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DUE
Direito da União Europeia (Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias)
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A história da integração europeia no escorrer cronológico, Manual
“Direito da União Europeia, de Fausto de Quadros”, (páginas 27 a 103)
Final da segunda guerra mundial foi contexto para a criação das primeiras organizações
europeias. Reuni昀椀car os países europeus em par琀椀cular do ponto de vista económico,
tentando alcançar a paz duradoura.
United States of Europe - Churchill
Impulsionador principal - Robert Schumann
9 de maio de 1950 (início do projeto europeu) - discurso mais importante na
cons琀椀tuição europeia - Plano Schumann: propunha que a república federal alemã e a
França unissem os seus recursos de carvão e de aço num projeto que fosse aberto à
entrada de todos os países da europa com o 昀椀m da reconstrução europeia.
18 de abril de 1951 -Tratado de Paris, ins琀椀tuiu a comunidade europeia do carvão e do
aço (CECA), 6 países a assinarem este tratado: Bélgica, França, Alemanha, Itália,
Luxemburgo e Países Baixos. Porém entrou em vigor em julho de 1952 e esteve em
vigor durante 50 anos, ex琀椀nto em 2002.
25 de março de 1957 - Data da assinatura dos tratados de Roma, os tratados de Roma
ins琀椀tuíram a comunidade económica europeia (CEE) e com ela o mercado comum e
também ins琀椀tuíram a comunidade europeia de energia atómica, entrada em vigor a 1
de janeiro de 1958.
Anos 1960 – 1969, foi um período de crescimento económico, jus琀椀昀椀cado pelo facto de
os países da "União Europeia" terem deixado de cobrar direitos aduaneiros sobre as
trocas comerciais realizadas entre si
4 de janeiro de 1960 - Por inicia琀椀va do reino unido foi criada a associação europeia do
comércio livre 30 de julho de 1962 - Foi lançada pela primeira vez a polí琀椀ca agrícola
comum, que consis琀椀a em conferir aos estados-membros o controlo comum da
produção alimentar, isto é, os preços agrícolas foram uniformizados em toda a
Comunidade.
1 de julho de 1969 - são suprimidos os direitos aduaneiros entre os 6 estados
fundadores.
Anos 1970 – 1979, foi um período da primeira expansão da comunidade, economia
europeia manteve o crescimento.
Outubro de 1973 - Con昀氀ito Israelo-Árabe
Cai o regime de Salazar em 1974 (Portugal) e morte de Franco em 1975 (Espanha) -
acabam as úl琀椀mas ditaduras de direita.
1 de janeiro de 1973 - primeira expansão da comunidade - Dinamarca, Irlanda e Reino
Unido aderiram à comunidade europeia.
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13 de março de 1979 - Entrou em vigor o sistema monetário europeu
Junho de 1979 - primeiras eleições para o parlamento europeu
Anos 1980 – 1989, nesta década a europa dava verdadeiros sinais de mudança e
progresso nomeadamente no que concerne à paz duradoura, culminando em perfeição
com a queda do muro de Berlim. Para além disso a União Europeia con琀椀nuou a
expandir.
1 de janeiro de 1981 - Grécia entra para as comunidades
1 de janeiro de 1986 - Entrada de Portugal e Espanha nas comunidades
Fevereiro de 1986 - foi assinado no Luxemburgo o ato único europeu, entrando em
vigor em 1987.
Julho de 1987 - comunidades europeias lançaram o programa Erasmus
1989 - Queda do muro de Berlim
Anos 1990 – 1999, nesta década de 90 é considerada talvez a de maior a昀椀rmação para
o projeto europeu, concluiu-se o mercado único que culminou nas 4 liberdades
fundamentais que conhecemos aos dias de hoje.
Livre circulação de mercadorias, pessoas, serviços e de capitais. Começou-se a viver
numa europa "sem fronteiras". Con琀椀nuação da expansão da europa. Criou-se o espaço
Schengen. Começo do uso das tecnologias.
19 de junho de 1990 - Assinam-se os acordos de Schengen, vieram permi琀椀r a
possibilidade de viajar sem a necessidade de passaporte neste espaço, não sendo
controlado nas fronteiras.
Outubro de 1990 - reuni昀椀cação da Alemanha
7 de fevereiro de 1992 - Assinatura do tratado de Maastricht, conhecido como o
tratado da união europeia, entrando em vigor a novembro de 1993. Ins琀椀tuiu também a
PESCE. Veio ainda acentuar a cooperação nos domínios da jus琀椀ça dos assuntos
internos, veio ainda criar uma ins琀椀tuição económica e monetária. CEE passa a ser
apenas CE.
1 de janeiro de 1994 - Entra em vigor o acordo que cria o espaço económico europeu
17 de dezembro de 1994 - É assinado em Lisboa o tratado sobre a carta europeia de
energia.
2 de outubro de 1997 - Assinatura do tratado de Amesterdão. Entrou em vigor apenas
em 1999. Veio atribuir novas competências à união. 1998, foi um ano de expansão
Janeiro de 1999 - O banco central europeu passou a ser responsável pela moeda única.
Anos 2000 a 2009, foi uma viragem do século; Euro entra em vigor o昀椀cialmente e
foram re琀椀radas as moedas nacionais em 2002. No ano de 2003, foi assinado o tratado
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de Nice. E por 昀椀m em, 2007 foi assinada a Carta dos Direitos Fundamentais da União
Europeia e assinatura do tratado de Lisboa, que só entrou em vigor no ano 2009. Até
aos dias de hoje há um alargamento da união europeia.
27-02-2024- Teórica
Alargamento da União Europeia
Em 1950 eram seis estados: França, Alemanha, Itália, Bélgica, Holanda e
Luxemburgo.
Em 1973 houve o primeiro alargamento e entrou a Dinamarca a Irlanda e o
Reino Unido.
O segundo alargamento aconteceu em 1981 onde entrou a Grécia.
Em 1986, com o terceiro alargamento entraram Portugal e Espanha.
Em 1995, deu-se o quarto alargamento, entrando a Suécia, Áustria e a
Finlândia.
Em 2004, deu-se a quinta ampliação, entrando a República Checa, Chipre,
Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Malta e Polónia.
Em 2007, entra a Bulgária e a Roménia.
Em 2013 entra a Croácia.
União Europeia
1. Conselho da Europa: criado em 1949, não se prevendo nos seus estatutos
qualquer transferência ou exercício em comum de partes da soberania
nacional, sendo todas as decisões tomadas por unanimidade, podendo assim
qualquer país opor um veto à adoção de uma decisão. Cons琀椀tui um organismo
de cooperação internacional, levando à conclusão de diversas convenções em
inúmeros domínios (Ex: Convenção Europeia para a Proteção dos Direitos do
Homem e das Liberdades Fundamentais- 1950, que permi琀椀u um nível mínimo
de proteção dos direitos humanos e um sistema de garan琀椀as jurídicas que
habilitam os órgãos- Comissão Europeia dos Direitos do Homem e o Tribunal
Europeu dos Direitos do Homem- a condenar quaisquer violações da
Convenção).
2. Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE): criada em
1994, está vinculada a princípios e obje琀椀vos consagrados na Ata Final de
Helsínquia (1975) e na Carta de Paris (1990), como a promoção de medidas
geradoras de con昀椀ança entre os países europeus e a criação de uma rede de
segurança para a resolução pací昀椀ca de con昀氀itos.
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3. União Europeia: esta organização dis琀椀ngue-se das restantes por reunir países
que renunciaram a uma parte da respe琀椀va soberania a favor da União Europeia,
conferindo a esta poderes próprios e independentes dos Estados-Membros.
Três Comunidades Europeias
4. CECA
5. CEE
6. CEEA
Declaração Schumann
Declaração de 9 de Maio de 1950 de Robert Schumann em que apresentou um projeto
para a uni昀椀cação da indústria europeia do carvão e aço numa Comunidade Europeia do
Carvão e do Aço (CECA).
Esta ideia vem a ser consagrada no Tratado de Paris que ins琀椀tui a CECA em 1951
(entrou em vigor em 1952 julho) celebrado entre os 6 estados fundadores: Bélgica,
França, Itália, Luxemburgo, Países Baixos e República Federal Alemã. Esta ins琀椀tuição foi
criada com um período de 50 anos, sendo que, quando este acabou (2002), foi
integrada na Comunidade Europeia.
Compromisso de Luxemburgo
Algumas decisões podiam ser tomadas por maioria quali昀椀cada
Visão soberanista que frança trouxe para a discussão, esta prá琀椀ca que foi adotada apos
o compromisso de Luxemburgo apesar de se puder que algumas decisões fossem
decididas com maioria quali昀椀cada, veri昀椀cou se um bloqueio legisla琀椀vo europeu, foi
única forma de frança sentar na mesa
FORMALIZAÇÃO/ORGANIZAÇÃO
Órgãos da União Europeia, temos 4(5) instâncias:
1) Parlamento Europeu (art.º 14.º TUE; 223.º a 234.º TFUE);
2) Conselho Europeu (art.º 15.º TUE; 235.º e 236.º TFUE);
3) O Conselho (art.º 16.º TUE; 237 a 243.º TFUE);
4) Comissão Europeia (art.º 17.º TUE; 244.º a 250.º TFUE);
5) Tribunal de Jus琀椀ça da EU, ou, TJUE (art.º 19.º TUE; 251.º a 281.º TFUE).
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Poder Legisla琀椀vo:
1) Parlamento Europeu; 2) O Conselho; 3) A Comissão
Poder Execu琀椀vo:
1) O Conselho; 2) A Comissão;
Poder de Fiscalização e Controlo:
1) Parlamento Europeu; 2) Tribunal de Contas;
Poder Judicial:
1) Tribunal de Jus琀椀ça da EU
ETAPAS DE PROCESSO DA INTEGRAÇÃO EUROPEIA
Fases de Integração Económica:
- Zona do Comércio Livre (eliminação dos entraves tradicionais às relações
comerciais entre Estados e a garan琀椀a de livre circulação de mercadorias nas
relações entre Estados par琀椀cipantes);
- União Aduaneira (a livre circulação de mercadorias é alargada a todos os
produtos e a aplicação de uma pauta aduaneira comum na relação com o
mundo exterior);
- Mercado Comum (acrescenta ainda a livre circulação de fatores produ琀椀vos
como o capital e mão-de-obra e ainda um processo de harmonização das
legislações nacionais);
- União Económica e Monetária (a coordenação das polí琀椀cas económicas
sociais, 昀椀nanceiras e monetárias, ainda a harmonização das legislações
nacionais, comportando ainda a união monetária);
1. Etapa de transição (1958-1968):
Ocorreu na primeira década 1958-68, corresponde ao primeiro obje琀椀vo, que
era a reunião aduaneira, 琀椀nham uma pauta aduaneira de impostos nos 6
(incluía as regras para circulação de mercadorias, bens, pessoas e serviços)
Também nesta fase desenvolvem-se várias polí琀椀cas como, polí琀椀ca comercial
comum, polí琀椀ca agrícola comum e polí琀椀ca comum de pesca, setores
fundamentais de a琀椀vidade.
2. Etapa de Idade Adulta (1969-1992):
Em 1969 teve lugar de cimeira na Aia, discu琀椀u-se mais uma vez a discussão da
construção europeia, discu琀椀u-se a 昀椀nalização do mercado comum, processo de
alargamento e início de negociações de novos candidatos, e aprofundamento
das polí琀椀cas comuns, referidas acima.
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Nesta etapa foi cons琀椀tucionalizado o Conselho europeu em 1974 (cimeira de
paris em outubro de 1974)
3. Etapa da Idade Futura (1993-2009):
Tratado de Maastricht de 1992, criou reações de rejeição e uma crise polí琀椀ca
em grandes estados-membros (criou a União Europeia, sendo o seu ato
cons琀椀tu琀椀vo, e foi um marco no processo de união polí琀椀ca europeia).
Criação da União Europeia (EU), porque antes falava-se de CEE.
Tratado de Amsterdão de 1997, consagrou:
a. União Europeia e Cidadania (com obje琀椀vo de aproximar a União do cidadão,
também com o aprofundamento de polí琀椀cas comunitárias relacionadas com
a coesão económica e social);
b. Liberdade, Segurança e Jus琀椀ça (ins琀椀tuiu mecanismos de decisão
comunitária sobre matérias de cooperação intergovernamental e a
realização plena da livre circulação de pessoas no contexto de um espaço
europeu de liberdade, segurança e jus琀椀ça (ELSJ) ;
c. Direitos fundamentais (ins琀椀tuição de um procedimento de uma tutela
polí琀椀ca que, no caso de se veri昀椀car uma violação grave e persistente dos
princípios da liberdade, da democracia e dos Direitos Fundamentais, podia
conduzir à aplicação de sanções ao Estado-Membro infrator);
Tratado de Nice de 2001, aprovado em 2001 apenas entrou em vigor em 2003
devido aos processos internos de aprovação. O Tratado de Nice concre琀椀za o
obje琀椀vo do 1 acabamento da reforma ins琀椀tucional assinalada pelo Tratado de
Amesterdão como necessária ao funcionamento de uma UE com muitos mais
Estados membros.
Período conturbado, com intenção de avançar com a integração europeia, teve
início com logica de criar uma cons琀椀tuição da União Europeia. Porém, os
estados-membros rejeitaram este processo, então não chegou a concre琀椀zar-se.
Tratado de Lisboa de 2009, aprofundou a integração, que mantendo em larga
medida as soluções ver琀椀das na Cons琀椀tuição Europeia, assentou num processo
de “descons琀椀tucionalização”, que ultrapassa os aspetos relacionados com a
nova designação e a supressão de disposições de analogia federal. Apesar de
terem surgidos novos problemas em relação à assinatura por parte de
determinados países (como a Irlanda), a crise 昀椀nanceira introduziu um novo
elemento na equação, a necessidade de elaborar um plano de resgate para a
Europa e a necessidade de uma Europa Unida e poli琀椀camente a琀椀va.
04-03-2024- Prá琀椀ca
As fontes do Direito da União Europeia
Princípio da atribuição: signi昀椀ca que a UE, atua apenas no âmbito das
competências delimitadas e atribuídas pelos estados, para alcançar os obje琀椀vos por si
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pretendidos. Por outro lado, todas as competências que não são atribuídas a União
Europeia pertencem aos estados. Para que a UE decida em nome de todos os estados.
(art.º 5 do Tratado)
Princípio da subsidiariedade: quer signi昀椀car nas questões ou domínios que não
sejam da competência atribuída, a UE apenas pode atuar, se os obje琀椀vos previstos nos
tratados não poderem ser alcançados pelos estados. Isto é apenas pode atuar,
subsidiariamente.
Princípio da proporcionalidade: quer pela atribuição quer pela subsidiariedade
a UE no exercício das suas competências, deve atuar na medida dos estritamente
necessário para alcançar os obje琀椀vos dos tratados. Há uma proibição de excesso, não
pode exceder as competências. Da proporcionalidade extraem se 2/3 requisitos:
Primeiro requisito é a adequação, ou seja, a medida a adotar deve ser a certa e
adequada ao caso concreto, segundo requisito, proporcionalmente dita, por 昀椀m
necessidade (daquela medida concreta), é preciso demonstrar que outra medida não
seria pra琀椀cável ao caso concreto (teria de ser aquela mesmo)
Fontes em sen琀椀do amplo (6)
1) Direito Originário
2) Direito Derivado
3) Direito Internacional geral ou comum
4) Princípios Gerais de Direito
5) Acordos Internacionais celebrados pela UE
6) Convenções Internacionais entre estados-membros
Fontes em sen琀椀do estrito (2)
1) DIREITO ORIGINÁRIO: é aquele que esta na origem da união europeia, esta
ligado com a própria criação da UE.
Conseguimos iden琀椀昀椀car dois 琀椀pos: Tratados (todos aqueles que estão na linha
cronológica), previsto no art.º 1 do TUE.
A carta dos direitos fundamentais da União Europeia (CDFUE), o mesmo é
direito originário, porque foi lhe atribuído o mesmo valor jurídico, tem o
mesmo valor que os tratados, previsto no art.º 6 do TUE.
2) DIREITO DERIVADO: é aquele que resulta do exercício das competências,
atribuídas a UE pelos estados, no âmbito normal do funcionamento das suas
ins琀椀tuições e podemos iden琀椀昀椀car 4 subgrupos:
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ATOS JURÍDICOS COM CARIZ LEGISLATIVO- São 3:
(para dis琀椀nguir vamos usar 3 parâmetros- caracter geral ou
generalidade, obrigatoriedade e aplicabilidade direta)
I. Regulamentos
Tem caracter geral quanto aos des琀椀natários, por outro lado são
equiparáveis as leis nacionais na medida em que impõem obrigações
conferem direitos e estabelecem regras.
Os regulamentos dispõem com dispensa da par琀椀cipação das
ins琀椀tuições internacionais, as disposições que prevê.
É obrigatório em todos os seus elementos o que signi昀椀ca que podem
impor modalidades de aplicação e de execução.
Os regulamentos são diretamente aplicáveis ao ordenamento dos
estados logo apos a publicação no jornal o昀椀cial da EU, e
evidentemente decorrida a “vaca琀椀o legis”.
O regulamente 昀椀ca automa琀椀camente incorporado, num
ordenamento jurídico interno e, é aplicável a qualquer pessoa
singular ou cole琀椀va, sujeita a jurisdição dos estados-membros.
O obje琀椀vo é uniformizar o direito europeu
II. Dire琀椀vas (art.º 288 da TUE)
Para alem da harmonização, o obje琀椀vo das dire琀椀vas é também a
compa琀椀bilização entre ordenamentos.
Quanto ao caracter, as dire琀椀vas não têm caracter geral, o que
signi昀椀ca que tem direito de iden琀椀昀椀car os seus des琀椀natários, quem
são os estados-membros especí昀椀cos.
Quanto a obrigatoriedade, as dire琀椀vas proporcionam caracterís琀椀ca
de ser obrigatório, mas não a quantos a todos os seus elementos,
isto é, apenas é obrigatória quanto a um determinado resultado ou
obje琀椀vo especí昀椀co.
A aplicabilidade, as dire琀椀vas não podem ser diretamente aplicáveis,
porque são apenas obrigatórias quanto ao resultado, permi琀椀ndo
que os estados ou órgãos internos de昀椀nam as formas e os meios que
consideram adequados para a琀椀ngir o obje琀椀vo 昀椀xado.
“Muta琀椀s Mutandis” (mudar o que tem de ser mudado).
No ordenamento jurídico português o ato de vinculação é a lei, o
decreto-lei ou decreto legisla琀椀vo regional (art.º 112, nº8 da CRP).
III. Decisões
As decisões não têm caracter geral, não precisam iden琀椀昀椀car os seus
des琀椀natários, tem de especi昀椀car.
As decisões são obrigatórias, quanto a todos os seus elementos,
impõem modalidades de aplicação e de execução.
As decisões são “equiparadas” a um ato administra琀椀vo, são
instrumento de aplicação de normas europeias, a aplicação de
regras aos casos individuais e concretos.
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-------------------- Carácter Geral Obrigatoriedade Aplicabilidade direta
Regulamentos
Dire琀椀vas
Decisões
ATOS JURÍDICOS SEM CARIZ LEGISLATIVO- São 3:
I. Instrumentos jurídicos simples
II. Atos delegados (art.º 290 da TUE)
III. Atos de execução (art.º 291 da TUE)
INSTRUMENTOS NÃO VINCULATIVOS- São 2:
I. Recomendações (art.º 117 e 292 da TUE)
II. Pareceres (art.º 300 da TUE)
De acordo com o art.º 288.º TFUE as recomendações e os pareceres não são
vincula琀椀vos.
Por não ter natureza obrigatória, a recomendação e o parecer exercem uma
in昀氀uência direta, na maior parte dos casos limitada à formulação de uma linha de
orientação para as legislações dos Estados membros.
As recomendações e os pareceres desempenham, um papel importante e, por
vezes, decisivo na interpretação dos atos jurídicos adotados. Nos termos do art.º 296.º
TFUE, os atos jurídicos são fundamentados e fazem referência às propostas, inicia琀椀vas,
recomendações, pedidos ou pareceres previstos pelos Tratados.
As recomendações são atos do Conselho dirigidos aos Estados membros (art.º
292.º TFUE), ou atos da Comissão dirigidos quer ao Conselho quer aos Estados
membros (art.º 117.º TFUE). Exprimindo-lhes o respe琀椀vo ponto de vista sobre
determinadas questões, apontando-lhes a medidas ou soluções reclamadas pelo
interesse da União, sugerindo-lhes os atos a adotar.
As recomendações foram concebidas como um instrumento de ação indireta da
autoridade europeia, visando frequentemente à aproximação das legislações nacionais
ou à adaptação de uma dada regulamentação interna ao regime jurídico da UE.
Quanto aos pareceres, importa ter presente que a própria noção de parecer é
de sen琀椀do amplo e engloba diversas modalidades de atos que têm em comum a
ausência de força vincula琀椀va, pelo que não cons琀椀tuem só por si os respe琀椀vos
des琀椀natários em qualquer obrigação jurídica.
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Os Tratados consagram instâncias de consulta e emissão de pareceres
(Comités) para assegurar aos principais órgãos da UE (Parlamento Europeu, Conselho e
Comissão) o cabal desempenho das respe琀椀vas competências.
São exemplo de Comités o “Comité Económico e Social” que é composto por
representantes dos trabalhadores, dos patrões e outros atores representa琀椀vos da
sociedade civil e o Comité das Regiões que é composto por eleitos nas ao nível regional
e local.
ATOS QUE NÃO SÃO JURÍDICOS- São 2:
I. Acordos ins琀椀tucionais
II. Resoluções, declarações e programas de ação
A UE, tem personalidade jurídica (art.º 47 do TUE)
Personalidade jurídica internacional:
Plano interno, quando existe uma associação voluntária de estados com base
convencional, que possui os seus órgãos próprios que tem uma vontade dis琀椀nta, da
dos seus membros e que tem competências norma琀椀vas e as exerce efe琀椀vamente.
Plano externo, esta personalidade jurídica ter repercussão principalmente a nível
externo, porque pode manter relações diretas com outros sujeitos internacionais por
exemplo a união europeia pode celebrar acordos com países terceiros ou outras
organizações
NATUREZA JURIDICA DA UNIÃO EURPEIA
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