Modulo 1
Período da história da Antiga Grécia
800-500 a.c. – período arcaico: formação das cidades-estado; expansão
grega
500-323 a.c. – período clássico afirmação da cidade-estado de Atenas;
guerra medias (grego e persas); guerra do Peloponeso (Atenas e esparta)
323-146 a.c. – período helenístico domínio de filipe de macedónia;
decadência da civilização grega; conquista pelos romanos.
A ORGANIZAÇAO DA CIDADE- ESTADO_o exemplo de Atenas
O espaço urbano de Atenas caracteriza-se pela racionalidade e
funcionalidade refletindo a conjunção entre lugares e as múltiplas atividades
da cidade.
A cidade-estado encontrava-se organizada em função de duas
áreas-base
Espaço rural/ espaço urbano
No espaço urbano encontrava-se
Acrópole-parte alta da cidade-estado (área sagrada)
Militares/defensivas
Religiosas (situam-se os mais importantes templos, nomeadamente
da divindade protetora da cidade-estado).
Agora (praça publica, área publica)
Económicas – mercado, lojas, oficinas
Politicas /administrativas – edifícios, ligados ao governo e
administração de cidade-estado
Judicias – tribunais
Cívicas ou sociais – convívio; espaço de socialidade, de discussão de
assunto da cidade
Religiosas – templos, altares, estatuas de deusas
Bairros residências (área privada) habitações particulares
Destaca-se também a ligação entre a cidade de Atenas
(particularmente da agora), o mar e o exterior, através do porto do
pireu, importantes para a vida económica e cultural da cidade estado.
POPULAÇAO E SOCIEDADE DE ATENAS NO SEC. V A.C
Cidadãos
Mulheres
Metecos
Escravos
A RELIGIÃO
Os gregos acreditavam em vários deuses – politeísmo
Os deuses gregos eram representados como forma humano e tinham
comportamentos semelhantes aos humanos – antropomorfismo
O TEATRO
O teatro nasceu das festas em honra do deus dionísio – as
dionisíacas e as grandes dionisíacas.
Nestas festas recitavam-se poesia (ditirambos), acompanhada por música,
dança, que deus origem a representação teatrais (tragedia e de comedia)
O género trágico – abordava sobretudo a relação entre o homem e os
deuses; os dilemas humanos; os problemas e desafios da condição humana;
a ambição e a arrogância; a liberdade de escolha individual e as
responsabilidades sociais; o peso do destino...
O género cómico – Abordava, através da sátira, uma fonte critica política,
social e moral de qual eram alvo os políticos, os ricos e os poderosos
As peças de teatro tinham um caracter religioso (honrar os deuses) e cívico
(contribuir para a formação dos indivíduos) – transmitiam valores como a
ética, a moral, o civismo, o dever, o humanismo, e o respeito pelas
regras da polis...
Principais autores gregos de teatro:
A FILOSOFIA
O pensamento dos antigos gregos caracterizava-se:
Pela curiosidade
Pelo questionamento/ indagação sobre questão relativas ao universo,
á natureza e ao ser humano
Pela reflexão
Pela procura da verdade /conhecimentos primeiros filósofos
procuraram uma explicação sobre a origem do universo
A ARQUITETURA
Origens
Cultura minoica (ilha de creta-Palácio de Cnosso) – uso de colunas
Cultura micénica (Micenas) – Os palácios (megaron estaria na origem da
estrutura dos templos gregos).
A arquitetura grega assumiu a sua maior expressão na construção de
templos e no uso das ordens arquitetónicas representadas, sobretudo,
nas colunas.
A arquitetura da antiga Grécia:
1. Obedecia ao racionalismo e a normas construtivas (cânone),
associadas as regras matemáticas e a planos racionais, que se
baseavam no sistema triplico (a arquitrave – horizontalidade e duas
colunas – verticais) e ao uso de colunas. O racionalismo e o rigor
contribuíram para a harmonia global do edifício.
1. Apostava em construções que deviam evidenciar simetria, harmonia,
proporcionalidade, perfeição, equilíbrio e simplicidade...como
elementos congregadores do ideal de beleza.
QUAIS ERAM OS ELEMENTOS ESTRUTURANTES E CONSTRUTIVOS
DOS TEMPLOS?
No exterior dos templos destacam-se os seguintes elementos
arquitetónicos:
O frontão
O entablamento – composto pela cornija, friso e arquitrave
As colunas- divinas em base (exceto na ordem dórica), fuste e capite
O envasamento – base/piso do edifício
Ordem dórica – Mais antiga; robusta e sóbria;
coluna sem base; fuste grosso e com caneluras de aresta viva, capitel com
moldura simples; friso em que alteram tríglifos e métopas.
Ordem jónica – Elegante e leve; colunas com base; coluna com base, fuste
mais delgado e com estrias arredondadas capitel com volutas; friso
continuo.
Ordem coríntia – Coluna com base, variante de ordem jónica; capitel
decorado com folhas de acanto; friso simples.
Podemos encontrar, em alguns edifícios, as esculturas antropomórficas, em
vez das colunas habituais:
Cariátides – figuras femininas
Atlantes – figuras masculinas
PARTEON
Templo construído no sec. V a.c., instalado na acrópole de Atenas
Dedicado á deusa Atenas
Obra dos arquitetos lctinos e Calícrates
Esculturas de Fídias
Prevalece a ordem dórica com apontamentos jónicos
Obra construída segundo princípios matemáticos e geométricos
(sistema trilitico)
Planta retangular
46 colunas do peristilo são de ordem dórica
Dois pórticos nas fachadas anterior e posterior antecedem,
respetivamente, o pronao e o opistódomo
Representa a preocupação pelo rigor, ordem (cânone), proporção e os ideais
da beleza e perfeição
O templo de Atena niké
Templo dedicado Atena Niké ou Nike áptera (que significa vitoria sem asas)
e á finalidade
Construído sobre a muralha da acrópole de Atenas
Integra-se na ordem jónica
Construído entre 420 e 432 a.c., segundo o plano do arquiteto Calícrates,
para comemorara vitoria dos gregos sobre os persas nas guerras medias.
Templo de pequenas dimensões, com pronaos, opistódomos e uma cella ou
naos destinados á estatua de Atena.
A ESCULTURA
A escultura da antiga Grécia desenvolveu-se em três grandes períodos:
Arcaico (séc. VII a.c. – VI a.c.)
Clássico – 1º classicismo (séc. V a.c.)
– 2º classicismo (séc. IV a.c.)
Helenístico (séc. III a.c. – I a.c.)
Característica gerais da escultura grega
Os antigos gregos esculpiam estatuas de deuses, heróis, atletas,
políticos e personalidades da cultura, tendo sempre como modelo o
Homem
A escultura tinha funções religiosas, políticas, honorificas e funerárias, mas
também tinha intenções estéticas, visíveis na suas formas e plasticidade.
A escultura traduzia a preocupações na busca da ordem (cânone), da
harmonia, da proporção e da beleza.
Para alem do caracter estética, a escultura grega tinha, também, uma
dimensão simbólica, cuja mensagem devia refletir e transmitir valores
morais, cívicos e éticos comuns aos gregos – exemplos: o respeito; a
honestidade; a justiça; responsabilidade; coragem; solidariedade...
Características da escultura do período arcaico
Influencias egípcias
Rigidez; reduzida espontaneidade; volume maciço; sobriedade;
frontalidade
Rosto estereotipado
Olhar fixo, tenso e desafiante
Altivez e segurança
Expressão contida
Destacam-se os dois tipos de escultura:
Kouros (Kouroi) – jovem do sexo masculino de pé, braço posicionados
lateralmente até á coxa; nu; em pose formal de deslocação
Koré (korai) – jovem do sexo feminino, de pé, com longas túnicas; braços
posicionados lateralmente até á coxa; braço em pose curva junto ao peito.
Característica da escultura do período clássico
Introdução do cânone de Policleto: regra das proporções ideias da
estatua – o tamanho do corpo e 7 vezes o tamanho da cabeça
Introdução do contraponto: o corpo apoia-se sobre uma perna e a outra
reflete-se; ligeiro movimento da cabeça; inclinação dos quadris em
contraposição á indinação dos ombros.
Característica
Naturalismo
Movimento
Harmonia
Representação e elevação da beleza física e de caracter
Idealismo – corpos perfeitos, gesto suaves, rosto serenos e
contemplativos.
Escultura da antiga Grécia
Míron (séc. V a.c.)
Policleto (sec V a.c.)
Fídias (séc. V a.c. – responsável por diversas obras na acrópole de
Atenas – estatua de Atena e estatua de Zeus – olímpia)
Praxiteles (séc. IV a.c.)
Características de esculturas do período helenístico
Corresponde ao período da decadência do império do Alexandre
magno.
Destacam-se os escultores escopas e Lisipo (novo cânone)
Abandona-se o idealismo, a serenidade e a harmonia do período
clássico.
Composições complexas, exageradas, assimétricas e, por vezes,
excessivamente dinâmica.
A pintura a fresco:
Utilizada na decoração do interior de habitantes e túmulos e no
embelezamento de edifícios religiosas e públicos e estátuas.
A pintura servia para ampliar a componente cenográfica da arquitetura e da
escultura, produzindo impacto visual e expressivo.
No seculo V a.c. a pintura a fresco, alcança o seu apogeu, representando
com harmonia, expressividade, graciosidade e movimento, cenas alusivas á
natureza, á mitologia e ao quotidiano dos gregos.
A cerâmica pintada
Na antiga Grécia merece destaque a intensa produção da cerâmica pintada,
que, conciliando artesanato e arte, era um dos principiais produtos das
exportações helénicas
As peças de cerâmica estavam associadas a funções domésticas,
comerciais, religiosas e funerárias, destacando-se aos objetos utilitários –
vasos; jarras; taças; ânforas.
A par dos motivos ou traços geométricos destacam-se os seguintes
temas:
Cenas do quotidiano (tarefas domésticas; trabalhos agrícolas)
Cenas da mitologia (deuses e heróis)
Personalidades associadas às cidades-estado e ao mundo helénico
(atletas)
Estilos, periodização e característica
Estilo geométrico – seculo IX – VIII a.c.
Motivos simples, abstratos e padrões geométricos
Linhas retas, quebradas e onduladas
Semicírculos, círculos concêntricos; triângulos
Influencia da antiga cerâmica cretense
Estilo arcaico – seculos VIII – V a.c.
Fase orientalidade ou arcaico antiga – privilegia o figurativo;
Cenas mitológicas; motivos vegetalistas e zoomorfas; uso da técnica
da incisão; composição expressiva.
Fase arcaica recente – destaca-se pelas figuras pintadas a negro sobre
fundo; avermelhado/ alaranjado; privilegia os temas mitológicos; técnicas da
incisão naturalismo silhuetas estilizadas.
Estilo clássico – seculos V-IV a.c.
Figuras vermelhas sobre fundo negro; naturalismo e expressividade
das figuras;
Técnicas da incisão; dinamismo das cenas; aplicação da perspetiva.