0% acharam este documento útil (0 voto)
32 visualizações281 páginas

Simponi: Indicações e Eficácia do Golimumabe

SIMPONI® (golimumabe) é uma solução injetável de 50 mg indicada para o tratamento de várias condições autoimunes, incluindo artrite reumatoide, artrite psoriásica, espondilite anquilosante e colite ulcerativa. O medicamento deve ser administrado por via subcutânea e apresenta riscos de infecções graves, exigindo monitoramento cuidadoso dos pacientes. Estudos demonstraram sua eficácia em melhorar a função física e a qualidade de vida dos pacientes, com resultados significativos em comparação ao placebo.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
32 visualizações281 páginas

Simponi: Indicações e Eficácia do Golimumabe

SIMPONI® (golimumabe) é uma solução injetável de 50 mg indicada para o tratamento de várias condições autoimunes, incluindo artrite reumatoide, artrite psoriásica, espondilite anquilosante e colite ulcerativa. O medicamento deve ser administrado por via subcutânea e apresenta riscos de infecções graves, exigindo monitoramento cuidadoso dos pacientes. Estudos demonstraram sua eficácia em melhorar a função física e a qualidade de vida dos pacientes, com resultados significativos em comparação ao placebo.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

SIMPONI®

(golimumabe)

Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda.


solução injetável
50 mg / 0,5 mL
Versão para o Mercado Privado
IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

SIMPONI®

golimumabe Solução injetável

Nova seringa aplicadora, mesmo produto.

APRESENTAÇÃO

Solução injetável de 50 mg/0,5 mL de golimumabe, em embalagem com 1 seringa preenchida.

USO SUBCUTÂNEO

USO ADULTO

COMPOSIÇÃO

SIMPONI® 50 mg/0,5 mL

Cada seringa preenchida contém 50 mg de golimumabe em 0,5 mL de solução injetável.

Excipientes: sorbitol, histidina, polissorbato 80 e água para injetáveis. Não contém conservantes.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

ATENÇÃO: RISCO DE INFECÇÕES GRAVES


Veja o item “ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES” dessa bula para mais
informações.
Infecções graves que levaram à hospitalização ou óbito, como a tuberculose,
septicemia bacteriana, fúngica invasiva e outras infecções oportunistas, ocorreram em
pacientes recebendo SIMPONI®.
SIMPONI® deve ser descontinuado se o paciente desenvolver uma infecção grave ou
septicemia.
Submeter o paciente a exames para identificação de tuberculose latente; se positivo,
iniciar um tratamento para a tuberculose antes de começar a utilizar SIMPONI®.
Monitorar todos os pacientes quanto ao desenvolvimento de tuberculose ativa durante
o tratamento com SIMPONI®, mesmo se o teste de tuberculose latente inicial for
negativo.

1. INDICAÇÕES

1
Artrite reumatoide:

SIMPONI®, em combinação com metotrexato (MTX), é indicado para:

• o tratamento da artrite reumatoide ativa em pacientes adultos, quando a resposta à terapia com medicamento antirreumático modificador da doença
(DMARD), incluindo MTX, foi inadequada;

• o tratamento da artrite reumatoide ativa em pacientes adultos não tratados previamente com MTX.

SIMPONI®, em combinação com metotrexato, também demonstrou reduzir a taxa de progressão do dano articular, conforme avaliação por raio-X,
melhorar a função física e a qualidade de vida relacionada à saúde.

SIMPONI® pode ser usado em pacientes previamente tratados com um ou mais inibidor(es) de TNF.

Artrite psoriásica:

SIMPONI®, isoladamente ou em combinação com MTX, é indicado para:

O tratamento de artrite psoriásica ativa em pacientes adultos, quando a resposta à terapia prévia com DMARD foi inadequada. SIMPONI® também
demonstrou melhorar a função física e a qualidade de vida relacionada à saúde.

Espondilite anquilosante:

SIMPONI® é indicado para:

O tratamento da espondilite anquilosante ativa em pacientes adultos quando a resposta à terapia convencional foi inadequada. SIMPONI® também
demonstrou melhorar a função física e a qualidade de vida relacionada à saúde.

Espondiloartrite axial não radiográfica:

SIMPONI® é indicado para:

• Reduzir os sinais e sintomas;

• Melhorar a mobilidade da coluna vertebral;

• Melhorar a função física;

• Melhorar a saúde em relação à qualidade de vida;

em pacientes adultos com espondiloartrite axial não radiográfica ativa e grave com sinais objetivos de inflamação, conforme indicado pela elevação
da proteína C-reativa (PCR) e/ou evidência por ressonância magnética (MRI), os quais apresentaram uma resposta inadequada ou intolerância a
medicamentos anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs).

Colite ulcerativa:

SIMPONI® é indicado em pacientes adultos com colite ulcerativa ativa de moderada a grave, que sejam intolerantes ou que tenham tido uma resposta
inadequada às terapias convencionais incluindo aminosalicilatos orais, corticosteroides orais, azatioprina ou 6-mercaptopurina para:

• Induzir e manter a resposta clínica;

• Melhorar a aparência endoscópica da mucosa durante a indução;

• Induzir a remissão clínica;

• Alcançar e manter a remissão clínica em pacientes que respondem à terapia de indução.

2
2. RESULTADOS DE EFICÁCIA

Artrite reumatoide: A eficácia e segurança de SIMPONI® foram avaliadas em três estudos multicêntricos, randomizados, duplo-cegos e controlados
por placebo em mais de 1.500 pacientes  18 anos de idade com AR moderada a gravemente ativa e diagnosticada segundo os critérios do American
College of Rheumatology (ACR) pelo menos 3 meses antes da triagem. Os pacientes tinham, pelo menos, 4 articulações dolorosas e 4 edemaciadas.
SIMPONI® foi administrado subcutaneamente nas doses de 50 mg ou 100 mg, com ou sem MTX, a cada 4 semanas. Dados de eficácia controlados
por placebo foram coletados e analisados até a semana 24.

O estudo GO-FORWARD avaliou 444 pacientes com AR ativa apesar de receberem uma dose estável de, pelo menos, 15 mg/semana de MTX e que
não haviam sido previamente tratados com um agente anti-TNF. Os pacientes foram randomizados para receber placebo + MTX (n = 133), SIMPONI®
50 mg + MTX (n = 89), SIMPONI® 100 mg + MTX (n = 89) ou monoterapia com 100 mg de SIMPONI® + placebo (n = 133).

O estudo GO-AFTER avaliou 445 pacientes que haviam sido previamente tratados com um ou mais agentes anti-TNF: adalimumabe, etanercepte ou
infliximabe. Os pacientes foram randomizados para receber placebo (n = 150), SIMPONI® 50 mg (n = 147) ou SIMPONI® 100 mg (n = 148). Foi
permitido que os pacientes continuassem a utilizar uma terapia concomitante com droga antirreumática modificadora da doença (DMARD), MTX,
sulfassalazina e/ou hidroxicloroquina durante o estudo. A descontinuação de terapias anti-TNF anteriores pode ter ocorrido por motivos incluindo
falta de eficácia (59%), intolerância (17%) e/ou outros motivos que não a segurança e a eficácia (39%).

O estudo GO-BEFORE avaliou 637 pacientes com AR ativa sem tratamento prévio com MTX e não tratados previamente com um agente anti-TNF.
Os pacientes foram randomizados para receber placebo + MTX (n = 160), SIMPONI® 50 mg + MTX (n = 159), SIMPONI® 100 mg + MTX (n =
159) ou monoterapia com 100 mg de SIMPONI® + placebo (n = 159). No caso dos pacientes recebendo MTX, este foi administrado em uma dose de
10 mg/semana começando na Semana 0, que foi aumentada para 20 mg/semana na Semana 8.

O desfecho coprimário do estudo GO-FORWARD e o primário do GO-AFTER foram a porcentagem de pacientes que conseguiram resposta ACR 20
na Semana 14. O outro desfecho coprimário do estudo GO-FORWARD foi a melhora desde o período inicial na pontuação do Questionário de
Avaliação de Saúde (HAQ) na Semana 24. O desfecho primário para o estudo GO-BEFORE foi a porcentagem de pacientes que conseguiram resposta
ACR 50 na Semana 24. Além dos desfechos primários, foram realizadas avaliações adicionais sobre o impacto do tratamento de SIMPONI® nos
sinais e sintomas de artrite, função física e qualidade de vida relacionada à saúde.

Os principais resultados para a dose de 50 mg são mostrados nas Tabelas 1, 2 e 3 a seguir. Em geral, não foi observada nenhuma diferença clinicamente
significativa nas medidas de eficácia entre os esquemas de dosagem de 50 mg e 100 mg de SIMPONI®.

Sinais e sintomas

Em todos os estudos Fase 3 com AR, uma porcentagem maior de pacientes tratados com SIMPONI® conseguiu respostas ACR e Pontuação de
Atividade de Doença 28 (DAS28) nas Semanas 14 e 24 do que aqueles dos grupos controle. Foram observadas respostas na primeira avaliação (Semana
4) após a administração inicial de SIMPONI®, que se mantiveram até a Semana 24.

Tabela 1: Principais resultados de eficácia dos estudos GO-FORWARD, GO-AFTER e GO-BEFORE


GO-FORWARD GO-AFTER GO-BEFORE
AR ativa apesar de MTX AR ativa, previamente tratada com um AR ativa, sem tratamento prévio com
ou mais agente(s) anti-TNF MTX
Placebo + SIMPONI® 50 mg + Placebo + SIMPONI® 50 mg +
MTX MTX Placebo SIMPONI® 50 mg MTX MTX
na 133 89 150 147 160 159
Responsivos, % de pacientes
ACR 20
Semana 14 33% 55%* 18% 35%* NA NA
Semana 24 28% 60%* 16% 31%* p = 0,002 49% 62% p = 0,028
ACR 50

3
Semana 14 10% 35%* 7% 15% p = 0,021 NA NA
Semana 24 14% 37%* 4% 16%* 29% 40% p = 0,042b
ACR 70
Semana 14 4% 14% p = 0,008 2% 10% p = 0,005 NA NA
Semana 24 5% 20%* 2% 9% p = 0,009 16% 24% p = 0,064
c
Resposta DAS28
Semana 14 52% 74%* 29% 56%* NA NA
Semana 24 47% 74%* 22% 47%* 61% 76% p = 0,005
Remissão de DAS28c
Semana 14 13% 35%* 6% 14% p = 0,028 NA NA
Semana 24 15% 37%* 5% 15% p = 0,006 28% 38% p = 0,05
a
: N reflete os pacientes randomizados; o número real de pacientes avaliáveis para cada desfecho pode variar segundo o ponto no tempo.
*: p  0,001
b
: Esse valor de p (50 mg vs. placebo) não deve ser interpretado como tendo implicação de significância estatística, já que o valor de p para a
análise primária (grupos combinados de SIMPONI® 50 e 100 mg vs. placebo) não foi estatisticamente significativo (p = 0,053) e uma abordagem
hierárquica foi utilizada para as análises estatísticas.
c
: Usando PCR.
NA: Não aplicável, já que os dados não foram coletados na Semana 14 nesse estudo.

a:
Nos estudos GO-FORWARD e GO-AFTER, todos os componentes individuais dos critérios de resposta ACR [número de articulações dolorosas e
edemaciadas, avaliação da dor segundo o paciente, avaliação global da atividade da doença segundo o paciente e o médico, índice de incapacidade
(segundo medição por HAQ) e PCR] foram significativamente melhores nos pacientes tratados com SIMPONI® em comparação com os do controle
(p < 0,001). Os resultados dos componentes dos critérios da resposta ACR são mostrados na Tabela 2.

Tabela 2: Melhora em % nos componentes da Resposta ACR nos estudos clínicos em AR GO-FORWARD, GO-AFTER e GO-BEFORE
GO-FORWARD GO-AFTER GO-BEFORE
AR ativa apesar de MTX AR ativa, previamente tratada com um AR ativa, sem tratamento prévio com
ou mais agente(s) anti-TNF MTX
Placebo + SIMPONI® 50 mg + Placebo Placebo + SIMPONI® 50 mg +
MTX MTX* SIMPONI® 50 mg* MTX MTX
na 133 89 150 147 160 159
Número de articulações edemaciadas
Período Inicial 12,0 13,0 14 15 11 13
Semana 14 38% 62% 20% 44% NA NA
Semana 24 32% 72% 1% 33% 67% 76% (p = 0,127)
Número de articulações dolorosas
Período Inicial 21,0 26,0 26 28 26 26
Semana 14 30% 60% 6% 34% NA NA
Semana 24 21% 62% -7% 29% 57% 67% (p = 0,023)
Avaliação de dor segundo o paciente
Período Inicial 5,7 6,1 7,1 7,0 7 7
Semana 14 18% 55% 12% 25% NA NA
Semana 24 15% 50% 4% 25% 44% 52% (p = 0,028)
Avaliação global da atividade da doença segundo o paciente

4
Período Inicial 5,3 6,0 6,7 6,8 6 6
Semana 14 15% 45% 8% 29% NA NA
Semana 24 17% 48% 2% 22% 37% 50% (p = 0,042)
Avaliação global da atividade da doença segundo o médico
Período Inicial 5,7 6,1 6,3 6,5 6 6
Semana 14 35% 55% 12% 38% NA NA
Semana 24 39% 62% 10% 35% 63% 67% (p = 0,206)
Pontuação HAQ
Período Inicial 1,25 1,38 1,75 1,63 1,50 1,50
Semana 14 10% 29% 0% 13% NA NA
Semana 24 7% 31% 0% 11% 37% 44% (p = 0,141)
PCR (mg/dL)
Período Inicial 0,8 1,0 1,0 0,9 1,4 1,3
Semana 14 2% 44% 0% 37% NA NA
Semana 24 0% 39% 0% 15% 43% 57% (p = 0,002)
*: p  0,001 para todas as comparações.
a
: N reflete os pacientes randomizados; o número real de pacientes avaliáveis para cada desfecho pode variar segundo o ponto no tempo.
NA: Não aplicável, já que não houve coleta de dados na Semana 14 nesse Estudo.

No estudo GO-AFTER, a porcentagem de pacientes que conseguiu uma resposta ACR 20 foi maior para pacientes recebendo SIMPONI® 50 mg do
que os tratados com placebo, independentemente do motivo relatado para a descontinuação de uma ou mais terapias anti-TNF prévias. Essa diferença
foi estatisticamente significativa para pacientes que relataram descontinuação de uma ou mais terapias anti-TNF anteriores por falta de eficácia. Nesse
grupo de pacientes, 35% dos tratados com SIMPONI® 50 mg versus 18% do grupo de controle conseguiram uma ACR 20 na Semana 14 (p = 0,009).
Na Semana 24, as porcentagens foram de 29% em comparação com 16%, respectivamente (p = 0,035).

Função física e qualidade de vida relacionada à saúde

A função física e a incapacidade foram avaliadas como um desfecho distinto nos estudos GO-FORWARD e GO-AFTER, usando o índice de
incapacidade HAQ. Nesses estudos, SIMPONI® demonstrou melhora clínica e estatisticamente significativas HAQ em comparação com o controle
do Período Inicial até a Semana 24 (ver Tabela 3).

Tabela 3: Melhora em HAQ dos estudos GO-FORWARD e GO-AFTER


GO-FORWARD GO-AFTER
AR ativa apesar de MTX AR ativa, previamente tratada com um ou mais
agentes anti-TNF
SIMPONI® 50 mg +
Placebo + MTX MTX b Placebo SIMPONI® 50 mgb
na 133 89 150 147
Pontuação inicial de HAQ
Média  DP 1,32  0,70 1,41  0,69 1,63  0,63 1,58  0,65
Mediana 1,25 1,38 1,75 1,63
Melhora no HAQ
Semana 14 Média  DP 0,16  0,49 0,42  0,38 NA NA
Mediana 0,13 0,38b NA NA
Semana 24 Média  DP 0,13  0,58 0,47  0,55 0,03  0,50 0,23  0,50
Mediana 0,13 0,38 0,00 0,13

5
a
: N reflete os pacientes randomizados; o número real de pacientes avaliáveis quanto a
cada desfecho pode variar na linha do tempo.
b
: p < 0,001
NA: Não aplicável, já que esses dados não foram coletados na Semana 14 nesse estudo.

No GO-FORWARD, foram demonstradas melhoras clínicas e estatisticamente significativas na qualidade de vida relacionada à saúde segundo a
avaliação pela pontuação de componente físico do SF-36 em pacientes tratados com SIMPONI® versus placebo. No GO-FORWARD e GO-AFTER
foram observadas melhoras estatisticamente significativas em produtividade autorrelatada e na fadiga pela avaliação funcional de escala de fadiga de
terapia com doença crônica (FACIT-F).

Artrite psoriásica: A segurança e eficácia de SIMPONI® foram avaliadas em um estudo multicêntrico, randomizado, duplo-cego, controlado por
placebo (GO-REVEAL) em 405 pacientes adultos com AP ativa ( 3 articulações edemaciadas e  3 articulações dolorosas) apesar de terapia com
anti-inflamatório não-esteroidal (AINE) ou DMARD. Os pacientes desse estudo haviam sido diagnosticados com AP há pelo menos 6 meses, com
uma lesão de pele psoriásica com diâmetro de pelo menos 2 cm. Foram inscritos pacientes de cada subtipo de artrite psoriásica, incluindo artrite
poliarticular sem nódulos reumatoides (43%), artrite periférica assimétrica (30%), artrite na articulação interfalangeana distal (15%), espondilite com
artrite periférica (11%) e artrite mutilante (1%). Não foi permitido tratamento prévio com agente anti-TNF. SIMPONI® foi administrado
subcutaneamente em doses de 50 mg ou 100 mg, com ou sem MTX, a cada 4 semanas. Os pacientes foram designados aleatoriamente para receber
placebo (n = 113), SIMPONI® 50 mg (n = 146) e SIMPONI® 100 mg (n = 146). O desfecho primário foi a porcentagem de pacientes conseguindo
resposta ACR 20 na Semana 14. Os dados de eficácia controlados por placebo foram coletados e analisados até a Semana 24.

Os principais resultados para a dose de 50 mg são mostrados na Tabela 4 a seguir. Em geral, não foi observada nenhuma diferença clinicamente
significativa nas medidas de eficácia entre os esquemas de dosagem de 50 mg e 100 mg do SIMPONI®.

Tabela 4: Principais resultados de eficácia do estudo GO-REVEAL


Placebo SIMPONI® 50 mg*
Na 113 146
Responsivos, % de pacientes
ACR 20
Semana 14 9% 51%
Semana 24 12% 52%
ACR 50
Semana 14 2% 30%
Semana 24 4% 32%
ACR 70
Semana 14 1% 12%
Semana 24 1% 19%
DAS28
Semana 14 24% 66%
Semana 24 24% 64%
b
PASI 75
Semana 14 3% 40%
Semana 24 1% 56%

Pontuação inicial de HAQ


Média + DP 1,03 ± 0,55 0,98 ± 0,65
Mediana 1,00 1,00

6
Placebo SIMPONI® 50 mg*
Melhora em HAQ
Semana 14 Média + DP 0,04 ± 0,44 0,31 ± 0,50
Mediana 0,00 0,25
Semana 24 Média + DP -0,01 ± 0,49 0,33 ± 0,55
Mediana 0,00 0,25
*: p < 0,05 para todas as comparações; os cálculos do valor de p são baseados em comparações dos valores
medianos para variáveis contínuas.
a
: N reflete os pacientes randomizados; o número real de pacientes avaliáveis quanto a cada desfecho pode
variar na linha do tempo.
b
: Baseado no subconjunto de pacientes com  3% envolvimento de BSA no Período Inicial.

Foram observadas melhoras nas principais medições de atividade de doença na primeira avaliação (Semana 4) após a administração inicial de
SIMPONI® e foram mantidas até a Semana 24. Respostas semelhantes de ACR 20 na semana 14 foram observadas em pacientes com diferentes
subtipos de AP, incluindo artrite poliarticular sem nódulos reumatoides, artrite periférica assimétrica, artrite na articulação interfalangeana distal e
espondilite com artrite periférica. O número de pacientes com artrite mutilante foi pequeno demais para permitir uma avaliação significativa. As
respostas observadas nos grupos tratados com SIMPONI® foram semelhantes em pacientes recebendo e não recebendo MTX concomitante.

Foram observadas melhoras nos parâmetros da atividade periférica característica da artrite psoriásica (por exemplo, número de articulações
edemaciadas, número de articulações dolorosas, dactilite e entesite) nos pacientes tratados com SIMPONI®. De modo semelhante, os tratados com
SIMPONI® também demonstraram melhora significativa na psoríase de pele e unhas, segundo a avaliação pelo Índice de Gravidade e Extensão da
Psoríase (PASI), alteração percentual desde o período inicial no Índice de Gravidade da Psoríase nas Unhas (NAPSI) e melhora na Avaliação Global
pelo Médico da unha (PGA).

O tratamento com SIMPONI® resultou em melhora significativa na função física segundo a avaliação do HAQ, assim como melhoras significativas
na qualidade de vida relacionada à saúde, segundo a avaliação pelos escores resumidos de componentes físicos e mentais do SF-36. A produtividade
autorrelatada teve uma melhora significativa e o tempo ausente do trabalho pelos cuidadores foi significativamente reduzido.

Espondilite anquilosante: A segurança e eficácia de SIMPONI® foram avaliadas em um estudo multicêntrico, randomizado, duplo-cego e controlado
por placebo (GO-RAISE) em 356 pacientes adultos com espondilite anquilosante ativa (definida como um escore de Índice de Atividade de Espondilite
Anquilosante de Bath (BASDAI) ≥ 4 e uma pontuação na escala visual analógica (VAS) para dor total nas costas de ≥ 4, em uma escala de 0 a 10
cm). Os pacientes recrutados nesse estudo tinham sintomas de doença ativa apesar de terapia atual ou prévia com AINE ou DMARD e não haviam
recebido tratamento prévio com anti-TNF. Os pacientes com anquilose completa da coluna foram excluídos da participação do estudo. SIMPONI®
foi administrado subcutaneamente em doses de 50 mg ou 100 mg a cada 4 semanas. Os pacientes foram randomizados aleatoriamente para receber
placebo (n = 78), SIMPONI® 50 mg (n = 138) e SIMPONI® 100 mg (n = 140). O desfecho primário foi a porcentagem de pacientes que conseguiram
uma melhora de 20% nos critérios de resposta para Avaliação da Espondilite Anquilosante (ASAS 20) na Semana 14. Os dados de eficácia controlados
por placebo foram coletados e analisados até a Semana 24.

Os principais resultados para a dose de 50 mg são mostrados na Tabela 5 a seguir. Em geral, não foi observada nenhuma diferença clinicamente
significativa nas medidas de eficácia entre os esquemas de dosagem com 50 mg e 100 mg de SIMPONI®.

Tabela 5: Principais resultados de eficácia do estudo GO-RAISE.


Placebo SIMPONI® 50 mg*
Na 78 138
Responsivos, % de pacientes
ASAS 20
Semana 14 22% 59%
Semana 24 23% 56%

7
Placebo SIMPONI® 50 mg*
ASAS 40
Semana 14 15% 45%
Semana 24 15% 44%
ASAS 5/6
Semana 14 8% 50%
Semana 24 13% 49%
BASDAI 50
Semana 14 15% 46%
Semana 24 15% 51%
BASDAI 70
Semana 14 5% 29%
Semana 24 8% 30%
BASDAI 90
Semana 14 1% 10%
Semana 24 1% 15%

BASFI (0-10): alteração mediana desde o período inicial


Período Inicial, (mediana) 4,9 5,0
Semana 14 0,1 -1,4
Semana 24 0,4 -1,6
*: p  0,001 para todas as comparações com exceção de BASDAI 90 na Semana 14, em que p = 0,017.
a
: N reflete os pacientes randomizados; o número real de pacientes avaliáveis quanto a cada desfecho pode variar na
linha do tempo.

Comparado com o placebo, o tratamento com SIMPONI® resultou em uma melhora significativa nos sinais e sintomas, conforme demonstrado pelos
escores ASAS e BASDAI nas Semanas 14 e 24. Os pacientes tratados com SIMPONI® conseguiram uma melhora significativamente maior em todos
os componentes de ASAS 20 em comparação ao placebo. Foram observadas melhoras nas principais medidas de atividade da doença na primeira
avaliação (Semana 4) após a administração inicial de SIMPONI®, mantidas até a Semana 24. Foi observada uma eficácia consistente em pacientes,
independentemente do antígeno HLA-B27 ou níveis iniciais de PCR, segundo avaliação pelas respostas ASAS 20 na Semana 14. Uma porcentagem
maior de pacientes tratados com SIMPONI® atingiu um nível baixo de atividade da doença (definido como um valor < 2 em uma escala de 0-10 cm
em cada um dos quatro parâmetros de resposta ASAS 20) na semana 14 (23%) em comparação com os pacientes tratados com placebo (5%, p < 0,001),
mantida até a Semana 24.

O tratamento com SIMPONI® resultou em melhoras significativas na função física, conforme avaliado pelas alterações desde o período inicial no
Índice Funcional de Espondilite Anquilosante de Bath (BASFI) nas Semanas 14 e 24. A melhora mediana em BASFI na Semana 14 foi de 1,4 no
grupo que recebeu 50 mg de SIMPONI®, em comparação com agravamento de 0,1 no grupo placebo (p < 0,001). A melhora na função física foi
mantida até a Semana 24 nos pacientes tratados com SIMPONI®. A qualidade de vida relacionada à saúde, conforme medição pela pontuação do
componente físico do SF-36, também teve uma melhora significativa nas Semanas 14 e 24. Melhoras significativas também foram observadas no sono
(segundo medição pelo Questionário de Avaliação do Sono de Jenkins) e produtividade autorrelatada.

Espondiloartrite axial não radiográfica: A segurança e eficácia de SIMPONI® 50 mg foram avaliadas em um estudo (GO AHEAD) multicêntrico,
randomizado, duplo-cego, placebo controlado (até a Semana 16), avaliando o tratamento com SIMPONI® 50 mg administrado por via subcutânea a
cada 4 semanas em 197 pacientes adultos com espondiloartrite axial não radiográfica ativa grave (definidos como aqueles pacientes que estavam de
acordo com os critérios ASAS de classificação de espondiloartrite axial, mas não estavam de acordo com os critérios modificados de New York para
espondilite anquilosante). Na Semana 16, os pacientes iniciaram um período aberto em que todos receberam SIMPONI® 50 mg administrado por via
subcutânea a cada 4 semanas até a Semana 48 com avaliações de eficácia realizadas até a Semana 52 e acompanhamento de segurança até a Semana

8
60. Aproximadamente 93% dos pacientes que estavam recebendo SIMPONI® no início da fase de extensão aberta (Semana 16) permaneceram em
tratamento até o final do estudo (Semana 52).

Os pacientes incluídos neste estudo apresentavam doença ativa, definida como um BASDAI ≥ 4 cm e uma VAS para dor nas costas total de ≥ 4 cm,
cada um em uma escala de 0 a 10 cm, e que apresentaram uma resposta inadequada ao tratamento com AINE ou eram intolerantes ao tratamento com
AINE.

Os pacientes que apresentavam sacroileíte bilateral Grau 2 ou sacroileíte unilateral Grau 3 ou Grau 4 nas radiografias convencionais, foram excluídos
do estudo. Os pacientes que receberam previamente bloqueadores TNF-alfa ou quaisquer agentes biológicos, também foram excluídos do estudo.

Os pacientes foram distribuídos randomicamente para placebo (n = 100) ou SIMPONI® 50 mg (n = 97). O desfecho primário foi a resposta ASAS 20
na Semana 16. Os principais desfechos secundários incluíram resposta ASAS 40 na Semana 16, resposta BASDAI 50 na Semana 16, remissão parcial
ASAS na Semana 16, e mudança na pontuação MRI para articulações sacroilíacas no Spondyloarthritis Research Consortium of Canada (SPARCC)
do basal até a Semana 16.

As análises foram realizadas em ambas as populações Todos Tratados (TT, N = 197) e Sinais Objetivos de Inflamação (SOI, N = 158). A população
SOI foi definida por PCR elevado acima do limite superior da normalidade e/ou evidências atuais de sacroileíte na ressonância magnética basal.

Redução dos sinais e sintomas

O tratamento com SIMPONI® 50 mg resultou em melhora nos sinais e sintomas como demonstrada nos desfechos principais na Semana 16 (Tabela
6). Uma proporção significativamente maior dos pacientes atingiram ASAS 20, ASAS 40, ASAS 5/6 e BASDAI 50 no grupo SIMPONI® 50 mg, em
comparação ao placebo (p < 0,0001). Além disso, uma proporção significativamente maior dos pacientes atingiram remissão parcial ASAS e ASDAS-
C < 1,3 com SIMPONI® 50 mg em comparação ao placebo (p < 0,05). Melhora significativa em ASAS 20 foi observada desde a primeira avaliação
(Semana 4, p < 0,0001) após a admnistração inicial de SIMPONI® 50 mg (Figura 1).

Figura 1: Porcentagem de indivíduos que atingiram ASAS 20 - Todos Tratados (TT)


Porcentagem de respondedores ASAS 20

Tempo (semanas)

9
Resultados significativos para esses mesmos desfechos também foram demonstrados na população SOI (Tabela 6). Melhoras semelhantes em todos
os desfechos principais acima foram observadas na Semana de 16 a 52 entre os pacientes que permaneceram no estudo e estavam sendo tratados com
SIMPONI® 50 mg nas populações TT e SOI.

Tabela 6: Porcentagem de pacientes com espondiloartrite axial não radiográfica com respostas ASAS, BASDAI e
ASDAS-C; pacientes randomizados e tratados

Placebo SIMPONI® 50 mg
TT (N=100) (N=97)
ASAS 20 (% respondedores)
Semana 16 40% 71%**
ASAS 40 (% respondedores)
Semana 16 23% 57%**
ASAS remissão parcial (%respondedores)
Semana 16 18% 33%*
ASAS 5/6a (%respondedores)
Semana 16 23% 54%**
BASDAI 50 (%respondedores)
Semana 16 30% 58%**
ASDAS-Cab < 1,3 (%respondedores)
Semana 16 13% 33%*

Placebo SIMPONI® 50 mg*


SOI (N=80) (N=78)
ASAS 20 (% respondedores)
Semana 16 38% 77% **
ASAS 40 (% respondedores)
Semana 16 23% 60%**
ASAS remissão parcial (% respondedores)
Semana 16 19% 35%*
ASAS 5/6 a (% respondedores)
Semana 16 23% 63%**
BASDAI 50 (% respondedores)
Semana 16 29% 59%**
ASDAS-Cab < 1,3 (% respondedores)
Semana 16 16% 35%*
• p < 0,05 para comparação de SIMPONI® 50 mg versus placebo.
** p < 0,0001 para comparação de SIMPONI® 50 mg versus placebo.
a
Não controlado por erro de Tipo I.
b
Pontuação da atividade da doença espondilite anquilosante pela proteína C-reativa (TT Placebo, N = 90; TT
SIMPONI® 50 mg, N = 88; SOI Placebo, N = 71; SOI SIMPONI® 50 mg, N = 71).

Resposta ASAS 20 (Anderson et al, 2001) foi definida como:


(1) Uma melhora de  20% do basal e uma melhora absoluta do basal de pelo menos 1 em uma escala de 0 a 10 cm em
pelo menos 3 dos 4 seguintes domínios: avaliação global do paciente, avaliação da dor (dor nas costas total), pontuação
BASFI, ou inflamação (média de 2 questões do BASDAI relativa à rigidez matinal);
(2) Ausência de deterioração em relação ao basal (deterioração definida como  20% de agravamento e agravamento
absoluto de pelo menos 1 em uma escala de 0 a 10 cm) no potencial domínio restante.
ASAS 40: é definido como uma melhora ≥ 40% de 3 de 4 domínios, com uma melhora absoluta de, pelo menos, 2 em
uma escala de 0 a 10 cm, e ausência de agravamento no domínio restante.
ASAS Remissão Parcial: cada um dos 4 domínios de ASAS 20 tem uma pontuação inferior a 2
ASAS 5/6 que é definido como 20% ou mais de melhora em qualquer 5 dos 6 domínios de dor nas costas total (VAS),
escore global do paciente (VAS), função (BASFI), rigidez matinal (média das 2 últimas questões de BASDAI), proteína
C-reativa e medição de flexão lateral lombar;
BASDAI: auto-avaliação individual usando VAS (0 a 10 cm) com os seguintes critérios: fadiga, dor na coluna, dor nas
articulações, entesite, rigidez matinal qualitativa e rigidez matinal quantitativa.

Pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg alcançaram melhoras significativamente maiores em comparação ao placebo nas populações TT e SOI de
Avaliação Global do Paciente, total de dor nas costas, inflamação, dor noturna nas costas, proteína C reativa, e ASDAS-PCR (Tabela 7). Melhoras
semelhantes nestes desfechos foram observadas na Semana 52 entre os pacientes que permaneceram no estudo e foram tratados com SIMPONI® 50
mg nas populações TT e SOI.

10
Tabela 7: Estudo de espondiloartrite axial não radiográfica: melhora nos sinais e sintomas; pacientes randomizados e
tratados
TT Placebo SIMPONI® 50 mg valor p
Avaliação Global do Patiente da atividade da doençaa (cm): mudança a partir do basal
Nb 96 93
Basal (mediana) 6,4 7,3
Semana 16 (mediana) -1,1 -4,2
Semana16 (média  EP) -1,5  0,3 -3,7  0,3 p<0,0001
Dor nas costas total a (cm): mudança a partir do basal
Nb 97 93
Basal (mediana) 6,4 7,2
Semana 16 (mediana) -1,5 -4,2
Semana16 (média  EP) -2,0  0,3 -4,1  0,3 p<0,0001
Inflamação a,c (cm): mudança a partir do basal na rigidez matinal
Nb 96 93
Basal (mediana) 5,8 7,1
Semana 16 (mediana) -1,3 -4,0
Semana16 (média  EP) -1,8  0,2 -3,8  0,2 p<0,0001
Dor noturna nas costasa (cm): mudança a partir do basal
Nb 97 93
Basal (mediana) 6,5 7,8
Semana 16 (mediana) -0,7 -5,2
Semana16 (média  EP) -1,7  0,3 -4,4  0,3 p<0,0001
Proteína C-reativad (mg/dL): mudança a partir do basal
Nb 91 88
Basal (mediana) 0,5 0,4
Semana 16 (mediana) 0,0 -0,0
Semana16 (média  EP) -0,4  0,2 -1,0  0,2 p=0,0003
ASDAS-PCR pontuação: mudança a partir do basal
Nb 90 88
Basal (mediana) 3,3 3,5
Semana 16 (mediana) -0,6 -1,7
Semana16 (média  EP) -0,6  0,1 -1,7  0,1 p<0,0001

SOI Placebo SIMPONI® 50 mg valor p


Avaliação Global do Patiente da atividade da doençaa (cm): mudança a partir do basal
Nb 77 76
Basal (mediana) 6,6 7,4
Semana 16 (mediana) -0,8 -4,4
Semana16 (média  EP) -1,4  0,4 -3,9  0,4 p<0,0001
Dor nas costas totala (cm): mudança a partir do basal
Nb 78 76
Basal (mediana) 6,5 7,3
Semana 16 (mediana) -1,3 -4,4
Semana16 (média  EP) -1,9  0,3 -4,2  0.3 p<0,0001
Inflamação a,c (cm): mudança a partir do basal na rigidez matinal
Nb 77 76
Basal (mediana) 5,9 6,9
Semana 16 (mediana) -1,3 -4,0
Semana16 (média  EP) -1,7  0,3 -4,0  0,3 p<0,0001
Dor noturna nas costas a (cm): mudança a partir do basal
Nb 78 76
Basal (mediana) 6,8 7,9
Semana 16 (mediana) -0,8 -5,6
Semana16 (média  EP) -1,8  0,3 -4,7  0,3 p<0,0001
Proteína C-reativa d (mg/dL): mudança a partir do basal
Nb 72 71
Basal (mediana) 0,8 0,7
Semana 16 (mediana) 0,0 -0,4
Semana16 (média  EP) -0,50  0,2 -1,2  0,2 p=0,0004
ASDAS-PCR pontuação: mudança a partir do basal
Nb 71 71
Basal (mediana) 3,4 3,6
Semana 16 (mediana) -0,5 -2,0
Semana16 (média  EP) -0,6  0,1 -1,8  0,1 p<0,0001

11
a
Escala Visual Analógica (com 0 = “melhor” e 10 = “pior”). A diminuição/negativação da pontuação é indicativo de
melhora.
b
N reflete a quantidade de pacientes no basal e dados na Semana 16.
c
Média das 2 últimas questões das 6 questões BASDAI.
d
Faixa normal 0-0,9 mg/dL.
EP = Erro Padrão

ASDAS-PCR: Índice da pontuação da atividade da doença espondilite anquilosante contendo PCR

A entesite foi avaliada pelo índice de pontuação MASES (Maastricht Ankylosing Spondylitis Enthesitis Score). A melhora média estatisticamente
significativa em relação ao basal pelo índice de pontuação MASES na Semana 16 foi demonstrada na população TT (Tabela 8). Respostas similares
de MASES foram observadas na Semana 24 e na Semana 52 entre os pacientes que permaneceram no estudo e tratados com SIMPONI® 50 mg nas
populações TT e SOI.

Tabela 8: Estudo espondiloartrite axial não radiográfica: Pontuação Entesite: pacientes randomizados e tratados
TT Placebo SIMPONI® 50 mg valor p
Índice MASES (faixa 0-13): mudança a partir do basal
Na 97 92
Basal (mediana) 2,0 2,0
Semana 16 (mediana) 0,0 -1,0
Semana16 (média  EP) -0,7  0,3 -1,4  0,3 p=0,0302

SOI Placebo SIMPONI®50 mg valor p


Índice MASES (faixa 0-13): mudança a partir do basal
Na 77 75
Basal (mediana) 2,0 2,0
Semana 16 (mediana) 0,0 -1,0
Semana16 (média  EP) -0,8  0,3 -1,4  0,3 NS
a
N reflete a quantidade de pacientes no basal e dados na Semana 16.
MASES: Maastricht Ankylosing Spondylitis Enthesitis Score: Há 13 locais que estão sendo medidos. Todos os locais são
classificados como 0 ou 1 (0-não doloroso, 1-doloroso). MASES é a soma de todas as pontuações dos locais (de 0 a 13).
EP = Erro Padrão
NS = Não significativo

Melhora na variação de movimento

Variação de movimento e mobilidade da coluna vertebral foi avaliada por BASMI (Bath Ankylosing Spondylitis Metrology Index) e na expansão da
parede torácica no início do estudo e na Semana 16. Melhora média estatisticamente significativa em BASMI foi observada na Semana 16 no grupo
SIMPONI® 50 mg, comparado ao grupo placebo. Melhora estatisticamente significativa na BASMI também foi observada na população SOI no grupo
SIMPONI® 50 mg em comparação ao grupo placebo (Tabela 9). Melhoras similares de BASMI foram observadas na Semana 24 e na Semana 52
entre os pacientes que permaneceram no estudo e tratados com SIMPONI® 50 mg nas populações TT e SOI.

Tabela 9: Estudo de espondiloartrite axial não radiográfica: Análise da mobilidade da coluna: pacientes randomizados
e tratados
TT Placebo SIMPONI® 50 mg valor p
BASMI (0-10 cm): mudança a partir do basal
Na 100 94
Basal (mediana) 2,2 2,2
Semana 16 (mediana) 0,0 -0,4
Semana16 média  EP) -0,1  0,1 -0,5  0,1 p<0,0001
Expansão da parede torácica (cm): mudança a partir do basal
Na 97 90
Basal (mediana) 5,0 5,0
Semana 16 (mediana) 0,0 0,5
Semana16 (média  EP) 0,0  0,2 0,3  0,2 NS

SOI Placebo SIMPONI® 50 mg valor p


BASMI (0-10 cm): mudança a partir do basal
Na 80 77
Basal (mediana) 2,0 2,2
Semana 16 (mediana) 0,0 -0,4
Semana16 (média  EP) -0,1  0,1 -0,5  0,1 p=0,0002

12
TT Placebo SIMPONI® 50 mg valor p
BASMI (0-10 cm): mudança a partir do basal
Na 100 94
Basal (mediana) 2,2 2,2
Semana 16 (mediana) 0,0 -0,4
Semana16 média  EP) -0,1  0,1 -0,5  0,1 p<0,0001
Expansão da parede do peito (cm): mudança a partir do basal
Na 78 73
Basal (mediana) 4,6 5,0
Semana 16 (mediana) 0,0 0,3
Semana16 (média  EP) 0,0  0,2 0,3  0,2 NS
a
N reflete a quantidade de pacientes no basal e dados na Semana 16.
Valores normais de mobilidade da coluna: expansão torácica: >6,5 cm em homen, >4,5 cm em mulheres, idade de 35-45 anos.
EP = Erro Padrão
NS = Não significativo

Inibição de inflamação em MRI

As análises na pontuação MRI para as articulações sacroilíacas no SPARCC do basal até a Semana 16 foram realizadas em indivíduos com medições
de ressonância magnética no início do estudo e na Semana 16. No grupo de indivíduos que completaram a Semana 16, uma diminuição
significativamente maior do valor basal foi observada para os indivíduos que receberam SIMPONI® 50 mg em comparação àqueles que receberam
placebo (p <0,0001). Resultados estatisticamente significativos também foram observados na população SOI (Tabela 10).

Tabela 10: Inibição da inflamação em articulações sacroiliacas medida por MRI


Mudança média a partir do basal
Placebo SIMPONI® 50 mg
TT (N=87) a (N=74) a
SPARCC b Pontuação MRI articulações sacroiliacas -0,9 -5,3* c
Placebo SIMPONI® 50 mg
SOI (N=69) a (N=61) a
SPARCC Pontuação MRI articulações sacroiliacas -1,2 -6,4* c
* p<0,0001 para SIMPONI® 50 mg em comparação ao placebo.
a
N reflete a quantidade de pacientes com dados do período basal e da Semana 16.
b
Spondyloarthritis Research Consortium of Canada.
c
Baseado no teste de Mann-Whitney.

Melhora na função física

A função física foi avaliada através do BASFI (Bath Ankylosing Spondylitis Functional Index) no início do estudo e na Semana 16. Pacientes tratados
com SIMPONI® 50 mg relataram melhoras estatisticamente significativas na função física em comparação ao placebo. Na população SOI, melhora
na BASFI na Semana 16 também foi observada no grupo SIMPONI® 50 mg, em comparação ao grupo placebo (Tabela 11). Melhoras similares de
BASFI foram observadas até a Semana 52, entre os pacientes que permaneceram no estudo e foram tratados com SIMPONI® 50 mg nas populações
TT e SOI.

Tabela 11: Estudo de espondiloartrite axial não radiográfica: Análise de melhora em BASFI; pacientes randomizados e
tratados
Placebo SIMPONI® 50 mg
TT (N=97)a (N=93)a valor p
BASFI (0-10 cm): mudança a partir do basal
Basal (mediana) 5,0 5,2
Semana 16 (mediana) -0,4 -2,6
Semana16 média  EP) -0,9  0,2 -2,6  0,2 p<0,0001
Placebo SIMPONI® 50 mg
SOI (N=78)a (N=76)a valor p
BASFI (0-10 cm): mudança a partir do basal
Basal (mediana) 5,1 5,2
Semana 16 (mediana) -0,4 -2,9
Semana16 média  EP) -0,9  0,2 -2,8  0,3 p<0,0001
a
N reflete a quantidade de pacientes com dados do período basal e da Semana 16.
EP = Erro Padrão.
Média de 10 questões BASFI (Bath Ankylosing Spondylitis Functional Index). Uma pontuação decrescente/negativa é indicativa de
melhora no BASFI.

Melhora na saúde relacionada à qualidade de vida

13
A qualidade de vida relacionada à saúde foi medida pelo SF-36 (Short Form Health Survey 36) Sumário de Componentes Físico e Mental, ASQoL
(Ankylosing Spondylitis Quality of Life questionnaire), EQ-5D (EuroQoL 5 Dimensions questionnaire) Index Score, EQ-5D Health State Score e
WPAI (Work Productivity and Impairment surveys) no início do estudo e na Semana 16 (Tabela 12) e na Semana 52.

Os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg apresentaram melhora média estatisticamente significativa a partir do basal na pontuação do sumário
do componente físico SF-36 (PCS) em comparação ao placebo na Semana 16 (Tabela 12). A melhoria observada na Semana 16 entre os pacientes
tratados com SIMPONI® 50 mg continuou nos pacientes que permaneceram no estudo na Semana 52.

Na pontuação SF-36 do sumário do componente mental (MCS), os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg apresentaram melhora média
estatisticamente significativa a partir do basal em comparação ao placebo na Semana 16 (Tabela 12). A melhoria observada na Semana 16 entre os
pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg continuou nos pacientes que permaneceram no estudo na Semana 52.

Em ASQoL, os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg apresentaram melhora média estatisticamente significativa a partir do basal em comparação
ao placebo na Semana 16 (Tabela 12). A melhoria observada na Semana 16 entre os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg continuou nos pacientes
que permaneceram no estudo e na Semana 52.

Na pontuação índice EQ-5D, os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg apresentaram melhora média significativamente maior a partir do basal em
comparação ao placebo na Semana 16. A melhoria observada na Semana 16 entre os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg continuou nos pacientes
que permaneceram no estudo na Semana 52.

Na pontuação EQ-5D Health State Score, os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg apresentaram melhora média estatisticamente significativa a
partir do basal em comparação ao placebo na Semana 16 (Tabela 12). A melhoria observada na Semana 16 entre os pacientes tratados com SIMPONI®
50 mg continuou nos pacientes que permaneceram no estudo na Semana 52.

Melhoras médias estatisticamente significativas também foram observadas na população SOI para todas as medidas de qualidade de vida relacionada
à saúde acima (Tabela 12). As melhorias observadas na Semana 16 entre os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg na população SOI continuaram
nos pacientes que permaneceram no estudo na Semana 52.

Produtividade no trabalho e na rotina do lar foi avaliada no início e na Semana 16, como relatado por pesquisas WPAI de medição de Percentual de
Tempo de Trabalho Perdico devido à Saúde, Percentual de Incapacidade durante o Trabalho devido à Saúde, Percentual Total de Incapacidade devido
à Saúde e Percentual de Incapacidade da Atividade devido à Saúde. Pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg relataram pioras significativamente
maiores na incapacidade total de trabalho e na incapacidade de atividade em comparação ao placebo. Na população SOI, pioras estatisticamente
significativas também foram observadas na incapacidade durante o trabalho, incapacidade de trabalho total e na incapacidade de atividade (Tabela
12). As pioras observadas na Semana 16 entre os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg nas populações TT e SOI continuaram nos pacientes que
permaneceram no estudo na Semana 52.

Tabela 12: Estudo de espondiloartrite axial não radiográfica: Análise da qualidade de vida relacionada à saúde:
pacientes randomizados e tratados

14
TT Placebo SIMPONI® 50 mg valor p
SF-36 PCS
Na 96 91
Basal
Média  DP 35,0 ± 8,7 32,9 ± 8,1
Mediana 35,6 33,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 3,7 ± 0,8 10,3 ± 0,8 p<0,0001
Mediana 2,5 9,7
SF-36 MCS
Na 96 91
Basal
Média  DP 41,6 ± 11,1 41,1 ± 11,9
Mediana 41,4 41,7
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 1,6 ± 1,1 5,9 ± 1,1 p=0,0034
Mediana 2,0 4,9
ASQoL
Na 100 94
Basal
Média  DP 10,2 ± 4,6 11,1 ± 4,5
Mediana 11,0 12,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b -1,8 ± 0,5 -5,2 ± 0,5 p<0,0001
Mediana -1,0 -4,0
Pontuação Índice EQ-5D
Na 100 94
Basal
Média  DP 0,4 ± 0,3 0,4 ± 0,3
Mediana 0,5 0,6
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 0,1 ± 0,0 0,3 ± 0,0 p<0,0001
Mediana 0,1 0,2
Pontuação EQ-5D Health State Score VAS (cm)
Na 100 94
Basal
Média  DP 5,1 ± 2,1 4,5 ± 2,2
Mediana 5,0 4,5
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 0,6 ± 0,2 2,1 ± 0,2 p<0,0001
Mediana 0,0 2,0
WPAI: Percentual de Trabalho Perdido devido à Saúde
Na 58 58
Basal
Média  DP 13,4 ± 25,8 11,3 ± 24,0
Mediana 0 0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b 0,9 ± 27,9 -5,8 ± 16,3 NS
Mediana 0 0
WPAI: Percentual de Incapacidade durante o Trabalho devido à Saúde
Na 58 63
Basal
Média  DP 49,3 ± 26,4 43,7 ± 29,0
Mediana 50,0 40,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b -14,0 ± 28,7 -22,4 ± 25,8 NSE
Median -10,0 -20,0
WPAI: Percentual Total de Incapacidade de Trabalho devido à Saúde
Na 57 57
Basal
Média  DP 53,2 ± 27,1 43,0 ± 29,9
Mediana 53,9 40,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b -11,7 ± 28,2 -21,1 ± 24,7 p=0,0391 c
Mediana -8,0 -20,0
WPAI: Percentual de Compromentimento da Atividade devido à Saúde
Na 100 93

15
Basal
Média  DP 54,4 ± 24,7 55,1 ± 25,7
Mediana 60,0 60,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b -8,6 ± 27,6 -24,9 ± 29,5 p<0,0001 c
Mediana -10,0 -20,0

SOI Placebo SIMPONI® 50 mg valor p


SF-36 PCS
Na 78 74
Basal
Média  DP 35,1 ± 8,9 33,0 ± 8,3
Mediana 35,1 33,1
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 3,7 ± 0,9 10,4 ± 0,9 p<0,0001
Mediana 2,5 9,7
SF-36 MCS
Na 78 74
Basal
Média  DP 42,2 ± 11,0 40,9 ± 11,4
Mediana 42,1 41,1
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 1,0 ± 1,2 5,6 ± 1,3 p=0,0065
Mediana 0,7 4,9
ASQoL
Na 80 77
Basal
Média  DP 10,2 ± 4,8 10,9 ± 4,4
Mediana 11,0 12,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b -1,8 ± 0,5 -5,1 ± 0,5 p<0,0001
Mediana -1,0 -5,0
Pontuação Índice EQ-5D
Na 80 77
Basal
Média  DP 0,4 ± 0,3 0,4 ± 0,3
Mediana 0,5 0,6
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 0,1 ± 0,0 0,3 ± 0,0 p=0,0004
Mediana 0,1 0,2
Pontuação EQ-5D Health State Score VAS (cm)
Na 80 77
Basal
Média  DP 5,2 ± 2,1 4,6 ± 2,2
Mediana 5,0 4,7
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 0,5 ± 0,3 2,0 ± 0,3 p<0,0001
Mediana 0,0 2,0
WPAI: Percentual de Tempo de Trabalho Perdido devido à Saúde
Na 46 47
Basal
Média  DP 15,5 ± 28,2 12,8 ± 26,1
Mediana 0 0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b 2,1 ± 30,9 -6,0 ± 17,6 NSE
Mediana 0 0
WPAI: Percentual de Incapacidade durante o Trabalho devido à Saúde
Na 46 51
Basal
Média  DP 50,4 ± 26,8 45,9 ± 28,4
Mediana 50,0 50,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b -11,7 ± 29,8 -23,3 ± 26,5 p=0,0194 c
Mediana -10,0 -20,0
WPAI: Percentual Total de Incapacidade do Trabalho devido à Saúde
Na 45 46
Basal

16
Média  DP 54,6 ± 27,6 45,5 ± 29,3
Mediana 58,3 45,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b -8,4 ± 28,5 -21,2 ± 24,7 p=0,0090 c
Mediana -4,8 -20,0
WPAI: Percentual de Incapacidade da Atividade devido à Saúde
Na 80 76
Basal
Média  DP 52,9 ± 24,6 57,5 ± 24,3
Mediana 55,0 60,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b -6,8 ± 28,9 -25,5 ± 28,7 p<0,0001 c
Mediana -10,0 -20,0
a
N reflete a quantidade de pacientes como dados do período basal e da Semana 16.
b
Derivado a partir de modelo estatistico.
c
Baseado no teste de Mann-Whitney.
DP = Desvio Padrão
EP = Erro Padrão
NS = Não significativo

O valor médio para as pontuações dos componentes físicos (PCS) e pontuações dos componentes mentais (MCS) do SF-36 é de 50 ± 10
cada para a população geral dos EUA. O intervalo é de 0 (pior) a 100 (melhor).
ASQoL: Ankylosing Spondylitis Quality of Life Questionnaire é um instrumento específico da doença usado para medir a QoL
(Qualidade de Vida) na população de paciente cm Espondilite Anquilosante. É composto por 18 itens que requerem uma resposta sim ou
não às questões relacionadas ao impacto da dor sobre o sono, humor, motivação, capacidade de lidar, atividades da vida diária,
independência, relacionamentos e vida social. EQ-5D: questionário EuroQoL-5D Health questionnaire compreendendo 5 dimensões:
mobilidade, autocuidado, atividades usuais, dor/desconforto e ansiedade/depressão.
Índice EQ-5D: pontuação ponderada (5D + VAS):
WPAI: Índice de produtividade do trabalho e incapacidade: mede tempo perdido no trabalho, incapacidade do trabalho e incapacidade das
atividades regulares devido à saúde total e sintomas. O WPAI é avaliado em relação à medidas de percepções gerais de saúde, papel
físico, papel emocional, dor, gravidade dos sintomas, medidas globais de trabalho e interferência com a atividade regular.

Colite ulcerativa: A segurança e a eficácia de SIMPONI® foram avaliadas em dois estudos clínicos multicêntricos, randomizados, duplo-cegos,
controlados com placebo em pacientes com  18 anos de idade.

O estudo de indução (PURSUIT 1) avaliou pacientes com colite ulcerativa moderada a gravemente ativa (escore Mayo 6 a 12; subescore de endoscopia
 2) que haviam apresentado uma resposta inadequada a, ou falharam em tolerar, terapias convencionais, ou eram dependentes de corticosteroides. O
estudo foi uma combinação de estudo de Fase 2 (determinação de dose) e de Fase 3 (confirmação de dose). Na parte de determinação de dose do
estudo, os pacientes foram randomizados para um de 4 grupos de tratamento: 400 mg de SIMPONI® por via subcutânea na Semana 0 e 200 mg na
Semana 2 (400/200 mg), 200 mg de SIMPONI® por via subcutânea na Semana 0 e 100 mg na Semana 2 (200/100 mg), 100 mg de SIMPONI® por
via subcutânea na Semana 0 e 50 mg na Semana 2 (100/50 mg) ou placebo por via subcutânea nas Semanas 0 e 2. Na parte de confirmação de dose
do estudo, a eficácia foi avaliada em 761 pacientes que foram randomizados para receber 400 mg de SIMPONI® por via subcutânea na Semana 0 e
200 mg na Semana 2, 200 mg de SIMPONI® via subcutânea na Semana 0 e 100 mg na Semana 2, ou placebo via subcutânea nas Semanas 0 e 2. A
administração de doses estáveis concomitantes de aminossalicilatos orais, corticosteroides e/ou agentes imunomoduladores foi permitida. O desfecho
primário foi a resposta clínica na Semana 6. Os principais desfechos secundários foram remissão clínica, cicatrização da mucosa e a melhora no escore
IBDQ, todos na Semana 6.

Os resultados do estudo de manutenção (PURSUIT 2-Maintenance) foram baseados na avaliação de 456 pacientes que alcançaram resposta clínica a
partir da indução prévia com SIMPONI®. Os pacientes foram randomizados para receber 50 mg de SIMPONI®, 100 mg de SIMPONI® ou placebo,
administrados por via subcutânea a cada 4 semanas. A administração de doses estáveis concomitantes de aminossalicilatos orais e/ou agentes
imunomoduladores foi permitida. Os corticosteroides deveriam ter suas doses diminuídas no início do estudo de manutenção. Neste estudo, foi avaliada
a eficácia de SIMPONI® até a Semana 54. Pacientes que completaram o estudo de manutenção até à Semana 54 continuaram o tratamento de extensão
do estudo, para avaliação da eficácia até à Semana 216.

17
Em ambos os estudos, resposta clínica e remissão clínica foram definidas com base no escore Mayo, que consiste de quatro subescores: frequência de
evacuações, sangramento retal, achados de endoscopia e avaliação global pelo médico. Cada subescore é classificado em uma escala de 0 a 3, indicando
atividade normal (0) a grave (3). O escore Mayo é a soma dos 4 subescores. Resposta clínica foi definida como uma diminuição de  30% e  3 pontos
no escore Mayo a partir da Semana 0 de indução, acompanhada por uma diminuição no subescore de sangramento retal de  1 ou um subescore de
sangramento retal de 0 ou 1. Remissão clínica foi definida como um escore Mayo  2 pontos, com nenhum subescore individual > 1. Cicatrização da
mucosa foi definida como um escore de endoscopia (do escore Mayo) de 0 ou 1.

A qualidade de vida relacionada à saúde foi avaliada usando-se o IBDQ, o SF-36 e o EQ-5D. O IBDQ é um questionário especificamente desenhado
para pacientes com doença inflamatória intestinal. O SF-36 é um questionário de estado de saúde geral que tem sido amplamente utilizado em várias
doenças e condições para avaliar o bem-estar físico e mental dos pacientes. O EQ-5D é um instrumento padronizado não específico de doença para
descrever e avaliar a qualidade de vida relacionada à saúde.

A avaliação da eficácia na extensão do estudo baseou-se em mudanças no uso de corticosteroides, na Avaliação Global do Médico (PGA) da atividade
da doença e na melhora da qualidade de vida, conforme medido pelo “Inflammatory Bowel Disease Questionnaire” - (IBDQ).

Tabela 13: Principais resultados de eficácia de PURSUIT-Induction e PURSUIT-Maintenance

PURSUIT-Induction

SIMPONI®
Placebo 200/100 mg
N = 253
N = 251

Porcentagem de pacientes
Pacientes em resposta clínica na semana 30% 51%**
a
6
Pacientes em remissão clínica na semana 6% 18%**
b
6
Pacientes com cicatrização da mucosa na 29% 42%*
c
semana 6
PURSUIT-Maintenance
SIMPONI® SIMPONI®
d 50 mg 100 mg
Placebo
N = 151 N = 151
N = 154
Porcentagem de pacientes
Manutenção da resposta (Pacientes em
e 31% 47%* 50%**
resposta clínica durante a semana 54)

Remissão sustentada (Pacientes em


remissão clínica na semana 30 e semana 16% g 28%*
f 23%
54)
N = número de pacientes
** p ≤ 0,001
* p ≤ 0,01
a
definido como uma diminuição do basal no escore Mayo em ≥ 30% e ≥ 3 pontos, acompanhada por u m a
diminuição no subescore de sangramento retal de ≥ 1 ou subescore de sangramento retal de 0 ou 1.
b
Definido como escore de Mayo ≤ 2 pontos, sem subescore individual > 1
c
Definido como 0 ou 1 no subescore de endoscopia do escore de Mayo.
d
Somente indução com SIMPONI®.

18
e
Os pacientes foram avaliados para a atividade de doença em UC por escore de Mayo parcial a cada 4 semanas (a perda de resposta
foi confirmada por endoscopia). Portanto, um paciente que manteve a resposta estava em um estado de resposta clínica contínua
em cada avaliação até a semana 54.
f
O paciente tinha de estar em remissão tanto nas semanas 30 quanto 54 (sem demonstrar perda de
resposta em qualquer momento até a semana 54) para alcançar uma remissão durável.
g
Em pacientes com peso inferior a 80 kg, uma maior proporção de pacientes que receberam terapia de manutenção de 50 mg
apresentaram remissão clínica sustentada em comparação com aqueles que receberam placebo.

Mais pacientes tratados com SIMPONI® demonstraram cicatrização sustentada da mucosa (pacientes com cicatrização mucosa tanto na semana 30
quanto na semana 54) no grupo de 50 mg (42%, p <0,05) e no grupo de 100 mg (42%, p <0,005) em comparação com pacientes no grupo placebo
(27%).

Entre os 54% dos pacientes (247/456) que receberam corticosteroides concomitantes no início da PURSUIT-Maintenance, a proporção de pacientes
que mantiveram a resposta clínica até a semana 54 e não estavam recebendo corticosteroides concomitantes na semana 54 foi maior no grupo de 50
mg (38%, 30/78) e no grupo de 100 mg (30%, 25/82) em comparação com o grupo placebo (21%, 18/87). A proporção de pacientes que eliminaram
os corticosteroides na semana 54 foi maior no grupo de 50 mg (41%, 32/78) e 100 mg (33%, 27/82) em comparação com o grupo placebo (22%,
19/87). Entre os pacientes que entraram na extensão do estudo, a proporção de indivíduos que permaneceram livres de corticosteroides foi geralmente
mantida até a semana 216.

Os pacientes que não obtiveram resposta clínica na semana 6 nos estudos PURSUIT-Induction receberam dose de SIMPONI® 100 mg a cada 4
semanas no estudo PURSUIT-Maintenance. Na semana 14, 28% desses pacientes obtiveram resposta definida pelo escore parcial de Mayo (diminuído
em ≥ 3 pontos em comparação com o início da indução). Na Semana 54, os desfechos clínicos observados nesses pacientes foram semelhantes aos
desfechos clínicos relatados para os pacientes que obtiveram resposta clínica na Semana 6.

Na semana 6, SIMPONI® melhorou significativamente a qualidade de vida, conforme medido pela alteração do basal em uma medida específica da
doença, IBDQ (questionário inflamatório da doença intestinal). Entre os pacientes que receberam o tratamento de manutenção de SIMPONI®, a
melhoria da qualidade de vida medida pelo IBDQ foi mantida até a semana 54.

Aproximadamente 63% dos pacientes que receberam SIMPONI® no início da extensão do estudo (semana 56) permaneceram em tratamento até o
final do estudo (última administração de golimumabe na semana 212).

Desfechos clínicos durante o tratamento de indução

Os resultados desta seção são baseados nos pacientes randomizados durante a parte de confirmação de dose do PURSUIT 1.

Uma porcentagem significativamente maior de pacientes no grupo de SIMPONI® alcançou resposta clínica, remissão clínica e cicatrização da mucosa
quando comparado com o placebo na Semana 6. Além disso, os pacientes no grupo de SIMPONI® demonstraram uma melhora significativamente
maior no escore IBDQ quando comparados com o placebo.

Resposta clínica

No estudo PURSUIT 1, a proporção de pacientes que alcançaram resposta clínica até a Semana 6 foi significativamente maior no grupo de 200/100
mg de SIMPONI®, 51,0%, comparado com o grupo placebo, 30,0%; p <0,0001 (Figura 2; Tabela 13).

Figura 2: Porcentagem de pacientes com colite ulcerativa que alcançaram resposta clínica na Semana 6; pacientes randomizados.

19
Remissão clínica

No PURSUIT 1, uma proporção significativamente maior de pacientes no grupo de 200/100 mg de SIMPONI® estava em remissão clínica na
Semana 6, 17,8%, comparado com o grupo placebo, 6,4%; p <0,0001 (Figura 3; Tabela 13).

Figura 3: Porcentagem de pacientes com colite ulcerativa em remissão clínica na Semana 6; pacientes randomizados.

Cicatrização da mucosa

No PURSUIT 1, uma proporção significativamente maior de pacientes no grupo de 200/100 mg de SIMPONI® alcançou cicatrização da mucosa na
Semana 6, 42,3%, comparado com o grupo placebo, 28,7%; p = 0,0014 (Tabela 14).

20
Tabela 14 PURSUIT 1: Proporção de pacientes que alcançaram resposta clínica, remissão clínica e cicatrização
da mucosa durante a indução
Placebo SIMPONI® 200/100 mg
Valor de p
N = 251 N = 253
Pacientes em resposta clínicaa,d na Semana 6 30,3% 51,0% <0,0001
b,d
Pacientes em remissão clínica na Semana 6 6,4% 17,8% <0,0001
Pacientes com cicatrização da mucosac,d na 28,7% 42,3% 0,0014
Semana 6
a
Definida como uma diminuição em relação ao basal no escore Mayo de  30% e  3 pontos, acompanhada por uma diminuição
no subescore de sangramento retal de  1 ou um subescore de sangramento retal de 0 ou 1.
b
Definida como um escore Mayo  2 pontos, com nenhum subescore individual > 1.
c
Definida como 0 ou 1 no subescore de endoscopia do escore Mayo.
d
Os pacientes que tiveram uma alteração proibida em medicações concomitantes para colite ulcerativa, uma ostomia ou
colectomia, ou que descontinuaram o agente em estudo devido a uma falta de efeito terapêutico, são considerados como não
estando em resposta clínica, remissão clínica ou cicatrização da mucosa do momento do evento em diante.

Escore Mayo parcial

No PURSUIT 1, uma maior redução no escore Mayo parcial foi evidente já na Semana 2 no grupo de 200/100 mg de SIMPONI® comparado com o
grupo placebo, e esta redução foi mantida até a Semana 6.

Figura 4: Escore Mayo parcial mediano até a Semana 6; pacientes randomizados.

Medidas de qualidade de vida relacionada à saúde

No estudo PURSUIT 1, a melhora média no escore IBDQ na Semana 6 foi significativamente maior no grupo de 200/100 mg de SIMPONI®,
27,0 ± 33,72, comparado com o grupo placebo, 14,8 ± 31,25; p <0,0001 (Tabela 15). Melhoras similares também foram observadas em todos os 4
escores dimensionais (ou seja, intestinais, emocionais, sistêmicos e sociais) do IBDQ (p ≤ 0,0005 para todas as comparações entre o grupo de
200/100 mg de SIMPONI® e o grupo placebo).

21
Tabela 15 PURSUIT 1: Melhora no Escore IBDQ
Placebo SIMPONI® 200/100 mg
Valor de p
N = 250 N = 252
Alteração em relação ao basal no escore IBDQa,b
14,8 ± 31,25 27,0 ± 33,72 < 0,0001
na Semana 6 (média ± DP)
a
Questionário de doença inflamatória intestinal específico da doença.
b
Os pacientes que tiveram uma alteração proibida em medicações concomitantes para colite ulcerativa, uma ostomia ou
colectomia, ou que descontinuaram o agente em estudo devido a uma falta de efeito terapêutico antes da visita na Semana 6
tiveram seus valores basais replicados até a Semana 6.

Na Semana 6 do PURSUIT 1, uma proporção significativamente maior de pacientes no grupo de 200/100 mg apresentou: uma melhora maior do que
20 pontos em relação ao basal no IBDQ comparado com o grupo placebo na Semana 6 (50,6% vs. 35,5%, p = 0,0006) e uma melhora na dimensão de
dor/desconforto do EQ-5D comparado com o grupo placebo (30,0% vs. 15,1%, p < 0,0001). Além disso, o aumento médio no escore resumido do
componente físico do SF-36 e no escore resumido do componente mental do SF-36 foi significativamente maior no grupo de 200/100 mg de
SIMPONI® comparado com o grupo placebo (4,51 vs. 2,51, p = 0,0009 e 4,57 vs. 1,60, p = 0,0017, respectivamente).

Desfechos clínicos durante o tratamento de manutenção

Os resultados descritos nesta seção são baseados nos pacientes que alcançaram resposta clínica com SIMPONI® a partir da indução prévia com
golimumabe (n = 456).

A proporção de pacientes que mantiveram resposta clínica até a Semana 54 foi significativamente maior no grupo de 100 mg de SIMPONI®
comparado com o grupo placebo. Adicionalmente, a proporção de pacientes em resposta clínica que alcançaram remissão clínica e cicatrização da
mucosa tanto na Semana 30 quanto na Semana 54 foi significativamente maior no grupo de 100 mg de SIMPONI® comparado com o grupo placebo.

Manutenção de resposta clínica até a Semana 54

Os pacientes foram avaliados para atividade da doença colite ulcerativa pelo escore Mayo parcial a cada 4 semanas (perda de resposta foi confirmada
por endoscopia). Dessa forma, um paciente que manteve resposta estava em um estado de resposta clínica contínua em cada avaliação até a Semana
54. No estudo PURSUIT 2, a proporção de pacientes que mantiveram resposta clínica até a Semana 54 foi significativamente maior no grupo de 100
mg de SIMPONI®, 49,7%, comparado com o grupo placebo, 31,2%; p < 0,001 (Figura 5; Tabela 16).

Figura 5: Porcentagem de pacientes com colite ulcerativa que mantiveram resposta clínica até a Semana 54; pacientes randomizados.

22
Tabela 16 PURSUIT 2: Resposta Clínica durante o Tratamento de Manutenção
Placebo SIMPONI® 100 mg
Valor de p
N = 154 N = 151
Pacientes em resposta clínicaa,b até a
31,2% 49,7% < 0,001
Semana 54
a
Definida como uma diminuição no escore Mayo a partir da Semana 0 de indução de  30% e  3 pontos,
acompanhada por uma diminuição no subescore de sangramento retal de  1 ou um subescore de sangramento retal
de 0 ou 1.
b
Os pacientes que tiveram uma alteração proibida em medicações concomitantes para colite ulcerativa, uma ostomia ou
colectomia, um ajuste de dose ou que descontinuaram o agente em estudo devido a uma falta de efeito terapêutico são
considerados como não estando em resposta clínica do momento do evento em diante.

Remissão clínica

Um paciente deveria estar em remissão tanto na Semana 30 quanto na Semana 54 (sem demonstrar uma perda de resposta em qualquer momento até
a Semana 54) para alcançar remissão duradoura. No PURSUIT 2, a proporção de pacientes em remissão clínica tanto na Semana 30 quanto na Semana
54 foi significativamente maior no grupo de 100 mg de SIMPONI®, 27,8%, comparado com o grupo placebo, 15,6%, p = 0,004 (Figura 6; Tabela 17).

Figura 6: Porcentagem de pacientes com colite ulcerativa em remissão clínica tanto na Semana 30 quanto na Semana 54; pacientes
randomizados.

23
Tabela 17 PURSUIT 2: Remissão Clínica durante o Tratamento de Manutenção
Placebo SIMPONI® 100 mg
Valor de p
N = 154 N = 151
Pacientes em remissão clínicaa,b tanto na Semana
15,6% 27,8% = 0,004
30 quanto na Semana 54
a
Definida como um escore Mayo  2 pontos, com nenhum subescore individual > 1.
b
Os pacientes que tiveram uma alteração proibida em medicações concomitantes para colite ulcerativa, uma ostomia ou
colectomia, um ajuste de dose ou que descontinuaram o agente em estudo devido a uma falta de efeito terapêutico, são
considerados como não estando em remissão clínica do momento do evento em diante.

No PURSUIT 2, a proporção de pacientes em remissão clínica na Semana 54 foi maior no grupo de 100 mg de SIMPONI® (33,8%) comparado com
o grupo placebo, (22,1%).

- Cicatrização da mucosa

No estudo PURSUIT 2, a proporção de pacientes com cicatrização da mucosa tanto na Semana 30 quanto na Semana 54 foi maior no grupo de 100
mg de SIMPONI®, 42,4%, comparado com o grupo placebo, 26,6%; p = 0,002 (Tabela 18).

Tabela 18 PURSUIT 2: Cicatrização da Mucosa durante o Tratamento de Manutenção


Placebo SIMPONI® 100 mg
Valor de p
(N = 154) (N = 151)
Pacientes com cicatrização da mucosaa,b tanto na
26,6% 42,4% 0,002
Semana 30 quanto na Semana 54
a
Definida como 0 ou 1 no subescore de endoscopia do escore Mayo.
b
Os pacientes que tiveram uma alteração proibida em medicações concomitantes para colite ulcerativa, uma ostomia ou
colectomia, um ajuste de dose ou que descontinuaram o agente em estudo devido a uma falta de efeito terapêutico são
considerados como não apresentando cicatrização da mucosa do momento do evento em diante.

24
Entre os pacientes que entraram no estudo PURSUIT 2 com cicatrização da mucosa, a proporção de pacientes que mantiveram cicatrização da mucosa
tanto na Semana 30 quanto na Semana 54 foi maior no grupo de 100 mg de SIMPONI® (44,6%) comparado com o grupo placebo (31,1%).

No PURSUIT 2, a proporção de pacientes com cicatrização da mucosa na Semana 54 foi maior no grupo de 100 mg de SIMPONI® (46,4%) comparado
com o grupo placebo (28,6%).

- Manutenção de remissão clínica

Entre os pacientes que entraram para o estudo PURSUIT 2 em remissão clínica (35%, 160/456), a proporção de pacientes que mantiveram remissão
clínica até a Semana 54 foi maior no grupo de 100 mg de SIMPONI® (38,9%, 21/54) comparado com o grupo placebo (24,1%, 13/54; p = 0,098).
Uma análise post-hoc demonstrou que o tempo até a perda de remissão clínica foi maior no grupo de 100 mg de SIMPONI® comparado com o placebo
(tempo mediano foi de 50 semanas comparado com 27 semanas, respectivamente).

Figura 7: Curva de Kaplan-Meier para o tempo até perda de remissão clínica; pacientes randomizados que estavam em remissão clínica na
Semana 0 do PURSUIT 2.

No estudo PURSUIT 2, a proporção de pacientes que mantiveram remissão clínica até a Semana 30 foi maior no grupo de 100 mg de SIMPONI®
(53,7%) comparado com o grupo placebo (33,3%).

- Eliminação de corticosteroides

No estudo PURSUIT 2, entre os pacientes que estavam recebendo corticosteroides concomitantes no basal (54%, 247/456), a proporção de pacientes
em remissão clínica e não recebendo corticosteroides concomitantes na Semana 54 foi similar no grupo de 100 mg (23,2%, 19/82) comparado com o
grupo placebo (18,4%, 16/87). Entretanto, análises post-hoc mostraram que a proporção de pacientes que mantiveram resposta clínica até a Semana
54 e que não estavam recebendo corticosteroides concomitantes na Semana 54 foi numericamente maior no grupo de 100 mg (30,5%, 25/82)
comparado com o grupo placebo (20,7%, 18/87). Além disso, a proporção de pacientes que haviam eliminado corticosteroides na Semana 54 foi
numericamente maior no grupo de 100 mg (32,9%, 27/82) comparado com o grupo placebo (21,8%, 19/87).

- Escores Mayo parciais até a Semana 54

25
Os escores Mayo parciais medianos na Semana 0 (do estudo PURSUIT 2) foram mantidos no grupo de 100 mg de SIMPONI® até a Semana 52 (com
um pequeno aumento na Semana 54); o escore Mayo parcial mediano no grupo placebo aumentou após a Semana 8 e continuou a aumentar ao longo
do tempo até um valor na Semana 54 se aproximando do valor antes da indução com golimumabe (Figura 8).

Figura 8: Escore Mayo parcial mediano até a Semana 54; pacientes randomizados.

- Subescores Mayo

A proporção de pacientes no estudo PURSUIT 2 que mantiveram melhora em cada subescore Mayo da Semana 0 até a Semana 54 foi maior no grupo
de 100 mg comparado com o grupo placebo (Tabela 19). Entre os pacientes que entraram no estudo de extensão, a proporção de indivíduos com
atividade da doença inativa ou leve como avaliado pelo médico através do subescore de avaliação global da pontuação Mayo foi mantida na maior
parte dos pacientes até a Semana 216.

Tabela 19 Proporção de pacientes com subescores Mayo indicando doença inativa ou leve na Semana 0 de
indução até a Semana 54 do estudo de manutenção; pacientes randomizados no estudo PURSUIT 2.
Placebo SIMPONI® 100 mg
N = 154 N = 151
Frequência de Evacuações
Semana 0 de indução 11,7% 15,9%
Estudo de manutenção
Semana 0 85,1% 80,1%
Semana 30 46,1% 66,2%
Semana 54 40,3% 62,9%
Sangramento Retal
Semana 0 de indução 44,8% 37,7%
Estudo de manutenção
Semana 0 98,7% 100,0%
Semana 30 71,4% 78,1%
Semana 54 66,2% 74,8%
Avaliação Global pelo Médico
Semana 0 de indução 1,3% 1,3%
Estudo de manutenção

26
Tabela 19 Proporção de pacientes com subescores Mayo indicando doença inativa ou leve na Semana 0 de
indução até a Semana 54 do estudo de manutenção; pacientes randomizados no estudo PURSUIT 2.
Placebo SIMPONI® 100 mg
N = 154 N = 151
Semana 0 83,1% 83,4%
Semana 30 44,2% 65,6%
Semana 54 39,0% 57,6%
Achados de Endoscopia
Semana 0 de indução 0% 0%
Estudo de manutenção
Semana 0 70,1% 74,2%
Semana 30 38,3% 60,3%
Semana 54 34,4% 55,0%

- Qualidade de vida relacionada à saúde

Entre os pacientes com uma melhora maior do que 20 pontos no IBDQ no início do PURSUIT 2 a partir da Semana 0 de um estudo de indução, uma
proporção maior de pacientes no grupo de 100 mg de SIMPONI® manteve melhora no IBDQ até a Semana 54, 40,0%, comparado com o grupo
placebo, 27,8%; p = 0,051.

Análises de eficácia por Categoria Peso Corporal

Os resultados de eficácia foram analisados em subpopulações de indivíduos com base em um corte de peso corporal de 80kg. Usando o peso corporal
de 80 kg como ponto de corte, o desfecho primário e os principais desfechos secundários selecionados do estudo C0524T18 foram analisados para
avaliar a eficácia de 50 mg a cada 4 semanas em comparação com a dose de manutenção de 100 mg a cada 4 semanas em indivíduos com menor e
maior peso corporal. Estes desfechos incluíram:

• Resposta clínica até a Semana 54

• Remissão clínica na Semana 30 e na Semana 54

• Cicatrização da mucosa na Semana 30 e na Semana 54

Para as análises “post-hoc” destes subgrupos pelo peso corporal, valores p nominais são apresentados sem ajuste para multiplicidade. Deve notar-se
que o estudo não foi desenhado para detectar diferenças de tratamento para estes subgrupos. Portanto, a interpretação dos resultados é baseada na
significância clínica em oposição a valores p nominais.

Na Tabela 20 são apresentados os resultados de eficácia para a dose de 50 mg a cada 4 semanas e as doses de manutenção de 100 mg a cada 4 semanas
em indivíduos com base em um peso corporal de corte de 80 kg. Indivíduos com um peso corporal <80 kg demonstraram taxas semelhantes de resposta
clínica, remissão clínica e cicatrização de mucosa entre os grupos recebendo doses de 50 mg e 100 mg de golimumabe no estudo de manutenção
C0524T18.

Entre os indivíduos com um peso corporal ≥ 80 kg, a eficácia da dose de 100 mg de golimumabe a cada 4 semanas pareceu ser notavelmente maior
do que a dose de 50 mg a cada 4 semanas para cada desfecho avaliado.

27
Tabela 20: Número de indivíduos que alcançaram o desfecho primário e os principais desfechos secundários selecionados por peso corporal (< 80 kg vs ≥ 80 kg) na Semana 0 no estudo de
indução; análise populacional primária no estudo C0524T18
Peso corporal < 80 kg Peso corporal ≥ 80 kg
golimumabe golimumabe
Placebo Placebo
50 mg 100 mg 50 mg 100 mg

Análise primária da população do estudo C0524T18 107 109 101 49 44 53

32 (2,.9%) 54 (49,5%) 50 (49,5%) 17 (34,7%) 18 (4,.9%) 28 (52,8%)


Indivíduos com resposta clínica na semana 54a,b
p-valor 0,011 0,002 0,317 0,066
Indivíduos com resposta clínica em ambas 15 (14,0%) 29 (26,6%) 29 (28,7%) 9 (18,4%) 7 (15,9%) 15 (28,3%)
semanas 30 e 54a,b
p-valor 0,042 0,004 0,973 0,290
Indivíduos com cicatrização da mucosa em ambas 28 (26,2%) 48 (44,0%) 42 (41,6%) 14 (28,6%) 16 (36,4%) 25 (47,2%)
semanas 30 e 54a,b
p-valor 0,017 0,006 0,279 0,074

a
Para indivíduos que tiveram uma mudança proibida de acordo com o protocolo na medicação para Colite Ulcerativa, uma ostomia ou colectomia, um ajuste de dose, ou que deixaram o agente em estudo
devido à ausência de efeito terapêutico antes da visita da semana 54,considerou-se que os respectivos desfechos não foram atingidos.
b
Para indivíduos que não apresentaram todos os 4 subescores de Mayo na semana 30 ou na semana 54, considerou-se que não atingiram a resposta clínica ou remissão clínica; para os indivíduos que
apresentaram um subescore endoscópico ausente na semana 30 ou na semana 54, considerou-se que não obtiveram cicatrização da mucosa

28
Imunogenicidade

Após a administração subcutânea em pacientes com artrite reumatoide, artrite psoriásica ou espondilite anquilosante, anticorpos contra
SIMPONI®, quase todos neutralizantes in vitro, foram detectados em 5% dos pacientes tratados com SIMPONI® até a Semana 52. Taxas
similares foram mostradas entre indicações reumatológicas. O tratamento concomitante com metotrexato resultou em uma proporção menor de
pacientes com anticorpos contra SIMPONI® do que nos pacientes recebendo SIMPONI® sem metotrexato (aproximadamente 3% versus 8%,
respectivamente).

Após a administração subcutânea em pacientes com espondiloartrite axial não radiográfica, anticorpos contra SIMPONI®, todos neutralizantes
in vitro, foram detectados em 4% dos pacientes tratados com SIMPONI® até a Semana 16. Após a administração subcutânea em pacientes com
colite ulcerativa, anticorpos contra SIMPONI® foram detectados em 2,7% dos pacientes tratados com SIMPONI® até a Semana 54. Sessenta
e oito por cento (68%) dos pacientes positivos para anticorpos apresentaram anticorpos neutralizantes in vitro. O tratamento concomitante com
imunomoduladores (azatioprina ou 6-mercaptopurina ou metotrexato) resultou em uma proporção menor de pacientes com anticorpos contra
SIMPONI® do que os pacientes recebendo SIMPONI® sem imunomoduladores (1,3% versus 3,4%, respectivamente).

O pequeno número de pacientes positivos para anticorpos contra SIMPONI® limita a capacidade de se traçar conclusões definitivas a respeito
da relação entre anticorpos contra golimumabe e eficácia clínica ou medidas de segurança.

Os dados refletem a porcentagem de pacientes cujos resultados de testes foram considerados positivos para anticorpos contra SIMPONI® em
um ensaio ELISA, e são altamente dependentes da sensibilidade e especificidade do ensaio. Adicionalmente, a incidência observada de
positividade para anticorpos em um ensaio pode ser influenciada por vários fatores, incluindo manuseio da amostra, momento de coleta da
amostra, medicações concomitantes e doença subjacente. Por essas razões, a comparação da incidência de anticorpos contra SIMPONI® com
a incidência de anticorpos contra outros produtos pode ser enganosa.

Referências bibliográficas:

1. Kavanaugh A, McInnes A, Mease P, et al. Golimumab, a New Human Tumor Necrosis Factor _ Antibody, Administered Every Four Weeks
as a Subcutaneous Injection in Psoriatic Arthritis Twenty-Four–Week Efficacy and Safety Results of a Randomized, Placebo-Controlled Study.
Arthritis & Rheumatism, 60 (4):976–986 DOI 10.1002/art.24403.

2. Smolen JS, Kay J, Doyle MK, Landewé L, et al, for the GO-AFTER Study Investigators. Golimumab in patients with active rheumatoid
arthritis after treatment with tumour necrosis factor α inhibitors (GO-AFTER study): a multicentre, randomised, double-blind, placebo-
controlled, phase III trial. Lancet 2009; 374: 210–221.

3. Inman RD, Davis, [Link], van der Heijde D, Diekman L, et al. Efficacy and Safety of Golimumab in Patients With Ankylosing Spondylitis
Results of a Randomized, Double-Blind, Placebo-Controlled, Phase III [Link] & Rheumatism, 2008; 58(11): 3402–3412 [DOI
10.1002/art.23969]

4. Emery P, Fleischmann RM, Moreland LW et al. Golimumab, a Human Anti–Tumor Necrosis Factor Monoclonal Antibody, Injected
Subcutaneously Every Four Weeks in Methotrexate-Naive Patients With Active Rheumatoid Arthritis Twenty-Four–Week Results of a Phase
III, Multicenter, Randomized, Double-Blind, Placebo-Controlled Study of Golimumab Before Methotrexate as First-Line Therapy for Early-
Onset Rheumatoid Arthritis. Arthritis & Rheumatism. 2009; 60(8):2272–2283. [DOI 10.1002/art.24638]

5. Keystone EC, Genovese MC, Klareskog L, et al. Golimumab, a human antibody to tumour necrosis factor a given by monthly subcutaneous
injections, in active rheumatoid arthritis despite methotrexate therapy: the GO-FORWARD Study. Ann Rheum Dis 2009; 68:789–796.
[doi:10.1136/ard.2008.099010]

6. Keystone EC, Genovese MC, Klareskog L, et al Golimumab in patients with active rheumatoid arthritis despite methotrexate therapy: 52-
week results of the GO-FORWARD study.

7. William J. Sandborn, Brian G. Feagan, Colleen Marano, et al., for the PURSUIT-SC study group. Subcutaneous Golimumab Induces
Clinical Response and Remission in Patients With Moderate to Severe Ulcerative Colitis. Gastroenterology, 2013; DOI:PII: S0016-
5085(13)00846-9. 10.1053/[Link].2013.05.048.

29
8. William J. Sandborn, Brian G. Feagan, Colleen Marano, et al., for the PURSUIT-Maintenance study group. Subcutaneous Golimumab
Maintains Clinical Response in Patients with Moderate-To-Severe Ulcerative Colitis. Gastroenterology, 2013; DOI:PII: S0016-5085(13)00886-
X. 10.1053/[Link].2013.06.010.

Informamos que não foram realizados estudos comparativos entre golimumabe e outros anti-TNF, inviabilizando assim comparações de eficácia
e segurança entre eles.

3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

O golimumabe é um anticorpo monoclonal humano IgG1kappa produzido por uma linhagem celular de hibridoma murino com tecnologia de DNA
recombinante.

Mecanismo de ação

O golimumabe é um anticorpo monoclonal humano que forma complexos de alta afinidade e estabilidade com formas bioativas solúveis e
transmembranais do fator de necrose tumoral humano (TNF), que impede a ligação do TNF com seus receptores. Nenhuma ligação a outros ligantes
da superfamília TNF foi observada; em particular, o golimumabe não se liga à linfotoxina humana nem a neutraliza. O TNF-alfa é sintetizado
principalmente por monócitos ativados, macrófagos e células T como uma proteína transmembrana que se autoassocia para formar um homotrímero
bioativo e é rapidamente liberado da superfície celular por proteólise. A ligação do TNF aos receptores p55 ou p75 de TNF leva ao agrupamento dos
domínios citoplasmáticos do receptor e inicia a sinalização. O TNF foi identificado como uma citocina sentinela chave que é produzida em resposta a
vários estímulos e, subsequentemente, promove a resposta inflamatória através da ativação das vias de apoptose dependentes de caspases e dos fatores
de transcrição fator nuclear (NF)-kappaB e proteína ativadora-1 (AP-1). O TNF também modula a resposta imunológica através de seu papel na
organização de células imunológicas em centros germinativos.

Uma expressão elevada de TNF foi associada a doenças inflamatórias crônicas, como artrite reumatoide, e espondiloartrites, como artrite psoriásica e
espondilite anquilosante, e é um importante mediador da inflamação articular e do dano estrutural, que são característicos dessas doenças.

Propriedades farmacodinâmicas

Pré-clínicas:

A ligação do golimumabe ao TNF humano neutralizou a expressão das moléculas de adesão de superfície celular induzidas por TNF, em especial das
células endoteliais humanas, tais como: E-selectina, molécula de adesão das células vasculares (VCAM)-1 e molécula de adesão intracelular (ICAM)-
1. A secreção de interleucina (IL)-6, IL-8 e fator estimulador de colônias de granulócitos-macrófagos (GM-CSF) induzida pelo TNF a partir das células
endoteliais humanas também foi inibida pelo golimumabe. De forma semelhante outros anticorpos IgG1 humanos, o golimumabe é capaz de se ligar
a receptores Fc e ativar o complemento. Entretanto, nenhuma lise celular mediada pelo golimumabe foi observada com monócitos humanos
estimulados por lipopolissacarídeos (LPS) com a adição de células do complemento ou efetoras. Além disso, não foi detectada nenhuma apoptose
induzida pelo golimumabe em células mononucleares do sangue humano periférico estimuladas por LPS. O efeito de golimumabe in vivo foi testado
em um modelo de artrite experimental de camundongo transgênico para TNF humano. O tratamento com golimumabe produziu um retardo
estatisticamente significativo no início de sintomas clínicos comparado aos camundongos não tratados, assim como uma redução significativa na
doença articular.

Clínicos:

- Biomarcadores na artrite reumatoide, artrite psoriásica, espondilite anquilosante e espondilite axial não radiográfica:

Em estudos clínicos de Fase 3 com administração subcutânea, marcadores de inflamação e metabolismo ósseo e cartilaginoso foram avaliados
nos soros de pacientes com artrite reumatoide, artrite psoriásica e espondilite anquilosante antes e após o início do tratamento com SIMPONI®.

30
No estudo GO-AHEAD, apenas os níveis de PCR foram avaliados. São relatados a seguir apenas aqueles marcadores onde foram observadas
diferenças significativas (valores de p< 0,05) no grupo de pacientes tratados com SIMPONI® combinado (50 mg e 100 mg com ou sem
metotrexato) comparado com pacientes tratados com placebo/placebo + metotrexato. A relação entre os dados relatados dos biomarcadores e
os mecanismos pelos quais golimumabe exerce seus efeitos clínicos não foi estabelecida.

• Artrite reumatoide

Na primeira avaliação (Semana 4) após a primeira administração de SIMPONI®, SIMPONI® foi eficaz em modular marcadores selecionados
de inflamação e metabolismo ósseo em pacientes com artrite reumatoide ativa. Em pacientes com artrite reumatoide (artrite reumatoide ativa
apesar de terapia com metotrexato, pacientes previamente tratados com outras terapias anti-TNF-alfa e pacientes sem tratamento prévio com
metotrexato), o tratamento com SIMPONI®/SIMPONI® + metotrexato resultou em reduções significativas nos níveis de marcadores
inflamatórios selecionados (tais como IL-6, TNF-alfa, MMP-3, ICAM-1 e VEGF) já na Semana 4 comparado ao grupo tratado com
placebo/placebo + metotrexato, e essas alterações geralmente se mantiveram nas Semanas 14/24. Nos grupos de tratamento com
SIMPONI®/SIMPONI® + metotrexato, também foram observadas melhoras nos níveis de PCR (proteína-C reativa) em relação aos grupos de
tratamento com placebo/placebo + metotrexato. O tratamento com SIMPONI®/SIMPONI® + metorexato também resultou em diminuições
significativas nos níveis de Fator Reumatoide (FR) nas Semanas 14/24 comparado com o tratamento com placebo/placebo + metotrexato. Em
pacientes com artrite reumatoide ativa apesar de terapia com metotrexato, o tratamento com SIMPONI® + metotrexato resultou em alterações
significativas nos níveis de marcadores selecionados de metabolismo ósseo (aumento nos níveis de osteocalcina e PINP e diminuições nos
níveis de DPD) na Semana 4 em comparação com placebo + metotrexato. Essas alterações em biomarcadores são consistentes com uma melhora
nos processos da doença, com redução da inflamação, aumento do crescimento ósseo e diminuição da reabsorção óssea.

• Artrite psoriásica, espondilite anquilosante e espondiloartrite axial não radiográfica

Nos estudos de Fase 3 de artrite psoriásica e espondilite anquilosante, na primeira avaliação (Semana 4) após a primeira administração de
SIMPONI®, ocorreram reduções significativas em marcadores selecionados de inflamação [IL-6, MMP-3, ICAM-1, VEGF, IL-8 (artrite
psoriásica), TNF-alfa (espondilite anquilosante)], e alterações significativas em marcadores selecionados de metabolismo ósseo (aumentos em
osteocalcina e PINP e diminuições nos níveis de DPD) em comparação com o placebo. A redução nos níveis de IL-6, VEGF, IL-8 e

ICAM-1 se mantiveram na Semana 24 em pacientes tratados com SIMPONI® com artrite psoriásica e espondilite anquilosante, e isso não
ocorreu com o TNF-alfa. Nos estudos de artrite psoriásica, espondilite anquilosante e espondiloartrite axial não radiográfica, nos grupos de
tratamento com SIMPONI®, também foi observada melhora nos níveis de PCR em relação ao grupo de tratamento com placebo. Essas alterações
em biomarcadores são consistentes com uma melhora nos processos de doença, com redução da inflamação, aumento do crescimento ósseo e
diminuição da reabsorção óssea.

Propriedades farmacocinéticas

Absorção:

Após a administração subcutânea de SIMPONI® em indivíduos sadios ou pacientes com artrite reumatoide, o tempo para alcançar concentrações
séricas máximas (Tmáx) variou de 2 a 6 dias. Uma injeção subcutânea de 50 mg de SIMPONI® em indivíduos sadios produziu uma concentração sérica
máxima média ± desvio padrão (Cmáx) de 3,1 ± 1,4 mcg/mL. Tanto a Cmáx quanto a área sob a curva da concentração-tempo (AUC) aumentou
proporcionalmente com doses na faixa de 50 a 400 mg após uma única administração subcutânea.

Após uma única injeção subcutânea de 100 mg em indivíduos sadios, a absorção de SIMPONI® foi similar no antebraço, abdômen, e coxa, com uma
biodisponibilidade média absoluta de 51%. Como SIMPONI® exibiu, aproximadamente, uma farmacocinética proporcional à dose após administração
subcutânea, espera-se que a biodisponibilidade absoluta de uma dose de 50 mg ou 200 mg de SIMPONI® seja semelhante à da dose de 100 mg.

Após uma administração intravenosa única de 2 mg/kg de SIMPONI®, foi observada uma Cmáx média de 44,4 ± 11,3 mcg/mL em pacientes com artrite
reumatoide.

31
Distribuição:

Após uma administração intravenosa única, o volume de distribuição médio foi estimado em 115 ± 19 mL/kg em indivíduos sadios, e 151 ± 61 mL/kg
em pacientes com artrite reumatoide. O volume de distribuição para SIMPONI® indica que SIMPONI® é distribuído principalmente no sistema
circulatório com distribuição extravascular limitada.

Metabolismo:

A exata via metabólica de SIMPONI® é desconhecida.

Eliminação:

Após uma única administração intravenosa, estima-se que a depuração sistêmica de SIMPONI® seja de 6,9 ± 2,0 mL/dia/kg em indivíduos sadios e
7,6 ± 2,0 mL/dia/kg em pacientes com artrite reumatoide.

A meia-vida terminal foi consistente entre as vias de administração subcutânea e intravenosa de SIMPONI®. A meia-vida terminal foi estimada como
sendo de 12 ± 3 dias em indivíduos sadios e foi observada uma meia-vida semelhante em pacientes com artrite reumatoide, artrite psoriásica, espondilite
anquilosante ou colite ulcerativa.

Após um tratamento de 6 meses com SIMPONI® pela via de administração subcutânea em pacientes com artrite reumatoide, o uso concomitante de
metotrexato reduziu a depuração aparente de SIMPONI® em 36%; entretanto, após administração intravenosa, não foi observado efeito apreciável de
metotrexato sobre a depuração de SIMPONI®. A análise de farmacocinética da população indicou que o uso concomitante de medicamentos anti-
inflamatórios não esteroidais, corticosteroides orais ou sulfassalazina não influenciou a depuração aparente de SIMPONI® após administração
subcutânea.

A análise de farmacocinética da população mostrou que, após a administração subcutânea de SIMPONI®, os pacientes com maiores níveis de proteína-
C reativa tendiam a apresentar uma depuração aparente maior de SIMPONI®. Pacientes com maiores níveis de proteína-C reativa eram mais propensos
a terem menores concentrações séricas de vale de SIMPONI® após a sua administração por via subcutânea. Por outro lado, o nível de proteína-C
reativa não demonstrou qualquer efeito sobre a depuração de SIMPONI® após administrações intravenosas de 2 mg/mL de SIMPONI® na Semana
0, Semana 4 e a cada 8 semanas, consecutivamente.

Pacientes que desenvolveram anticorpos contra SIMPONI® após administração subcutânea ou intravenosa geralmente apresentaram baixas
concentrações séricas de SIMPONI® no estado de equilíbrio.

Linearidade de dose

Após administração intravenosa única em pacientes com artrite reumatoide, SIMPONI® exibiu farmacocinética aproximadamente proporcional à dose
ao longo de um intervalo de dose de 0,1 a 10,0 mg/kg. Após uma dose subcutânea única em pacientes saudáveis, também foi observada farmacocinética
proporcional à dose em um intervalo de dose de 50 mg a 400 mg.

Dose única versus doses múltiplas

Os perfis de concentrações séricas-tempo de SIMPONI® foram geralmente previsíveis após administrações únicas ou múltiplas por via subcutâneas
ou intravenosas.

Quando 50 mg de SIMPONI® foi administrado por via intravenosa em pacientes com artrite reumatoide, artrite psoriásica ou espondilite anquilosante
a cada 4 semanas, as concentrações séricas alcançaram o estado de equilíbrio na Semana 12. Com o uso concomitante de metotrexato, o tratamento
com 50 mg de SIMPONI® a cada 4 semanas resultou em uma concentração sérica média no estado de equilíbrio de aproximadamente 0,4 ± 0,3
mcg/mL em pacientes virgens de tratamento com artrite reumatoide ativa, aproximadamente 0,6 ± 0,4 mcg/mL em pacientes com artrite reumatoide

32
ativa apesar de terapia com metotrexato, aproximadamente 0,5 ± 0,5 mcg/mL em pacientes com artrite reumatoide ativa previamente tratados com
biológicos anti-TNF, aproximadamente 0,5 ± 0,4 mcg/mL em pacientes com artrite psoriásica ativa e aproximadamente 0,8 ± 0,4 mcg/mL em pacientes
com espondilite anquilosante. Pacientes com artrite reumatoide, artrite psoriásica ou espondilite anquilosante que não receberam metotrexato
concomitante apresentaram concentrações séricas 30% menores de SIMPONI® do que aqueles que receberam SIMPONI® com metotrexato.

Quando 2 mg/kg de SIMPONI® foram administrados por via intravenosa em pacientes com artrite reumatoide na Semana 0, Semana 4 e a cada 8
semanas consecutivamente, as concentrações séricas alcançaram o estado de equilíbrio na Semana 12. Em pacientes usando metotrexato concomitante,
o tratamento com 2 mg/kg de SIMPONI® por via intravenosa a cada 8 semanas resultou em concentração sérica média no estado de equilíbrio de
aproximadamente 0,4 ± 0,4 mcg/mL em pacientes com artrite reumatoide ativa apesar de terapia com metotrexato.

A média do estado de equilíbrio das concentrações séricas de golimumabe em pacientes com espondiloartrite axial não radiográfica foram semelhantes
à observada em pacientes com espondilite anquilosante após a administração subcutânea de 50 mg de golimumabe a cada 4 semanas.

Após doses de indução de 200 mg e 100 mg de SIMPONI® por via subcutânea na Semana 0 e Semana 2, respectivamente, e doses de manutenção de
100 mg de SIMPONI® por via subcutânea a cada 4 semanas consecutivamente em pacientes com colite ulcerativa, as concentrações séricas de
golimumabe alcançaram o estado de equilíbrio em aproximadamente 14 semanas após o início da terapia. O tratamento com 100 mg de SIMPONI®
por via subcutânea a cada 4 semanas durante a manutenção resultou em uma concentração sérica média no estado de equilíbrio de aproximadamente
1,8 ± 1,1 mcg/mL. O uso concomitante de imunomoduladores não teve qualquer efeito aparente sobre os níveis de golimumabe no estado de equilíbrio
quando 100 mg de SIMPONI® foram administrados por via subcutânea a cada 4 semanas em pacientes com colite ulcerativa.

Efeito do peso sobre a farmacocinética

As análises de farmacocinética da população mostraram que há uma tendência em relação a uma maior depuração aparente de SIMPONI® com o
aumento do peso. Como resultado, pacientes com peso maior tendem a apresentar menores concentrações séricas no estado de equilíbrio de
SIMPONI® após administração subcutânea de uma dose de 50 mg ou 100 mg; entretanto, entre as populações de artrite reumatoide, artrite psoriásica
e espondilite anquilosante, um benefício de tratamento com 50 mg de SIMPONI® foi observado para todos os subgrupos por quartis de peso sem
diferenças significativas na eficácia clínica entre esses subgrupos.

Após a administração intravenosa, pacientes com maior peso corporal tendiam a apresentar concentrações plasmáticas maiores do que em pacientes
com pesos corporais menores quando golimumabe foi administrado com base em mg/kg (peso corporal). Entretanto, com base na análise de
farmacocinética da população, não houve diferenças clinicamente relevantes sobre a exposição de golimumabe após a administração por via
intravenosa de 2 mg/kg de golimumabe em pacientes ao longo de um intervalo de diferentes pesos corporais.

Populações especiais

Gênero

Não foram observadas diferenças farmacocinéticas relacionadas ao gênero com SIMPONI® após a correção para os pesos corporais dos pacientes.

Idosos ( 65 anos)

Os parâmetros farmacocinéticos de SIMPONI® não foram influenciados pela idade em pacientes adultos. Pacientes com idade ≥ 65 anos apresentaram
depuração aparente de SIMPONI® semelhante à de pacientes com idade < 65 anos.

Etnia

Não foram observadas diferenças farmacocinéticas relacionadas à etnia entre pacientes caucasianos e asiáticos.

Insuficiência renal ou hepática

33
Não existem dados farmacocinéticos disponíveis em pacientes com função renal ou hepática comprometidas.

Doses mensais

Os 5 estudos de Fase 3 de administração por via subcutânea avaliaram a segurança e a eficácia de SIMPONI® no esquema de dose a cada 4 semanas,
entretanto, uma janela de 3 a 7 dias foi prospectivamente permitida. Os pacientes deveriam receber um total de 13 doses ao longo de 1 ano quando
SIMPONI® é administrado a cada 4 semanas ao invés de 12 doses quando administradas mensalmente. Isso resulta em uma dose mensal calculada de
54 mg versus 50 mg, respectivamente, e equivale a uma diferença aproximada de 8% na exposição de golimumabe.

4. CONTRAINDICAÇÕES

Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes com hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes.

5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

Infecções

Houve relatos de infecções bacterianas (incluindo septicemia e pneumonia), micobacterianas (tuberculose), fúngicas invasivas e oportunistas, incluindo
mortes, em pacientes recebendo agentes bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI®. Os pacientes frequentemente apresentaram doença disseminada
ao invés de doença localizada. Algumas dessas infecções graves ocorreram em pacientes recebendo terapia imunossupressora concomitante que, além
de sua doença subjacente, podia predispô-los às infecções. No caso de pacientes que residiram em regiões em que infecções fúngicas invasivas, como
histoplasmose, coccidioidomicose ou blastomicose, são endêmicas (ou viajaram para essas regiões), os benefícios e os riscos do tratamento com
SIMPONI® devem ser cuidadosamente considerados antes de iniciar ou continuar a terapia com SIMPONI®. Nos pacientes de risco tratados com
SIMPONI® deve-se suspeitar de infecção fúngica invasiva caso desenvolvam doença sistêmica grave. Os testes de antígeno e anticorpo podem ser
negativos em alguns pacientes com infecção ativa. Deve ser considerada terapia antifúngica empírica apropriada, enquanto o diagnóstico minucioso é
realizado. A decisão para a terapia antifúngica empírica deve ser feita, se possível, em consulta com um médico com experiência em diagnóstico e
tratamento de infecções fúngicas invasivas e devem ser considerados tanto o risco de infecção fúngica severa, como os riscos da terapia antifúngica.

SIMPONI® não deve ser administrado a pacientes com infecção ativa e clinicamente importante. Recomenda-se cautela ao considerar o uso de
SIMPONI® em pacientes com uma infecção crônica ou histórico de infecção recorrente. Os pacientes devem ser aconselhados a evitar a exposição a
fatores de risco potenciais para infecção, quando apropriado.

- Tuberculose

Os pacientes devem ser avaliados quanto a fatores de risco para tuberculose (incluindo contato próximo com uma pessoa com tuberculose ativa) e
testados quanto à infecção de tuberculose latente antes do tratamento com SIMPONI®. O tratamento das infecções de tuberculose latente deve ser
iniciado antes da terapia com SIMPONI®.

O tratamento contra tuberculose deve ser considerado antes de iniciar a administração de SIMPONI® em pacientes com histórico de tuberculose
latente ou ativa, em que o tratamento adequado não pode ser confirmado.

Os testes para tuberculose latente podem gerar resultados falso-negativos, especialmente em pacientes imunocomprometidos ou gravemente doentes.
Antes de iniciar a administração de SIMPONI®, o tratamento para tuberculose latente deve ser considerado em pacientes que têm fatores de risco
significativos para tuberculose, apesar do teste negativo para tuberculose latente. A decisão de iniciar o tratamento contra tuberculose nesses pacientes
só deve ser tomada após consulta com um médico com experiência no tratamento de tuberculose e levando em consideração tanto o risco da infecção
de tuberculose latente quanto da terapia contra tuberculose.

Nos pacientes recebendo SIMPONI®, a tuberculose foi frequentemente apresentada como uma doença disseminada ou extrapulmonar. Ocorreram
casos de tuberculose ativa em pacientes tratados com SIMPONI® durante e após o tratamento para tuberculose latente.

34
Os pacientes recebendo SIMPONI® devem ser monitorados rigorosamente quanto aos sinais e sintomas de tuberculose ativa, incluindo pacientes que
apresentaram resultado de teste negativo para tuberculose latente, pacientes que estão em tratamento para tuberculose latente, ou pacientes que foram
previamente tratados para infecção de tuberculose.

Malignidades

Não é conhecido o papel potencial da terapia bloqueadora de TNF no desenvolvimento de malignidades. Deve-se tomar cuidado ao considerar a terapia
bloqueadora de TNF para pacientes com histórico de malignidade, ou quando se considera a continuação do tratamento em pacientes que desenvolvem
malignidade.

- Malignidade Pediátrica

Após a comercialização, foram descritos casos de malignidades, alguns deles fatais, entre crianças, adolescentes e adultos jovens (até 22 anos de idade)
que receberam agentes bloqueadores de TNF (início do tratamento com idade  18 anos) para tratar artrite idiopática juvenil, doença de Crohn ou
outras condições. Aproximadamente a metade dos relatos foi de linfomas. Os outros casos representaram uma variedade de diferentes malignidades e
incluíram aquelas que geralmente não são observadas em crianças e adolescentes. A maioria desses pacientes estava recebendo concomitantemente
medicamentos imunossupressores, tais como metotrexato, azatioprina ou 6-mercaptopurina. O papel dos bloqueadores do TNF no desenvolvimento
de malignidades em crianças e adolescentes ainda não está claro.

- Linfoma

Nos períodos controlados de estudos clínicos de todos os agentes bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI®, mais casos de linfoma foram
observados entre os pacientes recebendo tratamento com anti-TNF em comparação aos pacientes do grupo controle. Durante os estudos clínicos de
Fase 2 e 3 de SIMPONI® em artrite reumatoide, artrite psoriásica e espondilite anquilosante, a incidência de linfoma em pacientes tratados com
SIMPONI® foi maior do que a esperada na população em geral. Pacientes com artrite reumatoide e outras doenças inflamatórias crônicas,
especialmente aqueles com doença altamente ativa e/ou exposição crônica a terapias imunossupressoras, podem estar sob risco maior (até várias vezes)
do que a população em geral para o desenvolvimento de linfoma, mesmo na ausência de terapia bloqueadora de TNF.

Foram relatados casos raros de linfoma hepatoesplênico de células T em pacientes tratados com outros agentes bloqueadores de TNF. Este raro tipo
de linfoma de células T possui uma evolução muito agressiva e é frequentemente fatal. Quase todos esses casos ocorreram em pacientes com doença
de Crohn ou colite ulcerativa. A maioria dos casos ocorreu em adolescentes e jovens adultos do sexo masculino. Quase todos esses pacientes receberam
tratamento com azatioprina ou 6-mercaptopurina concomitante a um bloqueador de TNF no momento ou antes do diagnóstico. O risco potencial com
a combinação de azatioprina ou 6-mercaptopurina e SIMPONI® deve ser cuidadosamente considerado. Um risco de desenvolvimento de linfoma
hepatoesplênico de células T em pacientes tratados com bloqueadores de TNF não pode ser excluído.

- Leucemia

Foram relatados casos de leucemia aguda e crônica com o uso de bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI®, no tratamento da artrite reumatoide e
outras indicações. Mesmo na ausência de tratamento com bloqueador de TNF, os pacientes com artrite reumatoide podem estar sob risco maior
(aproximadamente 2 vezes), em comparação com a população em geral, para o desenvolvimento de leucemia.

- Malignidades com exceção do linfoma

Nos períodos controlados dos estudos clínicos de Fase 2 e Fase 3 de SIMPONI® em artrite reumatoide, artrite psoriásica, espondilite anquilosante e
colite ulcerativa, a incidência de malignidades não-linfoma (excluindo câncer de pele não-melanoma) foi semelhante entre os grupos tratados com
SIMPONI® e o grupo controle.

Em um estudo clínico exploratório que avaliou o uso de SIMPONI® em pacientes com asma persistente grave, houve mais relatos de malignidades
em pacientes tratados com SIMPONI® em comparação aos pacientes do grupo controle. A significância desse achado é desconhecida.

35
- Displasia/carcinoma de cólon

Não se sabe se o tratamento com SIMPONI® influencia o risco de desenvolver displasia ou câncer de cólon. Todos os pacientes com colite ulcerativa
que apresentam risco aumentado para displasia ou carcinoma de cólon (por exemplo, pacientes com colite ulcerativa de longa data ou colangite
esclerosante primária), ou que apresentam um histórico de displasia ou carcinoma de cólon devem ser avaliados para displasia em intervalos regulares
antes da terapia e durante todo o curso da doença. Esta avaliação deve incluir colonoscopia e biópsias de acordo com as recomendações locais. Em
pacientes com displasia recentemente diagnosticada tratados com SIMPONI®. Os riscos e os benefícios para cada paciente devem ser cuidadosamente
revistos e deve-se levar em consideração se a terapia deve ser continuada.

- Cânceres de pele

Foram relatados melanoma e carcinoma das células de Merkel em pacientes tratados com agentes bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI® (vide
“Reações adversas”).

Recomenda-se um exame periódico da pele para todos os pacientes, particularmente para aqueles com fatores de risco para câncer de pele.

Reativação do vírus da hepatite B

Conforme observado com o uso de outros medicamentos imunossupressores, o uso de agentes bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI®, foi
associado à reativação do vírus da hepatite B (HBV) em pacientes portadores crônicos do vírus (ou seja, positivos para antígeno de superfície). Os
pacientes devem ser submetidos a teste para infecção pelo vírus da hepatite B antes de iniciar o tratamento com imunossupressores, incluindo
SIMPONI®. Para os pacientes com resultado positivo para antígeno de superfície para hepatite B, recomenda-se uma consulta com um médico com
experiência no tratamento da hepatite B. Os portadores crônicos de hepatite B devem ser adequadamente avaliados e monitorados antes e durante o
tratamento com SIMPONI®, assim como por vários meses após a sua descontinuação.

Insuficiência cardíaca congestiva

Casos de agravamento da insuficiência cardíaca congestiva e de seu aparecimento foram relatados com o uso de bloqueadores de TNF, incluindo
SIMPONI®. Alguns casos tiveram desfechos fatais. SIMPONI® não foi estudado em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva e deve ser
usado com cautela nesses pacientes. Caso se tome a decisão de administrar SIMPONI® a pacientes com insuficiência cardíaca, eles devem ser
monitorados rigorosamente durante a terapia e SIMPONI® deve ser descontinuado se houver novos sintomas ou agravamento da insuficiência
cardíaca.

Distúrbios desmielinizantes

O uso de agentes bloqueadores de TNF foi associado a casos de novo início ou exacerbação de sintomas clínicos e/ou evidência radiográfica de
distúrbios desmielinizantes do sistema nervoso central, incluindo esclerose múltipla e distúrbios desmielinizantes periféricos, incluindo síndrome de
Guillain-Barré. Os médicos devem ter cautela ao considerar o uso de bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI®, em pacientes com distúrbios
desmielinizantes do sistema nervoso central ou periférico. A descontinuação de SIMPONI® deve ser considerada na presença destes distúrbios.

Processos autoimunes

O tratamento com bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI®, pode resultar na formação de anticorpos antinucleares (ANA) e, raramente, no
desenvolvimento de uma síndrome semelhante ao Lúpus. Se o paciente desenvolver sintomas sugestivos de síndrome semelhante ao Lúpus após o
tratamento com SIMPONI®, o tratamento deve ser descontinuado.

36
Administração concomitante de SIMPONI® com anacinra

Foram observadas infecções graves e neutropenia em estudos clínicos com uso concomitante de anacinra e outro agente bloqueador de TNF,
etanercepte, sem benefício clínico adicional. Devido à natureza dos eventos adversos observados com essa terapia combinada, toxicidades semelhantes
também podem resultar da combinação de anacinra e outros agentes bloqueadores de TNF. Portanto, a combinação de SIMPONI® e anacinra não é
recomendada.

Administração concomitante de SIMPONI® com abatacepte

Nos estudos clínicos, a administração concomitante de agentes bloqueadores de TNF e abatacepte foi associada a um risco aumentado de infecções,
incluindo infecções graves em comparação com a administração de agentes bloqueadores de TNF isoladamente, sem benefício clínico adicional.
Devido à natureza dos eventos adversos observados com a combinação de agentes bloqueadores de TNF e a terapia com abatacepte, a combinação de
SIMPONI® e abatacepte não é recomendada.

Administração concomitante de SIMPONI® com outros medicamentos biológicos

Não há informação suficiente sobre o uso concomitante de SIMPONI® com outros medicamentos biológicos usados para tratar as mesmas condições
de SIMPONI®. O uso concomitante de SIMPONI® com estes medicamentos biológicos não é recomendado devido à possibilidade de aumento do
risco de infecção.

Troca entre medicamentos biológicos

Ao trocar um medicamento biológico por outro, os pacientes devem continuar a ser monitorados, uma vez que a sobreposição da atividade biológica
pode aumentar ainda mais o risco de infecção.

Reações hematológicas

Foram relatadas pancitopenia, leucopenia, neutropenia, agranulocitose e trombocitopenia em pacientes tratados com agentes bloqueadores de TNF,
incluindo SIMPONI®. Recomenda-se cautela em pacientes tratados com SIMPONI® que apresentam, ou apresentaram no passado, citopenias
significativas.

Vacinas de vírus vivos/Agentes terapêuticos infecciosos

Os pacientes tratados com SIMPONI® podem receber vacinas concomitantes, com exceção das vacinas de vírus vivos. Os dados disponíveis sobre a
resposta à vacinação com vacinas de vírus vivos, ou sobre a transmissão secundária de infecção por vacinas de vírus vivos, são limitados em pacientes
recebendo terapia anti-TNF. O uso de vacinas de vírus vivos pode resultar em infecções clínicas, incluindo infecções generalizadas.

O uso de outros agentes terapêuticos infecciosos, tais como bactérias vivas atenuadas (por exemplo, instilação da bexiga com BCG para o tratamento
de câncer) pode resultar em infecções clínicas, incluindo infecções generalizadas. Não é recomendado que agentes terapêuticos infecciosos sejam
administrados com SIMPONI®.

Vacinas de vírus inativados

Os pacientes com artrite psoriásica tratados com SIMPONI® em um estudo de Fase 3 em artrite psoriásica foram capazes de desenvolver respostas
imunológicas eficazes de células B para a vacina polissacarídea pneumocócica. Números semelhantes de pacientes com artrite psoriásica recebendo
ou não SIMPONI® tiveram, pelo menos, um aumento de 2 vezes nos títulos de anticorpos. As proporções de pacientes com resposta à vacina

37
pneumocócica foram menores entre os pacientes tratados com SIMPONI® e os pacientes do grupo controle recebendo metotrexato em comparação
com aqueles que não receberam metotrexato. No geral, os dados indicam que SIMPONI® não suprime a resposta imunológica humoral a essa vacina.

Reações alérgicas

- Sensibilidade ao látex

A tampa da agulha na seringa preenchida contém borracha natural seca (um derivado do látex), que pode causar reações alérgicas em indivíduos
sensíveis ao látex.

- Reações de hipersensibilidade

Na experiência pós-comercialização, reações sistêmicas graves de hipersensibilidade (incluindo reação anafilática) foram relatadas após a
administração de SIMPONI®. Algumas dessas reações ocorreram após a primeira administração de SIMPONI®. Se ocorrerem reação anafilática ou
outras reações alérgicas graves, a administração de SIMPONI® deve ser descontinuada imediatamente e um tratamento adequado deve ser instituído.

Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os médicos que acompanham pacientes sob
imunossupressão devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o
diagnóstico precoce e tratamento.

Populações especiais

- Uso geriátrico

Nos estudos de Fase 3 em artrite reumatoide, artrite psoriásica e espondilite anquilosante, não foram observadas diferenças gerais nos eventos adversos,
eventos adversos graves e nas infecções graves em pacientes com 65 anos ou mais que receberam SIMPONI®, em comparação com pacientes mais
jovens. Em colite ulcerativa, o número de pacientes com 65 anos de idade ou mais não foi suficiente para determinar se estes pacientes respondem de
forma diferente de outros pacientes com idades de 18 a 65 anos. Uma vez que existe uma maior incidência de infecções na população idosa em geral,
recomenda-se cautela ao se tratar idosos. No estudo de espondiloartrite axial não radiográfica não havia pacientes com 65 anos ou mais.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas

Não foram conduzidos estudos sobre os efeitos na capacidade de dirigir veículos e de operar máquinas.

Carcinogênese, mutagênese, diminuição da fertilidade

Estudos de longo prazo com golimumabe em animais não conduziram à avaliação de potencial carcinogênico ou de seus efeitos sobre a fertilidade.
Um estudo de fertilidade conduzido em ratos usando anticorpo análogo de rato anti-TNF não demonstrou impacto sobre a fertilidade. Não foram
conduzidos estudos de mutagenicidade com golimumabe.

Gravidez e Lactação

Uso durante a gravidez (Categoria B)

Foi conduzido um estudo de toxicologia embriofetal, no qual macacas cynomolgus grávidas foram tratadas com golimumabe durante o primeiro
trimestre com doses de até 50 mg/kg duas vezes por semana (mais de 500 vezes maior, em termos da relação entre dose/peso corporal, que a
dose clínica proposta de 50 mg a cada 4 semanas). A média do pico de concentração sérica materna obtida neste estudo (1576 mcg/mL) é mais
de 900 vezes maior que o valor mediano da Cmáx no estado de equilíbrio (1,71 mcg/mL) após a administração de 50 mg a cada 4 semanas, por
via subcutânea, em pacientes com artrite reumatoide, artrite psoriásica e espondilite anquilosante. As amostras do sangue do cordão umbilical

38
coletadas no final do segundo trimestre mostraram que os fetos foram expostos ao golimumabe durante a gestação. As concentrações séricas
fetais foram iguais a aproximadamente 50% das concentrações séricas maternas. Neste estudo, a exposição ao golimumabe in utero não produziu
defeitos no desenvolvimento dos fetos.

Um estudo do desenvolvimento pré-natal e pós-natal foi conduzido em macacas cynomolgus grávidas tratadas com golimumabe durante o
segundo e o terceiro trimestres e durante a lactação. O golimumabe estava presente no soro do neonato a partir do nascimento e por até seis
meses após o parto. A média do pico de concentração sérica materna obtido neste estudo (1482 mcg/mL) é mais de 860 vezes maior que o valor
mediano da Cmáx no estado de equilíbrio (1,71 mcg/mL) após a administração subcutânea de 50 mg a cada 4 semanas em pacientes com artrite
reumatoide, artrite psoriásica e espondilite anquilosante. A exposição ao golimumabe durante a gestação e durante o período pós-natal não
causou defeitos de desenvolvimento nos bebês. No entanto, os estudos de reprodução e de desenvolvimento em animais nem sempre são
preditivos da resposta em seres humanos.

O golimumabe atravessa a placenta. Após o tratamento com outro anticorpo monoclonal bloqueador de TNF durante a gravidez, o anticorpo foi
detectado por até seis meses no soro de bebês nascidos de pacientes tratadas. Consequentemente, estes bebês podem estar sob risco aumentado
de infecção. A administração de vacinas vivas em bebês expostos ao golimumabe in utero não é recomendada durante os seis meses posteriores
à última injeção de golimumabe administrada na gestante.

Não se sabe se SIMPONI® pode causar dano ao feto quando administrado em mulheres grávidas ou se pode afetar a capacidade de reprodução.
SIMPONI® só deve ser administrado em gestantes se for claramente necessário.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Uso durante a lactação

No estudo do desenvolvimento pré-natal e pós-natal em macacas cynomolgus, no qual o golimumabe foi administrado durante a gravidez e a
lactação, golimumabe foi detectado no leite materno em concentrações que eram aproximadamente 350 vezes menores que as concentrações
séricas maternas. Não se sabe se golimumabe é excretado no leite materno humano ou absorvido sistemicamente após a ingestão. Uma vez que
muitos medicamentos e as imunoglobulinas são excretados no leite humano, e devido ao potencial de SIMPONI® para causar reações adversas
em lactentes, deve-se decidir entre descontinuar a amamentação ou descontinuar o medicamento, levando em consideração a importância do
medicamento para a mãe.

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Não foram realizados estudos de interação medicamentosa específicos com SIMPONI®.

Uso concomitante de SIMPONI® com outros medicamentos biológicos

A combinação de SIMPONI® com outros medicamentos biológicos usados para tratar as mesmas condições de SIMPONI®, incluindo anacinra
e abatacepte, não é recomendada.

Vacinas de vírus vivos/Agentes terapêuticos infecciosos

Vacinas de vírus vivos não devem ser administradas concomitantemente a SIMPONI®.

Agentes terapêuticos infecciosos não devem ser administrados concomitantemente a SIMPONI®.

O metotrexato

39
Não foi observado efeito significativo do metotrexato na depuração de SIMPONI® administrado por via intravenosa. Após a administração
subcutânea, o uso concomitante de metotrexato resultou em concentrações maiores de SIMPONI® no estado de equilíbrio em pacientes com
artrite reumatoide, artrite psoriásica ou espondilite anquilosante. No entanto, os dados não sugerem uma necessidade de ajuste de dose de
SIMPONI® ou metotrexato.

7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

Conservar sob refrigeração (entre 2ºC e 8C). Proteger da luz. Não congelar. Não agitar. Manter a seringa preenchida na embalagem original a
fim de protegê-la da luz.

O prazo de validade do medicamento é de 24 meses a partir da data de fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Aspecto físico

SIMPONI® é uma solução límpida a ligeiramente opaca e incolor a levemente amarelada. Essa aparência não é incomum nas soluções que
contêm proteína.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

8. POSOLOGIA E MODO DE USAR

Modo de usar

Para aplicar SIMPONI® seringa preenchida é necessário que você seja instruído sobre a forma correta de aplicação. Tenha certeza de ter
recebido todas as instruções necessárias antes de aplicar SIMPONI® seringa preenchida. Antes de aplicar, leia atentamente as instruções do
modo de usar.

Etapa 1: Preparando-se para utilizar a seringa preenchida

A figura a seguir mostra como é a seringa preenchida:

40
Segurar a seringa preenchida pelo corpo da seringa.

NÃO segurar a seringa preenchida pela cabeça do êmbolo, êmbolo, abas de proteção da agulha ou tampa da agulha.

NÃO puxar o êmbolo para trás em nenhum momento.

NÃO agitar a seringa preenchida em nenhum momento.

NÃO remover a tampa da agulha da seringa preenchida até que seja instruído a fazê-lo.

NÃO tocar os grampos de ativação do protetor de agulha (indicado pelos asteriscos * na primeira ilustração) para impedir o fechamento
prematuro da agulha pelo protetor da agulha.

Verificar a data de validade

Verifique a data de validade (indicada por “VAL”) no rótulo olhando através da janela de visualização localizada dentro do corpo da seringa
preenchida.

Se você não conseguir ver a data de validade através da janela, segure a seringa preenchida pelo seu corpo e gire a tampa da agulha para alinhar
a data de validade na janela de visualização.

Você também pode verificar a data de validade impressa na embalagem externa do produto.

Se o prazo de validade estiver vencido, NÃO use a seringa preenchida.

Aguardar 30 minutos

Para garantir uma aplicação apropriada, deixar a seringa preenchida atingir a temperatura ambiente fora da
embalagem externa por 30 minutos antes do uso. Manter longe do alcance de crianças.

NÃO aquecer a seringa preenchida de nenhuma outra maneira (por exemplo, NÃO colocar em um aparelho de
micro-ondas ou em água quente).

NÃO retirar a tampa da agulha da seringa preenchida enquanto estiver deixando o produto atingir a temperatura ambiente.

41
NÃO é recomendado retornar a seringa preenchida para o refrigerador, pois isso pode afetar a qualidade do produto. NÃO retirar a seringa
preenchida do refrigerador se o produto não for administrado.

Preparar o material adicional

Preparar o material adicional necessário para a aplicação. Este inclui uma compressa com álcool, bola de algodão ou gaze e um recipiente
adequado para descartar seringas.

Verificar a solução injetável na seringa preenchida

Segurar SIMPONI® seringa preenchida pelo corpo com a agulha tampada apontando para baixo.

Olhar pela janela de visualização da seringa preenchida. Certificar-se de que o líquido é límpido a ligeiramente opaco e incolor a levemente
amarelado. Se você não conseguir ver o líquido através da janela de visualização, segurar a seringa preenchida pelo corpo e girar a tampa da
agulha para alinhar o líquido com a janela de visualização.

Você também poderá notar uma bolha de ar – isto é normal.

NÃO usar se o líquido estiver com a coloração alterada, turvo ou se apresentar partículas.

Etapa 2: Escolher e preparar o local da aplicação

Escolher o local da aplicação

O local da aplicação recomendado é a parte da frente no meio da coxa (ver figura):

Você também pode utilizar a parte baixa do abdome abaixo do umbigo. Não utilizar a área circular próxima ao umbigo.

A injeção também pode ser aplicada na área externa dos braços (ver figura).

42
NÃO aplicar nas áreas em que a pele estiver sensível, contundida, vermelha, escamosa ou dura. Evitar áreas com cicatrizes ou estrias

• Se um cuidador estiver administrando a injeção, o cuidador também poderá usar a área externa dos braços superiores.

• Se múltiplas injeções forem necessárias para uma única administração, as injeções devem ser administradas em diferentes locais do
corpo.

Preparar o local da aplicação

Lavar bem as mãos com sabão e água morna.

Limpar o local da aplicação com um algodão com álcool.

NÃO tocar novamente a área antes da aplicação. Deixar a pele secar antes de aplicar.

NÃO abanar ou soprar a área limpa.

Etapa 3: Aplicando SIMPONI®

NÃO retirar a tampa da agulha até que esteja tudo pronto para a aplicação de SIMPONI® seringa preenchida. A solução deverá ser aplicada
dentro de 5 minutos após a tampa ter sido retirada.

Retirar a tampa da agulha

NÃO tocar no êmbolo durante a remoção da tampa da agulha.

Quando estiver pronto para a injeção, segurar o corpo da seringa preenchida com uma das mãos e remover a tampa da agulha em linha reta.

43
Jogar a tampa da agulha no lixo.

Você pode observar uma bolha de ar na seringa preenchida. Você NÃO precisa retirar a bolha de ar.

Você também poderá ver uma gota do líquido na ponta da agulha. Isso é normal

NÃO tocar na agulha ou deixar que ela toque em nenhuma superfície.

NÃO usar a seringa preenchida se ela cair sem estar tampada.

Posicionar a seringa preenchida e aplicar SIMPONI®

Segurar o corpo da seringa preenchida com uma das mãos entre o dedo médio e o indicador e colocar o polegar na posição para empurrar a
cabeça do êmbolo.

NÃO puxar o êmbolo para trás em nenhum momento.

Usar a outra mão para pinçar gentilmente a área da pele que você já limpou. Segurar firmemente.

Colocar a agulha em um ângulo de aproximadamente 45 graus da pele pinçada. Com um movimento único e rápido, inserir a agulha através da
pele pinçada até onde ela for.

Aplicar toda a medicação utilizando o polegar para empurrar a cabeça do êmbolo até que ela se posicione completamente entre as abas de
proteção da agulha.

44
Quando o êmbolo for empurrado ao máximo, continuar mantendo o polegar pressionando o êmbolo, retirar a agulha da pele e soltar a pele.

Lentamente, retirar seu polegar do êmbolo. Isso fará com que a seringa vazia se mova para cima até que toda a agulha esteja coberta pelo
protetor de agulha, conforme mostrado na figura.

Etapa 4: Após a aplicação

Descarte da seringa vazia

Descartar imediatamente a seringa vazia em recipiente adequado para objetos pontiagudos cortantes. Não jogá-la em lixo comum. Para sua
segurança e saúde, e para a segurança de outras pessoas, as agulhas e seringas usadas NUNCA devem ser reutilizadas. Descarte o recipiente de
objetos cortantes de acordo com as regulamentações locais.

45
Usar bola de algodão ou gaze

Pode haver uma pequena quantidade de sangue ou líquido no local da aplicação, o que é normal.

Pressionar uma bola de algodão ou gaze no local da aplicação e segurar por 10 segundos.

NÃO esfregar o local da aplicação.

Cobrir o local da aplicação com um pequeno curativo adesivo, se necessário.

Posologia

SIMPONI® seringa preenchida é fornecido na forma de uma solução estéril em uma seringa de vidro com uma agulha de aço fixa. A tampa da agulha
é feita de borracha natural seca contendo látex.

O tratamento com SIMPONI® deve ser iniciado e supervisionado por profissionais qualificados, com experiência no diagnóstico e no tratamento de
artrite reumatoide, artrite psoriásica ou espondilite anquilosante.

Adultos (≥ 18 anos)

Artrite reumatoide

SIMPONI® 50 mg é administrado na forma de uma injeção subcutânea uma vez ao mês, sempre no mesmo dia de cada mês.

Artrite psoriásica

SIMPONI® 50 mg é administrado na forma de uma injeção subcutânea uma vez ao mês, sempre no mesmo dia de cada mês.

Espondilite anquilosante

SIMPONI® 50 mg é administrado na forma de uma injeção subcutânea uma vez ao mês, sempre no mesmo dia de cada mês.

46
Espondiloartrite axial não radiográfica

SIMPONI® 50 mg administrado na forma de uma injeção subcutânea uma vez ao mês, sempre no mesmo dia de cada mês.

Colite ulcerativa

Para pacientes com peso corporal maior ou igual a 80 kg, 200 mg de SIMPONI® são administrados na forma de uma injeção subcutânea na
Semana 0, seguidos de 100 mg na Semana 2 e então, 100 mg a cada 4 semanas, consecutivamente.

Para pacientes com peso corporal menor que 80 kg, 200 mg de SIMPONI® são administrados na forma de uma injeção subcutânea na Semana 0,
seguidos de 100 mg na Semana 2. Pacientes que tiveram uma resposta adequada devem receber 50 mg na Semana 6 e a cada 4 semanas,
consecutivamente. Pacientes que tiveram uma resposta inadequada podem se beneficiar continuando com 100 mg na Semana 6 e a cada 4 semanas,
consecutivamente.

Durante o tratamento de manutenção, o uso de corticosteroides pode ser diminuído de acordo com os guias de práticas clínicas. Os dados disponíveis
sugerem que a resposta clínica é geralmente atingida dentro de 12-14 semanas de tratamento (depois de 4 doses). A continuação da terapêutica
deve ser reconsiderada nos pacientes que não apresentarem evidência de benefício terapêutico durante este período de tempo.

Pacientes idosos (≥ 65 anos)

Não requer nenhum ajuste de dose nos idosos.

Pacientes pediátricos (< 18 anos)

A segurança e a eficácia de SIMPONI® não foram estabelecidas em pacientes pediátricos com menos de 18 anos, portanto, não há recomendação
de dose.

Pacientes com função renal comprometida

Não foram conduzidos estudos específicos em pacientes com comprometimento da função renal.

Pacientes com função hepática comprometida

Não foram conduzidos estudos específicos em pacientes com comprometimento da função hepática.

Instruções de administração e descarte do material: São fornecidas instruções completas para a administração de SIMPONI® no item Modo
de usar. Os pacientes devem ser instruídos a aplicar a quantidade total de SIMPONI® de acordo com as diretrizes providenciadas no item
Modo de usar. Na ausência de estudos de compatibilidade, SIMPONI® não deve ser misturado com outros medicamentos. Todo o produto
remanescente ou material utilizado deve ser descartado de modo seguro em recipientes de descarte adequados.

Conduta em caso de esquecimento de dose: Se o paciente não aplicar a dose de SIMPONI® na data planejada, a dose omitida deve ser aplicada
assim que possível. Os pacientes devem ser orientados a não aplicar dose dobrada para compensar a dose omitida.

47
Após aplicar a dose omitida; a próxima dose deve ser administrada com base na orientação a seguir:

- Se a dose omitida tiver menos de 2 semanas de atraso, o paciente deve aplicar a dose omitida e realizar a próxima dose mantendo a programação
de data original.

- Se a dose omitida tiver mais de 2 semanas de atraso, o paciente deve aplicar a dose omitida e realizar a próxima dose em uma nova programação
mensal, a partir da data desta última aplicação.

9. REAÇÕES ADVERSAS

Nesta seção, as reações adversas são apresentadas. As reações adversas são eventos adversos que foram considerados razoavelmente associados ao
uso de golimumabe com base em uma avaliação abrangente das informações de eventos adversos. Uma relação causal com o golimumabe não pode
ser estabelecida com confiança para casos individuais. Além disso, devido aos estudos clínicos serem conduzidos sob condições amplamente variadas,
as taxas de reações adversas observadas nos estudos clínicos de um medicamento não podem ser comparadas diretamente com as taxas de estudos
clínicos de outro medicamento e podem não refletir as taxas observadas na prática clínica.

Os dados de segurança dos estudos clínicos Fase 2 e 3 estão disponíveis para 6161 pacientes tratados com SIMPONI®, incluindo 3090 com artrite
reumatoide, 634 com artrite psoriásica, 768 com espondilite anquilosante, 1245 com colite ulcerativa, 231 com asma persistente grave e 193 com
espondiloartrite axial não radiográfica ativa. As reações adversas, observadas com SIMPONI®, estão resumidas na Tabela 21.

As reações adversas, nas classes de sistema/órgão, estão listadas de acordo com a frequência, usando a seguinte convenção: Muito comum ( 1/10);
Comum ( 1/100, < 1/10); Incomum ( 1/1.000, < 1/100); Rara ( 1/10.000, < 1/1.000, incluindo relatos isolados); Desconhecida (não pode ser
estimada a partir dos dados disponíveis).

Tabela 21: Resumo de reações adversas a golimumabe em estudos clínicos


Infecções e infestações
Muito comum Infecção do trato respiratório superior (nasofaringite, faringite, laringite e rinite)
Comum Infecções bacterianas (tais como celulite), infecção do trato respiratório inferior
(pneumonia), infecções virais (tais como gripe e herpes), bronquite, sinusite,
infecções fúngicas superficiais, abscesso
Incomum Septicemia (incluindo choque séptico), pielonefrite
Rara Histoplasmose, coccidioidomicose, tuberculose, infecções oportunistas (infecções
invasivas fúngicas, bacterianas, micobacterianas atípicas e protozoárias), reativação
de hepatite B, pneumocistose, artrite bacteriana, bursite infecciosa
Neoplasias benignas e malignas
Rara Linfoma, leucemia
Desconhecida Malignidade pediátrica
Exames laboratoriais
Comum Aumento na alanina aminotransferase, aumento na aspartato aminotransferase
Incomum Diminuição na contagem de neutrófilos
Distúrbios do sangue e sistema linfático
Comum Leucopenia (incluindo neutropenia), anemia
Incomum Trombocitopenia, pancitopenia
Distúrbios do sistema imunológico
Comum Autoanticorpos positivos, reações alérgicas não-graves
Distúrbios do sistema nervoso

48
Comum Tontura, parestesia
Rara Distúrbios desmielinizantes (central e periférico)
Distúrbios cardíacos
Rara Insuficiência cardíaca congestiva (novo início ou piora)
Distúrbios vasculares
Comum Hipertensão
Rara Vasculite (sistêmica)
Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino
Incomum Doença intersticial pulmonar
Distúrbios gastrintestinais
Incomum Constipação
Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo
Comum Erupção cutânea, alopecia
Incomum Psoríase: nova ou piora; palmar/plantar e pustular
Rara Vasculite (cutânea)
Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo
Rara Síndrome semelhante ao lúpus
Distúrbios gerais e condições no local de administração
Comum Pirexia, reação no local da aplicação (eritema no local da aplicação, urticária,
endurecimento, dor, hematoma, prurido, irritação, parestesia)

Infecções

No período controlado dos estudos pivotais, a infecção do trato respiratório superior foi a reação adversa mais comum relatada em 12,6% dos
pacientes tratados com SIMPONI® (incidência por pacientes-ano: 0,61; IC de 95%: 0,55, 0,67) em comparação com 11,0% dos pacientes do
grupo controle (incidência por paciente-ano: 0,55; IC de 95%: 0,46, 0,64). Nos períodos controlados e não controlados dos estudos, com uma
mediana de acompanhamento de aproximadamente 4 anos, a incidência de infecções no trato respiratório superior por pacientes-ano foi de 0,35
eventos; IC de 95%: 0,34, 0,36, para os pacientes tratados com SIMPONI®.

No período controlado dos estudos clínicos pivotais, foram observadas infecções em 23,0% dos pacientes tratados com SIMPONI® (incidência
por pacientes-ano: 1,32; IC de 95%: 1,23, 1,41) em comparação com 20,2% dos pacientes do grupo controle (incidência por pacientes-ano:
1,22; IC de 95%: 1,09, 1,36). Nos períodos controlados e não controlados dos estudos, com uma mediana de acompanhamento de
aproximadamente 4 anos, a incidência de infecções por paciente-ano foi de 0,81 eventos; IC de 95%: 0,79, 0,83, para os pacientes tratados com
SIMPONI®.

Infecções graves observadas em pacientes tratados com SIMPONI® incluíram septicemia, pneumonia, celulite, abscesso, infecções oportunistas
e tuberculose. No período controlado dos estudos de artrite reumatoide, artrite psoriásica, espondilite anquilosante, colite ulcerativa e
espondiloartrite axial não radiográfica, foram observadas infecções graves em 1,2% dos pacientes tratados com SIMPONI® e 1, 2% dos
pacientes do grupo controle. A incidência de infecções graves por paciente-ano de acompanhamento no período controlado dos estudos de
artrite reumatoide, artrite psoriásica, espondilite anquilosante e espondiloartrite axial não radiográfica foi de 0,07; IC de 95%: 0,05, 0,11 para o
grupo tratado com SIMPONI® 100 mg, 0,03; IC de 95%: 0,01, 0,06 para o grupo tratado com 50 mg de SIMPONI® e 0,04; IC de 95%: 0,02,
0,07 para o grupo placebo. No período controlado dos estudos de indução de SIMPONI® em colite ulcerativa, foram observadas infecções
graves em 0,8% dos pacientes tratados com SIMPONI® em comparação com 1,5% dos pacientes do grupo placebo. Nos períodos controlados
e não controlados dos estudos clínicos pivotais, com uma mediana de acompanhamento de até 3 anos, houve uma maior incidência de infecções
graves, incluindo infecções oportunistas e tuberculose em pacientes recebendo 100 mg de SIMPONI®, comparado com pacientes recebendo 50
mg de SIMPONI®. A incidência por paciente-ano de todas as infecções graves foi de 0,04; IC de 95%: 0,04, 0,05, em pacientes recebendo 100
mg de SIMPONI® e 0,03; IC de 95%: 0,02, 0,03, em pacientes recebendo 50 mg de SIMPONI®. Estes resultados podem ser confundidos pelo
desenho dos estudos clínicos pivotais e diferentes durações de acompanhamento entre os grupos de tratamento.

49
Malignidades

- Linfoma

A incidência de linfoma em pacientes tratados com SIMPONI® durante os estudos clínicos pivotais foi maior do que a esperada na população
geral. Nos períodos controlados e não controlados desses estudos clínicos, com uma mediana de acompanhamento de até 3 anos, uma maior
incidência de linfoma foi observada em pacientes recebendo 100 mg de SIMPONI® comparado com pacientes recebendo 50 mg de SIMPONI®.
Estes resultados podem ser confundidos pelo reduzido número de eventos, desenhos dos estudos clínicos de Fase 3, e diferentes durações de
acompanhamento entre os grupos de tratamento. A maioria dos linfomas ocorreu no Estudo 2 de artrite reumatoide, que envolveu pacientes
previamente expostos a agentes anti-TNF que tinham doença de maior duração e mais refratária.

- Malignidades com exceção do linfoma

Nos períodos controlados dos estudos clínicos pivotais, a incidência de malignidades não-linfoma (excluindo câncer de pele não melanoma) foi
semelhante entre os grupos tratados com SIMPONI® e controle. Em aproximadamente 4 anos de acompanhamento, a incidência de
malignidades não-linfoma (excluindo câncer de pele não melanoma) foi semelhante à população em geral.

Em um estudo clínico exploratório envolvendo pacientes com asma persistente grave, um número maior de pacientes tratados com SIMPONI®
apresentou malignidades em comparação com os pacientes do grupo controle. Não se conhece a significância desse achado na população
asmática.

Não se sabe o papel em potencial da terapia bloqueadora de TNF sobre o desenvolvimento de malignidades.

Distúrbios desmielinizantes

Nos períodos controlados e não controlados dos estudos clínicos pivotais com uma mediana de acompanhamento de até 3 anos, uma maior
incidência de desmielinização foi observada em pacientes recebendo 100 mg de SIMPONI®, comparado com pacientes recebendo 50 mg de
SIMPONI®. Estes resultados podem ser confundidos pelo reduzido número de eventos, desenhos dos estudos pivotais, e diferentes durações
de acompanhamento entre os grupos de tratamento.

Elevações nas enzimas hepáticas

No período controlado dos estudos clínicos pivotais de artrite reumatoide e espondilite anquilosante, ocorreram elevações leves de ALT [> 1 e < 3
x ULN (limite superior do normal)] em proporções semelhantes de pacientes tratados com SIMPONI® e pacientes do grupo controle (22,1% a
27,4% dos pacientes); nos estudos em espondilite anquilosante e espondiloartrite axial não radiográfica, mais pacientes tratados com SIMPONI®
(26,9%) do que pacientes do grupo controle (10,6%) tiveram elevações leves de ALT. Nos períodos controlados e não controlados dos estudos
pivotais de artrite reumatoide e artrite psoriásica, com uma mediana de acompanhamento de aproximadamente 5 anos, a incidência de elevações
leves de ALT foi semelhante nos pacientes tratados com SIMPONI® e nos pacientes do grupo controle.

Nos períodos controlados dos estudos clínicos pivotais de indução com SIMPONI® em colite ulcerativa, elevações leves de ALT (> 1 e < 3 x ULN)
ocorreram em proporções semelhantes de pacientes tratados com SIMPONI® e pacientes do grupo controle (7,8% e 6,9%, respectivamente). Nos
períodos controlados e não controlados dos estudos clínicos pivotais de colite ulcerativa com uma mediana de acompanhamento de aproximadamente
2 anos, a proporção de pacientes com elevações leves de ALT foi de 24,7% em pacientes recebendo SIMPONI®.

Nos períodos controlados dos estudos pivotais em artrite reumatoide e espondilite anquilosante, elevações de ALT  5 x ULN foram incomuns e
observadas em um número maior de pacientes tratados com SIMPONI® (0,4% a 0,9%) do que naqueles do grupo controle (0,0%). Essa tendência
não foi observada na população com artrite psoriásica. Nos períodos controlados e não controlados dos estudos clínicos pivotais em artrite
reumatoide, artrite psoriásica e espondilite anquilosante, com uma mediana de acompanhamento de 5 anos, a incidência de elevações de ALT ≥ 5 x

50
ULN foi similar tanto em pacientes tratados com SIMPONI® quanto nos pacientes do grupo controle. A maioria dessas elevações foi assintomática.
Não foram notificados casos nos períodos controlado e não controlado do estudo de espondiloartrite axial não radiográfica (até 1 ano).

Nos períodos controlados dos estudos clínicos pivotais de indução com SIMPONI® em colite ulcerativa, elevações de ALT ≥ 5 x ULN ocorreram
em proporções similares de pacientes tratados com SIMPONI® e pacientes tratados com placebo (0,3% e 1,0%, respectivamente). Nos períodos
controlados e não controlados dos estudos clínicos pivotais em colite ulcerativa, com uma mediana de acompanhamento de aproximadamente 2
anos, a proporção de pacientes com elevações de ALT ≥ 5 x ULN foi de 0,8% em pacientes recebendo SIMPONI®.

Reações no local da aplicação

Nos períodos controlados dos estudos clínicos pivotais, 5,4% dos pacientes tratados com SIMPONI® tiveram reações no local da aplicação em
comparação com 2,0% dos pacientes do grupo controle. A maioria das reações no local da aplicação foi de leve a moderada e a manifestação
mais frequente foi eritema no local da aplicação.

Em estudos clínicos controlados de Fase 2 e/ou 3 em artrite reumatoide, artrite psoriásica, espondilite anquilosante, espondiloartrite axial não
radiográfica, asma persistente grave, e estudos clínicos de Fase 2/3 em colite ulcerativa, nenhum dos pacientes tratados com SIMPONI®
desenvolveu reações anafiláticas consideradas relacionadas a SIMPONI®.

Anticorpos antinucleares (ANA)/anticorpos anti-DNA de dupla hélice (dsDNA)

Nos períodos controlados e não controlados dos estudos clínicos pivotais, com 1 ano de acompanhamento, 3,5% dos pacientes tratados com
SIMPONI® e 2,3% daqueles do grupo controle eram recém-ANA-positivos (em títulos de 1:160 ou mais). A frequência de anticorpos anti-
dsDNA com 1 ano de acompanhamento nos pacientes anti-dsDNA negativos no período inicial foi 1,1%.

Experiência pós-comercialização

As frequências fornecidas a seguir refletem as taxas de relatos de reações adversas a medicamentos a partir da experiência pós-comercialização
com SIMPONI® em todo o mundo, e estimativas precisas da incidência não podem ser realizadas devido aos relatos voluntários a partir de uma
população de tamanho incerto. Essas reações adversas são classificadas de acordo com a frequência, utilizando-se a seguinte convenção: Muito
comum ( 1/10); Comum ( 1/100, < 1/10); Incomum ( 1/1.000, < 1/100); Rara ( 1/10.000, < 1/1.000), Muito Rara (< 1/10.000, incluindo relatos
isolados); Desconhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis).

Tabela 22: Reações adversas de pós-comercialização de golimumabe.


Classe de Sistema/Órgão Reação Adversa Frequência
Neoplasias benignas e malignas Melanoma, carcinoma das células de Rara
Merkel
Linfoma hepatoesplênico de células T*
Desconhecida
Distúrbios do Sistema Imunológico Reações sistêmicas graves de Rara
hipersensibilidade (incluindo reação
anafilática), sarcoidose

Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo Reações cutâneas bolhosas Incomum


Reações liquenoides Rara
Esfoliação da pele
* Observada com outros agentes bloqueadores de TNF.

51
Atenção: este produto é um medicamento que possui uma nova indicação terapêutica no país e, embora as pesquisas tenham indicado
eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou
desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

10. SUPERDOSE

Doses intravenosas únicas de até 10 mg/kg foram administradas em um estudo clínico sem toxicidade dose-limitante. Em caso de superdose,
recomenda-se que o paciente seja monitorado quanto a quaisquer sinais ou sintomas de efeitos adversos e o tratamento sintomático apropriado seja
instituído imediatamente.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

DIZERES LEGAIS

MS - 1.1236.3405

Farm. Resp.: Erika Diago Rufino - CRF/SP n° 57.310

Registrado por:

JANSSEN-CILAG FARMACÊUTICA LTDA.

Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041, São Paulo – SP – CNPJ 51.780.468/0001-87

Fabricado por:

Baxter Pharmaceutical Solutions LLC – Indiana, EUA

Embalado (emb. secundária) por:

Cilag AG – Schaffhausen, Suíça

Importado por:

Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda. – Rodovia Presidente Dutra, km 154 – São José dos Campos, SP – CNPJ 51.780.468/0002-68

OU

Fabricado por:

Cilag AG – Schaffhausen, Suíça

Importado por:

Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda. – Rodovia Presidente Dutra, km 154 – São José dos Campos, SP – CNPJ 51.780.468/0002-68

52
®
Marca registrada.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 09/04/2021.

CCDS 1902

VPS TV 2.0

53
Versão para o Mercado Público
IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

SIMPONI®

golimumabe Solução injetável

Nova seringa aplicadora, mesmo produto.

APRESENTAÇÃO

Solução injetável de 50 mg/0,5 mL de golimumabe, em embalagem com 1 seringa preenchida.

USO SUBCUTÂNEO

USO ADULTO

COMPOSIÇÃO

SIMPONI® 50 mg/0,5 mL

Cada seringa preenchida contém 50 mg de golimumabe em 0,5 mL de solução injetável.

Excipientes: sorbitol, histidina, polissorbato 80 e água para injetáveis. Não contém conservantes.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

ATENÇÃO: RISCO DE INFECÇÕES GRAVES


Veja o item “ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES” dessa bula para mais
informações.
Infecções graves que levaram à hospitalização ou óbito, como a tuberculose,
septicemia bacteriana, fúngica invasiva e outras infecções oportunistas, ocorreram em
pacientes recebendo SIMPONI®.
SIMPONI® deve ser descontinuado se o paciente desenvolver uma infecção grave ou
septicemia.
Submeter o paciente a exames para identificação de tuberculose latente; se positivo,
iniciar um tratamento para a tuberculose antes de começar a utilizar SIMPONI®.
Monitorar todos os pacientes quanto ao desenvolvimento de tuberculose ativa durante
o tratamento com SIMPONI®, mesmo se o teste de tuberculose latente inicial for
negativo.

1. INDICAÇÕES

Artrite reumatoide:

SIMPONI®, em combinação com metotrexato (MTX), é indicado para:

• o tratamento da artrite reumatoide ativa em pacientes adultos, quando a resposta à terapia com medicamento antirreumático modificador da doença
(DMARD), incluindo MTX, foi inadequada;

1
• o tratamento da artrite reumatoide ativa em pacientes adultos não tratados previamente com MTX.

SIMPONI®, em combinação com metotrexato, também demonstrou reduzir a taxa de progressão do dano articular, conforme avaliação por raio-X,
melhorar a função física e a qualidade de vida relacionada à saúde.

SIMPONI® pode ser usado em pacientes previamente tratados com um ou mais inibidor(es) de TNF.

Artrite psoriásica:

SIMPONI®, isoladamente ou em combinação com MTX, é indicado para:

O tratamento de artrite psoriásica ativa em pacientes adultos, quando a resposta à terapia prévia com DMARD foi inadequada. SIMPONI® também
demonstrou melhorar a função física e a qualidade de vida relacionada à saúde.

Espondilite anquilosante:

SIMPONI® é indicado para:

O tratamento da espondilite anquilosante ativa em pacientes adultos quando a resposta à terapia convencional foi inadequada. SIMPONI® também
demonstrou melhorar a função física e a qualidade de vida relacionada à saúde.

Espondiloartrite axial não radiográfica:

SIMPONI® é indicado para:

• Reduzir os sinais e sintomas;

• Melhorar a mobilidade da coluna vertebral;

• Melhorar a função física;

• Melhorar a saúde em relação à qualidade de vida;

em pacientes adultos com espondiloartrite axial não radiográfica ativa e grave com sinais objetivos de inflamação, conforme indicado pela elevação
da proteína C-reativa (PCR) e/ou evidência por ressonância magnética (MRI), os quais apresentaram uma resposta inadequada ou intolerância a
medicamentos anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs).

Colite ulcerativa:

SIMPONI® é indicado em pacientes adultos com colite ulcerativa ativa de moderada a grave, que sejam intolerantes ou que tenham tido uma resposta
inadequada às terapias convencionais incluindo aminosalicilatos orais, corticosteroides orais, azatioprina ou 6-mercaptopurina para:

• Induzir e manter a resposta clínica;

• Melhorar a aparência endoscópica da mucosa durante a indução;

• Induzir a remissão clínica;

• Alcançar e manter a remissão clínica em pacientes que respondem à terapia de indução.

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA

Artrite reumatoide: A eficácia e segurança de SIMPONI® foram avaliadas em três estudos multicêntricos, randomizados, duplo-cegos e controlados
por placebo em mais de 1.500 pacientes  18 anos de idade com AR moderada a gravemente ativa e diagnosticada segundo os critérios do American

2
College of Rheumatology (ACR) pelo menos 3 meses antes da triagem. Os pacientes tinham, pelo menos, 4 articulações dolorosas e 4 edemaciadas.
SIMPONI® foi administrado subcutaneamente nas doses de 50 mg ou 100 mg, com ou sem MTX, a cada 4 semanas. Dados de eficácia controlados
por placebo foram coletados e analisados até a semana 24.

O estudo GO-FORWARD avaliou 444 pacientes com AR ativa apesar de receberem uma dose estável de, pelo menos, 15 mg/semana de MTX e que
não haviam sido previamente tratados com um agente anti-TNF. Os pacientes foram randomizados para receber placebo + MTX (n = 133), SIMPONI®
50 mg + MTX (n = 89), SIMPONI® 100 mg + MTX (n = 89) ou monoterapia com 100 mg de SIMPONI® + placebo (n = 133).

O estudo GO-AFTER avaliou 445 pacientes que haviam sido previamente tratados com um ou mais agentes anti-TNF: adalimumabe, etanercepte ou
infliximabe. Os pacientes foram randomizados para receber placebo (n = 150), SIMPONI® 50 mg (n = 147) ou SIMPONI® 100 mg (n = 148). Foi
permitido que os pacientes continuassem a utilizar uma terapia concomitante com droga antirreumática modificadora da doença (DMARD), MTX,
sulfassalazina e/ou hidroxicloroquina durante o estudo. A descontinuação de terapias anti-TNF anteriores pode ter ocorrido por motivos incluindo
falta de eficácia (59%), intolerância (17%) e/ou outros motivos que não a segurança e a eficácia (39%).

O estudo GO-BEFORE avaliou 637 pacientes com AR ativa sem tratamento prévio com MTX e não tratados previamente com um agente anti-TNF.
Os pacientes foram randomizados para receber placebo + MTX (n = 160), SIMPONI® 50 mg + MTX (n = 159), SIMPONI® 100 mg + MTX (n =
159) ou monoterapia com 100 mg de SIMPONI® + placebo (n = 159). No caso dos pacientes recebendo MTX, este foi administrado em uma dose de
10 mg/semana começando na Semana 0, que foi aumentada para 20 mg/semana na Semana 8.

O desfecho coprimário do estudo GO-FORWARD e o primário do GO-AFTER foram a porcentagem de pacientes que conseguiram resposta ACR 20
na Semana 14. O outro desfecho coprimário do estudo GO-FORWARD foi a melhora desde o período inicial na pontuação do Questionário de
Avaliação de Saúde (HAQ) na Semana 24. O desfecho primário para o estudo GO-BEFORE foi a porcentagem de pacientes que conseguiram resposta
ACR 50 na Semana 24. Além dos desfechos primários, foram realizadas avaliações adicionais sobre o impacto do tratamento de SIMPONI® nos
sinais e sintomas de artrite, função física e qualidade de vida relacionada à saúde.

Os principais resultados para a dose de 50 mg são mostrados nas Tabelas 1, 2 e 3 a seguir. Em geral, não foi observada nenhuma diferença clinicamente
significativa nas medidas de eficácia entre os esquemas de dosagem de 50 mg e 100 mg de SIMPONI®.

Sinais e sintomas

Em todos os estudos Fase 3 com AR, uma porcentagem maior de pacientes tratados com SIMPONI® conseguiu respostas ACR e Pontuação de
Atividade de Doença 28 (DAS28) nas Semanas 14 e 24 do que aqueles dos grupos controle. Foram observadas respostas na primeira avaliação (Semana
4) após a administração inicial de SIMPONI®, que se mantiveram até a Semana 24.

Tabela 1: Principais resultados de eficácia dos estudos GO-FORWARD, GO-AFTER e GO-BEFORE


GO-FORWARD GO-AFTER GO-BEFORE
AR ativa apesar de MTX AR ativa, previamente tratada com um AR ativa, sem tratamento prévio com
ou mais agente(s) anti-TNF MTX
Placebo + SIMPONI® 50 mg + Placebo + SIMPONI® 50 mg +
MTX MTX Placebo SIMPONI® 50 mg MTX MTX
na 133 89 150 147 160 159
Responsivos, % de pacientes
ACR 20
Semana 14 33% 55%* 18% 35%* NA NA
Semana 24 28% 60%* 16% 31%* p = 0,002 49% 62% p = 0,028
ACR 50
Semana 14 10% 35%* 7% 15% p = 0,021 NA NA
Semana 24 14% 37%* 4% 16%* 29% 40% p = 0,042b
ACR 70
Semana 14 4% 14% p = 0,008 2% 10% p = 0,005 NA NA
Semana 24 5% 20%* 2% 9% p = 0,009 16% 24% p = 0,064

3
Resposta DAS28c
Semana 14 52% 74%* 29% 56%* NA NA
Semana 24 47% 74%* 22% 47%* 61% 76% p = 0,005
c
Remissão de DAS28
Semana 14 13% 35%* 6% 14% p = 0,028 NA NA
Semana 24 15% 37%* 5% 15% p = 0,006 28% 38% p = 0,05
a
: N reflete os pacientes randomizados; o número real de pacientes avaliáveis para cada desfecho pode variar segundo o ponto no tempo.
*: p  0,001
b
: Esse valor de p (50 mg vs. placebo) não deve ser interpretado como tendo implicação de significância estatística, já que o valor de p para a
análise primária (grupos combinados de SIMPONI® 50 e 100 mg vs. placebo) não foi estatisticamente significativo (p = 0,053) e uma abordagem
hierárquica foi utilizada para as análises estatísticas.
c
: Usando PCR.
NA: Não aplicável, já que os dados não foram coletados na Semana 14 nesse estudo.

a:
Nos estudos GO-FORWARD e GO-AFTER, todos os componentes individuais dos critérios de resposta ACR [número de articulações dolorosas e
edemaciadas, avaliação da dor segundo o paciente, avaliação global da atividade da doença segundo o paciente e o médico, índice de incapacidade
(segundo medição por HAQ) e PCR] foram significativamente melhores nos pacientes tratados com SIMPONI® em comparação com os do controle
(p < 0,001). Os resultados dos componentes dos critérios da resposta ACR são mostrados na Tabela 2.

Tabela 2: Melhora em % nos componentes da Resposta ACR nos estudos clínicos em AR GO-FORWARD, GO-AFTER e GO-BEFORE
GO-FORWARD GO-AFTER GO-BEFORE
AR ativa apesar de MTX AR ativa, previamente tratada com um AR ativa, sem tratamento prévio com
ou mais agente(s) anti-TNF MTX
Placebo + SIMPONI® 50 mg + Placebo Placebo + SIMPONI® 50 mg +
MTX MTX* SIMPONI® 50 mg* MTX MTX
a
n 133 89 150 147 160 159
Número de articulações edemaciadas
Período Inicial 12,0 13,0 14 15 11 13
Semana 14 38% 62% 20% 44% NA NA
Semana 24 32% 72% 1% 33% 67% 76% (p = 0,127)
Número de articulações dolorosas
Período Inicial 21,0 26,0 26 28 26 26
Semana 14 30% 60% 6% 34% NA NA
Semana 24 21% 62% -7% 29% 57% 67% (p = 0,023)
Avaliação de dor segundo o paciente
Período Inicial 5,7 6,1 7,1 7,0 7 7
Semana 14 18% 55% 12% 25% NA NA
Semana 24 15% 50% 4% 25% 44% 52% (p = 0,028)
Avaliação global da atividade da doença segundo o paciente
Período Inicial 5,3 6,0 6,7 6,8 6 6
Semana 14 15% 45% 8% 29% NA NA
Semana 24 17% 48% 2% 22% 37% 50% (p = 0,042)
Avaliação global da atividade da doença segundo o médico
Período Inicial 5,7 6,1 6,3 6,5 6 6
Semana 14 35% 55% 12% 38% NA NA

4
Semana 24 39% 62% 10% 35% 63% 67% (p = 0,206)
Pontuação HAQ
Período Inicial 1,25 1,38 1,75 1,63 1,50 1,50
Semana 14 10% 29% 0% 13% NA NA
Semana 24 7% 31% 0% 11% 37% 44% (p = 0,141)
PCR (mg/dL)
Período Inicial 0,8 1,0 1,0 0,9 1,4 1,3
Semana 14 2% 44% 0% 37% NA NA
Semana 24 0% 39% 0% 15% 43% 57% (p = 0,002)
*: p  0,001 para todas as comparações.
a
: N reflete os pacientes randomizados; o número real de pacientes avaliáveis para cada desfecho pode variar segundo o ponto no tempo.
NA: Não aplicável, já que não houve coleta de dados na Semana 14 nesse Estudo.

No estudo GO-AFTER, a porcentagem de pacientes que conseguiu uma resposta ACR 20 foi maior para pacientes recebendo SIMPONI® 50 mg do
que os tratados com placebo, independentemente do motivo relatado para a descontinuação de uma ou mais terapias anti-TNF prévias. Essa diferença
foi estatisticamente significativa para pacientes que relataram descontinuação de uma ou mais terapias anti-TNF anteriores por falta de eficácia. Nesse
grupo de pacientes, 35% dos tratados com SIMPONI® 50 mg versus 18% do grupo de controle conseguiram uma ACR 20 na Semana 14 (p = 0,009).
Na Semana 24, as porcentagens foram de 29% em comparação com 16%, respectivamente (p = 0,035).

Função física e qualidade de vida relacionada à saúde

A função física e a incapacidade foram avaliadas como um desfecho distinto nos estudos GO-FORWARD e GO-AFTER, usando o índice de
incapacidade HAQ. Nesses estudos, SIMPONI® demonstrou melhora clínica e estatisticamente significativas HAQ em comparação com o controle
do Período Inicial até a Semana 24 (ver Tabela 3).

Tabela 3: Melhora em HAQ dos estudos GO-FORWARD e GO-AFTER


GO-FORWARD GO-AFTER
AR ativa apesar de MTX AR ativa, previamente tratada com um ou mais
agentes anti-TNF
SIMPONI® 50 mg +
Placebo + MTX MTX b Placebo SIMPONI® 50 mgb
na 133 89 150 147
Pontuação inicial de HAQ
Média  DP 1,32  0,70 1,41  0,69 1,63  0,63 1,58  0,65
Mediana 1,25 1,38 1,75 1,63
Melhora no HAQ
Semana 14 Média  DP 0,16  0,49 0,42  0,38 NA NA
b
Mediana 0,13 0,38 NA NA
Semana 24 Média  DP 0,13  0,58 0,47  0,55 0,03  0,50 0,23  0,50
Mediana 0,13 0,38 0,00 0,13
a
: N reflete os pacientes randomizados; o número real de pacientes avaliáveis quanto a
cada desfecho pode variar na linha do tempo.
b
: p < 0,001
NA: Não aplicável, já que esses dados não foram coletados na Semana 14 nesse estudo.

No GO-FORWARD, foram demonstradas melhoras clínicas e estatisticamente significativas na qualidade de vida relacionada à saúde segundo a
avaliação pela pontuação de componente físico do SF-36 em pacientes tratados com SIMPONI® versus placebo. No GO-FORWARD e GO-AFTER

5
foram observadas melhoras estatisticamente significativas em produtividade autorrelatada e na fadiga pela avaliação funcional de escala de fadiga de
terapia com doença crônica (FACIT-F).

Artrite psoriásica: A segurança e eficácia de SIMPONI® foram avaliadas em um estudo multicêntrico, randomizado, duplo-cego, controlado por
placebo (GO-REVEAL) em 405 pacientes adultos com AP ativa ( 3 articulações edemaciadas e  3 articulações dolorosas) apesar de terapia com
anti-inflamatório não-esteroidal (AINE) ou DMARD. Os pacientes desse estudo haviam sido diagnosticados com AP há pelo menos 6 meses, com
uma lesão de pele psoriásica com diâmetro de pelo menos 2 cm. Foram inscritos pacientes de cada subtipo de artrite psoriásica, incluindo artrite
poliarticular sem nódulos reumatoides (43%), artrite periférica assimétrica (30%), artrite na articulação interfalangeana distal (15%), espondilite com
artrite periférica (11%) e artrite mutilante (1%). Não foi permitido tratamento prévio com agente anti-TNF. SIMPONI® foi administrado
subcutaneamente em doses de 50 mg ou 100 mg, com ou sem MTX, a cada 4 semanas. Os pacientes foram designados aleatoriamente para receber
placebo (n = 113), SIMPONI® 50 mg (n = 146) e SIMPONI® 100 mg (n = 146). O desfecho primário foi a porcentagem de pacientes conseguindo
resposta ACR 20 na Semana 14. Os dados de eficácia controlados por placebo foram coletados e analisados até a Semana 24.

Os principais resultados para a dose de 50 mg são mostrados na Tabela 4 a seguir. Em geral, não foi observada nenhuma diferença clinicamente
significativa nas medidas de eficácia entre os esquemas de dosagem de 50 mg e 100 mg do SIMPONI®.

Tabela 4: Principais resultados de eficácia do estudo GO-REVEAL


Placebo SIMPONI® 50 mg*
a
N 113 146
Responsivos, % de pacientes
ACR 20
Semana 14 9% 51%
Semana 24 12% 52%
ACR 50
Semana 14 2% 30%
Semana 24 4% 32%
ACR 70
Semana 14 1% 12%
Semana 24 1% 19%
DAS28
Semana 14 24% 66%
Semana 24 24% 64%
b
PASI 75
Semana 14 3% 40%
Semana 24 1% 56%

Pontuação inicial de HAQ


Média + DP 1,03 ± 0,55 0,98 ± 0,65
Mediana 1,00 1,00
Melhora em HAQ
Semana 14 Média + DP 0,04 ± 0,44 0,31 ± 0,50
Mediana 0,00 0,25
Semana 24 Média + DP -0,01 ± 0,49 0,33 ± 0,55
Mediana 0,00 0,25
*: p < 0,05 para todas as comparações; os cálculos do valor de p são baseados em comparações dos valores
medianos para variáveis contínuas.

6
Placebo SIMPONI® 50 mg*
a
: N reflete os pacientes randomizados; o número real de pacientes avaliáveis quanto a cada desfecho pode
variar na linha do tempo.
b
: Baseado no subconjunto de pacientes com  3% envolvimento de BSA no Período Inicial.

Foram observadas melhoras nas principais medições de atividade de doença na primeira avaliação (Semana 4) após a administração inicial de
SIMPONI® e foram mantidas até a Semana 24. Respostas semelhantes de ACR 20 na semana 14 foram observadas em pacientes com diferentes
subtipos de AP, incluindo artrite poliarticular sem nódulos reumatoides, artrite periférica assimétrica, artrite na articulação interfalangeana distal e
espondilite com artrite periférica. O número de pacientes com artrite mutilante foi pequeno demais para permitir uma avaliação significativa. As
respostas observadas nos grupos tratados com SIMPONI® foram semelhantes em pacientes recebendo e não recebendo MTX concomitante.

Foram observadas melhoras nos parâmetros da atividade periférica característica da artrite psoriásica (por exemplo, número de articulações
edemaciadas, número de articulações dolorosas, dactilite e entesite) nos pacientes tratados com SIMPONI®. De modo semelhante, os tratados com
SIMPONI® também demonstraram melhora significativa na psoríase de pele e unhas, segundo a avaliação pelo Índice de Gravidade e Extensão da
Psoríase (PASI), alteração percentual desde o período inicial no Índice de Gravidade da Psoríase nas Unhas (NAPSI) e melhora na Avaliação Global
pelo Médico da unha (PGA).

O tratamento com SIMPONI® resultou em melhora significativa na função física segundo a avaliação do HAQ, assim como melhoras significativas
na qualidade de vida relacionada à saúde, segundo a avaliação pelos escores resumidos de componentes físicos e mentais do SF-36. A produtividade
autorrelatada teve uma melhora significativa e o tempo ausente do trabalho pelos cuidadores foi significativamente reduzido.

Espondilite anquilosante: A segurança e eficácia de SIMPONI® foram avaliadas em um estudo multicêntrico, randomizado, duplo-cego e controlado
por placebo (GO-RAISE) em 356 pacientes adultos com espondilite anquilosante ativa (definida como um escore de Índice de Atividade de Espondilite
Anquilosante de Bath (BASDAI) ≥ 4 e uma pontuação na escala visual analógica (VAS) para dor total nas costas de ≥ 4, em uma escala de 0 a 10
cm). Os pacientes recrutados nesse estudo tinham sintomas de doença ativa apesar de terapia atual ou prévia com AINE ou DMARD e não haviam
recebido tratamento prévio com anti-TNF. Os pacientes com anquilose completa da coluna foram excluídos da participação do estudo. SIMPONI®
foi administrado subcutaneamente em doses de 50 mg ou 100 mg a cada 4 semanas. Os pacientes foram randomizados aleatoriamente para receber
placebo (n = 78), SIMPONI® 50 mg (n = 138) e SIMPONI® 100 mg (n = 140). O desfecho primário foi a porcentagem de pacientes que conseguiram
uma melhora de 20% nos critérios de resposta para Avaliação da Espondilite Anquilosante (ASAS 20) na Semana 14. Os dados de eficácia controlados
por placebo foram coletados e analisados até a Semana 24.

Os principais resultados para a dose de 50 mg são mostrados na Tabela 5 a seguir. Em geral, não foi observada nenhuma diferença clinicamente
significativa nas medidas de eficácia entre os esquemas de dosagem com 50 mg e 100 mg de SIMPONI®.

Tabela 5: Principais resultados de eficácia do estudo GO-RAISE.


Placebo SIMPONI® 50 mg*
Na 78 138
Responsivos, % de pacientes
ASAS 20
Semana 14 22% 59%
Semana 24 23% 56%
ASAS 40
Semana 14 15% 45%
Semana 24 15% 44%
ASAS 5/6
Semana 14 8% 50%
Semana 24 13% 49%
BASDAI 50

7
Placebo SIMPONI® 50 mg*
Semana 14 15% 46%
Semana 24 15% 51%
BASDAI 70
Semana 14 5% 29%
Semana 24 8% 30%
BASDAI 90
Semana 14 1% 10%
Semana 24 1% 15%

BASFI (0-10): alteração mediana desde o período inicial


Período Inicial, (mediana) 4,9 5,0
Semana 14 0,1 -1,4
Semana 24 0,4 -1,6
*: p  0,001 para todas as comparações com exceção de BASDAI 90 na Semana 14, em que p = 0,017.
a
: N reflete os pacientes randomizados; o número real de pacientes avaliáveis quanto a cada desfecho pode variar na
linha do tempo.

Comparado com o placebo, o tratamento com SIMPONI® resultou em uma melhora significativa nos sinais e sintomas, conforme demonstrado pelos
escores ASAS e BASDAI nas Semanas 14 e 24. Os pacientes tratados com SIMPONI® conseguiram uma melhora significativamente maior em todos
os componentes de ASAS 20 em comparação ao placebo. Foram observadas melhoras nas principais medidas de atividade da doença na primeira
avaliação (Semana 4) após a administração inicial de SIMPONI®, mantidas até a Semana 24. Foi observada uma eficácia consistente em pacientes,
independentemente do antígeno HLA-B27 ou níveis iniciais de PCR, segundo avaliação pelas respostas ASAS 20 na Semana 14. Uma porcentagem
maior de pacientes tratados com SIMPONI® atingiu um nível baixo de atividade da doença (definido como um valor < 2 em uma escala de 0-10 cm
em cada um dos quatro parâmetros de resposta ASAS 20) na semana 14 (23%) em comparação com os pacientes tratados com placebo (5%, p < 0,001),
mantida até a Semana 24.

O tratamento com SIMPONI® resultou em melhoras significativas na função física, conforme avaliado pelas alterações desde o período inicial no
Índice Funcional de Espondilite Anquilosante de Bath (BASFI) nas Semanas 14 e 24. A melhora mediana em BASFI na Semana 14 foi de 1,4 no
grupo que recebeu 50 mg de SIMPONI®, em comparação com agravamento de 0,1 no grupo placebo (p < 0,001). A melhora na função física foi
mantida até a Semana 24 nos pacientes tratados com SIMPONI®. A qualidade de vida relacionada à saúde, conforme medição pela pontuação do
componente físico do SF-36, também teve uma melhora significativa nas Semanas 14 e 24. Melhoras significativas também foram observadas no sono
(segundo medição pelo Questionário de Avaliação do Sono de Jenkins) e produtividade autorrelatada.

Espondiloartrite axial não radiográfica: A segurança e eficácia de SIMPONI® 50 mg foram avaliadas em um estudo (GO AHEAD) multicêntrico,
randomizado, duplo-cego, placebo controlado (até a Semana 16), avaliando o tratamento com SIMPONI® 50 mg administrado por via subcutânea a
cada 4 semanas em 197 pacientes adultos com espondiloartrite axial não radiográfica ativa grave (definidos como aqueles pacientes que estavam de
acordo com os critérios ASAS de classificação de espondiloartrite axial, mas não estavam de acordo com os critérios modificados de New York para
espondilite anquilosante). Na Semana 16, os pacientes iniciaram um período aberto em que todos receberam SIMPONI® 50 mg administrado por via
subcutânea a cada 4 semanas até a Semana 48 com avaliações de eficácia realizadas até a Semana 52 e acompanhamento de segurança até a Semana
60. Aproximadamente 93% dos pacientes que estavam recebendo SIMPONI® no início da fase de extensão aberta (Semana 16) permaneceram em
tratamento até o final do estudo (Semana 52).

Os pacientes incluídos neste estudo apresentavam doença ativa, definida como um BASDAI ≥ 4 cm e uma VAS para dor nas costas total de ≥ 4 cm,
cada um em uma escala de 0 a 10 cm, e que apresentaram uma resposta inadequada ao tratamento com AINE ou eram intolerantes ao tratamento com
AINE.

8
Os pacientes que apresentavam sacroileíte bilateral Grau 2 ou sacroileíte unilateral Grau 3 ou Grau 4 nas radiografias convencionais, foram excluídos
do estudo. Os pacientes que receberam previamente bloqueadores TNF-alfa ou quaisquer agentes biológicos, também foram excluídos do estudo.

Os pacientes foram distribuídos randomicamente para placebo (n = 100) ou SIMPONI® 50 mg (n = 97). O desfecho primário foi a resposta ASAS 20
na Semana 16. Os principais desfechos secundários incluíram resposta ASAS 40 na Semana 16, resposta BASDAI 50 na Semana 16, remissão parcial
ASAS na Semana 16, e mudança na pontuação MRI para articulações sacroilíacas no Spondyloarthritis Research Consortium of Canada (SPARCC)
do basal até a Semana 16.

As análises foram realizadas em ambas as populações Todos Tratados (TT, N = 197) e Sinais Objetivos de Inflamação (SOI, N = 158). A população
SOI foi definida por PCR elevado acima do limite superior da normalidade e/ou evidências atuais de sacroileíte na ressonância magnética basal.

Redução dos sinais e sintomas

O tratamento com SIMPONI® 50 mg resultou em melhora nos sinais e sintomas como demonstrada nos desfechos principais na Semana 16 (Tabela
6). Uma proporção significativamente maior dos pacientes atingiram ASAS 20, ASAS 40, ASAS 5/6 e BASDAI 50 no grupo SIMPONI® 50 mg, em
comparação ao placebo (p < 0,0001). Além disso, uma proporção significativamente maior dos pacientes atingiram remissão parcial ASAS e ASDAS-
C < 1,3 com SIMPONI® 50 mg em comparação ao placebo (p < 0,05). Melhora significativa em ASAS 20 foi observada desde a primeira avaliação
(Semana 4, p < 0,0001) após a admnistração inicial de SIMPONI® 50 mg (Figura 1).

Figura 1: Porcentagem de indivíduos que atingiram ASAS 20 - Todos Tratados (TT)


Porcentagem de respondedores ASAS 20

Tempo (semanas)

Resultados significativos para esses mesmos desfechos também foram demonstrados na população SOI (Tabela 6). Melhoras semelhantes em todos
os desfechos principais acima foram observadas na Semana de 16 a 52 entre os pacientes que permaneceram no estudo e estavam sendo tratados com
SIMPONI® 50 mg nas populações TT e SOI.

Tabela 6: Porcentagem de pacientes com espondiloartrite axial não radiográfica com respostas ASAS, BASDAI e
ASDAS-C; pacientes randomizados e tratados

Placebo SIMPONI® 50 mg
TT (N=100) (N=97)
ASAS 20 (% respondedores)

9
Semana 16 40% 71%**
ASAS 40 (% respondedores)
Semana 16 23% 57%**
ASAS remissão parcial (%respondedores)
Semana 16 18% 33%*
ASAS 5/6a (%respondedores)
Semana 16 23% 54%**
BASDAI 50 (%respondedores)
Semana 16 30% 58%**
ASDAS-Cab < 1,3 (%respondedores)
Semana 16 13% 33%*

Placebo SIMPONI® 50 mg*


SOI (N=80) (N=78)
ASAS 20 (% respondedores)
Semana 16 38% 77% **
ASAS 40 (% respondedores)
Semana 16 23% 60%**
ASAS remissão parcial (% respondedores)
Semana 16 19% 35%*
ASAS 5/6 a (% respondedores)
Semana 16 23% 63%**
BASDAI 50 (% respondedores)
Semana 16 29% 59%**
ASDAS-Cab < 1,3 (% respondedores)
Semana 16 16% 35%*
• p < 0,05 para comparação de SIMPONI® 50 mg versus placebo.
** p < 0,0001 para comparação de SIMPONI® 50 mg versus placebo.
a
Não controlado por erro de Tipo I.
b
Pontuação da atividade da doença espondilite anquilosante pela proteína C-reativa (TT Placebo, N = 90; TT
SIMPONI® 50 mg, N = 88; SOI Placebo, N = 71; SOI SIMPONI® 50 mg, N = 71).

Resposta ASAS 20 (Anderson et al, 2001) foi definida como:


(1) Uma melhora de  20% do basal e uma melhora absoluta do basal de pelo menos 1 em uma escala de 0 a 10 cm em
pelo menos 3 dos 4 seguintes domínios: avaliação global do paciente, avaliação da dor (dor nas costas total), pontuação
BASFI, ou inflamação (média de 2 questões do BASDAI relativa à rigidez matinal);
(2) Ausência de deterioração em relação ao basal (deterioração definida como  20% de agravamento e agravamento
absoluto de pelo menos 1 em uma escala de 0 a 10 cm) no potencial domínio restante.
ASAS 40: é definido como uma melhora ≥ 40% de 3 de 4 domínios, com uma melhora absoluta de, pelo menos, 2 em
uma escala de 0 a 10 cm, e ausência de agravamento no domínio restante.
ASAS Remissão Parcial: cada um dos 4 domínios de ASAS 20 tem uma pontuação inferior a 2
ASAS 5/6 que é definido como 20% ou mais de melhora em qualquer 5 dos 6 domínios de dor nas costas total (VAS),
escore global do paciente (VAS), função (BASFI), rigidez matinal (média das 2 últimas questões de BASDAI), proteína
C-reativa e medição de flexão lateral lombar;
BASDAI: auto-avaliação individual usando VAS (0 a 10 cm) com os seguintes critérios: fadiga, dor na coluna, dor nas
articulações, entesite, rigidez matinal qualitativa e rigidez matinal quantitativa.

Pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg alcançaram melhoras significativamente maiores em comparação ao placebo nas populações TT e SOI de
Avaliação Global do Paciente, total de dor nas costas, inflamação, dor noturna nas costas, proteína C reativa, e ASDAS-PCR (Tabela 7). Melhoras
semelhantes nestes desfechos foram observadas na Semana 52 entre os pacientes que permaneceram no estudo e foram tratados com SIMPONI® 50
mg nas populações TT e SOI.

Tabela 7: Estudo de espondiloartrite axial não radiográfica: melhora nos sinais e sintomas; pacientes randomizados e
tratados
TT Placebo SIMPONI® 50 mg valor p
Avaliação Global do Patiente da atividade da doençaa (cm): mudança a partir do basal
Nb 96 93
Basal (mediana) 6,4 7,3
Semana 16 (mediana) -1,1 -4,2
Semana16 (média  EP) -1,5  0,3 -3,7  0,3 p<0,0001
Dor nas costas total a (cm): mudança a partir do basal
Nb 97 93
Basal (mediana) 6,4 7,2
Semana 16 (mediana) -1,5 -4,2
Semana16 (média  EP) -2,0  0,3 -4,1  0,3 p<0,0001

10
Inflamação a,c (cm): mudança a partir do basal na rigidez matinal
Nb 96 93
Basal (mediana) 5,8 7,1
Semana 16 (mediana) -1,3 -4,0
Semana16 (média  EP) -1,8  0,2 -3,8  0,2 p<0,0001
Dor noturna nas costasa (cm): mudança a partir do basal
Nb 97 93
Basal (mediana) 6,5 7,8
Semana 16 (mediana) -0,7 -5,2
Semana16 (média  EP) -1,7  0,3 -4,4  0,3 p<0,0001
Proteína C-reativad (mg/dL): mudança a partir do basal
Nb 91 88
Basal (mediana) 0,5 0,4
Semana 16 (mediana) 0,0 -0,0
Semana16 (média  EP) -0,4  0,2 -1,0  0,2 p=0,0003
ASDAS-PCR pontuação: mudança a partir do basal
Nb 90 88
Basal (mediana) 3,3 3,5
Semana 16 (mediana) -0,6 -1,7
Semana16 (média  EP) -0,6  0,1 -1,7  0,1 p<0,0001

SOI Placebo SIMPONI® 50 mg valor p


Avaliação Global do Patiente da atividade da doençaa (cm): mudança a partir do basal
Nb 77 76
Basal (mediana) 6,6 7,4
Semana 16 (mediana) -0,8 -4,4
Semana16 (média  EP) -1,4  0,4 -3,9  0,4 p<0,0001
Dor nas costas totala (cm): mudança a partir do basal
Nb 78 76
Basal (mediana) 6,5 7,3
Semana 16 (mediana) -1,3 -4,4
Semana16 (média  EP) -1,9  0,3 -4,2  0.3 p<0,0001
Inflamação a,c (cm): mudança a partir do basal na rigidez matinal
Nb 77 76
Basal (mediana) 5,9 6,9
Semana 16 (mediana) -1,3 -4,0
Semana16 (média  EP) -1,7  0,3 -4,0  0,3 p<0,0001
Dor noturna nas costas a (cm): mudança a partir do basal
Nb 78 76
Basal (mediana) 6,8 7,9
Semana 16 (mediana) -0,8 -5,6
Semana16 (média  EP) -1,8  0,3 -4,7  0,3 p<0,0001
Proteína C-reativa d (mg/dL): mudança a partir do basal
Nb 72 71
Basal (mediana) 0,8 0,7
Semana 16 (mediana) 0,0 -0,4
Semana16 (média  EP) -0,50  0,2 -1,2  0,2 p=0,0004
ASDAS-PCR pontuação: mudança a partir do basal
Nb 71 71
Basal (mediana) 3,4 3,6
Semana 16 (mediana) -0,5 -2,0
Semana16 (média  EP) -0,6  0,1 -1,8  0,1 p<0,0001
a
Escala Visual Analógica (com 0 = “melhor” e 10 = “pior”). A diminuição/negativação da pontuação é indicativo de
melhora.
b
N reflete a quantidade de pacientes no basal e dados na Semana 16.
c
Média das 2 últimas questões das 6 questões BASDAI.
d
Faixa normal 0-0,9 mg/dL.
EP = Erro Padrão

ASDAS-PCR: Índice da pontuação da atividade da doença espondilite anquilosante contendo PCR

A entesite foi avaliada pelo índice de pontuação MASES (Maastricht Ankylosing Spondylitis Enthesitis Score). A melhora média estatisticamente
significativa em relação ao basal pelo índice de pontuação MASES na Semana 16 foi demonstrada na população TT (Tabela 8). Respostas similares
de MASES foram observadas na Semana 24 e na Semana 52 entre os pacientes que permaneceram no estudo e tratados com SIMPONI® 50 mg nas
populações TT e SOI.

11
Tabela 8: Estudo espondiloartrite axial não radiográfica: Pontuação Entesite: pacientes randomizados e tratados
TT Placebo SIMPONI® 50 mg valor p
Índice MASES (faixa 0-13): mudança a partir do basal
Na 97 92
Basal (mediana) 2,0 2,0
Semana 16 (mediana) 0,0 -1,0
Semana16 (média  EP) -0,7  0,3 -1,4  0,3 p=0,0302

SOI Placebo SIMPONI®50 mg valor p


Índice MASES (faixa 0-13): mudança a partir do basal
Na 77 75
Basal (mediana) 2,0 2,0
Semana 16 (mediana) 0,0 -1,0
Semana16 (média  EP) -0,8  0,3 -1,4  0,3 NS
a
N reflete a quantidade de pacientes no basal e dados na Semana 16.
MASES: Maastricht Ankylosing Spondylitis Enthesitis Score: Há 13 locais que estão sendo medidos. Todos os locais são
classificados como 0 ou 1 (0-não doloroso, 1-doloroso). MASES é a soma de todas as pontuações dos locais (de 0 a 13).
EP = Erro Padrão
NS = Não significativo

Melhora na variação de movimento

Variação de movimento e mobilidade da coluna vertebral foi avaliada por BASMI (Bath Ankylosing Spondylitis Metrology Index) e na expansão da
parede torácica no início do estudo e na Semana 16. Melhora média estatisticamente significativa em BASMI foi observada na Semana 16 no grupo
SIMPONI® 50 mg, comparado ao grupo placebo. Melhora estatisticamente significativa na BASMI também foi observada na população SOI no grupo
SIMPONI® 50 mg em comparação ao grupo placebo (Tabela 9). Melhoras similares de BASMI foram observadas na Semana 24 e na Semana 52
entre os pacientes que permaneceram no estudo e tratados com SIMPONI® 50 mg nas populações TT e SOI.

Tabela 9: Estudo de espondiloartrite axial não radiográfica: Análise da mobilidade da coluna: pacientes randomizados
e tratados
TT Placebo SIMPONI® 50 mg valor p
BASMI (0-10 cm): mudança a partir do basal
Na 100 94
Basal (mediana) 2,2 2,2
Semana 16 (mediana) 0,0 -0,4
Semana16 média  EP) -0,1  0,1 -0,5  0,1 p<0,0001
Expansão da parede torácica (cm): mudança a partir do basal
Na 97 90
Basal (mediana) 5,0 5,0
Semana 16 (mediana) 0,0 0,5
Semana16 (média  EP) 0,0  0,2 0,3  0,2 NS

SOI Placebo SIMPONI® 50 mg valor p


BASMI (0-10 cm): mudança a partir do basal
Na 80 77
Basal (mediana) 2,0 2,2
Semana 16 (mediana) 0,0 -0,4
Semana16 (média  EP) -0,1  0,1 -0,5  0,1 p=0,0002
Expansão da parede do peito (cm): mudança a partir do basal
Na 78 73
Basal (mediana) 4,6 5,0
Semana 16 (mediana) 0,0 0,3
Semana16 (média  EP) 0,0  0,2 0,3  0,2 NS
a
N reflete a quantidade de pacientes no basal e dados na Semana 16.
Valores normais de mobilidade da coluna: expansão torácica: >6,5 cm em homen, >4,5 cm em mulheres, idade de 35-45 anos.
EP = Erro Padrão
NS = Não significativo

Inibição de inflamação em MRI

As análises na pontuação MRI para as articulações sacroilíacas no SPARCC do basal até a Semana 16 foram realizadas em indivíduos com medições
de ressonância magnética no início do estudo e na Semana 16. No grupo de indivíduos que completaram a Semana 16, uma diminuição

12
significativamente maior do valor basal foi observada para os indivíduos que receberam SIMPONI® 50 mg em comparação àqueles que receberam
placebo (p <0,0001). Resultados estatisticamente significativos também foram observados na população SOI (Tabela 10).

Tabela 10: Inibição da inflamação em articulações sacroiliacas medida por MRI


Mudança média a partir do basal
Placebo SIMPONI® 50 mg
TT (N=87) a (N=74) a
SPARCC b Pontuação MRI articulações sacroiliacas -0,9 -5,3* c
Placebo SIMPONI® 50 mg
SOI (N=69) a (N=61) a
SPARCC Pontuação MRI articulações sacroiliacas -1,2 -6,4* c
* p<0,0001 para SIMPONI® 50 mg em comparação ao placebo.
a
N reflete a quantidade de pacientes com dados do período basal e da Semana 16.
b
Spondyloarthritis Research Consortium of Canada.
c
Baseado no teste de Mann-Whitney.

Melhora na função física

A função física foi avaliada através do BASFI (Bath Ankylosing Spondylitis Functional Index) no início do estudo e na Semana 16. Pacientes tratados
com SIMPONI® 50 mg relataram melhoras estatisticamente significativas na função física em comparação ao placebo. Na população SOI, melhora
na BASFI na Semana 16 também foi observada no grupo SIMPONI® 50 mg, em comparação ao grupo placebo (Tabela 11). Melhoras similares de
BASFI foram observadas até a Semana 52, entre os pacientes que permaneceram no estudo e foram tratados com SIMPONI® 50 mg nas populações
TT e SOI.

Tabela 11: Estudo de espondiloartrite axial não radiográfica: Análise de melhora em BASFI; pacientes randomizados e
tratados
Placebo SIMPONI® 50 mg
TT (N=97)a (N=93)a valor p
BASFI (0-10 cm): mudança a partir do basal
Basal (mediana) 5,0 5,2
Semana 16 (mediana) -0,4 -2,6
Semana16 média  EP) -0,9  0,2 -2,6  0,2 p<0,0001
Placebo SIMPONI® 50 mg
SOI (N=78)a (N=76)a valor p
BASFI (0-10 cm): mudança a partir do basal
Basal (mediana) 5,1 5,2
Semana 16 (mediana) -0,4 -2,9
Semana16 média  EP) -0,9  0,2 -2,8  0,3 p<0,0001
a
N reflete a quantidade de pacientes com dados do período basal e da Semana 16.
EP = Erro Padrão.
Média de 10 questões BASFI (Bath Ankylosing Spondylitis Functional Index). Uma pontuação decrescente/negativa é indicativa de
melhora no BASFI.

Melhora na saúde relacionada à qualidade de vida

A qualidade de vida relacionada à saúde foi medida pelo SF-36 (Short Form Health Survey 36) Sumário de Componentes Físico e Mental, ASQoL
(Ankylosing Spondylitis Quality of Life questionnaire), EQ-5D (EuroQoL 5 Dimensions questionnaire) Index Score, EQ-5D Health State Score e
WPAI (Work Productivity and Impairment surveys) no início do estudo e na Semana 16 (Tabela 12) e na Semana 52.

Os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg apresentaram melhora média estatisticamente significativa a partir do basal na pontuação do sumário
do componente físico SF-36 (PCS) em comparação ao placebo na Semana 16 (Tabela 12). A melhoria observada na Semana 16 entre os pacientes
tratados com SIMPONI® 50 mg continuou nos pacientes que permaneceram no estudo na Semana 52.

Na pontuação SF-36 do sumário do componente mental (MCS), os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg apresentaram melhora média
estatisticamente significativa a partir do basal em comparação ao placebo na Semana 16 (Tabela 12). A melhoria observada na Semana 16 entre os
pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg continuou nos pacientes que permaneceram no estudo na Semana 52.

13
Em ASQoL, os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg apresentaram melhora média estatisticamente significativa a partir do basal em comparação
ao placebo na Semana 16 (Tabela 12). A melhoria observada na Semana 16 entre os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg continuou nos pacientes
que permaneceram no estudo e na Semana 52.

Na pontuação índice EQ-5D, os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg apresentaram melhora média significativamente maior a partir do basal em
comparação ao placebo na Semana 16. A melhoria observada na Semana 16 entre os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg continuou nos pacientes
que permaneceram no estudo na Semana 52.

Na pontuação EQ-5D Health State Score, os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg apresentaram melhora média estatisticamente significativa a
partir do basal em comparação ao placebo na Semana 16 (Tabela 12). A melhoria observada na Semana 16 entre os pacientes tratados com SIMPONI®
50 mg continuou nos pacientes que permaneceram no estudo na Semana 52.

Melhoras médias estatisticamente significativas também foram observadas na população SOI para todas as medidas de qualidade de vida relacionada
à saúde acima (Tabela 12). As melhorias observadas na Semana 16 entre os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg na população SOI continuaram
nos pacientes que permaneceram no estudo na Semana 52.

Produtividade no trabalho e na rotina do lar foi avaliada no início e na Semana 16, como relatado por pesquisas WPAI de medição de Percentual de
Tempo de Trabalho Perdico devido à Saúde, Percentual de Incapacidade durante o Trabalho devido à Saúde, Percentual Total de Incapacidade devido
à Saúde e Percentual de Incapacidade da Atividade devido à Saúde. Pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg relataram pioras significativamente
maiores na incapacidade total de trabalho e na incapacidade de atividade em comparação ao placebo. Na população SOI, pioras estatisticamente
significativas também foram observadas na incapacidade durante o trabalho, incapacidade de trabalho total e na incapacidade de atividade (Tabela
12). As pioras observadas na Semana 16 entre os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg nas populações TT e SOI continuaram nos pacientes que
permaneceram no estudo na Semana 52.

Tabela 12: Estudo de espondiloartrite axial não radiográfica: Análise da qualidade de vida relacionada à saúde:
pacientes randomizados e tratados

14
TT Placebo SIMPONI® 50 mg valor p
SF-36 PCS
Na 96 91
Basal
Média  DP 35,0 ± 8,7 32,9 ± 8,1
Mediana 35,6 33,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 3,7 ± 0,8 10,3 ± 0,8 p<0,0001
Mediana 2,5 9,7
SF-36 MCS
Na 96 91
Basal
Média  DP 41,6 ± 11,1 41,1 ± 11,9
Mediana 41,4 41,7
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 1,6 ± 1,1 5,9 ± 1,1 p=0,0034
Mediana 2,0 4,9
ASQoL
Na 100 94
Basal
Média  DP 10,2 ± 4,6 11,1 ± 4,5
Mediana 11,0 12,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b -1,8 ± 0,5 -5,2 ± 0,5 p<0,0001
Mediana -1,0 -4,0
Pontuação Índice EQ-5D
Na 100 94
Basal
Média  DP 0,4 ± 0,3 0,4 ± 0,3
Mediana 0,5 0,6
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 0,1 ± 0,0 0,3 ± 0,0 p<0,0001
Mediana 0,1 0,2
Pontuação EQ-5D Health State Score VAS (cm)
Na 100 94
Basal
Média  DP 5,1 ± 2,1 4,5 ± 2,2
Mediana 5,0 4,5
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 0,6 ± 0,2 2,1 ± 0,2 p<0,0001
Mediana 0,0 2,0
WPAI: Percentual de Trabalho Perdido devido à Saúde
Na 58 58
Basal
Média  DP 13,4 ± 25,8 11,3 ± 24,0
Mediana 0 0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b 0,9 ± 27,9 -5,8 ± 16,3 NS
Mediana 0 0
WPAI: Percentual de Incapacidade durante o Trabalho devido à Saúde
Na 58 63
Basal
Média  DP 49,3 ± 26,4 43,7 ± 29,0
Mediana 50,0 40,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b -14,0 ± 28,7 -22,4 ± 25,8 NSE
Median -10,0 -20,0
WPAI: Percentual Total de Incapacidade de Trabalho devido à Saúde
Na 57 57
Basal
Média  DP 53,2 ± 27,1 43,0 ± 29,9
Mediana 53,9 40,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b -11,7 ± 28,2 -21,1 ± 24,7 p=0,0391 c
Mediana -8,0 -20,0
WPAI: Percentual de Compromentimento da Atividade devido à Saúde
Na 100 93

15
Basal
Média  DP 54,4 ± 24,7 55,1 ± 25,7
Mediana 60,0 60,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b -8,6 ± 27,6 -24,9 ± 29,5 p<0,0001 c
Mediana -10,0 -20,0

SOI Placebo SIMPONI® 50 mg valor p


SF-36 PCS
Na 78 74
Basal
Média  DP 35,1 ± 8,9 33,0 ± 8,3
Mediana 35,1 33,1
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 3,7 ± 0,9 10,4 ± 0,9 p<0,0001
Mediana 2,5 9,7
SF-36 MCS
Na 78 74
Basal
Média  DP 42,2 ± 11,0 40,9 ± 11,4
Mediana 42,1 41,1
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 1,0 ± 1,2 5,6 ± 1,3 p=0,0065
Mediana 0,7 4,9
ASQoL
Na 80 77
Basal
Média  DP 10,2 ± 4,8 10,9 ± 4,4
Mediana 11,0 12,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b -1,8 ± 0,5 -5,1 ± 0,5 p<0,0001
Mediana -1,0 -5,0
Pontuação Índice EQ-5D
Na 80 77
Basal
Média  DP 0,4 ± 0,3 0,4 ± 0,3
Mediana 0,5 0,6
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 0,1 ± 0,0 0,3 ± 0,0 p=0,0004
Mediana 0,1 0,2
Pontuação EQ-5D Health State Score VAS (cm)
Na 80 77
Basal
Média  DP 5,2 ± 2,1 4,6 ± 2,2
Mediana 5,0 4,7
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 0,5 ± 0,3 2,0 ± 0,3 p<0,0001
Mediana 0,0 2,0
WPAI: Percentual de Tempo de Trabalho Perdido devido à Saúde
Na 46 47
Basal
Média  DP 15,5 ± 28,2 12,8 ± 26,1
Mediana 0 0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b 2,1 ± 30,9 -6,0 ± 17,6 NSE
Mediana 0 0
WPAI: Percentual de Incapacidade durante o Trabalho devido à Saúde
Na 46 51
Basal
Média  DP 50,4 ± 26,8 45,9 ± 28,4
Mediana 50,0 50,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b -11,7 ± 29,8 -23,3 ± 26,5 p=0,0194 c
Mediana -10,0 -20,0
WPAI: Percentual Total de Incapacidade do Trabalho devido à Saúde
Na 45 46
Basal

16
Média  DP 54,6 ± 27,6 45,5 ± 29,3
Mediana 58,3 45,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b -8,4 ± 28,5 -21,2 ± 24,7 p=0,0090 c
Mediana -4,8 -20,0
WPAI: Percentual de Incapacidade da Atividade devido à Saúde
Na 80 76
Basal
Média  DP 52,9 ± 24,6 57,5 ± 24,3
Mediana 55,0 60,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b -6,8 ± 28,9 -25,5 ± 28,7 p<0,0001 c
Mediana -10,0 -20,0
a
N reflete a quantidade de pacientes como dados do período basal e da Semana 16.
b
Derivado a partir de modelo estatistico.
c
Baseado no teste de Mann-Whitney.
DP = Desvio Padrão
EP = Erro Padrão
NS = Não significativo

O valor médio para as pontuações dos componentes físicos (PCS) e pontuações dos componentes mentais (MCS) do SF-36 é de 50 ± 10
cada para a população geral dos EUA. O intervalo é de 0 (pior) a 100 (melhor).

ASQoL: Ankylosing Spondylitis Quality of Life Questionnaire é um instrumento específico da doença usado para medir a QoL (Qualidade
de Vida) na população de paciente cm Espondilite Anquilosante. É composto por 18 itens que requerem uma resposta sim ou não às questões
relacionadas ao impacto da dor sobre o sono, humor, motivação, capacidade de lidar, atividades da vida diária, independência,
relacionamentos e vida social. EQ-5D: questionário EuroQoL-5D Health questionnaire compreendendo 5 dimensões: mobilidade,
autocuidado, atividades usuais, dor/desconforto e ansiedade/depressão.

Índice EQ-5D: pontuação ponderada (5D + VAS):

WPAI: Índice de produtividade do trabalho e incapacidade: mede tempo perdido no trabalho, incapacidade do trabalho e incapacidade das
atividades regulares devido à saúde total e sintomas. O WPAI é avaliado em relação à medidas de percepções gerais de saúde, papel físico,
papel emocional, dor, gravidade dos sintomas, medidas globais de trabalho e interferência com a atividade regular.

Colite ulcerativa: A segurança e a eficácia de SIMPONI® foram avaliadas em dois estudos clínicos multicêntricos, randomizados, duplo-cegos,
controlados com placebo em pacientes com  18 anos de idade.

O estudo de indução (PURSUIT 1) avaliou pacientes com colite ulcerativa moderada a gravemente ativa (escore Mayo 6 a 12; subescore de endoscopia
 2) que haviam apresentado uma resposta inadequada a, ou falharam em tolerar, terapias convencionais, ou eram dependentes de corticosteroides. O
estudo foi uma combinação de estudo de Fase 2 (determinação de dose) e de Fase 3 (confirmação de dose). Na parte de determinação de dose do
estudo, os pacientes foram randomizados para um de 4 grupos de tratamento: 400 mg de SIMPONI® por via subcutânea na Semana 0 e 200 mg na
Semana 2 (400/200 mg), 200 mg de SIMPONI® por via subcutânea na Semana 0 e 100 mg na Semana 2 (200/100 mg), 100 mg de SIMPONI® por
via subcutânea na Semana 0 e 50 mg na Semana 2 (100/50 mg) ou placebo por via subcutânea nas Semanas 0 e 2. Na parte de confirmação de dose
do estudo, a eficácia foi avaliada em 761 pacientes que foram randomizados para receber 400 mg de SIMPONI® por via subcutânea na Semana 0 e
200 mg na Semana 2, 200 mg de SIMPONI® via subcutânea na Semana 0 e 100 mg na Semana 2, ou placebo via subcutânea nas Semanas 0 e 2. A
administração de doses estáveis concomitantes de aminossalicilatos orais, corticosteroides e/ou agentes imunomoduladores foi permitida. O desfecho
primário foi a resposta clínica na Semana 6. Os principais desfechos secundários foram remissão clínica, cicatrização da mucosa e a melhora no escore
IBDQ, todos na Semana 6.

Os resultados do estudo de manutenção (PURSUIT 2-Maintenance) foram baseados na avaliação de 456 pacientes que alcançaram resposta clínica a
partir da indução prévia com SIMPONI®. Os pacientes foram randomizados para receber 50 mg de SIMPONI®, 100 mg de SIMPONI® ou placebo,
administrados por via subcutânea a cada 4 semanas. A administração de doses estáveis concomitantes de aminossalicilatos orais e/ou agentes
imunomoduladores foi permitida. Os corticosteroides deveriam ter suas doses diminuídas no início do estudo de manutenção. Neste estudo, foi avaliada

17
a eficácia de SIMPONI® até a Semana 54. Pacientes que completaram o estudo de manutenção até à Semana 54 continuaram o tratamento de extensão
do estudo, para avaliação da eficácia até à Semana 216.

Em ambos os estudos, resposta clínica e remissão clínica foram definidas com base no escore Mayo, que consiste de quatro subescores: frequência de
evacuações, sangramento retal, achados de endoscopia e avaliação global pelo médico. Cada subescore é classificado em uma escala de 0 a 3, indicando
atividade normal (0) a grave (3). O escore Mayo é a soma dos 4 subescores. Resposta clínica foi definida como uma diminuição de  30% e  3 pontos
no escore Mayo a partir da Semana 0 de indução, acompanhada por uma diminuição no subescore de sangramento retal de  1 ou um subescore de
sangramento retal de 0 ou 1. Remissão clínica foi definida como um escore Mayo  2 pontos, com nenhum subescore individual > 1. Cicatrização da
mucosa foi definida como um escore de endoscopia (do escore Mayo) de 0 ou 1.

A qualidade de vida relacionada à saúde foi avaliada usando-se o IBDQ, o SF-36 e o EQ-5D. O IBDQ é um questionário especificamente desenhado
para pacientes com doença inflamatória intestinal. O SF-36 é um questionário de estado de saúde geral que tem sido amplamente utilizado em várias
doenças e condições para avaliar o bem-estar físico e mental dos pacientes. O EQ-5D é um instrumento padronizado não específico de doença para
descrever e avaliar a qualidade de vida relacionada à saúde.

A avaliação da eficácia na extensão do estudo baseou-se em mudanças no uso de corticosteroides, na Avaliação Global do Médico (PGA) da atividade
da doença e na melhora da qualidade de vida, conforme medido pelo “Inflammatory Bowel Disease Questionnaire” - (IBDQ).

Tabela 13: Principais resultados de eficácia de PURSUIT-Induction e PURSUIT-Maintenance

PURSUIT-Induction

SIMPONI®
Placebo 200/100 mg
N = 253
N = 251

Porcentagem de pacientes
Pacientes em resposta clínica na semana 30% 51%**
a
6
Pacientes em remissão clínica na semana 6% 18%**
b
6
Pacientes com cicatrização da mucosa na 29% 42%*
c
semana 6
PURSUIT-Maintenance
SIMPONI® SIMPONI®
d 50 mg 100 mg
Placebo
N = 151 N = 151
N = 154
Porcentagem de pacientes
Manutenção da resposta (Pacientes em
e 31% 47%* 50%**
resposta clínica durante a semana 54)

Remissão sustentada (Pacientes em


remissão clínica na semana 30 e semana 16% g 28%*
f 23%
54)
N = número de pacientes
** p ≤ 0,001
* p ≤ 0,01
a
definido como uma diminuição do basal no escore Mayo em ≥ 30% e ≥ 3 pontos, acompanhada por u m a
diminuição no subescore de sangramento retal de ≥ 1 ou subescore de sangramento retal de 0 ou 1.
b
Definido como escore de Mayo ≤ 2 pontos, sem subescore individual > 1

18
c
Definido como 0 ou 1 no subescore de endoscopia do escore de Mayo.
d
Somente indução com SIMPONI®.
e
Os pacientes foram avaliados para a atividade de doença em UC por escore de Mayo parcial a cada 4 semanas (a perda de resposta
foi confirmada por endoscopia). Portanto, um paciente que manteve a resposta estava em um estado de resposta clínica contínua
em cada avaliação até a semana 54.
f
O paciente tinha de estar em remissão tanto nas semanas 30 quanto 54 (sem demonstrar perda de
resposta em qualquer momento até a semana 54) para alcançar uma remissão durável.
g
Em pacientes com peso inferior a 80 kg, uma maior proporção de pacientes que receberam terapia de manutenção de 50 mg
apresentaram remissão clínica sustentada em comparação com aqueles que receberam placebo.

Mais pacientes tratados com SIMPONI® demonstraram cicatrização sustentada da mucosa (pacientes com cicatrização mucosa tanto na semana 30
quanto na semana 54) no grupo de 50 mg (42%, p <0,05) e no grupo de 100 mg (42%, p <0,005) em comparação com pacientes no grupo placebo
(27%).

Entre os 54% dos pacientes (247/456) que receberam corticosteroides concomitantes no início da PURSUIT-Maintenance, a proporção de pacientes
que mantiveram a resposta clínica até a semana 54 e não estavam recebendo corticosteroides concomitantes na semana 54 foi maior no grupo de 50
mg (38%, 30/78) e no grupo de 100 mg (30%, 25/82) em comparação com o grupo placebo (21%, 18/87). A proporção de pacientes que eliminaram
os corticosteroides na semana 54 foi maior no grupo de 50 mg (41%, 32/78) e 100 mg (33%, 27/82) em comparação com o grupo placebo (22%,
19/87). Entre os pacientes que entraram na extensão do estudo, a proporção de indivíduos que permaneceram livres de corticosteroides foi geralmente
mantida até a semana 216.

Os pacientes que não obtiveram resposta clínica na semana 6 nos estudos PURSUIT-Induction receberam dose de SIMPONI® 100 mg a cada 4
semanas no estudo PURSUIT-Maintenance. Na semana 14, 28% desses pacientes obtiveram resposta definida pelo escore parcial de Mayo (diminuído
em ≥ 3 pontos em comparação com o início da indução). Na Semana 54, os desfechos clínicos observados nesses pacientes foram semelhantes aos
desfechos clínicos relatados para os pacientes que obtiveram resposta clínica na Semana 6.

Na semana 6, SIMPONI® melhorou significativamente a qualidade de vida, conforme medido pela alteração do basal em uma medida específica da
doença, IBDQ (questionário inflamatório da doença intestinal). Entre os pacientes que receberam o tratamento de manutenção de SIMPONI®, a
melhoria da qualidade de vida medida pelo IBDQ foi mantida até a semana 54.

Aproximadamente 63% dos pacientes que receberam SIMPONI® no início da extensão do estudo (semana 56) permaneceram em tratamento até o
final do estudo (última administração de golimumabe na semana 212).

Desfechos clínicos durante o tratamento de indução

Os resultados desta seção são baseados nos pacientes randomizados durante a parte de confirmação de dose do PURSUIT 1.

Uma porcentagem significativamente maior de pacientes no grupo de SIMPONI® alcançou resposta clínica, remissão clínica e cicatrização da mucosa
quando comparado com o placebo na Semana 6. Além disso, os pacientes no grupo de SIMPONI® demonstraram uma melhora significativamente
maior no escore IBDQ quando comparados com o placebo.

Resposta clínica

No estudo PURSUIT 1, a proporção de pacientes que alcançaram resposta clínica até a Semana 6 foi significativamente maior no grupo de 200/100
mg de SIMPONI®, 51,0%, comparado com o grupo placebo, 30,0%; p <0,0001 (Figura 2; Tabela 13).

Figura 2: Porcentagem de pacientes com colite ulcerativa que alcançaram resposta clínica na Semana 6; pacientes randomizados.

19
Remissão clínica

No PURSUIT 1, uma proporção significativamente maior de pacientes no grupo de 200/100 mg de SIMPONI® estava em remissão clínica na Semana
6, 17,8%, comparado com o grupo placebo, 6,4%; p <0,0001 (Figura 3; Tabela 13).

Figura 3: Porcentagem de pacientes com colite ulcerativa em remissão clínica na Semana 6; pacientes randomizados.

Cicatrização da mucosa

20
No PURSUIT 1, uma proporção significativamente maior de pacientes no grupo de 200/100 mg de SIMPONI® alcançou cicatrização da mucosa na
Semana 6, 42,3%, comparado com o grupo placebo, 28,7%; p = 0,0014 (Tabela 14).

Tabela 14 PURSUIT 1: Proporção de pacientes que alcançaram resposta clínica, remissão clínica e cicatrização
da mucosa durante a indução
Placebo SIMPONI® 200/100 mg
Valor de p
N = 251 N = 253
Pacientes em resposta clínicaa,d na Semana 6 30,3% 51,0% <0,0001
Pacientes em remissão clínicab,d na Semana 6 6,4% 17,8% <0,0001
c,d
Pacientes com cicatrização da mucosa na 28,7% 42,3% 0,0014
Semana 6
a
Definida como uma diminuição em relação ao basal no escore Mayo de  30% e  3 pontos, acompanhada por uma diminuição
no subescore de sangramento retal de  1 ou um subescore de sangramento retal de 0 ou 1.
b
Definida como um escore Mayo  2 pontos, com nenhum subescore individual > 1.
c
Definida como 0 ou 1 no subescore de endoscopia do escore Mayo.
d
Os pacientes que tiveram uma alteração proibida em medicações concomitantes para colite ulcerativa, uma ostomia ou
colectomia, ou que descontinuaram o agente em estudo devido a uma falta de efeito terapêutico, são considerados como não
estando em resposta clínica, remissão clínica ou cicatrização da mucosa do momento do evento em diante.

Escore Mayo parcial

No PURSUIT 1, uma maior redução no escore Mayo parcial foi evidente já na Semana 2 no grupo de 200/100 mg de SIMPONI® comparado com o
grupo placebo, e esta redução foi mantida até a Semana 6.

Figura 4: Escore Mayo parcial mediano até a Semana 6; pacientes randomizados.

Medidas de qualidade de vida relacionada à saúde

21
No estudo PURSUIT 1, a melhora média no escore IBDQ na Semana 6 foi significativamente maior no grupo de 200/100 mg de SIMPONI®,
27,0 ± 33,72, comparado com o grupo placebo, 14,8 ± 31,25; p <0,0001 (Tabela 15). Melhoras similares também foram observadas em todos os 4
escores dimensionais (ou seja, intestinais, emocionais, sistêmicos e sociais) do IBDQ (p ≤ 0,0005 para todas as comparações entre o grupo de
200/100 mg de SIMPONI® e o grupo placebo).

Tabela 15 PURSUIT 1: Melhora no Escore IBDQ


Placebo SIMPONI® 200/100 mg
Valor de p
N = 250 N = 252
Alteração em relação ao basal no escore IBDQa,b
14,8 ± 31,25 27,0 ± 33,72 < 0,0001
na Semana 6 (média ± DP)
a
Questionário de doença inflamatória intestinal específico da doença.
b
Os pacientes que tiveram uma alteração proibida em medicações concomitantes para colite ulcerativa, uma ostomia ou
colectomia, ou que descontinuaram o agente em estudo devido a uma falta de efeito terapêutico antes da visita na Semana 6
tiveram seus valores basais replicados até a Semana 6.

Na Semana 6 do PURSUIT 1, uma proporção significativamente maior de pacientes no grupo de 200/100 mg apresentou: uma melhora maior do que
20 pontos em relação ao basal no IBDQ comparado com o grupo placebo na Semana 6 (50,6% vs. 35,5%, p = 0,0006) e uma melhora na dimensão de
dor/desconforto do EQ-5D comparado com o grupo placebo (30,0% vs. 15,1%, p < 0,0001). Além disso, o aumento médio no escore resumido do
componente físico do SF-36 e no escore resumido do componente mental do SF-36 foi significativamente maior no grupo de 200/100 mg de
SIMPONI® comparado com o grupo placebo (4,51 vs. 2,51, p = 0,0009 e 4,57 vs. 1,60, p = 0,0017, respectivamente).

Desfechos clínicos durante o tratamento de manutenção

Os resultados descritos nesta seção são baseados nos pacientes que alcançaram resposta clínica com SIMPONI® a partir da indução prévia com
golimumabe (n = 456).

A proporção de pacientes que mantiveram resposta clínica até a Semana 54 foi significativamente maior no grupo de 100 mg de SIMPONI®
comparado com o grupo placebo. Adicionalmente, a proporção de pacientes em resposta clínica que alcançaram remissão clínica e cicatrização da
mucosa tanto na Semana 30 quanto na Semana 54 foi significativamente maior no grupo de 100 mg de SIMPONI® comparado com o grupo placebo.

Manutenção de resposta clínica até a Semana 54

Os pacientes foram avaliados para atividade da doença colite ulcerativa pelo escore Mayo parcial a cada 4 semanas (perda de resposta foi confirmada
por endoscopia). Dessa forma, um paciente que manteve resposta estava em um estado de resposta clínica contínua em cada avaliação até a Semana
54. No estudo PURSUIT 2, a proporção de pacientes que mantiveram resposta clínica até a Semana 54 foi significativamente maior no grupo de 100
mg de SIMPONI®, 49,7%, comparado com o grupo placebo, 31,2%; p < 0,001 (Figura 5; Tabela 16).

Figura 5: Porcentagem de pacientes com colite ulcerativa que mantiveram resposta clínica até a Semana 54; pacientes randomizados.

22
Tabela 16 PURSUIT 2: Resposta Clínica durante o Tratamento de Manutenção
Placebo SIMPONI® 100 mg
Valor de p
N = 154 N = 151
Pacientes em resposta clínicaa,b até a
31,2% 49,7% < 0,001
Semana 54
a
Definida como uma diminuição no escore Mayo a partir da Semana 0 de indução de  30% e  3 pontos,
acompanhada por uma diminuição no subescore de sangramento retal de  1 ou um subescore de sangramento retal
de 0 ou 1.
b
Os pacientes que tiveram uma alteração proibida em medicações concomitantes para colite ulcerativa, uma ostomia ou
colectomia, um ajuste de dose ou que descontinuaram o agente em estudo devido a uma falta de efeito terapêutico são
considerados como não estando em resposta clínica do momento do evento em diante.

Remissão clínica

Um paciente deveria estar em remissão tanto na Semana 30 quanto na Semana 54 (sem demonstrar uma perda de resposta em qualquer momento até
a Semana 54) para alcançar remissão duradoura. No PURSUIT 2, a proporção de pacientes em remissão clínica tanto na Semana 30 quanto na Semana
54 foi significativamente maior no grupo de 100 mg de SIMPONI®, 27,8%, comparado com o grupo placebo, 15,6%, p = 0,004 (Figura 6; Tabela 17).

Figura 6: Porcentagem de pacientes com colite ulcerativa em remissão clínica tanto na Semana 30 quanto na Semana 54; pacientes
randomizados.

23
Tabela 17 PURSUIT 2: Remissão Clínica durante o Tratamento de Manutenção
Placebo SIMPONI® 100 mg
Valor de p
N = 154 N = 151
Pacientes em remissão clínicaa,b tanto na Semana
15,6% 27,8% = 0,004
30 quanto na Semana 54
a
Definida como um escore Mayo  2 pontos, com nenhum subescore individual > 1.
b
Os pacientes que tiveram uma alteração proibida em medicações concomitantes para colite ulcerativa, uma ostomia ou
colectomia, um ajuste de dose ou que descontinuaram o agente em estudo devido a uma falta de efeito terapêutico, são
considerados como não estando em remissão clínica do momento do evento em diante.

No PURSUIT 2, a proporção de pacientes em remissão clínica na Semana 54 foi maior no grupo de 100 mg de SIMPONI® (33,8%) comparado com
o grupo placebo, (22,1%).

- Cicatrização da mucosa

No estudo PURSUIT 2, a proporção de pacientes com cicatrização da mucosa tanto na Semana 30 quanto na Semana 54 foi maior no grupo de 100
mg de SIMPONI®, 42,4%, comparado com o grupo placebo, 26,6%; p = 0,002 (Tabela 18).

Tabela 18 PURSUIT 2: Cicatrização da Mucosa durante o Tratamento de Manutenção


Placebo SIMPONI® 100 mg
Valor de p
(N = 154) (N = 151)
Pacientes com cicatrização da mucosaa,b tanto na
26,6% 42,4% 0,002
Semana 30 quanto na Semana 54
a
Definida como 0 ou 1 no subescore de endoscopia do escore Mayo.
b
Os pacientes que tiveram uma alteração proibida em medicações concomitantes para colite ulcerativa, uma ostomia ou
colectomia, um ajuste de dose ou que descontinuaram o agente em estudo devido a uma falta de efeito terapêutico são
considerados como não apresentando cicatrização da mucosa do momento do evento em diante.

24
Entre os pacientes que entraram no estudo PURSUIT 2 com cicatrização da mucosa, a proporção de pacientes que mantiveram cicatrização da mucosa
tanto na Semana 30 quanto na Semana 54 foi maior no grupo de 100 mg de SIMPONI® (44,6%) comparado com o grupo placebo (31,1%).

No PURSUIT 2, a proporção de pacientes com cicatrização da mucosa na Semana 54 foi maior no grupo de 100 mg de SIMPONI® (46,4%) comparado
com o grupo placebo (28,6%).

- Manutenção de remissão clínica

Entre os pacientes que entraram para o estudo PURSUIT 2 em remissão clínica (35%, 160/456), a proporção de pacientes que mantiveram remissão
clínica até a Semana 54 foi maior no grupo de 100 mg de SIMPONI® (38,9%, 21/54) comparado com o grupo placebo (24,1%, 13/54; p = 0,098).
Uma análise post-hoc demonstrou que o tempo até a perda de remissão clínica foi maior no grupo de 100 mg de SIMPONI® comparado com o placebo
(tempo mediano foi de 50 semanas comparado com 27 semanas, respectivamente).

Figura 7: Curva de Kaplan-Meier para o tempo até perda de remissão clínica; pacientes randomizados que estavam em remissão clínica na
Semana 0 do PURSUIT 2.

No estudo PURSUIT 2, a proporção de pacientes que mantiveram remissão clínica até a Semana 30 foi maior no grupo de 100 mg de SIMPONI®
(53,7%) comparado com o grupo placebo (33,3%).

- Eliminação de corticosteroides

No estudo PURSUIT 2, entre os pacientes que estavam recebendo corticosteroides concomitantes no basal (54%, 247/456), a proporção de pacientes
em remissão clínica e não recebendo corticosteroides concomitantes na Semana 54 foi similar no grupo de 100 mg (23,2%, 19/82) comparado com o
grupo placebo (18,4%, 16/87). Entretanto, análises post-hoc mostraram que a proporção de pacientes que mantiveram resposta clínica até a Semana
54 e que não estavam recebendo corticosteroides concomitantes na Semana 54 foi numericamente maior no grupo de 100 mg (30,5%, 25/82)
comparado com o grupo placebo (20,7%, 18/87). Além disso, a proporção de pacientes que haviam eliminado corticosteroides na Semana 54 foi
numericamente maior no grupo de 100 mg (32,9%, 27/82) comparado com o grupo placebo (21,8%, 19/87).

- Escores Mayo parciais até a Semana 54

25
Os escores Mayo parciais medianos na Semana 0 (do estudo PURSUIT 2) foram mantidos no grupo de 100 mg de SIMPONI® até a Semana 52 (com
um pequeno aumento na Semana 54); o escore Mayo parcial mediano no grupo placebo aumentou após a Semana 8 e continuou a aumentar ao longo
do tempo até um valor na Semana 54 se aproximando do valor antes da indução com golimumabe (Figura 8).

Figura 8: Escore Mayo parcial mediano até a Semana 54; pacientes randomizados.

- Subescores Mayo

A proporção de pacientes no estudo PURSUIT 2 que mantiveram melhora em cada subescore Mayo da Semana 0 até a Semana 54 foi maior no grupo
de 100 mg comparado com o grupo placebo (Tabela 19). Entre os pacientes que entraram no estudo de extensão, a proporção de indivíduos com
atividade da doença inativa ou leve como avaliado pelo médico através do subescore de avaliação global da pontuação Mayo foi mantida na maior
parte dos pacientes até a Semana 216.

Tabela 19 Proporção de pacientes com subescores Mayo indicando doença inativa ou leve na Semana 0 de
indução até a Semana 54 do estudo de manutenção; pacientes randomizados no estudo PURSUIT 2.
Placebo SIMPONI® 100 mg
N = 154 N = 151
Frequência de Evacuações
Semana 0 de indução 11,7% 15,9%
Estudo de manutenção
Semana 0 85,1% 80,1%
Semana 30 46,1% 66,2%
Semana 54 40,3% 62,9%
Sangramento Retal
Semana 0 de indução 44,8% 37,7%
Estudo de manutenção
Semana 0 98,7% 100,0%
Semana 30 71,4% 78,1%
Semana 54 66,2% 74,8%
Avaliação Global pelo Médico
Semana 0 de indução 1,3% 1,3%
Estudo de manutenção

26
Tabela 19 Proporção de pacientes com subescores Mayo indicando doença inativa ou leve na Semana 0 de
indução até a Semana 54 do estudo de manutenção; pacientes randomizados no estudo PURSUIT 2.
Placebo SIMPONI® 100 mg
N = 154 N = 151
Semana 0 83,1% 83,4%
Semana 30 44,2% 65,6%
Semana 54 39,0% 57,6%
Achados de Endoscopia
Semana 0 de indução 0% 0%
Estudo de manutenção
Semana 0 70,1% 74,2%
Semana 30 38,3% 60,3%
Semana 54 34,4% 55,0%

- Qualidade de vida relacionada à saúde

Entre os pacientes com uma melhora maior do que 20 pontos no IBDQ no início do PURSUIT 2 a partir da Semana 0 de um estudo de indução, uma
proporção maior de pacientes no grupo de 100 mg de SIMPONI® manteve melhora no IBDQ até a Semana 54, 40,0%, comparado com o grupo
placebo, 27,8%; p = 0,051.

Análises de eficácia por Categoria Peso Corporal

Os resultados de eficácia foram analisados em subpopulações de indivíduos com base em um corte de peso corporal de 80kg. Usando o peso corporal
de 80 kg como ponto de corte, o desfecho primário e os principais desfechos secundários selecionados do estudo C0524T18 foram analisados para
avaliar a eficácia de 50 mg a cada 4 semanas em comparação com a dose de manutenção de 100 mg a cada 4 semanas em indivíduos com menor e
maior peso corporal. Estes desfechos incluíram:

• Resposta clínica até a Semana 54

• Remissão clínica na Semana 30 e na Semana 54

• Cicatrização da mucosa na Semana 30 e na Semana 54

Para as análises “post-hoc” destes subgrupos pelo peso corporal, valores p nominais são apresentados sem ajuste para multiplicidade. Deve notar-se
que o estudo não foi desenhado para detectar diferenças de tratamento para estes subgrupos. Portanto, a interpretação dos resultados é baseada na
significância clínica em oposição a valores p nominais.

Na Tabela 20 são apresentados os resultados de eficácia para a dose de 50 mg a cada 4 semanas e as doses de manutenção de 100 mg a cada 4 semanas
em indivíduos com base em um peso corporal de corte de 80 kg. Indivíduos com um peso corporal <80 kg demonstraram taxas semelhantes de resposta
clínica, remissão clínica e cicatrização de mucosa entre os grupos recebendo doses de 50 mg e 100 mg de golimumabe no estudo de manutenção
C0524T18.

Entre os indivíduos com um peso corporal ≥ 80 kg, a eficácia da dose de 100 mg de golimumabe a cada 4 semanas pareceu ser notavelmente maior
do que a dose de 50 mg a cada 4 semanas para cada desfecho avaliado.

27
Tabela 20: Número de indivíduos que alcançaram o desfecho primário e os principais desfechos secundários selecionados por peso corporal (< 80 kg vs ≥ 80 kg) na Semana 0 no estudo de
indução; análise populacional primária no estudo C0524T18
Peso corporal < 80 kg Peso corporal ≥ 80 kg
golimumabe golimumabe
Placebo Placebo
50 mg 100 mg 50 mg 100 mg

Análise primária da população do estudo C0524T18 107 109 101 49 44 53

32 (2,.9%) 54 (49,5%) 50 (49,5%) 17 (34,7%) 18 (4,.9%) 28 (52,8%)


Indivíduos com resposta clínica na semana 54a,b
p-valor 0,011 0,002 0,317 0,066
Indivíduos com resposta clínica em ambas 15 (14,0%) 29 (26,6%) 29 (28,7%) 9 (18,4%) 7 (15,9%) 15 (28,3%)
semanas 30 e 54a,b
p-valor 0,042 0,004 0,973 0,290
Indivíduos com cicatrização da mucosa em ambas 28 (26,2%) 48 (44,0%) 42 (41,6%) 14 (28,6%) 16 (36,4%) 25 (47,2%)
semanas 30 e 54a,b
p-valor 0,017 0,006 0,279 0,074

a
Para indivíduos que tiveram uma mudança proibida de acordo com o protocolo na medicação para Colite Ulcerativa, uma ostomia ou colectomia, um ajuste de dose, ou que deixaram o agente em estudo
devido à ausência de efeito terapêutico antes da visita da semana 54,considerou-se que os respectivos desfechos não foram atingidos.
b
Para indivíduos que não apresentaram todos os 4 subescores de Mayo na semana 30 ou na semana 54, considerou-se que não atingiram a resposta clínica ou remissão clínica; para os indivíduos que
apresentaram um subescore endoscópico ausente na semana 30 ou na semana 54, considerou-se que não obtiveram cicatrização da mucosa

28
Imunogenicidade

Após a administração subcutânea em pacientes com artrite reumatoide, artrite psoriásica ou espondilite anquilosante, anticorpos contra
SIMPONI®, quase todos neutralizantes in vitro, foram detectados em 5% dos pacientes tratados com SIMPONI® até a Semana 52. Taxas
similares foram mostradas entre indicações reumatológicas. O tratamento concomitante com metotrexato resultou em uma proporção menor de
pacientes com anticorpos contra SIMPONI® do que nos pacientes recebendo SIMPONI® sem metotrexato (aproximadamente 3% versus 8%,
respectivamente).

Após a administração subcutânea em pacientes com espondiloartrite axial não radiográfica, anticorpos contra SIMPONI®, todos neutralizantes
in vitro, foram detectados em 4% dos pacientes tratados com SIMPONI® até a Semana 16. Após a administração subcutânea em pacientes com
colite ulcerativa, anticorpos contra SIMPONI® foram detectados em 2,7% dos pacientes tratados com SIMPONI® até a Semana 54. Sessenta
e oito por cento (68%) dos pacientes positivos para anticorpos apresentaram anticorpos neutralizantes in vitro. O tratamento concomitante com
imunomoduladores (azatioprina ou 6-mercaptopurina ou metotrexato) resultou em uma proporção menor de pacientes com anticorpos contra
SIMPONI® do que os pacientes recebendo SIMPONI® sem imunomoduladores (1,3% versus 3,4%, respectivamente).

O pequeno número de pacientes positivos para anticorpos contra SIMPONI® limita a capacidade de se traçar conclusões definitivas a respeito
da relação entre anticorpos contra golimumabe e eficácia clínica ou medidas de segurança.

Os dados refletem a porcentagem de pacientes cujos resultados de testes foram considerados positivos para anticorpos contra SIMPONI® em
um ensaio ELISA, e são altamente dependentes da sensibilidade e especificidade do ensaio. Adicionalmente, a incidência observada de
positividade para anticorpos em um ensaio pode ser influenciada por vários fatores, incluindo manuseio da amostra, momento de coleta da
amostra, medicações concomitantes e doença subjacente. Por essas razões, a comparação da incidência de anticorpos contra SIMPONI® com
a incidência de anticorpos contra outros produtos pode ser enganosa.

Referências bibliográficas:

1. Kavanaugh A, McInnes A, Mease P, et al. Golimumab, a New Human Tumor Necrosis Factor _ Antibody, Administered Every Four Weeks
as a Subcutaneous Injection in Psoriatic Arthritis Twenty-Four–Week Efficacy and Safety Results of a Randomized, Placebo-Controlled Study.
Arthritis & Rheumatism, 60 (4):976–986 DOI 10.1002/art.24403.

2. Smolen JS, Kay J, Doyle MK, Landewé L, et al, for the GO-AFTER Study Investigators. Golimumab in patients with active rheumatoid
arthritis after treatment with tumour necrosis factor α inhibitors (GO-AFTER study): a multicentre, randomised, double-blind, placebo-
controlled, phase III trial. Lancet 2009; 374: 210–221.

3. Inman RD, Davis, [Link], van der Heijde D, Diekman L, et al. Efficacy and Safety of Golimumab in Patients With Ankylosing Spondylitis
Results of a Randomized, Double-Blind, Placebo-Controlled, Phase III [Link] & Rheumatism, 2008; 58(11): 3402–3412 [DOI
10.1002/art.23969]

4. Emery P, Fleischmann RM, Moreland LW et al. Golimumab, a Human Anti–Tumor Necrosis Factor Monoclonal Antibody, Injected
Subcutaneously Every Four Weeks in Methotrexate-Naive Patients With Active Rheumatoid Arthritis Twenty-Four–Week Results of a Phase
III, Multicenter, Randomized, Double-Blind, Placebo-Controlled Study of Golimumab Before Methotrexate as First-Line Therapy for Early-
Onset Rheumatoid Arthritis. Arthritis & Rheumatism. 2009; 60(8):2272–2283. [DOI 10.1002/art.24638]

5. Keystone EC, Genovese MC, Klareskog L, et al. Golimumab, a human antibody to tumour necrosis factor a given by monthly subcutaneous
injections, in active rheumatoid arthritis despite methotrexate therapy: the GO-FORWARD Study. Ann Rheum Dis 2009; 68:789–796.
[doi:10.1136/ard.2008.099010]

6. Keystone EC, Genovese MC, Klareskog L, et al Golimumab in patients with active rheumatoid arthritis despite methotrexate therapy: 52-
week results of the GO-FORWARD study.

7. William J. Sandborn, Brian G. Feagan, Colleen Marano, et al., for the PURSUIT-SC study group. Subcutaneous Golimumab Induces
Clinical Response and Remission in Patients With Moderate to Severe Ulcerative Colitis. Gastroenterology, 2013; DOI:PII: S0016-
5085(13)00846-9. 10.1053/[Link].2013.05.048.

29
8. William J. Sandborn, Brian G. Feagan, Colleen Marano, et al., for the PURSUIT-Maintenance study group. Subcutaneous Golimumab
Maintains Clinical Response in Patients with Moderate-To-Severe Ulcerative Colitis. Gastroenterology, 2013; DOI:PII: S0016-5085(13)00886-
X. 10.1053/[Link].2013.06.010.

Informamos que não foram realizados estudos comparativos entre golimumabe e outros anti-TNF, inviabilizando assim comparações de eficácia
e segurança entre eles.

3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

O golimumabe é um anticorpo monoclonal humano IgG1kappa produzido por uma linhagem celular de hibridoma murino com tecnologia de DNA
recombinante.

Mecanismo de ação

O golimumabe é um anticorpo monoclonal humano que forma complexos de alta afinidade e estabilidade com formas bioativas solúveis e
transmembranais do fator de necrose tumoral humano (TNF), que impede a ligação do TNF com seus receptores. Nenhuma ligação a outros ligantes
da superfamília TNF foi observada; em particular, o golimumabe não se liga à linfotoxina humana nem a neutraliza. O TNF-alfa é sintetizado
principalmente por monócitos ativados, macrófagos e células T como uma proteína transmembrana que se autoassocia para formar um homotrímero
bioativo e é rapidamente liberado da superfície celular por proteólise. A ligação do TNF aos receptores p55 ou p75 de TNF leva ao agrupamento dos
domínios citoplasmáticos do receptor e inicia a sinalização. O TNF foi identificado como uma citocina sentinela chave que é produzida em resposta a
vários estímulos e, subsequentemente, promove a resposta inflamatória através da ativação das vias de apoptose dependentes de caspases e dos fatores
de transcrição fator nuclear (NF)-kappaB e proteína ativadora-1 (AP-1). O TNF também modula a resposta imunológica através de seu papel na
organização de células imunológicas em centros germinativos.

Uma expressão elevada de TNF foi associada a doenças inflamatórias crônicas, como artrite reumatoide, e espondiloartrites, como artrite psoriásica e
espondilite anquilosante, e é um importante mediador da inflamação articular e do dano estrutural, que são característicos dessas doenças.

Propriedades farmacodinâmicas

Pré-clínicas:

A ligação do golimumabe ao TNF humano neutralizou a expressão das moléculas de adesão de superfície celular induzidas por TNF, em especial das
células endoteliais humanas, tais como: E-selectina, molécula de adesão das células vasculares (VCAM)-1 e molécula de adesão intracelular (ICAM)-
1. A secreção de interleucina (IL)-6, IL-8 e fator estimulador de colônias de granulócitos-macrófagos (GM-CSF) induzida pelo TNF a partir das células
endoteliais humanas também foi inibida pelo golimumabe. De forma semelhante outros anticorpos IgG1 humanos, o golimumabe é capaz de se ligar
a receptores Fc e ativar o complemento. Entretanto, nenhuma lise celular mediada pelo golimumabe foi observada com monócitos humanos
estimulados por lipopolissacarídeos (LPS) com a adição de células do complemento ou efetoras. Além disso, não foi detectada nenhuma apoptose
induzida pelo golimumabe em células mononucleares do sangue humano periférico estimuladas por LPS. O efeito de golimumabe in vivo foi testado
em um modelo de artrite experimental de camundongo transgênico para TNF humano. O tratamento com golimumabe produziu um retardo
estatisticamente significativo no início de sintomas clínicos comparado aos camundongos não tratados, assim como uma redução significativa na
doença articular.

Clínicos:

- Biomarcadores na artrite reumatoide, artrite psoriásica, espondilite anquilosante e espondilite axial não radiográfica:

Em estudos clínicos de Fase 3 com administração subcutânea, marcadores de inflamação e metabolismo ósseo e cartilaginoso foram avaliados
nos soros de pacientes com artrite reumatoide, artrite psoriásica e espondilite anquilosante antes e após o início do tratamento com SIMPONI®.

30
No estudo GO-AHEAD, apenas os níveis de PCR foram avaliados. São relatados a seguir apenas aqueles marcadores onde foram observadas
diferenças significativas (valores de p< 0,05) no grupo de pacientes tratados com SIMPONI® combinado (50 mg e 100 mg com ou sem
metotrexato) comparado com pacientes tratados com placebo/placebo + metotrexato. A relação entre os dados relatados dos biomarcadores e
os mecanismos pelos quais golimumabe exerce seus efeitos clínicos não foi estabelecida.

• Artrite reumatoide

Na primeira avaliação (Semana 4) após a primeira administração de SIMPONI®, SIMPONI® foi eficaz em modular marcadores selecionados
de inflamação e metabolismo ósseo em pacientes com artrite reumatoide ativa. Em pacientes com artrite reumatoide (artrite reumatoide ativa
apesar de terapia com metotrexato, pacientes previamente tratados com outras terapias anti-TNF-alfa e pacientes sem tratamento prévio com
metotrexato), o tratamento com SIMPONI®/SIMPONI® + metotrexato resultou em reduções significativas nos níveis de marcadores
inflamatórios selecionados (tais como IL-6, TNF-alfa, MMP-3, ICAM-1 e VEGF) já na Semana 4 comparado ao grupo tratado com
placebo/placebo + metotrexato, e essas alterações geralmente se mantiveram nas Semanas 14/24. Nos grupos de tratamento com
SIMPONI®/SIMPONI® + metotrexato, também foram observadas melhoras nos níveis de PCR (proteína-C reativa) em relação aos grupos de
tratamento com placebo/placebo + metotrexato. O tratamento com SIMPONI®/SIMPONI® + metorexato também resultou em diminuições
significativas nos níveis de Fator Reumatoide (FR) nas Semanas 14/24 comparado com o tratamento com placebo/placebo + metotrexato. Em
pacientes com artrite reumatoide ativa apesar de terapia com metotrexato, o tratamento com SIMPONI® + metotrexato resultou em alterações
significativas nos níveis de marcadores selecionados de metabolismo ósseo (aumento nos níveis de osteocalcina e PINP e diminuições nos
níveis de DPD) na Semana 4 em comparação com placebo + metotrexato. Essas alterações em biomarcadores são consistentes com uma melhora
nos processos da doença, com redução da inflamação, aumento do crescimento ósseo e diminuição da reabsorção óssea.

• Artrite psoriásica, espondilite anquilosante e espondiloartrite axial não radiográfica

Nos estudos de Fase 3 de artrite psoriásica e espondilite anquilosante, na primeira avaliação (Semana 4) após a primeira administração de
SIMPONI®, ocorreram reduções significativas em marcadores selecionados de inflamação [IL-6, MMP-3, ICAM-1, VEGF, IL-8 (artrite
psoriásica), TNF-alfa (espondilite anquilosante)], e alterações significativas em marcadores selecionados de metabolismo ósseo (aumentos em
osteocalcina e PINP e diminuições nos níveis de DPD) em comparação com o placebo. A redução nos níveis de IL-6, VEGF, IL-8 e

ICAM-1 se mantiveram na Semana 24 em pacientes tratados com SIMPONI® com artrite psoriásica e espondilite anquilosante, e isso não
ocorreu com o TNF-alfa. Nos estudos de artrite psoriásica, espondilite anquilosante e espondiloartrite axial não radiográfica, nos grupos de
tratamento com SIMPONI®, também foi observada melhora nos níveis de PCR em relação ao grupo de tratamento com placebo. Essas alterações
em biomarcadores são consistentes com uma melhora nos processos de doença, com redução da inflamação, aumento do crescimento ósseo e
diminuição da reabsorção óssea.

Propriedades farmacocinéticas

Absorção:

Após a administração subcutânea de SIMPONI® em indivíduos sadios ou pacientes com artrite reumatoide, o tempo para alcançar concentrações
séricas máximas (Tmáx) variou de 2 a 6 dias. Uma injeção subcutânea de 50 mg de SIMPONI® em indivíduos sadios produziu uma concentração sérica
máxima média ± desvio padrão (Cmáx) de 3,1 ± 1,4 mcg/mL. Tanto a Cmáx quanto a área sob a curva da concentração-tempo (AUC) aumentou
proporcionalmente com doses na faixa de 50 a 400 mg após uma única administração subcutânea.

Após uma única injeção subcutânea de 100 mg em indivíduos sadios, a absorção de SIMPONI® foi similar no antebraço, abdômen, e coxa, com uma
biodisponibilidade média absoluta de 51%. Como SIMPONI® exibiu, aproximadamente, uma farmacocinética proporcional à dose após administração
subcutânea, espera-se que a biodisponibilidade absoluta de uma dose de 50 mg ou 200 mg de SIMPONI® seja semelhante à da dose de 100 mg.

Após uma administração intravenosa única de 2 mg/kg de SIMPONI®, foi observada uma Cmáx média de 44,4 ± 11,3 mcg/mL em pacientes com artrite
reumatoide.

31
Distribuição:

Após uma administração intravenosa única, o volume de distribuição médio foi estimado em 115 ± 19 mL/kg em indivíduos sadios, e 151 ± 61 mL/kg
em pacientes com artrite reumatoide. O volume de distribuição para SIMPONI® indica que SIMPONI® é distribuído principalmente no sistema
circulatório com distribuição extravascular limitada.

Metabolismo:

A exata via metabólica de SIMPONI® é desconhecida.

Eliminação:

Após uma única administração intravenosa, estima-se que a depuração sistêmica de SIMPONI® seja de 6,9 ± 2,0 mL/dia/kg em indivíduos sadios e
7,6 ± 2,0 mL/dia/kg em pacientes com artrite reumatoide.

A meia-vida terminal foi consistente entre as vias de administração subcutânea e intravenosa de SIMPONI®. A meia-vida terminal foi estimada como
sendo de 12 ± 3 dias em indivíduos sadios e foi observada uma meia-vida semelhante em pacientes com artrite reumatoide, artrite psoriásica, espondilite
anquilosante ou colite ulcerativa.

Após um tratamento de 6 meses com SIMPONI® pela via de administração subcutânea em pacientes com artrite reumatoide, o uso concomitante de
metotrexato reduziu a depuração aparente de SIMPONI® em 36%; entretanto, após administração intravenosa, não foi observado efeito apreciável de
metotrexato sobre a depuração de SIMPONI®. A análise de farmacocinética da população indicou que o uso concomitante de medicamentos anti-
inflamatórios não esteroidais, corticosteroides orais ou sulfassalazina não influenciou a depuração aparente de SIMPONI® após administração
subcutânea.

A análise de farmacocinética da população mostrou que, após a administração subcutânea de SIMPONI®, os pacientes com maiores níveis de proteína-
C reativa tendiam a apresentar uma depuração aparente maior de SIMPONI®. Pacientes com maiores níveis de proteína-C reativa eram mais propensos
a terem menores concentrações séricas de vale de SIMPONI® após a sua administração por via subcutânea. Por outro lado, o nível de proteína-C
reativa não demonstrou qualquer efeito sobre a depuração de SIMPONI® após administrações intravenosas de 2 mg/mL de SIMPONI® na Semana
0, Semana 4 e a cada 8 semanas, consecutivamente.

Pacientes que desenvolveram anticorpos contra SIMPONI® após administração subcutânea ou intravenosa geralmente apresentaram baixas
concentrações séricas de SIMPONI® no estado de equilíbrio.

Linearidade de dose

Após administração intravenosa única em pacientes com artrite reumatoide, SIMPONI® exibiu farmacocinética aproximadamente proporcional à dose
ao longo de um intervalo de dose de 0,1 a 10,0 mg/kg. Após uma dose subcutânea única em pacientes saudáveis, também foi observada farmacocinética
proporcional à dose em um intervalo de dose de 50 mg a 400 mg.

Dose única versus doses múltiplas

Os perfis de concentrações séricas-tempo de SIMPONI® foram geralmente previsíveis após administrações únicas ou múltiplas por via subcutâneas
ou intravenosas.

Quando 50 mg de SIMPONI® foi administrado por via intravenosa em pacientes com artrite reumatoide, artrite psoriásica ou espondilite anquilosante
a cada 4 semanas, as concentrações séricas alcançaram o estado de equilíbrio na Semana 12. Com o uso concomitante de metotrexato, o tratamento
com 50 mg de SIMPONI® a cada 4 semanas resultou em uma concentração sérica média no estado de equilíbrio de aproximadamente 0,4 ± 0,3
mcg/mL em pacientes virgens de tratamento com artrite reumatoide ativa, aproximadamente 0,6 ± 0,4 mcg/mL em pacientes com artrite reumatoide
ativa apesar de terapia com metotrexato, aproximadamente 0,5 ± 0,5 mcg/mL em pacientes com artrite reumatoide ativa previamente tratados com

32
biológicos anti-TNF, aproximadamente 0,5 ± 0,4 mcg/mL em pacientes com artrite psoriásica ativa e aproximadamente 0,8 ± 0,4 mcg/mL em pacientes
com espondilite anquilosante. Pacientes com artrite reumatoide, artrite psoriásica ou espondilite anquilosante que não receberam metotrexato
concomitante apresentaram concentrações séricas 30% menores de SIMPONI® do que aqueles que receberam SIMPONI® com metotrexato.

Quando 2 mg/kg de SIMPONI® foram administrados por via intravenosa em pacientes com artrite reumatoide na Semana 0, Semana 4 e a cada 8
semanas consecutivamente, as concentrações séricas alcançaram o estado de equilíbrio na Semana 12. Em pacientes usando metotrexato concomitante,
o tratamento com 2 mg/kg de SIMPONI® por via intravenosa a cada 8 semanas resultou em concentração sérica média no estado de equilíbrio de
aproximadamente 0,4 ± 0,4 mcg/mL em pacientes com artrite reumatoide ativa apesar de terapia com metotrexato.

A média do estado de equilíbrio das concentrações séricas de golimumabe em pacientes com espondiloartrite axial não radiográfica foram semelhantes
à observada em pacientes com espondilite anquilosante após a administração subcutânea de 50 mg de golimumabe a cada 4 semanas.

Após doses de indução de 200 mg e 100 mg de SIMPONI® por via subcutânea na Semana 0 e Semana 2, respectivamente, e doses de manutenção de
100 mg de SIMPONI® por via subcutânea a cada 4 semanas consecutivamente em pacientes com colite ulcerativa, as concentrações séricas de
golimumabe alcançaram o estado de equilíbrio em aproximadamente 14 semanas após o início da terapia. O tratamento com 100 mg de SIMPONI®
por via subcutânea a cada 4 semanas durante a manutenção resultou em uma concentração sérica média no estado de equilíbrio de aproximadamente
1,8 ± 1,1 mcg/mL. O uso concomitante de imunomoduladores não teve qualquer efeito aparente sobre os níveis de golimumabe no estado de equilíbrio
quando 100 mg de SIMPONI® foram administrados por via subcutânea a cada 4 semanas em pacientes com colite ulcerativa.

Efeito do peso sobre a farmacocinética

As análises de farmacocinética da população mostraram que há uma tendência em relação a uma maior depuração aparente de SIMPONI® com o
aumento do peso. Como resultado, pacientes com peso maior tendem a apresentar menores concentrações séricas no estado de equilíbrio de
SIMPONI® após administração subcutânea de uma dose de 50 mg ou 100 mg; entretanto, entre as populações de artrite reumatoide, artrite psoriásica
e espondilite anquilosante, um benefício de tratamento com 50 mg de SIMPONI® foi observado para todos os subgrupos por quartis de peso sem
diferenças significativas na eficácia clínica entre esses subgrupos.

Após a administração intravenosa, pacientes com maior peso corporal tendiam a apresentar concentrações plasmáticas maiores do que em pacientes
com pesos corporais menores quando golimumabe foi administrado com base em mg/kg (peso corporal). Entretanto, com base na análise de
farmacocinética da população, não houve diferenças clinicamente relevantes sobre a exposição de golimumabe após a administração por via
intravenosa de 2 mg/kg de golimumabe em pacientes ao longo de um intervalo de diferentes pesos corporais.

Populações especiais

Gênero

Não foram observadas diferenças farmacocinéticas relacionadas ao gênero com SIMPONI® após a correção para os pesos corporais dos pacientes.

Idosos ( 65 anos)

Os parâmetros farmacocinéticos de SIMPONI® não foram influenciados pela idade em pacientes adultos. Pacientes com idade ≥ 65 anos apresentaram
depuração aparente de SIMPONI® semelhante à de pacientes com idade < 65 anos.

Etnia

Não foram observadas diferenças farmacocinéticas relacionadas à etnia entre pacientes caucasianos e asiáticos.

Insuficiência renal ou hepática

33
Não existem dados farmacocinéticos disponíveis em pacientes com função renal ou hepática comprometidas.

Doses mensais

Os 5 estudos de Fase 3 de administração por via subcutânea avaliaram a segurança e a eficácia de SIMPONI® no esquema de dose a cada 4 semanas,
entretanto, uma janela de 3 a 7 dias foi prospectivamente permitida. Os pacientes deveriam receber um total de 13 doses ao longo de 1 ano quando
SIMPONI® é administrado a cada 4 semanas ao invés de 12 doses quando administradas mensalmente. Isso resulta em uma dose mensal calculada de
54 mg versus 50 mg, respectivamente, e equivale a uma diferença aproximada de 8% na exposição de golimumabe.

4. CONTRAINDICAÇÕES

Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes com hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes.

5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

Infecções

Houve relatos de infecções bacterianas (incluindo septicemia e pneumonia), micobacterianas (tuberculose), fúngicas invasivas e oportunistas, incluindo
mortes, em pacientes recebendo agentes bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI®. Os pacientes frequentemente apresentaram doença disseminada
ao invés de doença localizada. Algumas dessas infecções graves ocorreram em pacientes recebendo terapia imunossupressora concomitante que, além
de sua doença subjacente, podia predispô-los às infecções. No caso de pacientes que residiram em regiões em que infecções fúngicas invasivas, como
histoplasmose, coccidioidomicose ou blastomicose, são endêmicas (ou viajaram para essas regiões), os benefícios e os riscos do tratamento com
SIMPONI® devem ser cuidadosamente considerados antes de iniciar ou continuar a terapia com SIMPONI®. Nos pacientes de risco tratados com
SIMPONI® deve-se suspeitar de infecção fúngica invasiva caso desenvolvam doença sistêmica grave. Os testes de antígeno e anticorpo podem ser
negativos em alguns pacientes com infecção ativa. Deve ser considerada terapia antifúngica empírica apropriada, enquanto o diagnóstico minucioso é
realizado. A decisão para a terapia antifúngica empírica deve ser feita, se possível, em consulta com um médico com experiência em diagnóstico e
tratamento de infecções fúngicas invasivas e devem ser considerados tanto o risco de infecção fúngica severa, como os riscos da terapia antifúngica.

SIMPONI® não deve ser administrado a pacientes com infecção ativa e clinicamente importante. Recomenda-se cautela ao considerar o uso de
SIMPONI® em pacientes com uma infecção crônica ou histórico de infecção recorrente. Os pacientes devem ser aconselhados a evitar a exposição a
fatores de risco potenciais para infecção, quando apropriado.

- Tuberculose

Os pacientes devem ser avaliados quanto a fatores de risco para tuberculose (incluindo contato próximo com uma pessoa com tuberculose ativa) e
testados quanto à infecção de tuberculose latente antes do tratamento com SIMPONI®. O tratamento das infecções de tuberculose latente deve ser
iniciado antes da terapia com SIMPONI®.

O tratamento contra tuberculose deve ser considerado antes de iniciar a administração de SIMPONI® em pacientes com histórico de tuberculose
latente ou ativa, em que o tratamento adequado não pode ser confirmado.

Os testes para tuberculose latente podem gerar resultados falso-negativos, especialmente em pacientes imunocomprometidos ou gravemente doentes.
Antes de iniciar a administração de SIMPONI®, o tratamento para tuberculose latente deve ser considerado em pacientes que têm fatores de risco
significativos para tuberculose, apesar do teste negativo para tuberculose latente. A decisão de iniciar o tratamento contra tuberculose nesses pacientes
só deve ser tomada após consulta com um médico com experiência no tratamento de tuberculose e levando em consideração tanto o risco da infecção
de tuberculose latente quanto da terapia contra tuberculose.

Nos pacientes recebendo SIMPONI®, a tuberculose foi frequentemente apresentada como uma doença disseminada ou extrapulmonar. Ocorreram
casos de tuberculose ativa em pacientes tratados com SIMPONI® durante e após o tratamento para tuberculose latente.

34
Os pacientes recebendo SIMPONI® devem ser monitorados rigorosamente quanto aos sinais e sintomas de tuberculose ativa, incluindo pacientes que
apresentaram resultado de teste negativo para tuberculose latente, pacientes que estão em tratamento para tuberculose latente, ou pacientes que foram
previamente tratados para infecção de tuberculose.

Malignidades

Não é conhecido o papel potencial da terapia bloqueadora de TNF no desenvolvimento de malignidades. Deve-se tomar cuidado ao considerar a terapia
bloqueadora de TNF para pacientes com histórico de malignidade, ou quando se considera a continuação do tratamento em pacientes que desenvolvem
malignidade.

- Malignidade Pediátrica

Após a comercialização, foram descritos casos de malignidades, alguns deles fatais, entre crianças, adolescentes e adultos jovens (até 22 anos de idade)
que receberam agentes bloqueadores de TNF (início do tratamento com idade  18 anos) para tratar artrite idiopática juvenil, doença de Crohn ou
outras condições. Aproximadamente a metade dos relatos foi de linfomas. Os outros casos representaram uma variedade de diferentes malignidades e
incluíram aquelas que geralmente não são observadas em crianças e adolescentes. A maioria desses pacientes estava recebendo concomitantemente
medicamentos imunossupressores, tais como metotrexato, azatioprina ou 6-mercaptopurina. O papel dos bloqueadores do TNF no desenvolvimento
de malignidades em crianças e adolescentes ainda não está claro.

- Linfoma

Nos períodos controlados de estudos clínicos de todos os agentes bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI®, mais casos de linfoma foram
observados entre os pacientes recebendo tratamento com anti-TNF em comparação aos pacientes do grupo controle. Durante os estudos clínicos de
Fase 2 e 3 de SIMPONI® em artrite reumatoide, artrite psoriásica e espondilite anquilosante, a incidência de linfoma em pacientes tratados com
SIMPONI® foi maior do que a esperada na população em geral. Pacientes com artrite reumatoide e outras doenças inflamatórias crônicas,
especialmente aqueles com doença altamente ativa e/ou exposição crônica a terapias imunossupressoras, podem estar sob risco maior (até várias vezes)
do que a população em geral para o desenvolvimento de linfoma, mesmo na ausência de terapia bloqueadora de TNF.

Foram relatados casos raros de linfoma hepatoesplênico de células T em pacientes tratados com outros agentes bloqueadores de TNF. Este raro tipo
de linfoma de células T possui uma evolução muito agressiva e é frequentemente fatal. Quase todos esses casos ocorreram em pacientes com doença
de Crohn ou colite ulcerativa. A maioria dos casos ocorreu em adolescentes e jovens adultos do sexo masculino. Quase todos esses pacientes receberam
tratamento com azatioprina ou 6-mercaptopurina concomitante a um bloqueador de TNF no momento ou antes do diagnóstico. O risco potencial com
a combinação de azatioprina ou 6-mercaptopurina e SIMPONI® deve ser cuidadosamente considerado. Um risco de desenvolvimento de linfoma
hepatoesplênico de células T em pacientes tratados com bloqueadores de TNF não pode ser excluído.

- Leucemia

Foram relatados casos de leucemia aguda e crônica com o uso de bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI®, no tratamento da artrite reumatoide e
outras indicações. Mesmo na ausência de tratamento com bloqueador de TNF, os pacientes com artrite reumatoide podem estar sob risco maior
(aproximadamente 2 vezes), em comparação com a população em geral, para o desenvolvimento de leucemia.

- Malignidades com exceção do linfoma

Nos períodos controlados dos estudos clínicos de Fase 2 e Fase 3 de SIMPONI® em artrite reumatoide, artrite psoriásica, espondilite anquilosante e
colite ulcerativa, a incidência de malignidades não-linfoma (excluindo câncer de pele não-melanoma) foi semelhante entre os grupos tratados com
SIMPONI® e o grupo controle.

35
Em um estudo clínico exploratório que avaliou o uso de SIMPONI® em pacientes com asma persistente grave, houve mais relatos de malignidades
em pacientes tratados com SIMPONI® em comparação aos pacientes do grupo controle. A significância desse achado é desconhecida.

- Displasia/carcinoma de cólon

Não se sabe se o tratamento com SIMPONI® influencia o risco de desenvolver displasia ou câncer de cólon. Todos os pacientes com colite ulcerativa
que apresentam risco aumentado para displasia ou carcinoma de cólon (por exemplo, pacientes com colite ulcerativa de longa data ou colangite
esclerosante primária), ou que apresentam um histórico de displasia ou carcinoma de cólon devem ser avaliados para displasia em intervalos regulares
antes da terapia e durante todo o curso da doença. Esta avaliação deve incluir colonoscopia e biópsias de acordo com as recomendações locais. Em
pacientes com displasia recentemente diagnosticada tratados com SIMPONI®. Os riscos e os benefícios para cada paciente devem ser cuidadosamente
revistos e deve-se levar em consideração se a terapia deve ser continuada.

- Cânceres de pele

Foram relatados melanoma e carcinoma das células de Merkel em pacientes tratados com agentes bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI® (vide
“Reações adversas”).

Recomenda-se um exame periódico da pele para todos os pacientes, particularmente para aqueles com fatores de risco para câncer de pele.

Reativação do vírus da hepatite B

Conforme observado com o uso de outros medicamentos imunossupressores, o uso de agentes bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI®, foi
associado à reativação do vírus da hepatite B (HBV) em pacientes portadores crônicos do vírus (ou seja, positivos para antígeno de superfície). Os
pacientes devem ser submetidos a teste para infecção pelo vírus da hepatite B antes de iniciar o tratamento com imunossupressores, incluindo
SIMPONI®. Para os pacientes com resultado positivo para antígeno de superfície para hepatite B, recomenda-se uma consulta com um médico com
experiência no tratamento da hepatite B. Os portadores crônicos de hepatite B devem ser adequadamente avaliados e monitorados antes e durante o
tratamento com SIMPONI®, assim como por vários meses após a sua descontinuação.

Insuficiência cardíaca congestiva

Casos de agravamento da insuficiência cardíaca congestiva e de seu aparecimento foram relatados com o uso de bloqueadores de TNF, incluindo
SIMPONI®. Alguns casos tiveram desfechos fatais. SIMPONI® não foi estudado em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva e deve ser
usado com cautela nesses pacientes. Caso se tome a decisão de administrar SIMPONI® a pacientes com insuficiência cardíaca, eles devem ser
monitorados rigorosamente durante a terapia e SIMPONI® deve ser descontinuado se houver novos sintomas ou agravamento da insuficiência
cardíaca.

Distúrbios desmielinizantes

O uso de agentes bloqueadores de TNF foi associado a casos de novo início ou exacerbação de sintomas clínicos e/ou evidência radiográfica de
distúrbios desmielinizantes do sistema nervoso central, incluindo esclerose múltipla e distúrbios desmielinizantes periféricos, incluindo síndrome de
Guillain-Barré. Os médicos devem ter cautela ao considerar o uso de bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI®, em pacientes com distúrbios
desmielinizantes do sistema nervoso central ou periférico. A descontinuação de SIMPONI® deve ser considerada na presença destes distúrbios.

Processos autoimunes

36
O tratamento com bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI®, pode resultar na formação de anticorpos antinucleares (ANA) e, raramente, no
desenvolvimento de uma síndrome semelhante ao Lúpus. Se o paciente desenvolver sintomas sugestivos de síndrome semelhante ao Lúpus após o
tratamento com SIMPONI®, o tratamento deve ser descontinuado.

Administração concomitante de SIMPONI® com anacinra

Foram observadas infecções graves e neutropenia em estudos clínicos com uso concomitante de anacinra e outro agente bloqueador de TNF,
etanercepte, sem benefício clínico adicional. Devido à natureza dos eventos adversos observados com essa terapia combinada, toxicidades semelhantes
também podem resultar da combinação de anacinra e outros agentes bloqueadores de TNF. Portanto, a combinação de SIMPONI® e anacinra não é
recomendada.

Administração concomitante de SIMPONI® com abatacepte

Nos estudos clínicos, a administração concomitante de agentes bloqueadores de TNF e abatacepte foi associada a um risco aumentado de infecções,
incluindo infecções graves em comparação com a administração de agentes bloqueadores de TNF isoladamente, sem benefício clínico adicional.
Devido à natureza dos eventos adversos observados com a combinação de agentes bloqueadores de TNF e a terapia com abatacepte, a combinação de
SIMPONI® e abatacepte não é recomendada.

Administração concomitante de SIMPONI® com outros medicamentos biológicos

Não há informação suficiente sobre o uso concomitante de SIMPONI® com outros medicamentos biológicos usados para tratar as mesmas condições
de SIMPONI®. O uso concomitante de SIMPONI® com estes medicamentos biológicos não é recomendado devido à possibilidade de aumento do
risco de infecção.

Troca entre medicamentos biológicos

Ao trocar um medicamento biológico por outro, os pacientes devem continuar a ser monitorados, uma vez que a sobreposição da atividade biológica
pode aumentar ainda mais o risco de infecção.

Reações hematológicas

Foram relatadas pancitopenia, leucopenia, neutropenia, agranulocitose e trombocitopenia em pacientes tratados com agentes bloqueadores de TNF,
incluindo SIMPONI®. Recomenda-se cautela em pacientes tratados com SIMPONI® que apresentam, ou apresentaram no passado, citopenias
significativas.

Vacinas de vírus vivos/Agentes terapêuticos infecciosos

Os pacientes tratados com SIMPONI® podem receber vacinas concomitantes, com exceção das vacinas de vírus vivos. Os dados disponíveis sobre a
resposta à vacinação com vacinas de vírus vivos, ou sobre a transmissão secundária de infecção por vacinas de vírus vivos, são limitados em pacientes
recebendo terapia anti-TNF. O uso de vacinas de vírus vivos pode resultar em infecções clínicas, incluindo infecções generalizadas.

O uso de outros agentes terapêuticos infecciosos, tais como bactérias vivas atenuadas (por exemplo, instilação da bexiga com BCG para o tratamento
de câncer) pode resultar em infecções clínicas, incluindo infecções generalizadas. Não é recomendado que agentes terapêuticos infecciosos sejam
administrados com SIMPONI®.

Vacinas de vírus inativados

37
Os pacientes com artrite psoriásica tratados com SIMPONI® em um estudo de Fase 3 em artrite psoriásica foram capazes de desenvolver respostas
imunológicas eficazes de células B para a vacina polissacarídea pneumocócica. Números semelhantes de pacientes com artrite psoriásica recebendo
ou não SIMPONI® tiveram, pelo menos, um aumento de 2 vezes nos títulos de anticorpos. As proporções de pacientes com resposta à vacina
pneumocócica foram menores entre os pacientes tratados com SIMPONI® e os pacientes do grupo controle recebendo metotrexato em comparação
com aqueles que não receberam metotrexato. No geral, os dados indicam que SIMPONI® não suprime a resposta imunológica humoral a essa vacina.

Reações alérgicas

- Sensibilidade ao látex

A tampa da agulha na seringa preenchida contém borracha natural seca (um derivado do látex), que pode causar reações alérgicas em indivíduos
sensíveis ao látex.

- Reações de hipersensibilidade

Na experiência pós-comercialização, reações sistêmicas graves de hipersensibilidade (incluindo reação anafilática) foram relatadas após a
administração de SIMPONI®. Algumas dessas reações ocorreram após a primeira administração de SIMPONI®. Se ocorrerem reação anafilática ou
outras reações alérgicas graves, a administração de SIMPONI® deve ser descontinuada imediatamente e um tratamento adequado deve ser instituído.

Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os médicos que acompanham pacientes sob
imunossupressão devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o
diagnóstico precoce e tratamento.

Populações especiais

- Uso geriátrico

Nos estudos de Fase 3 em artrite reumatoide, artrite psoriásica e espondilite anquilosante, não foram observadas diferenças gerais nos eventos adversos,
eventos adversos graves e nas infecções graves em pacientes com 65 anos ou mais que receberam SIMPONI®, em comparação com pacientes mais
jovens. Em colite ulcerativa, o número de pacientes com 65 anos de idade ou mais não foi suficiente para determinar se estes pacientes respondem de
forma diferente de outros pacientes com idades de 18 a 65 anos. Uma vez que existe uma maior incidência de infecções na população idosa em geral,
recomenda-se cautela ao se tratar idosos. No estudo de espondiloartrite axial não radiográfica não havia pacientes com 65 anos ou mais.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas

Não foram conduzidos estudos sobre os efeitos na capacidade de dirigir veículos e de operar máquinas.

Carcinogênese, mutagênese, diminuição da fertilidade

Estudos de longo prazo com golimumabe em animais não conduziram à avaliação de potencial carcinogênico ou de seus efeitos sobre a fertilidade.
Um estudo de fertilidade conduzido em ratos usando anticorpo análogo de rato anti-TNF não demonstrou impacto sobre a fertilidade. Não foram
conduzidos estudos de mutagenicidade com golimumabe.

Gravidez e Lactação

Uso durante a gravidez (Categoria B)

38
Foi conduzido um estudo de toxicologia embriofetal, no qual macacas cynomolgus grávidas foram tratadas com golimumabe durante o primeiro
trimestre com doses de até 50 mg/kg duas vezes por semana (mais de 500 vezes maior, em termos da relação entre dose/peso corporal, que a
dose clínica proposta de 50 mg a cada 4 semanas). A média do pico de concentração sérica materna obtida neste estudo (1576 mcg/mL) é mais
de 900 vezes maior que o valor mediano da Cmáx no estado de equilíbrio (1,71 mcg/mL) após a administração de 50 mg a cada 4 semanas, por
via subcutânea, em pacientes com artrite reumatoide, artrite psoriásica e espondilite anquilosante. As amostras do sangue do cordão umbilical
coletadas no final do segundo trimestre mostraram que os fetos foram expostos ao golimumabe durante a gestação. As concentrações séricas
fetais foram iguais a aproximadamente 50% das concentrações séricas maternas. Neste estudo, a exposição ao golimumabe in utero não produziu
defeitos no desenvolvimento dos fetos.

Um estudo do desenvolvimento pré-natal e pós-natal foi conduzido em macacas cynomolgus grávidas tratadas com golimumabe durante o
segundo e o terceiro trimestres e durante a lactação. O golimumabe estava presente no soro do neonato a partir do nascimento e por até seis
meses após o parto. A média do pico de concentração sérica materna obtido neste estudo (1482 mcg/mL) é mais de 860 vezes maior que o valor
mediano da Cmáx no estado de equilíbrio (1,71 mcg/mL) após a administração subcutânea de 50 mg a cada 4 semanas em pacientes com artrite
reumatoide, artrite psoriásica e espondilite anquilosante. A exposição ao golimumabe durante a gestação e durante o período pós-natal não
causou defeitos de desenvolvimento nos bebês. No entanto, os estudos de reprodução e de desenvolvimento em animais nem sempre são
preditivos da resposta em seres humanos.

O golimumabe atravessa a placenta. Após o tratamento com outro anticorpo monoclonal bloqueador de TNF durante a gravidez, o anticorpo foi
detectado por até seis meses no soro de bebês nascidos de pacientes tratadas. Consequentemente, estes bebês podem estar sob risco aumentado
de infecção. A administração de vacinas vivas em bebês expostos ao golimumabe in utero não é recomendada durante os seis meses posteriores
à última injeção de golimumabe administrada na gestante.

Não se sabe se SIMPONI® pode causar dano ao feto quando administrado em mulheres grávidas ou se pode afetar a capacidade de reprodução.
SIMPONI® só deve ser administrado em gestantes se for claramente necessário.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Uso durante a lactação

No estudo do desenvolvimento pré-natal e pós-natal em macacas cynomolgus, no qual o golimumabe foi administrado durante a gravidez e a
lactação, golimumabe foi detectado no leite materno em concentrações que eram aproximadamente 350 vezes menores que as concentrações
séricas maternas. Não se sabe se golimumabe é excretado no leite materno humano ou absorvido sistemicamente após a ingestão. Uma vez que
muitos medicamentos e as imunoglobulinas são excretados no leite humano, e devido ao potencial de SIMPONI® para causar reações adversas
em lactentes, deve-se decidir entre descontinuar a amamentação ou descontinuar o medicamento, levando em consideração a importância do
medicamento para a mãe.

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Não foram realizados estudos de interação medicamentosa específicos com SIMPONI®.

Uso concomitante de SIMPONI® com outros medicamentos biológicos

A combinação de SIMPONI® com outros medicamentos biológicos usados para tratar as mesmas condições de SIMPONI®, incluindo anacinra
e abatacepte, não é recomendada.

Vacinas de vírus vivos/Agentes terapêuticos infecciosos

Vacinas de vírus vivos não devem ser administradas concomitantemente a SIMPONI®.

39
Agentes terapêuticos infecciosos não devem ser administrados concomitantemente a SIMPONI®.

O metotrexato

Não foi observado efeito significativo do metotrexato na depuração de SIMPONI® administrado por via intravenosa. Após a administração
subcutânea, o uso concomitante de metotrexato resultou em concentrações maiores de SIMPONI® no estado de equilíbrio em pacientes com
artrite reumatoide, artrite psoriásica ou espondilite anquilosante. No entanto, os dados não sugerem uma necessidade de ajuste de dose de
SIMPONI® ou metotrexato.

7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

Conservar sob refrigeração (entre 2ºC e 8C). Proteger da luz. Não congelar. Não agitar. Manter a seringa preenchida na embalagem original a
fim de protegê-la da luz.

O prazo de validade do medicamento é de 24 meses a partir da data de fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Aspecto físico

SIMPONI® é uma solução límpida a ligeiramente opaca e incolor a levemente amarelada. Essa aparência não é incomum nas soluções que
contêm proteína.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

8. POSOLOGIA E MODO DE USAR

Modo de usar

Para aplicar SIMPONI® seringa preenchida é necessário que você seja instruído sobre a forma correta de aplicação. Tenha certeza de ter
recebido todas as instruções necessárias antes de aplicar SIMPONI® seringa preenchida. Antes de aplicar, leia atentamente as instruções do
modo de usar.

Etapa 1: Preparando-se para utilizar a seringa preenchida

A figura a seguir mostra como é a seringa preenchida:

40
Segurar a seringa preenchida pelo corpo da seringa.

NÃO segurar a seringa preenchida pela cabeça do êmbolo, êmbolo, abas de proteção da agulha ou tampa da agulha.

NÃO puxar o êmbolo para trás em nenhum momento.

NÃO agitar a seringa preenchida em nenhum momento.

NÃO remover a tampa da agulha da seringa preenchida até que seja instruído a fazê-lo.

NÃO tocar os grampos de ativação do protetor de agulha (indicado pelos asteriscos * na primeira ilustração) para impedir o fechamento
prematuro da agulha pelo protetor da agulha.

Verificar a data de validade

Verifique a data de validade (indicada por “VAL

no rótulo olhando através da janela de visualização localizada dentro do corpo da seringa preenchida.

Se você não conseguir ver a data de validade através da janela, segure a seringa preenchida pelo seu corpo e gire a tampa da agulha para alinhar
a data de validade na janela de visualização.

Você também pode verificar a data de validade impressa na embalagem externa do produto.

Se o prazo de validade estiver vencido, NÃO use a seringa preenchida.

Aguardar 30 minutos

Para garantir uma aplicação apropriada, deixar a seringa preenchida atingir a temperatura ambiente fora da
embalagem externa por 30 minutos antes do uso. Manter longe do alcance de crianças.

NÃO aquecer a seringa preenchida de nenhuma outra maneira (por exemplo, NÃO colocar em um aparelho de
micro-ondas ou em água quente).

NÃO retirar a tampa da agulha da seringa preenchida enquanto estiver deixando o produto atingir a temperatura ambiente.

41
NÃO é recomendado retornar a seringa preenchida para o refrigerador, pois isso pode afetar a qualidade do produto. NÃO retirar a seringa
preenchida do refrigerador se o produto não for administrado.

Preparar o material adicional

Preparar o material adicional necessário para a aplicação. Este inclui uma compressa com álcool, bola de algodão ou gaze e um recipiente
adequado para descartar seringas.

Verificar a solução injetável na seringa preenchida

Segurar SIMPONI® seringa preenchida pelo corpo com a agulha tampada apontando para baixo.

Olhar pela janela de visualização da seringa preenchida. Certificar-se de que o líquido é límpido a ligeiramente opaco e incolor a levemente
amarelado. Se você não conseguir ver o líquido através da janela de visualização, segurar a seringa preenchida pelo corpo e girar a tampa da
agulha para alinhar o líquido com a janela de visualização.

Você também poderá notar uma bolha de ar – isto é normal.

NÃO usar se o líquido estiver com a coloração alterada, turvo ou se apresentar partículas.

Etapa 2: Escolher e preparar o local da aplicação

Escolher o local da aplicação

O local da aplicação recomendado é a parte da frente no meio da coxa (ver figura):

Você também pode utilizar a parte baixa do abdome abaixo do umbigo. Não utilizar a área circular próxima ao umbigo.

A injeção também pode ser aplicada na área externa dos braços (ver figura).

42
NÃO aplicar nas áreas em que a pele estiver sensível, contundida, vermelha, escamosa ou dura. Evitar áreas com cicatrizes ou estrias

• Se um cuidador estiver administrando a injeção, o cuidador também poderá usar a área externa dos braços superiores.

• Se múltiplas injeções forem necessárias para uma única administração, as injeções devem ser administradas em diferentes locais do
corpo.

Preparar o local da aplicação

Lavar bem as mãos com sabão e água morna.

Limpar o local da aplicação com um algodão com álcool.

NÃO tocar novamente a área antes da aplicação. Deixar a pele secar antes de aplicar.

NÃO abanar ou soprar a área limpa.

Etapa 3: Aplicando SIMPONI®

NÃO retirar a tampa da agulha até que esteja tudo pronto para a aplicação de SIMPONI® seringa preenchida. A solução deverá ser aplicada
dentro de 5 minutos após a tampa ter sido retirada.

Retirar a tampa da agulha

NÃO tocar no êmbolo durante a remoção da tampa da agulha.

Quando estiver pronto para a injeção, segurar o corpo da seringa preenchida com uma das mãos e remover a tampa da agulha em linha reta.

43
Jogar a tampa da agulha no lixo.

Você pode observar uma bolha de ar na seringa preenchida. Você NÃO precisa retirar a bolha de ar.

Você também poderá ver uma gota do líquido na ponta da agulha. Isso é normal

NÃO tocar na agulha ou deixar que ela toque em nenhuma superfície.

NÃO usar a seringa preenchida se ela cair sem estar tampada.

Posicionar a seringa preenchida e aplicar SIMPONI®

Segurar o corpo da seringa preenchida com uma das mãos entre o dedo médio e o indicador e colocar o polegar na posição para empurrar a
cabeça do êmbolo.

NÃO puxar o êmbolo para trás em nenhum momento.

Usar a outra mão para pinçar gentilmente a área da pele que você já limpou. Segurar firmemente.

Colocar a agulha em um ângulo de aproximadamente 45 graus da pele pinçada. Com um movimento único e rápido, inserir a agulha através da
pele pinçada até onde ela for.

Aplicar toda a medicação utilizando o polegar para empurrar a cabeça do êmbolo até que ela se posicione completamente entre as abas de
proteção da agulha.

44
Quando o êmbolo for empurrado ao máximo, continuar mantendo o polegar pressionando o êmbolo, retirar a agulha da pele e soltar a pele.

Lentamente, retirar seu polegar do êmbolo. Isso fará com que a seringa vazia se mova para cima até que toda a agulha esteja coberta pelo
protetor de agulha, conforme mostrado na figura.

Etapa 4: Após a aplicação

Descarte da seringa vazia

Descartar imediatamente a seringa vazia em recipiente adequado para objetos pontiagudos cortantes. Não jogá-la em lixo comum. Para sua
segurança e saúde, e para a segurança de outras pessoas, as agulhas e seringas usadas NUNCA devem ser reutilizadas. Descarte o recipiente de
objetos cortantes de acordo com as regulamentações locais.

45
Usar bola de algodão ou gaze

Pode haver uma pequena quantidade de sangue ou líquido no local da aplicação, o que é normal.

Pressionar uma bola de algodão ou gaze no local da aplicação e segurar por 10 segundos.

NÃO esfregar o local da aplicação.

Cobrir o local da aplicação com um pequeno curativo adesivo, se necessário.

Posologia

SIMPONI® seringa preenchida é fornecido na forma de uma solução estéril em uma seringa de vidro com uma agulha de aço fixa. A tampa da agulha
é feita de borracha natural seca contendo látex.

O tratamento com SIMPONI® deve ser iniciado e supervisionado por profissionais qualificados, com experiência no diagnóstico e no tratamento de
artrite reumatoide, artrite psoriásica ou espondilite anquilosante.

Adultos (≥ 18 anos)

Artrite reumatoide

SIMPONI® 50 mg é administrado na forma de uma injeção subcutânea uma vez ao mês, sempre no mesmo dia de cada mês.

Artrite psoriásica

SIMPONI® 50 mg é administrado na forma de uma injeção subcutânea uma vez ao mês, sempre no mesmo dia de cada mês.

Espondilite anquilosante

46
SIMPONI® 50 mg é administrado na forma de uma injeção subcutânea uma vez ao mês, sempre no mesmo dia de cada mês.

Espondiloartrite axial não radiográfica

SIMPONI® 50 mg administrado na forma de uma injeção subcutânea uma vez ao mês, sempre no mesmo dia de cada mês.

Colite ulcerativa

Para pacientes com peso corporal maior ou igual a 80 kg, 200 mg de SIMPONI® são administrados na forma de uma injeção subcutânea na
Semana 0, seguidos de 100 mg na Semana 2 e então, 100 mg a cada 4 semanas, consecutivamente.

Para pacientes com peso corporal menor que 80 kg, 200 mg de SIMPONI® são administrados na forma de uma injeção subcutânea na Semana 0,
seguidos de 100 mg na Semana 2. Pacientes que tiveram uma resposta adequada devem receber 50 mg na Semana 6 e a cada 4 semanas,
consecutivamente. Pacientes que tiveram uma resposta inadequada podem se beneficiar continuando com 100 mg na Semana 6 e a cada 4 semanas,
consecutivamente.

Durante o tratamento de manutenção, o uso de corticosteroides pode ser diminuído de acordo com os guias de práticas clínicas. Os dados disponíveis
sugerem que a resposta clínica é geralmente atingida dentro de 12-14 semanas de tratamento (depois de 4 doses). A continuação da terapêutica
deve ser reconsiderada nos pacientes que não apresentarem evidência de benefício terapêutico durante este período de tempo.

Pacientes idosos (≥ 65 anos)

Não requer nenhum ajuste de dose nos idosos.

Pacientes pediátricos (< 18 anos)

A segurança e a eficácia de SIMPONI® não foram estabelecidas em pacientes pediátricos com menos de 18 anos, portanto, não há recomendação
de dose.

Pacientes com função renal comprometida

Não foram conduzidos estudos específicos em pacientes com comprometimento da função renal.

Pacientes com função hepática comprometida

Não foram conduzidos estudos específicos em pacientes com comprometimento da função hepática.

Instruções de administração e descarte do material: São fornecidas instruções completas para a administração de SIMPONI® no item Modo
de usar. Os pacientes devem ser instruídos a aplicar a quantidade total de SIMPONI® de acordo com as diretrizes providenciadas no item
Modo de usar. Na ausência de estudos de compatibilidade, SIMPONI® não deve ser misturado com outros medicamentos. Todo o produto
remanescente ou material utilizado deve ser descartado de modo seguro em recipientes de descarte adequados.

47
Conduta em caso de esquecimento de dose: Se o paciente não aplicar a dose de SIMPONI® na data planejada, a dose omitida deve ser aplicada
assim que possível. Os pacientes devem ser orientados a não aplicar dose dobrada para compensar a dose omitida.

Após aplicar a dose omitida; a próxima dose deve ser administrada com base na orientação a seguir:

- Se a dose omitida tiver menos de 2 semanas de atraso, o paciente deve aplicar a dose omitida e realizar a próxima dose mantendo a programação
de data original.

- Se a dose omitida tiver mais de 2 semanas de atraso, o paciente deve aplicar a dose omitida e realizar a próxima dose em uma nova programação
mensal, a partir da data desta última aplicação.

9. REAÇÕES ADVERSAS

Nesta seção, as reações adversas são apresentadas. As reações adversas são eventos adversos que foram considerados razoavelmente associados ao
uso de golimumabe com base em uma avaliação abrangente das informações de eventos adversos. Uma relação causal com o golimumabe não pode
ser estabelecida com confiança para casos individuais. Além disso, devido aos estudos clínicos serem conduzidos sob condições amplamente variadas,
as taxas de reações adversas observadas nos estudos clínicos de um medicamento não podem ser comparadas diretamente com as taxas de estudos
clínicos de outro medicamento e podem não refletir as taxas observadas na prática clínica.

Os dados de segurança dos estudos clínicos Fase 2 e 3 estão disponíveis para 6161 pacientes tratados com SIMPONI®, incluindo 3090 com artrite
reumatoide, 634 com artrite psoriásica, 768 com espondilite anquilosante, 1245 com colite ulcerativa, 231 com asma persistente grave e 193 com
espondiloartrite axial não radiográfica ativa. As reações adversas, observadas com SIMPONI®, estão resumidas na Tabela 21.

As reações adversas, nas classes de sistema/órgão, estão listadas de acordo com a frequência, usando a seguinte convenção: Muito comum ( 1/10);
Comum ( 1/100, < 1/10); Incomum ( 1/1.000, < 1/100); Rara ( 1/10.000, < 1/1.000, incluindo relatos isolados); Desconhecida (não pode ser
estimada a partir dos dados disponíveis).

Tabela 21: Resumo de reações adversas a golimumabe em estudos clínicos


Infecções e infestações
Muito comum Infecção do trato respiratório superior (nasofaringite, faringite, laringite e rinite)
Comum Infecções bacterianas (tais como celulite), infecção do trato respiratório inferior
(pneumonia), infecções virais (tais como gripe e herpes), bronquite, sinusite,
infecções fúngicas superficiais, abscesso
Incomum Septicemia (incluindo choque séptico), pielonefrite
Rara Histoplasmose, coccidioidomicose, tuberculose, infecções oportunistas (infecções
invasivas fúngicas, bacterianas, micobacterianas atípicas e protozoárias), reativação
de hepatite B, pneumocistose, artrite bacteriana, bursite infecciosa
Neoplasias benignas e malignas
Rara Linfoma, leucemia
Desconhecida Malignidade pediátrica
Exames laboratoriais
Comum Aumento na alanina aminotransferase, aumento na aspartato aminotransferase
Incomum Diminuição na contagem de neutrófilos
Distúrbios do sangue e sistema linfático
Comum Leucopenia (incluindo neutropenia), anemia
Incomum Trombocitopenia, pancitopenia

48
Distúrbios do sistema imunológico
Comum Autoanticorpos positivos, reações alérgicas não-graves
Distúrbios do sistema nervoso
Comum Tontura, parestesia
Rara Distúrbios desmielinizantes (central e periférico)
Distúrbios cardíacos
Rara Insuficiência cardíaca congestiva (novo início ou piora)
Distúrbios vasculares
Comum Hipertensão
Rara Vasculite (sistêmica)
Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino
Incomum Doença intersticial pulmonar
Distúrbios gastrintestinais
Incomum Constipação
Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo
Comum Erupção cutânea, alopecia
Incomum Psoríase: nova ou piora; palmar/plantar e pustular
Rara Vasculite (cutânea)
Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo
Rara Síndrome semelhante ao lúpus
Distúrbios gerais e condições no local de administração
Comum Pirexia, reação no local da aplicação (eritema no local da aplicação, urticária,
endurecimento, dor, hematoma, prurido, irritação, parestesia)

Infecções

No período controlado dos estudos pivotais, a infecção do trato respiratório superior foi a reação adversa mais comum relatada em 12,6% dos
pacientes tratados com SIMPONI® (incidência por pacientes-ano: 0,61; IC de 95%: 0,55, 0,67) em comparação com 11,0% dos pacientes do
grupo controle (incidência por paciente-ano: 0,55; IC de 95%: 0,46, 0,64). Nos períodos controlados e não controlados dos estudos, com uma
mediana de acompanhamento de aproximadamente 4 anos, a incidência de infecções no trato respiratório superior por pacientes-ano foi de 0,35
eventos; IC de 95%: 0,34, 0,36, para os pacientes tratados com SIMPONI®.

No período controlado dos estudos clínicos pivotais, foram observadas infecções em 23,0% dos pacientes tratados com SIMPONI® (incidência
por pacientes-ano: 1,32; IC de 95%: 1,23, 1,41) em comparação com 20,2% dos pacientes do grupo controle (incidência por pacientes-ano:
1,22; IC de 95%: 1,09, 1,36). Nos períodos controlados e não controlados dos estudos, com uma mediana de acompanhamento de
aproximadamente 4 anos, a incidência de infecções por paciente-ano foi de 0,81 eventos; IC de 95%: 0,79, 0,83, para os pacientes tratados com
SIMPONI®.

Infecções graves observadas em pacientes tratados com SIMPONI® incluíram septicemia, pneumonia, celulite, abscesso, infecções oportunistas
e tuberculose. No período controlado dos estudos de artrite reumatoide, artrite psoriásica, espondilite anquilosante, colite ulcerativa e
espondiloartrite axial não radiográfica, foram observadas infecções graves em 1,2% dos pacientes tratados com SIMPONI® e 1, 2% dos
pacientes do grupo controle. A incidência de infecções graves por paciente-ano de acompanhamento no período controlado dos estudos de
artrite reumatoide, artrite psoriásica, espondilite anquilosante e espondiloartrite axial não radiográfica foi de 0,07; IC de 95%: 0,05, 0,11 para o
grupo tratado com SIMPONI® 100 mg, 0,03; IC de 95%: 0,01, 0,06 para o grupo tratado com 50 mg de SIMPONI® e 0,04; IC de 95%: 0,02,
0,07 para o grupo placebo. No período controlado dos estudos de indução de SIMPONI® em colite ulcerativa, foram observadas infecções
graves em 0,8% dos pacientes tratados com SIMPONI® em comparação com 1,5% dos pacientes do grupo placebo. Nos períodos controlados
e não controlados dos estudos clínicos pivotais, com uma mediana de acompanhamento de até 3 anos, houve uma maior incidência de infecções
graves, incluindo infecções oportunistas e tuberculose em pacientes recebendo 100 mg de SIMPONI®, comparado com pacientes recebendo 50
mg de SIMPONI®. A incidência por paciente-ano de todas as infecções graves foi de 0,04; IC de 95%: 0,04, 0,05, em pacientes recebendo 100

49
mg de SIMPONI® e 0,03; IC de 95%: 0,02, 0,03, em pacientes recebendo 50 mg de SIMPONI®. Estes resultados podem ser confundidos pelo
desenho dos estudos clínicos pivotais e diferentes durações de acompanhamento entre os grupos de tratamento.

Malignidades

- Linfoma

A incidência de linfoma em pacientes tratados com SIMPONI® durante os estudos clínicos pivotais foi maior do que a esperada na população
geral. Nos períodos controlados e não controlados desses estudos clínicos, com uma mediana de acompanhamento de até 3 anos, uma maior
incidência de linfoma foi observada em pacientes recebendo 100 mg de SIMPONI® comparado com pacientes recebendo 50 mg de SIMPONI®.
Estes resultados podem ser confundidos pelo reduzido número de eventos, desenhos dos estudos clínicos de Fase 3, e diferentes durações de
acompanhamento entre os grupos de tratamento. A maioria dos linfomas ocorreu no Estudo 2 de artrite reumatoide, que envolveu pacientes
previamente expostos a agentes anti-TNF que tinham doença de maior duração e mais refratária.

- Malignidades com exceção do linfoma

Nos períodos controlados dos estudos clínicos pivotais, a incidência de malignidades não-linfoma (excluindo câncer de pele não melanoma) foi
semelhante entre os grupos tratados com SIMPONI® e controle. Em aproximadamente 4 anos de acompanhamento, a incidência de
malignidades não-linfoma (excluindo câncer de pele não melanoma) foi semelhante à população em geral.

Em um estudo clínico exploratório envolvendo pacientes com asma persistente grave, um número maior de pacientes tratados com SIMPONI®
apresentou malignidades em comparação com os pacientes do grupo controle. Não se conhece a significância desse achado na população
asmática.

Não se sabe o papel em potencial da terapia bloqueadora de TNF sobre o desenvolvimento de malignidades.

Distúrbios desmielinizantes

Nos períodos controlados e não controlados dos estudos clínicos pivotais com uma mediana de acompanhamento de até 3 anos, uma maior
incidência de desmielinização foi observada em pacientes recebendo 100 mg de SIMPONI®, comparado com pacientes recebendo 50 mg de
SIMPONI®. Estes resultados podem ser confundidos pelo reduzido número de eventos, desenhos dos estudos pivotais, e diferentes durações
de acompanhamento entre os grupos de tratamento.

Elevações nas enzimas hepáticas

No período controlado dos estudos clínicos pivotais de artrite reumatoide e espondilite anquilosante, ocorreram elevações leves de ALT [> 1 e < 3
x ULN (limite superior do normal)] em proporções semelhantes de pacientes tratados com SIMPONI® e pacientes do grupo controle (22,1% a
27,4% dos pacientes); nos estudos em espondilite anquilosante e espondiloartrite axial não radiográfica, mais pacientes tratados com SIMPONI®
(26,9%) do que pacientes do grupo controle (10,6%) tiveram elevações leves de ALT. Nos períodos controlados e não controlados dos estudos
pivotais de artrite reumatoide e artrite psoriásica, com uma mediana de acompanhamento de aproximadamente 5 anos, a incidência de elevações
leves de ALT foi semelhante nos pacientes tratados com SIMPONI® e nos pacientes do grupo controle.

Nos períodos controlados dos estudos clínicos pivotais de indução com SIMPONI® em colite ulcerativa, elevações leves de ALT (> 1 e < 3 x ULN)
ocorreram em proporções semelhantes de pacientes tratados com SIMPONI® e pacientes do grupo controle (7,8% e 6,9%, respectivamente). Nos
períodos controlados e não controlados dos estudos clínicos pivotais de colite ulcerativa com uma mediana de acompanhamento de aproximadamente
2 anos, a proporção de pacientes com elevações leves de ALT foi de 24,7% em pacientes recebendo SIMPONI®.

Nos períodos controlados dos estudos pivotais em artrite reumatoide e espondilite anquilosante, elevações de ALT  5 x ULN foram incomuns e
observadas em um número maior de pacientes tratados com SIMPONI® (0,4% a 0,9%) do que naqueles do grupo controle (0,0%). Essa tendência
não foi observada na população com artrite psoriásica. Nos períodos controlados e não controlados dos estudos clínicos pivotais em artrite

50
reumatoide, artrite psoriásica e espondilite anquilosante, com uma mediana de acompanhamento de 5 anos, a incidência de elevações de ALT ≥ 5 x
ULN foi similar tanto em pacientes tratados com SIMPONI® quanto nos pacientes do grupo controle. A maioria dessas elevações foi assintomática.
Não foram notificados casos nos períodos controlado e não controlado do estudo de espondiloartrite axial não radiográfica (até 1 ano).

Nos períodos controlados dos estudos clínicos pivotais de indução com SIMPONI® em colite ulcerativa, elevações de ALT ≥ 5 x ULN ocorreram
em proporções similares de pacientes tratados com SIMPONI® e pacientes tratados com placebo (0,3% e 1,0%, respectivamente). Nos períodos
controlados e não controlados dos estudos clínicos pivotais em colite ulcerativa, com uma mediana de acompanhamento de aproximadamente 2
anos, a proporção de pacientes com elevações de ALT ≥ 5 x ULN foi de 0,8% em pacientes recebendo SIMPONI®.

Reações no local da aplicação

Nos períodos controlados dos estudos clínicos pivotais, 5,4% dos pacientes tratados com SIMPONI® tiveram reações no local da aplicação em
comparação com 2,0% dos pacientes do grupo controle. A maioria das reações no local da aplicação foi de leve a moderada e a manifestação
mais frequente foi eritema no local da aplicação.

Em estudos clínicos controlados de Fase 2 e/ou 3 em artrite reumatoide, artrite psoriásica, espondilite anquilosante, espondiloartrite axial não
radiográfica, asma persistente grave, e estudos clínicos de Fase 2/3 em colite ulcerativa, nenhum dos pacientes tratados com SIMPONI®
desenvolveu reações anafiláticas consideradas relacionadas a SIMPONI®.

Anticorpos antinucleares (ANA)/anticorpos anti-DNA de dupla hélice (dsDNA)

Nos períodos controlados e não controlados dos estudos clínicos pivotais, com 1 ano de acompanhamento, 3,5% dos pacientes tratados com
SIMPONI® e 2,3% daqueles do grupo controle eram recém-ANA-positivos (em títulos de 1:160 ou mais). A frequência de anticorpos anti-
dsDNA com 1 ano de acompanhamento nos pacientes anti-dsDNA negativos no período inicial foi 1,1%.

Experiência pós-comercialização

As frequências fornecidas a seguir refletem as taxas de relatos de reações adversas a medicamentos a partir da experiência pós-comercialização
com SIMPONI® em todo o mundo, e estimativas precisas da incidência não podem ser realizadas devido aos relatos voluntários a partir de uma
população de tamanho incerto. Essas reações adversas são classificadas de acordo com a frequência, utilizando-se a seguinte convenção: Muito
comum ( 1/10); Comum ( 1/100, < 1/10); Incomum ( 1/1.000, < 1/100); Rara ( 1/10.000, < 1/1.000), Muito Rara (< 1/10.000, incluindo relatos
isolados); Desconhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis).

Tabela 22: Reações adversas de pós-comercialização de golimumabe.


Classe de Sistema/Órgão Reação Adversa Frequência
Neoplasias benignas e malignas Melanoma, carcinoma das células de Rara
Merkel
Linfoma hepatoesplênico de células T*
Desconhecida
Distúrbios do Sistema Imunológico Reações sistêmicas graves de Rara
hipersensibilidade (incluindo reação
anafilática), sarcoidose

Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo Reações cutâneas bolhosas Incomum


Reações liquenoides Rara
Esfoliação da pele
* Observada com outros agentes bloqueadores de TNF.

51
Atenção: este produto é um medicamento que possui nova indicação terapêutica no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia
e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos.
Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

10. SUPERDOSE

Doses intravenosas únicas de até 10 mg/kg foram administradas em um estudo clínico sem toxicidade dose-limitante. Em caso de superdose,
recomenda-se que o paciente seja monitorado quanto a quaisquer sinais ou sintomas de efeitos adversos e o tratamento sintomático apropriado seja
instituído imediatamente.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

DIZERES LEGAIS

MS - 1.1236.3405

Farm. Resp.: Erika Diago Rufino - CRF/SP n° 57.310

Registrado por:

JANSSEN-CILAG FARMACÊUTICA LTDA.

Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041, São Paulo – SP – CNPJ 51.780.468/0001-87

Fabricado por:

Baxter Pharmaceutical Solutions LLC – Indiana, EUA

Embalado (emb. secundária) por:

Cilag AG – Schaffhausen, Suíça

Importado por:

Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda. – Rodovia Presidente Dutra, km 154 – São José dos Campos, SP – CNPJ 51.780.468/0002-68

OU

Fabricado por:

Cilag AG – Schaffhausen, Suíça

Importado por:

Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda. – Rodovia Presidente Dutra, km 154 – São José dos Campos, SP – CNPJ 51.780.468/0002-68

52
®
Marca registrada.

USO SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

VENDA PROIBIDA AO COMÉRCIO.

Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 09/04/2021

CCDS 1902

VPS TV 2.0

53
Dados da submissão eletrônica Dados da petição que altera bula Dados das alterações de bulas
Data do Data do Versões
Produto Nº do expediente Assunto Nº do expediente Assunto Data de aprovação Itens de bula Apresentações relacionadas
expediente expediente (VP/VPS)
Simponi
10456 - PRODUTO BIOLÓGICO - Notificação de
(golimumabe) 10456 - PRODUTO BIOLÓGICO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – VPS TV 1.0/VP
27/02/2020 0597745/20-2 Alteração de Texto de Bula – publicação no Bulário RDC 27/02/2020 0597745/20-2 27/02/2020 NA 50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
(Seringa publicação no Bulário RDC 60/12 TV 1.0
60/12
Preenchida)
Simponi
10456 - PRODUTO BIOLÓGICO - Notificação de
(golimumabe) 10456 - PRODUTO BIOLÓGICO - Notificação de Alteração de texto de bula - VPS: 9, Dizeres Legais VPS TV 2.0/VP
09/04/2021 XXXXXXX/XX-X Alteração de texto de bula - publicação no Bulário RDC 09/04/2021 XXXXXXX/XX-X 09/04/2021 50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
(Seringa publicação no Bulário RDC 60/12 VP: Dizeres Legais TV 2.0
60/12
Preenchida)
SIMPONI®
(golimumabe)

Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda.

solução injetável
50 mg / 0,5 mL
100 mg / 1,0 mL
Versão para o Mercado Privado
IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

SIMPONI®
golimumabe Solução injetável

APRESENTAÇÃO
Solução injetável de 50 mg/0,5 mL de golimumabe, em embalagem com 1 caneta aplicadora.
Solução injetável de 100 mg/1 mL de golimumabe, em embalagem com 1 caneta aplicadora.

USO SUBCUTÂNEO

USO ADULTO

COMPOSIÇÃO
SIMPONI® 50 mg/0,5 mL
Cada caneta aplicadora contém 50 mg de golimumabe em 0,5 mL de solução injetável.
Excipientes: sorbitol, histidina, polissorbato 80 e água para injetáveis. Não contém conservantes.

SIMPONI® 100 mg/1 mL


Cada caneta aplicadora contém 100 mg de golimumabe em 1 mL de solução injetável.
Excipientes: sorbitol, histidina, polissorbato 80 e água para injetáveis. Não contém conservantes.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

ATENÇÃO: RISCO DE INFECÇÕES GRAVES


Veja o item “ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES” dessa bula para mais
informações.
Infecções graves que levaram à hospitalização ou óbito, como a tuberculose,
septicemia bacteriana, fúngica invasiva e outras infecções oportunistas, ocorreram em
pacientes recebendo SIMPONI®.
SIMPONI® deve ser descontinuado se o paciente desenvolver uma infecção grave ou
septicemia.
Submeter o paciente a exames para identificação de tuberculose latente; se positivo,
iniciar um tratamento para a tuberculose antes de começar a utilizar SIMPONI®.
Monitorar todos os pacientes quanto ao desenvolvimento de tuberculose ativa durante
o tratamento com SIMPONI®, mesmo se o teste de tuberculose latente inicial for
negativo.

1. INDICAÇÕES

1
Artrite reumatoide:
SIMPONI®, em combinação com metotrexato (MTX), é indicado para:
• o tratamento da artrite reumatoide ativa em pacientes adultos, quando a resposta à terapia com medicamento
antirreumático modificador da doença (DMARD), incluindo MTX, foi inadequada;
• o tratamento da artrite reumatoide ativa em pacientes adultos não tratados previamente com MTX.
SIMPONI®, em combinação com metotrexato, também demonstrou reduzir a taxa de progressão do dano articular,
conforme avaliação por raio-X, melhorar a função física e a qualidade de vida relacionada à saúde.
SIMPONI® pode ser usado em pacientes previamente tratados com um ou mais inibidor(es) de TNF.

Artrite psoriásica:
SIMPONI®, isoladamente ou em combinação com MTX, é indicado para:
O tratamento de artrite psoriásica ativa em pacientes adultos, quando a resposta à terapia prévia com DMARD foi
inadequada. SIMPONI® também demonstrou melhorar a função física e a qualidade de vida relacionada à saúde.

Espondilite anquilosante:
SIMPONI® é indicado para:
O tratamento da espondilite anquilosante ativa em pacientes adultos quando a resposta à terapia convencional foi
inadequada. SIMPONI® também demonstrou melhorar a função física e a qualidade de vida relacionada à saúde.

Espondiloartrite axial não radiográfica:


SIMPONI® é indicado para:
• Reduzir os sinais e sintomas;
• Melhorar a mobilidade da coluna vertebral;
• Melhorar a função física;
• Melhorar a saúde em relação à qualidade de vida;
em pacientes adultos com espondiloartrite axial não radiográfica ativa e grave com sinais objetivos de inflamação,
conforme indicado pela elevação da proteína C-reativa (PCR) e/ou evidência por ressonância magnética (MRI), os quais
apresentaram uma resposta inadequada ou intolerância a medicamentos anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs).

Colite ulcerativa:
SIMPONI® é indicado em pacientes adultos com colite ulcerativa ativa de moderada a grave, que sejam intolerantes ou
que tenham tido uma resposta inadequada às terapias convencionais incluindo aminosalicilatos orais, corticosteroides
orais, azatioprina ou 6-mercaptopurina para:
• Induzir e manter a resposta clínica;
• Melhorar a aparência endoscópica da mucosa durante a indução;
• Induzir a remissão clínica;
• Alcançar e manter a remissão clínica em pacientes que respondem à terapia de indução.

2
2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
Artrite reumatoide: A eficácia e segurança de SIMPONI® foram avaliadas em três estudos multicêntricos,
randomizados, duplo-cegos e controlados por placebo em mais de 1.500 pacientes  18 anos de idade com AR moderada
a gravemente ativa e diagnosticada segundo os critérios do American College of Rheumatology (ACR) pelo menos 3
meses antes da triagem. Os pacientes tinham, pelo menos, 4 articulações dolorosas e 4 edemaciadas. SIMPONI® foi
administrado subcutaneamente nas doses de 50 mg ou 100 mg, com ou sem MTX, a cada 4 semanas. Dados de eficácia
controlados por placebo foram coletados e analisados até a semana 24.
O estudo GO-FORWARD avaliou 444 pacientes com AR ativa apesar de receberem uma dose estável de, pelo menos,
15 mg/semana de MTX e que não haviam sido previamente tratados com um agente anti-TNF. Os pacientes foram
randomizados para receber placebo + MTX (n = 133), SIMPONI® 50 mg + MTX (n = 89), SIMPONI® 100 mg + MTX
(n = 89) ou monoterapia com 100 mg de SIMPONI® + placebo (n = 133).
O estudo GO-AFTER avaliou 445 pacientes que haviam sido previamente tratados com um ou mais agentes anti-TNF:
adalimumabe, etanercepte ou infliximabe. Os pacientes foram randomizados para receber placebo (n = 150), SIMPONI®
50 mg (n = 147) ou SIMPONI® 100 mg (n = 148). Foi permitido que os pacientes continuassem a utilizar uma terapia
concomitante com droga antirreumática modificadora da doença (DMARD), MTX, sulfassalazina e/ou
hidroxicloroquina durante o estudo. A descontinuação de terapias anti-TNF anteriores pode ter ocorrido por motivos
incluindo falta de eficácia (59%), intolerância (17%) e/ou outros motivos que não a segurança e a eficácia (39%).
O estudo GO-BEFORE avaliou 637 pacientes com AR ativa sem tratamento prévio com MTX e não tratados
previamente com um agente anti-TNF. Os pacientes foram randomizados para receber placebo + MTX (n = 160),
SIMPONI® 50 mg + MTX (n = 159), SIMPONI® 100 mg + MTX (n = 159) ou monoterapia com 100 mg de
SIMPONI® + placebo (n = 159). No caso dos pacientes recebendo MTX, este foi administrado em uma dose de
10 mg/semana começando na Semana 0, que foi aumentada para 20 mg/semana na Semana 8.
O desfecho coprimário do estudo GO-FORWARD e o primário do GO-AFTER foram a porcentagem de pacientes que
conseguiram resposta ACR 20 na Semana 14. O outro desfecho coprimário do estudo GO-FORWARD foi a melhora
desde o período inicial na pontuação do Questionário de Avaliação de Saúde (HAQ) na Semana 24. O desfecho primário
para o estudo GO-BEFORE foi a porcentagem de pacientes que conseguiram resposta ACR 50 na Semana 24. Além dos
desfechos primários, foram realizadas avaliações adicionais sobre o impacto do tratamento de SIMPONI® nos sinais e
sintomas de artrite, função física e qualidade de vida relacionada à saúde.
Os principais resultados para a dose de 50 mg são mostrados nas Tabelas 1, 2 e 3 a seguir. Em geral, não foi observada
nenhuma diferença clinicamente significativa nas medidas de eficácia entre os esquemas de dosagem de 50 mg e 100
mg de SIMPONI®.

Sinais e sintomas
Em todos os estudos Fase 3 com AR, uma porcentagem maior de pacientes tratados com SIMPONI® conseguiu respostas
ACR e Pontuação de Atividade de Doença 28 (DAS28) nas Semanas 14 e 24 do que aqueles dos grupos controle. Foram
observadas respostas na primeira avaliação (Semana 4) após a administração inicial de SIMPONI®, que se mantiveram
até a Semana 24.

3
Tabela 1: Principais resultados de eficácia dos estudos GO-FORWARD, GO-AFTER e GO-BEFORE
GO-FORWARD GO-AFTER GO-BEFORE
AR ativa apesar de MTX AR ativa, previamente tratada AR ativa, sem tratamento prévio
com um ou mais agente(s) com MTX
anti-TNF
Placebo + SIMPONI® SIMPONI® Placebo + SIMPONI® 50 mg
MTX 50 mg + MTX Placebo 50 mg MTX + MTX
na 133 89 150 147 160 159
Responsivos, % de pacientes
ACR 20
Semana 14 33% 55%* 18% 35%* NA NA
Semana 24 28% 60%* 16% 31%* p = 0,002 49% 62% p = 0,028
ACR 50
Semana 14 10% 35%* 7% 15% p = 0,021 NA NA
Semana 24 14% 37%* 4% 16%* 29% 40% p = 0,042b
ACR 70
Semana 14 4% 14% p = 0,008 2% 10% p = 0,005 NA NA
Semana 24 5% 20%* 2% 9% p = 0,009 16% 24% p = 0,064
Resposta DAS28c
Semana 14 52% 74%* 29% 56%* NA NA
Semana 24 47% 74%* 22% 47%* 61% 76% p = 0,005
Remissão de DAS28c
Semana 14 13% 35%* 6% 14% p = 0,028 NA NA
Semana 24 15% 37%* 5% 15% p = 0,006 28% 38% p = 0,05
a
: N reflete os pacientes randomizados; o número real de pacientes avaliáveis para cada desfecho pode variar
segundo o ponto no tempo.
*: p  0,001
b
: Esse valor de p (50 mg vs. placebo) não deve ser interpretado como tendo implicação de significância estatística,
já que o valor de p para a análise primária (grupos combinados de SIMPONI® 50 e 100 mg vs. placebo) não foi
estatisticamente significativo (p = 0,053) e uma abordagem hierárquica foi utilizada para as análises estatísticas.
c
: Usando PCR.
NA: Não aplicável, já que os dados não foram coletados na Semana 14 nesse estudo.
a:
Nos estudos GO-FORWARD e GO-AFTER, todos os componentes individuais dos critérios de resposta ACR [número
de articulações dolorosas e edemaciadas, avaliação da dor segundo o paciente, avaliação global da atividade da doença
segundo o paciente e o médico, índice de incapacidade (segundo medição por HAQ) e PCR] foram significativamente
melhores nos pacientes tratados com SIMPONI® em comparação com os do controle (p < 0,001). Os resultados dos
componentes dos critérios da resposta ACR são mostrados na Tabela 2.

4
Tabela 2: Melhora em % nos componentes da Resposta ACR nos estudos clínicos em AR GO-FORWARD, GO-
AFTER e GO-BEFORE
GO-FORWARD GO-AFTER GO-BEFORE
AR ativa apesar de MTX AR ativa, previamente tratada AR ativa, sem tratamento
com um ou mais agente(s) anti- prévio com MTX
TNF
Placebo + SIMPONI® Placebo SIMPONI® Placebo + SIMPONI®
MTX 50 mg + MTX* 50 mg* MTX 50 mg + MTX
a
n 133 89 150 147 160 159
Número de articulações edemaciadas
Período Inicial 12,0 13,0 14 15 11 13
Semana 14 38% 62% 20% 44% NA NA
Semana 24 32% 72% 1% 33% 67% 76% (p = 0,127)
Número de articulações dolorosas
Período Inicial 21,0 26,0 26 28 26 26
Semana 14 30% 60% 6% 34% NA NA
Semana 24 21% 62% -7% 29% 57% 67% (p = 0,023)
Avaliação de dor segundo o paciente
Período Inicial 5,7 6,1 7,1 7,0 7 7
Semana 14 18% 55% 12% 25% NA NA
Semana 24 15% 50% 4% 25% 44% 52% (p = 0,028)
Avaliação global da atividade da doença segundo o paciente
Período Inicial 5,3 6,0 6,7 6,8 6 6
Semana 14 15% 45% 8% 29% NA NA
Semana 24 17% 48% 2% 22% 37% 50% (p = 0,042)
Avaliação global da atividade da doença segundo o médico
Período Inicial 5,7 6,1 6,3 6,5 6 6
Semana 14 35% 55% 12% 38% NA NA
Semana 24 39% 62% 10% 35% 63% 67% (p = 0,206)
Pontuação HAQ
Período Inicial 1,25 1,38 1,75 1,63 1,50 1,50
Semana 14 10% 29% 0% 13% NA NA
Semana 24 7% 31% 0% 11% 37% 44% (p = 0,141)
PCR (mg/dL)
Período Inicial 0,8 1,0 1,0 0,9 1,4 1,3
Semana 14 2% 44% 0% 37% NA NA
Semana 24 0% 39% 0% 15% 43% 57% (p = 0,002)

5
*: p  0,001 para todas as comparações.
a
: N reflete os pacientes randomizados; o número real de pacientes avaliáveis para cada desfecho pode variar
segundo o ponto no tempo.
NA: Não aplicável, já que não houve coleta de dados na Semana 14 nesse Estudo.

No estudo GO-AFTER, a porcentagem de pacientes que conseguiu uma resposta ACR 20 foi maior para pacientes
recebendo SIMPONI® 50 mg do que os tratados com placebo, independentemente do motivo relatado para a
descontinuação de uma ou mais terapias anti-TNF prévias. Essa diferença foi estatisticamente significativa para
pacientes que relataram descontinuação de uma ou mais terapias anti-TNF anteriores por falta de eficácia. Nesse grupo
de pacientes, 35% dos tratados com SIMPONI® 50 mg versus 18% do grupo de controle conseguiram uma ACR 20 na
Semana 14 (p = 0,009). Na Semana 24, as porcentagens foram de 29% em comparação com 16%, respectivamente (p =
0,035).

Função física e qualidade de vida relacionada à saúde


A função física e a incapacidade foram avaliadas como um desfecho distinto nos estudos GO-FORWARD e GO-AFTER,
usando o índice de incapacidade HAQ. Nesses estudos, SIMPONI® demonstrou melhora clínica e estatisticamente
significativas HAQ em comparação com o controle do Período Inicial até a Semana 24 (ver Tabela 3).

Tabela 3: Melhora em HAQ dos estudos GO-FORWARD e GO-AFTER


GO-FORWARD GO-AFTER
AR ativa apesar de MTX AR ativa, previamente tratada com um
ou mais agentes anti-TNF
Placebo + SIMPONI® 50 mg
MTX + MTX b Placebo SIMPONI® 50 mgb
a
n 133 89 150 147
Pontuação inicial de HAQ
Média  DP 1,32  0,70 1,41  0,69 1,63  0,63 1,58  0,65
Mediana 1,25 1,38 1,75 1,63
Melhora no HAQ
Semana 14 Média  DP 0,16  0,49 0,42  0,38 NA NA
b
Mediana 0,13 0,38 NA NA
Semana 24 Média  DP 0,13  0,58 0,47  0,55 0,03  0,50 0,23  0,50
Mediana 0,13 0,38 0,00 0,13
a
: N reflete os pacientes randomizados; o número real de pacientes avaliáveis quanto a
cada desfecho pode variar na linha do tempo.
b
: p < 0,001
NA: Não aplicável, já que esses dados não foram coletados na Semana 14 nesse estudo.

6
No GO-FORWARD, foram demonstradas melhoras clínicas e estatisticamente significativas na qualidade de vida
relacionada à saúde segundo a avaliação pela pontuação de componente físico do SF-36 em pacientes tratados com
SIMPONI® versus placebo. No GO-FORWARD e GO-AFTER foram observadas melhoras estatisticamente
significativas em produtividade autorrelatada e na fadiga pela avaliação funcional de escala de fadiga de terapia com
doença crônica (FACIT-F).

Artrite psoriásica: A segurança e eficácia de SIMPONI® foram avaliadas em um estudo multicêntrico, randomizado,
duplo-cego, controlado por placebo (GO-REVEAL) em 405 pacientes adultos com AP ativa ( 3 articulações
edemaciadas e  3 articulações dolorosas) apesar de terapia com anti-inflamatório não-esteroidal (AINE) ou DMARD.
Os pacientes desse estudo haviam sido diagnosticados com AP há pelo menos 6 meses, com uma lesão de pele psoriásica
com diâmetro de pelo menos 2 cm. Foram inscritos pacientes de cada subtipo de artrite psoriásica, incluindo artrite
poliarticular sem nódulos reumatoides (43%), artrite periférica assimétrica (30%), artrite na articulação interfalangeana
distal (15%), espondilite com artrite periférica (11%) e artrite mutilante (1%). Não foi permitido tratamento prévio com
agente anti-TNF. SIMPONI® foi administrado subcutaneamente em doses de 50 mg ou 100 mg, com ou sem MTX, a
cada 4 semanas. Os pacientes foram designados aleatoriamente para receber placebo (n = 113), SIMPONI® 50 mg (n =
146) e SIMPONI® 100 mg (n = 146). O desfecho primário foi a porcentagem de pacientes conseguindo resposta ACR
20 na Semana 14. Os dados de eficácia controlados por placebo foram coletados e analisados até a Semana 24.
Os principais resultados para a dose de 50 mg são mostrados na Tabela 4 a seguir. Em geral, não foi observada nenhuma
diferença clinicamente significativa nas medidas de eficácia entre os esquemas de dosagem de 50 mg e 100 mg do
SIMPONI®.

Tabela 4: Principais resultados de eficácia do estudo GO-REVEAL


Placebo SIMPONI® 50 mg*
Na 113 146
Responsivos, % de pacientes
ACR 20
Semana 14 9% 51%
Semana 24 12% 52%
ACR 50
Semana 14 2% 30%
Semana 24 4% 32%
ACR 70
Semana 14 1% 12%
Semana 24 1% 19%
DAS28
Semana 14 24% 66%
Semana 24 24% 64%
b
PASI 75

7
Placebo SIMPONI® 50 mg*
Semana 14 3% 40%
Semana 24 1% 56%

Pontuação inicial de HAQ


Média + DP 1,03 ± 0,55 0,98 ± 0,65
Mediana 1,00 1,00
Melhora em HAQ
Semana 14 Média + DP 0,04 ± 0,44 0,31 ± 0,50
Mediana 0,00 0,25
Semana 24 Média + DP -0,01 ± 0,49 0,33 ± 0,55
Mediana 0,00 0,25
*: p < 0,05 para todas as comparações; os cálculos do valor de p são baseados em
comparações dos valores medianos para variáveis contínuas.
a
: N reflete os pacientes randomizados; o número real de pacientes avaliáveis quanto a
cada desfecho pode variar na linha do tempo.
b
: Baseado no subconjunto de pacientes com  3% envolvimento de BSA no Período
Inicial.

Foram observadas melhoras nas principais medições de atividade de doença na primeira avaliação (Semana 4) após a
administração inicial de SIMPONI® e foram mantidas até a Semana 24. Respostas semelhantes de ACR 20 na semana
14 foram observadas em pacientes com diferentes subtipos de AP, incluindo artrite poliarticular sem nódulos
reumatoides, artrite periférica assimétrica, artrite na articulação interfalangeana distal e espondilite com artrite periférica.
O número de pacientes com artrite mutilante foi pequeno demais para permitir uma avaliação significativa. As respostas
observadas nos grupos tratados com SIMPONI® foram semelhantes em pacientes recebendo e não recebendo MTX
concomitante.
Foram observadas melhoras nos parâmetros da atividade periférica característica da artrite psoriásica (por exemplo,
número de articulações edemaciadas, número de articulações dolorosas, dactilite e entesite) nos pacientes tratados com
SIMPONI®. De modo semelhante, os tratados com SIMPONI® também demonstraram melhora significativa na
psoríase de pele e unhas, segundo a avaliação pelo Índice de Gravidade e Extensão da Psoríase (PASI), alteração
percentual desde o período inicial no Índice de Gravidade da Psoríase nas Unhas (NAPSI) e melhora na Avaliação
Global pelo Médico da unha (PGA).
O tratamento com SIMPONI® resultou em melhora significativa na função física segundo a avaliação do HAQ, assim
como melhoras significativas na qualidade de vida relacionada à saúde, segundo a avaliação pelos escores resumidos de
componentes físicos e mentais do SF-36. A produtividade autorrelatada teve uma melhora significativa e o tempo ausente
do trabalho pelos cuidadores foi significativamente reduzido.

8
Espondilite anquilosante: A segurança e eficácia de SIMPONI® foram avaliadas em um estudo multicêntrico,
randomizado, duplo-cego e controlado por placebo (GO-RAISE) em 356 pacientes adultos com espondilite anquilosante
ativa (definida como um escore de Índice de Atividade de Espondilite Anquilosante de Bath (BASDAI) ≥ 4 e uma
pontuação na escala visual analógica (VAS) para dor total nas costas de ≥ 4, em uma escala de 0 a 10 cm). Os pacientes
recrutados nesse estudo tinham sintomas de doença ativa apesar de terapia atual ou prévia com AINE ou DMARD e não
haviam recebido tratamento prévio com anti-TNF. Os pacientes com anquilose completa da coluna foram excluídos da
participação do estudo. SIMPONI® foi administrado subcutaneamente em doses de 50 mg ou 100 mg a cada 4 semanas.
Os pacientes foram randomizados aleatoriamente para receber placebo (n = 78), SIMPONI® 50 mg (n = 138) e
SIMPONI® 100 mg (n = 140). O desfecho primário foi a porcentagem de pacientes que conseguiram uma melhora de
20% nos critérios de resposta para Avaliação da Espondilite Anquilosante (ASAS 20) na Semana 14. Os dados de
eficácia controlados por placebo foram coletados e analisados até a Semana 24.
Os principais resultados para a dose de 50 mg são mostrados na Tabela 5 a seguir. Em geral, não foi observada nenhuma
diferença clinicamente significativa nas medidas de eficácia entre os esquemas de dosagem com 50 mg e 100 mg de
SIMPONI®.

Tabela 5: Principais resultados de eficácia do estudo GO-RAISE.


Placebo SIMPONI® 50 mg*
Na 78 138
Responsivos, % de pacientes
ASAS 20
Semana 14 22% 59%
Semana 24 23% 56%
ASAS 40
Semana 14 15% 45%
Semana 24 15% 44%
ASAS 5/6
Semana 14 8% 50%
Semana 24 13% 49%
BASDAI 50
Semana 14 15% 46%
Semana 24 15% 51%
BASDAI 70
Semana 14 5% 29%
Semana 24 8% 30%
BASDAI 90
Semana 14 1% 10%
Semana 24 1% 15%

9
Placebo SIMPONI® 50 mg*
BASFI (0-10): alteração mediana desde o período inicial
Período Inicial, (mediana) 4,9 5,0
Semana 14 0,1 -1,4
Semana 24 0,4 -1,6
*: p  0,001 para todas as comparações com exceção de BASDAI 90 na Semana 14, em que
p = 0,017.
a
: N reflete os pacientes randomizados; o número real de pacientes avaliáveis quanto a cada
desfecho pode variar na linha do tempo.

Comparado com o placebo, o tratamento com SIMPONI® resultou em uma melhora significativa nos sinais e sintomas,
conforme demonstrado pelos escores ASAS e BASDAI nas Semanas 14 e 24. Os pacientes tratados com SIMPONI®
conseguiram uma melhora significativamente maior em todos os componentes de ASAS 20 em comparação ao placebo.
Foram observadas melhoras nas principais medidas de atividade da doença na primeira avaliação (Semana 4) após a
administração inicial de SIMPONI®, mantidas até a Semana 24. Foi observada uma eficácia consistente em pacientes,
independentemente do antígeno HLA-B27 ou níveis iniciais de PCR, segundo avaliação pelas respostas ASAS 20 na
Semana 14. Uma porcentagem maior de pacientes tratados com SIMPONI® atingiu um nível baixo de atividade da
doença (definido como um valor < 2 em uma escala de 0-10 cm em cada um dos quatro parâmetros de resposta ASAS
20) na semana 14 (23%) em comparação com os pacientes tratados com placebo (5%, p < 0,001), mantida até a Semana
24.
O tratamento com SIMPONI® resultou em melhoras significativas na função física, conforme avaliado pelas alterações
desde o período inicial no Índice Funcional de Espondilite Anquilosante de Bath (BASFI) nas Semanas 14 e 24. A
melhora mediana em BASFI na Semana 14 foi de 1,4 no grupo que recebeu 50 mg de SIMPONI®, em comparação com
agravamento de 0,1 no grupo placebo (p < 0,001). A melhora na função física foi mantida até a Semana 24 nos pacientes
tratados com SIMPONI®. A qualidade de vida relacionada à saúde, conforme medição pela pontuação do componente
físico do SF-36, também teve uma melhora significativa nas Semanas 14 e 24. Melhoras significativas também foram
observadas no sono (segundo medição pelo Questionário de Avaliação do Sono de Jenkins) e produtividade
autorrelatada.

Espondiloartrite axial não radiográfica: A segurança e eficácia de SIMPONI® 50 mg foram avaliadas em um estudo
(GO AHEAD) multicêntrico, randomizado, duplo-cego, placebo controlado (até a Semana 16), avaliando o tratamento
com SIMPONI® 50 mg administrado por via subcutânea a cada 4 semanas em 197 pacientes adultos com
espondiloartrite axial não radiográfica ativa grave (definidos como aqueles pacientes que estavam de acordo com os
critérios ASAS de classificação de espondiloartrite axial, mas não estavam de acordo com os critérios modificados de
New York para espondilite anquilosante). Na Semana 16, os pacientes iniciaram um período aberto em que todos
receberam SIMPONI® 50 mg administrado por via subcutânea a cada 4 semanas até a Semana 48 com avaliações de
eficácia realizadas até a Semana 52 e acompanhamento de segurança até a Semana 60. Aproximadamente 93% dos

10
pacientes que estavam recebendo SIMPONI® no início da fase de extensão aberta (Semana 16) permaneceram em
tratamento até o final do estudo (Semana 52).

Os pacientes incluídos neste estudo apresentavam doença ativa, definida como um BASDAI ≥ 4 cm e uma VAS para
dor nas costas total de ≥ 4 cm, cada um em uma escala de 0 a 10 cm, e que apresentaram uma resposta inadequada ao
tratamento com AINE ou eram intolerantes ao tratamento com AINE.

Os pacientes que apresentavam sacroileíte bilateral Grau 2 ou sacroileíte unilateral Grau 3 ou Grau 4 nas radiografias
convencionais, foram excluídos do estudo. Os pacientes que receberam previamente bloqueadores TNF-alfa ou
quaisquer agentes biológicos, também foram excluídos do estudo.

Os pacientes foram distribuídos randomicamente para placebo (n = 100) ou SIMPONI® 50 mg (n = 97). O desfecho
primário foi a resposta ASAS 20 na Semana 16. Os principais desfechos secundários incluíram resposta ASAS 40 na
Semana 16, resposta BASDAI 50 na Semana 16, remissão parcial ASAS na Semana 16, e mudança na pontuação MRI
para articulações sacroilíacas no Spondyloarthritis Research Consortium of Canada (SPARCC) do basal até a Semana
16.

As análises foram realizadas em ambas as populações Todos Tratados (TT, N = 197) e Sinais Objetivos de Inflamação
(SOI, N = 158). A população SOI foi definida por PCR elevado acima do limite superior da normalidade e/ou
evidências atuais de sacroileíte na ressonância magnética basal.

Redução dos sinais e sintomas


O tratamento com SIMPONI® 50 mg resultou em melhora nos sinais e sintomas como demonstrada nos desfechos
principais na Semana 16 (Tabela 6). Uma proporção significativamente maior dos pacientes atingiram ASAS 20,
ASAS 40, ASAS 5/6 e BASDAI 50 no grupo SIMPONI® 50 mg, em comparação ao placebo (p < 0,0001). Além
disso, uma proporção significativamente maior dos pacientes atingiram remissão parcial ASAS e ASDAS-C < 1,3 com
SIMPONI® 50 mg em comparação ao placebo (p < 0,05). Melhora significativa em ASAS 20 foi observada desde a
primeira avaliação (Semana 4, p < 0,0001) após a admnistração inicial de SIMPONI® 50 mg (Figura 1).

Figura 1: Porcentagem de indivíduos que atingiram ASAS 20 - Todos Tratados (TT)

11
Porcentagem de respondedores ASAS 20

Tempo (semanas)

Resultados significativos para esses mesmos desfechos também foram demonstrados na população SOI (Tabela 6).
Melhoras semelhantes em todos os desfechos principais acima foram observadas na Semana de 16 a 52 entre os pacientes
que permaneceram no estudo e estavam sendo tratados com SIMPONI® 50 mg nas populações TT e SOI.

Tabela 6: Porcentagem de pacientes com espondiloartrite axial não radiográfica com respostas
ASAS, BASDAI e ASDAS-C; pacientes randomizados e tratados

Placebo SIMPONI® 50 mg
TT (N=100) (N=97)
ASAS 20 (% respondedores)
Semana 16 40% 71%**
ASAS 40 (% respondedores)
Semana 16 23% 57%**
ASAS remissão parcial (%respondedores)
Semana 16 18% 33%*
ASAS 5/6a (%respondedores)
Semana 16 23% 54%**
BASDAI 50 (%respondedores)
Semana 16 30% 58%**
ASDAS-Cab < 1,3 (%respondedores)
Semana 16 13% 33%*

Placebo SIMPONI® 50 mg*


SOI (N=80) (N=78)
ASAS 20 (% respondedores)
Semana 16 38% 77% **
ASAS 40 (% respondedores)
Semana 16 23% 60%**

12
ASAS remissão parcial (% respondedores)
Semana 16 19% 35%*
ASAS 5/6 a (% respondedores)
Semana 16 23% 63%**
BASDAI 50 (% respondedores)
Semana 16 29% 59%**
ASDAS-Cab < 1,3 (% respondedores)
Semana 16 16% 35%*
• p < 0,05 para comparação de SIMPONI® 50 mg versus placebo.
** p < 0,0001 para comparação de SIMPONI® 50 mg versus placebo.
a
Não controlado por erro de Tipo I.
b
Pontuação da atividade da doença espondilite anquilosante pela proteína C-reativa (TT
Placebo, N = 90; TT SIMPONI® 50 mg, N = 88; SOI Placebo, N = 71; SOI SIMPONI® 50
mg, N = 71).

Resposta ASAS 20 (Anderson et al, 2001) foi definida como:


(1) Uma melhora de  20% do basal e uma melhora absoluta do basal de pelo menos 1 em uma
escala de 0 a 10 cm em pelo menos 3 dos 4 seguintes domínios: avaliação global do paciente,
avaliação da dor (dor nas costas total), pontuação BASFI, ou inflamação (média de 2 questões do
BASDAI relativa à rigidez matinal);
(2) Ausência de deterioração em relação ao basal (deterioração definida como  20% de
agravamento e agravamento absoluto de pelo menos 1 em uma escala de 0 a 10 cm) no potencial
domínio restante.
ASAS 40: é definido como uma melhora ≥ 40% de 3 de 4 domínios, com uma melhora absoluta
de, pelo menos, 2 em uma escala de 0 a 10 cm, e ausência de agravamento no domínio restante.
ASAS Remissão Parcial: cada um dos 4 domínios de ASAS 20 tem uma pontuação inferior a 2
ASAS 5/6 que é definido como 20% ou mais de melhora em qualquer 5 dos 6 domínios de dor
nas costas total (VAS), escore global do paciente (VAS), função (BASFI), rigidez matinal
(média das 2 últimas questões de BASDAI), proteína C-reativa e medição de flexão lateral
lombar;
BASDAI: auto-avaliação individual usando VAS (0 a 10 cm) com os seguintes critérios: fadiga,
dor na coluna, dor nas articulações, entesite, rigidez matinal qualitativa e rigidez matinal
quantitativa.

Pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg alcançaram melhoras significativamente maiores em comparação ao placebo
nas populações TT e SOI de Avaliação Global do Paciente, total de dor nas costas, inflamação, dor noturna nas costas,
proteína C reativa, e ASDAS-PCR (Tabela 7). Melhoras semelhantes nestes desfechos foram observadas na Semana 52
entre os pacientes que permaneceram no estudo e foram tratados com SIMPONI® 50 mg nas populações TT e SOI.

Tabela 7: Estudo de espondiloartrite axial não radiográfica: melhora nos sinais e sintomas;
pacientes randomizados e tratados
TT Placebo SIMPONI® 50 mg valor p
a
Avaliação Global do Patiente da atividade da doença (cm): mudança a partir do basal
Nb 96 93
Basal (mediana) 6,4 7,3
Semana 16 (mediana) -1,1 -4,2
Semana16 (média  EP) -1,5  0,3 -3,7  0,3 p<0,0001
Dor nas costas total a (cm): mudança a partir do basal
Nb 97 93
Basal (mediana) 6,4 7,2
Semana 16 (mediana) -1,5 -4,2
Semana16 (média  EP) -2,0  0,3 -4,1  0,3 p<0,0001
Inflamação a,c (cm): mudança a partir do basal na rigidez matinal

13
Nb 96 93
Basal (mediana) 5,8 7,1
Semana 16 (mediana) -1,3 -4,0
Semana16 (média  EP) -1,8  0,2 -3,8  0,2 p<0,0001
Dor noturna nas costasa (cm): mudança a partir do basal
Nb 97 93
Basal (mediana) 6,5 7,8
Semana 16 (mediana) -0,7 -5,2
Semana16 (média  EP) -1,7  0,3 -4,4  0,3 p<0,0001
Proteína C-reativad (mg/dL): mudança a partir do basal
Nb 91 88
Basal (mediana) 0,5 0,4
Semana 16 (mediana) 0,0 -0,0
Semana16 (média  EP) -0,4  0,2 -1,0  0,2 p=0,0003
ASDAS-PCR pontuação: mudança a partir do basal
Nb 90 88
Basal (mediana) 3,3 3,5
Semana 16 (mediana) -0,6 -1,7
Semana16 (média  EP) -0,6  0,1 -1,7  0,1 p<0,0001

SOI Placebo SIMPONI® 50 mg valor p


Avaliação Global do Patiente da atividade da doençaa (cm): mudança a partir do basal
Nb 77 76
Basal (mediana) 6,6 7,4
Semana 16 (mediana) -0,8 -4,4
Semana16 (média  EP) -1,4  0,4 -3,9  0,4 p<0,0001
Dor nas costas totala (cm): mudança a partir do basal
Nb 78 76
Basal (mediana) 6,5 7,3
Semana 16 (mediana) -1,3 -4,4
Semana16 (média  EP) -1,9  0,3 -4,2  0.3 p<0,0001
Inflamação a,c (cm): mudança a partir do basal na rigidez matinal
Nb 77 76
Basal (mediana) 5,9 6,9
Semana 16 (mediana) -1,3 -4,0
Semana16 (média  EP) -1,7  0,3 -4,0  0,3 p<0,0001
Dor noturna nas costas a (cm): mudança a partir do basal
Nb 78 76
Basal (mediana) 6,8 7,9
Semana 16 (mediana) -0,8 -5,6
Semana16 (média  EP) -1,8  0,3 -4,7  0,3 p<0,0001
Proteína C-reativa d (mg/dL): mudança a partir do basal
Nb 72 71
Basal (mediana) 0,8 0,7
Semana 16 (mediana) 0,0 -0,4
Semana16 (média  EP) -0,50  0,2 -1,2  0,2 p=0,0004
ASDAS-PCR pontuação: mudança a partir do basal
Nb 71 71
Basal (mediana) 3,4 3,6
Semana 16 (mediana) -0,5 -2,0
Semana16 (média  EP) -0,6  0,1 -1,8  0,1 p<0,0001

14
a
Escala Visual Analógica (com 0 = “melhor” e 10 = “pior”). A diminuição/negativação da
pontuação é indicativo de melhora.
b
N reflete a quantidade de pacientes no basal e dados na Semana 16.
c
Média das 2 últimas questões das 6 questões BASDAI.
d
Faixa normal 0-0,9 mg/dL.
EP = Erro Padrão

ASDAS-PCR: Índice da pontuação da atividade da doença espondilite anquilosante contendo PCR

A entesite foi avaliada pelo índice de pontuação MASES (Maastricht Ankylosing Spondylitis Enthesitis Score). A
melhora média estatisticamente significativa em relação ao basal pelo índice de pontuação MASES na Semana 16 foi
demonstrada na população TT (Tabela 8). Respostas similares de MASES foram observadas na Semana 24 e na Semana
52 entre os pacientes que permaneceram no estudo e tratados com SIMPONI® 50 mg nas populações TT e SOI.

Tabela 8: Estudo espondiloartrite axial não radiográfica: Pontuação Entesite: pacientes


randomizados e tratados
TT Placebo SIMPONI® 50 mg valor p
Índice MASES (faixa 0-13): mudança a partir do basal
Na 97 92
Basal (mediana) 2,0 2,0
Semana 16 (mediana) 0,0 -1,0
Semana16 (média  EP) -0,7  0,3 -1,4  0,3 p=0,0302

SOI Placebo SIMPONI®50 mg valor p


Índice MASES (faixa 0-13): mudança a partir do basal
Na 77 75
Basal (mediana) 2,0 2,0
Semana 16 (mediana) 0,0 -1,0
Semana16 (média  EP) -0,8  0,3 -1,4  0,3 NS
a
N reflete a quantidade de pacientes no basal e dados na Semana 16.
MASES: Maastricht Ankylosing Spondylitis Enthesitis Score: Há 13 locais que estão sendo medidos.
Todos os locais são classificados como 0 ou 1 (0-não doloroso, 1-doloroso). MASES é a soma de todas
as pontuações dos locais (de 0 a 13).
EP = Erro Padrão
NS = Não significativo

Melhora na variação de movimento


Variação de movimento e mobilidade da coluna vertebral foi avaliada por BASMI (Bath Ankylosing Spondylitis
Metrology Index) e na expansão da parede torácica no início do estudo e na Semana 16. Melhora média estatisticamente
significativa em BASMI foi observada na Semana 16 no grupo SIMPONI® 50 mg, comparado ao grupo placebo.
Melhora estatisticamente significativa na BASMI também foi observada na população SOI no grupo SIMPONI® 50 mg
em comparação ao grupo placebo (Tabela 9). Melhoras similares de BASMI foram observadas na Semana 24 e na
Semana 52 entre os pacientes que permaneceram no estudo e tratados com SIMPONI® 50 mg nas populações TT e SOI.

15
Tabela 9: Estudo de espondiloartrite axial não radiográfica: Análise da mobilidade da coluna:
pacientes randomizados e tratados
TT Placebo SIMPONI® 50 mg valor p
BASMI (0-10 cm): mudança a partir do basal
Na 100 94
Basal (mediana) 2,2 2,2
Semana 16 (mediana) 0,0 -0,4
Semana16 média  EP) -0,1  0,1 -0,5  0,1 p<0,0001
Expansão da parede torácica (cm): mudança a partir do basal
Na 97 90
Basal (mediana) 5,0 5,0
Semana 16 (mediana) 0,0 0,5
Semana16 (média  EP) 0,0  0,2 0,3  0,2 NS

SOI Placebo SIMPONI® 50 mg valor p


BASMI (0-10 cm): mudança a partir do basal
Na 80 77
Basal (mediana) 2,0 2,2
Semana 16 (mediana) 0,0 -0,4
Semana16 (média  EP) -0,1  0,1 -0,5  0,1 p=0,0002
Expansão da parede do peito (cm): mudança a partir do basal
Na 78 73
Basal (mediana) 4,6 5,0
Semana 16 (mediana) 0,0 0,3
Semana16 (média  EP) 0,0  0,2 0,3  0,2 NS
a
N reflete a quantidade de pacientes no basal e dados na Semana 16.
Valores normais de mobilidade da coluna: expansão torácica: >6,5 cm em homen, >4,5 cm em mulheres,
idade de 35-45 anos.
EP = Erro Padrão
NS = Não significativo

Inibição de inflamação em MRI


As análises na pontuação MRI para as articulações sacroilíacas no SPARCC do basal até a Semana 16 foram
realizadas em indivíduos com medições de ressonância magnética no início do estudo e na Semana 16. No grupo de
indivíduos que completaram a Semana 16, uma diminuição significativamente maior do valor basal foi observada para
os indivíduos que receberam SIMPONI® 50 mg em comparação àqueles que receberam placebo (p <0,0001).
Resultados estatisticamente significativos também foram observados na população SOI (Tabela 10).

Tabela 10: Inibição da inflamação em articulações sacroiliacas medida por MRI


Mudança média a partir do basal
Placebo SIMPONI® 50 mg
a
TT (N=87) (N=74) a
b
SPARCC Pontuação MRI articulações
-0,9 -5,3* c
sacroiliacas
Placebo SIMPONI® 50 mg
a
SOI (N=69) (N=61) a
SPARCC Pontuação MRI articulações
-1,2 -6,4* c
sacroiliacas
* p<0,0001 para SIMPONI® 50 mg em comparação ao placebo.
a
N reflete a quantidade de pacientes com dados do período basal e da Semana 16.
b
Spondyloarthritis Research Consortium of Canada.
c
Baseado no teste de Mann-Whitney.

16
Melhora na função física
A função física foi avaliada através do BASFI (Bath Ankylosing Spondylitis Functional Index) no início do estudo e na
Semana 16. Pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg relataram melhoras estatisticamente significativas na função
física em comparação ao placebo. Na população SOI, melhora na BASFI na Semana 16 também foi observada no grupo
SIMPONI® 50 mg, em comparação ao grupo placebo (Tabela 11). Melhoras similares de BASFI foram observadas até
a Semana 52, entre os pacientes que permaneceram no estudo e foram tratados com SIMPONI® 50 mg nas populações
TT e SOI.

Tabela 11: Estudo de espondiloartrite axial não radiográfica: Análise de melhora em BASFI;
pacientes randomizados e tratados
Placebo SIMPONI® 50 mg
TT (N=97)a (N=93)a valor p
BASFI (0-10 cm): mudança a partir do basal
Basal (mediana) 5,0 5,2
Semana 16 (mediana) -0,4 -2,6
Semana16 média  EP) -0,9  0,2 -2,6  0,2 p<0,0001
Placebo SIMPONI® 50 mg
SOI (N=78)a (N=76)a valor p
BASFI (0-10 cm): mudança a partir do basal
Basal (mediana) 5,1 5,2
Semana 16 (mediana) -0,4 -2,9
Semana16 média  EP) -0,9  0,2 -2,8  0,3 p<0,0001
a
N reflete a quantidade de pacientes com dados do período basal e da Semana 16.
EP = Erro Padrão.
Média de 10 questões BASFI (Bath Ankylosing Spondylitis Functional Index). Uma pontuação
decrescente/negativa é indicativa de melhora no BASFI.

Melhora na saúde relacionada à qualidade de vida


A qualidade de vida relacionada à saúde foi medida pelo SF-36 (Short Form Health Survey 36) Sumário de Componentes
Físico e Mental, ASQoL (Ankylosing Spondylitis Quality of Life questionnaire), EQ-5D (EuroQoL 5 Dimensions
questionnaire) Index Score, EQ-5D Health State Score e WPAI (Work Productivity and Impairment surveys) no início
do estudo e na Semana 16 (Tabela 12) e na Semana 52.

Os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg apresentaram melhora média estatisticamente significativa a partir do
basal na pontuação do sumário do componente físico SF-36 (PCS) em comparação ao placebo na Semana 16 (Tabela
12). A melhoria observada na Semana 16 entre os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg continuou nos pacientes
que permaneceram no estudo na Semana 52.

Na pontuação SF-36 do sumário do componente mental (MCS), os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg
apresentaram melhora média estatisticamente significativa a partir do basal em comparação ao placebo na Semana 16
(Tabela 12). A melhoria observada na Semana 16 entre os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg continuou nos
pacientes que permaneceram no estudo na Semana 52.

17
Em ASQoL, os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg apresentaram melhora média estatisticamente significativa a
partir do basal em comparação ao placebo na Semana 16 (Tabela 12). A melhoria observada na Semana 16 entre os
pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg continuou nos pacientes que permaneceram no estudo e na Semana 52.

Na pontuação índice EQ-5D, os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg apresentaram melhora média
significativamente maior a partir do basal em comparação ao placebo na Semana 16. A melhoria observada na Semana
16 entre os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg continuou nos pacientes que permaneceram no estudo na Semana
52.

Na pontuação EQ-5D Health State Score, os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg apresentaram melhora média
estatisticamente significativa a partir do basal em comparação ao placebo na Semana 16 (Tabela 12). A melhoria
observada na Semana 16 entre os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg continuou nos pacientes que permaneceram
no estudo na Semana 52.

Melhoras médias estatisticamente significativas também foram observadas na população SOI para todas as medidas de
qualidade de vida relacionada à saúde acima (Tabela 12). As melhorias observadas na Semana 16 entre os pacientes
tratados com SIMPONI® 50 mg na população SOI continuaram nos pacientes que permaneceram no estudo na Semana
52.

Produtividade no trabalho e na rotina do lar foi avaliada no início e na Semana 16, como relatado por pesquisas WPAI
de medição de Percentual de Tempo de Trabalho Perdico devido à Saúde, Percentual de Incapacidade durante o Trabalho
devido à Saúde, Percentual Total de Incapacidade devido à Saúde e Percentual de Incapacidade da Atividade devido à
Saúde. Pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg relataram pioras significativamente maiores na incapacidade total de
trabalho e na incapacidade de atividade em comparação ao placebo. Na população SOI, pioras estatisticamente
significativas também foram observadas na incapacidade durante o trabalho, incapacidade de trabalho total e na
incapacidade de atividade (Tabela 12). As pioras observadas na Semana 16 entre os pacientes tratados com SIMPONI®
50 mg nas populações TT e SOI continuaram nos pacientes que permaneceram no estudo na Semana 52.

Tabela 12: Estudo de espondiloartrite axial não radiográfica: Análise da qualidade de vida
relacionada à saúde: pacientes randomizados e tratados

18
TT Placebo SIMPONI® 50 mg valor p
SF-36 PCS
Na 96 91
Basal
Média  DP 35,0 ± 8,7 32,9 ± 8,1
Mediana 35,6 33,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 3,7 ± 0,8 10,3 ± 0,8 p<0,0001
Mediana 2,5 9,7
SF-36 MCS
Na 96 91
Basal
Média  DP 41,6 ± 11,1 41,1 ± 11,9
Mediana 41,4 41,7
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 1,6 ± 1,1 5,9 ± 1,1 p=0,0034
Mediana 2,0 4,9
ASQoL
Na 100 94
Basal
Média  DP 10,2 ± 4,6 11,1 ± 4,5
Mediana 11,0 12,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b -1,8 ± 0,5 -5,2 ± 0,5 p<0,0001
Mediana -1,0 -4,0
Pontuação Índice EQ-5D
Na 100 94
Basal
Média  DP 0,4 ± 0,3 0,4 ± 0,3
Mediana 0,5 0,6
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 0,1 ± 0,0 0,3 ± 0,0 p<0,0001
Mediana 0,1 0,2
Pontuação EQ-5D Health State Score VAS (cm)
Na 100 94
Basal
Média  DP 5,1 ± 2,1 4,5 ± 2,2
Mediana 5,0 4,5
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 0,6 ± 0,2 2,1 ± 0,2 p<0,0001
Mediana 0,0 2,0
WPAI: Percentual de Trabalho Perdido devido à Saúde
Na 58 58
Basal
Média  DP 13,4 ± 25,8 11,3 ± 24,0
Mediana 0 0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b 0,9 ± 27,9 -5,8 ± 16,3 NS
Mediana 0 0
WPAI: Percentual de Incapacidade durante o Trabalho devido à Saúde
Na 58 63
Basal
Média  DP 49,3 ± 26,4 43,7 ± 29,0
Mediana 50,0 40,0

19
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b -14,0 ± 28,7 -22,4 ± 25,8 NSE
Median -10,0 -20,0
WPAI: Percentual Total de Incapacidade de Trabalho devido à Saúde
Na 57 57
Basal
Média  DP 53,2 ± 27,1 43,0 ± 29,9
Mediana 53,9 40,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b -11,7 ± 28,2 -21,1 ± 24,7 p=0,0391 c
Mediana -8,0 -20,0
WPAI: Percentual de Compromentimento da Atividade devido à Saúde
Na 100 93
Basal
Média  DP 54,4 ± 24,7 55,1 ± 25,7
Mediana 60,0 60,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b -8,6 ± 27,6 -24,9 ± 29,5 p<0,0001 c
Mediana -10,0 -20,0

SOI Placebo SIMPONI® 50 mg valor p


SF-36 PCS
Na 78 74
Basal
Média  DP 35,1 ± 8,9 33,0 ± 8,3
Mediana 35,1 33,1
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 3,7 ± 0,9 10,4 ± 0,9 p<0,0001
Mediana 2,5 9,7
SF-36 MCS
Na 78 74
Basal
Média  DP 42,2 ± 11,0 40,9 ± 11,4
Mediana 42,1 41,1
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 1,0 ± 1,2 5,6 ± 1,3 p=0,0065
Mediana 0,7 4,9
ASQoL
Na 80 77
Basal
Média  DP 10,2 ± 4,8 10,9 ± 4,4
Mediana 11,0 12,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b -1,8 ± 0,5 -5,1 ± 0,5 p<0,0001
Mediana -1,0 -5,0
Pontuação Índice EQ-5D
Na 80 77
Basal
Média  DP 0,4 ± 0,3 0,4 ± 0,3
Mediana 0,5 0,6
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 0,1 ± 0,0 0,3 ± 0,0 p=0,0004
Mediana 0,1 0,2
Pontuação EQ-5D Health State Score VAS (cm)

20
Na 80 77
Basal
Média  DP 5,2 ± 2,1 4,6 ± 2,2
Mediana 5,0 4,7
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 0,5 ± 0,3 2,0 ± 0,3 p<0,0001
Mediana 0,0 2,0
WPAI: Percentual de Tempo de Trabalho Perdido devido à Saúde
Na 46 47
Basal
Média  DP 15,5 ± 28,2 12,8 ± 26,1
Mediana 0 0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b 2,1 ± 30,9 -6,0 ± 17,6 NSE
Mediana 0 0
WPAI: Percentual de Incapacidade durante o Trabalho devido à Saúde
Na 46 51
Basal
Média  DP 50,4 ± 26,8 45,9 ± 28,4
Mediana 50,0 50,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b -11,7 ± 29,8 -23,3 ± 26,5 p=0,0194 c
Mediana -10,0 -20,0
WPAI: Percentual Total de Incapacidade do Trabalho devido à Saúde
Na 45 46
Basal
Média  DP 54,6 ± 27,6 45,5 ± 29,3
Mediana 58,3 45,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b -8,4 ± 28,5 -21,2 ± 24,7 p=0,0090 c
Mediana -4,8 -20,0
WPAI: Percentual de Incapacidade da Atividade devido à Saúde
Na 80 76
Basal
Média  DP 52,9 ± 24,6 57,5 ± 24,3
Mediana 55,0 60,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b -6,8 ± 28,9 -25,5 ± 28,7 p<0,0001 c
Mediana -10,0 -20,0

21
a
N reflete a quantidade de pacientes como dados do período basal e da Semana 16.
b
Derivado a partir de modelo estatistico.
c
Baseado no teste de Mann-Whitney.
DP = Desvio Padrão
EP = Erro Padrão
NS = Não significativo

O valor médio para as pontuações dos componentes físicos (PCS) e pontuações dos componentes mentais
(MCS) do SF-36 é de 50 ± 10 cada para a população geral dos EUA. O intervalo é de 0 (pior) a 100 (melhor).
ASQoL: Ankylosing Spondylitis Quality of Life Questionnaire é um instrumento específico da doença usado
para medir a QoL (Qualidade de Vida) na população de paciente cm Espondilite Anquilosante. É composto
por 18 itens que requerem uma resposta sim ou não às questões relacionadas ao impacto da dor sobre o sono,
humor, motivação, capacidade de lidar, atividades da vida diária, independência, relacionamentos e vida
social. EQ-5D: questionário EuroQoL-5D Health questionnaire compreendendo 5 dimensões: mobilidade,
autocuidado, atividades usuais, dor/desconforto e ansiedade/depressão.
Índice EQ-5D: pontuação ponderada (5D + VAS):
WPAI: Índice de produtividade do trabalho e incapacidade: mede tempo perdido no trabalho, incapacidade do
trabalho e incapacidade das atividades regulares devido à saúde total e sintomas. O WPAI é avaliado em
relação à medidas de percepções gerais de saúde, papel físico, papel emocional, dor, gravidade dos sintomas,
medidas globais de trabalho e interferência com a atividade regular.

Colite ulcerativa: A segurança e a eficácia de SIMPONI® foram avaliadas em dois estudos clínicos multicêntricos,
randomizados, duplo-cegos, controlados com placebo em pacientes com  18 anos de idade.
O estudo de indução (PURSUIT 1) avaliou pacientes com colite ulcerativa moderada a gravemente ativa (escore Mayo
6 a 12; subescore de endoscopia  2) que haviam apresentado uma resposta inadequada a, ou falharam em tolerar,
terapias convencionais, ou eram dependentes de corticosteroides. O estudo foi uma combinação de estudo de Fase 2
(determinação de dose) e de Fase 3 (confirmação de dose). Na parte de determinação de dose do estudo, os pacientes
foram randomizados para um de 4 grupos de tratamento: 400 mg de SIMPONI® por via subcutânea na Semana 0 e 200
mg na Semana 2 (400/200 mg), 200 mg de SIMPONI® por via subcutânea na Semana 0 e 100 mg na Semana 2 (200/100
mg), 100 mg de SIMPONI® por via subcutânea na Semana 0 e 50 mg na Semana 2 (100/50 mg) ou placebo por via
subcutânea nas Semanas 0 e 2. Na parte de confirmação de dose do estudo, a eficácia foi avaliada em 761 pacientes que
foram randomizados para receber 400 mg de SIMPONI® por via subcutânea na Semana 0 e 200 mg na Semana 2, 200
mg de SIMPONI® via subcutânea na Semana 0 e 100 mg na Semana 2, ou placebo via subcutânea nas Semanas 0 e 2.
A administração de doses estáveis concomitantes de aminossalicilatos orais, corticosteroides e/ou agentes
imunomoduladores foi permitida. O desfecho primário foi a resposta clínica na Semana 6. Os principais desfechos
secundários foram remissão clínica, cicatrização da mucosa e a melhora no escore IBDQ, todos na Semana 6.

Os resultados do estudo de manutenção (PURSUIT 2-Maintenance) foram baseados na avaliação de 456 pacientes que
alcançaram resposta clínica a partir da indução prévia com SIMPONI®. Os pacientes foram randomizados para receber
50 mg de SIMPONI®, 100 mg de SIMPONI® ou placebo, administrados por via subcutânea a cada 4 semanas. A
administração de doses estáveis concomitantes de aminossalicilatos orais e/ou agentes imunomoduladores foi permitida.

22
Os corticosteroides deveriam ter suas doses diminuídas no início do estudo de manutenção. Neste estudo, foi avaliada a
eficácia de SIMPONI® até a Semana 54. Pacientes que completaram o estudo de manutenção até à Semana 54
continuaram o tratamento de extensão do estudo, para avaliação da eficácia até à Semana 216.

Em ambos os estudos, resposta clínica e remissão clínica foram definidas com base no escore Mayo, que consiste de
quatro subescores: frequência de evacuações, sangramento retal, achados de endoscopia e avaliação global pelo médico.
Cada subescore é classificado em uma escala de 0 a 3, indicando atividade normal (0) a grave (3). O escore Mayo é a
soma dos 4 subescores. Resposta clínica foi definida como uma diminuição de  30% e  3 pontos no escore Mayo a
partir da Semana 0 de indução, acompanhada por uma diminuição no subescore de sangramento retal de  1 ou um
subescore de sangramento retal de 0 ou 1. Remissão clínica foi definida como um escore Mayo  2 pontos, com nenhum
subescore individual > 1. Cicatrização da mucosa foi definida como um escore de endoscopia (do escore Mayo) de 0 ou
1.

A qualidade de vida relacionada à saúde foi avaliada usando-se o IBDQ, o SF-36 e o EQ-5D. O IBDQ é um questionário
especificamente desenhado para pacientes com doença inflamatória intestinal. O SF-36 é um questionário de estado de
saúde geral que tem sido amplamente utilizado em várias doenças e condições para avaliar o bem-estar físico e mental
dos pacientes. O EQ-5D é um instrumento padronizado não específico de doença para descrever e avaliar a qualidade
de vida relacionada à saúde.
A avaliação da eficácia na extensão do estudo baseou-se em mudanças no uso de corticosteroides, na Avaliação Global
do Médico (PGA) da atividade da doença e na melhora da qualidade de vida, conforme medido pelo “Inflammatory
Bowel Disease Questionnaire” - (IBDQ).

Tabela 13: Principais resultados de eficácia de PURSUIT-Induction e PURSUIT-Maintenance

PURSUIT-Induction
SIMPONI®
Placebo 200/100 mg
N = 251 N = 253
Porcentagem de pacientes
Pacientes em resposta clínica na 30% 51%**
semana 6a
Pacientes em remissão clínica na 6% 18%**
semana 6b
Pacientes com cicatrização da 29% 42%*
mucosa na semana 6c
PURSUIT-Maintenance
SIMPONI® SIMPONI®
Placebo d 50 mg 100 mg
N = 154 N = 151 N = 151
Porcentagem de pacientes
Manutenção da resposta
(Pacientes em resposta clínica 31% 47%* 50%**
durante a semana 54)e

23
Remissão sustentada (Pacientes em
remissão clínica na semana 30 e 16% 23%g 28%*
semana 54)f
N = número de pacientes
** p ≤ 0,001
* p ≤ 0,01
a
definido como uma diminuição do basal no escore Mayo em ≥ 30% e ≥ 3 pontos, acompanhada por
u m a diminuição no subescore de sangramento retal de ≥ 1 ou subescore de sangramento retal de 0
ou 1.
b
Definido como escore de Mayo ≤ 2 pontos, sem subescore individual > 1
c
Definido como 0 ou 1 no subescore de endoscopia do escore de Mayo.
d
Somente indução com SIMPONI®.
e
Os pacientes foram avaliados para a atividade de doença em UC por escore de Mayo parcial a cada 4 semanas (a
perda de resposta foi confirmada por endoscopia). Portanto, um paciente que manteve a resposta estava em um
estado de resposta clínica contínua em cada avaliação até a semana 54.
f
O paciente tinha de estar em remissão tanto nas semanas 30 quanto 54 (sem demonstrar
perda de resposta em qualquer momento até a semana 54) para alcançar uma remissão
durável.
g
Em pacientes com peso inferior a 80 kg, uma maior proporção de pacientes que receberam terapia de manutenção
de 50 mg apresentaram remissão clínica sustentada em comparação com aqueles que receberam placebo.

Mais pacientes tratados com SIMPONI® demonstraram cicatrização sustentada da mucosa (pacientes com cicatrização
mucosa tanto na semana 30 quanto na semana 54) no grupo de 50 mg (42%, p <0,05) e no grupo de 100 mg (42%, p
<0,005) em comparação com pacientes no grupo placebo (27%).
Entre os 54% dos pacientes (247/456) que receberam corticosteroides concomitantes no início da PURSUIT-
Maintenance, a proporção de pacientes que mantiveram a resposta clínica até a semana 54 e não estavam recebendo
corticosteroides concomitantes na semana 54 foi maior no grupo de 50 mg (38%, 30/78) e no grupo de 100 mg (30%,
25/82) em comparação com o grupo placebo (21%, 18/87). A proporção de pacientes que eliminaram os corticosteroides
na semana 54 foi maior no grupo de 50 mg (41%, 32/78) e 100 mg (33%, 27/82) em comparação com o grupo placebo
(22%, 19/87). Entre os pacientes que entraram na extensão do estudo, a proporção de indivíduos que permaneceram
livres de corticosteroides foi geralmente mantida até a semana 216.
Os pacientes que não obtiveram resposta clínica na semana 6 nos estudos PURSUIT-Induction receberam dose de
SIMPONI® 100 mg a cada 4 semanas no estudo PURSUIT-Maintenance. Na semana 14, 28% desses pacientes
obtiveram resposta definida pelo escore parcial de Mayo (diminuído em ≥ 3 pontos em comparação com o início da
indução). Na Semana 54, os desfechos clínicos observados nesses pacientes foram semelhantes aos desfechos clínicos
relatados para os pacientes que obtiveram resposta clínica na Semana 6.
Na semana 6, SIMPONI® melhorou significativamente a qualidade de vida, conforme medido pela alteração do basal
em uma medida específica da doença, IBDQ (questionário inflamatório da doença intestinal). Entre os pacientes que
receberam o tratamento de manutenção de SIMPONI®, a melhoria da qualidade de vida medida pelo IBDQ foi mantida
até a semana 54.
Aproximadamente 63% dos pacientes que receberam SIMPONI® no início da extensão do estudo (semana 56)
permaneceram em tratamento até o final do estudo (última administração de golimumabe na semana 212).

Desfechos clínicos durante o tratamento de indução

24
Os resultados desta seção são baseados nos pacientes randomizados durante a parte de confirmação de dose do PURSUIT
1.
Uma porcentagem significativamente maior de pacientes no grupo de SIMPONI® alcançou resposta clínica, remissão
clínica e cicatrização da mucosa quando comparado com o placebo na Semana 6. Além disso, os pacientes no grupo de
SIMPONI® demonstraram uma melhora significativamente maior no escore IBDQ quando comparados com o placebo.

Resposta clínica
No estudo PURSUIT 1, a proporção de pacientes que alcançaram resposta clínica até a Semana 6 foi significativamente
maior no grupo de 200/100 mg de SIMPONI®, 51,0%, comparado com o grupo placebo, 30,0%; p <0,0001 (Figura 2;
Tabela 13).

Figura 2: Porcentagem de pacientes com colite ulcerativa que alcançaram resposta clínica na Semana 6; pacientes
randomizados.

Remissão clínica
No PURSUIT 1, uma proporção significativamente maior de pacientes no grupo de 200/100 mg de SIMPONI® estava
em remissão clínica na Semana 6, 17,8%, comparado com o grupo placebo, 6,4%; p <0,0001 (Figura 3; Tabela 13).

25
Figura 3: Porcentagem de pacientes com colite ulcerativa em remissão clínica na Semana 6; pacientes
randomizados.

Cicatrização da mucosa
No PURSUIT 1, uma proporção significativamente maior de pacientes no grupo de 200/100 mg de SIMPONI® alcançou
cicatrização da mucosa na Semana 6, 42,3%, comparado com o grupo placebo, 28,7%; p = 0,0014 (Tabela 14).

Tabela 14 PURSUIT 1: Proporção de pacientes que alcançaram resposta clínica, remissão


clínica e cicatrização da mucosa durante a indução
SIMPONI®
Placebo 200/100 mg Valor de p
N = 251
N = 253
Pacientes em resposta clínicaa,d na 30,3% 51,0% <0,0001
Semana 6
Pacientes em remissão clínicab,d na 6,4% 17,8% <0,0001
Semana 6
Pacientes com cicatrização da 28,7% 42,3% 0,0014
mucosac,d na Semana 6
a
Definida como uma diminuição em relação ao basal no escore Mayo de  30% e  3 pontos,
acompanhada por uma diminuição no subescore de sangramento retal de  1 ou um subescore de
sangramento retal de 0 ou 1.
b
Definida como um escore Mayo  2 pontos, com nenhum subescore individual > 1.
c
Definida como 0 ou 1 no subescore de endoscopia do escore Mayo.
d
Os pacientes que tiveram uma alteração proibida em medicações concomitantes para colite ulcerativa,
uma ostomia ou colectomia, ou que descontinuaram o agente em estudo devido a uma falta de efeito
terapêutico, são considerados como não estando em resposta clínica, remissão clínica ou cicatrização
da mucosa do momento do evento em diante.

26
Escore Mayo parcial
No PURSUIT 1, uma maior redução no escore Mayo parcial foi evidente já na Semana 2 no grupo de 200/100 mg de
SIMPONI® comparado com o grupo placebo, e esta redução foi mantida até a Semana 6.

Figura 4: Escore Mayo parcial mediano até a Semana 6; pacientes randomizados.

Medidas de qualidade de vida relacionada à saúde


No estudo PURSUIT 1, a melhora média no escore IBDQ na Semana 6 foi significativamente maior no grupo de
200/100 mg de SIMPONI®, 27,0 ± 33,72, comparado com o grupo placebo, 14,8 ± 31,25; p <0,0001 (Tabela 15).
Melhoras similares também foram observadas em todos os 4 escores dimensionais (ou seja, intestinais, emocionais,
sistêmicos e sociais) do IBDQ (p ≤ 0,0005 para todas as comparações entre o grupo de 200/100 mg de SIMPONI® e o
grupo placebo).

Tabela 15 PURSUIT 1: Melhora no Escore IBDQ


SIMPONI®
Placebo
200/100 mg Valor de p
N = 250
N = 252
Alteração em relação ao basal no
escore IBDQa,b na Semana 6 (média ± 14,8 ± 31,25 27,0 ± 33,72 < 0,0001
DP)

27
a
Questionário de doença inflamatória intestinal específico da doença.
b
Os pacientes que tiveram uma alteração proibida em medicações concomitantes para colite ulcerativa,
uma ostomia ou colectomia, ou que descontinuaram o agente em estudo devido a uma falta de efeito
terapêutico antes da visita na Semana 6 tiveram seus valores basais replicados até a Semana 6.

Na Semana 6 do PURSUIT 1, uma proporção significativamente maior de pacientes no grupo de 200/100 mg apresentou:
uma melhora maior do que 20 pontos em relação ao basal no IBDQ comparado com o grupo placebo na Semana 6
(50,6% vs. 35,5%, p = 0,0006) e uma melhora na dimensão de dor/desconforto do EQ-5D comparado com o grupo
placebo (30,0% vs. 15,1%, p < 0,0001). Além disso, o aumento médio no escore resumido do componente físico do SF-
36 e no escore resumido do componente mental do SF-36 foi significativamente maior no grupo de 200/100 mg de
SIMPONI® comparado com o grupo placebo (4,51 vs. 2,51, p = 0,0009 e 4,57 vs. 1,60, p = 0,0017, respectivamente).

Desfechos clínicos durante o tratamento de manutenção


Os resultados descritos nesta seção são baseados nos pacientes que alcançaram resposta clínica com SIMPONI® a partir
da indução prévia com golimumabe (n = 456).
A proporção de pacientes que mantiveram resposta clínica até a Semana 54 foi significativamente maior no grupo de
100 mg de SIMPONI® comparado com o grupo placebo. Adicionalmente, a proporção de pacientes em resposta clínica
que alcançaram remissão clínica e cicatrização da mucosa tanto na Semana 30 quanto na Semana 54 foi
significativamente maior no grupo de 100 mg de SIMPONI® comparado com o grupo placebo.

Manutenção de resposta clínica até a Semana 54


Os pacientes foram avaliados para atividade da doença colite ulcerativa pelo escore Mayo parcial a cada 4 semanas
(perda de resposta foi confirmada por endoscopia). Dessa forma, um paciente que manteve resposta estava em um estado
de resposta clínica contínua em cada avaliação até a Semana 54. No estudo PURSUIT 2, a proporção de pacientes que
mantiveram resposta clínica até a Semana 54 foi significativamente maior no grupo de 100 mg de SIMPONI®, 49,7%,
comparado com o grupo placebo, 31,2%; p < 0,001 (Figura 5; Tabela 16).

Figura 5: Porcentagem de pacientes com colite ulcerativa que mantiveram resposta clínica até a Semana 54;
pacientes randomizados.

28
Tabela 16 PURSUIT 2: Resposta Clínica durante o Tratamento de Manutenção
Placebo SIMPONI® 100 mg
Valor de p
N = 154 N = 151
Pacientes em resposta clínicaa,b
31,2% 49,7% < 0,001
até a Semana 54
a
Definida como uma diminuição no escore Mayo a partir da Semana 0 de indução de  30% e
 3 pontos, acompanhada por uma diminuição no subescore de sangramento retal de  1 ou
um subescore de sangramento retal de 0 ou 1.
b
Os pacientes que tiveram uma alteração proibida em medicações concomitantes para colite
ulcerativa, uma ostomia ou colectomia, um ajuste de dose ou que descontinuaram o agente em
estudo devido a uma falta de efeito terapêutico são considerados como não estando em
resposta clínica do momento do evento em diante.

Remissão clínica
Um paciente deveria estar em remissão tanto na Semana 30 quanto na Semana 54 (sem demonstrar uma perda de resposta
em qualquer momento até a Semana 54) para alcançar remissão duradoura. No PURSUIT 2, a proporção de pacientes
em remissão clínica tanto na Semana 30 quanto na Semana 54 foi significativamente maior no grupo de 100 mg de
SIMPONI®, 27,8%, comparado com o grupo placebo, 15,6%, p = 0,004 (Figura 6; Tabela 17).

Figura 6: Porcentagem de pacientes com colite ulcerativa em remissão clínica tanto na Semana 30 quanto na
Semana 54; pacientes randomizados.

29
Tabela 17 PURSUIT 2: Remissão Clínica durante o Tratamento de Manutenção
Placebo SIMPONI® 100 mg
Valor de p
N = 154 N = 151
Pacientes em remissão clínicaa,b tanto
15,6% 27,8% = 0,004
na Semana 30 quanto na Semana 54
a
Definida como um escore Mayo  2 pontos, com nenhum subescore individual > 1.
b
Os pacientes que tiveram uma alteração proibida em medicações concomitantes para colite
ulcerativa, uma ostomia ou colectomia, um ajuste de dose ou que descontinuaram o agente em estudo
devido a uma falta de efeito terapêutico, são considerados como não estando em remissão clínica do
momento do evento em diante.

No PURSUIT 2, a proporção de pacientes em remissão clínica na Semana 54 foi maior no grupo de 100 mg de
SIMPONI® (33,8%) comparado com o grupo placebo, (22,1%).

- Cicatrização da mucosa
No estudo PURSUIT 2, a proporção de pacientes com cicatrização da mucosa tanto na Semana 30 quanto na Semana 54
foi maior no grupo de 100 mg de SIMPONI®, 42,4%, comparado com o grupo placebo, 26,6%; p = 0,002 (Tabela 18).

Tabela 18 PURSUIT 2: Cicatrização da Mucosa durante o Tratamento de Manutenção


Placebo SIMPONI® 100 mg
Valor de p
(N = 154) (N = 151)
Pacientes com cicatrização da
mucosaa,b tanto na Semana 30 quanto 26,6% 42,4% 0,002
na Semana 54

30
Tabela 18 PURSUIT 2: Cicatrização da Mucosa durante o Tratamento de Manutenção
Placebo SIMPONI® 100 mg
Valor de p
(N = 154) (N = 151)
a
Definida como 0 ou 1 no subescore de endoscopia do escore Mayo.
b
Os pacientes que tiveram uma alteração proibida em medicações concomitantes para colite
ulcerativa, uma ostomia ou colectomia, um ajuste de dose ou que descontinuaram o agente em
estudo devido a uma falta de efeito terapêutico são considerados como não apresentando
cicatrização da mucosa do momento do evento em diante.

Entre os pacientes que entraram no estudo PURSUIT 2 com cicatrização da mucosa, a proporção de pacientes que
mantiveram cicatrização da mucosa tanto na Semana 30 quanto na Semana 54 foi maior no grupo de 100 mg de
SIMPONI® (44,6%) comparado com o grupo placebo (31,1%).
No PURSUIT 2, a proporção de pacientes com cicatrização da mucosa na Semana 54 foi maior no grupo de 100 mg de
SIMPONI® (46,4%) comparado com o grupo placebo (28,6%).

- Manutenção de remissão clínica


Entre os pacientes que entraram para o estudo PURSUIT 2 em remissão clínica (35%, 160/456), a proporção de pacientes
que mantiveram remissão clínica até a Semana 54 foi maior no grupo de 100 mg de SIMPONI® (38,9%, 21/54)
comparado com o grupo placebo (24,1%, 13/54; p = 0,098). Uma análise post-hoc demonstrou que o tempo até a perda
de remissão clínica foi maior no grupo de 100 mg de SIMPONI® comparado com o placebo (tempo mediano foi de 50
semanas comparado com 27 semanas, respectivamente).

Figura 7: Curva de Kaplan-Meier para o tempo até perda de remissão clínica; pacientes randomizados que
estavam em remissão clínica na Semana 0 do PURSUIT 2.

No estudo PURSUIT 2, a proporção de pacientes que mantiveram remissão clínica até a Semana 30 foi maior no grupo
de 100 mg de SIMPONI® (53,7%) comparado com o grupo placebo (33,3%).

31
- Eliminação de corticosteroides
No estudo PURSUIT 2, entre os pacientes que estavam recebendo corticosteroides concomitantes no basal (54%,
247/456), a proporção de pacientes em remissão clínica e não recebendo corticosteroides concomitantes na Semana 54
foi similar no grupo de 100 mg (23,2%, 19/82) comparado com o grupo placebo (18,4%, 16/87). Entretanto, análises
post-hoc mostraram que a proporção de pacientes que mantiveram resposta clínica até a Semana 54 e que não estavam
recebendo corticosteroides concomitantes na Semana 54 foi numericamente maior no grupo de 100 mg (30,5%, 25/82)
comparado com o grupo placebo (20,7%, 18/87). Além disso, a proporção de pacientes que haviam eliminado
corticosteroides na Semana 54 foi numericamente maior no grupo de 100 mg (32,9%, 27/82) comparado com o grupo
placebo (21,8%, 19/87).

- Escores Mayo parciais até a Semana 54


Os escores Mayo parciais medianos na Semana 0 (do estudo PURSUIT 2) foram mantidos no grupo de 100 mg de
SIMPONI® até a Semana 52 (com um pequeno aumento na Semana 54); o escore Mayo parcial mediano no grupo
placebo aumentou após a Semana 8 e continuou a aumentar ao longo do tempo até um valor na Semana 54 se
aproximando do valor antes da indução com golimumabe (Figura 8).

Figura 8: Escore Mayo parcial mediano até a Semana 54; pacientes randomizados.

- Subescores Mayo
A proporção de pacientes no estudo PURSUIT 2 que mantiveram melhora em cada subescore Mayo da Semana 0 até a
Semana 54 foi maior no grupo de 100 mg comparado com o grupo placebo (Tabela 19). Entre os pacientes que entraram

32
no estudo de extensão, a proporção de indivíduos com atividade da doença inativa ou leve como avaliado pelo médico
através do subescore de avaliação global da pontuação Mayo foi mantida na maior parte dos pacientes até a Semana 216.

Tabela 19 Proporção de pacientes com subescores Mayo indicando doença inativa ou leve
na Semana 0 de indução até a Semana 54 do estudo de manutenção; pacientes
randomizados no estudo PURSUIT 2.
Placebo SIMPONI® 100 mg
N = 154 N = 151
Frequência de Evacuações
Semana 0 de indução 11,7% 15,9%
Estudo de manutenção
Semana 0 85,1% 80,1%
Semana 30 46,1% 66,2%
Semana 54 40,3% 62,9%
Sangramento Retal
Semana 0 de indução 44,8% 37,7%
Estudo de manutenção
Semana 0 98,7% 100,0%
Semana 30 71,4% 78,1%
Semana 54 66,2% 74,8%
Avaliação Global pelo Médico
Semana 0 de indução 1,3% 1,3%
Estudo de manutenção
Semana 0 83,1% 83,4%
Semana 30 44,2% 65,6%
Semana 54 39,0% 57,6%
Achados de Endoscopia
Semana 0 de indução 0% 0%
Estudo de manutenção
Semana 0 70,1% 74,2%
Semana 30 38,3% 60,3%
Semana 54 34,4% 55,0%

- Qualidade de vida relacionada à saúde


Entre os pacientes com uma melhora maior do que 20 pontos no IBDQ no início do PURSUIT 2 a partir da Semana 0
de um estudo de indução, uma proporção maior de pacientes no grupo de 100 mg de SIMPONI® manteve melhora no
IBDQ até a Semana 54, 40,0%, comparado com o grupo placebo, 27,8%; p = 0,051.

Análises de eficácia por Categoria Peso Corporal


Os resultados de eficácia foram analisados em subpopulações de indivíduos com base em um corte de peso corporal de
80kg. Usando o peso corporal de 80 kg como ponto de corte, o desfecho primário e os principais desfechos secundários
selecionados do estudo C0524T18 foram analisados para avaliar a eficácia de 50 mg a cada 4 semanas em comparação
com a dose de manutenção de 100 mg a cada 4 semanas em indivíduos com menor e maior peso corporal. Estes desfechos
incluíram:
• Resposta clínica até a Semana 54
• Remissão clínica na Semana 30 e na Semana 54
• Cicatrização da mucosa na Semana 30 e na Semana 54

33
Para as análises “post-hoc” destes subgrupos pelo peso corporal, valores p nominais são apresentados sem ajuste para
multiplicidade. Deve notar-se que o estudo não foi desenhado para detectar diferenças de tratamento para estes
subgrupos. Portanto, a interpretação dos resultados é baseada na significância clínica em oposição a valores p nominais.

Na Tabela 20 são apresentados os resultados de eficácia para a dose de 50 mg a cada 4 semanas e as doses de manutenção
de 100 mg a cada 4 semanas em indivíduos com base em um peso corporal de corte de 80 kg. Indivíduos com um peso
corporal <80 kg demonstraram taxas semelhantes de resposta clínica, remissão clínica e cicatrização de mucosa entre os
grupos recebendo doses de 50 mg e 100 mg de golimumabe no estudo de manutenção C0524T18.

Entre os indivíduos com um peso corporal ≥ 80 kg, a eficácia da dose de 100 mg de golimumabe a cada 4 semanas
pareceu ser notavelmente maior do que a dose de 50 mg a cada 4 semanas para cada desfecho avaliado.

34
Tabela 20: Número de indivíduos que alcançaram o desfecho primário e os principais desfechos secundários selecionados por peso corporal (< 80 kg vs
≥ 80 kg) na Semana 0 no estudo de indução; análise populacional primária no estudo C0524T18
Peso corporal < 80 kg Peso corporal ≥ 80 kg
golimumabe golimumabe
Placebo Placebo
50 mg 100 mg 50 mg 100 mg
Análise primária da população do estudo
107 109 101 49 44 53
C0524T18
Indivíduos com resposta clínica na
32 (2,.9%) 54 (49,5%) 50 (49,5%) 17 (34,7%) 18 (4,.9%) 28 (52,8%)
semana 54a,b
p-valor 0,011 0,002 0,317 0,066
Indivíduos com resposta clínica em ambas
15 (14,0%) 29 (26,6%) 29 (28,7%) 9 (18,4%) 7 (15,9%) 15 (28,3%)
semanas 30 e 54a,b
p-valor 0,042 0,004 0,973 0,290
Indivíduos com cicatrização da mucosa
28 (26,2%) 48 (44,0%) 42 (41,6%) 14 (28,6%) 16 (36,4%) 25 (47,2%)
em ambas semanas 30 e 54a,b
p-valor 0,017 0,006 0,279 0,074
a
Para indivíduos que tiveram uma mudança proibida de acordo com o protocolo na medicação para Colite Ulcerativa, uma ostomia ou colectomia, um ajuste de dose, ou que deixaram o agente em estudo
devido à ausência de efeito terapêutico antes da visita da semana 54,considerou-se que os respectivos desfechos não foram atingidos.
b
Para indivíduos que não apresentaram todos os 4 subescores de Mayo na semana 30 ou na semana 54, considerou-se que não atingiram a resposta clínica ou remissão clínica; para os indivíduos que
apresentaram um subescore endoscópico ausente na semana 30 ou na semana 54, considerou-se que não obtiveram cicatrização da mucosa

35
Imunogenicidade
Após a administração subcutânea em pacientes com artrite reumatoide, artrite psoriásica ou espondilite
anquilosante, anticorpos contra SIMPONI®, quase todos neutralizantes in vitro, foram detectados em 5% dos
pacientes tratados com SIMPONI® até a Semana 52. Taxas similares foram mostradas entre indicações
reumatológicas. O tratamento concomitante com metotrexato resultou em uma proporção menor de pacientes com
anticorpos contra SIMPONI® do que nos pacientes recebendo SIMPONI® sem metotrexato (aproximadamente
3% versus 8%, respectivamente).
Após a administração subcutânea em pacientes com espondiloartrite axial não radiográfica, anticorpos contra
SIMPONI®, todos neutralizantes in vitro, foram detectados em 4% dos pacientes tratados com SIMPONI® até a
Semana 16. Após a administração subcutânea em pacientes com colite ulcerativa, anticorpos contra SIMPONI®
foram detectados em 2,7% dos pacientes tratados com SIMPONI® até a Semana 54. Sessenta e oito por cento
(68%) dos pacientes positivos para anticorpos apresentaram anticorpos neutralizantes in vitro. O tratamento
concomitante com imunomoduladores (azatioprina ou 6-mercaptopurina ou metotrexato) resultou em uma
proporção menor de pacientes com anticorpos contra SIMPONI® do que os pacientes recebendo SIMPONI® sem
imunomoduladores (1,3% versus 3,4%, respectivamente).
O pequeno número de pacientes positivos para anticorpos contra SIMPONI® limita a capacidade de se traçar
conclusões definitivas a respeito da relação entre anticorpos contra golimumabe e eficácia clínica ou medidas de
segurança.
Os dados refletem a porcentagem de pacientes cujos resultados de testes foram considerados positivos para
anticorpos contra SIMPONI® em um ensaio ELISA, e são altamente dependentes da sensibilidade e especificidade
do ensaio. Adicionalmente, a incidência observada de positividade para anticorpos em um ensaio pode ser
influenciada por vários fatores, incluindo manuseio da amostra, momento de coleta da amostra, medicações
concomitantes e doença subjacente. Por essas razões, a comparação da incidência de anticorpos contra SIMPONI®
com a incidência de anticorpos contra outros produtos pode ser enganosa.

Referências bibliográficas:
1. Kavanaugh A, McInnes A, Mease P, et al. Golimumab, a New Human Tumor Necrosis Factor _ Antibody,
Administered Every Four Weeks as a Subcutaneous Injection in Psoriatic Arthritis Twenty-Four–Week Efficacy
and Safety Results of a Randomized, Placebo-Controlled Study. Arthritis & Rheumatism, 60 (4):976–986 DOI
10.1002/art.24403.
2. Smolen JS, Kay J, Doyle MK, Landewé L, et al, for the GO-AFTER Study Investigators. Golimumab in patients
with active rheumatoid arthritis after treatment with tumour necrosis factor α inhibitors (GO-AFTER study): a
multicentre, randomised, double-blind, placebo-controlled, phase III trial. Lancet 2009; 374: 210–221.
3. Inman RD, Davis, [Link], van der Heijde D, Diekman L, et al. Efficacy and Safety of Golimumab in Patients
With Ankylosing Spondylitis Results of a Randomized, Double-Blind, Placebo-Controlled, Phase III [Link]
& Rheumatism, 2008; 58(11): 3402–3412 [DOI 10.1002/art.23969]
4. Emery P, Fleischmann RM, Moreland LW et al. Golimumab, a Human Anti–Tumor Necrosis Factor
Monoclonal Antibody, Injected Subcutaneously Every Four Weeks in Methotrexate-Naive Patients With Active
Rheumatoid Arthritis Twenty-Four–Week Results of a Phase III, Multicenter, Randomized, Double-Blind,

36
Placebo-Controlled Study of Golimumab Before Methotrexate as First-Line Therapy for Early-Onset Rheumatoid
Arthritis. Arthritis & Rheumatism. 2009; 60(8):2272–2283. [DOI 10.1002/art.24638]
5. Keystone EC, Genovese MC, Klareskog L, et al. Golimumab, a human antibody to tumour necrosis factor a
given by monthly subcutaneous injections, in active rheumatoid arthritis despite methotrexate therapy: the GO-
FORWARD Study. Ann Rheum Dis 2009; 68:789–796. [doi:10.1136/ard.2008.099010]
6. Keystone EC, Genovese MC, Klareskog L, et al Golimumab in patients with active rheumatoid arthritis despite
methotrexate therapy: 52-week results of the GO-FORWARD study.
7. William J. Sandborn, Brian G. Feagan, Colleen Marano, et al., for the PURSUIT-SC study group. Subcutaneous
Golimumab Induces Clinical Response and Remission in Patients With Moderate to Severe Ulcerative Colitis.
Gastroenterology, 2013; DOI:PII: S0016-5085(13)00846-9. 10.1053/[Link].2013.05.048.
8. William J. Sandborn, Brian G. Feagan, Colleen Marano, et al., for the PURSUIT-Maintenance study group.
Subcutaneous Golimumab Maintains Clinical Response in Patients with Moderate-To-Severe Ulcerative Colitis.
Gastroenterology, 2013; DOI:PII: S0016-5085(13)00886-X. 10.1053/[Link].2013.06.010.

Informamos que não foram realizados estudos comparativos entre golimumabe e outros anti-TNF, inviabilizando
assim comparações de eficácia e segurança entre eles.

3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
O golimumabe é um anticorpo monoclonal humano IgG1kappa produzido por uma linhagem celular de hibridoma
murino com tecnologia de DNA recombinante.

Mecanismo de ação
O golimumabe é um anticorpo monoclonal humano que forma complexos de alta afinidade e estabilidade com formas
bioativas solúveis e transmembranais do fator de necrose tumoral humano (TNF), que impede a ligação do TNF com
seus receptores. Nenhuma ligação a outros ligantes da superfamília TNF foi observada; em particular, o golimumabe
não se liga à linfotoxina humana nem a neutraliza. O TNF-alfa é sintetizado principalmente por monócitos ativados,
macrófagos e células T como uma proteína transmembrana que se autoassocia para formar um homotrímero bioativo e
é rapidamente liberado da superfície celular por proteólise. A ligação do TNF aos receptores p55 ou p75 de TNF leva
ao agrupamento dos domínios citoplasmáticos do receptor e inicia a sinalização. O TNF foi identificado como uma
citocina sentinela chave que é produzida em resposta a vários estímulos e, subsequentemente, promove a resposta
inflamatória através da ativação das vias de apoptose dependentes de caspases e dos fatores de transcrição fator nuclear
(NF)-kappaB e proteína ativadora-1 (AP-1). O TNF também modula a resposta imunológica através de seu papel na
organização de células imunológicas em centros germinativos.
Uma expressão elevada de TNF foi associada a doenças inflamatórias crônicas, como artrite reumatoide, e
espondiloartrites, como artrite psoriásica e espondilite anquilosante, e é um importante mediador da inflamação articular
e do dano estrutural, que são característicos dessas doenças.

Propriedades farmacodinâmicas
Pré-clínicas:

37
A ligação do golimumabe ao TNF humano neutralizou a expressão das moléculas de adesão de superfície celular
induzidas por TNF, em especial das células endoteliais humanas, tais como: E-selectina, molécula de adesão das células
vasculares (VCAM)-1 e molécula de adesão intracelular (ICAM)-1. A secreção de interleucina (IL)-6, IL-8 e fator
estimulador de colônias de granulócitos-macrófagos (GM-CSF) induzida pelo TNF a partir das células endoteliais
humanas também foi inibida pelo golimumabe. De forma semelhante outros anticorpos IgG1 humanos, o golimumabe
é capaz de se ligar a receptores Fc e ativar o complemento. Entretanto, nenhuma lise celular mediada pelo golimumabe
foi observada com monócitos humanos estimulados por lipopolissacarídeos (LPS) com a adição de células do
complemento ou efetoras. Além disso, não foi detectada nenhuma apoptose induzida pelo golimumabe em células
mononucleares do sangue humano periférico estimuladas por LPS. O efeito de golimumabe in vivo foi testado em um
modelo de artrite experimental de camundongo transgênico para TNF humano. O tratamento com golimumabe
produziu um retardo estatisticamente significativo no início de sintomas clínicos comparado aos camundongos não
tratados, assim como uma redução significativa na doença articular.

Clínicos:
- Biomarcadores na artrite reumatoide, artrite psoriásica, espondilite anquilosante e espondilite axial não
radiográfica:
Em estudos clínicos de Fase 3 com administração subcutânea, marcadores de inflamação e metabolismo ósseo e
cartilaginoso foram avaliados nos soros de pacientes com artrite reumatoide, artrite psoriásica e espondilite
anquilosante antes e após o início do tratamento com SIMPONI®. No estudo GO-AHEAD, apenas os níveis de
PCR foram avaliados. São relatados a seguir apenas aqueles marcadores onde foram observadas diferenças
significativas (valores de p< 0,05) no grupo de pacientes tratados com SIMPONI® combinado (50 mg e 100 mg
com ou sem metotrexato) comparado com pacientes tratados com placebo/placebo + metotrexato. A relação entre
os dados relatados dos biomarcadores e os mecanismos pelos quais golimumabe exerce seus efeitos clínicos não
foi estabelecida.

• Artrite reumatoide
Na primeira avaliação (Semana 4) após a primeira administração de SIMPONI®, SIMPONI® foi eficaz em
modular marcadores selecionados de inflamação e metabolismo ósseo em pacientes com artrite reumatoide ativa.
Em pacientes com artrite reumatoide (artrite reumatoide ativa apesar de terapia com metotrexato, pacientes
previamente tratados com outras terapias anti-TNF-alfa e pacientes sem tratamento prévio com metotrexato), o
tratamento com SIMPONI®/SIMPONI® + metotrexato resultou em reduções significativas nos níveis de
marcadores inflamatórios selecionados (tais como IL-6, TNF-alfa, MMP-3, ICAM-1 e VEGF) já na Semana 4
comparado ao grupo tratado com placebo/placebo + metotrexato, e essas alterações geralmente se mantiveram nas
Semanas 14/24. Nos grupos de tratamento com SIMPONI®/SIMPONI® + metotrexato, também foram observadas
melhoras nos níveis de PCR (proteína-C reativa) em relação aos grupos de tratamento com placebo/placebo +
metotrexato. O tratamento com SIMPONI®/SIMPONI® + metorexato também resultou em diminuições
significativas nos níveis de Fator Reumatoide (FR) nas Semanas 14/24 comparado com o tratamento com
placebo/placebo + metotrexato. Em pacientes com artrite reumatoide ativa apesar de terapia com metotrexato, o

38
tratamento com SIMPONI® + metotrexato resultou em alterações significativas nos níveis de marcadores
selecionados de metabolismo ósseo (aumento nos níveis de osteocalcina e PINP e diminuições nos níveis de DPD)
na Semana 4 em comparação com placebo + metotrexato. Essas alterações em biomarcadores são consistentes com
uma melhora nos processos da doença, com redução da inflamação, aumento do crescimento ósseo e diminuição
da reabsorção óssea.

• Artrite psoriásica, espondilite anquilosante e espondiloartrite axial não radiográfica


Nos estudos de Fase 3 de artrite psoriásica e espondilite anquilosante, na primeira avaliação (Semana 4) após a
primeira administração de SIMPONI®, ocorreram reduções significativas em marcadores selecionados de
inflamação [IL-6, MMP-3, ICAM-1, VEGF, IL-8 (artrite psoriásica), TNF-alfa (espondilite anquilosante)], e
alterações significativas em marcadores selecionados de metabolismo ósseo (aumentos em osteocalcina e PINP e
diminuições nos níveis de DPD) em comparação com o placebo. A redução nos níveis de IL-6, VEGF, IL-8 e
ICAM-1 se mantiveram na Semana 24 em pacientes tratados com SIMPONI® com artrite psoriásica e espondilite
anquilosante, e isso não ocorreu com o TNF-alfa. Nos estudos de artrite psoriásica, espondilite anquilosante e
espondiloartrite axial não radiográfica, nos grupos de tratamento com SIMPONI®, também foi observada melhora
nos níveis de PCR em relação ao grupo de tratamento com placebo. Essas alterações em biomarcadores são
consistentes com uma melhora nos processos de doença, com redução da inflamação, aumento do crescimento
ósseo e diminuição da reabsorção óssea.

Propriedades farmacocinéticas
Absorção:
Após a administração subcutânea de SIMPONI® em indivíduos sadios ou pacientes com artrite reumatoide, o tempo
para alcançar concentrações séricas máximas (Tmáx) variou de 2 a 6 dias. Uma injeção subcutânea de 50 mg de
SIMPONI® em indivíduos sadios produziu uma concentração sérica máxima média ± desvio padrão (Cmáx) de 3,1 ±
1,4 mcg/mL. Tanto a Cmáx quanto a área sob a curva da concentração-tempo (AUC) aumentou proporcionalmente com
doses na faixa de 50 a 400 mg após uma única administração subcutânea.
Após uma única injeção subcutânea de 100 mg em indivíduos sadios, a absorção de SIMPONI® foi similar no
antebraço, abdômen, e coxa, com uma biodisponibilidade média absoluta de 51%. Como SIMPONI® exibiu,
aproximadamente, uma farmacocinética proporcional à dose após administração subcutânea, espera-se que a
biodisponibilidade absoluta de uma dose de 50 mg ou 200 mg de SIMPONI® seja semelhante à da dose de 100 mg.
Após uma administração intravenosa única de 2 mg/kg de SIMPONI®, foi observada uma Cmáx média de 44,4 ± 11,3
mcg/mL em pacientes com artrite reumatoide.

Distribuição:
Após uma administração intravenosa única, o volume de distribuição médio foi estimado em 115 ± 19 mL/kg em
indivíduos sadios, e 151 ± 61 mL/kg em pacientes com artrite reumatoide. O volume de distribuição para SIMPONI®
indica que SIMPONI® é distribuído principalmente no sistema circulatório com distribuição extravascular limitada.

39
Metabolismo:
A exata via metabólica de SIMPONI® é desconhecida.

Eliminação:
Após uma única administração intravenosa, estima-se que a depuração sistêmica de SIMPONI® seja de 6,9 ± 2,0
mL/dia/kg em indivíduos sadios e 7,6 ± 2,0 mL/dia/kg em pacientes com artrite reumatoide.
A meia-vida terminal foi consistente entre as vias de administração subcutânea e intravenosa de SIMPONI®. A meia-
vida terminal foi estimada como sendo de 12 ± 3 dias em indivíduos sadios e foi observada uma meia-vida semelhante
em pacientes com artrite reumatoide, artrite psoriásica, espondilite anquilosante ou colite ulcerativa.
Após um tratamento de 6 meses com SIMPONI® pela via de administração subcutânea em pacientes com artrite
reumatoide, o uso concomitante de metotrexato reduziu a depuração aparente de SIMPONI® em 36%; entretanto, após
administração intravenosa, não foi observado efeito apreciável de metotrexato sobre a depuração de SIMPONI®. A
análise de farmacocinética da população indicou que o uso concomitante de medicamentos anti-inflamatórios não
esteroidais, corticosteroides orais ou sulfassalazina não influenciou a depuração aparente de SIMPONI® após
administração subcutânea.
A análise de farmacocinética da população mostrou que, após a administração subcutânea de SIMPONI®, os pacientes
com maiores níveis de proteína-C reativa tendiam a apresentar uma depuração aparente maior de SIMPONI®. Pacientes
com maiores níveis de proteína-C reativa eram mais propensos a terem menores concentrações séricas de vale de
SIMPONI® após a sua administração por via subcutânea. Por outro lado, o nível de proteína-C reativa não demonstrou
qualquer efeito sobre a depuração de SIMPONI® após administrações intravenosas de 2 mg/mL de SIMPONI® na
Semana 0, Semana 4 e a cada 8 semanas, consecutivamente.
Pacientes que desenvolveram anticorpos contra SIMPONI® após administração subcutânea ou intravenosa geralmente
apresentaram baixas concentrações séricas de SIMPONI® no estado de equilíbrio.

Linearidade de dose
Após administração intravenosa única em pacientes com artrite reumatoide, SIMPONI® exibiu farmacocinética
aproximadamente proporcional à dose ao longo de um intervalo de dose de 0,1 a 10,0 mg/kg. Após uma dose subcutânea
única em pacientes saudáveis, também foi observada farmacocinética proporcional à dose em um intervalo de dose de
50 mg a 400 mg.

Dose única versus doses múltiplas


Os perfis de concentrações séricas-tempo de SIMPONI® foram geralmente previsíveis após administrações únicas ou
múltiplas por via subcutâneas ou intravenosas.
Quando 50 mg de SIMPONI® foi administrado por via intravenosa em pacientes com artrite reumatoide, artrite
psoriásica ou espondilite anquilosante a cada 4 semanas, as concentrações séricas alcançaram o estado de equilíbrio na
Semana 12. Com o uso concomitante de metotrexato, o tratamento com 50 mg de SIMPONI® a cada 4 semanas resultou
em uma concentração sérica média no estado de equilíbrio de aproximadamente 0,4 ± 0,3 mcg/mL em pacientes virgens
de tratamento com artrite reumatoide ativa, aproximadamente 0,6 ± 0,4 mcg/mL em pacientes com artrite reumatoide
ativa apesar de terapia com metotrexato, aproximadamente 0,5 ± 0,5 mcg/mL em pacientes com artrite reumatoide ativa

40
previamente tratados com biológicos anti-TNF, aproximadamente 0,5 ± 0,4 mcg/mL em pacientes com artrite psoriásica
ativa e aproximadamente 0,8 ± 0,4 mcg/mL em pacientes com espondilite anquilosante. Pacientes com artrite
reumatoide, artrite psoriásica ou espondilite anquilosante que não receberam metotrexato concomitante apresentaram
concentrações séricas 30% menores de SIMPONI® do que aqueles que receberam SIMPONI® com metotrexato.
Quando 2 mg/kg de SIMPONI® foram administrados por via intravenosa em pacientes com artrite reumatoide na
Semana 0, Semana 4 e a cada 8 semanas consecutivamente, as concentrações séricas alcançaram o estado de equilíbrio
na Semana 12. Em pacientes usando metotrexato concomitante, o tratamento com 2 mg/kg de SIMPONI® por via
intravenosa a cada 8 semanas resultou em concentração sérica média no estado de equilíbrio de aproximadamente 0,4
± 0,4 mcg/mL em pacientes com artrite reumatoide ativa apesar de terapia com metotrexato.
A média do estado de equilíbrio das concentrações séricas de golimumabe em pacientes com espondiloartrite axial não
radiográfica foram semelhantes à observada em pacientes com espondilite anquilosante após a administração
subcutânea de 50 mg de golimumabe a cada 4 semanas.
Após doses de indução de 200 mg e 100 mg de SIMPONI® por via subcutânea na Semana 0 e Semana 2,
respectivamente, e doses de manutenção de 100 mg de SIMPONI® por via subcutânea a cada 4 semanas
consecutivamente em pacientes com colite ulcerativa, as concentrações séricas de golimumabe alcançaram o estado de
equilíbrio em aproximadamente 14 semanas após o início da terapia. O tratamento com 100 mg de SIMPONI® por via
subcutânea a cada 4 semanas durante a manutenção resultou em uma concentração sérica média no estado de equilíbrio
de aproximadamente 1,8 ± 1,1 mcg/mL. O uso concomitante de imunomoduladores não teve qualquer efeito aparente
sobre os níveis de golimumabe no estado de equilíbrio quando 100 mg de SIMPONI® foram administrados por via
subcutânea a cada 4 semanas em pacientes com colite ulcerativa.

Efeito do peso sobre a farmacocinética


As análises de farmacocinética da população mostraram que há uma tendência em relação a uma maior depuração
aparente de SIMPONI® com o aumento do peso. Como resultado, pacientes com peso maior tendem a apresentar
menores concentrações séricas no estado de equilíbrio de SIMPONI® após administração subcutânea de uma dose de
50 mg ou 100 mg; entretanto, entre as populações de artrite reumatoide, artrite psoriásica e espondilite anquilosante,
um benefício de tratamento com 50 mg de SIMPONI® foi observado para todos os subgrupos por quartis de peso sem
diferenças significativas na eficácia clínica entre esses subgrupos.
Após a administração intravenosa, pacientes com maior peso corporal tendiam a apresentar concentrações plasmáticas
maiores do que em pacientes com pesos corporais menores quando golimumabe foi administrado com base em mg/kg
(peso corporal). Entretanto, com base na análise de farmacocinética da população, não houve diferenças clinicamente
relevantes sobre a exposição de golimumabe após a administração por via intravenosa de 2 mg/kg de golimumabe em
pacientes ao longo de um intervalo de diferentes pesos corporais.

Populações especiais
Gênero
Não foram observadas diferenças farmacocinéticas relacionadas ao gênero com SIMPONI® após a correção para os
pesos corporais dos pacientes.

41
Idosos ( 65 anos)
Os parâmetros farmacocinéticos de SIMPONI® não foram influenciados pela idade em pacientes adultos. Pacientes
com idade ≥ 65 anos apresentaram depuração aparente de SIMPONI® semelhante à de pacientes com idade < 65 anos.

Etnia
Não foram observadas diferenças farmacocinéticas relacionadas à etnia entre pacientes caucasianos e asiáticos.

Insuficiência renal ou hepática


Não existem dados farmacocinéticos disponíveis em pacientes com função renal ou hepática comprometidas.

Doses mensais
Os 5 estudos de Fase 3 de administração por via subcutânea avaliaram a segurança e a eficácia de SIMPONI® no
esquema de dose a cada 4 semanas, entretanto, uma janela de 3 a 7 dias foi prospectivamente permitida. Os pacientes
deveriam receber um total de 13 doses ao longo de 1 ano quando SIMPONI® é administrado a cada 4 semanas ao invés
de 12 doses quando administradas mensalmente. Isso resulta em uma dose mensal calculada de 54 mg versus 50 mg,
respectivamente, e equivale a uma diferença aproximada de 8% na exposição de golimumabe.

4. CONTRAINDICAÇÕES
Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes com hipersensibilidade à substância ativa ou a
qualquer um dos excipientes.

5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
Infecções
Houve relatos de infecções bacterianas (incluindo septicemia e pneumonia), micobacterianas (tuberculose), fúngicas
invasivas e oportunistas, incluindo mortes, em pacientes recebendo agentes bloqueadores de TNF, incluindo
SIMPONI®. Os pacientes frequentemente apresentaram doença disseminada ao invés de doença localizada. Algumas
dessas infecções graves ocorreram em pacientes recebendo terapia imunossupressora concomitante que, além de sua
doença subjacente, podia predispô-los às infecções. No caso de pacientes que residiram em regiões em que infecções
fúngicas invasivas, como histoplasmose, coccidioidomicose ou blastomicose, são endêmicas (ou viajaram para essas
regiões), os benefícios e os riscos do tratamento com SIMPONI® devem ser cuidadosamente considerados antes de
iniciar ou continuar a terapia com SIMPONI®. Nos pacientes de risco tratados com SIMPONI® deve-se suspeitar de
infecção fúngica invasiva caso desenvolvam doença sistêmica grave. Os testes de antígeno e anticorpo podem ser
negativos em alguns pacientes com infecção ativa. Deve ser considerada terapia antifúngica empírica apropriada,
enquanto o diagnóstico minucioso é realizado. A decisão para a terapia antifúngica empírica deve ser feita, se possível,
em consulta com um médico com experiência em diagnóstico e tratamento de infecções fúngicas invasivas e devem ser
considerados tanto o risco de infecção fúngica severa, como os riscos da terapia antifúngica.

42
SIMPONI® não deve ser administrado a pacientes com infecção ativa e clinicamente importante. Recomenda-se
cautela ao considerar o uso de SIMPONI® em pacientes com uma infecção crônica ou histórico de infecção recorrente.
Os pacientes devem ser aconselhados a evitar a exposição a fatores de risco potenciais para infecção, quando apropriado.

- Tuberculose
Os pacientes devem ser avaliados quanto a fatores de risco para tuberculose (incluindo contato próximo com uma pessoa
com tuberculose ativa) e testados quanto à infecção de tuberculose latente antes do tratamento com SIMPONI®. O
tratamento das infecções de tuberculose latente deve ser iniciado antes da terapia com SIMPONI®.
O tratamento contra tuberculose deve ser considerado antes de iniciar a administração de SIMPONI® em pacientes
com histórico de tuberculose latente ou ativa, em que o tratamento adequado não pode ser confirmado.
Os testes para tuberculose latente podem gerar resultados falso-negativos, especialmente em pacientes
imunocomprometidos ou gravemente doentes. Antes de iniciar a administração de SIMPONI®, o tratamento para
tuberculose latente deve ser considerado em pacientes que têm fatores de risco significativos para tuberculose, apesar
do teste negativo para tuberculose latente. A decisão de iniciar o tratamento contra tuberculose nesses pacientes só deve
ser tomada após consulta com um médico com experiência no tratamento de tuberculose e levando em consideração
tanto o risco da infecção de tuberculose latente quanto da terapia contra tuberculose.
Nos pacientes recebendo SIMPONI®, a tuberculose foi frequentemente apresentada como uma doença disseminada ou
extrapulmonar. Ocorreram casos de tuberculose ativa em pacientes tratados com SIMPONI® durante e após o
tratamento para tuberculose latente.
Os pacientes recebendo SIMPONI® devem ser monitorados rigorosamente quanto aos sinais e sintomas de tuberculose
ativa, incluindo pacientes que apresentaram resultado de teste negativo para tuberculose latente, pacientes que estão em
tratamento para tuberculose latente, ou pacientes que foram previamente tratados para infecção de tuberculose.

Malignidades
Não é conhecido o papel potencial da terapia bloqueadora de TNF no desenvolvimento de malignidades. Deve-se tomar
cuidado ao considerar a terapia bloqueadora de TNF para pacientes com histórico de malignidade, ou quando se
considera a continuação do tratamento em pacientes que desenvolvem malignidade.

- Malignidade Pediátrica
Após a comercialização, foram descritos casos de malignidades, alguns deles fatais, entre crianças, adolescentes e
adultos jovens (até 22 anos de idade) que receberam agentes bloqueadores de TNF (início do tratamento com idade 
18 anos) para tratar artrite idiopática juvenil, doença de Crohn ou outras condições. Aproximadamente a metade dos
relatos foi de linfomas. Os outros casos representaram uma variedade de diferentes malignidades e incluíram aquelas
que geralmente não são observadas em crianças e adolescentes. A maioria desses pacientes estava recebendo
concomitantemente medicamentos imunossupressores, tais como metotrexato, azatioprina ou 6-mercaptopurina. O
papel dos bloqueadores do TNF no desenvolvimento de malignidades em crianças e adolescentes ainda não está claro.
- Linfoma

43
Nos períodos controlados de estudos clínicos de todos os agentes bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI®, mais
casos de linfoma foram observados entre os pacientes recebendo tratamento com anti-TNF em comparação aos
pacientes do grupo controle. Durante os estudos clínicos de Fase 2 e 3 de SIMPONI® em artrite reumatoide, artrite
psoriásica e espondilite anquilosante, a incidência de linfoma em pacientes tratados com SIMPONI® foi maior do
que a esperada na população em geral. Pacientes com artrite reumatoide e outras doenças inflamatórias crônicas,
especialmente aqueles com doença altamente ativa e/ou exposição crônica a terapias imunossupressoras, podem estar
sob risco maior (até várias vezes) do que a população em geral para o desenvolvimento de linfoma, mesmo na ausência
de terapia bloqueadora de TNF.
Foram relatados casos raros de linfoma hepatoesplênico de células T em pacientes tratados com outros agentes
bloqueadores de TNF. Este raro tipo de linfoma de células T possui uma evolução muito agressiva e é frequentemente
fatal. Quase todos esses casos ocorreram em pacientes com doença de Crohn ou colite ulcerativa. A maioria dos casos
ocorreu em adolescentes e jovens adultos do sexo masculino. Quase todos esses pacientes receberam tratamento com
azatioprina ou 6-mercaptopurina concomitante a um bloqueador de TNF no momento ou antes do diagnóstico. O risco
potencial com a combinação de azatioprina ou 6-mercaptopurina e SIMPONI® deve ser cuidadosamente considerado.
Um risco de desenvolvimento de linfoma hepatoesplênico de células T em pacientes tratados com bloqueadores de TNF
não pode ser excluído.

- Leucemia
Foram relatados casos de leucemia aguda e crônica com o uso de bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI®, no
tratamento da artrite reumatoide e outras indicações. Mesmo na ausência de tratamento com bloqueador de TNF, os
pacientes com artrite reumatoide podem estar sob risco maior (aproximadamente 2 vezes), em comparação com a
população em geral, para o desenvolvimento de leucemia.

- Malignidades com exceção do linfoma


Nos períodos controlados dos estudos clínicos de Fase 2 e Fase 3 de SIMPONI® em artrite reumatoide, artrite
psoriásica, espondilite anquilosante e colite ulcerativa, a incidência de malignidades não-linfoma (excluindo câncer de
pele não-melanoma) foi semelhante entre os grupos tratados com SIMPONI® e o grupo controle.
Em um estudo clínico exploratório que avaliou o uso de SIMPONI® em pacientes com asma persistente grave, houve
mais relatos de malignidades em pacientes tratados com SIMPONI® em comparação aos pacientes do grupo controle.
A significância desse achado é desconhecida.

- Displasia/carcinoma de cólon
Não se sabe se o tratamento com SIMPONI® influencia o risco de desenvolver displasia ou câncer de cólon. Todos os
pacientes com colite ulcerativa que apresentam risco aumentado para displasia ou carcinoma de cólon (por exemplo,
pacientes com colite ulcerativa de longa data ou colangite esclerosante primária), ou que apresentam um histórico de
displasia ou carcinoma de cólon devem ser avaliados para displasia em intervalos regulares antes da terapia e durante
todo o curso da doença. Esta avaliação deve incluir colonoscopia e biópsias de acordo com as recomendações locais.
Em pacientes com displasia recentemente diagnosticada tratados com SIMPONI®. Os riscos e os benefícios para cada
paciente devem ser cuidadosamente revistos e deve-se levar em consideração se a terapia deve ser continuada.

44
- Cânceres de pele
Foram relatados melanoma e carcinoma das células de Merkel em pacientes tratados com agentes bloqueadores de
TNF, incluindo SIMPONI® (vide “Reações adversas”).
Recomenda-se um exame periódico da pele para todos os pacientes, particularmente para aqueles com fatores de
risco para câncer de pele.

Reativação do vírus da hepatite B


Conforme observado com o uso de outros medicamentos imunossupressores, o uso de agentes bloqueadores de TNF,
incluindo SIMPONI®, foi associado à reativação do vírus da hepatite B (HBV) em pacientes portadores crônicos do
vírus (ou seja, positivos para antígeno de superfície). Os pacientes devem ser submetidos a teste para infecção pelo vírus
da hepatite B antes de iniciar o tratamento com imunossupressores, incluindo SIMPONI®. Para os pacientes com
resultado positivo para antígeno de superfície para hepatite B, recomenda-se uma consulta com um médico com
experiência no tratamento da hepatite B. Os portadores crônicos de hepatite B devem ser adequadamente avaliados e
monitorados antes e durante o tratamento com SIMPONI®, assim como por vários meses após a sua descontinuação.

Insuficiência cardíaca congestiva


Casos de agravamento da insuficiência cardíaca congestiva e de seu aparecimento foram relatados com o uso de
bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI®. Alguns casos tiveram desfechos fatais. SIMPONI® não foi estudado em
pacientes com insuficiência cardíaca congestiva e deve ser usado com cautela nesses pacientes. Caso se tome a decisão
de administrar SIMPONI® a pacientes com insuficiência cardíaca, eles devem ser monitorados rigorosamente durante
a terapia e SIMPONI® deve ser descontinuado se houver novos sintomas ou agravamento da insuficiência cardíaca.

Distúrbios desmielinizantes
O uso de agentes bloqueadores de TNF foi associado a casos de novo início ou exacerbação de sintomas clínicos e/ou
evidência radiográfica de distúrbios desmielinizantes do sistema nervoso central, incluindo esclerose múltipla e
distúrbios desmielinizantes periféricos, incluindo síndrome de Guillain-Barré. Os médicos devem ter cautela ao
considerar o uso de bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI®, em pacientes com distúrbios desmielinizantes do
sistema nervoso central ou periférico. A descontinuação de SIMPONI® deve ser considerada na presença destes
distúrbios.

Processos autoimunes
O tratamento com bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI®, pode resultar na formação de anticorpos antinucleares
(ANA) e, raramente, no desenvolvimento de uma síndrome semelhante ao Lúpus. Se o paciente desenvolver sintomas
sugestivos de síndrome semelhante ao Lúpus após o tratamento com SIMPONI®, o tratamento deve ser descontinuado.

Administração concomitante de SIMPONI® com anacinra

45
Foram observadas infecções graves e neutropenia em estudos clínicos com uso concomitante de anacinra e outro agente
bloqueador de TNF, etanercepte, sem benefício clínico adicional. Devido à natureza dos eventos adversos observados
com essa terapia combinada, toxicidades semelhantes também podem resultar da combinação de anacinra e outros
agentes bloqueadores de TNF. Portanto, a combinação de SIMPONI® e anacinra não é recomendada.

Administração concomitante de SIMPONI® com abatacepte


Nos estudos clínicos, a administração concomitante de agentes bloqueadores de TNF e abatacepte foi associada a um
risco aumentado de infecções, incluindo infecções graves em comparação com a administração de agentes bloqueadores
de TNF isoladamente, sem benefício clínico adicional. Devido à natureza dos eventos adversos observados com a
combinação de agentes bloqueadores de TNF e a terapia com abatacepte, a combinação de SIMPONI® e abatacepte
não é recomendada.

Administração concomitante de SIMPONI® com outros medicamentos biológicos


Não há informação suficiente sobre o uso concomitante de SIMPONI® com outros medicamentos biológicos usados
para tratar as mesmas condições de SIMPONI®. O uso concomitante de SIMPONI® com estes medicamentos
biológicos não é recomendado devido à possibilidade de aumento do risco de infecção.

Troca entre medicamentos biológicos


Ao trocar um medicamento biológico por outro, os pacientes devem continuar a ser monitorados, uma vez que a
sobreposição da atividade biológica pode aumentar ainda mais o risco de infecção.

Reações hematológicas
Foram relatadas pancitopenia, leucopenia, neutropenia, agranulocitose e trombocitopenia em pacientes tratados com
agentes bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI®. Recomenda-se cautela em pacientes tratados com SIMPONI®
que apresentam, ou apresentaram no passado, citopenias significativas.

Vacinas de vírus vivos/Agentes terapêuticos infecciosos


Os pacientes tratados com SIMPONI® podem receber vacinas concomitantes, com exceção das vacinas de vírus vivos.
Os dados disponíveis sobre a resposta à vacinação com vacinas de vírus vivos, ou sobre a transmissão secundária de
infecção por vacinas de vírus vivos, são limitados em pacientes recebendo terapia anti-TNF. O uso de vacinas de vírus
vivos pode resultar em infecções clínicas, incluindo infecções generalizadas.
O uso de outros agentes terapêuticos infecciosos, tais como bactérias vivas atenuadas (por exemplo, instilação da bexiga
com BCG para o tratamento de câncer) pode resultar em infecções clínicas, incluindo infecções generalizadas. Não é
recomendado que agentes terapêuticos infecciosos sejam administrados com SIMPONI®.

Vacinas de vírus inativados


Os pacientes com artrite psoriásica tratados com SIMPONI® em um estudo de Fase 3 em artrite psoriásica foram
capazes de desenvolver respostas imunológicas eficazes de células B para a vacina polissacarídea pneumocócica.
Números semelhantes de pacientes com artrite psoriásica recebendo ou não SIMPONI® tiveram, pelo menos, um

46
aumento de 2 vezes nos títulos de anticorpos. As proporções de pacientes com resposta à vacina pneumocócica foram
menores entre os pacientes tratados com SIMPONI® e os pacientes do grupo controle recebendo metotrexato em
comparação com aqueles que não receberam metotrexato. No geral, os dados indicam que SIMPONI® não suprime a
resposta imunológica humoral a essa vacina.

Reações alérgicas
- Sensibilidade ao látex
A tampa da agulha na caneta aplicadora contém borracha natural seca (um derivado do látex), que pode causar reações
alérgicas em indivíduos sensíveis ao látex.

- Reações de hipersensibilidade
Na experiência pós-comercialização, reações sistêmicas graves de hipersensibilidade (incluindo reação anafilática)
foram relatadas após a administração de SIMPONI®. Algumas dessas reações ocorreram após a primeira administração
de SIMPONI®. Se ocorrerem reação anafilática ou outras reações alérgicas graves, a administração de SIMPONI®
deve ser descontinuada imediatamente e um tratamento adequado deve ser instituído.

Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os médicos que


acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de
doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico precoce e tratamento.

Populações especiais

- Uso geriátrico
Nos estudos de Fase 3 em artrite reumatoide, artrite psoriásica e espondilite anquilosante, não foram observadas
diferenças gerais nos eventos adversos, eventos adversos graves e nas infecções graves em pacientes com 65 anos ou
mais que receberam SIMPONI®, em comparação com pacientes mais jovens. Em colite ulcerativa, o número de
pacientes com 65 anos de idade ou mais não foi suficiente para determinar se estes pacientes respondem de forma
diferente de outros pacientes com idades de 18 a 65 anos. Uma vez que existe uma maior incidência de infecções na
população idosa em geral, recomenda-se cautela ao se tratar idosos. No estudo de espondiloartrite axial não radiográfica
não havia pacientes com 65 anos ou mais.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas


Não foram conduzidos estudos sobre os efeitos na capacidade de dirigir veículos e de operar máquinas.

Carcinogênese, mutagênese, diminuição da fertilidade


Estudos de longo prazo com golimumabe em animais não conduziram à avaliação de potencial carcinogênico ou de
seus efeitos sobre a fertilidade. Um estudo de fertilidade conduzido em ratos usando anticorpo análogo de rato anti-
TNF não demonstrou impacto sobre a fertilidade. Não foram conduzidos estudos de mutagenicidade com golimumabe.
Gravidez e Lactação

47
Uso durante a gravidez (Categoria B)

Foi conduzido um estudo de toxicologia embriofetal, no qual macacas cynomolgus grávidas foram tratadas com
golimumabe durante o primeiro trimestre com doses de até 50 mg/kg duas vezes por semana (mais de 500 vezes
maior, em termos da relação entre dose/peso corporal, que a dose clínica proposta de 50 mg a cada 4 semanas). A
média do pico de concentração sérica materna obtida neste estudo (1576 mcg/mL) é mais de 900 vezes maior que
o valor mediano da Cmáx no estado de equilíbrio (1,71 mcg/mL) após a administração de 50 mg a cada 4 semanas,
por via subcutânea, em pacientes com artrite reumatoide, artrite psoriásica e espondilite anquilosante. As amostras
do sangue do cordão umbilical coletadas no final do segundo trimestre mostraram que os fetos foram expostos ao
golimumabe durante a gestação. As concentrações séricas fetais foram iguais a aproximadamente 50% das
concentrações séricas maternas. Neste estudo, a exposição ao golimumabe in utero não produziu defeitos no
desenvolvimento dos fetos.
Um estudo do desenvolvimento pré-natal e pós-natal foi conduzido em macacas cynomolgus grávidas tratadas com
golimumabe durante o segundo e o terceiro trimestres e durante a lactação. O golimumabe estava presente no soro
do neonato a partir do nascimento e por até seis meses após o parto. A média do pico de concentração sérica
materna obtido neste estudo (1482 mcg/mL) é mais de 860 vezes maior que o valor mediano da Cmáx no estado de
equilíbrio (1,71 mcg/mL) após a administração subcutânea de 50 mg a cada 4 semanas em pacientes com artrite
reumatoide, artrite psoriásica e espondilite anquilosante. A exposição ao golimumabe durante a gestação e durante
o período pós-natal não causou defeitos de desenvolvimento nos bebês. No entanto, os estudos de reprodução e de
desenvolvimento em animais nem sempre são preditivos da resposta em seres humanos.
O golimumabe atravessa a placenta. Após o tratamento com outro anticorpo monoclonal bloqueador de TNF
durante a gravidez, o anticorpo foi detectado por até seis meses no soro de bebês nascidos de pacientes tratadas.
Consequentemente, estes bebês podem estar sob risco aumentado de infecção. A administração de vacinas vivas
em bebês expostos ao golimumabe in utero não é recomendada durante os seis meses posteriores à última injeção
de golimumabe administrada na gestante.
Não se sabe se SIMPONI® pode causar dano ao feto quando administrado em mulheres grávidas ou se pode afetar
a capacidade de reprodução. SIMPONI® só deve ser administrado em gestantes se for claramente necessário.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-
dentista.

Uso durante a lactação


No estudo do desenvolvimento pré-natal e pós-natal em macacas cynomolgus, no qual o golimumabe foi
administrado durante a gravidez e a lactação, golimumabe foi detectado no leite materno em concentrações que
eram aproximadamente 350 vezes menores que as concentrações séricas maternas. Não se sabe se golimumabe é
excretado no leite materno humano ou absorvido sistemicamente após a ingestão. Uma vez que muitos
medicamentos e as imunoglobulinas são excretados no leite humano, e devido ao potencial de SIMPONI® para

48
causar reações adversas em lactentes, deve-se decidir entre descontinuar a amamentação ou descontinuar o
medicamento, levando em consideração a importância do medicamento para a mãe.

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Não foram realizados estudos de interação medicamentosa específicos com SIMPONI®.

Uso concomitante de SIMPONI® com outros medicamentos biológicos


A combinação de SIMPONI® com outros medicamentos biológicos usados para tratar as mesmas condições de
SIMPONI®, incluindo anacinra e abatacepte, não é recomendada.

Vacinas de vírus vivos/Agentes terapêuticos infecciosos


Vacinas de vírus vivos não devem ser administradas concomitantemente a SIMPONI®.

Agentes terapêuticos infecciosos não devem ser administrados concomitantemente a SIMPONI®.

O metotrexato
Não foi observado efeito significativo do metotrexato na depuração de SIMPONI® administrado por via
intravenosa. Após a administração subcutânea, o uso concomitante de metotrexato resultou em concentrações
maiores de SIMPONI® no estado de equilíbrio em pacientes com artrite reumatoide, artrite psoriásica ou
espondilite anquilosante. No entanto, os dados não sugerem uma necessidade de ajuste de dose de SIMPONI® ou
metotrexato.

7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO


Conservar sob refrigeração (entre 2ºC e 8C). Proteger da luz. Não congelar. Não agitar. Manter a caneta aplicadora
na embalagem original a fim de protegê-la da luz.
O prazo de validade do medicamento é de 24 meses a partir da data de fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.


Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Aspecto físico
SIMPONI® é uma solução límpida a ligeiramente opaca e incolor a levemente amarelada. Essa aparência não é
incomum nas soluções que contêm proteína.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.


Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

8. POSOLOGIA E MODO DE USAR

49
Modo de usar
Para aplicar a caneta aplicadora de SIMPONI® é necessário que você seja instruído sobre a forma correta de
aplicação. Tenha certeza de ter recebido todas as instruções necessárias antes de aplicar SIMPONI®. Antes de
aplicar, leia atentamente as instruções do modo de usar.

Etapa 1: Preparando-se para utilizar a caneta aplicadora

A figura a seguir mostra como é a caneta aplicadora:

NÃO agitar a caneta aplicadora em nenhum momento.


NÃO remover a tampa da caneta aplicadora até o momento da aplicação.

Verificar o prazo de validade


Verificar a data de validade (indicada por “VAL”) na caneta aplicadora.
Você também pode verificar o prazo de validade impresso na embalagem externa do produto e nessa bula.
Se o prazo de validade estiver vencido, não utilizar o produto.

50
Verificar o selo de segurança
Verificar o selo de segurança ao redor da tampa da caneta aplicadora. Se o selo estiver rompido, não utilize o
produto.

Aguardar 30 minutos
Para garantir uma aplicação apropriada, deixar a caneta aplicadora atingir a temperatura
ambiente, ficando fora da embalagem externa por 30 minutos antes do uso. Manter longe
do alcance de crianças.
NÃO aquecer a caneta aplicadora de nenhuma outra maneira (por exemplo, NÃO colocar
em um aparelho de micro-ondas ou em água quente).
NÃO retirar a tampa da caneta aplicadora enquanto estiver deixando o produto atingir a temperatura ambiente.
NÃO é recomendado retornar a caneta aplicadora para o refrigerador, pois isso pode afetar a qualidade do produto.
NÃO retirar a caneta aplicadora do refrigerador se o produto não for administrado.

Preparar o material adicional


Preparar o material adicional necessário para a aplicação. Este inclui uma compressa com álcool, bola de algodão
ou gaze e um recipiente adequado para descartar objetos pontiagudos cortantes.

Verificar a solução injetável na caneta aplicadora


Olhar pela janela de visualização da caneta aplicadora. Certificar-se de que o líquido é claro e incolor a levemente
amarelado.
Você também poderá notar uma bolha de ar – isto é normal.
NÃO usar se o líquido estiver com a coloração alterada, turvo ou se contiver partículas.

Etapa 2: Escolher e preparar o local da aplicação

Escolher o local da aplicação


O local da aplicação recomendado é a parte da frente no meio da coxa (ver figura):

51
Você também pode utilizar a parte baixa do abdome abaixo do umbigo. Não utilizar a área circular próxima ao
umbigo.
A injeção também pode ser aplicada na área externa dos braços (ver figura).

NÃO aplicar nas áreas em que a pele estiver sensível, contundida, vermelha, escamosa ou dura. Evitar áreas com
cicatrizes ou estrias

Preparar o local da aplicação


Lavar bem as mãos com sabão e água morna.
Limpar o local da aplicação com um algodão com álcool.
NÃO tocar novamente a área antes da aplicação. Deixar a pele secar antes de aplicar.
NÃO abanar ou soprar a área limpa.

52
Etapa 3: Aplicando SIMPONI®
Retirar a tampa
NÃO retirar a tampa até que esteja tudo pronto para a aplicação de SIMPONI® caneta aplicadora. A solução
deverá ser aplicada dentro de 5 minutos após a tampa ter sido retirada.
Quando estiver pronto para aplicar, girar levemente a tampa para romper o selo de segurança.

Retirar a tampa e jogá-la imediatamente no lixo.

NÃO recolocar a tampa, pois isso pode causar dano à agulha no interior da caneta aplicadora.
Observação: Não usar a caneta aplicadora se ela cair sem a tampa em sua posição.

Pressionar a caneta aplicadora contra a pele


Segurar a caneta aplicadora confortavelmente com uma das mãos. NÃO pressionar o botão neste momento.
Empurrar firmemente a extremidade aberta da caneta aplicadora contra a pele em um ângulo de 90 graus.
Pressionar o botão somente após a caneta aplicadora ser firmemente empurrada contra a pele e a manga de
segurança tiver deslizado completamente sob a capa transparente.

53
Recomenda-se que a injeção seja realizada sem pinçar a pele (figura à esquerda). Entretanto, se o profissional
preferir, é possível pinçar a pele para criar uma superfície mais firme para a injeção (figura à direita).

Apertar o botão para aplicar


Continuar segurando firmemente a caneta aplicadora contra a pele e apertar a parte frontal em relevo do
botão com os dedos ou com o polegar. Não será possível pressionar o botão a menos que a caneta aplicadora
esteja firmemente pressionada contra a pele e a manga de segurança tiver deslizado sob a capa transparente.
Quando o botão for pressionado ele permanecerá ativado, não sendo necessário manter a pressão sobre ele.

54
Você ouvirá o som alto de um “click” - não se assuste. O primeiro “click” indica que a agulha foi inserida e a
aplicação teve início.
NÃO retirar a caneta aplicadora da pele. Se você retirar a caneta da pele, você pode não aplicar toda a dose
de medicamento necessária.

Aguardar o segundo “click”


Continuar segurando a caneta aplicadora contra a pele até que ouça o segundo "click" (isso geralmente leva
cerca de 3 a 6 segundos, mas pode levar até 15 segundos para que você escute o som do segundo “click”).
O segundo “click” indica que a aplicação terminou e que a agulha foi retraída para o interior da caneta aplicadora.
Nota: Se você tiver problemas de audição e não ouvir o segundo “click”, conte 15 segundos a partir do momento
em que você pressionou o botão e então levante a caneta aplicadora do local da aplicação.
Levantar a caneta aplicadora do local da aplicação.

55
Etapa 4: Verificar a janela de visualização
Após a aplicação, verificar a janela de visualização para se certificar de que o indicador amarelo está visível.
O indicador amarelo pode não preencher a janela de visualização inteira. Isso é normal. Isso indica que a caneta
aplicadora funcionou da maneira correta.
Se você acha que o paciente não recebeu a aplicação, verificar o indicador amarelo novamente para confirmar que
a dose foi liberada.
Se o indicador amarelo não estiver visível na janela de visualização, o paciente deverá ser orientado a procurar
orientação médica. O paciente NÃO deverá administrar a segunda dose sem conversar previamente com seu
médico.

Descarte da caneta aplicadora utilizada


Descartar imediatamente a caneta aplicadora em recipiente adequado para objetos pontiagudos cortantes. Não a
jogue em lixo comum.
Descartar o recipiente de acordo com as legislações locais quando o recipiente estiver completo.

56
Usar bola de algodão ou gaze
Pode haver uma pequena quantidade de sangue ou líquido no local da aplicação, o que é normal.
Pressionar uma bola de algodão ou gaze no local da aplicação e segurar por 10 segundos.
NÃO esfregar o local da aplicação.
Cobrir o local da aplicação com um pequeno curativo adesivo, se necessário.

Posologia
SIMPONI® caneta aplicadora é fornecido na forma de uma solução estéril em uma seringa de vidro com uma agulha
de aço fixa. Essa seringa preenchida está contida em uma caneta aplicadora de uso único. A tampa da agulha é feita de
borracha natural seca contendo látex.
O tratamento com SIMPONI® deve ser iniciado e supervisionado por profissionais qualificados, com experiência no
diagnóstico e no tratamento de artrite reumatoide, artrite psoriásica ou espondilite anquilosante.

Adultos (≥ 18 anos)

Artrite reumatoide
SIMPONI® 50 mg é administrado na forma de uma injeção subcutânea uma vez ao mês, sempre no mesmo dia de cada
mês.

Artrite psoriásica
SIMPONI® 50 mg é administrado na forma de uma injeção subcutânea uma vez ao mês, sempre no mesmo dia de cada
mês.

Espondilite anquilosante

57
SIMPONI® 50 mg é administrado na forma de uma injeção subcutânea uma vez ao mês, sempre no mesmo dia de cada
mês.

Espondiloartrite axial não radiográfica


SIMPONI® 50 mg administrado na forma de uma injeção subcutânea uma vez ao mês, sempre no mesmo dia de cada
mês.

Colite ulcerativa
Para pacientes com peso corporal maior ou igual a 80 kg, 200 mg de SIMPONI® são administrados na forma de
uma injeção subcutânea na Semana 0, seguidos de 100 mg na Semana 2 e então, 100 mg a cada 4 semanas,
consecutivamente.

Para pacientes com peso corporal menor que 80 kg, 200 mg de SIMPONI® são administrados na forma de uma injeção
subcutânea na Semana 0, seguidos de 100 mg na Semana 2. Pacientes que tiveram uma resposta adequada devem
receber 50 mg na Semana 6 e a cada 4 semanas, consecutivamente. Pacientes que tiveram uma resposta inadequada
podem se beneficiar continuando com 100 mg na Semana 6 e a cada 4 semanas, consecutivamente.

Durante o tratamento de manutenção, o uso de corticosteroides pode ser diminuído de acordo com os guias de práticas
clínicas. Os dados disponíveis sugerem que a resposta clínica é geralmente atingida dentro de 12-14 semanas de
tratamento (depois de 4 doses). A continuação da terapêutica deve ser reconsiderada nos pacientes que não
apresentarem evidência de benefício terapêutico durante este período de tempo.

Pacientes idosos (≥ 65 anos)


Não requer nenhum ajuste de dose nos idosos.

Pacientes pediátricos (< 18 anos)


A segurança e a eficácia de SIMPONI® não foram estabelecidas em pacientes pediátricos com menos de 18 anos,
portanto, não há recomendação de dose.

Pacientes com função renal comprometida


Não foram conduzidos estudos específicos em pacientes com comprometimento da função renal.

Pacientes com função hepática comprometida


Não foram conduzidos estudos específicos em pacientes com comprometimento da função hepática.

Instruções de administração e descarte do material: São fornecidas instruções completas para a administração
de SIMPONI® no item Modo de usar. Os pacientes devem ser instruídos a aplicar a quantidade total de
SIMPONI® de acordo com as diretrizes providenciadas no item Modo de usar. Na ausência de estudos de

58
compatibilidade, SIMPONI® não deve ser misturado com outros medicamentos. Todo o produto remanescente ou
material utilizado deve ser descartado de modo seguro em recipientes de descarte adequados.

Conduta em caso de esquecimento de dose: Se o paciente não aplicar a dose de SIMPONI® na data planejada, a
dose omitida deve ser aplicada assim que possível. Os pacientes devem ser orientados a não aplicar dose dobrada
para compensar a dose omitida.
Após aplicar a dose omitida; a próxima dose deve ser administrada com base na orientação a seguir:
- Se a dose omitida tiver menos de 2 semanas de atraso, o paciente deve aplicar a dose omitida e realizar a próxima
dose mantendo a programação de data original.
- Se a dose omitida tiver mais de 2 semanas de atraso, o paciente deve aplicar a dose omitida e realizar a próxima
dose em uma nova programação mensal, a partir da data desta última aplicação.

9. REAÇÕES ADVERSAS
Nesta seção, as reações adversas são apresentadas. As reações adversas são eventos adversos que foram considerados
razoavelmente associados ao uso de golimumabe com base em uma avaliação abrangente das informações de eventos
adversos. Uma relação causal com o golimumabe não pode ser estabelecida com confiança para casos individuais. Além
disso, devido aos estudos clínicos serem conduzidos sob condições amplamente variadas, as taxas de reações adversas
observadas nos estudos clínicos de um medicamento não podem ser comparadas diretamente com as taxas de estudos
clínicos de outro medicamento e podem não refletir as taxas observadas na prática clínica.

Os dados de segurança dos estudos clínicos Fase 2 e 3 estão disponíveis para 6161 pacientes tratados com SIMPONI®,
incluindo 3090 com artrite reumatoide, 634 com artrite psoriásica, 768 com espondilite anquilosante, 1245 com colite
ulcerativa, 231 com asma persistente grave e 193 com espondiloartrite axial não radiográfica ativa. As reações adversas,
observadas com SIMPONI®, estão resumidas na Tabela 21.

As reações adversas, nas classes de sistema/órgão, estão listadas de acordo com a frequência, usando a seguinte
convenção: Muito comum ( 1/10); Comum ( 1/100, < 1/10); Incomum ( 1/1.000, < 1/100); Rara ( 1/10.000, <
1/1.000, incluindo relatos isolados); Desconhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis).

Tabela 21: Resumo de reações adversas a golimumabe em estudos clínicos


Infecções e infestações
Muito comum Infecção do trato respiratório superior (nasofaringite, faringite,
laringite e rinite)
Comum Infecções bacterianas (tais como celulite), infecção do trato
respiratório inferior (pneumonia), infecções virais (tais como gripe
e herpes), bronquite, sinusite, infecções fúngicas superficiais,
abscesso
Incomum Septicemia (incluindo choque séptico), pielonefrite

59
Rara Histoplasmose, coccidioidomicose, tuberculose, infecções
oportunistas (infecções invasivas fúngicas, bacterianas,
micobacterianas atípicas e protozoárias), reativação de hepatite B,
pneumocistose, artrite bacteriana, bursite infecciosa
Neoplasias benignas e malignas
Rara Linfoma, leucemia
Desconhecida Malignidade pediátrica
Exames laboratoriais
Comum Aumento na alanina aminotransferase, aumento na aspartato
aminotransferase
Incomum Diminuição na contagem de neutrófilos
Distúrbios do sangue e sistema linfático
Comum Leucopenia (incluindo neutropenia), anemia
Incomum Trombocitopenia, pancitopenia
Distúrbios do sistema imunológico
Comum Autoanticorpos positivos, reações alérgicas não-graves
Distúrbios do sistema nervoso
Comum Tontura, parestesia
Rara Distúrbios desmielinizantes (central e periférico)
Distúrbios cardíacos
Rara Insuficiência cardíaca congestiva (novo início ou piora)
Distúrbios vasculares
Comum Hipertensão
Rara Vasculite (sistêmica)
Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino
Incomum Doença intersticial pulmonar
Distúrbios gastrintestinais
Incomum Constipação
Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo
Comum Erupção cutânea, alopecia
Incomum Psoríase: nova ou piora; palmar/plantar e pustular
Rara Vasculite (cutânea)
Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo
Rara Síndrome semelhante ao lúpus
Distúrbios gerais e condições no local de administração

60
Comum Pirexia, reação no local da aplicação (eritema no local da
aplicação, urticária, endurecimento, dor, hematoma, prurido,
irritação, parestesia)

Infecções
No período controlado dos estudos pivotais, a infecção do trato respiratório superior foi a reação adversa mais
comum relatada em 12,6% dos pacientes tratados com SIMPONI® (incidência por pacientes-ano: 0,61; IC de 95%:
0,55, 0,67) em comparação com 11,0% dos pacientes do grupo controle (incidência por paciente-ano: 0,55; IC de
95%: 0,46, 0,64). Nos períodos controlados e não controlados dos estudos, com uma mediana de acompanhamento
de aproximadamente 4 anos, a incidência de infecções no trato respiratório superior por pacientes-ano foi de 0,35
eventos; IC de 95%: 0,34, 0,36, para os pacientes tratados com SIMPONI®.
No período controlado dos estudos clínicos pivotais, foram observadas infecções em 23,0% dos pacientes tratados
com SIMPONI® (incidência por pacientes-ano: 1,32; IC de 95%: 1,23, 1,41) em comparação com 20,2% dos
pacientes do grupo controle (incidência por pacientes-ano: 1,22; IC de 95%: 1,09, 1,36). Nos períodos controlados
e não controlados dos estudos, com uma mediana de acompanhamento de aproximadamente 4 anos, a incidência
de infecções por paciente-ano foi de 0,81 eventos; IC de 95%: 0,79, 0,83, para os pacientes tratados com
SIMPONI®.
Infecções graves observadas em pacientes tratados com SIMPONI® incluíram septicemia, pneumonia, celulite,
abscesso, infecções oportunistas e tuberculose. No período controlado dos estudos de artrite reumatoide, artrite
psoriásica, espondilite anquilosante, colite ulcerativa e espondiloartrite axial não radiográfica, foram observadas
infecções graves em 1,2% dos pacientes tratados com SIMPONI® e 1, 2% dos pacientes do grupo controle. A
incidência de infecções graves por paciente-ano de acompanhamento no período controlado dos estudos de artrite
reumatoide, artrite psoriásica, espondilite anquilosante e espondiloartrite axial não radiográfica foi de 0,07; IC de
95%: 0,05, 0,11 para o grupo tratado com SIMPONI® 100 mg, 0,03; IC de 95%: 0,01, 0,06 para o grupo tratado
com 50 mg de SIMPONI® e 0,04; IC de 95%: 0,02, 0,07 para o grupo placebo. No período controlado dos estudos
de indução de SIMPONI® em colite ulcerativa, foram observadas infecções graves em 0,8% dos pacientes tratados
com SIMPONI® em comparação com 1,5% dos pacientes do grupo placebo. Nos períodos controlados e não
controlados dos estudos clínicos pivotais, com uma mediana de acompanhamento de até 3 anos, houve uma maior
incidência de infecções graves, incluindo infecções oportunistas e tuberculose em pacientes recebendo 100 mg de
SIMPONI®, comparado com pacientes recebendo 50 mg de SIMPONI®. A incidência por paciente-ano de todas
as infecções graves foi de 0,04; IC de 95%: 0,04, 0,05, em pacientes recebendo 100 mg de SIMPONI® e 0,03; IC
de 95%: 0,02, 0,03, em pacientes recebendo 50 mg de SIMPONI®. Estes resultados podem ser confundidos pelo
desenho dos estudos clínicos pivotais e diferentes durações de acompanhamento entre os grupos de tratamento.

Malignidades

- Linfoma

61
A incidência de linfoma em pacientes tratados com SIMPONI® durante os estudos clínicos pivotais foi maior do
que a esperada na população geral. Nos períodos controlados e não controlados desses estudos clínicos, com uma
mediana de acompanhamento de até 3 anos, uma maior incidência de linfoma foi observada em pacientes recebendo
100 mg de SIMPONI® comparado com pacientes recebendo 50 mg de SIMPONI®. Estes resultados podem ser
confundidos pelo reduzido número de eventos, desenhos dos estudos clínicos de Fase 3, e diferentes durações de
acompanhamento entre os grupos de tratamento. A maioria dos linfomas ocorreu no Estudo 2 de artrite reumatoide,
que envolveu pacientes previamente expostos a agentes anti-TNF que tinham doença de maior duração e mais
refratária.

- Malignidades com exceção do linfoma


Nos períodos controlados dos estudos clínicos pivotais, a incidência de malignidades não-linfoma (excluindo
câncer de pele não melanoma) foi semelhante entre os grupos tratados com SIMPONI® e controle. Em
aproximadamente 4 anos de acompanhamento, a incidência de malignidades não-linfoma (excluindo câncer de pele
não melanoma) foi semelhante à população em geral.
Em um estudo clínico exploratório envolvendo pacientes com asma persistente grave, um número maior de
pacientes tratados com SIMPONI® apresentou malignidades em comparação com os pacientes do grupo controle.
Não se conhece a significância desse achado na população asmática.
Não se sabe o papel em potencial da terapia bloqueadora de TNF sobre o desenvolvimento de malignidades.

Distúrbios desmielinizantes
Nos períodos controlados e não controlados dos estudos clínicos pivotais com uma mediana de acompanhamento
de até 3 anos, uma maior incidência de desmielinização foi observada em pacientes recebendo 100 mg de
SIMPONI®, comparado com pacientes recebendo 50 mg de SIMPONI®. Estes resultados podem ser confundidos
pelo reduzido número de eventos, desenhos dos estudos pivotais, e diferentes durações de acompanhamento entre
os grupos de tratamento.

Elevações nas enzimas hepáticas


No período controlado dos estudos clínicos pivotais de artrite reumatoide e espondilite anquilosante, ocorreram
elevações leves de ALT [> 1 e < 3 x ULN (limite superior do normal)] em proporções semelhantes de pacientes
tratados com SIMPONI® e pacientes do grupo controle (22,1% a 27,4% dos pacientes); nos estudos em espondilite
anquilosante e espondiloartrite axial não radiográfica, mais pacientes tratados com SIMPONI® (26,9%) do que
pacientes do grupo controle (10,6%) tiveram elevações leves de ALT. Nos períodos controlados e não controlados
dos estudos pivotais de artrite reumatoide e artrite psoriásica, com uma mediana de acompanhamento de
aproximadamente 5 anos, a incidência de elevações leves de ALT foi semelhante nos pacientes tratados com
SIMPONI® e nos pacientes do grupo controle.
Nos períodos controlados dos estudos clínicos pivotais de indução com SIMPONI® em colite ulcerativa, elevações
leves de ALT (> 1 e < 3 x ULN) ocorreram em proporções semelhantes de pacientes tratados com SIMPONI® e
pacientes do grupo controle (7,8% e 6,9%, respectivamente). Nos períodos controlados e não controlados dos estudos

62
clínicos pivotais de colite ulcerativa com uma mediana de acompanhamento de aproximadamente 2 anos, a proporção
de pacientes com elevações leves de ALT foi de 24,7% em pacientes recebendo SIMPONI®.
Nos períodos controlados dos estudos pivotais em artrite reumatoide e espondilite anquilosante, elevações de ALT 
5 x ULN foram incomuns e observadas em um número maior de pacientes tratados com SIMPONI® (0,4% a 0,9%)
do que naqueles do grupo controle (0,0%). Essa tendência não foi observada na população com artrite psoriásica. Nos
períodos controlados e não controlados dos estudos clínicos pivotais em artrite reumatoide, artrite psoriásica e
espondilite anquilosante, com uma mediana de acompanhamento de 5 anos, a incidência de elevações de ALT ≥ 5 x
ULN foi similar tanto em pacientes tratados com SIMPONI® quanto nos pacientes do grupo controle. A maioria
dessas elevações foi assintomática. Não foram notificados casos nos períodos controlado e não controlado do estudo
de espondiloartrite axial não radiográfica (até 1 ano).
Nos períodos controlados dos estudos clínicos pivotais de indução com SIMPONI® em colite ulcerativa, elevações
de ALT ≥ 5 x ULN ocorreram em proporções similares de pacientes tratados com SIMPONI® e pacientes tratados
com placebo (0,3% e 1,0%, respectivamente). Nos períodos controlados e não controlados dos estudos clínicos
pivotais em colite ulcerativa, com uma mediana de acompanhamento de aproximadamente 2 anos, a proporção de
pacientes com elevações de ALT ≥ 5 x ULN foi de 0,8% em pacientes recebendo SIMPONI®.

Reações no local da aplicação


Nos períodos controlados dos estudos clínicos pivotais, 5,4% dos pacientes tratados com SIMPONI® tiveram
reações no local da aplicação em comparação com 2,0% dos pacientes do grupo controle. A maioria das reações
no local da aplicação foi de leve a moderada e a manifestação mais frequente foi eritema no local da aplicação.
Em estudos clínicos controlados de Fase 2 e/ou 3 em artrite reumatoide, artrite psoriásica, espondilite anquilosante,
espondiloartrite axial não radiográfica, asma persistente grave, e estudos clínicos de Fase 2/3 em colite ulcerativa,
nenhum dos pacientes tratados com SIMPONI® desenvolveu reações anafiláticas consideradas relacionadas a
SIMPONI®.

Anticorpos antinucleares (ANA)/anticorpos anti-DNA de dupla hélice (dsDNA)


Nos períodos controlados e não controlados dos estudos clínicos pivotais, com 1 ano de acompanhamento, 3,5%
dos pacientes tratados com SIMPONI® e 2,3% daqueles do grupo controle eram recém-ANA-positivos (em títulos
de 1:160 ou mais). A frequência de anticorpos anti-dsDNA com 1 ano de acompanhamento nos pacientes anti-
dsDNA negativos no período inicial foi 1,1%.

Experiência pós-comercialização
As frequências fornecidas a seguir refletem as taxas de relatos de reações adversas a medicamentos a partir da
experiência pós-comercialização com SIMPONI® em todo o mundo, e estimativas precisas da incidência não
podem ser realizadas devido aos relatos voluntários a partir de uma população de tamanho incerto. Essas reações
adversas são classificadas de acordo com a frequência, utilizando-se a seguinte convenção: Muito comum ( 1/10);
Comum ( 1/100, < 1/10); Incomum ( 1/1.000, < 1/100); Rara ( 1/10.000, < 1/1.000), Muito Rara (< 1/10.000,
incluindo relatos isolados); Desconhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis).

63
Tabela 22: Reações adversas de pós-comercialização de golimumabe.
Classe de Sistema/Órgão Reação Adversa Frequência
Neoplasias benignas e malignas Melanoma, carcinoma das células Rara
de Merkel
Linfoma hepatoesplênico de
células T* Desconhecida
Distúrbios do Sistema Imunológico Reações sistêmicas graves de Rara
hipersensibilidade (incluindo
reação anafilática), sarcoidose

Distúrbios da pele e do tecido Reações cutâneas bolhosas Incomum


subcutâneo Reações liquenoides Rara
Esfoliação da pele
* Observada com outros agentes bloqueadores de TNF.

Atenção: este produto é um medicamento que possui nova indicação terapêutica no país e nova via de
administração e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado
e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso,
notifique os eventos adversos pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

10. SUPERDOSE
Doses intravenosas únicas de até 10 mg/kg foram administradas em um estudo clínico sem toxicidade dose-limitante.
Em caso de superdose, recomenda-se que o paciente seja monitorado quanto a quaisquer sinais ou sintomas de efeitos
adversos e o tratamento sintomático apropriado seja instituído imediatamente.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

64
DIZERES LEGAIS
MS - 1.1236.3405
Farm. Resp.: Erika Diago Rufino - CRF/SP n° 57.310

Registrado por:
JANSSEN-CILAG FARMACÊUTICA LTDA.
Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041, São Paulo – SP – CNPJ 51.780.468/0001-87

Fabricado por:
Baxter Pharmaceutical Solutions LLC – Indiana, EUA

Embalado (emb. secundária) por:


Cilag AG – Schaffhausen, Suíça

Importado por:
Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda. – Rodovia Presidente Dutra, km 154 – São José dos Campos, SP – CNPJ
51.780.468/0002-68

OU
Fabricado por:
Cilag AG – Schaffhausen, Suíça

Importado por:
Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda. – Rodovia Presidente Dutra, km 154 – São José dos Campos, SP – CNPJ
51.780.468/0002-68

OU
Simponi 50 mg
Fabricado por:
Baxter Pharmaceutical Solutions LLC – Indiana, EUA

Importado e embalado (emb. secundária) por:


Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda. - Rodovia Presidente Dutra, km 154 São José dos Campos – SP - CNPJ
51.780.468/0002-68
Indústria Brasileira

OU
Simponi 50 mg

65
Fabricado por:
Cilag AG – Schaffhausen, Suíça

Importado e embalado (emb. secundária) por:


Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda. - Rodovia Presidente Dutra, km 154 São José dos Campos – SP - CNPJ
51.780.468/0002-68
Indústria Brasileira

®
Marca registrada.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 09/04/2021.

CCDS 1902
VPS TV 4.0

66
Versão para o Mercado Público
IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

SIMPONI®
golimumabe Solução injetável

APRESENTAÇÃO
Solução injetável de 50 mg/0,5 mL de golimumabe, em embalagem com 1 caneta aplicadora.
Solução injetável de 100 mg/1 mL de golimumabe, em embalagem com 1 caneta aplicadora.

USO SUBCUTÂNEO

USO ADULTO

COMPOSIÇÃO
SIMPONI® 50 mg/0,5 mL
Cada caneta aplicadora contém 50 mg de golimumabe em 0,5 mL de solução injetável.
Excipientes: sorbitol, histidina, polissorbato 80 e água para injetáveis. Não contém conservantes.

SIMPONI® 100 mg/1 mL


Cada caneta aplicadora contém 100 mg de golimumabe em 1 mL de solução injetável.
Excipientes: sorbitol, histidina, polissorbato 80 e água para injetáveis. Não contém conservantes.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

ATENÇÃO: RISCO DE INFECÇÕES GRAVES


Veja o item “ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES” dessa bula para mais
informações.
Infecções graves que levaram à hospitalização ou óbito, como a tuberculose,
septicemia bacteriana, fúngica invasiva e outras infecções oportunistas, ocorreram em
pacientes recebendo SIMPONI®.
SIMPONI® deve ser descontinuado se o paciente desenvolver uma infecção grave ou
septicemia.
Submeter o paciente a exames para identificação de tuberculose latente; se positivo,
iniciar um tratamento para a tuberculose antes de começar a utilizar SIMPONI®.
Monitorar todos os pacientes quanto ao desenvolvimento de tuberculose ativa durante
o tratamento com SIMPONI®, mesmo se o teste de tuberculose latente inicial for
negativo.

1
1. INDICAÇÕES

Artrite reumatoide:
SIMPONI®, em combinação com metotrexato (MTX), é indicado para:
• o tratamento da artrite reumatoide ativa em pacientes adultos, quando a resposta à terapia com medicamento
antirreumático modificador da doença (DMARD), incluindo MTX, foi inadequada;
• o tratamento da artrite reumatoide ativa em pacientes adultos não tratados previamente com MTX.
SIMPONI®, em combinação com metotrexato, também demonstrou reduzir a taxa de progressão do dano articular,
conforme avaliação por raio-X, melhorar a função física e a qualidade de vida relacionada à saúde.
SIMPONI® pode ser usado em pacientes previamente tratados com um ou mais inibidor(es) de TNF.

Artrite psoriásica:
SIMPONI®, isoladamente ou em combinação com MTX, é indicado para:
O tratamento de artrite psoriásica ativa em pacientes adultos, quando a resposta à terapia prévia com DMARD foi
inadequada. SIMPONI® também demonstrou melhorar a função física e a qualidade de vida relacionada à saúde.

Espondilite anquilosante:
SIMPONI® é indicado para:
O tratamento da espondilite anquilosante ativa em pacientes adultos quando a resposta à terapia convencional foi
inadequada. SIMPONI® também demonstrou melhorar a função física e a qualidade de vida relacionada à saúde.

Espondiloartrite axial não radiográfica:


SIMPONI® é indicado para:
• Reduzir os sinais e sintomas;
• Melhorar a mobilidade da coluna vertebral;
• Melhorar a função física;
• Melhorar a saúde em relação à qualidade de vida;
em pacientes adultos com espondiloartrite axial não radiográfica ativa e grave com sinais objetivos de inflamação,
conforme indicado pela elevação da proteína C-reativa (PCR) e/ou evidência por ressonância magnética (MRI), os quais
apresentaram uma resposta inadequada ou intolerância a medicamentos anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs).

Colite ulcerativa:
SIMPONI® é indicado em pacientes adultos com colite ulcerativa ativa de moderada a grave, que sejam intolerantes ou
que tenham tido uma resposta inadequada às terapias convencionais incluindo aminosalicilatos orais, corticosteroides
orais, azatioprina ou 6-mercaptopurina para:
• Induzir e manter a resposta clínica;
• Melhorar a aparência endoscópica da mucosa durante a indução;
• Induzir a remissão clínica;

2
• Alcançar e manter a remissão clínica em pacientes que respondem à terapia de indução.

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
Artrite reumatoide: A eficácia e segurança de SIMPONI® foram avaliadas em três estudos multicêntricos,
randomizados, duplo-cegos e controlados por placebo em mais de 1.500 pacientes  18 anos de idade com AR moderada
a gravemente ativa e diagnosticada segundo os critérios do American College of Rheumatology (ACR) pelo menos 3
meses antes da triagem. Os pacientes tinham, pelo menos, 4 articulações dolorosas e 4 edemaciadas. SIMPONI® foi
administrado subcutaneamente nas doses de 50 mg ou 100 mg, com ou sem MTX, a cada 4 semanas. Dados de eficácia
controlados por placebo foram coletados e analisados até a semana 24.
O estudo GO-FORWARD avaliou 444 pacientes com AR ativa apesar de receberem uma dose estável de, pelo menos,
15 mg/semana de MTX e que não haviam sido previamente tratados com um agente anti-TNF. Os pacientes foram
randomizados para receber placebo + MTX (n = 133), SIMPONI® 50 mg + MTX (n = 89), SIMPONI® 100 mg + MTX
(n = 89) ou monoterapia com 100 mg de SIMPONI® + placebo (n = 133).
O estudo GO-AFTER avaliou 445 pacientes que haviam sido previamente tratados com um ou mais agentes anti-TNF:
adalimumabe, etanercepte ou infliximabe. Os pacientes foram randomizados para receber placebo (n = 150), SIMPONI®
50 mg (n = 147) ou SIMPONI® 100 mg (n = 148). Foi permitido que os pacientes continuassem a utilizar uma terapia
concomitante com droga antirreumática modificadora da doença (DMARD), MTX, sulfassalazina e/ou
hidroxicloroquina durante o estudo. A descontinuação de terapias anti-TNF anteriores pode ter ocorrido por motivos
incluindo falta de eficácia (59%), intolerância (17%) e/ou outros motivos que não a segurança e a eficácia (39%).
O estudo GO-BEFORE avaliou 637 pacientes com AR ativa sem tratamento prévio com MTX e não tratados
previamente com um agente anti-TNF. Os pacientes foram randomizados para receber placebo + MTX (n = 160),
SIMPONI® 50 mg + MTX (n = 159), SIMPONI® 100 mg + MTX (n = 159) ou monoterapia com 100 mg de
SIMPONI® + placebo (n = 159). No caso dos pacientes recebendo MTX, este foi administrado em uma dose de
10 mg/semana começando na Semana 0, que foi aumentada para 20 mg/semana na Semana 8.
O desfecho coprimário do estudo GO-FORWARD e o primário do GO-AFTER foram a porcentagem de pacientes que
conseguiram resposta ACR 20 na Semana 14. O outro desfecho coprimário do estudo GO-FORWARD foi a melhora
desde o período inicial na pontuação do Questionário de Avaliação de Saúde (HAQ) na Semana 24. O desfecho primário
para o estudo GO-BEFORE foi a porcentagem de pacientes que conseguiram resposta ACR 50 na Semana 24. Além dos
desfechos primários, foram realizadas avaliações adicionais sobre o impacto do tratamento de SIMPONI® nos sinais e
sintomas de artrite, função física e qualidade de vida relacionada à saúde.
Os principais resultados para a dose de 50 mg são mostrados nas Tabelas 1, 2 e 3 a seguir. Em geral, não foi observada
nenhuma diferença clinicamente significativa nas medidas de eficácia entre os esquemas de dosagem de 50 mg e 100
mg de SIMPONI®.

Sinais e sintomas
Em todos os estudos Fase 3 com AR, uma porcentagem maior de pacientes tratados com SIMPONI® conseguiu respostas
ACR e Pontuação de Atividade de Doença 28 (DAS28) nas Semanas 14 e 24 do que aqueles dos grupos controle. Foram

3
observadas respostas na primeira avaliação (Semana 4) após a administração inicial de SIMPONI®, que se mantiveram
até a Semana 24.

Tabela 1: Principais resultados de eficácia dos estudos GO-FORWARD, GO-AFTER e GO-BEFORE


GO-FORWARD GO-AFTER GO-BEFORE
AR ativa apesar de MTX AR ativa, previamente tratada AR ativa, sem tratamento prévio
com um ou mais agente(s) com MTX
anti-TNF
Placebo + SIMPONI® SIMPONI® Placebo + SIMPONI® 50 mg
MTX 50 mg + MTX Placebo 50 mg MTX + MTX
na 133 89 150 147 160 159
Responsivos, % de pacientes
ACR 20
Semana 14 33% 55%* 18% 35%* NA NA
Semana 24 28% 60%* 16% 31%* p = 0,002 49% 62% p = 0,028
ACR 50
Semana 14 10% 35%* 7% 15% p = 0,021 NA NA
Semana 24 14% 37%* 4% 16%* 29% 40% p = 0,042b
ACR 70
Semana 14 4% 14% p = 0,008 2% 10% p = 0,005 NA NA
Semana 24 5% 20%* 2% 9% p = 0,009 16% 24% p = 0,064
c
Resposta DAS28
Semana 14 52% 74%* 29% 56%* NA NA
Semana 24 47% 74%* 22% 47%* 61% 76% p = 0,005
Remissão de DAS28c
Semana 14 13% 35%* 6% 14% p = 0,028 NA NA
Semana 24 15% 37%* 5% 15% p = 0,006 28% 38% p = 0,05
a
: N reflete os pacientes randomizados; o número real de pacientes avaliáveis para cada desfecho pode variar
segundo o ponto no tempo.
*: p  0,001
b
: Esse valor de p (50 mg vs. placebo) não deve ser interpretado como tendo implicação de significância
estatística, já que o valor de p para a análise primária (grupos combinados de SIMPONI® 50 e 100 mg vs. placebo)
não foi estatisticamente significativo (p = 0,053) e uma abordagem hierárquica foi utilizada para as análises
estatísticas.
c
: Usando PCR.
NA: Não aplicável, já que os dados não foram coletados na Semana 14 nesse estudo.
a:
Nos estudos GO-FORWARD e GO-AFTER, todos os componentes individuais dos critérios de resposta ACR [número
de articulações dolorosas e edemaciadas, avaliação da dor segundo o paciente, avaliação global da atividade da doença
segundo o paciente e o médico, índice de incapacidade (segundo medição por HAQ) e PCR] foram significativamente

4
melhores nos pacientes tratados com SIMPONI® em comparação com os do controle (p < 0,001). Os resultados dos
componentes dos critérios da resposta ACR são mostrados na Tabela 2.

Tabela 2: Melhora em % nos componentes da Resposta ACR nos estudos clínicos em AR GO-FORWARD, GO-
AFTER e GO-BEFORE
GO-FORWARD GO-AFTER GO-BEFORE
AR ativa apesar de MTX AR ativa, previamente tratada AR ativa, sem tratamento
com um ou mais agente(s) anti- prévio com MTX
TNF
Placebo + SIMPONI® Placebo SIMPONI® Placebo + SIMPONI®
MTX 50 mg + MTX* 50 mg* MTX 50 mg + MTX
a
n 133 89 150 147 160 159
Número de articulações edemaciadas
Período Inicial 12,0 13,0 14 15 11 13
Semana 14 38% 62% 20% 44% NA NA
Semana 24 32% 72% 1% 33% 67% 76% (p = 0,127)
Número de articulações dolorosas
Período Inicial 21,0 26,0 26 28 26 26
Semana 14 30% 60% 6% 34% NA NA
Semana 24 21% 62% -7% 29% 57% 67% (p = 0,023)
Avaliação de dor segundo o paciente
Período Inicial 5,7 6,1 7,1 7,0 7 7
Semana 14 18% 55% 12% 25% NA NA
Semana 24 15% 50% 4% 25% 44% 52% (p = 0,028)
Avaliação global da atividade da doença segundo o paciente
Período Inicial 5,3 6,0 6,7 6,8 6 6
Semana 14 15% 45% 8% 29% NA NA
Semana 24 17% 48% 2% 22% 37% 50% (p = 0,042)
Avaliação global da atividade da doença segundo o médico
Período Inicial 5,7 6,1 6,3 6,5 6 6
Semana 14 35% 55% 12% 38% NA NA
Semana 24 39% 62% 10% 35% 63% 67% (p = 0,206)
Pontuação HAQ
Período Inicial 1,25 1,38 1,75 1,63 1,50 1,50
Semana 14 10% 29% 0% 13% NA NA
Semana 24 7% 31% 0% 11% 37% 44% (p = 0,141)
PCR (mg/dL)
Período Inicial 0,8 1,0 1,0 0,9 1,4 1,3
Semana 14 2% 44% 0% 37% NA NA

5
Semana 24 0% 39% 0% 15% 43% 57% (p = 0,002)
*: p  0,001 para todas as comparações.
a
: N reflete os pacientes randomizados; o número real de pacientes avaliáveis para cada desfecho pode variar
segundo o ponto no tempo.
NA: Não aplicável, já que não houve coleta de dados na Semana 14 nesse Estudo.

No estudo GO-AFTER, a porcentagem de pacientes que conseguiu uma resposta ACR 20 foi maior para pacientes
recebendo SIMPONI® 50 mg do que os tratados com placebo, independentemente do motivo relatado para a
descontinuação de uma ou mais terapias anti-TNF prévias. Essa diferença foi estatisticamente significativa para
pacientes que relataram descontinuação de uma ou mais terapias anti-TNF anteriores por falta de eficácia. Nesse grupo
de pacientes, 35% dos tratados com SIMPONI® 50 mg versus 18% do grupo de controle conseguiram uma ACR 20 na
Semana 14 (p = 0,009). Na Semana 24, as porcentagens foram de 29% em comparação com 16%, respectivamente (p =
0,035).

Função física e qualidade de vida relacionada à saúde


A função física e a incapacidade foram avaliadas como um desfecho distinto nos estudos GO-FORWARD e GO-AFTER,
usando o índice de incapacidade HAQ. Nesses estudos, SIMPONI® demonstrou melhora clínica e estatisticamente
significativas HAQ em comparação com o controle do Período Inicial até a Semana 24 (ver Tabela 3).

Tabela 3: Melhora em HAQ dos estudos GO-FORWARD e GO-AFTER


GO-FORWARD GO-AFTER
AR ativa apesar de MTX AR ativa, previamente tratada com um
ou mais agentes anti-TNF
Placebo + SIMPONI® 50 mg
MTX + MTX b Placebo SIMPONI® 50 mgb
a
n 133 89 150 147
Pontuação inicial de HAQ
Média  DP 1,32  0,70 1,41  0,69 1,63  0,63 1,58  0,65
Mediana 1,25 1,38 1,75 1,63
Melhora no HAQ
Semana 14 Média  DP 0,16  0,49 0,42  0,38 NA NA
Mediana 0,13 0,38b NA NA
Semana 24 Média  DP 0,13  0,58 0,47  0,55 0,03  0,50 0,23  0,50
Mediana 0,13 0,38 0,00 0,13
a
: N reflete os pacientes randomizados; o número real de pacientes avaliáveis quanto a
cada desfecho pode variar na linha do tempo.
b
: p < 0,001
NA: Não aplicável, já que esses dados não foram coletados na Semana 14 nesse estudo.

6
No GO-FORWARD, foram demonstradas melhoras clínicas e estatisticamente significativas na qualidade de vida
relacionada à saúde segundo a avaliação pela pontuação de componente físico do SF-36 em pacientes tratados com
SIMPONI® versus placebo. No GO-FORWARD e GO-AFTER foram observadas melhoras estatisticamente
significativas em produtividade autorrelatada e na fadiga pela avaliação funcional de escala de fadiga de terapia com
doença crônica (FACIT-F).

Artrite psoriásica: A segurança e eficácia de SIMPONI® foram avaliadas em um estudo multicêntrico, randomizado,
duplo-cego, controlado por placebo (GO-REVEAL) em 405 pacientes adultos com AP ativa ( 3 articulações
edemaciadas e  3 articulações dolorosas) apesar de terapia com anti-inflamatório não-esteroidal (AINE) ou DMARD.
Os pacientes desse estudo haviam sido diagnosticados com AP há pelo menos 6 meses, com uma lesão de pele psoriásica
com diâmetro de pelo menos 2 cm. Foram inscritos pacientes de cada subtipo de artrite psoriásica, incluindo artrite
poliarticular sem nódulos reumatoides (43%), artrite periférica assimétrica (30%), artrite na articulação interfalangeana
distal (15%), espondilite com artrite periférica (11%) e artrite mutilante (1%). Não foi permitido tratamento prévio com
agente anti-TNF. SIMPONI® foi administrado subcutaneamente em doses de 50 mg ou 100 mg, com ou sem MTX, a
cada 4 semanas. Os pacientes foram designados aleatoriamente para receber placebo (n = 113), SIMPONI® 50 mg (n =
146) e SIMPONI® 100 mg (n = 146). O desfecho primário foi a porcentagem de pacientes conseguindo resposta ACR
20 na Semana 14. Os dados de eficácia controlados por placebo foram coletados e analisados até a Semana 24.
Os principais resultados para a dose de 50 mg são mostrados na Tabela 4 a seguir. Em geral, não foi observada nenhuma
diferença clinicamente significativa nas medidas de eficácia entre os esquemas de dosagem de 50 mg e 100 mg do
SIMPONI®.

Tabela 4: Principais resultados de eficácia do estudo GO-REVEAL


Placebo SIMPONI® 50 mg*
Na 113 146
Responsivos, % de pacientes
ACR 20
Semana 14 9% 51%
Semana 24 12% 52%
ACR 50
Semana 14 2% 30%
Semana 24 4% 32%
ACR 70
Semana 14 1% 12%
Semana 24 1% 19%
DAS28
Semana 14 24% 66%
Semana 24 24% 64%
b
PASI 75

7
Placebo SIMPONI® 50 mg*
Semana 14 3% 40%
Semana 24 1% 56%

Pontuação inicial de HAQ


Média + DP 1,03 ± 0,55 0,98 ± 0,65
Mediana 1,00 1,00
Melhora em HAQ
Semana 14 Média + DP 0,04 ± 0,44 0,31 ± 0,50
Mediana 0,00 0,25
Semana 24 Média + DP -0,01 ± 0,49 0,33 ± 0,55
Mediana 0,00 0,25
*: p < 0,05 para todas as comparações; os cálculos do valor de p são baseados em
comparações dos valores medianos para variáveis contínuas.
a
: N reflete os pacientes randomizados; o número real de pacientes avaliáveis quanto a
cada desfecho pode variar na linha do tempo.
b
: Baseado no subconjunto de pacientes com  3% envolvimento de BSA no Período
Inicial.

Foram observadas melhoras nas principais medições de atividade de doença na primeira avaliação (Semana 4) após a
administração inicial de SIMPONI® e foram mantidas até a Semana 24. Respostas semelhantes de ACR 20 na semana
14 foram observadas em pacientes com diferentes subtipos de AP, incluindo artrite poliarticular sem nódulos
reumatoides, artrite periférica assimétrica, artrite na articulação interfalangeana distal e espondilite com artrite periférica.
O número de pacientes com artrite mutilante foi pequeno demais para permitir uma avaliação significativa. As respostas
observadas nos grupos tratados com SIMPONI® foram semelhantes em pacientes recebendo e não recebendo MTX
concomitante.
Foram observadas melhoras nos parâmetros da atividade periférica característica da artrite psoriásica (por exemplo,
número de articulações edemaciadas, número de articulações dolorosas, dactilite e entesite) nos pacientes tratados com
SIMPONI®. De modo semelhante, os tratados com SIMPONI® também demonstraram melhora significativa na
psoríase de pele e unhas, segundo a avaliação pelo Índice de Gravidade e Extensão da Psoríase (PASI), alteração
percentual desde o período inicial no Índice de Gravidade da Psoríase nas Unhas (NAPSI) e melhora na Avaliação
Global pelo Médico da unha (PGA).
O tratamento com SIMPONI® resultou em melhora significativa na função física segundo a avaliação do HAQ, assim
como melhoras significativas na qualidade de vida relacionada à saúde, segundo a avaliação pelos escores resumidos de
componentes físicos e mentais do SF-36. A produtividade autorrelatada teve uma melhora significativa e o tempo ausente
do trabalho pelos cuidadores foi significativamente reduzido.

8
Espondilite anquilosante: A segurança e eficácia de SIMPONI® foram avaliadas em um estudo multicêntrico,
randomizado, duplo-cego e controlado por placebo (GO-RAISE) em 356 pacientes adultos com espondilite anquilosante
ativa (definida como um escore de Índice de Atividade de Espondilite Anquilosante de Bath (BASDAI) ≥ 4 e uma
pontuação na escala visual analógica (VAS) para dor total nas costas de ≥ 4, em uma escala de 0 a 10 cm). Os pacientes
recrutados nesse estudo tinham sintomas de doença ativa apesar de terapia atual ou prévia com AINE ou DMARD e não
haviam recebido tratamento prévio com anti-TNF. Os pacientes com anquilose completa da coluna foram excluídos da
participação do estudo. SIMPONI® foi administrado subcutaneamente em doses de 50 mg ou 100 mg a cada 4 semanas.
Os pacientes foram randomizados aleatoriamente para receber placebo (n = 78), SIMPONI® 50 mg (n = 138) e
SIMPONI® 100 mg (n = 140). O desfecho primário foi a porcentagem de pacientes que conseguiram uma melhora de
20% nos critérios de resposta para Avaliação da Espondilite Anquilosante (ASAS 20) na Semana 14. Os dados de
eficácia controlados por placebo foram coletados e analisados até a Semana 24.
Os principais resultados para a dose de 50 mg são mostrados na Tabela 5 a seguir. Em geral, não foi observada nenhuma
diferença clinicamente significativa nas medidas de eficácia entre os esquemas de dosagem com 50 mg e 100 mg de
SIMPONI®.

Tabela 5: Principais resultados de eficácia do estudo GO-RAISE.


Placebo SIMPONI® 50 mg*
Na 78 138
Responsivos, % de pacientes
ASAS 20
Semana 14 22% 59%
Semana 24 23% 56%
ASAS 40
Semana 14 15% 45%
Semana 24 15% 44%
ASAS 5/6
Semana 14 8% 50%
Semana 24 13% 49%
BASDAI 50
Semana 14 15% 46%
Semana 24 15% 51%
BASDAI 70
Semana 14 5% 29%
Semana 24 8% 30%
BASDAI 90
Semana 14 1% 10%
Semana 24 1% 15%

9
Placebo SIMPONI® 50 mg*
BASFI (0-10): alteração mediana desde o período inicial
Período Inicial, (mediana) 4,9 5,0
Semana 14 0,1 -1,4
Semana 24 0,4 -1,6
*: p  0,001 para todas as comparações com exceção de BASDAI 90 na Semana 14, em que
p = 0,017.
a
: N reflete os pacientes randomizados; o número real de pacientes avaliáveis quanto a cada
desfecho pode variar na linha do tempo.

Comparado com o placebo, o tratamento com SIMPONI® resultou em uma melhora significativa nos sinais e sintomas,
conforme demonstrado pelos escores ASAS e BASDAI nas Semanas 14 e 24. Os pacientes tratados com SIMPONI®
conseguiram uma melhora significativamente maior em todos os componentes de ASAS 20 em comparação ao placebo.
Foram observadas melhoras nas principais medidas de atividade da doença na primeira avaliação (Semana 4) após a
administração inicial de SIMPONI®, mantidas até a Semana 24. Foi observada uma eficácia consistente em pacientes,
independentemente do antígeno HLA-B27 ou níveis iniciais de PCR, segundo avaliação pelas respostas ASAS 20 na
Semana 14. Uma porcentagem maior de pacientes tratados com SIMPONI® atingiu um nível baixo de atividade da
doença (definido como um valor < 2 em uma escala de 0-10 cm em cada um dos quatro parâmetros de resposta ASAS
20) na semana 14 (23%) em comparação com os pacientes tratados com placebo (5%, p < 0,001), mantida até a Semana
24.
O tratamento com SIMPONI® resultou em melhoras significativas na função física, conforme avaliado pelas alterações
desde o período inicial no Índice Funcional de Espondilite Anquilosante de Bath (BASFI) nas Semanas 14 e 24. A
melhora mediana em BASFI na Semana 14 foi de 1,4 no grupo que recebeu 50 mg de SIMPONI®, em comparação com
agravamento de 0,1 no grupo placebo (p < 0,001). A melhora na função física foi mantida até a Semana 24 nos pacientes
tratados com SIMPONI®. A qualidade de vida relacionada à saúde, conforme medição pela pontuação do componente
físico do SF-36, também teve uma melhora significativa nas Semanas 14 e 24. Melhoras significativas também foram
observadas no sono (segundo medição pelo Questionário de Avaliação do Sono de Jenkins) e produtividade
autorrelatada.

Espondiloartrite axial não radiográfica: A segurança e eficácia de SIMPONI® 50 mg foram avaliadas em um estudo
(GO AHEAD) multicêntrico, randomizado, duplo-cego, placebo controlado (até a Semana 16), avaliando o tratamento
com SIMPONI® 50 mg administrado por via subcutânea a cada 4 semanas em 197 pacientes adultos com
espondiloartrite axial não radiográfica ativa grave (definidos como aqueles pacientes que estavam de acordo com os
critérios ASAS de classificação de espondiloartrite axial, mas não estavam de acordo com os critérios modificados de
New York para espondilite anquilosante). Na Semana 16, os pacientes iniciaram um período aberto em que todos
receberam SIMPONI® 50 mg administrado por via subcutânea a cada 4 semanas até a Semana 48 com avaliações de
eficácia realizadas até a Semana 52 e acompanhamento de segurança até a Semana 60. Aproximadamente 93% dos

10
pacientes que estavam recebendo SIMPONI® no início da fase de extensão aberta (Semana 16) permaneceram em
tratamento até o final do estudo (Semana 52).

Os pacientes incluídos neste estudo apresentavam doença ativa, definida como um BASDAI ≥ 4 cm e uma VAS para
dor nas costas total de ≥ 4 cm, cada um em uma escala de 0 a 10 cm, e que apresentaram uma resposta inadequada ao
tratamento com AINE ou eram intolerantes ao tratamento com AINE.

Os pacientes que apresentavam sacroileíte bilateral Grau 2 ou sacroileíte unilateral Grau 3 ou Grau 4 nas radiografias
convencionais, foram excluídos do estudo. Os pacientes que receberam previamente bloqueadores TNF-alfa ou
quaisquer agentes biológicos, também foram excluídos do estudo.

Os pacientes foram distribuídos randomicamente para placebo (n = 100) ou SIMPONI® 50 mg (n = 97). O desfecho
primário foi a resposta ASAS 20 na Semana 16. Os principais desfechos secundários incluíram resposta ASAS 40 na
Semana 16, resposta BASDAI 50 na Semana 16, remissão parcial ASAS na Semana 16, e mudança na pontuação MRI
para articulações sacroilíacas no Spondyloarthritis Research Consortium of Canada (SPARCC) do basal até a Semana
16.

As análises foram realizadas em ambas as populações Todos Tratados (TT, N = 197) e Sinais Objetivos de Inflamação
(SOI, N = 158). A população SOI foi definida por PCR elevado acima do limite superior da normalidade e/ou
evidências atuais de sacroileíte na ressonância magnética basal.

Redução dos sinais e sintomas


O tratamento com SIMPONI® 50 mg resultou em melhora nos sinais e sintomas como demonstrada nos desfechos
principais na Semana 16 (Tabela 6). Uma proporção significativamente maior dos pacientes atingiram ASAS 20, ASAS
40, ASAS 5/6 e BASDAI 50 no grupo SIMPONI® 50 mg, em comparação ao placebo (p < 0,0001). Além disso, uma
proporção significativamente maior dos pacientes atingiram remissão parcial ASAS e ASDAS-C < 1,3 com SIMPONI®
50 mg em comparação ao placebo (p < 0,05). Melhora significativa em ASAS 20 foi observada desde a primeira
avaliação (Semana 4, p < 0,0001) após a admnistração inicial de SIMPONI® 50 mg (Figura 1).

Figura 1: Porcentagem de indivíduos que atingiram ASAS 20 - Todos Tratados (TT)

11
Porcentagem de respondedores ASAS 20

Tempo (semanas)

Resultados significativos para esses mesmos desfechos também foram demonstrados na população SOI (Tabela 6).
Melhoras semelhantes em todos os desfechos principais acima foram observadas na Semana de 16 a 52 entre os pacientes
que permaneceram no estudo e estavam sendo tratados com SIMPONI® 50 mg nas populações TT e SOI.

Tabela 6: Porcentagem de pacientes com espondiloartrite axial não radiográfica com respostas
ASAS, BASDAI e ASDAS-C; pacientes randomizados e tratados

Placebo SIMPONI® 50 mg
TT (N=100) (N=97)
ASAS 20 (% respondedores)
Semana 16 40% 71%**
ASAS 40 (% respondedores)
Semana 16 23% 57%**
ASAS remissão parcial (%respondedores)
Semana 16 18% 33%*
ASAS 5/6a (%respondedores)
Semana 16 23% 54%**
BASDAI 50 (%respondedores)
Semana 16 30% 58%**
ASDAS-Cab < 1,3 (%respondedores)
Semana 16 13% 33%*

Placebo SIMPONI® 50 mg*


SOI (N=80) (N=78)
ASAS 20 (% respondedores)
Semana 16 38% 77% **
ASAS 40 (% respondedores)
Semana 16 23% 60%**
ASAS remissão parcial (% respondedores)
Semana 16 19% 35%*
ASAS 5/6 a (% respondedores)
Semana 16 23% 63%**
BASDAI 50 (% respondedores)
Semana 16 29% 59%**
ASDAS-Cab < 1,3 (% respondedores)

12
Semana 16 16% 35%*
• p < 0,05 para comparação de SIMPONI® 50 mg versus placebo.
** p < 0,0001 para comparação de SIMPONI® 50 mg versus placebo.
a
Não controlado por erro de Tipo I.
b
Pontuação da atividade da doença espondilite anquilosante pela proteína C-reativa (TT
Placebo, N = 90; TT SIMPONI® 50 mg, N = 88; SOI Placebo, N = 71; SOI SIMPONI® 50
mg, N = 71).

Resposta ASAS 20 (Anderson et al, 2001) foi definida como:


(1) Uma melhora de  20% do basal e uma melhora absoluta do basal de pelo menos 1 em uma
escala de 0 a 10 cm em pelo menos 3 dos 4 seguintes domínios: avaliação global do paciente,
avaliação da dor (dor nas costas total), pontuação BASFI, ou inflamação (média de 2 questões do
BASDAI relativa à rigidez matinal);
(2) Ausência de deterioração em relação ao basal (deterioração definida como  20% de
agravamento e agravamento absoluto de pelo menos 1 em uma escala de 0 a 10 cm) no potencial
domínio restante.
ASAS 40: é definido como uma melhora ≥ 40% de 3 de 4 domínios, com uma melhora absoluta
de, pelo menos, 2 em uma escala de 0 a 10 cm, e ausência de agravamento no domínio restante.
ASAS Remissão Parcial: cada um dos 4 domínios de ASAS 20 tem uma pontuação inferior a 2
ASAS 5/6 que é definido como 20% ou mais de melhora em qualquer 5 dos 6 domínios de dor
nas costas total (VAS), escore global do paciente (VAS), função (BASFI), rigidez matinal
(média das 2 últimas questões de BASDAI), proteína C-reativa e medição de flexão lateral
lombar;
BASDAI: auto-avaliação individual usando VAS (0 a 10 cm) com os seguintes critérios: fadiga,
dor na coluna, dor nas articulações, entesite, rigidez matinal qualitativa e rigidez matinal
quantitativa.

Pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg alcançaram melhoras significativamente maiores em comparação ao placebo
nas populações TT e SOI de Avaliação Global do Paciente, total de dor nas costas, inflamação, dor noturna nas costas,
proteína C reativa, e ASDAS-PCR (Tabela 7). Melhoras semelhantes nestes desfechos foram observadas na Semana 52
entre os pacientes que permaneceram no estudo e foram tratados com SIMPONI® 50 mg nas populações TT e SOI.

Tabela 7: Estudo de espondiloartrite axial não radiográfica: melhora nos sinais e sintomas;
pacientes randomizados e tratados
TT Placebo SIMPONI® 50 mg valor p
a
Avaliação Global do Patiente da atividade da doença (cm): mudança a partir do basal
Nb 96 93
Basal (mediana) 6,4 7,3
Semana 16 (mediana) -1,1 -4,2
Semana16 (média  EP) -1,5  0,3 -3,7  0,3 p<0,0001
Dor nas costas total a (cm): mudança a partir do basal
Nb 97 93
Basal (mediana) 6,4 7,2
Semana 16 (mediana) -1,5 -4,2
Semana16 (média  EP) -2,0  0,3 -4,1  0,3 p<0,0001
Inflamação a,c (cm): mudança a partir do basal na rigidez matinal
Nb 96 93
Basal (mediana) 5,8 7,1
Semana 16 (mediana) -1,3 -4,0
Semana16 (média  EP) -1,8  0,2 -3,8  0,2 p<0,0001
Dor noturna nas costasa (cm): mudança a partir do basal
Nb 97 93
Basal (mediana) 6,5 7,8

13
Semana 16 (mediana) -0,7 -5,2
Semana16 (média  EP) -1,7  0,3 -4,4  0,3 p<0,0001
Proteína C-reativad (mg/dL): mudança a partir do basal
Nb 91 88
Basal (mediana) 0,5 0,4
Semana 16 (mediana) 0,0 -0,0
Semana16 (média  EP) -0,4  0,2 -1,0  0,2 p=0,0003
ASDAS-PCR pontuação: mudança a partir do basal
Nb 90 88
Basal (mediana) 3,3 3,5
Semana 16 (mediana) -0,6 -1,7
Semana16 (média  EP) -0,6  0,1 -1,7  0,1 p<0,0001

SOI Placebo SIMPONI® 50 mg valor p


a
Avaliação Global do Patiente da atividade da doença (cm): mudança a partir do basal
Nb 77 76
Basal (mediana) 6,6 7,4
Semana 16 (mediana) -0,8 -4,4
Semana16 (média  EP) -1,4  0,4 -3,9  0,4 p<0,0001
Dor nas costas totala (cm): mudança a partir do basal
Nb 78 76
Basal (mediana) 6,5 7,3
Semana 16 (mediana) -1,3 -4,4
Semana16 (média  EP) -1,9  0,3 -4,2  0.3 p<0,0001
Inflamação a,c (cm): mudança a partir do basal na rigidez matinal
Nb 77 76
Basal (mediana) 5,9 6,9
Semana 16 (mediana) -1,3 -4,0
Semana16 (média  EP) -1,7  0,3 -4,0  0,3 p<0,0001
Dor noturna nas costas a (cm): mudança a partir do basal
Nb 78 76
Basal (mediana) 6,8 7,9
Semana 16 (mediana) -0,8 -5,6
Semana16 (média  EP) -1,8  0,3 -4,7  0,3 p<0,0001
Proteína C-reativa d (mg/dL): mudança a partir do basal
Nb 72 71
Basal (mediana) 0,8 0,7
Semana 16 (mediana) 0,0 -0,4
Semana16 (média  EP) -0,50  0,2 -1,2  0,2 p=0,0004
ASDAS-PCR pontuação: mudança a partir do basal
Nb 71 71
Basal (mediana) 3,4 3,6
Semana 16 (mediana) -0,5 -2,0
Semana16 (média  EP) -0,6  0,1 -1,8  0,1 p<0,0001
a
Escala Visual Analógica (com 0 = “melhor” e 10 = “pior”). A diminuição/negativação da
pontuação é indicativo de melhora.
b
N reflete a quantidade de pacientes no basal e dados na Semana 16.
c
Média das 2 últimas questões das 6 questões BASDAI.
d
Faixa normal 0-0,9 mg/dL.
EP = Erro Padrão

ASDAS-PCR: Índice da pontuação da atividade da doença espondilite anquilosante contendo PCR

14
A entesite foi avaliada pelo índice de pontuação MASES (Maastricht Ankylosing Spondylitis Enthesitis Score). A
melhora média estatisticamente significativa em relação ao basal pelo índice de pontuação MASES na Semana 16 foi
demonstrada na população TT (Tabela 8). Respostas similares de MASES foram observadas na Semana 24 e na Semana
52 entre os pacientes que permaneceram no estudo e tratados com SIMPONI® 50 mg nas populações TT e SOI.

Tabela 8: Estudo espondiloartrite axial não radiográfica: Pontuação Entesite: pacientes


randomizados e tratados
TT Placebo SIMPONI® 50 mg valor p
Índice MASES (faixa 0-13): mudança a partir do basal
Na 97 92
Basal (mediana) 2,0 2,0
Semana 16 (mediana) 0,0 -1,0
Semana16 (média  EP) -0,7  0,3 -1,4  0,3 p=0,0302

SOI Placebo SIMPONI®50 mg valor p


Índice MASES (faixa 0-13): mudança a partir do basal
Na 77 75
Basal (mediana) 2,0 2,0
Semana 16 (mediana) 0,0 -1,0
Semana16 (média  EP) -0,8  0,3 -1,4  0,3 NS
a
N reflete a quantidade de pacientes no basal e dados na Semana 16.
MASES: Maastricht Ankylosing Spondylitis Enthesitis Score: Há 13 locais que estão sendo medidos.
Todos os locais são classificados como 0 ou 1 (0-não doloroso, 1-doloroso). MASES é a soma de todas
as pontuações dos locais (de 0 a 13).
EP = Erro Padrão
NS = Não significativo

Melhora na variação de movimento


Variação de movimento e mobilidade da coluna vertebral foi avaliada por BASMI (Bath Ankylosing Spondylitis
Metrology Index) e na expansão da parede torácica no início do estudo e na Semana 16. Melhora média estatisticamente
significativa em BASMI foi observada na Semana 16 no grupo SIMPONI® 50 mg, comparado ao grupo placebo.
Melhora estatisticamente significativa na BASMI também foi observada na população SOI no grupo SIMPONI® 50 mg
em comparação ao grupo placebo (Tabela 9). Melhoras similares de BASMI foram observadas na Semana 24 e na
Semana 52 entre os pacientes que permaneceram no estudo e tratados com SIMPONI® 50 mg nas populações TT e SOI.

15
Tabela 9: Estudo de espondiloartrite axial não radiográfica: Análise da mobilidade da coluna:
pacientes randomizados e tratados
TT Placebo SIMPONI® 50 mg valor p
BASMI (0-10 cm): mudança a partir do basal
Na 100 94
Basal (mediana) 2,2 2,2
Semana 16 (mediana) 0,0 -0,4
Semana16 média  EP) -0,1  0,1 -0,5  0,1 p<0,0001
Expansão da parede torácica (cm): mudança a partir do basal
Na 97 90
Basal (mediana) 5,0 5,0
Semana 16 (mediana) 0,0 0,5
Semana16 (média  EP) 0,0  0,2 0,3  0,2 NS

SOI Placebo SIMPONI® 50 mg valor p


BASMI (0-10 cm): mudança a partir do basal
Na 80 77
Basal (mediana) 2,0 2,2
Semana 16 (mediana) 0,0 -0,4
Semana16 (média  EP) -0,1  0,1 -0,5  0,1 p=0,0002
Expansão da parede do peito (cm): mudança a partir do basal
Na 78 73
Basal (mediana) 4,6 5,0
Semana 16 (mediana) 0,0 0,3
Semana16 (média  EP) 0,0  0,2 0,3  0,2 NS
a
N reflete a quantidade de pacientes no basal e dados na Semana 16.
Valores normais de mobilidade da coluna: expansão torácica: >6,5 cm em homen, >4,5 cm em mulheres,
idade de 35-45 anos.
EP = Erro Padrão
NS = Não significativo

Inibição de inflamação em MRI


As análises na pontuação MRI para as articulações sacroilíacas no SPARCC do basal até a Semana 16 foram
realizadas em indivíduos com medições de ressonância magnética no início do estudo e na Semana 16. No grupo de
indivíduos que completaram a Semana 16, uma diminuição significativamente maior do valor basal foi observada para
os indivíduos que receberam SIMPONI® 50 mg em comparação àqueles que receberam placebo (p <0,0001).
Resultados estatisticamente significativos também foram observados na população SOI (Tabela 10).

Tabela 10: Inibição da inflamação em articulações sacroiliacas medida por MRI


Mudança média a partir do basal
Placebo SIMPONI® 50 mg
a
TT (N=87) (N=74) a
b
SPARCC Pontuação MRI articulações
-0,9 -5,3* c
sacroiliacas
Placebo SIMPONI® 50 mg
a
SOI (N=69) (N=61) a
SPARCC Pontuação MRI articulações
-1,2 -6,4* c
sacroiliacas
* p<0,0001 para SIMPONI® 50 mg em comparação ao placebo.
a
N reflete a quantidade de pacientes com dados do período basal e da Semana 16.
b
Spondyloarthritis Research Consortium of Canada.
c
Baseado no teste de Mann-Whitney.

16
Melhora na função física
A função física foi avaliada através do BASFI (Bath Ankylosing Spondylitis Functional Index) no início do estudo e na
Semana 16. Pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg relataram melhoras estatisticamente significativas na função
física em comparação ao placebo. Na população SOI, melhora na BASFI na Semana 16 também foi observada no grupo
SIMPONI® 50 mg, em comparação ao grupo placebo (Tabela 11). Melhoras similares de BASFI foram observadas até
a Semana 52, entre os pacientes que permaneceram no estudo e foram tratados com SIMPONI® 50 mg nas populações
TT e SOI.

Tabela 11: Estudo de espondiloartrite axial não radiográfica: Análise de melhora em BASFI;
pacientes randomizados e tratados
Placebo SIMPONI® 50 mg
TT (N=97)a (N=93)a valor p
BASFI (0-10 cm): mudança a partir do basal
Basal (mediana) 5,0 5,2
Semana 16 (mediana) -0,4 -2,6
Semana16 média  EP) -0,9  0,2 -2,6  0,2 p<0,0001
Placebo SIMPONI® 50 mg
SOI (N=78)a (N=76)a valor p
BASFI (0-10 cm): mudança a partir do basal
Basal (mediana) 5,1 5,2
Semana 16 (mediana) -0,4 -2,9
Semana16 média  EP) -0,9  0,2 -2,8  0,3 p<0,0001
a
N reflete a quantidade de pacientes com dados do período basal e da Semana 16.
EP = Erro Padrão.
Média de 10 questões BASFI (Bath Ankylosing Spondylitis Functional Index). Uma pontuação
decrescente/negativa é indicativa de melhora no BASFI.

Melhora na saúde relacionada à qualidade de vida


A qualidade de vida relacionada à saúde foi medida pelo SF-36 (Short Form Health Survey 36) Sumário de Componentes
Físico e Mental, ASQoL (Ankylosing Spondylitis Quality of Life questionnaire), EQ-5D (EuroQoL 5 Dimensions
questionnaire) Index Score, EQ-5D Health State Score e WPAI (Work Productivity and Impairment surveys) no início
do estudo e na Semana 16 (Tabela 12) e na Semana 52.

Os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg apresentaram melhora média estatisticamente significativa a partir do
basal na pontuação do sumário do componente físico SF-36 (PCS) em comparação ao placebo na Semana 16 (Tabela
12). A melhoria observada na Semana 16 entre os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg continuou nos pacientes
que permaneceram no estudo na Semana 52.

Na pontuação SF-36 do sumário do componente mental (MCS), os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg
apresentaram melhora média estatisticamente significativa a partir do basal em comparação ao placebo na Semana 16
(Tabela 12). A melhoria observada na Semana 16 entre os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg continuou nos
pacientes que permaneceram no estudo na Semana 52.

17
Em ASQoL, os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg apresentaram melhora média estatisticamente significativa a
partir do basal em comparação ao placebo na Semana 16 (Tabela 12). A melhoria observada na Semana 16 entre os
pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg continuou nos pacientes que permaneceram no estudo e na Semana 52.

Na pontuação índice EQ-5D, os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg apresentaram melhora média
significativamente maior a partir do basal em comparação ao placebo na Semana 16. A melhoria observada na Semana
16 entre os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg continuou nos pacientes que permaneceram no estudo na Semana
52.

Na pontuação EQ-5D Health State Score, os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg apresentaram melhora média
estatisticamente significativa a partir do basal em comparação ao placebo na Semana 16 (Tabela 12). A melhoria
observada na Semana 16 entre os pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg continuou nos pacientes que permaneceram
no estudo na Semana 52.

Melhoras médias estatisticamente significativas também foram observadas na população SOI para todas as medidas de
qualidade de vida relacionada à saúde acima (Tabela 12). As melhorias observadas na Semana 16 entre os pacientes
tratados com SIMPONI® 50 mg na população SOI continuaram nos pacientes que permaneceram no estudo na Semana
52.

Produtividade no trabalho e na rotina do lar foi avaliada no início e na Semana 16, como relatado por pesquisas WPAI
de medição de Percentual de Tempo de Trabalho Perdico devido à Saúde, Percentual de Incapacidade durante o Trabalho
devido à Saúde, Percentual Total de Incapacidade devido à Saúde e Percentual de Incapacidade da Atividade devido à
Saúde. Pacientes tratados com SIMPONI® 50 mg relataram pioras significativamente maiores na incapacidade total de
trabalho e na incapacidade de atividade em comparação ao placebo. Na população SOI, pioras estatisticamente
significativas também foram observadas na incapacidade durante o trabalho, incapacidade de trabalho total e na
incapacidade de atividade (Tabela 12). As pioras observadas na Semana 16 entre os pacientes tratados com SIMPONI®
50 mg nas populações TT e SOI continuaram nos pacientes que permaneceram no estudo na Semana 52.

Tabela 12: Estudo de espondiloartrite axial não radiográfica: Análise da qualidade de vida
relacionada à saúde: pacientes randomizados e tratados

18
TT Placebo SIMPONI® 50 mg valor p
SF-36 PCS
Na 96 91
Basal
Média  DP 35,0 ± 8,7 32,9 ± 8,1
Mediana 35,6 33,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 3,7 ± 0,8 10,3 ± 0,8 p<0,0001
Mediana 2,5 9,7
SF-36 MCS
Na 96 91
Basal
Média  DP 41,6 ± 11,1 41,1 ± 11,9
Mediana 41,4 41,7
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 1,6 ± 1,1 5,9 ± 1,1 p=0,0034
Mediana 2,0 4,9
ASQoL
Na 100 94
Basal
Média  DP 10,2 ± 4,6 11,1 ± 4,5
Mediana 11,0 12,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b -1,8 ± 0,5 -5,2 ± 0,5 p<0,0001
Mediana -1,0 -4,0
Pontuação Índice EQ-5D
Na 100 94
Basal
Média  DP 0,4 ± 0,3 0,4 ± 0,3
Mediana 0,5 0,6
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 0,1 ± 0,0 0,3 ± 0,0 p<0,0001
Mediana 0,1 0,2
Pontuação EQ-5D Health State Score VAS (cm)
Na 100 94
Basal
Média  DP 5,1 ± 2,1 4,5 ± 2,2
Mediana 5,0 4,5
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 0,6 ± 0,2 2,1 ± 0,2 p<0,0001
Mediana 0,0 2,0
WPAI: Percentual de Trabalho Perdido devido à Saúde
Na 58 58
Basal
Média  DP 13,4 ± 25,8 11,3 ± 24,0
Mediana 0 0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b 0,9 ± 27,9 -5,8 ± 16,3 NS
Mediana 0 0
WPAI: Percentual de Incapacidade durante o Trabalho devido à Saúde
Na 58 63
Basal
Média  DP 49,3 ± 26,4 43,7 ± 29,0
Mediana 50,0 40,0

19
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b -14,0 ± 28,7 -22,4 ± 25,8 NSE
Median -10,0 -20,0
WPAI: Percentual Total de Incapacidade de Trabalho devido à Saúde
Na 57 57
Basal
Média  DP 53,2 ± 27,1 43,0 ± 29,9
Mediana 53,9 40,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b -11,7 ± 28,2 -21,1 ± 24,7 p=0,0391 c
Mediana -8,0 -20,0
WPAI: Percentual de Compromentimento da Atividade devido à Saúde
Na 100 93
Basal
Média  DP 54,4 ± 24,7 55,1 ± 25,7
Mediana 60,0 60,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b -8,6 ± 27,6 -24,9 ± 29,5 p<0,0001 c
Mediana -10,0 -20,0

SOI Placebo SIMPONI® 50 mg valor p


SF-36 PCS
Na 78 74
Basal
Média  DP 35,1 ± 8,9 33,0 ± 8,3
Mediana 35,1 33,1
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 3,7 ± 0,9 10,4 ± 0,9 p<0,0001
Mediana 2,5 9,7
SF-36 MCS
Na 78 74
Basal
Média  DP 42,2 ± 11,0 40,9 ± 11,4
Mediana 42,1 41,1
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 1,0 ± 1,2 5,6 ± 1,3 p=0,0065
Mediana 0,7 4,9
ASQoL
Na 80 77
Basal
Média  DP 10,2 ± 4,8 10,9 ± 4,4
Mediana 11,0 12,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b -1,8 ± 0,5 -5,1 ± 0,5 p<0,0001
Mediana -1,0 -5,0
Pontuação Índice EQ-5D
Na 80 77
Basal
Média  DP 0,4 ± 0,3 0,4 ± 0,3
Mediana 0,5 0,6
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 0,1 ± 0,0 0,3 ± 0,0 p=0,0004
Mediana 0,1 0,2
Pontuação EQ-5D Health State Score VAS (cm)

20
Na 80 77
Basal
Média  DP 5,2 ± 2,1 4,6 ± 2,2
Mediana 5,0 4,7
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  EP b 0,5 ± 0,3 2,0 ± 0,3 p<0,0001
Mediana 0,0 2,0
WPAI: Percentual de Tempo de Trabalho Perdido devido à Saúde
Na 46 47
Basal
Média  DP 15,5 ± 28,2 12,8 ± 26,1
Mediana 0 0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b 2,1 ± 30,9 -6,0 ± 17,6 NSE
Mediana 0 0
WPAI: Percentual de Incapacidade durante o Trabalho devido à Saúde
Na 46 51
Basal
Média  DP 50,4 ± 26,8 45,9 ± 28,4
Mediana 50,0 50,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b -11,7 ± 29,8 -23,3 ± 26,5 p=0,0194 c
Mediana -10,0 -20,0
WPAI: Percentual Total de Incapacidade do Trabalho devido à Saúde
Na 45 46
Basal
Média  DP 54,6 ± 27,6 45,5 ± 29,3
Mediana 58,3 45,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b -8,4 ± 28,5 -21,2 ± 24,7 p=0,0090 c
Mediana -4,8 -20,0
WPAI: Percentual de Incapacidade da Atividade devido à Saúde
Na 80 76
Basal
Média  DP 52,9 ± 24,6 57,5 ± 24,3
Mediana 55,0 60,0
Semana 16, melhora a partir do basal
Média  DP b -6,8 ± 28,9 -25,5 ± 28,7 p<0,0001 c
Mediana -10,0 -20,0

21
a
N reflete a quantidade de pacientes como dados do período basal e da Semana 16.
b
Derivado a partir de modelo estatistico.
c
Baseado no teste de Mann-Whitney.
DP = Desvio Padrão
EP = Erro Padrão
NS = Não significativo

O valor médio para as pontuações dos componentes físicos (PCS) e pontuações dos componentes mentais
(MCS) do SF-36 é de 50 ± 10 cada para a população geral dos EUA. O intervalo é de 0 (pior) a 100 (melhor).
ASQoL: Ankylosing Spondylitis Quality of Life Questionnaire é um instrumento específico da doença usado
para medir a QoL (Qualidade de Vida) na população de paciente cm Espondilite Anquilosante. É composto
por 18 itens que requerem uma resposta sim ou não às questões relacionadas ao impacto da dor sobre o sono,
humor, motivação, capacidade de lidar, atividades da vida diária, independência, relacionamentos e vida
social. EQ-5D: questionário EuroQoL-5D Health questionnaire compreendendo 5 dimensões: mobilidade,
autocuidado, atividades usuais, dor/desconforto e ansiedade/depressão.
Índice EQ-5D: pontuação ponderada (5D + VAS):
WPAI: Índice de produtividade do trabalho e incapacidade: mede tempo perdido no trabalho, incapacidade do
trabalho e incapacidade das atividades regulares devido à saúde total e sintomas. O WPAI é avaliado em
relação à medidas de percepções gerais de saúde, papel físico, papel emocional, dor, gravidade dos sintomas,
medidas globais de trabalho e interferência com a atividade regular.

Colite ulcerativa: A segurança e a eficácia de SIMPONI® foram avaliadas em dois estudos clínicos multicêntricos,
randomizados, duplo-cegos, controlados com placebo em pacientes com  18 anos de idade.
O estudo de indução (PURSUIT 1) avaliou pacientes com colite ulcerativa moderada a gravemente ativa (escore Mayo
6 a 12; subescore de endoscopia  2) que haviam apresentado uma resposta inadequada a, ou falharam em tolerar,
terapias convencionais, ou eram dependentes de corticosteroides. O estudo foi uma combinação de estudo de Fase 2
(determinação de dose) e de Fase 3 (confirmação de dose). Na parte de determinação de dose do estudo, os pacientes
foram randomizados para um de 4 grupos de tratamento: 400 mg de SIMPONI® por via subcutânea na Semana 0 e 200
mg na Semana 2 (400/200 mg), 200 mg de SIMPONI® por via subcutânea na Semana 0 e 100 mg na Semana 2 (200/100
mg), 100 mg de SIMPONI® por via subcutânea na Semana 0 e 50 mg na Semana 2 (100/50 mg) ou placebo por via
subcutânea nas Semanas 0 e 2. Na parte de confirmação de dose do estudo, a eficácia foi avaliada em 761 pacientes que
foram randomizados para receber 400 mg de SIMPONI® por via subcutânea na Semana 0 e 200 mg na Semana 2, 200
mg de SIMPONI® via subcutânea na Semana 0 e 100 mg na Semana 2, ou placebo via subcutânea nas Semanas 0 e 2.
A administração de doses estáveis concomitantes de aminossalicilatos orais, corticosteroides e/ou agentes
imunomoduladores foi permitida. O desfecho primário foi a resposta clínica na Semana 6. Os principais desfechos
secundários foram remissão clínica, cicatrização da mucosa e a melhora no escore IBDQ, todos na Semana 6.

Os resultados do estudo de manutenção (PURSUIT 2-Maintenance) foram baseados na avaliação de 456 pacientes que
alcançaram resposta clínica a partir da indução prévia com SIMPONI®. Os pacientes foram randomizados para receber
50 mg de SIMPONI®, 100 mg de SIMPONI® ou placebo, administrados por via subcutânea a cada 4 semanas. A
administração de doses estáveis concomitantes de aminossalicilatos orais e/ou agentes imunomoduladores foi permitida.

22
Os corticosteroides deveriam ter suas doses diminuídas no início do estudo de manutenção. Neste estudo, foi avaliada a
eficácia de SIMPONI® até a Semana 54. Pacientes que completaram o estudo de manutenção até à Semana 54
continuaram o tratamento de extensão do estudo, para avaliação da eficácia até à Semana 216.

Em ambos os estudos, resposta clínica e remissão clínica foram definidas com base no escore Mayo, que consiste de
quatro subescores: frequência de evacuações, sangramento retal, achados de endoscopia e avaliação global pelo médico.
Cada subescore é classificado em uma escala de 0 a 3, indicando atividade normal (0) a grave (3). O escore Mayo é a
soma dos 4 subescores. Resposta clínica foi definida como uma diminuição de  30% e  3 pontos no escore Mayo a
partir da Semana 0 de indução, acompanhada por uma diminuição no subescore de sangramento retal de  1 ou um
subescore de sangramento retal de 0 ou 1. Remissão clínica foi definida como um escore Mayo  2 pontos, com nenhum
subescore individual > 1. Cicatrização da mucosa foi definida como um escore de endoscopia (do escore Mayo) de 0 ou
1.

A qualidade de vida relacionada à saúde foi avaliada usando-se o IBDQ, o SF-36 e o EQ-5D. O IBDQ é um questionário
especificamente desenhado para pacientes com doença inflamatória intestinal. O SF-36 é um questionário de estado de
saúde geral que tem sido amplamente utilizado em várias doenças e condições para avaliar o bem-estar físico e mental
dos pacientes. O EQ-5D é um instrumento padronizado não específico de doença para descrever e avaliar a qualidade
de vida relacionada à saúde.
A avaliação da eficácia na extensão do estudo baseou-se em mudanças no uso de corticosteroides, na Avaliação Global
do Médico (PGA) da atividade da doença e na melhora da qualidade de vida, conforme medido pelo “Inflammatory
Bowel Disease Questionnaire” - (IBDQ).

Tabela 13: Principais resultados de eficácia de PURSUIT-Induction e PURSUIT-Maintenance

PURSUIT-Induction
SIMPONI®
Placebo 200/100 mg
N = 251 N = 253
Porcentagem de pacientes
Pacientes em resposta clínica na 30% 51%**
semana 6a
Pacientes em remissão clínica na 6% 18%**
semana 6b
Pacientes com cicatrização da 29% 42%*
mucosa na semana 6c
PURSUIT-Maintenance
SIMPONI® SIMPONI®
Placebo d 50 mg 100 mg
N = 154 N = 151 N = 151
Porcentagem de pacientes
Manutenção da resposta
(Pacientes em resposta clínica 31% 47%* 50%**
durante a semana 54)e

23
Remissão sustentada (Pacientes em
remissão clínica na semana 30 e 16% 23%g 28%*
semana 54)f
N = número de pacientes
** p ≤ 0,001
* p ≤ 0,01
a
definido como uma diminuição do basal no escore Mayo em ≥ 30% e ≥ 3 pontos, acompanhada por
u m a diminuição no subescore de sangramento retal de ≥ 1 ou subescore de sangramento retal de 0
ou 1.
b
Definido como escore de Mayo ≤ 2 pontos, sem subescore individual > 1
c
Definido como 0 ou 1 no subescore de endoscopia do escore de Mayo.
d
Somente indução com SIMPONI®.
e
Os pacientes foram avaliados para a atividade de doença em UC por escore de Mayo parcial a cada 4 semanas (a
perda de resposta foi confirmada por endoscopia). Portanto, um paciente que manteve a resposta estava em um
estado de resposta clínica contínua em cada avaliação até a semana 54.
f
O paciente tinha de estar em remissão tanto nas semanas 30 quanto 54 (sem demonstrar
perda de resposta em qualquer momento até a semana 54) para alcançar uma remissão
durável.
g
Em pacientes com peso inferior a 80 kg, uma maior proporção de pacientes que receberam terapia de manutenção
de 50 mg apresentaram remissão clínica sustentada em comparação com aqueles que receberam placebo.

Mais pacientes tratados com SIMPONI® demonstraram cicatrização sustentada da mucosa (pacientes com cicatrização
mucosa tanto na semana 30 quanto na semana 54) no grupo de 50 mg (42%, p <0,05) e no grupo de 100 mg (42%, p
<0,005) em comparação com pacientes no grupo placebo (27%).
Entre os 54% dos pacientes (247/456) que receberam corticosteroides concomitantes no início da PURSUIT-
Maintenance, a proporção de pacientes que mantiveram a resposta clínica até a semana 54 e não estavam recebendo
corticosteroides concomitantes na semana 54 foi maior no grupo de 50 mg (38%, 30/78) e no grupo de 100 mg (30%,
25/82) em comparação com o grupo placebo (21%, 18/87). A proporção de pacientes que eliminaram os corticosteroides
na semana 54 foi maior no grupo de 50 mg (41%, 32/78) e 100 mg (33%, 27/82) em comparação com o grupo placebo
(22%, 19/87). Entre os pacientes que entraram na extensão do estudo, a proporção de indivíduos que permaneceram
livres de corticosteroides foi geralmente mantida até a semana 216.
Os pacientes que não obtiveram resposta clínica na semana 6 nos estudos PURSUIT-Induction receberam dose de
SIMPONI® 100 mg a cada 4 semanas no estudo PURSUIT-Maintenance. Na semana 14, 28% desses pacientes
obtiveram resposta definida pelo escore parcial de Mayo (diminuído em ≥ 3 pontos em comparação com o início da
indução). Na Semana 54, os desfechos clínicos observados nesses pacientes foram semelhantes aos desfechos clínicos
relatados para os pacientes que obtiveram resposta clínica na Semana 6.
Na semana 6, SIMPONI® melhorou significativamente a qualidade de vida, conforme medido pela alteração do basal
em uma medida específica da doença, IBDQ (questionário inflamatório da doença intestinal). Entre os pacientes que
receberam o tratamento de manutenção de SIMPONI®, a melhoria da qualidade de vida medida pelo IBDQ foi mantida
até a semana 54.
Aproximadamente 63% dos pacientes que receberam SIMPONI® no início da extensão do estudo (semana 56)
permaneceram em tratamento até o final do estudo (última administração de golimumabe na semana 212).

Desfechos clínicos durante o tratamento de indução

24
Os resultados desta seção são baseados nos pacientes randomizados durante a parte de confirmação de dose do PURSUIT
1.
Uma porcentagem significativamente maior de pacientes no grupo de SIMPONI® alcançou resposta clínica, remissão
clínica e cicatrização da mucosa quando comparado com o placebo na Semana 6. Além disso, os pacientes no grupo de
SIMPONI® demonstraram uma melhora significativamente maior no escore IBDQ quando comparados com o placebo.

Resposta clínica
No estudo PURSUIT 1, a proporção de pacientes que alcançaram resposta clínica até a Semana 6 foi significativamente
maior no grupo de 200/100 mg de SIMPONI®, 51,0%, comparado com o grupo placebo, 30,0%; p <0,0001 (Figura 2;
Tabela 13).

Figura 2: Porcentagem de pacientes com colite ulcerativa que alcançaram resposta clínica na Semana 6; pacientes
randomizados.

Remissão clínica
No PURSUIT 1, uma proporção significativamente maior de pacientes no grupo de 200/100 mg de SIMPONI® estava
em remissão clínica na Semana 6, 17,8%, comparado com o grupo placebo, 6,4%; p <0,0001 (Figura 3; Tabela 13).

Figura 3: Porcentagem de pacientes com colite ulcerativa em remissão clínica na Semana 6; pacientes
randomizados.

25
Cicatrização da mucosa
No PURSUIT 1, uma proporção significativamente maior de pacientes no grupo de 200/100 mg de SIMPONI® alcançou
cicatrização da mucosa na Semana 6, 42,3%, comparado com o grupo placebo, 28,7%; p = 0,0014 (Tabela 14).

Tabela 14 PURSUIT 1: Proporção de pacientes que alcançaram resposta clínica, remissão


clínica e cicatrização da mucosa durante a indução
SIMPONI®
Placebo 200/100 mg Valor de p
N = 251
N = 253
Pacientes em resposta clínicaa,d na 30,3% 51,0% <0,0001
Semana 6
Pacientes em remissão clínicab,d na 6,4% 17,8% <0,0001
Semana 6
Pacientes com cicatrização da 28,7% 42,3% 0,0014
mucosac,d na Semana 6
a
Definida como uma diminuição em relação ao basal no escore Mayo de  30% e  3 pontos,
acompanhada por uma diminuição no subescore de sangramento retal de  1 ou um subescore de
sangramento retal de 0 ou 1.
b
Definida como um escore Mayo  2 pontos, com nenhum subescore individual > 1.
c
Definida como 0 ou 1 no subescore de endoscopia do escore Mayo.
d
Os pacientes que tiveram uma alteração proibida em medicações concomitantes para colite ulcerativa,
uma ostomia ou colectomia, ou que descontinuaram o agente em estudo devido a uma falta de efeito
terapêutico, são considerados como não estando em resposta clínica, remissão clínica ou cicatrização
da mucosa do momento do evento em diante.

Escore Mayo parcial

26
No PURSUIT 1, uma maior redução no escore Mayo parcial foi evidente já na Semana 2 no grupo de 200/100 mg de
SIMPONI® comparado com o grupo placebo, e esta redução foi mantida até a Semana 6.

Figura 4: Escore Mayo parcial mediano até a Semana 6; pacientes randomizados.

Medidas de qualidade de vida relacionada à saúde


No estudo PURSUIT 1, a melhora média no escore IBDQ na Semana 6 foi significativamente maior no grupo de
200/100 mg de SIMPONI®, 27,0 ± 33,72, comparado com o grupo placebo, 14,8 ± 31,25; p <0,0001 (Tabela 15).
Melhoras similares também foram observadas em todos os 4 escores dimensionais (ou seja, intestinais, emocionais,
sistêmicos e sociais) do IBDQ (p ≤ 0,0005 para todas as comparações entre o grupo de 200/100 mg de SIMPONI® e o
grupo placebo).

Tabela 15 PURSUIT 1: Melhora no Escore IBDQ


SIMPONI®
Placebo
200/100 mg Valor de p
N = 250
N = 252
Alteração em relação ao basal no
escore IBDQa,b na Semana 6 (média ± 14,8 ± 31,25 27,0 ± 33,72 < 0,0001
DP)
a
Questionário de doença inflamatória intestinal específico da doença.

27
b
Os pacientes que tiveram uma alteração proibida em medicações concomitantes para colite ulcerativa,
uma ostomia ou colectomia, ou que descontinuaram o agente em estudo devido a uma falta de efeito
terapêutico antes da visita na Semana 6 tiveram seus valores basais replicados até a Semana 6.

Na Semana 6 do PURSUIT 1, uma proporção significativamente maior de pacientes no grupo de 200/100 mg apresentou:
uma melhora maior do que 20 pontos em relação ao basal no IBDQ comparado com o grupo placebo na Semana 6
(50,6% vs. 35,5%, p = 0,0006) e uma melhora na dimensão de dor/desconforto do EQ-5D comparado com o grupo
placebo (30,0% vs. 15,1%, p < 0,0001). Além disso, o aumento médio no escore resumido do componente físico do SF-
36 e no escore resumido do componente mental do SF-36 foi significativamente maior no grupo de 200/100 mg de
SIMPONI® comparado com o grupo placebo (4,51 vs. 2,51, p = 0,0009 e 4,57 vs. 1,60, p = 0,0017, respectivamente).

Desfechos clínicos durante o tratamento de manutenção


Os resultados descritos nesta seção são baseados nos pacientes que alcançaram resposta clínica com SIMPONI® a partir
da indução prévia com golimumabe (n = 456).
A proporção de pacientes que mantiveram resposta clínica até a Semana 54 foi significativamente maior no grupo de
100 mg de SIMPONI® comparado com o grupo placebo. Adicionalmente, a proporção de pacientes em resposta clínica
que alcançaram remissão clínica e cicatrização da mucosa tanto na Semana 30 quanto na Semana 54 foi
significativamente maior no grupo de 100 mg de SIMPONI® comparado com o grupo placebo.

Manutenção de resposta clínica até a Semana 54


Os pacientes foram avaliados para atividade da doença colite ulcerativa pelo escore Mayo parcial a cada 4 semanas
(perda de resposta foi confirmada por endoscopia). Dessa forma, um paciente que manteve resposta estava em um estado
de resposta clínica contínua em cada avaliação até a Semana 54. No estudo PURSUIT 2, a proporção de pacientes que
mantiveram resposta clínica até a Semana 54 foi significativamente maior no grupo de 100 mg de SIMPONI®, 49,7%,
comparado com o grupo placebo, 31,2%; p < 0,001 (Figura 5; Tabela 16).

Figura 5: Porcentagem de pacientes com colite ulcerativa que mantiveram resposta clínica até a Semana 54;
pacientes randomizados.

28
Tabela 16 PURSUIT 2: Resposta Clínica durante o Tratamento de Manutenção
Placebo SIMPONI® 100 mg
Valor de p
N = 154 N = 151
Pacientes em resposta clínicaa,b
31,2% 49,7% < 0,001
até a Semana 54
a
Definida como uma diminuição no escore Mayo a partir da Semana 0 de indução de  30% e
 3 pontos, acompanhada por uma diminuição no subescore de sangramento retal de  1 ou
um subescore de sangramento retal de 0 ou 1.
b
Os pacientes que tiveram uma alteração proibida em medicações concomitantes para colite
ulcerativa, uma ostomia ou colectomia, um ajuste de dose ou que descontinuaram o agente em
estudo devido a uma falta de efeito terapêutico são considerados como não estando em
resposta clínica do momento do evento em diante.

Remissão clínica
Um paciente deveria estar em remissão tanto na Semana 30 quanto na Semana 54 (sem demonstrar uma perda de resposta
em qualquer momento até a Semana 54) para alcançar remissão duradoura. No PURSUIT 2, a proporção de pacientes
em remissão clínica tanto na Semana 30 quanto na Semana 54 foi significativamente maior no grupo de 100 mg de
SIMPONI®, 27,8%, comparado com o grupo placebo, 15,6%, p = 0,004 (Figura 6; Tabela 17).

Figura 6: Porcentagem de pacientes com colite ulcerativa em remissão clínica tanto na Semana 30 quanto na
Semana 54; pacientes randomizados.

29
Tabela 17 PURSUIT 2: Remissão Clínica durante o Tratamento de Manutenção
Placebo SIMPONI® 100 mg
Valor de p
N = 154 N = 151
Pacientes em remissão clínicaa,b tanto
15,6% 27,8% = 0,004
na Semana 30 quanto na Semana 54
a
Definida como um escore Mayo  2 pontos, com nenhum subescore individual > 1.
b
Os pacientes que tiveram uma alteração proibida em medicações concomitantes para colite
ulcerativa, uma ostomia ou colectomia, um ajuste de dose ou que descontinuaram o agente em estudo
devido a uma falta de efeito terapêutico, são considerados como não estando em remissão clínica do
momento do evento em diante.

No PURSUIT 2, a proporção de pacientes em remissão clínica na Semana 54 foi maior no grupo de 100 mg de
SIMPONI® (33,8%) comparado com o grupo placebo, (22,1%).

- Cicatrização da mucosa
No estudo PURSUIT 2, a proporção de pacientes com cicatrização da mucosa tanto na Semana 30 quanto na Semana 54
foi maior no grupo de 100 mg de SIMPONI®, 42,4%, comparado com o grupo placebo, 26,6%; p = 0,002 (Tabela 18).

Tabela 18 PURSUIT 2: Cicatrização da Mucosa durante o Tratamento de Manutenção


Placebo SIMPONI® 100 mg
Valor de p
(N = 154) (N = 151)
Pacientes com cicatrização da
mucosaa,b tanto na Semana 30 quanto 26,6% 42,4% 0,002
na Semana 54

30
Tabela 18 PURSUIT 2: Cicatrização da Mucosa durante o Tratamento de Manutenção
Placebo SIMPONI® 100 mg
Valor de p
(N = 154) (N = 151)
a
Definida como 0 ou 1 no subescore de endoscopia do escore Mayo.
b
Os pacientes que tiveram uma alteração proibida em medicações concomitantes para colite
ulcerativa, uma ostomia ou colectomia, um ajuste de dose ou que descontinuaram o agente em
estudo devido a uma falta de efeito terapêutico são considerados como não apresentando
cicatrização da mucosa do momento do evento em diante.

Entre os pacientes que entraram no estudo PURSUIT 2 com cicatrização da mucosa, a proporção de pacientes que
mantiveram cicatrização da mucosa tanto na Semana 30 quanto na Semana 54 foi maior no grupo de 100 mg de
SIMPONI® (44,6%) comparado com o grupo placebo (31,1%).
No PURSUIT 2, a proporção de pacientes com cicatrização da mucosa na Semana 54 foi maior no grupo de 100 mg de
SIMPONI® (46,4%) comparado com o grupo placebo (28,6%).

- Manutenção de remissão clínica


Entre os pacientes que entraram para o estudo PURSUIT 2 em remissão clínica (35%, 160/456), a proporção de pacientes
que mantiveram remissão clínica até a Semana 54 foi maior no grupo de 100 mg de SIMPONI® (38,9%, 21/54)
comparado com o grupo placebo (24,1%, 13/54; p = 0,098). Uma análise post-hoc demonstrou que o tempo até a perda
de remissão clínica foi maior no grupo de 100 mg de SIMPONI® comparado com o placebo (tempo mediano foi de 50
semanas comparado com 27 semanas, respectivamente).

Figura 7: Curva de Kaplan-Meier para o tempo até perda de remissão clínica; pacientes randomizados que
estavam em remissão clínica na Semana 0 do PURSUIT 2.

No estudo PURSUIT 2, a proporção de pacientes que mantiveram remissão clínica até a Semana 30 foi maior no grupo
de 100 mg de SIMPONI® (53,7%) comparado com o grupo placebo (33,3%).

31
- Eliminação de corticosteroides
No estudo PURSUIT 2, entre os pacientes que estavam recebendo corticosteroides concomitantes no basal (54%,
247/456), a proporção de pacientes em remissão clínica e não recebendo corticosteroides concomitantes na Semana 54
foi similar no grupo de 100 mg (23,2%, 19/82) comparado com o grupo placebo (18,4%, 16/87). Entretanto, análises
post-hoc mostraram que a proporção de pacientes que mantiveram resposta clínica até a Semana 54 e que não estavam
recebendo corticosteroides concomitantes na Semana 54 foi numericamente maior no grupo de 100 mg (30,5%, 25/82)
comparado com o grupo placebo (20,7%, 18/87). Além disso, a proporção de pacientes que haviam eliminado
corticosteroides na Semana 54 foi numericamente maior no grupo de 100 mg (32,9%, 27/82) comparado com o grupo
placebo (21,8%, 19/87).

- Escores Mayo parciais até a Semana 54


Os escores Mayo parciais medianos na Semana 0 (do estudo PURSUIT 2) foram mantidos no grupo de 100 mg de
SIMPONI® até a Semana 52 (com um pequeno aumento na Semana 54); o escore Mayo parcial mediano no grupo
placebo aumentou após a Semana 8 e continuou a aumentar ao longo do tempo até um valor na Semana 54 se
aproximando do valor antes da indução com golimumabe (Figura 8).

Figura 8: Escore Mayo parcial mediano até a Semana 54; pacientes randomizados.

- Subescores Mayo
A proporção de pacientes no estudo PURSUIT 2 que mantiveram melhora em cada subescore Mayo da Semana 0 até a
Semana 54 foi maior no grupo de 100 mg comparado com o grupo placebo (Tabela 19). Entre os pacientes que entraram

32
no estudo de extensão, a proporção de indivíduos com atividade da doença inativa ou leve como avaliado pelo médico
através do subescore de avaliação global da pontuação Mayo foi mantida na maior parte dos pacientes até a Semana 216.

Tabela 19 Proporção de pacientes com subescores Mayo indicando doença inativa ou leve
na Semana 0 de indução até a Semana 54 do estudo de manutenção; pacientes
randomizados no estudo PURSUIT 2.
Placebo SIMPONI® 100 mg
N = 154 N = 151
Frequência de Evacuações
Semana 0 de indução 11,7% 15,9%
Estudo de manutenção
Semana 0 85,1% 80,1%
Semana 30 46,1% 66,2%
Semana 54 40,3% 62,9%
Sangramento Retal
Semana 0 de indução 44,8% 37,7%
Estudo de manutenção
Semana 0 98,7% 100,0%
Semana 30 71,4% 78,1%
Semana 54 66,2% 74,8%
Avaliação Global pelo Médico
Semana 0 de indução 1,3% 1,3%
Estudo de manutenção
Semana 0 83,1% 83,4%
Semana 30 44,2% 65,6%
Semana 54 39,0% 57,6%
Achados de Endoscopia
Semana 0 de indução 0% 0%
Estudo de manutenção
Semana 0 70,1% 74,2%
Semana 30 38,3% 60,3%
Semana 54 34,4% 55,0%

- Qualidade de vida relacionada à saúde


Entre os pacientes com uma melhora maior do que 20 pontos no IBDQ no início do PURSUIT 2 a partir da Semana 0
de um estudo de indução, uma proporção maior de pacientes no grupo de 100 mg de SIMPONI® manteve melhora no
IBDQ até a Semana 54, 40,0%, comparado com o grupo placebo, 27,8%; p = 0,051.

Análises de eficácia por Categoria Peso Corporal


Os resultados de eficácia foram analisados em subpopulações de indivíduos com base em um corte de peso corporal de
80kg. Usando o peso corporal de 80 kg como ponto de corte, o desfecho primário e os principais desfechos secundários
selecionados do estudo C0524T18 foram analisados para avaliar a eficácia de 50 mg a cada 4 semanas em comparação
com a dose de manutenção de 100 mg a cada 4 semanas em indivíduos com menor e maior peso corporal. Estes desfechos
incluíram:
• Resposta clínica até a Semana 54
• Remissão clínica na Semana 30 e na Semana 54
• Cicatrização da mucosa na Semana 30 e na Semana 54

33
Para as análises “post-hoc” destes subgrupos pelo peso corporal, valores p nominais são apresentados sem ajuste para
multiplicidade. Deve notar-se que o estudo não foi desenhado para detectar diferenças de tratamento para estes
subgrupos. Portanto, a interpretação dos resultados é baseada na significância clínica em oposição a valores p nominais.

Na Tabela 20 são apresentados os resultados de eficácia para a dose de 50 mg a cada 4 semanas e as doses de manutenção
de 100 mg a cada 4 semanas em indivíduos com base em um peso corporal de corte de 80 kg. Indivíduos com um peso
corporal <80 kg demonstraram taxas semelhantes de resposta clínica, remissão clínica e cicatrização de mucosa entre os
grupos recebendo doses de 50 mg e 100 mg de golimumabe no estudo de manutenção C0524T18.

Entre os indivíduos com um peso corporal ≥ 80 kg, a eficácia da dose de 100 mg de golimumabe a cada 4 semanas
pareceu ser notavelmente maior do que a dose de 50 mg a cada 4 semanas para cada desfecho avaliado.

34
Tabela 20: Número de indivíduos que alcançaram o desfecho primário e os principais desfechos secundários selecionados por peso corporal (< 80 kg vs
≥ 80 kg) na Semana 0 no estudo de indução; análise populacional primária no estudo C0524T18
Peso corporal < 80 kg Peso corporal ≥ 80 kg
golimumabe golimumabe
Placebo Placebo
50 mg 100 mg 50 mg 100 mg
Análise primária da população do estudo
107 109 101 49 44 53
C0524T18
Indivíduos com resposta clínica na
32 (2,.9%) 54 (49,5%) 50 (49,5%) 17 (34,7%) 18 (4,.9%) 28 (52,8%)
semana 54a,b
p-valor 0,011 0,002 0,317 0,066
Indivíduos com resposta clínica em ambas
15 (14,0%) 29 (26,6%) 29 (28,7%) 9 (18,4%) 7 (15,9%) 15 (28,3%)
semanas 30 e 54a,b
p-valor 0,042 0,004 0,973 0,290
Indivíduos com cicatrização da mucosa
28 (26,2%) 48 (44,0%) 42 (41,6%) 14 (28,6%) 16 (36,4%) 25 (47,2%)
em ambas semanas 30 e 54a,b
p-valor 0,017 0,006 0,279 0,074
a
Para indivíduos que tiveram uma mudança proibida de acordo com o protocolo na medicação para Colite Ulcerativa, uma ostomia ou colectomia, um ajuste de dose, ou que deixaram o agente em estudo
devido à ausência de efeito terapêutico antes da visita da semana 54,considerou-se que os respectivos desfechos não foram atingidos.
b
Para indivíduos que não apresentaram todos os 4 subescores de Mayo na semana 30 ou na semana 54, considerou-se que não atingiram a resposta clínica ou remissão clínica; para os indivíduos que
apresentaram um subescore endoscópico ausente na semana 30 ou na semana 54, considerou-se que não obtiveram cicatrização da mucosa

35
Imunogenicidade
Após a administração subcutânea em pacientes com artrite reumatoide, artrite psoriásica ou espondilite
anquilosante, anticorpos contra SIMPONI®, quase todos neutralizantes in vitro, foram detectados em 5% dos
pacientes tratados com SIMPONI® até a Semana 52. Taxas similares foram mostradas entre indicações
reumatológicas. O tratamento concomitante com metotrexato resultou em uma proporção menor de pacientes com
anticorpos contra SIMPONI® do que nos pacientes recebendo SIMPONI® sem metotrexato (aproximadamente
3% versus 8%, respectivamente).
Após a administração subcutânea em pacientes com espondiloartrite axial não radiográfica, anticorpos contra
SIMPONI®, todos neutralizantes in vitro, foram detectados em 4% dos pacientes tratados com SIMPONI® até a
Semana 16. Após a administração subcutânea em pacientes com colite ulcerativa, anticorpos contra SIMPONI®
foram detectados em 2,7% dos pacientes tratados com SIMPONI® até a Semana 54. Sessenta e oito por cento
(68%) dos pacientes positivos para anticorpos apresentaram anticorpos neutralizantes in vitro. O tratamento
concomitante com imunomoduladores (azatioprina ou 6-mercaptopurina ou metotrexato) resultou em uma
proporção menor de pacientes com anticorpos contra SIMPONI® do que os pacientes recebendo SIMPONI® sem
imunomoduladores (1,3% versus 3,4%, respectivamente).
O pequeno número de pacientes positivos para anticorpos contra SIMPONI® limita a capacidade de se traçar
conclusões definitivas a respeito da relação entre anticorpos contra golimumabe e eficácia clínica ou medidas de
segurança.
Os dados refletem a porcentagem de pacientes cujos resultados de testes foram considerados positivos para
anticorpos contra SIMPONI® em um ensaio ELISA, e são altamente dependentes da sensibilidade e especificidade
do ensaio. Adicionalmente, a incidência observada de positividade para anticorpos em um ensaio pode ser
influenciada por vários fatores, incluindo manuseio da amostra, momento de coleta da amostra, medicações
concomitantes e doença subjacente. Por essas razões, a comparação da incidência de anticorpos contra SIMPONI®
com a incidência de anticorpos contra outros produtos pode ser enganosa.

Referências bibliográficas:
1. Kavanaugh A, McInnes A, Mease P, et al. Golimumab, a New Human Tumor Necrosis Factor _ Antibody,
Administered Every Four Weeks as a Subcutaneous Injection in Psoriatic Arthritis Twenty-Four–Week Efficacy
and Safety Results of a Randomized, Placebo-Controlled Study. Arthritis & Rheumatism, 60 (4):976–986 DOI
10.1002/art.24403.
2. Smolen JS, Kay J, Doyle MK, Landewé L, et al, for the GO-AFTER Study Investigators. Golimumab in patients
with active rheumatoid arthritis after treatment with tumour necrosis factor α inhibitors (GO-AFTER study): a
multicentre, randomised, double-blind, placebo-controlled, phase III trial. Lancet 2009; 374: 210–221.
3. Inman RD, Davis, [Link], van der Heijde D, Diekman L, et al. Efficacy and Safety of Golimumab in Patients
With Ankylosing Spondylitis Results of a Randomized, Double-Blind, Placebo-Controlled, Phase III [Link]
& Rheumatism, 2008; 58(11): 3402–3412 [DOI 10.1002/art.23969]
4. Emery P, Fleischmann RM, Moreland LW et al. Golimumab, a Human Anti–Tumor Necrosis Factor
Monoclonal Antibody, Injected Subcutaneously Every Four Weeks in Methotrexate-Naive Patients With Active

36
Rheumatoid Arthritis Twenty-Four–Week Results of a Phase III, Multicenter, Randomized, Double-Blind,
Placebo-Controlled Study of Golimumab Before Methotrexate as First-Line Therapy for Early-Onset Rheumatoid
Arthritis. Arthritis & Rheumatism. 2009; 60(8):2272–2283. [DOI 10.1002/art.24638]
5. Keystone EC, Genovese MC, Klareskog L, et al. Golimumab, a human antibody to tumour necrosis factor a
given by monthly subcutaneous injections, in active rheumatoid arthritis despite methotrexate therapy: the GO-
FORWARD Study. Ann Rheum Dis 2009; 68:789–796. [doi:10.1136/ard.2008.099010]
6. Keystone EC, Genovese MC, Klareskog L, et al Golimumab in patients with active rheumatoid arthritis despite
methotrexate therapy: 52-week results of the GO-FORWARD study.
7. William J. Sandborn, Brian G. Feagan, Colleen Marano, et al., for the PURSUIT-SC study group. Subcutaneous
Golimumab Induces Clinical Response and Remission in Patients With Moderate to Severe Ulcerative Colitis.
Gastroenterology, 2013; DOI:PII: S0016-5085(13)00846-9. 10.1053/[Link].2013.05.048.
8. William J. Sandborn, Brian G. Feagan, Colleen Marano, et al., for the PURSUIT-Maintenance study group.
Subcutaneous Golimumab Maintains Clinical Response in Patients with Moderate-To-Severe Ulcerative Colitis.
Gastroenterology, 2013; DOI:PII: S0016-5085(13)00886-X. 10.1053/[Link].2013.06.010.

Informamos que não foram realizados estudos comparativos entre golimumabe e outros anti-TNF, inviabilizando
assim comparações de eficácia e segurança entre eles.

3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
O golimumabe é um anticorpo monoclonal humano IgG1kappa produzido por uma linhagem celular de hibridoma
murino com tecnologia de DNA recombinante.

Mecanismo de ação
O golimumabe é um anticorpo monoclonal humano que forma complexos de alta afinidade e estabilidade com formas
bioativas solúveis e transmembranais do fator de necrose tumoral humano (TNF), que impede a ligação do TNF com
seus receptores. Nenhuma ligação a outros ligantes da superfamília TNF foi observada; em particular, o golimumabe
não se liga à linfotoxina humana nem a neutraliza. O TNF-alfa é sintetizado principalmente por monócitos ativados,
macrófagos e células T como uma proteína transmembrana que se autoassocia para formar um homotrímero bioativo e
é rapidamente liberado da superfície celular por proteólise. A ligação do TNF aos receptores p55 ou p75 de TNF leva
ao agrupamento dos domínios citoplasmáticos do receptor e inicia a sinalização. O TNF foi identificado como uma
citocina sentinela chave que é produzida em resposta a vários estímulos e, subsequentemente, promove a resposta
inflamatória através da ativação das vias de apoptose dependentes de caspases e dos fatores de transcrição fator nuclear
(NF)-kappaB e proteína ativadora-1 (AP-1). O TNF também modula a resposta imunológica através de seu papel na
organização de células imunológicas em centros germinativos.
Uma expressão elevada de TNF foi associada a doenças inflamatórias crônicas, como artrite reumatoide, e
espondiloartrites, como artrite psoriásica e espondilite anquilosante, e é um importante mediador da inflamação articular
e do dano estrutural, que são característicos dessas doenças.

37
Propriedades farmacodinâmicas
Pré-clínicas:
A ligação do golimumabe ao TNF humano neutralizou a expressão das moléculas de adesão de superfície celular
induzidas por TNF, em especial das células endoteliais humanas, tais como: E-selectina, molécula de adesão das células
vasculares (VCAM)-1 e molécula de adesão intracelular (ICAM)-1. A secreção de interleucina (IL)-6, IL-8 e fator
estimulador de colônias de granulócitos-macrófagos (GM-CSF) induzida pelo TNF a partir das células endoteliais
humanas também foi inibida pelo golimumabe. De forma semelhante outros anticorpos IgG1 humanos, o golimumabe
é capaz de se ligar a receptores Fc e ativar o complemento. Entretanto, nenhuma lise celular mediada pelo golimumabe
foi observada com monócitos humanos estimulados por lipopolissacarídeos (LPS) com a adição de células do
complemento ou efetoras. Além disso, não foi detectada nenhuma apoptose induzida pelo golimumabe em células
mononucleares do sangue humano periférico estimuladas por LPS. O efeito de golimumabe in vivo foi testado em um
modelo de artrite experimental de camundongo transgênico para TNF humano. O tratamento com golimumabe
produziu um retardo estatisticamente significativo no início de sintomas clínicos comparado aos camundongos não
tratados, assim como uma redução significativa na doença articular.

Clínicos:
- Biomarcadores na artrite reumatoide, artrite psoriásica, espondilite anquilosante e espondilite axial não
radiográfica:
Em estudos clínicos de Fase 3 com administração subcutânea, marcadores de inflamação e metabolismo ósseo e
cartilaginoso foram avaliados nos soros de pacientes com artrite reumatoide, artrite psoriásica e espondilite
anquilosante antes e após o início do tratamento com SIMPONI®. No estudo GO-AHEAD, apenas os níveis de
PCR foram avaliados. São relatados a seguir apenas aqueles marcadores onde foram observadas diferenças
significativas (valores de p< 0,05) no grupo de pacientes tratados com SIMPONI® combinado (50 mg e 100 mg
com ou sem metotrexato) comparado com pacientes tratados com placebo/placebo + metotrexato. A relação entre
os dados relatados dos biomarcadores e os mecanismos pelos quais golimumabe exerce seus efeitos clínicos não
foi estabelecida.

• Artrite reumatoide
Na primeira avaliação (Semana 4) após a primeira administração de SIMPONI®, SIMPONI® foi eficaz em
modular marcadores selecionados de inflamação e metabolismo ósseo em pacientes com artrite reumatoide ativa.
Em pacientes com artrite reumatoide (artrite reumatoide ativa apesar de terapia com metotrexato, pacientes
previamente tratados com outras terapias anti-TNF-alfa e pacientes sem tratamento prévio com metotrexato), o
tratamento com SIMPONI®/SIMPONI® + metotrexato resultou em reduções significativas nos níveis de
marcadores inflamatórios selecionados (tais como IL-6, TNF-alfa, MMP-3, ICAM-1 e VEGF) já na Semana 4
comparado ao grupo tratado com placebo/placebo + metotrexato, e essas alterações geralmente se mantiveram nas
Semanas 14/24. Nos grupos de tratamento com SIMPONI®/SIMPONI® + metotrexato, também foram observadas
melhoras nos níveis de PCR (proteína-C reativa) em relação aos grupos de tratamento com placebo/placebo +
metotrexato. O tratamento com SIMPONI®/SIMPONI® + metorexato também resultou em diminuições

38
significativas nos níveis de Fator Reumatoide (FR) nas Semanas 14/24 comparado com o tratamento com
placebo/placebo + metotrexato. Em pacientes com artrite reumatoide ativa apesar de terapia com metotrexato, o
tratamento com SIMPONI® + metotrexato resultou em alterações significativas nos níveis de marcadores
selecionados de metabolismo ósseo (aumento nos níveis de osteocalcina e PINP e diminuições nos níveis de DPD)
na Semana 4 em comparação com placebo + metotrexato. Essas alterações em biomarcadores são consistentes com
uma melhora nos processos da doença, com redução da inflamação, aumento do crescimento ósseo e diminuição
da reabsorção óssea.

• Artrite psoriásica, espondilite anquilosante e espondiloartrite axial não radiográfica


Nos estudos de Fase 3 de artrite psoriásica e espondilite anquilosante, na primeira avaliação (Semana 4) após a
primeira administração de SIMPONI®, ocorreram reduções significativas em marcadores selecionados de
inflamação [IL-6, MMP-3, ICAM-1, VEGF, IL-8 (artrite psoriásica), TNF-alfa (espondilite anquilosante)], e
alterações significativas em marcadores selecionados de metabolismo ósseo (aumentos em osteocalcina e PINP e
diminuições nos níveis de DPD) em comparação com o placebo. A redução nos níveis de IL-6, VEGF, IL-8 e
ICAM-1 se mantiveram na Semana 24 em pacientes tratados com SIMPONI® com artrite psoriásica e espondilite
anquilosante, e isso não ocorreu com o TNF-alfa. Nos estudos de artrite psoriásica, espondilite anquilosante e
espondiloartrite axial não radiográfica, nos grupos de tratamento com SIMPONI®, também foi observada melhora
nos níveis de PCR em relação ao grupo de tratamento com placebo. Essas alterações em biomarcadores são
consistentes com uma melhora nos processos de doença, com redução da inflamação, aumento do crescimento
ósseo e diminuição da reabsorção óssea.

Propriedades farmacocinéticas
Absorção:
Após a administração subcutânea de SIMPONI® em indivíduos sadios ou pacientes com artrite reumatoide, o tempo
para alcançar concentrações séricas máximas (Tmáx) variou de 2 a 6 dias. Uma injeção subcutânea de 50 mg de
SIMPONI® em indivíduos sadios produziu uma concentração sérica máxima média ± desvio padrão (Cmáx) de 3,1 ±
1,4 mcg/mL. Tanto a Cmáx quanto a área sob a curva da concentração-tempo (AUC) aumentou proporcionalmente com
doses na faixa de 50 a 400 mg após uma única administração subcutânea.
Após uma única injeção subcutânea de 100 mg em indivíduos sadios, a absorção de SIMPONI® foi similar no
antebraço, abdômen, e coxa, com uma biodisponibilidade média absoluta de 51%. Como SIMPONI® exibiu,
aproximadamente, uma farmacocinética proporcional à dose após administração subcutânea, espera-se que a
biodisponibilidade absoluta de uma dose de 50 mg ou 200 mg de SIMPONI® seja semelhante à da dose de 100 mg.
Após uma administração intravenosa única de 2 mg/kg de SIMPONI®, foi observada uma Cmáx média de 44,4 ± 11,3
mcg/mL em pacientes com artrite reumatoide.

39
Distribuição:
Após uma administração intravenosa única, o volume de distribuição médio foi estimado em 115 ± 19 mL/kg em
indivíduos sadios, e 151 ± 61 mL/kg em pacientes com artrite reumatoide. O volume de distribuição para SIMPONI®
indica que SIMPONI® é distribuído principalmente no sistema circulatório com distribuição extravascular limitada.

Metabolismo:
A exata via metabólica de SIMPONI® é desconhecida.

Eliminação:
Após uma única administração intravenosa, estima-se que a depuração sistêmica de SIMPONI® seja de 6,9 ± 2,0
mL/dia/kg em indivíduos sadios e 7,6 ± 2,0 mL/dia/kg em pacientes com artrite reumatoide.
A meia-vida terminal foi consistente entre as vias de administração subcutânea e intravenosa de SIMPONI®. A meia-
vida terminal foi estimada como sendo de 12 ± 3 dias em indivíduos sadios e foi observada uma meia-vida semelhante
em pacientes com artrite reumatoide, artrite psoriásica, espondilite anquilosante ou colite ulcerativa.
Após um tratamento de 6 meses com SIMPONI® pela via de administração subcutânea em pacientes com artrite
reumatoide, o uso concomitante de metotrexato reduziu a depuração aparente de SIMPONI® em 36%; entretanto, após
administração intravenosa, não foi observado efeito apreciável de metotrexato sobre a depuração de SIMPONI®. A
análise de farmacocinética da população indicou que o uso concomitante de medicamentos anti-inflamatórios não
esteroidais, corticosteroides orais ou sulfassalazina não influenciou a depuração aparente de SIMPONI® após
administração subcutânea.
A análise de farmacocinética da população mostrou que, após a administração subcutânea de SIMPONI®, os pacientes
com maiores níveis de proteína-C reativa tendiam a apresentar uma depuração aparente maior de SIMPONI®. Pacientes
com maiores níveis de proteína-C reativa eram mais propensos a terem menores concentrações séricas de vale de
SIMPONI® após a sua administração por via subcutânea. Por outro lado, o nível de proteína-C reativa não demonstrou
qualquer efeito sobre a depuração de SIMPONI® após administrações intravenosas de 2 mg/mL de SIMPONI® na
Semana 0, Semana 4 e a cada 8 semanas, consecutivamente.
Pacientes que desenvolveram anticorpos contra SIMPONI® após administração subcutânea ou intravenosa geralmente
apresentaram baixas concentrações séricas de SIMPONI® no estado de equilíbrio.

Linearidade de dose
Após administração intravenosa única em pacientes com artrite reumatoide, SIMPONI® exibiu farmacocinética
aproximadamente proporcional à dose ao longo de um intervalo de dose de 0,1 a 10,0 mg/kg. Após uma dose subcutânea
única em pacientes saudáveis, também foi observada farmacocinética proporcional à dose em um intervalo de dose de
50 mg a 400 mg.

Dose única versus doses múltiplas


Os perfis de concentrações séricas-tempo de SIMPONI® foram geralmente previsíveis após administrações únicas ou
múltiplas por via subcutâneas ou intravenosas.

40
Quando 50 mg de SIMPONI® foi administrado por via intravenosa em pacientes com artrite reumatoide, artrite
psoriásica ou espondilite anquilosante a cada 4 semanas, as concentrações séricas alcançaram o estado de equilíbrio na
Semana 12. Com o uso concomitante de metotrexato, o tratamento com 50 mg de SIMPONI® a cada 4 semanas resultou
em uma concentração sérica média no estado de equilíbrio de aproximadamente 0,4 ± 0,3 mcg/mL em pacientes virgens
de tratamento com artrite reumatoide ativa, aproximadamente 0,6 ± 0,4 mcg/mL em pacientes com artrite reumatoide
ativa apesar de terapia com metotrexato, aproximadamente 0,5 ± 0,5 mcg/mL em pacientes com artrite reumatoide ativa
previamente tratados com biológicos anti-TNF, aproximadamente 0,5 ± 0,4 mcg/mL em pacientes com artrite psoriásica
ativa e aproximadamente 0,8 ± 0,4 mcg/mL em pacientes com espondilite anquilosante. Pacientes com artrite
reumatoide, artrite psoriásica ou espondilite anquilosante que não receberam metotrexato concomitante apresentaram
concentrações séricas 30% menores de SIMPONI® do que aqueles que receberam SIMPONI® com metotrexato.
Quando 2 mg/kg de SIMPONI® foram administrados por via intravenosa em pacientes com artrite reumatoide na
Semana 0, Semana 4 e a cada 8 semanas consecutivamente, as concentrações séricas alcançaram o estado de equilíbrio
na Semana 12. Em pacientes usando metotrexato concomitante, o tratamento com 2 mg/kg de SIMPONI® por via
intravenosa a cada 8 semanas resultou em concentração sérica média no estado de equilíbrio de aproximadamente 0,4
± 0,4 mcg/mL em pacientes com artrite reumatoide ativa apesar de terapia com metotrexato.
A média do estado de equilíbrio das concentrações séricas de golimumabe em pacientes com espondiloartrite axial não
radiográfica foram semelhantes à observada em pacientes com espondilite anquilosante após a administração
subcutânea de 50 mg de golimumabe a cada 4 semanas.
Após doses de indução de 200 mg e 100 mg de SIMPONI® por via subcutânea na Semana 0 e Semana 2,
respectivamente, e doses de manutenção de 100 mg de SIMPONI® por via subcutânea a cada 4 semanas
consecutivamente em pacientes com colite ulcerativa, as concentrações séricas de golimumabe alcançaram o estado de
equilíbrio em aproximadamente 14 semanas após o início da terapia. O tratamento com 100 mg de SIMPONI® por via
subcutânea a cada 4 semanas durante a manutenção resultou em uma concentração sérica média no estado de equilíbrio
de aproximadamente 1,8 ± 1,1 mcg/mL. O uso concomitante de imunomoduladores não teve qualquer efeito aparente
sobre os níveis de golimumabe no estado de equilíbrio quando 100 mg de SIMPONI® foram administrados por via
subcutânea a cada 4 semanas em pacientes com colite ulcerativa.

Efeito do peso sobre a farmacocinética


As análises de farmacocinética da população mostraram que há uma tendência em relação a uma maior depuração
aparente de SIMPONI® com o aumento do peso. Como resultado, pacientes com peso maior tendem a apresentar
menores concentrações séricas no estado de equilíbrio de SIMPONI® após administração subcutânea de uma dose de
50 mg ou 100 mg; entretanto, entre as populações de artrite reumatoide, artrite psoriásica e espondilite anquilosante,
um benefício de tratamento com 50 mg de SIMPONI® foi observado para todos os subgrupos por quartis de peso sem
diferenças significativas na eficácia clínica entre esses subgrupos.
Após a administração intravenosa, pacientes com maior peso corporal tendiam a apresentar concentrações plasmáticas
maiores do que em pacientes com pesos corporais menores quando golimumabe foi administrado com base em mg/kg
(peso corporal). Entretanto, com base na análise de farmacocinética da população, não houve diferenças clinicamente

41
relevantes sobre a exposição de golimumabe após a administração por via intravenosa de 2 mg/kg de golimumabe em
pacientes ao longo de um intervalo de diferentes pesos corporais.

Populações especiais
Gênero
Não foram observadas diferenças farmacocinéticas relacionadas ao gênero com SIMPONI® após a correção para os
pesos corporais dos pacientes.

Idosos ( 65 anos)
Os parâmetros farmacocinéticos de SIMPONI® não foram influenciados pela idade em pacientes adultos. Pacientes
com idade ≥ 65 anos apresentaram depuração aparente de SIMPONI® semelhante à de pacientes com idade < 65 anos.

Etnia
Não foram observadas diferenças farmacocinéticas relacionadas à etnia entre pacientes caucasianos e asiáticos.

Insuficiência renal ou hepática


Não existem dados farmacocinéticos disponíveis em pacientes com função renal ou hepática comprometidas.

Doses mensais
Os 5 estudos de Fase 3 de administração por via subcutânea avaliaram a segurança e a eficácia de SIMPONI® no
esquema de dose a cada 4 semanas, entretanto, uma janela de 3 a 7 dias foi prospectivamente permitida. Os pacientes
deveriam receber um total de 13 doses ao longo de 1 ano quando SIMPONI® é administrado a cada 4 semanas ao invés
de 12 doses quando administradas mensalmente. Isso resulta em uma dose mensal calculada de 54 mg versus 50 mg,
respectivamente, e equivale a uma diferença aproximada de 8% na exposição de golimumabe.

4. CONTRAINDICAÇÕES
Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes com hipersensibilidade à substância ativa ou a
qualquer um dos excipientes.

5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
Infecções
Houve relatos de infecções bacterianas (incluindo septicemia e pneumonia), micobacterianas (tuberculose), fúngicas
invasivas e oportunistas, incluindo mortes, em pacientes recebendo agentes bloqueadores de TNF, incluindo
SIMPONI®. Os pacientes frequentemente apresentaram doença disseminada ao invés de doença localizada. Algumas
dessas infecções graves ocorreram em pacientes recebendo terapia imunossupressora concomitante que, além de sua
doença subjacente, podia predispô-los às infecções. No caso de pacientes que residiram em regiões em que infecções
fúngicas invasivas, como histoplasmose, coccidioidomicose ou blastomicose, são endêmicas (ou viajaram para essas
regiões), os benefícios e os riscos do tratamento com SIMPONI® devem ser cuidadosamente considerados antes de

42
iniciar ou continuar a terapia com SIMPONI®. Nos pacientes de risco tratados com SIMPONI® deve-se suspeitar de
infecção fúngica invasiva caso desenvolvam doença sistêmica grave. Os testes de antígeno e anticorpo podem ser
negativos em alguns pacientes com infecção ativa. Deve ser considerada terapia antifúngica empírica apropriada,
enquanto o diagnóstico minucioso é realizado. A decisão para a terapia antifúngica empírica deve ser feita, se possível,
em consulta com um médico com experiência em diagnóstico e tratamento de infecções fúngicas invasivas e devem ser
considerados tanto o risco de infecção fúngica severa, como os riscos da terapia antifúngica.
SIMPONI® não deve ser administrado a pacientes com infecção ativa e clinicamente importante. Recomenda-se
cautela ao considerar o uso de SIMPONI® em pacientes com uma infecção crônica ou histórico de infecção recorrente.
Os pacientes devem ser aconselhados a evitar a exposição a fatores de risco potenciais para infecção, quando apropriado.

- Tuberculose
Os pacientes devem ser avaliados quanto a fatores de risco para tuberculose (incluindo contato próximo com uma pessoa
com tuberculose ativa) e testados quanto à infecção de tuberculose latente antes do tratamento com SIMPONI®. O
tratamento das infecções de tuberculose latente deve ser iniciado antes da terapia com SIMPONI®.
O tratamento contra tuberculose deve ser considerado antes de iniciar a administração de SIMPONI® em pacientes
com histórico de tuberculose latente ou ativa, em que o tratamento adequado não pode ser confirmado.
Os testes para tuberculose latente podem gerar resultados falso-negativos, especialmente em pacientes
imunocomprometidos ou gravemente doentes. Antes de iniciar a administração de SIMPONI®, o tratamento para
tuberculose latente deve ser considerado em pacientes que têm fatores de risco significativos para tuberculose, apesar
do teste negativo para tuberculose latente. A decisão de iniciar o tratamento contra tuberculose nesses pacientes só deve
ser tomada após consulta com um médico com experiência no tratamento de tuberculose e levando em consideração
tanto o risco da infecção de tuberculose latente quanto da terapia contra tuberculose.
Nos pacientes recebendo SIMPONI®, a tuberculose foi frequentemente apresentada como uma doença disseminada ou
extrapulmonar. Ocorreram casos de tuberculose ativa em pacientes tratados com SIMPONI® durante e após o
tratamento para tuberculose latente.
Os pacientes recebendo SIMPONI® devem ser monitorados rigorosamente quanto aos sinais e sintomas de tuberculose
ativa, incluindo pacientes que apresentaram resultado de teste negativo para tuberculose latente, pacientes que estão em
tratamento para tuberculose latente, ou pacientes que foram previamente tratados para infecção de tuberculose.

Malignidades
Não é conhecido o papel potencial da terapia bloqueadora de TNF no desenvolvimento de malignidades. Deve-se tomar
cuidado ao considerar a terapia bloqueadora de TNF para pacientes com histórico de malignidade, ou quando se
considera a continuação do tratamento em pacientes que desenvolvem malignidade.

- Malignidade Pediátrica
Após a comercialização, foram descritos casos de malignidades, alguns deles fatais, entre crianças, adolescentes e
adultos jovens (até 22 anos de idade) que receberam agentes bloqueadores de TNF (início do tratamento com idade 
18 anos) para tratar artrite idiopática juvenil, doença de Crohn ou outras condições. Aproximadamente a metade dos

43
relatos foi de linfomas. Os outros casos representaram uma variedade de diferentes malignidades e incluíram aquelas
que geralmente não são observadas em crianças e adolescentes. A maioria desses pacientes estava recebendo
concomitantemente medicamentos imunossupressores, tais como metotrexato, azatioprina ou 6-mercaptopurina. O
papel dos bloqueadores do TNF no desenvolvimento de malignidades em crianças e adolescentes ainda não está claro.

- Linfoma
Nos períodos controlados de estudos clínicos de todos os agentes bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI®, mais
casos de linfoma foram observados entre os pacientes recebendo tratamento com anti-TNF em comparação aos
pacientes do grupo controle. Durante os estudos clínicos de Fase 2 e 3 de SIMPONI® em artrite reumatoide, artrite
psoriásica e espondilite anquilosante, a incidência de linfoma em pacientes tratados com SIMPONI® foi maior do
que a esperada na população em geral. Pacientes com artrite reumatoide e outras doenças inflamatórias crônicas,
especialmente aqueles com doença altamente ativa e/ou exposição crônica a terapias imunossupressoras, podem estar
sob risco maior (até várias vezes) do que a população em geral para o desenvolvimento de linfoma, mesmo na ausência
de terapia bloqueadora de TNF.
Foram relatados casos raros de linfoma hepatoesplênico de células T em pacientes tratados com outros agentes
bloqueadores de TNF. Este raro tipo de linfoma de células T possui uma evolução muito agressiva e é frequentemente
fatal. Quase todos esses casos ocorreram em pacientes com doença de Crohn ou colite ulcerativa. A maioria dos casos
ocorreu em adolescentes e jovens adultos do sexo masculino. Quase todos esses pacientes receberam tratamento com
azatioprina ou 6-mercaptopurina concomitante a um bloqueador de TNF no momento ou antes do diagnóstico. O risco
potencial com a combinação de azatioprina ou 6-mercaptopurina e SIMPONI® deve ser cuidadosamente considerado.
Um risco de desenvolvimento de linfoma hepatoesplênico de células T em pacientes tratados com bloqueadores de TNF
não pode ser excluído.

- Leucemia
Foram relatados casos de leucemia aguda e crônica com o uso de bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI®, no
tratamento da artrite reumatoide e outras indicações. Mesmo na ausência de tratamento com bloqueador de TNF, os
pacientes com artrite reumatoide podem estar sob risco maior (aproximadamente 2 vezes), em comparação com a
população em geral, para o desenvolvimento de leucemia.

- Malignidades com exceção do linfoma


Nos períodos controlados dos estudos clínicos de Fase 2 e Fase 3 de SIMPONI® em artrite reumatoide, artrite
psoriásica, espondilite anquilosante e colite ulcerativa, a incidência de malignidades não-linfoma (excluindo câncer de
pele não-melanoma) foi semelhante entre os grupos tratados com SIMPONI® e o grupo controle.
Em um estudo clínico exploratório que avaliou o uso de SIMPONI® em pacientes com asma persistente grave, houve
mais relatos de malignidades em pacientes tratados com SIMPONI® em comparação aos pacientes do grupo controle.
A significância desse achado é desconhecida.

- Displasia/carcinoma de cólon

44
Não se sabe se o tratamento com SIMPONI® influencia o risco de desenvolver displasia ou câncer de cólon. Todos os
pacientes com colite ulcerativa que apresentam risco aumentado para displasia ou carcinoma de cólon (por exemplo,
pacientes com colite ulcerativa de longa data ou colangite esclerosante primária), ou que apresentam um histórico de
displasia ou carcinoma de cólon devem ser avaliados para displasia em intervalos regulares antes da terapia e durante
todo o curso da doença. Esta avaliação deve incluir colonoscopia e biópsias de acordo com as recomendações locais.
Em pacientes com displasia recentemente diagnosticada tratados com SIMPONI®. Os riscos e os benefícios para cada
paciente devem ser cuidadosamente revistos e deve-se levar em consideração se a terapia deve ser continuada.

- Cânceres de pele
Foram relatados melanoma e carcinoma das células de Merkel em pacientes tratados com agentes bloqueadores de
TNF, incluindo SIMPONI® (vide “Reações adversas”).
Recomenda-se um exame periódico da pele para todos os pacientes, particularmente para aqueles com fatores de
risco para câncer de pele.

Reativação do vírus da hepatite B


Conforme observado com o uso de outros medicamentos imunossupressores, o uso de agentes bloqueadores de TNF,
incluindo SIMPONI®, foi associado à reativação do vírus da hepatite B (HBV) em pacientes portadores crônicos do
vírus (ou seja, positivos para antígeno de superfície). Os pacientes devem ser submetidos a teste para infecção pelo vírus
da hepatite B antes de iniciar o tratamento com imunossupressores, incluindo SIMPONI®. Para os pacientes com
resultado positivo para antígeno de superfície para hepatite B, recomenda-se uma consulta com um médico com
experiência no tratamento da hepatite B. Os portadores crônicos de hepatite B devem ser adequadamente avaliados e
monitorados antes e durante o tratamento com SIMPONI®, assim como por vários meses após a sua descontinuação.

Insuficiência cardíaca congestiva


Casos de agravamento da insuficiência cardíaca congestiva e de seu aparecimento foram relatados com o uso de
bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI®. Alguns casos tiveram desfechos fatais. SIMPONI® não foi estudado em
pacientes com insuficiência cardíaca congestiva e deve ser usado com cautela nesses pacientes. Caso se tome a decisão
de administrar SIMPONI® a pacientes com insuficiência cardíaca, eles devem ser monitorados rigorosamente durante
a terapia e SIMPONI® deve ser descontinuado se houver novos sintomas ou agravamento da insuficiência cardíaca.

Distúrbios desmielinizantes
O uso de agentes bloqueadores de TNF foi associado a casos de novo início ou exacerbação de sintomas clínicos e/ou
evidência radiográfica de distúrbios desmielinizantes do sistema nervoso central, incluindo esclerose múltipla e
distúrbios desmielinizantes periféricos, incluindo síndrome de Guillain-Barré. Os médicos devem ter cautela ao
considerar o uso de bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI®, em pacientes com distúrbios desmielinizantes do
sistema nervoso central ou periférico. A descontinuação de SIMPONI® deve ser considerada na presença destes
distúrbios.

45
Processos autoimunes
O tratamento com bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI®, pode resultar na formação de anticorpos antinucleares
(ANA) e, raramente, no desenvolvimento de uma síndrome semelhante ao Lúpus. Se o paciente desenvolver sintomas
sugestivos de síndrome semelhante ao Lúpus após o tratamento com SIMPONI®, o tratamento deve ser descontinuado.

Administração concomitante de SIMPONI® com anacinra


Foram observadas infecções graves e neutropenia em estudos clínicos com uso concomitante de anacinra e outro agente
bloqueador de TNF, etanercepte, sem benefício clínico adicional. Devido à natureza dos eventos adversos observados
com essa terapia combinada, toxicidades semelhantes também podem resultar da combinação de anacinra e outros
agentes bloqueadores de TNF. Portanto, a combinação de SIMPONI® e anacinra não é recomendada.

Administração concomitante de SIMPONI® com abatacepte


Nos estudos clínicos, a administração concomitante de agentes bloqueadores de TNF e abatacepte foi associada a um
risco aumentado de infecções, incluindo infecções graves em comparação com a administração de agentes bloqueadores
de TNF isoladamente, sem benefício clínico adicional. Devido à natureza dos eventos adversos observados com a
combinação de agentes bloqueadores de TNF e a terapia com abatacepte, a combinação de SIMPONI® e abatacepte
não é recomendada.

Administração concomitante de SIMPONI® com outros medicamentos biológicos


Não há informação suficiente sobre o uso concomitante de SIMPONI® com outros medicamentos biológicos usados
para tratar as mesmas condições de SIMPONI®. O uso concomitante de SIMPONI® com estes medicamentos
biológicos não é recomendado devido à possibilidade de aumento do risco de infecção.

Troca entre medicamentos biológicos


Ao trocar um medicamento biológico por outro, os pacientes devem continuar a ser monitorados, uma vez que a
sobreposição da atividade biológica pode aumentar ainda mais o risco de infecção.

Reações hematológicas
Foram relatadas pancitopenia, leucopenia, neutropenia, agranulocitose e trombocitopenia em pacientes tratados com
agentes bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI®. Recomenda-se cautela em pacientes tratados com SIMPONI®
que apresentam, ou apresentaram no passado, citopenias significativas.

Vacinas de vírus vivos/Agentes terapêuticos infecciosos


Os pacientes tratados com SIMPONI® podem receber vacinas concomitantes, com exceção das vacinas de vírus vivos.
Os dados disponíveis sobre a resposta à vacinação com vacinas de vírus vivos, ou sobre a transmissão secundária de
infecção por vacinas de vírus vivos, são limitados em pacientes recebendo terapia anti-TNF. O uso de vacinas de vírus
vivos pode resultar em infecções clínicas, incluindo infecções generalizadas.

46
O uso de outros agentes terapêuticos infecciosos, tais como bactérias vivas atenuadas (por exemplo, instilação da bexiga
com BCG para o tratamento de câncer) pode resultar em infecções clínicas, incluindo infecções generalizadas. Não é
recomendado que agentes terapêuticos infecciosos sejam administrados com SIMPONI®.

Vacinas de vírus inativados


Os pacientes com artrite psoriásica tratados com SIMPONI® em um estudo de Fase 3 em artrite psoriásica foram
capazes de desenvolver respostas imunológicas eficazes de células B para a vacina polissacarídea pneumocócica.
Números semelhantes de pacientes com artrite psoriásica recebendo ou não SIMPONI® tiveram, pelo menos, um
aumento de 2 vezes nos títulos de anticorpos. As proporções de pacientes com resposta à vacina pneumocócica foram
menores entre os pacientes tratados com SIMPONI® e os pacientes do grupo controle recebendo metotrexato em
comparação com aqueles que não receberam metotrexato. No geral, os dados indicam que SIMPONI® não suprime a
resposta imunológica humoral a essa vacina.

Reações alérgicas
- Sensibilidade ao látex
A tampa da agulha na caneta aplicadora contém borracha natural seca (um derivado do látex), que pode causar reações
alérgicas em indivíduos sensíveis ao látex.

- Reações de hipersensibilidade
Na experiência pós-comercialização, reações sistêmicas graves de hipersensibilidade (incluindo reação anafilática)
foram relatadas após a administração de SIMPONI®. Algumas dessas reações ocorreram após a primeira administração
de SIMPONI®. Se ocorrerem reação anafilática ou outras reações alérgicas graves, a administração de SIMPONI®
deve ser descontinuada imediatamente e um tratamento adequado deve ser instituído.

Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os médicos que


acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de
doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico precoce e tratamento.

Populações especiais
- Uso geriátrico
Nos estudos de Fase 3 em artrite reumatoide, artrite psoriásica e espondilite anquilosante, não foram observadas
diferenças gerais nos eventos adversos, eventos adversos graves e nas infecções graves em pacientes com 65 anos ou
mais que receberam SIMPONI®, em comparação com pacientes mais jovens. Em colite ulcerativa, o número de
pacientes com 65 anos de idade ou mais não foi suficiente para determinar se estes pacientes respondem de forma
diferente de outros pacientes com idades de 18 a 65 anos. Uma vez que existe uma maior incidência de infecções na
população idosa em geral, recomenda-se cautela ao se tratar idosos. No estudo de espondiloartrite axial não radiográfica
não havia pacientes com 65 anos ou mais.

47
Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas
Não foram conduzidos estudos sobre os efeitos na capacidade de dirigir veículos e de operar máquinas.

Carcinogênese, mutagênese, diminuição da fertilidade


Estudos de longo prazo com golimumabe em animais não conduziram à avaliação de potencial carcinogênico ou de
seus efeitos sobre a fertilidade. Um estudo de fertilidade conduzido em ratos usando anticorpo análogo de rato anti-
TNF não demonstrou impacto sobre a fertilidade. Não foram conduzidos estudos de mutagenicidade com golimumabe.
Gravidez e Lactação

Uso durante a gravidez (Categoria B)


Foi conduzido um estudo de toxicologia embriofetal, no qual macacas cynomolgus grávidas foram tratadas com
golimumabe durante o primeiro trimestre com doses de até 50 mg/kg duas vezes por semana (mais de 500 vezes
maior, em termos da relação entre dose/peso corporal, que a dose clínica proposta de 50 mg a cada 4 semanas). A
média do pico de concentração sérica materna obtida neste estudo (1576 mcg/mL) é mais de 900 vezes maior que
o valor mediano da Cmáx no estado de equilíbrio (1,71 mcg/mL) após a administração de 50 mg a cada 4 semanas,
por via subcutânea, em pacientes com artrite reumatoide, artrite psoriásica e espondilite anquilosante. As amostras
do sangue do cordão umbilical coletadas no final do segundo trimestre mostraram que os fetos foram expostos ao
golimumabe durante a gestação. As concentrações séricas fetais foram iguais a aproximadamente 50% das
concentrações séricas maternas. Neste estudo, a exposição ao golimumabe in utero não produziu defeitos no
desenvolvimento dos fetos.
Um estudo do desenvolvimento pré-natal e pós-natal foi conduzido em macacas cynomolgus grávidas tratadas com
golimumabe durante o segundo e o terceiro trimestres e durante a lactação. O golimumabe estava presente no soro
do neonato a partir do nascimento e por até seis meses após o parto. A média do pico de concentração sérica
materna obtido neste estudo (1482 mcg/mL) é mais de 860 vezes maior que o valor mediano da Cmáx no estado de
equilíbrio (1,71 mcg/mL) após a administração subcutânea de 50 mg a cada 4 semanas em pacientes com artrite
reumatoide, artrite psoriásica e espondilite anquilosante. A exposição ao golimumabe durante a gestação e durante
o período pós-natal não causou defeitos de desenvolvimento nos bebês. No entanto, os estudos de reprodução e de
desenvolvimento em animais nem sempre são preditivos da resposta em seres humanos.
O golimumabe atravessa a placenta. Após o tratamento com outro anticorpo monoclonal bloqueador de TNF
durante a gravidez, o anticorpo foi detectado por até seis meses no soro de bebês nascidos de pacientes tratadas.
Consequentemente, estes bebês podem estar sob risco aumentado de infecção. A administração de vacinas vivas
em bebês expostos ao golimumabe in utero não é recomendada durante os seis meses posteriores à última injeção
de golimumabe administrada na gestante.
Não se sabe se SIMPONI® pode causar dano ao feto quando administrado em mulheres grávidas ou se pode afetar
a capacidade de reprodução. SIMPONI® só deve ser administrado em gestantes se for claramente necessário.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-
dentista.

48
Uso durante a lactação
No estudo do desenvolvimento pré-natal e pós-natal em macacas cynomolgus, no qual o golimumabe foi
administrado durante a gravidez e a lactação, golimumabe foi detectado no leite materno em concentrações que
eram aproximadamente 350 vezes menores que as concentrações séricas maternas. Não se sabe se golimumabe é
excretado no leite materno humano ou absorvido sistemicamente após a ingestão. Uma vez que muitos
medicamentos e as imunoglobulinas são excretados no leite humano, e devido ao potencial de SIMPONI® para
causar reações adversas em lactentes, deve-se decidir entre descontinuar a amamentação ou descontinuar o
medicamento, levando em consideração a importância do medicamento para a mãe.

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Não foram realizados estudos de interação medicamentosa específicos com SIMPONI®.

Uso concomitante de SIMPONI® com outros medicamentos biológicos


A combinação de SIMPONI® com outros medicamentos biológicos usados para tratar as mesmas condições de
SIMPONI®, incluindo anacinra e abatacepte, não é recomendada.

Vacinas de vírus vivos/Agentes terapêuticos infecciosos


Vacinas de vírus vivos não devem ser administradas concomitantemente a SIMPONI®.

Agentes terapêuticos infecciosos não devem ser administrados concomitantemente a SIMPONI®.

O metotrexato
Não foi observado efeito significativo do metotrexato na depuração de SIMPONI® administrado por via
intravenosa. Após a administração subcutânea, o uso concomitante de metotrexato resultou em concentrações
maiores de SIMPONI® no estado de equilíbrio em pacientes com artrite reumatoide, artrite psoriásica ou
espondilite anquilosante. No entanto, os dados não sugerem uma necessidade de ajuste de dose de SIMPONI® ou
metotrexato.

7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO


Conservar sob refrigeração (entre 2ºC e 8C). Proteger da luz. Não congelar. Não agitar. Manter a caneta aplicadora
na embalagem original a fim de protegê-la da luz.
O prazo de validade do medicamento é de 24 meses a partir da data de fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.


Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Aspecto físico

49
SIMPONI® é uma solução límpida a ligeiramente opaca e incolor a levemente amarelada. Essa aparência não é
incomum nas soluções que contêm proteína.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.


Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

8. POSOLOGIA E MODO DE USAR


Modo de usar
Para aplicar a caneta aplicadora de SIMPONI® é necessário que você seja instruído sobre a forma correta de
aplicação. Tenha certeza de ter recebido todas as instruções necessárias antes de aplicar SIMPONI®. Antes de
aplicar, leia atentamente as instruções do modo de usar.

Etapa 1: Preparando-se para utilizar a caneta aplicadora

A figura a seguir mostra como é a caneta aplicadora:

NÃO agitar a caneta aplicadora em nenhum momento.


NÃO remover a tampa da caneta aplicadora até o momento da aplicação.

50
Verificar o prazo de validade
Verificar a data de validade (indicada por “VAL”) na caneta aplicadora.
Você também pode verificar o prazo de validade impresso na embalagem externa do produto e nessa bula.
Se o prazo de validade estiver vencido, não utilizar o produto.

Verificar o selo de segurança


Verificar o selo de segurança ao redor da tampa da caneta aplicadora. Se o selo estiver rompido, não utilize o
produto.

Aguardar 30 minutos
Para garantir uma aplicação apropriada, deixar a caneta aplicadora atingir a temperatura
ambiente, ficando fora da embalagem externa por 30 minutos antes do uso. Manter longe
do alcance de crianças.
NÃO aquecer a caneta aplicadora de nenhuma outra maneira (por exemplo, NÃO colocar
em um aparelho de micro-ondas ou em água quente).
NÃO retirar a tampa da caneta aplicadora enquanto estiver deixando o produto atingir a temperatura ambiente.
NÃO é recomendado retornar a caneta aplicadora para o refrigerador, pois isso pode afetar a qualidade do produto.
NÃO retirar a caneta aplicadora do refrigerador se o produto não for administrado.

Preparar o material adicional


Preparar o material adicional necessário para a aplicação. Este inclui uma compressa com álcool, bola de algodão
ou gaze e um recipiente adequado para descartar objetos pontiagudos cortantes.

Verificar a solução injetável na caneta aplicadora


Olhar pela janela de visualização da caneta aplicadora. Certificar-se de que o líquido é claro e incolor a levemente
amarelado.
Você também poderá notar uma bolha de ar – isto é normal.
NÃO usar se o líquido estiver com a coloração alterada, turvo ou se contiver partículas.

Etapa 2: Escolher e preparar o local da aplicação

Escolher o local da aplicação


O local da aplicação recomendado é a parte da frente no meio da coxa (ver figura):

51
Você também pode utilizar a parte baixa do abdome abaixo do umbigo. Não utilizar a área circular próxima ao
umbigo.
A injeção também pode ser aplicada na área externa dos braços (ver figura).

NÃO aplicar nas áreas em que a pele estiver sensível, contundida, vermelha, escamosa ou dura. Evitar áreas com
cicatrizes ou estrias

Preparar o local da aplicação


Lavar bem as mãos com sabão e água morna.
Limpar o local da aplicação com um algodão com álcool.
NÃO tocar novamente a área antes da aplicação. Deixar a pele secar antes de aplicar.
NÃO abanar ou soprar a área limpa.

52
Etapa 3: Aplicando SIMPONI®
Retirar a tampa
NÃO retirar a tampa até que esteja tudo pronto para a aplicação de SIMPONI® caneta aplicadora. A solução
deverá ser aplicada dentro de 5 minutos após a tampa ter sido retirada.
Quando estiver pronto para aplicar, girar levemente a tampa para romper o selo de segurança.

Retirar a tampa e jogá-la imediatamente no lixo.

NÃO recolocar a tampa, pois isso pode causar dano à agulha no interior da caneta aplicadora.
Observação: Não usar a caneta aplicadora se ela cair sem a tampa em sua posição.

Pressionar a caneta aplicadora contra a pele


Segurar a caneta aplicadora confortavelmente com uma das mãos. NÃO pressionar o botão neste momento.
Empurrar firmemente a extremidade aberta da caneta aplicadora contra a pele em um ângulo de 90 graus.
Pressionar o botão somente após a caneta aplicadora ser firmemente empurrada contra a pele e a manga de
segurança tiver deslizado completamente sob a capa transparente.

53
Recomenda-se que a injeção seja realizada sem pinçar a pele (figura à esquerda). Entretanto, se o profissional
preferir, é possível pinçar a pele para criar uma superfície mais firme para a injeção (figura à direita).

Apertar o botão para aplicar


Continuar segurando firmemente a caneta aplicadora contra a pele e apertar a parte frontal em relevo do
botão com os dedos ou com o polegar. Não será possível pressionar o botão a menos que a caneta aplicadora
esteja firmemente pressionada contra a pele e a manga de segurança tiver deslizado sob a capa transparente.
Quando o botão for pressionado ele permanecerá ativado, não sendo necessário manter a pressão sobre ele.

54
Você ouvirá o som alto de um “click” - não se assuste. O primeiro “click” indica que a agulha foi inserida e a
aplicação teve início.
NÃO retirar a caneta aplicadora da pele. Se você retirar a caneta da pele, você pode não aplicar toda a dose
de medicamento necessária.

Aguardar o segundo “click”


Continuar segurando a caneta aplicadora contra a pele até que ouça o segundo "click" (isso geralmente leva
cerca de 3 a 6 segundos, mas pode levar até 15 segundos para que você escute o som do segundo “click”).
O segundo “click” indica que a aplicação terminou e que a agulha foi retraída para o interior da caneta aplicadora.
Nota: Se você tiver problemas de audição e não ouvir o segundo “click”, conte 15 segundos a partir do momento
em que você pressionou o botão e então levante a caneta aplicadora do local da aplicação.
Levantar a caneta aplicadora do local da aplicação.

55
Etapa 4: Verificar a janela de visualização
Após a aplicação, verificar a janela de visualização para se certificar de que o indicador amarelo está visível.
O indicador amarelo pode não preencher a janela de visualização inteira. Isso é normal. Isso indica que a caneta
aplicadora funcionou da maneira correta.
Se você acha que o paciente não recebeu a aplicação, verificar o indicador amarelo novamente para confirmar que
a dose foi liberada.
Se o indicador amarelo não estiver visível na janela de visualização, o paciente deverá ser orientado a procurar
orientação médica. O paciente NÃO deverá administrar a segunda dose sem conversar previamente com seu
médico.

Descarte da caneta aplicadora utilizada


Descartar imediatamente a caneta aplicadora em recipiente adequado para objetos pontiagudos cortantes. Não a
jogue em lixo comum.
Descartar o recipiente de acordo com as legislações locais quando o recipiente estiver completo.

56
Usar bola de algodão ou gaze
Pode haver uma pequena quantidade de sangue ou líquido no local da aplicação, o que é normal.
Pressionar uma bola de algodão ou gaze no local da aplicação e segurar por 10 segundos.
NÃO esfregar o local da aplicação.
Cobrir o local da aplicação com um pequeno curativo adesivo, se necessário.

Posologia
SIMPONI® caneta aplicadora é fornecido na forma de uma solução estéril em uma seringa de vidro com uma agulha
de aço fixa. Essa seringa preenchida está contida em uma caneta aplicadora de uso único. A tampa da agulha é feita de
borracha natural seca contendo látex.
O tratamento com SIMPONI® deve ser iniciado e supervisionado por profissionais qualificados, com experiência no
diagnóstico e no tratamento de artrite reumatoide, artrite psoriásica ou espondilite anquilosante.

Adultos (≥ 18 anos)

Artrite reumatoide
SIMPONI® 50 mg é administrado na forma de uma injeção subcutânea uma vez ao mês, sempre no mesmo dia de cada
mês.

Artrite psoriásica
SIMPONI® 50 mg é administrado na forma de uma injeção subcutânea uma vez ao mês, sempre no mesmo dia de cada
mês.

Espondilite anquilosante

57
SIMPONI® 50 mg é administrado na forma de uma injeção subcutânea uma vez ao mês, sempre no mesmo dia de cada
mês.

Espondiloartrite axial não radiográfica


SIMPONI® 50 mg administrado na forma de uma injeção subcutânea uma vez ao mês, sempre no mesmo dia de cada
mês.

Colite ulcerativa
Para pacientes com peso corporal maior ou igual a 80 kg, 200 mg de SIMPONI® são administrados na forma de
uma injeção subcutânea na Semana 0, seguidos de 100 mg na Semana 2 e então, 100 mg a cada 4 semanas,
consecutivamente.

Para pacientes com peso corporal menor que 80 kg, 200 mg de SIMPONI® são administrados na forma de uma injeção
subcutânea na Semana 0, seguidos de 100 mg na Semana 2. Pacientes que tiveram uma resposta adequada devem
receber 50 mg na Semana 6 e a cada 4 semanas, consecutivamente. Pacientes que tiveram uma resposta inadequada
podem se beneficiar continuando com 100 mg na Semana 6 e a cada 4 semanas, consecutivamente.

Durante o tratamento de manutenção, o uso de corticosteroides pode ser diminuído de acordo com os guias de práticas
clínicas. Os dados disponíveis sugerem que a resposta clínica é geralmente atingida dentro de 12-14 semanas de
tratamento (depois de 4 doses). A continuação da terapêutica deve ser reconsiderada nos pacientes que não
apresentarem evidência de benefício terapêutico durante este período de tempo.

Pacientes idosos (≥ 65 anos)


Não requer nenhum ajuste de dose nos idosos.

Pacientes pediátricos (< 18 anos)


A segurança e a eficácia de SIMPONI® não foram estabelecidas em pacientes pediátricos com menos de 18 anos,
portanto, não há recomendação de dose.

Pacientes com função renal comprometida


Não foram conduzidos estudos específicos em pacientes com comprometimento da função renal.

Pacientes com função hepática comprometida


Não foram conduzidos estudos específicos em pacientes com comprometimento da função hepática.

Instruções de administração e descarte do material: São fornecidas instruções completas para a administração
de SIMPONI® no item Modo de usar. Os pacientes devem ser instruídos a aplicar a quantidade total de
SIMPONI® de acordo com as diretrizes providenciadas no item Modo de usar. Na ausência de estudos de

58
compatibilidade, SIMPONI® não deve ser misturado com outros medicamentos. Todo o produto remanescente ou
material utilizado deve ser descartado de modo seguro em recipientes de descarte adequados.

Conduta em caso de esquecimento de dose: Se o paciente não aplicar a dose de SIMPONI® na data planejada, a
dose omitida deve ser aplicada assim que possível. Os pacientes devem ser orientados a não aplicar dose dobrada
para compensar a dose omitida.
Após aplicar a dose omitida; a próxima dose deve ser administrada com base na orientação a seguir:
- Se a dose omitida tiver menos de 2 semanas de atraso, o paciente deve aplicar a dose omitida e realizar a próxima
dose mantendo a programação de data original.
- Se a dose omitida tiver mais de 2 semanas de atraso, o paciente deve aplicar a dose omitida e realizar a próxima
dose em uma nova programação mensal, a partir da data desta última aplicação.

9. REAÇÕES ADVERSAS
Nesta seção, as reações adversas são apresentadas. As reações adversas são eventos adversos que foram considerados
razoavelmente associados ao uso de golimumabe com base em uma avaliação abrangente das informações de eventos
adversos. Uma relação causal com o golimumabe não pode ser estabelecida com confiança para casos individuais. Além
disso, devido aos estudos clínicos serem conduzidos sob condições amplamente variadas, as taxas de reações adversas
observadas nos estudos clínicos de um medicamento não podem ser comparadas diretamente com as taxas de estudos
clínicos de outro medicamento e podem não refletir as taxas observadas na prática clínica.

Os dados de segurança dos estudos clínicos Fase 2 e 3 estão disponíveis para 6161 pacientes tratados com SIMPONI®,
incluindo 3090 com artrite reumatoide, 634 com artrite psoriásica, 768 com espondilite anquilosante, 1245 com colite
ulcerativa, 231 com asma persistente grave e 193 com espondiloartrite axial não radiográfica ativa. As reações adversas,
observadas com SIMPONI®, estão resumidas na Tabela 21.

As reações adversas, nas classes de sistema/órgão, estão listadas de acordo com a frequência, usando a seguinte
convenção: Muito comum ( 1/10); Comum ( 1/100, < 1/10); Incomum ( 1/1.000, < 1/100); Rara ( 1/10.000, <
1/1.000, incluindo relatos isolados); Desconhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis).

Tabela 21: Resumo de reações adversas a golimumabe em estudos clínicos


Infecções e infestações
Muito comum Infecção do trato respiratório superior (nasofaringite, faringite,
laringite e rinite)
Comum Infecções bacterianas (tais como celulite), infecção do trato
respiratório inferior (pneumonia), infecções virais (tais como gripe
e herpes), bronquite, sinusite, infecções fúngicas superficiais,
abscesso
Incomum Septicemia (incluindo choque séptico), pielonefrite

59
Rara Histoplasmose, coccidioidomicose, tuberculose, infecções
oportunistas (infecções invasivas fúngicas, bacterianas,
micobacterianas atípicas e protozoárias), reativação de hepatite B,
pneumocistose, artrite bacteriana, bursite infecciosa
Neoplasias benignas e malignas
Rara Linfoma, leucemia
Desconhecida Malignidade pediátrica
Exames laboratoriais
Comum Aumento na alanina aminotransferase, aumento na aspartato
aminotransferase
Incomum Diminuição na contagem de neutrófilos
Distúrbios do sangue e sistema linfático
Comum Leucopenia (incluindo neutropenia), anemia
Incomum Trombocitopenia, pancitopenia
Distúrbios do sistema imunológico
Comum Autoanticorpos positivos, reações alérgicas não-graves
Distúrbios do sistema nervoso
Comum Tontura, parestesia
Rara Distúrbios desmielinizantes (central e periférico)
Distúrbios cardíacos
Rara Insuficiência cardíaca congestiva (novo início ou piora)
Distúrbios vasculares
Comum Hipertensão
Rara Vasculite (sistêmica)
Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino
Incomum Doença intersticial pulmonar
Distúrbios gastrintestinais
Incomum Constipação
Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo
Comum Erupção cutânea, alopecia
Incomum Psoríase: nova ou piora; palmar/plantar e pustular
Rara Vasculite (cutânea)
Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo
Rara Síndrome semelhante ao lúpus
Distúrbios gerais e condições no local de administração

60
Comum Pirexia, reação no local da aplicação (eritema no local da
aplicação, urticária, endurecimento, dor, hematoma, prurido,
irritação, parestesia)

Infecções
No período controlado dos estudos pivotais, a infecção do trato respiratório superior foi a reação adversa mais
comum relatada em 12,6% dos pacientes tratados com SIMPONI® (incidência por pacientes-ano: 0,61; IC de 95%:
0,55, 0,67) em comparação com 11,0% dos pacientes do grupo controle (incidência por paciente-ano: 0,55; IC de
95%: 0,46, 0,64). Nos períodos controlados e não controlados dos estudos, com uma mediana de acompanhamento
de aproximadamente 4 anos, a incidência de infecções no trato respiratório superior por pacientes-ano foi de 0,35
eventos; IC de 95%: 0,34, 0,36, para os pacientes tratados com SIMPONI®.
No período controlado dos estudos clínicos pivotais, foram observadas infecções em 23,0% dos pacientes tratados
com SIMPONI® (incidência por pacientes-ano: 1,32; IC de 95%: 1,23, 1,41) em comparação com 20,2% dos
pacientes do grupo controle (incidência por pacientes-ano: 1,22; IC de 95%: 1,09, 1,36). Nos períodos controlados
e não controlados dos estudos, com uma mediana de acompanhamento de aproximadamente 4 anos, a incidência
de infecções por paciente-ano foi de 0,81 eventos; IC de 95%: 0,79, 0,83, para os pacientes tratados com
SIMPONI®.
Infecções graves observadas em pacientes tratados com SIMPONI® incluíram septicemia, pneumonia, celulite,
abscesso, infecções oportunistas e tuberculose. No período controlado dos estudos de artrite reumatoide, artrite
psoriásica, espondilite anquilosante, colite ulcerativa e espondiloartrite axial não radiográfica, foram observadas
infecções graves em 1,2% dos pacientes tratados com SIMPONI® e 1, 2% dos pacientes do grupo controle. A
incidência de infecções graves por paciente-ano de acompanhamento no período controlado dos estudos de artrite
reumatoide, artrite psoriásica, espondilite anquilosante e espondiloartrite axial não radiográfica foi de 0,07; IC de
95%: 0,05, 0,11 para o grupo tratado com SIMPONI® 100 mg, 0,03; IC de 95%: 0,01, 0,06 para o grupo tratado
com 50 mg de SIMPONI® e 0,04; IC de 95%: 0,02, 0,07 para o grupo placebo. No período controlado dos estudos
de indução de SIMPONI® em colite ulcerativa, foram observadas infecções graves em 0,8% dos pacientes tratados
com SIMPONI® em comparação com 1,5% dos pacientes do grupo placebo. Nos períodos controlados e não
controlados dos estudos clínicos pivotais, com uma mediana de acompanhamento de até 3 anos, houve uma maior
incidência de infecções graves, incluindo infecções oportunistas e tuberculose em pacientes recebendo 100 mg de
SIMPONI®, comparado com pacientes recebendo 50 mg de SIMPONI®. A incidência por paciente-ano de todas
as infecções graves foi de 0,04; IC de 95%: 0,04, 0,05, em pacientes recebendo 100 mg de SIMPONI® e 0,03; IC
de 95%: 0,02, 0,03, em pacientes recebendo 50 mg de SIMPONI®. Estes resultados podem ser confundidos pelo
desenho dos estudos clínicos pivotais e diferentes durações de acompanhamento entre os grupos de tratamento.

Malignidades
- Linfoma
A incidência de linfoma em pacientes tratados com SIMPONI® durante os estudos clínicos pivotais foi maior do
que a esperada na população geral. Nos períodos controlados e não controlados desses estudos clínicos, com uma

61
mediana de acompanhamento de até 3 anos, uma maior incidência de linfoma foi observada em pacientes recebendo
100 mg de SIMPONI® comparado com pacientes recebendo 50 mg de SIMPONI®. Estes resultados podem ser
confundidos pelo reduzido número de eventos, desenhos dos estudos clínicos de Fase 3, e diferentes durações de
acompanhamento entre os grupos de tratamento. A maioria dos linfomas ocorreu no Estudo 2 de artrite reumatoide,
que envolveu pacientes previamente expostos a agentes anti-TNF que tinham doença de maior duração e mais
refratária.

- Malignidades com exceção do linfoma


Nos períodos controlados dos estudos clínicos pivotais, a incidência de malignidades não-linfoma (excluindo
câncer de pele não melanoma) foi semelhante entre os grupos tratados com SIMPONI® e controle. Em
aproximadamente 4 anos de acompanhamento, a incidência de malignidades não-linfoma (excluindo câncer de pele
não melanoma) foi semelhante à população em geral.
Em um estudo clínico exploratório envolvendo pacientes com asma persistente grave, um número maior de
pacientes tratados com SIMPONI® apresentou malignidades em comparação com os pacientes do grupo controle.
Não se conhece a significância desse achado na população asmática.
Não se sabe o papel em potencial da terapia bloqueadora de TNF sobre o desenvolvimento de malignidades.

Distúrbios desmielinizantes
Nos períodos controlados e não controlados dos estudos clínicos pivotais com uma mediana de acompanhamento
de até 3 anos, uma maior incidência de desmielinização foi observada em pacientes recebendo 100 mg de
SIMPONI®, comparado com pacientes recebendo 50 mg de SIMPONI®. Estes resultados podem ser confundidos
pelo reduzido número de eventos, desenhos dos estudos pivotais, e diferentes durações de acompanhamento entre
os grupos de tratamento.

Elevações nas enzimas hepáticas


No período controlado dos estudos clínicos pivotais de artrite reumatoide e espondilite anquilosante, ocorreram
elevações leves de ALT [> 1 e < 3 x ULN (limite superior do normal)] em proporções semelhantes de pacientes
tratados com SIMPONI® e pacientes do grupo controle (22,1% a 27,4% dos pacientes); nos estudos em espondilite
anquilosante e espondiloartrite axial não radiográfica, mais pacientes tratados com SIMPONI® (26,9%) do que
pacientes do grupo controle (10,6%) tiveram elevações leves de ALT. Nos períodos controlados e não controlados
dos estudos pivotais de artrite reumatoide e artrite psoriásica, com uma mediana de acompanhamento de
aproximadamente 5 anos, a incidência de elevações leves de ALT foi semelhante nos pacientes tratados com
SIMPONI® e nos pacientes do grupo controle.
Nos períodos controlados dos estudos clínicos pivotais de indução com SIMPONI® em colite ulcerativa, elevações
leves de ALT (> 1 e < 3 x ULN) ocorreram em proporções semelhantes de pacientes tratados com SIMPONI® e
pacientes do grupo controle (7,8% e 6,9%, respectivamente). Nos períodos controlados e não controlados dos estudos
clínicos pivotais de colite ulcerativa com uma mediana de acompanhamento de aproximadamente 2 anos, a proporção
de pacientes com elevações leves de ALT foi de 24,7% em pacientes recebendo SIMPONI®.

62
Nos períodos controlados dos estudos pivotais em artrite reumatoide e espondilite anquilosante, elevações de ALT 
5 x ULN foram incomuns e observadas em um número maior de pacientes tratados com SIMPONI® (0,4% a 0,9%)
do que naqueles do grupo controle (0,0%). Essa tendência não foi observada na população com artrite psoriásica. Nos
períodos controlados e não controlados dos estudos clínicos pivotais em artrite reumatoide, artrite psoriásica e
espondilite anquilosante, com uma mediana de acompanhamento de 5 anos, a incidência de elevações de ALT ≥ 5 x
ULN foi similar tanto em pacientes tratados com SIMPONI® quanto nos pacientes do grupo controle. A maioria
dessas elevações foi assintomática. Não foram notificados casos nos períodos controlado e não controlado do estudo
de espondiloartrite axial não radiográfica (até 1 ano).
Nos períodos controlados dos estudos clínicos pivotais de indução com SIMPONI® em colite ulcerativa, elevações
de ALT ≥ 5 x ULN ocorreram em proporções similares de pacientes tratados com SIMPONI® e pacientes tratados
com placebo (0,3% e 1,0%, respectivamente). Nos períodos controlados e não controlados dos estudos clínicos
pivotais em colite ulcerativa, com uma mediana de acompanhamento de aproximadamente 2 anos, a proporção de
pacientes com elevações de ALT ≥ 5 x ULN foi de 0,8% em pacientes recebendo SIMPONI®.

Reações no local da aplicação


Nos períodos controlados dos estudos clínicos pivotais, 5,4% dos pacientes tratados com SIMPONI® tiveram
reações no local da aplicação em comparação com 2,0% dos pacientes do grupo controle. A maioria das reações
no local da aplicação foi de leve a moderada e a manifestação mais frequente foi eritema no local da aplicação.
Em estudos clínicos controlados de Fase 2 e/ou 3 em artrite reumatoide, artrite psoriásica, espondilite anquilosante,
espondiloartrite axial não radiográfica, asma persistente grave, e estudos clínicos de Fase 2/3 em colite ulcerativa,
nenhum dos pacientes tratados com SIMPONI® desenvolveu reações anafiláticas consideradas relacionadas a
SIMPONI®.

Anticorpos antinucleares (ANA)/anticorpos anti-DNA de dupla hélice (dsDNA)


Nos períodos controlados e não controlados dos estudos clínicos pivotais, com 1 ano de acompanhamento, 3,5%
dos pacientes tratados com SIMPONI® e 2,3% daqueles do grupo controle eram recém-ANA-positivos (em títulos
de 1:160 ou mais). A frequência de anticorpos anti-dsDNA com 1 ano de acompanhamento nos pacientes anti-
dsDNA negativos no período inicial foi 1,1%.

Experiência pós-comercialização
As frequências fornecidas a seguir refletem as taxas de relatos de reações adversas a medicamentos a partir da
experiência pós-comercialização com SIMPONI® em todo o mundo, e estimativas precisas da incidência não
podem ser realizadas devido aos relatos voluntários a partir de uma população de tamanho incerto. Essas reações
adversas são classificadas de acordo com a frequência, utilizando-se a seguinte convenção: Muito comum ( 1/10);
Comum ( 1/100, < 1/10); Incomum ( 1/1.000, < 1/100); Rara ( 1/10.000, < 1/1.000), Muito Rara (< 1/10.000,
incluindo relatos isolados); Desconhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis).

Tabela 22: Reações adversas de pós-comercialização de golimumabe.

63
Classe de Sistema/Órgão Reação Adversa Frequência
Neoplasias benignas e malignas Melanoma, carcinoma das células Rara
de Merkel
Linfoma hepatoesplênico de
células T* Desconhecida
Distúrbios do Sistema Imunológico Reações sistêmicas graves de Rara
hipersensibilidade (incluindo
reação anafilática), sarcoidose

Distúrbios da pele e do tecido Reações cutâneas bolhosas Incomum


subcutâneo Reações liquenoides Rara
Esfoliação da pele
* Observada com outros agentes bloqueadores de TNF.

Atenção: este produto é um medicamento que possui nova indicação terapêutica no país e nova via de
administração e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado
e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso,
notifique os eventos adversos pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

10. SUPERDOSE
Doses intravenosas únicas de até 10 mg/kg foram administradas em um estudo clínico sem toxicidade dose-limitante.
Em caso de superdose, recomenda-se que o paciente seja monitorado quanto a quaisquer sinais ou sintomas de efeitos
adversos e o tratamento sintomático apropriado seja instituído imediatamente.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

64
DIZERES LEGAIS
MS - 1.1236.3405
Farm. Resp.: Erika Diago Rufino - CRF/SP n° 57.310

Registrado por:
JANSSEN-CILAG FARMACÊUTICA LTDA.
Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041, São Paulo – SP – CNPJ 51.780.468/0001-87

Fabricado por:
Baxter Pharmaceutical Solutions LLC – Indiana, EUA

Embalado (emb. secundária) por:


Cilag AG – Schaffhausen, Suíça

Importado por:
Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda. – Rodovia Presidente Dutra, km 154 – São José dos Campos, SP – CNPJ
51.780.468/0002-68

OU
Fabricado por:
Cilag AG – Schaffhausen, Suíça

Importado por:
Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda. – Rodovia Presidente Dutra, km 154 – São José dos Campos, SP – CNPJ
51.780.468/0002-68

OU
Simponi 50 mg
Fabricado por:
Baxter Pharmaceutical Solutions LLC – Indiana, EUA

Importado e embalado (emb. secundária) por:


Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda. - Rodovia Presidente Dutra, km 154 São José dos Campos – SP - CNPJ
51.780.468/0002-68
Indústria Brasileira

OU
Simponi 50 mg

65
Fabricado por:
Cilag AG – Schaffhausen, Suíça

Importado e embalado (emb. secundária) por:


Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda. - Rodovia Presidente Dutra, km 154 São José dos Campos – SP - CNPJ
51.780.468/0002-68
Indústria Brasileira

®
Marca registrada.

USO SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.


VENDA PROIBIDA AO COMÉRCIO.

Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 09/04/2021.

CCDS 1902
VPS TV 4.0

66
Dados da submissão eletrônica Dados da petição que altera bula Dados das alterações de bulas
Data do Data do Versões
Produto Nº do expediente Assunto Nº do expediente Assunto Data de aprovação Itens de bula Apresentações relacionadas
expediente expediente (VP/VPS)
50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
Simponi
10463 - PRODUTO BIOLÓGICO - Inclusão Inicial de VP: Todos ACOPLADA EM CAN APLIC
(golimumabe) 10/04/2013 0272906/13-7 10/04/2013 0272906/13-7 10463 - PRODUTO BIOLÓGICO - Inclusão Inicial de Texto de Bula – RDC 60/12 10/04/2013 VP/VPS
Texto de Bula – RDC 60/12 VPS: Todos 50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
(Caneta)
ACOP CAN APLIC C/ MANGA SEG
50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
Simponi
10456 - PRODUTO BIOLÓGICO - Notificação de VP: 6 ACOPLADA EM CAN APLIC
(golimumabe) 07/10/2013 0841641/13-9 09/09/2013 0764889/13-8 10279-PRODUTO BIOLÓGICO - Alteração de Texto de Bula 04/10/2013 VP/VPS
Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 VPS: 8 50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
(Caneta)
ACOP CAN APLIC C/ MANGA SEG
50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
Simponi
10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de 10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC VP: 8 ACOPLADA EM CAN APLIC
(golimumabe) 06/03/2014 0164115/14-8 06/03/2014 0164115/14-8 06/03/2014 VP/VPS
Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 60/12 VPS: 5, 9 50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
(Caneta)
ACOP CAN APLIC C/ MANGA SEG
50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
Simponi
10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de 10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC VP: 6 e 8 ACOPLADA EM CAN APLIC
(golimumabe) 16/05/2014 0382162/14-5 16/05/2014 0382162/14-5 16/05/2014 VP02/VPS02
Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 60/12 VPS: 2, 3, 5, 8 e 9 50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
(Caneta)
ACOP CAN APLIC C/ MANGA SEG
50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
Simponi
10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de 10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC VP: 6 e 8 ACOPLADA EM CAN APLIC
(golimumabe) 12/06/2015 0520057/15-1 12/06/2015 0520057/15-1 12/06/2015 VP03/VPS03
Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 60/12 VPS: 8 e 9 50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
(Caneta)
ACOP CAN APLIC C/ MANGA SEG
50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
Simponi
10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de 10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC VP: 8 ACOPLADA EM CAN APLIC
(golimumabe) 16/03/2016 1365828/16-0 16/03/2016 1365828/16-0 16/03/2016 VP04/VPS04
Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 60/12 VPS: 9 50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
(Caneta)
ACOP CAN APLIC C/ MANGA SEG
50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
Simponi
10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de 10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC VP: 8 ACOPLADA EM CAN APLIC
(golimumabe) 16/09/2016 2293348/16-4 16/09/2016 2293348/16-4 16/09/2016 VP05/VPS05
Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 60/12 VPS: 3 e 9 50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
(Caneta)
ACOP CAN APLIC C/ MANGA SEG
50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
Simponi VP: 8 e Dizeres Legais
10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de ACOPLADA EM CAN APLIC
(golimumabe) 28/10/2016 2434517/16-2 16/05/2014 0390893/14-3 1519 – PRODUTO BIOLÓGICO – Inclusão de Nova Apresentação Comercial 20/06/2014 VPS: 5, 9 e Dizeres VP06/VPS06
Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
(Caneta) Legais
ACOP CAN APLIC C/ MANGA SEG
50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
Simponi
10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de 10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC VP: - VP006.1/VPS0 ACOPLADA EM CAN APLIC
(golimumabe) 24/01/2017 0127279/17-9 24/01/2017 0127279/17-9 24/01/2017
Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 60/12 VPS: 8 061. 50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
(Caneta)
ACOP CAN APLIC C/ MANGA SEG
VP: Composição, 5 e 50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
Simponi
10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de 10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC Dizeres Legais ACOPLADA EM CAN APLIC
(golimumabe) 26/05/2017 1004567/17-8 26/05/2017 1004567/17-8 26/05/2017 VP07/VPS07
Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 60/12 VPS: Composição e 50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
(Caneta)
Dizeres legais ACOP CAN APLIC C/ MANGA SEG
50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
Simponi
10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de VP: 1, 4, 6 e 8 ACOPLADA EM CAN APLIC
(golimumabe) 19/07/2017 1004567/17-8 24/03/2016 1415855/16-8 1615 – PRODUTO BIOLÓGICO - Inclusão de Nova Indicação 19/06/2017 VP08/VPS08
Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 VPS: 1, 2, 3, 5, 8 e 9 50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
(Caneta)
ACOP CAN APLIC C/ MANGA SEG
50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
Simponi
10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de 10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC VP: 8 ACOPLADA EM CAN APLIC
(golimumabe) 29/08/2017 1832868/17-7 29/08/2017 1832868/17-7 29/08/2017 VP09/VPS09
Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 60/12 VPS: 5 e 9 50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
(Caneta)
ACOP CAN APLIC C/ MANGA SEG
50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
Simponi
10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de VP:1, 2, 4 e 6 ACOPLADA EM CAN APLIC
(golimumabe) 28/03/2018 0243389/18-3 02/10/2013 0833741/13-1 1615 – PRODUTO BIOLÓGICO - Inclusão de Nova Indicação Terapêutica no País 26/03/2018 VP10/VPS10
Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 VPS: 1, 2, 8 e 9 50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
(Caneta)
ACOP CAN APLIC C/ MANGA SEG
50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
Simponi
10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de 10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC VP: 8 ACOPLADA EM CAN APLIC
(golimumabe) 08/04/2019 0315205/19-7 08/04/2019 0315205/19-7 08/04/2019 VP11/VPS11
Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 60/12 VPS: 9 50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
(Caneta)
ACOP CAN APLIC C/ MANGA SEG
50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
Simponi 1921 - PRODUTO BIOLÓGICO - Inclusão do Local de Fabricação do Produto a VP: 2, 8 e Dizeres
10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de 30/07/2018 0766274/18-2 05/08/2019 ACOPLADA EM CAN APLIC
(golimumabe) 14/08/2019 1984158/19-2 Granel Legais VP12/VPS12
Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 27/09/2018 0962599/18-2 12/08/2019 50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
(Caneta) 1532 - PRODUTO BIOLÓGICO - Alteração de Posologia VPS: 6 e Dizeres Legais
ACOP CAN APLIC C/ MANGA SEG
50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
Simponi 10456 - PRODUTO BIOLÓGICO - Notificação de
10456 - PRODUTO BIOLÓGICO - Notificação de Alteração de texto de bula - VPS: Dizeres Legais VPS TV 2.0/VP ACOPLADA EM CAN APLIC
(golimumabe) 27/02/2020 0597745/20-2 Alteração de texto de bula - publicação no Bulário RDC 27/02/2020 0597745/20-2 27/02/2020
publicação no Bulário RDC 60/12 VP: Dizeres Legais TV 2.0 50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
(Caneta) 60/12
ACOP CAN APLIC C/ MANGA SEG
Simponi 10456 - PRODUTO BIOLÓGICO - Notificação de 50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
11979 - PRODUTOS BIOLÓGICOS - 41. Alteração de instalação de fabricação do VP: Dizeres Legais VP TV 3.0/VPS
(golimumabe) 19/02/2021 NA Alteração de texto de bula - publicação no Bulário RDC 05/02/2021 0477952/21-5 05/02/2021 ACOP CAN APLIC C/
produto terminado VPS: 9, Dizeres Legais TV 3.0
(Caneta) 60/12 MANGA SEG
VP: Apresentação,
50 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 0,5 ML
Composição, 6, Dizeres
Simponi 10456 - PRODUTO BIOLÓGICO - Notificação de ACOP CAN APLIC C/
10456 - PRODUTO BIOLÓGICO - Notificação de Alteração de texto de bula - Legais VP TV 4.0/VPS
(golimumabe) 09/04/2021 XXXXXXX/XX-X Alteração de texto de bula - publicação no Bulário RDC 09/04/2021 XXXXXXX/XX-X 09/04/2021 MANGA SEG
publicação no Bulário RDC 60/12 VPS: Apresentação, TV 4.0
(Caneta) 60/12 100 MG SOL INJ CT 1 SER PREENC X 1.0 ML
Composição, Dizeres
ACOPLADA EM CAN APLIC C/ MANGA SEG
Legais
SIMPONI®
(golimumabe)

Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda.


solução injetável
50 mg / 4,0 mL
IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

SIMPONI®

golimumabe Solução injetável

APRESENTAÇÃO

Solução injetável de 50 mg/4,0 mL de golimumabe, em embalagem com 1 frasco-ampola.

USO INTRAVENOSO

USO ADULTO

COMPOSIÇÃO

Cada frasco-ampola contém 50 mg de golimumabe em 4,0 mL de solução injetável.

Excipientes: sorbitol, cloridrato de histidina monoidratado, histidina, polissorbato 80 e água para injetáveis. Não contém conservantes.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

ATENÇÃO: RISCO DE INFECÇÕES GRAVES


Veja o item “ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES” dessa bula para mais informações.
Infecções graves que levaram à hospitalização ou óbito, como a tuberculose, sepse bacteriana,
fúngica invasiva e outras infecções oportunistas, ocorreram em pacientes recebendo
SIMPONI®.
SIMPONI® deve ser descontinuado se o paciente desenvolver uma infecção grave ou sepse.
Submeter o paciente a exames para identificação de tuberculose latente; se positivo, iniciar
um tratamento para a tuberculose antes de começar a utilizar SIMPONI®.
Monitorar todos os pacientes quanto ao desenvolvimento de tuberculose ativa durante o
tratamento com SIMPONI®, mesmo se o teste de tuberculose latente inicial for negativo.

1. INDICAÇÕES

Artrite reumatoide

SIMPONI®, em combinação com metotrexato (MTX), é indicado para:

• Reduzir os sinais e sintomas

• Inibir a progressão do dano estrutural

• Melhorar a função física

• Melhorar a qualidade de vida relacionada à saúde em pacientes adultos com artrite reumatoide moderada a grave, quando a resposta à
terapia com medicamento antirreumático modificador da doença (DMARD), incluindo MTX, foi inadequada.

1
Artrite psoriásica:

SIMPONI®, isoladamente ou em combinação com MTX, é indicado para:

O tratamento de artrite psoriásica ativa em pacientes adultos, quando a resposta à terapia prévia com DMARD foi inadequada. SIMPONI®
também demonstrou melhorar a função física e a qualidade de vida relacionada à saúde.

Espondilite anquilosante

SIMPONI® é indicado para:

O tratamento da espondilite anquilosante ativa em pacientes adultos que apresentaram resposta inadequada ou intolerância à terapia
convencional. SIMPONI® também demonstrou melhorar a função física e a qualidade de vida relacionada à saúde.

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA

- Artrite reumatoide

A eficácia e a segurança de SIMPONI® foram avaliadas em 1 estudo de administração intravenosa (IV) multicêntrico, randomizado, duplo-
cego e controlado por placebo em pacientes  18 anos de idade com AR (Artrite Reumatoide) moderada a gravemente ativa e diagnosticada
segundo os critérios do “American College of Rheumatology” (ACR) há pelo menos 3 meses antes da triagem. Os pacientes apresentavam, pelo
menos, 6 articulações edemaciadas e 6 articulações doloridas. SIMPONI® foi administrado através de uma infusão intravenosa na dose de 2
mg/kg com MTX nas Semanas 0 e 4 e, posteriormente, a cada 8 semanas. Os desfechos clínicos incluíram resposta ACR, DAS28, HAQ e
avaliações da qualidade de vida relacionada à saúde.

O estudo GO-FURTHER avaliou 592 pacientes com AR ativa, apesar do tratamento concomitante com MTX. Os pacientes foram randomizados
para receber 2 mg/kg de SIMPONI® IV (N=395) ou placebo IV (solução salina) (N=197) nas Semanas 0 e 4 e, posteriormente, a cada 8 semanas,
em adição à sua dose de manutenção semanal de MTX. Todos os pacientes recebendo placebo IV + MTX receberam 2 mg/kg de SIMPONI®
IV + MTX após a Semana 24, mas o estudo permaneceu duplo-cego até 52 semanas de tratamento. O desfecho primário foi a porcentagem de
pacientes alcançando resposta ACR 20 na Semana 14. Os principais desfechos secundários incluíram resposta DAS28 (usando a PCR) e variação
do valor basal em HAQ-DI na Semana 14, assim como a resposta ACR 50 e a variação do valor basal de vdH-S na Semana 24. Outros desfechos
pré-especificados incluíram melhora nos componentes de ACR, resposta ACR ao longo do tempo, melhora na função física e qualidade de vida
relacionada à saúde, assim como avaliações de economia em saúde.

Redução dos Sinais e sintomas

O tratamento com SIMPONI® IV em pacientes com AR ativa apesar do MTX resultou em melhora nos sinais e sintomas, conforme demonstrado
pela porcentagem de pacientes que alcançaram uma resposta ACR 20 na Semana 14. Uma porcentagem significativamente maior de pacientes
no grupo SIMPONI® IV + MTX comparada ao grupo placebo IV + MTX alcançou uma resposta ACR 20 (p<0,001). No grupo SIMPONI® IV
+ MTX, 58,5% dos pacientes alcançaram uma resposta ACR 20 em comparação a 24,9% no grupo placebo IV + MTX na Semana 14. A
porcentagem de pacientes que alcançaram uma resposta ACR 20 na Semana 24 também foi significativamente maior para os pacientes recebendo
SIMPONI® IV + MTX em comparação com placebo IV + MTX (62,8% comparado com 31,5%, respectivamente) (Tabela 1). A porcentagem
de pacientes que alcançaram respostas ACR 50 e ACR 70 também foi maior no grupo SIMPONI® IV + MTX em comparação com o grupo
placebo IV + MTX (Tabela 1). A porcentagem de pacientes que alcançaram uma resposta ACR 50 nos grupos SIMPONI® IV + MTX e placebo
IV + MTX foi, respectivamente, 29,9% e 8,6% na Semana 14 (p<0,001) e 34,9% e 13,2%, respectivamente, na Semana 24 (p<0,001). A
porcentagem de pacientes que alcançaram uma resposta ACR 70 nos grupos SIMPONI® IV + MTX e placebo IV + MTX foi, respectivamente,
12,4% e 3,0% na Semana 14 (p<0,001) e 17,5% e 4,1%, respectivamente, na Semana 24 (p<0,001).

As proporções de pacientes que alcançaram resposta ACR 20, 50 ou 70 foram mantidas após a Semana 24 até a Semana 52.

A porcentagem de pacientes que alcançaram resposta DAS28 (usando a PCR) foi significativamente maior para aqueles pacientes tratados com
SIMPONI® IV + MTX em comparação com aqueles que receberam placebo IV + MTX na Semana 14 (81,3% comparado com 40,1%; p<0,001)

2
e na Semana 24 (81,0% comparado com 44,7%; p<0,001). A porcentagem de pacientes que alcançaram remissão DAS28 < 2,6 (usando a PCR)
foi significativamente maior para aqueles pacientes tratados com SIMPONI® IV + MTX em comparação com aqueles que receberam placebo
IV + MTX na Semana 14 (15,4% comparado com 4,6%; p<0,001) e na Semana 24 (17,7% comparado com 5,1%; p<0,001). Entre os pacientes
tratados com SIMPONI® IV + MTX que alcançaram remissão DAS28, 43% não apresentavam articulações ativas, 27% apresentavam uma
articulação ativa, 23% apresentavam duas articulações ativas e 7% apresentavam três ou mais articulações ativas, em que uma articulação ativa
era aquela que foi classificada como dolorida ou edemaciada ou ambas. As proporções de pacientes tratados com SIMPONI® IV que alcançaram
resposta ou remissão DAS28 (usando a PCR) na Semana 24 foram mantidas até a Semana 52.

Tabela 1: Porcentagem de pacientes com AR com respostas ACR e respostas e remissão de DAS na Semana 14, Semana 24 e
Semana 52

Placebo IV + MTX SIMPONI® IV + MTX Valor de p


a a
(N=197) (N=395)
ACR 20 (% de respondedores )
Semana 14 24,9% 58,5% p<0,001
Semana 24 31,5% 62,8% p<0,001
b
Semana 52 N/A 65,8%
ACR 50 (% de respondedores)
Semana 14 8,6% 29,9% p<0,001
Semana 24 13,2% 34,9% p<0,001
b
Semana 52 N/A 38,7%
ACR 70 (% de respondedores)
Semana 14 3,0% 12,4% p<0,001
Semana 24 4,1% 17,5% p<0,001
Semana 52 N/Ab 18,2%
Resposta DAS28 (usando PCR)
(% de respondedores)
Semana 14 40,1% 81,3% p<0,001
Semana 24 44,7% 81,0% p<0,001
Semana 52 N/Ab 81,3%
Remissão de DAS28 (usando PCR)
(% de pacientes)
Semana 14 4,6% 15,4% p<0,001
Semana 24 5,1% 17,7% p<0,001
b
Semana 52 N/A 20,3%

3
a
N reflete os pacientes randomizados; o número real de pacientes avaliáveis para cada desfecho pode variar por intervalo de tempo.
Uma resposta ACR 20 (Felson et al, 1995) foi definida como:
1.  20% de melhora na contagem de articulações edemaciadas (66 articulações) e de articulações doloridas (68 articulações); e
2.  20 % de melhora em 3 das 5 avaliações seguintes:
• Avaliação da dor pelo paciente em uma escala VAS de 0-10 cm (“sem dor” até a “pior dor possível”)
• Avaliação global da atividade da doença pelo paciente em uma escala VAS de 0-10 cm (“muito bem” a “muito ruim”)
• Avaliação global da atividade da doença pelo médico em uma escala VAS de 0-10 cm (“sem artrite ativa” até “artrite extremamente
ativa”)
• Avaliação da função física pelo paciente mensurada pelo HAQ em uma escala de 0 a 3 (“sem qualquer dificuldade” até “incapaz de
fazer”)
• PCR
Uma resposta ACR 50 ou ACR 70 foi definida como melhora  50% ou  70% nos ítens 1 e 2 das avaliações acima.
DAS28 (usando PCR) foi calculada usando a contagem de 28 articulações para edema (edema 28) e dor/sensibilidade (sensibilidade 28),
avaliação global da atividade da doença pelo paciente (GH) usando a fórmula a seguir, combinada com a PCR ou VHS: DAS28 = 0,56
[sqrt(dolorida 28)] + 0,28 [sqrt(edemaciada 28)] + 0,36 [Ln (PCR+1)] [ou 0,70Ln(VHS)] + 0,014 (GH) + 0,96 (van der Linden, 2004; van
Riel, 2000). A resposta DAS28 em uma visita foi baseada na pontuação DAS28 atual, assim como na melhora na pontuação DAS28 em
relação ao valor basal. Os pacientes foram classificados como:
Melhora em DAS28 do valor basal
DAS28 Atual >1,2 >0,6 a 1,2 ≤0,6
≤3,2 Boa moderada nenhuma
>3,2 a 5,1 Moderata moderada nenhuma
>5,1 Moderada nenhuma nenhuma

Respondedores DAS28 incluem pacientes com resposta moderada ou boa.


Remitentes DAS28 incluem pacientes com um valor de DAS28 < 2,6 em uma visita.

O tratamento com SIMPONI® IV + MTX também resultou em melhora significativamente maior para cada componente de ACR em
comparação com o tratamento com placebo IV + MTX (Tabela 2). A contagem de articulações edemaciadas para os grupos SIMPONI® IV +
MTX e placebo IV + MTX melhorou em 68% e 25%, respectivamente, na Semana 14, e 75% e 27%, respectivamente, na Semana 24. A melhora
na contagem de articulações doloridas foi de 62% comparada com 13% na Semana 14 e 64% comparada com 14% na Semana 24, para o grupo
SIMPONI® IV + MTX e placebo IV + MTX, respectivamente. As avaliações do paciente e do médico e a pontuação de HAQ também
apresentaram melhora significativa para SIMPONI® IV + MTX em comparação com o placebo IV + MTX nas Semanas 14 e 24. Para
SIMPONI® IV + MTX houve uma melhora de 78% na PCR comparada com 29% de melhora para placebo IV + MTX na Semana 14, e 77%
comparada com 21% na Semana 24. A melhora observada na Semana 24 em todos os componentes de ACR foi mantida em cada visita até a
Semana 52.

Tabela 2: Porcentagem de melhora nos componentes de ACR na Semana 14, 24 e 52; pacientes randomizados

Placebo IV + MTX SIMPONI® IV + MTX Valor-de p


a
(N=197) (N=395) a

Número de articulações edemaciadas


Basal (mediana) 12,0 12,0
Semana 14 25% 68% p≤0,001
Semana 24 27% 75% p≤0,001
b
Semana 52 N/A 86%
Número de articulações doloridas
Basal (mediana) 22,0 24,0

4
Tabela 2: Porcentagem de melhora nos componentes de ACR na Semana 14, 24 e 52; pacientes randomizados

Placebo IV + MTX SIMPONI® IV + MTX Valor-de p


(N=197)a (N=395) a

Semana 14 13% 62% p≤0,001


Semana 24 14% 64% p≤0,001
Semana 52 N/Ab 71%
Avaliação da dor pelo paciente
Basal (mediana) 6,9 6,5
Semana 14 7% 38% p≤0,001
Semana 24 11% 43% p≤0,001
Semana 52 N/Ab 41%
Avaliação global da atividade da doença
pelo paciente
Basal (mediana) 6,9 6,6
Semana 14 7% 37% p≤0,001
Semana 24 14% 41% p≤0,001
Semana 52 N/Ab 42%
Avaliação global da atividade da doença
pelo médico
Basal (mediana) 6,3 6,3
Semana 14 15% 52% p≤0,001
Semana 24 24% 55% p≤0,001
b
Semana 52 N/A 61%
Pontuação de HAQ
Basal (mediana) 1,6 1,6
Semana 14 7% 29% p≤0,001
Semana 24 9% 30% p≤0,001
b
Semana 52 N/A 30%
PCR (mg/dL)
Basal (mediana) 1,7 2,0
Semana 14 29% 78% p≤0,001
Semana 24 21% 77% p≤0,001
b
Semana 52 N/A 66%

5
Tabela 2: Porcentagem de melhora nos componentes de ACR na Semana 14, 24 e 52; pacientes randomizados

Placebo IV + MTX SIMPONI® IV + MTX Valor-de p


(N=197)a (N=395) a

a
N reflete os pacientes randomizados; o número real de pacientes avaliáveis para cada desfecho pode variar por intervalo de tempo.

b
Estes resultados não são relatados pois todos os pacientes receberam SIMPONI® IV + MTX após a Semana 24 devido ao desenho do estudo.

Número de articulações edemaciadas: o número de articulações edemaciadas (0-66) foi contado.

Número de articulações doloridas: o número de articulações doloridas (0-68) foi contado.

Avaliação da dor pelo paciente: foi solicitado aos pacientes que avaliassem a dor média durante a semana anterior em uma VAS. A escala variou
de 0 (sem dor) a 10 (pior dor possível) cm.

Avaliação global da atividade da doença pelo paciente: os pacientes avaliaram a atividade da doença em uma VAS de avaliação global da
atividade da doença. A escala variou de 0 (muito bem) a 10 (muito ruim) cm.

Avaliação global da atividade da doença pelo médico: os médicos avaliaram a atividade da doença em uma VAS de avaliação global da atividade
da doença. A escala variou de 0 (sem atividade da artrite) a 10 (artrite extremamente ativa) cm.

HAQ: Índice de Incapacidade do Questionário de Avaliação da Saúde avalia o grau de dificuldade em 8 áreas funcionais (vestir-se, levantar-se,
comer, andar, higiene, alcançar, pegar e atividades da vida diária). A melhora nas pontuações de HAQ (intervalo de 0-3) foi calculada de forma
que valores positivos indicassem melhora (isto é, menos incapacidade) e valores negativos indicassem piora.

PCR: (Intervalo normal de 0,0-0,60 mg/dL).

Resposta Radiográfica

No estudo GO-FURTHER em AR, o dano estrutural da articulação (erosão e estreitamento do espaço articular – JSN) foi avaliado
radiograficamente e expresso como uma mudança na pontuação de Sharp modificada por van der Heijde (vdH-S), na Semana 24, em relação
ao valor basal. O grupo de tratamento com SIMPONI® IV + MTX inibiu significativamente a progressão do dano estrutural em comparação ao
grupo placebo IV + MTX, de acordo com a avaliação da pontuação total de vdH-S, conforme apresentado na Tabela 3. A inibição da progressão
radiográfica continuou a ser observada na Semana 52 nos pacientes recebendo SIMPONI® IV + MTX.

Tabela 3: Alteração radiográfica nas Semanas 24 e 52 em relação ao valor basal

Placebo IV + MTX SIMPONI® IV + MTX


(N=197)a (N=395)a
Média (DP) Média (DP)
Pontuação Total de vdH-S
Valor basal 50,3 (± 59,8) 47,6 (± 54,6)
Variação do valor basal na Semana
1,1 (± 3,2) 0,03 (± 1,9)*
24
Variação do valor basal na Semana
1,2 (± 4,0)b 0,13 (± 3,1)
52
Pontuação de Erosão
Valor basal 25,6 (± 32,3) 23,9 (± 29,0)
Variação do valor basal na Semana
0,5 (± 2,1) -0,1 (± 1,1)*
24
Variação do valor basal na Semana
0,4 (± 2,4)b -0,2 (± 1,8)
52

6
Tabela 3: Alteração radiográfica nas Semanas 24 e 52 em relação ao valor basal

Placebo IV + MTX SIMPONI® IV + MTX


(N=197)a (N=395)a
Pontuação de JSN
Valor basal 24,6 (± 29,5) 23,7 (± 28,3)
Variação do valor basal na Semana
0,6 (± 1,7) 0,1 (± 1,3)*
24
Variação do valor basal na Semana
0,8 (± 2,2)b 0,3 (± 2,0)
52
a
N reflete os pacientes randomizados.
b
Estes resultados são baseados em pacientes que receberam SIMPONI® IV+ MTX por pelo menos 6 meses.
c
JSN = estreitamento do espaço articular
* p≤0,002.

Na Semana 24, uma proporção significativamente maior de pacientes no grupo SIMPONI® IV + MTX (71%) não apresentou progressão do
dano estrutural (variação na pontuação total de vdH-S  0), em comparação com 57% dos pacientes no grupo placebo IV + MTX (Tabela 4).

Tabela 4: Número de pacientes com variação  0 na pontuação total de vdH-S em relação ao valor basal (Semanas 24 e
52)

Placebo IV + MTX SIMPONI® IV + MTX


Valor de p
(N=197) (N=395)

Pacientes com variação  0 na


pontuação total de vdH-S em relação 113 (57%) 279 (71%) 0,001
ao valor basal na Semana 24
Pacientes com variação  0 na
pontuação total de vdH-S em relação 117 (59%)a 278 (70%)
ao valor basal na Semana 52

a
Estes resultados são baseados nos pacientes que receberam SIMPONI® IV + MTX por pelo menos seis meses.

Os valores são número (%).

Melhora na Função Física e Qualidade de Vida Relacionada à Saúde

No estudo GO-FURTHER, a função física e a qualidade de vida relacionada à saúde foram avaliadas usando o índice de incapacidade do HAQ,
a pesquisa de saúde SF-36 e a escala de Avaliação Funcional de Tratamento de Doença Crônica – Fadiga (FACIT-F). Os pacientes tratados com
SIMPONI® IV + MTX mostraram melhoras medianas significativamente maiores no HAQ em comparação ao placebo IV + MTX na Semana
14 (mediana 0,50 versus 0,12; p<0,001) e na Semana 24 (mediana 0,50 versus 0,12; p<0,001). A melhora média (± DP) no HAQ em relação ao
valor basal até a Semana 14 foi 0,50  0,58 para o grupo SIMPONI® IV + MTX e 0,19  0,56 para o grupo placebo IV + MTX. A melhora
média do valor basal até a Semana 24 foi 0,53  0,64 para o grupo SIMPONI® IV + MTX e 0,20  0,55 para o grupo placebo (Tabela 5). A
melhora média no HAQ foi mantida até a Semana 52. A proporção de pacientes que alcançou uma melhora clinicamente significativa ≥ 0,25
do HAQ do valor basal até a Semana 14 foi maior no grupo SIMPONI® IV + MTX do que no grupo placebo IV + MTX (68% comparado com
43%; p<0,001). Esta resposta foi mantida na Semana 24 (67% no grupo SIMPONI® IV + MTX versus 45% no grupo placebo IV + MTX;
p<0,001) e até a Semana 52.

7
Tabela 5: Melhora na função física medida pelo HAQ

Placebo IV + MTX SIMPONI® IV + MTX*


(N=197)a (N=395)a

Pontuação basal do HAQ


Média ± DP 1,57 ± 0,62 1,56 ± 0,67
Mediana 1,63 1,63
Melhora no HAQ
Semana 14
Média ± DP 0,19 ± 0,56 0,50 ± 0,58
Mediana 0,12 0,50
Semana 24
Média ± DP 0,20 ± 0,55 0,53 ± 0,64
Mediana 0,12 0,50
Semana 52
Média ± DP N/Ab 0,51 ± 0,65
b
Mediana N/A 0,38
* p<0,001 para todas as comparações; os calculos do valor de p são baseados nas comparações dos valores medianos.

a
N reflete os pacientes randomizados; o número real de pacientes avaliáveis para cada desfecho pode variar por
intervalo de tempo.

As melhoras nas pontuações do HAQ (intervalo de 0-3) foram calculadas de forma que os valores positivos
indicassem melhora (isto é, menos incapacidade) e os valores negativos indicassem piora.

b
Estes resultados não são relatados pois todos os pacientes receberam SIMPONI® IV + MTX após a Semana 24
devido ao desenho do estudo.

No estudo GO-FURTHER, as variações medianas em relação ao valor basal em ambas as pontuações do componente físico resumido e do
componente mental resumido de SF-36 foram significativamente maiores com SIMPONI® IV + MTX comparadas com os pacientes tratados
com placebo IV + MTX nas Semanas 12, 16 e 24 (p<0,001 para cada componente em todos os intervalos de tempo). As melhoras nas pontuações
do componente físico e do componente mental do SF-36 foram mantidas até a Semana 52.

SIMPONI® IV + MTX mostrou melhora mediana significativamente maior em relação ao valor basal na pontuação do componente físico
resumido (PCS) do SF-36 em comparação ao placebo IV + MTX na Semana 12 (5,6 versus 2,6; p<0,001), Semana 16 (7,1 versus 1,9; p<0,001)
e Semana 24 (7,4 versus 3,3; p<0,001). No basal, as pontuações médias do PCS do SF-36 de 30,8  6,8 no grupo SIMPONI® IV + MTX e 30,9
 7,3 no grupo placebo IV + MTX foram menores que o considerado normal de 50  10, medido na população dos Estados Unidos. A melhora
média em relação ao valor basal na pontuação do PCS do SF-36 na Semana 12 foi maior no grupo SIMPONI® IV + MTX do que no grupo
placebo IV + MTX (5,9  7,7 versus 3,2  7,4, respectivamente). A melhora média na pontuação do PCS do SF-36 foi mantida até as Semanas
16, 24 e 52.

SIMPONI® IV + MTX mostrou melhora mediana significativamente maior na pontuação do componente mental resumido (MCS) do SF-36
em relação ao valor basal, em comparação com o placebo IV + MTX na Semana 12 (4,3 versus 0,6; p<0,001), Semana 16 (6,4 versus 1,9;
p<0,001) e Semana 24 (6,4 versus 1,1; p<0,001). A variação média em relação ao valor basal na pontuação do MCS do SF-36 na Semana 12
foi maior no grupo SIMPONI® IV + MTX do que no grupo placebo IV + MTX (4,9  10,3 versus 1,5  9,9, respectivamente). A melhora média
na pontuaçào do MCS do SF-36 foi mantida até as Semanas 16, 24 e 52.

Além disso, as oito escalas do SF-36 que abrangem as pontuações do PCS e MCS mostraram melhoras medianas maiores nas Semanas 12, 16
e 24 para o grupo SIMPONI® IV + MTX em comparação com o grupo placebo IV + MTX (p<0,001 para todas as semanas e todas as escalas).
Em comparação com a Semana 24, as melhoras em cada uma das oito escalas do SF-36 foram mantidas na Semana 52.

8
Os pacientes tratados com SIMPONI® IV + MTX apresentaram melhora mediana clinicamente significativa de fadiga, mensurada pela FACIT-
F. A variação mediana em relação ao valor basal na pontuação da FACIT-F foi significativamente maior no grupo SIMPONI® IV + MTX em
comparação com o grupo placebo IV + MTX na Semana 16 (7,0 versus 2,0; p<0,001) e na Semana 24 (8,0 versus 2,0; p< 0,001). As melhoras
na FACIT-F observadas na Semana 24 foram mantidas na Semana 52. A variação mediana nas pontuações da FACIT-F em relação ao valor
basal até as Semanas 16 e 24 foi  4 pontos no grupo SIMPONI® IV + MTX, indicando melhora clinicamente significativa da fadiga. A variação
média nas pontuações da FACIT-F em relação ao valor basal foi maior no grupo SIMPONI® IV + MTX do que no grupo placebo IV + MTX
na Semana 16 (7,54 ± 10,546 versus 2,16 ± 9,700, respectivamente). A melhora média na pontuação da FACIT-F foi mantida até a Semana 24
no grupo SIMPONI® IV + MTX quando comparada ao placebo (7,96 ± 10,793 versus 2,54 ± 10,219, respectivamente; p<0,001). Além disso,
a proporção de pacientes que alcançaram melhora clinicamente significativa ( 4 pontos) para a FACIT-F na Semana 24 foi mantida na Semana
52.

Economia da Saúde

Os dados da economia da saúde na utilização dos recursos de assistência médica, tempo de trabalho perdido pelos pacientes e cuidadores,
empregabilidade e produtividade do paciente no trabalho, escola ou em casa, foram coletados através de questionários no basal e, posteriormente,
a cada 8 semanas. Os pacientes deveriam indicar quanto sua doença afetou a sua produtividade nas 4 semanas anteriores usando uma escala
VAS de 0 a 10 cm (“não afetou de modo algum” até “afetou muito”). Apenas aquelas avaliações em que foram observadas diferenças
estatisticamente significativas entre SIMPONI® IV + MTX e placebo IV + MTX são apresentadas a seguir.

A variação mediana na escala VAS do estado de saúde (EQ VAS) em relação ao valor basal foi significativamente maior no grupo SIMPONI®
IV + MTX do que no grupo placebo IV + MTX nas Semanas 16 e 24. Na Semana 24, a melhora mediana na escala EQ VAS em relação ao
valor basal foi 20,00 no grupo SIMPONI® IV + MTX comparada a 6,00 no grupo placebo IV + MTX (p<0,001) e excedeu o limiar de alteração
clinicamente significativa definido como ½ desvio padrão do valor basal (24,86/2 = 12,5).

A redução mediana no impacto auto-relatado da doença na produtividade foi significativamente maior no grupo SIMPONI® IV + MTX em
comparação com o grupo placebo IV + MTX na Semana 24 (-2,9 versus -0,5; p<0,001). A redução média  DP do impacto auto-relatado da
doença na produtividade no grupo SIMPONI® IV + MTX e no grupo placebo IV + MTX foi -2,78 ± 2,92 versus -1,03 ± 2,96, respectivamente
(p<0,001) na Semana 24.

Imunogenicidade

Após a administração IV de SIMPONI® em combinação com MTX em pacientes com AR, foram detectados anticorpos para golimumabe em
4,2% (39/922) dos pacientes tratados com golimumabe por aproximadamente 1 ano. Todos os pacientes que foram positivos para anticorpos
para golimumabe apresentavam anticorpos neutralizantes “in vitro”.

O pequeno número de pacientes positivos para anticorpos para SIMPONI® limita a capacidade de tirar conclusões definitivas referentes à
relação entre os anticorpos para golimumabe e as medições de eficácia clínica ou segurança.

Os dados refletem a porcentagem de pacientes para os quais os resultados dos testes foram considerados positivos para anticorpos para
SIMPONI® em um teste por ELISA, e são altamente dependentes da sensibilidade e especificidade do teste. Adicionalmente, a incidência
observada da positividade de anticorpo em um teste pode ser influenciada por inúmeros fatores, incluindo manuseio da amostra, tempo da coleta
da amostra, medicações concomitantes e doença subjacente. Por essas razões, comparação da incidência de anticorpos para SIMPONI® com a
incidência de anticorpos para outros produtos pode levar a erros.

- Artrite psoriásica

A eficácia e segurança de SIMPONI® IV foram avaliadas em um estudo multicêntrico, randomizado, duplo cego, controlado por placebo em
480 pacientes ≥ 18 anos com artrite psoriásica ativa, apesar do tratamento com um antiinflamatório não esteroide (AINE) ou terapia
antirreumática modificadora da doença (DMARD) (estudo PsA). Não foi permitido tratamento prévio com um biológico. Os pacientes neste
estudo tiveram diagnóstico de AP durante, pelo menos, seis meses e apresentaram sintomas da doença ativa (≥ 5 articulações edemaciadas, ≥ 5

9
articulações dolorosas e um nível de PCR ≥ 0,6 mg/dL). Os pacientes foram randomizados para receber SIMPONI® IV 2 mg/kg (N = 241) ou
placebo (N = 239) como uma infusão intravenosa de 30 minutos nas Semanas 0, 4, 12 e 20. Todos os pacientes com placebo receberam
SIMPONI® IV na Semana 24, Semana 28 e de 8 em 8 semanas até a Semana 52. Pacientes no grupo tratado com SIMPONI® IV continuaram
a receber infusões de SIMPONI® IV na Semana 28 e a cada 8 semanas até a Semana 52.

Os pacientes foram autorizados a continuar com doses estáveis de MTX, AINEs e corticosteroides orais de baixa dose (equivalente a ≤ 10 mg
de prednisona por dia) durante o estudo. Foi proibido o uso de outros DMARDs, incluindo agentes citotóxicos ou outros produtos biológicos.

O desfecho primário foi a porcentagem de pacientes que alcançou uma resposta ACR 20 na Semana 14.

Os pacientes com cada subtipo de AP foram incluídos, englobando artrite poliarticular com ausência de nódulos reumatoides (44%), artrite
periférica assimétrica (19%), envolvimento da articulação interfalangeana distal (8,1%), espondilite com artrite periférica (25%) e artrite
mutilante (4,8%). A duração mediana da doença de AP foi de 3,5 anos, 86% dos pacientes já haviam utilizado MTX e 35% dos pacientes
receberam pelo menos um outro DMARD no passado. No basal, 76% e 54% dos pacientes apresentavam entesite e dactilite, respectivamente.
A mediana da pontuação vdH-S total modificada no início do estudo foi de 15,5. Durante o ensaio, o uso de medicamentos concomitantes foi:
MTX (70%), corticosteroides orais (28%) e AINEs (71%).

Resposta clínica

No estudo AP, o tratamento com SIMPONI® IV, comparado com o placebo, resultou em uma melhoria significativa dos sinais e sintomas,
conforme demonstrado pela porcentagem de pacientes com uma resposta ACR 20 na Semana 14 (vide Tabela 6). Respostas semelhantes de
ACR 20 na Semana 24 foram observadas nos pacientes com diferentes subtipos de AP. As respostas ACR 20 observadas nos grupos tratados
com SIMPONI® IV foram similares em pacientes que estavam recebendo MTX concomitantemente ou não.

Tabela 6: Estudo AP IV: Percentual de pacientes com respostas ACR nas Semanas 14 e 24
Placebo SIMPONI® IV Diferença entre tratamento (IC
N a =239 N a =241 95%)
Resposta ACR 20
Semana 14 22% 75%
53%*
(46, 61)
Semana 24 24% 77%
53%*
(45, 60)
Resposta ACR 50
Semana 14 6,3% 44%
37%*
(30, 44)
Semana 24 6,3% 54%
47%*
(40, 54)
Resposta ACR 70
Semana 14 2,1% 25%
22%*
(17, 28)
Semana 24 3,3% 33%
29%*
(23, 36)
Nota: A análise é baseada na população com intenção de tratar. A última observação levada a adiante foi realizada para dados perdidos
parcialmente e imputação de não-respondedores para dados completamente ausentes. Os pacientes que descontinuaram o tratamento devido à
falta de eficácia foram imputados como não-respondedores, assim como os pacientes que iniciaram medicação proibida, aumentaram os
corticosteroides ou o MTX, ou não conseguiram uma melhora de pelo menos 5% nas contagens de articulações na Semana 16 e receberam
intervenção medicamentosa concomitante (corticosteroides, MTX ou AINEs).

a
N reflete pacientes randomizados.

O texto em negrito indica o desfecho primário.

* p < 0,001

10
A porcentagem de pacientes que obteve respostas de ACR 20 em visita na Semana 24 para o Estudo AP IV é mostrada na Figura 1.

Figura 1: Estudo AP IV: Porcentagem de pacientes que obteve resposta ACR 20 até a Semana 24

A análise é baseada na população com intenção de tratar. A última observação levada a adiante foi realizada para dados perdidos parcialmente
e imputação de não-respondedores para dados completamente ausentes. Os pacientes que descontinuaram o tratamento devido à falta de eficácia
foram imputados como não-respondedores, assim como os pacientes que iniciaram medicação proibida, aumentaram os corticosteroides ou o
MTX, ou não conseguiram uma melhora de pelo menos 5% nas contagens de articulações na Semana 16 e receberam intervenção medicamentosa
concomitante (corticosteroides, MTX ou AINEs).

A Tabela 7 mostra a melhora dos componentes individuais de resposta ACR para os grupos SIMPONI® IV e placebo no estudo AP.

11
Tabela 7: Estudo AP IV: Mudança mediana do basal dos componentes ACR na Semana 14
Placebo SIMPONI® IV
N a =239 N a =241
Semana 14 Semana 14
Basal Basal
Mudança do basal Mudança do basal
Componentes ACR
Número de articulações 14 -2,9 14 -11
edemaciadas (0-66)
Número de articulações 26 -4,2 25 -15
dolorosas (0-68)
Avaliação da dor pelo paciente 63 -11 65 -32
(0-100 mm)
Avaliação global do médico (0- 64 -13 62 -39
100 mm)
Índice de Incapacidade (HAQ) 1,2 -0,13 1,3 -0,60
(0-3)b
PCR (mg/L) c 20 -2,9 19 -16
Nota: Todos os valores são medianas.

a
N reflete pacientes randomizados; O número real de pacientes avaliáveis para cada desfecho final pode variar.

b
Questionário de Avaliação de Saúde – Índice de Incapacidade.

Os pacientes com entesite no basal foram avaliados quanto à melhora mediana usando o Leeds Enthesitis Index (LEI) em uma escala de 0-6.
Os pacientes tratados com SIMPONI® IV apresentaram melhora significativamente maior na entesite, com uma redução mediana de 1,8 em
comparação com uma redução médica nos pacientes tratado com placebo de 0,8 na Semana 14. Os pacientes com dactilite no basal foram
avaliados quanto à melhora mediana em uma escala de 0-60. Os pacientes tratados com SIMPONI® IV apresentaram melhora
significativamente maior, com uma redução mediana de 7,8 em comparação com a redução mediana de 2,8 nos pacientes tratados com placebo
na Semana 14.

Resposta radiográfica

No estudo AP, o dano da articular estrutural foi avaliado radiograficamente e expressado como uma alteração em comparação com o basal na
Semana 24 no Escore modificado vdH-S e seus componentes, o escore de erosão e o escore de estreitamento do espaço articular (JSN).
SIMPONI® IV inibiu significativamente a progressão do dano estrutural em comparação com o placebo, conforme avaliado pelo escore vdH-
S total modificado como mostrado na Tabela 8.

Placebo SIMPONI® IV Diferença do placebo


Na=237 N=237 (IC 95%)
Basal Basal
Escore total do vdH- -2,3
2,0 -0,4
S modificado (-2,9, -1,7)

Na Semana 24, uma maior proporção de pacientes no grupo tratado com SIMPONI® IV (72%) não apresentou progressão de dano estrutural
(alteração no escore VdH-S total modificado ≤ 0), em comparação com 43% dos pacientes no grupo placebo.

Função física e Respostas

A melhoria da função física pelo índice de incapacidade do HAQ (HAQ-DI) demonstrou que a proporção de pacientes que alcançaram uma
melhora clínica significativa de ≥ 0,3 na pontuação do HAQ-DI foi maior no grupo tratado com SIMPONI® IV em comparação com placebo
na Semana 14 (69% comparado a 32%).

12
Outros resultados relacionados à saúde

O estado geral de saúde foi avaliado pelo questionário Short Form Health Survey (SF-36) de 36 itens. No estudo AP IV, os pacientes que
receberam SIMPONI® IV demonstraram uma melhora maior do basal em comparação com o placebo no resumo do componente físico, nos
escores sumários do componente mental e nos oito domínios do SF-36.

- Espondilite anquilosante

A eficácia e a segurança de SIMPONI® IV foram avaliadas em um estudo multicêntrico, randomizado, duplo cego, controlado por placebo
(Estudo EA) em 208 adultos ≥ 18 anos de idade com espondilite anquilosante (EA) ativa e resposta inadequada ou intolerância aos AINEs. Os
pacientes tiveram um diagnóstico de EA definitivo por pelo menos 3 meses, de acordo com os critérios modificados de Nova York. Os pacientes
apresentaram sintomas de doença ativa [Bath AS Disease Activity Index (BASDAI) ≥ 4, VAS total para dorsalgia ≥ 4, em escalas de 0 a 10 cm
(0 a 100 mm) e um título de PCR ≥ 0,3 mg/dL (3 mg/L)]. Os pacientes foram randomizados para receber SIMPONI® IV 2 mg/kg (N = 105) ou
placebo (N = 103) em uma infusão intravenosa em 30 minutos nas Semanas 0, 4 e 12. Todos os pacientes com placebo receberam SIMPONI®
IV na Semana 16, Semana 20 e após a cada 8 semanas até a Semana 52. Os pacientes do grupo de tratamento SIMPONI® IV continuaram
recebendo infusões de SIMPONI® IV na Semana 20 e a cada 8 semanas até a Semana 52. Os pacientes foram autorizados a continuar com
doses estáveis concomitantes de MTX, SSZ, hidroxicloroquina (HCQ), corticosteroides orais de baixa dose (equivalente a ≤ 10 mg de
prednisona por dia) e/ou AINEs durante o estudo. No decorrer do estudo, foi proibido o uso de outros medicamentos antirreumáticos modificador
da doença (DMARD), incluindo agentes citotóxicos ou outros produtos biológicos.

O desfecho primário foi a porcentagem de pacientes que obtiveram uma resposta ASAS (Assessment in Ankylosing Spondylitis) 20 na Semana
16.

No estudo EA, a duração mediana da doença EA foi de 2,8 anos, a duração mediana da dor lombar inflamatória foi de 8 anos, 90% foram
positivos para HLA-B27, 8,2% tiveram cirurgia ou procedimento nas articulações, 5,8% tinham anquilose completa da coluna vertebral, 14%
haviam recebido tratamento prévio com um bloqueador de TNF biológico (além do golimumabe) e descontinuado por outras razões que não a
falta de eficácia nas primeiras 16 semanas de tratamento (insuficiência primária) e 76% receberam pelo menos um DMARD no passado. Durante
o estudo, o uso de medicamentos concomitantes foi de AINES (88%), SSZ (38%), corticosteroides (26%), MTX (18%) e HCQ (0,5%).

Resposta clínica

No estudo EA, o tratamento com SIMPONI® IV, em comparação com o placebo, resultou em uma melhora significativa nos sinais e sintomas
como demonstrado pela porcentagem de pacientes com resposta ASAS 20 na Semana 16 (vide Tabela 6).

Tabela 6: Estudo EA: Porcentagem de respondedores ASAS na Semana 16

Placebo SIMPONI® IV Diferença de tratamento


Na=103 Na=105 (95% IC)
Respondedores
47%*
ASAS 20 26% 73% (35, 59)
39%
ASAS 40 8,7% 48% (28, 50)
Nota: A análise é baseada na população com intenção-de-tratar. A última observação realizada foi realizada para dados perdidos
parcialmente e imputação de não-respondedores para dados completamente ausentes.
a
N reflete pacientes randomizados.
Texto em negrito indica o desfecho primário.
* p < 0,001
A porcentagem de pacientes que obteve resposta ASAS 20 à visita da Semana 16 no estudo EA é mostrada na Figura 2.

13
Figura 2: Estudo EA : Porcentagem de pacientes que atingiu resposta ASAS 20 até a Semana 16

Porcentagem de respondedores ASAS 20

Tempo (Semanas)
golimumabe 2 mg/kg

A análise é baseada na população com intenção-de-tratar. A última observação realizada foi realizada para dados perdidos parcialmente e
imputação de não-respondedores para dados completamente ausentes.

A Tabela 7 mostra as melhoras nos componentes do critério de resposta ASAS e outras medidas da atividade da doença para SIMPONI® IV e
grupos placebo no estudo EA.

Tabela 7: Estudo EA : Mudança mediana em componentes do ASAS 20 e outras medidas de atividade de doença na Semana
16a
Placebo SIMPONI® IV
N a =103 N a =105
Semana 16 Semana 16
Basal Mudança do basal Basal Mudança do basal

Critério de respostas ASAS 20


Avaliação Global do 71 -8,3 73 -34
Paciente na Atividade
da Doença (0-100
mm)b
Dor nas costas total 73 -12 72 -32
(0-100 mm)c
BASFI (0-10)d 6,1 -0,5 6,3 -2,4
Inflamação 7,4 -1,1 7,3 -3,6
(0-10)e
Escore BASDAI 7,1 -1,1 7,1 -3,1
BASMIf 5,0 -0,1 5,0 -0,4
CRP (mg/L) 19 -2,3 20 -17
Nota: Todos os valores são medianas.
a
N reflete pacientes randomizados; número real de pacientes avaliáveis para cada desfecho pode variar.
b
Medida com a Escala Visual Analógica (VAS) com 0 = muito bem, 100 = muito ruim
c
Medida com a Escala Visual Analógica (VAS) com 0 = sem dor, 100 = dor mais severa
d
BASFI é Bath Ankylosing Spondylitis Functional Index.
e
A inflamação é a mediana de 2 auto-avaliações da rigidez matinal no (escore) BASDAI.
f
Bath Ankylosing Spondylitis Metrology Index.

Na Semana 16, uma maior porcentagem de pacientes tratados com SIMPONI® IV atingiu um nível baixo de atividade da doença (<2 [em uma
escala de 0 a 10 cm] nos quatro domínios de ASAS) comparado aos pacientes tratados com placebo (16,2% vs. 3,9%).

14
Outros resultados relacionados à saúde

O estado geral de saúde foi avaliado pelo questionário Short Form Health Survey (SF-36) de 36 itens. No estudo EA, os pacientes que receberam
SIMPONI® IV demonstraram uma melhora maior do basal em comparação com o placebo no resumo do componente físico, nos escores
sumários do componente mental e em todos os oito domínios do SF-36.

Os pacientes tratados com SIMPONI® IV apresentaram uma melhoria significativa aos pacientes tratados com placebo na qualidade de vida
relacionada com a saúde avaliado pelo Questionário de Qualidade de Vida Espondilite Anquilosante (ASQoL).

Referências bibliográficas:

1. Weinblatt ME, Bingham CO, Mendelsohn AM, et al. A Multicenter, Randomized, Double-blind, Placebo-controlled Trial of Golimumab, an
Anti-TNFα Monoclonal Antibody, Administered Intravenously, in Subjects with Active Rheumatoid Arthritis Despite Methotrexate Therapy.
Annals of Rheumatic Diseases 2012; 72(3): 381–9. [doi:10.1136/annrheumdis-2012-201411].

2. Kavanaugh 1, Husni ME, Harrison DD, Kim L, Lo KH, Leu JH, Hsia EC. Safety and Efficacy of Intravenous Golimumab in Patients With
Active Psoriatic Arthritis: Results Through Week Twenty-Four of the GO-VIBRANT Study. Arthritis Rheumatol. 2017 Nov;69(11):2151-2161.
[doi: 10.1002/art.40226.]

3. Deodhar A, Reveille JD, Harrison DD, Kim L, Lo KH, Leu JH, Hsia EC. Safety and Efficacy of Golimumab Administered Intravenously in
Adults with Ankylosing Spondylitis: Results through Week 28 of the GO-ALIVE Study. J Rheumatol. 2018 Mar;45(3):341-348. [doi:
10.3899/jrheum.170487]

3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

Propriedades farmacodinâmicas

Mecanismo de ação

O golimumabe é um anticorpo monoclonal humano que forma complexos de alta afinidade e estabilidade, com ambas as formas bioativas solúveis e
transmembranas do fator de necrose tumoral humano (TNF), que impede a ligação do TNF a seus receptores. Não foi observada ligação a outros
ligantes da superfamília de TNF; em particular, o golimumabe não se liga nem neutraliza linfotoxina humana. O TNF-alfa é sintetizado, principalmente,
por monócitos ativados, macrófagos e células-T como uma proteína transmembrana que se autoassocia para formar o homotrímero bioativo e é
rapidamente liberado da superfície celular por proteólise. A ligação do TNF a outros receptores p55 ou p75 de TNF leva ao agrupamento dos domínios
citoplasmáticos do receptor e inicia a sinalização. O TNF foi identificado como uma citocina sentinela chave que é produzida em resposta a vários
estímulos e, subsequentemente, promove a resposta inflamatória através da rota de apoptose dependente de caspase e dos fatores de transcrição fator
nuclear (NF)-kappaB e proteína de ativação-1 (AP-1). O TNF também modula a resposta imunológica através do seu papel na organização das células
imunológicas nos centros germinativos.

Uma expressão elevada de TNF foi associada a doenças inflamatórias crônicas, como artrite reumatoide (AR) e espondiloartrites, como artrite
psoriásica (AP) e espondilite anquilosante (EA), e é um importante mediador da inflamação articular e do dano estrutural, que são característicos dessas
doenças.

Efeitos farmacodinâmicos pré-clínicos

A ligação do TNF humano pelo golimumabe demonstrou neutralizar a expressão na superfície celular induzida por TNF das moléculas de adesão
seletina-E, molécula de adesão celular vascular (VCAM)-1 e molécula de adesão intercelular (ICAM)-1 pelas células endoteliais humanas. A secreção
induzida por TNF de interleucina (IL)-6, IL-8 e fator estimulante de colônia de granulócito e macrófago (GM-CSF) por células endoteliais humanas

15
também foi inibida pelo golimumabe. De forma semelhante a outros anticorpos humanos IgG1, o golimumabe é capaz de se ligar a receptores Fc e
ativar o complemento. Entretanto, não foi observada lise celular mediada por golimumabe com monócitos humanos estimulados por lipopolissacarídeo
(LPS) pela adição de complemento e células efetoras. Adicionalmente, não foi detectada apoptose induzida por golimumabe com células
mononucleares humanas do sangue periférico estimuladas por LPS. O efeito de golimumabe “in vivo” foi testado em um modelo humano de TNF de
camundongo transgênico de artrite experimental. O tratamento com golimumabe produziu um atraso estatisticamente significativo no início dos
sintomas clínicos comparado com camundongos não tratados, assim como uma redução significativa na patologia articular.

Carcinogênese, Mutagênese, Comprometimento da Fertilidade

Não foram conduzidos estudos de golimumabe em longo prazo em animais para avaliar o potencial carcinogênico ou seus efeitos na fertilidade.
Um estudo de fertilidade conduzido em camundongos usando o anticorpo anti-TNFalfa análogo de camundongo não mostrou comprometimento
da fertilidade. Estudos de mutagenicidade não foram conduzidos com o golimumabe.

Propriedades farmacocinéticas

Absorção

Após uma administração IV única de 2 mg/kg de SIMPONI® foi observada uma Cmáx média de 44,4 11,3 mcg/mL em pacientes com AR.

Distribuição

Após uma administração IV única, o volume médio de distribuição foi estimado em 115 ± 19 mL/kg em indivíduos sadios, e 151 ± 61 mL/kg em
pacientes com AR. O volume de distribuição de SIMPONI® indica que a sua distribuição ocorre, principalmente, no sistema circulatório, com
distribuição extravascular limitada.

Metabolismo

A via metabólica exata de SIMPONI® é desconhecida.

Eliminação

Após uma administração IV única, a depuração sistêmica de SIMPONI® foi estimada em 6,9 ± 2,0 mL/dia/kg em indivíduos sadios e 7,6 ± 2,0
mL/dia/kg em pacientes com AR.

A meia-vida terminal foi estimada em 12  3 dias em indivíduos sadios e uma meia-vida similar foi observada em pacientes com AR, AP ou EA.

Após a administração IV, nenhum efeito apreciável do metotrexato foi observado sobre a depuração de SIMPONI®.

Em AR, AP e EA, a análise PK da população indicou que o uso concomitante de MTX, AINEs, corticosteroides orais ou sulfasalazina (SSZ) não
influenciou significativamente a depuração do golimumabe após a administração IV.

O nível de proteína C-reativa não mostrou efeito na depuração de SIMPONI® após a administração IV de 2 mg/kg de SIMPONI® nas Semanas 0, 4
e, posteriormente, a cada 8 semanas.

Os pacientes que desenvolveram anticorpos anti-SIMPONI® após a administração IV apresentavam, em geral, concentrações séricas mínimas baixas
de SIMPONI® no estado de equilíbrio.

Linearidade de dose

16
Após a administração de uma dose IV única em pacientes com AR, SIMPONI® exibiu farmacocinética aproximadamente proporcional a um intervalo
de dose de 0,1 a 10,0 mg/kg.

Dose única versus doses múltiplas

Os perfis de concentração sérica–tempo de SIMPONI® foram, em geral, previsíveis após administrações intravenosas únicas ou múltiplas.

Quando 2 mg/kg de SIMPONI® foram administrados por via intravenosa em pacientes com AR nas Semanas 0, 4 e, posteriormente, a cada 8 semanas,
as concentrações séricas alcançaram o estado de equilíbrio na Semana 12. Em pacientes em tratamento concomitante com metotrexato, o tratamento
com 2 mg/kg de SIMPONI® IV a cada 8 semanas resultou em concentração sérica média no estado de equilíbrio de aproximadamente 0,4 ± 0,4
mcg/mL em pacientes com AR ativa apesar do tratamento com metotrexato. A concentração sérica média de soro em estado de equilíbrio em pacientes
com AP foi de 0,7 ± 0,6 mcg/mL A concentração sérica média de soro em estado de equilíbrio em pacientes com EA foi de 0,8 ± 0,6 mcg/mL.

Efeito do peso na farmacocinética

Após a administração IV, os pacientes com peso corporal maior mostraram tendência para ter concentrações séricas ligeiramente maiores do
golimumabe do que os pacientes com peso menor quando o golimumabe foi administrado com base em mg/kg (peso corporal). No entanto, com base
na análise da farmacocinética da população, não foram observadas diferenças clinicamente relevantes na exposição ao golimumabe após a
administração IV de 2 mg/kg de golimumabe em pacientes, em um intervalo de diferentes pesos corporais.

Populações especiais

Sexo

Não foram observadas diferenças relacionadas ao sexo na farmacocinética de SIMPONI® após a correção para os pesos corporais dos pacientes.

Idosos ( 65 anos)

Os parâmetros farmacocinéticos de SIMPONI® não foram influenciados pela idade em pacientes adultos. Pacientes com idade  65 anos tiveram
depuração aparente de SIMPONI® semelhante a dos pacientes com idade < 65 anos.

Etnia

Não foram observadas diferenças farmacocinéticas relacionadas com a etnia entre caucasianos e asiáticos.

Insuficiência renal ou hepática

Não há dados farmacocinéticos disponíveis em pacientes com comprometimento da função renal ou hepática.

4. CONTRAINDICAÇÕES

Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes com hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes.

5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

Infecções

17
Houve relatos de infecções bacterianas (incluindo septicemia e pneumonia), micobacterianas (tuberculose), fúngicas invasivas e oportunistas, incluindo
mortes, em pacientes recebendo agentes bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI®. Pacientes têm apresentado frequentemente reações disseminadas
ao invés de localizadas. Algumas dessas infecções graves ocorreram em pacientes recebendo terapia imunossupressora concomitante que, além de sua
doença subjacente, podia predispô-los às infecções.

No caso de pacientes que residiram em regiões em que infecções fúngicas invasivas, como histoplasmose, coccidioidomicose ou blastomicose, são
endêmicas (ou viajaram para essas regiões), os benefícios e os riscos do tratamento com SIMPONI® devem ser cuidadosamente considerados, antes
de iniciar a terapia com SIMPONI®. Em pacientes de risco tratados com SIMPONI® deve-se suspeitar de uma infecção fúngica invasiva em caso do
paciente se apresentar com uma doença sistêmica grave. Testes de antígenos e de anticorpos podem acusar resultado negativo em alguns pacientes
com infecção ativa. Terapia antifúngica empírica apropriada deve ser considerada enquanto uma investigação diagnóstica for realizada. A decisão de
administrar a terapia antifúngica empírica deve ser feita, se possível, em consulta com um médico com experiência no diagnóstico e tratamento de
infecções fúngicas invasivas e deve ser levado em conta o risco de infecção fúngica grave e os riscos de terapia antifúngica.

SIMPONI® não deve ser administrado a pacientes com infecção ativa e clinicamente importante.

Recomenda-se cautela ao considerar o uso de SIMPONI® em pacientes com uma infecção crônica ou histórico de infecção recorrente. Os pacientes
devem ser aconselhados a evitar a exposição a fatores de risco potenciais para infecção, quando apropriado.

- Tuberculose

Os pacientes devem ser avaliados quanto a fatores de risco para tuberculose (incluindo contato próximo com uma pessoa com tuberculose ativa) e
testados quanto à tuberculose latente antes do tratamento com SIMPONI®. O tratamento da infecção de tuberculose latente deve ser iniciado antes da
terapia com SIMPONI®.

O tratamento contra tuberculose deve ser considerado antes de iniciar a administração de SIMPONI® em pacientes com histórico de tuberculose
latente ou ativa, em que o tratamento adequado não pode ser confirmado.

Os testes para tuberculose latente podem gerar resultados falso-negativos, especialmente em pacientes imunocomprometidos ou gravemente doentes.
Antes de iniciar a administração de SIMPONI®, o tratamento para tuberculose latente deve ser considerado em pacientes que têm fatores de risco
significantes para tuberculose, apesar do teste negativo para tuberculose latente. A decisão de iniciar o tratamento contra tuberculose nesses pacientes
só deve ser tomada após consulta com um médico com experiência no tratamento de tuberculose e levando em conta tanto o risco da infecção de
tuberculose latente quanto da terapia contra tuberculose.

Em pacientes que receberam SIMPONI®, a tuberculose frequentemente foi detectada como doença disseminada ou extrapulmonar. Ocorreram casos
de tuberculose ativa em pacientes tratados com SIMPONI® durante e após o tratamento para tuberculose latente. Os pacientes recebendo SIMPONI®
devem ser monitorados rigorosamente quanto aos sinais e sintomas de tuberculose ativa, incluindo pacientes que apresentaram resultado de teste
negativo para tuberculose latente, pacientes que estão em tratamento para tuberculose latente, ou pacientes que foram previamente tratados para
infecção de tuberculose.

Malignidades

Não é conhecido o papel potencial da terapia bloqueadora de TNF no desenvolvimento de malignidades. Deve se tomar cuidado ao considerar a terapia
bloqueadora de TNF para pacientes com histórico de malignidade, ou quando se considera a continuação do tratamento em pacientes que desenvolvem
malignidade.

- Malignidade Pediátrica

Após a comercialização, foram descritos casos de malignidades, alguns deles fatais, entre crianças, adolescentes e adultos jovens (até 22 anos de idade)
que receberam agentes bloqueadores do TNF (início do tratamento com idade  18 anos) para tratar artrite idiopática juvenil, doença de Crohn ou
outras condições. Aproximadamente a metade dos relatos foi de linfomas. Os outros casos representaram uma variedade de diferentes malignidades e
incluíram aquelas que geralmente não são observadas em crianças e adolescentes. A maioria desses pacientes estava recebendo concomitantemente

18
medicamentos imunossupressores, tais como metotrexato, azatioprina ou 6-mercaptopurina. O papel dos bloqueadores do TNF no desenvolvimento
de malignidades em crianças e adolescentes ainda não está claro.

- Linfoma

Nas porções controladas de estudos clínicos de todos os agentes bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI®, mais casos de linfoma foram observados
entre os pacientes recebendo tratamento com anti-TNF em comparação aos pacientes do grupo controle. Durante os estudos clínicos Fase 2 e 3 de
SIMPONI® em AR, AP e EA, a incidência de linfoma em pacientes tratados com SIMPONI® foi maior do que a esperada na população em geral.
Pacientes com artrite reumatoide e outras doenças inflamatórias crônicas, especialmente aqueles com doença altamente ativa e/ou exposição crônica a
terapias imunossupressoras, podem estar sob risco maior (até várias vezes) do que a população em geral para o desenvolvimento de linfoma, mesmo
na ausência de terapia bloqueadora de TNF.

Foram relatados casos raros de linfoma hepatoesplênico de células T em pacientes tratados com outros agentes bloqueadores de TNF (vide “Reações
Adversas”). Este raro tipo de linfoma de células T possui uma evolução muito agressiva e é frequentemente fatal. Quase todos esses casos ocorreram
em pacientes com doença de Crohn ou colite ulcerativa. A maioria dos casos ocorreu em adolescentes e jovens adultos do sexo masculino. Quase todos
esses pacientes receberam tratamento com azatioprina ou 6-mercaptopurina concomitante a um bloqueador de TNF no momento ou antes do
diagnóstico. O risco potencial com a combinação de azatioprina ou 6-mercaptopurina e SIMPONI® deve ser cuidadosamente considerado. Um risco
de desenvolvimento de linfoma hepatoesplênico de células T em pacientes tratados com bloqueadores de TNF não pode ser excluído.

- Leucemia

Foram relatados casos de leucemia aguda e crônica com o uso de bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI®, no tratamento da artrite reumatoide e
outras indicações. Mesmo na ausência de tratamento com bloqueador de TNF, os pacientes com artrite reumatoide podem estar sob risco maior
(aproximadamente 2 vezes) em comparação com a população em geral, para desenvolvimento de leucemia.

- Malignidades com exceção do linfoma

Nas porções controladas dos estudos clínicos Fase 2 e Fase 3 de SIMPONI® em AR, AP, EA e colite ulcerativa, a incidência de malignidades não-
linfoma (excluindo câncer de pele não-melanoma) foi semelhante entre os grupos tratados com SIMPONI® e o grupo controle.

Em um estudo clínico exploratório que avaliou o uso de SIMPONI® em pacientes com asma persistente grave, houve mais relatos de malignidades
em pacientes tratados com SIMPONI® em comparação aos pacientes do grupo controle (vide “Reações adversas”). A significância desse achado é
desconhecida.

- Displasia/carcinoma de cólon

Não se sabe se o tratamento com SIMPONI® influencia o risco de desenvolver displasia ou câncer de cólon. Todos os pacientes com colite ulcerativa
que apresentam risco aumentado para displasia ou carcinoma de cólon (por exemplo, pacientes com colite ulcerativa de longa data ou colangite
esclerosante primária), ou que apresentam um histórico de displasia ou carcinoma de cólon devem ser avaliados para displasia em intervalos regulares
antes da terapia e durante todo o curso da doença. Esta avaliação deve incluir colonoscopia e biópsias de acordo com as recomendações locais. Em
pacientes com displasia recentemente diagnosticada tratados com SIMPONI®. Os riscos e os benefícios para cada paciente devem ser cuidadosamente
revistos e deve-se levar em consideração se a terapia deve ser continuada.

- Cânceres de pele

Foram relatados melanoma e carcinoma das células de Merkel em pacientes tratados com agentes bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI® (vide
“Reações adversas”). Recomenda-se um exame periódico da pele para todos os pacientes, particularmente para aqueles com fatores de risco para
câncer de pele.

19
Reativação do vírus da hepatite B

Conforme observado com o uso de outros medicamentos imunossupressores, o uso de agentes bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI®, foi
associado com a reativação do vírus da hepatite B em pacientes portadores crônicos (ou seja, positivos para antígeno de superfície). Os pacientes
devem ser submetidos a teste para infecção pelo vírus da hepatite B antes de iniciar o tratamento com imunossupressores, incluindo SIMPONI®. Para
os pacientes com resultado positivo para antígeno de superfície para hepatite B, recomenda-se uma consulta com especialista no tratamento da hepatite
B. Os portadores crônicos de hepatite B devem ser adequadamente avaliados e monitorados antes e durante o tratamento com SIMPONI®, assim
como por vários meses após a sua descontinuação.

Insuficiência cardíaca congestiva

Casos de agravamento da insuficiência cardíaca congestiva (ICC) e de seu aparecimento foram relatados com o uso de bloqueadores de TNF, incluindo
SIMPONI®. Alguns casos apresentaram desfechos fatais. SIMPONI® não foi estudado em pacientes com ICC e deve ser usado com cautela em
pacientes com insuficiência cardíaca. Caso se tome a decisão de administrar SIMPONI® a pacientes com insuficiência cardíaca, eles devem ser
monitorados rigorosamente durante a terapia e SIMPONI® deve ser descontinuado se houver novos sintomas ou agravamento da insuficiência
cardíaca.

Distúrbios desmielinizantes

O uso de agentes bloqueadores de TNF foi associado a casos de novo início ou exacerbação de sintomas clínicos e/ou evidência radiográfica de
distúrbios desmielinizantes do sistema nervoso central, incluindo esclerose múltipla e distúrbios desmielizantes periféricos, incluindo síndrome de
Guillain-Barré. Os médicos devem ter cautela ao considerar o uso de bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI®, em pacientes com distúrbios
desmielinizantes do sistema nervoso central ou periférico. A descontinuação de SIMPONI® deve ser considerada na presença destes distúrbios.

Processos autoimunes

O tratamento com bloqueadores de TNF, incluindo SIMPONI®, pode resultar na formação de anticorpos antinucleares e, raramente, no
desenvolvimento de uma síndrome semelhante ao lúpus (vide “Reações adversas”). Se um paciente apresentar sintomas sugestivos de uma síndrome
semelhante ao lúpus após o tratamento com SIMPONI®, o tratamento deve ser descontinuado.

Administração concomitante de SIMPONI® com anacinra

Foram observadas infecções graves e neutropenia em estudos clínicos com uso concomitante de anacinra e outro agente bloqueador de TNF,
etanercepte, sem benefício clínico adicional. Devido à natureza dos eventos adversos observados com essa terapia combinada, toxicidades semelhantes
também podem resultar da combinação de anacinra e outros agentes bloqueadores de TNF. Portanto, a combinação de SIMPONI® e anacinra não é
recomendada.

Administração concomitante de SIMPONI® com abatacepte

Nos estudos clínicos, a administração concomitante de agentes bloqueadores de TNF e abatacepte foi associada a um risco aumentado de infecções,
incluindo infecções graves em comparação com a administração de agentes bloqueadores de TNF isoladamente, sem benefício clínico adicional.
Devido à natureza dos eventos adversos observados com a combinação de agentes bloqueadores de TNF e a terapia com abatacepte, a combinação de
SIMPONI® e abatacepte não é recomendada.

Administração concomitante de SIMPONI® com outros medicamentos biológicos

20
Não há informação suficiente sobre o uso concomitante de SIMPONI® com outros medicamentos biológicos usados para tratar as mesmas condições
de SIMPONI®. O uso concomitante de SIMPONI® com estes medicamentos biológicos não é recomendado devido à possibilidade de aumento do
risco de infecção.

Troca entre medicamentos biológicos

Ao trocar um medicamento biológico por outro, os pacientes devem continuar a ser monitorados uma vez que a sobreposição da atividade biológica
pode aumentar ainda mais o risco de infecção.

Reações hematológicas

Foram relatadas pancitopenia, leucopenia, neutropenia, agranulocitose e trombocitopenia em pacientes tratados com agentes bloqueadores de TNF,
incluindo SIMPONI®. Recomenda-se cautela em pacientes tratados com SIMPONI® que apresentam, ou apresentaram no passado, citopenias
significativas.

Vacinas de vírus vivos/agentes terapêuticos infecciosos

Os pacientes tratados com SIMPONI® podem receber vacinas concomitantes, com exceção das vacinas de vírus vivos. Dados limitados estão
disponíveis em pacientes recebendo terapia anti-TNF sobre a resposta à vacinação com vacinas de vírus vivos, ou sobre a transmissão secundária de
infecção por vacinas de vírus vivos. O uso de vacinas de vírus vivos pode resultar em infecções clínicas, incluindo infecções generalizadas.

Outros usos de agentes terapêuticos infecciosos, tais como bactérias vivas atenuadas (por exemplo, instilação da bexiga com BCG para o tratamento
de câncer) podem resultar em infecções clínicas, incluindo infecções generalizadas. Não é recomendado que agentes terapêuticos infecciosos sejam
administrados com SIMPONI®.

Vacinas de vírus inativados

Os pacientes com artrite psoriásica tratados com SIMPONI® em um estudo Fase 3 em AP foram capazes de desenvolver respostas imunológicas
eficazes de células B para a vacina polissacarídea pneumocócica. Números semelhantes de pacientes com artrite psoriásica recebendo ou não
SIMPONI® tiveram, pelo menos, um aumento de 2 vezes nos títulos de anticorpos. As proporções de pacientes com resposta à vacina pneumocócica
foram menores entre os pacientes tratados com SIMPONI® e os pacientes do grupo controle recebendo MTX em comparação com aqueles que não
receberam MTX. No geral, os dados indicam que SIMPONI® não suprime a resposta imunológica humoral a essa vacina.

Reações alérgicas

- Reações de hipersensibilidade

Na experiência pós-comercialização, reações sistêmicas graves de hipersensibilidade (incluindo reação anafilática) foram relatadas após a
administração de SIMPONI®. Algumas dessas reações ocorreram após a primeira administração de SIMPONI®. Se ocorrerem reação anafilática ou
outras reações alérgicas graves, a administração de SIMPONI® deve ser descontinuada imediatamente e um tratamento adequado deve ser instituído.

Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os médicos que acompanham pacientes sob
imunossupressão devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o
diagnóstico precoce e tratamento.

Populações especiais

21
- Uso geriátrico

Nos estudos de Fase 3 SC para AR, AP e EA e nos estudos de Fase 3 IV para AR, não foram observadas diferenças gerais nos eventos adversos,
eventos adversos graves e nas infecções graves em pacientes com 65 anos ou mais que receberam SIMPONI®, em comparação com pacientes mais
jovens. Nos estudos de Fase 3 IV em AP e EA, houve um número insuficiente de pacientes com 65 anos ou mais para determinar se eles respondem
de maneira diferente de pacientes com idade entre 18 e 65 anos. Uma vez que existe uma maior incidência de infecções na população idosa em geral,
recomenda-se cautela ao tratar idosos.

- Insuficiência hepática

Não foram conduzidos estudos específicos de SIMPONI® em pacientes com insuficiência hepática.

- Insuficiência renal

Não foram conduzidos estudos específicos de SIMPONI® em pacientes com insuficiência renal.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas

Não foram conduzidos estudos sobre os efeitos na capacidade de dirigir veículos e de operar máquinas.

Gravidez e lactação

Uso durante a gravidez (Categoria B)

Foi conduzido um estudo de toxicologia embriofetal, no qual macacas cynomolgus grávidas foram tratadas com golimumabe durante o primeiro
trimestre com doses de até 50 mg/kg duas vezes por semana (mais de 500 vezes maior, em termos da relação entre dose/peso corporal, que a
dose clínica proposta de 50 mg a cada 4 semanas). A média do pico de concentração sérica materna obtida neste estudo (1.576 mcg/mL) é mais
de 900 vezes maior que a mediana da Cmáx no estado de equilíbrio (1,71 mcg/mL) após a administração de 50 mg a cada 4 semanas, por via
subcutânea, em pacientes com AR, AP e EA. As amostras do sangue do cordão umbilical coletadas no final do segundo trimestre mostraram
que os fetos foram expostos ao golimumabe durante a gestação. As concentrações séricas fetais foram iguais a aproximadamente 50% das
concentrações séricas maternas. Neste estudo, a exposição ao golimumabe no útero não produziu defeitos no desenvolvimento dos fetos.

Um estudo do desenvolvimento pré-natal e pós-natal foi conduzido em macacas cynomolgus grávidas tratadas com golimumabe durante o
segundo e o terceiro trimestres e durante a lactação. O golimumabe estava presente no soro do neonato a partir do nascimento e por até seis
meses após o parto. A média do pico de concentração sérica materna obtida neste estudo (1.482 mcg/mL) é mais de 860 vezes maior que a
mediana da Cmáx no estado de equilíbrio (1,71 mcg/mL) após a administração subcutânea de 50 mg a cada 4 semanas em pacientes com AR, AP
e EA. A exposição ao golimumabe durante a gestação e durante o período pós-natal não causou defeitos de desenvolvimento nos bebês. No
entanto, os estudos de reprodução e de desenvolvimento em animais nem sempre são preditivos da resposta em seres humanos.

O golimumabe atravessa a placenta. Após o tratamento com outro anticorpo monoclonal bloqueador de TNF durante a gravidez, o anticorpo foi
detectado por até 6 meses no soro de bebês nascidos de pacientes tratadas. Consequentemente, estes bebês podem estar sob risco aumentado de
infecção. A administração de vacinas vivas em bebês expostos ao golimumabe no útero não é recomendada durante os 6 meses posteriores à
última injeção de golimumabe administrada na gestante (vide “Advertências e precauções” e “Interações medicamentosas”).

Não se sabe se SIMPONI® pode causar dano ao feto quando administrado em mulheres grávidas ou se pode afetar a capacidade de reprodução.
SIMPONI® só deve ser administrado em gestantes se for claramente necessário.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

22
Uso durante a lactação

No estudo do desenvolvimento pré-natal e pós-natal em macacas cynomolgus, no qual o golimumabe foi administrado durante a gravidez e a
lactação, golimumabe foi detectado no leite materno em concentrações que eram aproximadamente 350 vezes menores que as concentrações
séricas maternas. Não se sabe se golimumabe é excretado no leite materno humano ou absorvido sistemicamente após a ingestão. Uma vez que
muitos medicamentos e as imunoglobulinas são excretados no leite humano, e devido ao potencial de SIMPONI® para causar reações adversas
em lactentes, deve-se decidir entre descontinuar a amamentação ou descontinuar o medicamento, levando em consideração a importância do
medicamento para a mãe.

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Não foram realizados estudos de interação medicamentosa específicos para SIMPONI®.

Uso concomitante de SIMPONI® com outros medicamentos biológicos

A combinação de SIMPONI® com outros medicamentos biológicos usados para tratar as mesmas condições de SIMPONI®, incluindo anacinra
e abatacepte, não é recomendada (vide “Advertências e Precauções”).

Vacinas de vírus vivos/agentes infecciosos terapêuticos

Vacinas de vírus vivos não devem ser administradas concomitantemente a SIMPONI® (vide “Advertências e Precauções”).

Agentes infecciosos terapêuticos não devem ser administrados concomitantemente a SIMPONI® (vide “Advertências e Precauções”).

metotrexato

Não foi observado efeito significativo de metotrexato na depuração de SIMPONI® administrado por via intravenosa.

7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

Conservar sob refrigeração (entre 2ºC e 8C). Proteger da luz. Não congelar. Não agitar. Manter o frasco-ampola na embalagem original até o
momento do uso.

O prazo de validade do medicamento é de 24 meses a partir da data de fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Após preparo, manter a solução diluída em temperatura ambiente e protegida da luz por até 6 horas a partir da preparação.

Aspecto físico

SIMPONI® é uma solução incolor a levemente amarelada. A solução pode apresentar poucas partículas translúcidas finas, já que golimumabe
é uma proteína.

23
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

8. POSOLOGIA E MODO DE USAR

Instruções de uso, manuseio e descarte

Realizar o procedimento em condições assépticas.

1. Calcule a dose e o número de frascos-ampola de SIMPONI® necessários, baseado no peso do paciente. Cada frasco-ampola de 4
mL de SIMPONI® contém 50 mg de golimumabe.

2. Verifique se a solução é incolor a levemente amarelada. A solução pode apresentar poucas partículas translúcidas finas, já que
golimumabe é uma proteína. Não use se partículas opacas, descoloração ou outras partículas estranhas estiverem presentes. NÃO é recomendado
retornar o frasco-ampola de SIMPONI® para o refrigerador, pois isso pode afetar a qualidade do produto. Não retire o frasco-ampola do
refrigerador se o produto não for administrado.

3. Dilua o volume total da dose da solução de SIMPONI® para 100 mL com solução de cloreto de sódio 0,9% (p/v) para infusão. Esse
procedimento pode ser realizado retirando-se um volume da solução de cloreto de sódio 0,9% (p/v) do frasco de vidro ou bolsa de infusão de
100 mL igual ao volume de SIMPONI® e descarte a solução retirada. Alternativamente, SIMPONI® pode ser diluído usando o mesmo método
descrito acima mas com solução de cloreto de sódio 0,45% (p/v) para infusão.

4. Lentamente, adicione o volume total de SIMPONI® para o frasco ou bolsa de infusão de 100 mL. Misture cuidadosamente.

5. Visualmente inspecione, antes da administração, os medicamentos parenterais para verificar a presença de material particulado ou
descoloração. Não use o medicamento se partículas opacas visíveis, descoloração ou partículas estranhas forem observadas.

6. Realize a infusão da solução diluída durante um período de 30 ± 10 minutos. A infusão da solução diluída deve ser realizada em até
6 horas após a preparação.

7. Use apenas um equipo para infusão com um filtro em linha, estéril, não-pirogênico, de baixa ligação de proteína (tamanho de poro
de 0,22 mcm ou menor). Não armazene qualquer porção da solução de infusão que não foi utilizada para reuso.

8. Não foram conduzidos estudos de compatibilidade física e bioquímica para avaliar a coadministração de SIMPONI® com outros
agentes. Não realize a infusão de SIMPONI® concomitantemente na mesma linha intravenosa com outros agentes.

9. Qualquer produto não utilizado ou material residual deve ser descartado de acordo com os requisitos locais.

Posologia

SIMPONI® é administrado por infusão intravenosa.

A eficácia e a segurança da troca entre as formulações IV e SC não foram estabelecidas.

A infusão intravenosa de SIMPONI® deve ser administrado sob orientação e supervisão de um médico ou profissional de saúde.

A infusão intravenosa de SIMPONI® deve ser realizada por profissionais qualificados e treinados para detectar quaisquer problemas
relacionadas à infusão.

24
Caso o paciente não compareça para realizar a administração da dose de SIMPONI® IV na data pré-determinada, uma nova consulta deve ser
agendada o mais breve possível. Após a administração da dose perdida, o paciente deve retomar o intervalo de dose recomendado mantendo o
esquema posológico recomendado.

Artrite reumatoide

2 mg/kg de SIMPONI® devem ser administrados através de uma infusão intravenosa de 30 minutos nas Semanas 0 e 4 e, posteriormente, a cada
8 semanas (vide “Instruções de uso, manuseio e descarte”).

Artrite psoriásica

2 mg/kg de SIMPONI® devem ser administrados através de uma infusão intravenosa de 30 minutos nas Semanas 0 e 4 e, posteriormente, a cada
8 semanas (vide “Instruções de uso, manuseio e descarte”).

Espondilite anquilosante

2 mg/kg de SIMPONI® devem ser administrados através de uma infusão intravenosa de 30 minutos nas Semanas 0 e 4 e, posteriormente, a cada
8 semanas (vide “Instruções de uso, manuseio e descarte”).

Populações especiais

- Uso pediátrico (menores de 18 anos)

A segurança e eficácia de SIMPONI® não foram estabelecidas em pacientes pediátricos com menos de 18 anos; portanto, nenhuma recomendação de
dose pode ser feita (vide “Propriedades farmacodinâmicas”).

- Uso geriátrico (65 anos de idade e acima)

Não é necessário ajuste na dose para pacientes idosos (vide “Advertências e precauções”).

- Insuficiência hepática

Não foram conduzidos estudos específicos de SIMPONI® em pacientes com insuficiência hepática.

- Insuficiência renal

Não foram conduzidos estudos específicos de SIMPONI® em pacientes com insuficiência renal.

9. REAÇÕES ADVERSAS

Nesta seção são apresentados os eventos adversos. As reações adversas são eventos adversos que foram considerados razoavelmente associados com
o uso de golimumabe com base na avaliação global das informações dos eventos adversos disponíveis. Uma relação causal com golimumabe não pode
ser confiavelmente estabelecida em casos individuais. Além disso, pelo fato dos ensaios clínicos serem conduzidos sob condições muito variáveis,
taxas de reações adversas observadas nos ensaios clínicos de um medicamento não podem ser diretamente comparados às taxas nos ensaios clínicos
de um outro medicamento e podem não refletir as taxas observadas na prática clínica.

25
Os dados de segurança dos estudos clínicos Fases 2 e 3 estão disponíveis para 6161 pacientes tratados com golimumabe, incluindo 3090 com artrite
reumatoide (estudos C0524T02, C0524T05, C0524T06, C0524T11, C0524T12, C0524T28 e CNTO148ART3001), 634 com artrite psoriásica (estudo
C0524T08), 768 com espondilite anquilosante, 1245 com colite ulcerativa, 231 com asma persistente grave e 193 com espondiloartrite axial não
radiográfica (nr-Axial SpA). As reações adversas ao medicamento, observadas com golimumabe, estão resumidas na Tabela 6.

Em geral, o perfil de segurança global foi semelhante para pacientes recebendo golimumabe pelas vias de administração subcutânea (SC) ou
intravenosa (IV).

As reações adversas ao medicamento, nas classes de sistema/órgão, estão listadas de acordo com a frequência, usando a seguinte convenção: Muito
comum ( 1/10); Comum ( 1/100, < 1/10); Incomum ( 1/1.000, < 1/100); Rara ( 1/10.000, < 1/1.000), Desconhecida (não pode ser estimada a
partir dos dados disponíveis).

Tabela 6: Resumo de reações adversas a golimumabe em estudos clínicos


Infecções e infestações
Muito comum Infecção do trato respiratório superior (nasofaringite, faringite, laringite e rinite)
Comum Infecções bacterianas (tais como celulite), infecção do trato respiratório inferior
(pneumonia), infecções virais (tais como gripe e herpes), bronquite, sinusite e infecções
fúngicas superficiais, abscesso
Incomum Septicemia incluindo choque séptico, pielonefrite
Rara Histoplasmose, coccidioidomicose, tuberculose, infecções oportunistas (infecções
fúngicas invasivas, bacterianas, micobacterianas atípicas e protozoários), reativação de
hepatite B, pneumocistose, artrite bacteriana, bursite infecciosa
Neoplasias benignas e malignas
Rara Linfoma, leucemia
Desconhecida Malignidade pediátrica
Exames laboratoriais
Comum Aumento na alanina aminotransferase, aumento na aspartato aminotransferase
Incomum Diminuição na contagem de neutrófilos
Distúrbios do sangue e sistema linfático
Comum Leucopenia (incluindo neutropenia), anemia
Incomum Trombocitopenia, pancitopenia
Distúrbios do sistema imunológico
Comum Positividade de autoanticorpos, reações alérgicas não-graves
Distúrbios do sistema nervoso
Comum Tontura, parestesia
Rara Distúrbios desmielinizantes (central e periférico)
Distúrbios cardíacos
Rara Insuficiência cardíaca congestiva (novo início ou piora)
Distúrbios vasculares
Comum Hipertensão
Rara Vasculite (sistêmica)
Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino
Incomum Doença intersticial pulmonar
Distúrbios gastrintestinais
Incomum Constipação

26
Tabela 6: Resumo de reações adversas a golimumabe em estudos clínicos
Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo
Comum Erupção cutânea, alopecia
Incomum Psoríase: nova ou piora, palmar/plantar e pustular
Rara Vasculite (cutânea)
Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo
Rara Síndrome semelhante ao lúpus
Distúrbios gerais e condições no local de administração
Comum Pirexia, reação no local da aplicação (eritema no local da aplicação, urticária, induração,
dor, hematoma, prurido, irritação, parestesia)

Os dados descritos a seguir refletem as reações adversas relatadas em estudos clínicos de Fase 2 e 3 administrado pela via subcutânea, exceto
pelas “Reações infusionais” e elevação de enzimas hepáticas, as quais incluem dados da via subcutânea e intravenosa. Nesta seção, a duração
mediana de acompanhamento (aproximadamente 4 anos) é geralmente apresentada por todas as utilizações de golimumabe. Onde a utilização
de golimumabe é descrita por dose, a duração mediana de acompanhamento varia (aproximadamente 2 anos para 50 mg de dose,
aproximadamente 3 anos para a dose de 100 mg) como os pacientes podem ter mudado entre as doses.

Infecções (vide “Advertências e Precauções”)

No período monitorado dos estudos pivotais, infecção do trato respiratório superior foi a reação adversa mais comum relatada em 12,6% dos
pacientes tratados com golimumabe (incidência por paciente-ano: 0,61; IC 95%: 0,55 - 0,67) em comparação com 11% dos pacientes do grupo
controle (incidência por paciente-ano: 0,55; IC 95%: 0,46 - 0,64). Em porções controladas e não controladas dos estudos com uma mediana de
acompanhamento de aproximadamente 4 anos, a incidência por paciente-ano de infecções do trato respiratório superior foi de 0,35 eventos; IC
95%: 0,34 - 0,36, para os pacientes tratados com golimumabe.

No período monitorado dos estudos pivotais, foram observadas infecções em 23% dos pacientes tratados com golimumabe (incidência por
paciente-ano: 1,32; IC 95%: 1,23 - 1,41) em comparação com 20,2% dos pacientes do grupo controle (incidência por paciente-ano: 1,22; IC
95%: 1,09 - 1,36). Em porções controladas e não controladas dos estudos com um acompanhamento médio de aproximadamente 4 anos, a
incidência de infecções por paciente-ano foi de 0,81 eventos; IC 95%: 0,79 - 0,83, para os pacientes tratados com golimumabe.

Infecções graves observadas em pacientes tratados com golimumabe incluíram septicemia, pneumonia, celulite, abscesso, infecções oportunistas
e tuberculose. No período controlado de AR, AP, colite ulcerativa, EA e estudos de espondiloartrite axial não radiográfica, foram observadas
infecções graves em 1,2% dos pacientes tratados com golimumabe e 1,2% dos pacientes tratados com placebo. A incidência de infecções graves
por paciente-ano de acompanhamento no período controlado de AR, AP, colite ulcerativa, EA e estudos de espondiloartrite axial não
radiográfica foi de 0,07; IC 95%: 0,05 - 0,11 para o grupo golimumabe 100 mg, 0,03; IC 95%: 0,01, 0,06 para o grupo de 50 mg de golimumabe
e 0,04; IC 95%: 0,02, 0,07 para o grupo placebo. No período controlado dos estudos de colite ulcerativa de indução de golimumabe, foram
observadas infecções graves em 0,8% dos pacientes tratados com golimumabe em comparação com 1,5% dos pacientes tratados com placebo.
Nas porções controladas e não controladas dos estudos pivotais, com uma mediana de acompanhamento de até 3 anos, houve uma maior
incidência de infecções graves, incluindo infecções oportunistas e TB, em pacientes que receberam golimumabe 100 mg em comparação com
pacientes que receberam golimumabe 50 mg. A incidência por paciente-ano de todas as infecções graves foi de 0,04; IC 95%: 0,04, 0,05, em
pacientes que receberam 100 mg de golimumabe e 0,03; IC 95%: 0,02, 0,03, em pacientes que receberam golimumabe 50 mg. Estes resultados
podem ser confundidos com os desenhos dos estudos pivotais e diferentes durações de acompanhamento em todos os grupos de tratamento.

Malignidades (vide “Advertências e Precauções”)

- Linfoma

27
A incidência de linfoma em pacientes tratados com golimumabe durante os estudos pivotais foi superior à esperada na população em geral. Nas
porções controladas e não controladas destes estudos com uma mediana de acompanhamento de até 3 anos, uma maior incidência de linfoma
foi observada em pacientes que receberam 100 mg golimumabe em comparação com pacientes que receberam golimumabe 50 mg. Estes
resultados podem ser confundidos pelo pequeno número de eventos, desenhos dos estudos de Fase 3, e diferentes durações de acompanhamento
em todos os grupos de tratamento. A maioria dos linfomas ocorreu no Estudo 2 de AR, que envolveu recrutamento de pacientes previamente
expostos a agentes anti-TNF que tinham maior tempo de doença e doença refratária.

- Malignidades com exceção do linfoma

Nos períodos monitorados dos estudos pivotais, a incidência de neoplasias malignas não-linfoma (excluindo o câncer de pele não-melanoma)
foi similar entre o golimumabe e os grupos controle. Após aproximadamente 4 anos de acompanhamento, a incidência de neoplasias malignas
exceto linfoma (excluindo o câncer de pele não-melanoma) foi semelhante à da população em geral.

Em um estudo clínico investigatório envolvendo pacientes com asma persistente grave, mais pacientes tratados com golimumabe tiveram
neoplasias em comparação aos pacientes do grupo controle. A importância deste achado na população asmática é desconhecida. O papel
potencial da terapia de bloqueio de TNF no desenvolvimento de malignidades é desconhecido.

Distúrbios desmielinizantes (vide “Advertências e Precauções”)

Nos períodos controlados e não controlados dos estudos pivotais, com uma mediana de acompanhamento de até 3 anos, uma maior incidência
de desmielinização foi observado em pacientes que receberam 100 mg de golimumabe em comparação com pacientes que receberam
golimumabe 50 mg. Estes resultados podem ser confundidos pelo pequeno número de eventos, desenho do estudo pivotal e diferentes durações
de acompanhamento em todos os grupos de tratamento.

Elevações nas enzimas hepáticas

No período controlado de AR e AP dos estudos pivotais, aumentos leves de ALT (> 1 e <3 x LSN) ocorreram em proporções semelhantes de
pacientes tratados com golimumabe e do grupo controle (22,1% a 27,4% dos pacientes); nos estudos EA e de espondiloartrite axial não radiográfica,
mais pacientes tratados com golimumabe (26,9%) do que pacientes do grupo controle (10,6%) tiveram aumento leve de ALT. Nos períodos
controlados e não controlados dos estudos pivotais AR e AP, com uma mediana de acompanhamento de aproximadamente 5 anos, a incidência de
aumentos leves de ALT foi semelhante nos pacientes tratados com golimumabe e nos pacientes controle.

No período controlado dos estudos pivotais de colite ulcerativa na administração de golimumabe, pequenos aumentos de ALT (> 1 e <3 x LSN)
ocorreram em proporções semelhantes em pacientes tratados com golimumabe e pacientes do grupo controle (7,8% e 6,9%, respectivamente). Em
períodos controlados e não controlados dos estudos pivotais de colite ulcerativa com uma mediana de acompanhamento de aproximadamente 2
anos, a proporção de pacientes com pequenos aumentos de ALT foi de 24,7% em pacientes que receberam golimumabe.

No período controlado de estudos pivotais de AR e EA, o aumento da ALT  5 x LSN foi pouco frequente e observado em pacientes tratados com
golimumabe (0,4% a 0,9%) do que em pacientes do grupo controle (0,0%). Esta tendência não foi observada na população de AP. Nos períodos
controlados e não controlados de AR, AP e do estudo pivotal EA, com uma mediana de acompanhamento de 5 anos, a incidência de aumentos da
ALT 5 x LSN foi semelhante em ambos os pacientes tratados com golimumabe e do grupo controle. A maioria destes aumentos foi assintomática.
Não há casos notificados nos períodos controlados e não controlados do estudo de espondiloartrite axial não radiográfica (até 1 ano).

Nos períodos controladas dos estudos pivotais para colite ulcerativa na indução de golimumabe, a elevação da ALT  5 x LSN ocorreu em proporções
semelhantes nos pacientes tratados com golimumabe em comparação com os pacientes tratados com placebo (0,3% e 1,0%, respectivamente). Nos
períodos controlados e não controlados dos estudos pivotais de colite ulcerativa com uma mediana de acompanhamento de aproximadamente 2
anos, a proporção de pacientes com elevações da ALT  5 x LSN foi de 0,8% nos pacientes que receberam golimumabe.

Nos estudos pivotais do IV, as elevações das enzimas hepáticas foram comparáveis às observadas nos estudos do SC, com exceção dos seguintes:

28
No período controlado dos estudos pivotais do IV, para artrite psoriásica, observaram-se elevações suaves da ALT (> 1 e <3 x LSN) em mais
pacientes tratados com golimumabe (34%) do que em pacientes do grupo controle (26%).

No período controlado dos estudos pivotais do IV, para artrite psoriásica, foram observadas elevações da ALT ≥ 3 e <5 LSN em mais pacientes
tratados com golimumabe (2,9%) do que em pacientes do grupo controle (0,4%).

No período controlado dos estudos pivotais do IV, para artrite psoriásica, foram observadas elevações da ALT ≥ 5 x LSN em mais pacientes tratados
(1,7%) do que em pacientes do grupo controle (0,4%).

Reações infusionais

Nos períodos controlados dos estudos pivotais, 5,4% dos pacientes tratados com golimumabe tiveram reações no local da injeção em comparação
com 2,0% nos pacientes do grupo controle. A maioria das reações no local da injeção foi leve e moderada e a manifestação mais frequente foi
o eritema no local da injeção.

No período controlado dos estudos pivotais do IV, 0,2% dos pacientes tratados com placebo e 2,8% dos pacientes tratados com golimumabe
tiveram reações infusionais. As reações infusionais mais comuns foram erupção cutânea e cefaleia. Não foram relatadas reações infusionais
graves.

Na fase 2 e/ou 3 estudos controlados em AR, AP, EA, de espondiloartrite axial não radiográfica, asma persistente grave, e estudos de fase 2/3
em colite ulcerativa, nenhum dos pacientes tratados com golimumabe desenvolveu reações anafiláticas que estariam relacionadas ao
golimumabe.

Anticorpos antinucleares (ANA)/anticorpos anti-DNA de dupla hélice (dsDNA)

Nos períodos controlados e não controlados dos estudos pivotais, acompanhados durante um ano, 3,5% dos pacientes tratados com golimumabe
e 2,3% dos pacientes do grupo controle foram recentemente diagnosticados ANA positivo (em títulos de 1:160 ou mais). A frequência de
anticorpos anti dsDNA em 1 ano de acompanhamento em pacientes anti dsDNA negativo no início do estudo foi de 1,1% (vide “Advertências
e precauções”).

Experiência pós-comercialização

As frequências fornecidas a seguir refletem as taxas de relatos de reações adversas a medicamentos a partir da experiência pós-comercialização
com SIMPONI® em todo o mundo, e estimativas precisas da incidência não podem ser realizadas devido aos relatos voluntários a partir de uma
população de tamanho incerto. Essas reações adversas são classificadas de acordo com a frequência, utilizando-se a seguinte convenção: Muito
comum ( 1/10); Comum ( 1/100, < 1/10); Incomum ( 1/1.000, < 1/100); Rara ( 1/10.000, < 1/1.000), Muito Rara (< 1/10.000, incluindo
relatos isolados); Desconhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis).

Tabela 7: Reações adversas de pós-comercialização de golimumabe.

Classe de Sistema/Órgão Reação Adversa Frequência


Distúrbios gerais e condição no local da Reações relacionadas à infusão Comum
administração
Neoplasias benignas e malignas Melanoma, carcinoma das células de Merkel Rara
Linfoma hepatoesplênico de células T*
Desconhecida
Distúrbios do sistema imunológico Reações sistêmicas graves de hipersensibilidade Rara
(incluindo reação anafilática), sarcoidose

29
Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo Reações cutâneas bolhosas Incomum
Reações liquenoides Rara
Esfoliação da pele
* Observada com outros agentes bloqueadores de TNF.

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que
indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos
adversos pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

10. SUPERDOSE

Doses intravenosas únicas de até 10 mg/kg foram administradas em um estudo clínico sem toxicidade dose-limitante. Em caso de superdose,
recomenda-se que o paciente seja monitorado quanto a quaisquer sinais ou sintomas de efeitos adversos e o tratamento sintomático apropriado seja
instituído imediatamente.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

DIZERES LEGAIS

MS - 1.1236.3405

Farm. Resp.: Erika Diago Rufino - CRF/SP n° 57.310

Registrado por:

JANSSEN-CILAG FARMACÊUTICA LTDA.

Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041, São Paulo – SP - CNPJ 51.780.468/0001-87

Fabricado por:

Cilag AG,

Schaffhausen - Suíça

Importado por:

Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda.

Rodovia Presidente Dutra, km 154

São José dos Campos – SP - CNPJ 51.780.468/0002-68

30
®
Marca registrada.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 09/04/2021.

CCDS 1902

VPS TV 3.0

31
Dados da submissão eletrônica Dados da petição que altera bula Dados das alterações de bulas
Data do Data do Versões
Produto Nº do expediente Assunto Nº do expediente Assunto Data de aprovação Itens de bula Apresentações relacionadas
expediente expediente (VP/VPS)
Simponi 10463 – PRODUTO BIOLÓGICO – Inclusão Inicial de VP: Bula Inicial 50 MG SOL INJ INFUS IV CT 1 FA VD TRANS X
12/07/2017 1437510/17-9 30/04/2013 0342675/13-1 1948 - PRODUTO BIOLÓGICO - Inclusão da Via de Administração 28/03/2016 VP02/VPS02
(golimumabe) (IV) Texto de Bula – RDC 60/12 VPS: Bula Inicial 4,0 ML
Simponi 10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de 10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC VP: 8 50 MG SOL INJ INFUS IV CT 1 FA VD TRANS X
19/07/2017 1004567/17-8 19/07/2017 1004567/17-8 19/07/2017 VP03/VPS03
(golimumabe) (IV) Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 60/12 VPS: 3, 5 e 9 4,0 ML
Simponi 10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de 10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC VP: 8 50 MG SOL INJ INFUS IV CT 1 FA VD TRANS X
29/08/2017 1832868/17-7 29/08/2017 1832868/17-7 29/08/2017 VP04/VPS04
(golimumabe) (IV) Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 60/12 VPS: 5 e 9 4,0 ML
Simponi 10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de 1848977/17-0 e VP: 1 e 6 50 MG SOL INJ INFUS IV CT 1 FA VD TRANS X
23/07/2018 0585408/18-3 31/08/2017 1922 - PRODUTO BIOLÓGICO - Inclusão de Nova Indicação Terapêutica 23/07/2018 VP05/VPS05
(golimumabe) (IV) Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 1848885/17-4 VPS: 1, 2, 3, 5 e 9 4,0 ML

Simponi 10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de 10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC VP: 8 50 MG SOL INJ INFUS IV CT 1 FA VD TRANS X
08/04/2019 0315205/19-7 08/04/2019 0315205/19-7 08/04/2019 VP06/VPS06
(golimumabe) (IV) Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 60/12 VPS: 9 4,0 ML
Simponi 10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de 10456 - PRODUTO BIOLÓGICO – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC VPS: Dizeres Legais VPS TV 2.0/VP 50 MG SOL INJ INFUS IV CT 1 FA VD TRANS X
27/02/2020 0597745/20-2 27/02/2020 0597745/20-2 27/02/2020
(golimumabe) (IV) Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 60/12 VP: Dizeres Legais TV 2.0 4,0 ML

10456 - PRODUTO BIOLÓGICO - Notificação de


Simponi 10456 - PRODUTO BIOLÓGICO - Notificação de Alteração de texto de bula - VPS: 9, Dizeres Legais VPS TV 3.0/VP 50 MG SOL INJ INFUS IV CT 1 FA VD TRANS X
09/04/2021 XXXXXXX/XX-X Alteração de texto de bula - publicação no Bulário RDC 09/04/2021 XXXXXXX/XX-X 09/04/2021
(golimumabe) (IV) publicação no Bulário RDC 60/12 VP: Dizeres Legais TV 3.0 4,0 ML
60/12

Você também pode gostar