Modulo 8
A cultura da gare
Contexto político:
Emergência de um novo quadro geopolítico resultante:
Do fim do império napoleónico
Das tensões entre as forças conservadores defensoras do antigo
regime e das forças e progressivas
Da crescente onda de movimentos revolucionários da inspiração
liberal
Estes movimentos ficaram conhecidos pela designação de “primeira dos
povos” ou “primeira das nações”
Contexto económico
Expansão da revolução industrial
A Inglaterra mantem a sua hegemonia industrial
Emergem novas potencias industriais: Alemanha; frança; Bélgica;
EUA; japão
A par do carvão, surgem novas fontes de energia: eletricidade;
petróleo
Surgem novos setores industriais de ponta (tecnologia mais
avançados): siderúrgico (setor de metalurgia ligado á produção de
aço); químico, material elétrico; transportes.
Surge um conjunto diversificado de invento: máquina de costura;
máquina fotográfica; fogão; fonógrafo; cinematografo;
medicamento; vacinas; adubos químicos.
Assiste-se a uma verdadeira revolução nos transportes e
comunicações
Construção e pavimentação de estradas
Construção e pavimentação de estradas
Construção de vias-férreas, pontes e canais (canal do Suez; canal do
panamá)
Locomotiva a vapor (steohenson); navio a vapor (fulvo); automóvel;
carro elétrico, avião, telefone; telegrafo
Transporte de maior quantidade, a preço mais acessíveis de
mercadorias e de passageiros
Encurtamento da distância, aproximação de pessoas; intercambio de
ideias
Estrutura e revestimento de edifícios – destacando-se a arquitetura
do ferro, onde se expõe a conjugação entre o vidro e o metal
Pontes/ tuneis/ vias-férreas
O seculo XIX, foi assim o seculo do comboio, visto com o “deus da vida
moderna” e gare, como uma “catedral da vida contemporânea e do
progresso” assumiu um papel de espaço de conferências e de divulgação.
Porquê?
Facilitou a comunicação, redúzio os tempos de viagem; a via de
comunicação terrestre
Transporte de matérias-primas/ pessoas
Com a gare surgem polos de dinamização urbana; e pontos
alguidares de ideias, de experiências e trocas.
Aglomerado de confluências (lojas, cafés, impressas...)
A estação com um lugar de admiração artística
Refletiam as últimas novidades tecnológicas
Espelha da sociedade
Contexto demográfico
Exploração demográfica- crescimento repentino e significado da
população
Movimentação migratória: êxodo rural (movimento campo-cidade);
emigração europeia para o novo mundo (ex., austrália, brasil,
argentina)
Crescimento urbanos e alterações na configuração das cidades:
aposta na verticalidade dos edifícios; largas avenidas; praças; rede de
transportes; saneamento (água e esgotos); edifícios públicos
(escolas; hospitais)
Hierarquização funcional do espaço urbano
As cidades tornam-se uma verdadeira monstra dos avanços tecnológicos da
animação e do dinamismo da vida moderna.
Os países mais industrializados organizam exposições para mostrarem,
orgulhosamente, ao mundo a audácia dos seus arquitetos e engenheiros e o
pioneirismo dos seus inventos e das suas obras. Ex: exposição universal de
londres
Contexto social
A sociedade oitocentista caracteriza-se por ser uma sociedade de classes
(opõem-se á sociedade de ordens do antigo regime) onde é possivel,
através do trabalho, poupança e mérito, a ascensão social – ex. self-
mademan.
Reflete a ascensão o poder e a influência que a burguesia ganhou com o
liberalismo e a revolução industrial
Reflete a sociedade burguesia nascida com a revolução industrial e com as
revoluções liberais
Grupos sociais (sociedade de classes)
Alta burguesia
Classes medias
Proletariado/operário
Romantismo
Movimento cultural, situado entre o final do seculo XVIII e a primeira metade
do seculo XIX, caracterizado pela valorização do individuo, pela defesa da
sua liberdade e a elevação das suas emoções, paixões e sentimentos.
Tem origem na palavra romance, numa alusão as narrativas associadas a
um universo imaginário e escritas nas línguas românticas, as quais faziam
parte da cultura cortesa na época medieval.
Inserido no ambiente revolucionário do liberalismo e de exaltação
nacionalismo, o romantismo enaltecia o passado e as raízes medievais,
como um fator de unidade e de identidade dos povos, servindo também
como uma poderosa fonte de inspiração para historiadores, romancistas,
poetas, arquitetos, pintores e escultores.
O romantismo pôs em destaque o valor da liberdade criativa do
individuo, o qual, de forma muitas vezes exacerbada, devia transparecer
os sentimentos e as emoções, como sendo a expressão e o espelho do
seu universo pessoal, dos seus sonhos e das causas políticas e sociais que
defendia.
O romantismo valorizava as profundas e genuínas raízes da cultura e
da identidade das nações
Os românticos exprimiram o seu fascínio pelo mundo rural
O romantismo explorou a exaltação dos sentimentos e das emoções
individuais
Romantismo representou um desvio face á norma do academismo
neoclássico
O neogótico constituiu uma das mais fortes expressões da arquitetura
romântica
A arquitetura romântica
CARACTERISTICAS
Inspiração e recuperação de estilos do passado, sobretudo as expressões
arquitetónicas e decorativas da idade media – Revivalismo
Associação de arquitetura á origem medieval das nações e á identidade
cultural do cada povo.
Espelha um renovado interesse pelo passado e pelo património histórico
que permitia o desenvolvimento de programas de conservação, restauro e
construção de edifício.
A arquitetura romântica exprimiu-se a através de programas até:
Conservação das ruínas mantendo a sua autenticidade original,
associada a um ambiente misterioso enigmático e espiritual
Reconstrução/ restauro de edifícios de modo a perpetuar de forma
mais completa a herança do passado
Construção de novos edifícios que exibem um gosto eclético,
fantasioso, excêntrico, extravagante.
Espelha o fascínio pela arquitetura gótica (neogótico) e românica
(neorromânico) e por linguagens plásticas de influências árabe, oriental,
manuelina (Portugal), barroco, o que contribui para tornar o românico um
estilo ecletico.
A pintura romântica
Características:
Rutura com as expressões clássicas, quer na forma quer nos temas-
emancipação do artista em relação ao academismo e aos cânones clássicas.
O pintor segue e expõe os seus estados de alma.
A pintura espelha o culto do indivíduo, a exaltação do eu; explora os
sentimentos e as emoções reveladores da angústia, da inquietação da
solidão, da revolta, da compaixão, dos sonhos, das ilusões, do
imaginário...do artista.
Apresenta um programa temático amplo, diverso e enquanto
retrato psicológico do artista:
Natureza- pintura de paisagens com uma carga sentimental
Temas históricos, destacando o passado e o protagonismo dos heróis
e dos povos
Tema mitologias com um significado sentimental
Temas da atualidade político-social: grandes batalhas, as grandes
lutas nacionais
Temas populares associadas as tradições, as festas
O retrato enquanto objeto do retrato psicológico.
Apresenta características formais e estéticas que espelham os
valores associadas aos sentimentos, as paixões e ao dramatismo:
Composições dinâmicas, agitadas, enérgicas
Pinceladas largas, fluidas e vigorosas
Paleta de cores variada
Contraste cromático e jogos de luz de carga expressiva e dramática
Cores diluídas que acentuam o caracter onírico, enigmático,
misterioso das obras
Pintores: turner, Caspar David Friedrich, constable, Delacroix, Goya,
Gericault, Antoine-jean Gros
Música: o romantismo afirma-se em composição arrebatadora (sinfonia de
Beethoven); composições melancólicas/nostálgicas (noturno de Chopin)
composições que dão voz á paixão, sentimento contraditório e
nacionalismo...
Compositores: Beethoven, verci, Wagner; Chopin
Aspetos de romantismo em Portugal
O romantismo português apresenta características idênticas a este
movimento no contexto europeu:
Valorização da cultura, da história, da identidade e de singularidade
nacionais.
Valorização da natureza e fascínio pelos ambientes rurais e pelas
tradições
Valorização da cultura, de acontecimentos e de estilos artísticos do
passado, sobretudo da época medieval.
Assume um caracter nacionalista motivada pelos seguintes
acontecimentos históricos:
Invasões francesas
Revolução liberal
Governos de regeneração
Ultimato inglês
Arquitetura
Associado ao fascínio pelo gótico, procurava-se um estilo único que
correspondia a uma identidade artística nacional: o manuelino visto como
“em estilo especialmente português” ou “estilo nacional” que foi
elevado á categoria de “símbolo do romantismo português”
Os edifícios representativos do românico e do gótico passam a ser objeto de
admiração e fonte de inspiração ex.- igreja de santa luzia – viana do
castelo (neorromântico)
A torre de belém e o mosteiro dos jerónimos passam a ser as obras de
referências para o neomanuelino
A arquitetura românica nacional, tal como a da Alemanha, frança e
Inglaterra, caracteriza-se pelo seu:
Revivalismo
Ecletismo
Caracter cenográfico articulado com paisagem
Características patentes em obras como:
A estação ferroviária do rossio
O palácio do Bussaco
O palácio da pena
Quinta da regaleira
Pintura
Temas: histórias, literários, natureza/ paisagem, tradições e costumes
rurais/populares retrato
Pintores: Francisco matraus, João cristino da silva, Tomas da Anunciação
Paris- centro cultural; capital da arte
No seculo XIX, os avanços tecnológicos, as inovações e a procura das
oportunidades da vida moderna transformaram as cidades em polos de
atração.
Neste contexto paris, cidade cosmopolita, torna-se o centro europeu que
ditava novos hábitos, a moda, mas também a capital da inovação cultural e
artística.
A vida mundana e boémia, os encontros e tertúlias, os ateliers, os cafés, as
exposições, a possibilidade de estabelecer contactos com os protagonismo
da cultura, ou a possibilidade da obtenção do reconhecimento e da fama.
É neste fervilhante ambiente parisiense que nascem duas
importantes propostas que marcam a arte ocidental na segunda
metade do seculo XIX:
Realismo
Impressionismo
Realismo
Realismo: movimento literário e artístico, do seculo XIX, que procurava, da
forma objetiva e minuciosa, fazer a descrição e analise das diversas facetas
da realidade, convertendo esta na sua base da inspiração
Que contexto favoreceu o realismo?
A expansão da revolução industrial
Os antagonismo e injustiças: a pressão e desumanização associadas
ao mundo industrial e á sociedade oitocentista
A denuncia das condições de trabalho e de vida das classes populares
e defesa dos seus direitos, através dos sindicatos e de ideias e
partidas socialistas
O crescente papel e influencia das massas/do coletivo
Os avanços no conhecimento científico e tecnológico
O pensamento positivo, a valorização da razão, do rigor e da
objetividade
Influenciaram a literatura e a arte na segunda metade do seculo XIX,
contribuindo para uma nova corrente literária e artísticas realismo
O realismo surgiu por voltar de 1850:
Procurou fazer uma descrição minuciosa, fiel e objetiva da realidade_
procurou representar a verdade da vida e do mundo
Recusou a idealização e a emotividade do romantismo
Rejeitou a pintura académica
Na arte exprimiu-se sobretudo através da pintura
Retratou as cenas e os problemas do quotidiano
Privilegiou temas relacionados com classes sociais mais numerosas e
menos favorecidas
Substitui o herói romântico idealizado pela representação de homem
comuns no seu quotidiano laboral ou nas suas vivencias privadas...
Procurou registar fielmente a vida e a sociedade contemporâneas
Abandonou os processos ilusionistas de captação da realidade
idealizada
Intelectuais e artistas encaram as obras como um veículo de analise dos
contextos sociais, dos comportamentos humanos e de denuncias dos males
que afetavam a sociedade da época_ hipocrisia, avareza, tensões
sociais, vida boémia, sofrimento, marginalidade e vícios
Literatura:
Temática social
Descrição dos mínimos detalhes
Enfoque dado as pessoas comuns que vivem, lutam, amam, sofrem...
Linguagem loquial e familiar.
O interesse pela realidade social ma literatura e nas artes
Escritores:
Gustavo flawbert
Honore de balzao
Emile zola
Pintores
Camille Corot
Gustavo coubert
Honore dawmier
Eduard manet
François millet
Impressionismo
Corrente artística que nasce da oposição ao realismo caracterizando-se pela
visão e interpretação da realidade pelo artista. Este procurava de modo
espontâneo captar a impressão/sensação que a realidade procurava na sua
visão. A designação da corrente nasce a partir da obra de maret “impressão:
o nascer do sol”
Pintura características
Pintura com os cânones académicos, interpretação mais livre da
realidade pelo artista a fotografia tinha preenchido o espaço do
artista enquanto reprodutor fiel da realidade
Privilegiou o estudo dos diferentes efeitos de luz, cor e perceções
óticas;
Captação imediata/fugaz de imagem, da luz e da cor como na
fotografia, mas segundo a visão/a ótica e a impressão do artista
Intensidade cromática; cores obrantes, luminosas que dominam e
moldam o espaço pictórico e as representações de objetos e pessoas;
Pinceladas rápidas, curtas, fortes e justapostas;
Cores puras, solidas e espessas recurso a tintas industriais em tubos
que facilitam a pintura ao ar livre
Desmaterialização da pintura a obra é vista não só como um objeto
artístico, mas ela também transporta consigo uma carga conceptual
refletindo ideias, ações e impressões dos seus criadores
Estilo que espelha as transformações da vida moderna, patentes nos
materiais, no uso das potencialidades da cor e da luz, na ideia de
imediatismo/agitação/dinamismo e nas cenas e temas representados um
estilo que já pré-anuncia o modernismo e as vanguardas europeias
da primeira metade do seculo XX.
Pintores impressionistas:
Claude Monet
Pierre anguste penair
Degas
Camille dissaro
Cézanne
Sisley
NEOIMPRESSIONISMO
O neoimpressionismo é uma reação ao empirismo, a improvisação e ao
registo fugaz característico do impressionismo, defendendo o ato de pintar
como um trabalho sistemático, científico e racional, que determina a
formalidade da obra.
Características:
Matem do impressionismo o gosto pela pintura ao “ar livre” (em plleir air) e
pelos temas do quotidiano, tratados em grandes telas e executados no
atelier a partir de estudos ao ar livre.
Aplicação nos quadros do resultado de estudos científicos sobre a relação
entre ótica, luz e cor.
Uso da cor através de uma nova técnica de mistura ótica designada por
pontilhismo nas teorias científicas da cor e da visão de Michel Eugene
chevreul Seurat (um dos pintores mais marcantes desta expressão
designou-se de divionismo).
O pontilhismo, consiste na justificação de pequenas manchas de cor pura
(pontos) que se devem misturar, a uma certa distancia, nos olhos do
observador.
A obra deixou de ser uma impressão fugaz e passas a ser uma rigorosa
construção de cores, de formas e de linhas. Perseguindo as leis
universais e eternas da harmonia: o ritmo, a simetria e o contraste.
A sensação de vibração e luminosidade decorre de “mistura ética” obtida
pelos pequenos pontos de cor de tamanho uniforme que nunca se fundem,
mas que reagem uns aos outros em função da distância com que se
observe.
A técnica é reflexiva e não intuitiva. Os pontos de cor pura são dispostos
de modo que, vistos a partir de uma determinada distancia, causem um
efeito de luminosidade.
POS – IMPRESSIONISMO
Pós-impressionismo: expressão artística inovadora que surgiu na França
(década de 1880 ate ao ano de 1907), como complementaridade e oposição
ao impressionismo, uma vez que este valorizava as questões técnicas,
como a luz natural e a pintura ao ar livre e o pós – impressionismo,
alem da técnica, valorizava a expressividade e a emoção no momento
da criação.
Características
A corrente pós-impressionista não foi homogenia destacando-se as
características mais comuns:
Os sentimentos e as emoções como impulso para criar
A subjetividade, expressividade e o simbolismo das obras
A valorização de cenas do quotidiano como principal temática
Uso do pontilhismo
O uso de cores sem restrições/liberdade cromática
A valorização da lux, da textura da perspetividade
Pintores
Van Gogh
Paul Gauguin
Paul gezzane
Touluse-loulex
EXPRESÕES ARTISTICAS NA TRASIÇAO DO SECULO XIX PARA O
SECULO XX
Contextualização:
Progresso científico, tecnológico e material
Prosperidade económica
Domínio político, económico, social e cultural da burguesia industrial
e capitalista
Predomínio e influencia mundial da europa
Momento de otimismo e de confiança na civilização europeia – “belle
epoque”
Arquitetura
Apresenta-se três tendências:
Académica/clássica
Revivalista
Arquitetura do ferro
Arquitetura do ferro
Influencias da revolução industrial e de engenheiro: uso de novos materiais,
(ferro; aço; vinho; betão), novas tecnologias e novas processos
produtivos/construtivos
Arquitetura racional, funcional e pragmática
Arquitetura ligada á modernidade e á vida urbana
Arquitetura ligada á construção de edifícios habitacionais, espaços
comerciais, espaços de lazer e infraestruturas
ARTE NOVA
Surgiu em 1894 quando na revista L’ art Moderne, Edmand Picard se referiu
á obra do arquiteto á obra do arquiteto e designer, Henry Van de Velde
Características
Expressão artística essencialmente decorativa: mobiliário;
arquitetura, tecidos; artes plásticas
Fusão de influências artísticas anteriores e orientais (japonesas) com
novas tecnologias e materiais associados á revolução industrial
(betão, ferro, aço, vidro)
Formas orgânicas com grande expressividade plástica – fachada
modeladas com volumetria e formas onduladas
Linhas ondulantes, fluidas, sinuosas, estilizadas, assimétricas,
graciosas e elegantes
Linguagem expressiva e efusiva, exuberante
Associada ao gosto urbano, refinado e burgues, privilegiou o requinte,
a leveza e a sofisticação
Privilegia os temas naturalistas e a representação da figuração
feminina
Assumiu protagonismo no revestimento, decoração das fachadas e de
espaços interiores, peças decorativas, mobiliários, artes gráficas,
ourivesaria...
Artistas
Antoni eaudi – arquiteto
Gustav clint – pintor
Rene Lalique – ourivesaria
PINTURA E ESCULTURA
Grupo formado por artistas que se reunia na cervejaria leão de ouro e que
se apresentava como precursores da modernidade em Portugal.
Renovadores da pintura portuguesa no seculo XIX.
PINTORE: Silva Porto, João Marques, Columbano, Bordalo pinheiro, José
Malhoa
ARQUITETURA
Revestimento de superfícies com destaque para a azulejaria Aplicada
na decoração de estabelecimentos comerciais e nas fachadas de
palacetes burgueses
Espelha o gosto e o poder financeiro da burguesia
Prevalência da linha curva e da simetria
Motivos ornamentais vegetalistas