SUBFILO CRUSTACEA
Prof. Dra. Jaqueline dos Santos Cardoso
38.000 espécies
Branchiopoda
Maioria marinho
água doce e terrestres
Grande variedade morfológica
Ocupam uma posição ecológica
fundamental como elo trófico
importante entre produtores primários
(fitoplâncton) e consumidores de níveis
tróficos superiores (peixes) no mar
Crustacea
Tiveram origem marinha, representam o
único grupo de artrópodes
predominantemente aquático.
Vários táxons (lagostins, camarões)
invadiram a água doce de forma
independente.
Alguns (tatuzinhos, caranguejos)
colonizaram o ambiente terrestre, mas
não se encontram tão bem adaptados
como aracnídeos e traqueados.
Possuem enorme heterogeneidade
morfológica e ecológica.
Inclui animais com menos de 1mm
até caranguejos com 3m de abertura
de pernas.
Maioria de vida livre:
natantes, reptantes, fossoriais ou
intersticiais.
Alguns pelágicos.
Outros permanentemente sésseis e
fixos.
CARACTERÍSTICAS GERAIS
2 pares de antenas
1 par de mandíbulas
2 pares de maxilas
Corpo dividido em dois
segmentos (cefalotórax e
abdome)
Placa torácica recobrindo todo
o corpo ou parte dele – comum.
Cefalotórax Abdômen
Carapaça – dobra da parede
do corpo
Apêndices birremes
Adaptados para realizarem
diferentes função (dependendo do
grupo)
Numerosos pares de patas
(geralmente cinco ou mais)
Grande variedade morfológica:
Há crustáceos sésseis, como as
cracas, que vivem fixas a um
substrato.
Outros, como o paguro (ou
bernardo-eremita), apresentam a
porção posterior do corpo
desprovida de exoesqueleto, e
ocupam a concha deixada por
moluscos mortos.
Os representantes mais
conhecidos são os camarões, os
siris, os caranguejos e as
lagostas.
Habitam ecossistemas marinhos e
de água doce, havendo mesmo
representantes de ambiente
terrestre úmido (o tatuzinho-de-
jardim).
Nos ambientes aquáticos:
Microcrustáceos
tem papel fundamental nas teias
alimentares
formam o chamado zooplâncton,
e são consumidores primários
alimentam-se do fitoplâncton
servem de alimento para outros
animais
O urópodo juntamente com o télson forma uma
cauda que serve como um leme para a locomoção
1. Pereiópodos
2. Borda posterior
3. Abdômem
4. Cefalotórax
5. Borda posterior lateral
6. Borda ântero-lateral
7. Pedúnculo
8. Antena
9. Dedos da pinça
[Link]
[Link]
São os únicos com 3 ou 4 ocelos
simples formando um olho naupliar.
ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL
Aparelho digestório
Boca, esôfago,
Estômago dividido em duas
partes: 1º- anterior, denominada
câmara cardíaca e a 2º- posterior
chamada de câmara pilórica. Na
câmara cardíaca existem dentes
calcificados formando um moinho
gástrico que ajuda na trituração dos
alimentos.
Intestino médio, intestino
tubular e ânus.
ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL
Aparelho circulatório
Coração dorsal curto e irregular de
Seis artérias que se distribuem por
todo o corpo.
Hemocele
Óstios/Ostíolos
Sangue: pigmento hemocianina
Este sistema circulatório é
denominado aberto ou lacunar,
porque o sangue não está sempre
no interior dos vasos.
TRANSPORTE INTERNO
Coração Óstios Celoma
ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL
Aparelho respiratório
Vários pares de brânquias situadas
nos dois lados de todos os
segmentos torácicos
Estão associadas aos apêndices
Localização, número e forma: muito
variados
ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL
Aparelho excretor
1 par de glândulas verdes (sacos
cegos), situadas na face ventral da
cabeça (hemocele), que se abre
sobre as bases do segundo par de
antenas (glândulas antenais) ou
segundo par de maxilas (glândulas
maxilares)
São os únicos órgãos excretores dos
crustáceos.
ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL
Sistema nervoso
Cérebro,
Gânglio subesofágico é resultante
de fusão de 5 ou 6 pares de
gânglios,
Cordão nervoso ventral duplo.
ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL
Órgãos sensoriais
Apresentam sensibilidade ao tato, gosto,
olfato e visão.
A visão e dada pelos olhos compostos que são
pedunculados e móveis e olho naupliano
dorsal (composto por 3 ou 4 pares de ocelos)
– pode não persistir no adulto.
O tato é percebido pelos pêlos tácteis que se
distribuem pelo corpo.
O sentido químico, paladar e olfato, reside em
pêlos localizados nas extremidade das
antenas, peças bucais e extremidade
daquelas.
ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL
Órgãos sensoriais
Equilíbrio e orientação à gravidade é dado pelo
estatocisto que é uma estrutura em forma de saco
que se abre dorsalmente sob pêlos finos, no artículo
basal de cada antênula.
Organização Estrutural
Organização Estrutural
Organização Estrutural
ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL
Crescimento
Muda
Órgão X, uma pequena glândula,
produz hormônios que inibe a muda,
enquanto que os hormônios do órgão
Y induz a muda.
Em camarão por exemplo, ocorre
várias mudas que determina estágios
larvais, onde os jovens são muito
diferente dos animais adultos.
Estágios larvais do camarão:
Nauplius, Protozoea, Zoea, Mysis e
Adulto.
ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL
Reprodução
Sexuada
São dióicos
Fecundação externa, na maioria das
espécies
Desenvolvimento indireto.
Os ovos costumam ser incubados
junto da face ventral do abdome das
fêmeas e, ao eclodirem, liberam uma
larva chamada náuplio
ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL
Reprodução
larva náuplio:
Nadante e de vida livre.
Apresenta um olho naupliano mediano e
apenas 3 pares de apêndices.
Eventualmente, em uma mesma espécie há
passagem por até cinco estágios larvais
diferentes.
Estágios Larvais
Náuplio
Ovos
Protozoé
Zoé
Classificação
Subfilo Crustacea (número de espécies)
Classe Remipedia (2)
Classe Cephalocarida (9)
Classe Branchiopoda (821)
Classe Maxilopoda
Subclasse Ostracoda (5650)
Subclasse Copepoda (8405)
Subclasse Mystacocarida (9)
Subclasse Tantulocarida (4)
Subclasse Branchiura (150)
Subclasse Cirripedia (900)
Classe Malacostraca (22651) +
conhecidos
Classificação
• Classe Remipedia
Apêndices em forma de remo
Recentemente descritas
Mais primitivo
10 sp – cavernas com conexão com o
mar
25 a38 segmentos no tronco
Apêndices natatórios, pares, birremes e
iguais
Antenúlas birremes
2 pares de maxilas
1 par de maxilipedes
CLASSE BRACHIOPODA
Possuem caracterísitcas primitivas
Primeira antena e segunda maxila
reduzida
Apêndices achatados (folhas)-
filopodios
Branquias – pés
Filtrar particulas particulas em
suspensão
Locomoção – exceto Cladóceros
Maioria dulcícola
Cladocera – mais importante e
abundante
Quatro ordens conhecidas
Anostraca - sem carapaça
Notostraca – carapaça forma uma
conha dorsal
Conchostraca – Carapaça bivalve
(todo corpo)
Cladocera – carapa tipica , não
envolve a região cefalica
Reprodução
Verão – fêmeas paternogênicas –
aumento da população
Condições desfavoraveis – machos e
ovos fertilizaveis
Ovos fertilizados são resitentes ao
frio
Desenvolvimento direto – Cladoceros
Desenvolvimento gradual – outros
Branquiopodos
ORDEM ANOSTRACA
ORDEM CLADOCERA
A CLADOCERAN (BOSMINA)
Classificação
Classe Maxilopoda
Maxilapresa aos pés
Congrega vários grupos considerados
como classe :
Subclasse Ostracoda (5650)
Subclasse Copepoda (8405)
Subclasse Mystacocarida (9)
Subclasse Tantulocarida (4)
Subclasse Branchiura (150)
Subclasse Cirripedia (900)
Cinco somitos cefálicos
Seis tóraxicos
Qutro somitos abdominais + telson
Reduções comuns
Não possuem apêndices no abdomen
Olho nauplio, pode estar presente
Classificação
• Subclasse Cirripedia
• Cracas Sésseis
• Cracas de vida livre (Lepas)
Prendem-se por um pedúnculo (haste) que
contém as glândulas de cimento
Machos adquirem estruturas de fêmeas
Classificação
Segundo Ruppert e Barnes, 2007
Classe Malacostraca
Maior número de espécies e a maioria das
formas maiores
Tronco composto por:
Região torácica com 8 segmentos
Região abdominal com 6 segmentos
Todos os segmentos do tronco apresentam
apêndices. (pereiópodos, pleópodos e
urópodos)
Alguns podem estar orientados para a frente
e auxiliar na manipulaçào dos alimentos
Classe
Malacostraca
Ordem Decapoda (10000 sp.)
Camarões, lagostas, lagostins e
caranguejos
Quase ¼ das espécies de Crustaceos
Maioria marinha
Lagostins e caranguejos – Água
doce
Caranguejos terrestres
Classe
Malacostraca
Ordem Decapoda (10000 sp.)
Primeiros 3 pares de apêndices
torácicos modificados em
maxilípedes
5 pares de apêndices – pernas
Primeiro par geralmente é maior
e/ou com garra (quela) - quelípede
Predadores e consumidores de
detritos., mas existem alguns
filtradores e herbívoros
Terrestres são escavadores e
noturnos
Machos: pleópodos anteriores
modificados como órgão copulatório
Fêmeas incuba os ovos na região
dos pleópodos
Estágio larval de eclosão: Zoé
Quelipedes
Camarões: adaptados para a natação:
pleópodos grandes e franjados.
Podem ou não apresentar quelípede.
Exoesqueleto flexível. São habitantes
de fundo e nadadores
Lagostas e Caranguejos: bentônicos,
adaptados ao rastejamento. Pereiópodos
fortes e pleópodos nunca utilizados p/
natação. São retidos p/ funções reprodutivas.
Corpo dorsoventralmente achatado e
exoesqueleto rígido.
O maior crustáceo do mundo é o
caranguejo-aranha japonês, que
pode medir entre as garras 3,7 m e
Macrocheira kaempferi, o
pesar 18,6 kg. Podem viver mais de
caranguejo-aranha japonês,
50 anos. Ocorre entre os 50 e os
considerado o maior artropóde
360 m de profundidade. Alimenta-
vivente
se de moluscos, peixes, crustáceos
e de animais mortos.
• Classe Malacostraca
– Ordem Amphipoda e Isopoda
•2 maiores ordens depois de
Decapoda
•0,5 mm a 1,0 cm
•Não tem carapaça
•Olhos compostos sésseis
•1 par de maxilípedes
•7 pares de pernas
•Nenhuma demarcaçào entre tórax e
abdômem
• Classe Malacostraca
– Ordem Amphipoda e Isopoda
• Bentônicos, com alguma capacidade de
natação
• Consumidores de detritos e carniça, mas
podem existir carnívoros
• Maioria marinha, mas alguns vivem em
água doce ou em terra
• Classe Malacostraca
– Ordem Amphipoda
– Comprimidos lateralmente
– Brânquias torácicas
– Pulgas-de-praia: terrestres – habitantes
comuns dos sedimentos ao longo do
litoral
Classificação
• Classe Malacostraca
– Ordem Isopoda
–Achatados dorsoventralmente
–Pleópodos abdominais modificados
em brânquias
–Ectoparasitas denominados de
piolho-de-peixe
–Tatuzinhos-de-jardim: terrestres
CRUSTACEOS QUE PRODUZEM SECREÇÕES TOXICAS: