Manual do Aluno para Habilitação de Condutores
Manual do Aluno para Habilitação de Condutores
DE CONDUTORES
-AUTOE�COLA
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AUTOESCOLA
MANUAL DO ALUNO
Autor:
Alexandre Conceição Bastos Credencial 45934 (Secretaria
de Segurança Pública - SP)
Registro 16117 (DETRAN/MG)
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Bastos, Alexandre Conceição Guia do aluno de primeira habilitação : cidadania e educação no trânsito /
Alexandre Conceição Bastos. -- 1. ed. -- Pelotas, RS : Ed. do Autor, 2023.
Bibliografia. ISBN 978-65-00-61898-3 1.
Brasil. [Código de trânsito brasileiro (1997)] 2. Condutores de veículos automotores 3. Direção de
automóveis 4. Educação para segurança no trânsito 5. Motoristas - Habilitação 6. Trânsito - Brasil I. Título.
23-144265 CDD-629.28307
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AUTOESCOLA
FORMAÇÃO DO CONDUTOR................................................................................................ 4
REGRAS DE CIRCULAÇÃO................................................................................................... 13
SINALIZAÇÃO VIARIA............................................................................................................ 28
IINFRAÇOES E PENALIDADES............................................................................................. 70
SUMARIO
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA............................................................................ 92
ANEXOS DO CTB....................................................................................................................118
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FORMAÇÃO DO CONDUTOR
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
OBJETIVO
conhecer noções sobre O SNT (Sistema Nacional de Trânsito) é composto por órgãos: NORMATIVOS que criam e
o processo de formação
de um condutor, sua
regulamentam as regras, os EXECUTIVOS que aplicam as mesmas, os FISCALIZADORES que
habilitação e renovação cuidam para que elas sejam cumpridas no âmbito dos usuários das vias, e os DE RECURSOS que
julgam as defesas interpostas para anular as punições aplicadas por infrações.
EXECUTIVO
DNIT DER ---
RODOVIÁRIO
CONSTITUIÇÃO FEDERAL – a Constituição Federal de 1988 afirma em seu artigo 5º, inciso XV: É livre a locomoção no território nacional
em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens; o que garante a
todos os cidadãos o direito de ir e vir. Mas o que realmente significa o direito de ir e vir? Significa que todo cidadão tem potencialmente
a possibilidade de acessar com segurança aos mais diferentes locais de um determinado lugar público, dentro do território nacional,
de forma a satisfazer as suas necessidades básicas, independentemente de sua forma de locomoção.
LEI – editada e votada pelo Poder Legislativo para a regulamentação máxima do assunto trânsito no país. A principal Lei é a 9.503, de
23/09/1997, a qual instituiu o Código de Trânsito Brasileiro;
MEDIDA PROVISÓRIA:
em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-
las de imediato ao Congresso Nacional. Se não forem convertidas em lei no prazo de trinta dias perderão sua validade;
OBS: Decreto-Lei não é mais previsto na Constituição Federal.
RESOLUÇÃO E DELIBERAÇÃO – são normas emanadas dos órgãos Normativos do SNT e tem por finalidade complementar e detalharas
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FORMAÇÃO DO CONDUTOR
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
Leis; DECRETOS, REGULAMENTOS E PORTARIAS – alguns atos de caráter administrativo editados pelos Órgãos Executivos do SNT
(e, eventualmente, pelos Normativos), com o intuito de permitir a correta aplicação de uma Lei ou Resolução.
ACORDOS INTERNACIONAIS – o Brasil é signatário da Convenção sobre Trânsito Viário, celebrada em Viena, em 8 de novembro
de 1968 e do Acordo sobre Regulamentação Básica Unificada de Trânsito (no âmbito do Mercosul), celebrado em Montevidéu, em 29
de setembro de 1992.
Para ser habilitado você precisa saber ler e escrever, possuir documento de identidade e Cadastro de Pessoa Física (CPF) e ser penalmente
imputável, ou seja, responsável pelos seus atos mediante a Lei.
Para se habilitar você terá que passar por: avaliação psicológica, exame de aptidão física e mental, exame teórico-técnico e exame de direção
veicular.
O Exame Médico é composto por questionário padrão (anamnese), exame físico geral, oftalmológico, otorrinolaringológico,
cardiorrespiratório, neurológico, do aparelho locomotor, dos distúrbios do sono e toxicológico para categorias “C”, “D” ou “E” e
complementares a critério do médico. O exame Psicológico avalia a personalidade, a capacidade motora, o grau de agressividade, o controle
emocional e a capacidade de atenção do candidato. O exame de Legislação de Trânsito (exame teórico-técnico) examina os conhecimentos
teóricos, absorvidos referentes às regras de circulação e conduta, sinalização, direção defensiva, noções de primeiros socorros, meio ambiente
e convívio social e noções de mecânica.
PARA ENTENDER
MELHOR
O exame teórico-técnico exige pelo menos 70% de acerto. A prova teórica para ACC é de apenas
15 questões, devendo o aluno acertar apenas 9. Caso seja reprovado terá uma segunda chance
em 5 dias (Res. 572)
É a etapa em que você receberá o conhecimento necessário para interagir com os demais usuários da via. Nesse curso você
receberá conhecimentos de Legislação de Trânsito (18 h/a), Direção Defensiva (16 h/a), Noções de Primeiros Socorros (4 h/a),
Noções de Meio Ambiente e Cidadania (4 h/a) e Noções de Mecânica de veículos de 2 e 4 rodas (3 h/a).
PARA ENTENDER
MELHOR
Todo o condutor após habilitado deve preocupar-se com as constantes alterações da Legislação,
inclusive de caráter prático, influenciando nas regras de circulação e sinalização. Por tal motivo,
todo condutor cidadão e responsável procura estar atualizado com tais mudanças.
A Obtenção da LADV
Após a aprovação, com no mínimo 70% no exame teórico-técnico do DETRAN, você receberá a LADV (LICENÇA PARA APRENDIZAGEM DE
DIREÇÃO VEICULAR), a qual servirá para suas aulas de direção veicular. O candidato que conduzir seu veículo sem acompanhamento de um
instrutor credenciado, terá sua LADV suspensa por seis meses.
No caso de mudança de domicílio durante o processo de habilitação, o candidato poderá solicitar nova LADV, sem perda das aulas já
recebidas.
A LADV só tem validade dentro do Estado em que foi expedida. A aprendizagem só poderá realizar-se nos termos, horários e locais
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FORMAÇÃO DO CONDUTOR
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
1) Apesar da Resolução não excluir as vias rurais (estradas e BR’s),bem pelo contrário, até cita a prática em tais locais, esta atividade é de alto
risco e deve ser muito bem analisada e planejada;
2) Dentro do curso prático, devem ser abordados assuntos como: situações de risco (chuva, cerração, noite, etc), envolvimento dos
demais atores do ambiente de trânsito (pedestres, passageiros, ciclistas, etc), relação motorista versus motociclista e vice-versa;
3) Para candidatos à Habilitação “A” ou “ACC” as horas práticas devem ser divididas em domínio e operação do veículo, incluindo
condução de passageiros e cargas (na pista fechada) e pilotagem na via pública (ultrapassagem, derrapagem, obstáculos na pista,
cruzamentos e curvas, frenagem normal e de emergência, etc), onde o candidato utilizará uma motocicleta exclusiva e será
monitorado pelo instrutor em outro veículo;
4) A exigência da aplicação de aulas práticas no período noturno foi implementada pela Lei Federal 12.217, de 17/03/2010, sendo
definida pela Resolução CONTRAN 778/2019 em pelo menos 1 hora.
5) A Resolução CONTRAN 168/2004, alterada pela Resolução CONTRAN 778/2019, definiu que após meados de setembro de 2019
a carga horária das aulas teóricas e práticas ficarão dentro da carga-horária abaixo:
OBSERVAÇÕES:
A. Das aulas práticas, pelo menos 1 (uma) hora deve ser no período noturno, lembrando que noite no CTB é o período do dia
compreendido entre o pôr-do-sol e o nascer do sol;
B. Para a obtenção da categoria “B”, ou seja, na primeira habilitação ou na adição, o candidato poderá trocar 5 horas práticas em
veículo real por simulador de direção veicular, desde que disponível no CFC, que deverão ser feitas previamente às aulas práticas em
via pública.
C. Nas aulas práticas para obtenção da ACC, o CFC poderá utilizar veículo próprio ou permitir que o candidato, voluntariamente,
apresente veículo para realizá-las. Em ambos os casos o veículo de duas rodas deve ter no máximo, 50cc (cinquenta centímetros
cúbicos), com ou sem câmbio, classificado como ciclomotor e com, no máximo, 5 (cinco) anos de uso, excluído o ano de fabricação.
PARA ENTENDER
MELHOR
Todo o processo de habilitação terá o prazo de 12 meses para ser concluído, a contar da data do
requerimento do candidato.
Ao ser aprovado nos exames exigidos pela legislação, você receberá a PPD nas categorias “A”, “B” ou “A/B” ou a “ACC” Provisória, a
qual terá validade de 12 meses.
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FORMAÇÃO DO CONDUTOR
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
O Condutor Estrangeiro
O Certificado de Apólice Única de Seguro do Responsabilidade Civil de que trata a Resolução MERCOSUL/GMC/RES. Nº 120/94 é
documento de porte obrigatório do condutor/proprietário de automóvel particular ou de aluguel, registrados no exterior, em
circulação no Território Nacional
O condutor habilitado no estrangeiro, em permanência regular, brasileiro ou não, desde que penalmente imputável em nosso país
(que possa sofrer as penalidades da Lei), poderá dirigir no Território Nacional quando amparado por convenção ou acordo
internacional, confirmados e aprovados pelo Brasil, podendo ser aplicado o princípio da reciprocidade (tratamento igual entre os
países). Após 180 dias de permanência regular, deverá submeter-se aos Exames de Aptidão Física e Mental e Avaliação Psicológica.
Quando o condutor estrangeiro cometer infração de trânsito, cuja penalidade implique na proibição do direito de dirigir, a autoridade
competente de trânsito aplicará o recolhimento e retenção do documento de habilitação, entre outras providências.
Caso a habilitação não seja reconhecida pelo Governo Brasileiro, o condutor estrangeiro penalmente imputável no Brasil e em
permanência regular, deverá trocar sua habilitação de origem pela equivalente nacional, devendo se submeter aos exames de aptidão
física e mental (exame médico), avaliação psicológica (psicotécnico) e de direção veicular.
Sem Habilitação
O condutor estrangeiro com permanência regular no Brasil e penalmente imputável em nosso país deverá realizar todo o processo
de habilitação previsto na Legislação Nacional para que seja permitida a condução de veículos automotores no território nacional.
O condutor brasileiro que deseje conduzir veículo em outro pais deverá providenciar a PID (Permissão Internacional para Dirigir).
O documento será da mesma categoria de sua CNH, bem como valerão os mesmos prazos. A P.I.D é válida somente para países
signatários da Convenção Internacional de Viena e não serve para quem possui A.C.C (Autorização para Conduzir Ciclomotores).
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FORMAÇÃO DO CONDUTOR
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
Categoria da Habilitação
As categorias da habilitação são divididas conforme o tipo de veículo que você optará por conduzir:
Sua primeira habilitação poderá ser “A”, “B”, “A/B” ou “ACC”. Para mudar de categoria ou adicionar uma outra (A ou B), existem
algumas regras:
Para adição “C”, “D” ou “E”, não poderá ter cometido mais de uma infração gravíssima nos últimos 12 (doze) meses (alterado pelas
Leis 14.071 de 13/10/2020 e 14.440 de 02/09/2022).
Para conduzir veículos de outra categoria o condutor deverá realizar exames complementares exigidos para habilitação na categoria
pretendida.
Para adicionar ou mudar a
categoria será necessária a
realização do curso de
prática de direção veicular,
complementar e com carga-
horária de 15ou 20 horas.
O exame toxicológico de
larga janela de detecção
será exigido para adição e
renovação para as
categorias C, D e E. Estes
exames são capazes de
detectar uso de
entorpecentes por longos
períodos (três ou mais
meses).
Para a realização dos
exames toxicológicos
devem ser coletadas duas
amostras na presença de
uma testemunha
devidamente identificada,
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FORMAÇÃO DO CONDUTOR
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
cujos dados deverão ser inseridos em campo específico no sistema RENACH. A testemunha poderá ser dispensada no caso em que o
condutor consentir expressamente filmagem em vídeo contínuo e sem cortes, com os rostos do doador e coleto à vista durante todo
o processo. No caso de o condutor ser reprovado no exame toxicológico, fica-lhe garantido o direito de contra prova e de recurso
administrativo, sem efeito suspensivo (RESOLUÇÃO CONTRANNº 1009, DE 24 DE ABRIL DE 2024).
A Habilitação Definitiva
Você receberá a CNH ou a ACC definitiva após 12 meses, caso não tenha cometido nenhuma infração de natureza gravíssima, grave ou
duas médias (ou mais), caso contrário, terá a PPD ou ACC Provisória cassada, perdendo todo o processo já realizado.
Entrou em vigor em março/2006 o novo documento único da Carteira Nacional de Habilitação, o qual terá três números de
identificação, sendo:
1o Número de Identificação Nacional - serão nove caracteres e dois dígitos verificadores, constantes na BINCO (BASE ÍNDICE
NACIONAL DE CONDUTORES) e acompanharão o condutor durante toda sua vida.
2o Número de Identificação Nacional - serão nove caracteres (ALTERADO PELAS RESOLUÇÕES CONTRAN 598/2016 E 650/2017) e
um dígito verificador. Servirá para identificar cada espelho que for expedido.
Número de Identificação Estadual - Será obrigatoriamente o número do RENACH (CADASTRO NACIONAL DE CONDUTORES
HABILITADOS), sendo onze caracteres (os dois primeiros identificam a sigla do Estado).
• Adição de categoria;
• Mudança de Categoria;
• Extravio ou perda;
• Renovação dos exames para a CNH;
• Reabilitação do condutor;
• Alteração de dados do condutor;
• Substituição do documento de habilitação estrangeira.
PARA ENTENDER
MELHOR É proibido plastificar sua CNH.
Após fevereiro de 2018 o condutor poderá optar por portar uma versão digital de habilitação, a CNH-
[Link] condutores que já possuam o certificado digital a emissão da CNH-e poderá ser feita nos portais
WEB de serviço do DENATRAN ou dos DETRAN estaduais. Para as pessoas que não possuem o
certificado digital a CNH-e poderá ser emitida junto aos DETRAN, tal como já
ocorre com a CNH impressa. A CNH-e será protegida por uma senha (PIN) e identificada pelo QR-
Code existente na CNH impressa ou pelo certificado digital.
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FORMAÇÃO DO CONDUTOR
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
Cursos de Especialização
Você poderá se especializar em transporte de escolares, de produtos perigosos (MOPP), transporte coletivo de passageiros,
(Resolução CONTRAN nº 813, de 15/12/2020). Para tal, deverá ser maior de 21 anos, possuir CNH da categoria correspondente e
realizar o curso de especialização veículos de emergência, motofrete e mototáxi ou cargas indivisíveis. Para tal, deverá ser maior
de 21 anos, possuir CNH da categoria correspondente e realizar o curso de especialização.
PARA ENTENDER
MELHOR Os cursos especializados deverão ter validade de no máximo 5 (cinco) anos, quando os
condutores deverão realizar a atualização dos respectivos cursos, devendo os mesmos
coincidir com a validade do exame de sanidade física e mental do condutor. Saiba ainda
que conduzir veículo sem possuir os cursos especializados ou específicos obrigatórios é
uma infração gravíssima, com penalidade de multa e medida administrativa de retenção do
veículo até a apresentação de condutor habilitado (Incluído dada pela Lei nº 14.440, de
2022).
MOPP
Para transportar produtos que ofereçam algum risco expressivo de explosão, incêndio ou contaminação do meio-ambiente, o condutor
deverá possuir a certificação em MOPP (Movimentação de Produtos Perigosos),a qual tem validade por cinco anos. Para recebê-la o
condutor deverá ser maior de 21 anos e possuir sua CNH em uma das categorias B, C, D ou E.
Conforme a mudança implementada pela Lei 12.619 de 30.04.2012, a participação em curso de Especialização independe do número
de infrações cometidas nos últimos 12 meses e suas gravidades, mantida a regra de não estar cumprindo pena de suspensão ou
cassação do direito de dirigir.
Para transportar escolares o condutor deverá ser maior de 21 anos, habilitado no mínimo na categoria “D”, bem como não estar
cumprindo pena de suspensão ou cassação do direito de dirigir. Se o veículo de lotação for Articulado, com PBT mínimo 6.000 kg ou
lotação maior que 20 lugares, a categoria da habilitação deverá ser “E”.
PARA ENTENDER
MELHOR
Os veículos para este fim devem sofrer inspeção semestral para verificação dos equipamentos
obrigatórios e de segurança.
Para conduzir veículos de emergência em emergência o condutor deve ser maior de 21 anos, estar habilitado em uma das categorias
“A”, “B”, “C”, “D” ou “E”, bem como não estar cumprindo pena de suspensão ou cassação do direito de dirigir.
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FORMAÇÃO DO CONDUTOR
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
PARA ENTENDER
MELHOR
Para a reciclagem de MOPP, escolares, passageiro e emergência,não poderá ter cometido mais
de uma infração gravíssima nosúltimos 12 meses (alterada pela Lei 14.071 de 13/10/2020).
O serviço de mototaxi e motofrete exige idade mínima de 21 anos e pelo menos dois anos de habilitação na categoria “A”, bem como
a participação em curso específico.
As regras específicas e detalhes para a execução das duas atividades devem ser regulamentadas por cada Município, devendo os
profissionais utilizar colete refletivo, mata-cachorro e corta-pipas em suas motocicletas.
Renovação da Habilitação
O exame de aptidão física e mental, a ser realizado no local de residência ou domicílio do examinado, será preliminar e renovável com
a seguinte periodicidade (alterado pela Lei 14.071 de 13/10/2020):
Inferior a 50 anos Igual ou superior a 50 anos e inferior a 70 anos Igual ou superior a 70 anos
10 anos 5 anos 3 anos
Fica mantido o prazo de validade dos documentos de habilitação expedidos antes da data de entrada em vigor da Lei 14.071.
Se o condutor executar serviço remunerado de transporte de pessoas e bens, deverá também realizar nova avaliação Psicológica.
Se por ocasião da habilitação ou renovação o condutor ainda não tenha frequentado o curso de Direção Defensiva e Noções de
Primeiros Socorros deverá:
• Apresentar ao DETRAN curso similar ministrado por entidade credenciada (ex: SEST/SENAT).
PARA ENTENDER
MELHOR
Quando houver indícios de deficiência física ou mental, ou de progressividade de
doença que possa diminuir a capacidade para conduzir o veículo, os prazos previstos
poderão ser diminuídos por proposta do perito examinador.
.
Os condutores de veículos automotores habilitados nas categorias“C”, “D” ou “E” que na renovação do exame de aptidão física
emental vierem a acusar defi ciência auditiva igual ou superior a 40 decibéis,estarão impedidos de dirigir veículos desta categoria.
Além da realizaçãodo exame previsto na legislação, os condutores das categorias C, D e E com idade inferior a 70 anos serão
submetidos a novo exame a cada período de 2 (dois) anos e 6 (seis) meses, a partir da obtenção ou renovação da Carteira Nacional
de Habilitação, independentemente da validade dos demais exames (alterado pela Lei 14.071 de 13/10/2020). É garantido o direito
de contraprova.
O curso de reciclagem
O curso e o exame de reciclagem têm o objetivo de reeducar o condutor que tenha sofrido a penalidade de suspensão do direito de
dirigir ou cassação da CNH (em caso de motorista condenado judicialmente por delito de trânsito).
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FORMAÇÃO DO CONDUTOR
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
A CNH, a PPD ou a ACC; poderá ser portada na versão impressa ou digital (no smartphone). Na atualidade a legislação permite
que o agente e trânsito ou agente de segurança dispense a apresentação destes documentos, desde que consiga realizar a
consulta em seu sistema informatizado, mas atenção, o agente exigirá um documento de identificação oficial com foto, como
por exemplo, seu RG (Registro Geral).
Apesar de ser previsto o CRLV-eletrônico, o qual poderá ser apresentado pelo condutor
usando aplicativo no smartphone, pode ser que seu aparelho esteja sem bateria e o
agente esteja sem acesso ao seu sistema eletrônico para a consulta do licenciamento.
Neste caso a única coisa que irá livrá-lo ou livrá-la da infração é o porte da versão digital
impressa.
Condutores profissionais (escolar, coletivo, emergência, etc) que não tiver sua
especialização constante na CNH deverão portar documento que comprove a respectiva
especialização
E-AUTOESCOLA 12
Categoria dos Veículos e sua Identificação
OBJETIVO
saber diferenciar os
veículos quanto à sua
PLACAS ANTERIORES A MERCOSUL
categoria, tração e
espécie,
bem como identificar
seus
equipamentos
obrigatórios
e limites de dimensões
e pesos.
PARA ENTENDER
MELHOR
A Resolução CONTRAN 780 de 26/06/2019 implementou a nova placa de identificação veicular (PIV) dentro do padrão
MERCOSUL, sendo que até o dia 31 de janeiro de 2020 todos os DETRANs deverão implantar a nova placa. Devem possuir os
novos modelos os veículos no primeiro emplacamento, na substituição de qualquer das placas em decorrência de mudança
de categoria do veículo ou furto, extravio, roubo ou dano da referida placa, na mudança de município ou de Unidade
Federativa e nos casos em que haja necessidade de instalação da segunda placa traseira. A vantagem deste novo modelo de
placa é que por meio de aplicativo específico usado pelo agente de trânsito será possível identificar uma clonagem, pois todo
o processo produtivo das novas placas é controlado.
13
O MERCOSUL (Mercado Comum do Sul) é composto por Argentina,Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela e
tem como associados Chile,
Bolívia, Peru, Colômbia e Equador.
QUANTO À TRAÇÃO:
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QUANTO À ESPECIE:
ESPECIE DE PASSAGEIROS
ESPECIE DE CARGA
15
ESPECIE MISTO
ESPECIE COMPETIÇÃO
ESPECIE ESPECIAL
16
ESPECIE DE COLEÇÃO
VEICULOS DE COLEÇÃO
Com mais de 30 anos e com caracteristicas
originais podem fazer uso da placa preta
ESPECIE DE TRAÇÃO
CAMINHÃO-TRATOR
Veículo automotor
destinado a tracionar
ou arrastar outro.
Não luminosos
OBJETIVO
Automotores e Elétricos:
conhecer os
equipamentos 1. Para-choque, dianteiro e traseiro e protetores de rodas traseiras (caminhões, reboques e
obrigatórios de cada quadriciclos);
tipo de
veículo. 2. Espelhos retrovisores internos e externos dos dois lados (existem exceções);
4. Macaco, chave de roda, ferramenta apropriada para a remoção de calotas e triângulo ou dispositivo de iluminação independente;
5. Encosto de cabeça para todos, exceto nos assentos centrais (existem exceções);
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6. Pneus em boas condições e roda completa sobressalente (existem exceções);
8. Dispositivo para controle do ruído do motor à combustão e velocímetro (se houver tacógrafo não será obrigatório);
Motos e Motonetas:
2. Freios com comandos independentes (de pé e de mão) e pneus que ofereçam segurança;
Bicicletas:
Reboques e Semirreboques:
2. Pneus que ofereçam segurança e freios com comandos independentes (existem exceções).
Tratores:
18
5. Velocímetro e registrador instantâneo e inalterável de velocidade e tempo para veículos que desenvolvam velocidade acima de
60 km/h.
PARA ENTENDER
MELHOR
O uso de alguns acessórios e equipamentos são controlados e exigidos pelo CONTRAN E INMETRO, devido sua interferência na
segurança e no uso dos veículos.
As regras abaixo valem para veículos de até 3.500 kg de PBT, que possuam capacidade de tracionar reboques declarada pelo fabricante
ou importador, e que não possuam engate de reboque como equipamento original de fábrica.
Quem não se enquadrar nestas regras estará cometendo uma infração de trânsito grave, com previsão de multa de
R$ 195,23, cinco pontos na CNH e a retenção para regularização
Películas não refletivas, painéis e pinturas nos vidros (alterado pela Resolução CONTRAN 960/2022 e 989/2022)
1 - Painéis e/ou pintura nos vidros traseiros e/ou laterais somente com
50% de visibilidade de dentro para fora;
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PARA ENTENDER
MELHOR
O não cumprimento destas regras acarretará multa grave e retenção do veículo para regularização.
O SIMRAV, também conhecido como antifurto e que permitia o monitoramento em tempo real (tecnologia GSM e GPRS), teve
sua obrigatoriedade suspensa pela Resolução CONTRAN 559, de 15/10/15.
O SINIAV, também conhecido como placa eletrônica ou chip e que permite informar dados do veículo para antenas posicionadas
próximas às vias (e apenas nestes pontos, usando tecnologia de radiofrequência),
tem seu início de instalação mantido para Janeiro de 2016.
Objetivando garantir a segurança e a visibilidade dos para-brisa dos veículos automotores, foi regulamentada a quantidade de
danos permitidos e a área crítica.
São considerados danos as trincas e fraturas de configuração circular.
As áreas críticas e de borda são definidas conforme segue abaixo:
2,5 cm
Area critica
e de borda
Nas áreas críticas e de bordas (2,5 cm) não são permitidos nenhum tipo de dano ou recuperação. Nas demais áreas são permitidos
alguns danos, conforme abaixo:
Para ônibus, micro-ônibus e caminhões no máximo três danos, respeitados os seguintes limites:
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Area critica
e de borda 2,5 cm
PARA ENTENDER
MELHOR
Os vidros de segurança deverão trazer marcação indelével em local de fácil visualização contendo, no mínimo, o
índice de transmitância luminosa, a marca do fabricante do vidro e o símbolo de conformidade com a legislação
brasileira definido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - INMETRO.
Será admitido o transporte remunerado de carga por motocicletas e motonetas (excluído os ciclomotores), desde que devidamente
registrado na categoria aluguel (placa vermelha) e atendendo as especificações abaixo:
1) O dispositivo de carga poderá ser permanente ou removível, fechado (baú) ou aberto (grelha) ou ainda do tipo bolsas (alforjes) ou
caixas laterais;
2) Os pontos de fixação e capacidade de carga estejam de acordo como determinado pelos fabricantes
3) O equipamento do tipo fechado (baú) e o capacete do condutor devem conter faixas retro refletivas que possam ser visualizadas
em qualquer direção, bem como o condutor deverá utilizar colete sinalizador com elementos retro refletivos e fluorescentes na cor
amarela;
Dimensões:
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Comprimento Altura Máxima Dimensões Máximas
Dispositivo Largura Máxima do Dispositivo
Máximo da Carga
Limitado à
extremidade 70 cm à partir Limitada à parte
Baú 60 cm do assento
traseira do interna do baú
veículo
Altura - 40
Limitado à cm à partir do
Grelha 60 cm extremidade ----
assento; Largura e
traseira do comprimento
veículo limitada à dimensão
da grelha
Distância entre as
extremidades do Não superior à
Bolsas ou guidão ou alavancas Limitado à altura do Limitada à parte
caixas de freio e embreagem extremidade assento em seu interna da bolsa ou
laterais (a que for maior) traseira do limite superior caixa
veículo
Dispositivo = baú / grelha / bolsa
Baú Bolsas
ou caixas laterais
PARA ENTENDER
MELHOR
A caixa (pequeno baú) especialmente projetada para acomodar o capacete, não caracteriza o
transporte de carga e não está sujeita às especificações acima, podendo exceder seu
comprimento em até 15 cm a partir da extremidade traseira do veículo.
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Quem não cumprir as regras estará sujeito a:
• Conduzir veículo sem licenciamento – infração gravíssima, com multa de R$ 293,47, remoção do veículo e sete pontos na CNH;
• Conduzir veículo com equipamento ou acessório proibido – infração grave, com multa de R$ 195,23, retenção para
regularização e cinco pontos na CNH;
• Efetuar transporte irregular remunerado de carga ou passageiros sem licenciamento (salvo por força maior) – infração média,
com multa de R$ 130,16, retenção para regularização e quatro pontos na CNH;
Nenhum proprietário ou responsável poderá, sem prévia autorização da autoridade competente, fazer ou ordenar que sejam feitas no
veículo modificações de suas características de fábrica, podendo cometer uma infração grave, com penalidade de multa e retenção do
veículo para regularização.
Algumas alterações são permitidas (veja detalhes na Resolução CONTRAN 916/2022), tal como a mudança da cor do veículo,
desde que devidamente inseridas no CRV/CRLV e emitido o CSV (Certificado de Segurança Veicular).
PARA ENTENDER
MELHOR
Principais proibições:
1. Instalação de GNV (Gás Natural Veicular) em ciclomotores, motonetas, motocicletas e triciclos e uso de GLP (Gás Liquefeito de
Petróleo) em qualquer veículo;
4. A substituição do chassi ou monobloco de veículo por outro chassi ou monobloco (existem algumas exceções);
5. Alterações nos motores novos ou usados que ultrapassarem os limites de exigências de emissão de poluentes e ruído previstos na
Legislação.
PARA ENTENDER
MELHOR
Alterações na suspensão do veículo são permitidas, desdém que conste no CRV e CRLV a
nova altura do veículo (detalhes sobre as regras para rebaixamento dos veículos constam
na Resolução CONTRAN 916/2022).
23
Retrovisores para duas rodas, triciclos e quadriciclos
Detalhamento das alterações permitidas em cada veículos são obtidas na Resolução CONTRAN 916, de 28/03/2022..
Somente serão permitidos estes tipos de faróis para veículos que tenham o
Certificado de Segurança Veicular emitidos até junho de 2011 e desde que
atendam as regras estipuladas pela Resolução Contran 227.
24
Registro no CRLV – para os veículos do tipo caminhão-trator, deve constar no campo “Observações” do Certificado de Registro e
Licenciamento do Veículo (CRLV-e) a informação de que o veículo atende às disposições desta Resolução, com a informação “SISTEMA
DE BASCULAMENTO”.
INFRAÇÕES
• Quando o condutor dirigir o veículo com a carroceria na posição de basculamento – infração leve com penalidade de multa.
• Quando o veículo estiver com o sistema de segurança instalado, mas sem a devida informação da alteração no CRLV-e, infração
grave, com penalidade de multa e medida administrativa de retenção do veículo para regularização.
• Quando o veículo estiver com o sistema de segurança ausente, ineficiente ou inoperante, infração grave, com penalidade de multa
e medida administrativa de retenção do veículo para regularização.
• Quando o veículo estiver com o sistema de segurança instalado, mas em desacordo com o previsto na legislação, infração grave,
com penalidade de multa e medida administrativa de retenção do veículo para regularização.
• Quando o veículo não possuir as informações de alerta previstas no art. 4º ou quando as informações estiverem em local não visível
ao motorista, infração grave, com penalidade de multa e medida administrativa de retenção do veículo para regularização.
25
PARA ENTENDER
MELHOR
Caso o comprador não realize a transferência de propriedade em 30 dias, o vendedor tem a obrigação
legal de comunicar a venda do veículo ao DETRAN no prazo máximo de 60 dias (alterado pela Lei
14.071, de 13/10/2020), sob pena de ter que se responsabilizar solidariamente pelas penalidades
impostas e suas reincidências até a data da comunicação. A comunicação de venda documental será
protocolada no órgão ou entidade executiva de trânsito do Estado ou do Distrito Federal (DETRAN) em
que o veículo estiver registrado, por intermédio de cópia autenticada da Autorização para Transferência
de Propriedade de Veículo – ATPV, que consta do verso do Certificado de Registro de Veículos – CRV,
devidamente preenchida, ou ainda por meio eletrônico, tal como regulamentado pelo CONTRAN.
Proprietários de veículos irrecuperáveis ou definitivamente desmontados devem requerer a baixa do registro, a qual será executada
pelo órgão executivo de trânsito após consulta ao cadastro do RENAVAM. A obrigação
de que trata este artigo é da companhia seguradora ou do adquirente do veículo destinado à desmontagem, quando estes sucederem
ao proprietário.
O CRV não é de porte obrigatório, bem pelo contrário, deve ser guardado em lugar seguro.
GRAVAME - é um registro lançado sobre o veículo para informar que a propriedade do mesmo está atrelada a algum tipo de contrato,
o que impede a transferência de propriedade, salvo se autorizada previamente.
Qualquer veículo automotor, elétrico, articulado, reboque ou semi-reboque deverá ser licenciado anualmente, sendo emitido novo
CRLV, o qual Certifica o Registro e o Licenciamento do Veículo (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo);
• O primeiro licenciamento do veículo será feito simultaneamente ao seu registro, e depois anualmente no Estado onde o veículo foi
registrado, caso não haja débitos com multas, taxas, tributos e encargos;
• Para que o licenciamento seja efetivado, deverá ocorrer também o pagamento anual do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de
Veículos
Automotores) e do DPVAT (seguro obrigatório para cobertura de Danos Pessoais causados por Veículos Automotores sobre as Vias
Terrestres);
• O licenciamento ainda requer a aprovação na inspeção de segurança veicular e de controle de emissões de gases e de ruído;
• Na atualidade o CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo) na versão impressa poderá ser dispensado quando, no
momento da fiscalização, for possível ter acesso ao devido sistema informatizado para
verificar se o veículo está licenciado (art. 133 do CTB, alterado pela Lei nº13.281 de 04 de maio de 2016). Apesar do que preconiza a
legislação,é aconselhável que o condutor porte o CRLV na versão impressa, pois
caso a verificação eletrônica não possa ocorrer por algum motivo, o CRLV na versão impressa deverá ser apresentado pelo condutor.
O CTB prevê duas possibilidades de infração neste caso.
• Se o condutor não apresentar o CRLV atualizado (eletrônico ou impresso),mesmo estando com seu veículo licenciado, o agente de
trânsito poderá autuar o condutor com a penalidade de multa gravíssima por considerar o veículo não licenciado, ficando o direito de
defesa ao condutor/ proprietário do veículo;
• Quando não for possível sanar a falha no local da infração, o veículo, desde que ofereça condições de segurança para circulação,
deverá ser liberado e entregue a condutor regularmente habilitado, mediante recolhimento do Certificado de Licenciamento Anual,
contra apresentação de recibo,assinalando-se ao condutor prazo razoável, não superior a 15 (quinze) dias, para regularizar a situação,
e será considerado notificado para essa finalidade na mesma ocasião (alterado pelas Leis 14.071, de 13/10/2020 e 14.229/10/2021).
Para ser liberado o veículo deverá estar devidamente registrado e licenciado.
• Ocorrendo substituição de equipamento de segurança especificado pelo fabricante, será exigido, para licenciamento e registro,
certificado de segurança expedido por instituição técnica credenciada ou entidade de metrologia legal;
• O condutor poderá optar por portar o CRLV no formato eletrônico, o qual será chamado de CRLVe, o que torna as ações citadas
acima sem efeito, pois neste caso não existe a possibilidade de recolhimento de nenhum documento. Provavelmente no futuro o
legislador irá prever o travamento do CRLVe pela autoridade de trânsito ou seu agente.
Caso o proprietário faça a opção pela expedição do documento em meio físico, o CRLV-e será impresso pelo órgão executivo de
trânsito em papel A4 comum branco, em modelo previsto na legislação (Resolução CONTRAN nº 817, de 17/03/2021). Caso você
mesmo queira imprimir o seu CRLV-e, acesse https:// [Link]/ (faça seu cadastro caso ainda não possua
26
cadastro neste portal de serviços) e clique na opção “MEUS VEÍCULOS”, logo após selecione o veículo desejado e procure pelo link
“CRLV Digital (.pdf)”. Ao clicar no link o PDF do seu CRLV será baixado para seu computador. Faça a impressão e porte este documento
toda a vez que for conduzir o seu veículo. Atenção, caso você tenha problemas nestas etapas, pode ser que seu estado ainda não
tenha se integrado ao sistema, informe-se em seu DETRAN. Este documento possui o QR-Code e poderá ser validado com a utilização
do aplicativo VIO ([Link] br/vio/aplicativo/). Após instalado o aplicativo funcionará mesmo que você ou o agente
de trânsito não tenham conexão à internet.
Esclarecimentos:
I - O Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo - CRLV é a junção do Certificado de Registro de Veículo - CRV, do Certificado
de Licenciamento Anual - CLA, podendo existir na versão impressa ou digital;
II - A Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo – ATPV poderá existir na versão impressa ou digital. Na versão digital
aassinatura do vendedor e comprador também ocorrerá por meio digital (assinaturas e certificados digitais);
III - No caso da ATPV-e na versão impressa, nos termos do art. 17, ou da ATPV constante no verso de CRV válido, o antigo proprietário
deverá encaminhar ao órgão ou entidade executivo de trânsito do Estado ou do Distrito Federal onde o veículo for registrado a cópia
autenticadada ATPV-e ou da ATPV, respectivamente, devidamente preenchida.
Recall é um termo usado para o chamamento dos fabricantes de veículos para a troca de peças ou conserto de falhas em veículos
colocados no mercado, tudo de forma gratuita. Atender a este chamamento passou a ser obrigatório.
27
SINALIZAÇÃO VIARIA
Sinalização Viária
Existe a necessidade de impor regras e alertar sobre os riscos para que a harmonia no trânsito seja garantida.
O conjunto de sinalização viária existe exatamente para isso, sendo dividida em: sinais verticais (placas), horizontais (pintura na via),
sonoros (apitos), gestuais, luminosos (semáforos), auxiliares (barreiras) e de obra.
Existe uma ordem de prevalência entre os sinais, ou seja, uma ordem que define quem deverá ser atendido em caso de duplicidade:
A ordem de prevalência da sinalização é a seguinte:
I - as ordens emanadas pelo agente de trânsito sobre as normas de circulação e outros sinais;
A maioria dos sinais de regulamentação tem validade no ponto em que está implantado ou a partir deste ponto. Outros têm sua
validade na face de quadras onde estão implantados vinculados à sinalização horizontal ou às informações complementares.
18 AS 22
H
OBJETIVO Divididas em placas de regulamentação, as quais ditam regras e procedimentos, as de advertência que
entender o significado alertam sobre o perigo à frente e as indicativas que trazem informações diversas para auxiliar o
de cada placa, o que condutor.
cada uma obriga, A sinalização vertical é composta por placas colocadas ao lado da via ou suspensa sobre elas.
proíbe, adverte ou
indica, sem se Placas de Regulamentação
preocupar somente com
a memorização de sua O desenho de cada placa autoriza, obriga e/ou proíbe determinada manobra.
nomenclatura.
R-3 – R-26 –
Sentido proibido Siga em frente
R-25a –
R-4a – Vire à esquerda
Proibido virar à esquerda
Proíbe seguir em frente ou à direita.
Obriga seguir em frente ou à direita.
AUTOESCOLA
28
SINALIZAÇÃO VIARIA
R-4b – R-25b –
Proibido virar à direita Vire à direita
R-25c – R-25d –
Siga em frente ou à esquerda Siga em frente ou à direita
R-24a –
R-24b –
Sentido de circulação da via / pista
Passagem obrigatória
Obriga seguir o sentido de circulação Indica a existência de um obstáculo
e obriga que suapassagem seja feita
indicado. pela direita
R-1 – R-2 –
Parada obrigatória Dê a preferência
Obriga a parada do veículo (antes da
linha de retenção, casoexista).Seu A preferência é do veículo que
formato é octogonal(oitolados), diferente circula na via com a qual vocêvai
das demais, para permitir os condutores cruzar. Pare se necessário.
a diferenciarem pela parte de trás
R-6a – R-6b -
Proibido estacionar Estacionamento
regulamentado
A partir da placa, proíbe o
No sentido do fluxo e a partir da
estacionamento. placa permite o estacionamento.
Tenhaatençãoàsinformações
complementares,taiscomo
horários.
R-6c – R-33 -
Proibido parar e estacionar
Sentido de circulação na
Proíbe estacionar, mesmo por pouco
rotatória
tempo, operações de embarque e
desembarque ou carga e descarga. Define sentido e obrigatoriedade
de circulação de uma rotatóriaou
praça.
AUTOESCOLA
29
SINALIZAÇÃO VIARIA
R-5a – R-5b –
Proibido retornar à esquerda Proibido retornar à direita
R-28 –
R-7-
Duplo sentido de circulação Proibido ultrapassar
Regulamenta o início do trecho de Proíbe a ultrapassagem no trecho
sentido duplo e determinaa circulação
pela faixa da direita, salvo nas regulamentado. Geralmenteusada em
ultrapassagens. conjunto com linha amarela contínua
ou antes decurvas, lombadas, pontes
e trechos com pouca visibilidade.
R-27 – R-23 –
Conserve-se à direita
Ônibus caminhões e veículos de Obriga o fluxo pela faixa mais à
grande porte mantenha-se à direita, independente do tipo de
direita.
veículo.
R-19 – R-10 –
velocidade máxima permitida proibido trânsito de veículos
automotores
Determina a velocidade máxima
permitida, até que se encontreoutra Proíbe o trânsito de veículos
regulamentação de velocidade, ou motorizados de duas ou mais rodas,
haja uma mudança de via urbana para
rural, ou vice-versa. inclusive motocicletas
R-37 – R-11 –
proibido trânsito de Proibido trânsito de veículos de
motocicletas motonetas e tração animal
ciclomotores. O ctb não especifica, porém é de
bom senso não transitarmontado à
cavalo.
AUTOESCOLA
30
SINALIZAÇÃO VIARIA
R-13 - R-12-
proibido trânsito de tratores e proibido trânsito de bicicletas
máquinas de obras. O ciclista empurrando sua bicicleta
equivale ao pedestre.
R-9 – R-29 –
PROIBIDO TRÂNSITO DE
PROIBIDO TRÂNSITO DE PEDESTRES
CAMINHÕES. O ciclista empurrando sua bicicleta
equivale ao pedestre.
R-38 – R-40 –
Proibido Trânsito de Ônibus. Trânsito Proibido a Carros de
Mão.
R-22 – R-21 –
Uso Obrigatório de Correntes Alfândega
R-8a – R-8b –
Proibido Mudar de Faixa ou
Proibido Mudar de Faixa ou Pista de Pista de Trânsito daDireita para
Trânsito da Esquerda para Direita. Esquerda.
R-18 -
R-20 –
Comprimento Máximo Permitido
Proibido Acionar Buzina ou Sinal A regra vale até ser encontrada
Sonoro outra placa alterando a
regulamentação. Incluído também o
Incluído aqui qualquer aparelho sonoro, comprimento da carga.
inclusive alto-falantes.
R-14 – R-15 –
Altura Máxima Permitida
Peso Bruto Total Máximo A regra vale até ser encontrada
Permitido outra placa alterando a
regulamentação. Incluída também a
A regra vale até ser encontrada outra
altura da carga.
placa alterando aregulamentação.
Incluído o peso do veículo e da carga
AUTOESCOLA
31
SINALIZAÇÃO VIARIA
R-16 – R-17 –
Largura Máxima Permitida Peso Máximo Permitido Por Eixo
A regra vale até ser encontrada outra
A regra vale até ser encontrada
placa alterando aregulamentação.
Incluída também a largura da carga. outra placa alterando a
regulamentação. Incluído o peso do
veículo e da carga.
R-35a - R-35b –
Ciclista, Transite à Esquerda Ciclista, Transite à Direita
Obriga o ciclista montado a transitar o Obriga o ciclista montado a transitar o
mais à esquerda possívelda pista. mais à direita possível da pista.
R-36a – R-36b –
Ciclistas à Esquerda Pedestres à Pedestres à Esquerda Ciclistas à
Direita Direita
R-31 – R-30 –
Pedestre, Ande Pela Direita Pedestre, Ande Pela Esquerda
Proíbe o pedestre de andar do lado
Proíbe o pedestre de andar do lado
esquerdo da via.
direito da via.
.
R-34 –
Circulação Exclusiva Bicicletas R-39 –
Circulação Exclusiva Caminhão
Proíbe a circulação de veículos Proíbe a circulação de veículo de
automotores ou de tração animal. passeio, de transporte coletivo ou de
duas ou três rodas, inclusive
bicicletas.
AUTOESCOLA
32
SINALIZAÇÃO VIARIA
Placa Experimental
Placas de Advertência
Tem a finalidade principal de advertir ao condutor sobre alguma situação de risco logo à frente, exigindo do mesmo mais
atenção e geralmente a redução da velocidade. Poderão trazer também informações sobre a trafegabilidade da via.
A-1a – A-2a –
Curva Acentuada à Esquerda Curva à Esquerda
Reduza a velocidade, principalmente Reduza a velocidade, aumente a
no declive, aumente adistância do distância do veículo da frentee só
veículo da frente e jamais inicie uma
ultrapasse se a sinalização permitir e
ultrapassagem.
tiver visão da pista.
A-3a – A-5a –
Pista Sinuosa à Esquerda Curva Em “S” a Esquerda
Reduza a velocidade, principalmente Reduza a velocidade, aumente a
no declive, aumente adistância do distância do veículo da frente e só
veículo da frente e só ultrapasse se a ultrapasse se a sinalização permitir e
sinalização permitir e tiver visão da tiver visão da pista.
pista.
A-4a – A-2b –
Curva Acentuada em “S” a Esquerda Curva à Direita
Reduza a velocidade, principalmente Reduza a velocidade, aumente a
no declive, aumente adistância do distância do veículo da frentee só
veículo da frente e jamais inicie uma ultrapasse se a sinalização permitir e
ultrapassagem. tiver visão da pista
A-1b – A-5b –
Curva Acentuada à Direita Curva Em “S” à Direita
Reduza a velocidade, principalmente Reduza a velocidade, aumente a
no declive, aumente adistância do distância do veículo da frente e só
veículo da frente e jamais inicie uma ultrapasse se a sinalização permitir e
ultrapassagem. tiver visão da pista..
A-4b – A-3b –
Curva Acentuada em “S” à Direita Pista Sinuosa à Direita
Reduza a velocidade, principalmente Reduza a velocidade, principalmente
no declive, aumentea distância do no declive, aumente a distância do
veículo da frente e jamais inicie uma veículo da frente e só ultrapasse se a
ultrapassagem. sinalização permitir e tiver visão da
pista.
AUTOESCOLA
33
SINALIZAÇÃO VIARIA
A-6 – A-15 -
Cruzamento de Vias Parada Obrigatória à
Reduza a velocidade, pare se Frente
necessário, respeite as preferências e Adverte sobre a existência de uma via
jamais inicie uma ultrapassagem. preferencial à frente e da necessidade
de parar, e não somente de reduzir a
velocidade.
A-14 – A-13b –
Semáforo à Frente Confluência à Direita
Adverte sobre a sinalização Adverte sobre uma via à sua direita.
semafórica à frente e solicita a Se o local não for sinalizado, a
redução de velocidade e parada, se o preferência é do veículo que transita à
sinal estiver amarelo ou vermelho. sua direita,exceto quando você
Jamais inicie uma ultrapassagem. estiver em uma rodovia.
A-11b – A-11a –
Junções Sucessivas Contrárias 1a Junções Sucessivas Contrárias
à Direita 1a à Esquerda
Adverte sobre uma via à sua direita, Adverte sobre uma via à sua esquerda,
seguida por outra à [Link] o local seguida de outra à suadireita. Se o local
não for sinalizado, a preferência é do não for sinalizado, a preferência é do
veículo quetransita à sua direita, exceto veículo quetransita à sua direita, exceto
quando você estiver em uma rodovia quando você estiver em uma rodovia
A-13a – A-7b –
Confluência à Esquerda Via Lateral à Direita
Adverte sobre uma via que Adverte sobre uma via à sua
encontra a sua pela esquerda. direita. Se o local não for
Cuidado! Apesar de a preferência sinalizado, a preferência é do
ser sua, caso não haja
sinalização, reduza bastante a veículo que transita à sua direita,
velocidade. exceto quando você estiver em
uma rodovia.
A-7a – A-12 –
Via Lateral à Esquerda Interseção em Círculo
Adverte sobre uma via que encontra a Adverte que à frente existe uma
sua pela esquerda. Cuidado! Apesar rotatória ou praça que deve ser
de a preferência ser sua, caso não circulada no sentido anti-horário. Lembre-
haja sinalização, reduza bastante a se: a preferência é de quem circula pela
velocidade. rotatória ou praça, caso não haja
sinalização contrária.
A-9 - A-8 –
Bifurcação em “Y” Interseção em “T”
Cuidado! Caso você vá entrar à Cuidado! Neste caso,também, se a
esquerda e a preferência nãofor preferência não forsinalizada, ela
sinalizada, a mesma será do veículo será do veículo que transita pela sua
que vem da direita. direita.
.
A-10b – A-10a –
Entroncamento Oblíquo à Direita Entroncamento Oblíquo à Esquerda
Adverte sobre uma via à sua direita. Adverte sobre uma via que encontra
Se o local não for sinalizado, a
a sua pela esquerda.
preferência é do veículo que transita à
sua direita, exceto quando você
estiver em uma rodovia.
.
AUTOESCOLA
34
SINALIZAÇÃO VIARIA
A-22 – A-27 –
Ponte Estreita Área com Desmoronamento
Reduza a velocidade, muito cuidado com Reduza a velocidade,
os veículos de cargaque vêm em direção desloque-se mais ao centro
contrária e jamais inicie uma da pista enão pare no
ultrapassagem. acostamento.
A-22 – A-29 –
Ponte Móvel Projeção de Cascalho
Reduza a velocidade, pare se necessário Reduza bastante a velocidade ao
e jamais inicie uma ultrapassagem cruzar com outro veículo. Evite
ultrapassagens e não cole no
veículo da frente.
A-28 – A-17 -
Pista Escorregadia Pista Irregular
Reduza bastante a velocidade, Adverte que à frente existe
principalmente nas curvas, lombadas, um obstáculo ou situação de
declives e em dias de chuva. Evite perigoobrigando a redução
ultrapassagens e aumente a distância de velocidade e maior
de segurança. atenção.
A-18 – A-19 -
Saliência ou Lombada Depressão
Adverte que à frente existe um Adverte que à frente existe
obstáculo ou situação de perigo um obstáculo ou situação de
perigoobrigando a redução
obrigando a redução de velocidade e de velocidade e maior
maior atenção. atenção.
A-42b - A-42a –
Fim de Pista Dupla Início de Pista Dupla
Saiba que logo à frente sua via que era Saiba que logo à frente
de sentido único e pista dupla passará a sua via, que era de sentido
ser de sentido duplo e pista simples. duplo e pistasimples,
Jamaisinicie uma ultrapassagem. passará a ser de sentido
Ande em fila única até alcançara pista único e pista [Link] sua
simples de mão dupla e ter melhor intenção for ultrapassar,
visão da mesma. aguarde, pois logo à frente
terá maissegurança para a
manobra em uma pista dupla
de sentido único.
.A-20a – A-20b –
Declive Acentuado Aclive Acentuado
Reduza a velocidade, use o freio motor Se você está utilizando um
(motor engrenado) eaumente a veículo de baixa potência,
distância de segurança. evite ultrapassar nestes
locais.
.
A-21a - A-42c –
Estreitamento de Pista ao Pista Dividida
Centro Você estará saindo de uma pista
Sinalize, verifique se não existe simples de sentido único parauma
nenhum veículo passando o seue vá pista dupla, também de sentido
para a faixa central, além de reduzir único. Sinalize e posicione--se
bastante a velocidade,pois à frente previamente para acessar o
provavelmente existe uma situação de lado desejado da mesma.
risco.
-
AUTOESCOLA
35
SINALIZAÇÃO VIARIA
A-33a -
Área Escolar A-33b –
Saiba que a prática de alta velocidade Passagem Sinalizada de
próximo à aglomeraçõeshumanas é um Escolares
crime de trânsito e que o
estacionamento emfila dupla, nestes Saiba que o pedestre que
locais, não é permitido. está sobre a faixa
realizando a travessia, em
um local não semaforizado,
tem a preferênciasobre os
veículos.
A-32a – A-32b –
Trânsito de Pedestre Passagem Sinalizada de
Lembre-se: todos nós somos Pedestre Jamais pare, estacione,
pedestres por natureza! Sejacordial
quando estiver conduzindo um veículo. ultrapasse ou retorne sobre uma
faixa de pedestre.
A-34 – A-31 –
Crianças Trânsito de Tratores ou
Lembre-se: crianças são imprevisíveis Máquinária Agrícola
e não têm senso doperigo. Reduza Redobre a atenção, principalmente à
bastante a velocidade nestes locais. noite, pois nem sempreeste tipo de
veículo possui boa sinalização
luminosa.
A-30a – A-35 –
Trânsito de Ciclistas Animais
Principalmente nas áreas rurais, ao
Lembre-se: em uma via não
encontrar esta placa, redobre a
sinalizada, veículos não motorizados
atenção e reduza a velocidade.
possuem preferência sobre os
Lembre-se: animais como equinos e
motorizados, independente de
bovinos não respondem ao sinal da
estarem em uma ciclofaixa ou ciclovia.
buzina.
A-36 –
Animais Selvagens A-45 –
Animais selvagens possuem Rua sem Saída
características diferentes das dos
Ao acessar este tipo de rua, reduza
domésticos ou de rebanho, ou seja,
bastante a velocidade, pois nestes locais as
aparecem repentinamentee
pessoas costumam ficar mais à vontade,sem
atravessam a pista, sem que o
maiores preocupações com a segurança,
condutor tenha tempo parauma
principalmente as crianças.
reação, oferecendo grande risco a
todos.
- Aeroporto A-16 –
Bonde
Cuidado, provavelmente existe uma
grande aglomeração depedestres.
A-43 – A-41 –
Vento Lateral Cruz de Santo André
Reduza bastante a velocidade. Adverte que naquele local existe um
cruzamento com uma linha férrea, no
mesmo nível. Se a cruz for amarela, o
deslocamentodos vagões pode ser
nos dois sentidos; se for branca,
apenasem um sentido. Pare, olhe e
escute antes de cruzar a linha.
AUTOESCOLA
36
SINALIZAÇÃO VIARIA
A-23 – A-39 -
Obras Passagem de Nível
Qualquer placa de advertência Sem Barreira
poderá ser utilizada na cor Adverte que à frente existe um
alaranjada, indicando que naquele cruzamento com uma linha férrea,no
local existe um canteiro de obras. mesmo nível e sem barreira. Pare,
Reduza a velocidade, fique atento e olhe e escute antes decruzar a linha.
aumente a distância do veículo da .
frente.
A-40 – A-26a –
Passagem de Nível com Barreira Sentido Único
Adverte que à frente existe um Adverte que à frente existe
cruzamento com uma linha férrea, no uma mudança brusca parao
sentido indicado, mostrando
mesmo nível e com barreira. ao condutor a única direção
possível.
A-21- e - A-21d -
Alargamento da Pista à Direita Alargamento da Pista à
Adverte que a pista terá um alargamento à Esquerda
direita, provavelmentepor causa da Adverte que a pista terá um alargamento
existência de uma faixa adicional. Por tal àesquerda, provavelmentepor causa
motivo,caso deseje ultrapassar, da existência de uma faixa adicional.
aguarde o alargamento da pista. Por tal motivo,caso deseje
ultrapassar, aguarde o
alargamento da pista.
A-26b - A-25 -
Sentido Duplo Mão Dupla Adiante
Adverte que àfrenteexisteuma mudança Adverte que à frente inicia o
brusca para os sentidosindicados, sentido duplo da via. Não inicie
mostrando ao condutor as direções uma ultrapassagem, reduza a
possíveis. velocidade e ande em fila única.
A-46 - A-47 -
Peso Bruto Total Limitado Peso Limitado por Eixo
Adverte ao condutor que à frente existirá Adverte ao condutor que à
uma regulamentaçãode “Peso Bruto frente existirá uma
Total Máximo Permitido”.Geralmente regulamentação de “Peso
existe um caminho alternativo. Máximo Permitido Por Eixo”.
Informe-se Geralmente existe umcaminho
alternativo. Informe-se.
A-37 - A-38 -
Altura Limitada Largura Limitada
Adverte ao condutor que à frente existirá Adverte ao condutor que à
uma regulamentaçãode “Altura Máxima frente existirá uma
Permitida”. Geralmente existe um regulamentação de “Largura
caminhoalternativo. Informe-se. Máxima Permitida”. Geralmente
existe um caminho alternativo.
Informe-se.
A-48 - A-30b –
Comprimento Limitado Passagem Sinalizada de Ciclistas
Adverte ao condutor que à frente existirá Adverte que à frente existe o
uma regulamentaçãode “Comprimento cruzamento com uma ciclofaixaou uma
Máximo Permitido”. Geralmente existe ciclovia. Lembre-se: veículos não
um caminho alternativo. Informe-se motorizados sobre faixas exclusivas,
possuem a preferência de passagem.
AUTOESCOLA
37
SINALIZAÇÃO VIARIA
A-30c –
Trânsito Compartilhado por Ciclistas e Pedestres
Adverte que à frente existirá uma via compartilhada por ciclistas e pedestres, onde
provavelmente é proibido o trânsito de veículos motorizados. Reduza a
velocidade, aumente sua atenção e procure um trajeto alternativo
SEA-01 –
Sinalização Especial para
Sinalização Especial de
Advertência paraPedestres Faixas ou Pistas Exclusivas de
Ônibus.
SEA-02 – SEA-03 –
Sinalização Especial de Advertência Placa de Advertência com
somente para Rodovias, Estradas e InformaçõesComplementaresSão
Vias de Trânsito Rápido. informações complementares para
a advertência,tal como o desvio
para sair de uma situação à frente.
Devido a grande quantidade de informações, o candidato a condutor, bem como o condutor recém habilitado, costuma confundir
o desenho de algumas placas, em função de sua semelhança.
AUTOESCOLA
38
SINALIZAÇÃO VIARIA
Sempre interprete o desenho das placas, isso ajuda você na identificação da nomenclatura das mesmas. Veja o exemplo abaixo:
mantenham-se à direita.
VEÍCULO DE
REGULAMENTA DIREITA
GRANDE PORTE
Parada Obrigatória à
Parada Obrigatória
Frente
AUTOESCOLA
39
SINALIZAÇÃO VIARIA
Sentido de Circulação
Interseção em Círculo
na Rotatória
Comprimento Máximo
Comprimento Limitado
Permitido
Curva à Esquerda
Vire à Esquerda
AUTOESCOLA
40
SINALIZAÇÃO VIARIA
Passagem Sinalizada de
Circulação Exclusiva de
Ciclistas
Bicicletas
Passagem Sinalizada de
Trânsito de Ciclistas
Ciclistas
Proibido Estacionar
CURVA PISTA
AUTOESCOLA
41
SINALIZAÇÃO VIARIA
1. Identificação
b. Identificação de Municípios
E. Identificação Quilométrica
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42
SINALIZAÇÃO VIARIA
G. Identificação de Pedágio
2. Orientação de Destinos
Indicam a direção para atingir determinados lugares, orientando seu percurso e/ou distâncias.
B. Indicativas de Distância
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43
SINALIZAÇÃO VIARIA
C. Diagramadas
3. Educativas
A .Para Condutores
S-6 — S-10 —
S-7 — S-8 — S-9 —
TERMINAL ÁREA DE
RESTAURANTE BORRACHEIRO HOTEL
RODOVIÁRIO CAMPISMO
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44
SINALIZAÇÃO VIARIA
Juntamente com a placa Ponto de Parada poderemos encontrar a marcação (pintura amarela da via) de Parada de Veículos
Específicos. Nestes locais os demais veículos não podem estacionar ou parar, mesmo que para embarque e desembarque ou
carga e descarga. A partir do marco do ponto de parada, dez metros para trás e dez metros para frente é proibido estacionar.
Saiba que: quando num mesmo local encontra-se mais de um tipo de serviço, os respectivos símbolos podem ser agrupados
numa única placa.
B .Para Pedestres
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45
SINALIZAÇÃO VIARIA
oc alidades ou empreendi
mentos s ituados untos a
fontes de gua mineral, com
propriedades terapeutic as
reas naturais c on rutas e c av ernas ou de rev igoramento.
s er v adas, p blicas ou c om v is itaç ão
priv adas, com visitação
permitida e er v iç o de os pedagem,
per mitidas c omo inter es alimentação , laz er,
r ec on ec ida
ontan as, picos e s e de pr es er v aç ão
c omo de interes s e c ompr as e outr os
relacionados ao meio
reas montan osas de pres erv aç ão
rural
ocal para a
ocal para a ocal para a pr tica de pesca
lataforma para pr tica de surfe oc al para a pr tic a de pr tica de pesca
c anoagem, remo e rafting esportiva
decolagem de v o livre submarina
DE
LOCAIS PARA ATIVIDADE INTERESSE TURISTICO
ocais para e po
arques ou reservas lanet rios e obs erv a eiras de produtos siç es agropecu rias
t rios astron micos ocais para realiza
para zoossafari típicos ç ão de r odeios
AREAS DE RECREAÇÃO
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46
SINALIZAÇÃO VIARIA
OBJETIVO
entender o significado As marcações horizontais podem ser do tipo longitudinais (ao longo
de cada marcação na da via), transversais (cruzando a via), de canalização, de parada e/
via, o que cada ou estacionamento e inscrições no pavimento (símbolos e legendas).
uma obriga, proíbe ou
adverte, al m de Marcas Longitudinais de Divisão de Fluxos
interpretar suas cores
e formas, tudo com
ob etivo de conduzir
Proibida a Ultrapassagem e Mudança de Faixas.
veículos com
segurança e dentro A cor amarela indica que a via possui fluxo nos dois sentidos e a branca,
das regras. em sentido único. A linha contínua indica proibição de ultrapassagem
e a seccionada (pontilhada) indica permissão.
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47
SINALIZAÇÃO VIARIA
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48
SINALIZAÇÃO VIARIA
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49
SINALIZAÇÃO VIARIA
Usado para sentido duplo e Usado para sentido único, Usado para símbolos e áreas Usado para símbolos de Usado para contraste entre
proibição de estacionamento; estacionamento especiais de estacionamento hospitais e ciclovias ou pavimento e a pintura.
regulamentado, símbolos, e/ou parada; ciclofaixas;
legendas e faixas de pedestre;
PARA
Não é porque a ultrapassagem é permitida que você tem que executá-la. A ultrapassagem não é
recomendada se sua velocidade estiver compatível com a do veículo da frente e próxima à máxima
permitida para a via.
MELHOR
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50
SINALIZAÇÃO VIARIA
As linhas de bordo indicam para o condutor a separação entre a pista de rolamento do veículo e o acostamento, sendo a linha de
continuidade um prolongamento das linhas de bordo em pontos de acesso.
Linha de Retenção
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51
SINALIZAÇÃO VIARIA
R-02 - DÊ A PREFERÊNCIA
PARA
Saiba que parar, estacionar, ultrapassar ou retornar sobre uma faixa de pedestre é uma infração. Por
esse motivo, existem as linhas de retenção, para indicar o local correto de parar.
MELHOR
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52
SINALIZAÇÃO VIARIA
Tal marcação indica que você irá cruzar por uma via que possui uma
faixa exclusiva para a circulação de um determinado tipo de veículo,
podendo ser ônibus, veículos de carga, etc. Se for realizar a conversão
à direita, faça após cruzar a marcação da via exclusiva.
A marcação poderá ser amarela, indicando que a faixa está no contrafluxo
da via, ou branca, indicando que está no fluxo (no mesmo sentido).
Você nunca deve fechar uma interseção de vias, ou seja, parar seu
veículo no centro da interseção, seja ela um cruzamento em “+”, em
“Y” ou em “T”, independente de existir a marcação de área de conflito,
a qual serve apenas para reforçar ainda mais a proibição.
Indica que você estará cruzando com uma ciclovia ou ciclofaixa e que é
probido executar operação de retorno nestes locais. Lembre-se de que
nestes locais os ciclistas também têm a preferência.
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SINALIZAÇÃO VIARIA
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54
SINALIZAÇÃO VIARIA
PARA
As áreas onde existe a pintura de canalização
MELHOR
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55
SINALIZAÇÃO VIARIA
Estacionamento Regulamentado
Por padrão, não estando definido o espaço e a posição de parada e estacionamento dos veículos de duas rodas, o mesmo deve ser
posicionado de forma perpendicular ao eixo da via.
Inscrições no Pavimento
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SINALIZAÇÃO VIARIA
Siga em frente –proíbe virar à esquerda ou direita ou Seta indicadora “Para Fluxo de Pedestre” utilizada em
retornar. conjuntocom a faixa de pedestres para indicar mão e
contramão.
Vire à esquerda - proíbe seguir em frente, virar à direita ou Vire à direita - proíbe seguir em frente, virar à esquerda ou
retornar. retornar.
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SINALIZAÇÃO VIARIA
Siga em frente ou vire à esquerda - proíbe virar à direita ou Siga em frente ou vire à direita – proíbe virar à esquerda ou
retornar. retornar.
Retorne à esquerda – indica a possibilidade de retorno à Retorne à direita – indica a possibilidade de retorno à direita
esquerda
Movimento em Curva
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SINALIZAÇÃO VIARIA
Símbolos
Cruz de Santo André - indica que a frente existe um cruzamento de uma via com uma ferrovia
(cruzamento rodoferroviário). Pare, olhe e escute antes de atravessar.
Bicicletas - indicativo de via, pista ou faixa de trânsito de uso de bicicletas. Nestes locais é proibido o
trânsito de veículos motorizadosou de tração animal.
Serviço de Saúde - indicativo de área ou local de serviço de saúde. Geralmente utilizado nos locais
de estacionamento regulamentado paraveículos em situações de emergência.
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SINALIZAÇÃO VIARIA
Legendas
Advertem acerca de condições particulares de operação da via e complementam os sinais de regulamentação e advertência.
Exemplos:
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SINALIZAÇÃO VIARIA
A sinalização de regulamentação está dividida em três categorias: para veículos, pedestres e ciclistas.
1. Para Veículos
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SINALIZAÇÃO VIARIA
2. Para Pedestres
a via. No
vermelho ou vermelho intermitente opedestre deve aguardar na calçada e no verdeestá autorizada sua
travessia.
3. Para Ciclistas
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SINALIZAÇÃO VIARIA
Sinalização de Obra
OBRAS
OBJETIVO
diferenciar uma
sinalização de obra de
uma sinalização
de advert ncia e entender São PLACAS temporárias, utilizadas somente durante o período de obras, com desenho
que uma situação de obra idêntico ao das PLACAS DE ADVERTÊNCIA, diferenciando-se apenas pela cor ALARANJADA ESCURA.
na via e ige do
condutor maior cautela,
atenção e a pratica de
bai as velocidades. Exemplos de algumas placas
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SINALIZAÇÃO VIARIA
Seguir em Frente
Redução de Velocidade
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SINALIZAÇÃO VIARIA
Esticando o braço para um dos lados você indica sua intenção de dobrar à esquerda ou à direita. Tal prática não o desobriga de
utilizar as setas indicadoras de mudança de direção.
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SINALIZAÇÃO VIARIA
Dividem-se em:
4. Cilindros Delimitadores - sua unidade refletiva é semprena cor laranja e branco e serve para melhorar a percepção do
condutor quanto aos limites da via.
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SINALIZAÇÃO VIARIA
Dispositivos de canalização
Dividem-se em:
1. Prismas - tem a função de substituir a guia da calçada (meio-fio) quando não for
possível sua construção imediata. Podem ser brancos ou amarelos, de acordo com a marca
viária que complementa.
Sinalização de Alerta
Dividem-se em:
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67
SINALIZAÇÃO VIARIA
Importante salientar que tal interpretação é exatamente o inverso do que instituiu anteriormente a Resolução CONTRAN 160
de 2004 e o Anexo II do CTB, ou seja:
Na pratica o que ocorrerá é que o condutor poderá encontrar as duas implementações nas vias, sendo assim ao encontrar esta
sinalização reduza a velocidade e redobre a atenção, principalmente nos períodos de pouca luminosidade.
Para fins legais a marcação válida é a constante no Manual de Dispositivos Auxiliares – CONTRAN (Volume VI).
São recursos que alteram as condições normais da pista de rolamento, quer pela sua elevação com a utilização de dispositivos
físicos colocados sobre a mesma (lombadas / quebra-molas), quer pela mudança nítida de características do próprio pavimento
(sonorizador / pavimento rugoso).
São elementos colocados de forma contínua e permanente ao longo davia, com objetivo de evitar que veículos e/ou pedestres
transponham determinado local ou interfiram no fluxo oposto.
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SINALIZAÇÃO VIARIA
Dispositivos Luminosos
São dispositivos eletrônicos e luminosos que permitem a variação de sinalizações e mensagens diversas.
Dispositivos Temporários
São elementos fixos ou móveis (articulados ou desmontáveis), utilizados de forma temporária em situações de emergência, perigo,
obras, com objetivo de alertar, bloquear e/ou canalizar o trânsito ou proteger pedestres, trabalhadores e equipamentos.
Alguns dispositivos temporários indicam o sentido de circulação que o condutor deverá tomar:
Podem ainda conter elementos luminosos complementares com luzes amarelas ou laranjas.
Podemos citar ainda as cancelas, os gradis (fixos e modulares), as bandeirolas (laranjas ou vermelhas) e as faixas com mensagens
complementares.
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69
INFRAÇÕES E PENALIDADE S
Descrição da Medida
Penalidade
Infração Administrativa
Efetuar retorno em curvas, aclives, declives, pontes, viadutos,
Multa R$ 293,47 ---
túneis e intersecções (entrando na contramão da via transversal).
Efetuar retorno passando por cima de calçada, passeio, ilha,
ajardinamento ou canteiro de divisõe de pista de rolamento, Multa R$ 293,47 ---
refúgio e faixa de pedestre e na de veículos não motorizados.
Efetuar retorno com prejuízo da livre circulação ou da segurança,
Multa R$ 293,47 ---
ainda que emlocais permitidos.
Ultrapassar pela direita veículo de transporte coletivo ou de
escolares, parado para embarque ou desembarque de Multa R$ 293,47 ---
passageiros, salvo quando houver refúgio de segurança para o
pedestre.
Ultrapassar pela contramão outro veículo: nas curvas, aclives e Multa R$ 1.467,35
declives, sem visibilidade suficiente; nas faixas de pedestre; nas OBS: Aplica-se em dobro a
pontes, viadutos ou túneis; parado em fila junto a sinais luminosos, multa prevista em caso de ---
porteiras, cancelas, cruzamentos ou qualquer outro impedimento reincidência no período de
à livre circulação; e onde houver marcação viária longitudinal de 12 (doze) meses da infração
divisão de fluxos opostos do tipo linha dupla contínua ou simples anterior.
contínua amarela.
Ultrapassar outro veículo pelo acostamento, em interseções e Multa R$ 1.467,35 ---
passagens de nível.
Forçar passagem entre veículos que, transitando em sentidos Multa R$ 2.934,70
opostos, estejamna iminência de passar um pelo outro ao (ou de R$ 5.869,40 ---
realizar operação de ultrapassagem (ultrapassagem forçada) – se
Lei 12.971/2014 reincidente em 12 meses)
Não dar passagem a veículo não motorizado e pedestre em faixa
própria ou que não tenha concluído a travessia (mesmo que o sinal Multa R$ 293,47 ---
abra), ou ainda a deficientes, crianças, idosos e gestantes.
Não parar antes de cruzamento com via férrea. Multa R$ 293,47 ---
Multa R$ 293,47 Remoção do veículo Recolhimento
Transpor bloqueio policial.
Suspensão da da habilitação.
Habilitação.
Não parar em sinal vermelho ou de parada obrigatória (placa ou Multa R$ 293,47 ---
pintura na via)
Não parar para agrupamento de pessoas (passeatas, desfiles, Multa R$ 293,47 ---
préstitos)
Retirar do local veículo legalmente retido para regularização, sem
Multa R$ 293,47 Remoção do veículo
permissão da autoridade competente ou de seus agentes.
Deixar de reduzir a velocidade ao se aproximar de passeatas,
aglomerações, cortejos, préstitos, desfiles, escolas, hospitais, Multa R$ 293,47 ---
estações de embarque e desembarque ou havendo intensa
movimentação de pedestres.
Conduzir veículo sem possuir CNH ou PPD, entregar a direção Retenção do veículo até a
Multa R$ 880,41
ou dar posse do veículo a pessoa nestas condições (sem ACC será apresentação de condutor
infração após 11/2016). habilitado.
Conduzir com a CNH ou a PPD cassada ou suspensa ou
Idem anterior mais recolhimento
entregar a direção ou dar posse do veículo a pessoa nestas Multa R$ 880,41
do documento de habilitação.
condições (fiscalização da ACC será inserida após 11/2016).
Conduzir veículo com habilitação incompatível com a categoria
Retenção do veículo até a
do mesmo, entregar a direção ou dar posse do veículo a pessoa Multa R$ 586,94
apresentação de condutor
nestas condições (fiscalização da ACC será inserida após 11/2016).
habilitado.
Conduzir veículo com habilitação vencida há mais de 30 dias, Idem anterior mais recolhimento
entregar a direção ou dar posse do veículo a pessoa nestas Multa R$ 293,47 do documento de habilitação.
condições.
70
INFRAÇÕES E PENALIDADE S
Multa R$ 2.934,70
Demonstrar ou exibir manobra perigosa, mediante arrancada (ou de R$ 5.869,40 se Recolhimento do documento de
brusca, derrapagem ou frenagem com deslizamento ou reincidente em 12 meses), habilitação e Remoção do veículo.
arrastamento de pneus. Suspensão do direito de
dirigir.
Multa R$ 293,47 Retenção do veículo e
Ameaçar pedestres que cruzam a via ou demais veículos.
Suspensão do direito de Recolhimento do documento de
dirigir. habilitação.
Conduzir veículo de duas rodas faltando capacete (ou com Multa R$ 293,47
Recolhimento do documento de
capacete indevido), óculos ou vestuário exigido por Lei. Suspensão do direito de
habilitação.
dirigir.
Multa R$ 293,47
Conduzir passageiro sem capacete ou fora do banco ou carro Recolhimento do documento de
Suspensão do direito de
lateral. habilitação.
dirigir.
Conduzir veículo de duas rodas fazendo malabarismo, Multa R$ 293,47
Recolhimento do documento de
equilibrando-se em uma roda ou com o farol apagado (dia e Suspensão do direito de
habilitação.
noite). dirigir.
Transportar criança menor de sete anos ou sem condições de Multa R$ 293,47
Recolhimento do documento de
cuidar de sua segurança em veículo de duas rodas. Suspensão do direito de
habilitação.
dirigir.
Na ocorrência de um sinistro de trânsito deixar de prestar ou Multa R$ 1.467,35
Recolhimento do documento de
providenciar socorro à vítima, Suspensão do direito de
habilitação.
podendo fazê-lo. dirigir.
Na ocorrência de um sinistro de trânsito adulterar (não preservar Multa R$ 1.467,35
o local para perícia) olocal ou não tomar providências para evitar Suspensão do direito de Recolhimento do documento de
novos acidentes. dirigir. habilitação.
71
INFRAÇÕES E PENALIDADE S
Derramar ou arrastar carga, objetos ou combustível na via. Multa R$ 293,47 Retenção do veículo para
regularização.
Transitar com velocidade superior à máxima em mais de
Multa R$ 880,41
cinquenta por cento, independente do tipo de via (alterado pela Recolhimento do documento de
Suspensão do direito de
LEI Nº 11.334, DE 25/07/2006 e Resolução 202 de 25/08/06). habilitação.
dirigir.
Estacionar na pista de rolamento das estradas, das rodovias, das
vias de trânsito rápido, das vias dotadas de acostamento e nas vagas Multa 293,47 Remoção do veículo.
reservadas às pessoas com deficiência ou idosos, sem credencial
que comprove tal condição.
Parar bloqueando a via com veículo. Multa R$ 293,47 Remoção do veículo.
Criar obstáculo na via ou calçada e não sinalizar. Multa de até R$ 1.467,35 ---
Portar equipamento anti-radar. Multa R$ 293,47 Remoção do veículo.
Danificar a via, suas instalações e equipamentos. Multa R$ 293,47 Retenção do veículo para
regularização.
Falta, violação, falsificação ou ilegibilidade das placas, do lacre ou
Multa R$ 293,47 Remoção do veículo.
do número do chassi.
Não estando registrado e devidamente licenciado o veículo. Multa R$ 293,47 Remoção do veículo.
Não entregar documentos para averiguação mediante recibo. Multa R$ 293,47 Remoção do veículo.
Falsificar ou adulterar habilitação ou identificação de veículo. Multa R$ 293,47 Remoção do veículo.
Transitar na contramão, em vias de sentido único. Multa R$ 293,47 ---
Transitar com o veículo em calçadas, passeios, passarelas, ciclovias,
ciclofaixas, ilhas, refúgios, ajardinamentos, canteiros centrais e Multa R$ 880,41 ---
divisores de pista de rolamento, acostamentos, marcas de
canalização, gramados e jardins públicos.
Transitar na faixa ou via de trânsito exclusivo, regulamentada
com circulação destinada aos veículos de transporte público Multa R$ 293,47 Remoção do veículo.
coletivo de passageiros, salvo casos de força maior e com
autorização do poder público competente.
Multa R$ 5.869,40
Pessoa física ou jurídica que usar o veículo para propositalmente (R$ 11.738,80 para Remoção do veículo.
interromper,restringir ou perturbar a circulação na via sem reincidente em 12 meses) e
autorização (válida após 11/20016). suspensão do direito de
dirigir por 12 meses.
Multa R$ 17.608,20
Pessoa física ou jurídica que promover a interrupção, a restrição ou a (R$ 35.216,40 para Remoção do veículo.
perturbação da circulação na via, sem autorização (válida após reincidente em 12 meses) e
11/20016). suspensão do direito de
dirigir por 12 meses.
Segurar ou manusear telefone celular quando na condução de um
Multa R$ 293,47 ---
veículo (válida após 11/2016).
Conduzir o veículo sem portar a autorização para condução de
Multa R$ 1.467,35 ---
escolares (Lei 13.855 Jul/2019)
Transitar efetuando transporte remunerado de pessoas ou bens
Multa R$ 293,47
(mercadorias) quando
não licenciado para esse fim (PORTARIA Nº 3.678, DE 19 DE AGOSTO
DE 2019)
Veículo com excesso de lotação. Multa R$ 293,47
Descrição
Penalidade Medida Administrativa
da Infração
Executar operação de conversão à direita ou à esquerda em locais proibidos Multa R$ ---
pela sinalização. 195,23
Não aguardar no acostamento à direita, para cruzar a pista ou entrar à
Multa R$ ---
esquerda, onde não
195,23
houver local apropriado para o retorno.
72
INFRAÇÕES E PENALIDADE S
73
INFRAÇÕES E PENALIDADE S
74
INFRAÇÕES E PENALIDADE S
Usar indevidamente sinais de luz e do pisca alerta, exceto: de forma rápida para
alertar sobre sua intenção de ultrapassagem (sinal de luz), em imobilizações ou Multa R$ 130,16 ---
situação de emergência ou quando a regulamentação da via exigir (uso do pisca-
alerta).
Não manter acesa à noite a luz de placa traseira. Multa R$ 130,16 ---
Não manter acesas pelo menos as luzes de posição sob chuva forte, neblina ou Multa R$ 130,16 ---
cerração.
Não usar o farol com luz baixa dia e noite: transporte coletivo em faixas exclusivas Multa R$ 130,16 ---
ou ciclomotores.
Não usar o farol com luz baixa durante a noite, ou de dia nos túneis providos de Multa R$ 130,16
---
iluminação pública e nas rodovias. (alterado pela Lei
13.290/16)
Não manter acesas as luzes de posição à noite, quando parado/estacionado
Multa R$ 130,16 ---
para embarque,
desembarque, carga ou descarga.
Veículos de emergência, que, em atendimento, não estejam com os sinais acionados Multa R$ 130,16 ---
(ainda que parados).
Transitar desligado ou desengrenado em declive. Multa R$ 130,16 Retenção do
veículo.
Transitar ao lado de outro veículo, interrompendo ou perturbando o trânsito. Multa R$ 130,16 ---
Transitar em locais e horários não permitidos. Multa R$ 130,16 ---
Retenção do
Placas do veículo em desacordo com especificações e modelo. Multa R$ 130,16
veículo e
apreensão das
placas.
Confeccionar, distribuir ou colocar, em veículo próprio ou de terceiros, placas de Retenção do
Multa R$ 130,16
identificação não veículo e
autorizadas pela regulamentação. apreensão das
placas.
Veículo com defeito no sistema de iluminação, de sinalização ou com lâmpadas Multa R$ 130,16 ---
queimadas.
Deixar de retirar todo e qualquer objeto utilizado para sinalização temporária da Multa R$ 130,16 ---
via.
Ter seu veículo imobilizado na via por falta de combustível Multa R$ 130,16 Remoção do veículo.
Parar sobre faixa de pedestre na mudança de sinal luminoso. Multa R$ 130,16 ---
Parar a menos de cinco metros das esquinas, nos cruzamentos, ou afastado mais de um Multa R$ 130,16 ---
metro do meio fio.
Parar em viadutos, pontes, túneis, locais e horários não permitidos, ou na Multa R$ 130,16 ---
contramão de direção.
Estacionar em locais e horários proibidos por placa de proibido estacionar. Multa R$ 130,16 Remoção do veículo.
Estacionar impedindo a movimentação de outro veículo. Multa R$ 130,16 Remoção do veículo.
Estacionar na entrada e saída de veículos (guia rebaixada), paradas de ônibus (na
Multa R$ 130,16 Remoção do veículo.
sinalização horizontal ou dez metros antes e depois do marco do ponto), ou na
contramão.
Estacionar nas esquinas a menos de cinco metros, perto de hidrantes ou fora da Multa R$ 130,16 Remoção do veículo.
posição indicada.
Uso de alarme que perturbe o sossego público e em desacordo com o CONTRAN. Multa R$ 130,16 Remoção do veículo.
Transitar com o veículo em velocidade inferior à metade da velocidade máxima
Multa R$ 130,16 ---
estabelecida para avia, exceto na faixa da direita ou em condições adversas.
Deixar de conduzir pelo bordo da pista de rolamento, em fila única, os veículos de
tração ou propulsão humana (bicicletas / carros de reciclaveis) e os de tração animal Multa R$ 130,16 ---
(carroças e charretes), sempre que não houver acostamento ou faixa a eles
75
INFRAÇÕES E PENALIDADE S
destinados.
Multa R$ 130,16
Veículo com excesso de peso. (valor pode Retenção do veículo e
aumentar transbordo da carga.
conforme o excesso da
carga)
Veículo de carga com falta de inscrição da tara e demais inscrições previstas na Multa R$ 130,16 ---
Legislação.
Rebocar outro veículo com cabo flexível ou corda, salvo em casos de emergência.
Multa R$ 130,16 ---
(Cuidado. O Código neste caso não especifica o que seria emergência).
Deixar de remover o veículo, em sinistro de trânsito sem vítimas, para manter a Multa R$ 130,16 ---
segurança e fluidez.
76
INFRAÇÕES E PENALIDADE S
Andar na faixa da direita sendo esta para outros veículos (exceto para acessos ou Multa R$ ---
conversões). 88,38
Ficar ou andar nas pistas de rolamento, exceto para cruzá-las onde permitido (pedestres).
Multa R$ ---
REVOGADA pela Resolução 772/2019
44,19
Cruzar pista em viadutos, pontes, túneis ou cruzamento, fora da faixa ou passarela
Multa R$ ---
(pedestre). REVOGADApela Resolução 772/2019
44,19
Promover aglomerações na via (folguedo/brincadeiras, esporte, desfiles e similares),
Multa R$ ---
sem permissão, ou desobedecer a sinalização específica (Pedestre). REVOGADA pela
44,19
Resolução 772/2019
Usar buzina em locais e horários proibidos e não para a finalidade de advertência e
Multa R$ ---
segurança, ou ainda de forma prolongada ou com freqüência fora da definida pelo
88,38
CONTRAN.
Estacionar afastado da calçada de meio a um metro, ou nos acostamentos. Multa R$ Remoção do veículo.
88,38
Parar afastado de meio a um metro do meio fio ou na faixa para pedestres. Multa R$ ---
88,38
Parar no passeio, na faixa de pedestres, nas ilhas, refúgios, canteiros centrais e
Multa R$ ---
divisores de pista e canalização.
88,38
Fazer ou deixar que se faça reparos em veículo nas vias arteriais, coletoras ou
Multa R$ ---
locais, salvo por impedimento absoluto de sua remoção, estando o veículo
88,38
sinalizado.
Não estar portando os documentos obrigatórios definidos pela Legislação. Retenção do veículo até
Multa R$
apresentação dos
88,38
documentos.
Não atualizar cadastro de registro de veículo ou de habilitação. Multa R$ ---
88,38
Uso de luz alta em vias iluminadas. Multa R$ ---
88,38
Conduzir veículos de duas rodas (incluindo triciclos e quadriciclos) utilizando viseira ou
óculos de proteçãoem desacordo (levantados quando veículo em movimento) ou Multa R$ ---
utilizando capacete não afixado na cabeça. 88,38
Penalidade /
Tipificação Infrator
Medida
administrativa
Obra ou evento que perturbe ou interrompa a Multa entre R$ 53,20 e R$ 319,20 (a critério
Proprietário ou executor da obra
circulação ou a segurança de veículos e pedestres da autoridade de trânsito e conforme o
ou Promotor do Evento.
sem permissão, ou ainda sem sinalização impacto na segurança e na fluidez no
adequada. trânsito).
Multa diária de 50% do dia de vencimento ou
Não avisar a comunidade com 48 horas de Servidor Público responsável remuneração devida enquanto
antecedência ainterdição da via, indicando
permanecer a irregularidade.
caminho alternativo.
Aprovar projetos que se transformem em pólos
Multa diária de 50% do dia de vencimento ou
atrativos detrânsito (ex: shopping, escolas, etc) sem a Servidor Público que aprovou. remuneração devida enquanto
anuência do órgão ou entidade de trânsito, ou sem
permanecer a irregularidade.
área de estacionamento e indicação de viade acesso.
77
INFRAÇÕES E PENALIDADE S
Não sinalizar devida e imediatamente obstáculo à Ser vidor Público do órgão com Multa diária de 50% do dia de vencimento ou
livre circulação e segurança de veículos e circunscrição sobre a via, que remuneração devida enquanto
pedestres, na pista ou na calçada. constatou a existência do obstáculo permanecer a irregularidade.
e não o sinalizou.
Servidor Público do órgão
Utilizar ondulação transversal ou sonorizador fora responsável pela aprovação da Multa diária de 50% do dia de vencimento ou
do padrão. remuneração devida enquanto permanecer a
implantação ou pela construção de
irregularidade.
ondulações.
Promover, na via, competição esportiva, eventos Multa de infração gravíssima agravada em
organizados, exibição e demonstração de perícia Promotor do Evento 10X (R$ 2.934,70) ou em 20X (R$ 5.869,40)
em manobra de veículo, sem permissão. em caso de reincidência no prazo de 12
meses.
Confeccionar, distribuir ou colocar, em veículo Fabricante, distribuidor e/ou
Multa de infração
próprio ou de instalador das placas irregulares.
média.
terceiros, placas de identificação não autorizadas.
Deixar a seguradora de comunicar a ocorrência de Multa de infração grave.
perda total do veículo e de devolver as respectivas Seguradora Medida administrativa: recolhimento das
placas e documentos ao órgão de trânsito. placas e dos documentos.
Pessoa jurídica ou física Multa de infração grave.
Utilizar a via para depósito de mercadorias,
proprietária do estabelecimento Medida administrativa: remoção da
materiais ou equipamentos, sem autorização.
ou do imóvel, conforme o caso. mercadoria ou do material.
78
PENALIDADES E CRIMES DE TRANSITO
Quando descumprimos uma regra contida na Legislação de Trânsito (CTB e suas Resoluções)
OBJETIVO cometemos uma infração. Ao sermos flagrados por um Agente de Trânsito ou um dispositivo
tecnológico de fiscalização (radar,etc), poderemos sofrer uma autuação, seguida de uma
identificar a sequência notificação (a qual poderá ser por edital de jornal, ou ainda por meio eletrônico caso o condutor
que ocorre desde o opte por esta modalidade), julgamento e condenação, consequentemente de uma penalidade,
descumprimento de que será no mínimo uma advertência ou multa, podendo exigir, ou não, uma medida
uma regra de trânsito administrativa para ser completada, sendo esta aplicada no flagrante ou após o julgamento da
até o cumprimento de infração.
sua penalidade.
Exemplo: dirigir veículo com CNH vencida há mais de 30 dias tem como penalidade multa e como
medida administrativa recolhimento da CNH e retenção do veículo.
Nos dias atuais é possível que os condutores recebam suas multas e realizem suas defesas por meios
eletrônicos, tal como pelo uso da e-CPO. A Caixa Postal Eletrônica Oficial (e-CPO) é um meio de comunicação virtual, que poderá
ser disponibilizado pelos órgãos de trânsito do Sistema Nacional de Trânsito (SNT) na rede mundial de computadores, permitindo
ao interessado receber e enviar informativos, comunicados e documentos em formato digital, mediante a adesão prévia
(Resoluções CONTRAN 622 e 636/2016 e Lei 13.281/2016).
Retenção do veículo
Remoção do veículo
Recolhimento da CNH ou ACC
Recolhimento da PPD ou ACC Provisória
Recolhimento do Certificado de Registro (CRV)
Recolhimento do Certificado de Licenciamento Anual (CRLV)
Transbordo do excesso de carga
Teste de Alcoolemia
Recolhimento de Animais
Realização de Exames
A cor relaciona a medida administrativa que será tomada para a respectivapenalidade.
PARA ENTENDER
MELHOR
Para que possa exercer suas atribuições como agente da autoridade de trânsito, o servidor ou policial militar deverá
ser credenciado, estar devidamente uniformizado, conforme padrão da instituição, e no regular exercício de suas
funções, bem como o veículo utilizado na fiscalização de trânsito deverá estar caracterizado (Resolução Nº 497, de
29 de julho de 2014).
Será disponibilizado na internet listagem contendo os nomes e códigos dos agentes e autoridades de trânsito
responsáveis pela autuação (resolução CONTRAN 709).
79
PENALIDADES E CRIMES DE TRANSITO
PARA ENTENDER
MELHOR
VIDEOMONITORAMENTO - Uma nova forma de fiscalização definida pela Resolução CONTRAN 909/2022.
PARA ENTENDER
MELHOR
INFRAÇÕES DE COMPETÊNCIA COMUM - A Lei 14.599, de 19 de junho de 2023 amplia a capacidade de autuação dos
agentes detrânsito, independentemente da sua competência municipal ou estadual,salvo algumas poucas infrações
que possuem caráter exclusivo do estado, as chamadas multas de balcão aplicadas pelo DETRAN, como por exemplo
não transferir o veículo no prazo definido após a venda, ou as de autuação do município, como por exemplo as
relacionadas às paradas [Link] da Lei prever ainda algumas delimitações entre estado e município,esses
limites podem ser eliminados mediante convênio.
• As penalidades serão impostas ao condutor, ao proprietário do veículo (mesmo que Empresa), ao embarcador e ao
transportador;
•Não sendo imediata a identificação do infrator, o proprietário do veículo terá trinta dias de prazo (alterado pela lei 14.071, de
13/10/2020),, após a notificação da autuação, para apresentá-lo.
•Para condutores não habilitados, a responsabilidade e a penalidade recairão sobre o proprietário e condutor, salvo no caso de
furto devidamente comprovado, onde somente o condutor será penalizado.
Para veículos de propriedade de empresas que sejam autuados e o condutor não identificado, a empresa terá quinze dias para
apresentar o condutor infrator, caso contrário, além da multa pela infração, receberá outra pela não indicação do condutor.
Se dentro dos próximos doze meses o mesmo veículo receber outra autuação de mesma natureza e a empresa também não
informar quem era o motorista, além da multa por essa não informação, receberá a multa pela infração cujo valor será igual a 2
(duas) vezes o da multa originária, garantidos o direito de defesa prévia e de interposição de recursos previstos neste Código, na
forma estabelecida pelo Contran.
Serão aplicadas somente nos casos de infrações leves ou médias aos infratores primários naquela infração, nos últimos doze
meses.
A Penalidade de Multa
Toda a infração de trânsito terá como penalidade uma multa, salvo nos casos em que a Autoridade de Trânsito decidir trocar a
multa pela Advertência por Escrito, nos casos em que a Lei permitir. Conforme sua gravidade o valor da multa poderá ser agravado
(multiplicada) em 3, 5, 10, 20 e 60 vezes. Não será expedido novo CRV e CRLV existindo multas não quitadas (salvo em alguns casos
de efeito suspensivo). As multas vão de natureza LEVE a GRAVÍSSIMA e geram débitos de R$ 88,38 a R$ 35.216,40, bem como
80
PENALIDADES E CRIMES DE TRANSITO
(1) No caso de reincidência na direção embriagado ou dopado em 12 meses e interrompendo a via deliberadamente;
PARA ENTENDER
MELHOR
O condutor que exerce atividade remunerada com categoria C,D ou E e que atingir 30 pontos ate o limite 39 em 12
meses deverá participar do curso de reciclagem para eliminar estes pontos (após 11/16).
Ao condutor identificado será atribuída pontuação pelas infrações de sua responsabilidade, exceto:
• Praticadas por passageiros usuários do serviço de transporte rodoviário de passageiros em viagens de longa distância transitando
em rodovias, em linhas regulares intermunicipal, interestadual, internacional, turismo ou de qualquer modalidade. A exceção para
este caso é o caso do passageiro não usar cinto, quando então a pontuação vai para o condutor;
• Quando a infração prever como punição a suspensão do direito de dirigir;
• Quando a falha estiver fora da alçada do empregado condutor, tal como portar no veículo placas de identifi cação em desacordo
com as especificações. A aprovação e efetivação do parcelamento da multa por meio do cartão de crédito pela operadora do
cartão, libera o licenciamento do veículo e a respectiva emissão do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo em meio
digital (RESOLUÇÃO CONTRAN Nº 918, DE 28 DE MARÇO DE 2022).
A penalidade de Suspensão do Direito de Dirigir será aplicada em processo administrativo e garantida a ampla defesa, sendo levado
em consideração no julgamento a gravidade e circunstâncias da infração, bem como os antecedentes do infrator, exceto ocorrendo
reincidência na prática de crime de trânsito, quando o Juiz aplicará incondicionalmente a penalidade da Suspensão da Permissão
81
PENALIDADES E CRIMES DE TRANSITO
ou Habilitação.
82
PENALIDADES E CRIMES DE TRANSITO
DETALHAMENTOS:
1 Durante o processo, as notificações serão realizadas por remessa postalou outro meio que assegure a ciência do infrator
notificado. Esgotado todos os meios, a notificação será por edital (geralmente por jornal impresso oficial ou de maior circulação);
2 Notificações devolvidas por causa de endereço desatualizado no RENACH(Cadastro Nacional de Condutor Habilitado) e por
recusa na aceitação, serão consideradas válidas e entregues (alterado pela Lei 14.229/2021);
3 Sendo o condutor flagrado conduzindo veículo automotor após o encerramento do prazo para entrega da Habilitação, será
instauradoprocesso administrativo de Cassação da Habilitação.
4 A penalidade de Suspensão do Direito de Dirigir terá como medida administrativa o recolhimento da CNH ou ACC;
5 A CNH ou ACC será devolvida depois de cumprida a penalidade e a realização do curso de reciclagem.
6 Mesmo que a pontuação ultrapasse os pontos previstos no período de 12 meses, será instaurado um único processo
administrativo para suspender a habilitação do condutor infrator.
Prescrição da Suspensão
• A pretensão punitiva das penalidades de suspensão do direito de dirigir e cassação da CNH prescreve em cinco anos, contados
a partir da data do cometimento da infração que ensejar a instauração do processo administrativo.
• A prescrição do prazo da suspensão pode ser interrompida pela notificação do condutor para entrega da CNH.
Esta penalidade da Autoridade de Trânsito foi revogada pela Lei nº 13.281, de 2016, considerando que o agente não tem
autoridade para punir sumariamente o condutor, porém na prática muda pouco, pois o agente aplicará a medida administrativa
de remoção do veículo para os casos previstos no Código de Trânsito Brasileiro.
A Cassação difere-se da Suspensão, pois anula todo os exames realizados (médicos, teóricos e práticos) e será exigida a emissão
de nova CNH. Decorridos dois anos da cassação, é possível requerer nova habilitação de categoria igual ou inferior à antiga,
submetendo-se a todo os exames novamente, bem como realizar o curso de reciclagem, devendo todos os débitos estarem
quitados.
•Conduzir veículo com o direito de dirigir suspenso, ou ainda entregar a direção a outro condutor nas mesmas condições;
•Reincidir em doze meses na direção de veículo com categoria de CNH ou PPD diferente da exigida para o tipo de veículo;
•Reincidir em doze meses na entrega do veículo à pessoa com a habilitação cassada, sem habilitação ou habilitação incompatível;
•Conduzir veículo com direito de dirigir suspenso, ou ainda entregar a direção a outro condutor nas mesmas condições;
•Reincidir em doze meses na direção de veículo sob efeito de álcool ou de qualquer substância entorpecente ou que determine
dependência física ou psíquica;
•Reincidir em doze meses na exibição de manobra perigosa, arrancada brusca, derrapagem ou frenagem com deslizamento ou
arrastamento de pneus;
•Quando condenado por delito de trânsito (esta regra passará a valer assim que o CONTRAN regulamentar o assunto –
20/09/2006);
83
PENALIDADES E CRIMES DE TRANSITO
•Reincidir em doze meses na direção de veículo com CNH ou ACC vencida há mais de 30 dias, ou ainda entregar a direção a outro
condutor nas mesmas condições;
•Quando pego em flagrante ou condenado por uso de veículo automotor nos crimes de roubo, furto, contrabando e descaminho,
ou seja, entrada ou saída de produtos permitidos, mas sem passar pelos trâmites burocrático-tributários devidos (incluído pela
Lei nº 13.804, de 2019). Caso o condutor não seja habilitado, este poderá ser proibido de se habilitar pelo período de 5 (cinco)
anos.
A cassação da PPD ou ACC Provisória ocorrerá se o condutor, no período de doze meses, cometer infração de natureza
GRAVÍSSIMA ou GRAVE, ou cometa reincidência em infração MÉDIA.
Será aplicada a Medida Administrativa de Recolhimento da PPD ou ACC Provisória e o processo de habilitação terá que ser
refeito.
O curso de reciclagem é de trinta horas-aula, abrangendo legislação, direção defensiva, noções de primeiros socorros e
relacionamento interpessoal.
É uma parada momentânea para reparar uma irregularidade do motorista ou do veículo (ou ainda da carga) e ocorrerá:
84
PENALIDADES E CRIMES DE TRANSITO
O veículo será removido para o depósito, nos casos previstos no CTB, excluídos os casos em que a irregularidade puder ser sanada
no local da infração.
Caso o proprietário ou o condutor não esteja presente no momento da remoção do veículo, a autoridade de trânsito, no prazo de
10 (dez) dias contado da data da remoção, deverá expedir ao proprietário a notificação (remessa postal, edital ou outro meio
previsto). Os serviços de remoção, depósito e guarda de veículo continuam sendo pagos pelo proprietário do veículo. O veículo
removido a qualquer título e não reclamado por seu proprietário dentro do prazo de sessenta dias, contado da data de
recolhimento, será avaliado e levado a leilão, a ser realizado preferencialmente por meio eletrônico.
Poderá ocorrer:
85
PENALIDADES E CRIMES DE TRANSITO
•Envolver-se em acidente com vítima sem acionar socorro, zelar pela segurança, preservar o local, obedecer as ordens do agente
ou identificar-se ao mesmo.
É a ação da Autoridade de Trânsito, que por intermédio de seu Agente de Trânsito, recolhe o Certificado de Licenciamento Anual
do Veículo.
Ocorrendo:
•Quando o veículo for irrecuperável ou definitivamente desmontado e sem a baixa obrigatória
•Quando a irregularidade do veículo retido não puder ser sanada no local
•Por inautenticidade ou adulteração do documento
•Quando o licenciamento estiver vencido
É a ação da Autoridade de Trânsito, que por intermédio de seu Agente de Trânsito, recolhe o Certificado de Registro do Veículo.
Ocorrendo:
É a transferência de passageiros, bagagens ou carga de um veículo para outro, por motivo de risco.
Ocorrendo:
86
PENALIDADES E CRIMES DE TRANSITO
•Com veículo transitando com excesso de peso ou acima da capacidade máxima de tração
•Quando conduzindo pessoas, animais ou carga nas partes externas
•No transporte de passageiros com carga excedente de materiais e objetos
É a realização de teste de dosagem de álcool etílico ou perícia de substância entorpecente ou que determine dependência física
ou psíquica.
Ocorrendo:
•Em sinistro de trânsito ou fiscalização de trânsito, na suspeita de ingestão de álcool pelo condutor.
Animais soltos serão recolhidos e restituídos aos seus proprietários, após o pagamento de multas e encargos devidos.
Medida Administrativa de Realização de Exames (Resolução CONTRAN 300, de 04/12/2008)
O condutor condenado por delito de trânsito deverá ser submetido e aprovado nos seguintes exames:
1)de aptidão física e mental;
2)avaliação psicológica;
3)escrito, sobre legislação de trânsito; e de direção veicular, realizado na via pública, em veículo da categoria para a qual estiver
habilitado.
Crimes de Trânsito
OBJETIVO
A Condenação
Com a alteração implantada pela Lei Federal nº 11.705, de 19/06/2008, a condenação para os
crimes de trânsito com lesão corporal culposa poderá ser dividida em:
as
Crime de alto potencial ofensivo - nos casos onde o causador do sinistros de trânsitos esteja sob
situações que o
influência de álcool ou qualquer outra substância psicoativa que determine dependência,
agravam e suas participando de disputa ou exibição de perícia não autorizada e/ou transitando a partir de 50
consequências. Km/h acima do que a via/sinalização permitirem. Nestes casos o crime não poderá ser
enquadrado nos artigos 74, 76 e 88 da Lei Federal 9.099, de 26/09/95, a qual permite a aplicação
de penas mais leves, além de ser obrigatória a instauração de inquérito policial para investigação
da infração penal, independente da representação da vitima (mesmo que a vítima não entre com a
ação judicial, a ação pública é instaurada).
Crime de baixo potencial ofensivo - para todos os demais casos, onde os artigos 74, 76 e 88 da Lei Federal 9.099 poderão ser
aplicados, possibilitando a aplicação de penas mais leves, auxiliando no resgate de vítimas de trânsito, em pronto-socorro de
hospitais da rede pública que recebem vítimas de acidente de trânsito, em clínicas de recuperação de acidentados, etc (alterado
pela Lei 3.281/16).
Para os crimes com morte da vítima (homicídio) não ocorreram alterações explícitas na Lei, ou seja, continuam com o
enquadramento agravado (não enquadrado na Lei 9.099).
Dolo ou Culpa?
A condenação de um crime de trânsito como doloso (com intenção) ou culposo (sem intenção) não está explícita na Lei, estará na
interpretação de quem julgar o fato. Existem diversos conceitos que são abordados quando se fala em crime de trânsito, tais como:
culpa consciente e o dolo eventual. Em ambos o agente prevê a ocorrência do resultado, mas somente no dolo eventual o agente
admite a possibilidade do evento ocorrer. Na culpa consciente, ele acredita sinceramente que conseguirá evitar o resultado, ainda
que o tenha previsto.
Crime: no cometimento de morte (homicídio culposo) e estando o condutor embriagado ou dopado (Lei 13.546/2017)
87
PENALIDADES E CRIMES DE TRANSITO
Pena - Dois anos de detenção a 10 anos de reclusão; Suspensão da habilitação ou sua proibição; Se agravada a pena é
aumentada de um terço à metade.
O que agrava a Pena (de 1/3 a metade) - Conduzir sem habilitação; Ocorrer em faixa de pedestre ou calçada; Não prestar o devido
socorro (salvo na situação de risco para o condutor); No exercício de sua profissão ou atividade, estiver conduzindo veículo de
transporte de passageiros. Conduzir veículo com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a seis decigramas,
ou sob qualquer outra substância psicoativa que determine dependência (alterado pela Lei Federal nº
11.705, de 19/06/2008); Participando de disputa ou exibição de perícianão autorizada; Transitando a partir de 50 Km/h acima do
que a via/sinalização permitem (inserido pela Lei Federal nº 11.705, de 19/06/2008)
Para os crimes de homicídio culposo ou lesão corporal culposa cometidos sob infl uência de álcool ou substâncias psicoativas, a
pena restritiva de direito que permite que o criminoso cumpra penas mais brandas, NÃO será mais aplicada, mas sim a pena
privativa de liberdade, a qual irá encarcerar o criminoso (art. 312-B do CTB, incluído pela Lei 14.071, de 13/10/2020).
Crime - no cometimento de morte (homicídio culposo).
Pena - Detenção de dois a quatro anos; Suspensão da habilitação ou sua proibição; Se agravada a pena é aumentada de um terço
à metade.
O que agrava a Pena (de 1/3 a metade) - idem ao crime acima.
Crime - no cometimento de lesão corporal culposa, estando o condutor embriagado ou dopado (Lei 13.546/2017)
Pena - reclusão de cinco a oito anos; Suspensão da habilitação ou sua proibição.
O que agrava a Pena (de 1/3 a metade) - idem ao crime acima.
Crime - Conduzir veículo com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a seis decigramas, ou sob qualquer
outra substância psicoativa que determine dependência (alterado pela Lei Federal nº 11.705, de 19/06/2008)
Pena - Detenção de seis meses a três anos; Suspensão da habilitação ou sua proibição; E multa. A verificação do disposto neste
item poderá ser obtida mediante teste de alcoolemia ou toxicológico, exame clínico, perícia, vídeo, prova testemunhal ou outros
meios de prova em direito admitidos, observado o direito à contraprova.
Crime - participar, na direção de veículo automotor, em via pública, de corrida, disputa ou competição automobilística ou ainda
de exibição ou demonstração de perícia em manobra de veículo automotor, não autorizada pela autoridade competente, gerando
situação de risco à incolumidade pública ou privada.
Penas - detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para
dirigir veículo automotor.
O que agrava a pena - se resultar em lesão corporal de natureza grave de forma culposa (não dolosa) a pena é de reclusão de 3
(três) a 6 (seis) anos; se resultar em morte de forma culposa (não dolosa) a pena é de reclusão de 5 (cinco) a 10 (dez) anos.
Crime - divulgar em rede social local onde existe fiscalização de trânsito (blitz), conforme art. 265 do Código Penal.
Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa.
Crime - violar a suspensão ou a proibição de se obter a permissão ou habilitação para dirigir veículo automotor.
Pena - Detenção de seis meses a um ano; Renovação do prazo de suspensão e proibição; E multa.
Crime - conduzir veículo sem habilitação ou com a mesma cassada e gerando risco de dano.
Pena - Detenção de seis meses a um ano; Ou multa.
Crime - entregar a direção de veículo à pessoa não habilitada, cassada ou suspensa, embriagada ou ainda sem condições físicas e
/ou mentais para a condução.
Pena - Detenção de seis meses a um ano; Ou multa.
88
PENALIDADES E CRIMES DE TRANSITO
Crime - trafegar com a velocidade incompatível com a segurança, nas proximidades de locais com grande movimentação ou
concentração de pessoas também caracteriza um CRIME DE TRÂNSITO.
Pena - Detenção de seis meses a um ano; Ou multa.
Crime - afastar-se o condutor do veículo do local do acidente, para fugir à responsabilidade penal ou civil que lhe possa ser
atribuída.
Pena - detenção de seis meses a um ano, Ou multa
Detenção - pode ser iniciada no regime aberto ou semiaberto.
Reclusão - iniciada no regime fechado.
Crime - mudar a cena do sinistros de trânsitos automobilístico com vítima, com objetivo de benefício próprio, sem que tenha
ocorrido o devido procedimento policial e/ou judicial.
Pena - detenção de seis meses a um ano, Ou multa.
PARA ENTENDER
MELHOR
Em caso de crime de trânsito a suspensão da habilitação ou sua proibição poderá ser de dois meses a cinco
anos, imposta como medida principal, isolada ou cumulativa. Não havendo mais possibilidade de recurso o
réu será intimado a entregar sua habilitação à Autoridade Jurídica em 48 horas.
PARA ENTENDER
MELHOR
Cometer o crime sobre faixa de trânsito temporária ou permanentemente destinada a pedestres agravará
sua pena.
89
PENALIDADES E CRIMES DE TRANSITO
•Quando a sua profissão ou atividade exigir cuidados especiais com o transporte de passageiros ou de carga.
•Utilização de veículo com equipamentos adulterados que afetem a velocidade.
CRIME PUNIÇÃO
Competição, exibição e demonstração de De 06 meses de detenção a 10 anos de reclusão (em caso de homicídio)
perícia e as demais penalidades
Condutores com suspeita de ingestão de bebidas alcoólicas ou substância psicoativa que determine dependência, serão
submetidos aos testes de alcoolemia, testes em aparelho de ar alveolar pulmonar (etilômetro), exames clínicos com laudos
conclusivos (médico examinador da Polícia Judiciária) ou exames realizados por laboratórios especializados e indicados.
•Em um dos testes acima citados acusar qualquer quantidade de álcool por litro de sangue ou meio décimo (0,05 mg/L) de
miligrama por litro de ar expelido pelos pulmões (alterado pela Lei Resolução CONTRAN 432, de 23/01/2013).
•Pela presunção de culpa ao ocorrer a recusa do condutor em realizar os exames e testes, sendo notória pela autoridade ou agente
de trânsito o estado de embriaguez, quando ocorrem excitação ou torpor, ou seja, descaso e indiferença perante a situação
(alterado pela Lei Federal nº 11.705, de 19/06/2008).
•A embriaguez ou dope também poderá ser caracterizada mediante imagem, vídeo, constatação de sinais que indiquem, na forma
disciplinada pelo Contran, alteração da capacidade psicomotora ou produção de quaisquer outras provas em direito admitidas.
(Lei 12.760, de 20/12/2012).•Para fins de caracterização de crime, a verificação da embriaguez ou dope poderá ser obtida
PARA ENTENDER
MELHOR
Em uma análise mais criteriosa dos sinistros de trânsitos, nota-se que os envolvidos, independente de
culpa, apresentam variados graus de confusão mental, o que pode ser perfeitamente confundido com a
embriaguez.
90
PENALIDADES E CRIMES DE TRANSITO
mediante teste de alcoolemia ou toxicológico, exame clínico, perícia, vídeo, prova testemunhal ou outros meios de prova em
direito admitidos, observado o direito à contraprova. O Contran disporá sobre a equivalência entre os distintos testes de
alcoolemia ou toxicológicos para efeito de caracterização do crime tipificado (Lei 12.971/2014).
(*) O DETRAN responsável notifi cará automaticamente o condutor após o 31º dia de vencimento.
91
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA
OBJETIVO As normas de circulação e conduta garantem a harmonia entre todos os usuários do ambiente de
entender o que é trânsito. São regras práticas para utilização das vias, indo desde a preferência nas interseções até o
uma interseção de uso correto de luzes e buzinas.
vias e como se
comportar nas O direito de ir e vir, com segurança, é algo garantido pela nossa Constituição Federal, sendo
diversas situações, uma obrigação de todo cidadão conhecer, respeitar e cumprir as regras de conduta no trânsito,
sempre de forma inclusive os pedestres e ciclistas, e não somente os motoristas e motociclistas.
defensiva, e
dando preferência à
segurança e à vida.
Preferência nas Interseções
O uso da preferência está vinculado ao bom senso e às regras da prudência, sendo sempre relativa. Você
não é senhor absoluto da razão por estar circulando por uma via preferencial, pois você poderá
perdê-la, por exemplo, se constatado o excesso de velocidade.
O uso da preferência está vinculado ao bom senso e às regras da prudência, sendo sempre relativa. Você não é senhor absoluto da
razão por estar circulando por uma via preferencial, pois você poderá perdê-la, por exemplo, se constatado o excesso de velocidade.
O CTB (Código de Trânsito Brasileiro) e seus complementos(Resoluções, etc) não deixam dúvidas, a preferência em um cruzamento
não sinalizado, independente de seu formato, é de quem está à direita na via (cruzamento - mesmo que interseção segundo o CTB).
92
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA
quando em operação e identificados com dispositivo luminoso fixo de cor amarelo-âmbar, possuem livre parada e estacionamento.
A prioridade dos veículos de socorro humano – não é previsto na legislação uma ordem de prioridade entre os veículos de
socorro, porém pela prática do bom senso os veículos de socorro que atendem vítimas humanas têm a prioridade (Ex: veículo dos
bombeiros e ambulâncias tem a prioridade de passagem sobre os veículos de polícia, ambientais
e de trânsito).
Todos os condutores deverão deixar livre a passagem pela faixa da esquerda ao ouvirem a sirene de
um veículo de socorro, indo para a direita da via e parando, se necessário.
Imunidade dos veículos de emergência para cometimento de infração (incluído pela Lei 14.599, de 19
de junho de 2023).
.
Não há infração de circulação, parada ou estacionamento relativa aos veículos destinados a socorro de incêndio e salvamento, aos de
polícia, aos de fiscalização e operação de trânsito e às ambulâncias, ainda que não identificados ostensivamente.
O problema maior está na amplitude dada ao cometimento de infrações relacionadas à circulação, permitindo aos veículos de
emergência, por exemplo, cruzarem um sinal vermelho em alta velocidade, causando um sinistro de trânsito fatal, quando estavam
socorrendo um sinistro de trânsito muitas vezes de baixo risco de morte.
E para piorar, o veículo de emergência não precisa estar nem mesmo com sua identificação ostensiva, ou seja, seu sinal sonoro e
luminoso acionados, um verdadeiro absurdo que causará muitas mortes no trânsito.
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
O veículo amarelo perdeu preferência porque realizou O veículo amarelo tem a preferência por estar à direita em uma
uma conversão; interseção de via não sinalizada;
O veículo azul deve aguardar espaçona fila de veículos que vem O veículo azul tem a preferência porque o veículo amarelo
em sentidocontrário para realizar a conversão à esquerda; irá realizar uma conversão à esquerda;
93
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA
O veículo amarelo deverá aguardara conversão do veículo O veículo amarelo tem a preferênciapois está à direita em
azul, pois este está à esquerda na via. uma interseçãode via não sinalizada
O veículo azul tem a preferência poisestá à direita em uma O veículo amarelo tem a preferênciapois está à direita em
interseção de vianão sinalizada uma interseçãode via não sinalizada;
;
O veículo amarelo tem a preferência porque está acessando O veículo azul tem a preferência pois está seguindo em frente
uma via de sentido único; e à esquerda.
O veí c ul o a ma rel o perde a preferência por estar O veículo azul tem a preferência por estar seguindo em
realizando uma conversão; frente;
O veículo amarelo não perde a preferência por estar veículo amarelo tem a preferência pois está à direita em
realizando uma conversão. uma interseçãode via não sinalizada.
94
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA
1) A herança do antigo CNT (Código Nacional de Trânsito do ano de 1966) e seus regulamentos, onde quem realizava uma conversão
perdia a preferência, sendo que boa parte dos atuais condutores ainda seguem estas regras;
2) A própria lei da física e da lógica, onde um veículo em linha reta e que desenvolva certa velocidade deveria ter a preferência sobre
outro que obrigatoriamente tem que reduzir para a realização de uma conversão.
Esta falta de regras claras e de praticidade faz com que alguns condutores sigam corretamente a regra da preferência da mão-
direita, sem exceção e independente de estar em linha reta ou dobrando. Já para outros (principalmente os não renovados), quem
realiza uma conversão perde a preferência, independente de estar à direita.
Veículos de socorro (incêndio, ambulância, salvamento, ambiental e veículos destinados à manutenção e restabelecimento dos
sistemas das linhas e estações metro ferroviárias), de polícia e de fiscalização de trânsito, quando em operação de urgência e com
sirene e luzes vermelhas intermitentes acionadas, possuem prioridade de passagem, livre circulação, livre parada e estacionamento.
Veículos precedidos de batedores possuem prioridade de passagem.
Veículos de utilidade pública (energia elétrica, água, esgoto, gás canalizado, manutenção viária, socorro mecânico, transporte de
valores, escolta regulamentada e recolhimento de lixo da administração pública), quando em operação e identificados com
dispositivo luminoso fixo de cor amarelo-âmbar, possuem livre parada e estacionamento.
A prioridade dos veículos de socorro humano – não é previsto na legislação uma ordem de prioridade entre os
veículosde socorro, porémpela prática do bom senso os veículos de socorro que atendem vítimas humanas têm a prioridade (Ex:
veículo dos bombeiros e ambulâncias tem a prioridade de passagem sobre os veículos de polícia, ambientais e de trânsito).
Preferência de Pedestres
OBJETIVO
Pedestres nas Vias
conhecer as diversas
situações que poderão Crianças, idosos, gestantes e portadores
ocorrer no cotidiano de necessidades especiais para locomoção
envolvendo condutores possuem preferência de passagem.
e pedestres, sabendo Se a calçada estiver obstruída, a via poderá ser
desde já que o pedestre utilizada pelo pedestre, em fila única, com
é a parte frágil e sempre prioridade sobre os veículos.
terá seu direito e Veículos que saem de garagens e
espaço garantidos. estacionamentos devem dar preferência aos
pedestres que estão na calçada.
95
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA
Preferência de Ciclistas
OBJETIVO
conhecer as diversas
situações que poderão ocorrer
no cotidiano envolvendo Antes de dobrar uma esquina, certifique se não
ciclistas e os demais existe nenhum ciclista à sua direita, pois você
condutores, sabendo,
desde já, que os veículos de deverá aguardar sua passagem.
propulsão humana possuem, Saiba ainda que um ciclista que tenha iniciado a
na grande maioria das travessia de um cruzamento possui a preferência
vezes, preferência de
passagem perante os de passagem sobre os demais veículos.
veículos
motorizados e de tração
animal.
OBJETIVO
conhecer as regras
previstas na Legislação Sinal de Dê a Preferência
que caracterizam
situações bem
particulares, sabendo Deve-se reduzir a velocidade, ou até mesmo
como agir perante cada parar, para possibilitar a passagem do veículo
uma e buscando cada que se encontre na via preferencial.
vez mais a perícia à
frente de um veículo.
96
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA
Veículos Estacionados
Cruzamento congestionado
Este é um caso realmente especial, pois a única solução aqui é a prudência. Avance com velocidade bastante reduzida, ou então
aguarde que um dos demais condutores avance, quando então começará a valer a regra da mão-direita.
Perda da Preferência
Ao cruzar uma interseção com velocidade incompatível , você ,além de cometer uma INFRAÇÃO GRAVE, perderá a preferência caso
ocorra um sinistro de trânsito e seja realizada uma perícia. Considera-se uma velocidade compatível, nestes casos, aquela praticada
abaixo da regulamentada para a via.
97
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA
Na situação exposta na imagem, segundo o CTB, em seus artigos 38 (parágrafo único) e 29 (item III, letra “c”), quem poderá avançar primeiro é o
veículo 3, depois o 2 e por fim o 1. Apesar do que prevê o CTB, a grande possibilidade de um sinistro de trânsito entre o veículo 1 e 3 é bem
grande. Nestes casos sugerimos a aplicação da prudência, cedendo a passagem, mesmo que a preferência seja sua.
OBJETIVO
conhecer as regras
práticas para
realização de
manobras de
mudança de direção,
marcha à ré e retorno.
1 - Conversões à Direita
O condutor deverá executar sua manobra de conversão no menor espaço possível, porém atento ao movimento dos pedestres
que tentam atravessar a rua, bem como tomando cuidado com os motociclistas e ciclistas que entram pela sua direita, no chamado
ponto cego.
6 - Manobras de Marcha à Ré
Transite em marcha à ré somente para pequenas manobras e sem causar riscos à segurança.
98
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA
A conversão citada na imagem “5 acima somente será permitida” para acessar e sair de lotes lindeiros ou para retornos (tal exceção
consta no manual de fiscalização).
▪ Usar a buzina de forma moderada e somente para advertir os demais usuários da via quanto à segurança.
99
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA
▪ Indicar antecipadamente sua intenção de manobra (dobrar ou parar) por sinal luminoso (luz indicadora de direção - seta) e sinal de
mão.
▪ Não fechar o cruzamento.
▪ Usar luz baixa durante a noite, ou de dia nos túneis providos de iluminação pública e nas rodovias (motos, motonetas e
ciclomotores devem usar farol baixo dia e noite, inclusive em áreas urbanas).
▪ O trânsito de veículos sobre passeios, calçadas e nos acostamentos, só poderá ocorrer para entrar ou sair de imóveis e
estacionamentos.
▪ Os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos,
pela incolumidade dos pedestres.
A Ultrapassagem
Cuidados na Ultrapassagem
OBJETIVO
conhecer as regras Todo condutor deverá, antes de efetuar uma
práticas da ultrapassagem, certificar-se de que:
ultrapassagem para
minimizar ao máximo ▪ Nenhum condutor que venha atrás tenha
o risco de sinistros de iniciado uma manobra para ultrapassá-lo.
trânsitos.
▪ Quem o precede na mesma faixa de trânsito
não esteja indicando a manobra de ultrapassagem
a um terceiro veículo;
▪ Verifique os espelhos retrovisores e indique com antecedência a manobra pretendida, acionando a luz indicadora de direção do
veículo.
▪ Retorne a faixa de origem após a ultrapassagem, sinalizandoantecipadamente e tomando o devido cuidado com a distância de
segurança do veículo ultrapassado.
100
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA
Importante: grande parte dos sinistros de trânsitos com vítimas nas rodovias ocorrem
devido ao erro humano no momento da ultrapassagem, ocorrendo a colisão frente a frente.
Proibida a Ultrapassagem
▪ Nos trechos em curvas e em aclives sem visibilidade suficiente de vias com duplo
sentido de direção e pista única;
▪ Onde houver marcação viária longitudinal proibindo (faixa contínua ao centro da via);
101
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA
Parada e Estacionamento
OBJETIVO
Diferença entre Parar e Estacionar
conhecer as regras
práticas de Veículo parado:
estacionamento e
parada para evitar ▪ Imobilizado com a finalidade e pelo
situações que tempo estritamente necessário para
prejudiquem a fluidez e efetuar embarque ou desembarque de
segurança dos demais passageiros;
usuários do ambiente
de trânsito. Veículo estacionado:
▪ Em carga e descarga.
▪ Veículos de utilidade pública em operação gozam de livre parada e estacionamento no local da prestação de serviço.
▪ O condutor e os passageiros não deverão abrir a porta do veículo, deixá-la aberta ou descer do veículo sem antes se certificarem de
que isso não constitui perigo para eles e para outros usuários da via.
▪ O embarque ou o desembarque deve ocorrer sempre do lado da calçada, exceto para o condutor.
▪ Deixar de manter acesas, à noite, as luzes de posição, quando o veículo estiver parado, para fins de embarque ou desembarque
de passageiros e carga ou descarga de mercadorias, constitui uma infração média com penalidade de multa.
Proibição de Estacionamento
102
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA
▪ Sem calço, com PBT maior que 3.500 Kg, nos aclives e declives.
▪ A Lei 13.146/2015 incluiu áreas internas de condomínios residenciais e comerciais (áreas de estacionamento privado, porém de
uso coletivo) como locais passiveis de fiscalização e aplicação de multa e medidas administrativas, como por exemplo, remoção do
veículo caso este esteja estacionado indevidamente, desde que o local esteja devidamente sinalizado.
Proibição de Parada
103
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA
Obrigatoriedade de Parada
▪ Em vias preferenciais.
O pisca alerta é uma luz intermitente do veículo, utilizada em caráter de advertência, destinada a indicar aos
demais usuários da via que o veículo está imobilizado ou em situação de emergência. Sua utilização
indevida caracteriza uma infração com penalidade de multa.
104
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA
O pisca alerta ligado não permite ao motorista a quebra das regras de conduta, tal como avançar em
uma via preferencial ou sinal vermelho.
OBJETIVO Você deverá sempre reduzir a velocidade nas situações abaixo e tomar os seguintes cuidados:
conhecer as
situações em que a ▪ Cuidado com os demais veículos ao reduzir a velocidade.
redução de
velocidade é ▪ Sua CNH poderá ser recolhida em caso de alta velocidade.
uma prática
imprescindível para a ▪ Evite conduzir numa velocidade 50% menor que a regulamentada.
segurança de todos.
▪ Reduza a velocidade nas intersecções.
105
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA
▪ De dia, veículo de transporte coletivo de passageiros, circulando em faixas ou pistas a eles destinadas.
▪ De dia, em rodovias de pista simples situadas fora dos perímetros urbanos, no caso de veículos desprovidos de luzes de rodagem
diurna;
Noite para a Legislação de Trânsito Brasileira é o período do dia compreendido entre o pôr do sol e o
nascer do sol.
Uso da Buzina
Utilize a buzina somente para fazer as advertências necessárias a fim de evitar acidentes, bem como fora de áreas urbanas para
indicar ultrapassagens.
O uso indevido da buzina, ou padrões de freqüência fora dos estabelecidos pelo CONTRAN caracterizam uma infração leve
com penalidade de multa.
106
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA
Seja um condutor consciente, não utilize a buzina para cumprimentar pessoas; isso confunde os
demais condutores e desvia a atenção dos mesmos, podendo provocar sinistros de trânsitos.
É proibida a utilização de equipamento que produza som audível pelo lado externo do veículo, independentemente do volume ou
frequência, que perturbe o sossego público, nas vias terrestres abertas à circulação, exceto buzinas, alarmes, sinalizadores de marcha
à ré, sirenes e demais sons originados do funcionamento do veículo.
OBJETIVO
conhecer as regras
O artigo 54 do CTB estabelece normas viárias para os condutores de três tipos de veículos:
de condução dos
motocicletas, motonetas e ciclomotores, cujas definições encontram-se previstas no Anexo I:
veículos de duas
rodas.
Conceituação
107
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA
Regras de conduta
É proibido rebocar outro veículo Use capacete de segurança com viseira Não transporte criança menor de sete
utilizando um veículo de duas rodas. ou óculos de proteção e vestuário anos ou que não tenha, nas
fechado e que ofereça segurança. circunstâncias, condições de
cuidar de sua própria segurança.
Transite com o farol baixo aceso de Ciclomotores são proibidos Transporte seu passageiro no
dia e de noite. circular em vias de trânsito de assento suplementar com
rápido e rodovias, salvo se existir capacete e vestuário adequados.
local apropriado (acostamento).
108
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA
OBJETIVO Os animais que se encontram soltos nas vias e na faixa de domínio das vias de circulação serão
recolhidos e devolvidos aos seus proprietários, após o pagamento de multas e encargos devidos,
ter noções sobre as podendo ser leiloados caso não recuperados.
regras de condução de Os veículos de tração animal serão conduzidos pela direita da pista, junto à guia da calçada
veículos de tração (meio-fio) ou acostamento, sempre que não houver faixa especial a eles destinada, devendo
animal e animais nas seus condutores obedecer às normas de circulação previstas no Código de Trânsito Brasileiro.
vias de trânsito.
Demais Regras:
OBJETIVO
conhecer as regras
práticas no caso do
envolvimento em um
sinistro de trânsito ou
na solicitação de
socorro.
109
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA
Não caberá prisão em flagrante, nem se exigirá fiança, se ocorrer pronto e integral socorro à vítima.
Ao envolver-se em sinistro de trânsito grave, para o qual tenha contribuído, a participação no curso de reciclagem é obrigatória.
Para veículos com tacógrafo envolvidos em sinistro de trânsito com vítima, somente o perito poderá fazer a leitura da velocidade.
Alterar a cena do crime antes da perícia, a fim de mudar o resultado da mesma, é CRIME DE TRÂNSITO.
Caso você seja parado por um Agente deTrânsito, com o objetivo de lhe pedir ajuda para prestar socorro à vítima de sinistro de trânsito,
em caso de recusa, você estará cometendo uma INFRAÇÃO GRAVE com penalidade de multa.
Vias Urbanas:
OBJETIVO
De Trânsito Rápido:
saber identificar o
tipo de via na qual ▪ Sem interseções em nível e acesso a lotes lindeiros (garagens e estacionamentos).
está circulando,
adequando seu ▪ Sem travessia de pedestres no mesmo nível. (Se ocorrer, deve ser feito em passarelas).
comportamento às
características da ▪ Velocidade máxima 80 km/h, ou a que estiver na sinalização.
mesma.
▪ O acesso e saída são realizados por meio de alças de aceleração e desaceleração.
110
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA
Vias Arteriais:
Vias Coletoras:
RODOVIA PISTA RODOVIA PISTA
▪ São a maioria ESTRADA
DUPLA SIMPLES
das vias de uma
Automóveis 110 Km/h 100 Km/h 60 Km/h
cidade.
Motocicletas 110 Km/h 100 Km/h 60 Km/h
▪ Distribui o Camionetas 110 Km/h 100 Km/h 60 Km/h
trânsito entre
Ônibus e Micro-ônibus 90 Km/h 90 Km/h 60 Km/h
as demais vias
de maior fluxo. Demais Veículos 90 Km/h 90 Km/h 60 Km/h
Vias Locais:
Vias Rurais
São as RODOVIAS (pavimentadas) e as ESTRADAS (sem pavimento). As velocidades desenvolvidas devem obedecer à sinalização viária
(placas e pintura na via), porém não existindo, siga as especificações sao lado:
111
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA
Estas velocidades valem apenas em locais onde não houver sinalização que regulamentem outro valor
Algumas placas de advertência, apesar de não obrigarem a pratica de velocidade moderada, indicam
ao condutor tal necessidade.
Para que o estudo das vias de trânsito seja facilitado é importante que o aluno entenda alguns conceitos simples, sendo:
1. LOTE LINDEIRO - aquele situado ao longo das vias urbanas ou rurais e que com
elas se limita;
3. FAIXAS DE TRÂNSITO - qualquer uma das áreas longitudinais em que a pista pode
ser subdividida, sinalizada ou não por marcas viárias longitudinais, que tenham
uma largura suficiente para permitir a circulação de veículos automotores;
112
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA
5. PISTA DUPLA - duas pistas simples separadas por canteiro central com ou sem
obstáculos fixos (defensas);
113
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA
5. ACESSO LOCAL - acesso em nível às áreas restritas e locais, com o uso de vias locais;
7. ILHA - obstáculo físico, colocado na pista de rolamento, destinado à ordenação dos fluxos de
trânsito em uma interseção;
8. ROTATÓRIA- interseção de diversas vias com fluxo no sentido anti-horário e ilha central;
9. ACESSO ESPECIAL COM TRÂNSITO LIVRE -viadutos e trevos em desnível utilizados para o
cruzamento com vias de trânsito rápido;
10. ACOSTAMENTO - parte da via diferenciada da pista de rolamento destinada à parada ou estacionamento de veículos, em caso de
emergência, e à circulação de pedestres e bicicletas, quando não houver local apropriado para esse fim.
114
DIREITOS E DEVERES DO CONDUTOR
O Seguro Obrigatório
O DPVAT é o seguro pago pelos Proprietários de Veículos para cobrir Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via
Terrestre. Isso significa que o DPVAT é um seguro que indeniza vítimas de acidentes causados por veículos que têm motor próprio
(automotores) e circulam por terra ou por asfalto (vias terrestres).
As coberturas são (Valores de 2005, conforme última alteração do CNSP nº 151, de 2006 –
Apesar de contrariar a Lei Federal n° 6.205, de 29/04/1975, ainda em vigor, alguns DETRAN’s consideram para fins de cobrança
na prova teórica, o valor do DPVAT indexado ao salário mínimo vigente (R$ 998,00 – Janeiro/2019), sendo:
Morte – 13,5 salários mínimos
Invalidez permanente total ou parcial – até 13,5 salários mínimos
Assistência médica e suplementar – até 2,7 salários mínimos
ESCLARECIMENTOS:
1)O reembolso da indenização por morte ou invalidez é cumulativo com os das despesas médicas, ou seja, ambos devem ser pagos;
2)Para que ocorra o reembolso, as despesas médico-hospitalares devem ser realizadas em locais não conveniados com o SUS
(Sistema Único de Saúde);
3)Despesas dentárias também são cobertas pelo DPVAT;
4)Vítimas menores de 16 anos devem pleitear a indenização por meio de representante legal;
5)O prazo para requerer o pedido de indenização é de TRÊS anos a contar da data do sinistro.
115
DIREITOS E DEVERES DO CONDUTOR
A legislação brasileira e em alguns casos a Estadual, tenta amenizar as dificuldades de locomoção dos motoristas que possuem
deficiência física ou mental, dando a eles algumas isenções na aquisição e utilização de seu veículo.
O direito de opinião
Todo cidadão e/ou entidade civil tem o direito de solicitar, por escrito, aos órgãos ou entidades do Sistema Nacional de Trânsito,
sinalização, fiscalização e implantação de equipamentos de segurança, bem como sugerir alterações em normas, legislação e
outros assuntos pertinentes ao Código de Trânsito Brasileiro e suas Resoluções regulamentadoras.
O trânsito em condições seguras é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de
Trânsito.
A educação para o trânsito é um direito de todos e constitui dever prioritário para os componentes do SNT.
Todo condutor durante o teste de direção veicular terá o direito de não ser induzido ao erro quanto às regras de circulação e
conduta pelo examinador e ser tratado com o devido respeito pelo examinador.
Para o teste de baliza o condutor terá o direito de três tentativas, no tempo máximo de:
a)para categoria “B”: de 2’ a 5’ (dois a cinco minutos) - Obs.: para o estado do Rio Grande do Sul este tempo não excede 4’ (quatro
minutos);
b)para categoria “C” e “D”: de 3’ a 6’ (três a seis minutos);
c)para categoria “E”: de 5’ a 9’ (cinco a nove minutos).
O art. 5°, inciso LV, da Constituição Federal (datada de 1988) garante à todo o cidadão direito a AMPLA defesa durante as fases
em que ele está sendo acusado de cometer uma delito no trânsito, ou seja, ninguém poderá ser acusado e condenado sem o
direito de se defender previamente e amplamente.
Existe uma obrigatoriedade no parágrafo 2º do Art 288 do CTB que cita a necessidade de recolher o valor da multa para recorrer
em segunda instância. Na data de 27/11/2009, o Supremo Tribunal Federal publicou a Súmula Vinculante 21, a qual trata do
descumprimento da Constituição Federal no direito a ampla defesa quando se exige do condutor o pagamento prévio para recorrer
à multa em segunda instância. Baseado nesta Súmula do STF, conclui-se que é um direito do cidadão recorrer à multa sem ter a
necessidade de recolher previamente o valor da multa.
Para fins de esclarecimento, a Súmula Vinculante é na verdade uma espécie de jurisprudência da justiça, a qual é declarada
oficialmente para todas as demais instâncias para serem aplicadas em suas decisões.
Deverá ser imposta a penalidade de advertência por escrito à infração denatureza leve ou média, passível de ser punida com
multa, caso o infrator nãotenha cometido nenhuma outra infração nos últimos doze meses (alterado pelaLei 14.071, de
13/10/2020). A resolução CONTRAN nº 918, de 28 de março de 2022, tenta manter à cargo da autoridade de trânsito a decisão de
trocar ou não a multa pela advertência,porém a Lei é clara, tal ação deverá ser realizada, não sendo uma alternativa.
O prazo para apresentar a solicitação é de 30 dias após a notificação.
A Resolução CONTRAN 798, de 02/09/2020 dá o direito à todo cidadão ter acesso ao motivo (estudo técnico) pelo qual levou a
Autoridade de Trânsito a instalar um equipamento eletrônico de medição de velocidade.
A Lei Estadual 3.051/98 do estado do Rio de Janeiro dá o direito no caso de roubo ou furto de emissão da segunda via de
documentos, desde que lavrado o devido BO e registrada a perda dos documentos no evento ocorrido. Os documentos que podem
ser emitidos sem custos são:
116
DIREITOS E DEVERES DO CONDUTOR
1)CNH;
2)RG – registro geral (Documento de Identidade);
3)CRLV - Licenciamento Anual de Veículo.
Ter acesso via internet sobre as receitas e aplicações dos recursos gerados pelas multas.
Será concedido o desconto de até 15% no valor do IPVA ao condutor e proprietário de veículo automotor que não tenha incorrido
em infração de trânsito conforme: 1 ano 5%, 2 anos 10% e 3 anos 15%.
Criado pela Lei 14.071, de 13/10/2020, o Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), cadastrará os condutores que não
cometeram infração de trânsito sujeita à pontuação, nos últimos doze meses, conforme regulamentação do CONTRAN.
A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão utilizar o RNPC para conceder benefícios fiscais ou tarifários aos
condutores cadastrados, na forma da legislação específica de cada ente da Federação.
Ao se cadastrar no SNE, o usuário poderá inserir os seus veículos e receber infrações aplicadas pelos órgãos autuadores que
aderiram à solução. O usuário poderá inserir ou excluir os veículos a qualquer tempo. O proprietário do veículo informado passará
a ser comunicado eletronicamente acerca das notificações de autuação e penalidade interestaduais, de responsabilidade de
órgãos autuadores optantes pelo Sistema de Notificação Eletrônica.
O proprietário poderá visualizar os detalhes de cada infração e optar pelo seu reconhecimento. Desta forma, será oferecido a ele
a possibilidade de pagar a infração com 40% de desconto.
Quando for comprovado que o radar que mediu a velocidade está REPROVADO pelo INMETRO.
Mas como saber se o radar está ou não REPROVADO?
Consulte o site [Link]
Os dados necessários para a consulta serão encontrados no auto de notificação.
117
ANEXOS DO CTB
LEGISLAÇÃO DE TRANSITO
118
ANEXOS DO CTB
LEGISLAÇÃO DE TRANSITO
GESTOS DE CONDUTORES - movimentos convencionais de braço, adotados exclusivamente pelos condutores, para orientar ou indicar que vão
efetuar uma manobra de mudança de direção, redução brusca de velocidade ou parada.
ILHA - obstáculo físico, colocado na pista de rolamento, destinado à ordenação dosfluxos de trânsito em uma interseção.
INFRAÇÃO - inobservância a qualquer preceito da legislação de trânsito, às normas emanadas do Código de Trânsito, do Conselho Nacional de
Trânsito e a regulamentação estabelecida pelo órgão ou entidade executiva do trânsito.
INTERSEÇÃO - todo cruzamento em nível, entroncamento ou bifurcação, incluindo as áreas formadas por tais cruzamentos, entroncamentos ou
bifurcações.
INTERRUPÇÃO DE MARCHA - imobilização do veículo para atender circunstância momentânea do trânsito.
LEILÃO - modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda de veículosremovidos ou recolhidos
LICENCIAMENTO - procedimento anual, relativo a obrigações do proprietário de veículo,
comprovado por meio de documento específico
LOGRADOURO PÚBLICO - espaço livre destinado pela municipalidade à circulação, parada ou estacionamento de veículos, ou à circulação de
pedestres, tais como calçada,parques, áreas de lazer, calçadões.
LOTAÇÃO - carga útil máxima, incluindo condutor e passageiros, que o veículo transporta, expressa em quilogramas para os veículos de carga, ou
número de pessoas, para osveículos de passageiros.
LOTE LINDEIRO - aquele situado ao longo das vias urbanas ou rurais e que com elas se limita.
LUZ ALTA - facho de luz do veículo destinado a iluminar a via até uma grande distânciado veículo.
LUZ BAIXA - facho de luz do veículo destinada a iluminar a via diante do veículo, sem ocasionar ofuscamento ou incômodo injustificáveis aos
condutores e outros usuários davia que venham em sentido contrário.
LUZ DE FREIO - luz do veículo destinada a indicar aos demais usuários da via, que se encontram atrás do veículo, que o condutor está aplicando o
freio de serviço.
LUZ INDICADORA DE DIREÇÃO (pisca-pisca) - luz do veículo destinada a indicar aos demais usuários da via que o condutor tem o propósito de mudar
de direção para a direita ou para a esquerda.
LUZ DE MARCHA À RÉ - luz do veículo destinada a iluminar atrás do veículo e advertir aos demais usuários da via que o veículo está efetuando
ou a ponto de efetuar umamanobra de marcha à ré.
LUZ DE NEBLINA - luz do veículo destinada a aumentar a iluminação da via em caso de neblina, chuva forte ou nuvens de pó.
LUZ DE POSIÇÃO (lanterna) - luz do veículo destinada a indicar a presença e a largurado veículo.
MANOBRA - movimento executado pelo condutor para alterar a posição em que o veículo
está no momento em relação à via.
MARCAS VIÁRIAS - conjunto de sinais constituídos de linhas, marcações, símbolos ou legendas, em tipos e cores diversas, apostos ao pavimento da
via.
MICRO-ÔNIBUS - veículo automotor de transporte coletivo com capacidade para até vinte passageiros.
MOTOCICLETA - veículo automotor de duas rodas, com ou sem side-car, dirigido porcondutor em posição montada.
MOTONETA - veículo automotor de duas rodas, dirigido por condutor em posição sentada.
MOTOR-CASA (MOTOR-HOME) - veículo automotor cuja carroçaria seja fechada e destinada a alojamento, escritório, comércio ou finalidades
análogas.
NOITE - período do dia compreendido entre o pôr-do-sol e o nascer do sol.
ÔNIBUS - veículo automotor de transporte coletivo com capacidade para mais de vinte passageiros, ainda que, em virtude de adaptações com
vista à maior comodidade destes, transporte número menor.
OPERAÇÃO DE CARGA E DESCARGA - imobilização do veículo, pelo tempo estritamentenecessário ao carregamento ou descarregamento de
animais ou carga, na forma disciplinada pelo órgão ou entidade executivo de trânsito competente com circunscrição sobre a via.
OPERAÇÃO DE TRÂNSITO - monitoramento técnico baseado nos conceitos de Engenharia de Tráfego, das condições de fluidez, de
estacionamento e parada na via, de forma a reduzir as interferências tais como veículos quebrados, acidentados, estacionados irregularmente
atrapalhando o trânsito, prestando socorros imediatos e informações aos pedestres e condutores.
PARADA - imobilização do veículo com a finalidade e pelo tempo estritamente necessário
para efetuar embarque ou desembarque de passageiros.
PASSAGEM DE NÍVEL - todo cruzamento de nível entre uma via e uma linha férrea ou trilho de bonde com pista própria.
PASSAGEM POR OUTRO VEÍCULO - movimento de passagem à frente de outro veículoque se desloca no mesmo sentido, em menor velocidade, mas
em faixas distintas da via. PASSAGEM SUBTERRÂNEA - obra de arte destinada à transposição de vias, em desnível subterrâneo, e ao uso de pedestres
ou veículos.
PASSARELA - obra de arte destinada à transposição de vias, em desnível aéreo, e ao
uso de pedestres.
PASSEIO - parte da calçada ou da pista de rolamento, neste último caso, separada por pintura ou elemento físico separador, livre de interferências,
destinada à circulaçãoexclusiva de pedestres e, excepcionalmente, de ciclistas.
PATRULHAMENTO - função exercida pela Polícia Rodoviária Federal com o objetivo degarantir obediência às normas de trânsito, assegurando a livre
circulação e evitandoacidentes.
PERÍMETRO URBANO - limite entre área urbana e área rural.
PESO BRUTO TOTAL - peso máximo que o veículo transmite ao pavimento, constituídoda soma da tara mais a lotação.
PESO BRUTO TOTAL COMBINADO - peso máximo transmitido ao pavimento pela combinação de um caminhão-trator mais seu semi-reboque ou do
caminhão mais o seu reboque ou reboques.
PISCA-ALERTA - luz intermitente do veículo, utilizada em caráter de advertência, destinada a indicar aos demais usuários da via que o veículo está
imobilizado ou emsituação de emergência.
PISTA - parte da via normalmente utilizada para a circulação de veículos, identificada por elementos separadores ou por diferença de nível em relação às
calçadas, ilhas ou aoscanteiros centrais.
PLACAS - elementos colocados na posição vertical, fixados ao lado ou suspensos sobre a pista, transmitindo mensagens de caráter permanente e,
119
ANEXOS DO CTB
LEGISLAÇÃO DE TRANSITO
eventualmente, variáveis, mediante símbolo ou legendas pré-reconhecidas e legalmente instituídas como sinais de trânsito.
POLICIAMENTO OSTENSIVO DE TRÂNSITO - função exercida pelas Polícias Militares com o objetivo de prevenir e reprimir atos relacionados com a
segurança pública e degarantir obediência às normas relativas à segurança de trânsito, assegurando a livrecirculação e evitando acidentes.
PONTE - obra de construção civil destinada a ligar margens opostas de uma superfície líquida qualquer.
REBOQUE - veículo destinado a ser engatado atrás de um veículo automotor.
RECOLHIMENTO - encaminhamento do veículo ao pátio de custódia a qualquer título.
REMOÇÃO - medida administrativa do agente quando constata uma infração de trânsito que caracterize a necessidade de se retirar o veículo do trânsito.
REGULAMENTAÇÃO DA VIA - implantação de sinalização de regulamentação pelo órgãoou entidade competente com circunscrição sobre a via, definindo,
entre outros, sentido de direção, tipo de estacionamento, horários e dias.
REFÚGIO - parte da via, devidamente sinalizada e protegida, destinada ao uso de pedestres durante a travessia da mesma.
RENACH - Registro Nacional de Condutores Habilitados.
RENAGRAV - é um subsistema do Registro Nacional de Veículos Automotores
(RENAVAM) que registra apontamentos financeiros e de contrato.
RENAVAM - Registro Nacional de Veículos Automotores.
RETORNO - movimento de inversão total de sentido da direção original de veículos.
RODOVIA - via rural pavimentada.
SEMIRREBOQUE - veículo de um ou mais eixos que se apóia na sua unidade tratora ou é a ela ligado por meio de articulação.
SINAIS DE TRÂNSITO - elementos de sinalização viária que se utilizam de placas, marcas viárias, equipamentos de controle luminosos, dispositivos
auxiliares, apitos e gestos, destinados exclusivamente a ordenar ou dirigir o trânsito dos veículos e pedestres.
SINALIZAÇÃO - conjunto de sinais de trânsito e dispositivos de segurança colocados na via pública com o objetivo de garantir sua utilização adequada,
possibilitando melhorfluidez no trânsito e maior segurança dos veículos e pedestres que nela circulam.
SONS POR APITO - sinais sonoros, emitidos exclusivamente pelos agentes da autoridade de trânsito nas vias, para orientar ou indicar o direito de
passagem dos veículos oupedestres, sobrepondo-se ou completando sinalização existente no local ou norma
estabelecida neste Código.
TARA - peso próprio do veículo, acrescido dos pesos da carroçaria e equipamento, do combustível, das ferramentas e acessórios, da roda
sobressalente, do extintor deincêndio e do fluido de arrefecimento, expresso em quilogramas.
TRAILER - reboque ou semirreboque tipo casa, com duas, quatro, ou seis rodas, acoplado ou adaptado à traseira de automóvel ou camionete,
utilizado em geral em atividades turísticas como alojamento, ou para atividades comerciais.
TRÂNSITO - movimentação e imobilização de veículos, pessoas e animais nas vias terrestres.
TRANSPOSIÇÃO DE FAIXAS - passagem de um veículo de uma faixa demarcada para outra.
TRATOR - veículo automotor construído para realizar trabalho agrícola, de construção e pavimentação e tracionar outros veículos e equipamentos.
ULTRAPASSAGEM - movimento de passar à frente de outro veículo que se desloca no mesmo sentido, em menor velocidade e na mesma faixa de tráfego,
necessitando sair e retornar à faixa de origem.
UTILITÁRIO - veículo misto caracterizado pela versatilidade do seu uso, inclusive fora de estrada.
VEÍCULO ARTICULADO - combinação de veículos acoplados, sendo um deles automotor.
VEÍCULO AUTOMOTOR - todo veículo a motor de propulsão que circule por seus próprios meios, e que serve normalmente para o transporte viário de pessoas e
coisas, ou para a tração viária de veículos utilizados para o transporte de pessoas e coisas. O termo compreende os veículos conectados a uma linha elétrica e que
não circulam sobre trilhos (ônibus elétrico). VEÍCULO DE CARGA - veículo destinado ao transporte de carga, podendo transportar dois passageiros,
exclusive o condutor.
VEÍCULO DE COLEÇÃO - aquele que, mesmo tendo sido fabricado há mais de trinta anos, conserva suas características originais de fabricação e possui valor
histórico próprio. VEÍCULO CONJUGADO - combinação de veículos, sendo o primeiro um veículo automotor e os demais reboques ou equipamentos
de trabalho agrícola, construção, terraplenagem ou pavimentação.
VEÍCULO DE GRANDE PORTE - veículo automotor destinado ao transporte de carga com peso bruto total máximo superior a dez mil quilogramas e de
passageiros, superior avinte passageiros.
VEÍCULO DE PASSAGEIROS - veículo destinado ao transporte de pessoas e suas bagagens.
VEÍCULO MISTO - veículo automotor destinado ao transporte simultâneo de carga epassageiro.
VIA - superfície por onde transitam veículos, pessoas e animais, compreendendo a pista, a calçada, o acostamento, ilha e canteiro central.
VIA DE TRÂNSITO RÁPIDO - aquela caracterizada por acessos especiais com trânsitolivre, sem interseções em nível, sem acessibilidade direta aos lotes
lindeiros e sem travessia de pedestres em nível.
VIA ARTERIAL - aquela caracterizada por interseções em nível, geralmente controlada por semáforo, com acessibilidade aos lotes lindeiros e às vias
secundárias e locais, possibilitando o trânsito entre as regiões da cidade.
VIA COLETORA - aquela destinada a coletar e distribuir o trânsito que tenha necessidade de entrar ou sair das vias de trânsito rápido ou arteriais,
possibilitando o trânsito dentro das regiões da cidade.
VIA LOCAL - aquela caracterizada por interseções em nível não semaforizadas, destinada apenas ao acesso local ou a áreas restritas.
VIA RURAL - estradas e rodovias.
VIA URBANA - ruas, avenidas, vielas, ou caminhos e similares abertos à circulaçãopública, situados na área urbana, caracterizados principalmente por
possuírem imóveis edificados ao longo de sua extensão.
VIAS E ÁREAS DE PEDESTRES - vias ou conjunto de vias destinadas à circulação
prioritária de pedestres.
VIADUTO - obra de construção civil destinada a transpor uma depressão de terreno ou servir de passagem superior
120
DIREÇÃO DEFENSIVA
Em nossa cultura a palavra sinistro de trânsito dá a idéia de algo que independe de nossa vontade, o que não é verdade. Quase
a totalidade dos sinistros de trânsito são evitáveis se a prudência e o bom-senso estiverem presentes. Algumas literaturas culpam
parcialmente o mau tempo e a má conservação das pistas e veículos pelo ocorrido, o que não procede, pois um motorista
prudente, por exemplo, não viaja com mau tempo ou com o veículo mal conservado.
Um novo conceito que cada dia mais se fortalece e se faz necessário é o do condutor Pró-Ativo. Para se tornar um condutor Pró-
Ativo, você deve colocar acima de seus anseios pessoais a segurança coletiva e a paz no trânsito.
Evitável - neste caso os envolvidos são culpados e não vítimas, sendo a maioria dos sinistros de trânsito ocorridos.
Não evitável - neste caso os envolvidos nada podem fazer para evitar o sinistro de trânsito, no máximo podem amenizar
suas consequências.
Segundo estatísticas, os sinistros de trânsito ocorrem por uma somatória de fatores, porém um deles é o preponderante e, sem
dúvida, é o ato inseguro do condutor.
O ato inseguro poderá ocorrer de três formas: pela imperícia, pela imprudência ou pela negligência do condutor.
Imprudente - é o condutor que possui perícia na condução de seu veículo, porém mesmo sabendo dos riscos realiza manobras
perigosas e arriscadas;
Imperito - é o condutor que possui falta de habilidade proveniente de pouco tempo de direção, formação inadequada, entre outros
fatores; Negligente - é o condutor que deixa de fazer o correto, mesmo sabendo que deve, tal como desacelerar para facilitar a
121
DIREÇÃO DEFENSIVA
Inicie sua vida de condutor em rodovias de forma cautelosa, tomando os seguintes cuidados:
1- Inicie em rodovias de pouco movimento e que não ofereçam riscos(precipícios, muitas curvas, aclives e declives
acentuados, etc);
2- Procure sempre estar acompanhado de um condutor experiente;
3- Procure sempre oferecer a passagem aos demais veículos e evite andar próximo a eles. Devido a falta de
experiência, em caso de umcontratempo você precisará de maior espaço para dominar a situação;
Lembre-se que em velocidades mais altas, qualquer mudança brusca na direção do veículo ou o travamento das rodas pelo uso errado
dos freios poderá causar a instabilidade do veículo e consequentemente um sinistro de trânsito
PARA ENTENDER
MELHOR
Acredite! A condução de um veículo nas rodovias, apesar de parecer uma tarefa mais simples do
que conduzir em um centro urbano, poderá reservar surpresas desastrosas para o condutor de
primeira viagem
As condições adversas
Toda condição que colabora para que ocorra o sinistro de trânsito é considerada uma condição
adversa, ou seja, perigosa.
A via colabora para o sinistro de trânsito
OBJETIVO quando:
conhecer noções sobre • Mal conservada ou sinalizada;
o processo de formação • Com aclive ou declive acentuado;
de um condutor, sua • Estando em obras;
habilitação e renovação
• Sem acostamento e/ou vegetação
adentrando na pista;
• Sem separadores;
• Com serras e precipícios;
• Com pontos de acúmulo de água da chuva;
Planeje seu deslocamento para evitar
trechos mal conservados, caso contrário,
redobre a atenção, diminua a velocidade e
aumente a distânciado veículo da frente.
122
DIREÇÃO DEFENSIVA
A má conservação do seu veículo aumenta a possibilidade de haver falha humana e culminar em sinistro de trânsito.
Mantenha sempre: pneus calibrados (semanalmente), amortecedores em boas condições, luzes reguladas, sinais e equipamentos
de segurança revisados, freios testados e revisados e o veículo abastecido.
PARA ENTENDER
MELHOR
PARA ENTENDER
MELHOR
123
DIREÇÃO DEFENSIVA
A carga mal acondicionada também se torna um fator de risco. Evite permanecer atrás de veículos de carga com condições
duvidosas de segurança.
Para as cargas que não ocuparem toda a carroceria no sentido longitudinal, restando
espaços vazios nos painéis traseiro e frontal, devem ser utilizados, pelo
transportador, além dos dispositivos de amarração, outros dispositivos diagonais
que impeçam os movimentos para frente e para trás da carga
O trânsito congestionado e confuso se torna mais um fator para aumentar a insegurança. Algo que contribui muito para a
desordem é o excesso de barulho. Use a buzina apenas para advertir os demais usuários da via quanto a uma situação de risco,
bem como:
OBJETIVO
Só ultrapasse se a visibilidade for boa. Caso contrário, não ultrapasse mesmo que a sinalização
conhecer os tipos de
sinistros de trânsitos permita.
mais comuns existentes Reduza a velocidade nas curvas.
nas vias de trânsito, Tenha muito cuidado nas conversões à esquerda e nos retornos.
suas causas principais e Evite a guerra de faróis, pois você poderá ser a vítima.
precauções para evitá-
los.
124
DIREÇÃO DEFENSIVA
Nos Cruzamentos
Com Trens
125
DIREÇÃO DEFENSIVA
Nas Curvas
Evite a certeza de que você conhece a estrada. Isso faz com que você
menospreze os pontos de perigo da via.
Reduza a velocidade antes de entrar na curva e acelere levemente ao entrar
nela.
Evite cavalgar as faixas de divisão de fluxos.
Se necessário frear enquanto realiza uma curva, faça com cautela. Não trave as
rodas de seu veículo.
Aumente a distância de segurança antes de entrar em uma curva.
Observe o acostamento, pois a qualquer momento ele poderá ser sua única
salvação.
Jamais ultrapasse nas curvas
Em Marcha à Ré
Se sua visão for insuficiente para realizar a manobra de marcha à ré, com
segurança, peça ajuda.
Jamais execute manobra de marcha à ré em intersecções.
Evite sair de garagens e estacionamentos utilizando a marcha à ré.
Tenha muito cuidado com objetos pequenos, animais e crianças, pois
geralmente você não consegue vê-los.
Não conduza um veículo tendo consumido qualquer quantia de bebida alcoólica ou ingerido medicamentos que
provoquem sono;
Durante as viagens prolongadas realize paradas periódicas para
descansar e alongar;
Em rodovias de pouco movimento e excessivamente reta, redobre sua
vigilância consigo mesmo contra os desligamentos
relâmpagos. Uma fração de segundo é o suficiente para você perder o
controle e se acidentar;
Evite durante as viagens realizar refeições pesadas e de difícil digestão.
Elas causam sono e mal e star durante o percurso;
Mantenha seus pneus em bom estado e calibrados corretamente;
O excesso de velocidade também poderá provocar a perda do controle
do veículo e a colisão com objetos fixos;
Lembre-se dos marcadores de perigo e marcadores de obstáculo. Saiba
interpretar a forma correta de desvio do obstáculo e/ou perigo
126
DIREÇÃO DEFENSIVA
Com os Pedestres
Com os Ciclistas
Dê preferência ao ciclista.
127
DIREÇÃO DEFENSIVA
Com os animais
128
DIREÇÃO DEFENSIVA
O motorista conta com todos os seus sentidos para conduzir seu veículo, porém conta principalmente com a visão e a audição. O
CTB cita que todo condutor deverá passar por uma reavaliação médica há cada cinco ou três anos, porém o agravamento de um
problema de visão ou de adição poderá ocorrer antes desse período.
A Metamorfose e o Exibicionismo
Avalie sua condição emocional antes de conduzir um veículo. Caso tenha qualquer dúvida é melhor não dirigir ou então solicitar a
ajuda de alguém.
O Medo
129
DIREÇÃO DEFENSIVA
Excesso de Confiança
Dirigir alcoolizado ou drogado, além de ser uma das maiores imprudências é CRIME DE
TRÂNSITO, provocando a perda da coordenação e reflexos, visão distorcida, falta de
concentração
e autocrítica. Evite trafegar nas madrugadas próximo às festas e não pegue carona com
condutores embriagados. Ofereça-se para conduzir o veículo nestes casos.
É pelo sistema nervoso que nossos movimentos voluntários e involuntários (ex: bater do coração) ocorrem,
controlando nossas diversas funções. É por ele ainda que recebemos as sensações do ambiente. É dividido
em SNC - Sistema Nervoso Central e SNP - Sistema Nervoso
Periférico. O SNC é formado pelo encéfalo (contendo o
cérebro) epela medula espinhal, já o SNP é formado pelos
nervos e gânglios.
Depressores – Substâncias que tendem a produzir diminuição da atividade motora, da reatividade à dor e
da ansiedade, sendo comum um efeito euforizante inicial (diminuição das inibições, da crítica) e um
aumento da sonolência, posteriormente. São exemplos desta classe: álcool, benzodiazepínicos,
barbitúricos, opiáceos e solventes;
130
DIREÇÃO DEFENSIVA
b. O Perigo da Automedicação
O uso de bebidas alcoólicas pelas pessoas é algo cultural e bastante antigo em todas as civilizações,
datando de milhares de anos A.C (antes de Cristo). O álcool é uma droga psicodepressora,
produzindo seus efeitos ao cair na corrente sanguínea e indo parar no cérebro. Existem
basicamente dois tipos de bebidas alcoólicas, as fermentadas e as destiladas. As destiladas contêm
muito mais álcool do que as fermentadas. O que pouca gente sabe é que todo destilado surge
primeiro como fermentado - a primeira etapa na fabricação do uísque, por exemplo, é a
fermentação dos grãos de cevada, que, por si só, já nos dá a cerveja. Isso acontece
porque a fermentação de cereais ou de frutas é a forma primordial de obter álcool. As cervejas
nacionais por exemplo possuem em torno de 4,5% de álcool, apesar de já ser fabricada cervejas
sem álcool, permitindo assim beber sem descumprir a Lei Seca. Os exemplo de fermentados são a
cerveja, o vinho e a cidra e de destilados são o conhaque, a cachaça e o uísque.
A taxa de alcoolemia é a quantidade de álcool existente nos sangue de um indivíduo, em determinado momento, e expressa-se
em gramas de álcool puro (etanol) por litro de sangue (g/l), decigramas por litro de sangue (dg/l) ou em décimos de miligrama por
litro de ar expelido pelos pulmões, no caso do uso de bafômetro (etilômetro). A alcoolemia aumenta à medida que o etanol é
absorvido pelo organismo e diminui lentamente de acordo com a degradação do álcool pelo fígado, pelo suor ou pela urina.
A taxa de alcoolemia de uma pessoa pode variar conforme alguns fatores, sendo:
Tipo e quantidade de bebida ingerida (bebidas destiladas possuem maior teor alcoólico, bem como as gaseificadas ou aquecidas
tem potencializado seu efeito);
• Momento da absorção (jejum/às refeições/fora das refeições);
• Ritmo de ingestão;
• Peso e sexo do indivíduo (mulheres são mais vulneráveis aos efeitos do álcool);
• Estado de saúde e estado de fadiga
• Período da absorção (a noite o fígado diminui seu ritmo);
• Idade (adolescentes são mais vulneráveis devido fatores hormonais);
• Porém de modo geral com dois cálices de vinho, dois copos de cerveja ou duas doses de uísque o indivíduo poderá chegar aos
0,6 g/l por litro de sangue. e.
131
DIREÇÃO DEFENSIVA
e. A Absorção do Álcool
O álcool invade o cérebro provocando sintomas progressivos e cada vez mais graves e perigosos e segue uma determinada ordem:
1) Lobo Frontal - ao atingir o lobo frontal o álcool dá uma sensação de relaxamento, porém com pouca ou nenhuma perda de
raciocínio ou capacidade de decisão;
2) Lobo Parietal e Temporal - ao atingir o lobo parietal e temporal o álcool tira do indivíduo a capacidade de mensurar uma ação
perigosa. É neste momento que começam as quebras das regras de trânsito, tal como cruzar um sinal vermelho;
3) Lobo Occipital - ao atingir o lobo occipital o álcool prejudica a visão e a orientação do condutor, tirando dele totalmente a noção
de espaço e distância. Neste momento os acidentes se tornam um risco iminente;
4) Cerebelo - ao atingir o cerebelo o álcool retira do condutor toda a capacidade de reflexo e coordenação motora. Neste momento
o condutor não consegue nem mesmo realizar as operações do veículo com segurança, tal como trocar uma marcha de forma
correta;
5) Ponte e Medula - ao ultrapassar o cerebelo e atingir a ponte e atémesmo a medula o álcool poderá levar ao coma, à insuficiência
respiratória e cardíaca.
Ao passar pela boca, esôfago e estômago 25% do etanol é absorvido e ao chegar no intestino o restante dos 75% do etanol são
absorvidose caem na corrente sanguínea.
A absorção do álcool leva de 60 a 70 minutos, chegando ao pico máximo em 02 horas.
132
DIREÇÃO DEFENSIVA
f. A Eliminação do Álcool
A eliminação do álcool do sangue ocorre pela urina, pelo processamento no fígado e também pela transpiração, não podendo ser
acelerado por nenhum processo ou medicamento. Para exemplificar, uma pessoa que alcance a taxa de alcoolemia no sangue
(TAS) de 2,00 g/l (vinte decigramas), estará com seusangue limpo em média após 24 horas.
PARA ENTENDER
MELHOR
A eliminação do álcool ocorre de forma natural, não adianta ingerir café ou “tomar ar”.
Situações de Risco
OBJETIVO
conhecer as demais O Perigo nas Curvas e as Derrapagens
situações que geram
risco à segurança do
condutor e demais
Sempre, antes de uma curva, desacelere e
usuários do ambiente
de trânsito, bem como entre na curva com uma pequena
aprender as técnicas aceleração para definir o traçado do veículo.
para eliminar, Jamais ultrapasse em uma curva, mesmo
minimizar ou controlar que a sinalização permita, pois na verdade a
os riscos. faixa poderá estar apagada, ausente ou
errada.
133
DIREÇÃO DEFENSIVA
SUBESTERÇAMENTO
SOBRE-ESTERÇAMENTO
Os carros equipados com tração atrás têm propensão a sair de traseira nas
derrapagens em curvas, o chamado sobre- esterçamento, onde a parte de
trás do carro sai lateralmente, não acompanhando a trajetória da curva. Se
isso acontecer, nunca pise no freio para evitar o travamento das rodas e a
perda do resto de aderência que ainda existe dos pneus na via. Tire o pé
do acelerador e gire o volante para o lado contrário da curva, até que o
carro aponte para ela novamente e retome a aceleração de forma
gradativa.
PARA ENTENDER
MELHOR
Se seu veículo possuir freios ABS a forma de ação muda, ou seja, pise firmemente nos freios e
se preocupe apenas com o controle da direção para voltar ao traçado da pista.
A distância de seguimento é o espaço de segurança que você mantém do veículo que está na sua frente. Caso este veículo venha
a se tornar um obstáculo, ou seja, caso ele pare na pista, por algum motivo, você precisade um espaço de tempo e uma distância
para perceber o problema, executar uma ação (reagir) e proceder a frenagem (se esta for sua decisão) Veja figura ao lado e entenda
melhor a importância deste conceito.
Distância e Tempo de Percepção – é a distância percorrida e o tempo gasto do momento que ocorre o problema à frente até a
percepção do fato pelo condutor. Lembre-se que a distância percorrida é diretamente proporcional à velocidade, ou seja, quanto
maior a velocidade, menor será o tempo que você terá para se livrar do acidente. Este tempo perdido será menor ou maior
conforme o grau de atenção do condutor no ambiente de trânsito.
134
DIREÇÃO DEFENSIVA
Algumas atividades executadas durante a condução de um veículo podem retardar, e muito, o momento da percepção. É bastante
comum o sinistro de trânsito ocorrer sem que o condutor tenha se dado por conta do perigo. Veja a tabela abaixo (Fonte:
Volkswagen)
135
DIREÇÃO DEFENSIVA
Distância e Tempo de Reação – é a distância percorrida e o tempo gasto do momento que ocorre a percepção do problema até o
momento que o condutor age para evitar seu envolvimento no sinistro de trânsito (pisar no freio, reduzir a marcha, escolher
o ponto de fuga, etc).
O tempo de reação pode variar de condutor para condutor, estando na média de 1,5 segundo. Importante salientar que
condutores embriagados, sonolentos e cansados por estarem muitas horas à frente do volante, podem ter seu tempo de reação
estendido para mais de 3 segundos.
Distância e Tempo de Frenagem – é a distância percorrida e o tempo gasto do momento que o condutor aciona os freios (caso
seja esta sua ação) até o momento da parada total do veículo.
Como já sabemos, a distância percorrida será maior quanto maior for a velocidade do veículo, porém outros fatores influenciam
neste caso, sendo: O estado de conservação dos pneus – pneus com banda de rodagem muito gasta (inferior a 1,6 mm) possuem
menos aderência na via, gerando maiores distâncias de frenagem;
O tipo de cobertura da via, condições atmosféricas, tamanho e carga do veículo e o tipo de freio – estes fatores influenciam
diretamente no tempo de frenagem de um veículo e na distância que este percorrerá do momento do acionamento do freio até a
parada total do veículo. Para exemplificar, veja a tabela abaixo, considerando nosso exemplo (veículo a 80 km/h)mportante
salientar que estes valores são aproximados e resultam de dados estatísticos.
136
DIREÇÃO DEFENSIVA
PARA ENTENDER
MELHOR
Este método de medição da distância de seguimento segura é valido (funciona) somente para
veículos que estejam dentro da velocidade máxima regulamentada para o veículo ou para a via.
137
DIREÇÃO DEFENSIVA
A regra do carro é uma forma bastante prática de manter sua distância de segurança quando a via não possui pontos de referência
para a regra dos 2 ou 3 segundos. Basta deixar dois carros de distância a cada 30 km/h de velocidade desenvolvida. Se a pista
estiver molhada ou com cobertura solta (tipo cascalho), duplique esta distância.
A Distância Frontal
Dependerá diretamente do tipo de pavimento, do estado de conservação de
seus pneus e das condições atmosféricas do dia. A distância média de
frenagem de uma motocicleta, sem carga ou passageiro, a uma velocidade
de 60 km/h, em um dia
seco e sobre um pavimento firme é de 16 metros, o que significa que você
deve deixar um espaço que caiba em torno de quatro veículos de passeio
entre sua motocicleta e o veículo que se desloca logo à frente (dados
extraídos da revista Motociclismo).
Aqui surge um problema do trânsito urbano, onde infelizmente neste caso
um outro condutor provavelmente irá ultrapassar sua motocicleta e se
colocar entre você e o outro veículo. Uma forma de solucionar este
problema é se posicionar na pista ocupando seu espaço como um veículo de
quatro rodas e se mesmo assim o outro condutor lhe ultrapassar, reduza a
velocidade e retome a mesma distância de segurança que você mantinha do
outro veículo, ou seja, uma distância que caiba mais quatro veículos. Em caso de mal tempo redobre esta distância de segurança.
A Distância Lateral
Uma distância de segurança lateral adequada é aquela que permite uma
manobra evasiva, ou seja, em torno de três a quatro vezes a largura de sua
motocicleta, contando com o baú ou grelha de carga, caso existam.
Este é um ponto polêmico, pois devidoa necessidade de mobilidade e os
congestionamentos dos centros urbanos, se deslocar entre as filas de veículos
em movimento é algo bem comum para o dia-a-dia do motociclista, porém as
estatísticas não deixam dúvidas, esta prática é um dos principais fatores que
levam ao sinistro de trânsito, pois um pequeno erro de cálculo levará o
motociclista ao chão.
Lembramos que com a nova legislação um equipamento de segurança que
passará a ser obrigatório é o protetor de pernas, o conhecido mata-cachorro, o
qual dificultará a passagem entre a fila de veículos.
PARA ENTENDER
MELHOR
Ultrapassar veículos motorizados em fila, parados em razão de sinal luminoso e uma infração de
trânsito grave com penalidade de multa.
138
DIREÇÃO DEFENSIVA
Vicíos ao Volante
O condutor ao longo de sua vida adquire alguns vícios, os quais devem ser conscientemente eliminados, tal como:
Acelerar ao avistar o sinal amarelo do semáforo
Parar depois da retenção e sobre a faixa de pedestres
Não usar o cinto de segurança nas vias urbanas ou nos bancos traseiros
Dirigir com uma única mão
Não calibrar os pneus semanalmente
Frear ou realizar curvas em ponto morto
Ultrapassar nos cruzamentos
A Frenagem Errada
Existem outras formas de frear seu veículo que não somente o pedal de freio,
tal como a desaceleração e o freio motor (redução de marcha).
A frenagem brusca, que causa o travamento das rodas, deve ser evitada, pois
você perderá o controle do veículo. Frenagem normal e de emergência Em
uma frenagem normal o condutor terá tempo de usar freio motor com
redução de marcha e se preocupar com o ponto certo de pressionamento do
pedal do freio para não travar as rodas, já em uma situação de emergência a
ação tem que ser imediata. O condutor precisa dar uma pancada forte no
freio e, simultaneamente, apertar a embreagem (uma pancada seca equivale
a 25 kg pressionando o penal), quando infelizmente a probabilidade de se
perder o controle da direção é grande, porém não existe alternativa
(conforme entrevista WebMotors com o consultor Cesar Augusto Urnhani,
piloto de testes da Pirelli).
Para que o freio ABS (Antilock Braking System) cumpra seu objetivo é preciso
pisar com toda força no pedal do freio, aproveitando a vantagem de poder
movimentar o volante para desviar do obstáculo que se aproxima. O importante
no ABS é apertar bem o freio, sem soltar, pois o sistema antitravamento das
rodas permitirá ao motorista transpor o obstáculo e diminuir a velocidade ao
mesmo tempo.
139
DIREÇÃO DEFENSIVA
Uma preocupação que você deve ter ao se deslocar nos grandes centros
urbanos é a segurança contra assaltos e sequestros. Portanto: evite deixar
objetos sobre bancos e painéis; evite locais desconhecidos; desacelere ao
avistar um semáforo vermelho para não ter que parar no mesmo; não cole
no veículo da frente; mantenha a vigilância nos espelhos; ande com os vidros
fechados e as portas trancadas. Veja abaixo a posição de segurança
adequada para você, caso exista a necessidade de parar em um semáforo à
noite.
o trafegar à noite por rodovias deve-se ficar atento aos assaltos. Quando
precisar parar, faça em lugar seguro, como em postos
e gasolina ou policiais. É comum o assaltante arremessar pedras de viadutos
ou passarelas, ou mesmo pedras e tábuas com objetos pontiagudos
colocados na pista. Se algum objeto atingir seu pára- brisa ou um pneu
estourar repentinamente nessas condições, não pare o carro, poderá ser
uma armadilha preparada por assaltantes. Continue rodando em
baixavelocidade por alguns quilômetros até encontrar um lugar seguro para
parar.
O Deslocamento da Massa de Ar
140
DIREÇÃO DEFENSIVA
Enchentes e Enxurradas
A cada dia que passa se torna uma rotina na vida dos condutores das grandes e
médias cidades a convivência com enchentes e enxurradas. O acumulo de lixo no
sistema pluvial impede o escoamento da água das chuvas, asquais sobem
rapidamente.
Espere no máximo até o nível da água
A Transferência de Massa
O Excesso de Velocidade
141
DIREÇÃO DEFENSIVA
Para reduzir os riscos do ponto cego desloque seus espelhos laterais para um
ângulo de abertura de em média 90 graus.
Existem ainda diversas ações que podem reduzir os riscos do ponto cego da visão
e dos espelhos retrovisores (áreas cegas), sendo:
1) Use espelhos convexos auxiliares;
2) Faça a leitura permanente dos espelhos;
3) Se necessário, realize movimentos rápidos com a cabeça;
4) Sinalize com antecedência e clareza suas manobras;
Se estiver de moto evite costurar entre os veículos;
6) Ao pilotar use roupas e capacete claros, adesivos refletivos e utilize sempre a
luz baixa acesa (dia e noite).
142
DIREÇÃO DEFENSIVA
A ergonomia
143
DIREÇÃO DEFENSIVA
O Cinto de Segurança
PARA ENTENDER
MELHOR
144
DIREÇÃO DEFENSIVA
Primeiramente, sente-se fundo no banco do veículo, com a postura o mais correta possível.
A parte abdominal do cinto deve ser colocada pouco abaixo da cintura, na altura da pélvis, com folga máxima de dois
dedos.
O cinto diagonal deverá passar pela região central do ombro, sempre tomando o cuidado para não ficar torcido, e com
folga máxima de três dedos.
A inclinação do encosto do banco dianteiro, não deve prejudicar a eficiência do cinto.
Por final, trave o cinto, sempre atento ao som característico do travamento.
PARA ENTENDER
MELHOR
Tenha o cuidado de ajustar também o encosto de cabeça, regulando-o na altura dos olhos ou até
três centímetros acima.
145
DIREÇÃO DEFENSIVA
1) Para Crianças de Zero a um Ano, em último caso e não havendo outra opção, a afixação
da cadeira do bebê poderá ser feita no sentido contrário àmarcha do veículo e no banco dianteiro, desde que não haja airbag
instalado ou este possa ser desativado;
2) Crianças acima de um ano até quatro anos também podem ser transportadas no banco da frente (na cadeira apropriada), em
caráter de exceção e no mesmo sentido da marcha do veículo, desde que não haja airbag instalado ou este possa ser desativado;
3) Crianças acima de quatro anos até dez anos e meio também podem ser transportadas no banco da frente (com uso de assento
146
DIREÇÃO DEFENSIVA
Usa-se neste caso o acento de elevação, também conhecido como booster, o qual é
indicado nas situações onde a cadeirinha se tornou pequena devido ao crescimento da
criança, embora ainda não tenha alcançado altura suficiente para utilizar e beneficiar-se
do uso do cinto de segurança próprio do veículo.
As exceções:
Nos veículos tipo pick-up, o transporte de crianças com menos de DEZ anos no banco da frente é permitido pela legislação,
porém, evite ao máximo tal situação. Não sendo possível, utilize os recursos necessários para garantir a segurança da
criança (acento suplementar, desativação do airbag, etc);
Na hipótese do transporte de menores de dez anos excederem a capacidade de lotação do banco traseiro, será admitido
o transporte daquele de maior estatura no banco dianteiro, sempre com a utilização dos recursos necessários para
garantir a segurança da criança (acento suplementar, desativação do airbag, etc).
Alguns condutores acreditam que em um acidente onde ocorra queda em barranco ou na água, bem como na ocorrência de
incêndios, o cinto de segurança seria um problema. Em qualquer uma das situações o cinto de segurança aumentaria as chances
de sobrevivência, pois evitaria o desmaio.
A falta de uso do cinto de segurança pelo condutor ou passageiro caracteriza uma infração grave com penalidade de
multa e retenção do veículo. O veículo ficará retido até que o infrator coloque o cinto, conforme previsto no art. 65 do
CTB;
Utilizar dispositivos que travem, afrouxem ou modifiquem o funcionamento dos cintos de segurança, constitui uma
infração Grave, com penalidade de multa e medida administrativa de retenção do veículo para regularizar a situação
(Resolução CONTRAN 278 de 28/05/2008);
147
DIREÇÃO DEFENSIVA
Após maio de 2010, o transporte de crianças só poderá ocorrer obedecendo as regras acima, incorrendo em uma infração
Gravíssima quem não obedecer, com penalidade de Multa e Retenção do veículo para regularização (excluídos os ônibus
e microônibus, taxi, escolares e os demais com PBT superior a 3,5 t).
Infelizmente é uma crença entre os condutores e passageiros de veículo que nos bancos traseiros existe maior segurança e por tal
motivo não hánecessidade de se utilizar o cinto de segurança nos bancos traseiros, o que não é verdade.
Um passageiro sem cinto, além de estar vulnerável aos mecanismos do sinistro de trânsito (veja acima), é uma ameaça para
os ocupantes dos bancos dianteiros, pois em um sinistro de trânsito seu corpo será projetado para frente e seu peso (massa)
multiplicado diversas vezes, ocasionando a ruptura do cinto dianteiro e o esmagamento do passageiro da frente.
Dificuldades na Instalação
148
DIREÇÃO DEFENSIVA
Introdução
OBJETIVO A motocicleta, bem como a motoneta e os ciclomotores possuem diversos atrativos em relação aos
conhecer as técnicas e veículos de quatro rodas, tal como mobilidade, fácil estacionamento, baixo custo de aquisição e
detalhes da direção baixo consumo de combustível. Porém, a maior desvantagem é
defensiva para a a falta de proteção na hora de um sinistro de trânsito, tornando-se a prática da DIREÇÃO
condução de veículos DEFENSIVA uma grande aliada do condutor.
de duas ou três rodas,
buscando minimizar ou Operação do Veículo de Duas Rodas
anular o risco de
sinistro de trânsito. Para operar o veículo com segurança o motociclista necessita saber onde ficam todos os comandos
e quais suas funções, bem como a hora certa e forma correta de utilizar cada um.
Ao parar a motocicleta, motoneta ou ciclomotor o condutor deverá apoiar primeiramente o pé
esquerdo no chão, pois o direito é utilizado para acionar o freio da roda traseira.
149
DIREÇÃO DEFENSIVA
Equipamentos de Proteção
Capacete integral com Capacete integral Capacete integral sem Capacete modular
viseira e pala com viseira viseira e com pala com queixeira
150
DIREÇÃO DEFENSIVA
Capacete JET sem viseira e Capacete com queixeira Capacete JET com viseira e
com pala removível sem pala
PARA ENTENDER
MELHOR
Prefira os capacetes fechados e de cor clara, pois oferecem maior visibilidade e segurança, bem
como os de engate rápido, pois assim evita a situação do motociclista não usar o equipamento,
em pequenos percursos, por preguiça de afixa-lo, ou ainda utiliza-lo com a jugular solta.
Vestuário e Calçados
Tanto o piloto quanto o passageiro devem vestir roupas resistentes, sem partes soltas e preferencialmente
claras ou com faixas retrorefletivas. Os calçados devem ser firmes nos pés, livres de cadarços soltos e com
altura adequada para permitir a operação da motocicleta. Dê preferência às luvas de couro de punho
comprido, as quais evitam a entrada de ar nas mangas da vestimenta.
PARA ENTENDER
MELHOR
Iniciar a prova sem estar com o capacete devidamente ajustado à cabeça ou sem viseira ou
óculos de proteção é uma falta eliminatória no teste de pilotagem do DETRAN.
151
DIREÇÃO DEFENSIVA
Acessórios de Segurança
A haste de proteção evita que o piloto seja surpreendido pelas linhas de pipa (papagaio /
pandorga), muitas vezes tipo cerol (cordão com pó de vidro), as quais podem causar ferimentos
graves na região do pescoço e peitoral.
O dispositivo de proteção de pernas conhecido como mata-cachorro é um acessório de extrema
importância para a proteção do piloto, principalmente nas vias urbanas.
Inspeção Diária
Folga da embreagem de no máximo de Nível do óleo do motor e eletrólito Estado e lubrificação dos cabos de
um centímetro (água) da bateria. embreagem e freio dianteiro;
Folga dos freios dianteiro e traseiro no Lubrificação e folga da corrente de Calibragem e estado dos pneus e das
máximo de um centímetro cada um. transmissão. lonas,pastilhas e fluído de freio (no
caso de disco).
152
DIREÇÃO DEFENSIVA
Evite o ponto cego. Veja o rosto do motorista no retrovisor, pois assim você garante estar fora da zona de perigo.
Utilize capacete e roupas de cores claras e ande sempre com a luz baixa acesa.
Sinalize com antecedência sua intenção de manobra e utilize os retrovisores com eficiência e frequência. É muito comum acionar
a chave da seta indicadora de direção e esquecer a mesma ligada. Tome cuidado, pois tal descuido poderá causar um sinistro
de trânsito.
Por ser um veículo pequeno e ágil, o uso da buzina deve servir
para alertar os demais condutores de sua presença, sempre
em toques breves. Não exite em usar, pois poderá evitar um
sinistro de trânsito.
Cruzamentos e Corredores
Evite andar nos corredores com os veículos em movimento. Para andar entre os veículos parados, tenha cuidado com os pedestres
que surgem de repente.
Cuidado ao arrancar no semáforo, logo após ele abrir, pois muitos condutores tentam aproveitar o “finalzinho” do sinal amarelo
e acabam passando no vermelho.
A Condução de Passageiros
A condução de crianças menores de sete anos ou que não possam cuidar de sua
segurança e integridade é proibida. A motocicleta deverá possuir pedaleira de apoio
dos pés, alça de segurança do passageiro e estar com os pneus com a calibragem
adequada ao peso transportado.
153
DIREÇÃO DEFENSIVA
154
DIREÇÃO DEFENSIVA
Situações de Risco
O motociclista possui a preferência nesta situação, porém Mesmo na preferencial se deve reduzir a velocidade e olhar
em muitos casos não é respeitada. Dê preferência à sua para garantir que nenhum condutor imprudente esteja
segurança e aguarde, se for o caso. avançando.
Para não ocorrer esta situação, evite o ponto cego, não Preferencialmente evite as conversões à esquerda, mas se
ultrapasse e use a buzina se necessário. tiver que fazer, saiba que deverá esperar a pista estar livre.
155
DIREÇÃO DEFENSIVA
Superfícies Irregulares
A Frenagem Segura
Derrapagens
O travamento da roda traseira acontece com maior frequência, já que durante a frenagem, o peso da motocicleta e piloto é
transferido da roda traseira para a dianteira. O travamento da roda dianteira se dá principalmente pelo acionamento demasiado
do freio dianteiro. Em caso de travamento de rodas, libere o acionamento dos freios e volte a acioná-los mais suavemente.
A precaução é a melhor forma de evitar uma derrapagem:
156
DIREÇÃO DEFENSIVA
Ao ultrapassar um veículo, cuidado com o turbilhão de ar e com o vácuo, tal efeito puxa a motocicleta para próximo do veículo
ultrapassado. Evitar essa situação mantendo a distância lateral de segurança na ultrapassagem (de quatro a cinco metros).
Veículos de grande porte em sentido contrário deslocam grande massa de ar, jogando a motocicleta para fora da pista, pelo lado
direito. Diminua a velocidade, segure o guidão com firmeza e ande mais à direita na pista.
PARA ENTENDER
MELHOR
Uma ultrapassagem forçada poderá resultar em uma colisão frontal, sendo esta a pior situação
para o motociclista, e na grande maioria dos casos fatal.
Cuidado ao passar por veículos parados, a porta do mesmo poderá se abrir repentinamente.
Saiba que à medida que a velocidade aumenta seu ângulo de visão vai se estreitando.
Evite pilotar na frente de veículos de grande porte e muito próximo a eles. Ofereça passagem.
Segure sempre as duas mãos no guidão e não cole no veículo da frente.
Ocupe o espaço de um carro na pista, isso faz com que os demais condutores tenham maior atenção e respeito.
Preferencialmente utilize luvas, porém maleáveis para evitar o retardo do comando da motocicleta.
Cuidado com linhas de pipas e cerol . Se for o caso, instale as chamadas haste “corta-pipa”.
Cuidado com areia, brita, óleo e material solto nas curvas, o que poderá provocar uma derrapagem.
Não seja o primeiro da fila de veículos quando estiver parado em um semáforo vermelho, pois ao iniciar seu trajeto
quando o sinal abre, algum condutor imprudente poderá passar no “finalzinho” do amarelo (ou já no vermelho) e
interceptar lateralmente sua motocicleta, ocasionando um grave sinistro de trânsito.
157
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
O anexo II da resolução 168 do CONTRAN, de 14/12/2004, define quais os assuntos devem ser
OBJETIVO abordados dentro da matéria de primeiros socorros, deixando claro que o objetivo é dar uma
conhecer a noção ao condutor. Formar um condutor para aplicar técnicas como a massagem de
sequência do pronto ressuscitação cárdio-respiratória exigiria bem mais do que as quatro horas previstas para a
matéria, bem como a execução prática, para só depois aplicar o que foi aprendido em uma
atendimento ao
situação real.
acidentado, o que Erradamente alguns estados exigem em seus testes teóricos, questões que abordam
fazer e o que não conhecimentos que seriam específicos de cursos especializados para o socorro.
fazer em tais É algo bastante desejável que todo condutor tenha a preocupação em saber mais sobre a
situações. realização de um socorro de emergência, até mesmo porque este conhecimento serviria não
somente para um sinistro de trânsito, mas para qualquer situação. Sendo este seu caso, procure
um curso especializado, geralmente ministrado pelocorpo de bombeiros, escolas e faculdades de
enfermagem, entre outras instituições que ministram o curso.
Mantenha a calma.
Controle a situação.
Garanta a segurança.
Acione o socorro profissional.
Inicie o socorro às vítimas.
Mantendo a Calma
Para que você possa ajudar, sem na verdade atrapalhar, deve antesestar calmo:
Pense, não aja por impulsos.
Respire profundamente.
Veja se você não está ferido.
Avalie a gravidade geral.
Conforte os acidentados.
Faça somente o que for capaz.
PARA ENTENDER
MELHOR
Controlando a Situação
Tome conta da situação, caso ninguém ainda tenha feito, mas antes procure pessoas com melhores
condições e conhecimentos que você:
158
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
Garantindo a Segurança
Sinalização do Local
A sinalização deve começar antes do sinistro de trânsito estar visível, nos dois sentidos, se for o caso.
Não permita aglomeração de curiosos.
Utilize o seu triângulo ou o de outros veículos, ou outro recursoexistente no local, tal como galhos.
Pessoas podem sinalizar o sinistro de trânsito, desde que longe de curvas elombadas e usando preferencialmente roupas
de cores vivas e chamativas.
É aconselhável que para as distâncias de sinalizações sigamos a tabela abaixo:
159
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
Atropelamentos
Evite o fluxo desnecessário de pessoas no local do sinistro de trânsito e mantenha os
acidentados em local seguro. No caso de não poder removê-los do meio da pista, sinalize
muito bem o local e se possível defina um desvio para o fluxo de veículos.
Cabos Elétricos
Jamais tenha contato direto com cabos partidos, mesmo que você acredite que não estejam
energizados. Pessoas dentro de veículos estão protegidas pelos pneus, desde que não
haja contato da roda ou dos pés com o solo.
Explosões
Ocorrendo vazamento de produtos perigosos (inflamáveis, corrosivos, etc) ou já havendo
princípios de chamas, evacue e isole totalmente a área.
Incêndios
Desligue o motor do veículo e reúna todos os extintores que puder. Havendo derramamento
de combustível, redobre a atenção e não fume no local.
Contaminações
Evite qualquer contato com sangue ou secreções das vítimas. Se você for um condutor
prevenido, terá em seu veículo um par de luvas descartáveis.
Novas Colisões
Mantenha a fluidez do tráfego e sinalize de forma correta o local.
Existe uma dica muito importante caso você estacioneseu veículo próximo ao local do sinistro de trânsito.
Pare com o volante e as rodas viradas para o ladode fora da via, de forma que caso alguém colida em sua traseira, o veículo
não será arremessadopara cima do local do sinistro de trânsito. Não esqueça também que o pisca-alerta deverá estar ligado.
160
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
Resíduos e Obstáculos
Retire os fragmentos de veículos que ficaram sobre a pista, principalmentequando próximos a curvas ou lombadas. Existindo óleo
ou combustívelderramado sobre a pista, jogue terra ou areia sobre mesmo.
Em caso de:
OCORRIDO QUEM ACIONAR
Formas de Acionamento
Telefones de Emergência
Corpo de Bombeiros 193
SAMU(*) 192
Polícia Rodoviária Federal 191
Polícia Militar 190
(*) – ServiŲo de Atendimento Móvel de Urgência (serviŲo implantado pelo Governo Federal)
PARA ENTENDER
MELHOR
161
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
O Atendimento à Vítima
PARA ENTENDER
MELHOR
Sinais Vitais
São eles:
RESPIRAÇÃO:
A medição dos movimentos respiratórios é realizado pela observação da caixa torácica. Para adulto, o normal é de 10 a 20
MRPM (MovimentoRespiratório Por Minuto), criança de 20 a 30 MRPM e Lactentes de 30a 40 MRPM.
PULSAÇÃO:
Os batimentos cardíacos são medidos pela contagem em uma artéria. Para adulto o normal é de 60 a 100 BPM
(Batimentos Por Minuto),criança de 100 a 120 BPM e Lactentes de 120 a 140 BPM. TEMPERATURA:
A temperatura é estimada pela sensibilidade do socorrista. Estará normal de 35,5 a 37 ºC. (temperatura axilar)
162
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
Atendimento às Vítimas
PARA ENTENDER
MELHOR
Avaliação Primária
Tem por finalidade dar o suporte básico de vida para o traumatizado até a chegada do socorro especializado, onde temos
que, manter a respiração e os batimentos cardíacos, preservar a coluna, evitar a falênciahemodinâmica por motivo de
hemorragias e evitar o estado de choque. Os passos básicos para a avaliação primária são – (VIRECINIE):
1. Desobstrução das Vias Aéreas e Controle da Coluna Cervical (pescoço) – uma pessoa com obstrução nas vias aéreas
e sem respirar poderá morrer ou ficar com seqüelas rapidamente.
Principalmente com vítimas inconscientes, tome muito cuidado com sua coluna e evite mover seu pescoço. Retire
objetos e resíduos que existam em sua boca e fossas nasais.
2. Verificação da Respiração – mesmo não estando com as vias aéreasobstruídas o acidentado poderá estar sem respirar.
Para tal análise use atécnica (VOS) de Ver o movimento da caixa torácica e Ouvir e Sentir arespiração, aproximando seu
rosto do rosto e peito do acidentado. Nãohavendo movimento respiratório, será necessário iniciar a respiração artificial.
PARA ENTENDER
Recentemente o AHA (American Heart Association) preconizou que para verificar a respiração é
observado apenas o movimento do abdômen, momento em que se aproveita para verificar os
batimentos cardíacos.
MELHOR
163
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
3. Verificação da Circulação e Hemorragias – para realizar a verificação da circulação é necessário sentir a pulsação do
paciente. Não havendo pulsação, está ocorrendo uma parada cardíorespiratória e deverá ser iniciado de imediato o ciclo
de RCP (Ressuscitação ou ReanimaçãoCárdio - Pulmonar)
Importante esclarecer que ao detectar a falta de pulso no paciente está também confirmada a falta de movimentos
respiratórios.
Sangramento excessivo pode levar à falência hemodinâmica (do sangue) e fatalmente ao estado de choque e
sequencialmente à morte.
As hemorragias podem ser externas, fáceis de identificar, ou então internas, onde o sangue ocupa cavidades internas
do corpo.
4. Verificação do Estado de Consciência – estando a vítima consciente faça perguntas de forma a identificar algum problema
na coluna ou dorlocalizada. Veja se a vítima sente as pernas e braços.
Estando a vítima inconsciente, trate-a como lesionada na coluna e verifique de imediato a pulsação e a respiração,
movimentando-a o mínimo possível. Havendo no local alguém com conhecimentos suficientes para a ação, deverá de imediato
iniciar a respiração artificial e/ou a massagem cardíaca. É aconselhável que após a estabilização do pescoço na posição natural,
com a ajuda de algumas pessoas, seja feita a “lateralização” do acidentado sem a movimentação da coluna, evitando assim
o afogamento em líquidos e secreções do próprio corpo. Esta ação é realizada somente para acidentados que estejam
respirando normalmente.
5. Exposição e Proteção da Vítima – é necessário que seja feita a exposição do corpo da vítima para a realização da
verificação de traumas diversos (fraturas, escoriações, etc), mas sempre tenha cuidado com a exposição excessiva das partes
íntimas da mesma.
Mantenha o acidentado aquecido e protegido contra as intempéries do tempo, pois é uma reação natural do corpo baixar a
temperatura rapidamente.
O suporte básico de vida deve ser constante até a chegada do socorro especializado, ou seja, devemos manter a vítima
respirando, com pulsação (coração batendo) e protegida contra o estado de choque.
Avaliação Secundária
Após a estabilização da vítima, ou seja, estando respirando, com pulsação e protegida contra o estado de choque, devemos
iniciar umaanálise completa do corpo da vítima, onde:
1. Na cabeça procure por deformidades e traumas, o que poderá indicar a presença de TCE (Traumatismo Crânio
Encefálico);
2. No pescoço verifique o alinhamento da traquéia;
3. Nos membros superiores, inferiores e bacia, procure por meio do toque, por fraturas e pontos de hemorragia;
4. No tórax e abdômen tente identificar fraturas e hemorragias (internas ou externas);
PARA ENTENDER
MELHOR
164
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
Procedimentos Emergenciais
Parada Respiratória
Tratamento:
Verifique o nível de consciência;
Abra as vias aéreas (com a preservação da coluna);
Cheque a respiração. Não havendo movimentos respiratório aplique duas insuflações (caso tenha habilitação para tal
tarefa e osequipamentos de segurança);
Verifique o pulso. Se a vítima apresentar pulso (coração batendo), está ocorrendo apenas uma parada respiratória (e
não uma paradacardiorrespiratória);
Faça de DOZE a QUINZE insuflações por minuto;
PARA ENTENDER
MELHOR
Após o termino do ciclo, se a vítima ainda apresentar pulso, chequea respiração;
Se ao término do ciclo a vítima não voltar a respirar sozinha, reinicieo ciclo novamente.
Parada Cardiorespiratória
Quadro no qual a vítima não apresenta movimentos respiratórios eo pulso é completamente ausente, porém não podemos
afirmar que ocorreu o óbito.
Sintomas: ausência do movimento respiratório e pulso (sem batimentos cardíacos), inconsciência, pupilas dilatadas, pele elábios
arroxeados (cianose),
Tratamento:
165
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
Deverá ser executado um sincronismo de 02 INSUFLAÇÕES por 30 MASSAGENS CARDÍACAS (Alterado pela American Heart
Association
- AHA em 2005. Anteriormente o que era preconizado eram 02 INSUFLAÇÕES por 15 MASSAGENS CARDÍACAS).
PARA ENTENDER
AHA (American Heart Association) orienta que caso o socorrista não possua o aparelho de
respiração artificial (Ambú) e não esteja
MELHOR
Toda a respiração na RCP deve ser dada acima de 01 segundo e produzir elevação visível do tórax;
Para realizar compressões eficientes o socorrista deve comprimir com força e rapidamente, numa média de 100 a 120 vezes
por minuto;
Permitir o retorno completo do tórax para a posição normal após cadacompressão (que afunde o tórax de 5 a 6 cm) e fazer
compressões e tempos de relaxamento aproximadamente iguais.
Hemorragias
Tratamento das Hemorragias Externas – tamponamento (para pequenos cortes e perfurações); elevação
dos membros; pressionamento das artérias que irrigam o local; curativos e ataduras. Não troque os curativos, permita a
coagulação e não retire corpos estranhos dos ferimentos.
Ocorrendo amputações de membros poderão ocorrer grandes hemorragias, o que levará o acidentado rapidamente à
morte. Realizepressão no local com gaze limpo e previna o estado de choque. Localize e guarde o membro amputado,
sem lavar, apenas resfrie se possível, mas não congele.
Tratamento das Hemorragias Internas – ocorre quando a perdade sangue é no interior do organismo, sem
ser visível, podendo ser percebida apenas pelos sinais e sintomas apresentados pelo paciente. A região das coxas pode
acondicionar até 1,5 litros de sangue. A região abdominal pode acondicionar até 2,0 litros de sangue em suas cavidades.
Uma pessoa com hemorragia interna, a cada minuto que passa chega a perder em média de 30 a 50 ml. de sangue.
Mantenha as vias aéreas liberadas e a vítima deitada. Se for necessário transporte-a na posição de choque, não dê nada
166
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
HEMOPTISE ou hemorragia dos Pulmões – éa eliminação pela boca e nariz de sangue proveniente do aparelho
respiratório, geralmente em golfadas de sangue vivo e na presença de tosse. A ação imediata para socorrer o acidentado
deve ser voltada para evitar que este morra por asfixia.
HEMATÊMESE ou hemorragia do Estômago – é a eliminação pela boca de sangue proveniente do aparelho digestivo,
principalmente do estômago, geralmente na cor vermelho escuro e na presença de vômitos. A ação imediata para socorrer
o acidentado deve ser voltada para evitar que estemorra por asfixia e posteriormente resfriar a região externa do abdômen.
PARA ENTENDER
MELHOR
Tratamento: improvise uma tala para imobilização; jamais tente retornar o membro
deformado para o lugar e estanque a hemorragia caso exista. Fratura de Costela - Tem como
sintomas dor intensa no local edificuldades na respiração. O grande problema deste tipo de
fratura éa possibilidade de perfuração de algum órgão interno, principalmentedos pulmões.
Mantenha a vítima em repouso total.
Fratura da coluna - Tem como sintomas dor muito intensa nolocal, perda de movimentos e da
sensibilidade, ou um simples formigamento nos membros. Na suspeita de fratura de coluna
movimente a vítima somente em caso extremo de risco de morte. Fratura da Bacia ou Quadril - Tem como principais sintomas fortes
dores locais e dificuldade de movimento das pernas. Mantenha a vítima deitada em local plano e em total repouso.
TCE (Traumatismo Cranioencefálico) - São ferimentos considerados na maioria das vezes graves, principalmente por nem
sempre serem de fácil identificação. Os principais sintomas apresentados são: sangramento no crânio, nariz, boca ou ouvido; dor
de cabeça; tonturas e desmaios; enjôos e vômitos; alteração no tamanho das pupilas. Cuidado com a asfixia por motivo de
vômitos e mantenha a vítima em total repouso.
Convulsão - atividade involuntária, associada a perda de consciência,que pode ser generalizada ou localizada a um membro
ou região.
Desmaio - perda breve e repentina da consciência, geralmente com rápida recuperação, pode ser devido a múltiplas causas,
desde um simples susto (ansiedade, tensão emocional) até um quadro TCE
(Traumatismo Cranioencefálico).
Queimaduras
As queimaduras podem ser de 1o grau (apenas vermelhidão), 2o grau (com bolhas) e
3o grau (camada muscular atingida).
167
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
Cabeça e Região do
Tronco Cada braço Cada perna
Pescoço Períneo
PARA ENTENDER
MELHOR
168
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
OBJETIVO
Introdução
Acidentes envolvendo motociclistas requerem alguns cuidados econhecimentos especiais,
de condutores de
motocicletas, de modo que a vítima não tenha seu estadoagravado devido o socorro inadequado.
motonetas, Todos os passos já estudados devem ser seguidos, acionando o socorro especializado e
ciclomotores, triciclos sinalizando o local do sinistro de trânsito.
e quadriciclos. Na sua grande maioria, os acidentes com motocicletas ocorrem nas vias urbanas, o que não
. reduz sua gravidade, devido a grande exposição do corpo da vítima.
Os acidentes com motociclistas podem ocorrer resumidamente conforme uma das três formas citadas abaixo. Para cada uma
delas,a dinâmica do sinistro de trânsito e a ocorrência dos traumas possuem suas particularidades.
Motociclista colidindo frontalmente (na traseira de outro veículo, comveículo em sentido contrário, em cruzamentos ou com
objetos fixos)
169
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
Movimentação do Acidentado
Como em qualquer sinistro de trânsito, um motociclista acidentado não deve ser removido do local ou realizado qualquer movimento
com seu corpo, anão ser que esteja correndo risco comprovado de morte.
O capacete deverá ser retirado somente em caso comprovado de paradarespiratória (sem movimentos e sinais de respiração), quando
será necessária a realização da respiração artificial, porém com a total prevenção da coluna, seguindo os passos abaixo, sempre com duas
pessoas:
O primeiro socorrista remove o capacete, com todo o cuidado,alargando as laterais e realizando pequenos movimentos giratório
para frente e para trás enquanto puxa suavemente o capacete, até livrar o nariz, quando então o capacete sairá suavemente;
Um dos socorristas faz a estabilização da O outro socorrista abre a viseira e retira objetos soltos,
cabeça; tais como óculos de grau ou de proteção;
170
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
A jugular deve ser solta totalmente para permitir a O segundo socorrista apóia uma das mãos na parte de
retirada do capacete; trás da cabeça e a outra na mandíbula;
Em alguns casos o motociclista acidentado poderá permanecer embaixo do veículo. Nestes casos a situação se complica ainda
mais, pois a tentativa de movimentar o veículo para retirá-lo de cimada vítima poderá agravar ainda mais a situação.
O ideal é sempre aguardar o socorro especializado, principalmente quando a vítima está consciente. Caso seja necessário
retirar o veículo que está sobre a vítima, faça com todo o cuidado, e caso você perceba que a vítima está presa sob o veículo,
eleve o mesmo utilizando dois ou três macacos e retire a vítima, com total imobilização da coluna
171
NOÇÕES DE CONVIVIO SOCIAL NO TRANSITO
CIDADANIA
A Sociedade
Diferenças Individuais
Relacionamento Interpessoal
A base do relacionamento interpessoal está no respeito às limitações das pessoas de nosso convívio, bem
como no reconhecimento do direito destas e até mesmo na tolerância no caso de alguma falha ou erro
cometido pelos que nos rodeiam. A cada vez que o condutor está iniciando seu deslocamento nas vias
públicas, estará participando de um grupo dinâmico que se inter-relaciona e se comunica por meio de
regras e sinais.
172
NOÇÕES DE CONVIVIO SOCIAL NO TRANSITO
CIDADANIA
O Problema do “EU”
Nosso dia a dia é tomado de ações e pensamento individualistas, tais como: eu estou atrasado(a), eu quero chegar
logo em casa, etc. As pessoas estão se tornando cada dia mais egocêntricas, individualistas e insensíveis, sendo
este o câncer que consome nossas relações, levando desde a uma simples briga de trânsito, até os grandes conflitos
mundiais entre nações.
A Única Solução.
Mudar comportamento é algo que raramente ocorre, pois existe uma tendência da
natureza humana de somente mudar seu comportamento após uma experiência
negativa.
A única solução que realmente trará mudanças significativas é a educação de base,
onde nossas crianças e jovens recebam e absorvam conceitos de cidadania e convívio
social, aprendendo a serem menos individualistas e mais colaborativas. Importante
salientar que a educação de base não está ligada somente ao ambiente escolar, mas
também ao ambiente familiar.
Mesmo que a médio e longo prazo, este é o único caminho para um trânsito mais
humano e saudável.
173
NOÇÕES DE PROTEÇÃO E RESPEITO AO MEIO AMBIENTE
MEIO AMBIENTE
Introdução
OBJETIVO
O que é Meio Ambiente?
É um conjunto de unidades ecológicas que funcionam como um sistema natural, e incluem toda a
vegetação, animais, micro- organismos, solo, rochas, atmosfera e fenômenos naturais que podem
ocorrer em seus limites.
A necessidade de locomoção e agilidade por parte das pessoas tem gerado três formas básicas de
formas
poluição em nosso cotidiano, sendo: Poluição ambiental - gerada principalmente pelo excesso de
de prevenção.
gases nocivos e partículas sólidas jogadas pelos veículos no meio ambiente; Poluição sonora -
gerada pelo uso excessivo das buzinas, sons automotivos e motores com alta emissão de ruídos;
Poluição visual - gerada pela forma desordenada de sinalização das vias de trânsito.
Ao utilizar o extintor de incêndio que contenham bromo, pois esta substância destrói dez vezes mais a camada de ozônio que o
CFC (Cloro Fluor Carbono)
O Conama e o Proconve
objetivos:
• Reduzir a contaminação atmosférica por gases e partículas de veículos.
• Incentivar a melhoria tecnológica na produção de motores para alcançar índices baixos de emissão de gases, partículas e
ruídos.
• Incentivar a melhoria tecnológica de produção dos combustíveis assegurando um baixo potencial poluidor.
174
NOÇÕES DE PROTEÇÃO E RESPEITO AO MEIO AMBIENTE
MEIO AMBIENTE
PROMOT
É o Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares, que teve inicio em 2003 com sua primeira fase,
CO (monóxido de
É um gás letal, mata por asfixia química, impedindo o oxigênio de chegar às células.
carbono)
Assim como os óxidos de nitrogênio, provocam irritação nos olhos, nariz, pele e aparelho
HC respiratório. São cancerígenos. Sua emissão é feita pelos motores de ciclo Otto (álcool e
(hidrocarbonetos) gasolina) e diesel.
Apesar de não trazer grandes malefícios ao corpo humano, é um gás estufa. Seu excesso
CH4 (metano) de emissão contribui para o aquecimento global. Não é avaliado pelo PROCONVE.
CO2 (dióxido de Assim como o metano, não é prejudicial à saúde, mas é o principal causador do efeito
carbono) estufa, por ser o gás emitido em maior quantidade
SO2(dióxido de
Estes gases se combinam com água na atmosfera formando as chuvas ácidas.
enxofre)
estando atualmente na fase IV.
O uso de novas tecnologias e alguns cuidados colaboram para a redução da emissão de poluentes, sendo:
1) O uso de catalisador nas motocicleta e motonetas;
2) Veículos com a tecnologia de injeção eletrônica;
3) Uso de combustível de fontes confiáveis (não adulterados);
4) Uso de alternativas menos poluentes, tais como os ciclomotores estéticos;
Monóxido deCarbono
Ano de Cilindrada (CO) HC - Hidrocarbonetos
Fabricação - cc -% (ppm - parte por milhão)
175
NOÇÕES DE PROTEÇÃO E RESPEITO AO MEIO AMBIENTE
MEIO AMBIENTE
A camada de ar fria, por ser mais pesada, acaba descendo e ficando numa
região próxima a superfície terrestre, retendo os poluentes. O ar quente, por
ser mais leve, fica numa camada superior, impedindo a dispersão dos
poluentes. Este fenômeno climático pode ocorrer em qualquer dia do ano,
porém é no inverno que ele é mais comum. Nesta época do ano as chuvas são
raras, dificultando ainda mais a dispersão dos poluentes, agravando o
problema. Nas grandes cidades, podemos observar no horizonte, a olho nu,
uma camada de cor cinza formada pelos poluentes. Este é o resultado da
queima dos combustíveis utilizados para a movimentação dos veículos,
principalmente o óleo diesel.
Este problema trás para população dos centros urbanos um maior índice de
doenças respiratórias, principalmente entre as crianças
Chuvas ácidas
176
NOÇÕES DE PROTEÇÃO E RESPEITO AO MEIO AMBIENTE
MEIO AMBIENTE
PARA ENTENDER
MELHOR
PARA ENTENDER
Produzir fumaça, gases ou partículas em níveis superiores aos fixados pelo CONTRAN é uma
INFRAÇÃO GRAVE de trânsito, com penalidade de MULTA e RETENÇÃO DO VEÍCULO.
MELHOR
A Emissão de Partículas
A Emissão de Ruídos
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NOÇÕES DE PROTEÇÃO E RESPEITO AO MEIO AMBIENTE
MEIO AMBIENTE
PARA ENTENDER
MELHOR
Para conduzir um veículo utilizamos a visão e a audição. Quando estamos em um ambiente muito barulhento ou com algum
rádio ou aparelho de som com volume alto, provavelmente nossa audição não estará servindo para a condução segura
do veículo. Imagine uma mãe apavorada ao avistar um carro dobrando a esquina e vendo seu filho no meio da rua,
neste momento provavelmente ela gritará para alertar o filho e você provavelmente não escutará se o ambiente estiver com
excesso de barulho. Imagine qual poderá ser o desfecho desta estória!
PARA ENTENDER
É proibida a utilização de equipamento que produza som audível pelo lado externo do veículo,
independentemente do volume ou frequência, que perturbe o sossego público, nas vias
terrestres abertas à circulação, exceto buzinas, alarmes, sinalizadores de marcha- à-ré, sirenes e
demais sons originados do funcionamento do veículo (Resolução CONTRAN 624/2016).
MELHOR
178
NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA
ODOMETRO ODOMETRO
TOTAL PARCIAL
Indicador da temperatura
Dispositivo lavador de faróis
do líquido de arrefecimento do motor
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NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA
Lavador e limpador
Pré-aquecimento para o combustível
do para-brisas combinados
Desembaçador do
para-brisas (Com controle de
operação separado) Afogador manual
Desembaçador do
vidro traseiro (Com controle de
operação separado) Ar condicionado
Buzina
km Odômetro
Pneu com baixa pressão ou mau Pneu com baixa pressão ou mau
funcionamento do sistema de funcionamento do sistema de
monitoramento dapressão do pneu monitoramento da pressão do
pneu que identifica o pneu afetado
Controle Eletrônico
Freio de estacionamento
daEstabilidade
Os veículos de passeio atuais não utilizam o antigo chassi, mas sim a carroceria monobloco, a qual possui o assoalho do veículo já
incorporado ao restante da lataria. Os chassis são utilizados ainda em veículos demédio e grande porte, tais como caminhões, ônibus,
vans e picapes.
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NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA
CARROCERIA MONOBLOCO
Bloco
Cilindro
Peças fixas Câmara de combustão
Cabeçote
Junta
Guia e sede das válvulas
Pistão
Biela
Peças móveis Árvore de Manivela
Válvulas
Comando de Válvulas
Pedal do Acelerador
Carburador ou injeção eletrônica
Sistema de alimentação Tanque
Motor Bomba
Filtros
Válvula termostática
Bomba d’água
Sistema de Arrefecimento Correia dentada
Radiador
Reservatório de água
Tubulações
Cárter
Sistema de Lubrificação Bomba
Filtro
Tubulações
Tubo de escape
Sistema de Descarga Catalizador
Escapamento
Silencioso
181
NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA
Embreagem
Disco e platô
Sistema de Transmissão Caixa de câmbio
Diferencial
Juntas homocinéticas e
coifas
Volante de Direção
Sistema de Direção Caixa de Direção
Pinhão e Cremalheira
Barra estabilizadora
Sistema de Suspensão Mola
Amortecedor
Bucha
Disco
Freio à disco Pinça
Pedal de freio Pastilhas
Servo freio (hidrovácuo)
Sistema de freios Reservatório de fluído
Cilindro-mestre
Freio de Estacionamento (de mão) Sapata
Freio à tambor Cilindro
Guarnição (lona de freio)
Tambor
Chave de Ignição
Bateria
Circuito de Ignição Bobina (ou ignição eletrônica)
Distribuidor
Velas
Platinado e condensador (veículos antigos)
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NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA
Cubo
Sistema de Rodagem Roda
Pneu
O Motor
Você sabe o que acontece no momento que é girada a chave de par tida de
seu veículo?
Uma pequena roda dentada chamada pinhão engrena- -se com os dentes do
volante (1) do motor, girando a árvore de manivela
(popularmente conhecida como girabrequim ou virabrequim) (2) e suas bielas
(3), fazendo os pistões (4) subirem e descerem dentro de seus cilindros (5).
Neste momento a primeira mistura de ar-combustível é aspirada para dentro
do cilindro e a correia dentada (6) aciona o comando de válvulas (7) que dá
início ao movimento alternado das válvulas (8). Nos veículos de ciclo Otto de
quatro tempos (álcool, gasolina e gás) uma vela de ignição (9) solta uma
centelha que dá início ao processo dos quatro tempos do motor
PARA ENTENDER
MELHOR
A maioria dos motores à gasolina, álcool e gás natural possuem quatro tempos
Admissão: com a válvula de admissão aberta e a de escape 2 – Compressão: com ambas as válvulas fechadas, a mistura é
fechada, a mistura de vapor de gasolina e ar entra no cilindro. comprimida através do movimento ascendente do pistão.
183
NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA
3 – Combustão: a mistura é detonada através da ação de uma 4 – Escape: com a válvula de admissão fechada e a de escape
centelha (faísca) produzida pela vela, ocasionando uma expansão aberta, ocorre a exaustão dos gases resultantes da explosão.
dos gases que então empurram o pistão para baixo, gerando a
força mecânica do motor.
OBS: também chamado de expansão
Os motores do ciclo diesel utilizam a alta compressão do ar dentro do cilindro do motor para iniciar a combustão, alcançando em
média 600 ºC. Ao injetar o óleo diesel e após a compressão, este entra instantaneamente em combustão, sem a necessidade de
velas de ignição, distribuidor e bobina.
Motor
Os Sistemas do Motor
Para garantir seu funcionamento o motor necessita de sistemas auxiliares para se resfriar (sistema de arrefecimento), para evitar
atrito entre suas peças móveis e fixas (sistema de lubrificação), para se alimentar (sistema de alimentação) e para descarregar
seus resíduos da queima do combustível (sistema de descarga).
184
NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA
Sua função é “cheirar” os gases que saem pelo escape, com isso ela vai
informar ao Módulo da Injeção Eletrônica se a mistura está rica ou pobre. A
mistura está POBRE, quando temos mais Oxigênio, que o ideal e RICA, quando
temos mais combustível. O ideal são 14 par tes de oxigênio para uma de
combustível.
Não somente de motor é feito um veículo. Para que possamos usufruir deste recurso são necessários diversos outros sistemas que
complementam seu funcionamento.
O Sistema de Transmissão
185
NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA
A embreagem tem por finalidade, “ligar” e “desligar” a transmissão de movimentos do motor para a caixa de mudanças (câmbio),
possibilitando assim, iniciar o movimento do veículo de forma suave
quando o mesmo estiver parado e permitir a passagem das marchas no
câmbio de forma precisa, suave e eficiente.
Durante o funcionamento normal, o disco de embreagem (1) é for
temente comprimido contra a face do volante do motor (disco rotativo
que fica preso à árvore de manivelas ou virabrequim). Assim, com o
motor em funcionamento, o disco de embreagem gira solidário ao
volante. No centro do disco existe um encaixe estriado onde fica
acoplado a árvore piloto da caixa de mudanças (em alguns veículos a
árvore primária do câmbio). Quando o disco estiver em movimento, será
transmitido o movimento para a caixa de mudanças (2) via árvore
primária. Quando acionamos o pedal da embreagem, um sistema de
alavancas acionado por meio de um cabo ou por meio de pressão
hidráulica, empurra o rolamento da embreagem contra a par te central
da membrana do platô (3), que atua como uma alavanca retirando a
pressão do disco (afastando a placa de pressão do platô). Como o disco
fica sem pressão, o mesmo ficará livre do volante, estabelecendo-se o cor te da transmissão.
O diferencial tem a finalidade de transmitir a rotação da força motriz da caixa de mudança para as rodas do veículo por meio dos
semi-eixos (4) e juntas homocinéticas (5) (protegidas pelas coifas (6)).
Existem três tipos básicos de transmissão, a dianteira, a traseira e a 4x4 (nas quatro
rodas).
PARA ENTENDER
MELHOR
O Sistema de Direção
186
NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA
O Sistema de Suspensão
Sistema de Suspensão
O Sistema de Suspensão tem por função absorver as
irregularidades da via, sem que sejam transmitidas totalmente ao
veículo, bem como proporcionar maior estabilidade e segurança
ao mesmo.
As molas (1) absorvem o impacto inicial de qualquer irregularidade
das vias, entrando em ação logo em seguida os amor tecedores e
buchas (2), os quais eliminam as constantes vibrações das molas.
Já a barra estabilizadora (3) neutraliza a inclinação da carroceria
durante as curvas.
O Sistema de Freios
Sistema de Freios
O Sistema Elétrico
O Sistema Elétrico tem como finalidade três impor tantes tarefas dentro do conjunto do veículo, ou seja, dar a par tida e iniciar o
primeiro ciclo de combustão, fornecer a centelha para a explosão da mistura ar- combustível (com exceção dos veículos à diesel),
recarregar a bateria para permitir uma nova par tida e o funcionamento de todos os dispositivos elétricos e eletrônicos do veículo,
inclusive os faróis e demais luzes.
187
NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA
Sistema Elétrico
O Sistema de Rodagem
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NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA
O pneu de um veículo deve ser adquirido levando-se em consideração a tabela de carga e de velocidade máxima, bem como o tipo
de carcaça, ou seja, radial ou convencional (diagonal). Dê preferência para os pneus radiais.
O Motor
O Sistema de Transmissão
O Sistema de Freios
As motos podem ter dois sistemas de freio, o de tambor e o de disco. O freio dianteiro é acionado pela alavanca do lado direito
do guidão e o freio traseiro pelo pedal acionado pelo pé direito.
189
NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA
que realizar a Manutenção Preventiva Além de ser muito mais barata do que a
corretiva, a manutenção preventiva aumenta sensivelmente a segurança dos
usuários. Estima-se que amanutenção preventiva proporciona uma economia de,
em média, 80% para o proprietário na hora da manutenção corretiva de um
veículo.
Sistema de Alimentação
Água do Radiador
190
NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA
Correias
Filtro de Ar
Nível do Óleo
Substituição do Óleo
Velas de Ignição
191
NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA
O sistema de ignição funciona com tensões elevadas que podem ser fatais. Não manuseie
o sistema com a ignição ligada.
PARA ENTENDER
MELHOR
Bateria
PARA ENTENDER
MELHOR
Fusíveis
Iluminação e Sinalização
192
NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA
Alinhamento de Direção
Realize sempre que:
PARA ENTENDER
MELHOR
Pneus
Transmissão
193
NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA
Suspensão
A média de quilometragem para troca dos amor tecedores é de 30.000 Km, porém
dependerá diretamente da severidade que o veículo é submetido.
Troque todos os amor tecedores ou aos pares, dianteiros ou traseiros.
Atenção com o estado das buchas, pois se estiveram desgastadas ou defeituosas podem
danificar os amor tecedores.
Freios
Se a bateria não for “selada”, verifique periodicamente o fluido de bateria e complete até o
nível indicado, caso necessário.
Verifique periodicamente se existem lâmpadas queimadas (setas, lanternas, farol e de placa).
Lubrifique periodicamente os cabos de comando de freios e de embreagem.
Durante as lavagens evite jogar água no painel e produtos como querosene no disco de freio,
testando o mesmo após a lavagem.
Nos freios a disco troque o fluído de freio na quilometragem recomendada pelo fabricante.
Lave, seque, ajuste e lubrifique com graxa branca náutica ou óleo SAE 90 sua corrente de
transmissão, a cada 1.000 km rodados ou após rodar em uma estrada de terra.
Troque o filtro do óleo a cada duas trocas de óleo.
Troque o óleo do motor a cada 1.500 ou 3.000 km rodados, dependendo do modelo e
marca.
Antes de iniciar uma tentativa de solução de algum problema em seu veículo, leve em consideração a SEGURANÇA NAS TAREFAS:
Escolha um local seguro para executar tarefas de manutenção. Nunca deixe o motor em funcionamento em locais fechados ou
com pouca ventilação. Os gases expelidos pelo motor são perigosos.
Em caso de dúvida, não hesite em procurar pessoal especializado para a manutenção.
Um motor em funcionamento pode ser perigoso. Não aproxime suas mãos ou outros objetos das par tes móveis do motor.
Gravatas ou até mesmo cabelos longos podem prender-se nas polias do motor causando graves sinistros de trânsitos..
O sistema de ignição, composto por bobinas, cabos, distribuidor e velas, trabalha com tensões de até 30.000 Volts que podem
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NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA
ser fatais, principalmente às pessoas com problemas cardíacos. Evite manusear estes dispositivos com a ignição ligada.
Regiões Alagadas
A regra geral é:
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NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA
VEÍCULO DIVERSOS
Calibragem dos pneus, incluindo o estepe Documentos pessoais (CNH , RG, etc) e do Veículo (CRLV)
Validade do extintor de incêndio (caso você utilize) Saco de lixo para uso na viagem
Macaco, triângulo e chave de roda Vacinas em dia e cartão (se a viagem for para local com
algum tipode controle epidêmico)
Todas as lâmpadas do veículo Alguma quantidade de dinheiro para uma emergência
Água do radiador
Freios e Fluido
Combustível
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EXAMES DE PILOTAGEM E DIREÇÃO
O candidato será avaliado no Exame de Direção Veícular em função da pontuação negativa por faltas cometidas durante todas as
etapasdo exame, atribuindo-se a seguinte pontuação (Resolução CONTRAN 789, de 18/06/2020):
PONTUAÇÃO
REPROVAÇÃO
E-AUTOESCOLA 197
EXAMES DE PILOTAGEM E DIREÇÃO
E-AUTOESCOLA 198
45
HORAS AULA
-AUTOE�COLA
199