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A Jornada de Louis Cipriano: Ciência e Paranormal

Louis Cipriano, criado em Minas Gerais por sua avó, se destacou na escola pública, mas enfrentou bullying até ser aceito em uma escola particular. Durante a faculdade de Biomedicina, ele se envolveu com o professor Ezekiel, que o manipulou para participar de experimentos obscuros relacionados ao paranormal. Após descobrir que Ezekiel fazia parte de um culto, Louis se uniu à organização secreta Ordo Realitas para combater as forças sobrenaturais.

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A Jornada de Louis Cipriano: Ciência e Paranormal

Louis Cipriano, criado em Minas Gerais por sua avó, se destacou na escola pública, mas enfrentou bullying até ser aceito em uma escola particular. Durante a faculdade de Biomedicina, ele se envolveu com o professor Ezekiel, que o manipulou para participar de experimentos obscuros relacionados ao paranormal. Após descobrir que Ezekiel fazia parte de um culto, Louis se uniu à organização secreta Ordo Realitas para combater as forças sobrenaturais.

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Louis "Ciprian" Cipriano

Louis nasceu e cresceu no interior de Minas Gerais, para ser mais preciso em,
Diamantina. Foi criado basicamente por sua avó materna, por conta de seus país sempre
estarem trabalhando, eles não tinham uma condição de vida muito boa, por isso raramente via
eles durante seu dia a dia. Seu pai é Arthur Cipriano e sua mãe, Vanessa Cipriano (que optou
pós casamento ter o sobrenome do marido), trabalhavam de dia e faziam bicos à noite, para
principalmente dar uma boa vida para o filho e sustenta-lo.

Louis sempre estudou em escolas públicas, já que não havia dinheiro suficiente para
um colégio particular, mas sempre se destacou entre todos os alunos, por conta disso muitas
vezes acabou sofrendo bullying, por ser considerado um “nerd”, ele apenas era um aluno
dedicado. Mas o pequeno tinha um amigo que estava sempre ali para defende-lo, Júlio, um
menino de pele negra, olhos cor de mel e locks no cabelo. Os dois eram a dupla perfeita,
enquanto Louis era o cérebro, Júlio era o músculo e o menino ganhou o apelido Ciprian, por
conta de seu melhor amigo, enquanto Louis dava o apelo de Jules para o chegado.

Durante todo o fundamental eles estiveram juntos, sempre se acolhendo, até que em
certo momento, eles acabaram discutindo e cada um seguiu um rumo diferente. A discussão
ocorreu, pois Louis ganhou uma bolça 100% de uma escola particular em tempo integral,
aquilo iria mudar sua vida, ele iria construir um futuro começando ali, mas Jules não gostou da
ideia. Mas em certos momentos de nossas vidas temos que sacrificar certas coisas para o
melhor para nós, pelo menos foi isso que Ciprian pensou. Seus pais ficaram muito felizes com a
notícia, eles começaram a trabalhar menos, porém agora Louis que não estava tão presente.

Ao início das aulas, o garoto percebeu, que seus colegas de sala majoritariamente eram
formados por pessoas brancas e privilegiadas, com certeza aquele não era o lugar dele, mas ele
tinha que fazer aquele ambiente pra ele. No início, foi difícil se encaixar por lá, mas foi
arranjando alguns amigos, enquanto Júlio foi ficando esquecido na memória.

Os anos foi passando e ele finalmente terminou a escola e a pergunta que não calava
era, qual faculdade? Ele sempre gostou muito de Biomedicina, então, por que não tentar? Foi
bem fácil entrar, toda sua família ficou extremamente feliz, mas Louis sentia um vazio, o que
faltava? Quem faltava?

Quando Ciprian começou a cursar Patologia Geral, ficou imediatamente impressionado


por Ezekiel. O professor tinha um jeito peculiar de ensinar, diferente de qualquer outro. Em vez
de apenas explicar as funções e falhas do corpo humano, Ezekiel falava sobre os mistérios do
organismo com uma paixão quase sobrenatural, sempre insinuando que havia coisas que a
ciência ainda não podia explicar. Ele mencionava casos médicos inexplicáveis e, de vez em
quando, fazia perguntas enigmáticas aos alunos, como:

— Vocês já se perguntaram o que acontece quando a alma abandona o corpo?

Essas indagações, embora parecessem apenas provocações intelectuais para a maioria


dos alunos, deixavam Ciprian intrigado. Ele sentia que havia algo à mais nas palavras de Ezekiel,
algo que ia além do simples desejo de desafiar mentes acadêmicas. Era como se o professor
estivesse testando quem poderia compreender sua verdadeira visão do mundo.

Ezekiel logo percebeu que Ciprian não era como os outros. Ele notou o brilho de
curiosidade no olhar do jovem, a inquietação que surgia toda vez que temas pouco ortodoxos
eram discutidos. Aos poucos, Ezekiel começou a criar situações para puxar Ciprian para mais
perto. Após as aulas, convidava-o para debates sobre os limites éticos da ciência, sempre
conduzindo as conversas para tópicos sombrios. Ele parecia sondar Ciprian, procurando
entender até onde ele estava disposto a ir.

— Você acredita que tudo pode ser explicado, Cipriano? — perguntou Ezekiel certa vez, numa
conversa privada. — Ou será que há forças que fogem ao nosso alcance, esperando para serem
compreendidas por aqueles corajosos o suficiente para tentar?

Ciprian, sem perceber, já estava sendo atraído para a teia de manipulação do professor.

Ezekiel finalmente revelou sua verdadeira face quando percebeu que Ciprian estava
pronto para ouvir. Ele começou com sutilezas, mostrando casos médicos incomuns e relatórios
científicos que jamais chegaram ao público, como relatos de corpos que desapareciam ou se
transformavam durante certo tempo.

Então, em uma noite aparentemente comum, Ezekiel pediu a Ciprian que


permanecesse após o término de uma aula prática. O professor o levou a uma sala do
laboratório que ficava sempre trancada e pouco usada. Lá, em uma mesa de dissecação, havia
uma criatura pequena, semelhante a um feto, mas com características estranhas: quatro braços
finos, olhos ausentes e uma pele totalmente vermelha que parecia pulsar levemente.

— Esta, meu caro Cipriano, é a primeira de muitas verdades ocultas que pretendo lhe mostrar.

Ciprian ficou horrorizado e fascinado ao mesmo tempo. Ezekiel explicou, que aquilo era
um projeto de uma criatura que ele estava tentando criar. Ele disse que tais seres eram
capturados por seu “grupo de pesquisa”, sem revelar muito mais. Ciprian, embora assustado,
aceitou ajudar Ezekiel a registrar as anomalias da criatura. Ele mediu, anotou, desenhou — e
mergulhou em um mundo que não podia mais ignorar.

Com o passar do tempo, Ezekiel envolveu Ciprian em tarefas cada vez mais profundas e
moralmente questionáveis. Ele apresentava os trabalhos como “um avanço necessário para a
ciência”. Ezekiel sabia como manipular Ciprian, apelando para sua curiosidade e sede de
conhecimento. Ele dizia coisas como:

— Você é diferente dos outros. Você tem a coragem de ir além. De encarar o que eles
jamais ousariam.

E tudo isso foi alimentando mais a cabeça de Louis, que tinha aquela necessidade de
atenção, agora, sem amigos, já não via tantos os pais, só tinha o professor presente, alguém
que o reconhecia, alguém que o enxergava.

A relação entre Ciprian e Ezekiel começou a se deteriorar à medida que o professor se


tornava mais obcecado e arriscado em suas práticas. Ezekiel estava cada vez mais impaciente
para realizar um grande experimento envolvendo uma criatura viva de imenso poder. Ele
alegava que essa entidade, se devidamente analisada, seria a chave para compreender os
mistérios do universo e desvendar os segredos do paranormal.

Ciprian, cada vez mais hesitante e abalado, começou a planejar sua saída. Mas fugir
parecia impossível. Ezekiel havia deixado claro que ele sabia demais. Além disso, Ciprian sentia
que o professor estava sempre observando seus passos, como se já esperasse uma traição.
O clima de tensão chegou ao ápice quando Ezekiel anunciou, em tom triunfante, que o
"grande momento" havia chegado. Ele prometeu que em breve traria para o laboratório uma
criatura que representava a convergência perfeita entre a realidade e o Outro Lado. Ciprian
sentiu um calafrio. Algo dentro dele dizia que esse experimento sairia completamente do
controle.

Naquela mesma noite, enquanto Ciprian estava sentado no laboratório, revisando


anotações e debatendo consigo mesmo se deveria confrontar ou fugir de Ezekiel, um colega de
classe, que até então parecia apenas mais um aluno discreto e calado, entrou no laboratório.
Ciprian o encarou com estranhamento.

— Thomas? O que você está fazendo aqui? — perguntou Ciprian.

Thomas olhou para ele com seriedade, mas sem a timidez que costumava marcar sua
presença nas aulas. Ele então revelou a verdade:

— Ciprian, eu não sou apenas um aluno. Eu trabalho para uma organização chamada
Ordo Realitas, e estamos monitorando o professor Ezekiel há meses.

A revelação deixou Ciprian atônito. Thomas explicou que a Ordo Realitas era uma
organização secreta dedicada a investigar e combater o paranormal. Eles já sabiam que Ezekiel
fazia parte de um culto e que ele usava a universidade como fachada para suas atividades
obscuras. Thomas assegurou a Ciprian que a Ordo Realitas estava pronta para agir. Eles haviam
reunido evidências suficientes para incriminar Ezekiel e tinham agentes preparados para
invadir o laboratório naquela mesma noite.

Pouco antes da chegada da criatura, Ezekiel entrou no laboratório, carregando um ar


de euforia e paranoia. Ele trouxe consigo uma série de equipamentos ritualísticos e símbolos
que Ciprian sabia serem usados para conter entidades paranormais.

Louis tentou disfarçar sua tensão, enquanto Thomas, escondido, enviava um sinal para
os agentes da Ordo Realitas que aguardavam do lado de fora. Ezekiel não percebeu nada. Ele
estava tão absorto em sua própria grandiosidade que sequer notou os olhares inquietos de
Ciprian.

No instante em que Ezekiel a preparar um ritual, uma equipe da Ordo Realitas invadiu
o laboratório. Eles eram altamente treinados, usando equipamentos especializados e armas
projetadas para neutralizar tanto humanos quanto entidades paranormais.

Ezekiel ficou paralisado por um momento, mas logo um sorriso frio cruzou seu rosto.
Ele tentou reagir, mas os agentes foram rápidos. Um deles disparou um dardo contendo um
tranquilizante. Ezekiel caiu ao chão, inconsciente, antes que pudesse concluir seu ritual.

Alguns dias após o incidente, Ciprian recebeu um convite formal da Ordo Realitas. Eles
queriam que ele se juntasse à organização, aproveitando seu conhecimento e experiência para
ajudar na luta contra o paranormal. Louis sabia que, ao aceitar, estaria abrindo mão de sua
antiga vida. Mas ele também sabia que não poderia simplesmente ignorar tudo o que havia
aprendido.

Com um último olhar para a universidade, agora livre das sombras de Ezekiel, Louis
aceitou o convite, dando início a uma nova jornada. Ele estava prestes a enfrentar perigos
ainda maiores, mas desta vez, não estaria sozinho.

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