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Manual de Gestão de Riscos Corporativos

O Manual Operacional de Gestão de Riscos da [Nome da Empresa] visa padronizar a criação de documentos e orientar gestores na implementação da gestão de riscos conforme a Política Corporativa. O documento abrange definições, princípios, metodologias e processos de avaliação de riscos, além de categorizar os riscos em diferentes tipos como estratégico, operacional, financeiro e reputacional. A metodologia inclui a análise do ambiente, identificação de eventos de riscos e elaboração de uma Matriz de Riscos para priorização e tratamento dos mesmos.

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Manual de Gestão de Riscos Corporativos

O Manual Operacional de Gestão de Riscos da [Nome da Empresa] visa padronizar a criação de documentos e orientar gestores na implementação da gestão de riscos conforme a Política Corporativa. O documento abrange definições, princípios, metodologias e processos de avaliação de riscos, além de categorizar os riscos em diferentes tipos como estratégico, operacional, financeiro e reputacional. A metodologia inclui a análise do ambiente, identificação de eventos de riscos e elaboração de uma Matriz de Riscos para priorização e tratamento dos mesmos.

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MANUAL OPERACIONAL

Código: MAN_COR_001 Versão: 01 Publicação: 27/11/2023


Assunto: Gestão de Riscos

Manual de Riscos
Corporativos
[Nome da Empresa]

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MANUAL OPERACIONAL

Código: MAN_COR_001 Versão: 01 Publicação: 27/11/2023


Assunto: Gestão de Riscos

1. OBJETIVO DO MANUAL
Este manual tem por objetivo padronizar a criação de documentos que definem,
descrevem o funcionamento do processo de gerenciamento de riscos, apresentar os
fundamentos, a estrutura e a Metodologia de Gestão de Riscos da [Nome da
Empresa] a fim de orientar os gestores a implementá-la em conformidade com a
Política Corporativa de Gestão de Riscos aprovada pela Alta Administração.

2. APLICAÇÃO

Este Manual se aplica a todos os administradores (Diretores Estatutários, Membros


do Conselho de Administração, Conselho Fiscal, Comitês de Assessoramento do
Conselho de Administração) e colaboradores da [Nome da Empresa].

3. DEFINIÇÕES GERAIS DO MANUAL

3.1. Gestão de Riscos

O comprometimento com o desenvolvimento de uma cultura de gestão de riscos


como ferramenta estratégica da estrutura de governança, a incorporação da gestão
de riscos às responsabilidades gerenciais, a implantação de controles internos
baseados em riscos e a inclusão dessa competência na formação dos gestores são
essenciais para a [Nome da Empresa], conforme dimensões representadas na
Figura 1 – Relação entre Governança, Riscos e Controles.

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Assunto: Gestão de Riscos

Figura 1 – Relação entre Governança, Riscos e Controles


Gestão de Riscos consiste em processo contínuo e interativo, formulado para dirigir,
monitorar e controlar eventos com o potencial para agregar ou desagregar valor,
podendo afetar o cumprimento dos objetivos corporativos.

Risco inerente é o nível de risco antes de quaisquer ações de mitigação de risco


terem sido levadas em conta, como atividades de controle. Pode envolver perdas
bem como oportunidades. Ter consciência dos riscos assumidos e capacidade de
administrá-los são elementos chave para a gestão. Desta forma, conceituamos o
risco, conforme a figura 2 – Definição de Riscos:

Figura 2 – Definição de Riscos

Após a identificação dos riscos, atuaremos por meio da avaliação dos riscos. Nesta
etapa, será determinada a forma mais adequada de tratamento para cada risco
identificado.

3.2. Princípios da Gestão de Riscos

I. AGREGAR valor e proteger o ambiente institucional;


II. SER considerada no processo de tomada de decisão;
III. SER parte integrante de todos os processos organizacionais;
IV. SER transparente, inclusiva, interativa e capaz de reagir às mudanças;
V. BASEAR-SE nas melhores informações disponíveis;

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Assunto: Gestão de Riscos

VI. ESTAR alinhada com os contextos internos e externos da companhia e com


o perfil de risco, além de considerar os fatores humanos e culturais;
VII. ABORDAR explicitamente a incerteza;
VIII. APOIAR a melhoria contínua dos processos e controles.

3.3. Processo de Avaliação de Riscos

3.3.1. Metodologia

O processo de Avaliação de Riscos da [Nome da Empresa] tem como base os


componentes e princípios referenciados nas obras “Gerenciamento de Riscos
Corporativos – Estrutura Integrada”, publicada pelo Committee of Sponsoring
Organizations of The Tread way Commission (COSO), ABNT NBR ISO 31000:2018,
que tem como objetivo propiciar uma gestão integrada e eficaz, em linha com as
melhores práticas utilizadas no mercado nacional e internacional, para a proposição
e implementação do modelo corporativo de gestão de riscos. De forma resumida,
nossa metodologia de gerenciamento de riscos é composta pelas seguintes fases,
apresentadas na figura 3 – Etapas da Gestão de Riscos:

Figura 3 – Etapas da Gestão de Riscos

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Assunto: Gestão de Riscos

3.1.2 Análise do Ambiente e dos Objetivos

Consiste no levantamento e registro dos aspectos externos e internos essenciais ao


alcance dos objetivos institucionais, permitindo a compreensão clara do ambiente
em que a [Nome da Empresa] se enquadra e a identificação dos fatores que podem
influenciar no alcance dos resultados planejados pela organização.
Analisar o ambiente é importante para colher informações a fim de apoiar a
identificação de eventos de riscos e contribuir para a escolha de ações mais
adequadas para assegurar os objetivos do macroprocesso.
Vale citar que, deverão ser minimamente identificados:
 Descrição resumida do processo: Que é um breve relato sobre o processo que
possibilita compreender o seu fluxo, a relação entre os fatores envolvidos e os
resultados esperados;
 Objetivos do processo organizacional: Deve-se especificar quais objetivos
são alcançados pelo processo (objetivo geral e objetivo específico),
considerando perspectivas como estratégicas, temporais, relacionais,
financeiras, orçamentárias, metas, entre outras;
 Relação de Objetivos Estratégicos da [Nome da Empresa] alcançados pelo
processo;
 Fluxo do processo organizacional.

3.1.3 Análise de SWOT

A Análise de SWOT é uma ferramenta que auxilia na identificação das forças e


fraquezas (ambiente interno) e, Oportunidades e Ameaças (ambiente externo),
conforme visualizado na figura 4 – Matriz SWOT, a seguir:

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Figura 4 – Matriz SWOT

Para avaliação do contexto interno e externo, deverão ser observados os seguintes


itens, como contribuição para desenvolvimento desta etapa:

Contexto Externo:

 Ambiente cultural, social, político, legal, regulatório, financeiro, tecnológico,


econômico, ambiental, competitivo. Todos com as suas diferentes
abrangências (internacional, nacional ou regional, por exemplo) para avaliar o
efeito na [Nome da Empresa].
 Os fatores chave de sucesso e as tendências que tenham impacto sobre os
objetivos da [Nome da Empresa].
 Relações com as partes interessadas externas e suas percepções e valores.

Contexto Interno:

 Governança, estrutura organizacional, funções e responsabilidades;


 Políticas, objetivos, estratégias implementadas para atingi-los;

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Assunto: Gestão de Riscos

 Capacidade compreendida em termos de recursos e conhecimentos (capital,


tempo, pessoas, processos, sistemas e tecnologias);
 Cultura organizacional;
 Normas, diretrizes, modelos adotados pela [Nome da Empresa];
 Relações contratuais com empresas terceirizadas;
 Relações com as partes interessadas internas e suas percepções e valores.

3.1.4 Pontos de Atenção:


 Macroprocesso: as informações deverão ser coletadas na Cadeia de Valor ou
mapeamento dos processos;
 Leis e Regulamentos: listar todas as leis, regulamentos e normas que afetam
ou influenciam o macroprocesso, pois auxiliam na adoção de ações de
controles, além de verificar se existem riscos e descumprimento regulatório e
normativo.
 Sistemas: listar os sistemas e outras ferramentas que operacionalizem o
processo.

3.1.5 Identificação de Eventos de Riscos


Concluído o mapeamento dos processos e sub processos, devem identificar quais
são os eventos de riscos que podem afetar o alcance dos objetivos da [Nome da
Empresa], bem como o ambiente de controles necessário para gerir os eventos.

 Causas: Condições que dão origem à possibilidade de um evento ocorrer,


também chamadas de fatores de riscos e podem ter origem no ambiente
interno ou externo.
 Risco: Possibilidade de ocorrência de um evento que venha a ter impacto no
cumprimento dos objetivos.
 Consequência: o resultado de um evento de risco sobre os objetivos do
processo.
Conforme representados na figura 5 – Componentes do evento de risco:

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figura 5 – Componentes do evento de risco

Identificados os fatores de riscos, seus impactos e probabilidades de ocorrência,


estes devem ser classificados de acordo com as categorias definidas neste Manual
e na Política de Riscos da [Nome da Empresa].

4. CATEGORIA DE RISCOS

Desenvolvidos conforme tipo de negócio e particularidades da [Nome da Empresa].

 Estratégico: Eventos que possam impactar na missão, nas metas ou nos


objetivos estratégicos da empresa, caso venham ocorrer.
 Operacional: Eventos que podem comprometer as atividades da [Nome da
Empresa], normalmente associados a falhas, deficiência ou inadequação de
processos internos, pessoas, infraestrutura e sistemas, afetando o esforço da
gestão quanto à eficácia e eficiência dos processos organizacionais.
 Financeiro: Eventos que podem comprometer a capacidade da [Nome da
Empresa] de arcar com os recursos orçamentários necessários à realização
de suas atividades, ou eventos que possam comprometer a própria execução
orçamentária, como atrasos no cronograma de licitações.
 Reputação: Eventos que podem comprometer diretamente na imagem
reputacional da [Nome da Empresa] em cumprir sua missão institucional,
interferindo a confiança da sociedade para com a empresa.
.

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Para elaboração da Matriz de Riscos, os trabalhos são realizados com base em


reuniões com as áreas envolvidas, nas quais os responsáveis pelos processos são
convidados a avaliar suas atividades e diagnosticar os riscos envolvidos. A equipe
responsável pela área de Gestão de Riscos atua como facilitadora junto aos donos
de processos durante a realização desta análise.
Passos para elaboração da Matriz de Riscos:
1. Realizar reunião preliminar de abertura do projeto com o gestor executivo e
gestores das áreas;
2. Entrevistar gerente e gestores das áreas e identificar os processos críticos
com auxílio do método SWOT como principal ferramenta;
3. Identificar Leis e Regulamentações aplicáveis;
4. Definir cronograma de atividades e dinâmica de atuação;
5. Capacitar pessoas envolvidas no processo de trabalho;
6. Realizar reuniões/encontros para auxiliar os donos do processo a
identificarem os Riscos e os Controles Internos;
7. Verificar a adequação das Leis, Regulamentação e Diretrizes aplicáveis;
8. Documentar os Riscos e Controles na matriz;
9. Auxiliar os donos dos processos a calcularem as probabilidades e os
impactos, mensurando assim o Risco Inerente;
10. Subsidiar a avaliação dos Controles Internos quanto sua eficácia é resultante
do Risco Residual;
11. Validar os resultados com os gerentes executivos das áreas e os gestores
dos processos;
12. Auxiliar na elaboração dos planos de ação em resposta aos riscos com uso
do método 5W2H;
13. Deliberar sobre os resultados e os planos de ação junto às instâncias
responsáveis conforme grau de Apetite ao Risco e o Plano de Comunicação;
14. Documentar os planos de ação nas ferramentas/sistemas de Gestão de
Riscos e Controles Internos;
15. Monitorar e reportar o andamento dos planos de ação à Alta Administração
na periodicidade no mínimo Semestral.

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Assunto: Gestão de Riscos

5. AVALIAÇÃO DE EVENTOS DE RISCOS

A avaliação de riscos deve ser feita por meio de análises quantitativas e qualitativas
ou da combinação de ambas e, ainda, quanto à sua condição de inerentes (risco
bruto, sem considerar qualquer controle) e residuais (considerando os controles
identificados e avaliados quanto ao desenho e a sua execução).
Desta forma, a ação consiste em comparar o nível de risco residual, considerando
os controles existentes, com o nível de risco tolerável, para determinar se o nível de
risco é aceitável, e se os controles atuais são suficientes e devem ser mantidos ou
se é necessária ação adicional, considerando outras opções de tratamento de
riscos. Os eventos devem ser analisados sob as perspectivas da probabilidade de
ocorrência do conjunto de causas e da magnitude dos impactos.
Para isso, o risco será avaliado considerando sua relação entre probabilidade X
impacto, utilizando-se como base a “Matriz de Classificação do Risco”, e assim
obtêm-se a definição do nível de risco.
Vale destacar que, para cada risco identificado, serão calculados os níveis de risco
inerente e residual, utilizando-se a Matriz de Riscos para atribuir os valores
correspondentes à probabilidade e ao impacto, tendo como referência as escalas
previstas na Tabela 1 (probabilidade) e no Tabela 2 (impacto), respectivamente:

Probabilidade Descrição da probabilidade (desconsiderando os controles) Peso


Baixa Rara - de forma inesperada ou casual, o evento poderá 1
ocorrer, pois as circunstâncias pouco indicam essa
possibilidade.
Média Possível - de alguma forma, o evento poderá ocorrer, pois as 2
circunstâncias indicam moderadamente essa possibilidade.
Alta Provável - de forma até esperada, o evento poderá ocorrer, 3
pois as circunstâncias indicam fortemente essa possibilidade.
Tabela 1 - Probabilidade

Impacto Descrição do impacto nos objetivos, em caso de Peso


materialização do risco
Baixo Pequeno impacto nos objetivos. 1
Médio Moderado impacto nos objetivos, porém recuperável. 2

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Alto Significativo impacto nos objetivos, de difícil reversão. 3


Tabela 2 - Impacto

Figura 6 - Matriz de Riscos da [Nome da Empresa]

Figura 7 - Matriz de Riscos da [Nome da Empresa]

A Matriz de Riscos, apresentada na figura 6 – Matriz de Riscos da [Nome da


Empresa], é a ferramenta utilizada para análise de riscos, na empresa. Visualmente,
por meio de cores, são facilmente identificados os níveis de risco resultantes do
cruzamento de probabilidade e impacto.

5.1. Priorização dos Riscos

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Assunto: Gestão de Riscos

O risco será avaliado considerando sua relação entre probabilidade X impacto,


utilizando-se como base a “Matriz de Classificação do Risco”, e assim, obtém-se a
definição do nível do risco.
Os riscos com avaliações de criticidade similares podem ser priorizados de forma
diferente. Isto é, dois riscos podem ambos ser avaliados como “médios”, mas a
administração pode atribuir uma prioridade maior a um deles por causa da maior
velocidade e persistência ou porque a resposta a um deles proporciona um maior
retorno ajustado ao risco do que em outros riscos de mesma criticidade.
Ao priorizar um risco em relação a outro, deve ser considerado o apetite ao risco da
[Nome da Empresa].
E importante que o apetite ao risco do processo organizacional seja estabelecido no
início do processo de Gerenciamento de Riscos. E uma vez definido, a [Nome da
Empresa] declara que:
 Todos os riscos cujos níveis estejam dentro das faixas de apetite ao risco
podem ser aceitos, e uma possível priorização para tratamento deve ser
justificada formalmente;
 Todos os riscos cujos níveis estejam fora das faixas de apetite ao risco serão
tratados e monitorados, e uma possível falta de tratamento deve ser
justificada formalmente.

5.2. Estratégia de Resposta aos Riscos


Esta etapa tem por finalidade selecionar e implementar opções mais viáveis e
adequadas para abordar os riscos que estejam com nível acima do tolerável.
Envolve a formulação e a seleção das opções para tratamento de riscos e a
estruturação do Plano de Tratamento de Riscos, bem como o monitoramento e a
avaliação de sua eficácia.
A seleção das opções mais apropriadas de tratamento de riscos envolve equilibrar,
de um lado, os custos e os esforços de implementação e, de outro os benefícios
decorrentes ou seja, as decisões estão baseadas na avaliação da magnitude dos
impactos e dos custos de se estabelecerem controles internos mais efetivos. A

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Assunto: Gestão de Riscos

seleção deve ser feita de acordo com os objetivos, o nível de risco tolerável e os
recursos disponíveis.

Para cada evento de risco com nível residual acima do tolerável, deve ser preparado
um plano de tratamento, que pode envolver uma ou mais das seguintes alternativas:
 Evitar o risco ao decidir não iniciar ou descontinuar a atividade que dá origem
ao risco;
 Remover a fonte de risco (eliminar o risco);
 Alterar a probabilidade de ocorrência e/ou a consequência do impacto
(modificar o risco), implantando medidas ou controles que reduzam a
probabilidade de ocorrência das causas que podem levar ao risco ou o
impacto das consequências;
 Compartilhar o risco com outras partes externas que possam gerenciá-lo de
forma mais eficaz, transferindo a responsabilidade pelo tratamento do risco
e/ou suas consequências para outra parte interessada;
 Aceitar o risco por decisão fundamentada, não adotar ação específica para
modificar o risco, assumindo-o por uma decisão consciente e embasada, por
escolha justificada formalmente e aprovada pelo Comitê de Governança,
Conformidade e Riscos e homologada pelo Conselho Diretor, podendo
implementar sistemática de monitoramento, ou manter o risco no nível atual
de impacto e probabilidade.
Quando se trata de riscos, a perspectiva não deve ser a de garantir a sua
eliminação, pois está lidando com a incerteza. Na maioria das vezes, serão tomadas
ações para minimizar ou mitigar o risco, por meio de medidas que visem reduzir seu
impacto e/ou probabilidade, resultando em níveis aceitáveis de risco compatíveis
com os que a organização possa lidar sem maiores danos.
Como em qualquer Plano de Ação, o Plano de Tratamento de Riscos especifica as
medidas de tratamento escolhidas, os prazos de início e de conclusão, bem como
os responsáveis pela implementação das ações.
Após a aprovação do Plano de Tratamento de Riscos, o gestor do risco passa a

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implementar as ações e a avaliar seus resultados. Uma vez implementado o Plano,


as ações propostas podem dar origem a novos controles a serem formalmente
instituídos. A seguir, é possível verificar o resumo das ações, descritos na figura 6:

Participantes Colaboradores que trabalham diretamente no processo,


Gestor do risco,
Coordenadores
Entradas Relatório de Avaliação de Riscos
Saídas Plano de Tratamento de Riscos
figura 8 – Componentes do evento de risco

5.3 Comunicação e Monitoramento dos Riscos

A comunicação busca promover a conscientização e o entendimento do risco,


auxiliando as partes interessadas na compreensão do risco, fornecendo a
compreensão necessária para que as decisões sejam tomadas. A consulta às
partes interessadas, interna e externamente, tem por finalidade obter retorno e
informações que auxiliem neste processo de tomada de decisão.
Deverá ser estabelecido um processo de consulta às partes interessadas internas e
externas, assim como mecanismos de comunicação interna sobre riscos
identificados e ações implementadas, a cada área envolvida. A comunicação sobre
os processos de gerenciamento de riscos e seus resultados deve ser conduzida de
maneira formal, portanto, documentada. Vale mencionar que, as informações
produzidas durante as etapas do processo de gerenciamento de riscos têm caráter
restrito quanto à publicidade.
O monitoramento e a análise crítica dos riscos, visa assegurar e melhorar a
qualidade e a eficácia da concepção, da implementação e dos resultados do
processo de gestão de riscos. Inclui o acompanhamento da qualidade do controle
interno para assegurar adequação aos objetivos, ambiente, recursos e riscos.
Uma vez definidos os controles e as medidas de tratamento, é preciso monitorar se
eles estão sendo efetivamente implementados pelo gestor, retroalimentando o
processo de gestão de riscos como um todo.

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Assunto: Gestão de Riscos

A atividade de gestão de riscos enquadra-se na segunda linha de defesa, enquanto


a implementação dos controles pelos gestores constitui a primeira linha desta. O
propósito do monitoramento é assegurar que a gestão de riscos esteja apropriada
para as operações da organização e permita alcançar os objetivos para os quais foi
estabelecida: Tratamentos eficazes devem resultar em melhorias nos processos e
na redução do risco residual.
De modo geral, se o risco residual resultante das ações de tratamento for aceitável,
as medidas darão origem a novos controles internos e/ou modificarão controles
existentes, a serem implementados. Após a execução das medidas definidas no
Plano de Tratamento de Riscos, caso o risco residual, ainda assim, não seja
aceitável, é preciso decidir tratamento adicional, porém, se não houver opções de
tratamento disponíveis ou se as opções de tratamento não modificarem
suficientemente o risco, convém que essa situação seja registrada e documentada,
e o processo seja mantido sob análise crítica contínua.
As mudanças identificadas durante o monitoramento deverão ser enviadas à área
de Gestão de Riscos, responsável pela supervisão dos resultados de todos os
processos de gerenciamento de riscos realizados na [Nome da Empresa].
Anualmente, a área de Gestão de Riscos produzirá e emitirá um boletim com os
resultados do acompanhamento dos Planos de Ações relacionadas aos riscos de
cada Gerência, destinado aos Gerentes e Diretores Executivos.

6. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL

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A estrutura da [Nome da Empresa] tem a seguinte composição:


A 1ª linha são as áreas operacionais, contendo em cada diretoria suas áreas de
operação e uma responsável por controles internos.
Já na 2ª linha são as áreas do Tático, sendo Riscos, Compliance, Continuidade de
Negócio, Controles Internos central e SI, respondendo direto para o CEO.
Lembrando que estas áreas da 2ª linha são responsáveis por apoiar, monitorar,
supervisionar, educar e treinar a 1ª linha em relação a Gestão de Riscos
Corporativos.
E a 3ª linha é o estratégico, com uma de Auditoria independente, e Governança
Corporativa, respondendo direto para Board. E o CEO.

7. DEVERES E RESPONSABILIDADES

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Assunto: Gestão de Riscos

● Conselho de Administração: Aprovar a Política de Gestão de Riscos


Corporativos.
● Diretoria Executiva: Revisar e aprovar as definições gerais das estratégias de
gestão de risco.
● Áreas de Gestão de Riscos e Controles Internos da Governança: Realizar uma
avaliação contínua da adequação e da eficácia de seu modelo de gestão de
riscos, que deve ser continuamente monitorado, visando assegurar a presença
e o funcionamento de todos os seus componentes ao longo do tempo;
● Manter a Diretoria Executiva e a Governança regularmente informados sobre
os riscos aos quais estão sujeitos a [Nome da Empresa]
● Estabelecer procedimentos, parâmetros para gerenciar os riscos da instituição,
promovendo o desenvolvimento de uma cultura de riscos e comunicação que
envolva todos os agentes públicos da [Nome da Empresa];
● Identificar, em conjunto com as áreas, os riscos operacionais inerentes a cada
um dos processos e responsabilizar-se pela disseminação da cultura de
controles internos da [Nome da Empresa];
● Áreas Operacionais: A gestão de riscos é de responsabilidade de todos, sendo
que os gestores de cada área atuam como representantes da Governança
facilitando a comunicação e a divulgação de informações ou procedimentos
que sejam necessários, bem como reportando a Governança qualquer evento
de risco que impactou ou que foi previamente detectado em sua área de
atuação.

8. ESTRUTURA HIERÁRQUICA DE DOCUMENTOS

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Assunto: Gestão de Riscos

Serão utilizadas as seguintes estruturas no desenvolvimento dos documentos


corporativos:
 Política de gestão de Riscos – Definições de diretrizes genéricas e
abrangentes que determinam os parâmetros dentro dos quais um processo
de negócio deve ser executado. São documentos que contêm uma síntese
das definições da alta administração, caracterizando-se por não estarem
sujeitos a um período de tempo ou condição momentânea de negócio.
 Normas – Definições baseadas nas políticas, com abrangência definida e
finalidade específica, referenciando os procedimentos e padrões necessários
para cumpri-las operacionalizando as estratégias definidas na política,
estando mais suscetíveis às condições momentâneas de negócio.
 Procedimentos – Instruções detalhadas, que documentam quais etapas
devem ser seguidas para a execução de uma determinada atividade ou
processo, garantindo sua repetição de forma consistente e que atenda as
normas da companhia.
 Padrões – Instruções (formulários, tabelas) referenciadas como modelos a
serem seguidos, para colocar em prática as normas e/ou procedimentos.

9. NOMENCLATURA E SIGLAS

 Apetite a risco: É a quantidade de riscos que uma organização está


disposta a aceitar;
 Avaliação de risco: Processo de identificação e análise dos riscos
relevantes para o alcance dos objetivos da [Nome da Empresa] e a
determinação de resposta apropriada;
 Consequência: Resultado de um evento que afeta positiva ou
negativamente os objetivos da [Nome da Empresa];
 Controle: Qualquer medida aplicada no âmbito da [Nome da Empresa] para
gerenciar os riscos e aumentar a probabilidade de que os objetivos e metas
estabelecidos sejam alcançados;

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 Controles internos da gestão: Conjunto de regras, procedimentos,


diretrizes, protocolos, rotinas de sistemas informatizados, conferências e
trâmites de documentos e informações de forma integrada pela direção e
pelo corpo de servidores, destinados a enfrentar os riscos e fornecer
segurança razoável para a consecução da missão da [Nome da Empresa];
 Estrutura da gestão de riscos: Conjunto de componentes que fornecem os
fundamentos e os arranjos organizacionais para a concepção,
implementação, monitoramento, análise crítica e melhoria contínua da
gestão de riscos através de toda a [Nome da Empresa];
 Evento: Ocorrência ou mudança em um conjunto específico de
circunstâncias; gerenciamento de riscos: processo para identificar, avaliar,
administrar e controlar potenciais eventos ou situações, a fim de fornecer
uma razoável certeza no alcance dos objetivos da [Nome da Empresa];
 Objetivo organizacional: Situação que se deseja alcançar de forma a
evidenciar com êxito no cumprimento da missão e no atingimento da visão
de futuro;
 Política de Gestão de Riscos: Declaração das intenções e diretrizes gerais
de uma organização relacionadas à gestão de riscos;
 Probabilidade: Frequência de ocorrência de um evento, a partir de séries
históricas e/ou na percepção dos gestores;
 Processo: Conjunto de ações e atividades inter-relacionadas, que são
executadas para alcançar produto, resultado ou serviço predefinido;
 Processo de gestão de riscos: Aplicação sistemática de políticas,
procedimentos e práticas de gestão para as atividades de comunicação,
consulta, estabelecimento do contexto, e atividades de identificação, análise,
avaliação, tratamento, monitoramento e análise crítica dos riscos;
 Resposta a risco: Qualquer ação adotada para lidar com risco. As
respostas podem se enquadrar num destes tipos: aceitar o risco por uma
escolha consciente; transferir/compartilhar o risco a outra parte; evitar o risco
pela decisão de não iniciar ou descontinuar a atividade que dá origem ao

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Assunto: Gestão de Riscos

risco; ou mitigar/reduzir o risco diminuindo sua probabilidade de ocorrência


ou minimizando as consequências do risco;
 Risco: possibilidade de ocorrer um evento que venha a ter impacto no
cumprimento dos objetivos. O risco é medido em termos de impacto e de
probabilidade;
 Riscos de imagem/reputação do órgão: eventos que podem comprometer
a confiança da sociedade (ou de parceiros, de clientes ou de fornecedores)
em relação à capacidade da [Nome da Empresa] cumprir sua missão
institucional;
 Riscos financeiros/orçamentários: Eventos que podem comprometer a
capacidade da [Nome da Empresa] de contar com os recursos
orçamentários e financeiros necessários à realização de suas atividades, ou
eventos que possam comprometer a própria execução orçamentária, como
atrasos no cronograma de licitações;
 Riscos legais: Eventos derivados de alterações legislativas ou normativas
que podem comprometer as atividades da [Nome da Empresa];
 Riscos operacionais: Eventos que podem comprometer as atividades da
[Nome da Empresa], normalmente associados a falhas, deficiência ou
inadequação de processos internos, pessoas, infraestrutura e sistemas;
 Tipologias de risco: Classificação dos tipos de riscos que podem afetar o
alcance dos objetivos das unidades da [Nome da Empresa];
 Tolerância ao Risco: É o nível de variação aceitável de um risco quanto à
realização dos objetivos;
 Governança Corporativa: A governança corporativa é o sistema pelo qual
as empresas e demais organizações são dirigidas, monitoradas e
incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre sócios, conselho de
administração, diretoria, órgãos de fiscalização e controle e demais partes
interessadas. As boas práticas de governança corporativa convertem em
recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade de
preservar e otimizar o valor econômico de longo prazo da organização,
contribuindo para a qualidade da gestão da organização e sua longevidade.

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MANUAL OPERACIONAL

Código: MAN_COR_001 Versão: 01 Publicação: 27/11/2023


Assunto: Gestão de Riscos

 Incerteza: Estado, mesmo que parcial, da deficiência de informações


relacionadas a um evento, sua compreensão, seu conhecimento, sua
consequência ou sua probabilidade. A incerteza pode se transformar em
ameaça ou em oportunidade para a organização.
 Natureza de Risco: Classificação que permite a organização dos riscos em
função das áreas da organização que são afetadas pelos eventos. Os riscos
podem pertencer a categorias distintas e em alguns casos poderão se
encaixar em mais de uma categoria concomitantemente.
 Nível do Risco: Medida da importância ou significância do risco,
considerando a probabilidade de ocorrência do evento e o seu impacto nos
objetivos.
 Oportunidade: Possibilidade de que um evento afete positivamente o
alcance de objetivos.

10. REFERÊNCIAS

 ABNT NBR ISO 31.000:2018- Gestão de riscos


 COSO - Gerenciamento de Riscos Corporativos - Estrutura Integrada.
Disponível em: [Link]
[Link]
 COSO - Gerenciamento de Riscos Corporativos - Integrado com Estratégia e
Performance. Disponível em: [Link]
 Declaração de Posicionamento do IIA: AS TRÊS LINHAS DE DEFESA NO
GERENCIAMENTO EFICAZ DE RISCOS E CONTROLES

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