O CLASSICISMO
A valorização das realizações humanas
Tendência artística que revitalizou a tradição clássica de
afirmar a superioridade humana.
A transformação radical do modelo medieval.
O ser humano orgulha-se de suas conquistas e busca a
felicidade terrena.
Valorização do esforço individual na busca da razão
Os textos do classicismo farão a propaganda da visão de
mundo humanista
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O Classicismo em Portugal – séc. XVI
Camões: cantor de uma época e de um povo
Um dos maiores poetas da língua portuguesa.
Sofreu influências de modelos estéticos da Antiguidade romana
(Ovídio, Virgílio e Horácio), grega (Homero) e de poetas locais
Petrarca e Dante.
Uma das novidades formais era o verso decassílabo (dez sílabas),
conhecido como medida nova, diferente dos versos de redondilha
menor (cinco sílabas) e maior (sete sílabas), denominados de
medida velha.
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A poesia lírica camoniana
Escreveu sonetos, odes, éclogas e elegias.
Registrou de modo sublime os sofrimentos amorosos, o
amor platônico
A mulher é colocada em um plano superior
A devoção à mulher amada é estímulo para o
aperfeiçoamento da alma do poeta
O Ciclo Dinamene (poemas em homenagem a amada
que morreu em um naufrágio)
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Indagou sobre as inconstâncias e incertezas da vida, o
desconcerto do mundo e as mudanças constantes
Racionalidade e equilíbrio X instabilidade generalizada.
O questionamento existencial, que colocava em dúvida
a pretensa estabilidade das coisas e dos homens.
Poesia de caráter reflexivo e filosófico
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Os lusíadas
É uma epopeia de imitação (imita os clássicos)
Cumpriu a função de relembrar a grandiosidade portuguesa, já
em decadência naquele momento.
Relata a grande conquista do império ultramarino português: a
chegada de Vasco da Gama à Índia
Inaugura-se uma nova rota comercial
Episódios de sua viagem intercalados com eventos da história de
Portugal
Narra a história de Portugal ao rei de Melinde
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É um obra nacionalista (louva a bravura e a coragem do povo
português)
O caráter universal das conquistas dos navegantes
Narrativas inseridas na narrativa
- a história de Inês de Castro (amante de D. Pedro assassinada a
mando de D. Afonso),
- a fala do Velho do Restelo (protestar contra as grandes
navegações, o povo é quem navega e morre, enquanto o rei e a
burguesia dividem entre si os lucros)
- o encontro com o Gigante Adamastor (revela os perigos dos
mares)e
- a passagem pela Ilha dos Amores (a recompensa).
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A estrutura de Os lusíadas
A ESTRUTURA: dividido em dez Cantos que apresentam no total
de 1.102 estrofes organizadas em oitava rima (ABABABCC) -
também conhecida como oitava real - e que perfazem 8.816
versos, todos decassílabos.
O TEMA: cantar "a gloria do povo navegador português" e a
memória dos reis que "foram dilatando a Fé, o Império".
O HERÓI: O navegador Vasco da Gama. A leitura do poema,
porém, revel a também o caráter heroico do povo lusitano.
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