Campus Universitário de Viana
Universidade Jean Piaget Angola
(Criado pelo decreto N ͦ 44-A/01 de 6 de Julho de 2001)
Faculdade de Ciências da Saúde
CIRROSE HEPÁTICA
Nome: Neide Isabel Sardinha Ferreira
Curso: Enfermagem
Disciplina: Probabilidade Estatistica
Turma: A
Turno: Diurno
Ano: 1º
Docente
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Dr. João Barroso
Mulenvos, Maio de 2025
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Campus Universitário de Viana
Universidade Jean Piaget Angola
(Criado pelo decreto N ͦ 44-A/01 de 6 de Julho de 2001)
Faculdade de Ciências da Saúde
CIRROSE HEPÁTICA
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INTRODUÇÃO
A cirrose hepática é um processo de cicatrização patológica resultante de uma
agressão hepática crônica do parênquima hepático, a qual leva ao comprometimento das
funções orgânicas e, consequentemente ao desenvolvimento de complicações com risco á
vida. O curso clínico da doença é determinado principalmente pelo aumento progressivo da
hipertensão portal, circulação hiperdinâmica, translocação bacteriana, ativação da inflamação
sistemática (Jang; Jung, 2018).
O termo mais aceito actualmente, é o anatomoclinico. Do ponto de vista anatômico, a
cirrose é caracterizada como uma condição que atinge todo fígado e transforma a sua estrutura
em nódulos hepatocitarios regenerativos de diâmetros variáveis, separados entre si por septos
fibrosos e de diferentes espessuras (Andrade, 2005).
De etiologia multivariada, a patologia é amplamente prevalente no mundo todo, e tem
como principais causas as hepatites virais (B e C), obesidade, doenças hepáticas gordurosas
não alcoólica, hepatite alcoólica, doenças autoimunes, colestáticas e de armazenamento
(Tokumoto; Hiasa,2021).
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a cirrose hepática é a 18ª causa de morte
no mundo, e os seus estudos nas últimas décadas demostraram que a cirrose hepática constitui
um importante problema de saúde pública e um fator de relevância crescente de
morbimortalidade por todo mundo.
Em 2015 a cirrose afetava cerca de 2,8 milhões de pessoas em todo o mundo, tendo sido a
causa de 1,3 milhões de mortes. Entre estas, o álcool foi a causa de 348 000 casos, a hepatite
C de 326 000 e a hepatite B de 371 000. (Runyon, 2016)
Estima- se a prevalência da cirrose hepática na população adulta em geral seja, em
média 0,45% com cerca de 55mil internações hospitalares por ano e 8mil mortes anuais, o que
caracteriza uma doença progressivamente grave e incapacitante na maior parte dos casos, com
redução drástica na qualidade de vida.
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Dessa forma, é necessária coexistência do diagnóstico e tratamento precoce, de forma
excepcional e, entre os profissionais da saúde, a fim de garantir aos pacientes o melhor
suporte, com redução da progressão da doença e, consequentemente de suas complicações
independentemente da sua etiologia (Carrié, 2017).
FORMULAÇÃO DO PROBLEMA
A cirrose hepatica tem se tornado um problema de saúde pública que vem crescendo de
forma exponencial devido o elevado uso de bebidas alcoólicas no seio da juventude afetando
as famílias angolanas e em complicaçoes pode acometer a sua funcionalidade e acrescetando
enormes encargos económicos para o estado. Com o crescimento da vida moderna e
desenvolvimento das sociedades, a cirrose hepatica vai se fixando num dos problemas de
saúde pública em Angola, devido ao comportamento quanto aos principais fatores de risco
que influenciam no aparecimento da cirrose hepatica. Daí surgiu a seguinte pergunta de
partida:
Que atitudes e Práticas têm os jovens dos 18 aos 28 anos de idade da Universidade
Jean Piaget de Angola, bairro Mulenvos que influenciam no aparecimento da Cirrose
Hepática no segundo trimestre de 2025?
Sendo a cirrose hepática um problema de Saúde Pública sobretudo nos países de baixa e
média renda que vem vitimando muitos jovens e adultos, desta surgiu o interesse em
desenvolver esse estudo que busca conhecer as atitudes e práticas dos jovens que estavam na
rua da dira que influenciam no aparecimento da cirrose hepática, para melhor aconselhamento
e para alertar a população sobre o aparecimento da cirrose hepática.
OBJECTIVOS DO ESTUDO
Objetivo Geral
Conhecer as Atitudes e Práticas dos jovens dos 18 aos 28 anos de idade da
Universidade Jean Piaget de Angola, bairro Mulenvos que influenciam no
aparecimento da Cirrose Hepática no segundo trimestre de 2025.
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Objetivos Específicos
1. Caracterizar o aspecto sociodemográficos dos jovens dos 18 aos 28 anos de quanto a:
(faixa-etária, gênero, nível académico e profissão).
2. Identificar as Atitudes e Práticas dos jovens dos 18 aos 28 anos de idade sobre os
fatores que influenciam no aparecimento da cirrose hepática, quanto ao: consumo de
bebidas alcóolicas, consumo do tabaco, frequência alimentar, preferência alimentar e a
prática de exercícios físicos.
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FUNDAMENTAÇÃO TÉCNICO-CIENTÍFICO
a) Conhecimento é o ato ou a condição de saber obtida através de uma experiência,
vivencia ou de uma associação.
b) Atitudes é uma determinada disposição ou postura para perceber, pensar ou agir, que
se manifesta ao ambiente a partir do corpo.
c) Prática é a realização de uma teoria concreta; tudo o que se consegue realizar,
executar, fazer, realização do que foi planejado; realização costumeira, cotidiana de
algo.
d) Cirrose: é um processo difuso de dano hepático considerado irreversível em seus
estágios avançados, cuja incidência aumenta dia após dia, sendo que as complicações
podem ser letais (Olave et al, 2020).
CIRROSE HEPÁTICA
A cirrose hepática caracteriza-se pela substituição do tecido hepático funcional por
tecido fibroso, de forma lenta, agressiva e degenerativa o que provoca alterações rígidas na
estrutura do fígado, acarretando a perda ou redução das funções hepáticas (LAI, 2019)
ANATOMIA E FISIOLOGIA DO FÍGADO
Segundo Santos (2021) o fígado é um órgão de, aproximadamente, 1,5 kg, sendo
considerado o segundo maior órgão do corpo humano e ao ser agredido agudamente, tem
ótima capacidade de regeneração é revestido pelo peritônio visceral exceto na sua área nua,
local onde o órgão está em contato com o diafragma. O fígado é um órgão multifuncional do
trato gastrointestinal, coberto pela caixa torácica em baixo do diafragma no quadrante
superior direito do abdômen e revela macies, o fígado tem participação não só nas funções
digestivas, através da síntese e secreção de sais biliares, ele também é essencial na regulação
do metabolismo dos carboidratos, proteínas e lipídios, no armazenamento de substâncias e na
degradação e excreção de hormônios. O mesmo mantém um papel indispensável, sendo
responsável por sintetizar quase todas as proteínas plasmáticas mais importantes, dentre elas a
albumina, transportadores de hormonas, fatores de coagulação e fibrinolíticos, fibrinogénio,
diversos fatores de crescimento, globulinas, lipoproteínas, entre outras.
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FUNÇÕES DO FÍGADO
O fígado desempenha múltiplas funções no organismo, onde podemos ver:
1.1.1. Digestão de gorduras
O fígado é o principal órgão que participa da digestão de gorduras dos alimentos através
da produção da bile, um suco digestivo, capaz de quebrar as gorduras em ácidos graxos, que
são mais facilmente absorvidos no intestino delgado.
1.4.1. Produção de proteínas
O fígado produz a maioria das proteínas encontradas no sangue, principalmente a
albumina, que desempenha um papel importante na regulação do volume sanguíneo, na
distribuição de fluidos no corpo e no transporte de várias substâncias pelo sangue como
bilirrubina, ácidos graxos, hormônios, vitaminas, enzimas, metais, íons e alguns
medicamentos.
Outras proteínas produzidas pelo fígado incluem a transferrina, que transporta o ferro
para o baço e medula óssea, e o fibrinogênio, importante para a coagulação sanguínea.
1.4.2. Eliminação de toxinas
O fígado desempenha um papel importante na proteção do organismo contra substâncias
tóxicas como o álcool, por exemplo, por ter a capacidade de filtrar o sangue, removendo
toxinas que são enviadas para os rins e eliminadas através da urina.
1.4.3. Armazenamento de vitaminas e minerais
O fígado armazena as vitaminas A, B12, D, E e K e alguns minerais, como o ferro e o
cobre que são absorvidas através da alimentação e as distribui para todo o corpo pela corrente
sanguínea.
1.4.4. Destruição de hemácias
O fígado participa constantemente da destruição de hemácias, também chamadas de
glóbulos vermelhos, que vivem em média 120 dias.
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Quando estas células se encontram velhas ou anormais, o fígado digere as hemácias e
libera o ferro contido nessas células na corrente sanguínea para que a medula óssea produza
mais glóbulos vermelhos.
1.4.5. Regulação da coagulação sanguínea
O fígado participa da regulação da coagulação sanguínea por aumentar a absorção da
vitamina K através da produção da bile, além de armazenar esta vitamina nas suas células, que
é essencial para a ativação de plaquetas que promovem a coagulação do sangue.
1.4.6. Transformação de amônia em ureia
O fígado transforma a amônia, proveniente do metabolismo de proteínas da
alimentação, e que é tóxica para o corpo, em ureia, permitindo que essa substância seja
eliminada através da urina.
1.4.7. Metabolismo de medicamentos
O fígado é o principal órgão que metaboliza medicamentos, álcool e drogas de abuso,
por produzir enzimas que degradam e inativam essas substâncias, favorecendo sua eliminação
através da urina ou das fezes.
Essa função do fígado é importante para evitar intoxicação por esses tipos de
substâncias, mas também pode ser importante para ativar certos medicamentos como o
omeprazol ou a capecitabina, que necessitam ser metabolizados pelo fígado para exercer seu
efeito (FRAGA, 2022).
FISIOPATOLOGIA DA CIRROSE HEPÁTICA
De fisiopatologia complexa, percebeu-se que a lesão hepática crônica causa inflamação
e fibrose hepática independentemente da causa. A consequência disso é a formação de septos
e nódulos de regeneração fibrosos, que surge a partir da ativação das células estreladas, as
quais favorecem a deposição da matriz cicatricial com colapso das estruturas hepáticas, com a
perda das micro vilosidades, distorção do parênquima hepático e da arquitetura vascular
hepática (PAROLA; PINZANI, 2019).
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ETIOLOGIA DA CIRROSE HEPÁTICA
Segundo Silva (2010), são principais etiologia da morbidade hepática: hepatites virais,
pelos vírus B e C; O álcool também, por ser uma bebida que contem toxinas nocivas ao
fígado. Outra etiologia para cirrose hepática está a doença hepática gordurosa não alcoólica,
doença caracterizada pela presença de esteatose podendo haver ou não reação do organismo,
se associa a excesso de gordura no fígado, o consumo moderado de bebidas alcoólicas,
diabetes mellitus tipo 2 e/ou a obesidade: Alguns medicamentos, inclusive alguns anti-
inflamatórios podem desencadear a cirrose hepática:
Doença Vascular Hepática, com risco de ocorrer obstrução sanguínea, e assim causar
lesão no órgão hepático preocupante.
Conforme Manganaro (2012) é conhecida também por “doença de Wilson”, onde
ocorre uma mutação genética resultante no acúmulo de cobre no fígado ocorrendo
lesão hepatocelular, fibrose e consequentemente a cirrose;
Hemocromatose genética, onde ocorre um acúmulo de ferro no órgão hepático por
consequência da mutação genética levando assim a cirrose hepática.
FATORES DE RISCO DA CIRROSE HEPÁTICA
Pacientes com hepatites virais possuem maior risco de desenvolver o problema, uma
vez que a patologia é uma das causas da cirrose. De acordo com Ximenes (2021) os fatores de
risco acerca das hepatites são contatos com sangue ou material contaminado com sangue e
relações sexuais desprotegidas.
O contato com sangue pode ocorrer desde transfusões, em especial as recebidas antes de
1993, uso de drogas injetáveis/ inaláveis e hemodiálise, até material de manicure, tatuagens e
piercings.
O consumo em excesso de bebidas alcoólicas e o alcoolismo também são factores de
risco associado à cirrose hepática, pois além de propiciarem o desenvolvimento do problema,
causam o aumento da gordura no fígado.
No caso de bebidas alcoólicas, ingerir mais de 14 doses por semana para mulheres e
mais de 21 doses por semana para homens é um importante fator de risco para a cirrose uma
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dose de bebida alcoólica seria uma lata ou long neck de cerveja, uma taça de vinho de 125ml
ou 40ml de destilados.
Podemos ver outros factores como:
Diabetes;
Obesidade;
Sedentarismo;
Dieta inadequada;
Colesterol alto;
Administração de medicamentos como corticoides, estrógeno, amiodarona,
antirretrovirais, entre outros;
Oscilação de peso que favorece o acumulo de gordura no fígado.
MANIFESTAÇÕES CLINICAS
O indivíduo que apresenta sintoma patológico de morbidade no fígado apresenta sinais e
sintomas que estão diretamente ligados com a disfunção hepática. Se relacionam com as
complicações que essa patologia pode acarretar, podendo também evoluir sem que ocorra
quaisquer sinais ou sintomas.
A morbidade do fígado é uma patologia silenciosa, podendo apresentar sinais e
sintomas quando há a descompensação, isto é, quando quase todo o órgão já se encontra
comprometido, podendo já ocorrer sinais e sintomas como:
Emagrecimento
Cansaço
Icterícia
Ascite
Hematêmese
Alterações mentais. (CARVALHO, 2011)
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DIAGNÓSTICO DA CIRROSE HEPÁTICA
Segundo Duarte (2011) para o diagnóstico da cirrose hepática deve-se notar alguns
aspectos clínicos baseados na anamnese e exames complementares específicos de cada
indivíduo, estes que compõem um questionário da vida etílica do doente, exames laboratoriais
e de imagem como ecografias e tomografia computadorizada do fígado, podendo assim
identificar a cirrose hepática.
COMPLICAÇÕES DA CIRROSE
Relativamente às manifestações clínicas da cirrose, estas são amplas e variam muito
desde a ausência de sintomas até ao desenvolvimento de complicações, muitas delas fatais,
sendo as principais: hipertensão portal (manifestada por varizes esofágicas e gástricas e
esplenomegalia), ascite, peritonite bacteriana espontânea, encefalopatia hepática, síndrome
hepato-renal e carcinoma hepatocelular (PINZANI et al., 2011).
1.10.1. Hipertensão portal
Ocorre como consequência de mudanças estruturais da arquitetura hepática decorrente
da cirrose e pode resultar do aumento da resistência ao fluxo portal ou do aumento do fluxo
sanguíneo portal, ou, ainda, de ambos (PINZANI et al., 2011).
Neste contexto, por um lado o aumento de fluxo sanguíneo portal pode ocorrer como
causa primária de hipertensão portal, mas é um evento raro. Ao contrário, o aumento da
resistência é o evento mais comum e pode ocorrer em qualquer ponto ao longo do sistema
venoso, na veia porta, nos espaços vasculares dentro do fígado e nas veias e compartimentos
vasculares que recebem o fluxo portal após sair do fígado (MARTINELLI, 2004).
A ocorrência da hipertensão portal adquire muita relevância, devido à frequência e
gravidade das suas complicações, que representam a primeira causa de internamento
hospitalar, transplante de fígado e morte em pacientes com cirrose, uma vez que a hipertensão
portal cirrótica é uma doença vascular que envolve vários sistemas e órgãos (COSTAGUTA;
ALVAREZ, 2010).
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1.10.2. Ascite
Esta é definida por um acúmulo anormal de líquido na cavidade peritoneal, em torno do
intestino e outros órgãos abdominais e é notada pelo aumento do volume abdominal
(BERNARDI et al., 2008).
Neste contexto, a hipertensão portal aumenta a pressão hidrostática dentro dos
sinusoides hepáticos e favorece a transudação de fluido para a cavidade peritoneal (MOORE;
AITHAL, 2006).
Desta forma, as alterações vasculares hepáticas e a consequente hipertensão portal
ativam a vasodilatação esplâncnica (sequestro líquido no terceiro espaço),que posteriormente
origina um déficit no volume sanguíneo efetivo e a queda na pressão arterial, que tem como
consequência a ativação de fatores neuro–humorais, que por sua vez, ativam sistemas
endógenos como: sistema renina angiotensina aldosterona, sistema nervoso simpático e
libertação de hormona antidiurética, como tentativa de restaurar a homeostasia sanguínea
(MOORE; AITHAL, 2006).
Assim, como consequência ocorre a retenção de sódio e água no organismo, que
juntamente com o aumento da permeabilidade vascular esplâncnica e acumulação de linfa na
cavidade peritoneal origina a formação da ascite (BERNARDI et al., 2008).
1.10.3. Peritonite bacteriana
Os pacientes com cirrose e ascite podem desenvolver infeção bacteriana aguda no
líquido peritoneal, denominada de peritonite bacteriana espontânea. Atualmente sugere-se que
a maioria dos episódios de peritonite bacteriana é resultante da translocação bacteriana de
origem intestinal, em que ocorre a migração de bactérias do lúmen intestinal para os
linfonodos mesentéricos ou outros sítios extra intestinais, representando a ruptura do
equilíbrio da flora intestinal normal do hospedeiro, causando uma resposta inflamatória
sustentada podendo, finalmente, acarretar infeção (STRAUSS; CALY, 2003).
1.10.4. Encefalopatia hepática
É definida como um síndrome neuropsiquiátrico complexo, caracterizada por distúrbios
da consciência e do comportamento com alterações de personalidade (ALBRECHT, 2003).
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Acredita-se que a encefalopatia hepática seja desencadeada por substâncias tóxicas que
atingem o cérebro.
Essas substâncias não são eliminadas na detoxificação realizada pelo fígado devido à
função hepática comprometida, ou pela presença de shunts porto- sistêmicos que impedem a
detoxificação hepática. A principal substância envolvida nesse processo é a amónia, sendo
considerada um composto altamente neurotóxico (WRIGHT; JALAN, 2007).
1.10.5. Síndrome hepatorenal
É caracterizada por uma alteração da função renal que ocorrem pacientes com
insuficiência hepática não é associada a alterações histológicas significativas. Ocorre quase
que exclusivamente em pacientes com cirrose hepática e é associada a ascite, pois a
fisiopatologia do seu aparecimento e do seu surgimento da ascite são similares (GINÈS et al.,
2003).
Desta forma é responsável por diversas alterações da função renal, nomeadamente pela
retenção de sódio, alteração da excreção de água, diminuição da perfusão renal e da taxa de
filtração glomerular, sendo o seu mecanismo de patologia esquematizado (GINÈS et al.,
2003).
Como resultado ela origina várias manifestações clínicas como azotemia progressiva,
hipotensão, hiponatremia, insuficiência hepática e insuficiência renal (ARROYO et al., 2002).
Os pacientes cursam com intensa vasoconstrição renal, resultante de importante difusão
circulatória e orgânica, indicando mau prognóstico, com mortalidade em poucas semanas para
a maioria dos pacientes (GINÈS et al., 2003).
1.10.6. O carcinoma hepatocelular
É a sexta neoplasia mais comum no mundo e a terceira causa mais frequente de morte
por tumor maligno, sendo que na maioria dos casos, o carcinoma hepatocelular surge como
uma das complicações da cirrose, representando o estado final da doença, sendo considerado
uma das principais causas de morte entre os pacientes com cirrose (FORNER et al., 2012).
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Relativamente às manifestações clínicas, cabe ressaltar que os sintomas atribuíveis ao
carcinoma hepatocelular, numa fase inicial são geralmente ausentes, sendo este, portanto,
assintomático (FORNER et al., 2012).
Porém, quando existe a presença de sintomas, estes podem estar relacionados com a
cirrose subjacente na maior parte dos casos. Entretanto, a maioria dos pacientes apresenta dor
abdominal superior mal definida, perda de peso acentuada e progressiva, massa ou
irregularidades palpáveis e, com a descompensação hepática, esplenomegalia, com aumento
da ascite, hemorragia digestiva e encefalopatia (FORNER et al., 2012).
1.10.7. Tratamento da cirrose hepática
O dano no fígado é quase sempre permanente, e é improvável que volte a ficar um
fígado totalmente saudável. O tratamento inclui:
1.10.8. Uso de medicamentos
O tratamento da cirrose deve ser indicado pelo gastroenterologista ou hepatologista,
segundo as condições clinicas e sintomas apresentadas.
O tratamento medicamentoso da cirrose hepática tem como objetivo controlar alguns
sintomas da cirrose, como ardência e inchaço abdominal resultante da ascite, que é o acúmulo
de líquido na região abdominal, podendo ser indicado pelo médico o uso de remédios
diuréticos que ajudam a eliminar o excesso de líquido.
Em casos de encefalopatia hepática, alguns medicamentos como laxantes e antibióticos,
como lactulose e a neomicina ou rifaximina, podem ser prescritos para ajudar na eliminação
de toxinas através dos intestinos, evitando que essas substâncias prejudiquem o
funcionamento do cérebro. Como a cirrose aumenta a pressão da artéria no fígado, também
podem ser indicados medicamentos como betabloqueadores para reduzir a pressão arterial
(MATOS; FIGUEIREDO, 2013).
1.10.9. Dieta para cirrose
A dieta para cirrose deve garantir todos os nutrientes necessários para prevenir
deficiências nutricionais, devendo incluir todos os tipos de frutas, vegetais, legumes, cereais
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integrais, peixes e carnes de ave baixas em gordura, evitando o consumo de carne vermelha,
alimentos gordurosos e industrializados, que são mais difíceis de digerir e aumentam a
quantidade de resíduos no organismo, prejudicando a sua metabolização no fígado.
A dieta para cirrose hepática deve incluir carboidrato complexos, gorduras boas,
proteínas de alto valor biológico e é importante assegurar a ingestão adequada de nutrientes.
Incluir todos os tipos de frutas e verduras, porque além de ser fonte de vitaminas e minerais,
são ricas em antioxidantes que ajudam a desintoxicar o fígado e prevenir o dano celular
causado pelos radicais [Link] isso, é importante que a pessoa realize 5 a 6 refeições por
dia, em pequenas porções, principalmente se tem pouco apetite ou se sentir-se satisfeito muito
rapidamente.
Além disso, é muito importante adicionar uma refeição noturna, que deve ser rica em
carboidrato e proteínas para evitar a perda de massa muscular, o que é comum nas pessoas
com cirrose (SHERGILL; SYED, 2018)
1.10.10. Tratamento natural
O tratamento natural da cirrose hepática não deve substituir o tratamento indicado e
deve ser feito com orientação de um médico, sendo que alguns produtos naturais são
indicados como o chá de sabugueiro ou de uxi amarelo que, devido ás suas propriedades
desintoxicastes e depurativas, podem ajudar no alivio dos sintomas da cirrose.
Para os casos em que a cirrose hepática não foi causada pelo excesso de álcool, pode ser
recomendado o uso de suplementos de zinco e vitaminas E, pois tem uma ação anti-
inflamatória, reduzindo os sintomas desta doença (MATOS; FIGUEIREDO, 2013).
1.10.11. Hemodiálise
A hemodiálise é indicada para pessoas que sofrem alguma lesão nos rins provocada
pelas complicações da cirrose hepática, como aumento de toxinas no corpo, pois o fígado não
consegue absolver e eliminar essa substancias, assim como pelo aumento da pressão arterial
ou pouca circulação de sangue nos ins.
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Esse procedimento deve ser feito em um hospital ou clínica que consiste em um
tratamento para filtrar o sangue, eliminando toxinas e sais, ou seja, é feito através de uma
máquina que realiza as mesmas funções dos rins (MATOS; FIGUEIREDO, 2013).
1.10.12. Transplante de fígado
O transplante de fígado é indicado pelo médico em casos mais graves, quando a cirrose
hepática está descompensada, o fígado está gravemente comprometido e deixa de funcionar
corretamente, ou quando o tratamento com medicamentos não está sendo eficaz. Esse tipo de
tratamento também pode ser indicado nos casos em que o fígado está afetado com um tumor.
Após a indicação deste procedimento, é necessário esperar na fila de doações, pois é
somente depois encontrar um doador compatível que será programada a cirurgia de
transplante (LIDEL, 2013).
1.10.13. Prevenção
É possível prevenir a cirrose prevenindo e tratando de forma precoce as doenças
crônicas do fígado, conforme explica Ximenes (2021). De acordo com o especialista
isto inclui:
A vacinação de toda população contra hepatite B;
Rastrear pessoas com factores de risco para hepatites virais e tratar eles;
Conscientizar a população sobre os riscos do consumo excessivo de bebidas
alcoólicas;
Incentivar a pratica de actividades física e uma alimentação saudável;
Perda de peso para quem tem sobrepeso ou obesidade;
Tratar doenças como diabetes, colesterol alto e pressão alta.
1.10.14. Cuidados de enfermagem
De acordo com Silva (2010) faz parte da assistência de enfermagem à pacientes
cirróticos:
Proporcionar repouso no leito, para restabelecer a capacidade funcional do fígado.
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Administrar emolientes (óleo mineral) por via oral, para facilitar a evacuação evitando
esforços e possíveis rupturas de vasos sanguíneos capazes de gerar uma hemorragia;
Realizar higiene corporal com sabonete neutro;
Realizar ou programar mudanças de decúbito;
Instituir oxigenoterapia, ofertar oxigênio para o paciente pode ser necessário uma vez
que a fibrose pode aumentar pela diminuição do transporte do oxigênio para os
Hepatócitos;
Pesar o paciente pela manhã, pois a retenção de líquidos eleva o peso corporal;
Instituir balanço hídrico para equilíbrio eletrolítico;
Supervisionar e registrar eliminações intestinais, para observação de possíveis
resíduos de gordura nas fezes, podendo ocorrer perda de vitaminas que estão diluídas
em gordura, exigindo assim, a administração e reposição dessa substância vitamínica;
Em pacientes com grande volume ascítico recomenda-se manter decúbito em Fowler
ou semi-fowler, pois diminui a pressão do liquido abdominal sob o diafragma;
Proporcionar segurança, conforto físico, mental e espiritual no ambiente terapêutico ao
paciente, diminuindo assim, a ansiedade, o medo e o estresse causados pela situação
em que o paciente se encontra, facilitando sua recuperação;
Avaliar e registrar quaisquer alterações, inclusive neurológicas, como por exemplo,
diminuição do nível de consciência e estados convulsivos, uma vez que, algumas
substâncias podem ser citotóxicas ao sistema nervoso podendo ocorrer uremia
(elevação de ureia no sangue) nesses pacientes e consequentemente levando a uma
encefalopatia hepática ( coma hepático) devido ao acumulo de toxinas no cérebro.
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CAPITULO II - METODOLOGIA DO ESTUDO
2.1. TIPO DE ESTUDO
Trata-se de um estudo observacional descritivo transversal com abordagem
quantitativa por levantamento.
2.2. LOCAL DE ESTUDO
O estudo foi realizado na Universidade Jean Piaget de Angola, bairro Mulenvos,
município de Viana, província de Luanda
2.3. POPULAÇÃO EM ESTUDO
O universo populacional do da Universidade Jean Piaget de Angola, bairro Mulenvos
foi de 200 jovens.
2.4. AMOSTRAGEM
Sendo a amostra a parte da população ou do universo selecionada de acordo o plano,
foram convidados 50 jovens. O tipo de amostra para o nosso trabalho foi a amostra não
probabilística.
2.5. CRITÉRIOS DE INCLUSÃO
Foram inclusos todos os jovens que apresentavam as caracteristicas dos nossos
objetivos.
2.6. CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO
Foram exclusos:
Todos os jovens que não mostraram disponibilidade para preencher o questionário
Todos os jovens que não apresentavam as caracteristicas dos nossos objetivos.
2.7. PROCEDIMENTO ÉTICO
A direção da Universidade ingressou uma carta a comissão dos moradores do bairro
Mulenvos solicitando a autorização para a pesquisa o mesmo permitiu-nos que fossemos a
algumas ruas levar a carta de autorização após um esclarecimento prévio, antes do inquérito
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cada jovem fez leitura e assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido afim de
salvaguardar o anonimato da entrevistada.
2.8. PROCEDIMENTO DE RECOLHA DE DADOS
Utilizamos o questionário como instrumento de investigação para a recolha de dados.
2.9. PROCESSAMENTO DE DADOS
Após a recolha, os dados foram processados no programa informático Windows,
utilizando o Microsoft Word, para a elaboração do texto, o Microsoft Excel para elaboração
de tabelas e o Microsoft PowerPoint na elaboração da apresentação. Os resultados serão
apresentados em tabelas.
2.10. PRINCIPAIS VARIÁVEIS EM ESTUDO
As variáveis sócio-demográficas do estudo são: faixa-etária, nível de académico,
género, profissão.
As variáveis em estudo são: consumo de bebidas alcoólicas, consumo de tabaco,
frequência alimentar, reifeições ricas em gordura e prática de exercícios físicos.
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CAPITULO III - APRESENTAÇÃO E INTERPRETAÇÃO DOS
RESULTADOS
Tabela 1: Distribuição da amostra dos jovens do da Universidade Jean Piaget de
Angola, bairro Mulenvos sobre as atitudes e práticas que influenciam no aparecimento da
cirrose hepática quanto ao género no segundo trimestre de 2025.
Género Frequência Percentagem
Masculino 42 84%
Femenino 8 16%
Total 50 100%
Fonte: Fichas de Inquérito
Interpretação: Segundo os dados da tabela, podemos constatar que dos 50 jovens
inquiridos 42 (84%) com maior predominância o sexo, masculino e 8 (16%) com menor
predominância o sexo feminino.
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Tabela 2: Distribuição da amostra dos jovens do da Universidade Jean Piaget de
Angola, bairro Mulenvos sobre as atitudes e práticas que influenciam no aparecimento da
cirrose hepática quanto a faixa etária no segundo trimestre de 2025.
Faixa etária Frequência Percentagem
18-22 24 48%
23-27 14 28%
28 12 24%
Total 50 100%
Fonte: Fichas de Inquérito
Interpretação: Segundo os dados da tabela, podemos constatar que dos 50 jovens
inquiridos 24(48%) com maior predominância afirmaram ter idades entre 18-22 anos e 12
(24%) com menos predominância afirmaram ter 28 anos.
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Tabela 3: Distribuição da amostra dos jovens do da Universidade Jean Piaget de
Angola, bairro Mulenvos sobre as atitudes e práticas que influenciam no aparecimento da
cirrose hepática quanto ao nível de escolaridade no segundo trimestre de 2025.
Nível de escolaridade Frequência Percentagem
I Ciclo 9 18%
II Ciclo 19 38%
Ensino médio 9 18%
Ensino superior 13 26%
Total 50 100%
Fonte: Fichas de Inquérito
Interpretação: Segundo os dados da tabela, podemos constatar que dos 50 jovens
inquiridos, 19(38%) com maior predominância afirmaram estar no IIº Ciclo, e 9 (18%) com
menor predominância afirmaram estar no Iº ciclo e ensino médio.
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Tabela 4:Distribuição da amostra dos jovens do da Universidade Jean Piaget de
Angola, bairro Mulenvos sobre as atitudes e práticas que influenciam no aparecimento da
cirrose hepática quanto a ocupação no segundo trimestre de 2025.
Ocupação Frequência Percentagem
Funcionario público 5 10%
Motoqueiro 10 20%
Vendedor ambulante 15 30%
Sem ocupação 20 40%
Total 50 100%
Fonte: Fichas de Inquérito
Interpretação: Segundo os dados da tabela, podemos constatar que dos 50 jovens
inquiridos, 20 (40%) com maior predominância afirmaram não ter ocupaçao, e 5 (10%) com
menor predominância afirmaram ser funcionarios públicos.
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Tabela 5: Distribuição da amostra dos jovens do da Universidade Jean Piaget de
Angola, bairro Mulenvos sobre as atitudes e práticas que influenciam no aparecimento da
cirrose hepática quanto o consumo de bebida alcoólica no segundo trimestre de 2025.
Consumo de bebias Frequência Percentagem
alcoólicas
Sim 30 60%
Não 20 40%
Total 50 100%
Fonte: Fichas de Inquérito
Interpretação: Segundo os dados da tabela, podemos constatar que dos 50 jovens
inquiridos, 30 (60%) como maior predominância afirmaram que fazem o consumo de bebidas
alcóolicas e 20 (40%) como menor predominância afirmaram não fazer o consumo de bebidas
alcóolicas.
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Tabela 6: Distribuição da amostra dos jovens do da Universidade Jean Piaget de
Angola, bairro Mulenvos sobre as atitudes e práticas que influenciam no aparecimento da
cirrose hepática quanto o consumo de tabaco no segundo trimestre de 2025
Consumo de tabaco Frequência Percentagem
Sim 35 70%
Não 15 30%
Total 50 100%
Fonte: Fichas de Inquérito
Interpretação: Segundo os dados da tabela, podemos constatar que dos 50 jovens
inquiridos, 35 (70%) com maior predominância afirmaram fazer o consumo de tabaco e 15
(30%) com menor predominância afirmaram não fazer o uso de tabaco.
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Tabela 7: Distribuição da amostra dos jovens do da Universidade Jean Piaget de
Angola, bairro Mulenvos sobre as atitudes e práticas que influenciam no aparecimento da
cirrose hepática quanto a frequência alimentar no segundo trimestre de 2025
Frequência alimentar Frequência Percentagem
1-2 vezes ao dia 15 30%
3-4 vezes ao dia 35 70%
Total 50 100%
Fonte: Fichas de Inquérito
Interpretação: Segundo os dados da tabela, podemos constatar que dos 50 jovens
inquiridos, 35 (70%) com maior predominância afirmaram se alimentam 3-4 vezes ao dia e 15
(30%) com menor predominância afirmaram se alimentar 1-2 vezes ao dia.
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Tabela 8: Distribuição da amostra dos jovens do da Universidade Jean Piaget de
Angola, bairro Mulenvos sobre as atitudes e práticas que influenciam no aparecimento da
cirrose hepática quanto a preferência de refeicções ricas em gordura no segundo trimestre de
2025.
Refeições ricas em Frequência Percentagem
gordura
Sim 17 34%
Não 33 66%
Total 50 100%
Fonte: Fichas de Inquérito
Interpretação: Segundo os dados da tabela, podemos constatar que dos 50 jovens
inquiridos, 33 (66%) com maior predominância afirmaram não ter feito refeições ricas em
gorduras, e 17 (34%) com menor predominância afirmaram ter feito refeições ricas em
gorduras.
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Tabela 9: Distribuição da amostra dos jovens do da Universidade Jean Piaget de
Angola, bairro Mulenvos sobre as atitudes e práticas que influenciam no aparecimento da
cirrose hepática quanto a prática de exercícios físicos no segundo trimestre de 2025
Prática de exercícios Frequência Percentagem
físicos
Com frequência 11 22%
As vezes 12 24%
Nunca 27 54%
Total 50 100%
Fonte: Fichas de Inquérito
Interpretação: Segundo os dados da tabela, podemos constatar que dos 50 jovens
inquiridos, 27 (54%) com maior predominância afirmaram não praticarem exercícios físicos, e
11 (22%) com menor predominância afirmaram praticar exercícios físicos com frequência.
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CONCLUSÃO
Depois de uma grande pesquisa e analise o grupo chegou à seguinte conclusão quanto
ao gênero teve maior predominância o gênero masculino com 84%, quanto a faixa etária teve
maior predominância a faixa etária dos 18-22 anos com 48%, quanto ao nível de acadêmico
teve maior predominância o II ciclo com 38%, quanto á profissão teve maior predominância
sem ocupação com 40%.Sobre a frequência do consumo de bebidas alcoólicas dos 50 jovens
60% refere fazer consumo, sobre a frequência do consumo de tabaco dos 50 jovens 35%
refere nunca ter feito consumo, sobre a frequência alimentar dos 50 jovens 70% refere que
tem feito 3-4 vezes ao dia, sobre a preferência alimentar dos 50 jovens 66% refere preferir
uma refeição saudável, sobre a prática de exercícios físicos dos 50 jovens 54% refere nunca
ter feito.
Segundo os objectivos traçados através do questionário aplicados jovens Do bairro
Mulenvos podemos concluir que têm atitudes e práticas que influenciam no aparecimento
concernente ao tema em epígrafe.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Depois de uma grande pesquisa ficou claro que os jovens entrevistados têm atitudes e
práticas que influenciam no surgimento da cirrose hepática. No entanto sugerimos que:
Que os profissionais de saúde organizem mais palestras educativas ou campanha para
informar aos jovens sobre os factores que influenciam no aparecimento da Cirrose Hepática
Ás escolas que promovam campanhas educativas para informar aos jovens sobre os
factores que influenciam no aparecimento da Cirrose Hepática.
Á comissão dos moradores do bairro Mulenvos que promova palestras de
sensibilização sobre o abuso de bebidas alcoólicas de forma a despertar a juventude sobre o
aparecimento da cirrose hepática.
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