Ficha de Trabalho de Cidadania e Desenvolvimento - 7º Ano
DOMÍNIO: RISCOS
Nome _____________________________________________________ Nº____ Turma ____ Data ___/___/____
Avaliação ________________________________ Professora ___________ Enc. de Educação__________________
1. Lê com atenção os seguintes textos:
Incêndios rurais em Portugal: 4 fatores centrais e uma nova visão
Existem quatro fatores centrais que estão a aumentar o risco de incêndio, não apenas em Portugal, mas
em toda a zona mediterrânica da Europa.
1. Expansão e abandono das áreas florestadas
A área florestal aumentou gradualmente desde o início do século XX. No entanto, a partir dos anos 40-
50 observaram-se os primeiros sinais de abandono rural em Portugal, como resultado da diminuição de
rendimento agrícola (...). As zonas-tampão à volta das aldeias, com hortas, pomares e pastos, vão
sendo abandonadas e criam um contínuo de vegetação que leva o fogo até às aldeias (...).
2. Aumento da carga de combustível (vegetação) e sua continuidade
Com muitas zonas rurais abandonadas ou sem gestão, proliferam os matos e as plantas invasoras, e
acumulam-se no solo folhada seca e combustíveis finos, que funcionam como rastilho em caso de
incêndio (...). Para além disso, o crescimento de matos por baixo das copas das árvores (...) facilita a
passagem do fogo para as copas, aumentando a intensidade dos incêndios.
3. Aumento do número de ignições relacionadas com causas humanas
Embora em Portugal a densidade de ignições e a área ardida estejam espacialmente desencontradas,
os incêndios continuam a ter origem, na sua maioria, causas humanas. As causas naturais representam
apenas cerca de 1% das causas de incêndios apuradas e cerca de 2% da área ardida, valores próximos
dos apurados nos restantes países com clima mediterrânico.
4. Aumento da temperatura e irregularidade da precipitação
Têm-se registado cada vez mais fenómenos meteorológicos extremos, com períodos prolongados de
tempo quente e seco associados a fenómenos de vento. Algumas destas ocorrências estão a acontecer
fora daquela que é chamada, tradicionalmente, a época de risco de incêndios (julho a setembro) e têm
contribuído para incêndios maiores (em extensão e intensidade) na primavera e no outono (...).
Em 2017, por exemplo, os dois incêndios mais devastadores em Portugal aconteceram em junho e
outubro. Outubro foi o mês mais crítico devido à secura acumulada de fim de verão e à ocorrência do
furacão Ofélia que trouxe ventos fortes e secos (...).
A temperatura, a humidade relativa e a velocidade do vento definem o risco de incêndio. O risco de
incêndio torna-se elevado ou crítico quando a temperatura do ar é superior a 30.° C, a humidade relativa
é inferior a 30% e a velocidade do vento é superior a 30 Km/h.
Um estudo publicado nos finais de 2018 sugere que, mesmo que se cumpra o Acordo de Paris e o
aumento de temperatura fique pelos 1,5°C, a superfície queimada nos países europeus de clima
mediterrânico aumentará 40% face aos valores atuais. Se a temperatura aumentar em 3°C, a área
ardida anualmente irá duplicar.
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Impactes ambientais dos incêndios em Portugal
Os incêndios florestais em Portugal têm um impacte ambiental significativo, afetando diversos
ecossistemas e contribuindo para desequilíbrios ecológicos e económicos. Alguns dos principais
impactes ambientais incluem:
Perda de biodiversidade
Destruição de habitats: Incêndios afetam áreas de florestas, matas e ecossistemas naturais, destruindo
habitats de inúmeras espécies de plantas e animais.
Extinção local de espécies: Espécies endémicas ou vulneráveis podem desaparecer de certas regiões
devido à destruição de seus habitats.
Degradação do solo
Erosão do solo: A vegetação, que antes protegia o solo, é queimada, deixando-o exposto às chuvas e
ventos, o que aumenta a erosão.
Perda de nutrientes: Com a queima de matéria orgânica, há perda de nutrientes essenciais para a
regeneração das florestas, comprometendo o crescimento futuro da vegetação.
Mudanças climáticas
Emissões de gases de efeito estufa: Incêndios florestais libertam grandes quantidades de dióxido de
carbono (CO₂) e outros gases de efeito estufa na atmosfera, agravando as mudanças climáticas.
Diminuição de sumidouros de carbono: As florestas funcionam como sumidouros de carbono,
capturando CO₂ da atmosfera. Com a destruição das florestas, essa capacidade é reduzida.
Impacte nos recursos hídricos
Contaminação de cursos de água: A cinza resultante dos incêndios pode ser levada pela chuva para rios
e lagos, poluindo as águas e afetando a qualidade do abastecimento.
Redução da infiltração de água no solo: A ausência de vegetação afeta a capacidade do solo de
absorver água, o que pode resultar em enchentes durante períodos de chuvas intensas.
Aumento do risco de desertificação
Regiões afetadas por incêndios recorrentes, especialmente no sul de Portugal, correm maior risco de
desertificação, agravando a degradação do solo e tornando a recuperação das áreas mais difícil.
Impacte na qualidade do ar
Durante os incêndios, grandes quantidades de partículas finas (como fuligem) e outros poluentes são
lançadas no ar, afetando a qualidade do ar local e regional. Isso tem impactos tanto na saúde humana
quanto na fauna local.
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2. Responde às seguintes questões:
2.1 Menciona as quatro causas principais do aumento do risco de incêndios em Portugal assim como em
países mediterrânicos.
2.2 Descreve, por palavras tuas, uma dessas causas de incêndio.
2.3 Refere os fatores naturais que determinam o risco de incêndio elevado ou crítico.
2.4 Indica a consequência do aumento do aquecimento global a 1,5°C estipulado no Acordo de Paris, em
2015.
2.5 Justifica, com três argumentos, se consideras que os incêndios provocam impactes ambientais nos
ecossistemas do planeta.
2.6 Explica em que medida um dos impactes ambientais dos incêndios é as alterações climáticas.
2.7 Apresenta uma solução/medida possível para evitar ou mitigar a degradação e a desertificação dos
solos como consequência dos incêndios.
Professora Vanessa Gomes
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