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História da Renovação Carismática Católica

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Nossa História
Como surgiu a Renovação Carismática Católica
Para contemplar o início da Renovação Carismática Católica devemos voltar o olhar para 1º de janeiro de
1901, quando o Papa Leão XIII pronunciou o Veni Creator Spiritus e consagrou o Século XX ao Divino
Espírito Santo. A ação é considerada uma resposta aos apelos da fundadora da Congregação das Oblatas do
Espírito Santo, a Beata Elena Guerra, que por volta de 1886 começou a escrever cartas ao Pontífice,
pedindo uma maior devoção à Terceira Pessoa da Santíssima Trindade.

É no chamado Século do Espírito Santo que o Papa, tido como de transição pela idade avançada, convocou o
Concílio Vaticano II, que, em suas palavras, seria um aggiornamento (termo italiano para “atualização”). Em
1958 o Papa João XXIII reza: “Renova em nossa época os prodígios, como em um novo Pentecostes!”

Assim, em 1967, após a leitura do Livro “A Cruz e o Punhal ([Link]


[Link])” de David Wilkerson, um grupo de jovens da Universidade Duquesne do Espírito
Santo, em Pittsburgh na Pensilvânia, Estados Unidos, realiza um fim de semana de estudos, sobre o Livro
dos Atos dos Apóstolos, nos dias 17 a 19 de fevereiro.

O conhecido “Final de Semana de Duquesne” foi o retiro em que pela primeira vez, de forma registrada,
leigos católicos relatam a experiência do Batismo no Espírito Santo. Patti Gallagher Mansfield, David
Mangan, Ralph Martin e Steve Clark e outros jovens estudantes testemunharam o derramamento de uma
graça sobrenatural, apontando Romanos 5, 5 como explicação do que vivenciaram: “O amor de Deus foi
derramado em nossos corações, pelo Espírito Santo que nos foi dado”.

“Não foi um simples fim de semana,


mas, uma experiência
transformadora de vida que ainda
está acontecendo e se expandindo.
Os dons do Espírito são
manifestados – e isto eu posso
testemunhar, porque tenho ouvido
pessoas orando em línguas, outras
exercendo os dons de cura,
discernimento de espíritos, palavra
de sabedoria, o dom extraordinário

Privacidade - Termos

da fé, o dom de profecia e
interpretação das linguas.” 

Patti
Mansfield
Participante do Retiro
em Duquesne

O Papa Paulo VI descreveu a RCC como “uma boa oportunidade para a Igreja e para o mundo”. São João
Paulo II, em sua mensagem à RCC, por ocasião do Jubileu do Ano 2000, retomou a fala de Paulo VI e
completou: “Neste florescimento, ela reconhece a obra do Espírito Santo, que jamais deixa faltar à Igreja as
graças necessárias para enfrentar situações novas e às vezes difíceis”.

O Papa Bento XVI falou em um encontro da Renovação Carismática Católica na véspera do Pentecostes de
2012, convidando-os a acolher o poder do Espírito Santo a fim de se “crescer em confiança e em abandono à
Sua vontade, em fidelidade à sua vocação”.

Após 50 anos da graça inicial, o Papa Francisco usou um termo do Cardeal Léon-Joseph Suenens, para
definir a Renovação Carismática Católica. O Cardeal foi um dos pioneiros nos estudos sobre a RCC. “A
Renovação Carismática é uma corrente de graça para a Igreja. Como um rio que desagua no mar, assim a
RCC deve alcançar toda a Igreja” – Papa Francisco na 37ª Convocação da Renovação na Itália, em 2014.

Em abril de 2016, o Papa Francisco nomeou uma Comissão para viabilizar a criação de um único Organismo
Internacional de Serviço para toda a RCC. Como resultado deste trabalho, o Estatuto elaborado com o
auxílio do Dicastério para os Leigos, Família e Vida, foi aprovado e assinado pelo Papa Francisco no Ato de
Constituição do Único Serviço, denominado CHARIS, lançado oficialmente no Pentecostes de 2019.

Principais marcos da RCC no mundo

- Décadas de 70 e 80 -
Entre essas décadas, a Renovação Carismática já estava presente em outros países de língua inglesa
(Inglaterra, 1970-71; Austrália, 1970; Nova Zelândia, 1971), bem como na Europa Ocidental (França 1971-
72; Bélgica, 1972; Alemanha, 1972; Itália, 1973; Espanha 1973-74; Portugal, 1974). Na Europa Oriental, o
Movimento chegou apenas na Polônia (1976-77). Já na América Latina, na maioria dos países, chegou entre
1970-74, quando também apareceu em países da Ásia, como Coréia (1971) e Índia (1972).
Primeiros Congressos
Nos EUA, em 1968, foi realizado o primeiro congresso nacional da RCC e reuninu 100
participantes. Anualmente, esses números foram aumentando, sendo: em 1969 -
300; em 1970 - 1300; 1971 - 5000 e em 1972 - 12.000.


1968 - 1972

- Décadas de 80 e 90 -
Durante esse período, a Renovação Carismática ampliou suas relações, o que gerou a aproximação entre os
diversos países e a consolidação de organizações nacionais e internacionais, como o ICCRS (Serviços
Internacionais para a Renovação Carismática Católica) que anos depois, após pedido de Papa Francisco, deu
lugar à atuação do CHARIS.
 

([Link]

A Renovação Carismática Católica no Brasil


Em agosto de 1969, a mesma experiência foi relatada por jovens no Brasil. O sacerdote jesuíta Haroldo
Rahm, recém-chegado de uma experiência ministerial entre o Texas e o México, propõe um retiro, nos
moldes do que havia conhecido nos Estados Unidos. A “Experiência de Oração sobre a Pessoa e Obra do
Espírito Santo” reuniu cerca de 60 jovens na Vila Brandina, em Campinas. Os jovens estudaram e
partilharam o conteúdo de livros enviados ao Padre Haroldo pelo seminarista Eduardo Dougherty.

É nesse fim de semana, de 15 a 17 de agosto de 1969, que o Brasil registra o início da Renovação
Carismática Católica em suas terras. Padre Haroldo impõe as mãos sobre os jovens, lembrando a promessa
contida em Atos dos Apóstolos 2, 39: “Pois a promessa é para vós, para vossos filhos e para todos os que de
longe ouvirem o apelo do Senhor nosso Deus”.

Após a experiência do Batismo no Espírito, esses jovens se dividem em pequenos núcleos, espalhando a
chama por todo o Vale do Paraíba, no interior do Estado de São Paulo. Assim nascem os Grupos de Oração,
reuniões pautadas no louvor, petição do Espírito Santo e meditação da Palavra de Deus. Os primeiros grupos
tinham as reuniões nas casas das famílias dos pioneiros, como Laura Mendes da Silva. Agraciada com um
dom extraordinário de cura, Tia Laura, como era conhecida, foi uma figura ímpar no cultivo das primeiras
lideranças da RCC no Brasil.

As reuniões na casa de Tia Laura, em Lorena, São Paulo, eram frequentadas pelo Monsenhor Jonas Abib,
Luzia Santiago e outros nomes de grande influência na divulgação dos carismas do Espírito Santo, em terras
brasileiras. Ao mesmo tempo, o já sacerdote, Eduardo Dougherty, inicia um ministério missionário por todo
o Brasil, realizando retiros de Experiência de Oração e divulgando os dons carismáticos, fundando centenas
de Grupos de Oração.

As múltiplas experiências nos vários Estados brasileiros, levaram as primeiras lideranças organizarem um
processo formativo comum e uma coordenação nacional, para articular os projetos. Já reconhecida como
Renovação Carismática Católica, a corrente de graça foi aos poucos ganhando atenção da Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB, e sua ajuda para organização de seus estatutos e modos de trabalho,
a partir de orientações em documentos episcopais.

Já nas primeiras décadas de existência, a RCC ganhou corpo com milhares de Grupos de Oração e diversas
Novas Comunidades e outras expressões evangelizadoras. Os frutos foram atestando a ação do Espírito de
Deus: trabalhos sociais, evangelização com os meios de comunicação, com a música e a literatura, com
institutos de vida consagrada, vocações sacerdotais e religiosas, e inúmeras conversões.

Breve linha do tempo da expansão da RCC no Brasil

1972
Formação
 Primeira publicação
sobre a RCC
Em 1972, foi lançado o livro “Sereis
batizados no Espírito”, de Pe. Haroldo
Rahm. Por meio dele, o sacerdote
explicava o que vinha a ser o
“Pentecostalismo Católico”. Sendo
uma das primeiras obras publicadas
no país sobre o Movimento, trazia
orientações para a realização dos
retiros de “Experiência de Oração no
  Espírito Santo” que muito
colaboraram para o surgimento de
vários Grupos de Oração.

I Congresso Nacional  1973


Campinas (SP)
Em meados de 1973, foi realizado o I
Congresso Nacional da Renovação
Carismática no Brasil, que reuniu
cerca de 50 líderes na cidade de
Campinas (SP), para que juntos
pudessem discernir a obra do
Espírito Santo no país. O encontro foi
organizado pelo Pe. Eduardo
Dougherty, Pe. Haroldo Rahm e Irmã
Juliette Schuckenbrock, CSC.

1974
Belo Horizonte (MG)
 II Congresso Nacional
O II Congresso Nacional da
Renovação Carismática foi realizado
no ano seguinte, 1974, reunindo
líderes de estados e cidades do
Brasil, como Mato Grosso, Belo
Horizonte, Salvador, Rio de Janeiro,
Santos, São Paulo, entre outros.

A RCC se torna  Décadas de 1980 e 90


Expansão no Brasil
amplamente conhecida
A partir da década de 80, a
Renovação Carismática consolidou-
se institucionalmente, espalhando-
se por todo o território brasileiro,
vindo a ocupar um espaço
significativo na mídia, seja como
matéria para notícias, seja como
produtora de conteúdo nos meios
de comunicação social. Em meados
de 1994, a Renovação Carismática
Católica já contava com 3,8 milhões
de membros no país.

Após anos 2000  Grupos de Oração por


todo o país
Atualmente, a Renovação
Carismática encontra-se presente
em todos os estados e também no
Distrito Federal. Ao todo, são mais
de 15 mil Grupos de
Oração espalhados por todo o Brasil,

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