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Transformação Curricular do Ensino Secundário

O documento apresenta os Programas do Ensino Secundário Geral, destacando a necessidade de reformulação do currículo para integrar os alunos e desenvolver competências essenciais para a vida. O novo currículo visa proporcionar uma formação teórica sólida e profissionalizante, preparando os jovens para o mercado de trabalho e a continuidade dos estudos. Além disso, enfatiza a importância do papel dos professores na implementação desses programas e no desenvolvimento de habilidades e valores nos alunos.

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Transformação Curricular do Ensino Secundário

O documento apresenta os Programas do Ensino Secundário Geral, destacando a necessidade de reformulação do currículo para integrar os alunos e desenvolver competências essenciais para a vida. O novo currículo visa proporcionar uma formação teórica sólida e profissionalizante, preparando os jovens para o mercado de trabalho e a continuidade dos estudos. Além disso, enfatiza a importância do papel dos professores na implementação desses programas e no desenvolvimento de habilidades e valores nos alunos.

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Prefácio

Caro Professor

É com imenso prazer que colocamos nas suas mãos os Programas do Ensino Secundário Geral.

Com a introdução do Novo Currículo do Ensino Básico, iniciada em 2004, houve necessidade de
se reformular o currículo do Ensino Secundário Geral para que a integração do aluno se faça
sem sobressaltos e para que as competências gerais, tão importantes para a vida continuem a
ser desenvolvidas e consolidadas neste novo ciclo de estudos.

As competências que os novos programas do Ensino Secundário Geral procuram desenvolver,


compreendem um conjunto de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores necessários
para a vida que permitam ao graduado do Ensino Secundário Geral enfrentar o mundo de
trabalho numa economia cada vez mais moderna e competitiva.

Estes programas resultam de um processo de consulta à sociedade. O produto que hoje tem em
mãos é resultado do trabalho abnegado de técnicos pedagógicos do INDE e da DINEG, de
professores das várias instituições de ensino e formação, quadros de diversas instituições
públicas, empresas e organizações, que colocaram a sua sabedoria ao serviço da
transformação curricular e a quem aproveitamos desde já, agradecer.

Aos professores, de que depende em grande medida a implementação destes programas,


apelamos ao estudo permanente das sugestões que eles contêm e que convoquem a vossa e
criatividade e empenho para levar a cabo a gratificante tarefa de formar hoje os jovens que
amanhã contribuirão para o combate à pobreza.

Aires Bonifácio Baptista Ali.

Ministro da Educação e Cultura

0
1. Introdução

A Transformação Curricular do Ensino Secundário Geral (TCESG) é um processo que se


enquadra no Programa Quinquenal do Governo e no Plano Estratégico da Educação e Cultura e
tem como objectivos:

Contribuir para a melhoria da qualidade de ensino, proporcionando aos alunos aprendizagens


relevantes e apropriadas ao contexto socioeconómico do país.
Corresponder aos desafios da actualidade através de um currículo diversificado, flexível e
profissionalizante.
Alargar o universo de escolhas, formando os jovens tanto para a continuação dos estudos como
para o mercado de trabalho e auto emprego.
Contribuir para a construção de uma nação de paz e justiça social.

Constituem principais documentos curriculares:


O Plano Curricular do Ensino Secundário (PCESG) – documento orientador que contém os
objectivos, a política, a estrutura curricular, o plano de estudos e as estratégias de
implementação;
Os programas de ensino de cada uma das disciplinas do plano de estudos;
O regulamento de avaliação do Ensino Secundário Geral (ESG);
Outros materiais de apoio.

1.1. Linhas Orientadoras do Currículo do ESG

O Currículo do ESG, a ser introduzido em 2008, assenta nas grandes linhas orientadoras que
visam a formação integral dos jovens, fornecendo-lhes instrumentos relevantes para que
continuem a aprender ao longo de toda a sua vida.

O novo currículo procura por um lado, dar uma formação teórica sólida que integre uma
componente profissionalizante e, por outro, permitir aos jovens a aquisição de competências
relevantes para uma integração plena na vida política, social e económica do país.

As consultas efectuadas apontam para a necessidade de a escola responder às exigências do


mercado cada vez mais moderno que apela às habilidades comunicativas, ao domínio das
Tecnologias de Informação e Comunicação, à resolução rápida e eficaz de problemas, entre
outros desafios.

Assim, o novo programa do ESG deverá responder aos desafios da educação, assegurando uma
formação integral do indivíduo que assenta em quatros pilares, assim descritos:

Saber Ser que é preparar o Homem moçambicano no sentido espiritual, crítico e estético, de
modo que possa ser capaz de elaborar pensamentos autónomos, críticos e formular os seus
próprios juízos de valor que estarão na base das decisões individuais que tiver de tomar em
diversas circunstâncias da sua vida;

Saber Conhecer que é a educação para a aprendizagem permanente de conhecimentos


científicos sólidos e a aquisição de instrumentos necessários para a compreensão, a
interpretação e a avaliação crítica dos fenómenos sociais, económicos, políticos e naturais;

Saber Fazer que proporciona uma formação e qualificação profissional sólida, um espírito
empreendedor no aluno/formando para que ele se adapte não só ao meio produtivo actual, mas
também às tendências de transformação no mercado;

Saber viver juntos e com os outros que traduz a dimensão ética do Homem, isto é, saber
comunicar-se com os outros, respeitar-se a si, à sua família e aos outros homens de diversas
culturas, religiões, raças, entre outros.

1
Agenda 2025:129

Estes saberes interligam-se ao longo da vida do indivíduo e implicam que a educação se


organize em torno deles de modo a proporcionar aos jovens instrumentos para compreender o
mundo, agir sobre ele, cooperar com os outros, viver, participar e comportar-se de forma
responsável.

Neste quadro, o desafio da escola é, pois, fornecer as ferramentas teóricas e práticas


relevantes para que os jovens e os adolescentes sejam bem sucedidos como indivíduos, e como
cidadãos responsáveis e úteis na família, na comunidade e na sociedade, em geral.

1.2. Os desafios da Escola

A escola confronta-se com o desafio de preparar os jovens para a vida. Isto significa que o
papel da escola transcende os actos de ensinar a ler, a escrever, a contar ou de transmitir
grandes quantidades de conhecimentos de história, geografia, biologia ou química, entre
outros. Torna-se, assim, cada vez mais importante preparar o aluno para aprender a aprender e
para aplicar os seus conhecimentos ao longo da vida.

Perante este desafio, que competências são importantes para uma integração plena na vida?

As competências importantes para a vida referem-se ao conjunto de recursos, isto é,


conhecimentos, habilidades atitudes, valores e comportamentos que o indivíduo mobiliza para
enfrentar com sucesso exigências complexas ou realizar uma tarefa, na vida quotidiana. Isto
significa que para resolver um determinado problema, tomar decisões informadas, pensar
critica e criativamente ou relacionar-se com os outros um indivíduo necessita de combinar um
conjunto de conhecimentos, práticas e valores.

Naturalmente que o desenvolvimento das competências não cabe apenas à escola, mas
também à sociedade, a quem cabe definir quais deverão ser consideradas importantes, tendo
em conta a realidade do país.

Neste contexto, reserva-se à escola o papel de desenvolver, através do currículo, não só as


competências viradas para o desenvolvimento das habilidades de comunicação, leitura e
escrita, matemática e cálculo, mas também, as competências gerais, actualmente
reconhecidas como cruciais para o desenvolvimento do indivíduo e necessárias para o seu bem
estar, nomeadamente:

Comunicação nas línguas moçambicana, portuguesa, inglesa e francesa;


Desenvolvimento da autonomia pessoal e a auto-estima; de estratégias de aprendizagem e
busca metódica de informação em diferentes meios e uso de tecnologia;
Desenvolvimento de juízo crítico, rigor, persistência e qualidade na realização e apresentação
dos trabalhos;
Resolução de problemas que reflectem situações quotidianas da vida económica social do país
e do mundo;
Desenvolvimento do espírito de tolerância e cooperação e habilidade para se relacionar bem
com os outros;
Uso de leis, gestão e resolução de conflitos;
Desenvolvimento do civismo e cidadania responsáveis;
Adopção de comportamentos responsáveis com relação à sua saúde e da comunidade bem
como em relação ao alcoolismo, tabagismo e outras drogas;
Aplicação da formação profissionalizante na redução da pobreza;
Capacidade de lidar com a complexidade, diversidade e mudança;
Desenvolvimento de projectos estratégias de implementação individualmente ou em grupo;
Adopção de atitudes positivas em relação aos portadores de deficiências, idosos e crianças.

2
Importa destacar que estas competências encerram valores a serem desenvolvidos na prática
educativa no contexto escolar e extra-escolar, numa perspectiva de aprender a fazer fazendo.
(...) o aluno aprenderá a respeitar o próximo se tiver a oportunidade de experimentar
situações em que este valor é visível. O aluno só aprenderá a viver num ambiente limpo se a
escola estiver limpa e promover o asseio em todos os espaços escolares. O aluno cumprirá as
regras de comportamento se elas forem exigidas e cumpridas por todos os membros da
comunidade escolar de forma coerente e sistemática.
PCESG:27
Neste contexto, o desenvolvimento de valores como a igualdade, liberdade, justiça,
solidariedade, humildade, honestidade, tolerância, responsabilidade, perseverança, o amor à
pátria, o amor próprio, o amor à verdade, o amor ao trabalho, o respeito pelo próximo e pelo
bem comum, deverá estar ancorado à prática educativa e estar presente em todos os
momentos da vida da escola.

As competências acima indicadas são relevantes para que o jovem, ao concluir o ESG esteja
preparado para produzir o seu sustento e o da sua família e prosseguir os estudos nos níveis
subsequentes.

Perspectiva-se que o jovem seja capaz de lidar com economias em mudança, isto é, adaptar-se
a uma economia baseada no conhecimento, em altas tecnologias e que exigem cada vez mais
novas habilidades relacionadas com adaptabilidade, adopção de perspectivas múltiplas na
resolução de problemas, competitividade, motivação, empreendedorismo e a flexibilidade de
modo a ter várias ocupações ao longo da vida.

1.3. A Abordagem Transversal

A transversalidade apresenta-se no currículo do ESG como uma estratégia didáctica com vista
um desenvolvimento integral e harmonioso do indivíduo. Com efeito, toda a comunidade
escolar é chamada a contribuir na formação dos alunos, envolvendo-os na resolução de
situações-problema parecidas com as que se vão confrontar na vida.

No currículo do ESG prevê-se uma abordagem transversal das competências gerais e dos temas
transversais. De referir que, embora os valores se encontrem impregnados nas competências e
nos temas já definidos no PCESG, é importante que as acções levadas a cabo na escola e as
atitudes dos seus intervenientes sobretudo dos professores constituam um modelo do saber
ser, conviver com os outros e bem fazer.

Neste contexto, toda a prática educativa gravita em torno das competências acima definidas de
tal forma que as oportunidades de aprendizagem criadas no ambiente escolar e fora dele
contribuam para o seu desenvolvimento. Assim, espera-se que as actividades curriculares e co-
curriculares sejam suficientemente desafiantes e estimulem os alunos a mobilizar
conhecimentos, habilidades, atitudes e valores.

O currículo do ESG prevê ainda a abordagem de temas transversais, de forma explícita, ao


longo do ano lectivo. Considerando as especificidades de cada disciplina, são dadas indicações
para a sua abordagem no plano temático, nas sugestões metodológicas e no texto de apoio
sobre os temas transversais.

O desenvolvimento de projectos comuns constitui-se também com uma estratégias que permite
estabelecer ligações interdisciplinares, mobilizar as competências treinadas em várias áreas de
conhecimento para resolver problemas concretos. Assim, espera-se que as actividades a
realizar no âmbito da planificação e implementação de projectos, envolvam professores, alunos
e até a comunidade e constituam em momentos de ensino-aprendizagem significativos.

1.4 As Línguas no ESG

3
A comunicação constitui uma das competências considerada chave num mundo globalizado. No
currículo do ESG, são usados a língua oficial (Português), línguas Moçambicanas, línguas
estrangeiras (Inglês e Francês).

As habilidades comunicativas desenvolvem-se através de um envolvimento conjugado de todas


as disciplinas e não se reserva apenas às disciplinas específicas de línguas. Todos os
professores deverão assegurar que alunos se expressem com clareza e que saibam adequar o
seu discurso às diferentes situações de comunicação. A correcção linguística deverá ser uma
exigência constante nas produções dos alunos em todas as disciplinas.

O desafio da escola é criar espaços para a prática das línguas tais como a promoção da leitura
(concursos literários, sessões de poesia), debates sobre temas de interesse dos alunos, sessões
para a apresentação e discussão de temas ou trabalhos de pesquisa, exposições, actividades
culturais em datas festivas e comemorativas, entre outros momentos de prática da língua
numa situação concreta. Os alunos deverão ser encorajados a ler obras diversas e a fazer
comentários sobre elas e seus autores, a escrever sobre temas variados, a dar opiniões sobre
factos ouvidos ou lidos nos órgãos de comunicação social, a expressar ideias contrárias ou
criticar de forma apropriada, a buscar informações e a sistematizá-la.

Particular destaque deverá ser dado à literatura representativa de cada uma das línguas e, no
caso da língua oficial e das línguas moçambicanas, o estudo de obras de autores
moçambicanos constitui um pilar para o desenvolvimento do espiríto patriótico e exaltação da
moçambicanidade.

1.5. O Papel do Professor

O papel da escola é preparar os jovens de modo a torná-los cidadãos activos e responsáveis na


família, no meio em que vivem (cidade, aldeia, bairro, comunidade) ou no trabalho.

Para conseguir este feito, o professor deverá colocar desafios aos seus alunos, envolvendo-os
em actividades ou projectos, colocando problemas concretos e complexos. A preparação do
aluno para a vida passa por uma formação em que o ensino e as matérias leccionadas tenham
significado para a vida do jovem e possam ser aplicados a situações reais.

O ensino - aprendizagem das diferentes disciplinas que constituem o currículo fará mais sentido
se estiver ancorado aos quatro saberes acima descritos interligando os conteúdos inerentes à
disciplina, às componentes transversais e às situações reais.

Tendo presente que a tarefa do professor é facilitar a aprendizagem, é importante que este
consiga:

organizar tarefas ou projectos que induzam os alunos a mobilizar os seus conhecimentos,


habilidades e valores para encontrar ou propor alternativas de soluções;
encontrar pontos de interligação entre as disciplinas que propiciem o desenvolvimento de
competências. Por exemplo, envolver os alunos numa actividade, projecto ou dar um problema
que os obriga a recorrer a conhecimentos, procedimentos e experiências de outras áreas do
saber;
acompanhar as diferentes etapas do trabalho para poder observar os alunos, motivá-los e
corrigi-los durante o processo de trabalho;
criar, nos alunos, o gosto pelo saber como uma ferramenta para compreender o mundo e
transformá-lo;
avaliar os alunos no quadro das competências que estão a ser desenvolvidas, numa
perspectiva formativa.

Este empreendimento exige do professor uma mudança de atitude em relação ao saber, à


profissão, aos alunos e colegas de outras disciplinas. Com efeito, o sucesso deste programa

4
passa pelo trabalho colaborativo e harmonizado entre os professores de todas as disciplinas.
Neste sentido, não se pode falar em desenvolvimento de competências para vida, de
interdisciplinaridade se os professores não dialogam, não desenvolvem projectos comuns ou se
fecham nas suas próprias disciplinas. Um projecto de recolha de contos tradicionais ou da
história local poderá envolver diferentes disciplinas. Por exemplo:
Português colaboraria na elaboração do guião de recolha, estrutura, redacção e correcção dos
textos;
História ocupar-se-ia dos aspectos técnicos da recolha deste tipo de fontes;
Geografia integraria aspectos geográficos, físicos e socio-económicos da região;
Educação Visual ficaria responsável pelas ilustrações e cartazes.

Com estes projectos treinam-se habilidades, desenvolvem-se atitudes de trabalhar em equipa,


de análise, de pesquisa, de resolver problemas e a auto-estima, contribuindo assim para o
desenvolvimento das competências mais gerais definidas no PCESG.

As metodologias activas e participativas propostas, centradas no aluno e viradas para o


desenvolvimento de competências para a vida pretendem significar que, o professor não é mais
um centro transmissor de informações e conhecimentos, expondo a matéria para reprodução e
memorização pelos alunos. O aluno não é um receptáculo de informações e conhecimentos. O
aluno deve ser um sujeito activo na construção do conhecimento e pesquisa de informação,
reflectindo criticamente sobre a sociedade.

O professor deve assumir-se como criador de situações de aprendizagem, regulando os


recursos e aplicando uma pedagogia construtivista. O seu papel na liderança de uma
comunidade escolar implica ainda que seja um mediador e defensor intercultural, organizador
democrático e gestor da heterogeneidade vivencial dos alunos.

As metodologias de ensino devem desenvolver no aluno: a capacidade progressiva de conceber


e utilizar conceitos; maior capacidade de trabalho individual e em grupo; entusiasmo, espírito
competitivo, aptidões e gostos pessoais; o gosto pelo raciocínio e debate de ideias; o interesse
pela integração social e vocação profissional.

5
1. A APRENDIZAGEM DA DISCIPLINA DE MATEMÁTICA

1.1. Introdução

Os conhecimentos matemáticos, têm sido, historicamente, indispensáveis para o


desenvolvimento da ciência e da tecnologia. A matemática constitui um instrumento útil que
permite desenvolver capacidades do pensamento e favorece atitudes compatíveis com o
desenvolvimento de qualquer sociedade.
O papel da matemática é reconhecido no desenvolvimento de qualquer país, pelas suas
múltiplas aplicações nos diversos campos (social, económico e cultural) da actividade humana,
como por exemplo, no planeamento da economia, no controle da produção, nas estatísticas
relacionadas com as doenças, natalidade, mortalidade, migrações, etc. Além disso, a
matemática é aplicada nos computadores e em outros aparelhos, e sobretudo tem muita
utilidade prática na vida quotidiana de qualquer pessoa. Pode-se dizer, com segurança que,
sem matemática as viagens ao espaço seriam impossíveis.
Estas e outras razões fazem da matemática uma disciplina essencial na formação dos cidadãos
de qualquer país.
A Matemática tem um papel essencial no desenvolvimento de processos de pensamento, sendo
a base prioritária para a formação da personalidade dos alunos.
O mundo moderno aponta para a necessidade de adequar a Matemática a uma nova realidade.
Por esta razão, o ensino desta disciplina deve dotar, o aluno de conhecimentos básicos
necessários para a resolução de problemas, através de exploração de situações vividas no
quotidiano.
Assim, a resolução de problemas é um processo de aplicação de conhecimentos previamente
adquiridos à situações novas e não familiares. Resolver problemas escritos é uma forma de
resolução de problemas, porém, é importante que os alunos se defrontem com problemas que
não sejam teatralizados. Eles devem saber comunicar-se matematicamente, sendo capazes de
compreender as ideias matemáticas que são transmitidas verbalmente, por escrito ou através
de imagens; exprimir ideias matemáticas através da fala, ou da escrita, ou com a ajuda de
desenhos, gráficos, diagramas, ou materiais concretos. Durante as aulas, os alunos devem ser
constantemente estimulados a debater (aspecto dialogo) com os colegas ou com o professor,
argumentar e contra-argumentar através da escrita ou da fala, ajudando-os a desenvolver sua
capacidade de expressão matemática.
A Matemática está presente em diversos campos de actividade humana, pelo que o seu ensino
deve estar inscrito numa política de modernização económica, social e cultural no país.
Um dos grandes obstáculos da aprendizagem da Matemática é a hierarquização dos conteúdos,
bem como a sua abordagem de forma linear e rígida sem, contudo, os alunos terem a
oportunidade de explorá-los na sua vida quotidiana.
A transformação do programa do ensino da Matemática tem como perspectiva metodológica:
A incorporação de competências Matemáticas centradas no desenvolvimento do raciocínio dos
alunos;
O destaque para a resolução de problemas, explorando situações vividas no dia-a-dia,
mostrando a necessidade da aprendizagem da Matemática na solução dos problemas da vida;
A apresentação dos conteúdos de Matemática garantindo a interdisciplinaridade e a
transversalidade, isto é, a inter-relação da Matemática com diferentes disciplinas;
A utilização de métodos e procedimentos heurísticos para que o aluno realize a construção do
seu próprio conhecimento, assegurando a compreensão do significado dos conteúdos;
A garantia da sistematização de conhecimentos através da exercitação; quer dizer que, dentro
de cada unidade e ao longo da classe e do ciclo, deve conseguir-se a integração das diferentes
áreas da Matemática como a álgebra, a aritmética e a geometria.
Assim, o aluno deve desenvolver competências sobre:
A necessidade do surgimento dos diferentes domínios numéricos a partir do seu significado na
vida real;
Funções, equações, sistemas de equações, estatística, trigonometria, circunferência e círculo e
polinómios.
Como operar com conceitos e procedimentos, através de métodos apropriados para o
desenvolvimento do pensamento lógico;

6
Este programa está elaborado de tal maneira que, além de constituir um documento orientador
para o trabalho do professor, é também um material de apoio para a sua preparação na
realização do seu trabalho com maior segurança e objectividade, contribuindo para a superação
das suas dificuldades do ponto de vista didáctico-metodológico.

7
2. OBJECTIVOS GERAIS DO ENSINO DA MATEMÁTICA NO 1º CICLO
O aluno deve ser capaz de:
Ampliar o conceito de número a partir do seu significado na vida real;
Desenvolver processos de pensamento ao operar com conceitos e procedimentos com métodos
apropriados;
Enunciar propriedades e dar definições com as suas próprias palavras;
Reconhecer os conhecimentos matemáticos como meio para compreensão do mundo que nos
rodeia, através da investigação e desenvolvimento de acções que estimulem o interesse, a
curiosidade e a resolução de problemas;
Reconhecer que a Matemática é um instrumento útil para a vida e é parte integrante das
nossas raízes culturais, porque ajuda a pensar e a raciocinar correctamente;
Desenvolver a capacidade de comunicação;
Ler e interpretar textos de Matemática;
Interpretar e utilizar representações matemáticas (tabelas, gráficos, expressões e símbolos);
Transcrever mensagens matemáticas da linguagem corrente para a linguagem simbólica
(fórmulas, símbolos, tabelas, diagramas, gráficos, etc.) e vice-versa;
Aplicar propriedades na resolução de exercícios e problemas matemáticos;
Buscar estratégias diversificadas para resolução de problemas matemáticos, sociais,
económicos e de outras àreas do conhecimento.
Desenvolver capacidades para a busca de informação em diferentes meios, e uso de
tecnologia, mostrando curiosidade e disposição para a busca de novos conhecimentos;
Resolver problemas matemáticos que reflectem situações quotidianas da vida económica e
social do país e do mundo, no domínio R (números reais) em que estejam envolvidos
conhecimentos sobre:
Equações e sistemas de duas equações com duas variáveis;
Inequações e sistemas de inequações com uma variável;
Funções;
Estatística;
Figuras geométricas e suas propriedades;
Sólidos geométricos ( propriedades e cálculo de áreas e volumes )
Uso de instrumentos de medição;
Conversão das unidades de medida e conversão monetária;
Estimação de quantidades;
Esboço de figuras, a partir de objectos reais;
Recolha e organização de dados;
Representação em tabelas e gráficos;
Interpretação de fenómenos sociais, económicos e naturais, a partir de tabelas e gráficos;
Cálculo no domínio de números reais.

Desenvolver a confiança em si próprio: exprimir e argumentar as suas opiniões; formular juízos


elementares sobre situações concretas; enfrentar com confiança situações novas e mostrar
flexibilidade e criatividade;
Desenvolver hábitos de trabalho, persistência e rigor: manifestar responsabilidade,
disponibilidade, autonomia e interesse para planificar, organizar e realizar os trabalhos de
matemática de forma organizada e revelar preocupação de qualidade na apresentação dos
trabalhos;
Desenvolver o espírito de tolerância e cooperação: colaborar nos trabalhos em grupo,
partilhando saberes e responsabilidades de maneira solidária e sociável, ouvindo e respeitando
as opiniões dos outros, mostrando espírito crítico e autocrítica e participando na realização de
actividades e na resolução de problemas.
Intervir na dinamização de actividades e na resolução de problemas do dia-a dia.
Mobiliza matemáticos adequados para dar resposta apropriada face aos problemas da realidade
social.

8
3. VISÃO GERAL DOS CONTEÚDOS DO 1º CICLO

Unidades temáticas por classe


Trimestre
8ª 9ª 10ª
1º Números racionais; Noção de números reais e Teoria de Conjuntos;
Equações lineares; radiciação; Equação Quadrática
Inequações lineares e paramêtricas simples
sistemas de inequações Equação biquadrática
lineares com uma variável; Função quadrática
Noção de monómios e
polinómios;
2º Proporcionalidade e Equações quadráticas; -Inequação quadrática e
Sistema de duas Função Quadrática; paramétricas simples;
equações lineares a Quadriláteros; Função exponencial;
duas incógnitas; Logaritmo e Função
funções lineares; logarítmica.
3º Círculos e Noções básicas de estatística; Trigonometria
Circunferência; Semelhanças de triângulos; Estatística
Congruência de Cálculo de áreas e de Geometria espacial
triângulos e teorema de volumes sólidos geometricos
Pitágoras.

9
4. OBJECTIVOS GERAIS DO ENSINO DA MATEMÁTICA NA 9ª CLASSE

Ao terminar a 9ª classe, o aluno deve ser capaz de:


Explicar a necessidade do surgimento dos números reais a partir do seu significado na vida
real;
Operar com números reais;
Resolver problemas concretos aplicando as propriedades dos números reais;
Números reais e as quatro operações no conjunto IR, a potenciação e a radiciação; inequações
lineares e sistema de inequações lineares, polinómios e equações quadráticas, circulos e
circunferência, semelhança de triângulos , noções básicas de estatísica e
cálculo de volumes.
Operar com conceitos, procedimentos e métodos apropriados para o desenvolvimento do
raciocínio lógico;
Ler e interpretar textos matemáticos;
Interpretar e utilizar representações matemáticas (tabelas, gráficos, expressões e símbolos);
Transcrever mensagens matemáticas da linguagem corrente para a linguagem simbólica
(fórmulas, símbolos, tabelas, diagramas, gráficos, etc., e vice-versa;
Aplicar propriedades matemáticas na resolução de problemas matemáticos;
Buscar de informações em diferentes meios e usar tecnologias;
Desenvolver habilidades na resolução de problemas matemáticos que reflectem situações
quotidianas da vida económica e social do país e do mundo, no domínio dos números reais;
Esboçar figuras, a partir de objectos reais;
Recolher e organizar dados e representá-los em diagramas ou gráficos;
Interpretar fenómenos naturais, sociais e económicos a partir de diagramas e gráficos;
Identificar relações funcionais e suas propriedades partindo das suas representações, para usá-
las na modelação de situações práticas.
Desenvolver a confiança em si próprio: exprimir e argumentar as suas opiniões, formular juízos
elementares sobre situações concretas, enfrentar com confiança situações novas, mostrar
flexibilidade e criatividade;
Desenvolver hábitos de trabalho, persistência e rigor: manifestar responsabilidade,
disponibilidade, autonomia e interesse para planificar, organizar e realizar os trabalhos de
matemática de forma organizada; revelar preocupação de qualidade na apresentação dos
trabalhos;
Desenvolver e promover o espírito de tolerância e cooperação: colaborar nos trabalhos em
grupo, partilhando saberes e responsabilidades de maneira solidária e sociável, ouvindo e
respeitando as opiniões dos outros, mostrando espírito crítico e autocrítica e participando na
realização de actividades e na resolução de problemas;
Reconhecer a matemática como meio para compreensão do mundo que nos rodeia, através da
investigação e desenvolvimento de acções que estimulem o interesse, a disposição, a
curiosidade e a resolução de problemas;
Reconhecer que a Matemática é um instrumento útil para a vida e é parte integrante das
nossas raízes culturais porque ajuda a pensar e a raciocinar correctamente.

10
5. VISÃO GERAL DOS CONTEÚDOS DA 9ª CLASSE

Trimestre Unidade temática N.º de N.º de Total de


aulas semanas semanas
Noção de números reais e radiciação 12 3
Inequações e sistemas de inequações 8 2
1º lineares com uma variável 10
Noção de monómios e polinómios 12 4
Revisão e Avaliação 4 1
Equações quadráticas 12 3
Função quadrática 16 4
2º 12
Quadriláteros 16 4
Revisão e Avaliação 4 1
Noções Básicas de Estatística 8 2
Semelhança de triângulos 16 4
3º Cálculo de áreas e volume dos sólidos 13
geométricos 20 5
Revisão e Avaliação 8 2

11
6. PLANO TEMÁTICO DETALHADO

UNIDADE OBJECTIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS BÁSICAS CARGA


TEMÁTICA Os alunos devem ser capazes O aluno: HORÁRIA
de:
Noções de números Reais
1.1 Revisão dos números
racionais
Representar os números a) Representação de números
racionais na recta graduada; racionais na recta graduada;

b)Adição, subtracção,
Operar com números racionais Multiplicação e divisão
aplicando as propriedades. números racionais
12
c) Cálculo de quadrados e
Calcular quadrados e raízes raízes quadradas em Q;
Relaciona os diferentes domínios
quadradas em Q;
numéricos de matemática
1.2.Cálculo de raízes
I
quadradas e de quadrados
NÚMEROS Usa estratégias diversificadas na
não perfeitos usando
REAIS E resolução de exercícios e problemas
algoritmo
RADICIAÇÃO práticos em R, com rigor, persistência
e de forma independente e coletiva
Identificar os números 1.3. Noção de números
irracionais; irracionais;

1.4 Conjunto de números


Relacionar os conjuntos reais;
numéricos IN, Z, Q e IR; 1.5. Relação entre conjuntos
numéricos IN, Z, Q e IR.

Representar os números reais [Link]ção de


na recta graduada; números reais na recta
graduada

12
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS BÁSICAS CARGA
TEMÁTICA Os alunos devem ser capazes O aluno: HORÁRIA
de:
Calcular cubos e raízes cúbicas Radiciação
de números perfeitos
2.1.Cálculo de cubos e raízes
cúbicas de números perfeitos;
Calcular potências de expoente
fraccionário; [Link]ência de expoente
Transformar potências de fraccionário;
expoente fraccionário numa raiz
e vice-versa;

Passar um factor para dentro e 2.3. Passagem de um factor


para fora do radical; para dentro e para fora do
Usa estratégias diversificadas
radical;
na resolução de exercícios e
Aplicar as propriedades de
I problemas práticos em R, com
radicais;
NÚMEROS rigor, persistência e de forma
REAIS E independente e coletiva.
Calcular o valor de potência de 2 .4 Propriedades de radicais;
RADICIAÇÃO
uma raiz quadrada;

Comparar radicais; 2.5 Potência de uma raiz


quadrada;
Resolver expressões numéricas
envolvendo radicais;
2.6 Comparação de radicais;
Procurar estratégias adequadas
à resolução de problemas com 2.7 Operações com radicais:
números reais, discutindo e Adição e subtracção de
confrontando diferentes radicais;
processos usados. Multiplicação e divisão de
radicais;
Expressões numéricas.

13
7. SUGESTÕES METODOLÓGICAS - UNIDADE TEMÁTICA 1: NÚMEROS REAIS E RADICIAÇÃO
NÚMEROS REAIS

O trabalho com radicais começou na 8ª classe tendo o aluno tratado:


Potência de expoente inteiro e propriedades de numeros racionais
Quadrados e raízes quadradas de números perfeitos.

Assim, pretende-se que o aluno adquira conhecimentos sobre a existência de um novo domínio numérico chamado conjunto dos
números reais, como extensão do conjunto dos números racionais e operar com potências e radicais como ferramenta
importante para classes subsequentes.
Deste modo, nesta classe, o aluno vai consolidar os conhecimentos anteriormente aprendidos e aprofunda mais estas
competências.
No desenvolvimento do tema, como motivação inicial, o aluno vai trabalhar com quadrados e raízes quadradas, partindo de
problemas concretos. Por exemplo o cálculo de áreas de figuras planas e em especial a área do quadrado.
O professor pode propor vários problemas de variadas formas para o aluno resolver em pequenos grupos ou individualmente.
Por exemplo exercícios para o cálculo da área de um quadrado ou para o cálculo do lado do quadrado, conhecida a área.
Para a introdução do domínio dos números reais, é necessário que o professor oriente a contrução de números irracionais. O
aluno deve perceber porque estes são chamados de números irracionais e como aparecem.
Para tal, sugere-se que o professor face uma revisão sobre o conjunto dos números racionais, no que diz respeito à sua
representação na recta graduada, às operações, à ordenação e à comparação.
A introdução de um domínio numérico deve ser fundamentada pela necessidade de resolver problemas que um outro domínio já
não consegue resolver. Portanto, em relação ao surgimento do conjunto dos números reais, o professor poderá colocar a
seguinte questão: “Qual é a medida da diagonal de um quadrado cujo lado é de 1 cm?”. Os alunos por vias conhecidas, podem
resolver o problema até chegarem a impossibilidade de resolvê-lo no domínio dos números racionais. O aluno deve certificar-se
que o problema não tem solução no conjunto dos números racionais.
Depois, o professor explica que sendo impossível a resolução do problema em Q, há uma necessidade de introduzir um novo
conjunto de números, que dá resposta a estas situações. Este conjunto é chamado conjunto de números irracionais.
Assim, a solução esperada do problema, é um número cuja dízima é infinita não periódica (que os alunos já conhecem da classe
anterior).
A partir de vários exemplos, o aluno generaliza o conceito de número irracional (definir, identificar e representar na recta
graduada, por aproximação, o número irracional) e dar outros exemplos, que poderão ser algumas constantes usadas na Física,
Química, Matemática, Geografia, etc.
Os alunos dão mais exemplos conhecidos de números irracionais. Por exemplo: π; constante de NEEPER, e = 2,718,
1,4142135...; √3; √5, 3,6055512...etc. Estes permitirão, ao aluno, por um lado, reencontrar números já seus conhecidos como as
dízimas infinitas não periódicas e, por outro, conhecer novos números racionais.

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Os alunos devem justificar a aparição dos números reais e depois perceber que o conjnto dos números reais é uma extensão do
conjunto dos números racionais, isto é, números inteiros e fraccionários, positivos e negativos, e também todos os números
irracionais.
Quer dizer: IR = Q  números irracionais. O professor orienta os alunos a representar este conjunto na forma de diagrama de
venn.
Os alunos ordenam os números racionais na recta graduada. Assim, o professor pede para que estes, disponham os números
reais ordenadamente numa recta real.
Esta ordenação, vai permitir que os alunos percebam que a cada ponto da recta, corresponde um e só um número real e vice-
versa. A representação de números reais na recta graduada deve ser uma actividade a ser realizada pelos alunos na sala de
aulas, no quadro e individualmente nos seus cadernos. Por esta razão, é importante que eles tenham compasso e
régua/esquadro.
A distinção entre números racionais e irracionais através das respectivas dízimas, não deve ser mecânica, mas sim consciente.
Portanto, a compreensão não deve ser substituída pela memorização, pois esta traz sempre desvantagens. O professor ajuda o
aluno a caracterizar os números racionais e os irracionais através das suas dízimas assim como a diferenciá-los.

Ex: (racional, cuja dízima é infinita periódica) e π = 3,141592653… (Irracional cuja dízima é infinita não periódica).
O professor poderá propor alguns exercícios de cálculo de raízes por estimação, com aproximações por defeito ou por excesso.
A comparação de alguns números reais poderá ser feita, sempre que necessário, com recurso a valores aproximados.
Em seguida, o professor poderá mostrar que as operações introduzidas nos outros domínios, são as mesmas no conjunto dos
números reais. Os alunos, verificam a validade das propriedades e as regras de cálculo estudadas anteriormente em outros
domínios numéricos.
Radiciação
O professor, poderá orientar aos alunos para fazerem a generalização do conceito de quadrado e raiz quadrada de um número.
Neste espaço, é necessário que o aluno calcule mental e rapidamente quadrados de números simples e de raízes quadradas
perfeitas.
O professor deverá ajudar o aluno a consultar a tabela quadrados e raizes quadradas e cúbicas.
Por exemplo:
x x2 x3 Raiz Raiz cúbica
quadrada
1 1 1 1,0000 1,0000
2 4 8 1,4142 1,2599
3 9 27 1,7321 1,4422

Para a introdução da raiz cúbica, o professor poderá partir de um problema concreto sobre o cálculo do volume de um cubo. Por
exemplo: “Qual é a medidas do lado de e tanque de água com a forma de um cubo, cujo volume é de 8 m 3”.
Deste problema, professor deverá mostrar aos alunos a relação entre o cubo de um número e a sua raiz cúbica.

15
Também é importante que desta relação, o alunos entendam que entre o cubo de um número e a sua raiz cúbica há uma
relação de inversabilidade, isto é, uma das operações é inversa da outra.
O aluno deve saber quer porque 23 = 8. Esta justificação é muito importante para o aluno perceber a relação que existe
entre os cubos e raízes cúbicas.
O aluno deve ser solicitado a fazer a generalização do conceito da raiz cúbica de um número.
É importante assinalar que a raiz cúbica de um número negativo existe. Exemplo, porque (-2)3 = -8.
Igualmente, na consolidação, o professor deve dar muitos exercícios sobre o cálculo da raiz quadrada e cúbica usando
quadrados e cubos perfeitos. Também deve incluir cubos e raízes cúbicas de números negativos.
O aluno deverá usar a tabela para consultar a raiz quadrada e cúbica de números não perfeitos.
O professor deve estimular a estimação dos resultados.
Por exemplo, como determinar ? Neste caso, o aluno deve enquadrar o número 27 nos dois quadrados perfeitos mais
próximos, para ter uma visão mais ampla de estimação do resultado.
Depois, o professor explica o processo de obtenção do valor aproximado da , após o enquadramento feito pelos alunos.
O professor, deve estabelecer a relação entre a potência de expoente fraccionário e a raiz. Só depois disso é que o aluno poderá

transformar potências de expoente fraccionário em raiz e vice-versa. Por exemplo


A seguir, o professor introduz expressões simples numéricas envolvendo potências de expoente fraccionário. Por exemplo:

Na multiplicação e divisão de radicais, o professor deve partir das regras de potenciação, onde o expoente da potência é um

número fraccionário (conhecimento que o aluno já tem). Quer dizer: ou


Nas operações com radicais, preetende-se que o aluno capaz de:
Adicionar e subtrair radicais semelhante;
Multiplicar e dividir radicais;
Passar um factor para fora ou dentro do radical;
Simplificar radicais.
Um dos pressupostos básicos que o aluno deve ter, antes de introduzir as operações com radicais, é a decomposição de um
número em factores primos. Então, o professor deverá verificar se este pressuposto está garantido ou não.
A cada actividade proposta pelo professor, o aluno deve encontrar uma razão para a efectuar. Por exemplo, porquê simplificar
radicais? Porquê passar um factor do radicando a factor do radical? O aluno deverá compreender que a simplificacão serve para
facilitar o cálculo.

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Na consolidação do conhecimento, o professor deverá estimular o trabalho em grupo, na sala de aula assim como fora dela.

Indicadores de desempenho
Relaciona os conjuntos numéricos IN, Z, Q e IR;
Representa os números reais na recta graduada;
Determina quadrados, cubos e valores aproximados da raiz quadrada usando tabelas;
Compara e opera números racionais representandos de diversas formas e escolhendo o tipo de cálculo adequado a cada
situação;
Traduz dados de um problema de uma linguagem para outra (verbal, gráfica, simbólica);
Opera com potências, usando sempre que for possível as regras de cálculo com potências;

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UNIDADE OBJECTIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS BÁSICAS CARGA
TEMÁTICA Os alunos devem ser capazes O aluno: HORÁRIA
de:
[Link]ções
Representar intervalos 2.1. Intervalos numéricos
numéricos na recta graduada; limitados e ilimitados;
Determinar a reunião e a 2.2. Reunião e intersecção de
intersecção dos intervalos intervalos numéricos;
numéricos; 2.3. Noção de inequação Traduz problemas
Reconhecer uma inequação linear; matemáticos sobre
linear; 2.4. Resolução analítica e inequações e sistemas de 8
Resolver inequações lineares de geométrica de inequações equações, da linguagem
forma analítica; lineares; corrente para a linguagem
II Representar a solução na recta simbólica e vice-versa
INEQUAÇÕES E graduada;
SISTEMAS DE Resolver inequções lineare na 2. Sistema de inequações
INEQUAÇÕES forma geometricas; 2.1. Noção de sistema de - Aplica os conhecimentos
LINEARES COM Reconhecer um sistema inequações lineares com uma sobre inequações e
UMA VARIÁVEL inequações lineares; variável; sistema de inequações
Resolver analiticamente os linares na resolução de
sistema de inequação lineares; 2.2. Resolução de sistema de problemas matemáticos e
Resolver problemas inequações lineares com uma da vida de forma
conducentes a uma inequação variável. independente e colectiva.
linear;
Resolver sistema de
inequações lineares com uma
variável.

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SUGESTÕES METODOLÓGICAS - UNIDADE TEMÁTICA 2: INEQUAÇÕES LINEARES E SISTEMAS DE INEQUAÇÕES LINEARES

Inequações Lineares
A introdução de inequações nesta classe, visa dotar o aluno de técnicas para resolver problemas concretos da sua vida diária.
Assim, o professor deverá dar ênfase a resolução de problemas para desenvolver não só a capacidade de resolver problemas
em si, mas também como meio para desenvolver capacidades de comunicação em Matemática, isto é, capacidade de usar o
vocabulário e formas de representação através de símbolos, tabelas, diagramas, gráficos, etc, expressando e compreendendo
ideias e relações.

Na revisão, o professor propõe exercícios de representação de números reais na recta graduada e em seguida, introduz os
intervalos numéricos e as operações de união e intersecção.
O professor poderá interpretar o conceito de intervalos com exemplos da vida real (intervalos escolares, intervalos de trabalho,
intervalos de jogos, etc).
Sugerimos que, para a introdução do conceito de inequação linear, o professor faça uma breve revisão sobre a comparação de
dois números inteiros ou fraccionários através do uso dos símbolos >, < ou =. A partir de exemplos práticos da sala de aula, os
alunos podem comparar as suas idades, suas alturas, seus pesos, etc.
O professor introduz através de tabela, o conceito de inequação, mostrando a diferença entre proporções (ex: 9,8 > 3,14) e
expressões proposionais (inequações), ex: x>9,8
Esta introdução tem por finalidade que o aluno seja capaz de diferenciar uma inequação de uma desigualdade numérica.
A partir da recta graduada, o aluno deve explicar o significado dos símbolos >, < ou =.
Por exemplo: Qual é o significado da expressão x> 13? Onde x é a idade do aluno.
O aluno deve saber, que se pretende saber"Quais são as idades dos alunos superior a 13 anos?". Assim, como sugestão para
resolver problemas desta natureza, o professor poderia chamar todos os alunos com idade superior a 13 anos.
Na recta graduada esta interpretação é facil de mostrar.
Os alunos, representam o 13 na recta graduada como ponto de referência de acordo com o problema colocado. Depois,
identificam e pintam a região correspondente aos alunos com idades superiores a 13 anos.
Depois da introdução do conceito de inequação, define-a como uma desigualdade onde figuram uma ou mais variáveis (letras)
que representam números desconhecidos. O aluno deve diferenciar inequação da equação.
Neste contexto, é importante o professor recordar ao aluno as partes constituintes de uma equação. Isto vai facilitar ao aluno a
compreensão de que na inequação a situação é a mesma.
Então:
[Link]ção significa igualdade. Resolver uma equação, significa descobrir o valor que a incógnita deve tomar para que a
igualdade seja verdeira.
[Link]ção significa desigualdade. Resolver uma inequação significa descobrir os valores (conjunto de valores) que a incógnita
deve tomar para que a desigualdade seja verdadeira.
O professor coloca várias expressões para os alunos identificarem as que são inequações ou solicita alunos para dar exemplos
de inequações.

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Depois do conceito de inequação, o professor introduz o conceito de inequação linear com uma incónita apenas que será o
objecto do estudo.
Sugerimos que depois de introduzir o conceito de inequações lineares, o professor dê o significado de inequações equivalentes,
assim como dos outros princípios de equivalência para facilitar a compreensão na resolução de inequações.
Exemplo 1: X + 2 > 3
Exemplo 2: 2x + 4 > 6
O professor deverá evidenciar que para a resolução de inequações, é útil a utlização dos princípios de equivalência.
Também deverá mostrar aos alunos exemplos de inequações lineares que, quanto à solução, são possível determinado e
indeterminado ou impossível.
Exemplo1: x + 2 > x + 7 é uma inequação impossível
Exemplo2: x + 2 < x + 7 é uma inequação possível indeterminado
A aplicação de inequações na vida quotidiana deve ser explorada para, mais uma vez, mostrar ao aluno que a matemática é
importante para a solução dos problemas do Homem.
Sistemas de Inequações lineares com uma variável
Depois de consolidar o conhecimento sobre inequações lineares, o professor introduz os sistemas de inequações do 1º grau a
uma variável.
Por exemplo: A maria pretende construir o seu quarto de forma rectangular cujo comprimento é 1 metro maior que o dobro da
largura e o seu perimetro é inferior a 42m. Quais devem ser as dimensões do quarto (comprimento e largura)

2x

2x + 1
O aluno deve ter alguns recursos básicos para resolver o problema. Por exemplo: Saber que o P = 2 (c +l).
Depois deste pressuposto básico, o professor ajuda o aluno a escrever as condições para a solução do problema, nomedamente:
0 <P < 42, onde P = 2(2x + 2 + 2x)= 8x + 4.
Assim temos: 0 < 8x + 4 < 42. Temos nesta expressão duas condições que devem ser satisfeitas simultaneamente que são: 8x
+ 4 < 42 e 8x + 4 > 0. As duas expressões formam um sistema de duas inequações, cuja incógnita é x.
De acordo com o conhecimento que os alunos têm sobre os sistemas de equações, as duas condições podem ser reescritas da
seguinte maneira.
8x + 4 < 42
8x + 4 > 0
O professor orienta aos alunos para resolverem cada uma as duas inequações.
Compete ao professor mostrar ao aluno que a solução de um sistema de inequações é dada pela parte comum das duas
inequações. Poderá mostrar isto através da interpretação gráfica.
Depois deste exemplo, o professor deverá seleccionar mais exercícios práticos para os alunos resolverem.

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Indicadores de desempenho
Interpreta e representa gráfica e simbolicamente intervalos de numéricos reais;
Determina a reunião e a intersecção de intervalos numéricos;
Resolve uma inequações lineares escolhendo as soluções adequadas a cada contexto;
Resolve sistema de inequações lineares com uma variável.
Identifica conjuntos definidos por uma condição ou por uma conjunção ou disjunção de duas condições simples;
Traduz o enunciado de um problema da linguagem corrente para a linguagem matemática;
Resolve problemas da vida corrente ou de outras ciências, que envolvem inequações e sistemas de inequações;
Interpreta a solução de um sistema de inequações, no contexto do problema;

21
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS BÁSICAS CARGA
TEMÁTICA Os alunos devem ser capazes O aluno: HORÁRIA
de:
Identificar monómios, [Link]ção de monómios e Aplica regras,
Indicar o grau de um monómio, polinómios procedimentos na
Adicionar e subtrair monómios; 3.1. Noção de monómio resolução de diferentes 12
III Multiplicar monómios, 3.2. Grau de um monómio situações de vida tendo em
NOÇÃO DE Adicionar e subtrair polinómios; 3.3. Adição algébrica conta o contexto dos
MONÓMIOS E monómios. polinómios.
POLINÓMIOS - Multiplicar: 3.4. Multiplicação de Interage com os outros na
a) um polinómio por um monómios. busca de soluções para os
monómio; 3.5. Divisão de monómios. problemas com polinómios
b) um polinómio por um 3.6. Potenciação de respeitando as diferentes
binómio; monómios. alternativas de soluções.
c) dois binómios; [Link]ção de polinómio.
3.8. Grau de um polinómio.
3.9. Soma algébrica de
polinómios.
- Aplicar as propriedades da 3.10. Multiplicação de um
multiplicação; polinómio por um monómio;
- Dividir um polinómio por um
monómio; [Link]ção de um
polinómio por um binómio;

[Link]ção de dois
binómios;
- Decompor um polinómio em
factores, tendo em conta o [Link] da
factor comum e os casos multiplicação;
notáveis;
[Link]ção de um
polinómio em factores
recorrendo:
Propriedade distribuitiva
(factor comum)

22
produtos notáveis
(a ± b)2 e (a + b)(a – b);

[Link]ão através da
simplificação de um
polinómio por um monómio;

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SUGESTÕES METODOLÓGICAS
UNIDADE TEMÁTICA 3: NOÇÃO DE MONÓMIO E POLINÓMIOS
Noção de monómio e polinómios
O professor deverá orientar à identificação de monómios assim como de polinómios. É necessários que cada aluno encontre um
exemplo de cada caso.
Depois os alunos indicam os elementos que compõe um monómio (termos) e o seu grau.
Os ezxercícios diversificados devem abordar a identificação de monómios, indicação do grau e seus termos.
O professor poderá introduzir o estudo de polinómios, a partir da soma ou subtracção de dois ou mais monómios. Esta
consideração da soma de dois ou mais monómios deve ser feita a partir de formulação de alguns problemas ligados ao dia a dia
do aluno.
O professor orienta o aluno a generalizar o conceito de um polinómio, classificando-o, determinando o grau de polinómio e
identificando os termos de um polinómio.
Na consolidação do conhecimento, os alunos devem identificar polinómios assim como diferenciar um polinómio de um
monómio.
A validade das regras das operações devem ser dadas sob o ponto de vista de aplicações práticas e não teóricas.
Os alunos devem comparar as operações estudadas no campo dos monómios para poderem compará-las no estudo dos
polinómios.
A bordagem dos polinómios semelhantes dever ser feita a partir de monómios semelhantes, mostrando a importância do
estudo( semelhança de polinómios) na aplicação das operações com polinómios.
O cálculo do valor numérico de um monómio ou de um polinómio deverá fazer parte da consolidação.

Deve-se mostrar a importância dos produtos notáveis na consolidação do cálculo mental.


Também o professor deverá dar exercícios que levem os alunos a identificar os casos notáveis e resolver tarefas que envolvem
casos notáveis ( e ).
Ao efectuar algumas operações de adição algébrica, o professor deve considerar também as adições algébricas de expressões
fraccionárias.

Indicadores de desempenho
Identifica monómios e polinómios;
Indica o grau de um monómio e o grau de um polinómio;
Opera com monómios;
Opera com polinómios simples;
Aplica as propriedades da multiplicação na resolução de exercícios;
Decompõe um binómio ou um trinómio em factores;
Usa os produtos notáveis no desenvolvimento do cálculo mental;

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Decompõe um polinómio em factores escolhendo uma estratégia adequada a cada situação;
Identifica situações reais emque se aplicam polinómios.

25
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS BÁSICAS CARGA
TEMÁTICA Os alunos devem ser capazes O aluno: HORÁRIA
de:
- identificar as equações [Link]ções quadráticas
quadráticas; 4.1. Noção de equações
quadráticas:
Resolver as equações
quadráticas ( incompletas e [Link] do anulamento do
completas) aplicando: produto; - Resolve problemas
Factorização e lei de práticos da vida que
anulamento; 4.3. Resolução de equações envolvem equações
Fórmula resolvente; quadráticas: quadráticas apresentando o
Soma e produto de raízes da a) Incompletas do tipo: seu raciocínio de forma
equação quadrática; - ax2 = 0, lógica em diferentes
Outros métodos. - ax2 + c = 0 situações de comunicação. 16
- ax2 +bx= 0
usando a lei do anulamento.
IV
b) Completas do tipo:
EQUAÇÃO
ax2 + bx + c = 0 usando a lei
QUADRÁTICA
do anulamento de produtos;

4.4. Fórmula resolvente; - Interpreta de forma crítica


a solução de um problema,
4.5. Soma e produto de no contexto das equações
raízes da equação quadráticas.
Equacionar problemas quadrática;
conducentes as equações 4.6. Factorização de um
quadráticas; trinómio: ax2 + bx + c = a(x
Resolver problemas – x1)(x – x2);
conducentes às equações
quadráticas. 4.7. Problemas conducentes
às equações quadráticas.

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SUGESTÕES METODOLÓGICAS
UNIDADE TEMÁTICA 4: EQUAÇÕES QUADRÁTICAS
Equações Quadráticas
Nesta unidade temática, vai-se somente abordar a resolução das equações quadráticas incompletas e completas.
Sugere-se que o professor tenha como ponto de partida o conceito da equação linear, a sua representação gráfica e exercícios
que exigem ao aluno, identificar diferentes tipos de equações lineares como revisão, porque os alunos já trataram na classe
anterior.
É importante que oo alunos saibam diferenciar a equação da função.
A partir do conceito de uma equação, os alunos devem identificar outros tipos de equações, onde irá incluir também as equação
do 2 º grau e daí concluir-se com apoio dos alunos o conceito da equação quadrática.
Depois do conceito da equação quadrática, os alunos deverão resolver muitos exercícios que exigem que eles a identificação,
definição, indicação os coeficientes para além de explicitar o significado do coeficiente.
A resolução de equações, tal como na classe anterior, deverá estar estreitamente ligada à resolução de problemas práticos.
A pesquisa de soluções, poderá constituir ainda uma actividade de interesse para os alunos, permitindo-lhes para usar várias
técnicas e experimentação de vários processos tais como: cálculo mental, enquadramento de soluções, valores aproximados de
raízes, etc. Pretende-se que o aluno encare a resolução de uma equação como um desafio ao seu alcance.

Assim, o professor deve orientar os alunos para resolução de diferentes tipos de equações quadráticas, partindo da resolução
de equações que exigem a aplicação da lei do anulamento do produto, através da factorização (pôr em evidência o factor
comum), isto é, resolver exercícios do tipo P(x)=o.
Existem vários problemas conducentes a equações quadráticas incompletas. Cabe ao professor seleccionar aqueles que se
aproximam à vida quotidiana do aluno.
Na resolução de equações quadráticas incompletas do tipo: ax +bx = 0, ax = 0 e ax +c = 0, deve demonstrar aplicação dos
princípios de equivalência.
O professor, ao fazer a sistematização dos casos apresentados no parágrafo anterior, deve explicar aos alunos o tipo de solução
que nos dá cada caso (a equação quadrática do tipo ax =0 , a solução é única e é nula; a do tipo ax +bx =0, uma das soluções
é nula e a outra é diferente de zero enquanto que, para ax +c = 0, tem solução se o c  0 ( c- negativo) e não tem solução se o
c  0 (c- positivo) ou seja, não tem raízes em R, porque não se pode determinar raízes quadráticas de um número negativo).
Alguns exemplos:
Resolva as seguintes equações quadráticas:

a) - x + 9x = 0 b) x - =0 c) - x = -16 d) 3x +27 = 0
O professor poderá orientar os alunos para resolverem outro tipo de exercício, para uma consolidação mais profunda das
aprendizagens neste domínio.

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Na resolução das equações quadráticas incompletas, o professor deverá considerar exercícios em que o aluno determina
coeficientes, usando as condições que conduzem a uma equação quadrática incompleta.
Por exemplo:
Determina m de modo a obter-se uma equação do 2º grau incompleta:

x2-(m+1)x+4=0 Condição: b=0


-(m+1)=0→ m=1
x2+(3m-3)x+m=0 Condição:
b=0 e c=0
3m-3=0 e m=0 →m=1 e m=0

O professor, ao orientar a resolução deste tipo de exercício, deve exigir ao aluno que antes de resolver a tarefa, indique para
cada caso a condição em causa.
Em seguida, os alunos devem resolver equações quadráticas completas aplicando a lei do anulamento do produto. São
pressupostos básicos:
a.b = 0 se e só se a = 0 ou b = 0
Exercícios aplicando casos notáveis como o caso de um dos membros ser o quadrado de um binómio.
Exemplo
x2 - 10x + 25 = 0
(x - 5)2= 0
(x - 5)(x - 5)=0
Aplicando a lei do anulamento do produto temos, (x-5)=0 ou (x-5)=0, logo x=5.
A partir deste tipo de exercícios, o professor deve orientar os alunos à resolução de outro tipo de exercícios que transformados
obtêm-se casos notáveis que permitem a aplicação da lei do anulamento do produto.

Exemplo:
x2+4x+2=0
x2+4x= -2
x2+4x+22= -2 + 22
(x + 2)2 = -2 + 4
(x + 2)2=2
(x+2)2 - (√2)2 = 0
[(x+2)-√2)] [ (x+2)+√2) ] = 0
Aplicando a lei do anulamento do produto x =-2 +√2 e x =-2 -√2.
A fórmula resolvente poderá ser deduzida pelos alunos com ajuda do professor.

28
É também relevante, que o professor explique o significado do discriminente (delta).
O professor deverá levar os alunos a perceberem que, tanto na aplicação da lei do anulamento como na fórmula resolvente, as
soluções obtidas são as mesmas e que a soma e o produto das raízes da equação quadrática são algumas das aplicações da
fórmula resolvente.

O professor poderá considerar exemplos como os que se seguem:


1. Dadas as raízes de uma equação quadrática x2- Sx + P = 0 com x1 =2 e x2= -5, determine:
A soma e o produto das raízes
Portanto: S = x1 + x2 = 2 –5 = -3 e P = x1 . x2 =2 . ( - 5) = - 10
A equação , Portanto: x2- Sx + P = 0, substituíndo x2 . (- 3) x – 10 = 0  x2 –3x – 10 = 0

Numa equação quadrática, a soma das raízes é –1 e uma das raízes é 3.


Calcule o valor da outra raiz.
S = x1 + x2 =. = - 1  3 + x2 = -1  x2 = - 1 – 3  x2 = -4
b) Calcula o produto das raíizes.
P= x1 . x2 = 3. (-4) = - 12
Construa a equação correspondente.
x2- Sx + P = 0  x2- x –12 = 0

O professor deve orientar os alunos a demonstrar a igualdade ax 2+bx+c = a(x-x1)(x-x2).


Exemplo:
Decompõe em factores as seguintes expressões:
x2- 3x ; Portanto: x2- 3x = x ( x – 3 )

x2- 5x - 50 ; Portanto:  = 25 + 200;  = 225; X1/2 =

x1/2 = ; x1 = ou x2 =
x2- 5x – 50 = ( x – 10 ). ( x + 5 )

c) x2- = x2- ( ¼ )2 = ( x –1/4 ) . ( x + ¼ )


A resolução de problemas que envolvem equações quadráticas devem, sempre que possível, reflectir a vida real dos alunos.
Alguns exemplos:
2
1. Um azulejista usou 2000 azulejos iguais, de forma quadrangular para revestir 45 m de parede. Qual é a medida do lado de
cada azulejo? R: 15 cm

29
2. A distância entre Lichinga e Cuamba é aproximadamente de 300 km. Para cobrir essa distância, a uma certa velocidade
média, um automobilista gastou x horas. Sabe-se que a mesma distância seria percorrida em 2 horas a menos se o
automobilista aumentasse em 40 km/h a sua velocidade média. Qual é o tempo (x) gasto para percorrer os 300 km? Lembra-te:
distância
velocidade média=
tempo .
R: 5 h

Indicadores de desempenho
Resolve equações quadráticas, procurando utilizar processos mais adequados a cada situação (lei do anulamento do produto e
fórmula resolvente)
Interpreta e analisa a solução de uma equação no contexto do problema;
Traduz o enunciado de um problema da lingyuagem corrente para a linguagem matemática;
Discute apresentando argumentos, o processo usado na resolução de uma equação ou problema;

30
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS BÁSICAS CARGA
TEMÁTICA Os alunos devem ser capazes O aluno: HORÁRIA
de:
Identificar a função quadrática. 5. Função Quadrática
Identificar a expressão analítica 5.1. Conceito de função - Resolve problemas
de uma função quadrática quadrática práticos da vida que
5.2. Função do tipo y=f(x) = envolvem funções
Representar graficamente as ax2 quadráticas apresentando o
funções quadraticas do tipo 5.3. Representação gráfica seu raciocínio de forma
y=f(x) = ax2 e y= ax2 + c da função y= ax2 lógica em diferentes
5.4. Estudo completo da situações de comunicação.
Determinar domínio, função y= ax2: domínio,
contradomínio, zeros da função, contradomínio, zeros da
vertices da parábola, variação função, vertices da parábola,
do sinal da função, variação da variação do sinal da função, 16
função (monotonia) e equação variação da função
do eixo da simetria. (monotonia) e equação do
Indicar o sentido da eixo da simetria
V
concavidade do gráfico da - Interpreta de forma crítica
FUNÇÃO
função quadrática. 5.5. Função do tipo y= ax2 + a solução de um problema,
QUADRÁTICA
Determinar os pontos de c no contexto das funções
intersecção do gráfico da uma 5.5.1. Representação gráfica quadráticas.
função quadrática com os eixos da função y= a (x – p)2 a
de coordenadaa. partir de y= ax2
Deteminar as coordenadas do 5.5.2. Estudo completo da
vértice e a equação do eixo de função y= ax2 + c
simetria de uma parábola.
5.6. Resolução de problemas
Resolver problemas práticos práticos que envolvem
que envolvem funções funções quadráticas.
quadráticas.

SUGESTÕES METODOLÓGICAS

31
UNIDADE TEMÁTICA 5: FUNÇÃO QUADRÁTICA
Função Quadrática
Para o estudo de todas as funções, os alunos devem encontrar exemplos a partir de situações concretas tanto de outras
disciplinas (Física, Química, Bilogia, Geografia, etc) como de situaões reais.
Antes de introduzir esta unidade, os alunos deverão recuperar o conceito de função assim como o estudo da função linear e seu
gráfico. Também é necessário fazer análise da função linear, identificação do domínio, contradomínio, zeros da funçao entre
outros aspectos importantes que já foram estudados na 8ª classe.
Nesta unidade deve-se dar destaque ao conceito de função como relação entre variáveis.
Na análise de uma função, os alunos devem identificar as propriedades principais das funções tais como o domínio, o
contradomínio, pontos notáveis (intersecção com o eixo de coordenadas), monotonia, simetria em relação ao eixo dos YY e
determinar as imagens de objectivos para uma dada função de variadas formas (tabelas, gráfico ou expressão algébricas).
Ao analisar o gráfico da função, os alunos devem encontrar situações práticas da vida real.
A partir de um gráfico de uma função quadrática, os alunos devem identificar a imagem, dado o número e o numero da sua
imagem.
Compreender a inflência da variação do coeficiente a no gráfico. Assim, a representação gráfica de funções quadráticas do tipo
y=f(x) = ax2 e y= ax2 + c, deve partir de valores interiros do coeficiente a (positivo e negativo).
O aluno deverá identificar alguns potos notáveis no gráfico da função por exemplo o vértice que pode determinar o mínimo ou o
máximo da função quadrática, dependendo da concavidade da parábola.

Para a construção do gráfico da função y= ax2 + c, será fundamental que os alunos que as alunos tenham presente o conceito
de translação
A resolução de exercícios deverá incidir na construção de gráficos, leitura e interpretação de gráfico de funções quadráticas,
análise de situações concretas do dia-a-dia que se assemelham a este tipo de funções.
Deve-se dar destaque à resolução de problemas concretos da vida real associados ás funções.
A pesquisa de soluções, poderá constituir ainda uma actividade de interesse para os alunos, permitindo-lhes para usar várias
técnicas e experimentação de vários processos.

Sempre que possível, o professor deve evidenciar aplicações das funções quadráticas com situações vivenciadas pelos alunos,
bem como estabelecendo conexões entre os diferentes temas da Matemática assim como de outras áreas da ciência.
No final da unidade, os alunos deverão fazer a sistematização dos casos de funções aprendidas, o tipo de representação gráfica,
o domínio, o contradomínio, os zeros, a variação do sinal e da função.

Indicadores de desempenho
Identifica domínio, contradomínio e zeros de uma função quadrática;
Determima a imagem de um objecto quando a função é dada por tabela, por gráfico ou por uma expressão algébrica;
Construir gráfico de uma função quadrática
Ler e interpretar o gráfico de uma função quadrática (variação da função e do sinal da função).

32
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS CARGA
TEMÁTICA Os alunos devem ser capazes de BÁSICAS HORÁRIA
O aluno:
16
5. Quadrilátero
VI
- Identificar quadriláteros; 5.1. Noção de quadrilátero - Aplica regularidades e
QUADRILÁTEROS modelos matemáticos
5.2. Classificação de sobre quadriláteros na
- Classificar quadriláteros; quadriláteros resolução de problemas
da vida real.

- Demonstrar o teorema sobre 5.3. Teorema sobre ângulos


ângulos internos de um internos de um quadrilátero e
quadrilátero; sua aplicação - usa padrões,
- Aplicar o teorema sobre regularidades e
ângulos internos de um teoremas formulando
quadrilátero na resolução de generalizações no
problemas da vida real;. contexto dos
quadriláteros.

- Definir: 5.4. Conceito e propriedades


Trapézio, paralelogramo, de:
rectângulo, losango e quadrado; - Trapézio;
Construir Trapézio, - Paralelogramo;
paralelogramo, rectângulo, - Rectângulo;
losango e quadrado; a partir de - Losango;
condições dadas investigando sua - Quadrado
propriedades
5.5. Resolução de problemas
- Usar as propriedades dos envolvendo os quadriláteros.
paralelogramos na justificação de
raciocínios;

33
- Aplicar as propriedades na
resolução de problemas sobre
trapézio, paralelogramo,
rectângulo, losango e quadrado;
Discutir estratégias de resolução
de problemas e interpretar os
resultados.

34
SUGESTÕES METODOLÓGICAS
UNIDADE TEMÁTICA 6: QUADRILÁTEROS

Quadriláteros
Alguns dos quadriláteros a estudar são já conhecidos pelos alunos. Assim, o professor deverá se informar sobre o nível de
conhecimento dos alunos, pedindo-os para indicarem algumas figuras geométricas com 4 lados que eles conhecem.
Os alunos devem analisar as características de todas as figuras com quatro lados para daí construir o conceito de quadrilátero.
É importante que diferenciem os quadriláteros convexos dos côncavos através de figuras concretas.
Durante o processo de ensino-aprendizagem, o professor solicitará aos alunos exemplos práticos ligados ao seu dia a dia.
Como actividade prática o professor, poderá pedir que os alunos ( em grupo ou individualmente) levem para a sala de aula
algum material para a construção de um papagaio e outros brinquedos que tenham forma de um quadrilátero.
Após a construção os alunos deverão explicar o procedimento por eles usado, relacionando sempre com os quadriláteros.

O professor prepara alguns quadriláteros (convexos e côncavos) em cartão ou em outro tipo de material que irá distribuir aos
grupos de alunos. Como actividade prática, os alunos deverão medir os ângulos internos e depois somar as medidas obtidas.
(cada grupo deverá ter um quadrilátero diferente).

Pela actividade, os alunos deverão deduzir a fórmula para a soma dos ângulos internos de um quadrilátero.

O professor formaliza o teorema sobre os ângulos internos de um quadrilátero, enunciando que“a soma das medidas dos
ângulos internos de um quadrilátero é igual a 360º”e demonstra.

A seguir poderão usar a fórmula na resolução de exercícios ou equações.

Seguidamente, introduzirá os conceitos e as propriedades de: Trapézio, Paralelogramo, Rectângulo, Losango e Quadrado. É
importante que seja salientado o facto de o quadrado ser o caso particular do losango e investigar as propriedades relativas aos
lados, ângulos e ás diagonais de um paralelogramo.

Os alunos poderão usar a sobreposição para demonstrar a relação que existe entre os lados opostos e as diagonais
(Paralelogramo, rectângulo, quadrado e losango), ângulos oposto ( paralelogramo) e ângulos da mesma base ( trapézio
isósceles).
Na sistematização dos quadriláteros, é mais fácil e compreensível usar um esquema tal como o que se apresenta a seguir.

QUADRILÁTERO

35
TRAPÉZIO

PARALELOGRAMO

RECTÂNGULO LOSANGO

QUADRADO

Os exerícios de consolidaçao, deverão evidenciar situaçoes concretas da vivència do alunos assim como a reação do tema com
outras disciplinas.

Indicadores de desempenho
Diferencia os diferentes tipos de quadriláteros;
Demonstra o teorema sobre ângulos internos de um quadrilátero;
Aplica o teorema sobre ângulos internos de um quadrilátero na resolução de problemas da vida real;.
Constrói trapézio, paralelogramo, rectângulo, losango e quadrado; a partir de condições dadas
Usa as propriedades dos paralelogramos na justificação de raciocínios;
Aplica as propriedades na resolução de problemas sobre trapézio, paralelogramo, rectângulo, losango e quadrado;

Discuti estratégias de resolução de problemas e interpreta os resultados.

36
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS BÁSICAS CARGA
TEMÁTICA Os alunos devem ser capazes O aluno: HORÁRIA
de:
Reconhecer a importância da 8. Estatística
Estatística; Apresenta trabalhos de
[Link] da Estatística e matemática de forma
VIII breve nota histórica sobre a organizada e cuidadosa
NOÇÕES Definir população e amostra; evolução desta ciência na na resolução de
BÁSICAS DE Diferenciar população da vida moderna; problemas relacionados
ESTATÍSTICA amostra; com a vida social, 8
8.2. Conceito de população e cultural e económica,
Recolher e organizar dados em amostra; para compreender
tabelas; diferentes fenómenos,
[Link] e organização de utilizando recursos de
dados; cálculo com destreza e
Determinar frequência absoluta, segurança, aplicando
relativa e relativa percentual e [Link]ência absoluta e noções básicas de
acumuladas; relativa para dados simples; estatística;

[Link] de frequências Interpreta e valoriza


Apresentar dados na forma de (absoluta e relativa, informações estatísticas
uma distribuição de frequências; percentual e acumuladas); da vida representadas
em gráficos ou tabelas,
tirando conclusões para
compreender diferentes
fenómenos da sociedade
e da natureza.

Apresenta conclusões
sobre diferentes
fenómenos naturais,
sociais a partir da
interpretação de
informações
representadas em

37
tabelas e gráficos

38
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS BÁSICAS CARGA
TEMÁTICA Os alunos devem ser capazes O aluno: HORÁRIA
de:

Representar e interpretar dados [Link]áfico circular; - Elabora e inerpreta


em tabelas e gráficos; [Link]áficos de barras; projectos estratégicos,
individual ou
[Link] de tendência colectivamente para a
central e o seu uso na análise resolução de problemas
de dados: Valor médio, moda da comunidade.
e mediana.
VII
NOÇÕES
Determinar o valor médio
BÁSICAS DE
(simples e ponderada), a moda
ESTATÍSTICA
e a mediana;
Analisar o significado do valor
médio, moda e mediana em
dados simples.

39
SUGESTÕES METODOLÓGICAS
UNIDADE TEMÁTICA 7: NOÇÕES BÁSICAS DE ESTATÍSTICA

A Estatística serve como instrumento não só para a Matemática, mas também para outras ciências particulares, como: Física,
Biologia, Medicina, Pedagogia, Geografia, etc. O seu conhecimento permite representar, interpretar e analisar criticamente as
informações colhidas no dia a dia, nas unidades de produção, nos meios de comunicação social, etc.
Nesta classe pretende-se sistematizar e aprofundar as competências adquiridas no Ensino Básico.
É importante que na introdução desta unidade o professor explique a origem do termo ESTATÍSTICA e sua evolução.
Actualmente a Estatística é definida como um conjunto de métodos e processos quantitativos que servem para estudar e medir
os fenómenos colectivos.
Os primeiros conceitos a serem abordados nesta unidade temática são a População e Amostra. O professor tem todo o tipo de
condições na escola para definir estes conceitos, com base em exemplos concretos. Deve-se usar vários exemplos simples,
procurando sempre destacar a relação entre população e amostra.
A recolha e organização de dados é um conteúdo importante para o professor desenvolver nos alunos o espírito de equipa.
A recolha de dados poderá ser feita na própria turma ou escola, envolvendo os próprios alunos, por exemplo: recolher dados
sobre as idades dos alunos da 9ª classe, ou sobre as alturas, os pesos, etc.
Use a recolha e a organização de dados feitos pelos alunos nas aulas anteriores para definir e mostrar a tabela de frequência
absoluta.

Por exemplo:

Idade dos alunos da 9ª classe(xi) N.º de alunos/frequência


absoluta (f)
12 35
13 40
14 30
15 25
16 10
140

É muito importante que os alunos compreendam o significado do conceito frequência absoluta.


Por exemplo, quando dizemos a quantidade de alunos com 12 anos, estamos a dar a frequência absoluta desta idade.
Retomando à mesma tabela, pode-se definir e mostrar a frequência relativa, dando sempre ênfase ao significado do conceito.
Por exemplo:

40
Idade dos Frequência Frequência relativa
alunos da 9ª absoluta (f) (fr)/ percentual.
classe(xi)

12 35 = = 0,25 =
25%
13 40
14 30
15 25
16 10
140

Nesta tabela, quando estabelecemos a relação entre a frequência absoluta e o número total de alunos, portanto, = =
25%, estamos a determinar a frequência relativa ou frequência percentual.
Resumidamente, podemos dizer que a escola tem 140 alunos na 9ª classe, dos quais 35 têm 12 anos, o que representa 25%.
Como forma de exercitar os alunos, leve-os a completar a tabela de frequência relativa.
Para a introdução da frequência acumulada, deverá partir-se do cálculo das frequências absoluta e relativa. Observa a tabela.

41
Idade dos Frequência Frequência relativa Frequência Frequência
alunos da 9ª absoluta (f) (fr)/ percentual. absoluta relativa ( Fr)
classe(xi) acumulada (F)
35 0,25
12 35 = = 0,25 =
25%
13 40 75
14 30 105
15 25 130
16 10
n=140
O professor poderá orientar os alunos a concluir o preenchimento de tabela usando o mesmo procedimento.
Daqui, o professor deverá ajudar os alunos a construir o conceito da frequência acumulada.
Vários outros exercícios de preenchimento de tabelas de frequências absoluta, relativa e acumuladas devem ser dados aos
alunos.
Os conceitos de valor médio e moda não são novos para os alunos. Entretanto, podem ser consolidados e aprofundados na base
de exemplos concretos, solicitando os alunos a calcular a média das suas notas, a média da idade dos alunos da turma, etc. e
determinar o valor mais frequente (moda).
A mediana é um conceito novo para os alunos, no qual se recomenda a sua abordagem na base de exemplos que facilitem a
sua compreensão.
É importante fazer referência aos dois casos, em que n é par ou ímpar.
Em relação aos gráficos, os alunos têm duas actividades fundamentais:
Construir pictogramas, gráficos de barras e circulares usando dados organizados em tabelas;
Interpretar a informação dada através de pictogramas, gráficos de barra e circulares.
Importa referir que este conteúdo oferece excelentes oportunidades para promover a interdisciplinaridade e trabalhos em
grupos. Por isso, os exemplos que for a usar no tratamento dos diversos conceitos desta unidade devem reflectir situações
relacionadas com saúde, doença, meio ambiente, sexualidade, etc. Por exemplo, apresentar e analisar gráficos relativos ao .......
doenças endémicas numa determinada aldeia. O professor deverá chamar atenção sobre determinados cumprimentos, como
forma de eliminar estas práticas.
O aluno deverá apresentar conclusões sobre diferentes fenómenos naturais e sociais a oartur da interpretação de informações
representadas em tabelas ou gráficos.

Indicadores de desempenho
Representa e interpreta dados em tabelas e gráficos;

42
Determinar o valor médio (simples e ponderada), a moda e a mediana;
Determina as frequências absoluta, relativa , relativa percentual e acumuladas;
Determina o valor médio (simples e ponderada), a moda e a mediana;
Discute o significado do valor médio, moda e mediana em dados simples;
Resolve problemas reais envolvendo a estatística.

43
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS CARGA
TEMÁTICA Os alunos devem ser capazes BÁSICAS HORÁRIA
de: O aluno:
[Link]:
- Aplicar a homotetia na 7.1. Ampliação e redução de 16
ampliação e na redução de figuras planas simples; Aplica a homotetia
figuras planas [Link]ão sobre razões e nas situações ligadas
simples( triângulo, rectângulo, proporcões numéricas; à vida (geografia,
quadrado); [Link]ão e proporções entre desenho, fotografia,
segmentos; construções, etc);
VIII - Determinar razões e Interpreta diversas
SEMELHANÇA DE proporções de segmentos; situações da vida
TRIÂNGULOS usando conceitos de
- Ampliar e reduzir uma figura 7.4. Semelhança de triângulos semelhança
dada a razão relacionando os 7.4.1. Noção de semelhança;
conceitos de semelhança e de
proporção; 7.4.2. Conceito de semelhança - Resolve problemas
de triângulos; geométricos e
- Identificar figuras e triângulos práticos da vida,
semelhantes; aplicando a
semelhança de
- Justificar a semelhança de 7.4.3. Critérios de semelhança triângulos e os
triângulos aplicando os critérios de triângulos: lll; aa; lal; teoremas de Thales e
(lll; aa; lal); 7.4.4. Teorema de perímetro e o de Pitágoras;
de àreas;
- Usar os critérios de - Interessa-se pelo uso
semelhança na resolução de de recursos
problemas; Tecnológicos, como
- Construir um triângulo instrumentos que
semelhante a um outro; podem ajudar na
realização de alguns
- Relacionar o Teorema de 7.4.5. Teorema de Thales (T. trabalhos.
Thales com a semelhança de das transversais);
triângulos; 7.4.6. Aplicações do teorema
de Thales;

44
- Aplicar o teorema de Thales
na resolução de exercícios 7.4.7. Casos de semelhança de
sobre a semelhança de triângulos rectângulos;
triângulos;
7.5. Demonstração do teorema
- Demonstrar o teorema de de Pitágoras pela semelhança
Pitágoras pela semelhança de de triângulos;
triângulos;
7.6. Resolução de problemas
- Resolver problemas práticos da vida aplicando a
geométricos e práticos da vida semelhança de triângulos e os
aplicando a semelhança de teoremas de Thales e de
triângulos e os teoremas de Pitágoras;
Thales e o de Pitágoras;
7.7. Relações métricas do
triângulo rectângulo.

45
SUGESTÕES METODOLÓGICAS
UNIDADE TEMÁTICA 8: SEMELHANÇA DE TRIÂNGULOS

Semelhança de triângulos
Há uma necessidade de se fazer a revisão de conhecimentos sobre triângulos. O professor poderá orientar a uma
sistematização do tratamento de triângulos nomeadamente o conceito, a classificação entre outros aspectos. Depois, deve-se
orientar a resolução de exercícios e problemas concretos. Os exercícios e problemas deverão incidir sobre as proporções e as
homotetias. A resolução destes exercícios poderá ser feita ser feita em pequenos grupos, aos pares ou individualmente.
O conceito de semelhança poderá ser introduzido através de exemplos concretos. Por exemplo, observação e análise de
fotografias de ampliações diferentes.
Os alunos devem procurar exemplos concretos fora da aula em que está patente a semelhança.
Do mesmo modo, se poderá introduzir a semelhança de triângulos a partir de redução e ampliação de triângulos.
Os alunos relacionar os conceitos de semelhança e proporcionalidade. Assim, os exercícios a resolver deverão incidir nestes
aspectos.
Depois desta actividade, os alunos devem ser orientados a caracterizar pares de triângulos, de modo para a introdução dos
critérios de semelhança. Para isso, o professor coloca vários pares de triângulos semelhantes e não semelhantes incluindo
alguns congruentes com as respectivas medidas dos lados e dos ângulos tendo em conta os critérios de semelhança (lll, lal e
aa).
O professor deve explorar também situações de em que dois triângulos congruentes, para o aluno justificar se são ou não
semelhantes.
Depois da demonstração dos critérios da semelhança, o professor poderá indicar exercícios práticos da aplicação e consolidação
da semelhança de triângulos. Os exercícios deverão incidir em problemas concretos do dia-a-dia do aluno.
O teorema de Thales deve ser relacionados com a semelhança de triângulos.

Indicadores de desempenho
Indica exemplos de figuras semelhantes em objectos do dia-a-dia, no plano ou num conjunto de figuras dadas;
Usa os critérios de semelhança de triângulos e as relações entre os elementos homólogos na justificação de raciocínio;
Relaciona os perímetros e as áreas em triângulos semelhantes;
Calcula distâncias reais a partir da sua representação em mapas, plantas, etc.
Aplica a conhecimentos de semelhança na determinação de alturas de árvore, edifício, etc.

46
47
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS CARGA
TEMÁTICA Os alunos devem ser capazes de: BÁSICAS HORÁRIA
Identificar poliedros 9. CALCULO DE ÀREAS E DE Resolve problemas
VOLUME DE SÓLIDOS práticos da vida que
IX GEOMÉTRICOS requerem o cálculo de
CALCULO DE Classificar poliedros áreas e volumes de
ÀREAS E DE 9.1. Poliedro sólidos geométricos 20
VOLUME DE Aplicar a relação de Euler no 9.1.1. Conceito (prisma recto,
SÓLIDOS cálculo do número de faces, pirâmide , cilindro, cone
GEOMÉTRICOS vértices e arestas; [Link]ão de poliedro e esfera ).

9.1.3. Relação de Euler

Aplica conhecimentos
- Identificar prismas; 9. 2. Prismas básicos sobre a
Identificar elementos de um 9..[Link] de prisma; circunferência e o
prisma; 9.2.2. Elementos de um prisma círculo para resolver
Classificar prismas; (Faces, arestas, vértices e situações reais
Calcular áreas e volumes de altura); complexas sobre os
prismas, 9..2.3. Classificação de prismas; sólidos de revolução
9.2.4. Área de prismas;
9.2.5. Volume do prisma recto
de base triangular e
rectangular;
- Identificar pirâmides;
- Identificar elementos de uma 9.3. Pirâmide
pirâmide; 9.3.1. Definição de pirâmide;

9.3.2. Elementos de uma


pirâmide (Faces, arestas,
- Classificar pirâmides; vértices e altura);

- Calcular áreas e volumes de - Classificação de pirâmides;


pirâmides.
- Resolver problemas práticos da 9.3.4. Área e volume de

48
vida que envolvem o cálculo de pirâmides: recto de base
áreas e volumes de sólidos triangular e quadrangular;
geométricos.

49
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS BÁSICAS CARGA
TEMÁTICA Os alunos devem ser capazes HORÁRIA
de:

- Identificar e caracterizar 9.4. Sólidos de revolução


cilindros, cones e esferas; 9.4.1. conceito de sólidos de
IX Calcular áreas e volumes de revolução:
CALCULO DE cilindros, cones e esferas; - Cilindro
AREAS E DE - Cone
VOLUME DOS Resolver problemas práticos da - Esfera
SÓLIDOS vida que envolvem cálculo de
GEOMÉTRICOS áreas e volumes. 9.4.2. Área e volume de
cilindro, cone e esfera;

9.4.3. Resolução de
problemas que envolvem o
cálculo de áreas e volumes.

50
SUGESTÕES METODOLÓGICAS
UNIDADE TEMÁTICA 9: CÁLCULO DE ÁREA E VOLUME DOS SÓLIDOS GEOMÉTRICOS

Poliedros: Conceito, classificação e relação entre faces, ângulos e vértices

Na introdução de poliedro, o professor deverá explorar conhecimentos dos alunos pois estes, já têm um pré-conhecimento
sobre o assunto. É importante também que os alunos identifiquem alguns exemplos da natureza que se assemelhem a sólidos
geométricos. Exemplo, casas, mesquitas, igrejas, silos, troncos de árvores, etc.

Na classificação dos poliedros, o professor deve levar os alunos a diferenciar os convexos, dos côncavos encontrando alguns
exemplos para cada caso.

A partir dos exemplos, poderá orientar os alunos para construir o conceito de poliedros, e depois à sua classificação de acordo
com o número de faces (tetraedros– 4 faces, pentaedros – 5 faces, hexaedros–6 faces, heptaedros– 7 faces, octaedros– 8 faces).

É de extrema importância que os alunos façam o estudo dos poliedros partindo de uma realidade concreta. Assim, o professor
pede aos alunos para contarem os números de faces, arestas e vértices num poliedro concreto e não imaginário.

Para introduzir a de Euler (Vértices + Faces - Arestas = 2), o professor deverá considerar valores reais. Aos alunos caberá a
tarefa de aplicá-la na resolução de problemas concretos e variados.

Embora seja importante falar dos dois tipos de poliedros, os alunos só poderão estudar com pormenor os poliedros convexos.

Para o cálculo do volume do prisma é conveniente dar a fórmula: V Prisma= AB.h onde AB → área da base h → altura do
prisma.

NOTA: No cálculo de áreas e volumes do prisma devem ser apenas considerados prismas rectos de base triangular e
rectangular.

Para o tratamento da pirâmide e a fórmula para calcular a sua área, o professor poderá seguir uma via metodológica similar à
realizada com o prisma.
Para introduzir a fórmula para o cálculo do volume da pirâmide o professor poderá:
Usar um prisma e uma pirâmide que tenham a mesma base e a mesma altura; e daí deduzir de forma prática a fórmula

51
Vpirâmide = VPrisma , ou seja, como VPrisma= AB.h então então será Vpirâmide = AB.h.
Para a introdução do conceito de sólido de revolução, é importante que o aluno encontre por via trabalho de pesquisa,
significado do conceito de sólidos de revolução, dando exemplos concretos a partir de um rectângulo (gerar um cilindro,
triângulo, círculo, uma esfera) .
Os conteúdos de sólidos de revolução têm relação com a unidade de “ Circunferência e Círculo”. Pelo que, é importante
começar com uma revisão de cálculo de área do círculo, do sector circular, da coroa circular e do comprimento da
circunferência.
Para introduzir os conceitos de cilindro e cone, incluindo os seus elementos, o professor poderá seguir uma via metodológica
similar à usada na introdução do prisma e da pirâmide.

Na introdução das fórmulas do cálculo das áreas do cilindro e do cone, o professor orienta os alunos a obter as fórmulas de
cálculo das áreas laterais (AL), da base ( AB) e a total dos sólidos estudados, desfazendo estes no plano.

Indicadores de dedsempenho
Identifica e classifica poliedro;
Establece uma relação entre faces, ângulos e vértices;
aplica a relação de Euler para determinar o número de faces, vértices ou arestas de um poliedro;
Caracteriza cada um dos poliedros regulares conhecidos (prismas, pirâmides, cilindros, cones e esferas) relativamente aos seus
elementos fundamentais tais como: bases, faces, arestas, alturas.
Estima áreas e volumes de poliedros regulares;
Calcula áreas e volumes de poliedros regulares
Determina áreas de sólidos de revolução;
Resolve problemas práticos e concretos relacionados com a vida, envolvendo sólidos geométricos.

52
Avaliação

Com as mudanças curriculares em curso e consequentemente a revisão dos programas de ensino, urge uma necessidade de se
repensar também na avaliação do processo de ensino-aprendizagem, na perspectiva de saber, porque avaliar, o que avaliar e
como avaliar. Esta reflexão, inclui questões do tipo: como avaliar numa situação de ensino orientado para o desenvolvimento de
competências, viradas para a resolução de problemas, como avaliar em situações de um jogo, de uso de novas tecnologias,
como recursos que o professor explora na sala de aula, entre outras.

O desenvolvimento de competências pressupõe a mobilização de uma série de recursos por parte do aluno para resolver um
problema. Neste sentido, a avaliação deverá dar a imagem do estágio do aluno no seu percurso de aprendizagem através de
instrumentos diversificados de recolha de informação.

É importante que os professores repensem nos instrumentos de avaliação, isto é, não se devem restringir às “ACS” e “APs” mas
incluir outras formas de avaliação. De igual modo as fichas para o registo do desempenho do aluno, em termos de atitude,
competências desenvolvidas, habilidades, entre outros.

Ao avaliar o aluno, o professor deverá ter em conta questões como: o aluno:


Resolve problemas pelos seus próprios meios?
Usa estratégias criativas para resolver um problema? Ou apenas usa estratégias convencionais?
Justifica com clareza suas respostas? Apresenta várias alternativas de resposta?
Aplica conhecimentos adquiridos na aula para resolver uma situação problemática concreta?
Valoriza o trabalho de grupo? É dinâmico no grupo?
Apoia os outros na resolução de problemas? É comunicativo?
Aceita os pontos de vista dos outros?
É persistente na procura de solução ou se desiste em face de uma dificuldade?
Tem um espírito empreendedor?
Etc.

O professor, deve determinar com clareza o que pretende atingir, ao levantar questões sobre o percurso do aluno na sala de
aula.
Também é importante que ele saiba como pretende obter toda esta informação a respeito do aluno, assim como o que vai fazer
com os resultados da informação. Assim, é necessário que tenha em conta todos os aspectos que possam ocorrer durante a
aprendizagem.

Um dos aspectos que deve merecer a atenção do professor na avaliação, é a análise do erro. Como é sabido, o erro, é um ponto
de partida para uma aprendizagem consciente. “Na aprendizagem escolar o erro é inevitável e, muitas vezes, pode ser

53
interpretado como um caminho para buscar o acerto. Quando o aluno ainda não sabe como acertar, faz tentativas, à sua
maneira, construindo uma lógica própria para encontrar a solução.” PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS, 1997.

O professor, procurará através da identificação, observação e do diálogo, interpretar qual é o pensamento do aluno. Deste
modo, obterá pistas que lhe vão ajudar a compreender o aluno, e a melhor interferir na sua aprendizagem. Neste percurso todo,
o professor deverá valorizar sempre o pensamento do aluno.

De igual modo, deverá fazer parte da avaliação, a elaboração de projectos matemáticos. Por exemplo, a construção de material
necessário para o desenvolvimento das competências definidas na classe, tal como planificação de sólidos, entre outros que o
professor achar pertinentes.

Num ensino virado para o desenvolvimento de competências, é necessário que se repensem não só em novas metodologias de
ensino, mas também um redimensionamento da componente avaliação.
Quando estamos avaliando estamos estabelecendo critérios de escolha e juízos de valor. Sempre tomamos posição partindo de
um ponto de vista.
“O objectivo do ensino de qualquer disciplina deve ultrapassar a mera memorização de informações, porque o êxito não está na
reprodução, mas na capacidade de construir soluções próprias a novos problemas.” MARTINS, R, 2006.
É pertinente que o professor ao escolher instrumentos de avaliação se decida sobre qual das habilidade pretende desenvolver.
Por exemplo, conhecimento, compreensão, aplicação, análise, síntese.
O professor deve acreditar que ensinar é um processo que cria condições para que o indivíduo desenvolva suas potencialidades
e sendo assim, a avaliação também buscará aspectos que devem ser aprofundados.
Para avaliar correctamente, exige-se clareza na definição do perfil de aluno que queremos formar. É necessário identificar as
competências, para actuação e intervenção intencionais no processo educativo.
“Ao compor as competências específicas de cada disciplina é preciso que os professores identifiquem as acções e os
componentes (conhecimentos, habilidades e atitudes) assim como os indicadores que permitirão avaliar tal competência.”
MARTINS, R, 2006.
Espera-se que o professor avalie os aspectos essenciais em relação às competências que se esperam que o aluno desenvolva
na 9ª classe. Por exemplo:
Resolve problemas concretos do dia-a-dia, utilizando estratégias pessoais de resolução e seleccionando procedimentos de
cálculo mais adequados;
Espera-se que o aluno calcule com agilidade, utilizando estratégias pessoais e convencionais, diferenciando situações que
exigem resultados exactos ou aproximados. É importante também que o professor avalie a utilização e verificação dos
resultados.

Recolhe e organiza dados sobre factos e fenómenos do dia-a-dia, utilizando tabelas e gráficos.
Assim, espera-se que o aluno saiba recolher, organizar e registar dados por meio de tabelas e gráficos, interpretando essas
dados de forma a fazer previsões.

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Bibliografia

MARTINS, Rosângela Borges. Desenvolvendo Competências. [Link]/[Link]. Acessado


em 19-11-2006.
PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS/SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL.-Brasília:MEC/SEF,1997.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Programa de Matemática. 1º ciclo. Maputo, 1995.

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