NBC TA 600 (R2): Auditorias de Grupos
NBC TA 600 (R2): Auditorias de Grupos
Sumário Item
INTRODUÇÃO
Alcance 1 – 11
Data de vigência 12
OBJETIVO 13
DEFINIÇÕES 14 – 15
REQUISITOS
Responsabilidades da Liderança por Gerenciar e Alcançar a Qualidade em uma 16
Auditoria de Grupo
Aceitação e continuidade 17 – 21
Estratégia Global de Auditoria de Grupo e Plano de Auditoria de Grupo 22 – 29
Entendimento do Grupo e de Seu Ambiente, da Estrutura de Relatório Financeiro 30 – 32
Aplicável e do Sistema de Controle Interno do Grupo
Identificação e Avaliação de Riscos de Distorção Relevante 33 – 34
Materialidade 35 – 36
Respostas aos riscos avaliados de distorção relevante 37 – 44
Avaliação das Comunicações do Auditor do Componente e da Adequação de seu 45 – 48
Trabalho
Eventos subsequentes 49 – 50
Avaliação da suficiência e da adequação da evidência de auditoria obtida 51 – 52
Relatório do auditor 53
Comunicação com a Administração do Grupo e com os Responsáveis pela 54 – 58
Governança do Grupo
Documentação 59
APLICAÇÃO E OUTROS MATERIAIS EXPLICATIVOS
Escopo A1 – A18
Definições A19 – A28
Responsabilidade da liderança por gerenciar e alcançar a qualidade em uma A29 – A31
auditoria de grupo
Aceitação e continuidade A32 – A46
Estratégia global de auditoria e grupo e plano de auditoria A47 – A87
Entendimento do grupo e de seu ambiente, da estrutura de relatório financeiro A88 – A107
aplicável e do sistema de controle interno do grupo
Identificação e Avaliação de Riscos de Distorção Relevante A108 – A115
Materialidade A116 – A123
Resposta aos riscos avaliados de distorção relevante A124 – A143
Avaliação das Comunicações do Auditor do Componente e da Adequação de seu A144 – A149
Trabalho
Eventos subsequentes A150
Avaliação da suficiência e adequação da evidência de auditoria obtida A151 – A156
Relatório do Auditor A157 – A158
Comunicação com a administração do grupo e os responsáveis pela governança do A159 – A165
grupo
Documentação A166 – A182
Apêndice 1: Exemplo de Relatório do Auditor Independente quando a equipe de
trabalho do Auditor do Grupo Não É Capaz de Obter Evidência de Auditoria
Apropriada e Suficiente que Fundamente a Opinião de Auditoria do Grupo
Apêndice 2: Entendimento do sistema de controle internos do grupo
Apêndice 3: Exemplos de Eventos ou Condições que Podem Resultar em Riscos de
Distorção Relevante nas Demonstrações Contábeis do Grupo
Introdução
Alcance
3. Conforme explicado na NBC TA 220, esta Norma, adaptada conforme necessário nas
circunstâncias, também pode ser útil em uma auditoria de demonstrações contábeis que não
sejam uma auditoria de grupo quando a equipe de trabalho inclui indivíduos de outra firma.
Por exemplo, esta Norma pode ser útil ao envolver esse indivíduo em uma contagem física de
estoques, em uma inspeção de itens do imobilizado ou na realização de procedimentos de
auditoria em um centro de serviços compartilhados em um local remoto.
Grupos e Componentes
4. Um grupo pode ser organizado de várias formas. Por exemplo, um grupo pode ser organizado
por entidades legais ou outras entidades (tal como uma controladora e uma ou mais
subsidiárias, empreendimentos em conjunto ou investimentos avaliados pelo método de
equivalência patrimonial). O grupo também pode ser organizado por geografia, por outras
unidades econômicas (incluindo filiais ou divisões) ou por funções ou atividades empresariais.
Nesta Norma, essas diferentes formas de organização são coletivamente chamadas de
“entidades ou unidades de negócios”. (ver item A6)
6. A NBC TA 220 requer que o sócio do trabalho determine que recursos suficientes e
apropriados para a execução do trabalho sejam alocados ou disponibilizados à equipe de
trabalho em tempo hábil. Em uma auditoria de grupo, esses recursos podem incluir auditores
dos componentes. Portanto, esta Norma requer que o auditor encarregado do trabalho do
grupo determine a natureza, a época e a extensão do envolvimento dos auditores dos
componentes.
7. O auditor do grupo pode envolver os auditores dos componentes para fornecer informações,
ou para realizar o trabalho de auditoria, a fim de cumprir os requisitos desta Norma. Os
auditores dos componentes podem ter maior experiência e um conhecimento mais
aprofundado dos componentes e de seus ambientes (incluindo leis e regulamentos locais,
práticas comerciais, idioma e cultura) do que o auditor do grupo. Portanto, os auditores dos
componentes podem ser, e frequentemente são envolvidos em todas as fases da auditoria do
grupo. (ver itens A10 e A11)
8. O risco de auditoria é uma função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção. O
risco de detecção em uma auditoria de grupo inclui o risco de que um auditor do componente
possa não detectar uma distorção nas informações financeiras de um componente que
poderia causar uma distorção relevante nas demonstrações contábeis do grupo e de que o
auditor do grupo não seja capaz de detectar essa distorção. Portanto, esta Norma requer
envolvimento suficiente e apropriado do sócio encarregado do trabalho do grupo ou do
auditor do grupo, conforme aplicável, no trabalho dos auditores dos componentes e ressalta a
importância da comunicação bidirecional entre o auditor do grupo e os auditores dos
componentes. Além disso, esta Norma explica os assuntos que o auditor do grupo leva em
consideração ao determinar a natureza, a época e a extensão da direção e supervisão dos
auditores dos componentes e a revisão de seu trabalho. (ver itens A12 e A13)
Ceticismo Profissional
9. De acordo com a NBC TA 200, a equipe de trabalho deve planejar e realizar a auditoria de
grupo com ceticismo profissional e exercer julgamento profissional. O exercício adequado de
ceticismo profissional pode ser demonstrado pelas ações e comunicações da equipe de
trabalho, inclusive ressaltando a importância de que cada membro da equipe de trabalho
exerça ceticismo profissional durante a auditoria de grupo. Essas ações e comunicações
podem incluir etapas específicas para mitigar impedimentos que possam prejudicar o
exercício adequado de ceticismo profissional. (ver itens A14 a A18)
Escalabilidade
Data de vigência
12. Esta Norma é aplicável para auditorias de demonstrações contábeis de grupos para períodos
iniciados em, ou após, 1º de janeiro de 2024.
Objetivos
Definições
14. Para fins das NBC TAs, os seguintes termos têm os significados atribuídos a seguir:
15. A referência nesta NBC TA à “estrutura de relatório financeiro aplicável” significa a estrutura
de relatório financeiro que se aplica às demonstrações contábeis do grupo.
Requisitos
16. Ao aplicar a NBC TA 220, o sócio do trabalho do grupo deve assumir a responsabilidade geral
por gerenciar e alcançar a qualidade no trabalho de auditoria do grupo. Ao fazer isso, o sócio
do trabalho do grupo deve: (ver itens A29 e A30)
Aceitação e continuidade
17. Antes de aceitar ou continuar com o trabalho de auditoria do grupo, o sócio do trabalho do
grupo deve determinar se evidência de auditoria apropriada e suficiente pode ser
razoavelmente obtida como base para formar uma opinião sobre as demonstrações contábeis
do grupo. (ver itens A32 a A35)
18. Se, após a aceitação ou continuidade do trabalho de auditoria do grupo, o sócio do trabalho
do grupo conclui que não é possível obter evidência de auditoria apropriada e suficiente, o
sócio do trabalho do grupo deve considerar os possíveis efeitos na auditoria do grupo. (ver
item A36)
Termos de Contratação
19. Ao aplicar a NBC TA 210 - Concordância com os Termos do Trabalho de Auditoria, o auditor do
grupo deve obter a concordância da administração do grupo de que ela reconhece e entende
a sua responsabilidade por fornecer à equipe de trabalho: (ver item A37)
20. Se o sócio do trabalho do grupo conclui que a administração do grupo não pode fornecer à
equipe de trabalho acesso às informações ou acesso irrestrito a pessoas dentro do grupo
devido a restrições que estão fora de seu controle, o sócio do trabalho do grupo deve
considerar os possíveis efeitos na auditoria do grupo. (ver itens A38 a A46)
21. Se o sócio do trabalho do grupo conclui que: (ver itens A43 a A46)
(a) O auditor do grupo não será capaz de obter evidência de auditoria apropriada e
suficiente devido a restrições impostas pela administração do grupo; e
(b) O possível efeito dessa limitação resultará em uma abstenção de opinião sobre as
demonstrações contábeis do grupo, o sócio do trabalho do grupo deve:
(ii) No caso de um trabalho inicial, não aceitar o trabalho ou, no caso de um trabalho
recorrente, retirar-se do trabalho, quando essa retirada é possível de acordo com a
lei ou regulamento aplicável; ou
(iii) Quando a lei ou regulamento proíbe um auditor de recusar um trabalho ou quando
não for possível retirar-se de um trabalho, após ter realizado a auditoria das
demonstrações contábeis do grupo na extensão possível, ele deve expressar uma
abstenção de opinião sobre as demonstrações contábeis do grupo.
22. Ao aplicar a NBC TA 300, o auditor do grupo deve estabelecer e atualizar, conforme
necessário, uma estratégia geral de auditoria do grupo e um plano de auditoria do grupo. Ao
fazer isso, o auditor do grupo deve determinar: (ver itens A47 a A50)
(a) Os componentes em que o trabalho de auditoria será realizado; e (ver item A51)
(b) Os recursos necessários para realizar o trabalho de auditoria do grupo, incluindo a
natureza, a época e a extensão em que os auditores dos componentes devem ser
envolvidos. (ver itens A52 a A56)
24. Como parte da avaliação no item 23, o auditor do grupo deve solicitar ao auditor do
componente que confirme que o auditor do componente irá cooperar com o auditor do
grupo, incluindo se o auditor do componente irá executar o trabalho solicitado pelo auditor
do grupo. (ver item A58)
25. Ao aplicar a NBC TA 220, o sócio do trabalho do grupo deve assumir a responsabilidade por:
(ver itens A59, A60 e A87)
(a) Assegurar que os auditores dos componentes estejam cientes dos requisitos éticos
relevantes aplicáveis, considerando a natureza e as circunstâncias do trabalho de
auditoria do grupo; e
Recursos do Trabalho
26. Ao aplicar a NBC TA 220, o sócio do trabalho do grupo deve: (ver itens A61 a A68)
27. O auditor do grupo deve obter evidência de auditoria apropriada e suficiente relacionada ao
trabalho a ser realizado no componente sem o envolvimento do auditor do componente se:
(a) O auditor do componente não cumprir com as exigências éticas relevantes, incluindo
as pertinentes à independência, que se aplicam ao trabalho de auditoria do grupo; ou
(ver itens A69 e A70)
(b) O sócio do trabalho do grupo tiver sérias preocupações sobre os assuntos nos itens
23–26 (ver item A71)
Execução do Trabalho
28. Ao aplicar a NBC TA 220, o sócio do trabalho do grupo deve assumir a responsabilidade pela
direção e supervisão dos auditores dos componentes e pela revisão de seu trabalho,
considerando: (ver itens A72 a A77)
29. O auditor do grupo deve se comunicar com os auditores dos componentes sobre as suas
respectivas responsabilidades e as expectativas do auditor do grupo, incluindo a expectativa
de que as comunicações entre o auditor do grupo e os auditores dos componentes ocorram
em momentos apropriados durante a auditoria do grupo. (ver itens A78 a A87)
30. Ao aplicar os itens 19 a 27 da NBC TA 315, o auditor do grupo deve assumir a responsabilidade
por obter um entendimento dos seguintes aspectos: (ver itens A88 a A92)
(i) A natureza e a extensão de controles comuns; (ver itens A96 a A99 e A102)
(ii) Se e, em caso afirmativo, como, o grupo centraliza as atividades relevantes
para o relatório financeiro; (ver itens A100 a A102)
(iii) O processo de consolidação utilizado pelo grupo, incluindo subconsolidações,
se houver, e ajustes de consolidação; e
(iv) Como a administração do grupo comunica assuntos significativos que auxiliam
na preparação das demonstrações contábeis do grupo e responsabilidades de
relatório financeiro no sistema de informação e outros componentes do
sistema de controle interno do grupo à administração de entidades ou
unidades de negócios. (ver itens A103 a A105)
31. O auditor do grupo deve se comunicar com os auditores dos componentes de maneira
tempestiva: (ver item A106)
(a) Assuntos que o auditor do grupo determine serem relevantes para o planejamento
ou execução dos procedimentos de avaliação de riscos do auditor do componente
para fins da auditoria do grupo;
(b) Ao aplicar o item 17 da NBC TA 550 - Partes Relacionadas, as relações ou transações
com partes relacionadas identificadas pela administração do grupo, e quaisquer
outras partes relacionadas de que o auditor do grupo esteja ciente, que sejam
relevantes para o trabalho do auditor do componente; e (ver item A107)
(c) Ao aplicar a NBC TA 570 - Continuidade Operacional, eventos ou condições
identificadas pela administração do grupo ou pelo auditor do grupo que possam
levantar dúvida significativa sobre a capacidade do grupo de continuar em operação
e que sejam relevantes para o trabalho do auditor do componente.
32. O auditor do grupo deve solicitar que os auditores dos componentes comuniquem de maneira
tempestiva:
33. Ao aplicar a NBC TA 315, com base no entendimento obtido no item 30, o auditor do grupo
deve assumir a responsabilidade pela identificação e avaliação dos riscos de distorção
relevante nas demonstrações contábeis do grupo, incluindo com relação ao processo de
consolidação. (ver itens A108 a A113)
34. Ao aplicar a NBC TA 315, o auditor do grupo deve avaliar se a evidência de auditoria obtida
dos procedimentos de avaliação de riscos realizados pelo auditor do grupo e pelos auditores
dos componentes fornece uma base apropriada para a identificação e avaliação dos riscos de
distorção relevante nas demonstrações contábeis do grupo. (ver itens A114 e A115)
Materialidade
37. Ao aplicar a NBC TA 330, o auditor do grupo deve assumir a responsabilidade pela natureza,
pela época e pela extensão dos procedimentos de auditoria a serem realizados, incluindo a
determinação dos componentes em que procedimentos de auditoria adicionais devem ser
realizados, e pela natureza, época e extensão do trabalho a ser realizado nesses
componentes. (ver itens A124 a A139)
Processo de Consolidação
39. Se as informações financeiras de uma entidade ou unidade de negócios não tiverem sido
preparadas de acordo com as mesmas políticas contábeis aplicadas às demonstrações
contábeis do grupo, o auditor do grupo deve avaliar se ajustes apropriados foram feitos nas
informações financeiras para fins de preparação e apresentação das demonstrações contábeis
do grupo.
42. Áreas de maiores riscos avaliados de distorção relevante nas demonstrações contábeis do
grupo ou riscos significativos identificados de acordo com a NBC TA 315, sobre os quais o
auditor do componente determine que procedimentos de auditoria adicionais sejam
realizados, o auditor do grupo deve avaliar a adequação do planejamento e da execução
desses procedimentos de auditoria adicionais. (ver item A142)
43. Sempre que os auditores dos componentes realizam procedimentos de auditoria adicionais no
processo de consolidação, incluindo nas subconsolidações, o auditor do grupo deve
determinar a natureza e a extensão da direção e supervisão dos auditores dos componentes e
a revisão de seu trabalho. (ver item A143)
45. O auditor do grupo deve solicitar que o auditor do componente comunique assuntos
relevantes para a conclusão do auditor do grupo em relação à auditoria do grupo. Essas
comunicações devem incluir: (ver item A144)
47. O auditor do grupo deve determinar se, e em que extensão, é necessário revisar documentos
de auditoria adicionais do auditor do componente. Para isso, o auditor do grupo deve
considerar: (ver itens A148 e A149)
48. Se o auditor do grupo conclui que o trabalho do auditor do componente não é adequado para
as finalidades do auditor do grupo, o auditor do grupo deve determinar quais procedimentos
de auditoria adicionais devem ser realizados e se devem ser executados por um auditor do
componente ou pelo auditor do grupo.
Eventos subsequentes
49. Ao aplicar a NBC TA 560 - Eventos Subsequentes, o auditor do grupo deve assumir a
responsabilidade pela execução de procedimentos de auditoria e, conforme apropriado,
solicitar que os auditores dos componentes realizem procedimentos planejados para
identificar eventos que possam exigir ajuste ou divulgação nas demonstrações contábeis do
grupo. (ver item A150)
50. O auditor do grupo deve solicitar aos auditores dos componentes que notifiquem o auditor do
grupo caso eles tenham conhecimento de eventos subsequentes que possam exigir ajuste ou
divulgação nas demonstrações contábeis do grupo. (ver item A150)
Avaliação da Suficiência e Adequação da Evidência de Auditoria Obtida
51. Ao aplicar a NBC TA 330, o auditor do grupo deve concluir se foi obtida evidência de auditoria
apropriada e suficiente dos procedimentos de auditoria realizados, incluindo o trabalho
realizado pelos auditores dos componentes, como base para a opinião de auditoria do grupo.
(ver itens A151 a A155)
52. O sócio do trabalho do grupo deve avaliar o efeito na opinião de auditoria do grupo de
quaisquer distorções não corrigidas (quer sejam identificadas pelo auditor do grupo ou
comunicadas pelos auditores dos componentes) e de quaisquer casos em que não tenha sido
possível obter evidência de auditoria apropriada e suficiente. (ver item A156)
Relatório do Auditor
53. O relatório do auditor sobre as demonstrações contábeis do grupo não deve fazer referência a
um auditor do componente, a menos que a inclusão dessa referência seja exigida por lei ou
regulamento. Se tal referência for exigida por lei ou regulamento, o relatório do auditor deve
indicar que a referência não diminui a responsabilidade do sócio do trabalho do grupo ou da
firma do sócio do trabalho do grupo pela opinião de auditoria do grupo. (ver itens A157 a
A158)
54. O auditor do grupo deve comunicar à administração do grupo uma visão geral do escopo e da
época planejados para a auditoria, incluindo uma visão geral do trabalho a ser realizado nos
componentes do grupo. (ver item A159)
55. Se um caso de fraude foi identificado pelo auditor do grupo ou levado à sua atenção por um
auditor do componente (vide item 45(h)), ou se informações indiquem que pode haver
fraude, o auditor do grupo deve comunicar isso em tempo hábil ao nível apropriado da
administração do grupo, a fim de informar aqueles com responsabilidade primária pela
prevenção e detecção de fraudes sobre assuntos relevantes para as suas responsabilidades.
(ver item A160)
56. Por força de estatuto, regulamento ou outras razões, um auditor do componente pode ter
que expressar uma opinião de auditoria sobre as demonstrações contábeis de uma entidade
ou unidade de negócios que faz parte do grupo. Nesse caso, o auditor do grupo deve solicitar
que a administração do grupo informe a administração da entidade ou unidade de negócios
sobre qualquer assunto do qual o auditor do grupo tenha conhecimento que possa ser
significativo para as demonstrações contábeis da entidade ou unidade de negócios, mas sobre
a qual a administração da entidade ou unidade de negócios pode não estar ciente. Se a
administração do grupo se recusar a comunicar o assunto à administração da entidade ou
unidade de negócios, o auditor do grupo deve discutir o assunto com os responsáveis pela
governança do grupo. Se o assunto não for resolvido, o auditor do grupo, sujeito a
considerações legais e profissionais de confidencialidade, deve considerar se deve aconselhar
o auditor do componente a não emitir o relatório do auditor sobre as demonstrações
contábeis da entidade ou unidade de negócios até que o assunto seja solucionado. (ver itens
A161 e A162)
57. O auditor do grupo deve comunicar os seguintes assuntos aos responsáveis pela governança
do grupo, além daqueles exigidos pela NBC TA 260 - Comunicação com os Responsáveis pela
Governança e outras Normas: (vide item A163)
(a) Uma visão geral do trabalho a ser realizado nos componentes do grupo e a natureza do
envolvimento planejado do auditor do grupo no trabalho a ser realizado pelos auditores dos
componentes. (vide item A164)
(b) Casos em que a revisão pelo auditor do grupo do trabalho de um auditor do componente
levantou uma preocupação sobre a qualidade do trabalho desse auditor do componente e a
forma como o auditor do grupo abordou essa preocupação.
(c) Quaisquer limitações no escopo de auditoria do grupo, por exemplo, assuntos significativos
relacionados a restrições de acesso a pessoas ou informações.
(d) Fraude ou suspeita de fraude envolvendo a administração do grupo, a administração do
componente, empregados com funções significativas no sistema de controle interno do grupo
ou outros, em que a fraude resultou em distorção relevante nas demonstrações contábeis do
grupo.
Documentação
59. De acordo com a NBC TA 230, a documentação de auditoria para um trabalho de auditoria de
grupo deve ser suficiente para permitir que um auditor experiente, sem nenhum
envolvimento anterior com a auditoria, entenda a natureza, a época e a extensão dos
procedimentos de auditoria realizados, a evidência obtida e as conclusões alcançadas em
relação a assuntos significativos que surgiram durante a auditoria do grupo. Ao aplicar a NBC
TA 230 - Documentação de Auditoria, o auditor do grupo deve incluir na documentação de
auditoria: (ver itens A166 a A169 e A179 a A182)
A alteração desta norma entra em vigor na data de sua publicação, aplicando-se às auditorias de
demonstrações contábeis iniciados em, ou após, 1º de janeiro de 2024.
A1. Esta norma também trata das considerações especiais para o sócio do trabalho do grupo ou o
auditor do grupo, se aplicável, na aplicação dos requisitos e orientações na NBC TA 220,
incluindo a direção e supervisão dos auditores dos componentes e a revisão de seu trabalho.
A3. Uma entidade ou unidade de negócios de um grupo também pode preparar as suas próprias
demonstrações contábeis de grupo que incorpore as informações financeiras dessas
entidades ou unidades de negócios (isto é, um subgrupo). Esta norma aplica-se a uma
auditoria de demonstrações contábeis de grupo desses subgrupos executada para fins
estatutários e regulatórios ou por outras razões.
A4. Uma única entidade legal pode ser organizada com mais de uma unidade de negócios, por
exemplo, uma empresa com operações em diversas localidades, como um banco com
múltiplas agências. Quando essas unidades de negócios têm características como locais
diferentes, administração separada ou sistemas de informação separados (incluindo um razão
geral separado) e as informações financeiras são agregadas para preparar as demonstrações
contábeis da única entidade legal, essas demonstrações contábeis atendem à definição de
demonstrações contábeis de grupo, uma vez que incluem as informações financeiras de mais
de uma entidade ou unidade de negócios por meio de um processo de consolidação.
A5. Em alguns casos, uma única entidade legal pode configurar o seu sistema de informação para
obter informações financeiras de mais de um produto ou linha de serviço para fins de
divulgação legal ou regulatória ou outras razões administrativas. Nessas circunstâncias, as
demonstrações contábeis da entidade não são demonstrações contábeis de grupo, pois não
há agregação das informações financeiras de mais de uma entidade ou unidade de negócios
por meio de um processo de consolidação. Além disso, obter informações separadas (por
exemplo, em uma razão auxiliar) para fins legais ou regulatórios de relatório ou outras razões
administrativas não cria entidades ou unidades de negócios separadas (por exemplo, divisões)
para fins dessa Norma.
A6. O sistema de informação do grupo, incluindo seu processo de relatório financeiro, pode ou
não estar em linha com a estrutura organizacional do grupo. Por exemplo, um grupo pode ser
organizado de acordo com a sua estrutura legal, mas o seu sistema de informação pode ser
organizado por função, processo, produto ou serviço (ou por grupos de produtos ou serviços)
ou locais geográficos para fins de administração ou de relatório.
A7. De acordo com o entendimento da estrutura organizacional e do sistema de informação do
grupo, o auditor do grupo pode determinar que as informações financeiras de certas
entidades ou unidades de negócios podem ser consideradas em conjunto para fins de
planejamento e execução dos procedimentos de auditoria. Por exemplo, um grupo pode ter
três entidades legais com características comerciais similares operando na mesma localização
geográfica, sob a mesma administração e que utilizam um sistema comum de controle
interno, incluindo o sistema de informação. Nessas circunstâncias, o auditor do grupo pode
decidir tratar essas três entidades legais como um componente.
A8. Um grupo pode centralizar as atividades ou os processos que são aplicáveis a mais de uma
entidade ou unidade de negócios dentro do grupo, por exemplo, por meio do uso de um
centro de serviços compartilhados. Se essas atividades centralizadas são relevantes para o
processo de relatório financeiro do grupo, o auditor do grupo pode determinar que o centro
de serviços compartilhados é um componente.
A9. Outra consideração que pode ser relevante para a determinação de componentes pelo
auditor do grupo é a forma como a administração determinou os segmentos operacionais de
acordo com os requisitos de divulgação da estrutura de relatório financeiro aplicável (Vide,
por exemplo, a IFRS 8, Segmentos Operacionais).
A10. Os auditores dos componentes podem executar uma auditoria das demonstrações contábeis
de um componente seja para fins estatutários e regulatórios ou por outras razões,
particularmente quando um componente é uma entidade legal. Quando um auditor do
componente também está realizando ou concluiu uma auditoria das demonstrações contábeis
do componente, o auditor do grupo pode utilizar o trabalho de auditoria realizado nas
demonstrações contábeis do componente, desde que o auditor do grupo conclua que esse
trabalho é apropriado para as finalidades da auditoria do grupo. Adicionalmente, os auditores
dos componentes podem adaptar o trabalho realizado na auditoria das demonstrações
contábeis do componente de forma que também atendam às necessidades do auditor do
grupo. Em qualquer caso, os requisitos desta norma são aplicáveis, incluindo aqueles
referentes à direção e supervisão dos auditores dos componentes e a revisão de seu trabalho.
A11. De acordo com o item 30(b) da NBC TA 220, o sócio do trabalho deve determinar se a
abordagem para a direção, supervisão e revisão atendem à natureza e às circunstâncias do
trabalho de auditoria. O item A76 apresenta exemplos de diferentes formas em que o sócio
do trabalho do grupo pode assumir a responsabilidade pela direção e supervisão dos
auditores dos componentes e pela revisão de seu trabalho, e pode ser útil em circunstâncias
em que o auditor do grupo planeja utilizar o trabalho de auditoria de demonstrações
contábeis dos componentes que já tenha sido concluído.
A12. Como explicado no item A45 da NBC TA 200, o risco de detecção refere-se à natureza, época e
extensão dos procedimentos do auditor que são determinados pelo auditor para reduzir o
risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo. O risco de detecção é uma função não só
da eficiência de um procedimento de auditoria, mas também da aplicação desse
procedimento pelo auditor. Portanto, o risco de detecção é influenciado por questões como o
planejamento adequado, a atribuição de recursos adequados ao trabalho, o exercício de
ceticismo profissional e a supervisão e revisão do trabalho de auditoria realizado.
A13. O risco de detecção é um conceito mais amplo do que o risco de agregação, conforme
descrito nos itens 14(a) e A19. Em uma auditoria de grupo, pode haver uma probabilidade
maior de que o agregado de distorções não corrigidas e não detectadas possa exceder a
materialidade das demonstrações contábeis do grupo como um todo, pois os procedimentos
de auditoria podem ser realizados separadamente nas informações financeiras dos
componentes em todo o grupo. Dessa forma, a materialidade de desempenho do
componente é definida pelo auditor do grupo para reduzir o risco de agregação a um nível
adequadamente baixo.
A14. Os itens A34 a A36 da NBC TA 220 fornece exemplos dos impedimentos ao exercício do
ceticismo profissional no nível do trabalho, incluindo vieses inconscientes do auditor que
podem impedir o exercício do ceticismo profissional ao planejar e executar procedimentos de
auditoria e ao avaliar a evidência de auditoria. A NBC TA 220 também fornece possíveis ações
que a equipe de trabalho pode tomar para mitigar impedimentos ao exercício do ceticismo
profissional no nível do trabalho.
A15. Os requisitos e material de aplicação relevante no item A238 da NBC TA 315, no item A11 da
NBC TA 540 - Auditoria de Estimativas Contábeis, Inclusive do Valor Justo, e Divulgações
Relacionadas e outras normas abordam o exercício do ceticismo profissional e incluem
exemplos de como a documentação pode ajudar a fornecer evidência do exercício de
ceticismo profissional pelo auditor.
A16. Todos os membros da equipe de trabalho são obrigados a exercer ceticismo profissional
durante a auditoria do grupo. A direção e supervisão pelo auditor do grupo dos membros da
equipe de trabalho, incluindo auditores dos componentes, e a revisão de seu trabalho, podem
informar ao auditor do grupo se a equipe de trabalho exerceu o ceticismo profissional de
forma adequada.
A17. O exercício do ceticismo profissional em uma auditoria de grupo pode ser afetado por
assuntos como:
A18. O exercício de ceticismo profissional pelo auditor do grupo inclui permanecer alerta para
informações inconsistentes dos auditores dos componentes, da administração dos
componentes e da administração do grupo sobre assuntos que possam ser significativos para
as demonstrações contábeis do grupo.
Definições
A20. O auditor do grupo utiliza julgamento profissional para determinar os componentes em que o
trabalho de auditoria será realizado. O item A7 explica que as informações financeiras de
certas entidades ou unidades de negócios podem ser consideradas em conjunto para fins de
planejamento e execução de procedimentos de auditoria. No entanto, a responsabilidade do
auditor do grupo pela identificação e avaliação dos riscos de distorção relevante nas
demonstrações contábeis do grupo abrange todas as entidades e unidades de negócios cujas
informações financeiras sejam incluídas nas demonstrações contábeis do grupo.
A21. As referências nesta norma à equipe de trabalho incluem o auditor do grupo e os auditores
dos componentes. Os auditores dos componentes podem ser de uma firma da rede, de uma
firma que não faça parte da rede ou da firma do auditor do grupo (por exemplo, de outro
escritório da firma do auditor do grupo).
A22. Em algumas circunstâncias, o auditor do grupo pode realizar testes centralizados em classes
de transações, saldos contábeis ou divulgações, ou pode executar procedimentos de auditoria
relacionados a um componente. Nessas circunstâncias, o auditor do grupo não é considerado
um auditor de componente.
A23. De acordo com o item 24, o auditor do grupo deve solicitar ao auditor do componente que
confirme que ele irá cooperar com o auditor do grupo, incluindo se o auditor do componente
executará o trabalho solicitado pelo auditor do grupo. O item A58 fornece orientações para as
circunstâncias em que o auditor do componente não é capaz de fornecer essa confirmação.
A25. Quando auditores conduzem em conjunto uma auditoria de grupo (joint auditors), os sócios
do trabalho em conjunto e suas equipes de trabalho constituem coletivamente “o sócio do
trabalho do grupo” e a “equipe de trabalho” para fins das normas de auditoria. Entretanto,
esta norma não trata da relação entre auditores que atuam em conjunto ou do trabalho que
um desses auditores executa em relação ao trabalho do outro auditor para fins da auditoria
do grupo.
A27. O termo “processo de consolidação” utilizado nesta norma não tem o propósito de ter o
mesmo significado que “consolidação” ou “demonstrações contábeis consolidadas”, conforme
definido ou descrito nas estruturas de relatório financeiro. Em vez disso, o termo “processo de
consolidação” refere-se mais amplamente ao processo utilizado para preparar as
demonstrações contábeis de grupo.
A29. Pode não ser possível ou prático para o sócio do trabalho do grupo tratar sozinho de todos os
requisitos da NBC TA 220, particularmente quando a equipe de trabalho inclui um grande
número de auditores dos componentes em vários locais. Ao gerenciar a qualidade no nível do
trabalho, o item 15 da NBC TA 220permite que o sócio do trabalho atribua o planejamento ou
a execução de procedimentos, tarefas ou ações a outros membros da equipe de trabalho para
que possam auxiliá-lo. Dessa forma, o sócio do trabalho do grupo pode atribuir
procedimentos, tarefas ou ações a outros membros da equipe de trabalho e esses membros
também podem atribuir procedimentos, tarefas ou ações. Nessas circunstâncias, a NBC TA
220 requer que sócio do trabalho do grupo continue a assumir a responsabilidade geral por
gerenciar e alcançar a qualidade no trabalho de auditoria de grupo.
A30. Políticas ou procedimentos estabelecidos pela firma ou que sejam requisitos comuns da rede
ou serviços da rede (ver itens 48 a 52 da NBC PA 01), podem auxiliar o sócio do trabalho do
grupo facilitando a comunicação entre o auditor do grupo e os auditores dos componentes e
apoiando a direção e supervisão pelo auditor do grupo desses auditores dos componentes e a
revisão do seu trabalho.
A31. O item A28 da NBC TA 220 explica que uma cultura que demonstra um compromisso com a
qualidade é moldada e reforçada pelos membros da equipe de trabalho à medida que
demonstram comportamentos esperados ao executarem o trabalho. Ao abordar o requisito
do item 16(a), o sócio do trabalho do grupo pode se comunicar diretamente com outros
membros da equipe de trabalho (incluindo os auditores dos componentes) e reforçar essa
comunicação por meio de conduta e ações pessoais (ou seja, liderar pelo exemplo).
Aceitação e Continuação
A32. Ao determinar se é razoável esperar que evidência de auditoria apropriada e suficiente possa
ser obtida, o sócio do trabalho do grupo pode obter um entendimento de assuntos como:
A33. No caso de um trabalho de auditoria de grupo inicial, o auditor do grupo pode obter um
entendimento dos assuntos no item A32 a partir de:
A35. Pode haver complexidades adicionais ao obter evidência de auditoria apropriada e suficiente
em uma auditoria de grupo quando os componentes estão localizados em jurisdições
diferentes daquela do auditor do grupo devido a diferenças culturais e linguísticas, além de
leis ou regulamentos diversos. Por exemplo, leis ou regulamentos podem impedir que o
auditor do componente forneça documentação fora de sua jurisdição, ou guerras,
instabilidade social ou surtos de doenças podem restringir o acesso do auditor do grupo à
documentação de auditoria relevante do auditor do componente. O item A180 inclui possíveis
formas de abordar essas situações.
A36. Restrições podem ser impostas após a aceitação do trabalho de auditoria do grupo pelo sócio
do trabalho do grupo, que podem afetar a capacidade da equipe de trabalho de obter
evidência de auditoria apropriada e suficiente. Essas restrições podem incluir aquelas que
afetam:
• O acesso do auditor do grupo às informações dos componentes, à administração ou aos
responsáveis pela governança dos componentes ou aos auditores dos componentes (incluindo
a documentação de auditoria relevante solicitada pelo auditor do grupo) (vide itens 20 e 21);
ou
• O trabalho a ser realizado nas informações financeiras dos componentes.
Os itens A45 e A46 explicam o possível efeito dessas restrições no relatório do auditor sobre as
demonstrações contábeis do grupo.
A37. Os itens 9 e 10(d) da NBC TA 210 exigem exige que o auditor acorde os termos do trabalho de
auditoria com a administração ou com os responsáveis pela governança, conforme
apropriado. Os termos de contratação identificam a estrutura de relatório financeiro aplicável.
Os assuntos adicionais que podem ser incluídos nos termos de um trabalho de auditoria de
grupo incluem:
A38. As restrições de acesso a informações ou pessoas não eliminam a exigência de que o auditor
do grupo obtenha evidência de auditoria apropriada e suficiente.
A39. O acesso a informações ou pessoas pode ser restrito por muitas razões, tais como restrições
impostas pela administração do componente, leis ou regulamentos ou outras condições, por
exemplo, guerra, instabilidade social ou surtos de doenças. O item A180 descreve como o
auditor do grupo pode ser capaz de superar as restrições de acesso à documentação de
auditoria do auditor do componente.
A40. Em algumas circunstâncias, o auditor do grupo pode ser capaz de superar as restrições de
acesso a informações ou pessoas, por exemplo:
A41. Se o grupo tem uma participação não controladora em uma entidade que é avaliada pelo
método de equivalência patrimonial e o acesso do auditor do grupo a informações ou pessoas
na entidade é restrito, o auditor do grupo pode obter informações a serem utilizadas como
evidência de auditoria sobre as informações financeiras da entidade, por exemplo:
A42. Se o grupo tem uma participação não controladora em uma entidade que é avaliada pelo
método da equivalência patrimonial e o acesso a informações ou pessoas na entidade é
restrito, o auditor do grupo pode considerar se essas restrições são inconsistentes com as
premissas da administração do grupo em relação à adequação do uso do método de
equivalência patrimonial.
A43. Quando o auditor do grupo não consegue obter evidência de auditoria apropriada e suficiente
devido a restrições de acesso a informações ou pessoas, o auditor do grupo pode:
A44. As restrições de acesso podem ter outras implicações para a auditoria do grupo. Por exemplo,
se as restrições são impostas pela administração do grupo, o auditor do grupo pode ter que
reconsiderar a confiabilidade das respostas da administração do grupo em relação às
indagações do auditor do grupo e se as restrições colocam em dúvida a integridade da
administração do grupo.
A46. Leis e regulamentos podem proibir o sócio do trabalho do grupo de recusar ou retirar-se de
um trabalho. Por exemplo, em algumas jurisdições, o auditor é nomeado por um período
específico e não pode se retirar antes do final desse período. Além disso, no setor público, a
opção de recusar ou retirar-se de um trabalho pode não estar disponível para o auditor
devido à natureza do mandato ou a considerações de interesse público. Nessas circunstâncias,
os requisitos desta norma ainda se aplicam à auditoria de grupo, e o efeito da incapacidade do
auditor do grupo de obter evidência de auditoria apropriada e suficiente é abordado na NBC
TA 705.
A47. Como ilustrado no item A2 da NBC TA 300, o planejamento não é uma fase distinta de uma
auditoria, mas sim um processo contínuo e iterativo que, em geral, se inicia pouco depois (ou
em conexão com) da finalização da auditoria anterior e segue até à conclusão do trabalho de
auditoria atual. Por exemplo, devido a eventos inesperados, mudanças nas condições ou
evidência de auditoria obtida da avaliação de riscos ou procedimentos de auditoria adicionais,
o auditor do grupo pode ter que modificar a estratégia geral de auditoria do grupo e o plano
de auditoria do grupo, além da natureza, época e extensão planejadas dos procedimentos de
auditoria adicionais, com base na consideração revisada dos riscos avaliados. O auditor do
grupo pode também alterar a determinação dos componentes em que devem ser efetuado o
trabalho de auditoria, bem como a natureza, época e extensão do envolvimento dos auditores
dos componentes. O item 10 da NBC TA 300exige que o auditor atualize e altere a estratégia
geral de auditoria e o plano de auditoria, conforme necessário, durante a auditoria.
Estabelecer a Estratégia Geral de Auditoria do Grupo e o Plano de Auditoria do Grupo (Ref.: item 22)
A48. Em um trabalho inicial de auditoria de grupo, o auditor do grupo pode ter um entendimento
preliminar do grupo e de seu ambiente, da estrutura de relatório financeiro aplicável e do
sistema de controle interno da entidade com base nas informações obtidas da administração
do grupo, dos responsáveis pela governança do grupo e, se aplicável, por meio de
comunicação com a administração do componente ou com o auditor predecessor. Em um
trabalho de auditoria de grupo recorrente, o entendimento preliminar do auditor do grupo
pode ser obtido por meio de auditorias de períodos anteriores. Esse entendimento preliminar
pode ajudar o auditor do grupo a desenvolver expectativas iniciais sobre as classes de
transações, saldos contábeis e divulgações que possam ser significativas.
A49. O auditor do grupo também pode utilizar as informações obtidas durante o processo de
aceitação e continuação do trabalho para estabelecer a estratégia geral de auditoria do grupo
e o plano de auditoria do grupo, por exemplo, em relação aos recursos necessários para
realizar a auditoria do grupo.
• Se o trabalho de auditoria deve ser realizado de forma centralizada, nos componentes ou uma
combinação das duas alternativas; e
• A natureza, época e extensão do trabalho de auditoria a ser realizado em relação às
informações financeiras dos componentes (por exemplo, planejar e executar procedimentos
de avaliação de riscos, procedimentos de auditoria adicionais ou uma combinação das duas
alternativas).
Componentes em que Deve Ser Efetuado Trabalho de Auditoria (Ref.: item 22(a))
A51. A determinação dos componentes em que deve ser efetuado trabalho de auditoria é uma
questão de julgamento profissional. As questões que podem influenciar a determinação do
auditor do grupo incluem, por exemplo:
• A natureza de eventos ou condições que podem dar origem a riscos de distorção relevante no
nível das afirmações das demonstrações contábeis do grupo que estão associados a um
componente, por exemplo:
• A natureza e a extensão de controles comuns em todo o grupo e se, em caso afirmativo, como
o grupo centraliza as atividades relevantes para o relatório financeiro.
A52. Assuntos que influenciam a determinação pelo auditor do grupo dos recursos necessários
para a realização da auditoria do grupo e a natureza, época e extensão do envolvimento dos
auditores dos componentes são uma questão de julgamento profissional e podem incluir, por
exemplo:
A54. A natureza, época e extensão em que os auditores dos componentes devem ser envolvidos
dependem dos fatos e circunstâncias do trabalho de auditoria do grupo. Em geral, os
auditores dos componentes são envolvidos em todas as fases da auditoria, mas o auditor do
grupo pode decidir envolver os auditores dos componentes apenas em uma determinada
fase. Quando o auditor do grupo não pretende envolver auditores dos componentes nos
procedimentos de avaliação de riscos, o auditor do grupo ainda pode discutir com os
auditores dos componentes se houve mudanças significativas no negócio ou no sistema de
controle interno do componente que possam ter um efeito nos riscos de distorção relevante
nas demonstrações contábeis do grupo.
A55. O item 5 da NBC TA 300 exige que o sócio do trabalho e outros membros-chave da equipe de
trabalho sejam envolvidos no planejamento da auditoria. Quando os auditores dos
componentes são envolvidos, uma ou mais pessoas da equipe do auditor do componente
podem ser membros-chave da equipe de trabalho e, portanto, serem envolvidas no
planejamento da auditoria do grupo. O envolvimento dos auditores dos componentes no
planejamento da auditoria é baseado na sua experiência e percepções, aumentando assim a
eficácia e eficiência do processo de planejamento. O sócio do trabalho do grupo utiliza
julgamento profissional ao determinar quais auditores dos componentes devem se envolvidos
no planejamento da auditoria. Essa decisão pode ser afetada pela natureza, época e extensão
em que se espera que os auditores dos componentes sejam envolvidos no planejamento e na
execução de procedimentos de avaliação de riscos ou procedimentos de auditoria adicionais.
A56. Conforme descrito no item A74 da NBC PA 01pode haver circunstâncias em que os honorários
cotados para um trabalho não sejam suficientes devido às circunstâncias e à natureza do
trabalho e podem reduzir a capacidade da firma de realizar o trabalho de acordo com as
normas profissionais e os requisitos legais ou regulatórios aplicáveis. O nível dos honorários,
incluindo a sua alocação aos auditores dos componentes, e a extensão em que se relacionam
aos recursos necessários podem ser uma consideração especial para os trabalhos de auditoria
do grupo. Por exemplo, em uma auditoria de grupo, as prioridades financeiras e operacionais
da firma podem restringir a determinação dos componentes em que o trabalho de auditoria
será realizado, bem como dos recursos necessários, incluindo o envolvimento dos auditores
dos componentes. Nessas circunstâncias, essas restrições não restringem a responsabilidade
do sócio do trabalho do grupo por atingir qualidade no nível do trabalho ou a exigência de que
o auditor do grupo obtenha evidência de auditoria apropriada e suficiente como base para a
opinião de auditoria do grupo.
A57. Ao avaliar se o auditor do grupo poderá ter envolvimento suficiente e apropriado no trabalho
do auditor do componente, o auditor do grupo pode obter um entendimento de se o auditor
do componente está sujeito a quaisquer restrições que limitem a comunicação com o auditor
do grupo, incluindo no que diz respeito ao compartilhamento da documentação de auditoria
com o auditor do grupo. O auditor do grupo também pode obter um entendimento sobre se a
evidência de auditoria relacionada a componentes localizados em uma jurisdição diferente
pode estar em um idioma diferente e pode precisar ser traduzida para utilização pelo auditor
do grupo.
A58. Se o auditor do componente não puder cooperar com o auditor do grupo, o auditor do grupo
pode:
Requisitos Éticos Relevantes, Incluindo Aqueles Relacionados à Independência (Ref.: item 25)
A60. Ao informar os auditores dos componentes sobre os requisitos éticos relevantes, o auditor do
grupo pode considerar se são necessárias informações adicionais ou treinamento para os
auditores dos componentes em relação às disposições dos requisitos éticos relevantes para o
trabalho de auditoria do grupo.
A61. O item 25 da NBC TA 220 requer que o sócio do trabalho determine que recursos suficientes e
apropriados para a execução do trabalho sejam atribuídos ou disponibilizados à equipe de
trabalho em tempo hábil. Quando não são disponibilizados recursos suficientes ou
apropriados em relação ao trabalho a ser realizado por um auditor do componente, o sócio do
trabalho do grupo pode discutir o assunto com o auditor do componente, a administração do
grupo ou a firma do auditor do grupo e pode posteriormente solicitar ao auditor do
componente ou à firma do auditor do grupo que disponibilize recursos suficientes e
apropriados.
A62. O item A71 da NBC TA 220fornece orientação sobre assuntos que o sócio do trabalho pode
levar em consideração ao determinar a competência e as capacidades da equipe de trabalho.
Essa determinação é particularmente importante em uma auditoria de grupo quando a equipe
de trabalho inclui auditores de componentes. A O item A24 da NBC TA 220 indica que as
políticas ou procedimentos da firma podem exigir que a firma ou o sócio do trabalho adotem
medidas diferentes daquelas aplicáveis ao pessoal ao obter um entendimento sobre se um
auditor do componente de outra firma tem a competência e capacidades apropriadas para
realizar o trabalho de auditoria.
• Uma avaliação das informações comunicadas pela firma do auditor do grupo ao auditor do
grupo, incluindo:
o A comunicação contínua da firma referente ao monitoramento e à remediação, em
circunstâncias em que o auditor do grupo e o auditor do componente são da mesma
firma. (Ver item 47 da NBC PA 01)
o Informações da rede sobre os resultados das atividades de monitoramento realizadas
pela rede nas firmas da rede. Ver item 51(b) da NBC PA 01)
o Informações obtidas de órgãos profissionais aos quais o auditor do componente
pertence, das autoridades pelas quais o auditor do componente é licenciado ou de
outros terceiros.
• Discutir os riscos avaliados de distorção relevante com o auditor do componente.
• Solicitar ao auditor do componente que confirme por escrito o seu entendimento dos
assuntos mencionados no item 25.
• Discutir a competência e as capacidades do auditor do componente com colegas da firma do
sócio do trabalho do grupo que trabalharam diretamente com o auditor do componente.
• Obter relatórios de inspeção externa publicados.
A66. A firma do sócio do trabalho do grupo e o auditor do componente podem ser membros da
mesma rede e estarem sujeitos a requisitos comuns da rede ou utilizarem serviços comuns da
rede.59 Ao determinar se os auditores dos componentes têm a competência e as capacidades
apropriadas para auxiliar no trabalho de auditoria do grupo, o sócio do trabalho do grupo
pode também fazer uso desses requisitos da rede, por exemplo, aqueles que tratam de
treinamento profissional ou recrutamento, ou que demandam o uso de metodologias de
auditoria e ferramentas de implementação relacionadas. (Ver itens A19 e A175 da NBC PA 01)
A67. O item 26 da NBC TA 220 exige que o sócio do trabalho determine se os membros da equipe
de trabalho e quaisquer especialistas externos do auditor que não fazem parte da equipe de
trabalho tenham, coletivamente, a competência e as capacidades apropriadas, incluindo
tempo suficiente, para realizar o trabalho de auditoria. Se um especialista do auditor for
utilizado por um auditor do componente, o sócio do trabalho do grupo pode ter que obter
informações do auditor do componente. Por exemplo, o auditor do grupo pode discutir com o
auditor do componente a avaliação do auditor do componente da competência e das
capacidades do especialista do auditor.
A70. Se houve uma violação por um auditor do componente dos requisitos éticos relevantes
aplicáveis ao trabalho de auditoria do grupo, incluindo aqueles relacionados à independência,
e a violação não foi satisfatoriamente resolvida de acordo com as disposições dos requisitos
éticos relevantes, o auditor do grupo não pode utilizar o trabalho desse auditor do
componente.
A72. O item 30 da NBC TA 220 exige que o sócio do trabalho determine que a natureza, época e
extensão da direção, supervisão e revisão sejam planejadas e executadas de acordo com as
políticas ou procedimentos da firma, as normas profissionais e os requisitos legais e
regulatórios aplicáveis, e que atendam à natureza e às circunstâncias do trabalho de auditoria
e aos recursos atribuídos ou disponibilizados à equipe de trabalho. Para uma auditoria de
grupo, a abordagem de direção, supervisão e revisão geralmente incluirá uma combinação das
políticas ou procedimentos da firma do auditor do grupo e respostas específicas ao trabalho
de auditoria de grupo.
A73. Para uma auditoria de grupo, particularmente quando a equipe de trabalho inclui um grande
número de auditores dos componentes que podem estar localizados em vários locais, o sócio
do trabalho do grupo pode atribuir o planejamento ou a execução dos procedimentos, tarefas
ou ações a outros membros da equipe de trabalho para ajudar o sócio do trabalho do grupo a
cumprir a responsabilidade pela natureza, época e extensão da direção e supervisão dos
auditores dos componentes e a revisão de seu trabalho (ver também item 11).
A74. Se os auditores dos componentes forem de uma firma diferente daquela do auditor do grupo,
as políticas ou procedimentos da firma podem ser diversos, ou poderão ser necessárias ações
diferentes, respectivamente, em relação à natureza, época e extensão da direção e supervisão
desses membros da equipe de trabalho e a revisão de seu trabalho. Em particular, as políticas
ou procedimentos da firma podem exigir que a firma ou o sócio do trabalho do grupo tomem
medidas diferentes daquelas aplicáveis aos membros da equipe de trabalho da firma ou da
rede (por exemplo, em relação à forma, ao conteúdo e à época das comunicações com os
auditores dos componentes, incluindo o uso de instruções do auditor do grupo para os
auditores dos componentes). A NBC TA 220 (itens A24 e A25) fornece exemplos de medidas
que devem ser tomadas nessas circunstâncias.
A75. A natureza, época e extensão da direção e supervisão dos auditores dos componentes e a
revisão de seu trabalho podem ser personalizadas com base na natureza e nas circunstâncias
do trabalho e, por exemplo:
• Nos riscos avaliados de distorção relevante. Por exemplo, se o auditor do grupo tiver
identificado um componente que inclui um risco significativo, pode ser apropriado aumentar a
extensão da direção e supervisão do auditor do componente e realizar uma revisão mais
detalhada da documentação de auditoria do auditor do componente.
• Na competência e nas capacidades dos auditores dos componentes que executam o trabalho
de auditoria. Por exemplo, se o auditor do grupo não tiver experiência de trabalho anterior
com um auditor do componente, o auditor do grupo pode fornecer instruções mais
detalhadas, aumentar a frequência das discussões ou outras interações com o auditor do
componente ou designar indivíduos mais experientes para supervisionar o auditor do
componente enquanto o trabalho é realizado.
• Na localização dos membros da equipe de trabalho, incluindo a extensão em que os membros
da equipe de trabalho se encontram dispersos em vários locais, incluindo quando centros de
prestação de serviços são utilizados.
• No acesso à documentação de auditoria do auditor do componente. Por exemplo, quando
uma lei ou um regulamento impedem que a documentação de auditoria do auditor do
componente seja transferida para fora de sua jurisdição, o auditor do grupo poderá revisar a
documentação de auditoria no local do auditor do componente ou remotamente através da
utilização de tecnologia, quando não for proibido por lei ou regulamento (ver também itens
A179 a A180).
A76. Existem diferentes formas como o sócio do trabalho do grupo pode assumir a responsabilidade
pela direção e supervisão dos auditores dos componentes e pela revisão de seu trabalho, por
exemplo:
A77. Ao aplicar a NBC TA 220 (ver itens 31 e A92 a A93) o sócio do trabalho do grupo deve revisar a
documentação de auditoria em momentos apropriados durante o trabalho de auditoria,
incluindo a documentação de auditoria relevante para a auditoria de grupo relacionada a:
• Assuntos significativos;
• Julgamentos significativos, incluindo aqueles relativos a assuntos complexos ou contenciosos
identificados durante o trabalho de auditoria, e as conclusões alcançadas; e
• Outros assuntos que, no julgamento profissional do sócio do trabalho, são relevantes para as
responsabilidades do sócio do trabalho.
A78. Uma comunicação clara e tempestiva entre o auditor do grupo e os auditores dos
componentes sobre as suas respectivas responsabilidades, bem como um direcionamento
claro para os auditores dos componentes sobre a natureza, época e extensão do trabalho a
ser executado e os assuntos que devem ser comunicados ao auditor do grupo, ajuda a
estabelecer a base para uma comunicação bidirecional eficaz. Uma comunicação bidirecional
eficaz entre o auditor do grupo e os auditores dos componentes também ajuda a definir as
expectativas para os auditores dos componentes e facilita a sua direção e supervisão pelo
auditor do grupo, além da revisão de seu trabalho. Essa comunicação também proporciona
uma oportunidade para o sócio do trabalho do grupo reforçar a necessidade de auditores dos
componentes exercerem ceticismo profissional no trabalho realizado para fins da auditoria do
grupo.
A79. Outros fatores que também podem contribuir para uma comunicação bidirecional eficaz
incluem:
• Clareza das instruções ao auditor do componente, especialmente quando o auditor do
componente é de outra firma e pode não estar familiarizado com as políticas ou
procedimentos da firma do auditor do grupo.
• Um entendimento mútuo de que o auditor do componente pode discutir o trabalho de
auditoria que foi solicitado a executar, com base no conhecimento e entendimento do
componente pelo auditor do componente.
• Um entendimento mútuo dos assuntos relevantes e das ações esperadas decorrentes do
processo de comunicação.
• Forma de comunicação. Por exemplo, assuntos que requerem atenção tempestiva podem ser
discutidos mais adequadamente em uma reunião em vez de pela troca de e-mails.
• Um entendimento mútuo da(s) pessoa(s) do auditor do grupo e dos auditores dos
componentes que tem (têm) a responsabilidade de gerir as comunicações relativas a assuntos
específicos.
• O processo para que o auditor do componente adote medidas e reporte os assuntos
comunicados pelo auditor do grupo.
A80. As comunicações entre o auditor do grupo e os auditores dos componentes dependem dos
fatos e das circunstâncias do trabalho de auditoria do grupo, incluindo a natureza e a
extensão do envolvimento dos auditores dos componentes e o grau em que o auditor do
grupo e os auditores dos componentes estão sujeitos a sistemas comuns de gestão da
qualidade ou a requisitos comuns da rede ou serviços da rede.
Forma de comunicação
A81. A forma de comunicação entre o auditor do grupo e os auditores dos componentes pode
variar com base em fatores como a natureza do trabalho de auditoria que os auditores dos
componentes foram solicitados a realizar, e em que medida as capacidades de comunicação
estão integradas às ferramentas de auditoria utilizadas para a auditoria do grupo.
A82. A forma de comunicação também pode ser afetada por fatores como:
A84. De acordo com o item 45, o auditor do grupo deve solicitar que o auditor do componente
comunique assuntos relevantes para a conclusão do auditor do grupo relativos à auditoria do
grupo. Como explicado no item A146, a forma e o conteúdo do relatório do auditor do
componente são influenciados pela natureza e extensão do trabalho de auditoria que foi
solicitado ao auditor do componente.
A86. A época apropriada das comunicações varia de acordo com as circunstâncias do trabalho.
Circunstâncias relevantes podem incluir a natureza, época e extensão do trabalho a ser
realizado pelo auditor do componente e as medidas que devem ser tomadas pelo auditor do
componente. Por exemplo, as comunicações relativas a questões de planejamento podem
muitas vezes ser realizadas no início do trabalho de auditoria e, para uma auditoria inicial do
grupo, podem ser feitas como parte da aceitação dos termos do trabalho.
A88. Os itens 19 a 27 e A50 a A183 da NBC TA 315, contém requisitos e orientações relacionados à
responsabilidade do auditor de obter um entendimento da entidade e de seu ambiente, da
estrutura de relatório financeiro aplicável e do sistema de controle interno da entidade. O
Anexo 2 desta NBC TA fornece exemplos de assuntos relacionados a controle interno que
podem ser úteis na obtenção de um entendimento do sistema de controle interno no
contexto do ambiente de um grupo e amplia a forma como a NBC TA 315 deve ser aplicada a
uma auditoria das demonstrações contábeis de um grupo.
A91. Ao aplicar o item 17 da NBC TA 315, o sócio do trabalho do grupo e outros membros-chave da
equipe de trabalho devem discutir a adoção da estrutura de relatório financeiro aplicável e a
suscetibilidade das demonstrações contábeis do grupo à distorção relevante. A determinação
do sócio do trabalho do grupo de quais membros da equipe de trabalho devem ser incluídos
na discussão e os tópicos a serem discutidos é afetada por assuntos como expectativas iniciais
sobre os riscos de distorção relevante e a expectativa preliminar sobre o envolvimento de
auditores dos componentes.
A92. A discussão oferece uma oportunidade para:
A94. Obter um entendimento do grau em que as operações ou atividades do grupo são similares
pode ajudar a identificar riscos similares de distorção relevante entre componentes e a
planejar uma resposta adequada.
A95. Os resultados financeiros das entidades ou unidades de negócios são geralmente mensurados
e revisados pela administração do grupo. Indagações à administração do grupo podem revelar
que a administração do grupo confia em determinados indicadores-chave para avaliar o
desempenho financeiro das entidades e unidades de negócios do grupo e adotar medidas. O
entendimento dessas medidas de desempenho pode ajudar a identificar:
• Áreas em que existe uma maior suscetibilidade a distorções relevantes (por exemplo, devido a
pressões sobre a administração do componente para que certas medidas de desempenho
sejam atingidas).
• Controles sobre o processo de relatório financeiro do grupo.
O Sistema de Controle Interno do Grupo
A96. A administração do grupo pode planejar controles destinados a operar em várias entidades ou
unidades de negócios de forma comum (ou seja, controles comuns). Por exemplo, a
administração do grupo pode planejar controles comuns para a administração de estoque,
que operem utilizando o mesmo sistema de TI e que sejam implementados em todas as
entidades ou unidades de negócios do grupo. Podem existir controles comuns em cada
componente do sistema de controle interno do grupo e eles podem ser aplicados em
diferentes níveis dentro do grupo (por exemplo, no nível do grupo consolidado como um todo
ou em outros níveis de agregação dentro do grupo). Os controles comuns podem ser
controles diretos ou indiretos. Controles diretos são controles que são precisos o suficiente
para lidar com os riscos de distorção relevante no nível da afirmação. Controles indiretos são
controles que apoiam os controles diretos (ver item A5 da NBC TA 315).
A99. Consideração do nível em que os controles são executados no grupo (por exemplo, no nível
do grupo consolidado como um todo ou para outros níveis de agregação no grupo) e o grau
de centralização e semelhança pode ser importante para entender como as informações são
processadas e controladas. Em algumas circunstâncias, os controles podem ser realizados de
forma centralizada (por exemplo, apenas em uma única entidade ou unidade de negócios),
mas podem ter um efeito generalizado em outras entidades ou unidades de negócios (por
exemplo, um centro de serviços compartilhados que processa transações em nome de outras
entidades ou unidades de negócios dentro do grupo). O processamento de transações e
controles relacionados em um centro de serviços compartilhados pode funcionar da mesma
forma para aquelas transações que estão sendo processadas pelo centro de serviços
compartilhados, independentemente da entidade ou unidade de negócios (por exemplo, os
processos, riscos e controles podem ser os mesmos, independentemente da origem da
transação). Nesses casos, pode ser apropriado identificar os controles e avaliar o
planejamento e determinar a implementação dos controles e, se aplicável, testar a eficácia
operacional, como uma única população.
Atividades Centralizadas (Ref.: item 30(c)(i)–(ii))
A100. A administração do grupo pode centralizar algumas de suas atividades, por exemplo, as
funções de preparação de relatórios financeiros ou funções contábeis podem ser realizadas
para um determinado grupo de transações comuns ou outras informações financeiras de
forma consistente e centralizada para várias entidades ou unidades de negócios (por
exemplo, quando o início, a autorização, o registro, o processamento ou a divulgação de
transações de receita são realizados em um centro de serviços compartilhados).
A102. O auditor do grupo pode envolver os auditores dos componentes no teste de eficácia
operacional de controles comuns ou controles relacionados a atividades centralizadas.
Nessas circunstâncias, uma colaboração eficaz entre o auditor do grupo e os auditores dos
componentes é importante, uma vez que a evidência de auditoria obtida pelo teste de
eficácia operacional de controles comuns ou controles relacionados a atividades
centralizadas ajuda a determinar a natureza, época e extensão dos procedimentos
substantivos a serem realizados em todo o grupo.
A103. As entidades do grupo ou unidades de negócios podem utilizar uma estrutura de relatório
financeiro para fins estatutários e regulatórios ou por outras razões que é diferente da
estrutura de relatório financeiro utilizada para as demonstrações contábeis do grupo. Nessas
circunstâncias, um entendimento dos processos de relatório financeiro da administração do
grupo para alinhar as políticas contábeis e, quando relevante, datas de encerramento de
período do relatório financeiro que diferem daquelas do grupo, possibilita ao auditor do
grupo entender como ajustes, conciliações e reclassificações são realizados e se são
executados de forma centralizada pela administração do grupo ou pela entidade ou unidade
de negócios.
Instruções da administração do grupo para entidades ou unidades de negócios
A104. Ao aplicar a NBC TA 315 (ver item 25(b)), o auditor do grupo deve entender como a
administração do grupo comunica os assuntos significativos que apoiam a preparação das
demonstrações contábeis do grupo. Para obter uniformidade e comparabilidade das
informações financeiras, a administração do grupo pode emitir instruções (por exemplo,
comunicar políticas de relatório financeiro) para as entidades ou unidades de negócios que
incluam detalhes sobre processos de relatório financeiro ou podem ter políticas que sejam
comuns em todo o grupo. Obter um entendimento das instruções da administração do
grupo pode afetar a identificação e a avaliação dos riscos de distorção relevante das
demonstrações contábeis do grupo. Por exemplo, instruções inadequadas podem aumentar
a probabilidade de distorções devido ao risco de que as transações sejam registradas ou
processadas incorretamente ou que as políticas contábeis sejam aplicadas incorretamente.
A105. O entendimento do auditor do grupo das instruções ou políticas pode incluir os seguintes
pontos:
Considerações quando os Auditores dos Componentes são envolvidos (Ref.: item 31–32)
A106. Durante a auditoria do grupo, o auditor do grupo pode comunicar os assuntos no item 31 a
outros auditores dos componentes, se esses assuntos forem relevantes para o trabalho
desses auditores. O item A144 inclui exemplos de outros assuntos que talvez precisem ser
comunicados tempestivamente durante o trabalho do auditor do componente.
A107. A natureza das relações e transações com partes relacionadas pode, em algumas
circunstâncias, dar origem a riscos mais altos de distorção relevante nas demonstrações
contábeis do que as transações com partes não relacionadas (ver item 2 da NBC TA 550). Em
uma auditoria de grupo, pode haver um risco maior de distorção relevante das
demonstrações contábeis do grupo, inclusive devido a fraudes, associado a relações com
partes relacionadas quando:
• A estrutura do grupo é complexa;
• Os sistemas de informação do grupo não são integrados e, portanto, são menos eficazes na
identificação e no registro das relações e transações com partes relacionadas; e
• Existem inúmeras ou frequentes transações com partes relacionadas entre entidades e
unidades de negócios.
Planejar e executar a auditoria com ceticismo profissional, conforme exigido no item 15 da NBC TA
200, é, portanto, especialmente importante quando essas circunstâncias existem.
A108. O processo para identificar e avaliar os riscos de distorção relevante das demonstrações
contábeis do grupo é iterativo e dinâmico, e pode ser desafiador, particularmente quando as
atividades do componente são complexas ou especializadas, ou quando há muitos
componentes em vários locais. Ao aplicar o item A126 da NBC TA 315, o auditor desenvolve
expectativas iniciais sobre os riscos potenciais de distorção relevante e uma identificação
inicial das classes significativas de transações, saldos contábeis e divulgações das
demonstrações contábeis do grupo com base em seu entendimento do grupo e de seu
ambiente, a estrutura de relatório financeiro aplicável e o sistema de controle interno do
grupo.
A111. Com base nos procedimentos de avaliação de risco realizados, o auditor do grupo pode
determinar que um risco avaliado de distorção relevante das demonstrações contábeis do
grupo só surge em relação às informações financeiras de determinados componentes. Por
exemplo, o risco de distorção relevante relacionado a uma ação judicial pode só existir em
entidades ou unidades de negócios que operem em uma determinada jurisdição ou em
entidades ou unidades de negócios que tenham operações ou atividades similares.
A112. O Anexo 3 contém exemplos de eventos e condições que, individualmente ou em conjunto,
podem indicar riscos de distorção relevante das demonstrações contábeis do grupo, seja
devido a fraude ou erro, inclusive em relação ao processo de consolidação.
Fraude
Considerações quando os Auditores dos Componentes são envolvidos (Ref.: item 34)
A115. Quando a evidência de auditoria obtida dos procedimentos de avaliação de riscos não
fornece uma base adequada para a identificação e avaliação dos riscos de distorção
relevante, o tem 35 da NBC TA 315, exige que o auditor execute procedimentos adicionais
de avaliação de riscos até que evidência de auditoria tenha sido obtida para fornecer essa
base.
Materialidade
Entretanto, se, nas circunstâncias específicas do grupo, houver uma ou mais classes
específicas de transações, saldos contábeis ou divulgações para as quais distorções de valores
menores do que a materialidade para as demonstrações contábeis do grupo como um todo
poderiam razoavelmente influenciar as decisões econômicas dos usuários tomadas com base
nas demonstrações contábeis do grupo, os itens 10, A11 e A12 da NBC TA 320, exige a
determinação do nível ou níveis de materialidade a serem aplicados a essas classes específicas
de transações, saldos contábeis ou divulgações. Nessas circunstâncias, o auditor do grupo
pode precisar considerar se uma materialidade do desempenho do componente inferior ao
valor informado ao auditor do componente pode ser adequada para essas classes específicas
de transações, saldos contábeis ou divulgações (ver item A13 da NBC TA 320).
o Se existem riscos que são exclusivos das informações financeiras do componente (por
exemplo, questões contábeis específicas do setor, transações incomuns ou
complexas).
o A natureza e a extensão das distorções identificadas no componente em auditorias
anteriores.
A119. Para abordar o risco de agregação, o item 35(a) exige que a materialidade do desempenho
do componente seja menor do que a materialidade do desempenho do grupo. Como
explicado no item A118, à medida que a extensão da desagregação entre componentes
aumenta, uma menor materialidade do desempenho do componente geralmente seria
apropriada para lidar com o risco de agregação. Em algumas circunstâncias, entretanto, a
materialidade do desempenho do componente pode ser definida em um valor mais próximo
da materialidade do desempenho do grupo porque há um menor risco de agregação, como
quando as informações financeiras de um componente representam uma parcela
substancial das demonstrações contábeis do grupo. Ao determinar a materialidade do
desempenho do componente para uma participação de não controladores em uma entidade
avaliada pelo método da equivalência patrimonial, o auditor do grupo pode levar em
consideração o percentual de participação do grupo e a participação nos lucros e perdas da
investida.
A120. Em alguns casos, procedimentos de auditoria adicionais podem ser realizados pelo auditor
do grupo ou pelo auditor do componente em uma classe significativa de transações ou saldo
contábil significativo como uma única população (ou seja, sem estarem desagregados entre
componentes). Nesses casos, a materialidade do desempenho do grupo será
frequentemente usada para a execução desses procedimentos.
A122. Em alguns casos, pode ser adequado que o auditor do grupo envolva o auditor do
componente na determinação de um valor apropriado da materialidade do desempenho do
componente, considerando o conhecimento do auditor do componente sobre o
componente e as possíveis fontes de distorção das informações financeiras do componente.
Nesse sentido, o auditor do grupo também pode considerar comunicar a materialidade do
desempenho do grupo ao auditor do componente a fim de incentivar a colaboração para
determinar se a materialidade do desempenho do componente, em relação à materialidade
do desempenho do grupo, é apropriada nas circunstâncias.
A125. O auditor do grupo pode determinar que as informações financeiras de vários componentes
podem ser consideradas como uma população para efeitos da execução de procedimentos
de auditoria adicionais, por exemplo, quando transações são consideradas homogêneas por
compartilharem as mesmas caraterísticas, os riscos associados de distorção relevante são os
mesmos, e os controles são planejados e operam de forma consistente.
A128. Um grupo pode ser composto por um grande número de componentes cujas informações
financeiras sejam individualmente irrelevantes, mas relevantes no agregado em relação às
demonstrações contábeis do grupo. Circunstâncias como essas em que as classes
significativas de transações, saldos contábeis ou divulgações nas demonstrações contábeis
do grupo são desagregadas em um grande número de componentes podem representar
desafios adicionais para o auditor do grupo no planejamento e na execução de
procedimentos de auditoria adicionais.
A129. Em alguns casos, pode ser possível obter evidência de auditoria apropriada e suficiente
realizando procedimentos de auditoria adicionais, de forma centralizada, nessas classes
significativas de transações, saldos contábeis ou divulgações (por exemplo, se forem
homogêneos, sujeitos a controles comuns e se for possível obter acesso a informações
adequadas). Os procedimentos de auditoria adicionais também podem incluir
procedimentos analíticos substantivos de acordo com a NBC TA 520 - Procedimentos
Analíticos. Dependendo das circunstâncias do trabalho, as informações financeiras dos
componentes podem ser agregadas nos níveis apropriados para a elaboração de
expectativas e determinação do montante de eventuais diferenças entre os valores
registrados e os valores esperados na realização dos procedimentos analíticos substantivos.
A utilização de ferramentas e técnicas automatizadas podem ser úteis nessas circunstâncias.
A130. Em outros casos, pode ser necessário realizar procedimentos de auditoria adicionais em
componentes selecionados para abordar os riscos de distorção relevante das demonstrações
contábeis do grupo. A determinação dos componentes em que os procedimentos de
auditoria devem ser realizados e a natureza, época e extensão dos procedimentos de
auditoria adicionais a serem realizados em componentes selecionados são questões de
julgamento profissional. Nessas circunstâncias, a introdução de um elemento de
imprevisibilidade nos componentes selecionados para teste também pode ser útil em
relação aos riscos de distorção relevante das demonstrações contábeis do grupo devido a
fraude (vide também item A136).
A131. Em resposta aos riscos avaliados de distorção relevante, o auditor do grupo pode determinar
o seguinte escopo de trabalho como apropriado em um componente (com o envolvimento
de auditores dos componentes, quando aplicável):
A132. Embora o auditor do grupo assuma a responsabilidade pela natureza, época e extensão dos
procedimentos de auditoria adicionais a serem realizados, os auditores dos componentes
podem ser, e frequentemente são envolvidos em todas as fases da auditoria do grupo,
incluindo no planejamento e na execução de procedimentos de auditoria adicionais.
A133. O auditor do grupo pode determinar que planejar e executar procedimentos de auditoria
adicionais em todas as informações financeiras de um componente é uma abordagem
adequada, inclusive quando:
• É necessário obter evidência de auditoria sobre todas ou uma parte significativa das
informações financeiras de um componente para responder aos riscos avaliados de distorção
relevante das demonstrações contábeis do grupo.
• Existe um risco generalizado de distorção relevante nas demonstrações contábeis do grupo
devido à existência de eventos ou condições no componente que possam ser relevantes para
a análise pelo auditor do grupo da avaliação realizada pela administração do grupo da
capacidade do grupo de continuar em operação.
Elemento de Imprevisibilidade
A137. O auditor do grupo pode confiar na eficácia operacional dos controles que operam em todo
o grupo para determinar a natureza, época e extensão dos procedimentos substantivos a
serem realizados tanto no nível do grupo como no nível dos componentes. O item 8 da NBC
TA 330, exige que o auditor planeje e realize testes de controles para obter evidência de
auditoria apropriada e suficiente quanto à eficácia operacional desses controles. Os
auditores dos componentes podem ser envolvidos no planejamento e na execução desses
testes de controles.
A138. Se desvios dos controles, nos quais o auditor pretende confiar, forem detectados, o item 17
da NBC TA 330 exige que o auditor faça indagações específicas para entender essas questões
e as possíveis consequências. Se forem detectados mais desvios do que o esperado como
resultado do teste da eficácia operacional dos controles, o auditor do grupo poderá ter que
revisar o plano de auditoria do grupo. As possíveis revisões do plano de auditoria do grupo
podem incluir:
A139. Quando a eficácia operacional dos controles é testada de forma centralizada (por exemplo,
controles em um centro de serviços compartilhados ou testes de controles comuns), o auditor
do grupo pode ter que comunicar informações sobre o trabalho de auditoria realizado aos
auditores dos componentes. Por exemplo, se for solicitado que um auditor do componente
planeje e execute procedimentos substantivos em todas as informações financeiras do
componente, ou planeje e execute procedimentos substantivos em uma ou mais classes de
transações, saldos contábeis ou divulgações, o auditor do componente pode discutir com o
auditor do grupo sobre os testes de controles realizados de forma centralizada a fim de
determinar a natureza, época e extensão dos procedimentos substantivos.
Processo de Consolidação
A141. O processo de consolidação pode exigir ajustes e reclassificações nos valores reportados nas
demonstrações contábeis do grupo que não passam pelos aplicativos de TI usuais e que
podem não estar sujeitos aos mesmos controles internos que outras informações contábeis
estão sujeitas. A avaliação pelo auditor do grupo da adequação, integridade e exatidão dos
ajustes e reclassificações pode incluir:
• avaliar se os ajustes significativos refletem adequadamente os eventos e as transações a eles
subjacentes;
• determinar se as entidades ou unidades de negócios cujas informações financeiras tenham
sido incluídas nas demonstrações contábeis do grupo foram incluídas de forma adequada;
• determinar se ajustes significativos foram corretamente calculados, processados e
autorizados pela administração do grupo e, quando aplicável, pela administração do
componente;
• determinar se os ajustes significativos estão devidamente suportados e suficientemente
documentados; e
• avaliar a reconciliação e eliminação de transações intragrupo, os lucros não realizados e
saldos contábeis intragrupo.
Considerações quando os Auditores dos Componentes são envolvidos (Ref.: item 42–43)
A143. O nível adequado de envolvimento do auditor do grupo pode depender das circunstâncias e
da estrutura do grupo e de outros fatores, como a experiência anterior do auditor do grupo
com os auditores dos componentes que realizam procedimentos no processo de
consolidação, incluindo subconsolidações, e as circunstâncias do trabalho de auditoria do
grupo (por exemplo, se as informações contábeis de uma entidade ou unidade de negócios
não tiverem sido preparadas de acordo com as mesmas políticas contábeis aplicadas às
demonstrações contábeis do grupo).
A144. Embora os assuntos que devem ser comunicados de acordo com o item 45 sejam relevantes
para a conclusão do auditor do grupo em relação à auditoria do grupo, certos assuntos
podem ser comunicados durante os procedimentos do auditor do componente. Além dos
assuntos nos itemitens 32 e 50, os assuntos podem incluir, por exemplo:
• Informações sobre violações dos requisitos éticos relevantes, incluindo violações identificadas
das disposições de independência;
• Informações sobre casos de não conformidade com leis ou regulamentos;
• Novos riscos significativos decorrentes de distorção relevante, incluindo riscos de fraude;
• Fraude identificada ou suspeita de fraude ou atos ilegais que envolvam a administração ou
funcionários do componente, que possam ter um efeito significativo nas demonstrações
contábeis do grupo; ou
• Transações significativas e não usuais.
A145. O conhecimento sobre distorções corrigidas e não corrigidas nos componentes pode alertar
o auditor do grupo para possíveis deficiências de controle interno generalizadas, quando
consideradas juntamente com a comunicação de deficiências de acordo com o item 45(g).
Além disso, um número superior ao esperado de distorções identificadas (corrigidas ou não
corrigidas) pode indicar um risco maior de distorções não detectadas, o que pode levar o
auditor do grupo a concluir que é necessário realizar procedimentos adicionais de auditoria
em determinados componentes.
Constatações ou Conclusões Gerais do Auditor do Componente (Ref.: item 45(k))
A146. A forma e o conteúdo dos relatórios do auditor do componente são influenciados pela
natureza e extensão do trabalho de auditoria que foi solicitado ao auditor do componente.
As políticas ou procedimentos do auditor do grupo podem abordar a forma ou redação
específica de uma conclusão geral do auditor do componente sobre o trabalho de auditoria
realizado para fins da auditoria do grupo. Em alguns casos, as leis ou regulamentos locais
podem especificar a forma de conclusão (por exemplo, uma opinião) a ser fornecida pelo
auditor do componente.
A147. Se o auditor do grupo determinar que as comunicações do auditor do componente não são
adequadas para os propósitos do auditor do grupo, ele deve considerar, por exemplo, se:
• É possível obter informações adicionais do auditor do componente (por exemplo, por meio de
outras discussões ou reuniões);
• É necessário revisar a documentação adicional de auditoria do auditor do componente, de
acordo com o item 47;
• Poderão ser necessários procedimentos de auditoria adicionais, de acordo com o item 48; ou
• Há preocupações quanto à competência ou às capacidades do auditor do componente.
A148. O item A75 fornece orientações ao auditor do grupo para personalizar a natureza, época e
extensão da direção e supervisão do auditor do componente, e a revisão de seu trabalho,
com base nos fatos e nas circunstâncias da auditoria do grupo e em outras questões (por
exemplo, os riscos avaliados de distorção relevante das demonstrações contábeis do grupo).
A consideração do auditor do grupo, de acordo com o item 47(c), também pode ser afetada
pelas seguintes questões relevantes para o envolvimento contínuo do auditor do grupo no
trabalho do auditor do componente:
• Comunicações do auditor do componente, incluindo as comunicações de acordo com o item
45 desta Norma; e
• A revisão da documentação de auditoria do auditor do componente pelo auditor do grupo
durante a auditoria do grupo (por exemplo, para cumprir os requisitos dos itemitens 34, 42 e
43) ou pelo sócio do trabalho do grupo, em conformidade com o item 31 da NBC TA 220.
A149. Outros fatores que podem afetar a determinação pelo auditor do grupo sobre se é
necessário, e em que extensão, revisar a documentação adicional de auditoria do auditor do
componente nas circunstâncias, incluem:
A152. A avaliação exigida pelo item 51 auxilia o auditor do grupo a determinar se a estratégia geral
de auditoria do grupo e o plano de auditoria do grupo desenvolvidos para responder aos
riscos avaliados de distorção relevante das demonstrações contábeis do grupo continuam a
ser adequados. A exigência do item 18 da NBC TA 330, de que o auditor,
independentemente dos riscos avaliados de distorção relevante, planeje e execute
procedimentos substantivos para cada classe relevante de transações, saldo contábil e
divulgação também pode ser útil para fins dessa avaliação no contexto das demonstrações
contábeis do grupo.
A153. O auditor do grupo pode considerar o exercício de ceticismo profissional pela equipe de
trabalho ao avaliar a suficiência e adequação da evidência de auditoria obtida. Por exemplo,
o auditor do grupo pode considerar se questões como as descritas no item A17 levaram, de
forma inadequada, a equipe de trabalho a:
• Obter evidência de auditoria que seja mais fácil de acessar sem considerar com a devida
atenção a sua relevância e confiabilidade:
• Obter evidência menos persuasiva do que é necessário nas circunstâncias; ou
• Planejar e executar procedimentos de auditoria de uma forma que seja tendenciosa para
obter evidência que seja corroborativa ou para excluir evidência contraditória.
A154. O item 32 da NBC TA 220, exige que o sócio do trabalho determine, antes ou depois da data
do relatório do auditor, por meio da revisão da documentação de auditoria e discussão com
a equipe de trabalho, que evidência de auditoria apropriada e suficiente foi obtida para
suportar as conclusões alcançadas e para que o relatório do auditor seja emitido. As
informações que possam ser relevantes para a avaliação pelo auditor do grupo da evidência
de auditoria obtida a partir do trabalho realizado pelos auditores dos componentes
dependem dos fatos e circunstâncias da auditoria do grupo e podem incluir:
• As comunicações dos auditores dos componentes exigidas pelo item 45, incluindo as
constatações ou conclusões gerais dos auditores dos componentes sobre o trabalho realizado
para fins da auditoria do grupo;
• Outras comunicações dos auditores dos componentes durante a auditoria do grupo, incluindo
aquelas exigidas pelo item 32; e
• A direção e supervisão dos auditores dos componentes e a revisão de seu trabalho pelo
auditor do grupo, incluindo, se aplicável, a revisão da documentação adicional de auditoria do
auditor do componente pelo auditor do grupo, de acordo com o item 47.
A155. Em algumas circunstâncias, um memorando geral resumido descrevendo o trabalho
realizado e os seus resultados pode constituir uma base própria para o auditor do grupo
concluir que o trabalho realizado e a evidência de auditoria obtida pelo auditor do
componente são suficientes para fins da auditoria do grupo. Esse pode ser o caso, por
exemplo, quando foi solicitado ao auditor do componente a realização de procedimentos de
auditoria adicionais específicos, conforme identificados e comunicados pelo auditor do
grupo.
A158. Quando a opinião de auditoria do grupo é modificada porque o auditor do grupo não
conseguiu obter evidência de auditoria apropriada e suficiente relacionada às informações
contábeis de um ou mais componentes, a seção “Base para Opinião com Ressalva” ou “Base
para Abstenção de Opinião” do relatório do auditor sobre as demonstrações contábeis do
grupo descreve as razões dessa incapacidade (ver itens 20 e 24 da NBC TA 705). Em algumas
circunstâncias, pode ser necessário fazer referência a um auditor do componente para
descrever adequadamente as razões da opinião modificada, por exemplo, quando o auditor
do componente não for capaz de executar ou concluir o trabalho solicitado nas informações
contábeis do componente devido a circunstâncias que estejam fora do controle da
administração do componente.
A159. A auditoria do grupo pode ser complexa devido ao número e à natureza das entidades e
unidades de negócios que compõem o grupo. Além disso, como ilustrado no item A7, o
auditor do grupo pode determinar que certas entidades ou unidades de negócios podem ser
consideradas em conjunto como um componente para fins de planejamento e execução da
auditoria do grupo. Portanto, discutir com a administração do grupo uma visão geral do
escopo e do cronograma planejados pode ajudar na coordenação do trabalho realizado nos
componentes, inclusive quando os auditores dos componentes estão envolvidos, e na
identificação da administração do componente (vide item A24).
A160. Os itens 41 a 43 da NBC TA 240, contém requerimentos e orientações sobre a comunicação
de fraude à administração e, quando a administração pode estar envolvida na fraude, aos
responsáveis pela governança.
A162. A administração do grupo pode informar o auditor do grupo sobre a não conformidade ou
suspeita de não conformidade com leis ou regulamentos em entidades ou unidades de
negócios do grupo. O item A87 fornece orientações para o sócio do trabalho do grupo nessas
circunstâncias.
A163. Os assuntos que o auditor do grupo comunica aos responsáveis pela governança do grupo
podem incluir aqueles levados à atenção do auditor do grupo pelos auditores dos
componentes que o auditor do grupo julga serem significativos para as responsabilidades
dos responsáveis pela governança do grupo. A comunicação com os responsáveis pela
governança do grupo pode ocorrer em várias ocasiões durante a auditoria do grupo. Por
exemplo, o assunto mencionado no item 57(a) pode ser comunicado após o auditor do
grupo ter determinado o trabalho a ser realizado nas informações contábeis dos
componentes. Por outro lado, o assunto mencionado no item 57(b) pode ser comunicado no
final da auditoria e os assuntos mencionados no item 57(c)–(d) podem ser comunicados
quando ocorrerem.
A164. O item 15 da NBC TA 260 requer que o auditor comunique aos responsáveis pela governança
uma visão geral do escopo planejado e da época da auditoria. Em uma auditoria de grupo,
essa comunicação ajuda os responsáveis pela governança a entender a determinação do
auditor do grupo sobre os componentes em que o trabalho de auditoria será realizado,
incluindo se determinadas entidades ou unidades de negócios do grupo serão consideradas
em conjunto como um componente, e o envolvimento planejado dos auditores dos
componentes. Essa comunicação também contribui para um entendimento mútuo e uma
discussão sobre o grupo e o seu ambiente (ver item 30) e áreas, se houver, em que os
responsáveis pela governança podem solicitar ao auditor do grupo que execute
procedimentos adicionais.
A165. O auditor do grupo é responsável por determinar, com base no trabalho de auditoria
realizado, se uma ou mais deficiências identificadas, individualmente ou em conjunto,
constituem deficiências significativas (ver item 8 da NBC TA 265). O auditor do grupo pode
solicitar informações ao auditor do componente sobre se uma deficiência identificada ou um
conjunto de deficiências no componente representa uma deficiência significativa nos
controles internos.
A169. A montagem final e a retenção da documentação de auditoria para uma auditoria de grupo
estão sujeitas às políticas ou aos procedimentos da firma de auditoria do grupo, de acordo
com a NBC PA 01 (ver itens 31 (f) e A83 a A85). O auditor do grupo pode fornecer instruções
específicas aos auditores dos componentes em relação à montagem e retenção da
documentação do trabalho realizado por eles para fins da auditoria do grupo.
Base para a Determinação dos Componentes pelo Auditor do Grupo (Ref.: item 59(b))
A170. A base para a determinação dos componentes pelo auditor do grupo pode ser documentada
de várias formas, incluindo, por exemplo, a documentação relacionada ao cumprimento dos
requisitos dos itens 22, 33 e 57(a) desta Norma.
Base para a Determinação da Competência e das Capacidades dos Auditores dos Componentes pelo
Auditor do Grupo (Ref.: item 59(d))
A171. O Item A96 da NBC PA 01 fornece orientação sobre assuntos que as políticas ou os
procedimentos da firma podem abordar em relação à competência e às capacidades dos
membros da equipe de trabalho. Essas políticas ou procedimentos podem descrever ou
fornecer orientação sobre como documentar a determinação da competência e das
capacidades da equipe de trabalho, incluindo auditores dos componentes. Por exemplo, a
confirmação obtida do auditor do componente, de acordo com o item 24, pode incluir
informações sobre a experiência relevante do auditor do componente no setor. O auditor do
grupo também pode solicitar que o auditor do componente confirme ter tempo suficiente
para executar os procedimentos de auditoria a que foram atribuídos.
Documentação da Direção e Supervisão dos Auditores dos Componentes e da Revisão de seu
Trabalho (Ref.: item 59(f))
A172. Conforme descrito no item A75, a abordagem relacionada à direção, supervisão e revisão em
uma auditoria de grupo será personalizada pelo auditor do grupo com base nos fatos e nas
circunstâncias do trabalho e, em geral, incluirá uma combinação das políticas ou
procedimentos da firma do auditor do grupo e das respostas específicas à auditoria do
grupo. Essas políticas ou procedimentos também podem descrever ou fornecer orientação
sobre a documentação da direção e supervisão da equipe de trabalho e a revisão de seu
trabalho pelo auditor do grupo.
A173. O item 9 da NBC TA 300 exige que o auditor desenvolva um plano de auditoria que inclua
uma descrição da natureza, época e extensão da direção e supervisão planejadas dos
membros da equipe de trabalho e a revisão de seu trabalho. Se há o envolvimento de
auditores dos componentes, a extensão dessas descrições frequentemente variará por
componente, reconhecendo que a natureza, época e extensão planejadas para a direção e
supervisão dos auditores dos componentes e a revisão de seu trabalho podem ser
influenciadas pelos assuntos descritos no item A51.
A174. A documentação do auditor do grupo relacionada à direção e supervisão dos auditores dos
componentes e à revisão de seu trabalho pode incluir, por exemplo:
A175. O item 47 exige que o auditor do grupo determine se, e em que extensão, é necessário
revisar documentos de auditoria adicionais do auditor do componente. Os itens A148e A149
fornecem orientação para o auditor do grupo em relação a essa determinação.
A178. As políticas ou os procedimentos estabelecidos pela firma de acordo com o seu sistema de
gestão da qualidade, ou os recursos fornecidos pela firma ou por uma rede, podem ajudar o
auditor do grupo a documentar a direção e supervisão dos auditores dos componentes e a
revisão de seu trabalho. Por exemplo, uma ferramenta de auditoria eletrônica pode ser
utilizada para facilitar as comunicações entre o auditor do grupo e os auditores dos
componentes. A ferramenta de auditoria eletrônica também pode ser utilizada para
documentar a auditoria, bem como fornecer informações sobre o(s) revisor(es) e a(s) data(s)
e extensão de sua revisão.
A179. A documentação de auditoria para uma auditoria de grupo pode apresentar algumas
complexidades ou desafios adicionais em determinadas circunstâncias. Esse pode ser o caso,
por exemplo, quando leis ou regulamentos impedem que o auditor do componente forneça
documentação fora de sua jurisdição, ou quando guerras, instabilidade social ou surtos de
doenças restringem o acesso à documentação de auditoria do auditor do componente.
A180. O auditor do grupo pode ser capaz de superar essas restrições, por exemplo:
É uma questão de julgamento profissional se uma ou mais das ações descritas acima podem
ser suficientes para superar as restrições dependendo dos fatos e das circunstâncias da
auditoria do grupo.
A181. Quando o acesso à documentação de auditoria do auditor do componente é restrito, a
documentação do auditor do grupo ainda deve cumprir os requisitos das normas de
auditoria, incluindo aqueles relacionados à documentação da natureza, época e extensão da
direção e supervisão do auditor do componente, bem como da revisão de seu trabalho, pelo
auditor do grupo. Nessas circunstâncias, as orientações nos itens A148 e A149 podem ser
úteis para determinar a extensão da revisão pelo auditor do grupo da documentação de
auditoria do auditor do componente. Os itens A176 e A177 fornecem exemplos de
circunstâncias em que determinados documentos de auditoria do auditor do componente
podem ser incluídos no arquivo de auditoria do auditor do grupo.
Apêndice 1
(Ref.: item A42)
Para fins deste exemplo de relatório do auditor, são consideradas as seguintes circunstâncias:
1 se, de acordo com o julgamento do sócio do trabalho do grupo, o efeito nas demonstrações contábeis decorrente da impossibilidade de obter
evidência de auditoria apropriada e suficiente é relevante e generalizado, de acordo com a nbc ta 705, o sócio do trabalho do grupo deve se
abster de expressar uma opinião.
Em nossa opinião, exceto pelos possíveis efeitos do assunto descrito na seção a seguir intitulada
"Base para Opinião com Ressalva”, as demonstrações contábeis consolidadas acima referidas
apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira
da Companhia e suas controladas em 31 de dezembro de 20X1, o desempenho consolidado de suas
operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o exercício findo nessa data, de acordo com
as práticas contábeis adotadas no Brasil.
Nossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de Auditoria.
Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir
intitulada "Responsabilidades do auditor pela auditoria das Demonstrações contábeis”. Somos
independentes em relação à Companhia e suas controladas, de acordo com os princípios éticos
relevantes previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais
emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, e cumprimos com as demais responsabilidades
éticas de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e
apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalva.
3 No caso de o relatório cobrir outros aspectos legais e regulatórios, é necessário incluir um subtítulo para especificar a primeira parte do
relatório, “Relatório do auditor sobre as demonstrações contábeis consolidadas”, e, no final do relatório, outro subtítulo para a segunda parte,
“Relatório sobre outros requisitos legais e regulatórios”.Demonstrações contábeis
[Local (localidade do escritório de auditoria que emitiu o relatório) e data do relatório do auditor
independente]
[Nome do profissional (sócio ou responsável técnico, no caso de o auditor ser pessoa jurídica)]
Apêndice 2
(Ref.: item A85)
1. Este apêndice fornece exemplos de assuntos relacionados a controles internos que podem
ser úteis na obtenção de um entendimento do sistema de controle interno no contexto do
ambiente de um grupo e amplia a forma como o Apêndice 3 da NBC TA 315 deve ser
aplicada em relação a uma auditoria das demonstrações contábeis de um grupo. Os
exemplos podem não ser relevantes para cada trabalho de auditoria de grupo e a lista de
exemplos não é necessariamente completa.
Ambiente de Controle
Processo de Consolidação
Atividades de Controle
Exemplos de Eventos ou Condições que Podem Resultar em Riscos de Distorção Relevante nas
Demonstrações Contábeis do Grupo
Os itens a seguir são exemplos de eventos (incluindo transações) e condições que podem indicar a
existência de riscos de distorção relevante das demonstrações contábeis do grupo, seja devido a
fraude ou erro, inclusive em relação ao processo de consolidação. Os exemplos fornecidos pelo
fator de risco inerente abrangem uma vasta gama de eventos e condições; no entanto, nem todos
os eventos e condições são relevantes para todos os trabalhos de auditoria de grupo e a lista de
exemplos não é exaustiva. Os eventos e condições foram categorizados pelo fator de risco inerente
que pode ter o maior efeito nas circunstâncias. Importante, devido às inter-relações entre fatores
de risco inerentes, os eventos e as condições dos exemplos também podem estar sujeitos ou serem
afetados por outros fatores de risco inerentes em níveis variáveis (ver Apêndice 2 da NBC TA 315).
Complexidade
Subjetividade
Mudança
Incerteza