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Pregão e RDC no Direito Administrativo

O documento aborda a Aula 07 do curso de Direito Administrativo para o TRF 4ª Região, focando nas modalidades de licitação, especialmente o pregão e o Regime Diferenciado de Contratações Públicas. Detalha aspectos preliminares, etapas do pregão, vedações e infrações, além de questões para fixação e gabarito. O pregão é destacado como uma modalidade obrigatória para a Administração Pública federal, com regras específicas e etapas definidas pela Lei 10.520/2002.

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Pregão e RDC no Direito Administrativo

O documento aborda a Aula 07 do curso de Direito Administrativo para o TRF 4ª Região, focando nas modalidades de licitação, especialmente o pregão e o Regime Diferenciado de Contratações Públicas. Detalha aspectos preliminares, etapas do pregão, vedações e infrações, além de questões para fixação e gabarito. O pregão é destacado como uma modalidade obrigatória para a Administração Pública federal, com regras específicas e etapas definidas pela Lei 10.520/2002.

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Livro Eletrônico

Aula 07

Direito Administrativo p/ TRF 4ª Região (Analista Judiciário - Área


Judiciária) - Pós-Edital
Herbert Almeida, Time Herbert Almeida
Herbert Almeida, Time Herbert Almeida
Aula 07

1 Pregão ........................................................................................................................ 2
1.1 Aspectos preliminares ...........................................................................................................2
1.2 Etapas....................................................................................................................................5
1.3 Vedações .............................................................................................................................11
1.4 Infrações ..............................................................................................................................11
1.5 Outros assuntos...................................................................................................................12
2 Regime diferenciado de contratação pública ............................................................ 13
2.1 Noções preliminares ............................................................................................................13
2.2 Regras aplicáveis às licitações no âmbito do RDC ...............................................................16
2.3 Procedimento licitatório e suas fases ..................................................................................19
2.4 Procedimentos Auxiliares das Licitações no Âmbito do RDC ...............................................27
2.5 Comissão de licitação ..........................................................................................................29
2.6 Dispensa e inexigibilidade ...................................................................................................29
2.7 Condições específicas para a participação nas licitações e para a contratação no RDC.....30
2.8 Regras específicas aplicáveis aos contratos celebrados no âmbito do RDC ........................31
2.9 Pedidos de esclarecimento, impugnações e recursos ..........................................................33
2.10 Sanções administrativas ......................................................................................................35
3 Questões para fixação .............................................................................................. 36
4 Questões comentadas na aula .................................................................................. 65
5 Gabarito ................................................................................................................... 80
6 Referências............................................................................................................... 80

Olá pessoal, tudo bem?

Na aula de hoje, vamos estudar os seguintes itens do edital: “Pregão (Lei n° 10.520/2002). Regime
Diferenciado de Contratações Públicas (Lei Federal no 12.462/2011).”.

Aos estudos, aproveitem!

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1 PREGÃO

1.1 ASPECTOS PRELIMINARES

As modalidades licitatórias previstas na Lei 8.666/1993, na maioria das vezes, não conseguiram dar
a celeridade desejável à atividade administrativa de escolha dos futuros contratados1. Para
resolver este problema, a Lei 10.520/2002 instituiu2 uma nova modalidade licitatória, o pregão,
com disciplina e procedimentos próprios, destinada à aquisição de bens e serviços comuns.
Inicialmente, deve destacar que a Lei 10.520/2002 é uma lei nacional, aplicável, portanto, à União,
aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios.
Desde já, destaca-se que a Lei 10.520/2002 apresenta regras aplicáveis à modalidade pregão, sem
afastar totalmente as disposições da Lei 8.666/1993. Dessa forma, na realização do pregão, as
normas da Lei 8.666/1993 aplicam-se subsidiariamente (art. 9º), ou seja, nos assuntos não
disciplinados na Lei do Pregão, serão aplicadas as disposições da Lei de Licitações e Contratos.

(TCE-BA/Analista de Controle Externo/2013) O pregão é uma modalidade de licitação não


prevista originalmente na Lei de Licitações e Contratos Administrativos..
Comentário: o pregão não consta na Lei 8.666/1993. Ele surgiu tempos depois, por meio da
Lei 9.472/1997 (Lei Geral das Telecomunicações. Mais tarde, foi disciplinado para a
Administração Federal mediante o Decreto 3.555/2000, passando a ser consolidado como
modalidade licitatória em âmbito nacional a partir da edição da Lei 10.520/2002. Logo, o
pregão é uma modalidade não prevista originalmente na Lei de Licitações e Contratos.
Gabarito: correto.
Com efeito, o art. 1º da Lei 10.520/2002 dispõe que, para aquisição de bens e serviços comuns,
poderá ser adotada a licitação na modalidade de pregão. Ademais, consideram-se bens e serviços
comuns aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos
pelo edital, por meio de especificações usuais no mercado (art. 1º, parágrafo único).

Apesar de a Lei 10.520/2002 facultar a utilização do pregão, na verdade ele é


obrigatório para a Administração Pública federal direta, os fundos especiais, as

1
Carvalho Filho, 2014, p. 308.
2
O primeiro diploma legal a dispor sobre o pregão foi a Lei 9.472/1997 – Lei Geral de Telecomunicações. Posteriormente, o
pregão foi disciplinado para a Administração Federal por meio do Decreto 3.555/2000. Por fim, somente com a edição da Lei
10.520/2002 é que o pregão passou a ser uma modalidade licitatória de âmbito nacional.

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autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de economia


mista e as demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União,
preferencialmente na forma eletrônica, conforme determina o Decreto 5.450/2005
(art. 4º).
De acordo com a mencionada norma, na aquisição de bens e serviços comuns, será
obrigatória a modalidade pregão, sendo preferencial a utilização da sua forma
eletrônica. Nesse caso, somente não se utilizará a forma eletrônica nos casos de
comprovada inviabilidade, a ser justificada pela autoridade competente (Decreto
5.450/2005, art. 4º, § 1º).
Com efeito, o Decreto 5.450/2005 determina também que, nas aquisições por dispensa
de licitação de baixo valor3, para compras e serviços que não sejam de engenharia
(nos termos do art. 24, II, da Lei 8.666/1993), as unidades gestoras integrantes do
Sistema de Serviços Gerais – SISG deverão adotar, preferencialmente, o sistema de
cotação eletrônica, conforme disposto na legislação vigente.
Resumindo, na Administração Federal:
(i) para aquisição de bens ou serviços comuns, deve-se utilizar o pregão eletrônico,
salvo comprovada inviabilidade, devidamente justificada;
(ii) nas dispensas de baixo valor para compras e serviços que não sejam de engenharia,
deverá ser adotado um sistema de cotação eletrônica de preços.

Além disso, na utilização do pregão, não interessa o valor da contratação, mas somente as
características do objeto. Isso significa dizer que se pode utilizar o pregão para qualquer valor de
contratação, desde que o objeto seja de natureza comum. Por exemplo, o pregão pode ser
adotado quando o valor estimado da contratação for R$ 100,00; R$ 100 mil; R$ 10 milhões ou
mais, basta que o objeto seja de natureza comum.

De acordo com o art. 6º do Decreto 5.450/2005, a licitação na modalidade de pregão, na


forma eletrônica, não se aplica às contratações de obras de engenharia, bem como às
locações imobiliárias e alienações em geral.
Note que o Decreto trata apenas de obras de engenharia, locações imobiliárias e
alienações em geral.
Por outro lado, o Decreto 3.555/2000 dispõe que a licitação na modalidade de pregão
não se aplica às contratações de obras e serviços de engenharia, bem como às locações
imobiliárias e alienações em geral.

3
Para as compras e serviços que não sejam de engenharia considera-se baixo valor, como regra, as contratações de até R$ 17,6
mil (Lei 8.666/1993, art. 24, II); este valor será de R$ 35,2 mil tratando-se de consórcios públicos, sociedade de economia mista,
empresa pública e autarquia ou fundação qualificadas, na forma da lei, como agências executivas (art. 24, § 1º).

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Dessa forma, há um aparente conflito, uma vez que o Decreto 5.450/2005 exclui apenas
as obras de engenharia, enquanto o Decreto 3.555/2000 exclui as obras e os serviços de
engenharia.
Contudo, o entendimento atual é de que é possível adotar o pregão para a contratação
de serviços de engenharia comuns. Com efeito, o Tribunal de Contas da União editou a
Súmula 257/2010, dispondo o seguinte: “O uso do pregão nas contratações de serviços
comuns de engenharia encontra amparo na Lei nº 10.520/2002”.
Caso o serviço de engenharia não seja considerado comum, aí não se poderá adotar o
pregão, uma vez que é a modalidade licitatória para aquisição de bens e serviços
comuns.
Dessa forma, podemos concluir com certa segurança que, atualmente, admite-se a
adoção do pregão para a contratação de serviços comuns de engenharia. No entanto,
não é possível adotar tal modalidade para as obras de engenharia, até mesmo porque o
pregão destina-se à aquisição de bens e serviços comuns, ou seja, não é destinado para
obras.

O pregão não pode ser utilizado para contratações de obras de engenharia, locações imobiliárias
e alienações em geral.

(Funpresp/2014) A licitação na modalidade pregão, na forma eletrônica, aplica-se às


contratações de locações imobiliárias e obras de engenharia.
Comentário: a licitação na modalidade pregão não se aplica, na forma eletrônica ou
presencial, às contratações de obras de engenharia, locações imobiliárias e alienações em
geral.
Gabarito: errado.
No pregão, a disputa é realizada por meio de propostas e lances sucessivos em sessão pública.
Dessa forma, os licitantes apresentam uma proposta inicial, mas depois iniciam uma fase em que
poderão oferecer lances sucessivos e decrescentes, até que se chegue à proposta vencedora.
Trata-se, pois, de um procedimento semelhante ao leilão, porém com a diferença de que os lances
são decréscimos.
A propósito, lembra-se, desde já, que o pregão admite exclusivamente o tipo de licitação menor
preço. Dessa forma, os demais tipos de licitação (melhor técnica, técnica e preço e melhor lance ou
oferta) não são admitidos no pregão.

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No pregão, só se admite o critério de julgamento de menor preço.

Além disso, o pregão pode ser realizado na forma presencial ou eletrônica.


No pregão na forma presencial, a sessão pública para a análise dos lances dos concorrentes é
realizada em local previamente determinado, em que os licitantes poderão comparecer para
apresentar as suas ofertas. Assim, o pregoeiro e os licitantes que participarem da fase de lances
encontrar-se-ão frente a frente para a realização da disputa.
Por outro lado, no pregão na forma eletrônica, a fase externa é realizada com o auxílio dos
instrumentos da tecnologia da informação, de tal forma que a sessão pública ocorre pela internet.
As formas presencial e eletrônica não são modalidades distintas de licitação. Nos dois casos, a
modalidade é uma só: o pregão. Contudo, tal modalidade admite duas formas de realização, uma
presencial e a outra eletrônica. A escolha da forma de realização, em tese, compete à autoridade
competente. Porém, cumpre reforçar que, na Administração Federal, o pregão deverá ser
preferencialmente na forma eletrônica, podendo-se adotar a forma presencial apenas quando
demonstrada a inviabilidade daquela.

1.2 ETAPAS

A Lei 10.520/2002 estabelece, de forma detalhada, as etapas do pregão, dividindo-as em fases


preparatória e externa.
Na fase preparatória, são adotados os procedimentos preliminares, como especificação do objeto
e das condições de realização da licitação, orçamentos, designação do pregoeiro e equipe apoio.
Por outro lado, na fase externa, realiza-se a publicação do aviso da licitação, apresentação das
propostas e lances, habilitação, recursos, adjudicação e homologação do certame.

1.2.1 Fase preparatória

Na fase preparatória, a autoridade competente justificará a necessidade de contratação e definirá


o objeto do certame, as exigências de habilitação, os critérios de aceitação das propostas, as
sanções por inadimplemento e as cláusulas do contrato, inclusive com fixação dos prazos para
fornecimento (art. 3º, I). A definição do objeto, ademais, deverá ser precisa, suficiente e clara,
sendo vedadas especificações que, por excessivas, irrelevantes ou desnecessárias, limitem a
competição (art. 3º, II).
Com efeito, dos autos do procedimento constarão a justificativa das definições adotadas, os
indispensáveis elementos técnicos sobre os quais estiverem apoiados, bem como o orçamento,
elaborado pelo órgão ou entidade promotora da licitação, dos bens ou serviços a serem licitados
(art. 3º III).
Ainda na fase preparatória, a autoridade competente designará, entre os servidores do órgão ou
entidade promotora da licitação, o pregoeiro e respectiva equipe de apoio, cuja atribuição inclui,

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entre outras, o recebimento das propostas e lances, a análise de sua aceitabilidade e sua
classificação, bem como a habilitação e a adjudicação do objeto do certame ao licitante vencedor
(art. 3º, IV).
Nesse contexto, é importante apresentarmos algumas peculiaridades quanto ao pregoeiro e a
respectiva equipe de apoio.
Enquanto na Lei 8.666/93 os trabalhos de habilitação e julgamento são realizados por uma
comissão de, no mínimo, três servidores; no pregão os trabalhos são dirigidos por um único
servidor: o pregoeiro.
Não há, na Lei 10.520/2002, uma exigência específica para que o servidor possa ser pregoeiro.
Dessa forma, poderia ser designado qualquer servidor, em regime celetista ou estatutário,
ocupante de cargo efetivo ou em comissão. No âmbito do Ministério da Defesa, o pregoeiro pode
ser um militar (art. 3º, § 2º).
O pregoeiro é auxiliado pela equipe de apoio, mas esta não possui competência decisória, ou seja,
somente o pregoeiro toma as decisões, cabendo à equipe de apoio meramente auxiliá-lo. Um
exemplo seria o caso da realização de um pregão de informática. Nesse caso, o pregoeiro talvez
não entenda muito sobre especificações de computadores, mas poderá receber o apoio de
servidores especializados, formalmente designados para tal. Porém, a decisão final caberá ao
pregoeiro.
A equipe de apoio deverá ser integrada em sua maioria por servidores ocupantes de cargo efetivo
ou emprego da administração, preferencialmente pertencentes ao quadro permanente do órgão
ou entidade promotora do evento (art. 3º, § 1º).

Autoridade competente justifica a contratação, define objeto, habilitação,


critérios, sanções, cláusulas do contrato e prazos de fornecimento;

Definição do objeto deve ser precisa, suficiente e clara, vedadas especificações


irrelevantes, que limitem a competição;
Fase
Deve ser elaborado orçamento, pelo órgão ou entidade promotora da licitação.
preparatória
(art. 3º da Lei Autoridade competente deve designar o pregoeiro e equipe de apoio, cuja
10.520/02)
atribuição inclui, dentre outras:
§ recebimento das propostas e lances,
§ a análise de sua aceitabilidade
§ classificação das propostas/lances, habilitação e a adjudicação do objeto ao
vencedor

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1.2.2 Fase externa

A fase externa inicia-se com a convocação dos interessados, por meio de publicação de aviso em
diário oficial do respectivo ente federado ou, não existindo, em jornal de circulação local, e
facultativamente4, por meios eletrônicos e conforme o vulto da licitação, em jornal de grande
circulação (art. 4º, I), conforme disposto em regulamento.
Do aviso de licitação deve constar a definição do objeto da licitação, a indicação do local, dias e
horários em que poderá ser lida ou obtida a íntegra do edital. Vale lembrar que o aviso é apenas
um resumo que informa que será realizada a licitação e indicará como os interessados poderão ter
acesso ao edital.
O prazo fixado para a apresentação das propostas, contado a partir da publicação do aviso, não
poderá ser inferior a oito dias úteis (art. 4º, V). Nada impede, porém, que a Administração
estabeleça prazos maiores em função da complexidade ou do vulto do objeto.

O prazo entre a publicação do aviso e a apresentação das propostas será de, no mínimo, oito
dias úteis.

No dia, hora e local designados, será realizada sessão pública para recebimento das propostas,
devendo o interessado, ou seu representante, identificar-se e, se for o caso, comprovar a
existência dos necessários poderes para formulação de propostas e para a prática de todos os
demais atos inerentes ao certame (art. 4º, VI).
Após ser aberta a sessão, os interessados ou seus representantes, apresentarão declaração dando
ciência de que cumprem plenamente os requisitos de habilitação e entregarão os envelopes
contendo a indicação do objeto e do preço oferecidos, procedendo-se à sua imediata abertura e à
verificação da conformidade das propostas com os requisitos estabelecidos no instrumento
convocatório.
Depois de abertos os envelopes, o autor da oferta de valor mais baixo (menor preço) e os das
ofertas com preços até 10% (dez por cento) superiores àquela poderão fazer novos lances verbais
e sucessivos, até a proclamação do vencedor. Entretanto, se não existirem pelo menos três
ofertas nessa condição, poderão os autores das melhores propostas, até o máximo de três,
oferecer novos lances verbais e sucessivos, quaisquer que sejam os preços oferecidos.

4
A divulgação em meio eletrônico é obrigatória para a Administração Pública federal, nos termos do art. 17 do Decreto
5.450/2005. Assim, é preciso ficar atento ao enunciado da questão. Caso trate especificamente da Lei 10.520/2002, a divulgação
em meio eletrônico será facultativa; mas se a questão for genérica, será obrigatória a divulgação do aviso do edital na internet,
para a Administração federal, nos termos do Decreto 5.450/2005.
Indo ainda mais longe na discussão, podemos até dizer que a divulgação do edital na internet é obrigatória para todos os entes
da Federação, qualquer que seja a modalidade licitatória, mas agora com fundamento no art. 8º, § 1º, IV, da Lei de Acesso à
Informação (Lei 12.527/2012).

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Exemplo 1: os fornecedores A, B, C e D apresentaram as seguintes propostas: A – $


80,00; B – $ 84,00; C – $ 82,00; D – $ 87,00.
Nesse caso, os quatro fornecedores apresentaram propostas dentro dos 10% superiores
à proposta de menor valor. Isso porque o limite é de 10% acima de $ 80,00, ou seja, $
88,00. Assim, todos poderão ofertar lances.
Exemplo 2: os fornecedores A, B, C e D apresentaram as seguintes propostas: A – $
80,00; B – $ 89,00; C – $ 82,00; e D – $ 100,00.
Agora, somente dois concorrentes apresentaram proposta válida, uma vez que as
propostas de B e D estão acima de 10% do menor preço. Porém, para a fase de lances,
devem existir pelo menos três concorrentes. Assim, a Lei permite que sejam convocados
até três concorrentes, ainda que as propostas estejam acima dos 10%. Dessa forma, A, B
e C participariam da fase de lances.

Concluída a fase de lances, o pregoeiro examinará, quanto ao objeto e valor, a proposta


classificada em primeiro lugar, decidindo motivadamente a respeito da sua aceitabilidade,
podendo ainda negociar diretamente com o proponente para que seja obtido preço melhor (art.
4º, XI e XVII).
Após encerrada a etapa competitiva e ordenadas as ofertas, o pregoeiro procederá à abertura do
invólucro contendo os documentos de habilitação do licitante que apresentou a melhor proposta,
para verificação do atendimento das condições fixadas no edital (art. 4º, XII).
Dessa forma, no pregão, a habilitação ocorre após a análise das propostas. Logo, em relação ao rito
previsto na Lei 8.666/1993, a Lei do Pregão faz uma “inversão” das fases de julgamento e
habilitação.

Lei Habilitação Julgamento


8.666/1993

Lei 10.520 Julgamento Habilitação


(pregão)

Essa inversão constitui uma das principais vantagens do pregão, pois torna o processo licitatório
mais célere. No lugar de analisar a habilitação de todos os licitantes, faz-se a análise da habilitação
somente do primeiro colocado e dos classificados subsequentes, no caso de inabilitação daquele.
Dessa forma, diminui-se o tempo de análise da habilitação e ainda a quantidade de recursos
administrativos a serem analisados.

Direito Administrativo p/ TRF 4ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária) - Pós-Edital 8


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Na habilitação, será verificado se o licitante está em situação regular perante a Fazenda Nacional, a
Seguridade Social e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS, e as Fazendas Estaduais e
Municipais, quando for o caso, com a comprovação de que atende às exigências do edital quanto à
habilitação jurídica e qualificações técnica e econômico-financeira (art. 4º, XIII).
No entanto, os licitantes poderão deixar de apresentar os documentos de habilitação que já
constem do Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores – Sicaf e sistemas semelhantes
mantidos por Estados, Distrito Federal ou Municípios, assegurado aos demais licitantes o direito de
acesso aos dados nele constantes (art. 4º, XIV).
Verificado o atendimento das exigências fixadas no edital, o licitante será declarado vencedor (art.
4º, XV).
Contudo, se a oferta não for aceitável ou se o licitante desatender às exigências habilitatórias, o
pregoeiro examinará as ofertas subsequentes e a qualificação dos licitantes, na ordem de
classificação, e assim sucessivamente, até a apuração de uma que atenda ao edital, sendo o
respectivo licitante declarado vencedor. Assim, se o primeiro colocado for desclassificado ou
inabilitado, será convocado o segundo colocado e assim sucessivamente até que se encontre uma
proposta aceitável com um licitante habilitado (art. 4º, XVI). Nesse caso, também é permitido ao
pregoeiro negociar com o proponente para que seja obtido preço melhor.
Declarado o vencedor, os licitantes que desejarem recorrer devem manifestar imediata e
motivadamente a intenção de recorrer. A partir daí eles terão o prazo de três dias para
apresentação das razões do recurso, ficando os demais licitantes desde logo intimados para
apresentar contrarrazões em igual número de dias, que começarão a correr do término do prazo
do recorrente, assegurando a todos vista imediata dos autos (art. 4º, XVIII).
Em resumo, ainda durante a sessão, quem for recorrer deve manifestar que tem essa intenção. Se
fizer isso, terá o prazo de três dias para apresentar o recurso. Se não manifestar a intenção de
recorrer, imediata e motivadamente, ocorrerá a decadência do direito de recurso e, por
conseguinte, o objeto da licitação será adjudicado pelo pregoeiro ao vencedor (art. 4º, XX).
É importante destacar que a fase recursal do pregão é única (una), ou seja, só há um momento em
que é possível a apresentação de recurso, que ocorre após a declaração do vencedor. Nesse
momento, os licitantes deverão manifestar o inconformismo com qualquer ato do pregoeiro,
desde o credenciamento até a declaração final do vencedor.
Uma vez decididos os recursos, a autoridade competente fará a adjudicação do objeto da licitação
ao licitante vencedor (art. 4º, XXI). Portanto, se não houver recurso, o próprio pregoeiro procede a
adjudicação; porém, se houver recurso, tal competência será desempenhada pela autoridade
competente.
Com efeito, o acolhimento de recurso importará a invalidação apenas dos atos insuscetíveis de
aproveitamento (art. 4º, XIX).
Após a adjudicação (realizada pelo pregoeiro, se não houver recursos; ou pela autoridade
competente, se houver recursos), a autoridade competente procederá a homologação da licitação,
situação em que o licitante vencedor estará apto para assinar o contrato, no prazo definido em
edital.

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Portanto, temos uma segunda inversão, no pregão, em relação ao rito das modalidades previstas
na Lei 8.666/1993. No pregão, a adjudicação ocorre antes da homologação.

Lei Homologação Adjudicação


8.666/1993

Lei 10.520 Adjudicação Homologação


(pregão)

De acordo com a Lei 10.520/2002, as propostas possuem um prazo de validade de sessenta dias,
se outro não estiver fixado no edital (art. 6º). Logo, no pregão, o edital poderá estabelecer um
prazo diferente. Nesse ponto, também há uma diferença em relação ao procedimento constante
na Lei 8.666/1993, que fixa o prazo de sessenta dias, sem deixar brecha para o edital dispor de
forma diferente (Lei 8.666/1993, art. 64, § 3º).
Se o licitante vencedor, convocado dentro do prazo de validade da sua proposta, não celebrar o
contrato, o pregoeiro examinará as ofertas subsequentes e a qualificação dos licitantes, na ordem
de classificação, e assim sucessivamente, até encontrar o licitante que venha a assinar o contrato
(art. 4º, XXIII). Note que, nesse caso, distintamente do que prevê a Lei 8.666/1993, será
considerada a proposta do novo licitante convocado, e não a do primeiro colocado.
Por exemplo: o primeiro colocado apresentou uma proposta de
R$ 100,00, enquanto o segundo propôs R$ 105,00. Contudo, o primeiro colocado não compareceu
para assinar o contrato, ou a sua oferta não foi aceitável ou, ainda, o licitante desatendeu às
exigências habilitatórias; nesse caso, será convocado o segundo colocado, para se analisar a sua
oferta e qualificação, considerando a proposta de R$ 105,00.
Com isso, encerramos o procedimento do pregão, nos termos da Lei 10.520/2002.
Vejamos uma questão de fixação!

(TRT-23º Região/AJAA/2016) No curso do pregão, o autor da oferta de valor mais baixo e os


das ofertas com preços até dez por cento superiores àquela poderão fazer novos lances
verbais e sucessivos, até a proclamação do vencedor. Nos termos da Lei n° 10.520/2002, NÃO
havendo pelo menos três ofertas nas condições narradas poderão os autores das melhores
propostas, até o máximo de cinco, oferecer novos lances verbais e sucessivos, devendo os
preços, obrigatoriamente, circundarem em torno de limite máximo fixado pelo pregoeiro.
Comentário: no pregão, após a abertura das propostas, ocorrerá uma etapa de lances,
verbais e sucessivos, apresentados até a proclamação do vencedor. Para participar da etapa

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de lances, a Lei 10.520/2002 dispõe que serão convocados o licitante que apresentar a
proposta de valor mais baixo e os ofertantes das propostas de preços até 10% superiores
àquela. Contudo, não existindo ao menos três ofertas nessas condições, poderão participar
da etapa de lances os autores das melhores propostas, até o máximo de três, quaisquer que
sejam os preços oferecidos (Lei 10.520/2002, art. 4º, VIII e IX). Logo, o item está incorreto.
Gabarito: errada.

1.3 VEDAÇÕES

No pregão, são vedadas as seguintes exigências (art. 5º):


§ garantia de proposta – note que a vedação abrange apenas a garantia de proposta, que é
aquela prevista na Lei 8.666/1993 para qualificação econômico-financeira, limitada a 1% nas
demais modalidades – essa não pode ser exigida no pregão; por outro lado, a garantia
contratual (Lei 8.666/1993, art. 56) poderá ser exigida;
§ aquisição do edital pelos licitantes, como condição para participação no certame; e
§ pagamento de taxas e emolumentos, salvo os referentes a (i) fornecimento do edital, que
não serão superiores ao custo de sua reprodução gráfica, e (ii) aos custos de utilização de
recursos de tecnologia da informação, quando for o caso.
Vamos reforçar a questão da garantia. A vedação abrange a garantia de proposta, ou seja, não é
possível exigir garantia de proposta no pregão. Por outro lado, a garantia contratual pode ser
exigida, na forma constante no art. 56 da Lei 8.666/1993.

Garantia de proposta

Exigências Aquisição do edital


vedadas no como condição de
pregão participação
Fonecimento do
edital
Pagamento de taxas
Salvo
e emolumentos
Custos de
utilização de
recursos de TI

1.4 INFRAÇÕES

O art. 7º da Lei 10.520/2002 estabelece uma série de infrações administrativas que ensejarão a
aplicação da pena de impedimento de licitar e contratar com a União, Estados, Distrito Federal ou
Municípios (a pena é restrita ao âmbito do ente que a aplicar), bem como ensejarão o
descredenciado no Sicaf, ou nos sistemas de cadastramento de fornecedores, pelo prazo de até 5

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(cinco) anos, sem prejuízo das multas previstas em edital e no contrato e das demais cominações
legais.
As infrações são as seguintes:
§ convocado dentro do prazo de validade da sua proposta, não celebrar o contrato;
§ deixar de entregar ou apresentar documentação falsa exigida para o certame;
§ ensejar o retardamento da execução de seu objeto;
§ não mantiver a proposta;
§ falhar ou fraudar na execução do contrato;
§ comportar-se de modo inidôneo; ou
§ cometer fraude fiscal.

1.5 OUTROS ASSUNTOS

Os atos essenciais do pregão, inclusive os decorrentes de meios eletrônicos, serão documentados


no processo respectivo, com vistas à aferição de sua regularidade pelos agentes de controle (art.
8º). Portanto, independentemente da forma adotada, deverá ocorrer a documentação dos atos
realizados no processo, de forma que a sociedade e os órgãos de controle possam verificar se tudo
ocorreu dentro da legalidade.
Outro ponto muito relevante é que o pregão poderá ser adotado nas compras e contratações de
bens e serviços comuns quando efetuadas pelo sistema de registro de preços – SRP. Portanto, no
SRP, previsto no art. 15 da Lei 8.666/1993, é possível adotar a concorrência ou o pregão (neste
último caso quando tratar-se de bens e serviços comuns).

O pregão pode ser utilizado nas compras e contratações de bens e serviços comuns efetuados
pelo sistema de registro de preços.

Por fim, a Lei 10.520/2002 realizou alterações na Lei 10.191/2001, permitindo-se a adoção
do pregão em licitações da área da saúde. Acredite, tal assunto já apareceu em provas de
concurso, motivo pelo qual vamos transcrever as alterações realizadas pelo art. 12 da Lei
10.520/2002:
Art. 12. A Lei nº 10.191, de 14 de fevereiro de 2001, passa a vigorar acrescida do seguinte
artigo:
“Art. 2-A. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão adotar, nas licitações
de registro de preços destinadas à aquisição de bens e serviços comuns da área da
saúde, a modalidade do pregão, inclusive por meio eletrônico, observando-se o seguinte:
I - são considerados bens e serviços comuns da área da saúde, aqueles necessários ao
atendimento dos órgãos que integram o Sistema Único de Saúde, cujos padrões de desempenho
e qualidade possam ser objetivamente definidos no edital, por meio de especificações usuais do
mercado.

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II - quando o quantitativo total estimado para a contratação ou fornecimento não puder ser
atendido pelo licitante vencedor, admitir-se-á a convocação de tantos licitantes quantos forem
necessários para o atingimento da totalidade do quantitativo, respeitada a ordem de classificação,
desde que os referidos licitantes aceitem praticar o mesmo preço da proposta vencedora.
III - na impossibilidade do atendimento ao disposto no inciso II, excepcionalmente, poderão ser
registrados outros preços diferentes da proposta vencedora, desde que se trate de objetos de
qualidade ou desempenho superior, devidamente justificada e comprovada a vantagem, e que as
ofertas sejam em valor inferior ao limite máximo admitido.”

Portanto, as alterações tratam da aplicação do pregão nas licitações da área da saúde, sobretudo
por meio do sistema de registro de preços. O tópico não acrescenta muito conteúdo, mas a leitura
é importante para eventuais questões literais.

2 REGIME DIFERENCIADO DE CONTRATAÇÃO PÚBLICA

2.1 NOÇÕES PRELIMINARES

O Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC) foi instituído pela Medida Provisória
527/2011, que foi convertida na Lei 12.462, de 4 de agosto de 2011. O RDC é aplicável
exclusivamente às licitações e contratos necessários à realização (art. 1º):
a) dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, constantes da Carteira de Projetos Olímpicos a
ser definida pela Autoridade Pública Olímpica (APO);
b) da Copa das Confederações da Federação Internacional de Futebol Associação - Fifa 2013 e
da Copa do Mundo Fifa 2014, definidos pelo Grupo Executivo - Gecopa 2014 do Comitê
Gestor instituído para definir, aprovar e supervisionar as ações previstas no Plano Estratégico
das Ações do Governo Brasileiro para a realização da Copa do Mundo Fifa 2014 - CGCOPA
2014, restringindo-se, no caso de obras públicas, às constantes da matriz de
responsabilidades celebrada entre a União, Estados, Distrito Federal e Municípios;
c) de obras de infraestrutura e de contratação de serviços para os aeroportos das capitais dos
Estados da Federação distantes até 350 km (trezentos e cinquenta quilômetros) das cidades
sedes dos mundiais referidos acima;
d) das ações integrantes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC);
e) das obras e serviços de engenharia no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS;
f) das obras e serviços de engenharia para construção, ampliação e reforma e administração de
estabelecimentos penais e de unidades de atendimento socioeducativo;
g) das ações no âmbito da segurança pública;
h) das obras e serviços de engenharia, relacionadas a melhorias na mobilidade urbana ou
ampliação de infraestrutura logística; e

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i) dos contratos de locação de bens móveis e imóveis, nos quais o locador realiza prévia
aquisição, construção ou reforma substancial, com ou sem aparelhamento de bens;5
j) das ações em órgãos e entidades dedicados à ciência, à tecnologia e à inovação;
k) licitações e contratos necessários à realização de obras e serviços de engenharia no âmbito
dos sistemas públicos de ensino e de pesquisa, ciência e tecnologia (art. 1º, § 3º).
Das situações enumeradas acima, apenas as três primeiras constavam inicialmente. Os demais
casos foram sendo acrescentados posteriormente. Assim, atualmente o RDC é uma lei nacional,
pois é aplicável a todos os entes da Federação. Contudo, no momento em que foi instituído, ele
era reservado às cidades que realizariam os Jogos Olímpicos, Copa do Mundo e a Copa das
Confederações (incluindo os aeroportos distantes até 350 km dessas cidades).
Os objetivos do RDC são (art. 1º, § 1º):
a) ampliar a eficiência nas contratações públicas e a competitividade entre os licitantes;
b) promover a troca de experiências e tecnologias em busca da melhor relação entre custos e
benefícios para o setor público;
c) incentivar a inovação tecnológica; e
d) assegurar tratamento isonômico entre os licitantes e a seleção da proposta mais vantajosa
para a administração pública.
Vejam, portanto, que o RDC tem como objetivo aumentar a eficiência nas contratações. Isso
porque ele é considerado um procedimento mais célere que o previsto na Lei 8.666/1993. Tanto é
assim que, aos poucos, estão sendo incluídas outras situações para a utilização do RDC.
Quando foi implementado, o Regime possuía um caráter temporário, uma vez que terminaria com
os Jogos Olímpicos. Contudo, os novos casos, a exemplo do SUS, são indeterminados, fazendo com
que a norma se estenda indefinitivamente e alcance os demais entes federados.
De acordo com o § 1º do art. 2º do RDC, a opção pelo RDC deverá constar de forma expressa do
instrumento convocatório e resultará no afastamento das normas contidas na Lei no 8.666, de 21
de junho de 1993, exceto nos casos expressamente previstos na própria Lei do RDC.
Ademais, as licitações e contratações realizadas em conformidade com o RDC deverão observar os
princípios da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da
eficiência, da probidade administrativa, da economicidade, do desenvolvimento nacional
sustentável, da vinculação ao instrumento convocatório e do julgamento objetivo (art. 3º).

5
O art. 47-A da Lei 12.462/2011 (Lei do RDC), cuja redação foi incluída pela Lei 13.190/2015, estabelece que “A administração
pública poderá firmar contratos de locação de bens móveis e imóveis, nos quais o locador realiza prévia aquisição, construção
ou reforma substancial, com ou sem aparelhamento de bens, por si mesmo ou por terceiros, do bem especificado pela
administração”.
Nesse caso, a contratação sujeitar-se-á à mesma disciplina de dispensa e inexigibilidade de licitação aplicável às locações
comuns. Além disso, a contratação poderá prever a reversão dos bens à administração pública ao final da locação, desde que
estabelecida no contrato. Por fim, o valor dessa locação não poderá exceder, ao mês, 1% (um por cento) do valor do bem locado
(art. 47-A, §§ 1º, 2º e 3º).

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Percebam que os princípios enumerados acima são muito semelhantes àqueles previstos na Lei
8.666/1993 (art. 3º). A diferença consta basicamente na inclusão dos princípios da eficiência e da
economicidade, que constam apenas implicitamente na Lei de Licitações.
Além disso, o RDC deve observar algumas diretrizes, são elas (art. 4º):
ü padronização do objeto da contratação relativamente às especificações técnicas e de
desempenho e, quando for o caso, às condições de manutenção, assistência técnica e de
garantia oferecidas;
ü padronização de instrumentos convocatórios e minutas de contratos, previamente
aprovados pelo órgão jurídico competente;
ü busca da maior vantagem para a administração pública, considerando custos e benefícios,
diretos e indiretos, de natureza econômica, social ou ambiental, inclusive os relativos à
manutenção, ao desfazimento de bens e resíduos, ao índice de depreciação econômica e a
outros fatores de igual relevância;
ü condições de aquisição, de seguros, de garantias e de pagamento compatíveis com as
condições do setor privado, inclusive mediante pagamento de remuneração variável
conforme desempenho;
ü utilização, sempre que possível, nas planilhas de custos constantes das propostas oferecidas
pelos licitantes, de mão de obra, materiais, tecnologias e matérias-primas existentes no
local da execução, conservação e operação do bem, serviço ou obra, desde que não se
produzam prejuízos à eficiência na execução do respectivo objeto e que seja respeitado o
limite do orçamento estimado para a contratação;
ü parcelamento do objeto, visando à ampla participação de licitantes, sem perda de economia
de escala;
ü ampla publicidade, em sítio eletrônico, de todas as fases e procedimentos do processo de
licitação, assim como dos contratos, respeitando-se, todavia, as regras sobre o sigilo do
orçamento, que serão estudadas adiante.
O parcelamento do objeto, que deve ser aplicado sempre que for possível e não houver perda de
economia de escala, é um instrumento que permite que o objeto seja dividido em partes,
permitindo que empresas de menor porte tenham condições de participar da licitação.
A legislação exige também que as contratações realizadas com base no RDC devem respeitar,
especialmente, as normas relativas à (art. 4º, §1º): (i) disposição final ambientalmente adequada
dos resíduos sólidos gerados pelas obras contratadas; (ii) mitigação por condicionantes e
compensação ambiental, que serão definidas no procedimento de licenciamento ambiental; (iii)
utilização de produtos, equipamentos e serviços que, comprovadamente, reduzam o consumo de
energia e recursos naturais; (iv) avaliação de impactos de vizinhança, na forma da legislação
urbanística; (v) proteção do patrimônio cultural, histórico, arqueológico e imaterial, inclusive por
meio da avaliação do impacto direto ou indireto causado pelas obras contratadas; e (vi)
acessibilidade para o uso por pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.
Portanto, há grande preocupação com questões ambientais, acessibilidade e proteção do
patrimônio cultural, histórico, arqueológico e imaterial. Nesse último aspecto, dispõe o § 2º do art.

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4º que o impacto negativo sobre os bens do patrimônio cultural, histórico, arqueológico e imaterial
tombados deverá ser compensado por meio de medidas determinadas pela autoridade
responsável, na forma da legislação aplicável.

2.2 REGRAS APLICÁVEIS ÀS LICITAÇÕES NO ÂMBITO DO RDC

2.2.1 Objeto da licitação

O objeto da licitação deverá ser definido de forma clara e precisa no instrumento convocatório,
vedadas especificações excessivas, irrelevantes ou desnecessárias (art. 5º).
Prosseguindo, o art. 6º apresenta uma importante diferença em relação à Lei de Licitações e
Contratos. Segundo o dispositivo, o orçamento previamente estimado para a contratação será
tornado público apenas e imediatamente após o encerramento da licitação, sem prejuízo da
divulgação do detalhamento dos quantitativos e das demais informações necessárias para a
elaboração das propostas. Com efeito, se não constar do instrumento convocatório, o orçamento
estimativo possuirá caráter sigiloso e será disponibilizado estrita e permanentemente aos órgãos
de controle externo e interno (art. 6º, §3º).
Percebam, dessa forma, que os orçamentos estimativos, no RDC, são sigilosos, só podendo ser
disponibilizados aos órgãos de controle interno (CGU, por exemplo) ou externo (TCU, MPU, etc.).

O Tribunal de Contas da União flexibilizou a regra prevista no art. 6º do RDC, que


determina que a divulgação do orçamento sigiloso se dará apenas após o encerramento
da licitação. Para a Corte de Contas, não ocorre quebra de sigilo do orçamento quando
de sua divulgação na fase de negociação, antes, portanto, do encerramento do
certame6.

Além disso, nas hipóteses em que for adotado o critério de julgamento por maior desconto, o
orçamento estimativo constará do instrumento convocatório (art. 6º, § 1º), ou seja, não será
sigiloso. Por fim, no caso de julgamento por melhor técnica, o valor do prêmio ou da remuneração
será incluído no instrumento convocatório (art. 6º, § 2º).
Outra importante diferença é que, na aquisição de bens, o RDC permite a indicação de marca ou
modelo, desde que formalmente justificado nas seguintes hipóteses (art. 7º, I):
a) em decorrência da necessidade de padronização do objeto;
b) quando determinada marca ou modelo comercializado por mais de um fornecedor for a
única capaz de atender às necessidades da entidade contratante; ou

6
Acórdão 306/2013 (TC nº 039.089/2012-6).

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c) quando a descrição do objeto a ser licitado puder ser melhor compreendida pela
identificação de determinada marca ou modelo aptos a servir como referência, situação em
que será obrigatório o acréscimo da expressão “ou similar ou de melhor qualidade”.

No RDC, é possível a indicação de marca, em situações específicas e devidamente justificadas.

Além da indicação de marca ou modelo, a Lei também permite que (art. 7º, II, III e IV):
a) seja exigida a apresentação de amostra do bem no procedimento de pré-qualificação, na
fase de julgamento das propostas ou de lances, desde que justificada a necessidade da sua
apresentação;
b) seja solicitada a certificação da qualidade do produto ou do processo de fabricação,
inclusive sob o aspecto ambiental, por qualquer instituição oficial competente ou por
entidade credenciada; e
c) seja solicitada, motivadamente, carta de solidariedade emitida pelo fabricante, que assegure
a execução do contrato, no caso de licitante revendedor ou distribuidor.
Percebam que essas medidas são formas que podem ser utilizadas para garantir a qualidade do
objeto contratado.

2.2.2 Regimes de execução

Enquanto a Lei 8.666/1993 permitia, para a execução indireta, apenas os regimes de empreitada
por preço global, empreitada por preço unitário, tarefa e empreitada integral; o RDC possui os
seguintes regimes:
Art. 8o Na execução indireta de obras e serviços de engenharia, são admitidos os seguintes
regimes:
I - empreitada por preço unitário;
II - empreitada por preço global;
III - contratação por tarefa;
IV - empreitada integral; ou
V - contratação integrada.
§ 1o Nas licitações e contratações de obras e serviços de engenharia serão adotados,
preferencialmente, os regimes discriminados nos incisos II, IV e V do caput deste artigo.
§ 2o No caso de inviabilidade da aplicação do disposto no § 1o deste artigo, poderá ser adotado
outro regime previsto no caput deste artigo, hipótese em que serão inseridos nos autos do
procedimento os motivos que justificaram a exceção. [...]
§ 5o Nas licitações para a contratação de obras e serviços, com exceção daquelas onde for
adotado o regime previsto no inciso V do caput deste artigo, deverá haver projeto básico
aprovado pela autoridade competente, disponível para exame dos interessados em participar do
processo licitatório. [...]
§ 7o É vedada a realização, sem projeto executivo, de obras e serviços de engenharia para cuja
concretização tenha sido utilizado o RDC, qualquer que seja o regime adotado.

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Os regimes de empreitada por preço global, empreitada integral e contratação integrada devem
receber preferência nas licitações para obras e serviços de engenharia. Ademais, vejam que a
contratação integrada é justamente a novidade do RDC.
Nessa linha, a contratação integrada poderá ser adotada nas obras e serviços de engenharia, no
âmbito do RDC, desde que técnica e economicamente justificada e cujo objeto envolva, pelo
menos, uma das seguintes condições (art. 9º):
a) inovação tecnológica ou técnica;
b) possibilidade de execução com diferentes metodologias; ou
c) possibilidade de execução com tecnologias de domínio restrito no mercado.
A contratação integrada compreende a elaboração e o desenvolvimento dos projetos básico e
executivo, a execução de obras e serviços de engenharia, a montagem, a realização de testes, a
pré-operação e todas as demais operações necessárias e suficientes para a entrega final do objeto
(art. 9º, § 1º).
Assim, o contratado será responsável por praticamente tudo na execução do projeto. No
instrumento licitatório, constará um anteprojeto de engenharia, que contemplará os documentos
técnicos destinados a possibilitar a caracterização da obra ou serviço, incluindo (art. 9º, § 2º, I): (a)
a demonstração e a justificativa do programa de necessidades, a visão global dos investimentos e
as definições quanto ao nível de serviço desejado; (b) as condições de solidez, segurança,
durabilidade e prazo de entrega; (c) a estética do projeto arquitetônico; e (d) os parâmetros de
adequação ao interesse público, à economia na utilização, à facilidade na execução, aos impactos
ambientais e à acessibilidade.
No caso da contratação integrada, o valor estimado da contratação será calculado com base nos
valores praticados pelo mercado, nos valores pagos pela administração pública em serviços e
obras similares ou na avaliação do custo global da obra, aferida mediante orçamento sintético ou
metodologia expedita ou paramétrica (art. 9º, § 2º, II).
Ademais, nas hipóteses em que for adotada a contratação integrada, é vedada a celebração de
termos aditivos aos contratos firmados, exceto nas seguintes situações (art. 9º, § 4º):
a) para recomposição do equilíbrio econômico-financeiro decorrente de caso fortuito ou força
maior; e
b) por necessidade de alteração do projeto ou das especificações para melhor adequação
técnica aos objetivos da contratação, a pedido da administração pública, desde que não
decorrentes de erros ou omissões por parte do contratado, observados os limites previstos
no §1º do art. 65 da Lei 8.666/19937.
Essa vedação sobre a celebração de aditivos, ressalvadas as hipóteses específicas previstas na Lei,
trouxe para o cenário a discussão em relação aos riscos do projeto, que basicamente foram

7
Art. 65. [...] § 1º O contratado fica obrigado a aceitar, nas mesmas condições contratuais, os acréscimos ou supressões que se
fizerem nas obras, serviços ou compras, até 25% (vinte e cinco por cento) do valor inicial atualizado do contrato, e, no caso
particular de reforma de edifício ou de equipamento, até o limite de 50% (cinqüenta por cento) para os seus acréscimos.

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transferidos para a contratada. Como consequência disso, a Lei 13.190/2015 incluiu o § 5º no art.
9º da Lei do RDC, dispondo o seguinte:
§ 5º Se o anteprojeto contemplar matriz de alocação de riscos entre a administração pública e
o contratado, o valor estimado da contratação poderá considerar taxa de risco compatível
com o objeto da licitação e as contingências atribuídas ao contratado, de acordo com metodologia
predefinida pela entidade contratante.

Nesse caso, o dispositivo autorizou a inclusão, no valor do contrato, de uma taxa de risco, que
deverá ser compatível com o objeto da licitação e com as contingências que o contratado terá em
virtude de riscos assumidos.
Mais uma novidade importante do RDC é a possibilidade de estabelecer, na contratação de obras e
serviços, inclusive de engenharia, remuneração variável vinculada ao desempenho da contratada,
com base em metas, padrões de qualidade, critérios de sustentabilidade ambiental e prazo de
entrega definidos no instrumento convocatório e no contrato (art. 10). Porém, a utilização da
remuneração variável deverá ser motivada e respeitará o limite orçamentário fixado pela
administração pública para a contratação (art. 10, parágrafo único).
Além disso, é possível contratar mais de uma empresa ou instituição para executar o mesmo
serviço, desde que não implique perda de economia de escala e não se trate de serviços de
engenharia (art. 11, caput e § 2º). Nesse caso, a contratação de mais de uma empresa deverá ser
motivada e só poderá ser adotada quando o objeto da contratação puder ser executado de forma
concorrente e simultânea por mais de um contratado; ou a múltipla execução for conveniente para
atender à administração pública. Nessas hipóteses, a administração pública deverá manter o
controle individualizado da execução do objeto contratual relativamente a cada uma das
contratadas.

2.3 PROCEDIMENTO LICITATÓRIO E SUAS FASES

O procedimento de licitação do RDC observará as seguintes fases, nesta ordem (art. 12):
I - preparatória;
II - publicação do instrumento convocatório;
III - apresentação de propostas ou lances;
IV - julgamento;
V - habilitação;
VI - recursal; e
VII - encerramento.

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Publicação do Apresentação
Preparatória instrumento de propostas ou
convocatório lances

Julgamento Habilitação Recursal

Encerramento

A fase de habilitação poderá, mediante ato motivado, anteceder as fases de apresentação


de propostas ou lances e de julgamento, desde que expressamente previsto no instrumento
convocatório (art. 12, parágrafo único).
Percebam que a licitação se inicia antes mesmo da publicação do instrumento convocatório. A
preparação é a fase interna da licitação, que é o momento em que será feito o planejamento do
certame.
Prosseguindo, o art. 13 do RDC estabelece que as licitações deverão ser realizadas
preferencialmente sob a forma eletrônica, admitida a presencial. Assim, caso seja adotado o
procedimento eletrônico, a administração pública poderá determinar, como condição de validade
e eficácia, que os licitantes pratiquem seus atos em formato eletrônico.
Concluída a fase interna da licitação, deve ocorrer a publicação do instrumento convocatório, que
representa o início da fase externa. Os prazos mínimos entre a publicação do instrumento
convocatório e a data de apresentação das propostas são os seguintes (art. 15):
ü para aquisição de bens:
o 5 (cinco) dias úteis, quando adotados os critérios de julgamento pelo menor preço ou
pelo maior desconto; e
o 10 (dez) dias úteis, nas demais hipóteses;
ü para a contratação de serviços e obras:
o 15 (quinze) dias úteis, quando adotados os critérios de julgamento pelo menor preço ou
pelo maior desconto; e
o 30 (trinta) dias úteis, nas demais hipóteses;
ü licitações em que se adote o critério de julgamento pela maior oferta: 10 (dez) dias úteis; e
ü licitações em que se adote o critério de julgamento pela melhor combinação de técnica e
preço, pela melhor técnica ou em razão do conteúdo artístico: 30 (trinta) dias úteis.

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A publicidade do instrumento convocatório, sem prejuízo da faculdade de divulgação direta aos


fornecedores, cadastrados ou não, será realizada mediante (art. 15, § 1º):
a) publicação de extrato do edital no Diário Oficial da União, do Estado, do Distrito Federal ou
do Município, ou, no caso de consórcio público, do ente de maior nível entre eles, sem
prejuízo da possibilidade de publicação de extrato em jornal diário de grande circulação; e
b) divulgação em sítio eletrônico oficial centralizado de divulgação de licitações ou mantido
pelo ente encarregado do procedimento licitatório na rede mundial de computadores.
Portanto, de acordo com a Lei, em regra, o procedimento deve ser divulgado em Diário Oficial e
em sítio eletrônico na internet; e, facultativamente, poderá ser divulgado diretamente aos
fornecedores e em jornal diário de grande circulação.
Porém, no caso de licitações cujo valor não ultrapasse R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais)
para obras ou R$ 80.000,00 (oitenta mil reais) para bens e serviços, inclusive de engenharia, é
dispensada a publicação prevista na letra “a” acima (Diário Oficial) – art. 15, § 2º. Nesse caso,
quando houver parcelamento do objeto, deverá ser considerado o valor total da contratação (art.
15, § 3º).
Por fim, as eventuais modificações no instrumento convocatório serão divulgadas nos mesmos
prazos dos atos e procedimentos originais, exceto quando a alteração não comprometer a
formulação das propostas (art. 15, § 4º).

Após a publicação, vem a terceira fase que é a apresentação de propostas ou lances. Nessa etapa,
a Lei permitiu dois modos de disputa (arts. 16 e 17):
ü aberto: ocorre a apresentação dos lances, que podem ser crescentes ou decrescentes,
conforme o critério de julgamento;
ü fechado: ocorre a apresentação de propostas, que serão sigilosas até a data e hora
designadas para que sejam divulgadas.
Assim, o sistema aberto é semelhante ao pregão, em que os licitantes poderão apresentar lances
durante a sessão pública. A diferença é que, no RDC, também se admite a formulação de lances
crescentes, particularmente nos critérios de julgamento em que é interessante para a
Administração receber uma receita pela exploração do contrato, como nas licitações cujo critério
de julgamento é o maior lance ou oferta.
Por outro lado, no sistema fechado, o procedimento é semelhante às modalidades comuns
previstas na Lei 8.666/1993, em que o vencedor é aquele que apresenta a melhor proposta.
Nas licitações de obras ou serviços de engenharia, após o julgamento das propostas, o licitante
vencedor deverá reelaborar e apresentar à administração pública, por meio eletrônico, as planilhas
com indicação dos quantitativos e dos custos unitários, bem como do detalhamento das
Bonificações e Despesas Indiretas (BDI) e dos Encargos Sociais (ES), com os respectivos valores
adequados ao lance vencedor (art. 17, III).

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Além disso, o RDC admite a apresentação de lances intermediários, durante a disputa aberta, na
forma prevista em regulamento (art. 17, § 1º, I). Nessa linha, consideram-se intermediários os
lances: (a) iguais ou inferiores ao maior já ofertado, quando adotado o julgamento pelo critério da
maior oferta; ou (b) iguais ou superiores ao menor já ofertado, quando adotados os demais
critérios de julgamento.
O ponto interessante dos lances intermediários é que, quando eles forem admitidos, os licitantes
não precisam, necessariamente, cobrir o melhor lance ofertado até então. Pelo contrário, eles
podem oferecer lances intermediários, que podem ser iguais ou piores do que o melhor ofertado
até o momento. Assim, um licitante pode oferecer um lance que o coloque em uma classificação
melhor, não sendo necessariamente o primeiro colocado.
Ademais, o instrumento convocatório poderá estabelecer intervalo mínimo de diferença de
valores entre os lances, que incidirá tanto em relação aos lances intermediários quanto em relação
à proposta que cobrir a melhor oferta (RRDC, art. 18, parágrafo único).
Além disso, admite-se, no RDC, o reinício da disputa aberta, após a definição da melhor proposta e
para a definição das demais colocações, sempre que existir uma diferença de pelo menos dez por
cento entre o melhor lance e o do licitante subsequente.
A quarta fase, por sua vez, é o julgamento. O julgamento é uma das atribuições da comissão de
licitação, devendo ocorrer conforme os critérios de julgamento previstos no art. 18 do RDC.
Ainda sobre o julgamento, os critérios de julgamento são os seguintes: (i) menor preço ou maior
desconto; (ii) técnica e preço; (iii) melhor técnica ou conteúdo artístico; (iv) maior oferta de preço;
ou (v) maior retorno econômico.
Vejamos as regras sobre cada critério de julgamento:
a) menor preço ou maior desconto:
Considerará o menor dispêndio para a administração pública, atendidos os parâmetros mínimos de
qualidade definidos no instrumento convocatório (art. 19). Em síntese, a administração deve pagar
menos pelo objeto.
Ademais, os custos indiretos, relacionados com as despesas de manutenção, utilização, reposição,
depreciação e impacto ambiental, entre outros fatores, poderão ser considerados para a definição
do menor dispêndio, sempre que objetivamente mensuráveis, conforme dispuser o regulamento
(art. 19, § 1º).
O julgamento por maior desconto terá como referência o preço global fixado no instrumento
convocatório, sendo o desconto estendido aos eventuais termos aditivos (art. 19, § 2º). Além disso,
no caso de obras ou serviços de engenharia, o percentual de desconto apresentado pelos licitantes
deverá incidir linearmente sobre os preços de todos os itens do orçamento estimado constante do
instrumento convocatório (art. 19, § 3º).
b) técnica e preço (melhor combinação da técnica e preço):
É realizado pela ponderação objetiva entre as propostas técnica e de preço. O fator de
ponderação mais relevante não poderá ser superior a 70% (art. 20, § 2º). Por exemplo, caso a
proposta técnica seja a mais relevante, ela não poderá corresponder a mais de 70% da pontuação
final do licitante.

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A Lei do RDC dispõe, ainda, o seguinte sobre o critério de técnica e preço (art. 20):
§ 1o O critério de julgamento a que se refere o caput deste artigo será utilizado quando a
avaliação e a ponderação da qualidade técnica das propostas que superarem os requisitos
mínimos estabelecidos no instrumento convocatório forem relevantes aos fins pretendidos pela
administração pública, e destinar-se-á exclusivamente a objetos:
I - de natureza predominantemente intelectual e de inovação tecnológica ou técnica; ou
II - que possam ser executados com diferentes metodologias ou tecnologias de domínio
restrito no mercado, pontuando-se as vantagens e qualidades que eventualmente
forem oferecidas para cada produto ou solução. (grifos nossos)

c) melhor técnica ou conteúdo artístico:


Considerará exclusivamente as propostas técnicas ou artísticas apresentadas pelos licitantes com
base em critérios objetivos previamente estabelecidos no instrumento convocatório, no qual será
definido o prêmio ou a remuneração que será atribuída aos vencedores (art. 21). Este critério
poderá ser adotado para contratação de projetos, inclusive arquitetônicos, e trabalhos de natureza
técnica, científica ou artística, excluindo-se os projetos de engenharia (art. 21, parágrafo único).
d) maior oferta de preço:
Será utilizado no caso de contratos que resultem em receita para a administração pública (art. 22).
Quando utilizado o critério de julgamento pela maior oferta de preço, os requisitos de qualificação
técnica e econômico-financeira poderão ser dispensados, conforme dispuser o regulamento (art.
22, § 1º).
Além disso, quando se utilizar este tipo de julgamento, poderá ser exigida a comprovação do
recolhimento de quantia a título de garantia, como requisito de habilitação, limitada a cinco por
cento do valor ofertado (art. 22, § 2º). Nesse caso, o licitante vencedor perderá o valor da entrada
(garantia) em favor da administração pública caso não efetive o pagamento devido no prazo
estipulado (art. 22, § 2º).
e) maior retorno econômico:
Utilizado exclusivamente para a celebração de contratos de eficiência, as propostas serão
consideradas de forma a selecionar a que proporcionará a maior economia para a administração
pública decorrente da execução do contrato (art. 23).
Um contrato de eficiência tem por objeto a prestação de serviços, que pode incluir a realização de
obras e o fornecimento de bens, com o objetivo de proporcionar economia ao contratante, na
forma de redução de despesas correntes, sendo o contratado remunerado com base em
percentual da economia gerada (art. 23, § 1º). Um exemplo de contrato de eficiência seria a
realização de uma obra para diminuir os gastos públicos com energia elétrica e, nesse caso, a
remuneração dependerá do percentual de economia gerada pelo contrato.

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Nas licitações que utilizarem o critério de maior retorno econômico, os licitantes apresentarão
proposta de trabalho e de preço, definidas da seguinte forma (RDC, art. 23, § 2º); RRDC, art. 37, I e
II):
a) a proposta de trabalho deverá contemplar: (i) as obras, serviços ou bens, com respectivos
prazos de realização ou fornecimento; e (ii) a economia que se estima gerar, expressa em
unidade de medida associada à obra, bem ou serviço e expressa em unidade monetária; e
b) a proposta de preço corresponderá a um percentual sobre a economia que se estima gerar
durante determinado período, expressa em unidade monetária.

Nos casos em que não for gerada a economia prevista no contrato de eficiência:
a) a diferença entre a economia contratada e a efetivamente obtida será descontada da
remuneração da contratada;
b) se a diferença entre a economia contratada e a efetivamente obtida for superior à
remuneração da contratada, será aplicada multa por inexecução contratual no valor da
diferença; e
c) a contratada sujeitar-se-á, ainda, a outras sanções cabíveis caso a diferença entre a economia
contratada e a efetivamente obtida seja superior ao limite máximo estabelecido no contrato.

Menor preço ou Menor dispêndio para a


maior desconto Administração

Ponderação entre as
Técnica e preço propostas técnicas e de
preço

Exclusivamente para
propostas técnicas ou
artísticas
Critérios de Melhor técnica ou
julgamento conteúdo artístico
É fixado um prêmio ou
remuneração para o
vencedor

Contratos que resultem


Maior oferta de
receita para a
preço
Administração

Maior retorno Somente para contratos de


econômico eficiência

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Percebam que os critérios acima guardam correlação com os critérios/tipos previstos na Lei
8.666/1993, com exceção do critério de maior retorno econômico, que não apresenta
correspondente na Lei de Licitações e Contratos.

Lei 8.666/1993 Lei 12.462/2011 (RDC)

Menor preço Menor preço ou maior desconto

Melhor técnica Melhor técnica ou conteúdo artístico

Técnica e preço Técnica e preço

Maior lance ou oferta Maior oferta de preço

---- Maior retorno econômico

Após o julgamento, se existirem duas ou mais propostas empatadas, serão utilizados os seguintes
critérios, nesta ordem (art. 25):
a) disputa final, em que os licitantes empatados poderão apresentar nova proposta fechada em
ato contínuo à classificação;
b) a avaliação do desempenho contratual prévio dos licitantes, desde que exista sistema
objetivo de avaliação instituído;
c) os critérios estabelecidos no art. 3o da Lei no 8.248, de 23 de outubro de 1991, e no § 2º do
art. 3º da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993 (bens produzidos no país, tecnologia
desenvolvida no país, etc.); e
d) sorteio.
Essas regras não prejudicam o favorecimento das MEs e das EPPs, consoante o art. 44 da Lei
Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006.
Por fim, após a definição do vencedor do certame, a Administração poderá negociar condições
mais vantajosas com o primeiro colocado (art. 26). Ademais, a negociação poderá ser feita com os
demais licitantes, segundo a ordem de classificação inicialmente estabelecida, quando o preço do
primeiro colocado, mesmo após a negociação, for desclassificado por sua proposta permanecer
acima do orçamento estimado.

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A quinta fase da licitação no RDC é a habilitação. Aqui, a Lei 12.462/2011 determina


expressamente a aplicação, no que couber, dos arts. 27 a 33 da Lei 8.666/19938. Além disso, o RDC
estabelece outras diretrizes (art. 14):
a) poderá ser exigida dos licitantes a declaração de que atendem aos requisitos de habilitação;
b) será exigida a apresentação dos documentos de habilitação apenas pelo licitante vencedor,
exceto no caso de inversão de fases;
c) no caso de inversão de fases, só serão recebidas as propostas dos licitantes previamente
habilitados;
d) em qualquer caso, os documentos relativos à regularidade fiscal poderão ser exigidos em
momento posterior ao julgamento das propostas, apenas em relação ao licitante mais bem
classificado;
e) será admitida a participação de licitantes sob a forma de consórcio; e
f) poderão ser exigidos requisitos de sustentabilidade ambiental, na forma da legislação
aplicável.
Após a habilitação, segue-se para a sexta fase: recursal. Conforme consta no art. 27 do RDC, a
regra é uma fase recursal única, que ocorrerá após habilitação do licitante vencedor.
Porém, se a habilitação ocorrer antes da apresentação das propostas e lances (no caso de inversão
dessas fases), caberá recurso pela inabilitação. Dessa forma, ocorrerá uma dupla fase de recursos:
i) após a fase de habilitação; ii) após o julgamento das propostas.
Na fase recursal, serão analisados os recursos referentes ao julgamento das propostas ou lances e
à habilitação do vencedor (art. 27, parágrafo único). Além disso, o prazo para interposição de
recurso é o mesmo da Lei 8.666/1993: cinco dias úteis contados a partir da data da intimação ou
da lavratura da ata (art. 45, II).
O recurso será dirigido à autoridade superior, por intermédio da autoridade que praticou o ato
recorrido, cabendo a esta reconsiderar sua decisão no prazo de cinco dias úteis ou, nesse mesmo
prazo, fazê-lo subir, devidamente informado, devendo, nesse caso, a decisão do recurso ser
proferida dentro do prazo de cinco dias úteis, contados do seu recebimento, sob pena de apuração
de responsabilidade (art. 45, § 6º).
Após a fase recursal, segue-se para a última fase da licitação no RDC: encerramento. De acordo
com o art. 28, exauridos os recursos administrativos, o procedimento licitatório será encerrado e
encaminhado à autoridade superior, que poderá:
a) determinar o retorno dos autos para saneamento de irregularidades que forem supríveis;
b) anular o procedimento, no todo ou em parte, por vício insanável;
c) revogar o procedimento por motivo de conveniência e oportunidade; ou

8
O art. 27 da Lei 8.666/1993 dispõe que, para habilitação nas licitações, exigir-se-á dos interessados, exclusivamente,
documentação relativa a: I - habilitação jurídica; II - qualificação técnica; III - qualificação econômico-financeira; IV – regularidade
fiscal e trabalhista; e V – cumprimento do disposto no inciso XXXIII do art. 7o da Constituição Federal (proibição da exploração de
trabalho infantil).

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d) adjudicar o objeto e homologar a licitação.


Dessa forma, encerra-se o procedimento licitatório, que, se for bem sucedido, seguirá para a
assinatura do contrato e execução do objeto.

2.4 PROCEDIMENTOS AUXILIARES DAS LICITAÇÕES NO ÂMBITO DO RDC

O RDC trouxe alguns instrumentos denominados de procedimentos auxiliares de licitação. São


mecanismos que tem por objetivo tornar os processos licitatórios mais céleres e eficientes. São
procedimentos auxiliares das licitações regidas pelo RDC (art. 29):
a) pré-qualificação permanente;
b) cadastramento;
c) sistema de registro de preços; e
d) catálogo eletrônico de padronização.
A pré-qualificação permanente é o procedimento anterior à licitação destinado a identificar (art.
30):
I. fornecedores que reúnam condições de habilitação exigidas para o fornecimento de bem ou
a execução de serviço ou obra nos prazos, locais e condições previamente estabelecidos; e
II. bens que atendam às exigências técnicas e de qualidade da administração pública.
Vejam que a pré-qualificação permanente é uma forma prévia de verificar possíveis empresas que
possam executar determinados serviços ou obras ou para identificar bens que atendam às
exigências técnicas. Dessa forma, a Administração consegue ganhar tempo e manter um rol de
fornecedores com condições de atender aos objetos de futuros contratos.
Ademais, o procedimento de pré-qualificação ficará permanentemente aberto para a inscrição dos
eventuais interessados e a administração pública poderá realizar licitação restrita aos pré-
qualificados, nas condições estabelecidas no regulamento do RDC (art. 30, §§ 1º e 2º). Vejamos
outras características da pré-qualificação:
ü poderá ser efetuada nos grupos ou segmentos, segundo as especialidades dos fornecedores
(art. 30, § 3º);
ü poderá ser parcial ou total, contendo alguns ou todos os requisitos de habilitação ou técnicos
necessários à contratação, assegurada, em qualquer hipótese, a igualdade de condições entre
os concorrentes (art. 30, § 4º);
ü terá validade de um ano, no máximo, podendo ser atualizada a qualquer tempo (art. 30, §
4º);
O outro instrumento auxiliar é o catálogo eletrônico de padronização de compras, serviços e
obras, que consiste em um sistema informatizado, de gerenciamento centralizado, destinado a
permitir a padronização dos itens a serem adquiridos pela administração pública que estarão
disponíveis para a realização de licitação (art. 33).

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De acordo com o RDC, o catálogo eletrônico poderá ser utilizado em licitações cujo critério de
julgamento seja a oferta de menor preço ou de maior desconto e conterá toda a documentação e
procedimentos da fase interna da licitação, assim como as especificações dos respectivos objetos,
conforme disposto em regulamento (art. 33, parágrafo único).
Dessa forma, o catálogo eletrônico é uma forma de cadastrar previamente as especificações dos
objetos da licitação, facilitando a especificação das compras, serviços ou obras a serem
contratadas futuramente.
Os outros dois procedimentos auxiliares são o sistema de registro de preços e os registros
cadastrais. Aqui não há nenhuma novidade, pois os dois procedimentos já encontram previsão na
Lei 8.666/1993.
Os registros cadastrais poderão ser mantidos para efeito de habilitação dos inscritos em
procedimentos licitatórios e serão válidos por um ano, no máximo, podendo ser atualizados a
qualquer tempo (art. 31). Os registros cadastrais serão amplamente divulgados e ficarão
permanentemente abertos para a inscrição de interessados (art. 31, § 1º). Com efeito, os
requisitos para inscrição no registro cadastral constarão no regulamento e a atuação do licitante
no cumprimento de obrigações assumidas será anotada no respectivo registro cadastral (art. 31,
§§ 2º e 3º). Por fim, a qualquer tempo poderá ser alterado, suspenso ou cancelado o registro do
inscrito que deixar de satisfazer as exigências de habilitação ou as estabelecidas para admissão
cadastral (art. 31, § 4º).
Por outro lado, o Sistema de Registro de Preços do Regime Diferenciado de Contratações Públicas
(SRP/RDC) é o conjunto de procedimentos para registro formal de preços para contratações
futuras, relativos à prestação de serviços, inclusive de engenharia, de aquisição de bens e de
execução de obras com características padronizadas especificamente destinado às licitações
previstas no RDC.
Poderá aderir ao registro de preços qualquer órgão ou entidade responsável pela execução das
atividades contempladas pelo RDC.
Ademais, o registro de preços observará, entre outras, as seguintes condições:
a) efetivação prévia de ampla pesquisa de mercado;
b) seleção de acordo com os procedimentos previstos em regulamento;
c) desenvolvimento obrigatório de rotina de controle e atualização periódicos dos preços
registrados;
d) definição da validade do registro; e
e) inclusão, na respectiva ata, do registro dos licitantes que aceitarem cotar os bens ou serviços
com preços iguais ao do licitante vencedor na sequência da classificação do certame, assim
como dos licitantes que mantiverem suas propostas originais.
Por fim, a existência de preços registrados não obriga a administração pública a firmar os
contratos que deles poderão advir, sendo facultada a realização de licitação específica, assegurada
ao licitante registrado preferência em igualdade de condições.

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2.5 COMISSÃO DE LICITAÇÃO

As licitações promovidas consoante o RDC serão processadas e julgadas por comissão permanente
ou especial de licitações, composta majoritariamente por servidores ou empregados públicos
pertencentes aos quadros permanentes dos órgãos ou entidades da administração pública
responsáveis pela licitação (art. 34).
Aproveitando que estamos falando da comissão de licitação, é importante trazer o texto do art. 7º
do Decreto Federal 7.581/2011, que regulamenta o RDC no âmbito federal.
Art. 7o São competências da comissão de licitação:
I - elaborar as minutas dos editais e contratos ou utilizar minuta padrão elaborada pela
Comissão do Catálogo Eletrônico de Padronização, e submetê-las ao órgão jurídico;
II - processar licitações, receber e responder a pedidos de esclarecimentos, receber e decidir
as impugnações contra o instrumento convocatório;
III - receber, examinar e julgar as propostas conforme requisitos e critérios estabelecidos no
instrumento convocatório;
IV - desclassificar propostas nas hipóteses previstas no art. 40;
V - receber e examinar os documentos de habilitação, declarando habilitação ou inabilitação
de acordo com os requisitos estabelecidos no instrumento convocatório;
VI - receber recursos, apreciar sua admissibilidade e, se não reconsiderar a decisão,
encaminhá-los à autoridade competente;
VII - dar ciência aos interessados das decisões adotadas nos procedimentos;
VIII - encaminhar os autos da licitação à autoridade competente para adjudicar o objeto,
homologar a licitação e convocar o vencedor para a assinatura do contrato;
IX - propor à autoridade competente a revogação ou a anulação da licitação; e
X - propor à autoridade competente a aplicação de sanções.

O mais importante nesse dispositivo é que ele deixa claro que a comissão de licitação é
responsável por elaborar as minutas do edital e do contrato, algo que a Lei de Licitações não
definia.
Ademais, os membros da comissão de licitação responderão solidariamente por todos os atos
praticados pela comissão, salvo se posição individual divergente estiver registrada na ata da
reunião em que houver sido adotada a respectiva decisão (art. 34, § 2º).

2.6 DISPENSA E INEXIGIBILIDADE

A Lei 12.462/2011 apenas mencionou as hipóteses de dispensa e inexigibilidade de licitação


previstas na Lei 8.666/1993 aplicam-se, no que couber, às contratações realizadas com base no
RDC, seguindo os mesmos procedimentos desta última norma.

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2.7 CONDIÇÕES ESPECÍFICAS PARA A PARTICIPAÇÃO NAS LICITAÇÕES E PARA A CONTRATAÇÃO


NO RDC

É vedada a participação direta ou indireta9 nas licitações do RDC (art. 36):


a) da pessoa física ou jurídica que elaborar o projeto básico ou executivo correspondente;
b) da pessoa jurídica que participar de consórcio responsável pela elaboração do projeto básico
ou executivo correspondente;
c) da pessoa jurídica da qual o autor do projeto básico ou executivo seja administrador, sócio
com mais de 5% (cinco por cento) do capital votante, controlador, gerente, responsável
técnico ou subcontratado; ou
d) do servidor, empregado ou ocupante de cargo em comissão do órgão ou entidade
contratante ou responsável pela licitação.
No entanto, as três primeiras vedações (letras “a”, “b” e “c”) não se aplicam no caso das
contratações integradas (art. 36, § 1º). Isso porque, na contratação integrada, o mesmo licitante
será responsável por todos os estágios necessários para o funcionamento final do objeto, inclusive
pela elaboração do projeto básico e executivo. Assim, essas vedações não teriam sentido na
aplicação desse regime de contratação.
Além disso, as vedações acima não impedem, nas licitações para a contratação de obras ou
serviços, a previsão de que a elaboração de projeto executivo constitua encargo do contratado,
consoante preço previamente fixado pela administração pública (art. 36, § 2º).
Ademais, é permitida a participação das pessoas físicas ou jurídicas previstas nas letras “b” e “c”
acima em licitação ou na execução do contrato, como consultor ou técnico, nas funções de
fiscalização, supervisão ou gerenciamento, exclusivamente a serviço do órgão ou entidade pública
interessados (art. 36, § 3º).
Também é vedada a contratação direta, sem licitação (casos de dispensa ou inexigibilidade), de
pessoa jurídica na qual haja administrador ou sócio com poder de direção que mantenha relação
de parentesco, inclusive por afinidade, até o terceiro grau civil com:
a) detentor de cargo em comissão ou função de confiança que atue na área responsável pela
demanda ou contratação; e
b) autoridade hierarquicamente superior no âmbito de cada órgão ou entidade da
administração pública.
Por fim, devemos saber que, nos processos de contratação previstos no RDC, aplicam-se as
preferências para fornecedores ou tipos de bens, serviços e obras previstos na legislação, em
especial as referidas:10

9
Considera-se participação indireta a existência de qualquer vínculo de natureza técnica, comercial, econômica, financeira ou
trabalhista entre o autor do projeto, pessoa física ou jurídica, e o licitante ou responsável pelos serviços, fornecimentos e obras,
incluindo-se os fornecimentos de bens e serviços a estes necessários (art. 36, § 4º). Essa mesma disposição aplica-se aos
membros da comissão de licitação (art. 36, §5º).

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a) no art. 3o da Lei no 8.248, de 23 de outubro de 1991 – preferências para contratação de


bens e serviços de informática e automação com tecnologia desenvolvida no país ou de
acordo com o processo produtivo básico definido pelo Poder Executivo;
b) no art. 3º da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993 – regras de preferência da Lei de
Licitações e Contratos; e
c) nos arts. 42 a 49 da Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de 2006 – preferências
para micro e pequena empresas.

2.8 REGRAS ESPECÍFICAS APLICÁVEIS AOS CONTRATOS CELEBRADOS NO ÂMBITO DO RDC

Os contratos administrativos celebrados com base no RDC serão regidos pelas normas da Lei
8.666/1993, com exceção das regras específicas previstas na Lei 12.462/2011 (art. 39). Portanto,
em regra, os contratos decorrentes do RDC seguem as normas da Lei de Licitações e Contratos,
ressalvando-se apenas as disposições em contrário do próprio RDC.
Dessa forma, os artigos 40 a 44 da Lei 12.462/2011 estabelecem regras específicas, próprias dos
contratos decorrentes do RDC.
Nesse contexto, dispõe o art. 40 que, quando o convocado não assinar o termo de contrato ou
não aceitar ou retirar o instrumento equivalente no prazo e condições estabelecidos, faculta-se à
administração pública:
a) revogar a licitação, sem prejuízo da aplicação das penalidades previstas na Lei 8.666/1993 ou
no RDC; ou
b) convocar os licitantes remanescentes, na ordem de classificação, para a celebração do
contrato nas condições ofertadas pelo licitante vencedor.
Todavia, na hipótese de nenhum dos licitantes aceitar a contratação nos da proposta do licitante
vencedor, a administração pública poderá convocar os licitantes remanescentes, na ordem de
classificação, para a celebração do contrato nas condições ofertadas por estes, desde que o
respectivo valor seja igual ou inferior ao orçamento estimado para a contratação, inclusive quanto
aos preços atualizados nos termos do instrumento convocatório (art. 40, parágrafo único).
Assim, inicialmente tenta-se firmar o contrato nas condições do licitante vencedor; mas se nenhum
dos demais licitantes concordarem com isso, a Administração poderá firmar o contrato nas
condições ofertadas pelos licitantes remanescentes, na ordem de classificação da licitação.
Além disso, a Lei 8.666/1993 dispõe, no art. 24, XI, que é dispensável a licitação na contratação de
remanescente de obra, serviço ou fornecimento, em consequência de rescisão contratual, desde
que atendida a ordem de classificação da licitação anterior e aceitas as mesmas condições
oferecidas pelo licitante vencedor, inclusive quanto ao preço, devidamente corrigido.

10
Nesta aula, não nos interessa aprofundar essas regras de preferências. Assim, o que o aluno precisa saber apenas é que as
regras de preferências previstas na legislação específica também se aplicam ao RDC.

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Assim, a Lei de Licitações e Contratos elege como forma de licitação dispensável a contratação de
remanescente de obra, serviço ou fornecimento decorrente de rescisão contratual. Nesse caso,
seria obrigatório seguir as mesmas condições do licitante vencedor.
Contudo, o RDC apresenta uma regra um pouco distinta, dispondo que, nesse mesmo caso de
licitação dispensável, a contratação de remanescente de obra, serviço ou fornecimento de bens,
em consequência de rescisão contratual, observará a ordem de classificação dos licitantes
remanescentes e as condições por estes ofertadas, desde que não seja ultrapassado o orçamento
estimado para a contratação.
Prosseguindo, estabelece o RDC que os contratos para a execução das obras previstas no plano
plurianual11 poderão ser firmados pelo período nele compreendido, observando as regras de
duração do contrato constantes na Lei 8.666/1993. Nesses termos, a Lei de Licitações e Contratos
dispõe que os projetos que estejam contemplados nas metas estabelecidas no plano plurianual
poderão ser prorrogados se houver interesse da Administração e desde que isso tenha sido
previsto no ato convocatório (Lei 8.666/1993, art. 57, I). Portanto, o RDC apenas esclareceu que,
nesse caso, os contratos poderão ser firmados no período previsto no PPA, ainda que ultrapassem
a duração do exercício financeiro.
As normas referentes à anulação e revogação das licitações na Lei 8.666/1993 aplicam-se às
contratações realizadas com base no RDC (art. 44)12.
Por fim, o art. 44-A, incluído pela Lei 13.190/2015, estabelece que, nos contratos regidos pelo RDC,
poderá ser admitido o emprego dos mecanismos privados de resolução de disputas, inclusive a
arbitragem, a ser realizada no Brasil e em língua portuguesa – na forma regulamentada na Lei
9.307/1996 –, e a mediação, para dirimir conflitos decorrentes da sua execução ou a ela
relacionados.

No RDC, é possível a utilização de mecanismos privados de resolução de conflitos,


inclusive a arbitragem e a mediação.

11
O plano plurianual (PPA) é uma lei prevista no art. 165, I, da Constituição Federal, que deve dispor, a cada quatro anos, sobre
as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as
relativas aos programas de duração continuada, de forma regionalizada. Assim, o PPA é o plano de médio e longo prazos da
Administração Pública.
12
As regras sobre revogação e anulação constam no art. 49 da Lei 8.666/1993, nos seguintes termos:
Art. 49. A autoridade competente para a aprovação do procedimento somente poderá revogar a licitação por razões de
interesse público decorrente de fato superveniente devidamente comprovado, pertinente e suficiente para justificar tal conduta,
devendo anulá-la por ilegalidade, de ofício ou por provocação de terceiros, mediante parecer escrito e devidamente
fundamentado.
§ 1o A anulação do procedimento licitatório por motivo de ilegalidade não gera obrigação de indenizar, ressalvado o disposto no
parágrafo único do art. 59 desta Lei.
§ 2o A nulidade do procedimento licitatório induz à do contrato, ressalvado o disposto no parágrafo único do art. 59 desta Lei.
§ 3o No caso de desfazimento do processo licitatório, fica assegurado o contraditório e a ampla defesa.
§ 4o O disposto neste artigo e seus parágrafos aplica-se aos atos do procedimento de dispensa e de inexigibilidade de licitação.

Direito Administrativo p/ TRF 4ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária) - Pós-Edital 32


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2.9 PEDIDOS DE ESCLARECIMENTO, IMPUGNAÇÕES E RECURSOS

Vimos acima que uma das fases do procedimento previsto no RDC é a recursal. Naquele momento,
vimos apenas breves explicações sobre os recursos. Contudo, a Lei 12.462/2011 possui uma seção
própria, estabelecendo regras sobre a formulação de recursos, de pedidos de esclarecimentos
sobre a licitação e, ainda, sobre eventuais impugnações, conforme veremos agora.
Dos atos da administração pública decorrentes da aplicação do RDC caberão: (i) pedidos de
esclarecimento e impugnações ao instrumento convocatório; (ii) recursos; e (iii) representações
(art. 45).
Os pedidos de esclarecimento e impugnações destinam-se a esclarecer dúvidas ou, ainda, a
contestar regras sobre o instrumento convocatório e deverão ser elaborados no prazo mínimo de
(art. 45, I):
a) até dois dias úteis antes da data de abertura das propostas, no caso de licitação para
aquisição ou alienação de bens; ou
b) até cinco dias úteis antes da data de abertura das propostas, no caso de licitação para
contratação de obras ou serviços.
Os recursos, por sua vez, deverão ser elaborados no prazo de até cinco dias úteis contados a partir
da data da intimação ou da lavratura da ata, em face:
a) do ato que defira ou indefira pedido de pré-qualificação de interessados;
b) do ato de habilitação ou inabilitação de licitante;
c) do julgamento das propostas;
d) da anulação ou revogação da licitação;
e) do indeferimento do pedido de inscrição em registro cadastral, sua alteração ou
cancelamento;
f) da rescisão do contrato, nas hipóteses previstas no inciso I do art. 79 da Lei 8.666/1993;13

13
Art. 79. A rescisão do contrato poderá ser:
I - determinada por ato unilateral e escrito da Administração, nos casos enumerados nos incisos I a XII e XVII do artigo anterior;
----
Art. 78. Constituem motivo para rescisão do contrato:
I - o não cumprimento de cláusulas contratuais, especificações, projetos ou prazos;
II - o cumprimento irregular de cláusulas contratuais, especificações, projetos e prazos;
III - a lentidão do seu cumprimento, levando a Administração a comprovar a impossibilidade da conclusão da obra, do serviço ou
do fornecimento, nos prazos estipulados;
IV - o atraso injustificado no início da obra, serviço ou fornecimento;
V - a paralisação da obra, do serviço ou do fornecimento, sem justa causa e prévia comunicação à Administração;
VI - a subcontratação total ou parcial do seu objeto, a associação do contratado com outrem, a cessão ou transferência, total ou
parcial, bem como a fusão, cisão ou incorporação, não admitidas no edital e no contrato;
VII - o desatendimento das determinações regulares da autoridade designada para acompanhar e fiscalizar a sua execução,
assim como as de seus superiores;

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g) da aplicação das penas de advertência, multa, declaração de inidoneidade, suspensão


temporária de participação em licitação e impedimento de contratar com a administração
pública.
Os licitantes que desejarem apresentar recursos contra ato que defira ou indefira pedido de pré-
qualificação de interessados; de habilitação ou inabilitação de licitante; ou do julgamento das
propostas (letras “a”, “b” e “c” acima) deverão manifestar imediatamente a sua intenção de
recorrer, sob pena de preclusão (art. 45, § 1º).
Vamos explicar! Nos recursos contra a pré-qualificação, habilitação e julgamento das propostas, o
interessado precisa informar imediatamente que irá formular o recurso. Após isso, o licitante terá
o prazo de cinco dias para recorrer. Porém, se não informar imediatamente o desejo, ocorrerá a
preclusão, ou seja, o licitante não terá o prazo de cinco dias para formular o recurso.
Além do direito de recurso, a Administração deverá conceder aos demais licitantes a possibilidade
de apresentar contrarrazões, também no prazo de cinco dias, que começará a correr
imediatamente após o encerramento do prazo recursal (art. 45, § 2º).
Ademais, assegura-se aos licitantes vista dos elementos indispensáveis à defesa de seus interesses
(art. 45, § 3º).

Na contagem dos prazos previstos no RDC, excluir-se-á o dia do início e incluir-se-á o do


vencimento. Os prazos iniciam-se e expiram-se exclusivamente em dia de expediente
no âmbito do órgão ou entidade (art. 45, §§ 4º e 5º).

Ainda sobre o recurso, dispõe o RDC que ele deverá dirigido à autoridade superior, por intermédio
da autoridade que praticou o ato recorrido, cabendo a esta reconsiderar sua decisão no prazo de
cinco dias úteis ou, nesse mesmo prazo, fazê-lo subir, devidamente informado. Na sequência, a
autoridade superior deverá proferir a decisão do recurso dentro do prazo de cinco dias úteis,
contados do seu recebimento, sob pena de apuração de responsabilidade (art. 45, § 6º).
Além disso, é possível formular representação, no prazo de cinco dias úteis contados a partir da
data da intimação, relativamente a atos de que não caiba recurso hierárquico.
A Lei 12.462/2011 também estabelece que se aplica ao RDC o disposto no art. 113 da Lei
8.666/1993 (art. 46), que dispõe o seguinte:

VIII - o cometimento reiterado de faltas na sua execução, anotadas na forma do § 1o do art. 67 desta Lei;
IX - a decretação de falência ou a instauração de insolvência civil;
X - a dissolução da sociedade ou o falecimento do contratado;
XI - a alteração social ou a modificação da finalidade ou da estrutura da empresa, que prejudique a execução do contrato;
XII - razões de interesse público, de alta relevância e amplo conhecimento, justificadas e determinadas pela máxima autoridade
da esfera administrativa a que está subordinado o contratante e exaradas no processo administrativo a que se refere o contrato;
[...]
XVII - a ocorrência de caso fortuito ou de força maior, regularmente comprovada, impeditiva da execução do contrato.

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Art. 113. O controle das despesas decorrentes dos contratos e demais instrumentos regidos por
esta Lei será feito pelo Tribunal de Contas competente, na forma da legislação pertinente,
ficando os órgãos interessados da Administração responsáveis pela demonstração da legalidade e
regularidade da despesa e execução, nos termos da Constituição e sem prejuízo do sistema de
controle interno nela previsto.
§ 1o Qualquer licitante, contratado ou pessoa física ou jurídica poderá representar ao
Tribunal de Contas ou aos órgãos integrantes do sistema de controle interno contra
irregularidades na aplicação desta Lei, para os fins do disposto neste artigo.
§ 2o Os Tribunais de Contas e os órgãos integrantes do sistema de controle interno poderão
solicitar para exame, até o dia útil imediatamente anterior à data de recebimento das propostas,
cópia de edital de licitação já publicado, obrigando-se os órgãos ou entidades da Administração
interessada à adoção de medidas corretivas pertinentes que, em função desse exame, lhes forem
determinadas.

Portanto, os tribunais de contas podem possuem competência para controlar as despesas


decorrentes dos contratos firmados no âmbito de RDC.

2.10 SANÇÕES ADMINISTRATIVAS

Aplicam-se às licitações e aos contratos regidos pelo RDC as sanções administrativas, criminais e
demais regras previstas na Lei 8.666/1993 sobre as sanções e a tutela judicial (art. 47. § 2º). Assim,
as sanções administrativas e os crimes constantes na Lei de Licitações e Contratos são aplicáveis
nas licitações e contratos do RDC.
Contudo, a Lei 12.462/2011 possui uma penalidade específica. Nesse contexto, ficará impedido de
licitar e contratar com a União, Estados, Distrito Federal ou Municípios, pelo prazo de até cinco
anos, sem prejuízo das multas previstas no instrumento convocatório e no contrato, bem como
das demais cominações legais, o licitante que (art. 47):
a) convocado dentro do prazo de validade da sua proposta não celebrar o contrato, inclusive
nas hipóteses de convocação dos licitantes remanescentes em decorrência de rescisão
contratual previstas nos arts. 40 e 41 do RDC;
b) deixar de entregar a documentação exigida para o certame ou apresentar documento falso;
c) ensejar o retardamento da execução ou da entrega do objeto da licitação sem motivo
justificado;
d) não mantiver a proposta, salvo se em decorrência de fato superveniente, devidamente
justificado;
e) fraudar a licitação ou praticar atos fraudulentos na execução do contrato;
f) comportar-se de modo inidôneo ou cometer fraude fiscal; ou
g) der causa à inexecução total ou parcial do contrato.

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A aplicação da sanção de impedimento de contratar e de licitar também implicará o


descredenciamento do licitante, pelo prazo de até cinco anos, dos sistemas de cadastramento dos
entes federativos que compõem a Autoridade Pública Olímpica14.

3 QUESTÕES PARA FIXAÇÃO


1. (FCC – Advogado/SABESP/2018)
Suponha que a Administração pública realize a contratação de serviços pela modalidade
pregão e, cumpridas todas as etapas, declare o vencedor do certame, podendo haver recurso
por parte de qualquer licitante, desde que observados os requisitos legais. De acordo com a
Lei n° 10.520/2002 (Pregão),
a) será concedido o prazo de cinco dias após a declaração do vencedor para a apresentação
das razões do recurso, sendo os demais licitantes intimados desde logo para apresentar
contrarrazões em igual número de dias.
b) a falta de manifestação imediata e motivada do licitante após a declaração do vencedor
importará a decadência do direito de recorrer e a adjudicação do objeto da licitação pelo
pregoeiro ao vencedor.
c) o acolhimento de recurso importará, como regra, não apenas a invalidação dos atos
insuscetíveis de aproveitamento, como anulará toda a licitação.
d) será concedido o prazo de sete dias após a declaração do vencedor para a apresentação
das razões do recurso, sendo os demais licitantes intimados desde logo para apresentar
contrarrazões em igual número de dias.
e) a falta de manifestação imediata e motivada do licitante após a declaração do vencedor
importará a adjudicação do objeto da licitação pelo pregoeiro ao vencedor provisoriamente,
abrindo-se o prazo de três dias para recurso após a adjudicação.
Comentário: no pregão, uma vez declarado o vencedor, qualquer licitante poderá manifestar
imediata e motivadamente a intenção de recorrer. No caso, o licitante vai apenas “manifestar o
interesse”, mas não significa que ele vai apresentar o recurso imediatamente. Após a manifestação
do interesse, será concedido ao licitante o prazo de 3 (três) dias para apresentação das razões do
recurso, ficando os demais licitantes desde logo intimados para apresentar contrarrazões em igual
número de dias, que começarão a correr do término do prazo do recorrente, sendo-lhes
assegurada vista imediata dos autos (art. 4º, XVIII). Logo, as opções A e D estão incorretas.
Por outro lado, se o licitante não manifestar imediatamente o interesse em recorrer, haverá a
decadência do direito, ou seja, ele não poderá recorrer depois (art. 4º, XX). Logo, podemos notar
que a letra correta é a opção B e a opção E está errada.

14
A Autoridade Pública Olímpica é um consórcio público interfederativo, que tem por objetivo coordenar a participação da
União, do Estado do Rio de Janeiro e do Município do Rio de Janeiro na preparação e realização dos Jogos Olímpicos e
Paralímpicos de 2016, o planejamento e entrega das obras e serviços necessários à realização do evento (fonte:
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Ademais, o acolhimento de recurso importará a invalidação apenas dos atos insuscetíveis de


aproveitamento (art. 4º, XIX) (letra C – errada).
Gabarito: alternativa B.

2. (FCC – Analista Judiciário/TRT PE/2018)


Nos termos da Lei no 10.520/2002, que disciplina a modalidade licitatória pregão, o recurso
deve ser interposto
a) assim que encerrada a etapa competitiva e antes da análise dos requisitos de habilitação
do licitante classificado em primeiro lugar.
b) assim que declarado pelo pregoeiro o vencedor do certame, oportunidade em que
também se devem apresentar as razões recursais, sob pena de prescrição consumativa.
c) no prazo de três dias após declarado pelo pregoeiro o vencedor do certame.
d) assim que declarado pelo pregoeiro o vencedor do certame, oportunidade em que deve
declarar intenção de recorrer motivadamente.
e) após encerrada a etapa competitiva e antes do início da análise dos documentos de
habilitação, ficando diferido o prazo para apresentação das razões recursais para o momento
posterior à declaração do vencedor.
Comentário:
a) o recurso poderá ocorrer tão logo seja declarado o vencedor da licitação. Portanto, é após a fase
de habilitação. Assim, qualquer licitante poderá manifestar imediata e motivadamente a intenção
de recorrer, quando lhe será concedido o prazo de 3 (três) dias para apresentação das razões do
recurso (art. 4º, XVIII) – ERRADA;
b) a Lei não fala a respeito da preclusão consumativa, que é aquela que ocorre quando, por
exemplo, há um prazo recursal de 15 dias, porém, a parte apresenta a defesa no décimo dia.
Assim, com a apresentação, no décimo dia, da peça recursal, consumaram-se os efeitos do ato de
interposição do recurso. É esta consumação dos efeitos que conduz à expressão preclusão
consumativa. O que a Lei do Pregão dispõe é que após a interposição de recurso por um dos
licitantes, os demais ficam, desde logo, intimados para apresentar contrarrazões em 3 dias, que
começarão a correr do término do prazo do recorrente, sendo-lhes assegurada vista imediata dos
autos (art. 4º, XVIII) – ERRADA;
c) essa alternativa pode causar um pouco de confusão e, ao meu ver, foi mal elaborada. Mas
vamos analisar a redação do art. 4º, XVIII:
XVIII - declarado o vencedor, qualquer licitante poderá manifestar imediata e
motivadamente a intenção de recorrer, quando lhe será concedido o prazo de 3 (três) dias
para apresentação das razões do recurso, ficando os demais licitantes desde logo intimados para
apresentar contra-razões em igual número de dias, que começarão a correr do término do prazo
do recorrente, sendo-lhes assegurada vista imediata dos autos;

Assim, podemos perceber que essa alternativa não é a “mais completa”, pois o licitante deve
manifestar imediatamente a intenção de recorrer. Só então, ser-lhe-á concedido o prazo de até
três dias para recorrer. O erro, no entanto, é que não é “após três dias”, mas sim imediatamente,

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podendo fazer em até três dias. Assim, para o avaliador, a alternativa estaria informando que o
recurso somente poderia ser interposto depois de três dias da decisão do pregoeiro – ERRADA;
d) esta, por outro lado, é a opção correta. Uma vez declarado o vencedor, o licitante deve
manifestar a intenção de recorrer e poderá, desde logo, apresentar o recurso, tendo no máximo
três dias para fazê-lo (art. 4º, XVIII) – CORRETA;
e) como vimos, seguindo o entendimento da Lei, após declarado o vencedor da licitação, será
concedido o prazo de 3 dias para a apresentação das razões de recurso, imediata e motivadamente
– ERRADA.
Gabarito: alternativa D.

3. (FCC – Técnico Legislativo/ALESE/2018)


A empresa X pretende participar de licitação na modalidade pregão a ser promovida pelo
Estado de Sergipe. Iniciado o certame licitatório, o prazo fixado para apresentação das
propostas, contado a partir da publicação do aviso, foi de nove dias úteis. No entanto, a
empresa X opôs-se ao referido prazo, alegando que o mesmo contraria disposição da Lei no
10.520/2002. Nos termos da referida Lei, o prazo fixado no citado pregão para a
apresentação das propostas, contado a partir da publicação do aviso, está
a) incorreto, pois não deve ser inferior a 15 dias úteis.
b) correto, pois não deve ser inferior a 8 dias úteis.
c) incorreto, pois não deve ser inferior a 10 dias úteis.
d) correto, pois pode ser inferior a 5 dias úteis, mas não deve ultrapassar o prazo máximo de
15 dias úteis.
e) correto, pois pode ser inferior a 8 dias úteis, mas não deve ultrapassar o prazo máximo de
12 dias úteis.
Comentário: o prazo está correto, uma vez que, de acordo com o contido na Lei 10.520/2002, o
prazo fixado para a apresentação das propostas, contado a partir da publicação do aviso, não será
inferior a 8 (oito) dias úteis (art. 4º, V). Assim, ficamos com a letra ‘b’ como gabarito.
Gabarito: alternativa B.

4. (FCC – Técnico Legislativo/ALESE/2018)


Determinado procedimento licitatório regido pela Lei n° 10.520/2002 foi impugnado sob o
fundamento de que o pregoeiro deu início à fase de seleção das propostas de preço sem
antes proceder à análise dos documentos de habilitação. A impugnação
a) deve ser acatada, pois a fase de habilitação tem necessariamente que preceder a de
julgamento das propostas de preço.
b) procede, na hipótese de cuidar-se de licitação de grande vulto em que o pregão segue as
regras, quanto à habilitação, da modalidade licitatória concorrência.
c) procede, pois a inversão de fases é admitida tão somente nas licitações dos denominados
contratos de eficiência.

Direito Administrativo p/ TRF 4ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária) - Pós-Edital 38


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d) improcede, pois a modalidade licitatória pregão estabelece a inversão de fases, iniciando-


se a seleção pelo julgamento das propostas de preço, analisando-se, após o encerramento da
etapa competitiva, os documentos de habilitação do licitante classificado em primeiro lugar.
e) improcede, porque a inversão de fases é inovação procedimental típica dessa modalidade
licitatória, tendo o pregoeiro, após o julgamento de preço, o dever de analisar os documentos
de habilitação de todos os licitantes classificados.
Comentário: sabemos que no pregão, a habilitação ocorre após a análise das propostas. Logo, em
relação ao rito previsto na Lei 8.666/1993, a Lei do Pregão faz uma “inversão” das fases de
julgamento e habilitação. Essa inversão constitui uma das principais vantagens do pregão, pois
torna o processo licitatório mais célere. No lugar de analisar a habilitação de todos os licitantes,
faz-se a análise da habilitação somente do primeiro colocado e dos classificados subsequentes, no
caso de inabilitação daquele. Dessa forma, diminui-se o tempo de análise da habilitação e ainda a
quantidade de recursos administrativos a serem analisados. Com isso, podemos notar que a opção
D é o nosso gabarito.
Logo, podemos notar que é improcedente o argumento da empresa, o que torna as opções A, B e C
incorretas. Já o erro na letra E é que o pregoeiro somente analisará a habilitação do primeiro
colocado, procedendo com a análise da habilitação do segundo colocado apenas se o primeiro for
desabilitado, seguindo assim sucessivamente.
Gabarito: alternativa D.

5. (FCC – Procurador do Estado/PGE TO/2018)


Ao instituir e regulamentar a modalidade licitatória do pregão, a Lei Federal no 10.520/2002
dispõe que
a) somente é possível aos licitantes interpor recurso administrativo após a declaração do
vencedor pelo pregoeiro.
b) serão adotados os tipos de licitação menor preço e técnica e preço, para julgamento das
propostas.
c) o autor da oferta de valor mais baixo e os das ofertas com preços até 20% superiores
àquela, no curso da etapa competitiva do pregão presencial, poderão fazer novos lances
verbais e sucessivos, até a proclamação do vencedor.
d) o pregoeiro procederá à abertura do invólucro contendo os documentos de habilitação de
todos os licitantes classificados, encerrada a etapa competitiva e ordenadas as ofertas, para
verificação do atendimento das condições fixadas no edital.
e) o edital poderá exigir garantia de proposta, como dado objetivo de comprovação da
qualificação econômico-financeira dos licitantes, limitada a 1% do valor estimado do objeto
da contratação.
Comentário:
a) declarado o vencedor, qualquer licitante poderá manifestar imediata e motivadamente a
intenção de recorrer, quando lhe será concedido o prazo de 3 (três) dias para apresentação das
razões do recurso (art. 4º, XVIII) – CORRETA;

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b) para julgamento e classificação das propostas, será adotado somente o critério de menor preço,
observados os prazos máximos para fornecimento, as especificações técnicas e parâmetros
mínimos de desempenho e qualidade definidos no edital (art. 4º, X) – ERRADA;
c) no curso da sessão, o autor da oferta de valor mais baixo e os das ofertas com preços até 10%
(dez por cento) superiores àquela poderão fazer novos lances verbais e sucessivos, até a
proclamação do vencedor (art. 4º, VIII) – ERRADA;
d) não será aberto os envelopes de todos os licitantes, somente daquele que apresentou a melhor
proposta. Vejamos o que aduz a Lei: encerrada a etapa competitiva e ordenadas as ofertas, o
pregoeiro procederá à abertura do invólucro contendo os documentos de habilitação do licitante
que apresentou a melhor proposta, para verificação do atendimento das condições fixadas no
edital (art. 4º, XII) – ERRADA;
e) no pregão, é vedada a exigência de garantia de proposta (art. 5º, I) – ERRADA.
Gabarito: alternativa A.

6. (FCC – Analista em Gestão Especializado de Defensoria/DPE AM/2018)


De acordo com a legislação de regência, a modalidade licitatória pregão eletrônico NÃO é
passível de aplicação para
a) aquisição de bens de natureza comum em valor superior a R$ 150.000,00 sendo
obrigatória a modalidade concorrência.
b) contratação de serviços de natureza comum, eis que o pregão destina-se apenas a
compras.
c) aquisição de equipamentos de informática, mesmo quando passíveis de especificação.
d) aquisição de bens de uso contínuo, quando viável adoção do sistema de registro de preços.
e) alienação de bens, mesmo que inservíveis ou de pequeno valor.
Comentário:
a) na Lei não há esse limite para a aquisição de bens de natureza comum, diferente do que ocorre
na Lei 8.666/93. Portanto, será passível a aplicação do pregão – ERRADA;
b) e d) o pregão destina-se à aquisição de bens e serviços comuns (art. 1º). Assim como as compras
e contratações de bens e serviços comuns, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios, quando efetuadas pelo sistema de registro de preços, poderão adotar a
modalidade de pregão, conforme regulamento específico (art. 11) – ERRADAS;
c) consideram-se bens e serviços comuns, para os fins e efeitos da aplicação da modalidade
pregão, aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos
pelo edital, por meio de especificações usuais no mercado. Portanto, os bens de informática
poderão ser classificados como comuns (art. 1º, parágrafo único) – ERRADA;
e) realmente não há na Lei 10.520/02 a especificação para a alienação de bens, nesse caso, utilizar-
se-á a Lei 8.666/93 – CORRETA;
Gabarito: alternativa E.

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7. (FCC – Analista em Gestão Especializado de Defensoria/DPE AM/2018)


Objetivando a contratação de serviços de suporte de informática, determinada empresa
pública instaurou procedimento licitatório na modalidade pregão eletrônico. Entre as
condições fixadas no certame, exigiu dos licitantes a comprovação de experiência anterior no
desempenho de objeto similar, mediante a apresentação de atestados, bem como garantia
de proposta. O procedimento adotado previu, ainda, a análise dos documentos de habilitação
apenas após encerrada a etapa competitiva e ordenadas as propostas de preço.
Considerando as disposições legais aplicáveis à espécie, a conduta da Administração afigura-
se
a) ilegal, no que concerne à exigência de garantia de proposta, que é vedada quando adotada
a modalidade pregão.
b) ilegal, quanto à modalidade adotada, eis que o pregão não se aplica para contratação de
serviços, ainda que de natureza comum.
c) legal, eis que tanto a modalidade, como os requisitos estabelecidos estão aderentes à
legislação aplicável.
d) ilegal, no que tange à exigência de atestados de qualificação técnica, o que não se coaduna
com a natureza comum do serviço.
e) ilegal, no que diz respeito à inversão das fases de apresentação de proposta econômica e
habilitação.
Comentário:
a) o procedimento é ilegal, pois a exigência de garantia de proposta é vedada no pregão (art. 5º, I)
– CORRETA;
b) o pregão é utilizado para aquisição de bens e serviços comuns, desde que possam ser definidos
no instrumento convocatório (art. 1º) – ERRADA;
c) como vimos na letra A, o procedimento será ilegal. Todavia, vale destacar que a modalidade está
correta – ERRADA;
d) vejamos o que diz a Lei: a habilitação ocorrerá com a verificação de que o licitante está em
situação regular perante a Fazenda Nacional, a Seguridade Social e o Fundo de Garantia do Tempo
de Serviço - FGTS, e as Fazendas Estaduais e Municipais, quando for o caso, com a comprovação de
que atende às exigências do edital quanto à habilitação jurídica e qualificações técnica e
econômico-financeira (art. 4º, XIII). Logo, a exigência de apresentação de atestados está de acordo
com a legislação de regência – ERRADA;
e) já sabemos que essa é uma das características do pregão – ERRADA.
Gabarito: alternativa A.

8. (FCC – Analista em Gestão Previdenciária/FUNAPE/2017)


Secretaria de educação municipal pretende adquirir material escolar para suas unidades de
ensino. A fim de evitar problemas de qualidade nos produtos listados e objetivamente
descritos como de natureza comum, fez constar do edital de pregão que publicou a

Direito Administrativo p/ TRF 4ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária) - Pós-Edital 41


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obrigatoriedade de apresentação de amostras dos 5 principais itens pelos licitantes na sessão


pública de apresentação de propostas. A exigência constante do edital
(A) permite a inabilitação técnica dos licitantes que não cumprirem esse requisito formal, não
sendo possível à Administração pública se fiar em compromissos de qualidade.
(B) não é admitida quando se tratarem de bens de natureza comum, considerando a pouca
complexidade e fácil constatação de qualidade pelo administrador público.
(C) onera excessivamente os licitantes, cabendo a exigência de apresentação de amostras por
parte do vencedor do certame.
(D) garante a presença na sessão de abertura somente de licitantes com propostas
consistentes, bem como permite que a escolha recaia sobre bens e serviços de melhor
qualidade.
(E) é admitida quando o objeto do pregão se refere a apenas um bem, de fácil transporte ou
quando o administrador escolhe apenas um dentre os listados no objeto do certame, não
sendo legalmente permitido apresentação de variedade de amostras sobre itens diferentes.
Comentário: é interessante a FCC exigindo jurisprudência sobre a apresentação de amostras em
licitações públicas na modalidade pregão. Tal tema, inclusive, já foi objeto de bastante
controvérsia no âmbito dos tribunais de contas. Atualmente, o entendimento majoritário na
doutrina e na jurisprudência do TCU é de que exigência de amostras é possível, porém no pregão
deve ocorrer apenas em relação ao licitante provisoriamente classificado em primeiro lugar (TCU,
Acórdão nº 3269/2012). Tal conclusão possui dois fundamentos: (i) a celeridade do pregão,
característica que seria prejudicada com a apresentação das propostas antes do julgamento, já que
os licitantes desclassificados teriam direito de recorrer; (ii) pela onerosidade excessiva dessa
medida em relação aos licitantes que sequer seriam contratados futuramente. Com isso, o gabarito
é a letra C.
Gabarito: alternativa C.

9. (FCC – Analista Administrador/Copergás/2016)


O Governo do Estado de Pernambuco, ao realizar licitação na modalidade pregão, publicou
aviso no diário oficial do respectivo Estado, convocando os interessados a participarem do
certame. O prazo fixado para a apresentação das propostas, contado a partir da publicação
do aviso, foi de dez dias úteis. A propósito do tema e nos termos do que preceitua a Lei nº
10.520/2002, o prazo para a apresentação das propostas está
a) correto, porque a Lei prevê o prazo fixo de dez dias úteis para a apresentação das
propostas.
b) correto, vez que tal prazo não deve ser inferior a oito dias úteis.
c) incorreto, pois deve ser inferior a dez dias úteis.
d) incorreto, porque não deve ser contado a partir da publicação do aviso, mas sim do início
da fase interna da licitação.
e) incorreto, pois deve ser sempre superior a quinze dias úteis.

Direito Administrativo p/ TRF 4ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária) - Pós-Edital 42


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Comentário: a Lei 10.520/2002 determina que o prazo fixado para a apresentação das propostas,
contado a partir da publicação do aviso, não será inferior a 8 (oito) dias úteis. Logo, nada impede
que se fixe o prazo de oito ou mais dias úteis, não podendo é fixar um prazo menor. Assim, o prazo
de 10 dias úteis está correto, já que não poderá ser inferior a oito dias úteis (letra B).
A opção A está errada, porque a Lei não traz um prazo fixo de 10 dias úteis. Já as letras C, D e E
estão erradas, já que afirmaram que o prazo adotado foi incorreto.
Gabarito: alternativa B.

10. (FCC – Auxiliar Administrativo/Copergás/2016)


No curso de determinado pregão promovido pelo Estado de Pernambuco, declarado o
vencedor do certame, um dos licitantes, não se conformando com o resultado, manifestou,
imediatamente, sua intenção de recorrer, porém não o fez de forma motivada. Nos termos
da Lei no 10.520/2002, a falta de manifestação motivada do licitante
a) não inviabilizará o direito de recurso, vez que a intenção de recorrer não precisa ser
motivada.
b) importará a decadência do direito de recurso e a adjudicação do objeto da licitação pelo
pregoeiro ao vencedor.
c) não inviabilizará o direito de recurso, desde que o licitante interessado em recorrer
apresente caução.
d) importará a decadência do direito de recurso, porém não a adjudicação do objeto da
licitação, pois existe fase anterior à adjudicação que precisa ser cumprida.
e) não inviabilizará o direito de recurso, desde que o licitante interessado em recorrer
apresente o respectivo recurso no prazo de quinze dias contados de sua manifestação.
Comentário: no pregão, uma vez declarado o vencedor, qualquer licitante poderá manifestar
imediata e motivadamente a intenção de recorrer, quando lhe será concedido o prazo de três dias
para apresentação das razões do recurso, ficando os demais licitantes desde logo intimados para
apresentar contrarrazões em igual número de dias, que começarão a correr do término do prazo
do recorrente, sendo-lhes assegurada vista imediata dos autos (Lei 10.520/2002, art. 4º, XVIII).
Com efeito, se o licitante não manifestar de forma imediata e motivada a intenção de recorrer,
ocorrerá a decadência (perda) do direito ao recurso e a adjudicação do objeto da licitação pelo
pregoeiro ao vencedor (art. 4º, XX).
Gabarito: alternativa B.

11. (FCC – Auxiliar Administrativo/Copergás/2016)


No curso da sessão de determinado pregão, a empresa ZZ apresentou oferta no valor de R$
300.000,00, sendo considerada a oferta de valor mais baixo. Três empresas ofertaram valores
superiores à empresa ZZ, entre elas, a empresa YY, que apresentou oferta no valor de R$
315.000,00. Nos termos da Lei no 10.520/2002, a empresa YY
a) poderá fazer novos lances verbais e sucessivos, até a proclamação do vencedor.

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b) não poderá fazer novos lances verbais e sucessivos, até a proclamação do vencedor,
podendo apenas a empresa ZZ assim o fazer, bem como as demais empresas cujos valores
forem superiores a R$ 330.000,00.
c) só poderá fazer novos lances verbais e sucessivos se for a segunda oferta de valor mais
baixo. Isto porque apenas as duas ofertas de valores mais baixos podem fazer novos lances
verbais e sucessivos, até a proclamação do vencedor.
d) só poderá fazer novos lances verbais e sucessivos se for a terceira oferta de valor mais
baixo. Isto porque apenas as três ofertas de valores mais baixos podem fazer novos lances
verbais e sucessivos, até a proclamação do vencedor.
e) não poderá fazer novos lances verbais e sucessivos, até a proclamação do vencedor,
podendo apenas a empresa ZZ assim o fazer, bem como as demais empresas cujos valores
forem superiores a R$ 350.000,00.
Comentário: o pregão se caracteriza pela existência de uma fase de lances verbais e sucessivos.
Assim, após a apresentação da proposta inicial, um grupo de licitantes será classificado para a fase
subsequente, de apresentação dos lances.
Nesse contexto, a Lei 10.520/2002 dispõe que, no curso da sessão do pregão, o autor da oferta de
valor mais baixo e os das ofertas com preços até 10% (dez por cento) superiores àquela poderão
fazer novos lances verbais e sucessivos, até a proclamação do vencedor. Nesse caso, não importa o
número de licitantes, todos que apresentarem propostas até 10% acima da de valor mais baixo
possuem direito de participar da fase de lances. A Administração não poderá apresentar um limite
de licitantes, sejam quantos preencherem o requisito legal.
Contudo, se não houver menos três ofertas nas condições definidas acima, poderão os autores das
melhores propostas, até o máximo de três, oferecer novos lances verbais e sucessivos, quaisquer
que sejam os preços oferecidos.
No caso da questão, a empresa ZZ possui a melhor proposta, no valor de R$ 300 mil reais. Assim,
YY poderá participar da fase de lances, pois está dentro da regra dos 10% (o limite seria R$ 330
mil). Portanto, não importa quantas outras empresas tenham propostas melhores do que a
empresa YY, uma vez que ela está dentro da regra dos 10% e, dessa forma, possui garantia de que
irá participar da fase de lances.
Logo, o gabarito é a opção A, pois a empresa poderá fazer novos lances verbais e sucessivos, até a
proclamação do vencedor.
As letras B e E estão erradas, pois informam que a empresa YY não poderá participar da fase de
lances. Já as opções C e D estão incorretas, uma vez que não importa a classificação da empresa YY
para que ela possa participar da fase seguinte.
Gabarito: alternativa A.

12. (FCC – AJ/TRT 23/2016)


No curso do pregão, o autor da oferta de valor mais baixo e os das ofertas com preços até dez
por cento superiores àquela poderão fazer novos lances verbais e sucessivos, até a
proclamação do vencedor. Nos termos da Lei no 10.520/2002, NÃO havendo pelo menos

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a) cinco ofertas nas condições narradas poderão os autores das melhores propostas, até o
máximo de três, oferecer novos lances verbais e sucessivos, devendo os preços,
obrigatoriamente, circundarem em torno de limite máximo fixado pelo pregoeiro.
b) duas ofertas nas condições narradas poderão os autores das melhores propostas, até o
máximo de cinco, oferecer novos lances verbais e sucessivos, quaisquer que sejam os preços
oferecidos.
c) três ofertas nas condições narradas poderão os autores das melhores propostas, até o
máximo de cinco, oferecer novos lances verbais e sucessivos, devendo os preços,
obrigatoriamente, circundarem em torno de limite máximo fixado pelo pregoeiro.
d) duas ofertas nas condições narradas poderão os autores das melhores propostas, até o
máximo de três, oferecer novos lances verbais e sucessivos, quaisquer que sejam os preços
oferecidos.
e) três ofertas nas condições narradas poderão os autores das melhores propostas, até o
máximo de três, oferecer novos lances verbais e sucessivos, quaisquer que sejam os preços
oferecidos.
Comentário: uma das características do pregão é a realização de uma fase de lances. Nesse caso,
os licitantes apresentam uma proposta inicial, sendo que o autor da melhor proposta e aqueles
que apresentarem propostas até 10% acima daquela poderão participar da fase de lances (Lei
10.520/2002, art. 4º, VIII).
Contudo, se não houver pelo menos três ofertas nessas condições, participarão da fase de lances
os licitantes com as três melhores propostas, independentemente dos preços oferecidos (Lei
10.520/2002, art. 4º, IX).
Gabarito: alternativa E.

13. (FCC – AJ/TRT 14/2016)


Nos termos da Lei no 10.520/2002, a equipe de apoio do pregão deverá ser integrada
a) em sua maioria por servidores ocupantes de cargo efetivo ou emprego da Administração,
obrigatoriamente pertencentes ao quadro permanente do órgão ou entidade promotora do
evento.
b) apenas por servidores ocupantes de cargo efetivo ou emprego da Administração,
pertencentes ao quadro permanente do órgão ou entidade promotora do evento.
c) em sua maioria por servidores ocupantes de cargo efetivo ou emprego da Administração,
preferencialmente pertencentes ao quadro permanente do órgão ou entidade promotora do
evento.
d) apenas por servidores ocupantes de cargo em comissão, obrigatoriamente pertencentes
ao quadro do órgão ou entidade promotora do evento.
e) apenas por servidores ocupantes de cargo efetivo ou emprego da Administração, não se
exigindo que sejam do quadro do órgão ou entidade promotora do evento.

Direito Administrativo p/ TRF 4ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária) - Pós-Edital 45


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Comentário: no pregão, a competência decisória é do pregoeiro, que é encarregado do


recebimento das propostas e lances, da análise de sua aceitabilidade e sua classificação, bem como
da habilitação e da adjudicação do objeto do certame ao licitante vencedor (art. 3º, IV).
Ademais, o pregoeiro será auxiliado pela equipe de apoio, que deverá ser integrada em sua
maioria por servidores ocupantes de cargo efetivo ou emprego da administração,
preferencialmente pertencentes ao quadro permanente do órgão ou entidade promotora do
evento (art. 3º, § 1º). Com isso, o gabarito é a opção C.
A opção A está errada, pois os servidores devem ser preferencialmente do quadro permanente e
não “obrigatoriamente”. Já as letras B, D e E estão erradas por exigirem integralmente servidores
ocupantes de cargo efetivo (B e E) ou em comissão (D).
Gabarito: alternativa C.

14. (FCC – Técnico de Nível Superior/Prefeitura de Teresina-PI/2016)


O pregão é modalidade de licitação adequada para ser utilizada pela Administração pública
quando da
a) alienação de bens móveis de valor inferior a R$ 10.000,00.
b) alienação de bens móveis inservíveis.
c) contratação de projeto de engenharia para construção de escola.
d) aquisição de software para desenvolvimento e instalação de processo eletrônico em
determinado ente público.
e) contratação para aquisição de café em pó para unidades administrativas.
Comentário: o pregão é a modalidade de licitação para aquisição de bens e serviços comuns,
independentemente do valor estimado da contratação. Bem ou serviço comum é aquele que pode
ser objetivamente definido no edital, mediante especificações usuais de mercado. O café em pó é
um exemplo, uma vez que poderá ser definido no edital. Logo, o gabarito é a letra E.
As letras A e B estão erradas, pois o pregão não serve para alienações, mas somente para
aquisições.
A letra C está incorreta, uma vez que a elaboração de projetos decorre de conteúdo intelectual, de
tal forma que não poderá ser definido de forma objetiva.
A letra D não está “tão” errada. A aquisição de alguns softwares pode ser definida de forma
objetiva no edital. Assim, em alguns casos, até mesmo a aquisição de software poderia ser objeto
de pregão. Contudo, a questão disse que o software seria adotado para “desenvolvimento e
instalação de processo eletrônico em determinado ente público”, o que poderia ensejar a
aplicação de especificações especiais, intelectuais, não tão objetivas. Assim, é possível que esse
software não seja “tão simples assim”. De qualquer forma, a letra E trata de um bem que,
certamente, poderá ser definido melhor que o software, de tal forma que a opção E seja realmente
a melhor opção.
Gabarito: alternativa E.

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15. (FCC – Técnico de Nível Superior/Prefeitura de Teresina-PI/2016)


A instituição do pregão como modalidade de licitação trouxe agilidade para a Administração
pública, que passou a fazer uso dele com bastante frequência. Essa agilidade do
procedimento se exterioriza, por exemplo,
a) no julgamento dos recursos interpostos pelos licitantes, que é feito no mesmo dia da
sessão única onde ocorre o pregão.
b) pela proposta dos licitantes ser verbal, o que possibilita disputa para redução do valor e
obtenção do menor preço para a Administração, com decisão na mesma sessão.
c) pela simplificação da fase de habilitação, que fica restrita à garantia da proposta e da
execução do contrato.
d) com a concentração das fases de classificação, habilitação, homologação e adjudicação,
nessa ordem, em uma única sessão.
e) com a possibilidade de reiniciar a sessão no caso do licitante classificado com a melhor
proposta na primeira sessão não ser habilitado.
Comentário: essa questão foi mal elaborada. Não sugiro que ela seja adotada como uma
“referência”, pois contraria frontalmente a legislação. De acordo com a Lei 10.520/2002, a fase de
adjudicação ocorre antes da homologação. Essa é, inclusive, uma das principais diferenças entre o
procedimento constante na Lei 8.666/1993 com a Lei 10.520/2002.
Essa ordem depreende-se do que consta nos incisos XX, XXI e XXII do art. 4º da Lei 10.520/2002:
Art. 4º A fase externa do pregão será iniciada com a convocação dos interessados e observará as
seguintes regras:
XX - a falta de manifestação imediata e motivada do licitante importará a decadência do direito
de recurso e a adjudicação do objeto da licitação pelo pregoeiro ao vencedor;
XXI - decididos os recursos, a autoridade competente fará a adjudicação do objeto da licitação
ao licitante vencedor;
XXII - homologada a licitação pela autoridade competente, o adjudicatário será convocado para
assinar o contrato no prazo definido em edital;

Assim, após a decisão sobre os recursos, procede-se a adjudicação para somente depois se realizar
a homologação. Ademais, se não houver manifestação da intenção de recorrer, o próprio
pregoeiro realizará a adjudicação e depois encaminhará o processo à autoridade competente para
que ela homologue.
Por isso, o gabarito jamais poderia ser a letra D, mas foi!
Além disso, não necessariamente as fases de classificação, habilitação, homologação e adjudicação
ocorrerão em uma única sessão. Se não houver manifestação imediata e motivada da intenção de
recorrer, constante no art. 4º, XVIII, aí sim tudo ocorrerá em uma única sessão. Porém, se algum
licitante apresentar a intenção de recorrer, ser-lhe-á concedido o prazo de três dias para
apresentação das razões do recurso, ficando os demais licitantes desde logo intimados para
apresentar contrarrazões em igual número de dias, que começarão a correr do término do prazo
do recorrente. Logo, nesse caso, não será possível fazer tudo em uma única sessão.

Direito Administrativo p/ TRF 4ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária) - Pós-Edital 47


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O pregão é mais rápido por várias características, como a fase recursal única (realizada após a
classificação e habilitação), a inversão das fases de classificação e habilitação e por aí vai. Porém, a
FCC complicou a coisa e, no meu ponto de vista, deu um gabarito totalmente equivocado. Enfim,
não adote essa questão como referência para provas futuras!
Vejamos os comentários das demais alternativas:
a) os recursos não são julgados no mesmo dia, uma vez que quem interpor recurso tem o prazo de
três dias para apresentá-lo, ao passo que os demais licitantes terão o mesmo prazo, contados do
fim do prazo do recorrente, para apresentar contrarrazões. Assim, não é possível julgar os recursos
na mesma sessão do pregão – ERRADA;
b) o primeiro erro da questão é que as “propostas” no pregão são realizadas em envelopes ou pelo
sistema eletrônico, ou seja, elas não são verbais. Após a apresentação da proposta inicial é que
será possível apresentar os “lances verbais” (ou eletrônicos). Assim, não devemos confundir
“proposta” com os “lances”. Além disso, a apresentação de lances não é um fator que aumenta a
agilidade. Pelo contrário, nesse caso, os lances verbais constituem uma fase que não ocorre nas
licitações constantes na Lei 8.666/1993 – ERRADA;
c) a Lei 10.520/2002 expressamente veda a exigência de garantia de proposta (art. 5º, I) – ERRADA;
e) se o licitante com a melhor proposta for inabilidade, não ocorrerá a reabertura da sessão. Nesse
caso, a Administração convocará o segundo colocado, conforme dispõe o art. 4º, XVI, da Lei do
Pregão, vejamos:
XVI - se a oferta não for aceitável ou se o licitante desatender às exigências habilitatórias, o
pregoeiro examinará as ofertas subseqüentes e a qualificação dos licitantes, na ordem
de classificação, e assim sucessivamente, até a apuração de uma que atenda ao edital, sendo o
respectivo licitante declarado vencedor;

Logo, não há reabertura da sessão – ERRADA.


Gabarito: alternativa D.

16. (FCC – AJ/TRE RR/2015)


Considere as afirmativas abaixo concernentes ao pregão.
I. A Lei Geral de Licitações (Lei no 8.666/1993) não se aplica ao pregão, já que é regido por lei
específica.
II. Os atos essenciais do pregão, quando decorrentes de meios eletrônicos, não precisam ser
documentados no processo respectivo, vez que a sistemática eletrônica dispensa tal
formalidade.
III. A fase externa do pregão será iniciada com a sessão pública para recebimento das
propostas, devendo o interessado, ou seu representante, identificar-se e, se for o caso,
comprovar a existência dos necessários poderes para formulação de propostas e para a
prática de todos os demais atos inerentes ao certame.
IV. Consideram-se bens e serviços comuns, para os fins e efeitos do objeto do pregão, aqueles
cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital,
por meio de especificações usuais no mercado.

Direito Administrativo p/ TRF 4ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária) - Pós-Edital 48


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Nos termos da Lei no 10.520/2002, está correto o que se afirma APENAS em


a) I e II.
b) II, III e IV.
c) IV.
d) I, II e III.
e) III e IV.
Comentário:
I – no pregão, a Lei 8.666/1993 é aplicável também, mas de forma subsidiária, ou seja, nos casos
não abordados na Lei 10.520/2002 – ERRADO;
II – segundo o art. 9º da Lei 10.520/2002, os atos essenciais do pregão, inclusive os decorrentes de
meios eletrônicos, serão documentados no processo respectivo, com vistas à aferição de sua
regularidade pelos agentes de controle – ERRADO;
III – a fase externa do pregão será iniciada com a convocação dos interessados. Portanto, a fase
externa começa antes da sessão pública, ou seja, começa com a convocação dos interessados, que
deverá ocorrer com pelo menos oito dias úteis de antecedência em relação à sessão de
apresentação das propostas (art. 4º, caput e incs. I e V) – ERRADO;
IV – o art. 1º, parágrafo único, a Lei 10.520/2002 define bens e serviços comuns como “aqueles
cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por
meio de especificações usuais no mercado” – CORRETO.
Assim, apenas o item IV está correto.
Gabarito: alternativa C.

17. (FCC – AJ/TRE RR/2015)


A empresa ABC, vencedora de importante pregão, fraudou na execução do contrato
administrativo. Nos termos da Lei no 10.520/2002, referida empresa, sem prejuízo de outras
sanções, ficará impedida de licitar e contratar com a União, Estados, Distrito Federal e
Municípios pelo prazo de até
a) sete anos.
b) dez anos.
c) cinco anos.
d) seis anos.
e) oito anos.
Comentário: vejamos a redação do art. 7º da Lei 10.520/2002:
Art. 7º Quem, convocado dentro do prazo de validade da sua proposta, não celebrar o contrato,
deixar de entregar ou apresentar documentação falsa exigida para o certame, ensejar o
retardamento da execução de seu objeto, não mantiver a proposta, falhar ou fraudar na

Direito Administrativo p/ TRF 4ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária) - Pós-Edital 49


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execução do contrato, comportar-se de modo inidôneo ou cometer fraude fiscal, ficará


impedido de licitar e contratar com a União, Estados, Distrito Federal ou Municípios e, será
descredenciado no Sicaf, ou nos sistemas de cadastramento de fornecedores a que se refere o
inciso XIV do art. 4o desta Lei, pelo prazo de até 5 (cinco) anos, sem prejuízo das multas
previstas em edital e no contrato e das demais cominações legais.

Assim, a empresa que cometer fraude na execução do contrato poderá sofrer a sanção de
impedimento de licitar e contratar com a União, Estados, Distrito Federal ou Municípios pelo prazo
de cinco anos, sem prejuízo das multas previstas em edital e no contrato e das demais cominações
legais.
Gabarito: alternativa C.

18. (FCC - AJ/TRF 2/2007)


Tendo a Administração Pública escolhido a modalidade pregão com o fim de adquirir
produtos, o prazo, contado a partir da publicação do aviso, a ser fixado para a apresentação
das propostas
a) será de quinze dias corridos.
b) será de cinco dias corridos.
c) não será inferior a doze dias úteis.
d) não será inferior a dez dias úteis.
e) não será inferior a oito dias úteis.
Comentário: começamos com uma questão simples.
Conforme o disposto no inciso V, art. 4º, da Lei 10.520/2002, o prazo fixado para a apresentação
das propostas, contado a partir da publicação do aviso, não será inferior a 8 (oito) dias úteis
(alternativa E).
Gabarito: alternativa E.

19. (FCC - TJ/TRF 2/2007)


Em relação à modalidade de licitação denominada pregão, é INCORRETO afirmar:
a) Se a oferta do licitante vencedor não for aceitável, o pregoeiro examinará as ofertas
subseqüentes e a qualificação dos licitantes, na ordem de classificação, e assim
sucessivamente, até a apuração de uma que atenda ao edital.
b) Declarado o vencedor, qualquer licitante poderá, no prazo de três dias, interpor recurso,
podendo apresentar os demais licitantes, contra-razões, em igual prazo, contado a partir da
publicação da decisão que receber o recurso.
c) Aberta a sessão, os licitantes apresentam declaração de que cumprem todos os requisitos
de habilitação e entregarão os envelopes contendo a indicação do objeto e do preço
oferecidos, procedendo-se à sua imediata abertura.
d) No curso da sessão, o autor da oferta de valor mais baixo e os das ofertas com preços até
10% (dez por cento) superiores àquela poderão fazer novos lances verbais e sucessivos, até a
proclamação do vencedor.

Direito Administrativo p/ TRF 4ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária) - Pós-Edital 50


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e) Se, além da oferta de valor mais baixo, não houver pelo menos duas outras com preço
superior, mas até o limite dos 10% da oferta com preço mais baixo, poderão os licitantes das
melhores propostas, até o máximo de três, oferecer novos lances verbais e sucessivos,
quaisquer que sejam os preços oferecidos.
Comentário:
a) após realizar a classificação das propostas, o pregoeiro deverá manifestar-se expressamente
sobre a sua aceitabilidade. Caso a oferta não seja aceitável, ou o vencedor não seja habilitado,
convocar-se-á o segundo colocado, e assim sucessivamente, até que se proclame o vencedor (art.
4º, XVI) – CORRETA;
b) após a declaração do vencedor, qualquer licitante poderá manifestar imediata e motivadamente
a intenção de recorrer, quando lhe será concedido o prazo de 3 (três) dias para apresentação das
razões do recurso, ficando os demais licitantes desde logo intimados para apresentar
contrarrazões em igual número de dias, que começarão a correr do término do prazo do
recorrente, sendo-lhes assegurada vista imediata dos autos (art. 4º, XVIII). Assim, inicialmente
deve ocorrer a manifestação imediata e motivada da intenção de recorrer. Além disso, o prazo
conta a partir do término do prazo do recorrente, e não da publicação da decisão que receber o
recurso – ERRADA;
c) após a abertura da sessão pública, os interessados ou seus representantes, apresentarão
declaração dando ciência de que cumprem plenamente os requisitos de habilitação e entregarão
os envelopes contendo a indicação do objeto e do preço oferecidos, procedendo-se à sua imediata
abertura e à verificação da conformidade das propostas com os requisitos estabelecidos no
instrumento convocatório (art. 4º, VII) – CORRETA;
d) de acordo com o art. 4º, VIII, o autor da oferta de valor mais baixo e os das ofertas com preços
até 10% (dez por cento) superiores àquela poderão fazer novos lances verbais e sucessivos, até a
proclamação do vencedor – CORRETA;
e) caso não existam pelo menos três ofertas que atendam a condição (proposta de valor mais
baixo e ofertas com preços até 10% superiores), poderão os autores das melhores propostas, até o
máximo de 3 (três), oferecer novos lances verbais e sucessivos, quaisquer que sejam os preços
oferecidos (art. 4º, IX) – CORRETA.
Gabarito: alternativa B.

20. (FCC - AFF/TCE SP/2005)


No âmbito da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, poderá ser adotada a modalidade
de licitação denominada Pregão APENAS para
a) serviços comuns cujo valor estimado da contratação seja inferior a R$ 150.000,00 (cento e
cinqüenta mil reais).
b) qualquer aquisição de bens, independentemente do valor estimado da contratação.
c) aquisição de bens e serviços comuns, cujo valor estimado da contratação seja inferior a R$
80.000,00 (oitenta mil reais).

Direito Administrativo p/ TRF 4ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária) - Pós-Edital 51


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d) aquisição de bens e serviços cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser


objetivamente definidos pelo Edital, por meio de especificações usuais no mercado, cujo
valor estimado da contratação seja inferior ou igual a R$ 150.000,00 (cento e cinqüenta mil
reais).
e) aquisição de bens e serviços cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser
objetivamente definidos pelo Edital, por meio de especificações usuais no mercado,
independentemente do valor estimado da contratação.
Comentário: o pregão é a modalidade utilizada para a aquisição de bens e serviços comuns, cujos
padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de
especificações usuais do mercado. Todavia, cabe salientar que o pregão, diferente de outras
modalidades licitatórias, não decorre de valor, mas sim do objeto. Dessa forma, independente dos
valores estimados para contrato, desde que os bens e serviços sejam considerados comuns, o
pregão poderá ser utilizado.
Agora, passemos as alternativas:
a), c) e d) a utilização do pregão não decorre de limite de valor, mas sim das características do
objeto – ERRADAS;
b) realmente o valor estimado da contratação não influencia na utilização do pregão. Porém, essa
modalidade não pode ser utilizada para qualquer objeto, mas apenas para bens e serviços
comuns– ERRADA.
Por fim, temos a alternativa E, que está correta e é nossa resposta.
Gabarito: alternativa E.

21. (FCC - AJ/TST/2012)


Segundo o regime da Lei no 10.520/02, a fase externa do pregão será iniciada com a
convocação dos interessados e observará, dentre outras, a seguinte regra:
a) para julgamento e classificação das propostas, será adotado o critério de menor preço, ou
de técnica e preço, observados os prazos máximos para fornecimento, as especificações
técnicas e parâmetros mínimos de desempenho e qualidade definidos no edital.
b) no curso da sessão pública para recebimento das propostas, todos os licitantes poderão
fazer novos lances verbais e sucessivos, até a proclamação do vencedor.
c) o prazo fixado para a apresentação das propostas, contado a partir da publicação do aviso,
não será inferior a 8 dias úteis.
d) encerrada a etapa competitiva e ordenadas as ofertas, o pregoeiro procederá à abertura
do invólucro contendo os documentos de habilitação de todos os licitantes classificados, para
verificação do atendimento das condições fixadas no edital.
e) se a melhor oferta não for aceitável ou se o licitante desatender às exigências
habilitatórias, o pregoeiro reabrirá a fase de lances, entre os demais licitantes.
Comentário:

Direito Administrativo p/ TRF 4ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária) - Pós-Edital 52


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a) o pregão só admite o critério de menor preço para julgamento e classificação das propostas,
observados os prazos máximos para fornecimento, as especificações técnicas e parâmetros
mínimos de desempenho e qualidade definidos no edital; (inciso X, art. 4º) – ERRADA;
b) os novos lances verbais e sucessivos serão permitidos apenas para o autor da proposta mais
baixa, juntamente com aqueles que apresentarem propostas até 10% superiores àquele. Caso não
existam pelo menos três ofertas nessas condições, serão admitidos para fase de lance os autores
das três propostas mais baixas – ERRADA;
c) o inciso V, art. 4º, da Lei do Pregão dispõe que o prazo fixado para a apresentação das
propostas, contado a partir da publicação do aviso, não será inferior a 8 (oito) dias úteis –
CORRETA;
d) encerrada a etapa competitiva e ordenadas as ofertas, o pregoeiro procederá à abertura do
invólucro contendo os documentos de habilitação do licitante que apresentou a melhor proposta,
e não de todos os licitantes classificados (art. 4º, XII) – ERRADA;
e) caso a melhor oferta não seja aceitável, ou se o licitante desatender às exigências habilitatórias,
o pregoeiro examinará as ofertas subsequentes e a qualificação dos licitantes, na ordem de
classificação, e assim sucessivamente, até a apuração de uma que atenda ao edital, sendo o
respectivo licitante declarado vencedor (art. 4º, XVI) – ERRADA.
Gabarito: alternativa C.

22. (FCC - AJ/TRT 6/2012)


De acordo com a Lei no 10.520/2002, que trata da modalidade licitatória pregão,
a) o pregoeiro poderá interromper a fase de lances caso verificada que a menor proposta
atingiu redução superior a 20% do valor de referência.
b) a fase da negociação com o autor da melhor proposta inicia-se após a verificação do
atendimento das condições de habilitação previstas no edital.
c) no curso da sessão o autor da melhor oferta e daquelas com preços até 10% superiores
àquela poderão fazer novos lances verbais e sucessivos, até a proclamação do vencedor.
d) encerrada a fase competitiva, se a oferta melhor classificada não for aceitável ou o seu
autor desatender as exigências habilitatórias, o pregoeiro reabrirá a etapa de lances
chamando os 3 licitantes melhor classificados.
e) declarado o vencedor do certame, será aberto o prazo de 8 dias para interposição de
recursos, que suspenderá a adjudicação do objeto ao licitante vencedor.
Comentário:
a) não existe essa possibilidade. O pregoeiro deve permitir os lances sucessivos, até a declaração
do vencedor – ERRADA;
b) a fase de negociação com o autor da melhor proposta inicia-se após a classificação das
propostas, ou seja, antes de verificar as condições de habilitação (art. 4º, XI e XVII) – ERRADA;
c) essa é a regra prevista no art. 4º, VIII, da Lei do Pregão, que já vimos exaustivamente –
CORRETA;

Direito Administrativo p/ TRF 4ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária) - Pós-Edital 53


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d) caso a oferta classificada em primeiro lugar não seja aceitável, ou o licitante não seja habilitado,
o pregoeiro deverá examinar as ofertas subsequentes e a qualificação dos licitantes, na ordem de
classificação (art. 4º, XVI) – ERRADA;
e) declarado o vencedor, qualquer licitante poderá manifestar imediata e motivadamente a
intenção de recorrer, quando lhe será concedido o prazo de 3 (três) dias para apresentação das
razões do recurso, ficando os demais licitantes desde logo intimados para apresentar
contrarrazões em igual número de dias, que começarão a correr do término do prazo do
recorrente, sendo-lhes assegurada vista imediata dos autos – ERRADA.
Gabarito: alternativa C.

23. (FCC - AJ/TRT 2/2008)


De conformidade com a Lei do Pregão,
a) é vedada a exigência de pagamento de taxas e emolumentos, inclusive os referentes a
fornecimento do edital.
b) não é vedada a exigência de garantia da proposta.
c) é vedada a exigência de aquisição do edital pelos licitantes, como condição para
participação no certame.
d) a definição do objeto pode ser genérica, permitida a especificação por marca e modelo.
e) o prazo de validade das propostas é de 120 dias, se outro não for fixado no edital.
Comentário: a Lei, em seu art. 5º apresenta três vedações. Dessa forma, não é permitida a
exigência de:
® garantia de proposta (I);
® aquisição do edital pelos licitantes, como condição para participação no certame (II); e
® pagamento de taxas e emolumentos, salvo os referentes a fornecimento do edital, que não
serão superiores ao custo de sua reprodução gráfica, e aos custos de utilização de recursos de
tecnologia da informação, quando for o caso (III)
Portanto, a alternativa A está errada, pois as taxas e emolumentos que se referem ao
fornecimento do edital são exceções, não sendo alvo da vedação.
Já a alternativa B está errada, pois é vedada a exigência de garantia.
A alternativa C, por sua vez, apresenta a vedação contida no art. 5º, II, e é a nossa resposta.
Finalizando, temos as alternativas D e E que não versam sobre as vedações.
A alternativa D trata da fase preparatória do pregão, contida no art. 3º, II. Lá temos que a definição
do objeto deverá ser precisa, suficiente e clara, vedadas especificações que, por excessivas,
irrelevantes ou desnecessárias, limitem a competição. Daí o erro da alternativa.
Por fim, a alternativa E está errada, pois o prazo de validade das propostas é de 60 (sessenta) dias,
salvo se outro prazo estiver previsto no edital (art. 6º).
Gabarito: alternativa C.

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24. (FCC - AssTec Leg/AL PB/2013)


Nos termos da Lei no 10.520/02, que trata do Pregão, aberta a sessão, os interessados ou
seus representantes apresentarão declaração dando ciência de que cumprem plenamente os
requisitos de habilitação e entregarão os envelopes contendo a indicação do objeto e do
preço oferecidos, procedendo-se à sua imediata abertura e à verificação da conformidade das
propostas com os requisitos estabelecidos no instrumento convocatório. No curso da sessão,
o autor da oferta de valor mais baixo e os das ofertas com preços até
a) 10% (dez por cento) superiores àquela poderão fazer novos lances verbais e sucessivos, até
a proclamação do vencedor.
b) 20% (vinte por cento) superiores àquela poderão fazer novos lances verbais e sucessivos,
até a proclamação do vencedor.
c) 15% (quinze por cento) superiores àquela poderão fazer novos lances escritos e sucessivos,
até a proclamação do vencedor.
d) 15% (quinze por cento) superiores àquela poderão fazer novos lances verbais e sucessivos,
até a proclamação do vencedor.
e) 20% (vinte por cento) superiores àquela poderão fazer novos lances escritos e sucessivos,
até a proclamação do vencedor.
Comentário: não pode errar na hora da prova!
Após a abertura da sessão, entrega de envelopes e devida abertura e verificação das propostas, o
autor da melhor oferta, bem como os autores das ofertas com preços até 10% (dez por cento)
superiores àquela poderão fazer novos lances verbais e sucessivos, até a proclamação do
vencedor. É a chamada Lei dos 10%. Deste modo, a única alternativa que apresentou a valoração
correta é a letra A.
Gabarito: alternativa A.

25. (FCC - JE/TJ RR/2008)


É regra própria do regime jurídico do pregão, nos termos da legislação federal pertinente:
a) o prazo fixado para a apresentação das propostas, contado a partir da publicação do aviso,
não será superior a oito dias úteis.
b) no curso da sessão pública para recebimento das propostas, todos os interessados ou seus
representantes presentes poderão fazer novos lances verbais e sucessivos, até a proclamação
do vencedor.
c) para julgamento e classificação das propostas, será adotado o critério de menor preço, ou
técnica e preço, observados os prazos máximos para fornecimento, as especificações técnicas
e parâmetros mínimos de desempenho e qualidade definidos no edital.
d) encerrada a etapa competitiva e ordenadas as ofertas, o pregoeiro procederá à abertura
do invólucro contendo os documentos de habilitação do licitante que apresentou a melhor
proposta, para verificação do atendimento das condições fixadas no edital.

Direito Administrativo p/ TRF 4ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária) - Pós-Edital 55


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e) declarado o vencedor, qualquer licitante poderá recorrer, no prazo de três dias,


apresentando, independentemente de outra formalidade, as razões do recurso e cabendo
aos demais licitantes apresentar contra-razões em igual número de dias.
Comentário: como já tratamos bastante desse assunto, sejamos mais breves:
a) o prazo fixado para a apresentação das propostas, contado a partir da publicação do aviso, não
será superior inferior a oito dias úteis – ERRADA;
b) no curso da sessão pública para recebimento das propostas, todos os interessados ou seus
representantes presentes poderão fazer novos lances verbais e sucessivos, até a proclamação do
vencedor. Apenas o autor da proposta de valor mais baixo e os autores de ofertas com preços até
10% (dez por cento) superiores àquela poderão participar da fase de lances verbais e sucessivos –
ERRADA;
c) para julgamento e classificação das propostas, será adotado o critério de menor preço, ou
técnica e preço, observados os prazos máximos para fornecimento, as especificações técnicas e
parâmetros mínimos de desempenho e qualidade definidos no edital – ERRADA;
d) encerrada a etapa competitiva e ordenadas as ofertas, o pregoeiro procederá à abertura do
invólucro contendo os documentos de habilitação do licitante que apresentou a melhor proposta,
para verificação do atendimento das condições fixadas no edital (art. 4º, XII) – CORRETA;
e) declarado o vencedor, qualquer licitante poderá recorrer, no prazo de três dias, apresentando,
independentemente de outra formalidade, as razões do recurso e cabendo aos demais licitantes
apresentar contra-razões em igual número de dias. Para poder recorrer, o licitante manifestar
imediata e motivadamente a intenção de recorrer. A falta de manifestação imediata e motivada do
licitante importará a decadência do direito de recurso, ou seja, o interessado não poderá mais
recorrer – ERRADA.
Gabarito: alternativa D.

26. (FCC - TJ/TRF 2/2012)


Em matéria de pregão, analise:
I. As exigências de habilitação, os critérios de aceitação das propostas e as sanções por
inadimplemento, entre outras providências.
II. Examinada a proposta classificada em primeiro lugar, quanto ao objeto e valor, caberá ao
pregoeiro decidir motivadamente a respeito de sua aceitabilidade.

Tais situações ocorrem nas fases do pregão, respectiva e legalmente, denominadas como
a) executiva e preparatória.
b) externa e preparatória.
c) interna e executiva.
d) externa e interna.
e) preparatória e externa.

Direito Administrativo p/ TRF 4ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária) - Pós-Edital 56


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Comentário: o pregão ocorre em duas etapas: (a) a preparatória, prevista no art. 3º; e (b) e fase
externa, prevista no art. 4º da Lei 10.520/2002.
O art. 3º, I, estabelece que, na fase preparatória, a autoridade competente justificará a
necessidade de contratação e definirá o objeto do certame, as exigências de habilitação, os
critérios de aceitação das propostas, as sanções por inadimplemento e as cláusulas do contrato,
inclusive com fixação dos prazos para fornecimento.
Já o art. 4º, XI, dispõe que, na fase externa, após ser examinada a proposta classificada em
primeiro lugar, quanto ao objeto e valor, caberá ao pregoeiro decidir motivadamente a respeito da
sua aceitabilidade.
Portanto, os itens tratam, respectivamente, das fases preparatória e externa (letra E).
Gabarito: alternativa E.

27. (FCC - AJ/TRF 2/2012)


No que diz respeito ao pregão, como modalidade de licitação, NÃO é vedada
a) a exigência de pagamento de emolumentos referentes ao fornecimento do edital, desde
que não seja superior ao custo de sua reprodução gráfica.
b) a exigência de aquisição de edital pelos licitantes, como condição para participação no
certame.
c) a exigência de garantia de proposta.
d) a quitação ou pagamento de taxas exigidas para o custeio de todas as despesas do
certame.
e) a prática de especificações excessivas da definição do objeto do certame, ainda que
limitem a competição.
Comentário: o art. 5º da Lei 10.520/2002 estabelece que é vedada a exigência de:
® garantia de proposta [opção C];
® aquisição do edital pelos licitantes, como condição para participação no certame [opção B]; e
® pagamento de taxas e emolumentos [opção D], salvo os referentes a fornecimento do edital,
que não serão superiores ao custo de sua reprodução gráfica [opção A - correta], e aos custos
de utilização de recursos de tecnologia da informação, quando for o caso.
Além disso, o art. 3, II, estabelece que, na fase preparatória, ocorrerá a definição do objeto deverá
ser precisa, suficiente e clara, vedadas especificações que, por excessivas, irrelevantes ou
desnecessárias, limitem a competição [opção E].
Gabarito: alternativa A.

28. (FCC - AJ/TRF 2/2012)


A Lei no 10.520, de 17 de julho de 2002, instituiu o pregão como modalidade de licitação na
área pública, inclusive bibliotecas e centros de documentação. A principal característica do

Direito Administrativo p/ TRF 4ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária) - Pós-Edital 57


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pregão é o uso das novas tecnologias de informação e comunicação. A fase externa do


pregão será iniciada com a
a) definição, pela autoridade competente, da necessidade de contratação e do objeto do
certame.
b) designação do pregoeiro.
c) realização de sessão pública para recebimento das propostas.
d) convocação dos interessados.
e) recepção dos envelopes contendo a indicação do objeto e do preço oferecidos.
Comentário: a fase externa do pregão está prevista no art. 4º, que dispõe que ela será iniciada
com a convocação dos interessados (letra D). A definição da necessidade de contratação e do
objeto do certame e a designação do pregoeiro ocorre na fase preparatória (opções A e B,
erradas).
Por outro lado, a realização de sessão pública para recebimento das propostas e a recepção dos
envelopes contendo a indicação do objeto e do preço oferecidos realmente ocorrem na fase
externa, mas não representam o início dessa fase (opções C e E, erradas).
Gabarito: alternativa D.

29. (FCC - AJ/TRF 5/2013)


O art. 6º da Lei nº 10.520/2002 afirma que, apresentadas as propostas, estas terão um prazo
de validade, estipulado pela lei em vigor, igual a
a) 120 (cento e vinte) dias, no mínimo.
b) 90 (noventa) dias, se outro não estiver fixado no edital.
c) 60 (sessenta) dias, se outro não estiver fixado no edital.
d) 45 (quarenta e cinco) dias, a menos que outro esteja fixado com prazo maior.
e) 30 (trinta) dias, a menos que outro esteja fixado com prazo maior.
Comentário: de acordo com o art. 6º da Lei 10.520/2002, o prazo de validade das propostas será
de 60 (sessenta) dias, se outro não estiver fixado no edital (opção C).
Gabarito: alternativa C.

30. (FCC - AJ/TRF 5/2008)


Para o julgamento e classificação das propostas no pregão, será adotado o critério de
a) melhor qualidade do produto ou serviço.
b) menor prazo de entrega.
c) melhor técnica.
d) técnica e preço.
e) menor preço.

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Comentário: conforme consta no art. 4º, X, da Lei 10.520/2002, o pregão admite somente o
critério (tipo de licitação) de menor preço (opção E).
Gabarito: alternativa E.

31. (FCC - AJ/TRF 5/2008)


Nos termos da lei, o pregão é modalidade de licitação empregada para
a) a realização de obras e serviços de engenharia.
b) aquisição de bens e serviços especiais.
c) aquisição de bens e serviços comuns.
d) ata de registro de preços de bens ou serviços especiais.
e) contratação de quaisquer bens ou serviços, sejam de natureza comum ou especial.
Comentário: o pregão é a modalidade licitatória utilizada para aquisição de bens ou serviços
comuns, ou seja, aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente
definidos pelo edital, por meio de especificações usuais no mercado (opção C).
Gabarito: alternativa C.

32. (FCC - AJ/TRT 5/2013)


Um órgão do governo federal divulgou edital de pregão presencial para a aquisição de
câmaras para sistema de segurança, cujo valor estimado pela Administração, com base em
pesquisa de preços no mercado, foi R$ 23.000,00. Aberta a sessão e após abertura dos
envelopes, obtiveram-se as seguintes propostas:

EMPRESA VALOR DA PROPOSTA

A R$ 20.000,00

B R$ 20.500,00

C R$ 21.300,00

D R$ 21.950,00

E R$ 22.100,00

No curso da sessão, as empresas que poderão fazer lances verbais e sucessivos, até a
proclamação do vencedor, são
a) A, B e C, apenas.
b) A e B, apenas.
c) A, B, C e D, apenas.
d) B, C e D, apenas.

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e) A, B, C, D e E.
Comentário: muito simples. Poderão participar da fase de lances o concorrente com a melhor
proposta, juntamente com os licitantes que apresentarem propostas até 10% do valor da oferta
daquele.
A melhor proposta foi de A – 20.000,00.
10% desse valor é 2.000,00, o que dará um limite de 22.000,00.
Assim, todos os que apresentaram propostas até 22.000,00 poderão participar da fase de lances,
ou seja, as empresas A, B, C e D. Por fim, a empresa E foi eliminada.
Gabarito: alternativa C.

33. (FCC - AJ/TRT 19/2014)


A Administração pública, em determinado pregão, fez as seguintes exigências:
I. Garantia de proposta.
II. Aquisição do edital pelos licitantes, como condição para participação no certame.
III. Cobrança de taxa referente ao fornecimento do edital, não superior ao custo de sua
reprodução gráfica.

Nos termos da Lei nº 10.520/02, é vedada a exigência do que consta em


a) III, apenas.
b) I, II e III.
c) I e II, apenas.
d) I e III, apenas.
e) II, apenas.
Comentário: segundo a Lei do Pregão, é vedada a exigência de: (a) garantia de proposta; (b)
aquisição do edital pelos licitantes, como condição para participação no certame; e (c) pagamento
de taxas e emolumentos, salvo os referentes a fornecimento do edital, que não serão superiores
ao custo de sua reprodução gráfica, e aos custos de utilização de recursos de tecnologia da
informação, quando for o caso.
Assim, os itens I e II correspondem a vedações. Porém, a cobrança de taxa referente ao
fornecimento do edital, não superior ao custo de sua reprodução gráfica, é permitida.
Gabarito: alternativa C.

34. (FCC – Advogado/SABESP/2018)


Geraldo, pesquisando sobre as licitações e contratações de obras e serviços de engenharia,
descobre que, nesses casos, de acordo com a Lei n° 12.462/2011 (Lei que institui o Regime
Diferenciado de Contratações Públicas − RDC), o regime de contratação por tarefa

Direito Administrativo p/ TRF 4ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária) - Pós-Edital 60


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a) poderá ser adotado excepcionalmente nos casos de inviabilidade da adoção dos regimes
de empreitada por preço global, empreitada integral ou contratação integrada, devendo ser
inseridos nos autos do procedimento os motivos que justificaram a exceção.
b) deverá ser adotado, preferencialmente, não havendo necessidade de inserir nos autos os
motivos que justificaram sua adoção.
c) poderá ser adotado excepcionalmente nos casos de inviabilidade da adoção
especificamente do regime de empreitada por preço unitário, devendo ser inseridos nos
autos do procedimento os motivos que justificaram a exceção.
d) poderá ser adotado excepcionalmente nos casos de inviabilidade da adoção dos regimes
de empreitada por preço unitário, empreitada por preço global, empreitada integral ou
contratação integrada, devendo ser inseridos nos autos do procedimento os motivos que
justificaram a exceção.
e) não poderá ser adotado, sendo permitida apenas a adoção dos regimes de empreitada por
preço unitário, empreitada por preço global, empreitada integral ou contratação integrada.
Comentário: na execução indireta de obras e serviços de engenharia, são admitidos os seguintes
regimes (art. 8º):
I - empreitada por preço unitário;
II - empreitada por preço global;
III - contratação por tarefa;
IV - empreitada integral; ou
V - contratação integrada.

A lei destaca, ainda, que nas licitações e contratações de obras e serviços de engenharia serão
adotados, preferencialmente, os regimes de empreitada por preço global; empreitada integral e
contratação integrada.
Excepcionalmente, no caso de inviabilidade da aplicação da preferência acima mencionada, poderá
ser adotado outro regime previsto no artigo 8º, como a contratação por tarefa, hipótese em que
serão inseridos nos autos do procedimento os motivos que justificaram a exceção (art. 8º, §2º).
Gabarito: alternativa A.

35. (FCC – Analista Legislativo/ALESE/2018)


A Administração Estadual está executando seu programa de segurança pública, que
contempla um conjunto de ações preventivas e repressivas, incluindo não só o policiamento
ostensivo, mas também a construção e reforma de unidades prisionais. Em relação à
construção e reforma,
a) poderá se valer do modelo de parceria público-privada, sob a modalidade de concessão
patrocinada, cuja contraprestação se dará mediante exploração do trabalho dos próprios
presos.
b) poderá se valer do regime diferenciado de contratações, licitando a contratação de uma
empreitada global.

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c) deverá licitar a contratação do serviço de obras pela Lei no 8.666/1993, que permitiria a
adjudicação pelo menor preço, garantindo a observância do princípio da economicidade.
d) admite-se a licitação por meio de pregão presencial, sendo indispensável levar à sessão de
lances o projeto básico para aferição da adequação e exequibilidade do trabalho técnico.
e) caberá a contratação de empreitada por preço unitário, modalidade de regime
diferenciado de contratações, considerando que há precisa estimativa e amostragem sobre
os itens utilizados para a edificação da construção.
Comentário:
a) a concessão patrocinada é a concessão de serviços públicos ou de obras públicas de que trata a
Lei nº 8.987/95, quando envolver, adicionalmente à tarifa cobrada dos usuários contraprestação
pecuniária do parceiro público ao parceiro privado – ERRADA;
b) o RDC é previsto justamente para as licitações e contratos necessários à realização de obras e
serviços de engenharia para construção, ampliação e reforma e administração de
estabelecimentos penais e unidades de atendimento socioeducativo, bem como de ações no
âmbito da segurança pública (art. 1º, VI e VII da Lei 12.462/2011). No âmbito desse regime, a
empreitada por preço global é utilizada quando se contrata a execução da obra ou do serviço por
preço certo e total – CORRETA;
c) a observância do princípio da economicidade nem sempre é garantida pela contratação pelo
menor preço. Nesse sentido, a proposta mais vantajosa não é necessariamente a de menor preço,
pois os aspectos de qualidade também são relevantes nas contratações – ERRADA;
d) o pregão é modalidade utilizada para aquisição de bens e serviços comuns (art. 1º, Lei
10.520/02), e não para realização de obras públicas – ERRADA;
e) a empreitada por preço unitário ocorre quando se contrata a execução da obra ou do serviço
por preço certo de unidades determinadas (e não por amostragem), conforme art. 2º, III da Lei
12.462/2011 – ERRADA.
Gabarito: alternativa B.

36. (FCC – Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador/TRF - 5ª Região/2017)


Nas licitações processadas pelo regime instituído pelo Regime Diferenciado de Construções
Públicas − RDC, Lei nº 12.462/2011, aplicam-se
a) tanto as disposições constantes da Lei nº 8.666/1993, como as da Lei nº 10.520/2002,
conhecida como Lei do Pregão, por serem leis gerais sobre licitações.
b) as disposições constantes da Lei nº 8.666/1993 apenas nos casos em que a lei que instituiu
o Regime Diferenciado de Contratações expressamente admitir.
c) apenas e de forma subsidiária as disposições da Lei nº 10.520/2002, considerando que em
muito se assemelha àquela,em especial na disciplina das sanções.
d) subsidiariamente as disposições da Lei nº 8.666/1993 no que concerne às modalidades
licitatórias, considerando que a própria Lei assim o admite.

Direito Administrativo p/ TRF 4ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária) - Pós-Edital 62


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e) indistintamente e de forma subsidiária as disposições da Lei nº 8.666/1993, pois prevê,


expressamente, a aplicação da Lei Geral de Licitações, da mesma forma que o fez a Lei nº
10.520/2002.
Comentário: a Lei 12.462/11 determina que opção pelo RDC deverá constar de forma expressa do
instrumento convocatório e resultará no afastamento das normas contidas na Lei no 8.666/93,
exceto nos casos expressamente previstos na própria Lei.
Não há previsão, contudo, de aplicação das normas da Lei do Pregão (10.520/02).
Gabarito: alternativa B.

37. (FCC – Analista - Processual/DPE-RS/2017)


Considere que o Estado intente licitar a contratação para construção de novos
estabelecimentos penais, em função da grave crise de segurança pública instalada
recentemente. Para tanto, pretende utilizar o Regime Diferenciado de Contratações Públicas
− RDC, disciplinado pela Lei n° 12.462/2011 e suas alterações. Considerando as disposições
legais aplicáveis, a intenção do Estado afigura-se
a) cabível, eis que se trata de um dos objetos previstos legalmente, podendo, inclusive, ser
fixada remuneração variável para o contratado, vinculada ao prazo de entrega estabelecido
contratualmente.
b) cabível apenas se caracterizada, em despacho fundamentado da autoridade competente,
situação emergencial ou necessidade de atendimento inadiável a relevante interesse público.
c) cabível apenas se a obra em questão estiver inserida no Programa de Aceleração do
Crescimento − PAC, podendo, neste caso, ser licitada sob a modalidade contratação
integrada.
d) incabível, eis que o objeto em questão não se insere no rol taxativo fixado pela legislação,
podendo o Estado, todavia, valer-se do cadastro integrado previsto na referida lei para fins de
verificação dos requisitos de habilitação no âmbito da licitação regida pela Lei n° 8.666/1993.
e) incabível, salvo se as obras forem financiadas com recursos de bancos ou instituições de
fomento públicas e estiverem correlacionadas a algum dos eventos descritos na legislação
citada.
Comentário: no momento em que foi instituído, o RDC era reservado às cidades que realizariam os
Jogos Olímpicos, Copa do Mundo e a Copa das Confederações. Depois, aumentou-se sua
abrangência, e hoje é aplicável exclusivamente às licitações e contratos necessários à realização
(art. 1º):
a) dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, constantes da Carteira de Projetos Olímpicos a ser definida pela
Autoridade Pública Olímpica (APO);
b) da Copa das Confederações da Federação Internacional de Futebol Associação - Fifa 2013 e da Copa do Mundo
Fifa 2014, definidos pelo Grupo Executivo - Gecopa 2014 do Comitê Gestor instituído para definir, aprovar e
supervisionar as ações previstas no Plano Estratégico das Ações do Governo Brasileiro para a realização da
Copa do Mundo Fifa 2014 - CGCOPA 2014, restringindo-se, no caso de obras públicas, às constantes da matriz
de responsabilidades celebrada entre a União, Estados, Distrito Federal e Municípios;

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c) de obras de infraestrutura e de contratação de serviços para os aeroportos das capitais dos Estados da
Federação distantes até 350 km (trezentos e cinquenta quilômetros) das cidades sedes dos mundiais referidos
acima;
d) das ações integrantes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC);
e) das obras e serviços de engenharia no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS;
f) das obras e serviços de engenharia para construção, ampliação e reforma e administração de
estabelecimentos penais e de unidades de atendimento socioeducativo;
g) das ações no âmbito da segurança pública;
h) das obras e serviços de engenharia, relacionadas a melhorias na mobilidade urbana ou ampliação de
infraestrutura logística; e
i) dos contratos de locação de bens móveis e imóveis, nos quais o locador realiza prévia aquisição, construção ou
reforma substancial, com ou sem aparelhamento de bens;15
j) das ações em órgãos e entidades dedicados à ciência, à tecnologia e à inovação;
k) licitações e contratos necessários à realização de obras e serviços de engenharia no âmbito dos sistemas
públicos de ensino e de pesquisa, ciência e tecnologia (art. 1º, § 3º).
Assim, para construção de novos estabelecimentos penais pode ser utilizado o RDC, conforme
alternativa A, nosso gabarito.
As alternativas C, D e E estão, pelo exposto, erradas. Quanto à alternativa B, não existe essa
ressalva na Lei.
Gabarito: alternativa A.

Concluímos por hoje. Em nossa próxima aula, vamos estudar os consórcios públicos.
Espero por vocês!
Bons estudos.
HERBERT ALMEIDA.
[Link]

@profherbertalmeida

/profherbertalmeida

/profherbertalmeida

15
O art. 47-A da Lei 12.462/2011 (Lei do RDC), cuja redação foi incluída pela Lei 13.190/2015, estabelece que “A administração
pública poderá firmar contratos de locação de bens móveis e imóveis, nos quais o locador realiza prévia aquisição, construção ou
reforma substancial, com ou sem aparelhamento de bens, por si mesmo ou por terceiros, do bem especificado pela
administração”. Nesse caso, a contratação sujeitar-se-á à mesma disciplina de dispensa e inexigibilidade de licitação aplicável às
locações comuns. Além disso, a contratação poderá prever a reversão dos bens à administração pública ao final da locação,
desde que estabelecida no contrato. Por fim, o valor dessa locação não poderá exceder, ao mês, 1% (um por cento) do valor do
bem locado (art. 47-A, §§ 1º, 2º e 3º).

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4 QUESTÕES COMENTADAS NA AULA


1. (FCC – Advogado/SABESP/2018)
Suponha que a Administração pública realize a contratação de serviços pela modalidade
pregão e, cumpridas todas as etapas, declare o vencedor do certame, podendo haver recurso
por parte de qualquer licitante, desde que observados os requisitos legais. De acordo com a
Lei n° 10.520/2002 (Pregão),
a) será concedido o prazo de cinco dias após a declaração do vencedor para a apresentação
das razões do recurso, sendo os demais licitantes intimados desde logo para apresentar
contrarrazões em igual número de dias.
b) a falta de manifestação imediata e motivada do licitante após a declaração do vencedor
importará a decadência do direito de recorrer e a adjudicação do objeto da licitação pelo
pregoeiro ao vencedor.
c) o acolhimento de recurso importará, como regra, não apenas a invalidação dos atos
insuscetíveis de aproveitamento, como anulará toda a licitação.
d) será concedido o prazo de sete dias após a declaração do vencedor para a apresentação
das razões do recurso, sendo os demais licitantes intimados desde logo para apresentar
contrarrazões em igual número de dias.
e) a falta de manifestação imediata e motivada do licitante após a declaração do vencedor
importará a adjudicação do objeto da licitação pelo pregoeiro ao vencedor provisoriamente,
abrindo-se o prazo de três dias para recurso após a adjudicação.
2. (FCC – Analista Judiciário/TRT PE/2018)
Nos termos da Lei no 10.520/2002, que disciplina a modalidade licitatória pregão, o recurso
deve ser interposto
a) assim que encerrada a etapa competitiva e antes da análise dos requisitos de habilitação
do licitante classificado em primeiro lugar.
b) assim que declarado pelo pregoeiro o vencedor do certame, oportunidade em que
também se devem apresentar as razões recursais, sob pena de prescrição consumativa.
c) no prazo de três dias após declarado pelo pregoeiro o vencedor do certame.
d) assim que declarado pelo pregoeiro o vencedor do certame, oportunidade em que deve
declarar intenção de recorrer motivadamente.
e) após encerrada a etapa competitiva e antes do início da análise dos documentos de
habilitação, ficando diferido o prazo para apresentação das razões recursais para o momento
posterior à declaração do vencedor.
3. (FCC – Técnico Legislativo/ALESE/2018)
A empresa X pretende participar de licitação na modalidade pregão a ser promovida pelo
Estado de Sergipe. Iniciado o certame licitatório, o prazo fixado para apresentação das
propostas, contado a partir da publicação do aviso, foi de nove dias úteis. No entanto, a

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empresa X opôs-se ao referido prazo, alegando que o mesmo contraria disposição da Lei no
10.520/2002. Nos termos da referida Lei, o prazo fixado no citado pregão para a
apresentação das propostas, contado a partir da publicação do aviso, está
a) incorreto, pois não deve ser inferior a 15 dias úteis.
b) correto, pois não deve ser inferior a 8 dias úteis.
c) incorreto, pois não deve ser inferior a 10 dias úteis.
d) correto, pois pode ser inferior a 5 dias úteis, mas não deve ultrapassar o prazo máximo de
15 dias úteis.
e) correto, pois pode ser inferior a 8 dias úteis, mas não deve ultrapassar o prazo máximo de
12 dias úteis.
4. (FCC – Técnico Legislativo/ALESE/2018)
Determinado procedimento licitatório regido pela Lei n° 10.520/2002 foi impugnado sob o
fundamento de que o pregoeiro deu início à fase de seleção das propostas de preço sem
antes proceder à análise dos documentos de habilitação. A impugnação
a) deve ser acatada, pois a fase de habilitação tem necessariamente que preceder a de
julgamento das propostas de preço.
b) procede, na hipótese de cuidar-se de licitação de grande vulto em que o pregão segue as
regras, quanto à habilitação, da modalidade licitatória concorrência.
c) procede, pois a inversão de fases é admitida tão somente nas licitações dos denominados
contratos de eficiência.
d) improcede, pois a modalidade licitatória pregão estabelece a inversão de fases, iniciando-
se a seleção pelo julgamento das propostas de preço, analisando-se, após o encerramento da
etapa competitiva, os documentos de habilitação do licitante classificado em primeiro lugar.
e) improcede, porque a inversão de fases é inovação procedimental típica dessa modalidade
licitatória, tendo o pregoeiro, após o julgamento de preço, o dever de analisar os documentos
de habilitação de todos os licitantes classificados.
5. (FCC – Procurador do Estado/PGE TO/2018)
Ao instituir e regulamentar a modalidade licitatória do pregão, a Lei Federal no 10.520/2002
dispõe que
a) somente é possível aos licitantes interpor recurso administrativo após a declaração do
vencedor pelo pregoeiro.
b) serão adotados os tipos de licitação menor preço e técnica e preço, para julgamento das
propostas.
c) o autor da oferta de valor mais baixo e os das ofertas com preços até 20% superiores
àquela, no curso da etapa competitiva do pregão presencial, poderão fazer novos lances
verbais e sucessivos, até a proclamação do vencedor.

Direito Administrativo p/ TRF 4ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária) - Pós-Edital 66


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d) o pregoeiro procederá à abertura do invólucro contendo os documentos de habilitação de


todos os licitantes classificados, encerrada a etapa competitiva e ordenadas as ofertas, para
verificação do atendimento das condições fixadas no edital.
e) o edital poderá exigir garantia de proposta, como dado objetivo de comprovação da
qualificação econômico-financeira dos licitantes, limitada a 1% do valor estimado do objeto
da contratação.
6. (FCC – Analista em Gestão Especializado de Defensoria/DPE AM/2018)
De acordo com a legislação de regência, a modalidade licitatória pregão eletrônico NÃO é
passível de aplicação para
a) aquisição de bens de natureza comum em valor superior a R$ 150.000,00 sendo
obrigatória a modalidade concorrência.
b) contratação de serviços de natureza comum, eis que o pregão destina-se apenas a
compras.
c) aquisição de equipamentos de informática, mesmo quando passíveis de especificação.
d) aquisição de bens de uso contínuo, quando viável adoção do sistema de registro de preços.
e) alienação de bens, mesmo que inservíveis ou de pequeno valor.
7. (FCC – Analista em Gestão Especializado de Defensoria/DPE AM/2018)
Objetivando a contratação de serviços de suporte de informática, determinada empresa
pública instaurou procedimento licitatório na modalidade pregão eletrônico. Entre as
condições fixadas no certame, exigiu dos licitantes a comprovação de experiência anterior no
desempenho de objeto similar, mediante a apresentação de atestados, bem como garantia
de proposta. O procedimento adotado previu, ainda, a análise dos documentos de habilitação
apenas após encerrada a etapa competitiva e ordenadas as propostas de preço.
Considerando as disposições legais aplicáveis à espécie, a conduta da Administração afigura-
se
a) ilegal, no que concerne à exigência de garantia de proposta, que é vedada quando adotada
a modalidade pregão.
b) ilegal, quanto à modalidade adotada, eis que o pregão não se aplica para contratação de
serviços, ainda que de natureza comum.
c) legal, eis que tanto a modalidade, como os requisitos estabelecidos estão aderentes à
legislação aplicável.
d) ilegal, no que tange à exigência de atestados de qualificação técnica, o que não se coaduna
com a natureza comum do serviço.
e) ilegal, no que diz respeito à inversão das fases de apresentação de proposta econômica e
habilitação.
8. (FCC – Analista em Gestão Previdenciária/FUNAPE/2017)

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Secretaria de educação municipal pretende adquirir material escolar para suas unidades de
ensino. A fim de evitar problemas de qualidade nos produtos listados e objetivamente
descritos como de natureza comum, fez constar do edital de pregão que publicou a
obrigatoriedade de apresentação de amostras dos 5 principais itens pelos licitantes na sessão
pública de apresentação de propostas. A exigência constante do edital
(A) permite a inabilitação técnica dos licitantes que não cumprirem esse requisito formal, não
sendo possível à Administração pública se fiar em compromissos de qualidade.
(B) não é admitida quando se tratarem de bens de natureza comum, considerando a pouca
complexidade e fácil constatação de qualidade pelo administrador público.
(C) onera excessivamente os licitantes, cabendo a exigência de apresentação de amostras por
parte do vencedor do certame.
(D) garante a presença na sessão de abertura somente de licitantes com propostas
consistentes, bem como permite que a escolha recaia sobre bens e serviços de melhor
qualidade.
(E) é admitida quando o objeto do pregão se refere a apenas um bem, de fácil transporte ou
quando o administrador escolhe apenas um dentre os listados no objeto do certame, não
sendo legalmente permitido apresentação de variedade de amostras sobre itens diferentes.
9. (FCC – Analista Administrador/Copergás/2016)
O Governo do Estado de Pernambuco, ao realizar licitação na modalidade pregão, publicou
aviso no diário oficial do respectivo Estado, convocando os interessados a participarem do
certame. O prazo fixado para a apresentação das propostas, contado a partir da publicação
do aviso, foi de dez dias úteis. A propósito do tema e nos termos do que preceitua a Lei nº
10.520/2002, o prazo para a apresentação das propostas está
a) correto, porque a Lei prevê o prazo fixo de dez dias úteis para a apresentação das
propostas.
b) correto, vez que tal prazo não deve ser inferior a oito dias úteis.
c) incorreto, pois deve ser inferior a dez dias úteis.
d) incorreto, porque não deve ser contado a partir da publicação do aviso, mas sim do início
da fase interna da licitação.
e) incorreto, pois deve ser sempre superior a quinze dias úteis.
10. (FCC – Auxiliar Administrativo/Copergás/2016)
No curso de determinado pregão promovido pelo Estado de Pernambuco, declarado o
vencedor do certame, um dos licitantes, não se conformando com o resultado, manifestou,
imediatamente, sua intenção de recorrer, porém não o fez de forma motivada. Nos termos
da Lei no 10.520/2002, a falta de manifestação motivada do licitante
a) não inviabilizará o direito de recurso, vez que a intenção de recorrer não precisa ser
motivada.

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b) importará a decadência do direito de recurso e a adjudicação do objeto da licitação pelo


pregoeiro ao vencedor.
c) não inviabilizará o direito de recurso, desde que o licitante interessado em recorrer
apresente caução.
d) importará a decadência do direito de recurso, porém não a adjudicação do objeto da
licitação, pois existe fase anterior à adjudicação que precisa ser cumprida.
e) não inviabilizará o direito de recurso, desde que o licitante interessado em recorrer
apresente o respectivo recurso no prazo de quinze dias contados de sua manifestação.
11. (FCC – Auxiliar Administrativo/Copergás/2016)
No curso da sessão de determinado pregão, a empresa ZZ apresentou oferta no valor de R$
300.000,00, sendo considerada a oferta de valor mais baixo. Três empresas ofertaram valores
superiores à empresa ZZ, entre elas, a empresa YY, que apresentou oferta no valor de R$
315.000,00. Nos termos da Lei no 10.520/2002, a empresa YY
a) poderá fazer novos lances verbais e sucessivos, até a proclamação do vencedor.
b) não poderá fazer novos lances verbais e sucessivos, até a proclamação do vencedor,
podendo apenas a empresa ZZ assim o fazer, bem como as demais empresas cujos valores
forem superiores a R$ 330.000,00.
c) só poderá fazer novos lances verbais e sucessivos se for a segunda oferta de valor mais
baixo. Isto porque apenas as duas ofertas de valores mais baixos podem fazer novos lances
verbais e sucessivos, até a proclamação do vencedor.
d) só poderá fazer novos lances verbais e sucessivos se for a terceira oferta de valor mais
baixo. Isto porque apenas as três ofertas de valores mais baixos podem fazer novos lances
verbais e sucessivos, até a proclamação do vencedor.
e) não poderá fazer novos lances verbais e sucessivos, até a proclamação do vencedor,
podendo apenas a empresa ZZ assim o fazer, bem como as demais empresas cujos valores
forem superiores a R$ 350.000,00.
12. (FCC – AJ/TRT 23/2016)
No curso do pregão, o autor da oferta de valor mais baixo e os das ofertas com preços até dez
por cento superiores àquela poderão fazer novos lances verbais e sucessivos, até a
proclamação do vencedor. Nos termos da Lei no 10.520/2002, NÃO havendo pelo menos
a) cinco ofertas nas condições narradas poderão os autores das melhores propostas, até o
máximo de três, oferecer novos lances verbais e sucessivos, devendo os preços,
obrigatoriamente, circundarem em torno de limite máximo fixado pelo pregoeiro.
b) duas ofertas nas condições narradas poderão os autores das melhores propostas, até o
máximo de cinco, oferecer novos lances verbais e sucessivos, quaisquer que sejam os preços
oferecidos.
c) três ofertas nas condições narradas poderão os autores das melhores propostas, até o
máximo de cinco, oferecer novos lances verbais e sucessivos, devendo os preços,
obrigatoriamente, circundarem em torno de limite máximo fixado pelo pregoeiro.

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d) duas ofertas nas condições narradas poderão os autores das melhores propostas, até o
máximo de três, oferecer novos lances verbais e sucessivos, quaisquer que sejam os preços
oferecidos.
e) três ofertas nas condições narradas poderão os autores das melhores propostas, até o
máximo de três, oferecer novos lances verbais e sucessivos, quaisquer que sejam os preços
oferecidos.
13. (FCC – AJ/TRT 14/2016)
Nos termos da Lei no 10.520/2002, a equipe de apoio do pregão deverá ser integrada
a) em sua maioria por servidores ocupantes de cargo efetivo ou emprego da Administração,
obrigatoriamente pertencentes ao quadro permanente do órgão ou entidade promotora do
evento.
b) apenas por servidores ocupantes de cargo efetivo ou emprego da Administração,
pertencentes ao quadro permanente do órgão ou entidade promotora do evento.
c) em sua maioria por servidores ocupantes de cargo efetivo ou emprego da Administração,
preferencialmente pertencentes ao quadro permanente do órgão ou entidade promotora do
evento.
d) apenas por servidores ocupantes de cargo em comissão, obrigatoriamente pertencentes
ao quadro do órgão ou entidade promotora do evento.
e) apenas por servidores ocupantes de cargo efetivo ou emprego da Administração, não se
exigindo que sejam do quadro do órgão ou entidade promotora do evento.
14. (FCC – Técnico de Nível Superior/Prefeitura de Teresina-PI/2016)
O pregão é modalidade de licitação adequada para ser utilizada pela Administração pública
quando da
a) alienação de bens móveis de valor inferior a R$ 10.000,00.
b) alienação de bens móveis inservíveis.
c) contratação de projeto de engenharia para construção de escola.
d) aquisição de software para desenvolvimento e instalação de processo eletrônico em
determinado ente público.
e) contratação para aquisição de café em pó para unidades administrativas.
15. (FCC – Técnico de Nível Superior/Prefeitura de Teresina-PI/2016)
A instituição do pregão como modalidade de licitação trouxe agilidade para a Administração
pública, que passou a fazer uso dele com bastante frequência. Essa agilidade do
procedimento se exterioriza, por exemplo,
a) no julgamento dos recursos interpostos pelos licitantes, que é feito no mesmo dia da
sessão única onde ocorre o pregão.
b) pela proposta dos licitantes ser verbal, o que possibilita disputa para redução do valor e
obtenção do menor preço para a Administração, com decisão na mesma sessão.

Direito Administrativo p/ TRF 4ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária) - Pós-Edital 70


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c) pela simplificação da fase de habilitação, que fica restrita à garantia da proposta e da


execução do contrato.
d) com a concentração das fases de classificação, habilitação, homologação e adjudicação,
nessa ordem, em uma única sessão.
e) com a possibilidade de reiniciar a sessão no caso do licitante classificado com a melhor
proposta na primeira sessão não ser habilitado.
16. (FCC – AJ/TRE RR/2015)
Considere as afirmativas abaixo concernentes ao pregão.
I. A Lei Geral de Licitações (Lei no 8.666/1993) não se aplica ao pregão, já que é regido por lei
específica.
II. Os atos essenciais do pregão, quando decorrentes de meios eletrônicos, não precisam ser
documentados no processo respectivo, vez que a sistemática eletrônica dispensa tal
formalidade.
III. A fase externa do pregão será iniciada com a sessão pública para recebimento das
propostas, devendo o interessado, ou seu representante, identificar-se e, se for o caso,
comprovar a existência dos necessários poderes para formulação de propostas e para a
prática de todos os demais atos inerentes ao certame.
IV. Consideram-se bens e serviços comuns, para os fins e efeitos do objeto do pregão, aqueles
cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital,
por meio de especificações usuais no mercado.

Nos termos da Lei no 10.520/2002, está correto o que se afirma APENAS em


a) I e II.
b) II, III e IV.
c) IV.
d) I, II e III.
e) III e IV.
17. (FCC – AJ/TRE RR/2015)
A empresa ABC, vencedora de importante pregão, fraudou na execução do contrato
administrativo. Nos termos da Lei no 10.520/2002, referida empresa, sem prejuízo de outras
sanções, ficará impedida de licitar e contratar com a União, Estados, Distrito Federal e
Municípios pelo prazo de até
a) sete anos.
b) dez anos.
c) cinco anos.
d) seis anos.

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e) oito anos.
18. (FCC - AJ/TRF 2/2007)
Tendo a Administração Pública escolhido a modalidade pregão com o fim de adquirir
produtos, o prazo, contado a partir da publicação do aviso, a ser fixado para a apresentação
das propostas
a) será de quinze dias corridos.
b) será de cinco dias corridos.
c) não será inferior a doze dias úteis.
d) não será inferior a dez dias úteis.
e) não será inferior a oito dias úteis.
19. (FCC - TJ/TRF 2/2007)
Em relação à modalidade de licitação denominada pregão, é INCORRETO afirmar:
a) Se a oferta do licitante vencedor não for aceitável, o pregoeiro examinará as ofertas
subseqüentes e a qualificação dos licitantes, na ordem de classificação, e assim
sucessivamente, até a apuração de uma que atenda ao edital.
b) Declarado o vencedor, qualquer licitante poderá, no prazo de três dias, interpor recurso,
podendo apresentar os demais licitantes, contra-razões, em igual prazo, contado a partir da
publicação da decisão que receber o recurso.
c) Aberta a sessão, os licitantes apresentam declaração de que cumprem todos os requisitos
de habilitação e entregarão os envelopes contendo a indicação do objeto e do preço
oferecidos, procedendo-se à sua imediata abertura.
d) No curso da sessão, o autor da oferta de valor mais baixo e os das ofertas com preços até
10% (dez por cento) superiores àquela poderão fazer novos lances verbais e sucessivos, até a
proclamação do vencedor.
e) Se, além da oferta de valor mais baixo, não houver pelo menos duas outras com preço
superior, mas até o limite dos 10% da oferta com preço mais baixo, poderão os licitantes das
melhores propostas, até o máximo de três, oferecer novos lances verbais e sucessivos,
quaisquer que sejam os preços oferecidos.
20. (FCC - AFF/TCE SP/2005)
No âmbito da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, poderá ser adotada a modalidade
de licitação denominada Pregão APENAS para
a) serviços comuns cujo valor estimado da contratação seja inferior a R$ 150.000,00 (cento e
cinqüenta mil reais).
b) qualquer aquisição de bens, independentemente do valor estimado da contratação.
c) aquisição de bens e serviços comuns, cujo valor estimado da contratação seja inferior a R$
80.000,00 (oitenta mil reais).

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d) aquisição de bens e serviços cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser


objetivamente definidos pelo Edital, por meio de especificações usuais no mercado, cujo
valor estimado da contratação seja inferior ou igual a R$ 150.000,00 (cento e cinqüenta mil
reais).
e) aquisição de bens e serviços cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser
objetivamente definidos pelo Edital, por meio de especificações usuais no mercado,
independentemente do valor estimado da contratação.
21. (FCC - AJ/TST/2012)
Segundo o regime da Lei no 10.520/02, a fase externa do pregão será iniciada com a
convocação dos interessados e observará, dentre outras, a seguinte regra:
a) para julgamento e classificação das propostas, será adotado o critério de menor preço, ou
de técnica e preço, observados os prazos máximos para fornecimento, as especificações
técnicas e parâmetros mínimos de desempenho e qualidade definidos no edital.
b) no curso da sessão pública para recebimento das propostas, todos os licitantes poderão
fazer novos lances verbais e sucessivos, até a proclamação do vencedor.
c) o prazo fixado para a apresentação das propostas, contado a partir da publicação do aviso,
não será inferior a 8 dias úteis.
d) encerrada a etapa competitiva e ordenadas as ofertas, o pregoeiro procederá à abertura
do invólucro contendo os documentos de habilitação de todos os licitantes classificados, para
verificação do atendimento das condições fixadas no edital.
e) se a melhor oferta não for aceitável ou se o licitante desatender às exigências
habilitatórias, o pregoeiro reabrirá a fase de lances, entre os demais licitantes.
22. (FCC - AJ/TRT 6/2012)
De acordo com a Lei no 10.520/2002, que trata da modalidade licitatória pregão,
a) o pregoeiro poderá interromper a fase de lances caso verificada que a menor proposta
atingiu redução superior a 20% do valor de referência.
b) a fase da negociação com o autor da melhor proposta inicia-se após a verificação do
atendimento das condições de habilitação previstas no edital.
c) no curso da sessão o autor da melhor oferta e daquelas com preços até 10% superiores
àquela poderão fazer novos lances verbais e sucessivos, até a proclamação do vencedor.
d) encerrada a fase competitiva, se a oferta melhor classificada não for aceitável ou o seu
autor desatender as exigências habilitatórias, o pregoeiro reabrirá a etapa de lances
chamando os 3 licitantes melhor classificados.
e) declarado o vencedor do certame, será aberto o prazo de 8 dias para interposição de
recursos, que suspenderá a adjudicação do objeto ao licitante vencedor.
23. (FCC - AJ/TRT 2/2008)
De conformidade com a Lei do Pregão,

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a) é vedada a exigência de pagamento de taxas e emolumentos, inclusive os referentes a


fornecimento do edital.
b) não é vedada a exigência de garantia da proposta.
c) é vedada a exigência de aquisição do edital pelos licitantes, como condição para
participação no certame.
d) a definição do objeto pode ser genérica, permitida a especificação por marca e modelo.
e) o prazo de validade das propostas é de 120 dias, se outro não for fixado no edital.
24. (FCC - AssTec Leg/AL PB/2013)
Nos termos da Lei no 10.520/02, que trata do Pregão, aberta a sessão, os interessados ou
seus representantes apresentarão declaração dando ciência de que cumprem plenamente os
requisitos de habilitação e entregarão os envelopes contendo a indicação do objeto e do
preço oferecidos, procedendo-se à sua imediata abertura e à verificação da conformidade das
propostas com os requisitos estabelecidos no instrumento convocatório. No curso da sessão,
o autor da oferta de valor mais baixo e os das ofertas com preços até
a) 10% (dez por cento) superiores àquela poderão fazer novos lances verbais e sucessivos, até
a proclamação do vencedor.
b) 20% (vinte por cento) superiores àquela poderão fazer novos lances verbais e sucessivos,
até a proclamação do vencedor.
c) 15% (quinze por cento) superiores àquela poderão fazer novos lances escritos e sucessivos,
até a proclamação do vencedor.
d) 15% (quinze por cento) superiores àquela poderão fazer novos lances verbais e sucessivos,
até a proclamação do vencedor.
e) 20% (vinte por cento) superiores àquela poderão fazer novos lances escritos e sucessivos,
até a proclamação do vencedor.
25. (FCC - JE/TJ RR/2008)
É regra própria do regime jurídico do pregão, nos termos da legislação federal pertinente:
a) o prazo fixado para a apresentação das propostas, contado a partir da publicação do aviso,
não será superior a oito dias úteis.
b) no curso da sessão pública para recebimento das propostas, todos os interessados ou seus
representantes presentes poderão fazer novos lances verbais e sucessivos, até a proclamação
do vencedor.
c) para julgamento e classificação das propostas, será adotado o critério de menor preço, ou
técnica e preço, observados os prazos máximos para fornecimento, as especificações técnicas
e parâmetros mínimos de desempenho e qualidade definidos no edital.
d) encerrada a etapa competitiva e ordenadas as ofertas, o pregoeiro procederá à abertura
do invólucro contendo os documentos de habilitação do licitante que apresentou a melhor
proposta, para verificação do atendimento das condições fixadas no edital.

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e) declarado o vencedor, qualquer licitante poderá recorrer, no prazo de três dias,


apresentando, independentemente de outra formalidade, as razões do recurso e cabendo
aos demais licitantes apresentar contra-razões em igual número de dias.
26. (FCC - TJ/TRF 2/2012)
Em matéria de pregão, analise:
I. As exigências de habilitação, os critérios de aceitação das propostas e as sanções por
inadimplemento, entre outras providências.
II. Examinada a proposta classificada em primeiro lugar, quanto ao objeto e valor, caberá ao
pregoeiro decidir motivadamente a respeito de sua aceitabilidade.

Tais situações ocorrem nas fases do pregão, respectiva e legalmente, denominadas como
a) executiva e preparatória.
b) externa e preparatória.
c) interna e executiva.
d) externa e interna.
e) preparatória e externa.
27. (FCC - AJ/TRF 2/2012)
No que diz respeito ao pregão, como modalidade de licitação, NÃO é vedada
a) a exigência de pagamento de emolumentos referentes ao fornecimento do edital, desde
que não seja superior ao custo de sua reprodução gráfica.
b) a exigência de aquisição de edital pelos licitantes, como condição para participação no
certame.
c) a exigência de garantia de proposta.
d) a quitação ou pagamento de taxas exigidas para o custeio de todas as despesas do
certame.
e) a prática de especificações excessivas da definição do objeto do certame, ainda que
limitem a competição.
28. (FCC - AJ/TRF 2/2012)
A Lei no 10.520, de 17 de julho de 2002, instituiu o pregão como modalidade de licitação na
área pública, inclusive bibliotecas e centros de documentação. A principal característica do
pregão é o uso das novas tecnologias de informação e comunicação. A fase externa do
pregão será iniciada com a
a) definição, pela autoridade competente, da necessidade de contratação e do objeto do
certame.
b) designação do pregoeiro.
c) realização de sessão pública para recebimento das propostas.

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d) convocação dos interessados.


e) recepção dos envelopes contendo a indicação do objeto e do preço oferecidos.
29. (FCC - AJ/TRF 5/2013)
O art. 6º da Lei nº 10.520/2002 afirma que, apresentadas as propostas, estas terão um prazo
de validade, estipulado pela lei em vigor, igual a
a) 120 (cento e vinte) dias, no mínimo.
b) 90 (noventa) dias, se outro não estiver fixado no edital.
c) 60 (sessenta) dias, se outro não estiver fixado no edital.
d) 45 (quarenta e cinco) dias, a menos que outro esteja fixado com prazo maior.
e) 30 (trinta) dias, a menos que outro esteja fixado com prazo maior.
30. (FCC - AJ/TRF 5/2008)
Para o julgamento e classificação das propostas no pregão, será adotado o critério de
a) melhor qualidade do produto ou serviço.
b) menor prazo de entrega.
c) melhor técnica.
d) técnica e preço.
e) menor preço.
31. (FCC - AJ/TRF 5/2008)
Nos termos da lei, o pregão é modalidade de licitação empregada para
a) a realização de obras e serviços de engenharia.
b) aquisição de bens e serviços especiais.
c) aquisição de bens e serviços comuns.
d) ata de registro de preços de bens ou serviços especiais.
e) contratação de quaisquer bens ou serviços, sejam de natureza comum ou especial.
32. (FCC - AJ/TRT 5/2013)
Um órgão do governo federal divulgou edital de pregão presencial para a aquisição de
câmaras para sistema de segurança, cujo valor estimado pela Administração, com base em
pesquisa de preços no mercado, foi R$ 23.000,00. Aberta a sessão e após abertura dos
envelopes, obtiveram-se as seguintes propostas:

EMPRESA VALOR DA PROPOSTA

A R$ 20.000,00

B R$ 20.500,00

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C R$ 21.300,00

D R$ 21.950,00

E R$ 22.100,00

No curso da sessão, as empresas que poderão fazer lances verbais e sucessivos, até a
proclamação do vencedor, são
a) A, B e C, apenas.
b) A e B, apenas.
c) A, B, C e D, apenas.
d) B, C e D, apenas.
e) A, B, C, D e E.
33. (FCC - AJ/TRT 19/2014)
A Administração pública, em determinado pregão, fez as seguintes exigências:
I. Garantia de proposta.
II. Aquisição do edital pelos licitantes, como condição para participação no certame.
III. Cobrança de taxa referente ao fornecimento do edital, não superior ao custo de sua
reprodução gráfica.

Nos termos da Lei nº 10.520/02, é vedada a exigência do que consta em


a) III, apenas.
b) I, II e III.
c) I e II, apenas.
d) I e III, apenas.
e) II, apenas.
34. (FCC – Advogado/SABESP/2018)
Geraldo, pesquisando sobre as licitações e contratações de obras e serviços de engenharia,
descobre que, nesses casos, de acordo com a Lei n° 12.462/2011 (Lei que institui o Regime
Diferenciado de Contratações Públicas − RDC), o regime de contratação por tarefa
a) poderá ser adotado excepcionalmente nos casos de inviabilidade da adoção dos regimes
de empreitada por preço global, empreitada integral ou contratação integrada, devendo ser
inseridos nos autos do procedimento os motivos que justificaram a exceção.
b) deverá ser adotado, preferencialmente, não havendo necessidade de inserir nos autos os
motivos que justificaram sua adoção.

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c) poderá ser adotado excepcionalmente nos casos de inviabilidade da adoção


especificamente do regime de empreitada por preço unitário, devendo ser inseridos nos
autos do procedimento os motivos que justificaram a exceção.
d) poderá ser adotado excepcionalmente nos casos de inviabilidade da adoção dos regimes
de empreitada por preço unitário, empreitada por preço global, empreitada integral ou
contratação integrada, devendo ser inseridos nos autos do procedimento os motivos que
justificaram a exceção.
e) não poderá ser adotado, sendo permitida apenas a adoção dos regimes de empreitada por
preço unitário, empreitada por preço global, empreitada integral ou contratação integrada.
35. (FCC – Analista Legislativo/ALESE/2018)
A Administração Estadual está executando seu programa de segurança pública, que
contempla um conjunto de ações preventivas e repressivas, incluindo não só o policiamento
ostensivo, mas também a construção e reforma de unidades prisionais. Em relação à
construção e reforma,
a) poderá se valer do modelo de parceria público-privada, sob a modalidade de concessão
patrocinada, cuja contraprestação se dará mediante exploração do trabalho dos próprios
presos.
b) poderá se valer do regime diferenciado de contratações, licitando a contratação de uma
empreitada global.
c) deverá licitar a contratação do serviço de obras pela Lei no 8.666/1993, que permitiria a
adjudicação pelo menor preço, garantindo a observância do princípio da economicidade.
d) admite-se a licitação por meio de pregão presencial, sendo indispensável levar à sessão de
lances o projeto básico para aferição da adequação e exequibilidade do trabalho técnico.
e) caberá a contratação de empreitada por preço unitário, modalidade de regime
diferenciado de contratações, considerando que há precisa estimativa e amostragem sobre
os itens utilizados para a edificação da construção.
36. (FCC – Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador/TRF - 5ª Região/2017)
Nas licitações processadas pelo regime instituído pelo Regime Diferenciado de Construções
Públicas − RDC, Lei nº 12.462/2011, aplicam-se
a) tanto as disposições constantes da Lei nº 8.666/1993, como as da Lei nº 10.520/2002,
conhecida como Lei do Pregão, por serem leis gerais sobre licitações.
b) as disposições constantes da Lei nº 8.666/1993 apenas nos casos em que a lei que instituiu
o Regime Diferenciado de Contratações expressamente admitir.
c) apenas e de forma subsidiária as disposições da Lei nº 10.520/2002, considerando que em
muito se assemelha àquela,em especial na disciplina das sanções.
d) subsidiariamente as disposições da Lei nº 8.666/1993 no que concerne às modalidades
licitatórias, considerando que a própria Lei assim o admite.

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e) indistintamente e de forma subsidiária as disposições da Lei nº 8.666/1993, pois prevê,


expressamente, a aplicação da Lei Geral de Licitações, da mesma forma que o fez a Lei nº
10.520/2002.
37. (FCC – Analista - Processual/DPE-RS/2017)
Considere que o Estado intente licitar a contratação para construção de novos
estabelecimentos penais, em função da grave crise de segurança pública instalada
recentemente. Para tanto, pretende utilizar o Regime Diferenciado de Contratações Públicas
− RDC, disciplinado pela Lei n° 12.462/2011 e suas alterações. Considerando as disposições
legais aplicáveis, a intenção do Estado afigura-se
a) cabível, eis que se trata de um dos objetos previstos legalmente, podendo, inclusive, ser
fixada remuneração variável para o contratado, vinculada ao prazo de entrega estabelecido
contratualmente.
b) cabível apenas se caracterizada, em despacho fundamentado da autoridade competente,
situação emergencial ou necessidade de atendimento inadiável a relevante interesse público.
c) cabível apenas se a obra em questão estiver inserida no Programa de Aceleração do
Crescimento − PAC, podendo, neste caso, ser licitada sob a modalidade contratação
integrada.
d) incabível, eis que o objeto em questão não se insere no rol taxativo fixado pela legislação,
podendo o Estado, todavia, valer-se do cadastro integrado previsto na referida lei para fins de
verificação dos requisitos de habilitação no âmbito da licitação regida pela Lei n° 8.666/1993.
e) incabível, salvo se as obras forem financiadas com recursos de bancos ou instituições de
fomento públicas e estiverem correlacionadas a algum dos eventos descritos na legislação
citada.

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5 GABARITO

1. B 11. A 21. C 31. C

2. D 12. E 22. C 32. C

3. B 13. C 23. C 33. C

4. D 14. E 24. A 34. A

5. A 15. D 25. D 35. B

6. E 16. C 26. E 36. B

7. A 17. C 27. A 37. A

8. C 18. E 28. D

9. B 19. B 29. C

10. B 20. E 30. E

6 REFERÊNCIAS
ALEXANDRINO, Marcelo; PAULO, Vicente. Direito administrativo descomplicado. 19ª Ed. Rio de Janeiro: Método,
2011.

ARAGÃO, Alexandre Santos de. Curso de Direito Administrativo. Rio de Janeiro: Forense, 2012.

BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de Direito Administrativo. 31ª Ed. São Paulo: Malheiros, 2014.

BARCHET, Gustavo. Direito Administrativo: teoria e questões. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.

CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito administrativo. 27ª Edição. São Paulo: Atlas, 2014.

DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 27ª Edição. São Paulo: Atlas, 2014.

JUSTEN FILHO, Marçal. Curso de direito administrativo. 10ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2014.

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MEIRELLES, H.L.; ALEIXO, D.B.; BURLE FILHO, J.E. Direito administrativo brasileiro. 39ª Ed. São Paulo:
Malheiros Editores, 2013.

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