Modulo 6
Idade moderna – 1453 a 1789
Características
Sociais- privilegiados e não privilegiados
Políticas –monarquias absolutas
Económicas – mercantilismo
Religiosas – instabilidade
Culturais e artísticas – progressos científicos; valorização das
academias; tornam-se poderes ao serviço religioso
A corte, um palco do poder político
Monarquia absoluta – o rei concentra todos os poderes (judicial;
executivo; legislativo)
Poder sagrado- origem divina do poder
Concentração de poderes no rei
Paternalismo – rei como protetor da nação
Luís XIV (1638-1713)
Tornou-se rei aos 5 anos
Considerou-se rei Sol e o verdadeiro representante do estado
francês
A vida na corte assumiu-se cerimonial em que Luís IXV era a figura
central
O palácio de Versalhes tornou-se o placo esplendor devido a sua enorme
quantidade de decorações
O quotidiano girava em torno do rei
O rei assume um papel de rei Mecenas
A arte
O gosto pelo classicismo – transmitida a imagem de um poder assente na
ordem, harmonia, rigor
Um novo estilo artístico barroco adequa-se e reflete o poder absoluto –
magnificência, brilho, luxo, exagero (a arte torna-se um instrumento e
meio de comunicação ao serviço do rei)
Para alem da arquitetura, a pintura (retrato do rei ou da família real) a
escultura (estatuas; bustos) e outros elementos decorativos (mobiliário,
tecidos, fontes, lagos...) assumem um caracter simbólico e servem
como meios de exaltação e propaganda regia
A festa barroca
A festa assumiu um papel central nas cortes absolutistas
A festa barroca servia dois objetivos ligados á exaltação do poder
régio
Fruição do poder – Festas palacianas
dddddddddddddd Bailes, concertos, caçadas
Exibição do pode- Festas publicas ou populares; Missas, procissões,
entradas reais
A ideia de magnificência das cortes absolutistas e da festa barroca,
ficou associada:
No teatro
Na opera
Nos elementos decorativos (tecidos, flores, arcos triunfais, fogos de
artificio
Versalhes: o espelho do absolutismo
Arquitetos
Le vau
Hardounin- mansart
Versalhes é construído por três partes fundamentais:
1. O palácio
2. O parque/ jardim
3. As construções anexas – Grand Trianon e Petit Trianon
O palácio e os jardins materializam a arquitetura do absolutismo do
seculo XVII:
Sede da corte
Símbolos do poder do rei
Meios de propaganda do poder
Versalhes espelha:
O rigor do traçado clássico
A presença de elementos arquitetónicos e decorativas de inspiração
clássica
Uma linguagem arquitetónica racional e glorificação da monarquia
absoluta
Conceito do barroco de “obra de arte total”
Todas as artes convergem, em Versalhes, para a criação de um universo
magico e apelativo.
Em Versalhes encontramos uma multiplicidade de expressões artísticas que
refletem o gosto barroco e um programa conceptual, estética e
narrativo ao serviço do absolutismo: urbanismo, artes plásticas,
decorativas, teatro....
Versalhes, como uma obra total
O que é o barroco
Foi um movimento cultural e artístico situado entre os seculos XVII e XVIII
Teve origem na Itália e espalhou-se sobretudo nos países católicos e colinas
europeias
O termo “barroco” esteve associado, inicialmente, a uma ideia depreciativa
da arte dos seculos XVII e XVIII, que se desviava dos padrões
renascentistas e maneiristas e que se caracterizava pelo exagero e
complexidade das linhas e das formas, excessiva ornamentação,
gosto pelo movimento e pelo dramatismo.
Contextualização
O barroco está associado á contra forma e á necessidade da igreja católica
cativar, através da arte, mais fiéis, perante o avanço do protestantismo. Os
reis absolutistas serviram-se, também, do barroco para afirmarem a riqueza,
a obtestação e o seu poder.
O barroco
É uma arte cenográfica e teatral
É uma arte alegórica/simbólica – espelha a estabilidade, a
autoridade e gloria terrena e celestial
Explora o poder e a linguagem das imagens
É uma arte com um caracter apelativo relacionado com a sedução
dos sentidos e com uma função persuasiva: deve cativar,
interpretar, gerar paixões e emoções
Serve de princípios ideológicos, propaganda de instrumentalização e
de manipulação de indivíduos – uma arte ao serviço religioso
Diferença entre a arte renascentista e a arte barroca
Arte renascentistas
A arte renascentista localizava-se na escola humana, procurava a
simplicidade a clareza, a regularidade da estética clássica e o
perfecionismo, idealismo, harmonia
Arte barroca
A arte barroca projetava o mistério e o impacto emocional, procurava
a complexidade, ambiguidade.
O barroco aproximava-se do absurdo, do grotesco e de tudo o que se
representa estranho a princípios renascentistas
Era uma expressão completa, emotiva, dominada por ideias de
dinamismo, tensão, intensidade, contraste...
O urbanismo barroco:
A cidade tornou-se o espaço, por excelência, da implantação da
teatralidade e monumentalidade
Amplia-se o espaço urbano
Anima-se o espaço urbano, decora-se o espaço urbano
A arquitetura barroca
Características:
Uso de elementos associados á linguagem clássica: colunas, frisos;
frontões; arcos...com uma função cenográfica e simbólica
Plantas que privilegiam linhas e formas complexas e dinâmicas;
ovais; triangulares; fusão de linhas e formas
Grandiosidade; monumentalidade
Ornamentação abundante no exterior através do uso de colunas;
nichos; medalhões; esculturas; volutas; brasoes; frontões;
pináculos
Espaços interiores grandiosos, cenográficos, deslumbrantes, ilusórias
Riqueza decorativa no interior através do uso de esculturas, talha,
dourada, pinturas na parede e tetos e azulejos...afirmação de um
retorica exuberante
Horror ao vazio
Arquitetos
Gian Lorenzo Bernini
Francesco Barromini
Carlo Fontana
Luclovice
Nicolau Nasoni
A escultura barroca
Características:
Rigor e capacidade técnica na representação naturalista das formas
Movimento, dinamismo, agitação na representação dos gestos e
formas do corpo e vestuário das estatuas
Efeito cenográfico; teatrais
Dramatismo e expressividade nos gestos e nos rostos as estatuas –
exaltação dos sentimentos emoções
Composições abertas, dinâmicas que interpretam os sentidos e
sentimentos do observador e o envolvem na ação
Exploração dos contrastes (luz/sombra) e dos materiais
Escultura integrada em movimentos comemorativos; funerários
Estatuas simbólicas/alegóricas
Temas: mitológicos; religiosos; retratos
Técnicas: naturalismo da forma; movimentos; perfeição anatomia; efeitos
cenográficos; dramatismo
Escultores:
Bernini
Monaldi
Lironi
Machado de castro
A pintura barroca
Integra-se no contexto de afirmação das monarquias absolutas
A igreja católica, a par das cortes absolutistas, tornou-se a
principal promotora da pintura barroca, sujeitando-a ao seu poder e
doutrina.
Inserida em edifícios religiosos, pela sua dimensão, complexidade,
temas iconografia e cores, a pintura transformou-se arte das
imagens e da cenografia por excelência
Privilegiam-se temáticas religiosas, ligadas a cenas bíblicas e da vida
dos santos, com destaque para as representações alusivas ao
sofrimento, marítimo, penitencia e intensidade dramática.
A pintura assume uma função apelativa, convocando os sentimentos e
a devação do observador/crente para um envolvimento sensorial e espiritual
na narrativa e nas cenas representativas.
Características técnicas, expressivas e plásticas
Caracter cenográfico das cenas representadas
Tratamento realista/naturalista das cenas representadas
Exploração dos efeitos ilusionistas das composições
Exploração das potencialidades cenográficas e ilusórias da perspetiva
– sensação de amplitude de profundidade e de elevação
espacial através do sotto in sú (ilusão tridimensional, numa
superfície plena) e o trompe-l’ oïl (ilusão ótica)
Composições complexas, densas, dinâmicas, preenchidas com linhas,
onduladas, diagonais
Cores fortes e contrastes cromáticos que acentuaram a tensão e o
dramatismo
Valorização da luz com um elemento plástico, expressivo
enriquecedor e cenográfico
Tipologia: suportes – telas, madeiras, frescos nas paredes e tetos
Temas: religiosos, mitológicos, paisagísticos, retratos, naturezas mortas;
vida quotidiana
A obra de Caravaggio
Realismo; dramatismo; vigoroso cromatismo; temas religiosos;
mitológicos
Apresenta aspetos distintos e originais: ambientes de intensa
espiritualidade
Contraste intensos de luz/sombra; claridade/trevas, privilegiados
ambientes onde predomina o obscuro (“tenebrismo”)
Inclusão de cenas do quotidiano e de gente vulgar nas obras de
temática religiosa ou mitológica.
A influencia de Caravaggio nas gerações de artistas posteriores ficou
conhecido por “caravagismo”
Pintores
Andrea pozzo
Caravaggio
Vermeer
Rubens
Velasquez
Murilo
Viera lusitana
Rembrandt
Rubens
Pintura exuberante, emergia, densa, luminosa, apelativa, sensual
Acentuado movimento e cromatismo
Temas religiosos, mitológicos, retrato, cenas de género
Rembrandt
Recebeu influencias de Caravaggio
Tratamento exímio da luz
A luz torna-se não só um elemento de valorização pictórica como
também da uma dimensão espiritual á pintura, como sendo a luz da
alma humana
Temas: retratos, autorretratos, cenas bíblicas, cenas do quotidiano
Vermeer
Rigor pictórico realismo
Harmonia e suave tratamento de cor e de luz
Captação do instante
Caracter intimista
Lorrain
Privilegiou a pintura de paisagens em ambientes ideais, serenos,
onde existe a presença de elementos arquitetónicos romanos
Exploração de técnicas da perspetiva enriquecendo o fundo os
quadros
Poussain
Influencia classicista
Obedece aos princípios da racionalidade
Traçado geométrico
Delicadeza no tratamento da cor, da luz, das formas, visível
Temáticas mitológicos paisagistas.
Barroco na Áustria e sul da Alemanha
Recebem influencias do gosto barroco católico
A exuberância das formas e decoração
Barroco em Espanha
Reflete influencias italianas e associada ao poder católico
Destacam-se estes pintores:
Zurbaron
Murillo
Velázquez
Barroco em Portugal
O barroco teve uma introdução tardia em Portugal, quando comparada com
a realidade de outros países
Que fatores contribuíram para esta situação
Situação político-militar instável com pesadas consequências económicas-
financeiras: a crise de sucessões dinásticas
A permanência do chamado estilo chão – gosto por linhas e volumes
sóbrios e escassas ornamentações
Primeiras aparições
Período de estabilidade política interna
Política neutralidade de D. João V relativamente aos conflitos
internacionais
Relações diplomáticas com o estrangeiro
Centralização e ostentação do poder régio uma tentativa de imitação
ao absolutismo de Luís XIV
Abundância de ouro no brasil
O rei assume o papel de mecenas (D. João – 1706-1750)
Obras barrocas:
Aqueduto das águas livres
A capela patriarcal
Biblioteca joanina
Capela de S. João Baptista
Real edifício de mafia
Características do barroco português
Presente sobretudo em edifícios religiosos, com predomínio no Norte:
Igreja de santa Maria Madalena de falperra
Igreja e escadarias de bom jesus de braga
Igreja e escadório da nossa senhora dos remédios
Igreja de santa clara
Igreja e torre dos cléritos
Convento de S. Francisco
Exuberância; monumentalidade; linhas irregulares; onduladas;
profusão; decorativa; horror ao vazio; teatralidade; efeitos
cenográficos; apelo ao sentido do observador
Originalidade marcada pelo uso e profusão de azulejos e sobretudo,
da talha dourada – aplicada em paredes, retábulos, altares,
colunas, cadeiras, púlpitos, frisos
Dinamismo cenográfico
Os motivos vegetalistas
A iconografia crista
Real edifício de mafra- exemplo
D. João constrói o edifício para assegurar a sua descendência
Período de grande riqueza das explorações no brasil e grandes
empreendimentos das cortes europeias
Basílica, palácio e conventos, torreões, bibliotecas, claustro
Materiais: pedra de lioz, mármore, madeiras, metais
Influencias clássicas na harmonia e simplicidade
Influencias barooca romana, na cúpula, ximborio e torres sineiras
Influencias do barroco alemão, austriaco
Barroco joanino
As várias vertentes da produção artística ao longo do reinado de D.
João V receberam a designação genérica de Barroco Joanino
Caracterizando o reinado de D. João V, podemos afirmar que este foi
marcado por um longo período de paz, após as desgastantes lutas
da Restauração.
Esta coabitação de tendências do Barroco português resultou da influência
de sensibilidades diversas. Itália foi uma dessas influências marcantes, quer
pela importação de obras, de gravuras e tratados, quer ainda pela presença
ativa de artistas italianos ou formados em Itália,
O Barroco Joanino teve o grande mérito de se abrir às influências das
correntes internacionais, amalgamando-as com a tradição artística das
oficinas nacionais e produzindo algumas das mais emblemáticas obras da
arte portuguesa.