 50.000 73

Emirados Árabes 2.700

Espanha 10.998 2.850 337

Estados Unidos 72.700 18.220 3.500 91.000 890 750 495

Finlândia 493

França 11.596 7.700 232

Holanda 6.054 5.435

Índia 100.259 67.783,0 33.529 410.000 4.100 3.950

Indonésia 62.000 200 494

Irã 29.019 2.520 30.211 65.000

Islândia 730 117

Itália 20.379 3.405

Japão 83.195 61.600 50.000 1.500 902

Coreia do Sul 67.098 45.360 50.000 620 690

Malásia 7.100 600 980 816

México 16.803 2.400 5.170 50.000 480 247

Noruega 1.300 1.008

Peru 400

Polônia 7.856 3.470 590 99

Reino Unido 7.086 5.235

Rússia 71.621 51.908 7.810 57.000 1.000 3.800 1.670

Taiwan 20.959 13.441

Turquia 35.810 9.971 79.000 72

Ucrânia 20.626 20.423 1.107

Vietnã 16.890 9.800 110.000

Zâmbia 380

Outros países 850.000 2.900 7.000

Total mundial 1.860.000 1.310.000 105.000 4.100.000 27.000 70.000 51.000

% Brasil 1,7 1,9 0,0 1,5 0,6 1,6 1,9

Fonte: Adaptada de (9).

A Tabela 1.4 mostra a produção brasileira de bens de importantes indústrias


consumidoras de refratários, com destaque para a indústria siderúrgica e de ci-
mento, as grandes consumidoras de refratários no Brasil. O consumo estimado de

V1_Série ABM – Duarte – Fundamentos à tecnologia de refratá[Link] 43 24/07/2024 16:39:51


44 Fundamentos à tecnologia de refratários

refratários no País é de 450.000t anuais, sendo que desse total, 320.000t vão para a
indústria siderúrgica (71%) e 40.000t, para a indústria do cimento (9%), conforme
Tabela 1.1. Estima-se que o Brasil ainda exporte cerca de 50.000t de refratários por
ano, além de grande quantidade de matérias-primas refratárias, principalmente
sínter de MgO.

Tabela 1.4 Produção brasileira de importantes bens industriais consumidores de refratários.

2015 2016 2017 2018 2019


Aço 33.258 31.642 34.778 35.407 32.236

Gusa 27.803 26.129 28.331 28.655 26.166

Cimento 65.283 57.557 54.004 53.553 54.400

Alumínio 1.370 1.410 1.480 1.420 1.410

Chumbo 152 156 167 195 195

Cobre 270 264 143 148 175

Estanho 16,5 12,5 13,8 12,9 11,9

Ferroligas 792 940 1.020 1.076 958

● Ferro-cromo 173 150 172 175 137

● Ferro-manganês 84 84 123 118 102

● Ferro-nióbio 79 68 90 96 92

● Ferro-níquel 195 245 247 237 186

● Ferro-silício 119 226 185 221 225

● Ferro-silício-manganês 142 167 203 229 216

Silício 104 194 164 203 200

Zinco 271 285 245 246 284

Vidro plano 2.537 2.537 2.526 2.438 2.748

Fonte: Adaptada de (9).

A despeito do aumento na produção dos principais segmentos industriais consu-


midores de refratários, a produção de refratários no Brasil tem se mantido relativa-
mente constante. Isso se dá em função da queda no consumo específico de refratários
(Figura 1.4), proveniente do grande avanço tecnológico ocorrido na indústria de re-
fratários, assim como das melhorias operacionais havidas nos clientes.
A indústria de refratários brasileira está situada entre as mais avançadas do
mundo, com produtos de alta qualidade desenvolvidos para maximizar o desempe-
nho dos equipamentos. Ela tem feito uma contribuição significativa para as indús-
trias siderúrgicas, de cimento, não ferrosos, vidro, petroquímica, entre outras, di-
minuindo os custos específicos com refratários e aprimorando a qualidade de seus
produtos mediante o uso de melhores sistemas refratários. A Tabela 1.5 mostra o
consumo específico típico, kg/t, em cada área de uma usina integrada brasileira.

V1_Série ABM – Duarte – Fundamentos à tecnologia de refratá[Link] 44 24/07/2024 16:39:51


Introdução à indústria de refratários 45

Tabela 1.5 Consumo específico de refratários típico em uma usina integrada de produção de aço.

Consumo específico de refratários na siderurgia

Unidade Consumo específico

Coqueria kg/t de coque 0,20

Pelotização (forno rotativo) kg/t de pelotas 0,25

Alto-forno

● Massa de tamponamento kg/gusa 0,40

● Canais de corrida kg/gusa 0,66

Carro torpedo kg/gusa 0,50

Panela de gusa kg/gusa 0,56

Convertedor LD kg/aço 1,00

Fornos elétricos a arco kg/aço 3,00

Panela de aço kg/aço 1,70

Refino secundário kg/aço 0,60

Lingotamento contínuo kg/aço 1,00

Forno de reaquecimento kg/aço 0,23

Planta de cal k/t cal 0,90

Fonte: Adaptada de (7).

A indústria brasileira de refratários já deu passos importantes na direção de


uma nova era no relacionamento com seus fornecedores e clientes, adotando mo-
dernas técnicas de marketing, enfatizando a prestação de serviços, engenharia, lo-
gística de produção e reciclagem e reinvestindo uma grande parcela de seus lucros
em pesquisa e desenvolvimento.
Os principais indicadores mostram que a indústria de refratários tem dado uma
contribuição positiva para a economia brasileira. O contínuo investimento em tec-
nologia, a preocupação com o treinamento de seus profissionais, a prestação de
serviços aos clientes e a presença no mercado internacional têm tornado as indús-
trias brasileiras altamente competitivas.

1.3 TENDÊNCIAS NA PRODUÇÃO DE REFRATÁRIOS


Existe uma tendência no uso de refratários que possam ter a sua aplicação mecani-
zada, como é o caso, principalmente, de alguns monolíticos. A Figura 1.8 mostra a
tendência de uso de tijolos e monolíticos refratários no Japão, evidenciando o au-
mento na participação dos monolíticos no consumo de refratários, que passou a
representar quase 70% a partir de 2010.
A Figura 1.9 mostra a tendência no uso das classes de refratários moldados,
evidenciando sua aplicação cada vez maior em refratários mais nobres, de melhor

V1_Série ABM – Duarte – Fundamentos à tecnologia de refratá[Link] 45 24/07/2024 16:39:51


46 Fundamentos à tecnologia de refratários

5.000 100

Monilíticos x 1000t
4.500 90
Tijolos x 1000t
4.000 81,1 % Tijolos 80

% Monolíticos
68,3 69,7
3.500 70
701 66,2
Produção de refratários × 1.000t

65,1
58,9
3.000 60
56,5

% de Produção
52,7 55,0

2.500 47,3 50
878 45,0
43,5
907 41,1
2.000 40
34,9 33,8
31,7 30,3
1.500 3.010 868 30
836
845
1.000 1.888 782 20
18,9 1.693
712 698
1.129
500 932 10
692
545
364 304
0 0
1970 1975 1980 1985 1990 1995 2000 2005 2010
1 2 3 4 5 6 7 8 9

Figura 1.8 Evolução da produção de refratários moldados e monolítios no Japão.


Fonte: Adaptada de (7).

100% 0,6 1,0


2,9 2,9 2,6 3,3 3,7 5,3 6,5
1,9 2,5 3,3 3,0 2,9 2,1
2,0 3,1 3,6 2,0
3,6 2,9 2,5
90% 2,7
8,4 5,4 5,6 4,5 31,6
9,2 9,7 3,5
0,0 6,2 1,4 1,1 1,0 35,3
80% 0,0
9,4 3,1 2,9
13,2 15,5 17,2 1,6
0,0 11,0
10,2 3,0 1,8
70% 6,3 0,0 16,4 3,9
0,8 3,6
9,1 2,6
12,1 13,5 14,2 19,0
60% 0,0
% Produção de tijolos refratários

14,2
10,2 21,7
1,6 4,5
50% 7,1
14,2 9,0
19,0
16,7 8,5
40% 59,8 18,0
8,0 8,6
53,1 19,2
30%
49,0 20,7
20,3
20% 37,7
34,9
28,9
24,2
10% 23,1 21,6
8,6 3,9
3,9 1,8 0,7 0,7 0,5 0,2 0,4
0%
1970 1975 1980 1985 1990 1995 2000 2005 2010

 % Outros  % Dolamita  % Aluminosos


 % Isolantes  % Magnésia-carbono  % Sílicoaluminosos
 % Carbeto de silício  % Cromo-magnesiano  % Sílica
 % Zirconita  % Alumina-carbono

Figura 1.9 Evolução da produção de classes de refratários moldados no Japão.


Fonte: Adaptada de (7).

V1_Série ABM – Duarte – Fundamentos à tecnologia de refratá[Link] 46 24/07/2024 16:39:51


Introdução à indústria de refratários 47

desempenho. Tijolos de sílica, sílico-aluminosos e cromo-magnesianos cada vez


são menos usados, enquanto aluminosos, Al2O3-C, Al2O3-SiC-C, MgO-C e espe-
ciais são cada vez mais usados.
A Figura 1.10 mostra a tendência no uso das classes de refratários monolíticos,
evidenciando a aplicação cada vez maior em refratários que podem ter a sua apli-
cação mecanizada e que possam substituir os tijolos, sem queda de desempenho.
Massas de socar, plásticos e argamassas são cada vez menos usados, enquanto con-
cretos, massas de projeção e de cobertura (coating) são cada vez mais usados.

100%

90%
26,5 27,6
35,2
80% 41,5 42,1
45,4 44,1 45,4 43,4

70% 4,9
10,4
13,0
% Produção de refratários monolíticos

60%
13,7
11,1

50% 17,6
19,1 12,6 17,3 22,3 24,4
24,2 24,7
40%

12,3
30% 10,6 14,7
16,2
16,5 19,7 22,9
20%

25,9
10%

0%
1970 1975 1980 1985 1990 1995 2000 2005 2010

Ano

 % Concretos  % Plásticos
 % Massas de projeção  % Massas de socar
 % Massas de cobertura  % Outros monolíticos

Figura 1.10 Evolução da produção de classes de refratários monolíticos no Japão.


Fonte: Adaptada de (7).

1.4 CONSUMO DE MATÉRIAS-PRIMAS NA INDÚSTRIA DE REFRATÁRIOS


A Figura 1.11 mostra o consumo mundial das principais matérias-primas refratá-
rias em um total estimado de 35 a 37 milhões de toneladas em 2014. A Figura 1.12
mostra a faixa de preços típica para as principais matérias-primas em 2015.
A Figura 1.13 mostra a distribuição das principais fontes comerciais de maté-
rias-primas refratárias e a Tabela 1.6 mostra a principal fonte de cada matéria-pri-
ma em âmbito mundial.

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48 Fundamentos à tecnologia de refratários

(milhões de t)

Alumina calcinada 2%

Alumina tabular 2%
Minoritários
Dolamita 3%
 Grafita ≤ 1%
Chamotes  Cimento aluminato de cálcio
Alumina fundida marrom 3% refratários  Grupo da silimanita (inclui andaluzita)
46%  Cromita
Bauxito calcinado 2%
 Alumina fundida branca
 Zirconita
Reciclados refratários 7% Magnésia
 Carbeto de silício
26%
 Sílica
 Espinélio
 Olivina

Figura 1.11 Consumo mundial de matérias-primas refratárias.


Fonte: Adaptada de (10).

Zirconita
SiC
Grafita
Espinélio
A. F. B.
Milhões de t

A. F. M.
Mulita
Sínter/EI.
Cianita
Andaluzita
Bauxito
Cromita
0 500 1000 1500
US$/t

Figura 1.12 Faixa de preços de matérias-primas refratárias.


Fonte: Adaptada de (11).

Distribuição mundial das principais fontes de matérias-primas refratárias

Europa China
Aluminas Rússia Aluminas
Canadá Aluminas Bauxito
Grafita Andalusita
MgO MgO MgO
Estados Unidos Dolomita SiC Argilas Japão
Aluminas Olivina Grafita Aluminas
Dolomita SiC Chamotes MgO
Chamotes Espinélio SiC SiC
Cianita
Espinélio
SiC Mexico Zircônia
Espinélio MgO Índia
Zirconita Aluminas Vietnã
Guiana Grafita SiC
Bauxito

Perú
Andalusita Moçambique
Grafita; Zirconita
Austrália
Brasil Madagascar MgO
Aluminas África do Sul Grafita Zirconita
Bauxito Andaluzita
Mgo Cromita
Grafita Zirconita
SiC

Número dos países produtores de matérias-primas refratárias


Sinter MgO (21); SiC (20); Alumina fundida (14); MgO fundido (12); Pirofilita (11); Dolomita (9); Grafita (9); Zirconita (9)
Aluminas (8); Cianita (5); Andaluzita (5); Bauxito (4); Cromita (4)

Figura 1.13 Principais matérias-primas refratárias por país.


Fonte: Adaptada de (10).

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Introdução à indústria de refratários 49

Tabela 1.6 Principais fontes de matérias-primas refratárias.

Classificação de Mineral industrial Principal componente Principal país


refratários químico produtor

Básicos Sinter de magnésia 85%-99,8% MgO China, Brasil

Magnésia eletrofundido 97%-99,8% MgO China

Sinter de doloma 56%-62% MgO, 36%-40% CaO Estados Unidos

Cromita > 46% Cr203 África do Sul

Espinélio fundido/sinterizado 66%-80% A1203, 21%-33% MgO China

Olivina 40%-50% MgO, 35%-45% Si02 Noruega

Acidos Alumina calcinada > 99,5% Al203 China, Brasil

Alumina fundida e tabular 94%-99,5% Al203 China, Brasil

Bauxito sinterizado 85%-88% Al203 China

Chamotes/muIita sinterizada 40%-75% Al203 Estados Unidos: Brasil


e fundida

Andaluzita, silimanita, cianita 60%-65% Al203 África do Sul

Argilas sílico-aluminosas 20%-45% Al203 Geral

Pirofilita 20%-30% Al203 Koréia do Sul, Brasil

Quartzito e areia de sílica > 99,8% Si02 Geral

Sílica fundida > 99,5% Si02 Estados Unidos

Especiais Zirconita 66% Zr02 Austrália

Zircônia > 99% Zr02 China

Carbeto de silício > 93% SiC China, Brasil

Grafita 75%-99% C China, Brasil

Isolantes Diatomita > 75% Si02 Estados Unidos

Perlita 65%-80% Si02 China

V ermiculita 45% Si02 África do Sul

Fonte: Adaptada de (10).

A Figura 1.14 mostra a evolução das exportações da China das principais maté-
rias-primas refratárias e a Figura 1.15 mostra a projeção de produção e exportação
de produtos refratários pelo País. Será que a redução da demanda de produtos na
China não levará a um aumento nas exportações de refratários pela indústria
chinesa?
A Tabela 1.7 mostra como a produção de matérias-primas refratárias impacta a
emissão de CO2 na atmosfera, sendo, portanto, um grande desafio para a indústria
de refratários reduzir essa emissão. Um dos caminhos é, sem dúvida, a busca por
reciclagem de refratários.

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50 Fundamentos à tecnologia de refratários

(milhões de t)

4,500,000

4,000,000

3,500,000

3,000,000

2,500,000

2,000,000

1,500,000

1,000,000

500,000

0
2016 2017 2018 2019 2020 2021
 Sínter MgO  Bauxito  Alumina fundida escuro  MgO fundido  SiC  Grafita

Figura 1.14 Volumes de matérias-primas refratárias exportados pela China.


Fonte: Adaptada de (12).

30

-10% -25% -40%


25
2
1,9
20
7,8
1,8
(milhões de t)

7,5
15
1,6
7

10 6

15 13,1
5 9,6
7

0
2020 2030 2040 2050
 Siderurgia  Outros mercados  Exportação

Figura 1.15 Projeção de produção e exportação de refratários pela China.


Fonte: Adaptada de (5).

Tabela 1.7 Emissões de CO2 na produção de matérias-primas refratárias.

Pegada de carbono de matérias-primas refratárias

Matéria-prima Emissões químicas Emissões de processo Total


Carbeto de silício 2,2 5,3 7,5

Magnésia fundida 1,1 4,5 5,6

Alumina fundida marrom 0,1 3,8 3,9

Sinter de magnésia 1,1 2,4 3,5

(Continua)

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Introdução à indústria de refratários 51

Tabela 1.7 Emissões de CO2 na produção de matérias-primas refratárias. (Continuação)

Pegada de carbono de matérias-primas refratárias

Matéria-prima Emissões químicas Emissões de processo Total

Alumina fundida branca 0 2,8 2,8

Alumina Tabular 0 2,2 2,2

Bauxito sintelizado 0 1,9 1,9

Cimento aluminoso 0,2 1,7 1,9

Chamotes sílico-aluminosos 0 1,7 1,7

Alumina calcinada 0 1 1

Andalusita 0 0,4 0,4

Grafita 0 0,4 0,4

Fonte: Adaptada de (5).

1.5 ASPECTOS ECONÔMICOS NA INDÚSTRIA DE REFRATÁRIOS


A Figura 1.16 mostra a composição de custos na produção de refratários no Brasil,
onde matérias-primas correspondem a cerca de 40% do total; mão de obra, a 15%;
custos de transformação, a 20%; e impostos, a 20%.
Outras despesas;
5%

Imposto;
20%

Matéria-prima;
40%

Transformação;
20%

Mão de obra;
15%

Figura 1.16 Composição típica de custos na produção de refratários.


Fonte: Desenvolvida pela autoria do capítulo.

A Figura 1.17 mostra os custos típicos de matérias-primas refratárias, onde ma-


térias-primas naturais e menos processadas apresentam os menores custos.
A Figura 1.18 mostra a curva ABC típica de custos de matérias-primas em uma
indústria refratária em que o sínter e o grão eletrofundido de MgO representam
35% do valor.

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52 Fundamentos à tecnologia de refratários

+ baixo • Argilas cruas (US$ 15 a 25/t)


• Chamotes sílico-aluminosos (US$ 100 a 150/t)
• Chamotes aluminosos (US$ 150 a 200/t)
• Cromitas (US$ 100 a 300/t)
• Bauxitos (US$ 500 a 700/t)
• Andaluzitas e cianita (US$ 500 a 700/t)
• Sinter de doloma (US$ 500 a 800/t)
• Sinter de MgO (US$ 500 a 1200/t)
• Grafitas (US$ 600 a 1200/t)
• Cimento refratário (US$ 800 a 1400/t)
• Grão eletrofundidos, Al2O3, MgO etc. (US$ 1000 a 1400/t)
• Alumina tabular (US$ 800 a 1300/t)
• Grãos de SiC (US$ 1800 a 2200/t)
• Grãos de Si3N4 (US$ 2000 a 3000/t)
+ alto

Figura 1.17 Custos típicos de matérias-primas em uma indústria de refratários.


Fonte: Desenvolvida pela autoria do capítulo.

Anti-oxidantes Cromitas
3% 3%
Resinas Cimentos
9% 1%
Carbeto de solício
3% Sinter de MgO
Grafitas 25%
4%

Espinélios
5%

Chamotes sílico-aluminosos
5%
Outras
Bauxitos
16%
6%
Chamotes aluminosos
7%
MgO eletrofundido
Aluminas fundidas
10%
9%

Percentual de custos de matérias-primas típico de uma grande


indústria de refratários
Matéria-prima % Acumulado
Sinter de MgO 25 25
Outras 16 41
MgO eletrofundido 10 51
Aluminas fundidas 9 60
Chamotes aluminosos 7 67
Bauxitos 6 73
Chamotes sílico-aluminosos 5 78
Espinélios 5 83
Grafitas 4 87
Carbeto de solício 3 90
Resinas 9 93
Anti-oxidantes 3 96
Cromitas 3 99
Cimentos 1 100

Figura 1.18 Curva ABC típico de matérias-primas em uma indústria de refratários.


Fonte: Desenvolvida pela autoria do capítulo.

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Introdução à indústria de refratários 53

A Figura 1.19 mostra o custo de processos de fabricação de refratários em uma


indústria de refratários em que os tratamentos térmicos de sinterização e fusão
apresentam os custos mais elevados.

+ baixo • Seleção e embalagem (US$ 10 a 20/t)

• Mistura (US$ 20 a 70/t)

• Impregnação (US$ 30 a 50/t)

• Cura (US$ 30 a 50/t)

• Coqueificação (US$ 40 a 60/t)

• Prensagem (US$ 60 a 100/t)

• Queima de matérias-primas (US$ 100 a 250/t)

• Queima de tijolos (US$ 100 a 250/t)

• Fusão matérias-primas (US$ 200 a 300/t)

• Fusão de produtos (US$ 1000 a 1200/t)


+ alto

Figura 1.19 Custos típicos de processos em uma indústria de refratários.


Fonte: Desenvolvida pela autoria do capítulo.

A Figura 1.20 mostra preços típicos de produtos refratários no mercado. Os ti-


jolos sílico-aluminosos são os de menor custo, enquanto os refratários de zircônia,
carbono e eletrofundidos são os mais caros.

+ baixo • Sílico-aluminosos (US$ 500 a 900/t)

• Sílica (US$ 500 a 900/t)

• Concretos (US$ 400 a 1200/t)

• Dolomita (US$ 600 a 1200/t)

• Isolantes (US$ 500 a 1500/t)

• Aluminosos (US$ 600 a 1500/t)

• MgO-C (US$ 1200 a 1600/t)

• Espinelizados (US$ 1200 a 1600/t)

• Cromo-magnesianos (US$ 1200 a 2000/t)

• SiC (US$ 1800 a 2200/t)

• Zircônia (US$ 1500 a 2500/t)

• C (US$ 1500 a 3000/t)

• Eletrofundidos (US$ 3000 a 4000/t)


+ alto

Figura 1.20 Preços típicos de produtos refratários.


Fonte: Desenvolvida pela autoria do capítulo.

Acesse as imagens coloridas do capítulo.

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54 Fundamentos à tecnologia de refratários

REFERÊNCIAS
(1) FLOOK, R. Refractory evolution – implication for bauxite and alumina. In: 3rd Asian
Conference on Bauxite and Alumina, Singapore, October 2013.
(2) Internet: [Link].
(3) Internet: Freedonia Group; American Ceramic Society, 2012.
(4) SEMLER, C. E. The sleeping giant (China) has awakened. Refractories Application and
News, v. 11, n. 4, 2006.
(5) FLOOK, R. China refractories outlook. China Refractory Mineral Forum, 2022.
(6) FLOOK, R. [Link], 2017.
(7) DUARTE, A. K. Curso de Fundamentos em Refratários. Santiago do Chile, out. 2015.
(8) DUARTE, A. K.; TORRES, A. A.; TRAVASSOS, R.; BITTENCOURT, P. R. H. M. The
brazilian refractory industry: a market review. Ceramic News, v. 6, n. 3, p. 87-89, 1999.
(9) Internet: Minerals Yearbook USGS, 2022.
(10) DICKSON, T.; FLOOK, R. Refractory minerals overview. [Link], 2022.
(11) Internet: [Link], 2015.
(12) DRISCOLL, M. Global refractory mineral supply trends & outlook. In: Alafar Congress,
Foz do Iguaçu, Brasil, 2022.

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