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Características do Barroco e Absolutismo

O documento aborda a Idade Moderna, destacando características sociais, políticas, econômicas e culturais, com ênfase na monarquia absoluta e no papel de Luís XIV. Explora o barroco como um movimento artístico que reflete o poder régio e a influência da Igreja Católica, apresentando suas características na arquitetura, escultura e pintura. O barroco em Portugal é discutido, enfatizando a sua introdução tardia e as obras significativas do período, especialmente sob o reinado de D. João V.

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Catarina Simões
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Características do Barroco e Absolutismo

O documento aborda a Idade Moderna, destacando características sociais, políticas, econômicas e culturais, com ênfase na monarquia absoluta e no papel de Luís XIV. Explora o barroco como um movimento artístico que reflete o poder régio e a influência da Igreja Católica, apresentando suas características na arquitetura, escultura e pintura. O barroco em Portugal é discutido, enfatizando a sua introdução tardia e as obras significativas do período, especialmente sob o reinado de D. João V.

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Modulo 6

Idade moderna – 1453 a 1789


Características
 Sociais- privilegiados e não privilegiados
 Políticas –monarquias absolutas
 Económicas – mercantilismo
 Religiosas – instabilidade
 Culturais e artísticas – progressos científicos; valorização das
academias; tornam-se poderes ao serviço religioso
A corte, um palco do poder político
 Monarquia absoluta – o rei concentra todos os poderes (judicial;
executivo; legislativo)
 Poder sagrado- origem divina do poder
 Concentração de poderes no rei
 Paternalismo – rei como protetor da nação

Luís XIV (1638-1713)


Tornou-se rei aos 5 anos
Considerou-se rei Sol e o verdadeiro representante do estado
francês
A vida na corte assumiu-se cerimonial em que Luís IXV era a figura
central
O palácio de Versalhes tornou-se o placo esplendor devido a sua enorme
quantidade de decorações
O quotidiano girava em torno do rei
O rei assume um papel de rei Mecenas

A arte
O gosto pelo classicismo – transmitida a imagem de um poder assente na
ordem, harmonia, rigor
Um novo estilo artístico barroco adequa-se e reflete o poder absoluto –
magnificência, brilho, luxo, exagero (a arte torna-se um instrumento e
meio de comunicação ao serviço do rei)
Para alem da arquitetura, a pintura (retrato do rei ou da família real) a
escultura (estatuas; bustos) e outros elementos decorativos (mobiliário,
tecidos, fontes, lagos...) assumem um caracter simbólico e servem
como meios de exaltação e propaganda regia
A festa barroca
 A festa assumiu um papel central nas cortes absolutistas
 A festa barroca servia dois objetivos ligados á exaltação do poder
régio
Fruição do poder – Festas palacianas
dddddddddddddd Bailes, concertos, caçadas
Exibição do pode- Festas publicas ou populares; Missas, procissões,
entradas reais

A ideia de magnificência das cortes absolutistas e da festa barroca,


ficou associada:
 No teatro
 Na opera
 Nos elementos decorativos (tecidos, flores, arcos triunfais, fogos de
artificio

Versalhes: o espelho do absolutismo


Arquitetos
 Le vau
 Hardounin- mansart
Versalhes é construído por três partes fundamentais:
1. O palácio
2. O parque/ jardim
3. As construções anexas – Grand Trianon e Petit Trianon
O palácio e os jardins materializam a arquitetura do absolutismo do
seculo XVII:
 Sede da corte
 Símbolos do poder do rei
 Meios de propaganda do poder
Versalhes espelha:
 O rigor do traçado clássico
 A presença de elementos arquitetónicos e decorativas de inspiração
clássica
 Uma linguagem arquitetónica racional e glorificação da monarquia
absoluta
 Conceito do barroco de “obra de arte total”

Todas as artes convergem, em Versalhes, para a criação de um universo


magico e apelativo.
Em Versalhes encontramos uma multiplicidade de expressões artísticas que
refletem o gosto barroco e um programa conceptual, estética e
narrativo ao serviço do absolutismo: urbanismo, artes plásticas,
decorativas, teatro....
Versalhes, como uma obra total

O que é o barroco
Foi um movimento cultural e artístico situado entre os seculos XVII e XVIII
Teve origem na Itália e espalhou-se sobretudo nos países católicos e colinas
europeias
O termo “barroco” esteve associado, inicialmente, a uma ideia depreciativa
da arte dos seculos XVII e XVIII, que se desviava dos padrões
renascentistas e maneiristas e que se caracterizava pelo exagero e
complexidade das linhas e das formas, excessiva ornamentação,
gosto pelo movimento e pelo dramatismo.
Contextualização
O barroco está associado á contra forma e á necessidade da igreja católica
cativar, através da arte, mais fiéis, perante o avanço do protestantismo. Os
reis absolutistas serviram-se, também, do barroco para afirmarem a riqueza,
a obtestação e o seu poder.

O barroco
 É uma arte cenográfica e teatral
 É uma arte alegórica/simbólica – espelha a estabilidade, a
autoridade e gloria terrena e celestial
 Explora o poder e a linguagem das imagens
 É uma arte com um caracter apelativo relacionado com a sedução
dos sentidos e com uma função persuasiva: deve cativar,
interpretar, gerar paixões e emoções
 Serve de princípios ideológicos, propaganda de instrumentalização e
de manipulação de indivíduos – uma arte ao serviço religioso
Diferença entre a arte renascentista e a arte barroca
Arte renascentistas
 A arte renascentista localizava-se na escola humana, procurava a
simplicidade a clareza, a regularidade da estética clássica e o
perfecionismo, idealismo, harmonia
Arte barroca
 A arte barroca projetava o mistério e o impacto emocional, procurava
a complexidade, ambiguidade.
 O barroco aproximava-se do absurdo, do grotesco e de tudo o que se
representa estranho a princípios renascentistas
 Era uma expressão completa, emotiva, dominada por ideias de
dinamismo, tensão, intensidade, contraste...
O urbanismo barroco:
 A cidade tornou-se o espaço, por excelência, da implantação da
teatralidade e monumentalidade
 Amplia-se o espaço urbano
 Anima-se o espaço urbano, decora-se o espaço urbano
A arquitetura barroca
Características:
 Uso de elementos associados á linguagem clássica: colunas, frisos;
frontões; arcos...com uma função cenográfica e simbólica
 Plantas que privilegiam linhas e formas complexas e dinâmicas;
ovais; triangulares; fusão de linhas e formas
 Grandiosidade; monumentalidade
 Ornamentação abundante no exterior através do uso de colunas;
nichos; medalhões; esculturas; volutas; brasoes; frontões;
pináculos
 Espaços interiores grandiosos, cenográficos, deslumbrantes, ilusórias
 Riqueza decorativa no interior através do uso de esculturas, talha,
dourada, pinturas na parede e tetos e azulejos...afirmação de um
retorica exuberante
 Horror ao vazio
Arquitetos
 Gian Lorenzo Bernini
 Francesco Barromini
 Carlo Fontana
 Luclovice
 Nicolau Nasoni
A escultura barroca
Características:
 Rigor e capacidade técnica na representação naturalista das formas
 Movimento, dinamismo, agitação na representação dos gestos e
formas do corpo e vestuário das estatuas
 Efeito cenográfico; teatrais
 Dramatismo e expressividade nos gestos e nos rostos as estatuas –
exaltação dos sentimentos emoções
 Composições abertas, dinâmicas que interpretam os sentidos e
sentimentos do observador e o envolvem na ação
 Exploração dos contrastes (luz/sombra) e dos materiais
 Escultura integrada em movimentos comemorativos; funerários
 Estatuas simbólicas/alegóricas
 Temas: mitológicos; religiosos; retratos
Técnicas: naturalismo da forma; movimentos; perfeição anatomia; efeitos
cenográficos; dramatismo
Escultores:
 Bernini
 Monaldi
 Lironi
 Machado de castro

A pintura barroca
Integra-se no contexto de afirmação das monarquias absolutas
A igreja católica, a par das cortes absolutistas, tornou-se a
principal promotora da pintura barroca, sujeitando-a ao seu poder e
doutrina.
 Inserida em edifícios religiosos, pela sua dimensão, complexidade,
temas iconografia e cores, a pintura transformou-se arte das
imagens e da cenografia por excelência
 Privilegiam-se temáticas religiosas, ligadas a cenas bíblicas e da vida
dos santos, com destaque para as representações alusivas ao
sofrimento, marítimo, penitencia e intensidade dramática.
A pintura assume uma função apelativa, convocando os sentimentos e
a devação do observador/crente para um envolvimento sensorial e espiritual
na narrativa e nas cenas representativas.

Características técnicas, expressivas e plásticas


 Caracter cenográfico das cenas representadas
 Tratamento realista/naturalista das cenas representadas
 Exploração dos efeitos ilusionistas das composições
 Exploração das potencialidades cenográficas e ilusórias da perspetiva
– sensação de amplitude de profundidade e de elevação
espacial através do sotto in sú (ilusão tridimensional, numa
superfície plena) e o trompe-l’ oïl (ilusão ótica)
 Composições complexas, densas, dinâmicas, preenchidas com linhas,
onduladas, diagonais
 Cores fortes e contrastes cromáticos que acentuaram a tensão e o
dramatismo
 Valorização da luz com um elemento plástico, expressivo
enriquecedor e cenográfico
Tipologia: suportes – telas, madeiras, frescos nas paredes e tetos
Temas: religiosos, mitológicos, paisagísticos, retratos, naturezas mortas;
vida quotidiana

A obra de Caravaggio
Realismo; dramatismo; vigoroso cromatismo; temas religiosos;
mitológicos
Apresenta aspetos distintos e originais: ambientes de intensa
espiritualidade
 Contraste intensos de luz/sombra; claridade/trevas, privilegiados
ambientes onde predomina o obscuro (“tenebrismo”)
 Inclusão de cenas do quotidiano e de gente vulgar nas obras de
temática religiosa ou mitológica.
 A influencia de Caravaggio nas gerações de artistas posteriores ficou
conhecido por “caravagismo”

Pintores
 Andrea pozzo
 Caravaggio
 Vermeer
 Rubens
 Velasquez
 Murilo
 Viera lusitana
 Rembrandt

Rubens
Pintura exuberante, emergia, densa, luminosa, apelativa, sensual
 Acentuado movimento e cromatismo
 Temas religiosos, mitológicos, retrato, cenas de género
 Rembrandt
 Recebeu influencias de Caravaggio
 Tratamento exímio da luz
 A luz torna-se não só um elemento de valorização pictórica como
também da uma dimensão espiritual á pintura, como sendo a luz da
alma humana
Temas: retratos, autorretratos, cenas bíblicas, cenas do quotidiano
Vermeer
 Rigor pictórico realismo
 Harmonia e suave tratamento de cor e de luz
 Captação do instante
 Caracter intimista
Lorrain
 Privilegiou a pintura de paisagens em ambientes ideais, serenos,
onde existe a presença de elementos arquitetónicos romanos
 Exploração de técnicas da perspetiva enriquecendo o fundo os
quadros
 Poussain
 Influencia classicista
 Obedece aos princípios da racionalidade
 Traçado geométrico
 Delicadeza no tratamento da cor, da luz, das formas, visível
 Temáticas mitológicos paisagistas.
Barroco na Áustria e sul da Alemanha
 Recebem influencias do gosto barroco católico
 A exuberância das formas e decoração

Barroco em Espanha
 Reflete influencias italianas e associada ao poder católico
Destacam-se estes pintores:
 Zurbaron
 Murillo
 Velázquez
Barroco em Portugal
O barroco teve uma introdução tardia em Portugal, quando comparada com
a realidade de outros países
Que fatores contribuíram para esta situação
Situação político-militar instável com pesadas consequências económicas-
financeiras: a crise de sucessões dinásticas
A permanência do chamado estilo chão – gosto por linhas e volumes
sóbrios e escassas ornamentações
Primeiras aparições
 Período de estabilidade política interna
 Política neutralidade de D. João V relativamente aos conflitos
internacionais
 Relações diplomáticas com o estrangeiro
 Centralização e ostentação do poder régio uma tentativa de imitação
ao absolutismo de Luís XIV
 Abundância de ouro no brasil
O rei assume o papel de mecenas (D. João – 1706-1750)

Obras barrocas:
 Aqueduto das águas livres
 A capela patriarcal
 Biblioteca joanina
 Capela de S. João Baptista
 Real edifício de mafia
Características do barroco português
Presente sobretudo em edifícios religiosos, com predomínio no Norte:
 Igreja de santa Maria Madalena de falperra
 Igreja e escadarias de bom jesus de braga
 Igreja e escadório da nossa senhora dos remédios
 Igreja de santa clara
 Igreja e torre dos cléritos
 Convento de S. Francisco
Exuberância; monumentalidade; linhas irregulares; onduladas;
profusão; decorativa; horror ao vazio; teatralidade; efeitos
cenográficos; apelo ao sentido do observador
Originalidade marcada pelo uso e profusão de azulejos e sobretudo,
da talha dourada – aplicada em paredes, retábulos, altares,
colunas, cadeiras, púlpitos, frisos
 Dinamismo cenográfico
 Os motivos vegetalistas
 A iconografia crista

Real edifício de mafra- exemplo


 D. João constrói o edifício para assegurar a sua descendência
 Período de grande riqueza das explorações no brasil e grandes
empreendimentos das cortes europeias
Basílica, palácio e conventos, torreões, bibliotecas, claustro
Materiais: pedra de lioz, mármore, madeiras, metais
 Influencias clássicas na harmonia e simplicidade
 Influencias barooca romana, na cúpula, ximborio e torres sineiras
 Influencias do barroco alemão, austriaco

Barroco joanino
As várias vertentes da produção artística ao longo do reinado de D.
João V receberam a designação genérica de Barroco Joanino

Caracterizando o reinado de D. João V, podemos afirmar que este foi


marcado por um longo período de paz, após as desgastantes lutas
da Restauração.

Esta coabitação de tendências do Barroco português resultou da influência


de sensibilidades diversas. Itália foi uma dessas influências marcantes, quer
pela importação de obras, de gravuras e tratados, quer ainda pela presença
ativa de artistas italianos ou formados em Itália,
O Barroco Joanino teve o grande mérito de se abrir às influências das
correntes internacionais, amalgamando-as com a tradição artística das
oficinas nacionais e produzindo algumas das mais emblemáticas obras da
arte portuguesa.

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