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Manual do Aluno para Habilitação de Condutores

O documento é um manual do aluno para o curso de habilitação de condutores, abordando a formação do condutor, legislação de trânsito, regras de circulação, sinalização viária, infrações e penalidades, além de noções de primeiros socorros e direção defensiva. O material inclui informações sobre os pré-requisitos para habilitação, exames necessários e a obtenção da Licença para Aprendizagem de Direção Veicular (LADV). Também discute a legislação aplicável e os direitos e deveres dos condutores, incluindo adaptações para condutores com necessidades especiais e estrangeiros.

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Manual do Aluno para Habilitação de Condutores

O documento é um manual do aluno para o curso de habilitação de condutores, abordando a formação do condutor, legislação de trânsito, regras de circulação, sinalização viária, infrações e penalidades, além de noções de primeiros socorros e direção defensiva. O material inclui informações sobre os pré-requisitos para habilitação, exames necessários e a obtenção da Licença para Aprendizagem de Direção Veicular (LADV). Também discute a legislação aplicável e os direitos e deveres dos condutores, incluindo adaptações para condutores com necessidades especiais e estrangeiros.

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CURSO PARA HABILITAÇÃO

DE CONDUTORES

-AUTOE�COLA

1
AUTOESCOLA

MANUAL DO ALUNO
Autor:
Alexandre Conceição Bastos Credencial 45934 (Secretaria
de Segurança Pública - SP)
Registro 16117 (DETRAN/MG)

Para sugestões de melhoria, façam contato com o autor pelo whatsapp:


(11) 9.9139-2524

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Bastos, Alexandre Conceição Guia do aluno de primeira habilitação : cidadania e educação no trânsito /
Alexandre Conceição Bastos. -- 1. ed. -- Pelotas, RS : Ed. do Autor, 2023.
Bibliografia. ISBN 978-65-00-61898-3 1.
Brasil. [Código de trânsito brasileiro (1997)] 2. Condutores de veículos automotores 3. Direção de
automóveis 4. Educação para segurança no trânsito 5. Motoristas - Habilitação 6. Trânsito - Brasil I. Título.
23-144265 CDD-629.28307

Índices para catálogo sistemático:


1. Direção de automóveis : Habilitação para o trânsito 629.28307
Henrique Ribeiro Soares - Bibliotecário - CRB-8/9314

Referências Bibliográficas Código de Trânsito Brasileiro


(Lei 9.503, 13.281, 14.071, 14.229, 14.440, 14.562 e
14.599) Resoluções do CONTRAN (até Resolução 1009,
de 25/04/2024) Manual de Sinalização de Trânsito CTBT -
Curso Técnico Básico de Trânsito – SENATRAN Curso de
Educador de Trânsito - DETRAN de Minas Gerais Cartilha
de Noções Básicas de Primeiros Socorros – SENATRAN
Cartilha de Direção Defensiva – SENATRAN

Todos os direitos reservados.


É proibida a reprodução, total ou parcial
por qualquer meio, sem a autorização por
escrito do autor.

2
AUTOESCOLA

FORMAÇÃO DO CONDUTOR................................................................................................ 4

REGRAS DE CIRCULAÇÃO................................................................................................... 13

SINALIZAÇÃO VIARIA............................................................................................................ 28

IINFRAÇOES E PENALIDADES............................................................................................. 70

PENALIDADES E CRIMES DE TRANSITO............................................................................ 79

CRIMES DE TRÂNSITO ......................................................................................................... 87

SUMARIO
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA............................................................................ 92

DIREITOS E DEVERES DO CONDUTOR.............................................................................. 115

ANEXOS DO CTB....................................................................................................................118

DIREÇÃO DEFENSIVA........................................................................................................... 121

NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS................................................................................ 158

NOÇÕES DE CONVIVIO SOCIAL NO TRANSITO................................................................. 172

NOÇÕES DE PROTEÇÃO E RESPEITO AO MEIO AMBIENTE............................................ 174

NOCOES DE MANUTENÇÃO DE VEICULOS DE 2 E 4 RODAS........................................... 179

EXAMES DE DIREÇÃO E PILOTAGEM - FALTAS E PONTUAÇÃO PARA REPROVAÇÃO 196

3
FORMAÇÃO DO CONDUTOR
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

SNT (sistema nacional de Transito)

OBJETIVO
conhecer noções sobre O SNT (Sistema Nacional de Trânsito) é composto por órgãos: NORMATIVOS que criam e
o processo de formação
de um condutor, sua
regulamentam as regras, os EXECUTIVOS que aplicam as mesmas, os FISCALIZADORES que
habilitação e renovação cuidam para que elas sejam cumpridas no âmbito dos usuários das vias, e os DE RECURSOS que
julgam as defesas interpostas para anular as punições aplicadas por infrações.

ÓRGÃO FEDERAL ESTADUAL MUNICIPAL

NORMATIVO CONTRAN CETRAN / CONTRANDIFE ---

EXECUTIVO SENATRAN DETRAN O.E.T.M

EXECUTIVO
DNIT DER ---
RODOVIÁRIO

FISCALIZAÇÃO PRF PRE PM / GM

DE RECURSO JARI JARI JARI

CONTRAN – Conselho Nacional de Trânsito


CETRAN – Conselho Estadual de Trânsito
CONTRANDIFE – Conselho de Trânsito do Distrito Federal
SENATRAN – Departamento Nacional de Trânsito
DETRAN – Departamento Estadual de Trânsito
OETM – Órgão Executivo de Trânsito Municipal
DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte
DER – Departamento de Estradas de Rodagem
PRF – Polícia Rodoviária Federal
PRE – Polícia Rodoviária Estadual
PM – Polícia Militar
GM – Guarda Municipal
JARI – Juntas Administrativas de Recursos de Infração

A Legislação de Trânsito está organizada basicamente em:

CONSTITUIÇÃO FEDERAL – a Constituição Federal de 1988 afirma em seu artigo 5º, inciso XV: É livre a locomoção no território nacional
em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens; o que garante a
todos os cidadãos o direito de ir e vir. Mas o que realmente significa o direito de ir e vir? Significa que todo cidadão tem potencialmente
a possibilidade de acessar com segurança aos mais diferentes locais de um determinado lugar público, dentro do território nacional,
de forma a satisfazer as suas necessidades básicas, independentemente de sua forma de locomoção.
LEI – editada e votada pelo Poder Legislativo para a regulamentação máxima do assunto trânsito no país. A principal Lei é a 9.503, de
23/09/1997, a qual instituiu o Código de Trânsito Brasileiro;

MEDIDA PROVISÓRIA:
em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-
las de imediato ao Congresso Nacional. Se não forem convertidas em lei no prazo de trinta dias perderão sua validade;
OBS: Decreto-Lei não é mais previsto na Constituição Federal.

RESOLUÇÃO E DELIBERAÇÃO – são normas emanadas dos órgãos Normativos do SNT e tem por finalidade complementar e detalharas

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FORMAÇÃO DO CONDUTOR
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

Leis; DECRETOS, REGULAMENTOS E PORTARIAS – alguns atos de caráter administrativo editados pelos Órgãos Executivos do SNT
(e, eventualmente, pelos Normativos), com o intuito de permitir a correta aplicação de uma Lei ou Resolução.

ACORDOS INTERNACIONAIS – o Brasil é signatário da Convenção sobre Trânsito Viário, celebrada em Viena, em 8 de novembro
de 1968 e do Acordo sobre Regulamentação Básica Unificada de Trânsito (no âmbito do Mercosul), celebrado em Montevidéu, em 29
de setembro de 1992.

Pré-requisitos para sua Habilitação:

Para ser habilitado você precisa saber ler e escrever, possuir documento de identidade e Cadastro de Pessoa Física (CPF) e ser penalmente
imputável, ou seja, responsável pelos seus atos mediante a Lei.

O cidadão só é penalmente imputável após os dezoito anos .


Você não poderá se habilitar ou se reabilitar se estiver respondendo por um delito de trânsito ou com sua habilitação suspensa ou cassada.

Os Exames para Habilitação:

Para se habilitar você terá que passar por: avaliação psicológica, exame de aptidão física e mental, exame teórico-técnico e exame de direção
veicular.
O Exame Médico é composto por questionário padrão (anamnese), exame físico geral, oftalmológico, otorrinolaringológico,
cardiorrespiratório, neurológico, do aparelho locomotor, dos distúrbios do sono e toxicológico para categorias “C”, “D” ou “E” e
complementares a critério do médico. O exame Psicológico avalia a personalidade, a capacidade motora, o grau de agressividade, o controle
emocional e a capacidade de atenção do candidato. O exame de Legislação de Trânsito (exame teórico-técnico) examina os conhecimentos
teóricos, absorvidos referentes às regras de circulação e conduta, sinalização, direção defensiva, noções de primeiros socorros, meio ambiente
e convívio social e noções de mecânica.
PARA ENTENDER
MELHOR

O exame teórico-técnico exige pelo menos 70% de acerto. A prova teórica para ACC é de apenas
15 questões, devendo o aluno acertar apenas 9. Caso seja reprovado terá uma segunda chance
em 5 dias (Res. 572)

O Curso Teórico-técnico (45 horas)

É a etapa em que você receberá o conhecimento necessário para interagir com os demais usuários da via. Nesse curso você
receberá conhecimentos de Legislação de Trânsito (18 h/a), Direção Defensiva (16 h/a), Noções de Primeiros Socorros (4 h/a),
Noções de Meio Ambiente e Cidadania (4 h/a) e Noções de Mecânica de veículos de 2 e 4 rodas (3 h/a).

PARA ENTENDER
MELHOR

Todo o condutor após habilitado deve preocupar-se com as constantes alterações da Legislação,
inclusive de caráter prático, influenciando nas regras de circulação e sinalização. Por tal motivo,
todo condutor cidadão e responsável procura estar atualizado com tais mudanças.

A Obtenção da LADV

Após a aprovação, com no mínimo 70% no exame teórico-técnico do DETRAN, você receberá a LADV (LICENÇA PARA APRENDIZAGEM DE
DIREÇÃO VEICULAR), a qual servirá para suas aulas de direção veicular. O candidato que conduzir seu veículo sem acompanhamento de um
instrutor credenciado, terá sua LADV suspensa por seis meses.
No caso de mudança de domicílio durante o processo de habilitação, o candidato poderá solicitar nova LADV, sem perda das aulas já
recebidas.
A LADV só tem validade dentro do Estado em que foi expedida. A aprendizagem só poderá realizar-se nos termos, horários e locais

E-AUTOESCOLA 5
FORMAÇÃO DO CONDUTOR
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

estabelecidos pelo órgão executivo de trânsito (SENATRAN / DETRAN).

INSERÇÕES DA RESOLUÇÃO CONTRAN 789/2020:

1) Apesar da Resolução não excluir as vias rurais (estradas e BR’s),bem pelo contrário, até cita a prática em tais locais, esta atividade é de alto
risco e deve ser muito bem analisada e planejada;

2) Dentro do curso prático, devem ser abordados assuntos como: situações de risco (chuva, cerração, noite, etc), envolvimento dos
demais atores do ambiente de trânsito (pedestres, passageiros, ciclistas, etc), relação motorista versus motociclista e vice-versa;

3) Para candidatos à Habilitação “A” ou “ACC” as horas práticas devem ser divididas em domínio e operação do veículo, incluindo
condução de passageiros e cargas (na pista fechada) e pilotagem na via pública (ultrapassagem, derrapagem, obstáculos na pista,
cruzamentos e curvas, frenagem normal e de emergência, etc), onde o candidato utilizará uma motocicleta exclusiva e será
monitorado pelo instrutor em outro veículo;

4) A exigência da aplicação de aulas práticas no período noturno foi implementada pela Lei Federal 12.217, de 17/03/2010, sendo
definida pela Resolução CONTRAN 778/2019 em pelo menos 1 hora.

5) A Resolução CONTRAN 168/2004, alterada pela Resolução CONTRAN 778/2019, definiu que após meados de setembro de 2019
a carga horária das aulas teóricas e práticas ficarão dentro da carga-horária abaixo:

OBSERVAÇÕES:

A. Das aulas práticas, pelo menos 1 (uma) hora deve ser no período noturno, lembrando que noite no CTB é o período do dia
compreendido entre o pôr-do-sol e o nascer do sol;

B. Para a obtenção da categoria “B”, ou seja, na primeira habilitação ou na adição, o candidato poderá trocar 5 horas práticas em
veículo real por simulador de direção veicular, desde que disponível no CFC, que deverão ser feitas previamente às aulas práticas em
via pública.

C. Nas aulas práticas para obtenção da ACC, o CFC poderá utilizar veículo próprio ou permitir que o candidato, voluntariamente,
apresente veículo para realizá-las. Em ambos os casos o veículo de duas rodas deve ter no máximo, 50cc (cinquenta centímetros
cúbicos), com ou sem câmbio, classificado como ciclomotor e com, no máximo, 5 (cinco) anos de uso, excluído o ano de fabricação.

PARA ENTENDER
MELHOR

Todo o processo de habilitação terá o prazo de 12 meses para ser concluído, a contar da data do
requerimento do candidato.

Permissão para Dirigir

Ao ser aprovado nos exames exigidos pela legislação, você receberá a PPD nas categorias “A”, “B” ou “A/B” ou a “ACC” Provisória, a
qual terá validade de 12 meses.

E-AUTOESCOLA 6
FORMAÇÃO DO CONDUTOR
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

O Condutor com Necessidades Especiais

O Exame de Direção Veicular para candidato portador de problemas no


aparelho locomotor será considerado prova especializada e deverá sera avaliado
por uma comissão especial, integrada por, no mínimo um examinador de
trânsito, um médico perito examinador e um membro indicado pelo Conselho
Estadual de Trânsito - CETRAN ou Conselho de Trânsito do Distrito Federal
- CONTRANDIFE, bem como o veículo destinado ao exame deverá estar
perfeitamente adaptado segundo a indicação da Junta Médica Examinadora,
podendo ser feito, inclusive, em veículo disponibilizado pelo candidato. Para
candidatos que tenha problemas no sistema auditivo é assegurada
acessibilidade de comunicação, mediante emprego de tecnologias assistivas ou
de ajudas técnicas em todas as etapas do processo de habilitação (Lei 13.146/15).Determinados problemas auditivos restringem o
condutor à habilitação “A” ou “B” e exigem que o veículo tenha os dois retrovisores laterais

O Condutor Estrangeiro

O Certificado de Apólice Única de Seguro do Responsabilidade Civil de que trata a Resolução MERCOSUL/GMC/RES. Nº 120/94 é
documento de porte obrigatório do condutor/proprietário de automóvel particular ou de aluguel, registrados no exterior, em
circulação no Território Nacional

Havendo Convenção ou Acordo Coletivo

O condutor habilitado no estrangeiro, em permanência regular, brasileiro ou não, desde que penalmente imputável em nosso país
(que possa sofrer as penalidades da Lei), poderá dirigir no Território Nacional quando amparado por convenção ou acordo
internacional, confirmados e aprovados pelo Brasil, podendo ser aplicado o princípio da reciprocidade (tratamento igual entre os
países). Após 180 dias de permanência regular, deverá submeter-se aos Exames de Aptidão Física e Mental e Avaliação Psicológica.
Quando o condutor estrangeiro cometer infração de trânsito, cuja penalidade implique na proibição do direito de dirigir, a autoridade
competente de trânsito aplicará o recolhimento e retenção do documento de habilitação, entre outras providências.

O condutor estrangeiro deverá portar (resolução contran nº 933,de 28 de março de 2022):

• Carteira de habilitação estrangeira, dentro do prazo de validade;


• Permissão Internacional para Dirigir (PID);
• Documento de identificação;
• Documento que comprove a data de entrada no País.

Não Havendo Convenção ou Acordo Coletivo

Caso a habilitação não seja reconhecida pelo Governo Brasileiro, o condutor estrangeiro penalmente imputável no Brasil e em
permanência regular, deverá trocar sua habilitação de origem pela equivalente nacional, devendo se submeter aos exames de aptidão
física e mental (exame médico), avaliação psicológica (psicotécnico) e de direção veicular.

Sem Habilitação

O condutor estrangeiro com permanência regular no Brasil e penalmente imputável em nosso país deverá realizar todo o processo
de habilitação previsto na Legislação Nacional para que seja permitida a condução de veículos automotores no território nacional.

Condutor Brasileiro em Território Internacional

O condutor brasileiro que deseje conduzir veículo em outro pais deverá providenciar a PID (Permissão Internacional para Dirigir).
O documento será da mesma categoria de sua CNH, bem como valerão os mesmos prazos. A P.I.D é válida somente para países
signatários da Convenção Internacional de Viena e não serve para quem possui A.C.C (Autorização para Conduzir Ciclomotores).

E-AUTOESCOLA 7
FORMAÇÃO DO CONDUTOR
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

Categoria da Habilitação

As categorias da habilitação são divididas conforme o tipo de veículo que você optará por conduzir:

Mudança ou Adição de Categoria

Sua primeira habilitação poderá ser “A”, “B”, “A/B” ou “ACC”. Para mudar de categoria ou adicionar uma outra (A ou B), existem
algumas regras:
Para adição “C”, “D” ou “E”, não poderá ter cometido mais de uma infração gravíssima nos últimos 12 (doze) meses (alterado pelas
Leis 14.071 de 13/10/2020 e 14.440 de 02/09/2022).
Para conduzir veículos de outra categoria o condutor deverá realizar exames complementares exigidos para habilitação na categoria
pretendida.
Para adicionar ou mudar a
categoria será necessária a
realização do curso de
prática de direção veicular,
complementar e com carga-
horária de 15ou 20 horas.
O exame toxicológico de
larga janela de detecção
será exigido para adição e
renovação para as
categorias C, D e E. Estes
exames são capazes de
detectar uso de
entorpecentes por longos
períodos (três ou mais
meses).
Para a realização dos
exames toxicológicos
devem ser coletadas duas
amostras na presença de
uma testemunha
devidamente identificada,

E-AUTOESCOLA 8
FORMAÇÃO DO CONDUTOR
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

cujos dados deverão ser inseridos em campo específico no sistema RENACH. A testemunha poderá ser dispensada no caso em que o
condutor consentir expressamente filmagem em vídeo contínuo e sem cortes, com os rostos do doador e coleto à vista durante todo
o processo. No caso de o condutor ser reprovado no exame toxicológico, fica-lhe garantido o direito de contra prova e de recurso
administrativo, sem efeito suspensivo (RESOLUÇÃO CONTRANNº 1009, DE 24 DE ABRIL DE 2024).

Uma mudança importante:

Respeitada a capacidade máxima de tração da unidade tratora, os


condutores das categorias B, C e D podem conduzir combinação de
veículos cuja unidade tratora se enquadre na respectiva categoria de
habilitação e cuja unidade acoplada, reboque, semirreboque, trailer ou
articulada tenha menos de 6.000 kg (seis mil quilogramas) de peso
bruto total, e cuja lotação não exceda a 8 (oito) lugares

A Habilitação Definitiva

Você receberá a CNH ou a ACC definitiva após 12 meses, caso não tenha cometido nenhuma infração de natureza gravíssima, grave ou
duas médias (ou mais), caso contrário, terá a PPD ou ACC Provisória cassada, perdendo todo o processo já realizado.
Entrou em vigor em março/2006 o novo documento único da Carteira Nacional de Habilitação, o qual terá três números de
identificação, sendo:
1o Número de Identificação Nacional - serão nove caracteres e dois dígitos verificadores, constantes na BINCO (BASE ÍNDICE
NACIONAL DE CONDUTORES) e acompanharão o condutor durante toda sua vida.
2o Número de Identificação Nacional - serão nove caracteres (ALTERADO PELAS RESOLUÇÕES CONTRAN 598/2016 E 650/2017) e
um dígito verificador. Servirá para identificar cada espelho que for expedido.
Número de Identificação Estadual - Será obrigatoriamente o número do RENACH (CADASTRO NACIONAL DE CONDUTORES
HABILITADOS), sendo onze caracteres (os dois primeiros identificam a sigla do Estado).

Sua CNH sofrerá nova expedição quando ocorrer:

• Adição de categoria;
• Mudança de Categoria;
• Extravio ou perda;
• Renovação dos exames para a CNH;
• Reabilitação do condutor;
• Alteração de dados do condutor;
• Substituição do documento de habilitação estrangeira.

NOVO MODELO DE CNH

Entrará em vigor após 31 de dezembro de 2022.


A letra “P” na parte inferior direita indica que é uma
Permissão, com validade de 12 meses.
O modelo que será utilizado em 2022 já virá com a
substituição do nome do Ministério das Cidades para
Ministério da Infraestrutura.

PARA ENTENDER
MELHOR É proibido plastificar sua CNH.
Após fevereiro de 2018 o condutor poderá optar por portar uma versão digital de habilitação, a CNH-
[Link] condutores que já possuam o certificado digital a emissão da CNH-e poderá ser feita nos portais
WEB de serviço do DENATRAN ou dos DETRAN estaduais. Para as pessoas que não possuem o
certificado digital a CNH-e poderá ser emitida junto aos DETRAN, tal como já
ocorre com a CNH impressa. A CNH-e será protegida por uma senha (PIN) e identificada pelo QR-
Code existente na CNH impressa ou pelo certificado digital.

E-AUTOESCOLA 9
FORMAÇÃO DO CONDUTOR
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

NOVO APLICATIVO CARTEIRA DIGITAL DE TRÂNSITO.

O aplicativo da Carteira Digital de Trânsito oferece a opção de você gerenciar seus


documentos de habilitação e do veículo, direto do seu celular, com o mesmo valor
legal dos documentos impressos. Para instalar acesse a loja de aplicativos de seu
smartphone e procure por “Car teira Digital de Trânsito”. Para acessar o aplicativo
você deverá ter criado previamente uma conta no portal [Link] do governo federal.
Siga as orientações do aplicativo para baixar sua CNH e (CNH eletrônica) ou o CRLVe
(Certifi cado de Registro e Licenciamento do Veículo Eletrônico).

Cursos de Especialização

Você poderá se especializar em transporte de escolares, de produtos perigosos (MOPP), transporte coletivo de passageiros,
(Resolução CONTRAN nº 813, de 15/12/2020). Para tal, deverá ser maior de 21 anos, possuir CNH da categoria correspondente e
realizar o curso de especialização veículos de emergência, motofrete e mototáxi ou cargas indivisíveis. Para tal, deverá ser maior
de 21 anos, possuir CNH da categoria correspondente e realizar o curso de especialização.

PARA ENTENDER
MELHOR Os cursos especializados deverão ter validade de no máximo 5 (cinco) anos, quando os
condutores deverão realizar a atualização dos respectivos cursos, devendo os mesmos
coincidir com a validade do exame de sanidade física e mental do condutor. Saiba ainda
que conduzir veículo sem possuir os cursos especializados ou específicos obrigatórios é
uma infração gravíssima, com penalidade de multa e medida administrativa de retenção do
veículo até a apresentação de condutor habilitado (Incluído dada pela Lei nº 14.440, de
2022).
MOPP

Para transportar produtos que ofereçam algum risco expressivo de explosão, incêndio ou contaminação do meio-ambiente, o condutor
deverá possuir a certificação em MOPP (Movimentação de Produtos Perigosos),a qual tem validade por cinco anos. Para recebê-la o
condutor deverá ser maior de 21 anos e possuir sua CNH em uma das categorias B, C, D ou E.
Conforme a mudança implementada pela Lei 12.619 de 30.04.2012, a participação em curso de Especialização independe do número
de infrações cometidas nos últimos 12 meses e suas gravidades, mantida a regra de não estar cumprindo pena de suspensão ou
cassação do direito de dirigir.

Transporte Escolar e Transporte Coletivo de Passageiros

Para transportar escolares o condutor deverá ser maior de 21 anos, habilitado no mínimo na categoria “D”, bem como não estar
cumprindo pena de suspensão ou cassação do direito de dirigir. Se o veículo de lotação for Articulado, com PBT mínimo 6.000 kg ou
lotação maior que 20 lugares, a categoria da habilitação deverá ser “E”.

PARA ENTENDER
MELHOR

Os veículos para este fim devem sofrer inspeção semestral para verificação dos equipamentos
obrigatórios e de segurança.

Condutores de Veículos de Emergência

Para conduzir veículos de emergência em emergência o condutor deve ser maior de 21 anos, estar habilitado em uma das categorias
“A”, “B”, “C”, “D” ou “E”, bem como não estar cumprindo pena de suspensão ou cassação do direito de dirigir.

E-AUTOESCOLA 10
FORMAÇÃO DO CONDUTOR
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

PARA ENTENDER
MELHOR

Para a reciclagem de MOPP, escolares, passageiro e emergência,não poderá ter cometido mais
de uma infração gravíssima nosúltimos 12 meses (alterada pela Lei 14.071 de 13/10/2020).

Serviço de Mototáxi e Motofrete

O serviço de mototaxi e motofrete exige idade mínima de 21 anos e pelo menos dois anos de habilitação na categoria “A”, bem como
a participação em curso específico.
As regras específicas e detalhes para a execução das duas atividades devem ser regulamentadas por cada Município, devendo os
profissionais utilizar colete refletivo, mata-cachorro e corta-pipas em suas motocicletas.

Renovação da Habilitação

O exame de aptidão física e mental, a ser realizado no local de residência ou domicílio do examinado, será preliminar e renovável com
a seguinte periodicidade (alterado pela Lei 14.071 de 13/10/2020):

Inferior a 50 anos Igual ou superior a 50 anos e inferior a 70 anos Igual ou superior a 70 anos
10 anos 5 anos 3 anos

Fica mantido o prazo de validade dos documentos de habilitação expedidos antes da data de entrada em vigor da Lei 14.071.
Se o condutor executar serviço remunerado de transporte de pessoas e bens, deverá também realizar nova avaliação Psicológica.
Se por ocasião da habilitação ou renovação o condutor ainda não tenha frequentado o curso de Direção Defensiva e Noções de
Primeiros Socorros deverá:

• Estudar por contra própria e realizar a prova no DETRAN;

• Realizar o curso no CFC e apresentar o certificado ao DETRAN;

• Apresentar ao DETRAN curso similar ministrado por entidade credenciada (ex: SEST/SENAT).

PARA ENTENDER
MELHOR
Quando houver indícios de deficiência física ou mental, ou de progressividade de
doença que possa diminuir a capacidade para conduzir o veículo, os prazos previstos
poderão ser diminuídos por proposta do perito examinador.
.

Os condutores de veículos automotores habilitados nas categorias“C”, “D” ou “E” que na renovação do exame de aptidão física
emental vierem a acusar defi ciência auditiva igual ou superior a 40 decibéis,estarão impedidos de dirigir veículos desta categoria.
Além da realizaçãodo exame previsto na legislação, os condutores das categorias C, D e E com idade inferior a 70 anos serão
submetidos a novo exame a cada período de 2 (dois) anos e 6 (seis) meses, a partir da obtenção ou renovação da Carteira Nacional
de Habilitação, independentemente da validade dos demais exames (alterado pela Lei 14.071 de 13/10/2020). É garantido o direito
de contraprova.

O curso de reciclagem

O curso e o exame de reciclagem têm o objetivo de reeducar o condutor que tenha sofrido a penalidade de suspensão do direito de
dirigir ou cassação da CNH (em caso de motorista condenado judicialmente por delito de trânsito).

E-AUTOESCOLA 11
FORMAÇÃO DO CONDUTOR
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

Documentos do Condutor e do Veículo

Você deverá portar obrigatoriamente, quando na condução de um veículo:

 A CNH, a PPD ou a ACC; poderá ser portada na versão impressa ou digital (no smartphone). Na atualidade a legislação permite
que o agente e trânsito ou agente de segurança dispense a apresentação destes documentos, desde que consiga realizar a
consulta em seu sistema informatizado, mas atenção, o agente exigirá um documento de identificação oficial com foto, como
por exemplo, seu RG (Registro Geral).

Resumindo então, melhor mesmo é portar a CNH impressa.

 Na atualidade o CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo) na versão


impressa poderá ser dispensado quando, no momento da fiscalização, for possível ter
acesso ao devido sistema informatizado para verificar se o veículo está licenciado (art.
133 do CTB, alterado pela Lei nº 13.281 de 04 de maio de 2016).

 Apesar de ser previsto o CRLV-eletrônico, o qual poderá ser apresentado pelo condutor
usando aplicativo no smartphone, pode ser que seu aparelho esteja sem bateria e o
agente esteja sem acesso ao seu sistema eletrônico para a consulta do licenciamento.
Neste caso a única coisa que irá livrá-lo ou livrá-la da infração é o porte da versão digital
impressa.

 Condutores profissionais (escolar, coletivo, emergência, etc) que não tiver sua
especialização constante na CNH deverão portar documento que comprove a respectiva
especialização

E-AUTOESCOLA 12
Categoria dos Veículos e sua Identificação

OBJETIVO
saber diferenciar os
veículos quanto à sua
PLACAS ANTERIORES A MERCOSUL
categoria, tração e
espécie,
bem como identificar
seus
equipamentos
obrigatórios
e limites de dimensões
e pesos.

PARA ENTENDER
MELHOR

• Existem identificações por caracteres gravadas no chassi ou no monobloco, podendo também


ser gravadas em outras partes, conforme determinação do Órgão Máximo Normativo (CONTRAN);
• A troca de placas CLONADAS será realizada por meio de processo administrativo, o qual terá
início com a apresentação de requerimento pelo proprietário do veículo, acompanhado da
documentação comprobatória da existência de veículo dublê ou clone

A Resolução CONTRAN 780 de 26/06/2019 implementou a nova placa de identificação veicular (PIV) dentro do padrão
MERCOSUL, sendo que até o dia 31 de janeiro de 2020 todos os DETRANs deverão implantar a nova placa. Devem possuir os
novos modelos os veículos no primeiro emplacamento, na substituição de qualquer das placas em decorrência de mudança
de categoria do veículo ou furto, extravio, roubo ou dano da referida placa, na mudança de município ou de Unidade
Federativa e nos casos em que haja necessidade de instalação da segunda placa traseira. A vantagem deste novo modelo de
placa é que por meio de aplicativo específico usado pelo agente de trânsito será possível identificar uma clonagem, pois todo
o processo produtivo das novas placas é controlado.

PLACAS MODELO MERCOSUL

13
O MERCOSUL (Mercado Comum do Sul) é composto por Argentina,Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela e
tem como associados Chile,
Bolívia, Peru, Colômbia e Equador.

Os veículos podem se classificar ainda:

QUANTO À TRAÇÃO:

AUTOMOTOR PROPULSÃO HUMANA


ELÉTRICO
Qualquer veículo com Bicicleta ou carro-de-mão.
Bonde, ônibus elétrico, metrô, etc.
motor à combustão;

REBOQUE SEMI-REBOQUE PROPULSÃO HUMANA


Veículo destinado a ser engatado Veículo que se apoia na sua unidade Bicicleta ou carro-de-mão.
atrás de um veículo automotor tratora ou éa ela ligado por meio de
(não apoiado), independente do articulação, independente do seu
seu tamanho ou número de eixos. tamanho ou número de eixos.

14
QUANTO À ESPECIE:

ESPECIE DE PASSAGEIROS

ESPECIE DE CARGA

15
ESPECIE MISTO

ESPECIE COMPETIÇÃO

ESPECIE ESPECIAL

16
ESPECIE DE COLEÇÃO

VEICULOS DE COLEÇÃO
Com mais de 30 anos e com caracteristicas
originais podem fazer uso da placa preta

ESPECIE DE TRAÇÃO

CAMINHÃO-TRATOR
Veículo automotor
destinado a tracionar
ou arrastar outro.

Uso De Equipamentos Obrigatórios

Não luminosos

OBJETIVO
Automotores e Elétricos:
conhecer os
equipamentos 1. Para-choque, dianteiro e traseiro e protetores de rodas traseiras (caminhões, reboques e
obrigatórios de cada quadriciclos);
tipo de
veículo. 2. Espelhos retrovisores internos e externos dos dois lados (existem exceções);

3. Limpador e lavador de para-brisa (existem exceções) e quebra-sol;

4. Macaco, chave de roda, ferramenta apropriada para a remoção de calotas e triângulo ou dispositivo de iluminação independente;

5. Encosto de cabeça para todos, exceto nos assentos centrais (existem exceções);

17
6. Pneus em boas condições e roda completa sobressalente (existem exceções);

7. Cinto de segurança para todos os ocupantes do veículo (existem exceções);

8. Dispositivo para controle do ruído do motor à combustão e velocímetro (se houver tacógrafo não será obrigatório);

9. Buzina, catalisador e freios de estacionamento (de mão);

10. Extintor de incêndio (apenas para veículos de carga e passageiros);

11. Dispositivo de travamento do capuz (capô);

12. Freio ABS e Airbag (novos fabricados depois de jan/2014).

Para veículos de duas rodas, triciclos e quadrículos existe

um tamanho diferenciado de placa:

Motos e Motonetas:

1. Espelhos retrovisores, de ambos os lados e farol dianteiro;

2. Freios com comandos independentes (de pé e de mão) e pneus que ofereçam segurança;

3. Velocímetro, buzina e catalisador;

4. Redutor de temperatura do escapamento (resolução CONTRAN 228 de 02/03/07).

Bicicletas:

1. Campainha (Buzina) e espelho retrovisor do lado esquerdo;

2. Sinalização noturna dianteira (dispositivo refletor na cor branca ou amarela);

3. Sinalização noturna traseira (dispositivo refletor na cor vermelha)

4. Sinalização noturna lateral e nos pedais (de qualquer cor).

Reboques e Semirreboques:

1. Para-choque e protetores das rodas traseiras;

2. Pneus que ofereçam segurança e freios com comandos independentes (existem exceções).

Tratores:

1. Alerta sonoro de marcha à ré e faixas retro refletivas;

2. Pneus que ofereçam condições mínimas de segurança (exceto os tratores de esteiras);

3. Dispositivo destinado ao controle de ruído do motor e espelhos retrovisores;

4. Cinto de segurança para todos os ocupantes do veículo, buzina e pisca-alerta;

18
5. Velocímetro e registrador instantâneo e inalterável de velocidade e tempo para veículos que desenvolvam velocidade acima de
60 km/h.

PARA ENTENDER
MELHOR

Acessórios e Regras de Inspeção

O uso de alguns acessórios e equipamentos são controlados e exigidos pelo CONTRAN E INMETRO, devido sua interferência na
segurança e no uso dos veículos.

Engates para Reboques (Alterado pela Resolução CONTRAN 234, de 11/05/2007)

As regras abaixo valem para veículos de até 3.500 kg de PBT, que possuam capacidade de tracionar reboques declarada pelo fabricante
ou importador, e que não possuam engate de reboque como equipamento original de fábrica.

1 - Os fabricantes e instaladores terão de seguir normas do INMETRO;


2 - O engate deverá ter uma plaqueta inviolável contendo o nome do fabricante, CNPJ, identificação de registro no INMETRO, modelo
e capacidade máxima de tração do veículo ao qual se destina e
3 - Engates antigos deverão ter esfera maciça apropriada, tomada para instalação elétrica, dispositivo para fixação da corrente
de segurança e ausência de superfícies cortantes.
4- Não permitido o dispositivo de iluminação no engate.
PARA ENTENDER
. MELHOR

Quem não se enquadrar nestas regras estará cometendo uma infração de trânsito grave, com previsão de multa de
R$ 195,23, cinco pontos na CNH e a retenção para regularização

Películas não refletivas, painéis e pinturas nos vidros (alterado pela Resolução CONTRAN 960/2022 e 989/2022)

O uso de películas (popularmente conhecidas como INSULFILM®), painéis e pinturas


nas áreas envidraçadas do veículo deverá seguir algumas regras, sendo:

1 - Painéis e/ou pintura nos vidros traseiros e/ou laterais somente com
50% de visibilidade de dentro para fora;

2 - A colocação de película deverá respeitar o índice de


transparência de 70 a 75% nos vidros dianteiros, incluindo
os quebra-ventos quando existentes, e de 28% nos vidros
traseiros, de carros 4-portas ou não. O veículo deverá
possuir espelhos retrovisores externos direito e esquerdo.

3 - São proibidas películas refletivas.

19
PARA ENTENDER
MELHOR

O não cumprimento destas regras acarretará multa grave e retenção do veículo para regularização.

Os Dispositivos Antifurtos SIMRAV (Sistema Integrado de Monitoramento e Registro


Automático de Veículos) e o SINIAV (Sistema Nacional de Identificação Automática de
Veículos)

O SIMRAV, também conhecido como antifurto e que permitia o monitoramento em tempo real (tecnologia GSM e GPRS), teve
sua obrigatoriedade suspensa pela Resolução CONTRAN 559, de 15/10/15.
O SINIAV, também conhecido como placa eletrônica ou chip e que permite informar dados do veículo para antenas posicionadas
próximas às vias (e apenas nestes pontos, usando tecnologia de radiofrequência),
tem seu início de instalação mantido para Janeiro de 2016.

Condições de Segurança e Visibilidade do Para-Brisa ( Resolução CONTRAN 216,de 14/12/2006)

Objetivando garantir a segurança e a visibilidade dos para-brisa dos veículos automotores, foi regulamentada a quantidade de
danos permitidos e a área crítica.
São considerados danos as trincas e fraturas de configuração circular.
As áreas críticas e de borda são definidas conforme segue abaixo:

2,5 cm

Area critica
e de borda

Nas áreas críticas e de bordas (2,5 cm) não são permitidos nenhum tipo de dano ou recuperação. Nas demais áreas são permitidos
alguns danos, conforme abaixo:

Para ônibus, micro-ônibus e caminhões no máximo três danos, respeitados os seguintes limites:

I - Trinca não superior a 20 centímetros de comprimento;

II - Fratura de configuração circular não superior a 4 centímetros de diâmetro

20
Area critica
e de borda 2,5 cm

Para os Demais Veículos no máximo dois danos, respeitados os seguintes limites:

I - Trinca não superior a 10 centímetros de comprimento;

II - Fratura de configuração circular não superior a 4 centímetros de diâmetro.

PARA ENTENDER
MELHOR

Os vidros de segurança deverão trazer marcação indelével em local de fácil visualização contendo, no mínimo, o
índice de transmitância luminosa, a marca do fabricante do vidro e o símbolo de conformidade com a legislação
brasileira definido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - INMETRO.

Regras para Transporte Remunerado de Carga por Motos e Motonetas


(inserido pela Resolução CONTRAN 943/2022))

Será admitido o transporte remunerado de carga por motocicletas e motonetas (excluído os ciclomotores), desde que devidamente
registrado na categoria aluguel (placa vermelha) e atendendo as especificações abaixo:

1) O dispositivo de carga poderá ser permanente ou removível, fechado (baú) ou aberto (grelha) ou ainda do tipo bolsas (alforjes) ou
caixas laterais;

2) Os pontos de fixação e capacidade de carga estejam de acordo como determinado pelos fabricantes

3) O equipamento do tipo fechado (baú) e o capacete do condutor devem conter faixas retro refletivas que possam ser visualizadas
em qualquer direção, bem como o condutor deverá utilizar colete sinalizador com elementos retro refletivos e fluorescentes na cor
amarela;
Dimensões:

21
Comprimento Altura Máxima Dimensões Máximas
Dispositivo Largura Máxima do Dispositivo
Máximo da Carga
Limitado à
extremidade 70 cm à partir Limitada à parte
Baú 60 cm do assento
traseira do interna do baú
veículo
Altura - 40
Limitado à cm à partir do
Grelha 60 cm extremidade ----
assento; Largura e
traseira do comprimento
veículo limitada à dimensão
da grelha
Distância entre as
extremidades do Não superior à
Bolsas ou guidão ou alavancas Limitado à altura do Limitada à parte
caixas de freio e embreagem extremidade assento em seu interna da bolsa ou
laterais (a que for maior) traseira do limite superior caixa
veículo
Dispositivo = baú / grelha / bolsa

Baú Bolsas
ou caixas laterais

Caixa (pequeno baú) Grelha

PARA ENTENDER
MELHOR

A caixa (pequeno baú) especialmente projetada para acomodar o capacete, não caracteriza o
transporte de carga e não está sujeita às especificações acima, podendo exceder seu
comprimento em até 15 cm a partir da extremidade traseira do veículo.

22
Quem não cumprir as regras estará sujeito a:

• Conduzir veículo sem licenciamento – infração gravíssima, com multa de R$ 293,47, remoção do veículo e sete pontos na CNH;

• Conduzir veículo com equipamento ou acessório proibido – infração grave, com multa de R$ 195,23, retenção para
regularização e cinco pontos na CNH;

• Efetuar transporte irregular remunerado de carga ou passageiros sem licenciamento (salvo por força maior) – infração média,
com multa de R$ 130,16, retenção para regularização e quatro pontos na CNH;

Alteração das Características do Veículo

Nenhum proprietário ou responsável poderá, sem prévia autorização da autoridade competente, fazer ou ordenar que sejam feitas no
veículo modificações de suas características de fábrica, podendo cometer uma infração grave, com penalidade de multa e retenção do
veículo para regularização.
Algumas alterações são permitidas (veja detalhes na Resolução CONTRAN 916/2022), tal como a mudança da cor do veículo,
desde que devidamente inseridas no CRV/CRLV e emitido o CSV (Certificado de Segurança Veicular).

PARA ENTENDER
MELHOR

Serão consideradas alterações de cor aquelas realizadas através de pintura ou


adesivamento em área superior a 50% do veículo, excluídas as áreas envidraçadas, quando
será atribuída a cor “fantasia” nos documentos do veículo.

Algumas alterações são vetadas, veja abaixo:

Principais proibições:

1. Instalação de GNV (Gás Natural Veicular) em ciclomotores, motonetas, motocicletas e triciclos e uso de GLP (Gás Liquefeito de
Petróleo) em qualquer veículo;

2. A utilização de rodas/pneus que ultrapassem os limites externos dos pára-lamas do veículo;

3. O aumento ou diminuição do diâmetro externo do conjunto pneu/roda;

4. A substituição do chassi ou monobloco de veículo por outro chassi ou monobloco (existem algumas exceções);

5. Alterações nos motores novos ou usados que ultrapassarem os limites de exigências de emissão de poluentes e ruído previstos na
Legislação.

PARA ENTENDER
MELHOR

Alterações na suspensão do veículo são permitidas, desdém que conste no CRV e CRLV a
nova altura do veículo (detalhes sobre as regras para rebaixamento dos veículos constam
na Resolução CONTRAN 916/2022).

23
Retrovisores para duas rodas, triciclos e quadriciclos

Detalhamento das alterações permitidas em cada veículos são obtidas na Resolução CONTRAN 916, de 28/03/2022..

Alteração Proibida - Fárois de Xenônio

Somente serão permitidos estes tipos de faróis para veículos que tenham o
Certificado de Segurança Veicular emitidos até junho de 2011 e desde que
atendam as regras estipuladas pela Resolução Contran 227.

Bloqueio de segurança para crianças

Um dispositivo de bloqueio que pode ser acionado e desacionado de maneira independente de


outros tipos de fechadura e que quando acionado impede o funcionamento da maçaneta interior
da porta ou de outro dispositivo de abertura.
Obrigatoriedade a partir de 3 de janeiro de 2022 para novos projetos e a partir de 1º de janeiro de
2024 para todos os veículos, sendo facultado antecipar a sua adoção total ou parcial.

Dispositivos de Segurança para Caminhões Basculantes (Resolução CONTRAN nº 859, de 19


de julho de 2021)
O acionamento do basculante deve ser de forma voluntária e deve possuir três
níveis de segurança:
O primário – comando em dois estágios que necessitam ser acionados pela mão
do operador.
O secundário – aviso visual e sonoro instalado na cabine.
O terciário – objetiva garantir que a velocidade do caminhão não exceda 10 km/h
com a tomada de força ligada (este é de uso facultativo).
Devem possuir aviso de segurança da operação dos dispositivos, de forma legível
e devidamente fixado sem local visível ao condutor.
Caminhões novos – somente serão licenciados após comprovado o atendimento
dos requisitos
Caminhões usados – A exigência ocorrerá no momento do licenciamento de 2023
para os veículos com o algarismo final da placa ímpar e a partir de 2024 para os
veículos com algarismo final da placa par.

24
Registro no CRLV – para os veículos do tipo caminhão-trator, deve constar no campo “Observações” do Certificado de Registro e
Licenciamento do Veículo (CRLV-e) a informação de que o veículo atende às disposições desta Resolução, com a informação “SISTEMA
DE BASCULAMENTO”.

INFRAÇÕES

• Quando o condutor dirigir o veículo com a carroceria na posição de basculamento – infração leve com penalidade de multa.
• Quando o veículo estiver com o sistema de segurança instalado, mas sem a devida informação da alteração no CRLV-e, infração
grave, com penalidade de multa e medida administrativa de retenção do veículo para regularização.
• Quando o veículo estiver com o sistema de segurança ausente, ineficiente ou inoperante, infração grave, com penalidade de multa
e medida administrativa de retenção do veículo para regularização.
• Quando o veículo estiver com o sistema de segurança instalado, mas em desacordo com o previsto na legislação, infração grave,
com penalidade de multa e medida administrativa de retenção do veículo para regularização.
• Quando o veículo não possuir as informações de alerta previstas no art. 4º ou quando as informações estiverem em local não visível
ao motorista, infração grave, com penalidade de multa e medida administrativa de retenção do veículo para regularização.

Regras de uso dos Pneus (RESOLUÇÃO CONTRAN Nº 918, DE 28 DE MARÇO DE 2022)


Quando no mesmo eixo e simetricamente montados, os pneus devem ser de idêntica construção, mesmo tamanho, mesma carga e
serem montados em aros de dimensões iguais, permitindo-se a assimetria quando originada pela troca de uma roda de reserva, nos
casos de emergência;
Fica proibido o uso em ciclomotores, motonetas, motocicletas, triciclos e no eixo dianteiro de ônibus e micro-ônibus:
a. De pneus que apresentem quebras, trincas e deformações;
b. De pneus reformados, quer seja pelo processo de recapagem,recauchutagem ou remoldagem.

O Registro do Veículo (CRV – Certificado de Registro de Veículo ou CRVe –


Certificado de Registro de Veículo Eletrônico)

Qualquer veículo motorizado deve ser registrado junto ao órgão executivo de


trânsito de domicílio ou residência de seu proprietário.
Cada veículo receberá um registro único no RENAVAM (Registro Nacional de
Veículos Automotores).
O CRV eletrônico (CVRe) poderá ser expedido a partir da primeira
transferência de propriedade, caso ainda não exista (após 06/2018).
O CRV/CRVe conterá o nome do atual proprietário e do anterior, bem como
os dados detalhados do veículo, tal como os que não sofrerão modificação
durante toda a vida útil do mesmo, como o número do chassi, por exemplo.
Será obrigatório novo CRV/CRVe em caso de venda do veículo, mudança do
município de domicílio do proprietário, alteração das características do veículo
ou mudança de categoria, como por exemplo, de um veículo comum (categoria
particular) para um táxi (categoria de aluguel). O novo registro só será
liberado caso não haja débitos pendentes (multas, taxas, etc).
No caso de venda do veículo, jamais assine a ATPV (autorização para
transferência da propriedade do veículo) sem datar, pois o novo proprietário é
obrigado a fazer a transferência para seu nome no prazo de 30 dias, caso
contrário, você continuará responsável pelo veículo.
Para os demais casos a alteração do CRV/CRVe deverá ser imediata.
Nos casos em que o CRV é eletrônico (CRVe) a ATPV poderá ser autenticada
por meio eletrônico.

25
PARA ENTENDER
MELHOR

Caso o comprador não realize a transferência de propriedade em 30 dias, o vendedor tem a obrigação
legal de comunicar a venda do veículo ao DETRAN no prazo máximo de 60 dias (alterado pela Lei
14.071, de 13/10/2020), sob pena de ter que se responsabilizar solidariamente pelas penalidades
impostas e suas reincidências até a data da comunicação. A comunicação de venda documental será
protocolada no órgão ou entidade executiva de trânsito do Estado ou do Distrito Federal (DETRAN) em
que o veículo estiver registrado, por intermédio de cópia autenticada da Autorização para Transferência
de Propriedade de Veículo – ATPV, que consta do verso do Certificado de Registro de Veículos – CRV,
devidamente preenchida, ou ainda por meio eletrônico, tal como regulamentado pelo CONTRAN.

Proprietários de veículos irrecuperáveis ou definitivamente desmontados devem requerer a baixa do registro, a qual será executada
pelo órgão executivo de trânsito após consulta ao cadastro do RENAVAM. A obrigação
de que trata este artigo é da companhia seguradora ou do adquirente do veículo destinado à desmontagem, quando estes sucederem
ao proprietário.
O CRV não é de porte obrigatório, bem pelo contrário, deve ser guardado em lugar seguro.
GRAVAME - é um registro lançado sobre o veículo para informar que a propriedade do mesmo está atrelada a algum tipo de contrato,
o que impede a transferência de propriedade, salvo se autorizada previamente.

O Licenciamento Anual do Veículo

Qualquer veículo automotor, elétrico, articulado, reboque ou semi-reboque deverá ser licenciado anualmente, sendo emitido novo
CRLV, o qual Certifica o Registro e o Licenciamento do Veículo (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo);
• O primeiro licenciamento do veículo será feito simultaneamente ao seu registro, e depois anualmente no Estado onde o veículo foi
registrado, caso não haja débitos com multas, taxas, tributos e encargos;
• Para que o licenciamento seja efetivado, deverá ocorrer também o pagamento anual do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de
Veículos
Automotores) e do DPVAT (seguro obrigatório para cobertura de Danos Pessoais causados por Veículos Automotores sobre as Vias
Terrestres);
• O licenciamento ainda requer a aprovação na inspeção de segurança veicular e de controle de emissões de gases e de ruído;
• Na atualidade o CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo) na versão impressa poderá ser dispensado quando, no
momento da fiscalização, for possível ter acesso ao devido sistema informatizado para
verificar se o veículo está licenciado (art. 133 do CTB, alterado pela Lei nº13.281 de 04 de maio de 2016). Apesar do que preconiza a
legislação,é aconselhável que o condutor porte o CRLV na versão impressa, pois
caso a verificação eletrônica não possa ocorrer por algum motivo, o CRLV na versão impressa deverá ser apresentado pelo condutor.
O CTB prevê duas possibilidades de infração neste caso.
• Se o condutor não apresentar o CRLV atualizado (eletrônico ou impresso),mesmo estando com seu veículo licenciado, o agente de
trânsito poderá autuar o condutor com a penalidade de multa gravíssima por considerar o veículo não licenciado, ficando o direito de
defesa ao condutor/ proprietário do veículo;
• Quando não for possível sanar a falha no local da infração, o veículo, desde que ofereça condições de segurança para circulação,
deverá ser liberado e entregue a condutor regularmente habilitado, mediante recolhimento do Certificado de Licenciamento Anual,
contra apresentação de recibo,assinalando-se ao condutor prazo razoável, não superior a 15 (quinze) dias, para regularizar a situação,
e será considerado notificado para essa finalidade na mesma ocasião (alterado pelas Leis 14.071, de 13/10/2020 e 14.229/10/2021).
Para ser liberado o veículo deverá estar devidamente registrado e licenciado.
• Ocorrendo substituição de equipamento de segurança especificado pelo fabricante, será exigido, para licenciamento e registro,
certificado de segurança expedido por instituição técnica credenciada ou entidade de metrologia legal;
• O condutor poderá optar por portar o CRLV no formato eletrônico, o qual será chamado de CRLVe, o que torna as ações citadas
acima sem efeito, pois neste caso não existe a possibilidade de recolhimento de nenhum documento. Provavelmente no futuro o
legislador irá prever o travamento do CRLVe pela autoridade de trânsito ou seu agente.

CRLV-e (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo Eletrônico)

Caso o proprietário faça a opção pela expedição do documento em meio físico, o CRLV-e será impresso pelo órgão executivo de
trânsito em papel A4 comum branco, em modelo previsto na legislação (Resolução CONTRAN nº 817, de 17/03/2021). Caso você
mesmo queira imprimir o seu CRLV-e, acesse https:// [Link]/ (faça seu cadastro caso ainda não possua

26
cadastro neste portal de serviços) e clique na opção “MEUS VEÍCULOS”, logo após selecione o veículo desejado e procure pelo link
“CRLV Digital (.pdf)”. Ao clicar no link o PDF do seu CRLV será baixado para seu computador. Faça a impressão e porte este documento
toda a vez que for conduzir o seu veículo. Atenção, caso você tenha problemas nestas etapas, pode ser que seu estado ainda não
tenha se integrado ao sistema, informe-se em seu DETRAN. Este documento possui o QR-Code e poderá ser validado com a utilização
do aplicativo VIO ([Link] br/vio/aplicativo/). Após instalado o aplicativo funcionará mesmo que você ou o agente
de trânsito não tenham conexão à internet.

Esclarecimentos:

I - O Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo - CRLV é a junção do Certificado de Registro de Veículo - CRV, do Certificado
de Licenciamento Anual - CLA, podendo existir na versão impressa ou digital;
II - A Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo – ATPV poderá existir na versão impressa ou digital. Na versão digital
aassinatura do vendedor e comprador também ocorrerá por meio digital (assinaturas e certificados digitais);
III - No caso da ATPV-e na versão impressa, nos termos do art. 17, ou da ATPV constante no verso de CRV válido, o antigo proprietário
deverá encaminhar ao órgão ou entidade executivo de trânsito do Estado ou do Distrito Federal onde o veículo for registrado a cópia
autenticadada ATPV-e ou da ATPV, respectivamente, devidamente preenchida.

Obrigatoriedade de atender ao RECALL

Recall é um termo usado para o chamamento dos fabricantes de veículos para a troca de peças ou conserto de falhas em veículos
colocados no mercado, tudo de forma gratuita. Atender a este chamamento passou a ser obrigatório.

27
SINALIZAÇÃO VIARIA

Sinalização Viária

Existe a necessidade de impor regras e alertar sobre os riscos para que a harmonia no trânsito seja garantida.
O conjunto de sinalização viária existe exatamente para isso, sendo dividida em: sinais verticais (placas), horizontais (pintura na via),
sonoros (apitos), gestuais, luminosos (semáforos), auxiliares (barreiras) e de obra.
Existe uma ordem de prevalência entre os sinais, ou seja, uma ordem que define quem deverá ser atendido em caso de duplicidade:
A ordem de prevalência da sinalização é a seguinte:

I - as ordens emanadas pelo agente de trânsito sobre as normas de circulação e outros sinais;

II - as indicações do semáforo sobre os demais sinais;

III -as indicações dos sinais sobre as demais normas de trânsito

A Sinalização Vertical e sua Abrangência

A maioria dos sinais de regulamentação tem validade no ponto em que está implantado ou a partir deste ponto. Outros têm sua
validade na face de quadras onde estão implantados vinculados à sinalização horizontal ou às informações complementares.

Abrangência Abrangência Abrangência Abrangência


de face de Ponto a partir do de Informação
ou trecho Ponto Complementar

18 AS 22
H

Sinalização Vertical (Placas)

OBJETIVO Divididas em placas de regulamentação, as quais ditam regras e procedimentos, as de advertência que
entender o significado alertam sobre o perigo à frente e as indicativas que trazem informações diversas para auxiliar o
de cada placa, o que condutor.
cada uma obriga, A sinalização vertical é composta por placas colocadas ao lado da via ou suspensa sobre elas.
proíbe, adverte ou
indica, sem se Placas de Regulamentação
preocupar somente com
a memorização de sua O desenho de cada placa autoriza, obriga e/ou proíbe determinada manobra.
nomenclatura.

R-3 – R-26 –
Sentido proibido Siga em frente

Obriga dobrar à esquerda ou à direita. Proíbe dobrar à esquerda ou direita.

R-25a –
R-4a – Vire à esquerda
Proibido virar à esquerda
Proíbe seguir em frente ou à direita.
Obriga seguir em frente ou à direita.

AUTOESCOLA

28
SINALIZAÇÃO VIARIA

R-4b – R-25b –
Proibido virar à direita Vire à direita

Obriga seguir em frente ou à Proíbe seguir em frente ou à


esquerda. esquerda.

R-25c – R-25d –
Siga em frente ou à esquerda Siga em frente ou à direita

Proíbe dobrar à direita. Proíbe dobrar à esquerda.

R-24a –
R-24b –
Sentido de circulação da via / pista
Passagem obrigatória
Obriga seguir o sentido de circulação Indica a existência de um obstáculo
e obriga que suapassagem seja feita
indicado. pela direita

R-1 – R-2 –
Parada obrigatória Dê a preferência
Obriga a parada do veículo (antes da
linha de retenção, casoexista).Seu A preferência é do veículo que
formato é octogonal(oitolados), diferente circula na via com a qual vocêvai
das demais, para permitir os condutores cruzar. Pare se necessário.
a diferenciarem pela parte de trás

R-6a – R-6b -
Proibido estacionar Estacionamento
regulamentado
A partir da placa, proíbe o
No sentido do fluxo e a partir da
estacionamento. placa permite o estacionamento.
Tenhaatençãoàsinformações
complementares,taiscomo
horários.

R-6c – R-33 -
Proibido parar e estacionar
Sentido de circulação na
Proíbe estacionar, mesmo por pouco
rotatória
tempo, operações de embarque e
desembarque ou carga e descarga. Define sentido e obrigatoriedade
de circulação de uma rotatóriaou
praça.

AUTOESCOLA

29
SINALIZAÇÃO VIARIA

R-5a – R-5b –
Proibido retornar à esquerda Proibido retornar à direita

Proíbe a manobra de meia-volta para Proíbe a manobra de meia-volta para


retornar pela esquerda. retornar pela direita.

R-28 –
R-7-
Duplo sentido de circulação Proibido ultrapassar
Regulamenta o início do trecho de Proíbe a ultrapassagem no trecho
sentido duplo e determinaa circulação
pela faixa da direita, salvo nas regulamentado. Geralmenteusada em
ultrapassagens. conjunto com linha amarela contínua
ou antes decurvas, lombadas, pontes
e trechos com pouca visibilidade.

R-27 – R-23 –
Conserve-se à direita
Ônibus caminhões e veículos de Obriga o fluxo pela faixa mais à
grande porte mantenha-se à direita, independente do tipo de
direita.
veículo.

R-19 – R-10 –
velocidade máxima permitida proibido trânsito de veículos
automotores
Determina a velocidade máxima
permitida, até que se encontreoutra Proíbe o trânsito de veículos
regulamentação de velocidade, ou motorizados de duas ou mais rodas,
haja uma mudança de via urbana para
rural, ou vice-versa. inclusive motocicletas

Velocidade máxima veículos


Velocidade máxima veículos
pesados
leves
Ônibus e micro, caminhão, trator,
Ciclomotor, motoneta, motocicleta,
motor-casa, reboque ou
triciclo, quadriciclo, Automóvel,
semireboque e veículo leve
utilitário, caminhonete e camioneta.
tracionando outro.

R-37 – R-11 –
proibido trânsito de Proibido trânsito de veículos de
motocicletas motonetas e tração animal
ciclomotores. O ctb não especifica, porém é de
bom senso não transitarmontado à
cavalo.

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30
SINALIZAÇÃO VIARIA

R-13 - R-12-
proibido trânsito de tratores e proibido trânsito de bicicletas
máquinas de obras. O ciclista empurrando sua bicicleta
equivale ao pedestre.

R-9 – R-29 –
PROIBIDO TRÂNSITO DE
PROIBIDO TRÂNSITO DE PEDESTRES
CAMINHÕES. O ciclista empurrando sua bicicleta
equivale ao pedestre.

R-38 – R-40 –
Proibido Trânsito de Ônibus. Trânsito Proibido a Carros de
Mão.

R-22 – R-21 –
Uso Obrigatório de Correntes Alfândega

Obriga o uso de correntes atreladas às Obriga a parada na repartição


rodas, principalmenteàs motrizes. alfandegária.
.

R-8a – R-8b –
Proibido Mudar de Faixa ou
Proibido Mudar de Faixa ou Pista de Pista de Trânsito daDireita para
Trânsito da Esquerda para Direita. Esquerda.

R-18 -
R-20 –
Comprimento Máximo Permitido
Proibido Acionar Buzina ou Sinal A regra vale até ser encontrada
Sonoro outra placa alterando a
regulamentação. Incluído também o
Incluído aqui qualquer aparelho sonoro, comprimento da carga.
inclusive alto-falantes.

R-14 – R-15 –
Altura Máxima Permitida
Peso Bruto Total Máximo A regra vale até ser encontrada
Permitido outra placa alterando a
regulamentação. Incluída também a
A regra vale até ser encontrada outra
altura da carga.
placa alterando aregulamentação.
Incluído o peso do veículo e da carga

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31
SINALIZAÇÃO VIARIA

R-16 – R-17 –
Largura Máxima Permitida Peso Máximo Permitido Por Eixo
A regra vale até ser encontrada outra
A regra vale até ser encontrada
placa alterando aregulamentação.
Incluída também a largura da carga. outra placa alterando a
regulamentação. Incluído o peso do
veículo e da carga.

R-35a - R-35b –
Ciclista, Transite à Esquerda Ciclista, Transite à Direita
Obriga o ciclista montado a transitar o Obriga o ciclista montado a transitar o
mais à esquerda possívelda pista. mais à direita possível da pista.

R-36a – R-36b –
Ciclistas à Esquerda Pedestres à Pedestres à Esquerda Ciclistas à
Direita Direita

Obriga a separação do fluxo de Obriga a separação do fluxo de


pedestres e ciclistas. pedestres e ciclistas.

R-31 – R-30 –
Pedestre, Ande Pela Direita Pedestre, Ande Pela Esquerda
Proíbe o pedestre de andar do lado
Proíbe o pedestre de andar do lado
esquerdo da via.
direito da via.
.

R-34 –
Circulação Exclusiva Bicicletas R-39 –
Circulação Exclusiva Caminhão
Proíbe a circulação de veículos Proíbe a circulação de veículo de
automotores ou de tração animal. passeio, de transporte coletivo ou de
duas ou três rodas, inclusive
bicicletas.

Placa de Regulamentação com


R-32 – Informações Complementares
Circulação Exclusiva de Ônibus São informações complementares
para a proibição ou obrigação, tal
Proíbe a circulação de veículo de como horário e ponto de início, entre
passeio, de carga ou de duasou três
outras
rodas, inclusive bicicletas.

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32
SINALIZAÇÃO VIARIA

Placa Experimental

Circulação compartilhada de ciclista e


pedestre.

Placas de Advertência

Tem a finalidade principal de advertir ao condutor sobre alguma situação de risco logo à frente, exigindo do mesmo mais
atenção e geralmente a redução da velocidade. Poderão trazer também informações sobre a trafegabilidade da via.

A-1a – A-2a –
Curva Acentuada à Esquerda Curva à Esquerda
Reduza a velocidade, principalmente Reduza a velocidade, aumente a
no declive, aumente adistância do distância do veículo da frentee só
veículo da frente e jamais inicie uma
ultrapasse se a sinalização permitir e
ultrapassagem.
tiver visão da pista.

A-3a – A-5a –
Pista Sinuosa à Esquerda Curva Em “S” a Esquerda
Reduza a velocidade, principalmente Reduza a velocidade, aumente a
no declive, aumente adistância do distância do veículo da frente e só
veículo da frente e só ultrapasse se a ultrapasse se a sinalização permitir e
sinalização permitir e tiver visão da tiver visão da pista.
pista.

A-4a – A-2b –
Curva Acentuada em “S” a Esquerda Curva à Direita
Reduza a velocidade, principalmente Reduza a velocidade, aumente a
no declive, aumente adistância do distância do veículo da frentee só
veículo da frente e jamais inicie uma ultrapasse se a sinalização permitir e
ultrapassagem. tiver visão da pista

A-1b – A-5b –
Curva Acentuada à Direita Curva Em “S” à Direita
Reduza a velocidade, principalmente Reduza a velocidade, aumente a
no declive, aumente adistância do distância do veículo da frente e só
veículo da frente e jamais inicie uma ultrapasse se a sinalização permitir e
ultrapassagem. tiver visão da pista..

A-4b – A-3b –
Curva Acentuada em “S” à Direita Pista Sinuosa à Direita
Reduza a velocidade, principalmente Reduza a velocidade, principalmente
no declive, aumentea distância do no declive, aumente a distância do
veículo da frente e jamais inicie uma veículo da frente e só ultrapasse se a
ultrapassagem. sinalização permitir e tiver visão da
pista.

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33
SINALIZAÇÃO VIARIA

A-6 – A-15 -
Cruzamento de Vias Parada Obrigatória à
Reduza a velocidade, pare se Frente
necessário, respeite as preferências e Adverte sobre a existência de uma via
jamais inicie uma ultrapassagem. preferencial à frente e da necessidade
de parar, e não somente de reduzir a
velocidade.

A-14 – A-13b –
Semáforo à Frente Confluência à Direita
Adverte sobre a sinalização Adverte sobre uma via à sua direita.
semafórica à frente e solicita a Se o local não for sinalizado, a
redução de velocidade e parada, se o preferência é do veículo que transita à
sinal estiver amarelo ou vermelho. sua direita,exceto quando você
Jamais inicie uma ultrapassagem. estiver em uma rodovia.

A-11b – A-11a –
Junções Sucessivas Contrárias 1a Junções Sucessivas Contrárias
à Direita 1a à Esquerda
Adverte sobre uma via à sua direita, Adverte sobre uma via à sua esquerda,
seguida por outra à [Link] o local seguida de outra à suadireita. Se o local
não for sinalizado, a preferência é do não for sinalizado, a preferência é do
veículo quetransita à sua direita, exceto veículo quetransita à sua direita, exceto
quando você estiver em uma rodovia quando você estiver em uma rodovia

A-13a – A-7b –
Confluência à Esquerda Via Lateral à Direita
Adverte sobre uma via que Adverte sobre uma via à sua
encontra a sua pela esquerda. direita. Se o local não for
Cuidado! Apesar de a preferência sinalizado, a preferência é do
ser sua, caso não haja
sinalização, reduza bastante a veículo que transita à sua direita,
velocidade. exceto quando você estiver em
uma rodovia.

A-7a – A-12 –
Via Lateral à Esquerda Interseção em Círculo
Adverte sobre uma via que encontra a Adverte que à frente existe uma
sua pela esquerda. Cuidado! Apesar rotatória ou praça que deve ser
de a preferência ser sua, caso não circulada no sentido anti-horário. Lembre-
haja sinalização, reduza bastante a se: a preferência é de quem circula pela
velocidade. rotatória ou praça, caso não haja
sinalização contrária.

A-9 - A-8 –
Bifurcação em “Y” Interseção em “T”
Cuidado! Caso você vá entrar à Cuidado! Neste caso,também, se a
esquerda e a preferência nãofor preferência não forsinalizada, ela
sinalizada, a mesma será do veículo será do veículo que transita pela sua
que vem da direita. direita.
.

A-10b – A-10a –
Entroncamento Oblíquo à Direita Entroncamento Oblíquo à Esquerda
Adverte sobre uma via à sua direita. Adverte sobre uma via que encontra
Se o local não for sinalizado, a
a sua pela esquerda.
preferência é do veículo que transita à
sua direita, exceto quando você
estiver em uma rodovia.
.

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34
SINALIZAÇÃO VIARIA

A-22 – A-27 –
Ponte Estreita Área com Desmoronamento
Reduza a velocidade, muito cuidado com Reduza a velocidade,
os veículos de cargaque vêm em direção desloque-se mais ao centro
contrária e jamais inicie uma da pista enão pare no
ultrapassagem. acostamento.

A-22 – A-29 –
Ponte Móvel Projeção de Cascalho
Reduza a velocidade, pare se necessário Reduza bastante a velocidade ao
e jamais inicie uma ultrapassagem cruzar com outro veículo. Evite
ultrapassagens e não cole no
veículo da frente.

A-28 – A-17 -
Pista Escorregadia Pista Irregular
Reduza bastante a velocidade, Adverte que à frente existe
principalmente nas curvas, lombadas, um obstáculo ou situação de
declives e em dias de chuva. Evite perigoobrigando a redução
ultrapassagens e aumente a distância de velocidade e maior
de segurança. atenção.

A-18 – A-19 -
Saliência ou Lombada Depressão
Adverte que à frente existe um Adverte que à frente existe
obstáculo ou situação de perigo um obstáculo ou situação de
perigoobrigando a redução
obrigando a redução de velocidade e de velocidade e maior
maior atenção. atenção.

A-42b - A-42a –
Fim de Pista Dupla Início de Pista Dupla
Saiba que logo à frente sua via que era Saiba que logo à frente
de sentido único e pista dupla passará a sua via, que era de sentido
ser de sentido duplo e pista simples. duplo e pistasimples,
Jamaisinicie uma ultrapassagem. passará a ser de sentido
Ande em fila única até alcançara pista único e pista [Link] sua
simples de mão dupla e ter melhor intenção for ultrapassar,
visão da mesma. aguarde, pois logo à frente
terá maissegurança para a
manobra em uma pista dupla
de sentido único.

.A-20a – A-20b –
Declive Acentuado Aclive Acentuado
Reduza a velocidade, use o freio motor Se você está utilizando um
(motor engrenado) eaumente a veículo de baixa potência,
distância de segurança. evite ultrapassar nestes
locais.
.

A-21a - A-42c –
Estreitamento de Pista ao Pista Dividida
Centro Você estará saindo de uma pista
Sinalize, verifique se não existe simples de sentido único parauma
nenhum veículo passando o seue vá pista dupla, também de sentido
para a faixa central, além de reduzir único. Sinalize e posicione--se
bastante a velocidade,pois à frente previamente para acessar o
provavelmente existe uma situação de lado desejado da mesma.
risco.
-

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35
SINALIZAÇÃO VIARIA

A-33a -
Área Escolar A-33b –
Saiba que a prática de alta velocidade Passagem Sinalizada de
próximo à aglomeraçõeshumanas é um Escolares
crime de trânsito e que o
estacionamento emfila dupla, nestes Saiba que o pedestre que
locais, não é permitido. está sobre a faixa
realizando a travessia, em
um local não semaforizado,
tem a preferênciasobre os
veículos.

A-32a – A-32b –
Trânsito de Pedestre Passagem Sinalizada de
Lembre-se: todos nós somos Pedestre Jamais pare, estacione,
pedestres por natureza! Sejacordial
quando estiver conduzindo um veículo. ultrapasse ou retorne sobre uma
faixa de pedestre.

A-34 – A-31 –
Crianças Trânsito de Tratores ou
Lembre-se: crianças são imprevisíveis Máquinária Agrícola
e não têm senso doperigo. Reduza Redobre a atenção, principalmente à
bastante a velocidade nestes locais. noite, pois nem sempreeste tipo de
veículo possui boa sinalização
luminosa.

A-30a – A-35 –
Trânsito de Ciclistas Animais
Principalmente nas áreas rurais, ao
Lembre-se: em uma via não
encontrar esta placa, redobre a
sinalizada, veículos não motorizados
atenção e reduza a velocidade.
possuem preferência sobre os
Lembre-se: animais como equinos e
motorizados, independente de
bovinos não respondem ao sinal da
estarem em uma ciclofaixa ou ciclovia.
buzina.

A-36 –
Animais Selvagens A-45 –
Animais selvagens possuem Rua sem Saída
características diferentes das dos
Ao acessar este tipo de rua, reduza
domésticos ou de rebanho, ou seja,
bastante a velocidade, pois nestes locais as
aparecem repentinamentee
pessoas costumam ficar mais à vontade,sem
atravessam a pista, sem que o
maiores preocupações com a segurança,
condutor tenha tempo parauma
principalmente as crianças.
reação, oferecendo grande risco a
todos.

- Aeroporto A-16 –
Bonde
Cuidado, provavelmente existe uma
grande aglomeração depedestres.

A-43 – A-41 –
Vento Lateral Cruz de Santo André
Reduza bastante a velocidade. Adverte que naquele local existe um
cruzamento com uma linha férrea, no
mesmo nível. Se a cruz for amarela, o
deslocamentodos vagões pode ser
nos dois sentidos; se for branca,
apenasem um sentido. Pare, olhe e
escute antes de cruzar a linha.

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36
SINALIZAÇÃO VIARIA

A-23 – A-39 -
Obras Passagem de Nível
Qualquer placa de advertência Sem Barreira
poderá ser utilizada na cor Adverte que à frente existe um
alaranjada, indicando que naquele cruzamento com uma linha férrea,no
local existe um canteiro de obras. mesmo nível e sem barreira. Pare,
Reduza a velocidade, fique atento e olhe e escute antes decruzar a linha.
aumente a distância do veículo da .
frente.

A-40 – A-26a –
Passagem de Nível com Barreira Sentido Único
Adverte que à frente existe um Adverte que à frente existe
cruzamento com uma linha férrea, no uma mudança brusca parao
sentido indicado, mostrando
mesmo nível e com barreira. ao condutor a única direção
possível.

A-21- e - A-21d -
Alargamento da Pista à Direita Alargamento da Pista à
Adverte que a pista terá um alargamento à Esquerda
direita, provavelmentepor causa da Adverte que a pista terá um alargamento
existência de uma faixa adicional. Por tal àesquerda, provavelmentepor causa
motivo,caso deseje ultrapassar, da existência de uma faixa adicional.
aguarde o alargamento da pista. Por tal motivo,caso deseje
ultrapassar, aguarde o
alargamento da pista.

A-26b - A-25 -
Sentido Duplo Mão Dupla Adiante
Adverte que àfrenteexisteuma mudança Adverte que à frente inicia o
brusca para os sentidosindicados, sentido duplo da via. Não inicie
mostrando ao condutor as direções uma ultrapassagem, reduza a
possíveis. velocidade e ande em fila única.

A-46 - A-47 -
Peso Bruto Total Limitado Peso Limitado por Eixo
Adverte ao condutor que à frente existirá Adverte ao condutor que à
uma regulamentaçãode “Peso Bruto frente existirá uma
Total Máximo Permitido”.Geralmente regulamentação de “Peso
existe um caminho alternativo. Máximo Permitido Por Eixo”.
Informe-se Geralmente existe umcaminho
alternativo. Informe-se.

A-37 - A-38 -
Altura Limitada Largura Limitada
Adverte ao condutor que à frente existirá Adverte ao condutor que à
uma regulamentaçãode “Altura Máxima frente existirá uma
Permitida”. Geralmente existe um regulamentação de “Largura
caminhoalternativo. Informe-se. Máxima Permitida”. Geralmente
existe um caminho alternativo.
Informe-se.

A-48 - A-30b –
Comprimento Limitado Passagem Sinalizada de Ciclistas
Adverte ao condutor que à frente existirá Adverte que à frente existe o
uma regulamentaçãode “Comprimento cruzamento com uma ciclofaixaou uma
Máximo Permitido”. Geralmente existe ciclovia. Lembre-se: veículos não
um caminho alternativo. Informe-se motorizados sobre faixas exclusivas,
possuem a preferência de passagem.

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37
SINALIZAÇÃO VIARIA

A-30c –
Trânsito Compartilhado por Ciclistas e Pedestres
Adverte que à frente existirá uma via compartilhada por ciclistas e pedestres, onde
provavelmente é proibido o trânsito de veículos motorizados. Reduza a
velocidade, aumente sua atenção e procure um trajeto alternativo

SEA-01 –
Sinalização Especial para
Sinalização Especial de
Advertência paraPedestres Faixas ou Pistas Exclusivas de
Ônibus.

SEA-02 – SEA-03 –
Sinalização Especial de Advertência Placa de Advertência com
somente para Rodovias, Estradas e InformaçõesComplementaresSão
Vias de Trânsito Rápido. informações complementares para
a advertência,tal como o desvio
para sair de uma situação à frente.

Como Interpretar e Principais Erros

Devido a grande quantidade de informações, o candidato a condutor, bem como o condutor recém habilitado, costuma confundir
o desenho de algumas placas, em função de sua semelhança.

Dicas para a Interpretação das Placas:

Regulamenta Proíbe uma ação

Proíbe uma ou mais ações Adverte e indica futuro

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38
SINALIZAÇÃO VIARIA

Sempre interprete o desenho das placas, isso ajuda você na identificação da nomenclatura das mesmas. Veja o exemplo abaixo:

Ônibus, caminhões e veículos de grande porte

mantenham-se à direita.

VEÍCULO DE
REGULAMENTA DIREITA
GRANDE PORTE

Principais Erros e Confusões

Parada Obrigatória à
Parada Obrigatória
Frente

Duplo Sentido de Circulação Mão Dupla Adiante

Peso Bruto Total Máximo


Permitido Peso Bruto Total Limitado

Altura Máxima Permitida Altura Limitada

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39
SINALIZAÇÃO VIARIA

Largura Máxima Permitida Largura Limitada

Sentido de Circulação
Interseção em Círculo
na Rotatória

Comprimento Máximo
Comprimento Limitado
Permitido

Peso Máximo Permitido Por


Peso Limitado Por Eixo
Eixo

Curva à Esquerda
Vire à Esquerda

Vire à Direita Curva à Direita

Sentido de Circulação da Via / Sentido Único


Pista

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40
SINALIZAÇÃO VIARIA

Passagem Sinalizada de
Circulação Exclusiva de
Ciclistas
Bicicletas

Ciclista à Esquerda Pedestre Trânsito Compartilhado por


à Direita Ciclista e Pedestre

Passagem Sinalizada de
Trânsito de Ciclistas
Ciclistas

Inicio de Pista Dupla


Fim de Pista Dupla

Proibido Estacionar

Acentuada à Em “S” à Acentuada Em Sinuosa à


À Esquerda
Esquerda Esquerda “S” à Esquerda Esquerda

CURVA PISTA

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41
SINALIZAÇÃO VIARIA

1. Identificação

a. Identificação de Rodovias e Estradas

Rodovias e Estradas Rodovias e Estradas Rodovias e Estradas


Pan-Americanas Federais Estaduais

b. Identificação de Municípios

C - Identificação de Regiões de Interesse de Tráfego e Logradouros

D. Identificação Nominal de Pontes, Viadutos, Túneis e Passarelas

E. Identificação Quilométrica

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42
SINALIZAÇÃO VIARIA

F. Identificação de Limite de Municípios / Divisa de Estados /Fronteira / Perímetro Urbano

G. Identificação de Pedágio

2. Orientação de Destinos
Indicam a direção para atingir determinados lugares, orientando seu percurso e/ou distâncias.

A. Indicativas de Sentido (Direção)

B. Indicativas de Distância

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43
SINALIZAÇÃO VIARIA

C. Diagramadas

3. Educativas

[Link] de Serviços Auxiliares

A .Para Condutores

S-1 — S-2 — S-3 — S-5 —


S-4 —
ÁREA DE SERVIÇO SERVIÇO PRONTO
ABASTECIMENTO
ESTACIONAMENTO TELEFÔNICO MECÂNICO SOCORRO

S-6 — S-10 —
S-7 — S-8 — S-9 —
TERMINAL ÁREA DE
RESTAURANTE BORRACHEIRO HOTEL
RODOVIÁRIO CAMPISMO

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44
SINALIZAÇÃO VIARIA

S-12 — S-13 — S-14 — S-15 —


S-11 —
TRANSPORTE TERMINAL PONTO DE INFORMAÇÃO
AEROPORTO
SOBRE ÁGUA FERROVIÁRIO PARADA TURÍSTICA

Juntamente com a placa Ponto de Parada poderemos encontrar a marcação (pintura amarela da via) de Parada de Veículos
Específicos. Nestes locais os demais veículos não podem estacionar ou parar, mesmo que para embarque e desembarque ou
carga e descarga. A partir do marco do ponto de parada, dez metros para trás e dez metros para frente é proibido estacionar.
Saiba que: quando num mesmo local encontra-se mais de um tipo de serviço, os respectivos símbolos podem ser agrupados
numa única placa.

B .Para Pedestres

[Link] de Atrativos turísticos


A. -Indentificação de Atrativos

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45
SINALIZAÇÃO VIARIA

— TNA-01 — — TNA-02 — — TNA-03 — — TNA-04 — — TNA-05 —


MONTANHA PRAIA ILHA RIO, LAGO, LAGOA CACHOEIRA
INDICA: MONTANHAS, INDICA: PRAIAS INDICA: ILHAS INDICA: CACHOEIRAS E
PICOS E ÁREAS MARÍTIMAS, MARÍTIMAS, QUEDAS D’ÁGUA
MONTANHOSAS LACUSTRES E FLUVIAIS LACUSTRES E
FLUVIAIS

Veja mais exemplos de pictogramas de atrativos


ATRATIVOS TURISTICOS E NATURAIS

oc alidades ou empreendi
mentos s ituados untos a
fontes de gua mineral, com
propriedades terapeutic as
reas naturais c on rutas e c av ernas ou de rev igoramento.
s er v adas, p blicas ou c om v is itaç ão
priv adas, com visitação
permitida e er v iç o de os pedagem,
per mitidas c omo inter es alimentação , laz er,
r ec on ec ida
ontan as, picos e s e de pr es er v aç ão
c omo de interes s e c ompr as e outr os
relacionados ao meio
reas montan osas de pres erv aç ão
rural

ATRATIVOS HISTORICOS E CULTURAIS

gre as, capelas , templos , ocais que abrigame conservam


c atedr ais, bas ílic as , s inagogas , di caç es de valor ist rico belis c os, es c ulturas es t tuas , acervos ist ricos ou artísticos ,
s emin rios, mosteiros , uart is, fortes e fortalezas , e artístico recon ecido como bus tos, p rticos , c afarizes abertos visitação p blica , voltados
rec on ec idos c omo de interes s e recon ecidos como de interesse de interesse de preservação
de pres erv aç ão recon ecido como de interesse pesquisa, comob etivos de
de pr es er v aç ão. de preservação promover estudos , educação e
lazer

on unto de atrativos de interesse asas de cultura , centros cultu


cultural abrangendo n cleos e cen oc ais onde s e loc aliz am rais , pinacotecas , cinematecas ,
uínas de valor ist rico vestígios de atividades umanas , ar is de au ílio navegação em
tros ist ricos, rotas de circuitos ou não , rec on ec idos c omo de atividade, ounão, recon ecidos comode arquivos e demais locais onde
rec on ec idas c omo de culturais,recon ecidas comode ocorram manifestaç es culturais
interesse de preservação interesse de preservação interesse de preservação
interessedepreservação

AREA DE PRATICA DE ESPORTES

ípicas , ip dr omos, ocais para a pr tica


ocal para a ut dromos , de esqui aqu tico ,
pr tica de esportes queis c lubes e art dromos e demais ocal para a
aras et s v ela e pr tica de mergul o
uso gen rico pistas de competição inds urf
de veículos motorizados

ocal para a
ocal para a ocal para a pr tica de pesca
lataforma para pr tica de surfe oc al para a pr tic a de pr tica de pesca
c anoagem, remo e rafting esportiva
decolagem de v o livre submarina

ocal para a st dios e outros


pr tica de ampo de golfe ocal para uso arinas e locais para a
montan ismo de aeronaves ancoradouros pr tica de futebol
particulares

DE
LOCAIS PARA ATIVIDADE INTERESSE TURISTICO

ocais para festas ocais para e ibiç es udit rios e centros


típicas populares teatrais, an teatros produção e comercia
de convenç es lização de artesanato ardins zool gicos

ocais para e po
arques ou reservas lanet rios e obs erv a eiras de produtos siç es agropecu rias
t rios astron micos ocais para realiza
para zoossafari típicos ç ão de r odeios

AREAS DE RECREAÇÃO

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46
SINALIZAÇÃO VIARIA

arques urbanos com elef ricos e


raças ou largos ocal de partida de predomin ncia de epresas e barragens bondes a reos
barc o de pas s eio reas verdes

DEFICIENTES FISICOS E PEDESTRES

ndicação de travessia ndicação de passarela ndicação de passagem


ndicação de rota , em nível para pedestre para pedestre com s ubterr nea para pe
mobili rio , espaço ou acesso em rampa que destres com acesso em
que atende as e i
equipamento que aten g ncias de normas de atende as e ig ncias rampa que atende as
de as e ig ncias de acessibilidade de normas de e ig nc ias de normas
normas de acessibili acessibilidade de acessibilidade
dade

ota para pedestres

rav es s ia em nív el as s ar ela c om as s agem assagem com assagem subter


acesso em rampa s ubterr nea c om acesso por escada r nea com
acesso em rampa acesso por escada

Sinalização Horizontal (Pintura Na Via)

OBJETIVO
entender o significado As marcações horizontais podem ser do tipo longitudinais (ao longo
de cada marcação na da via), transversais (cruzando a via), de canalização, de parada e/
via, o que cada ou estacionamento e inscrições no pavimento (símbolos e legendas).
uma obriga, proíbe ou
adverte, al m de Marcas Longitudinais de Divisão de Fluxos
interpretar suas cores
e formas, tudo com
ob etivo de conduzir
Proibida a Ultrapassagem e Mudança de Faixas.
veículos com
segurança e dentro A cor amarela indica que a via possui fluxo nos dois sentidos e a branca,
das regras. em sentido único. A linha contínua indica proibição de ultrapassagem
e a seccionada (pontilhada) indica permissão.

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47
SINALIZAÇÃO VIARIA

Permitida a Ultrapassagem e Mudança de Faixas

Permitido ultrapassar por ambos os lados


Permitido ultrapassar do lado seccionado da linha

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48
SINALIZAÇÃO VIARIA

Permitido mudar de faixa para ambos


Pontos de passagem permitidos
os lados

Marcação de Faixas Exclusiva

Marcação de Faixas Preferenciais no fluxo

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49
SINALIZAÇÃO VIARIA

A faixa EXCLUSIVA para a PREFERENCIAL se diferencia pela sinalização das PLACAS.

Marcação de Faixas Reversíveis no Contrafluxo

Cores - Pintura da Via:

Usado para sentido duplo e Usado para sentido único, Usado para símbolos e áreas Usado para símbolos de Usado para contraste entre
proibição de estacionamento; estacionamento especiais de estacionamento hospitais e ciclovias ou pavimento e a pintura.
regulamentado, símbolos, e/ou parada; ciclofaixas;
legendas e faixas de pedestre;

PARA
Não é porque a ultrapassagem é permitida que você tem que executá-la. A ultrapassagem não é
recomendada se sua velocidade estiver compatível com a do veículo da frente e próxima à máxima
permitida para a via.
MELHOR

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50
SINALIZAÇÃO VIARIA

Linhas de Bordo e de Continuidade

Linha de Bordo Linha de Continuidade

As linhas de bordo indicam para o condutor a separação entre a pista de rolamento do veículo e o acostamento, sendo a linha de
continuidade um prolongamento das linhas de bordo em pontos de acesso.

Marcas Transversais da Via

Linha de Retenção

Indica o ponto de retenção do seu veículo, ou então determina que


você está na contramão da via, sendo colocada
geralmente antes de faixas de pedestres e sinalização luminosa
semafórica.

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51
SINALIZAÇÃO VIARIA

Linha de Estímulo à Redução de Velocidade


(transversal)

Estimulam e induzem a redução da velocidade, pois são dispostas


na via de forma transversal e progressivamente mais próximas
umas das outras, indicando que à frente existe um obstáculo ou
situação de perigo.

Linha de Dê a Preferência (Transversal)


Indica o local limite em que se deve parar o veículo, quando
necessário, em locais sinalizados com a placa
R2 (Placa de Dê a Preferência) ou o símbolo R2 pintado no asfalto.

R-02 - DÊ A PREFERÊNCIA

Faixa de Travessia de Pedestre (Transversal)

Encontradas em esquinas e antecedidas por uma marca de


retenção, ou então no meio de uma via.
Atropelar um pedestre sobre uma faixa de pedestre agravará
sua situação na hora de seu julgamento e punição.
Atualmente o CONTRAN regulamentou os padrões e critérios
para a instalação de faixa elevada para travessia de pedestres
(no mesmo nível da calçada - Resolução 495/2014)

PARA
Saiba que parar, estacionar, ultrapassar ou retornar sobre uma faixa de pedestre é uma infração. Por
esse motivo, existem as linhas de retenção, para indicar o local correto de parar.

MELHOR
AUTOESCOLA

52
SINALIZAÇÃO VIARIA

Marcação de Área de Cruzamento com Faixa Exclusiva

Tal marcação indica que você irá cruzar por uma via que possui uma
faixa exclusiva para a circulação de um determinado tipo de veículo,
podendo ser ônibus, veículos de carga, etc. Se for realizar a conversão
à direita, faça após cruzar a marcação da via exclusiva.
A marcação poderá ser amarela, indicando que a faixa está no contrafluxo
da via, ou branca, indicando que está no fluxo (no mesmo sentido).

Marcação de Área de Conflito (Proibição de


Obstrução)

Você nunca deve fechar uma interseção de vias, ou seja, parar seu
veículo no centro da interseção, seja ela um cruzamento em “+”, em
“Y” ou em “T”, independente de existir a marcação de área de conflito,
a qual serve apenas para reforçar ainda mais a proibição.

Ciclovias ou Ciclofaixas e seus Cruzamentos


Rodocicloviários (Transversal)

Indica que você estará cruzando com uma ciclovia ou ciclofaixa e que é
probido executar operação de retorno nestes locais. Lembre-se de que
nestes locais os ciclistas também têm a preferência.

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53
SINALIZAÇÃO VIARIA

Marcação de Cruzamento Rodoferroviário

Indica ao condutor a aproximação de um cruzamento em nível


com uma ferrovia e o local de parada do veículo.
Pode ser um cruzamento com barreira ou sem barreira. Se for um
cruzamento sem barreira, sempre pare, olhe para ambos os lados da
via férrea e escute antes de atravessar.

Marcas de Canalização da Via

Entenda a pintura de canalização de uma via como uma espinha de


peixe. Você só poderá se deslocar a favor dela, nunca contra, pois
neste caso estará na contramão.

Para a separação de fluxo de tráfego de sentidos opostos,


a marcação de canalização é da cor AMARELA.

Para a separação de fluxo de tráfego de mesmo sentido a marcação


de canalização é da cor BRANCA.

As áreas onde existe a pintura de canalização são locais onde o


trânsito de veículo não é permitido.

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54
SINALIZAÇÃO VIARIA

Separação de fluxo de tráfego de sentidos Separação de fluxo de tráfego de mesmo sentido


opostos, a marcação de canalização é da cor a marcação de canalização é da cor
AMARELA. BRANCA.

PARA
As áreas onde existe a pintura de canalização

MELHOR

Marcação para Estacionamento e/ou Parada

Proibição de Estacionamento e/ou Parada

A linha amarela ao longo da borda da via indica que é proibido


parar (mesmo que por curto espaço de tempo) e/ou estacionar. O que
definirá a proibição específica é a sinalização vertical, ou seja, a
colocação da placa R-6a (Proibido Estacionar) ou R-6c (Proibido Parar e
Estacionar).

obrigatória a colocação de placa vertical para regulamentar a proibição.

Parada de Veículos Específicos

Certos locais permitem apenas a parada de veículos específicos, tal


como de transporte coletivo. Neles os demais veículos não podem
estacionar ou parar, mesmo que somente para embarque, desembarque,
carga ou descarga.

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55
SINALIZAÇÃO VIARIA

Estacionamento Regulamentado

Áreas de estacionamentos regulamentados definem basicamente três


coisas, sendo:

• A finalidade para qual existe a vaga de estacionamento: exclusiva para


veículos conduzindo ou conduzidos por deficientes
físicos com dificuldade de locomoção, táxis, idosos (resolução CONTRAN
303, de 12/12/2008), ambulâncias, área de estacionamento controlado e
rotativo (pago e/ou controlado por tempo), carga e descarga ou área
livre (qualquer veículo);

• A posição de estacionamento, podendo ser paralelo ao meio fio ou


oblíquo (em ângulo);

• O espaço reservado para a vaga.

Por padrão, não estando definido o espaço e a posição de parada e estacionamento dos veículos de duas rodas, o mesmo deve ser
posicionado de forma perpendicular ao eixo da via.

Inscrições no Pavimento

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56
SINALIZAÇÃO VIARIA

Setas indicativas de posicionamento na pista para


a execução de movimentos

Definem as únicas direções que você poderá tomar ou a possibilidade


de retorno.

Siga em frente –proíbe virar à esquerda ou direita ou Seta indicadora “Para Fluxo de Pedestre” utilizada em
retornar. conjuntocom a faixa de pedestres para indicar mão e
contramão.

Vire à esquerda - proíbe seguir em frente, virar à direita ou Vire à direita - proíbe seguir em frente, virar à esquerda ou
retornar. retornar.

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57
SINALIZAÇÃO VIARIA

Siga em frente ou vire à esquerda - proíbe virar à direita ou Siga em frente ou vire à direita – proíbe virar à esquerda ou
retornar. retornar.

Retorne à esquerda – indica a possibilidade de retorno à Retorne à direita – indica a possibilidade de retorno à direita
esquerda

Mudança Obrigatória de Faixa

Indica com antecedência que existe a necessidade de reduzir a


velocidade e trocar de faixa, com cuidado, sem obstruir o fluxo dos
demais veículos, pois à frente existe provavelmente um
estreitamento da pista ou algum obstáculo.

Movimento em Curva

Inscrição no pavimento utilizada para indicar a presença de uma curva


acentuada e o sentido obrigatório de circulação.

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58
SINALIZAÇÃO VIARIA

Símbolos

Indicam e alertam o condutor sobre situações específicas na via.

Dê a preferência - indica a interseção com uma via [Link] se necessário, porém ao


acessar a via, aplique a velocidade necessária para não oferecer risco aos demais veículos, mantendo a
sua direita na via.

Cruz de Santo André - indica que a frente existe um cruzamento de uma via com uma ferrovia
(cruzamento rodoferroviário). Pare, olhe e escute antes de atravessar.

Bicicletas - indicativo de via, pista ou faixa de trânsito de uso de bicicletas. Nestes locais é proibido o
trânsito de veículos motorizadosou de tração animal.

Serviço de Saúde - indicativo de área ou local de serviço de saúde. Geralmente utilizado nos locais
de estacionamento regulamentado paraveículos em situações de emergência.

Deficiente físico - identifica locais de estacionamento de veículos quetransportam ou que sejam


conduzidos por portadores de deficiência física.

Indicação de rota de bicicleta (ciclorrota) –


SIR (sinalização experimental)

Indicação de rota de bicicleta (ciclorrota) –


SIR (sinalização experimental)

Área de Espera (sinalização experimental) - área de espera de motociclistas e ciclistas

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59
SINALIZAÇÃO VIARIA

Legendas

Advertem acerca de condições particulares de operação da via e complementam os sinais de regulamentação e advertência.

Exemplos:

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60
SINALIZAÇÃO VIARIA

Sinalização Semafórica (Luminosa)

OBJETIVO As sinalizações luminosas podem ser de regulamentação ou de advertência.


entender o significado
das luzes dos sem foros
e saber o que fazer em
Sinalização Semafórica de Regulamentação
cada situação, sempre
lembrando que o
condutor tem por
obrigação a segurança Ao avistar o sinal amarelo ou vermelho, você deve parar seu veículo antes da faixa de retenção e
dos pedestres e veículos permanecer aguardando enquanto o sinal estiver vermelho. Se já tiver iniciado o cruzamento,
não motorizados. quando o sinal ficar amarelo, não pare, complete a travessia.

A sinalização de regulamentação está dividida em três categorias: para veículos, pedestres e ciclistas.

1. Para Veículos

Com três indicações luminosas: verde (prosseguircom segurança),


amarela (parar com segurança)e a vermelha (parar/aguardar), as quais
acendemnesta mesma sequência (verde/amarelo/vermelho),uma de cada
vez e sempre retornando ao verde. Utilizada nas diversas interseções
de vias.

Com duas indicações luminosas: verde (avance)e vermelho (pare).


Utilizados exclusivamente paracontrolar o acesso em pedágios e balsas.

Com símbolos para direção controlada: similar ao de três indicações


luminosas, diferenciando-se apenas por possuir setas que definem a
única direção que o condutor poderá tomar assim que o semáforo abrir,
caso ele esteja naquele ponto da via.

Com símbolos para direção livre – são indicadoreluminosos na cor verde,


com setas que indicam ao condutor a direção livre. Mas atenção,
cuidado com os pedestres, pois estes pontos podem ser locais de
conflito entre pedestres e condutores

Com símbolos para controle de faixas reversíveis– são semáforos


utilizados para controlar faixas de tráfego que têm sua circulação (mão
de direção) invertida somente em determinados horários, normalmente
nos horários de pico, parapossibilitar maior escoamento do volume de
tráfego,minimizando os congestionamentos.

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61
SINALIZAÇÃO VIARIA

2. Para Pedestres

a via. No
vermelho ou vermelho intermitente opedestre deve aguardar na calçada e no verdeestá autorizada sua
travessia.

3. Para Ciclistas

Implementado pelo Manual Brasileiro de Sinalização de


segurança, no vermelho
aguardar a abertura do sinal e noverde seguir em frente com segurança.

Sinalização Semafórica de Advertência

Compõe-se de uma ou duas luzes de cor amarela, cujo


funcionamento é intermitente ou piscante alternado, no caso de duas
indicações luminosas.
Em alguns casos, principalmente nas madrugadas, os semáforos de
regulamentação são desligados, permanecendo apenas a luz amarela
piscando de forma intermitente, quando passa a ter preferência o
veículo que vem pela direita. Nestes locais os riscos de acidentes são
altos, por tal motivo reduza bastante a velocidade, e se for o caso, dê
preferência à sua segurança.

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62
SINALIZAÇÃO VIARIA

DUAS LUSES PISCANDO ALTERNADAMENTE UMA ÚNICA LUZ INTERMITENTE

Sinalização de Obra

OBRAS
OBJETIVO
diferenciar uma
sinalização de obra de
uma sinalização
de advert ncia e entender São PLACAS temporárias, utilizadas somente durante o período de obras, com desenho
que uma situação de obra idêntico ao das PLACAS DE ADVERTÊNCIA, diferenciando-se apenas pela cor ALARANJADA ESCURA.
na via e ige do
condutor maior cautela,
atenção e a pratica de
bai as velocidades. Exemplos de algumas placas

Sinalização Gestual e Sonora

OBJETIVO Parar em Todos os Sentidos


interpretar os sinais de
mão, sonoros e Após a execução deste gesto pelo Agente de Trânsito, nenhum veículo mais poderá realizar
luminosos o cruzamento da via, com exceção dos que já o estavam cruzando. Poderão ser usados juntamente
emitidos pelo agente de com os gestos dois silvos breves de apito.
trânsito (guarda), bem
como os sinais de
mão emitidos pelos
demais condutores.

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63
SINALIZAÇÃO VIARIA

Parada Ortogonal - Dois Lados

Todos os veículos que se deslocam em direção às costas ou peito do agente devem


parar, com exceção dos que já iniciaram o cruzamento.

Parada Ortogonal - Apenas Um Lado


Todos os veículos que se deslocam em direção às costas ou peito do agente,
do lado do braço estendido, devem parar, com exceção dos que já iniciaram
o cruzamento.

Seguir em Frente

Estando um ou mais veículos parados, o Agente de Trânsito poderá se valer do gesto


de mão, juntamente com o sinal de apito de um silvo breve, para determinar aos
condutores que sigam em frente.

Redução de Velocidade

Similar ao gesto utilizado pelos condutores, o Agente de Trânsito também


poderá se comunicar por gestos, indicando uma ordem de redução de
velocidade.
Poderá ser usado juntamente com os gestos um silvo longo de apito.

Ordem de Parada por Foco de Luz

No período noturno o Agente de Trânsito poderá se valer de uma lanterna com


foco de luz vermelha para indicar ao condutor sua ordem de parada, agitando a
lanterna em direção ao veículo.

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64
SINALIZAÇÃO VIARIA

Indicação de Intenção de Dobrar

Esticando o braço para um dos lados você indica sua intenção de dobrar à esquerda ou à direita. Tal prática não o desobriga de
utilizar as setas indicadoras de mudança de direção.

VOU ENTRAR A ESQUERDA VOU ENTRAR A DIREITA

Indicação de Intenção de Parar ou Reduzir


Em vias muito congestionadas é interessante você indicar com antecedência sua intenção de parar ou reduzir a velocidade. Cuidado
com os motociclistas que circulam por entre as filas de veículos. Olhe pelo retrovisor antes de esticar seu braço para fora.

VOU DIMINUIR MINHA VELOCIDADE OU PARAR

TABELA RESUMO DOS SINAIS SONOROS

TABELA RESUMO DOS SINAIS SONOROS

SINAIS SONOROS E GESTOS DO AGENTE

SILVOS SIGNIFICADO EMPREGO

Um silvo breve Siga Liberar o trânsito em direção ou sentido indicado

Dois silvos breves Pare Indicar parada obrigatória

Um silvo longo Diminuir amarcha Para diminuir a velocidadedos veículos

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65
SINALIZAÇÃO VIARIA

Dispositivos de Sinalização Auxiliares (alterado pelo Volume VI - Manual de Dispositivos


Auxiliares - CONTRAN)

Os principais dispositivos auxiliares são os Delimitadores (tachas, tachões e os balizadores), de


OBJETIVO
Canalização (prisma de concreto), para Sinalização de Alerta (marcadores de obstáculo, perigo
e alinhamento), de Proteção Contínua (defensas e muros divisores de pista), Alteração das
conhecer os principais
Características do Pavimento (asfalto rugoso, frezado e lombadas) e os Luminosos (painéis
dispositivos auxiliares,
eletrônicos e com setas) e Temporários (cones, cilindro, balizador móvel, tambores,
bem
fita zebrada, cavalete, barreira, tapumes, gradis e bandeirolas).
como saber interpretar
o que cada um
determina aos usuários Dispositivos Delimitadores
das vias de trânsito.
São dispositivos refletivos que melhoram a
percepção dos limites e divisões das vias. Podem
ser mono ou bidirecional, em função de
possuírem uma ou duas unidades refletivas.

Dividem-se em:

1. Balizadores (de bastão) - Podem ser mono ou bidirecionais. Unidades refletivas na


cor branca servem para ordenar fluxos de mesmo sentido e indicam que você está no sentido
correto do fluxo da via e na cor vermelha usados em rodovia de pista simples e duplo
sentido de circulação indicam que você está na contramão da via.

2. Balizadores de Pontes, Viadutos, Túneis, Barreiras e Defensas - são unidades


refletivas afixadas ao longo do guarda-corpo ou mureta de pontes, viadutos, túneis, barreiras e
defensas. Suas cores (branca e vermelha) seguem a mesma lógica dos balizadores de bastão.

3. Tachas e Tachões - são elementos contendo unidades refletivas,


aplicados diretamente no pavimento. As tachas poderão ter o corpo
branco ou amarelo, de acordo com a marca viária que complementa,
já os tachões possuem o corpo sempre amarelo
Suas unidades refletivas poderão ser brancas (mesmo
sentido),amarelas (sentido duplo / oposto) ou vermelhas (indicação de
contramão)

4. Cilindros Delimitadores - sua unidade refletiva é semprena cor laranja e branco e serve para melhorar a percepção do
condutor quanto aos limites da via.

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66
SINALIZAÇÃO VIARIA

Dispositivos de canalização

Canalizam o fluxo de veículos e/ou pedestres.

Dividem-se em:

1. Prismas - tem a função de substituir a guia da calçada (meio-fio) quando não for
possível sua construção imediata. Podem ser brancos ou amarelos, de acordo com a marca
viária que complementa.

2. Segregadores - tem a função de separar (segregar) pistas para uso exclusivo de


determinado tipo de veículo ou pedestres.

Sinalização de Alerta

Alertam quanto a existência de obstáculos, perigo ou mudança de alinhamento da via.

Dividem-se em:

1. Marcador de Obstáculo - é pintado sobre o mesmo para indicar o


lado correto pelo qual o você deverá desbordar do obstáculo.

2. Marcadores de Perigo - são colocados em formato vertical


(placas) para indicar o lado correto pelo qual você deverá se desviar do
perigo.

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67
SINALIZAÇÃO VIARIA

Como interpretar os Marcadores de Perigo:

INDICA QUE A INDICA QUE A INDICA QUE A


PASSAGEM DEVE SER PASSAGEM PODE SER PASSAGEM DEVE SER
FEITA PELA LADO FEITA POR AMBOS OS FEITA PELA LADO
ESQUERDO LADOS DIREITO

Importante salientar que tal interpretação é exatamente o inverso do que instituiu anteriormente a Resolução CONTRAN 160
de 2004 e o Anexo II do CTB, ou seja:
Na pratica o que ocorrerá é que o condutor poderá encontrar as duas implementações nas vias, sendo assim ao encontrar esta
sinalização reduza a velocidade e redobre a atenção, principalmente nos períodos de pouca luminosidade.
Para fins legais a marcação válida é a constante no Manual de Dispositivos Auxiliares – CONTRAN (Volume VI).

3. Marcadores de Alinhamento - alertam sobre a mudança brusca


de direção que seu veículo deverá sofrer e o alinhamento que deverá
ser mantido. Reduza bastante a velocidade nestas situações.

Alteração nas Características do pavimento

São recursos que alteram as condições normais da pista de rolamento, quer pela sua elevação com a utilização de dispositivos
físicos colocados sobre a mesma (lombadas / quebra-molas), quer pela mudança nítida de características do próprio pavimento
(sonorizador / pavimento rugoso).

Dispositivos de proteção contínua

Barreira de Concreto Defensa Metálica Defensa Metálica Antiofuscante Grade de proteção


Simples Dupla

São elementos colocados de forma contínua e permanente ao longo davia, com objetivo de evitar que veículos e/ou pedestres
transponham determinado local ou interfiram no fluxo oposto.

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68
SINALIZAÇÃO VIARIA

Dispositivos Luminosos

São dispositivos eletrônicos e luminosos que permitem a variação de sinalizações e mensagens diversas.

Painéis eletrônicos Setas luminosas Painéis moveis Painéis moveis

Dispositivos Temporários

São elementos fixos ou móveis (articulados ou desmontáveis), utilizados de forma temporária em situações de emergência, perigo,
obras, com objetivo de alertar, bloquear e/ou canalizar o trânsito ou proteger pedestres, trabalhadores e equipamentos.

Cone Tambor Cilindro Balizador Fita zebrada Barreira Plástica


móvel

Alguns dispositivos temporários indicam o sentido de circulação que o condutor deverá tomar:

Sentido de Circulação Com luzes amarelas ou laranjas

Podem ainda conter elementos luminosos complementares com luzes amarelas ou laranjas.

Podemos citar ainda as cancelas, os gradis (fixos e modulares), as bandeirolas (laranjas ou vermelhas) e as faixas com mensagens
complementares.

Cancelas Gradis Bandeirolas Faixas

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69
INFRAÇÕES E PENALIDADE S

INFRAÇÕES GRAVISSIMAS – 7 PONTOS

Descrição da Medida
Penalidade
Infração Administrativa
Efetuar retorno em curvas, aclives, declives, pontes, viadutos,
Multa R$ 293,47 ---
túneis e intersecções (entrando na contramão da via transversal).
Efetuar retorno passando por cima de calçada, passeio, ilha,
ajardinamento ou canteiro de divisõe de pista de rolamento, Multa R$ 293,47 ---
refúgio e faixa de pedestre e na de veículos não motorizados.
Efetuar retorno com prejuízo da livre circulação ou da segurança,
Multa R$ 293,47 ---
ainda que emlocais permitidos.
Ultrapassar pela direita veículo de transporte coletivo ou de
escolares, parado para embarque ou desembarque de Multa R$ 293,47 ---
passageiros, salvo quando houver refúgio de segurança para o
pedestre.
Ultrapassar pela contramão outro veículo: nas curvas, aclives e Multa R$ 1.467,35
declives, sem visibilidade suficiente; nas faixas de pedestre; nas OBS: Aplica-se em dobro a
pontes, viadutos ou túneis; parado em fila junto a sinais luminosos, multa prevista em caso de ---
porteiras, cancelas, cruzamentos ou qualquer outro impedimento reincidência no período de
à livre circulação; e onde houver marcação viária longitudinal de 12 (doze) meses da infração
divisão de fluxos opostos do tipo linha dupla contínua ou simples anterior.
contínua amarela.
Ultrapassar outro veículo pelo acostamento, em interseções e Multa R$ 1.467,35 ---
passagens de nível.
Forçar passagem entre veículos que, transitando em sentidos Multa R$ 2.934,70
opostos, estejamna iminência de passar um pelo outro ao (ou de R$ 5.869,40 ---
realizar operação de ultrapassagem (ultrapassagem forçada) – se
Lei 12.971/2014 reincidente em 12 meses)
Não dar passagem a veículo não motorizado e pedestre em faixa
própria ou que não tenha concluído a travessia (mesmo que o sinal Multa R$ 293,47 ---
abra), ou ainda a deficientes, crianças, idosos e gestantes.
Não parar antes de cruzamento com via férrea. Multa R$ 293,47 ---
Multa R$ 293,47 Remoção do veículo Recolhimento
Transpor bloqueio policial.
Suspensão da da habilitação.
Habilitação.
Não parar em sinal vermelho ou de parada obrigatória (placa ou Multa R$ 293,47 ---
pintura na via)
Não parar para agrupamento de pessoas (passeatas, desfiles, Multa R$ 293,47 ---
préstitos)
Retirar do local veículo legalmente retido para regularização, sem
Multa R$ 293,47 Remoção do veículo
permissão da autoridade competente ou de seus agentes.
Deixar de reduzir a velocidade ao se aproximar de passeatas,
aglomerações, cortejos, préstitos, desfiles, escolas, hospitais, Multa R$ 293,47 ---
estações de embarque e desembarque ou havendo intensa
movimentação de pedestres.
Conduzir veículo sem possuir CNH ou PPD, entregar a direção Retenção do veículo até a
Multa R$ 880,41
ou dar posse do veículo a pessoa nestas condições (sem ACC será apresentação de condutor
infração após 11/2016). habilitado.
Conduzir com a CNH ou a PPD cassada ou suspensa ou
Idem anterior mais recolhimento
entregar a direção ou dar posse do veículo a pessoa nestas Multa R$ 880,41
do documento de habilitação.
condições (fiscalização da ACC será inserida após 11/2016).
Conduzir veículo com habilitação incompatível com a categoria
Retenção do veículo até a
do mesmo, entregar a direção ou dar posse do veículo a pessoa Multa R$ 586,94
apresentação de condutor
nestas condições (fiscalização da ACC será inserida após 11/2016).
habilitado.
Conduzir veículo com habilitação vencida há mais de 30 dias, Idem anterior mais recolhimento
entregar a direção ou dar posse do veículo a pessoa nestas Multa R$ 293,47 do documento de habilitação.
condições.

70
INFRAÇÕES E PENALIDADE S

Retenção do veículo até o


Conduzir veículo sem lentes ou próteses exigidas na habilitação
Multa R$ 293,47 saneamento dairregularidade ou
ou renovação (adaptações).
apresentação de condutor
habilitado.
Confiar ou entregar a direção à pessoa sem condições físicas ou
Multa R$ 293,47 ---
psíquicas,
mesmo que habilitada.
Conduzir veículo sob influência de álcool (qualquer concentração de Multa R$ 2.934,70
Retenção do veículo até a
álcool por litro de sangue ou meio décimo de miligrama por litro de (ou de R$ 5.869,40 se
apresentação de condutor
ar expelido pelos pulmões) ou sob qualquer outra substância reincidente em 12 meses),
habilitado e Recolhimento do
psicoativa que determine dependência ou recusar-se a ser submetido Suspensão do direito de
documento de habilitação.
a teste, exame clínico, perícia ou outro procedimento previsto por Lei. dirigir.
Retenção do veículo até que a
Criança transportada sem segurança. Multa R$ 293,47
irregularidade seja sanada.
Multa R$ 2.934,70
Promover, na via, competição, eventos organizados, exibição e
(ou de R$ 5.869,40 se Recolhimento do documento de
demonstração de perícia em manobra de veículo, ou deles
reincidente em 12 meses), habilitação e Remoção do veículo.
participar, como condutor, sem permissão da autoridade de
Suspensão do direito de
trânsito (também aplicável aos promotores).
dirigir.
Multa R$ 2.934,70
Disputar corrida.
(ou de R$ 5.869,40 se Recolhimento do documento de
OBS: Aplica-se em dobro a multa prevista em caso de reincidência
reincidente em 12 meses), habilitação e Remoção do veículo.
no período de 12 (doze) meses da infração anterior.
Suspensão do direito de
dirigir.

Multa R$ 2.934,70
Demonstrar ou exibir manobra perigosa, mediante arrancada (ou de R$ 5.869,40 se Recolhimento do documento de
brusca, derrapagem ou frenagem com deslizamento ou reincidente em 12 meses), habilitação e Remoção do veículo.
arrastamento de pneus. Suspensão do direito de
dirigir.
Multa R$ 293,47 Retenção do veículo e
Ameaçar pedestres que cruzam a via ou demais veículos.
Suspensão do direito de Recolhimento do documento de
dirigir. habilitação.
Conduzir veículo de duas rodas faltando capacete (ou com Multa R$ 293,47
Recolhimento do documento de
capacete indevido), óculos ou vestuário exigido por Lei. Suspensão do direito de
habilitação.
dirigir.
Multa R$ 293,47
Conduzir passageiro sem capacete ou fora do banco ou carro Recolhimento do documento de
Suspensão do direito de
lateral. habilitação.
dirigir.
Conduzir veículo de duas rodas fazendo malabarismo, Multa R$ 293,47
Recolhimento do documento de
equilibrando-se em uma roda ou com o farol apagado (dia e Suspensão do direito de
habilitação.
noite). dirigir.
Transportar criança menor de sete anos ou sem condições de Multa R$ 293,47
Recolhimento do documento de
cuidar de sua segurança em veículo de duas rodas. Suspensão do direito de
habilitação.
dirigir.
Na ocorrência de um sinistro de trânsito deixar de prestar ou Multa R$ 1.467,35
Recolhimento do documento de
providenciar socorro à vítima, Suspensão do direito de
habilitação.
podendo fazê-lo. dirigir.
Na ocorrência de um sinistro de trânsito adulterar (não preservar Multa R$ 1.467,35
o local para perícia) olocal ou não tomar providências para evitar Suspensão do direito de Recolhimento do documento de
novos acidentes. dirigir. habilitação.

Na ocorrência de acidente não remover o veículo, caso solicitado Multa R$ 1.467,35


Recolhimento do documento de
pelo Agente ou Autoridade de Trânsito. Suspensão do direito de
habilitação.
dirigir.
Na ocorrência de um sinistro de trânsito não se identificar ou Multa R$ 1.467,35
Recolhimento do documento de
prestar informações para a Suspensão do direito de
habilitação.
confecção do Boletim de Ocorrências. dirigir.
Passageiro no compartimento de carga, salvo por força maior ou Multa R$ 293,47 Remoção do veículo.
com permissão.

71
INFRAÇÕES E PENALIDADE S

Derramar ou arrastar carga, objetos ou combustível na via. Multa R$ 293,47 Retenção do veículo para
regularização.
Transitar com velocidade superior à máxima em mais de
Multa R$ 880,41
cinquenta por cento, independente do tipo de via (alterado pela Recolhimento do documento de
Suspensão do direito de
LEI Nº 11.334, DE 25/07/2006 e Resolução 202 de 25/08/06). habilitação.
dirigir.
Estacionar na pista de rolamento das estradas, das rodovias, das
vias de trânsito rápido, das vias dotadas de acostamento e nas vagas Multa 293,47 Remoção do veículo.
reservadas às pessoas com deficiência ou idosos, sem credencial
que comprove tal condição.
Parar bloqueando a via com veículo. Multa R$ 293,47 Remoção do veículo.
Criar obstáculo na via ou calçada e não sinalizar. Multa de até R$ 1.467,35 ---
Portar equipamento anti-radar. Multa R$ 293,47 Remoção do veículo.
Danificar a via, suas instalações e equipamentos. Multa R$ 293,47 Retenção do veículo para
regularização.
Falta, violação, falsificação ou ilegibilidade das placas, do lacre ou
Multa R$ 293,47 Remoção do veículo.
do número do chassi.
Não estando registrado e devidamente licenciado o veículo. Multa R$ 293,47 Remoção do veículo.
Não entregar documentos para averiguação mediante recibo. Multa R$ 293,47 Remoção do veículo.
Falsificar ou adulterar habilitação ou identificação de veículo. Multa R$ 293,47 Remoção do veículo.
Transitar na contramão, em vias de sentido único. Multa R$ 293,47 ---
Transitar com o veículo em calçadas, passeios, passarelas, ciclovias,
ciclofaixas, ilhas, refúgios, ajardinamentos, canteiros centrais e Multa R$ 880,41 ---
divisores de pista de rolamento, acostamentos, marcas de
canalização, gramados e jardins públicos.
Transitar na faixa ou via de trânsito exclusivo, regulamentada
com circulação destinada aos veículos de transporte público Multa R$ 293,47 Remoção do veículo.
coletivo de passageiros, salvo casos de força maior e com
autorização do poder público competente.
Multa R$ 5.869,40
Pessoa física ou jurídica que usar o veículo para propositalmente (R$ 11.738,80 para Remoção do veículo.
interromper,restringir ou perturbar a circulação na via sem reincidente em 12 meses) e
autorização (válida após 11/20016). suspensão do direito de
dirigir por 12 meses.
Multa R$ 17.608,20
Pessoa física ou jurídica que promover a interrupção, a restrição ou a (R$ 35.216,40 para Remoção do veículo.
perturbação da circulação na via, sem autorização (válida após reincidente em 12 meses) e
11/20016). suspensão do direito de
dirigir por 12 meses.
Segurar ou manusear telefone celular quando na condução de um
Multa R$ 293,47 ---
veículo (válida após 11/2016).
Conduzir o veículo sem portar a autorização para condução de
Multa R$ 1.467,35 ---
escolares (Lei 13.855 Jul/2019)
Transitar efetuando transporte remunerado de pessoas ou bens
Multa R$ 293,47
(mercadorias) quando
não licenciado para esse fim (PORTARIA Nº 3.678, DE 19 DE AGOSTO
DE 2019)
Veículo com excesso de lotação. Multa R$ 293,47

INFRAÇÕES GRAVES – 5 PONTOS

Descrição
Penalidade Medida Administrativa
da Infração
Executar operação de conversão à direita ou à esquerda em locais proibidos Multa R$ ---
pela sinalização. 195,23
Não aguardar no acostamento à direita, para cruzar a pista ou entrar à
Multa R$ ---
esquerda, onde não
195,23
houver local apropriado para o retorno.

72
INFRAÇÕES E PENALIDADE S

Seguir veículo de urgência devidamente identificado e com prioridade de Multa R$ ---


passagem. 195,23
Não dar preferência a veículo que estiver circulando por rodovia, rotatória
Multa R$ ---
ou vier da direita em via não sinalizada.
195,23
Não dar preferência à veículo na interseção com sinalização de
Multa R$ ---
regulamentação de Dê a
195,23
Preferência.
Deixar de dar preferência de passagem a pedestre que tenha iniciado a
Multa R$ ---
travessia, mesmo que não haja sinalização a ele destinada.
195,23
Deixar de dar preferência de passagem a pedestre que esteja atravessando a
Multa R$ ---
via transversal para onde você vai dobrar.
195,23
Não dar preferência aos veículos não motorizados que tenham iniciado
Multa R$ ---
travessia ou estejam atravessando a via pra onde você vai dobrar.
195,23
Não parar na presença de agrupamento de veículos, como cortejos, formações Multa R$ ---
militares e outros. 195,23
Não parar no bloqueio viário, área de pesagem, evadir-se de pedágio ou não
Multa R$ ---
parar totalmente para a cobrança da tarifa.
195,23
Desobedecer ordens emanadas da autoridade competente de trânsito ou Multa R$ ---
de seus agentes. 195,23
Não reduzir a velocidade ao se aproximar ou na presença de: guia da
calçada, acostamento, interseção não sinalizada, via rural sem cerca, Multa R$ ---
curva de pequeno raio, local de obra na pista, mau tempo, má 195,23
visibilidade, pavimento escorregadio, defeituoso ou avariado, com
animais na pista, em declive ou ao ultrapassar ciclista.
Retenção do veículo até
Deixar de usar o cinto de segurança (condutor ou passageiro) Multa R$
colocação do cinto pelo
195,23
infrator.
Deixar de prestar socorro à vítima de sinistro de trânsito quando solicitado Multa R$ ---
pelo agente. 195,23
Transitar com a carga ou veículo fora das dimensões estabelecidas. Multa R$ Retenção do veículo para
195,23 regularização.
Transportar carga com a autorização vencida ou em desacordo (no caso de Multa R$ Remoção do veículo.
grandes dimensões). 195,23
Transportar em veículo destinado ao transporte de passageiros carga Multa R$ Retenção para o transbordo.
excedente. 195,23
Conduzir pessoas, animais ou carga nas partes externas do veículo, salvo Multa R$ Retenção para o transbordo.
se autorizado. 195,23
Não sinalizar carga derramada na via. Multa R$ 195,23 ---
Estacionar em aclive ou declive, sem freio e sem calço (PBT superior a Multa R$ 195,23 Remoção do veículo.
3.500 kg).
Transitar com velocidade superior à máxima em mais de vinte por cento
até cinquenta por cento, independente do tipo de via (alterado pela LEI Multa R$ 195,23 ---
Nº 11.334, DE 25/07/2006 e Resolução 202 de 25/08/06).
Usar equipamento com som em volume ou frequência não autorizados Multa R$ 195,23 Retenção do veículo para
pelo CONTRAN. regularização.
Estacionar a mais de um metro da calçada, em fila dupla, sobre calçadas, áreas
de cruzamento, faixas de pedestres, ciclovias, ilhas, canteiros centrais, Multa R$ 195,23 Remoção do veículo.
marcas de canalização, jardins, viadutos, pontes, túneis e em locais e horários
proibidos por placa de proibido estacionar e parar.
Estacionar em desacordo com as condições regulamentadas especificamente
Multa R$ 195,23 Remoção do veículo.
pela sinalização
(placa – Estacionamento Regulamentado). Alterado pela Lei Federal
13.146, 6/7/2015.
Parar para reparos na rodovia e vias rápidas (salvo no impedimento absoluto Multa R$ 195,23 Remoção do veículo.
e sinalizado).
Depositar na via mercadorias, materiais ou equipamentos, sem Multa R$ 195,23 Remoção da mercadoria ou do
autorização. material.

73
INFRAÇÕES E PENALIDADE S

Equipamento obrigatório ausente, inoperante ou em desacordo (como por


exemplo dirigir ou conduzir passageiro com o capacete fora das Multa R$ 195,23 Retenção do veículo para
especificações – inserido pela Resolução CONTRAN 257/2007). regularização.
Usar acessórios proibidos ou com sistema de iluminação e sinalização Multa R$ 195,23 Retenção do veículo para
alterados. regularização.
Sem acionar o limpador de pára-brisa sob chuva. Multa R$ 195,23 Retenção do veículo para
regularização.
Veículo com descarga livre ou silenciador defeituoso, deficiente ou Multa R$ 195,23 Retenção do veículo para
inoperante. regularização.
Veículo produzindo fumaça, gases ou partículas em níveis superiores aos
Multa R$ 195,23 Retenção do veículo para
fixados pelo CONTRAN.
regularização.
Veículo com as características originais alteradas ou vidros cobertos por
Multa R$ 195,23 Retenção do veículo para
adesivos ou película fora da especificação.
regularização.
Veículo em mau estado de conservação, comprometendo assim a Multa R$ 195,23 Retenção do veículo para
segurança. regularização.
Veículo com registrador instantâneo inalterável de velocidade e tempo
Multa R$ 195,23 Retenção do veículo para
(tacógrafo) viciado ou defeituoso, quando houver exigência desse
regularização.
aparelho.
Deixar de efetuar o registro de veículo (alterar o CRV) no prazo de trinta
dias quando: transferida a propriedade; o proprietário mudar o Multa R$ 195,23 Retenção do veículo para
município de domicílio ou residência; alterada(s) característica(s) do regularização.
veículo; houver mudança de categoria.
Recolhimento do Certificado de
Não promover a baixa de veículo irrecuperável ou definitivamente Multa R$ 195,23
Registro
desmontado.
e Licenciamento Anual.
Transitar na contramão, em vias de sentido duplo (em situação de risco). Multa R$ 195,23 ---
Transitar em marcha à ré, salvo para pequenas manobras e de forma a não
Multa R$ 195,23 ---
causar riscos à segurança.
Transitar sem manter distância lateral segura, frontal ou do bordo da pista,
Multa R$ 195,23 ---
considerando-se o clima, o tráfego e a velocidade.
Transitar com o farol desregulado ou com o facho de luz alta de forma a
Multa R$ 195,23 Retenção do veículo para
perturbar a visão de outro condutor.
regularização.
Não usar com antecedência sinal luminoso ou gesto indicador de
Multa R$ 195,23 ---
mudança de direção, mudança de faixa ou parada.
Reincidir em 12 meses no NÃO cumprimento do tempo de permanência
Retenção do veículo para
do condutor ao volante e aos intervalos para descanso, quando se tratar de Multa R$ 195,23
cumprimento do tempo de
veículo de transporte de carga ou coletivo de passageiros.
descanso.
Conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor com carga incompatível Remoção da motocicleta (para
Multa R$ 195,23
ou praticando atividade de mototaxista e motofretista em desacordo motofretista ou mototaxista).
com a Lei.

74
INFRAÇÕES E PENALIDADE S

Usar indevidamente sinais de luz e do pisca alerta, exceto: de forma rápida para
alertar sobre sua intenção de ultrapassagem (sinal de luz), em imobilizações ou Multa R$ 130,16 ---
situação de emergência ou quando a regulamentação da via exigir (uso do pisca-
alerta).
Não manter acesa à noite a luz de placa traseira. Multa R$ 130,16 ---
Não manter acesas pelo menos as luzes de posição sob chuva forte, neblina ou Multa R$ 130,16 ---
cerração.
Não usar o farol com luz baixa dia e noite: transporte coletivo em faixas exclusivas Multa R$ 130,16 ---
ou ciclomotores.
Não usar o farol com luz baixa durante a noite, ou de dia nos túneis providos de Multa R$ 130,16
---
iluminação pública e nas rodovias. (alterado pela Lei
13.290/16)
Não manter acesas as luzes de posição à noite, quando parado/estacionado
Multa R$ 130,16 ---
para embarque,
desembarque, carga ou descarga.
Veículos de emergência, que, em atendimento, não estejam com os sinais acionados Multa R$ 130,16 ---
(ainda que parados).
Transitar desligado ou desengrenado em declive. Multa R$ 130,16 Retenção do
veículo.
Transitar ao lado de outro veículo, interrompendo ou perturbando o trânsito. Multa R$ 130,16 ---
Transitar em locais e horários não permitidos. Multa R$ 130,16 ---
Retenção do
Placas do veículo em desacordo com especificações e modelo. Multa R$ 130,16
veículo e
apreensão das
placas.
Confeccionar, distribuir ou colocar, em veículo próprio ou de terceiros, placas de Retenção do
Multa R$ 130,16
identificação não veículo e
autorizadas pela regulamentação. apreensão das
placas.

INFRAÇÕES MÉDIAS – 4 PONTOS

Veículo com defeito no sistema de iluminação, de sinalização ou com lâmpadas Multa R$ 130,16 ---
queimadas.
Deixar de retirar todo e qualquer objeto utilizado para sinalização temporária da Multa R$ 130,16 ---
via.
Ter seu veículo imobilizado na via por falta de combustível Multa R$ 130,16 Remoção do veículo.

Parar sobre faixa de pedestre na mudança de sinal luminoso. Multa R$ 130,16 ---

Parar a menos de cinco metros das esquinas, nos cruzamentos, ou afastado mais de um Multa R$ 130,16 ---
metro do meio fio.
Parar em viadutos, pontes, túneis, locais e horários não permitidos, ou na Multa R$ 130,16 ---
contramão de direção.
Estacionar em locais e horários proibidos por placa de proibido estacionar. Multa R$ 130,16 Remoção do veículo.
Estacionar impedindo a movimentação de outro veículo. Multa R$ 130,16 Remoção do veículo.
Estacionar na entrada e saída de veículos (guia rebaixada), paradas de ônibus (na
Multa R$ 130,16 Remoção do veículo.
sinalização horizontal ou dez metros antes e depois do marco do ponto), ou na
contramão.
Estacionar nas esquinas a menos de cinco metros, perto de hidrantes ou fora da Multa R$ 130,16 Remoção do veículo.
posição indicada.
Uso de alarme que perturbe o sossego público e em desacordo com o CONTRAN. Multa R$ 130,16 Remoção do veículo.
Transitar com o veículo em velocidade inferior à metade da velocidade máxima
Multa R$ 130,16 ---
estabelecida para avia, exceto na faixa da direita ou em condições adversas.
Deixar de conduzir pelo bordo da pista de rolamento, em fila única, os veículos de
tração ou propulsão humana (bicicletas / carros de reciclaveis) e os de tração animal Multa R$ 130,16 ---
(carroças e charretes), sempre que não houver acostamento ou faixa a eles

75
INFRAÇÕES E PENALIDADE S

destinados.

Multa R$ 130,16
Veículo com excesso de peso. (valor pode Retenção do veículo e
aumentar transbordo da carga.
conforme o excesso da
carga)
Veículo de carga com falta de inscrição da tara e demais inscrições previstas na Multa R$ 130,16 ---
Legislação.
Rebocar outro veículo com cabo flexível ou corda, salvo em casos de emergência.
Multa R$ 130,16 ---
(Cuidado. O Código neste caso não especifica o que seria emergência).
Deixar de remover o veículo, em sinistro de trânsito sem vítimas, para manter a Multa R$ 130,16 ---
segurança e fluidez.

Para ciclomotores: transitar em vias de trânsito rápido ou rodovias, salvo onde


Multa R$ 130,16 ---
houver acostamento ou faixas de rolamento próprias.
Veículo de duas rodas com carga incompatível ou rebocando outro veículo. Multa R$ 130,16 ---
Pilotar com somente uma das mãos, salvo eventualmente para sinalizar manobra. Multa R$ 130,16 ---
Veículo lento e de maior porte fora da faixa da direita. Multa R$ 130,16 ---
Transitar com velocidade superior à máxima em até vinte por cento,
Multa R$ 130,16 ---
independente do tipo de via
(inserido pela LEI Nº 11.334, DE 25/07/2006 e Resolução 202 de 25/08/06).
Veículo fora da faixa a ele destinada, exceto em emergência. Multa R$ 130,16 ---
Usar o veículo para arremessar água ou detritos sobre pedestres ou veículos. Multa R$ 130,16 ---
Condutor utilizando-se de fones nos ouvidos conectados a aparelhagem sonora ou de Multa R$ 130,16 ---
telefone celular.
Conduzir transportando pessoas, animais ou volume à sua esquerda ou entre os Multa R$ 130,16 ---
braços e pernas.
Atirar do veículo ou abandonar na via objetos ou substâncias Multa R$ 130,16 ---
Conduzir o veículo usando calçado que não se firme nos pés ou que comprometa a Multa R$ 130,16 ---
utilização dos pedais.
Conduzir com apenas uma das mãos, exceto quando deva fazer sinais
regulamentares de braço, mudar a marcha, ou acionar equipamentos e acessórios Multa R$ 130,16 ---
do veículo (usando celular é gravíssima –após 11/2016).
Entrar ou sair de áreas lindeiras (garagens e estacionamentos) sem o
Multa R$ 130,16 ---
posicionamento adequado e sem o devido cuidado com pedestres e demais
veículos.
Não dar preferência de passagem aos demais veículos e pedestres ao entrar ou
Multa R$ 130,16 ---
sair de fila de
estacionamento.
Deixar menos de um metro e meio ao passar ou ultrapassar bicicleta. Multa R$ 130,16 ---
Deixar de dar passagem pela esquerda, quando solicitado. Multa R$ 130,16 ---
Ultrapassar pela direita, salvo quando o veículo da frente estiver colocado na faixa
Multa R$ 130,16 ---
apropriada e der
sinal de que vai entrar à esquerda.
Não deslocar para direita ou esquerda com antecedência antes de dobrar, sem Multa R$ 130,16 ---
entrar na contramão.
Retenção do veículo
Não cumprir o tempo de permanência do condutor ao volante e aos intervalos para
Multa R$ 130,16 para cumprimento do
descanso, quando se tratar de veículo de transporte de carga ou coletivo de
tempo de descanso.
passageiros.

INFRAÇÕES LEVES – 3 PONTOS

Descrição da Penalidade Medida


Infração Adm.
Ultrapassar veículo em movimento que integre cortejo, préstito, desfile e formações
militares, salvo com Multa R$ ---
88,38

76
INFRAÇÕES E PENALIDADE S

autorização da autoridade de trânsito ou de seus agentes.

Dirigir sem atenção ou sem os cuidados indispensáveis à segurança. Multa R$ ---


88,38

Andar na faixa da direita sendo esta para outros veículos (exceto para acessos ou Multa R$ ---
conversões). 88,38
Ficar ou andar nas pistas de rolamento, exceto para cruzá-las onde permitido (pedestres).
Multa R$ ---
REVOGADA pela Resolução 772/2019
44,19
Cruzar pista em viadutos, pontes, túneis ou cruzamento, fora da faixa ou passarela
Multa R$ ---
(pedestre). REVOGADApela Resolução 772/2019
44,19
Promover aglomerações na via (folguedo/brincadeiras, esporte, desfiles e similares),
Multa R$ ---
sem permissão, ou desobedecer a sinalização específica (Pedestre). REVOGADA pela
44,19
Resolução 772/2019
Usar buzina em locais e horários proibidos e não para a finalidade de advertência e
Multa R$ ---
segurança, ou ainda de forma prolongada ou com freqüência fora da definida pelo
88,38
CONTRAN.
Estacionar afastado da calçada de meio a um metro, ou nos acostamentos. Multa R$ Remoção do veículo.
88,38
Parar afastado de meio a um metro do meio fio ou na faixa para pedestres. Multa R$ ---
88,38
Parar no passeio, na faixa de pedestres, nas ilhas, refúgios, canteiros centrais e
Multa R$ ---
divisores de pista e canalização.
88,38
Fazer ou deixar que se faça reparos em veículo nas vias arteriais, coletoras ou
Multa R$ ---
locais, salvo por impedimento absoluto de sua remoção, estando o veículo
88,38
sinalizado.
Não estar portando os documentos obrigatórios definidos pela Legislação. Retenção do veículo até
Multa R$
apresentação dos
88,38
documentos.
Não atualizar cadastro de registro de veículo ou de habilitação. Multa R$ ---
88,38
Uso de luz alta em vias iluminadas. Multa R$ ---
88,38
Conduzir veículos de duas rodas (incluindo triciclos e quadriciclos) utilizando viseira ou
óculos de proteçãoem desacordo (levantados quando veículo em movimento) ou Multa R$ ---
utilizando capacete não afixado na cabeça. 88,38

INFRAÇÕES COMETIDAS POR PESSOAS FÍSICAS OU JURÍDICAS SEM A


UTILIZAÇÃO DE VEÍCULOS (RESOLUÇÃO CONTRAN 390/2011)

Penalidade /
Tipificação Infrator
Medida
administrativa
Obra ou evento que perturbe ou interrompa a Multa entre R$ 53,20 e R$ 319,20 (a critério
Proprietário ou executor da obra
circulação ou a segurança de veículos e pedestres da autoridade de trânsito e conforme o
ou Promotor do Evento.
sem permissão, ou ainda sem sinalização impacto na segurança e na fluidez no
adequada. trânsito).
Multa diária de 50% do dia de vencimento ou
Não avisar a comunidade com 48 horas de Servidor Público responsável remuneração devida enquanto
antecedência ainterdição da via, indicando
permanecer a irregularidade.
caminho alternativo.
Aprovar projetos que se transformem em pólos
Multa diária de 50% do dia de vencimento ou
atrativos detrânsito (ex: shopping, escolas, etc) sem a Servidor Público que aprovou. remuneração devida enquanto
anuência do órgão ou entidade de trânsito, ou sem
permanecer a irregularidade.
área de estacionamento e indicação de viade acesso.

77
INFRAÇÕES E PENALIDADE S

Não sinalizar devida e imediatamente obstáculo à Ser vidor Público do órgão com Multa diária de 50% do dia de vencimento ou
livre circulação e segurança de veículos e circunscrição sobre a via, que remuneração devida enquanto
pedestres, na pista ou na calçada. constatou a existência do obstáculo permanecer a irregularidade.
e não o sinalizou.
Servidor Público do órgão
Utilizar ondulação transversal ou sonorizador fora responsável pela aprovação da Multa diária de 50% do dia de vencimento ou
do padrão. remuneração devida enquanto permanecer a
implantação ou pela construção de
irregularidade.
ondulações.
Promover, na via, competição esportiva, eventos Multa de infração gravíssima agravada em
organizados, exibição e demonstração de perícia Promotor do Evento 10X (R$ 2.934,70) ou em 20X (R$ 5.869,40)
em manobra de veículo, sem permissão. em caso de reincidência no prazo de 12
meses.
Confeccionar, distribuir ou colocar, em veículo Fabricante, distribuidor e/ou
Multa de infração
próprio ou de instalador das placas irregulares.
média.
terceiros, placas de identificação não autorizadas.
Deixar a seguradora de comunicar a ocorrência de Multa de infração grave.
perda total do veículo e de devolver as respectivas Seguradora Medida administrativa: recolhimento das
placas e documentos ao órgão de trânsito. placas e dos documentos.
Pessoa jurídica ou física Multa de infração grave.
Utilizar a via para depósito de mercadorias,
proprietária do estabelecimento Medida administrativa: remoção da
materiais ou equipamentos, sem autorização.
ou do imóvel, conforme o caso. mercadoria ou do material.

Deixar de sinalizar qualquer obstáculo à livre Multa de infração gravíssima agravada em


Pessoa jurídica ou física até cinco vezes, a critério da autoridade de
circulação, à segurança de veículo e pedestres, no
responsável pela obstrução. trânsito, conforme orisco à segurança.
leito da via, na calçada, ou obstaculizar a via
indevidamente. Sinalização de emergência, às expensas do
responsável.
Não executar, atrasar ou fraudar a escrituração do
livro registro de entrada/saída e de uso de placa de Empresa proprietária do Multa de infração
experiência, ou ainda recusar a exibição do mesmo estabelecimento. gravíssima.
(do livro).

78
PENALIDADES E CRIMES DE TRANSITO

Penalidades e suas Medidas Administrativas

Quando descumprimos uma regra contida na Legislação de Trânsito (CTB e suas Resoluções)
OBJETIVO cometemos uma infração. Ao sermos flagrados por um Agente de Trânsito ou um dispositivo
tecnológico de fiscalização (radar,etc), poderemos sofrer uma autuação, seguida de uma
identificar a sequência notificação (a qual poderá ser por edital de jornal, ou ainda por meio eletrônico caso o condutor
que ocorre desde o opte por esta modalidade), julgamento e condenação, consequentemente de uma penalidade,
descumprimento de que será no mínimo uma advertência ou multa, podendo exigir, ou não, uma medida
uma regra de trânsito administrativa para ser completada, sendo esta aplicada no flagrante ou após o julgamento da
até o cumprimento de infração.
sua penalidade.
Exemplo: dirigir veículo com CNH vencida há mais de 30 dias tem como penalidade multa e como
medida administrativa recolhimento da CNH e retenção do veículo.
Nos dias atuais é possível que os condutores recebam suas multas e realizem suas defesas por meios
eletrônicos, tal como pelo uso da e-CPO. A Caixa Postal Eletrônica Oficial (e-CPO) é um meio de comunicação virtual, que poderá
ser disponibilizado pelos órgãos de trânsito do Sistema Nacional de Trânsito (SNT) na rede mundial de computadores, permitindo
ao interessado receber e enviar informativos, comunicados e documentos em formato digital, mediante a adesão prévia
(Resoluções CONTRAN 622 e 636/2016 e Lei 13.281/2016).

Quadro Resumo das Penalidades

Quadro Resumo das Penalidades

Advertência por escrito


Multa
Suspensão do direito de dirigir (será obrigatório o curso de reciclagem)
Apreensão do veículo (revogado pela Lei nº 13.281, de 2016)
Cassação da CNH ou ACC
Cassação da PPD ou ACC Provisória
Frequência obrigatória em curso de reciclagem

Quadro Resumo das Penalidades

Retenção do veículo
Remoção do veículo
Recolhimento da CNH ou ACC
Recolhimento da PPD ou ACC Provisória
Recolhimento do Certificado de Registro (CRV)
Recolhimento do Certificado de Licenciamento Anual (CRLV)
Transbordo do excesso de carga
Teste de Alcoolemia
Recolhimento de Animais
Realização de Exames
A cor relaciona a medida administrativa que será tomada para a respectivapenalidade.

PARA ENTENDER
MELHOR

Para que possa exercer suas atribuições como agente da autoridade de trânsito, o servidor ou policial militar deverá
ser credenciado, estar devidamente uniformizado, conforme padrão da instituição, e no regular exercício de suas
funções, bem como o veículo utilizado na fiscalização de trânsito deverá estar caracterizado (Resolução Nº 497, de
29 de julho de 2014).
Será disponibilizado na internet listagem contendo os nomes e códigos dos agentes e autoridades de trânsito
responsáveis pela autuação (resolução CONTRAN 709).

79
PENALIDADES E CRIMES DE TRANSITO

PARA ENTENDER
MELHOR

VIDEOMONITORAMENTO - Uma nova forma de fiscalização definida pela Resolução CONTRAN 909/2022.

PARA ENTENDER
MELHOR

INFRAÇÕES DE COMPETÊNCIA COMUM - A Lei 14.599, de 19 de junho de 2023 amplia a capacidade de autuação dos
agentes detrânsito, independentemente da sua competência municipal ou estadual,salvo algumas poucas infrações
que possuem caráter exclusivo do estado, as chamadas multas de balcão aplicadas pelo DETRAN, como por exemplo
não transferir o veículo no prazo definido após a venda, ou as de autuação do município, como por exemplo as
relacionadas às paradas [Link] da Lei prever ainda algumas delimitações entre estado e município,esses
limites podem ser eliminados mediante convênio.

A Quem Aplicar a Penalidade

• As penalidades serão impostas ao condutor, ao proprietário do veículo (mesmo que Empresa), ao embarcador e ao
transportador;
•Não sendo imediata a identificação do infrator, o proprietário do veículo terá trinta dias de prazo (alterado pela lei 14.071, de
13/10/2020),, após a notificação da autuação, para apresentá-lo.
•Para condutores não habilitados, a responsabilidade e a penalidade recairão sobre o proprietário e condutor, salvo no caso de
furto devidamente comprovado, onde somente o condutor será penalizado.

Penalidade de Pessoa Jurídica (penalidade por Não Identificação do Condutor - NIC)

Para veículos de propriedade de empresas que sejam autuados e o condutor não identificado, a empresa terá quinze dias para
apresentar o condutor infrator, caso contrário, além da multa pela infração, receberá outra pela não indicação do condutor.
Se dentro dos próximos doze meses o mesmo veículo receber outra autuação de mesma natureza e a empresa também não
informar quem era o motorista, além da multa por essa não informação, receberá a multa pela infração cujo valor será igual a 2
(duas) vezes o da multa originária, garantidos o direito de defesa prévia e de interposição de recursos previstos neste Código, na
forma estabelecida pelo Contran.

A Penalidade de Advertência Por Escrito

Serão aplicadas somente nos casos de infrações leves ou médias aos infratores primários naquela infração, nos últimos doze
meses.

A Penalidade de Multa

Toda a infração de trânsito terá como penalidade uma multa, salvo nos casos em que a Autoridade de Trânsito decidir trocar a
multa pela Advertência por Escrito, nos casos em que a Lei permitir. Conforme sua gravidade o valor da multa poderá ser agravado
(multiplicada) em 3, 5, 10, 20 e 60 vezes. Não será expedido novo CRV e CRLV existindo multas não quitadas (salvo em alguns casos
de efeito suspensivo). As multas vão de natureza LEVE a GRAVÍSSIMA e geram débitos de R$ 88,38 a R$ 35.216,40, bem como

80
PENALIDADES E CRIMES DE TRANSITO

Veja o quadro abaixo :

NATUREZA VALOR (R$) PONTUAÇÃO

LEVE R$ 88,38 3 PONTOS

MÉDIA R$ 130,16 4 PONTOS

GRAVE R$ 195,23 5 PONTOS

GRAVÍSSIMA R$ 293,47 7 PONTOS

GRAVÍSSIMA 2X R$ 586,94 7 PONTOS

GRAVÍSSIMA 3X R$ 880,41 7 PONTOS

GRAVÍSSIMA 5X R$ 1.467,35 7 PONTOS

GRAVÍSSIMA 10X R$ 2.934,70 7 PONTOS

GRAVÍSSIMA 20X (1) R$ 5.869,40 7 PONTOS

GRAVÍSSIMA 40X (2) R$ 11.738,80 7 PONTOS

GRAVÍSSIMA 60X (3) R$ 17.608,20 7 PONTOS

GRAVÍSSIMA 120X (4) R$ 35.216,40 7 PONTOS

(1) No caso de reincidência na direção embriagado ou dopado em 12 meses e interrompendo a via deliberadamente;

(2) Reincidindo na interrupção da via deliberadamente no prazo de 12 meses;

(3) Promovendo a interrupção da via;

(4) Reincidindo na promoção da interrupção da via no prazo de 12 meses.

PARA ENTENDER
MELHOR

O condutor que exerce atividade remunerada com categoria C,D ou E e que atingir 30 pontos ate o limite 39 em 12
meses deverá participar do curso de reciclagem para eliminar estes pontos (após 11/16).

Ao condutor identificado será atribuída pontuação pelas infrações de sua responsabilidade, exceto:
• Praticadas por passageiros usuários do serviço de transporte rodoviário de passageiros em viagens de longa distância transitando
em rodovias, em linhas regulares intermunicipal, interestadual, internacional, turismo ou de qualquer modalidade. A exceção para
este caso é o caso do passageiro não usar cinto, quando então a pontuação vai para o condutor;
• Quando a infração prever como punição a suspensão do direito de dirigir;
• Quando a falha estiver fora da alçada do empregado condutor, tal como portar no veículo placas de identifi cação em desacordo
com as especificações. A aprovação e efetivação do parcelamento da multa por meio do cartão de crédito pela operadora do
cartão, libera o licenciamento do veículo e a respectiva emissão do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo em meio
digital (RESOLUÇÃO CONTRAN Nº 918, DE 28 DE MARÇO DE 2022).

A Penalidade de Suspensão do Direito de Dirigir

A penalidade de Suspensão do Direito de Dirigir será aplicada em processo administrativo e garantida a ampla defesa, sendo levado
em consideração no julgamento a gravidade e circunstâncias da infração, bem como os antecedentes do infrator, exceto ocorrendo
reincidência na prática de crime de trânsito, quando o Juiz aplicará incondicionalmente a penalidade da Suspensão da Permissão

81
PENALIDADES E CRIMES DE TRANSITO

ou Habilitação.

Ocorrerá principalmente nos casos de:


•Sempre que, conforme a pontuação atingir, no período de 12 (doze) meses, a seguinte contagem de pontos (Art. 261 CTB - Item
I alterado pela Lei 14.071, de 13/10/2020) – 6 a 12 meses de suspensão e se reincidente no período, de 8 a 24 meses:
- 20 (vinte) pontos, caso constem 2 (duas) ou mais infrações gravíssimas na pontuação;
- 30 (trinta) pontos, caso conste 1 (uma) infração gravíssima na pontuação;
- 40 (quarenta) pontos, caso não conste nenhuma infração gravíssima na pontuação;
- SE EXERCER ATIVIDADE REMUNERADA - suspensão apenas quando atingir 40 pontos nos últimos 12 meses,independentemente
da natureza e será facultado o curso de reciclagem preventivo ao atingir 30 pontos.
•Recusar-se a ser submetido a teste, exame clínico, perícia ou outro procedimento que permita certificar influência de álcool ou
outra substância psicoativa – 12 MESES;
•Usar qualquer veículo para, deliberadamente, interromper, restringir ou perturbar a circulação na via sem autorização, ou
promover e incentivar estas ações – 12 meses – (Art 253-A CTB);
•Sempre que o infrator atingir a contagem de 20 (vinte) pontos, no período de 12 (doze) meses (§ 1º Art 261 CTB);
•Na aplicação da pena de crime de trânsito;
•Os condutores das categorias C, D e E que submeterem-se aos exames toxicológicos para a habilitação e renovação da CNH e
forem reprovados - 3 meses (§ 5º do Art 148-A do CTB);
•Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência: - 12 meses (Art 165 e
306 CTB);
•Dirigir ameaçando os pedestres que estejam atravessando a via pública, ou os demais veículos (Art 170 CTB);
•Disputar corrida (Art 173 CTB);
•Utilizar-se de veículo para demonstrar ou exibir manobra perigosa, mediante arrancada brusca, derrapagem ou frenagem com
deslizamento ou arrastamento de pneus (Art 175 CTB);
• Condutor envolvido em sinistro de trânsito com vítima que (Art 176 do CTB):
- Não prestar ou providenciar socorro à vítima, podendo fazê-lo;
- Não adotar providências, podendo fazê-lo, no sentido de evitar perigo para o trânsito no local;
- Não preservar o local, de forma a facilitar os trabalhos da polícia e da perícia;
- Não adotar providências para remover o veículo do local, quando determinadas por policial ou agente da autoridade de
trânsito;
- Não identificar-se ao policial e de lhe prestar informações necessárias à confecção do boletim de ocorrência.
•Deixar o condutor envolvido em sinistro de transito com vítima de identificar-se ao policial e de lhe prestar informações
necessárias à confecção do boletim de ocorrência (Item V Art 176 CTB);
•Forçar passagem entre veículos que, transitando em sentidos opostos, estejam na iminência de passar um pelo outro ao realizar
operação de ultrapassagem (Art 191 CTB);
•Transpor, sem autorização, bloqueio viário policial (Art 210 CTB);
•Praticar velocidade superior à máxima permitida em mais de 50% (cinquenta por cento) (Item III do Art 218 CTB); NÃO é mais
aplicada de imediato, existindo a necessidadende tramitar o processo administrativo da suspensão (alterado pela Lei 14.071 de
13/10/2020);
•Conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor transportando criança menor de sete anos ou que não tenha, nas circunstâncias,
condições de cuidar de sua própria segurança (Item V Art 244 CTB);
•Como medida cautelar de um Juiz para garantia da ordem em uma investigação ou ação penal (Art 294 CTB);
•Quando o réu for reincidente na prática de crime (Art 296 CTB);
•Praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor (Art 302 CTB e 303 CTB).
•Violar a suspensão aplicada por crime de trânsito ou por não entregar o documento de habilitação: será aplicada nova imposição
adicional de idêntico prazo de suspensão (Art 307 do CTB). Para os casos em que a legislação não prevê o tempo de suspensão, a
autoridade de trânsito poderá estipular de 2 a 8 meses para os casos sem reincidência e de 8 a 18 meses para os casos com
reincidência, quando poderá ser prevista a cassação do documento de habilitação;
•Praticar lesão corporal culposa na direção de veículo automotor (Art 303 CTB);
•Participar, na direção de veículo automotor, em via pública, de corrida, disputa ou competição automobilística não autorizada
pela autoridade competente, gerando situação de risco à incolumidade pública ou privada (Art 308CTB).

82
PENALIDADES E CRIMES DE TRANSITO

DETALHAMENTOS:

1 Durante o processo, as notificações serão realizadas por remessa postalou outro meio que assegure a ciência do infrator
notificado. Esgotado todos os meios, a notificação será por edital (geralmente por jornal impresso oficial ou de maior circulação);
2 Notificações devolvidas por causa de endereço desatualizado no RENACH(Cadastro Nacional de Condutor Habilitado) e por
recusa na aceitação, serão consideradas válidas e entregues (alterado pela Lei 14.229/2021);
3 Sendo o condutor flagrado conduzindo veículo automotor após o encerramento do prazo para entrega da Habilitação, será
instauradoprocesso administrativo de Cassação da Habilitação.
4 A penalidade de Suspensão do Direito de Dirigir terá como medida administrativa o recolhimento da CNH ou ACC;
5 A CNH ou ACC será devolvida depois de cumprida a penalidade e a realização do curso de reciclagem.
6 Mesmo que a pontuação ultrapasse os pontos previstos no período de 12 meses, será instaurado um único processo
administrativo para suspender a habilitação do condutor infrator.

DOS PRAZOS PARA COMEÇAR:

Suspensão por pontuação:


• Após o trânsito em julgado da última multa: O prazo começa a contar após o julgamento da última multa que levou à
pontuação que resultou na suspensão. Isso significa que, se você ainda tiver recursos pendentes para multas anteriores, o prazo
da suspensão só começará a contar após o julgamento final de todas as multas.
• Após o pagamento da multa: Em alguns casos, o prazo da suspensão só começa a contar após o pagamento da multa. Isso se
aplica a multas graves, como dirigir alcoolizado ou recusar-se a fazer o teste do bafômetro.
Suspensão por infração específica:
• No dia seguinte à notificação: O prazo começa a contar no dia seguinte ao recebimento da notificação da suspensão pelo
condutor.

Prescrição da Suspensão
• A pretensão punitiva das penalidades de suspensão do direito de dirigir e cassação da CNH prescreve em cinco anos, contados
a partir da data do cometimento da infração que ensejar a instauração do processo administrativo.
• A prescrição do prazo da suspensão pode ser interrompida pela notificação do condutor para entrega da CNH.

A Penalidade de Apreensão do Veículo (Revogada)

Esta penalidade da Autoridade de Trânsito foi revogada pela Lei nº 13.281, de 2016, considerando que o agente não tem
autoridade para punir sumariamente o condutor, porém na prática muda pouco, pois o agente aplicará a medida administrativa
de remoção do veículo para os casos previstos no Código de Trânsito Brasileiro.

A Penalidade de Cassação da Habilitação (CNH ou ACC)

A Cassação difere-se da Suspensão, pois anula todo os exames realizados (médicos, teóricos e práticos) e será exigida a emissão
de nova CNH. Decorridos dois anos da cassação, é possível requerer nova habilitação de categoria igual ou inferior à antiga,
submetendo-se a todo os exames novamente, bem como realizar o curso de reciclagem, devendo todos os débitos estarem
quitados.

Será aplicada aqui a Medida Administrativa de Recolhimento da CNH ou ACC.

Ocorrerá principalmente quando:

•Conduzir veículo com o direito de dirigir suspenso, ou ainda entregar a direção a outro condutor nas mesmas condições;
•Reincidir em doze meses na direção de veículo com categoria de CNH ou PPD diferente da exigida para o tipo de veículo;
•Reincidir em doze meses na entrega do veículo à pessoa com a habilitação cassada, sem habilitação ou habilitação incompatível;
•Conduzir veículo com direito de dirigir suspenso, ou ainda entregar a direção a outro condutor nas mesmas condições;
•Reincidir em doze meses na direção de veículo sob efeito de álcool ou de qualquer substância entorpecente ou que determine
dependência física ou psíquica;
•Reincidir em doze meses na exibição de manobra perigosa, arrancada brusca, derrapagem ou frenagem com deslizamento ou
arrastamento de pneus;
•Quando condenado por delito de trânsito (esta regra passará a valer assim que o CONTRAN regulamentar o assunto –
20/09/2006);

83
PENALIDADES E CRIMES DE TRANSITO

•Reincidir em doze meses na direção de veículo com CNH ou ACC vencida há mais de 30 dias, ou ainda entregar a direção a outro
condutor nas mesmas condições;
•Quando pego em flagrante ou condenado por uso de veículo automotor nos crimes de roubo, furto, contrabando e descaminho,
ou seja, entrada ou saída de produtos permitidos, mas sem passar pelos trâmites burocrático-tributários devidos (incluído pela
Lei nº 13.804, de 2019). Caso o condutor não seja habilitado, este poderá ser proibido de se habilitar pelo período de 5 (cinco)
anos.

A Penalidade de Cassação da Habilitação Provisória (PPD ou ACC)

A cassação da PPD ou ACC Provisória ocorrerá se o condutor, no período de doze meses, cometer infração de natureza
GRAVÍSSIMA ou GRAVE, ou cometa reincidência em infração MÉDIA.
Será aplicada a Medida Administrativa de Recolhimento da PPD ou ACC Provisória e o processo de habilitação terá que ser
refeito.

A Penalidade de Participação Obrigatória em Curso de Reciclagem

O curso de reciclagem é de trinta horas-aula, abrangendo legislação, direção defensiva, noções de primeiros socorros e
relacionamento interpessoal.

Ocorrerá principalmente quando:

•For um infrator contumaz (insistente e indisciplinado).


•Receber como penalidade a suspensão o direito de dirigir.
•Envolver-se em acidente grave para o qual tenha contribuído.
•Estiver condenado judicialmente por delito de trânsito.
•A qualquer tempo, expuser a riscos a segurança do trânsito.

A Medida Administrativa de Retenção do Veículo

É uma parada momentânea para reparar uma irregularidade do motorista ou do veículo (ou ainda da carga) e ocorrerá:

Para Transbordo de Carga Irregular

•Veículo com excesso de peso e/ou acima da capacidade de tração


•Cargas, animais ou pessoas na parte externa (salvo se autorizado)
•Transporte de passageiros com carga excedente de material

Para Apresentação de Condutor Habilitado ou de Documentos Exigidos

•Habilitação vencida há mais de 30 dias


•Condutor com deficiência locomotora, visual ou auditiva, sem o devido recurso de correção (ex: lente)
•Condutor embriagado ou dopado
•Condutor sem documentos obrigatórios Para Sanar Problema com o Veículo
•Placa fora da especificação
•Sem acionar o limpador de pára-brisa sob chuva (por defeito ou não)
•Derramando na via carga, combustível ou objetos
•Produzindo fumaça, gases ou partículas em altos níveis
•Falta de inscrição e simbologia exigidas para sua identificação
•Registro do veículo irregular (CRV irregular) Para Corrigir Atitude ou Situação
•Condutor ou passageiro sem cinto

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PENALIDADES E CRIMES DE TRANSITO

•Transporte de criança sem segurança


•Ameaçando pedestres ou veículos
•Transporte de pessoas ou bens não autorizado
•Dimensões do veículo e/ou da carga acima do limite
•Transitar com veículo desligado ou desengrenado
•Farol perturbando a visão de outros condutores
•Som com volume perturbador

A Medida Administrativa de Remoção do Veículo

O veículo será removido para o depósito, nos casos previstos no CTB, excluídos os casos em que a irregularidade puder ser sanada
no local da infração.
Caso o proprietário ou o condutor não esteja presente no momento da remoção do veículo, a autoridade de trânsito, no prazo de
10 (dez) dias contado da data da remoção, deverá expedir ao proprietário a notificação (remessa postal, edital ou outro meio
previsto). Os serviços de remoção, depósito e guarda de veículo continuam sendo pagos pelo proprietário do veículo. O veículo
removido a qualquer título e não reclamado por seu proprietário dentro do prazo de sessenta dias, contado da data de
recolhimento, será avaliado e levado a leilão, a ser realizado preferencialmente por meio eletrônico.
Poderá ocorrer:

Pela prática de direção perigosa:

•Ao disputar corrida (racha)


•Ao promover ou participar de competição esportiva não autorizada
•Nas manobras perigosas (arrancadas, freadas bruscas e derrapagens) na intenção de exibição
•Ao transpor bloqueio policial (sem autorização)

Por problemas na documentação:

•Com AET vencida (autorização especial de trânsito)


•Documentos falsificados ou adulterados
•Recusar-se a entregar documentos ao Agente de Trânsito, mediante recibo Por problemas no veículo:
•Alarme perturbador do veículo
•Identificação do veículo violado ou falsificado (lacres, chassi, placas);

Devido ações erradas do condutor:

•Na falta de apresentação de um condutor habilitado e em boas condições físicas e emocionais


•Ao transitar na faixa ou via de trânsito exclusivo de transporte público coletivo (salvo em casos de força maior e com
autorização);
•Retirar do local veículo retido
•Bloquear a via com veículo

Para retirada do veículo para outro local mais seguro e apropriado:

•Reparos do veículo na via (salvo se impedido de locomover-se)


•Ocorrendo falta de combustível
•Estacionar em desacordo com as regras
•Quando ocorrer abandono do veículo em via pública (Resolução CONTRAN 623/2016);

85
PENALIDADES E CRIMES DE TRANSITO

A Medida Administrativa de Recolhimento do Documento de Habilitação – (CNH ou PPD)


É a ação da Autoridade de Trânsito, que por intermédio de seu Agente de Trânsito ou de um processo administrativo, recolhe o
documento de habilitação do condutor.
Ocorrendo:

Por Problemas na Habilitação

•Conduzir com CNH ou PPD incompatível ou vencida


•Quando a habilitação for suspensa ou cassada (exemplo: atingir 20 pontos em 12 meses)

Pela Prática de Direção Perigosa

•Conduzir embriagado ou dopado


•Ameaçar pedestres ou veículos
•Disputar corrida (racha)
•Promover ou participar de competição esportiva não autorizada
•Realizar manobras perigosas (arrancadas, freadas bruscas e derrapagens) na intenção de exibição
•Transpor bloqueio policial (sem autorização)
•Transitar em qualquer tipo de via com a velocidade superior a máxima permitida em mais de 50% (alterada pela Lei federal nº
11.334, de 25/07/2006) – Ex: velocidade permitida 100 km/h – Velocidade praticada 151 km /h (o exemplo não leva em
consideração a tolerância estabelecida pelo INMETRO para os equipamentos de medição).

Pelo Envolvimento em Acidente

•Envolver-se em acidente com vítima sem acionar socorro, zelar pela segurança, preservar o local, obedecer as ordens do agente
ou identificar-se ao mesmo.

A Medida Administrativa de Recolhimento do Certificado de Licenciamento Anual – (CRLV)

É a ação da Autoridade de Trânsito, que por intermédio de seu Agente de Trânsito, recolhe o Certificado de Licenciamento Anual
do Veículo.
Ocorrendo:
•Quando o veículo for irrecuperável ou definitivamente desmontado e sem a baixa obrigatória
•Quando a irregularidade do veículo retido não puder ser sanada no local
•Por inautenticidade ou adulteração do documento
•Quando o licenciamento estiver vencido

A Medida Administrativa de Recolhimento do Certificado de Registro de Veículo – (CRV)

É a ação da Autoridade de Trânsito, que por intermédio de seu Agente de Trânsito, recolhe o Certificado de Registro do Veículo.
Ocorrendo:

•Quando o veículo for irrecuperável ou definitivamente desmontado e sem a baixa obrigatória


•Pela inautenticidade ou adulteração do documento
•Quando não for transferida sua propriedade em 30 dias (alienação)

A Medida Administrativa de Transbordo de Carga

É a transferência de passageiros, bagagens ou carga de um veículo para outro, por motivo de risco.
Ocorrendo:

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PENALIDADES E CRIMES DE TRANSITO

•Com veículo transitando com excesso de peso ou acima da capacidade máxima de tração
•Quando conduzindo pessoas, animais ou carga nas partes externas
•No transporte de passageiros com carga excedente de materiais e objetos

A Medida Administrativa do Teste de Alcoolemia

É a realização de teste de dosagem de álcool etílico ou perícia de substância entorpecente ou que determine dependência física
ou psíquica.
Ocorrendo:

•Em sinistro de trânsito ou fiscalização de trânsito, na suspeita de ingestão de álcool pelo condutor.

A Medida Administrativa de Recolhimento de Animais

Animais soltos serão recolhidos e restituídos aos seus proprietários, após o pagamento de multas e encargos devidos.
Medida Administrativa de Realização de Exames (Resolução CONTRAN 300, de 04/12/2008)

O condutor condenado por delito de trânsito deverá ser submetido e aprovado nos seguintes exames:
1)de aptidão física e mental;
2)avaliação psicológica;
3)escrito, sobre legislação de trânsito; e de direção veicular, realizado na via pública, em veículo da categoria para a qual estiver
habilitado.

Crimes de Trânsito

OBJETIVO
A Condenação

Com a alteração implantada pela Lei Federal nº 11.705, de 19/06/2008, a condenação para os
crimes de trânsito com lesão corporal culposa poderá ser dividida em:
as
Crime de alto potencial ofensivo - nos casos onde o causador do sinistros de trânsitos esteja sob
situações que o
influência de álcool ou qualquer outra substância psicoativa que determine dependência,
agravam e suas participando de disputa ou exibição de perícia não autorizada e/ou transitando a partir de 50
consequências. Km/h acima do que a via/sinalização permitirem. Nestes casos o crime não poderá ser
enquadrado nos artigos 74, 76 e 88 da Lei Federal 9.099, de 26/09/95, a qual permite a aplicação
de penas mais leves, além de ser obrigatória a instauração de inquérito policial para investigação
da infração penal, independente da representação da vitima (mesmo que a vítima não entre com a
ação judicial, a ação pública é instaurada).
Crime de baixo potencial ofensivo - para todos os demais casos, onde os artigos 74, 76 e 88 da Lei Federal 9.099 poderão ser
aplicados, possibilitando a aplicação de penas mais leves, auxiliando no resgate de vítimas de trânsito, em pronto-socorro de
hospitais da rede pública que recebem vítimas de acidente de trânsito, em clínicas de recuperação de acidentados, etc (alterado
pela Lei 3.281/16).
Para os crimes com morte da vítima (homicídio) não ocorreram alterações explícitas na Lei, ou seja, continuam com o
enquadramento agravado (não enquadrado na Lei 9.099).

Dolo ou Culpa?

A condenação de um crime de trânsito como doloso (com intenção) ou culposo (sem intenção) não está explícita na Lei, estará na
interpretação de quem julgar o fato. Existem diversos conceitos que são abordados quando se fala em crime de trânsito, tais como:
culpa consciente e o dolo eventual. Em ambos o agente prevê a ocorrência do resultado, mas somente no dolo eventual o agente
admite a possibilidade do evento ocorrer. Na culpa consciente, ele acredita sinceramente que conseguirá evitar o resultado, ainda
que o tenha previsto.

Crime: no cometimento de morte (homicídio culposo) e estando o condutor embriagado ou dopado (Lei 13.546/2017)

87
PENALIDADES E CRIMES DE TRANSITO

Pena - Dois anos de detenção a 10 anos de reclusão; Suspensão da habilitação ou sua proibição; Se agravada a pena é
aumentada de um terço à metade.
O que agrava a Pena (de 1/3 a metade) - Conduzir sem habilitação; Ocorrer em faixa de pedestre ou calçada; Não prestar o devido
socorro (salvo na situação de risco para o condutor); No exercício de sua profissão ou atividade, estiver conduzindo veículo de
transporte de passageiros. Conduzir veículo com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a seis decigramas,
ou sob qualquer outra substância psicoativa que determine dependência (alterado pela Lei Federal nº
11.705, de 19/06/2008); Participando de disputa ou exibição de perícianão autorizada; Transitando a partir de 50 Km/h acima do
que a via/sinalização permitem (inserido pela Lei Federal nº 11.705, de 19/06/2008)

Para os crimes de homicídio culposo ou lesão corporal culposa cometidos sob infl uência de álcool ou substâncias psicoativas, a
pena restritiva de direito que permite que o criminoso cumpra penas mais brandas, NÃO será mais aplicada, mas sim a pena
privativa de liberdade, a qual irá encarcerar o criminoso (art. 312-B do CTB, incluído pela Lei 14.071, de 13/10/2020).
Crime - no cometimento de morte (homicídio culposo).
Pena - Detenção de dois a quatro anos; Suspensão da habilitação ou sua proibição; Se agravada a pena é aumentada de um terço
à metade.
O que agrava a Pena (de 1/3 a metade) - idem ao crime acima.

Crime - no cometimento de lesão corporal culposa, estando o condutor embriagado ou dopado (Lei 13.546/2017)
Pena - reclusão de cinco a oito anos; Suspensão da habilitação ou sua proibição.
O que agrava a Pena (de 1/3 a metade) - idem ao crime acima.

Crime - no cometimento de lesão corporal culposa.


Pena - Detenção de seis meses a dois anos; Suspensão da habilitação ou sua proibição;
O que agrava a Pena (de 1/3 a metade) - idem ao crime acima. O projeto de Lei 600/2019 prevê a inserção de complemento no
CTB, sendo: “Art. 312-B. Aos crimes previstos no §3º do art. 302 e no §2º do art. 303 deste Código, não se aplica o disposto no
inciso I do art. 44 do Decreto-Lei nº 2.848/1940 – Código Penal. Caso vire Lei, na ocorrência de homicídio ou de lesão, o condutor
quando embriagado NÃO poderá responder apenas com penas alternativas, tal como prestação de serviços comunitários, mas de
fato a pena de privação de liberdade deverá ser aplicada.

Crime - Conduzir veículo com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a seis decigramas, ou sob qualquer
outra substância psicoativa que determine dependência (alterado pela Lei Federal nº 11.705, de 19/06/2008)
Pena - Detenção de seis meses a três anos; Suspensão da habilitação ou sua proibição; E multa. A verificação do disposto neste
item poderá ser obtida mediante teste de alcoolemia ou toxicológico, exame clínico, perícia, vídeo, prova testemunhal ou outros
meios de prova em direito admitidos, observado o direito à contraprova.

Crime - participar, na direção de veículo automotor, em via pública, de corrida, disputa ou competição automobilística ou ainda
de exibição ou demonstração de perícia em manobra de veículo automotor, não autorizada pela autoridade competente, gerando
situação de risco à incolumidade pública ou privada.
Penas - detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para
dirigir veículo automotor.
O que agrava a pena - se resultar em lesão corporal de natureza grave de forma culposa (não dolosa) a pena é de reclusão de 3
(três) a 6 (seis) anos; se resultar em morte de forma culposa (não dolosa) a pena é de reclusão de 5 (cinco) a 10 (dez) anos.

Crime - divulgar em rede social local onde existe fiscalização de trânsito (blitz), conforme art. 265 do Código Penal.
Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa.

Crime - violar a suspensão ou a proibição de se obter a permissão ou habilitação para dirigir veículo automotor.
Pena - Detenção de seis meses a um ano; Renovação do prazo de suspensão e proibição; E multa.

Crime - deixar de prestar ou solicitar socorro à vítima ou fugir do local do acidente.


Pena - Detenção de seis meses a um ano; Ou multa (se não constituir crime mais grave)

Crime - conduzir veículo sem habilitação ou com a mesma cassada e gerando risco de dano.
Pena - Detenção de seis meses a um ano; Ou multa.

Crime - entregar a direção de veículo à pessoa não habilitada, cassada ou suspensa, embriagada ou ainda sem condições físicas e
/ou mentais para a condução.
Pena - Detenção de seis meses a um ano; Ou multa.

88
PENALIDADES E CRIMES DE TRANSITO

Crime - trafegar com a velocidade incompatível com a segurança, nas proximidades de locais com grande movimentação ou
concentração de pessoas também caracteriza um CRIME DE TRÂNSITO.
Pena - Detenção de seis meses a um ano; Ou multa.

Crime - afastar-se o condutor do veículo do local do acidente, para fugir à responsabilidade penal ou civil que lhe possa ser
atribuída.
Pena - detenção de seis meses a um ano, Ou multa
Detenção - pode ser iniciada no regime aberto ou semiaberto.
Reclusão - iniciada no regime fechado.

Crime - mudar a cena do sinistros de trânsitos automobilístico com vítima, com objetivo de benefício próprio, sem que tenha
ocorrido o devido procedimento policial e/ou judicial.
Pena - detenção de seis meses a um ano, Ou multa.

PARA ENTENDER
MELHOR

Em caso de crime de trânsito a suspensão da habilitação ou sua proibição poderá ser de dois meses a cinco
anos, imposta como medida principal, isolada ou cumulativa. Não havendo mais possibilidade de recurso o
réu será intimado a entregar sua habilitação à Autoridade Jurídica em 48 horas.

Algumas circunstâncias podem agravar a condenação:


•Com dano potencial para duas ou mais pessoas ou com grande risco de grave dano patrimonial a terceiros.
•Utilização de veículo sem placas, com placas falsas ou adulteradas.
•Sem possuir Permissão para Dirigir, Autorização Para Conduzir Ciclomotores, ou Carteira de Habilitação.
•Cometer crime conduzindo veículo com Permissão para Dirigir ou Carteira de Habilitação de categoria diferente.

PARA ENTENDER
MELHOR

Cometer o crime sobre faixa de trânsito temporária ou permanentemente destinada a pedestres agravará
sua pena.

89
PENALIDADES E CRIMES DE TRANSITO

•Quando a sua profissão ou atividade exigir cuidados especiais com o transporte de passageiros ou de carga.
•Utilização de veículo com equipamentos adulterados que afetem a velocidade.

CRIME PUNIÇÃO

Homicídio (condutor embriagado ou


De 05 a 08 anos de reclusão e demaispenalidades
dopado)

Homicídio De 02 anos de detenção a 04 anos de reclusão e demais penalidades

Lesão (condutor embriagado ou dopado) Reclusão de 05 a 08 anos e demaispenalidades

Lesão De 06 meses a 03 anos de detenção e demais penalidades

Embriaguez De 06 meses a 03 anos de detenção e demais penalidades

Competição, exibição e demonstração de De 06 meses de detenção a 10 anos de reclusão (em caso de homicídio)
perícia e as demais penalidades

Não socorrer... De 06 meses a 01 ano de detenção e demais penalidades

Sem habilitação De 06 meses a 01 ano de detenção e demais penalidades

Entregar veículo à não habilitado... De 06 meses a 01 ano de detenção e demais penalidades

Velocidade incompatível... De 06 meses a 01 ano de detenção e demais penalidades


Fugir do local do sinistro de
De 06 meses a 01 ano de detenção e demais penalidades
trânsito...
Alterar cena doacidente... De 06 meses a 01 ano de detenção e demais penalidades

Divulgar lugar de blitz De 01 a 05 anos de reclusão e multa

Álcool, Psicoativos e o Volante

Condutores com suspeita de ingestão de bebidas alcoólicas ou substância psicoativa que determine dependência, serão
submetidos aos testes de alcoolemia, testes em aparelho de ar alveolar pulmonar (etilômetro), exames clínicos com laudos
conclusivos (médico examinador da Polícia Judiciária) ou exames realizados por laboratórios especializados e indicados.

O condutor será considerado embriagado se:

•Em um dos testes acima citados acusar qualquer quantidade de álcool por litro de sangue ou meio décimo (0,05 mg/L) de
miligrama por litro de ar expelido pelos pulmões (alterado pela Lei Resolução CONTRAN 432, de 23/01/2013).
•Pela presunção de culpa ao ocorrer a recusa do condutor em realizar os exames e testes, sendo notória pela autoridade ou agente
de trânsito o estado de embriaguez, quando ocorrem excitação ou torpor, ou seja, descaso e indiferença perante a situação
(alterado pela Lei Federal nº 11.705, de 19/06/2008).
•A embriaguez ou dope também poderá ser caracterizada mediante imagem, vídeo, constatação de sinais que indiquem, na forma
disciplinada pelo Contran, alteração da capacidade psicomotora ou produção de quaisquer outras provas em direito admitidas.
(Lei 12.760, de 20/12/2012).•Para fins de caracterização de crime, a verificação da embriaguez ou dope poderá ser obtida

PARA ENTENDER
MELHOR

Em uma análise mais criteriosa dos sinistros de trânsitos, nota-se que os envolvidos, independente de
culpa, apresentam variados graus de confusão mental, o que pode ser perfeitamente confundido com a
embriaguez.

90
PENALIDADES E CRIMES DE TRANSITO

mediante teste de alcoolemia ou toxicológico, exame clínico, perícia, vídeo, prova testemunhal ou outros meios de prova em
direito admitidos, observado o direito à contraprova. O Contran disporá sobre a equivalência entre os distintos testes de
alcoolemia ou toxicológicos para efeito de caracterização do crime tipificado (Lei 12.971/2014).

Caso considerado embriagado ou dopado o condutor estará sujeito a:


•Seu veículo ser retido ou removido (pagamento de diárias e guincho)
•Ser enquadrado em CRIME DE TRÂNSITO (dependendo da concentração de álcool por litro de sangue). Neste caso o delegado
irá estipular a fiança para o criminoso ser liberado, a qual raramente é menor que R$ 1.000,00.
•Ser autuado por infração gravíssima e pagar multa de R$ 2.934,70, ou de R$ 5.869,40 em caso de reincidente na infração no prazo
de 12 meses;
•Ser suspenso seu direito de dirigir pelo período mínimo de 12 meses;
•Receber 7 pontos na sua CNH;
•Seu documento de habilitação ser recolhido
•Perder sua condição de réu primário.
Exame toxicológico (artigos 165-B, 165-C e 165-D do CTB)

(*) O DETRAN responsável notifi cará automaticamente o condutor após o 31º dia de vencimento.

91
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA

Normas de Circulação e Conduta

OBJETIVO As normas de circulação e conduta garantem a harmonia entre todos os usuários do ambiente de
entender o que é trânsito. São regras práticas para utilização das vias, indo desde a preferência nas interseções até o
uma interseção de uso correto de luzes e buzinas.
vias e como se
comportar nas O direito de ir e vir, com segurança, é algo garantido pela nossa Constituição Federal, sendo
diversas situações, uma obrigação de todo cidadão conhecer, respeitar e cumprir as regras de conduta no trânsito,
sempre de forma inclusive os pedestres e ciclistas, e não somente os motoristas e motociclistas.
defensiva, e
dando preferência à
segurança e à vida.
Preferência nas Interseções

O uso da preferência está vinculado ao bom senso e às regras da prudência, sendo sempre relativa. Você
não é senhor absoluto da razão por estar circulando por uma via preferencial, pois você poderá
perdê-la, por exemplo, se constatado o excesso de velocidade.

O uso da preferência está vinculado ao bom senso e às regras da prudência, sendo sempre relativa. Você não é senhor absoluto da
razão por estar circulando por uma via preferencial, pois você poderá perdê-la, por exemplo, se constatado o excesso de velocidade.

Interseção não Sinalizada

Em casos em que não haja sinalização vertical, horizontal ou semafórica para


determinar a preferência, existe a chamada regra da mão-direita, a qual dá a
preferência ao veículo que trafega pela direita do outro. Tal situação é bastante
comum em vias locais, porém existem algumas exceções às regras.

Existem algumas exceções:

1. Veículos trafegando em rodovias

2. Veículos na rotatória ou praça

3. Veículos sobre trilhos, respeitadas as normas de circulação.

Interseções não Sinalizadas em “T”, em “Y”, Entroncamentos e Confluências.

Interseção em T Bifurcação em Y Entroncamento Confluência

O CTB (Código de Trânsito Brasileiro) e seus complementos(Resoluções, etc) não deixam dúvidas, a preferência em um cruzamento
não sinalizado, independente de seu formato, é de quem está à direita na via (cruzamento - mesmo que interseção segundo o CTB).

O Conflito de Regras nos Cruzamentos Não Sinalizados

92
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA

quando em operação e identificados com dispositivo luminoso fixo de cor amarelo-âmbar, possuem livre parada e estacionamento.

A prioridade dos veículos de socorro humano – não é previsto na legislação uma ordem de prioridade entre os veículos de
socorro, porém pela prática do bom senso os veículos de socorro que atendem vítimas humanas têm a prioridade (Ex: veículo dos
bombeiros e ambulâncias tem a prioridade de passagem sobre os veículos de polícia, ambientais
e de trânsito).

Todos os condutores deverão deixar livre a passagem pela faixa da esquerda ao ouvirem a sirene de
um veículo de socorro, indo para a direita da via e parando, se necessário.

Imunidade dos veículos de emergência para cometimento de infração (incluído pela Lei 14.599, de 19
de junho de 2023).
.

Não há infração de circulação, parada ou estacionamento relativa aos veículos destinados a socorro de incêndio e salvamento, aos de
polícia, aos de fiscalização e operação de trânsito e às ambulâncias, ainda que não identificados ostensivamente.
O problema maior está na amplitude dada ao cometimento de infrações relacionadas à circulação, permitindo aos veículos de
emergência, por exemplo, cruzarem um sinal vermelho em alta velocidade, causando um sinistro de trânsito fatal, quando estavam
socorrendo um sinistro de trânsito muitas vezes de baixo risco de morte.
E para piorar, o veículo de emergência não precisa estar nem mesmo com sua identificação ostensiva, ou seja, seu sinal sonoro e
luminoso acionados, um verdadeiro absurdo que causará muitas mortes no trânsito.

EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO

O veículo amarelo perdeu preferência porque realizou O veículo amarelo tem a preferência por estar à direita em uma
uma conversão; interseção de via não sinalizada;

O veículo amarelo tem a preferência de passagem sobre o


veículo amarelo deve aguardar espaço na fila de veículos
veículo azul, poisestá à sua direita em uma interseção de via
não sinalizada que vem em sentido contrário para realizar a conversão à
esquerda.

O veículo azul deve aguardar espaçona fila de veículos que vem O veículo azul tem a preferência porque o veículo amarelo
em sentidocontrário para realizar a conversão à esquerda; irá realizar uma conversão à esquerda;

93
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA

O veículo amarelo deverá aguardara conversão do veículo O veículo amarelo tem a preferênciapois está à direita em
azul, pois este está à esquerda na via. uma interseçãode via não sinalizada

O veículo azul tem a preferência poisestá à direita em uma O veículo amarelo tem a preferênciapois está à direita em
interseção de vianão sinalizada uma interseçãode via não sinalizada;
;

O veículo amarelo tem a preferência porque está acessando O veículo azul tem a preferência pois está seguindo em frente
uma via de sentido único; e à esquerda.

O veí c ul o a ma rel o perde a preferência por estar O veículo azul tem a preferência por estar seguindo em
realizando uma conversão; frente;

O veículo amarelo não perde a preferência por estar veículo amarelo tem a preferência pois está à direita em
realizando uma conversão. uma interseçãode via não sinalizada.

A preferência é do primeiro que tomar a iniciativa de


ultrapassar a interseção de vias

A preferência é do veículo amareloque não tem ninguém à


sua direita emuma interseção de vias não sinalizada;

94
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA

O Conflito de Regras nos Cruzamentos Não Sinalizados

Este conflito tem como origem principalmente:

1) A herança do antigo CNT (Código Nacional de Trânsito do ano de 1966) e seus regulamentos, onde quem realizava uma conversão
perdia a preferência, sendo que boa parte dos atuais condutores ainda seguem estas regras;

2) A própria lei da física e da lógica, onde um veículo em linha reta e que desenvolva certa velocidade deveria ter a preferência sobre
outro que obrigatoriamente tem que reduzir para a realização de uma conversão.
Esta falta de regras claras e de praticidade faz com que alguns condutores sigam corretamente a regra da preferência da mão-
direita, sem exceção e independente de estar em linha reta ou dobrando. Já para outros (principalmente os não renovados), quem
realiza uma conversão perde a preferência, independente de estar à direita.

O que fazer? Dê preferência à sua vida, na dúvida pare e ofereça a passagem.

Prioridade, circulação e parada:

Veículos de socorro (incêndio, ambulância, salvamento, ambiental e veículos destinados à manutenção e restabelecimento dos
sistemas das linhas e estações metro ferroviárias), de polícia e de fiscalização de trânsito, quando em operação de urgência e com
sirene e luzes vermelhas intermitentes acionadas, possuem prioridade de passagem, livre circulação, livre parada e estacionamento.
Veículos precedidos de batedores possuem prioridade de passagem.
Veículos de utilidade pública (energia elétrica, água, esgoto, gás canalizado, manutenção viária, socorro mecânico, transporte de
valores, escolta regulamentada e recolhimento de lixo da administração pública), quando em operação e identificados com
dispositivo luminoso fixo de cor amarelo-âmbar, possuem livre parada e estacionamento.

A prioridade dos veículos de socorro humano – não é previsto na legislação uma ordem de prioridade entre os
veículosde socorro, porémpela prática do bom senso os veículos de socorro que atendem vítimas humanas têm a prioridade (Ex:
veículo dos bombeiros e ambulâncias tem a prioridade de passagem sobre os veículos de polícia, ambientais e de trânsito).

Todos os condutores deverão deixar livre a passagem pela faixa da esquerda ao


ouvirem a sirene de um veículo de socorro, indo para a direita da via e parando, se
necessário. Ter prioridade de passagem não subentende que as regras de trânsito
poderão ser desrespeitadas, tal como passar no sinal vermelho em
alta velocidade.

Preferência de Pedestres

OBJETIVO
Pedestres nas Vias
conhecer as diversas
situações que poderão Crianças, idosos, gestantes e portadores
ocorrer no cotidiano de necessidades especiais para locomoção
envolvendo condutores possuem preferência de passagem.
e pedestres, sabendo Se a calçada estiver obstruída, a via poderá ser
desde já que o pedestre utilizada pelo pedestre, em fila única, com
é a parte frágil e sempre prioridade sobre os veículos.
terá seu direito e Veículos que saem de garagens e
espaço garantidos. estacionamentos devem dar preferência aos
pedestres que estão na calçada.

95
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA

Pedestres Nos Cruzamentos

Ao dobrar uma esquina, dê preferência de passagem aos pedestres que


estejam atravessando a via. Ao encontrar um pedestre que tenha iniciado a
travessia da via, saiba que a preferência de passagem é dele. Mesmo que o sinal
abra, aguarde que o pedestre complete, com segurança, a travessia do cruzamento.

Preferência de Ciclistas

OBJETIVO
conhecer as diversas
situações que poderão ocorrer
no cotidiano envolvendo Antes de dobrar uma esquina, certifique se não
ciclistas e os demais existe nenhum ciclista à sua direita, pois você
condutores, sabendo,
desde já, que os veículos de deverá aguardar sua passagem.
propulsão humana possuem, Saiba ainda que um ciclista que tenha iniciado a
na grande maioria das travessia de um cruzamento possui a preferência
vezes, preferência de
passagem perante os de passagem sobre os demais veículos.
veículos
motorizados e de tração
animal.

Situações Especiais da Preferência

OBJETIVO
conhecer as regras
previstas na Legislação Sinal de Dê a Preferência
que caracterizam
situações bem
particulares, sabendo Deve-se reduzir a velocidade, ou até mesmo
como agir perante cada parar, para possibilitar a passagem do veículo
uma e buscando cada que se encontre na via preferencial.
vez mais a perícia à
frente de um veículo.

96
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA

Veículos Estacionados

O condutor ao entrar ou sair de fila de veículos estacionados, sem dar


preferência de passagem a pedestres e a outros veículos, incorrerá em uma
infração média, com penalidade de multa.

Situações não previstas no CTB

Via notoriamente preferencial


Existem algumas situações especiais da preferência, tal como trafegar por
uma rua estreita e se deparar com uma rua larga, algumas vezes, com canteiro
central (sem sinalização de preferência ou semafórica). Nestes casos troque sua
preferência de passagem pela sua segurança

Conversões simultâneas à esquerda


Nestes casos ambos os condutores podem realizar a conversão simultaneamente
sem problema de colidirem, porém ambos devem ter ultrapassado o eixo central
imaginário do cruzamento, simultaneamente. Importante: em caso de dúvida ceda a
preferência e não se esqueça de sinalizar antecipadamente.

Cruzamento congestionado

Este é um caso realmente especial, pois a única solução aqui é a prudência. Avance com velocidade bastante reduzida, ou então
aguarde que um dos demais condutores avance, quando então começará a valer a regra da mão-direita.

Perda da Preferência
Ao cruzar uma interseção com velocidade incompatível , você ,além de cometer uma INFRAÇÃO GRAVE, perderá a preferência caso
ocorra um sinistro de trânsito e seja realizada uma perícia. Considera-se uma velocidade compatível, nestes casos, aquela praticada
abaixo da regulamentada para a via.

97
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA

Conflito entre preferência e Artigo 38 do CTB

Na situação exposta na imagem, segundo o CTB, em seus artigos 38 (parágrafo único) e 29 (item III, letra “c”), quem poderá avançar primeiro é o
veículo 3, depois o 2 e por fim o 1. Apesar do que prevê o CTB, a grande possibilidade de um sinistro de trânsito entre o veículo 1 e 3 é bem
grande. Nestes casos sugerimos a aplicação da prudência, cedendo a passagem, mesmo que a preferência seja sua.

Mudança de Direção e Retorno

OBJETIVO
conhecer as regras
práticas para
realização de
manobras de
mudança de direção,
marcha à ré e retorno.

1 - Conversões à Direita
O condutor deverá executar sua manobra de conversão no menor espaço possível, porém atento ao movimento dos pedestres
que tentam atravessar a rua, bem como tomando cuidado com os motociclistas e ciclistas que entram pela sua direita, no chamado
ponto cego.

2 - Conversões à Esquerda – Sentido Único


Para a conversão à Esquerda em Pista de Sentido Único, sinalize com antecedência e aproxime-se o máximo possível do lado esquerdo
da via, realizando a conversão sem entrar na contramão, ou caso existam, siga as faixas de continuidade.

3 - Conversões à Esquerda – Sentido Duplo


Para a conversão à Esquerda em Pista de Sentido Duplo, sinalize com antecedência e aproxime-se o máximo possível do eixo central
ou da linha divisória, realizando a conversão sem entrar na contramão.

4 - Conversão à Esquerda - Com Acostamento


Nas vias providas de acostamento, a conversão à esquerda e a operação de retorno deverão ser feitas nos locais apropriados e, onde
estes não existirem, o condutor deverá aguardar no acostamento, à direita, para cruzar a pista com segurança.

5 - Proibição de Deslocamento Lateral

6 - Manobras de Marcha à Ré
Transite em marcha à ré somente para pequenas manobras e sem causar riscos à segurança.

98
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA

7 - Retornos em Áreas Urbanas


A operação de retorno deverá ser feita nos locais para isto determinados, quer por meio de sinalização, quer pela existência de locais
apropriados, ou, ainda, em outros locais que ofereçam condições de segurança e fluidez, observadas as características da via, do
veículo, das condições meteorológicas e da movimentação de pedestres e ciclistas.

A conversão citada na imagem “5 acima somente será permitida” para acessar e sair de lotes lindeiros ou para retornos (tal exceção
consta no manual de fiscalização).

Regras Básicas para o Percurso

OBJETIVO Regras básicas:


conhecer as regras
práticas da condução ▪ Dirigir com as duas mãos, salvo na mudança de marcha.
de um veículo, sempre
buscando a harmonia ▪ Manter a distância de segurança frontal e lateral, bem como do bordo da pista.
entre os usuários do
ambiente de trânsito e o ▪ A circulação deverá ser realizada pelo lado direito da via, admitindo-se s exceções devidamente
aperfeiçoamento da sinalizadas.
perícia.
▪ A faixa da esquerda é reservada para a ultrapassagem.

▪ Condutor em boas condições físicas e mentais.

▪ Utilizar calçados firmes nos pés.

▪ Usar e solicitar o uso do cinto de segurança.

▪ Conduzir menores de dez anos no banco de trás (salvo as exceções).

▪ Não jogar nem permitir que joguem lixo pela janela.

▪ Não permitir passageiros com o corpo para fora.

▪ Não dirigir ameaçando os pedestres e veículos.

▪ Não usar o veículo para arremessar água ou detritos.

▪ Jamais dirigir sob influência de álcool ou entorpecentes.

▪ Usar a buzina de forma moderada e somente para advertir os demais usuários da via quanto à segurança.

▪ Respeitar e conhecer as regras da preferência.

▪ Reservar para o motociclista o espaço de um carro.

99
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA

▪ Evitar arrancadas e freadas bruscas.

▪ Reduzir a velocidade nos cruzamentos, mesmo que sejam preferenciais.

▪ Indicar antecipadamente sua intenção de manobra (dobrar ou parar) por sinal luminoso (luz indicadora de direção - seta) e sinal de
mão.
▪ Não fechar o cruzamento.

▪ Não conduzir o veículo em locais proibidos.

▪ Conduzir o veículo devidamente habilitado.

▪ Dar preferência à vida.

▪ Usar luz baixa durante a noite, ou de dia nos túneis providos de iluminação pública e nas rodovias (motos, motonetas e
ciclomotores devem usar farol baixo dia e noite, inclusive em áreas urbanas).

▪ O trânsito de veículos sobre passeios, calçadas e nos acostamentos, só poderá ocorrer para entrar ou sair de imóveis e
estacionamentos.

▪ Os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos,
pela incolumidade dos pedestres.

Sempre dirija defensivamente e dê prioridade à vida.

A Ultrapassagem

Cuidados na Ultrapassagem
OBJETIVO
conhecer as regras Todo condutor deverá, antes de efetuar uma
práticas da ultrapassagem, certificar-se de que:
ultrapassagem para
minimizar ao máximo ▪ Nenhum condutor que venha atrás tenha
o risco de sinistros de iniciado uma manobra para ultrapassá-lo.
trânsitos.
▪ Quem o precede na mesma faixa de trânsito
não esteja indicando a manobra de ultrapassagem
a um terceiro veículo;

▪ Observe o comprimento do veículo da frente, bem como se existe espaço na


fila de veículos que caiba o seu.

▪ Observe se a faixa de trânsito que vai tomar está livre.

▪ Verifique os espelhos retrovisores e indique com antecedência a manobra pretendida, acionando a luz indicadora de direção do
veículo.

▪ Retorne a faixa de origem após a ultrapassagem, sinalizandoantecipadamente e tomando o devido cuidado com a distância de
segurança do veículo ultrapassado.

100
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA

Importante: grande parte dos sinistros de trânsitos com vítimas nas rodovias ocorrem
devido ao erro humano no momento da ultrapassagem, ocorrendo a colisão frente a frente.

Cuidados ao ser Ultrapassado

Todo condutor deverá, ao ser ultrapassado:

▪ Se estiver transitando pela faixa da esquerda, deslocar-se para a faixa da


direita, sem acelerar a marcha e indicando sua intenção antecipadamente.

▪ Se estiver transitando pelas demais faixas, manter-se naquela na qual está,


sem acelerar a marcha.

▪ Os veículos mais lentos, quando em fila, deverão manter distância suficiente


entre si para permitir que veículos que os ultrapassem possam se intercalar
na fila, com segurança.

Cuidado ao Ultrapassar Ciclista

A ultrapassagem de um ciclista deve ser realizada a uma distância mínima lateral


de um metro e meio e com velocidade reduzida.

Proibida a Ultrapassagem

▪ Nos trechos em curvas e em aclives sem visibilidade suficiente de vias com duplo
sentido de direção e pista única;

▪ Nas interseções e suas proximidades e nas passagens de nível;

▪ Pela direita, veículo de transporte coletivo ou de escolares, parado para


embarque ou desembarque de passageiros, salvo quando houver refúgio de
segurança para o pedestre;

▪ Sobre os acostamentos e faixas de pedestres;

▪ Nas pontes, viadutos ou túneis;

▪ Quando houver veículos parados em função de sinal luminoso vermelho;

▪ Quando houver veículos em fila, parados em razão de bloqueio viário;

▪ Onde houver marcação viária longitudinal proibindo (faixa contínua ao centro da via);

▪ Quando houver cortejo, préstito, desfile e formações militares.

101
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA

Parada e Estacionamento

OBJETIVO
Diferença entre Parar e Estacionar
conhecer as regras
práticas de Veículo parado:
estacionamento e
parada para evitar ▪ Imobilizado com a finalidade e pelo
situações que tempo estritamente necessário para
prejudiquem a fluidez e efetuar embarque ou desembarque de
segurança dos demais passageiros;
usuários do ambiente
de trânsito. Veículo estacionado:

▪ Imobilizado por tempo superior ao necessário para o embarque ou desembarque de passageiros;

▪ Em carga e descarga.

A ação de parar em um local onde é proibido o estacionamento e ficar dentro do carro de


pisca alerta ligado, não resolve seu problema de estar cometendo uma infração.

Regras para Estacionar e Parar

▪ Se proibido o estacionamento, pare somente o indispensável para embarque ou


desembarque de passageiros, não interrompendo o fluxo de veículos e pedestres.

▪ A operação de carga e descarga é considerada estacionamento.

▪ Pare ou estacione no sentido do fluxo da via.

▪ Nas vias com acostamento pare fora da pista de rolamento.

▪ Veículos de duas rodas devem ser parados ou estacionados de forma perpendicular


ao eixo da via, salvo se regulamentado ao contrário.

▪ A distância máxima do meio-fio admitida é de 50 cm.

▪ Veículos de utilidade pública em operação gozam de livre parada e estacionamento no local da prestação de serviço.

▪ O condutor e os passageiros não deverão abrir a porta do veículo, deixá-la aberta ou descer do veículo sem antes se certificarem de
que isso não constitui perigo para eles e para outros usuários da via.

▪ O embarque ou o desembarque deve ocorrer sempre do lado da calçada, exceto para o condutor.

▪ Utilize o freio de estacionamento durante os mesmos (freio de mão).

▪ Deixar de manter acesas, à noite, as luzes de posição, quando o veículo estiver parado, para fins de embarque ou desembarque
de passageiros e carga ou descarga de mercadorias, constitui uma infração média com penalidade de multa.

Proibição de Estacionamento

▪ Em local e horário proibidos (placa Proibido Parar e Estacionar).

102
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA

▪ A menos de cinco metros das esquinas.

▪ Afastado mais de 50 cm da calçada.

▪ Em desacordo com as posições estabelecidas no CTB.

▪ Na pista de rolamento das estradas e em rodovias e de trânsito rápido.

▪ No passeio ou sobre faixa destinada a pedestres.

▪ Nas ilhas, refúgios, canteiros centrais e marcas de canalização.

▪ Na área de cruzamento de vias.

▪ Nos viadutos, pontes, túneis e na contramão de direção.

▪ Junto ou sobre hidrantes de incêndio identificados.

▪ Junto ou sobre registro de água identificado;

▪ Junto ou sobre tampas de galerias identificadas.

▪ Nos acostamentos, salvo motivo de força maior.

▪ Nas entradas e saídas de garagens e estacionamentos;

▪ Em local que impeça a movimentação de outro veículo, ou em fila dupla.

▪ Na sinalização horizontal de embarque e desembarque de passageiros.

▪ Dez metros antes e depois do marco do ponto de ônibus.

▪ Sem calço, com PBT maior que 3.500 Kg, nos aclives e declives.

▪ A Lei 13.146/2015 incluiu áreas internas de condomínios residenciais e comerciais (áreas de estacionamento privado, porém de
uso coletivo) como locais passiveis de fiscalização e aplicação de multa e medidas administrativas, como por exemplo, remoção do
veículo caso este esteja estacionado indevidamente, desde que o local esteja devidamente sinalizado.

Proibição de Parada

▪ Em local e horário proibidos (placa - Proibido Parar).

▪ A menos de cinco metros das esquinas.

▪ Afastado mais de 50 cm da calçada.

▪ Em desacordo com as posições estabelecidas no CTB.

▪ Na pista de rolamento das estradas e em rodovias e de trânsito rápido.

▪ No passeio ou sobre faixa destinada a pedestres.

▪ Nas ilhas, refúgios, canteiros centrais e marcas de canalização.

▪ Na área de cruzamento de vias.

▪ Nos viadutos, pontes, túneis e na contramão de direção.

103
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA

Obrigatoriedade de Parada

▪ Em vias com acostamento, para entrar à esquerda ou retornar.

▪ Antes de transpor linha férrea.

▪ Ao interceptar agrupamento de pessoas, tal como em passeatas.

▪ Ao interceptar agrupamento de veículos, tal como em cortejos.

▪ Ao ultrapassar transporte coletivo, caso a segurança exija.

▪ Para dar passagem a veículos de emergência em emergência.

▪ Em vias preferenciais.

▪ Por ordem gestual, sonora (apito) ou luminosa (lanterna) do Agente de Trânsito.

▪ Para passar idosos, crianças, gestantes e deficientes físicos.

▪ Em intersecções com placa e/ou inscrição de PARE.

▪ No sinal semafórico amarelo ou vermelho.

▪ Diante de uma faixa de retenção.

▪ Para pedestres na faixa.

▪ Para ciclistas na ciclovia ou ciclofaixa.

▪ Para pedestre que já tenha iniciado a travessia, mesmo sem faixa.

▪ Para ciclista que já tenha iniciado a travessia, mesmo sem ciclovia.

Sinalização da Via (Parada de Emergência)

Acione de imediato as luzes de advertência (pisca alerta) providenciando a


colocação do triângulo de sinalização ou equipamento similar, à distância mínima
de 30 metros da parte traseira do veículo. O equipamento de sinalização de
emergência deverá ser instalado perpendicularmente ao eixo da via, e em
condição de boa visibilidade. Não esqueça de limpar a pista depois.
Para visualizar a tabela completa de distância para colocação da sinalização,
consulte as regras explicadas à frente na matéria de Primeiros Socorros.

Uso do Pisca alerta (Sinalização de Emergência)

O pisca alerta é uma luz intermitente do veículo, utilizada em caráter de advertência, destinada a indicar aos
demais usuários da via que o veículo está imobilizado ou em situação de emergência. Sua utilização
indevida caracteriza uma infração com penalidade de multa.

104
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA

O pisca alerta ligado não permite ao motorista a quebra das regras de conduta, tal como avançar em
uma via preferencial ou sinal vermelho.

A Necessidade de Redução de Velocidade

OBJETIVO Você deverá sempre reduzir a velocidade nas situações abaixo e tomar os seguintes cuidados:
conhecer as
situações em que a ▪ Cuidado com os demais veículos ao reduzir a velocidade.
redução de
velocidade é ▪ Sua CNH poderá ser recolhida em caso de alta velocidade.
uma prática
imprescindível para a ▪ Evite conduzir numa velocidade 50% menor que a regulamentada.
segurança de todos.
▪ Reduza a velocidade nas intersecções.

▪ Avistando um transporte coletivo parado, reduza a velocidade.

▪ Havendo aglomerações humanas, a alta velocidade é CRIME.

▪ Reduza a velocidade ao aproximar-se da guia da calçada.

▪ Reduza a velocidade ao aproximar-se do acostamento.

▪ Reduza a velocidade nas vias rurais sem cercas laterais.

▪ Reduza a velocidade existindo obras ou trabalhadores na pista.

▪ Reduza a velocidade sob chuva, neblina, cerração ou ventos fortes.

▪ Reduza a velocidade em declive.

▪ Reduza a velocidade ao ultrapassar ciclistas.

▪ Veículos lentos devem se manter à direita na pista.

105
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA

Uso de Luzes, Buzina e Equipamentos de Som

Uso de Luz Alta


OBJETIVO
conhecer as regras
▪ Em vias não iluminadas, usar luz alta, exceto ao cruzar ou seguir outro veículo;
práticas de utilização
de luzes e buzinas,
evitando assim seu uso ▪ Perturbar a visão de outro condutor é uma infração grave.
indevido ou sua falta, o
que poderá gerar ▪ Usar luz alta em vias iluminadas é uma infração leve.
situações de risco e a
desordem no trânsito. Uso de Luz Baixa (alterado pela Lei 14.071, de 13/10/2020)

▪ Veículos em movimento no período noturno (sem exceção).

▪ De dia ,nos túneis e sob chuva, neblina ou cerração.

▪ De dia, veículo de transporte coletivo de passageiros, circulando em faixas ou pistas a eles destinadas.

▪ De dia, em rodovias de pista simples situadas fora dos perímetros urbanos, no caso de veículos desprovidos de luzes de rodagem
diurna;

▪ De dia ,Motocicletas, motonetas e ciclomotores.

Uso de Luz de Placa e de Posição (alterado pela Lei 14.071, de 13/10/2020)

▪ Não manter a luz de placa acesa à noite é uma infração média.

▪ As luzes de posição são popularmente chamadas de lanternas.

▪ À noite, no embarque e desembarque, utilize as lanternas.

▪ À noite, na carga e descarga, utilize as lanternas.

Noite para a Legislação de Trânsito Brasileira é o período do dia compreendido entre o pôr do sol e o
nascer do sol.

Uso da Buzina

Utilize a buzina somente para fazer as advertências necessárias a fim de evitar acidentes, bem como fora de áreas urbanas para
indicar ultrapassagens.

A Legislação proíbe o uso de buzina em:

▪ Áreas urbanas, das 22 h às 06 h.

▪ Locais e horários proibidos pela sinalização.

O uso indevido da buzina, ou padrões de freqüência fora dos estabelecidos pelo CONTRAN caracterizam uma infração leve
com penalidade de multa.

106
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA

Seja um condutor consciente, não utilize a buzina para cumprimentar pessoas; isso confunde os
demais condutores e desvia a atenção dos mesmos, podendo provocar sinistros de trânsitos.

Equipamentos de Som (Resolução CONTRAN 624/2016)

É proibida a utilização de equipamento que produza som audível pelo lado externo do veículo, independentemente do volume ou
frequência, que perturbe o sossego público, nas vias terrestres abertas à circulação, exceto buzinas, alarmes, sinalizadores de marcha
à ré, sirenes e demais sons originados do funcionamento do veículo.

Regras para Motocicletas, Motonetas e Ciclomotores

OBJETIVO

conhecer as regras
O artigo 54 do CTB estabelece normas viárias para os condutores de três tipos de veículos:
de condução dos
motocicletas, motonetas e ciclomotores, cujas definições encontram-se previstas no Anexo I:
veículos de duas
rodas.

Conceituação

Motocicleta - sem side-car e Motoneta - conduzido Ciclomotor – potência máxima


conduzido em posição em posição sentada. 50 cc e velocidade 50 km/h
montada.

107
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA

Regras de conduta

É proibido rebocar outro veículo Use capacete de segurança com viseira Não transporte criança menor de sete
utilizando um veículo de duas rodas. ou óculos de proteção e vestuário anos ou que não tenha, nas
fechado e que ofereça segurança. circunstâncias, condições de
cuidar de sua própria segurança.

Transite com o farol baixo aceso de Ciclomotores são proibidos Transporte seu passageiro no
dia e de noite. circular em vias de trânsito de assento suplementar com
rápido e rodovias, salvo se existir capacete e vestuário adequados.
local apropriado (acostamento).

Os ciclomotores devem ser Conforme a regulamentação do Manual


conduzidos pela direita da pista, Brasileiro de Fiscalização de Trânsito,
preferencialmente no centro da implementado pela Resolução
CONTRAN
faixa mais à direita ou no bordo
371 / 2010, as motocicletas, motonetas
direito da pista, sempre que não e ciclomotores, quando desmontados
houver acostamento ou faixa e/ou empurrados nas vias públicas, não
própria a eles destinada. se equiparam

108
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA

ao pedestre, estando sujeitos às


infrações previstas no CTB.

Animais e Veículos de Tração Animal

OBJETIVO Os animais que se encontram soltos nas vias e na faixa de domínio das vias de circulação serão
recolhidos e devolvidos aos seus proprietários, após o pagamento de multas e encargos devidos,
ter noções sobre as podendo ser leiloados caso não recuperados.
regras de condução de Os veículos de tração animal serão conduzidos pela direita da pista, junto à guia da calçada
veículos de tração (meio-fio) ou acostamento, sempre que não houver faixa especial a eles destinada, devendo
animal e animais nas seus condutores obedecer às normas de circulação previstas no Código de Trânsito Brasileiro.
vias de trânsito.
Demais Regras:

▪ Os animais isolados ou em grupos só podem


circular nas vias quando conduzidos por um guia.

▪ Os rebanhos deverão ser divididos em grupos de tamanho moderado e


separados uns dos outros por espaços suficientes para não obstruir o trânsito.

▪ Os animais que circularem pela pista de rolamento deverão ser mantidos


junto ao bordo da pista.

Conduta no Caso de sinistros de trânsitos.

OBJETIVO

conhecer as regras
práticas no caso do
envolvimento em um
sinistro de trânsito ou
na solicitação de
socorro.

109
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA

Sempre sinalize o local do sinistro de trânsito.


Siga os passos de atendimento ao sinistro de trânsito (detalhados à frente).
Não podendo fazê-lo diretamente, por justa causa (linchamento, condições físicas,
etc), solicitar auxílio da autoridade pública antes de abandonar o local.

Não caberá prisão em flagrante, nem se exigirá fiança, se ocorrer pronto e integral socorro à vítima.

Ao envolver-se em sinistro de trânsito grave, para o qual tenha contribuído, a participação no curso de reciclagem é obrigatória.
Para veículos com tacógrafo envolvidos em sinistro de trânsito com vítima, somente o perito poderá fazer a leitura da velocidade.

Alterar a cena do crime antes da perícia, a fim de mudar o resultado da mesma, é CRIME DE TRÂNSITO.

Caso você seja parado por um Agente deTrânsito, com o objetivo de lhe pedir ajuda para prestar socorro à vítima de sinistro de trânsito,
em caso de recusa, você estará cometendo uma INFRAÇÃO GRAVE com penalidade de multa.

As Vias de Circulação e suas Regras

Vias Urbanas:
OBJETIVO
De Trânsito Rápido:
saber identificar o
tipo de via na qual ▪ Sem interseções em nível e acesso a lotes lindeiros (garagens e estacionamentos).
está circulando,
adequando seu ▪ Sem travessia de pedestres no mesmo nível. (Se ocorrer, deve ser feito em passarelas).
comportamento às
características da ▪ Velocidade máxima 80 km/h, ou a que estiver na sinalização.
mesma.
▪ O acesso e saída são realizados por meio de alças de aceleração e desaceleração.

110
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA

Vias Arteriais:

▪ Interliga bairros e regiões de uma mesma cidade.

▪ Possui interseções em nível.

▪ Parada controlada por semáforo ou sinalização de “PARE”.

▪ Com acesso aos lotes lindeiros (garagens e estacionamentos).

▪ Velocidade máxima 60 km/h, ou a que estiver na sinalização.

Vias Coletoras:
RODOVIA PISTA RODOVIA PISTA
▪ São a maioria ESTRADA
DUPLA SIMPLES
das vias de uma
Automóveis 110 Km/h 100 Km/h 60 Km/h
cidade.
Motocicletas 110 Km/h 100 Km/h 60 Km/h
▪ Distribui o Camionetas 110 Km/h 100 Km/h 60 Km/h
trânsito entre
Ônibus e Micro-ônibus 90 Km/h 90 Km/h 60 Km/h
as demais vias
de maior fluxo. Demais Veículos 90 Km/h 90 Km/h 60 Km/h

▪ Velocidade máxima 40 km/h, ou a que estiver na sinalização.

Vias Locais:

▪ Possuem interseções no mesmo nível não semaforizadas.

▪ Destinada apenas ao acesso local ou áreas restritas.

▪ Velocidade máxima 30 km/h, ou a que estiver na sinalização.

Vias Rurais

São as RODOVIAS (pavimentadas) e as ESTRADAS (sem pavimento). As velocidades desenvolvidas devem obedecer à sinalização viária
(placas e pintura na via), porém não existindo, siga as especificações sao lado:

CAMIONETA - veículo misto destinado ao transporte de passageiros e carga no mesmo compartimento.

111
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA

Estas velocidades valem apenas em locais onde não houver sinalização que regulamentem outro valor

Algumas placas de advertência, apesar de não obrigarem a pratica de velocidade moderada, indicam
ao condutor tal necessidade.

As Vias de Circulação e seus conceitos

Para que o estudo das vias de trânsito seja facilitado é importante que o aluno entenda alguns conceitos simples, sendo:

1. LOTE LINDEIRO - aquele situado ao longo das vias urbanas ou rurais e que com
elas se limita;

2. CALÇADA - parte da via,normalmente segregada e em nível diferente, não


destinada à circulação de veículos, reservada ao trânsito de pedestres e, quando
possível, à implantação de mobiliário urbano, sinalização, vegetação e outros fins;

3. FAIXAS DE TRÂNSITO - qualquer uma das áreas longitudinais em que a pista pode
ser subdividida, sinalizada ou não por marcas viárias longitudinais, que tenham
uma largura suficiente para permitir a circulação de veículos automotores;

112
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA

4. PISTA - parte da via normalmente utilizada para a circulação de veículos, identificada


por elementos separadores ou por diferença de nível em relação às calçadas, ilhas ou
aos canteiros centrais;

5. PISTA DUPLA - duas pistas simples separadas por canteiro central com ou sem
obstáculos fixos (defensas);

6. CANTEIRO CENTRAL - obstáculo físico construído como separador de duas pistas de


rolamento, eventualmente substituído por
marcas viárias (canteiro fictício).

1. CRUZAMENTO - interseção de duas vias em nível;

2. ENTRONCAMENTO -interseção de duas vias em nível;

3. CONFLUÊNCIA - interseção de duas vias em nível;

4. BIFURCAÇÃO EM Y -interseção de três vias em nível;

113
NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA

5. ACESSO LOCAL - acesso em nível às áreas restritas e locais, com o uso de vias locais;

6. TRAVESSIA DE PEDESTRE EM DESNÍVEL- são as passarelas aéreas ou os túneis


subterrâneos;

7. ILHA - obstáculo físico, colocado na pista de rolamento, destinado à ordenação dos fluxos de
trânsito em uma interseção;

8. ROTATÓRIA- interseção de diversas vias com fluxo no sentido anti-horário e ilha central;

9. ACESSO ESPECIAL COM TRÂNSITO LIVRE -viadutos e trevos em desnível utilizados para o
cruzamento com vias de trânsito rápido;

10. ACOSTAMENTO - parte da via diferenciada da pista de rolamento destinada à parada ou estacionamento de veículos, em caso de
emergência, e à circulação de pedestres e bicicletas, quando não houver local apropriado para esse fim.

114
DIREITOS E DEVERES DO CONDUTOR

Notificação, multa e defesa

No cometimento da infração, o Agente de Trânsito (Guarda) abordará o condutor para expedir o


Auto de Infração, ou então não sendo possível, em até trinta dias será expedida notificação de
OBJETIVO infração, a qual chegará para o proprietário do veículo, tendo este quinze dias para apresentar o
verdadeiro infrator, caso não seja ele mesmo, ou ainda apresentar a Defesa Prévia para a Autoridade
conhecer os principais de Trânsito, caso não concorde com a autuação. Não sendo aceita a Defesa Prévia, será expedida a
direitos e deveres do Notificação da Multa ao acusado, o qual terá no mínimo trinta dias para recorrer na Primeira
condutor. Instância e tentar anular a multa, ou ainda pagar a mesma com 20% de desconto, o qual poderá ser
de 40%, caso o infrator opte pelo sistema de notificação eletrônica, conforme regulamentação pelo
Contran, além de não apresentar defesa prévia nem recurso, reconhecendo o cometimento da
infração. Este desconto será válido em qualquer fase do processo, até o vencimento da multa. A
autoridade de trânsito que receber o recurso terá até quinze dias úteis para enviar o processo para
julgamento da JARI, a qual terá mais trinta dias para o devido julgamento. Não sendo aceito o recurso
na primeira instância o condutor/proprietário poderá recorrer na Segunda Instância junto ao CETRAN,
NÃO sendo necessária nenhuma quitação da multa, conforme prevê a Lei 12.249/2010.
O CETRAN terá também trinta dias para efetuar o julgamento do recurso e, sendo julgado improcedente, a pontuação será
confirmada; caso contrário anulada e o valor referente à multa devolvido. Veja maior detalhamento de seus direitos, no item
Direito a Ampla Defesa.

Documentos necessários para a defesa de autuação ou aplicação (interposição) de multa:


•Requerimento de defesa ou recurso;
•Cópia de notificação de autuação ou da notificação de multa;
•Cópia da CNH ou outro documento de identificação. Quando pessoa jurídica, documento comprovando a representação;
•Procuração, quando for o caso.

O Seguro Obrigatório

O DPVAT é o seguro pago pelos Proprietários de Veículos para cobrir Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via
Terrestre. Isso significa que o DPVAT é um seguro que indeniza vítimas de acidentes causados por veículos que têm motor próprio
(automotores) e circulam por terra ou por asfalto (vias terrestres).
As coberturas são (Valores de 2005, conforme última alteração do CNSP nº 151, de 2006 –

Conselho Nacional de Seguros Privados): Morte – R$ 13.500,00 (para o beneficiário)

Invalidez permanente total ou parcial – até R$ 13.500,00

Assistência médica e suplementar – até R$ 2.700,00

Apesar de contrariar a Lei Federal n° 6.205, de 29/04/1975, ainda em vigor, alguns DETRAN’s consideram para fins de cobrança
na prova teórica, o valor do DPVAT indexado ao salário mínimo vigente (R$ 998,00 – Janeiro/2019), sendo:
Morte – 13,5 salários mínimos
Invalidez permanente total ou parcial – até 13,5 salários mínimos
Assistência médica e suplementar – até 2,7 salários mínimos

ESCLARECIMENTOS:
1)O reembolso da indenização por morte ou invalidez é cumulativo com os das despesas médicas, ou seja, ambos devem ser pagos;
2)Para que ocorra o reembolso, as despesas médico-hospitalares devem ser realizadas em locais não conveniados com o SUS
(Sistema Único de Saúde);
3)Despesas dentárias também são cobertas pelo DPVAT;
4)Vítimas menores de 16 anos devem pleitear a indenização por meio de representante legal;
5)O prazo para requerer o pedido de indenização é de TRÊS anos a contar da data do sinistro.

115
DIREITOS E DEVERES DO CONDUTOR

Condutores Especiais e Seus Direitos

A legislação brasileira e em alguns casos a Estadual, tenta amenizar as dificuldades de locomoção dos motoristas que possuem
deficiência física ou mental, dando a eles algumas isenções na aquisição e utilização de seu veículo.

O direito de opinião

Todo cidadão e/ou entidade civil tem o direito de solicitar, por escrito, aos órgãos ou entidades do Sistema Nacional de Trânsito,
sinalização, fiscalização e implantação de equipamentos de segurança, bem como sugerir alterações em normas, legislação e
outros assuntos pertinentes ao Código de Trânsito Brasileiro e suas Resoluções regulamentadoras.

Direitos à Segurança e Educação

O trânsito em condições seguras é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de
Trânsito.
A educação para o trânsito é um direito de todos e constitui dever prioritário para os componentes do SNT.

Direitos no Exame de Direção

Todo condutor durante o teste de direção veicular terá o direito de não ser induzido ao erro quanto às regras de circulação e
conduta pelo examinador e ser tratado com o devido respeito pelo examinador.
Para o teste de baliza o condutor terá o direito de três tentativas, no tempo máximo de:
a)para categoria “B”: de 2’ a 5’ (dois a cinco minutos) - Obs.: para o estado do Rio Grande do Sul este tempo não excede 4’ (quatro
minutos);
b)para categoria “C” e “D”: de 3’ a 6’ (três a seis minutos);
c)para categoria “E”: de 5’ a 9’ (cinco a nove minutos).

Direito a Ampla Defesa

O art. 5°, inciso LV, da Constituição Federal (datada de 1988) garante à todo o cidadão direito a AMPLA defesa durante as fases
em que ele está sendo acusado de cometer uma delito no trânsito, ou seja, ninguém poderá ser acusado e condenado sem o
direito de se defender previamente e amplamente.
Existe uma obrigatoriedade no parágrafo 2º do Art 288 do CTB que cita a necessidade de recolher o valor da multa para recorrer
em segunda instância. Na data de 27/11/2009, o Supremo Tribunal Federal publicou a Súmula Vinculante 21, a qual trata do
descumprimento da Constituição Federal no direito a ampla defesa quando se exige do condutor o pagamento prévio para recorrer
à multa em segunda instância. Baseado nesta Súmula do STF, conclui-se que é um direito do cidadão recorrer à multa sem ter a
necessidade de recolher previamente o valor da multa.
Para fins de esclarecimento, a Súmula Vinculante é na verdade uma espécie de jurisprudência da justiça, a qual é declarada
oficialmente para todas as demais instâncias para serem aplicadas em suas decisões.

Direito de ser Liberado da Multa

Deverá ser imposta a penalidade de advertência por escrito à infração denatureza leve ou média, passível de ser punida com
multa, caso o infrator nãotenha cometido nenhuma outra infração nos últimos doze meses (alterado pelaLei 14.071, de
13/10/2020). A resolução CONTRAN nº 918, de 28 de março de 2022, tenta manter à cargo da autoridade de trânsito a decisão de
trocar ou não a multa pela advertência,porém a Lei é clara, tal ação deverá ser realizada, não sendo uma alternativa.
O prazo para apresentar a solicitação é de 30 dias após a notificação.

Direito de Saber o Motivo da Instalação do Radar

A Resolução CONTRAN 798, de 02/09/2020 dá o direito à todo cidadão ter acesso ao motivo (estudo técnico) pelo qual levou a
Autoridade de Trânsito a instalar um equipamento eletrônico de medição de velocidade.

Direito a Segunda Via de Documentos Sem Custos e Taxas (somente no RJ)

A Lei Estadual 3.051/98 do estado do Rio de Janeiro dá o direito no caso de roubo ou furto de emissão da segunda via de
documentos, desde que lavrado o devido BO e registrada a perda dos documentos no evento ocorrido. Os documentos que podem
ser emitidos sem custos são:

116
DIREITOS E DEVERES DO CONDUTOR

1)CNH;
2)RG – registro geral (Documento de Identidade);
3)CRLV - Licenciamento Anual de Veículo.

Direito a informação sobre as receitas

Ter acesso via internet sobre as receitas e aplicações dos recursos gerados pelas multas.

Direito a desconto no IPVA (somente no RS)

Será concedido o desconto de até 15% no valor do IPVA ao condutor e proprietário de veículo automotor que não tenha incorrido
em infração de trânsito conforme: 1 ano 5%, 2 anos 10% e 3 anos 15%.

O Registro Nacional Positivo de Condutores

Criado pela Lei 14.071, de 13/10/2020, o Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), cadastrará os condutores que não
cometeram infração de trânsito sujeita à pontuação, nos últimos doze meses, conforme regulamentação do CONTRAN.
A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão utilizar o RNPC para conceder benefícios fiscais ou tarifários aos
condutores cadastrados, na forma da legislação específica de cada ente da Federação.

Sistema de Notificação Eletrônica (SNE)

Ao se cadastrar no SNE, o usuário poderá inserir os seus veículos e receber infrações aplicadas pelos órgãos autuadores que
aderiram à solução. O usuário poderá inserir ou excluir os veículos a qualquer tempo. O proprietário do veículo informado passará
a ser comunicado eletronicamente acerca das notificações de autuação e penalidade interestaduais, de responsabilidade de
órgãos autuadores optantes pelo Sistema de Notificação Eletrônica.
O proprietário poderá visualizar os detalhes de cada infração e optar pelo seu reconhecimento. Desta forma, será oferecido a ele
a possibilidade de pagar a infração com 40% de desconto.

Direito de ter a multa por excesso de velocidade anulada

Quando for comprovado que o radar que mediu a velocidade está REPROVADO pelo INMETRO.
Mas como saber se o radar está ou não REPROVADO?
Consulte o site [Link]
Os dados necessários para a consulta serão encontrados no auto de notificação.

Deveres dos Condutores

• Estar devidamente habilitado para a condução do veículo.


OBJETIVO
• Manter o veículo registrado e licenciado.
conhecer todos os • Conhecer e respeitar TODAS as regras e Leis de trânsito.
deveres do
• Manter o veículo em boas condições de manutenção.
condutor.
. • Evitar a poluição do meio ambiente pelo veículo e seus usuários.
• Dirigir defensivamente.
• Prestar socorro às vitimas de trânsito, salvo nos casos de risco de morte.
• Pagar pelos danos causados nos sinistros trânsito em que seja considerado culpado (o INSS
começou a cobrar judicialmente dos condutores culpados as indenizações e gastos com os acidentados).

117
ANEXOS DO CTB
LEGISLAÇÃO DE TRANSITO

Anexo 1 do código de transito brasileiro

ACOSTAMENTO - parte da via diferenciada da pista de rolamento destinada à paradaou estacionamento de


veículos, em caso de emergência, e à circulação de pedestres ebicicletas, quando não houver local apropriado para
OBJETIVO
esse fim.
AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO - pessoa, civil ou policial militar, credenciada pela autoridade de trânsito
Conhecimento dos para o exercício das atividades de fiscalização, operação,policiamento ostensivo de trânsito ou patrulhamento.
conceitos e definições AUTOMÓVEL - veículo automotor destinado ao transporte de passageiros, com capacidade para até oito
pessoas, exclusive o condutor.
AUTORIDADE DE TRÂNSITO - dirigente máximo de órgão ou entidade executivo integrante do Sistema Nacional
de Trânsito ou pessoa por ele expressamente credenciada.
BALANÇO TRASEIRO - distância entre o plano vertical passando pelos centros das rodas traseiras extremas e o
ponto mais recuado do veículo, considerando-se todos oselementos rigidamente fixados ao mesmo.
BICICLETA - veículo de propulsão humana, dotado de duas rodas, não sendo, para efeito
deste Código, similar à motocicleta, motoneta e ciclomotor.
BICICLETÁRIO - local, na via ou fora dela, destinado ao estacionamento de bicicletas.
BONDE - veículo de propulsão elétrica que se move sobre trilhos.
BORDO DA PISTA - margem da pista, podendo ser demarcada por linhas longitudinais de
bordo que delineiam a parte da via destinada à circulação de veículos.
CALÇADA - parte da via, normalmente segregada e em nível diferente, não destinadaà circulação de veículos, reservada ao trânsito de pedestres e,
quando possível, à implantação de mobiliário urbano, sinalização, vegetação e outros fins.
CAMINHÃO-TRATOR - veículo automotor destinado a tracionar ou arrastar outro.
CAMINHONETE - veículo destinado ao transporte de carga com peso bruto total de atétrês mil e quinhentos quilogramas.
CAMIONETA - veículo misto destinado ao transporte de passageiros e carga no mesmocompartimento.
CAMPER - carroçaria intercambiável (removível), similar à carroçaria tipo motorcasa,
cujos requisitos técnicos estão contidos na ResoluçãoCONTRAN nº 346/2010, ou sucedâneas.
CANTEIRO CENTRAL - obstáculo físico construído como separador de duas pistas de
rolamento, eventualmente substituído por marcas viárias (canteiro fictício).
CAPACIDADE MÁXIMA DE TRAÇÃO - máximo peso que a unidade de tração é capazde tracionar, indicado pelo fabricante, baseado em condições sobre
suas limitações degeração e multiplicação de momento de força e resistência dos elementos que compõema transmissão.
CARREATA - deslocamento em fila na via de veículos automotores em sinal de regozijo,
de reivindicação, de protesto cívico ou de uma classe.
CARRO DE MÃO - veículo de propulsão humana utilizado no transporte de pequenas cargas.
CARROÇA - veículo de tração animal destinado ao transporte de carga.
CATADIÓPTRICO - dispositivo de reflexão e refração da luz utilizado na sinalização de vias e veículos (olho-de-gato).
CHARRETE - veículo de tração animal destinado ao transporte de pessoas.
CICLO - veículo de pelo menos duas rodas a propulsão humana.
CICLOFAIXA - parte da pista de rolamento destinada à circulação exclusiva de ciclos, delimitada por sinalização específica.
CICLOMOTOR - veículo de duas ou três rodas, provido de um motor de combustão interna, cuja cilindrada não exceda a cinqüenta centímetros cúbicos (3,05
polegadas cúbicas) ecuja velocidade máxima de fabricação não exceda a cinquenta quilômetros por hora.
CICLOVIA - pista própria destinada à circulação de ciclos, separada fisicamente do tráfego comum.
CONVERSÃO - movimento em ângulo, à esquerda ou à direita, de mudança da direção
original do veículo.
CRUZAMENTO - interseção de duas vias em nível.
CUSTÓDIA - guarda e zelo de veículo recolhido a local apropriado pela autoridade de trânsito
DISPOSITIVO DE SEGURANÇA - qualquer elemento que tenha a função específica de proporcionar maior segurança ao usuário da via, alertando-o sobre
situações de perigoque possam colocar em risco sua integridade física e dos demais usuários da via, ou danificar seriamente o veículo.
ESTACIONAMENTO - imobilização de veículos por tempo superior ao necessário para embarque ou desembarque de passageiros.
ESTRADA - via rural não pavimentada.
ETILÔMETRO - aparelho destinado à medição do teor alcoólico no ar alveolar.
FAIXAS DE DOMÍNIO - superfície lindeira às vias rurais, delimitada por lei específica esob responsabilidade do órgão ou entidade de trânsito competente
com circunscriçãosobre a via.
FAIXAS DE TRÂNSITO - qualquer uma das áreas longitudinais em que a pista pode sersubdividida, sinalizada ou não por marcas viárias longitudinais, que
tenham uma largura suficiente para permitir a circulação de veículos automotores.
FISCALIZAÇÃO - ato de controlar o cumprimento das normas estabelecidas na legislação de trânsito, por meio do poder de polícia administrativa de
trânsito, no âmbito de circunscrição dos órgãos e entidades executivos de trânsito e de acordo com ascompetências definidas neste Código.
FOCO DE PEDESTRES - indicação luminosa de permissão ou impedimento de locomoção na faixa apropriada.
FREIO DE ESTACIONAMENTO - dispositivo destinado a manter o veículo imóvel na ausência do condutor ou, no caso de um reboque, se este se
encontra desengatado.
FREIO DE SEGURANÇA OU MOTOR - dispositivo destinado a diminuir a marcha do veículo no caso de falha do freio de serviço.
FREIO DE SERVIÇO - dispositivo destinado a provocar a diminuição da marcha do veículo ou pará-lo.
GESTOS DE AGENTES - movimentos convencionais de braço, adotados exclusivamentepelos agentes de autoridades de trânsito nas vias, para
orientar, indicar o direito depassagem dos veículos ou pedestres ou emitir ordens, sobrepondo-se ou completando outra sinalização ou norma
constante deste Código.

118
ANEXOS DO CTB
LEGISLAÇÃO DE TRANSITO

GESTOS DE CONDUTORES - movimentos convencionais de braço, adotados exclusivamente pelos condutores, para orientar ou indicar que vão
efetuar uma manobra de mudança de direção, redução brusca de velocidade ou parada.
ILHA - obstáculo físico, colocado na pista de rolamento, destinado à ordenação dosfluxos de trânsito em uma interseção.
INFRAÇÃO - inobservância a qualquer preceito da legislação de trânsito, às normas emanadas do Código de Trânsito, do Conselho Nacional de
Trânsito e a regulamentação estabelecida pelo órgão ou entidade executiva do trânsito.
INTERSEÇÃO - todo cruzamento em nível, entroncamento ou bifurcação, incluindo as áreas formadas por tais cruzamentos, entroncamentos ou
bifurcações.
INTERRUPÇÃO DE MARCHA - imobilização do veículo para atender circunstância momentânea do trânsito.
LEILÃO - modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda de veículosremovidos ou recolhidos
LICENCIAMENTO - procedimento anual, relativo a obrigações do proprietário de veículo,
comprovado por meio de documento específico
LOGRADOURO PÚBLICO - espaço livre destinado pela municipalidade à circulação, parada ou estacionamento de veículos, ou à circulação de
pedestres, tais como calçada,parques, áreas de lazer, calçadões.
LOTAÇÃO - carga útil máxima, incluindo condutor e passageiros, que o veículo transporta, expressa em quilogramas para os veículos de carga, ou
número de pessoas, para osveículos de passageiros.
LOTE LINDEIRO - aquele situado ao longo das vias urbanas ou rurais e que com elas se limita.
LUZ ALTA - facho de luz do veículo destinado a iluminar a via até uma grande distânciado veículo.
LUZ BAIXA - facho de luz do veículo destinada a iluminar a via diante do veículo, sem ocasionar ofuscamento ou incômodo injustificáveis aos
condutores e outros usuários davia que venham em sentido contrário.
LUZ DE FREIO - luz do veículo destinada a indicar aos demais usuários da via, que se encontram atrás do veículo, que o condutor está aplicando o
freio de serviço.
LUZ INDICADORA DE DIREÇÃO (pisca-pisca) - luz do veículo destinada a indicar aos demais usuários da via que o condutor tem o propósito de mudar
de direção para a direita ou para a esquerda.
LUZ DE MARCHA À RÉ - luz do veículo destinada a iluminar atrás do veículo e advertir aos demais usuários da via que o veículo está efetuando
ou a ponto de efetuar umamanobra de marcha à ré.
LUZ DE NEBLINA - luz do veículo destinada a aumentar a iluminação da via em caso de neblina, chuva forte ou nuvens de pó.
LUZ DE POSIÇÃO (lanterna) - luz do veículo destinada a indicar a presença e a largurado veículo.
MANOBRA - movimento executado pelo condutor para alterar a posição em que o veículo
está no momento em relação à via.
MARCAS VIÁRIAS - conjunto de sinais constituídos de linhas, marcações, símbolos ou legendas, em tipos e cores diversas, apostos ao pavimento da
via.
MICRO-ÔNIBUS - veículo automotor de transporte coletivo com capacidade para até vinte passageiros.
MOTOCICLETA - veículo automotor de duas rodas, com ou sem side-car, dirigido porcondutor em posição montada.
MOTONETA - veículo automotor de duas rodas, dirigido por condutor em posição sentada.
MOTOR-CASA (MOTOR-HOME) - veículo automotor cuja carroçaria seja fechada e destinada a alojamento, escritório, comércio ou finalidades
análogas.
NOITE - período do dia compreendido entre o pôr-do-sol e o nascer do sol.
ÔNIBUS - veículo automotor de transporte coletivo com capacidade para mais de vinte passageiros, ainda que, em virtude de adaptações com
vista à maior comodidade destes, transporte número menor.
OPERAÇÃO DE CARGA E DESCARGA - imobilização do veículo, pelo tempo estritamentenecessário ao carregamento ou descarregamento de
animais ou carga, na forma disciplinada pelo órgão ou entidade executivo de trânsito competente com circunscrição sobre a via.
OPERAÇÃO DE TRÂNSITO - monitoramento técnico baseado nos conceitos de Engenharia de Tráfego, das condições de fluidez, de
estacionamento e parada na via, de forma a reduzir as interferências tais como veículos quebrados, acidentados, estacionados irregularmente
atrapalhando o trânsito, prestando socorros imediatos e informações aos pedestres e condutores.
PARADA - imobilização do veículo com a finalidade e pelo tempo estritamente necessário
para efetuar embarque ou desembarque de passageiros.
PASSAGEM DE NÍVEL - todo cruzamento de nível entre uma via e uma linha férrea ou trilho de bonde com pista própria.
PASSAGEM POR OUTRO VEÍCULO - movimento de passagem à frente de outro veículoque se desloca no mesmo sentido, em menor velocidade, mas
em faixas distintas da via. PASSAGEM SUBTERRÂNEA - obra de arte destinada à transposição de vias, em desnível subterrâneo, e ao uso de pedestres
ou veículos.
PASSARELA - obra de arte destinada à transposição de vias, em desnível aéreo, e ao
uso de pedestres.
PASSEIO - parte da calçada ou da pista de rolamento, neste último caso, separada por pintura ou elemento físico separador, livre de interferências,
destinada à circulaçãoexclusiva de pedestres e, excepcionalmente, de ciclistas.
PATRULHAMENTO - função exercida pela Polícia Rodoviária Federal com o objetivo degarantir obediência às normas de trânsito, assegurando a livre
circulação e evitandoacidentes.
PERÍMETRO URBANO - limite entre área urbana e área rural.
PESO BRUTO TOTAL - peso máximo que o veículo transmite ao pavimento, constituídoda soma da tara mais a lotação.
PESO BRUTO TOTAL COMBINADO - peso máximo transmitido ao pavimento pela combinação de um caminhão-trator mais seu semi-reboque ou do
caminhão mais o seu reboque ou reboques.
PISCA-ALERTA - luz intermitente do veículo, utilizada em caráter de advertência, destinada a indicar aos demais usuários da via que o veículo está
imobilizado ou emsituação de emergência.
PISTA - parte da via normalmente utilizada para a circulação de veículos, identificada por elementos separadores ou por diferença de nível em relação às
calçadas, ilhas ou aoscanteiros centrais.
PLACAS - elementos colocados na posição vertical, fixados ao lado ou suspensos sobre a pista, transmitindo mensagens de caráter permanente e,

119
ANEXOS DO CTB
LEGISLAÇÃO DE TRANSITO

eventualmente, variáveis, mediante símbolo ou legendas pré-reconhecidas e legalmente instituídas como sinais de trânsito.
POLICIAMENTO OSTENSIVO DE TRÂNSITO - função exercida pelas Polícias Militares com o objetivo de prevenir e reprimir atos relacionados com a
segurança pública e degarantir obediência às normas relativas à segurança de trânsito, assegurando a livrecirculação e evitando acidentes.
PONTE - obra de construção civil destinada a ligar margens opostas de uma superfície líquida qualquer.
REBOQUE - veículo destinado a ser engatado atrás de um veículo automotor.
RECOLHIMENTO - encaminhamento do veículo ao pátio de custódia a qualquer título.
REMOÇÃO - medida administrativa do agente quando constata uma infração de trânsito que caracterize a necessidade de se retirar o veículo do trânsito.
REGULAMENTAÇÃO DA VIA - implantação de sinalização de regulamentação pelo órgãoou entidade competente com circunscrição sobre a via, definindo,
entre outros, sentido de direção, tipo de estacionamento, horários e dias.
REFÚGIO - parte da via, devidamente sinalizada e protegida, destinada ao uso de pedestres durante a travessia da mesma.
RENACH - Registro Nacional de Condutores Habilitados.
RENAGRAV - é um subsistema do Registro Nacional de Veículos Automotores
(RENAVAM) que registra apontamentos financeiros e de contrato.
RENAVAM - Registro Nacional de Veículos Automotores.
RETORNO - movimento de inversão total de sentido da direção original de veículos.
RODOVIA - via rural pavimentada.
SEMIRREBOQUE - veículo de um ou mais eixos que se apóia na sua unidade tratora ou é a ela ligado por meio de articulação.
SINAIS DE TRÂNSITO - elementos de sinalização viária que se utilizam de placas, marcas viárias, equipamentos de controle luminosos, dispositivos
auxiliares, apitos e gestos, destinados exclusivamente a ordenar ou dirigir o trânsito dos veículos e pedestres.
SINALIZAÇÃO - conjunto de sinais de trânsito e dispositivos de segurança colocados na via pública com o objetivo de garantir sua utilização adequada,
possibilitando melhorfluidez no trânsito e maior segurança dos veículos e pedestres que nela circulam.
SONS POR APITO - sinais sonoros, emitidos exclusivamente pelos agentes da autoridade de trânsito nas vias, para orientar ou indicar o direito de
passagem dos veículos oupedestres, sobrepondo-se ou completando sinalização existente no local ou norma
estabelecida neste Código.
TARA - peso próprio do veículo, acrescido dos pesos da carroçaria e equipamento, do combustível, das ferramentas e acessórios, da roda
sobressalente, do extintor deincêndio e do fluido de arrefecimento, expresso em quilogramas.
TRAILER - reboque ou semirreboque tipo casa, com duas, quatro, ou seis rodas, acoplado ou adaptado à traseira de automóvel ou camionete,
utilizado em geral em atividades turísticas como alojamento, ou para atividades comerciais.
TRÂNSITO - movimentação e imobilização de veículos, pessoas e animais nas vias terrestres.
TRANSPOSIÇÃO DE FAIXAS - passagem de um veículo de uma faixa demarcada para outra.
TRATOR - veículo automotor construído para realizar trabalho agrícola, de construção e pavimentação e tracionar outros veículos e equipamentos.
ULTRAPASSAGEM - movimento de passar à frente de outro veículo que se desloca no mesmo sentido, em menor velocidade e na mesma faixa de tráfego,
necessitando sair e retornar à faixa de origem.
UTILITÁRIO - veículo misto caracterizado pela versatilidade do seu uso, inclusive fora de estrada.
VEÍCULO ARTICULADO - combinação de veículos acoplados, sendo um deles automotor.
VEÍCULO AUTOMOTOR - todo veículo a motor de propulsão que circule por seus próprios meios, e que serve normalmente para o transporte viário de pessoas e
coisas, ou para a tração viária de veículos utilizados para o transporte de pessoas e coisas. O termo compreende os veículos conectados a uma linha elétrica e que
não circulam sobre trilhos (ônibus elétrico). VEÍCULO DE CARGA - veículo destinado ao transporte de carga, podendo transportar dois passageiros,
exclusive o condutor.
VEÍCULO DE COLEÇÃO - aquele que, mesmo tendo sido fabricado há mais de trinta anos, conserva suas características originais de fabricação e possui valor
histórico próprio. VEÍCULO CONJUGADO - combinação de veículos, sendo o primeiro um veículo automotor e os demais reboques ou equipamentos
de trabalho agrícola, construção, terraplenagem ou pavimentação.
VEÍCULO DE GRANDE PORTE - veículo automotor destinado ao transporte de carga com peso bruto total máximo superior a dez mil quilogramas e de
passageiros, superior avinte passageiros.
VEÍCULO DE PASSAGEIROS - veículo destinado ao transporte de pessoas e suas bagagens.
VEÍCULO MISTO - veículo automotor destinado ao transporte simultâneo de carga epassageiro.
VIA - superfície por onde transitam veículos, pessoas e animais, compreendendo a pista, a calçada, o acostamento, ilha e canteiro central.
VIA DE TRÂNSITO RÁPIDO - aquela caracterizada por acessos especiais com trânsitolivre, sem interseções em nível, sem acessibilidade direta aos lotes
lindeiros e sem travessia de pedestres em nível.
VIA ARTERIAL - aquela caracterizada por interseções em nível, geralmente controlada por semáforo, com acessibilidade aos lotes lindeiros e às vias
secundárias e locais, possibilitando o trânsito entre as regiões da cidade.
VIA COLETORA - aquela destinada a coletar e distribuir o trânsito que tenha necessidade de entrar ou sair das vias de trânsito rápido ou arteriais,
possibilitando o trânsito dentro das regiões da cidade.
VIA LOCAL - aquela caracterizada por interseções em nível não semaforizadas, destinada apenas ao acesso local ou a áreas restritas.
VIA RURAL - estradas e rodovias.
VIA URBANA - ruas, avenidas, vielas, ou caminhos e similares abertos à circulaçãopública, situados na área urbana, caracterizados principalmente por
possuírem imóveis edificados ao longo de sua extensão.
VIAS E ÁREAS DE PEDESTRES - vias ou conjunto de vias destinadas à circulação
prioritária de pedestres.
VIADUTO - obra de construção civil destinada a transpor uma depressão de terreno ou servir de passagem superior

120
DIREÇÃO DEFENSIVA

Conceitos básicos da direção defensiva

Dirigir defensivamente é você perceber antecipadamente a possibilidade de um sinistro de


trânsito e agir preventivamente ou corretivamente para reduzir seus riscos.
OBJETIVO
assimilar e absorver
Os Três Pilares da Direção Defensiva (3E’s)
os conceitos básicos
da direção A harmonia entre o homem, a via e o veículo é obtida pela aplicação dos pilares da Direção
defensiva e direção Defensiva:
pró-ativa.
Educação - a formação para o uso das
vias de trânsito deve iniciar nos bancos
escolares e se estender até o cotidiano
familiar, tendo como princípio básico: o direito coletivo está acima do
direito e das necessidades individuais.

Engenharia - a engenharia de tráfego planeja, constrói e mantém as vias


de trânsito abertas à circulação pública com o objetivo de garantir a
operacionalização das mesmas e a segurança coletiva;

Esforço Legal - aqui estão inseridas ações do SNT para a melhoria do


comportamento dos usuários das vias de trânsito, mais especificamente dos
órgãos de fiscalização com a aplicação de sanções aos comportamentos
inseguros e proibidos no trânsito.

O problema da palavra sinistro de trânsito

Em nossa cultura a palavra sinistro de trânsito dá a idéia de algo que independe de nossa vontade, o que não é verdade. Quase
a totalidade dos sinistros de trânsito são evitáveis se a prudência e o bom-senso estiverem presentes. Algumas literaturas culpam
parcialmente o mau tempo e a má conservação das pistas e veículos pelo ocorrido, o que não procede, pois um motorista
prudente, por exemplo, não viaja com mau tempo ou com o veículo mal conservado.
Um novo conceito que cada dia mais se fortalece e se faz necessário é o do condutor Pró-Ativo. Para se tornar um condutor Pró-
Ativo, você deve colocar acima de seus anseios pessoais a segurança coletiva e a paz no trânsito.

Classificação dos sinistros de trânsito

DENTRO DOS EVITÁVEIS

90% FALHAS NA 6% MÁ CONSERVAÇÃO 4% MÁ CONSERVAÇÃO


CONDUÇÃO DAS VIAS MECÂNICA

Evitável - neste caso os envolvidos são culpados e não vítimas, sendo a maioria dos sinistros de trânsito ocorridos.

Não evitável - neste caso os envolvidos nada podem fazer para evitar o sinistro de trânsito, no máximo podem amenizar
suas consequências.

O Dominó do sinistro de trânsito e a Falha Humana

Segundo estatísticas, os sinistros de trânsito ocorrem por uma somatória de fatores, porém um deles é o preponderante e, sem
dúvida, é o ato inseguro do condutor.
O ato inseguro poderá ocorrer de três formas: pela imperícia, pela imprudência ou pela negligência do condutor.
Imprudente - é o condutor que possui perícia na condução de seu veículo, porém mesmo sabendo dos riscos realiza manobras
perigosas e arriscadas;
Imperito - é o condutor que possui falta de habilidade proveniente de pouco tempo de direção, formação inadequada, entre outros
fatores; Negligente - é o condutor que deixa de fazer o correto, mesmo sabendo que deve, tal como desacelerar para facilitar a

121
DIREÇÃO DEFENSIVA

ultrapassagem de outro condutor.

Iniciando a Condução em uma Rodovia

Inicie sua vida de condutor em rodovias de forma cautelosa, tomando os seguintes cuidados:
1- Inicie em rodovias de pouco movimento e que não ofereçam riscos(precipícios, muitas curvas, aclives e declives
acentuados, etc);
2- Procure sempre estar acompanhado de um condutor experiente;
3- Procure sempre oferecer a passagem aos demais veículos e evite andar próximo a eles. Devido a falta de
experiência, em caso de umcontratempo você precisará de maior espaço para dominar a situação;
Lembre-se que em velocidades mais altas, qualquer mudança brusca na direção do veículo ou o travamento das rodas pelo uso errado
dos freios poderá causar a instabilidade do veículo e consequentemente um sinistro de trânsito

PARA ENTENDER
MELHOR

Acredite! A condução de um veículo nas rodovias, apesar de parecer uma tarefa mais simples do
que conduzir em um centro urbano, poderá reservar surpresas desastrosas para o condutor de
primeira viagem

Regras Gerais da Direção Defensiva

Permaneça fazendo a leitura do ambiente por onde você passa, com a


atenção difusa voltada totalmente para a condução de seu veículo e no
ambiente de trânsito, pois só assim poderá prever algum sinistro de trânsito e
caso a situação se confirme, agir com habilidade e tomar a decisão mais
adequada para anular ou minimizar os riscos e agir de forma precisa. Estudo
dos elementos da direção defensiva
Dirigir defensivamente depende de umconjunto de fatores, que em direção
contrária, certamente mais cedo ou mais tarde levará ao sinistro de trânsito.

As condições adversas
Toda condição que colabora para que ocorra o sinistro de trânsito é considerada uma condição
adversa, ou seja, perigosa.
A via colabora para o sinistro de trânsito
OBJETIVO quando:
conhecer noções sobre • Mal conservada ou sinalizada;
o processo de formação • Com aclive ou declive acentuado;
de um condutor, sua • Estando em obras;
habilitação e renovação
• Sem acostamento e/ou vegetação
adentrando na pista;
• Sem separadores;
• Com serras e precipícios;
• Com pontos de acúmulo de água da chuva;
Planeje seu deslocamento para evitar
trechos mal conservados, caso contrário,
redobre a atenção, diminua a velocidade e
aumente a distânciado veículo da frente.

122
DIREÇÃO DEFENSIVA

A má conservação do seu veículo aumenta a possibilidade de haver falha humana e culminar em sinistro de trânsito.
Mantenha sempre: pneus calibrados (semanalmente), amortecedores em boas condições, luzes reguladas, sinais e equipamentos
de segurança revisados, freios testados e revisados e o veículo abastecido.

PARA ENTENDER
MELHOR

Um Condutor Defensivo NÃO viaja em um veículo com condições duvidosas de segurança, dá


prioridade à sua segurança e de sua família.

O comportamento inadequado do condutor é geralmente o fator


principal na ocorrência de um sinistro de trânsito. A falta de tempo, de
cordialidade e o estresse dos usuários das vias fazem do ambiente de
trânsito um verdadeiro caos.

A questão da luminosidade poderá gerar uma situação de risco, tal como:


• No amanhecer e anoitecer (penumbra, também conhecida como lusco- fusco).
• o ofuscamento pela luz do veículo em sentido contrário, ou pela incidência
direta dos raios solares.
• falta da conduta preventiva de usar os faróis baixos acesos nas rodovias,
mesmo durante o dia.

As condições atmosféricas de tempo, tal como a chuva, a cerração e o granizo,


aumentam muito a insegurança dos condutores. Em todos os casos, diminua a
velocidade, aumente a distância do veículo da frente, acenda os faróis baixos e
evite ultrapassagens.

PARA ENTENDER
MELHOR

Em dias de chuva, a água encobre os buracos, criando verdadeiras armadilhas para os


motoristas.

123
DIREÇÃO DEFENSIVA

A carga mal acondicionada também se torna um fator de risco. Evite permanecer atrás de veículos de carga com condições
duvidosas de segurança.
Para as cargas que não ocuparem toda a carroceria no sentido longitudinal, restando
espaços vazios nos painéis traseiro e frontal, devem ser utilizados, pelo
transportador, além dos dispositivos de amarração, outros dispositivos diagonais
que impeçam os movimentos para frente e para trás da carga

O trânsito congestionado e confuso se torna mais um fator para aumentar a insegurança. Algo que contribui muito para a
desordem é o excesso de barulho. Use a buzina apenas para advertir os demais usuários da via quanto a uma situação de risco,
bem como:

 Jamais feche um cruzamento;


• Sinalize com antecedência sua intenção de manobra;
• Não pare em fila dupla;
• Ande com a velocidade compatível com a via;
• Se puder ir de carona, ônibus coletivo, bicicleta ou a pé, evite utilizar seu
veículo sem necessidade;
• Evite freadas bruscas e mantenha a distância de segurança do veículo da
frente, mesmo em áreas urbanas;
• Evite zig-zag entre os demais veículos;
O passageiro gera uma situação de risco nos seguintes casos:
• briga ou algazarra entre os ocupantes.
• crianças em locais impróprios.
• excesso de ocupantes.
• namoro com o condutor.

Como evitar sinistros de trânsito do tipo

Colisão Frente a Frente

OBJETIVO
 Só ultrapasse se a visibilidade for boa. Caso contrário, não ultrapasse mesmo que a sinalização
conhecer os tipos de
sinistros de trânsitos permita.
mais comuns existentes  Reduza a velocidade nas curvas.
nas vias de trânsito,  Tenha muito cuidado nas conversões à esquerda e nos retornos.
suas causas principais e  Evite a guerra de faróis, pois você poderá ser a vítima.
precauções para evitá-
los.

124
DIREÇÃO DEFENSIVA

 Facilite a ultrapassagem dos demais condutores. Com Veículo da


Frente
 Fique atento às luzes de freio e indicadores de direção do veículo da
frente.
 Mantenha a distância de segurança, aumentando ainda mais em dias
de mau tempo.

Com Veículo de Trás

 Observe sempre os retrovisores e caso você detecte um outro


veículo muito próximo, ofereça passagem e diminua a velocidade.
 Evite freada brusca.
 Sinalize, com antecedência, sua intenção de manobra.
 Não cole no veículo da frente, pois isso dificulta a ultrapassagem do
veículo que está na sua traseira, obrigando-o a ultrapassar mais de
um veículo ao mesmo tempo.

Nos Cruzamentos

 Jamais ultrapassar nos cruzamentos.


 Tenha cuidados nas conversões à esquerda.
 Lembre-se de que na direção defensiva você nunca tem a preferência: sempre
alguém cede a preferência a você.
 Reduza a velocidade nos cruzamentos.
 Respeite a preferência de quem transita pela rotatória ou praça
Durante as viagens prolongadas realize paradas periódicas para descansar e
alongar;

 Em rodovias de pouco movimento e excessivamente reta, redobre sua


vigilância consigo mesmo contra os desligamentos

Entre Motociclistas e Motoristas

 Mantenha uma distância de seguimento segura, aumentando esta em


caso de mau tempo.
 Cuidado com os pontos cegos. Verifique constantemente os
retrovisores e, se for necessário, gire a cabeça para uma rápida
olhada.
 Cuidado ao abrir a porta para o lado da via.
 Nas ultrapassagens, utilize a mesma distância que você utilizaria em
caso de um veículo de quatro rodas.
 Sempre que você avistar um motociclista, sem capacete, redobre a
atenção, pois trata-se de um motociclista imprudente.

Com Trens

 Sempre pare, olhe e escute antes de cruzar uma ferrovia.


 Lembre-se, cruz de Santo André de cor branca indica movimento de trem só de um lado da via férrea, já a cruz amarela
indica movimento dos dois lado

125
DIREÇÃO DEFENSIVA

Nas Curvas

 Evite a certeza de que você conhece a estrada. Isso faz com que você
menospreze os pontos de perigo da via.
 Reduza a velocidade antes de entrar na curva e acelere levemente ao entrar
nela.
 Evite cavalgar as faixas de divisão de fluxos.
 Se necessário frear enquanto realiza uma curva, faça com cautela. Não trave as
rodas de seu veículo.
 Aumente a distância de segurança antes de entrar em uma curva.
 Observe o acostamento, pois a qualquer momento ele poderá ser sua única
salvação.
 Jamais ultrapasse nas curvas

Em Marcha à Ré

 Se sua visão for insuficiente para realizar a manobra de marcha à ré, com
segurança, peça ajuda.
 Jamais execute manobra de marcha à ré em intersecções.
 Evite sair de garagens e estacionamentos utilizando a marcha à ré.
 Tenha muito cuidado com objetos pequenos, animais e crianças, pois
geralmente você não consegue vê-los.

Com Objetos Fixos

 Não conduza um veículo tendo consumido qualquer quantia de bebida alcoólica ou ingerido medicamentos que
provoquem sono;
 Durante as viagens prolongadas realize paradas periódicas para
descansar e alongar;
 Em rodovias de pouco movimento e excessivamente reta, redobre sua
vigilância consigo mesmo contra os desligamentos
relâmpagos. Uma fração de segundo é o suficiente para você perder o
controle e se acidentar;
 Evite durante as viagens realizar refeições pesadas e de difícil digestão.
Elas causam sono e mal e star durante o percurso;
 Mantenha seus pneus em bom estado e calibrados corretamente;
 O excesso de velocidade também poderá provocar a perda do controle
do veículo e a colisão com objetos fixos;
 Lembre-se dos marcadores de perigo e marcadores de obstáculo. Saiba
interpretar a forma correta de desvio do obstáculo e/ou perigo

126
DIREÇÃO DEFENSIVA

Indefinição do ponto de fuga

Em muitos casos a frenagem e parada total do veículo são impossíveis antes de


ocorrer a colisão e o sinistro de trânsito, sobrando para o condutor a única
opção de buscar um ponto de fuga para evitar o desastre.
Olhar para frente agindo por antecipação é uma das regras mais importantes
para se “safar” de situações perigosas. Se um veículo cruzar a pista de repente,
o certo é procurar uma saída. Fixar a visão no obstáculo, fatalmente o levará
para a colisão.
Fuga pela direita -
uma boa prática seria a convenção entre os condutores para que ocorrendo a
possibilidade de colisão entre veículos em sentido contrário, ambos desviem
pela direita sempre que possível, pois assim evitaria que escolhessem o mesmo
ponto de fuga, o que resultaria em uma colisão frente à frente.

Cuidado com os Demais Usuários da Via

Com os Pedestres

 Nos cruzamentos semaforizados, mesmo que o sinal abra, aguarde a


travessia do pedestre.
 Lembre-se de que crianças, deficientes físicos, gestantes e idosos devem
ter a preferência de passagem.
 Cuidado na saída de garagens.
 Jamais ultrapasse ou realize retorno sobre faixa de pedestre.
 o avistar um ônibus parado para embarque ou desembarque de
passageiros reduza a velocidade, pare se for preciso, pois a qualquer
momento poderá surgir um pedestre desavisado e imprudente.
 Nos trechos urbanos, de vias rápidas e BR’s, redobre sua atenção e
diminua a velocidade.
 Indique com clareza sua intenção de manobra.
 Quando em deslocamento, na via, mantenha sempre uma distância de segurança da calçada, pois a qualquer momento
um pedestre poderá expor parte de seu corpo para fora da calçada.
 Redobre o cuidado e reduza a velocidade, ao máximo, nos locais próximos às escolas

Com os Ciclistas

Dê preferência ao ciclista.

 Mantenha a distância lateral de, no mínimo, 1,5 metros e reduza a


velocidade nas ultrapassagens.
 Cuidado com os pontos cegos. Verifique constantemente os
retrovisores e, se for necessário, gire a cabeça para uma rápida
verificação;
 Cuidado ao abrir a porta para o lado da via.
 Redobre a atenção no período noturno, pois a maioria das bicicletas
não possui os equipamentos de segurança necessários.

127
DIREÇÃO DEFENSIVA

Com os animais

 Ao avistar um animal beirando a pista, reduza a velocidade e pare,


se for necessário, pois a qualquer momento esse animal poderá invadir a
pista.
 Evite o uso de buzina, pois isso só piora a situação.
 Fique atento às sinalizações indicativas de presença de rebanho e
animais silvestres na pista.
 Ande preferencialmente com os vidros laterais fechados.

Com os animais domésticos

 Tenha ainda mais atenção quando na via existirem veículos


estacionados, pois estes poderão esconder um animal que surgirá
repentinamente na sua frente. Uma boa técnica para evitar o
atropelamento é: ao se aproximar de um veículo estacionado,
previamente faça uma observação na parte inferior do mesmo e
percebendo alguma movimentação, reduza a velocidade
preventivamente.

Com catadores de recicláveis e vendedores ambulantes

 Dê preferência aos catadores e ambulantes, principalmente nos


cruzamentos.
 Alerte-o com um toque na buzina, se necessário.
 Evite andar em ruas estreitas que possuem fluxo de catadores
de recicláveis e ambulantes.

Com Veículos Coletores de Lixo

 Sempre reduza a velocidade ao avistar um veículo coletor de


lixo, pois junto a eles estão as pessoas que realizam o trabalho de
coleta de porta em porta, o que exige que cruzem a via por
diversas vezes;
 Pare se necessário e seja cordial. Lembre- -se que nosso
ambiente sadio e limpo depende destes profissionais.

O Estado Físico e Mental do Condutor

128
DIREÇÃO DEFENSIVA

OBJETIVO O Sono e a Fadiga


proporcionar ao
condutor o Possuem causas diversas, porém as principais são poucas horas de sono e o excesso de horas à
conhecimento frente do volante. Saiba que o sono é traiçoeiro: provoca em você pequenos desligamentos que
necessário para a
podem ser fatais.
realização de um
A Lei Federal 13.103/15 prevê que o
autodiagnóstico e para
motorista profissional deve fazer um
a prática da autocrítica,
objetivando a formação intervalo de descanso, sendo:
de um condutor.  Para o transporte de carga na rodovia a
cada 5,5 horas de condução deve descansar
pelo menor 0,5 hora e para o transporte de
passageiros a cada 4 horas o descanso também é de 0,5 h;
 A cada 24 horas de condução devem descansar pelo menos 11 horas,
sendo que o mínimo de 8 dessas devem ser ininterruptas;
 O condutor profissional que não cumprir esta regra estará
cometendo uma infração de trânsito.

A Visão e Audição Deficientes

O motorista conta com todos os seus sentidos para conduzir seu veículo, porém conta principalmente com a visão e a audição. O
CTB cita que todo condutor deverá passar por uma reavaliação médica há cada cinco ou três anos, porém o agravamento de um
problema de visão ou de adição poderá ocorrer antes desse período.

Símbolo Internacional de Surdez

É obrigatória a colocação, de forma visível, do “Símbolo Internacional de Surdez” em todos os locais


que possibilitem acesso, circulação e utilização por pessoas portadoras de deficiência auditiva, e
em todos os serviços que forem postos à sua disposição ou que possibilitem o seu uso.

A Metamorfose e o Exibicionismo

O exibicionismo é um estado psicológico de imaturidade em que o condutor usa


seu veículo para chamar a atenção. Já a metamorfose ocorre quando o condutor
incorpora as características de seu veículo, tal como a potência, agindo de forma
também imatura e perigosa.

O Estado Emocional e as Preocupações

Avalie sua condição emocional antes de conduzir um veículo. Caso tenha qualquer dúvida é melhor não dirigir ou então solicitar a
ajuda de alguém.

O Medo

O medo é comum à grande maioria dos motoristas, e em certa dosagem é até


benéfico, pois preservará a cautela do condutor, porém torna-se um problema
quando o condutor passa a agir de forma insegura e desordenada em função dele.

129
DIREÇÃO DEFENSIVA

Excesso de Confiança

O excesso de confiança leva à falta total de cautela à frente de um veículo, levando a


manobras arriscadas, excesso de velocidade e completa imprudência. Ele está na
contramão da direção defensiva, pois retira do condutor o bom senso.

O Uso de Bebidas Alcoólicas e e Substâncias Psicoativas

Dirigir alcoolizado ou drogado, além de ser uma das maiores imprudências é CRIME DE
TRÂNSITO, provocando a perda da coordenação e reflexos, visão distorcida, falta de
concentração
e autocrítica. Evite trafegar nas madrugadas próximo às festas e não pegue carona com
condutores embriagados. Ofereça-se para conduzir o veículo nestes casos.

Substâncias Psicoativas e o Sistema Nervoso Central e Periférico:

É pelo sistema nervoso que nossos movimentos voluntários e involuntários (ex: bater do coração) ocorrem,
controlando nossas diversas funções. É por ele ainda que recebemos as sensações do ambiente. É dividido
em SNC - Sistema Nervoso Central e SNP - Sistema Nervoso
Periférico. O SNC é formado pelo encéfalo (contendo o
cérebro) epela medula espinhal, já o SNP é formado pelos
nervos e gânglios.

a. Substâncias Psicoativas e o Sistema


Nervoso Central e Periférico:
As substâncias psicoativas (entorpecentes, medicamentos e
álcool) alteram temporariamente o funcionamento e o desempenho do Sistema
Nervoso Central, afetando diretamente os reflexos e a tomada de decisão dos
condutores quando se depararem com uma situação de risco.
As substâncias psicoativas podem atuar de três formas no SNC: como

Depressores, Estimulantes ou Pertubadores.

Depressores – Substâncias que tendem a produzir diminuição da atividade motora, da reatividade à dor e
da ansiedade, sendo comum um efeito euforizante inicial (diminuição das inibições, da crítica) e um
aumento da sonolência, posteriormente. São exemplos desta classe: álcool, benzodiazepínicos,
barbitúricos, opiáceos e solventes;

Estimulantes - Substâncias que levam a um aumento do estado de alerta, insônia e


aceleração dos processos psíquicos. São exemplos desta classe: cocaína,
anfetaminas, nicotina e cafeína. Uma das formas de anfetamina são os
anoregíxenos, as quais são drogas utilizadas largamente e de forma irresponsável
para a redução de apetite e consequentemente a perda de peso.

130
DIREÇÃO DEFENSIVA

Pertubadores - Substâncias que provocam o surgimento de diversos fenômenos psíquicos


anormais (dentre os quais alucinações e delírios), sem que haja inibição ou estimulação globais
do SNC. São exemplos desta classe: cannabis e derivados, LSD25, ecstasy e anticolinérgicos .

b. O Perigo da Automedicação

Outras drogas lícitas vendidas em farmácias podem


afetar a capacidade de condução. É comum, por exemplo, os antialérgicos ter como efeito
colateral a sonolência. Leia a bula atentamente e não despreze os efeitos colaterais nela
citados e jamais realize automedicação.

c. O Uso de Bebidas Alcoólicas

O uso de bebidas alcoólicas pelas pessoas é algo cultural e bastante antigo em todas as civilizações,
datando de milhares de anos A.C (antes de Cristo). O álcool é uma droga psicodepressora,
produzindo seus efeitos ao cair na corrente sanguínea e indo parar no cérebro. Existem
basicamente dois tipos de bebidas alcoólicas, as fermentadas e as destiladas. As destiladas contêm
muito mais álcool do que as fermentadas. O que pouca gente sabe é que todo destilado surge
primeiro como fermentado - a primeira etapa na fabricação do uísque, por exemplo, é a
fermentação dos grãos de cevada, que, por si só, já nos dá a cerveja. Isso acontece
porque a fermentação de cereais ou de frutas é a forma primordial de obter álcool. As cervejas
nacionais por exemplo possuem em torno de 4,5% de álcool, apesar de já ser fabricada cervejas
sem álcool, permitindo assim beber sem descumprir a Lei Seca. Os exemplo de fermentados são a
cerveja, o vinho e a cidra e de destilados são o conhaque, a cachaça e o uísque.

d. Alcoolemia e suas taxas

A taxa de alcoolemia é a quantidade de álcool existente nos sangue de um indivíduo, em determinado momento, e expressa-se
em gramas de álcool puro (etanol) por litro de sangue (g/l), decigramas por litro de sangue (dg/l) ou em décimos de miligrama por
litro de ar expelido pelos pulmões, no caso do uso de bafômetro (etilômetro). A alcoolemia aumenta à medida que o etanol é
absorvido pelo organismo e diminui lentamente de acordo com a degradação do álcool pelo fígado, pelo suor ou pela urina.
A taxa de alcoolemia de uma pessoa pode variar conforme alguns fatores, sendo:
Tipo e quantidade de bebida ingerida (bebidas destiladas possuem maior teor alcoólico, bem como as gaseificadas ou aquecidas
tem potencializado seu efeito);
• Momento da absorção (jejum/às refeições/fora das refeições);
• Ritmo de ingestão;
• Peso e sexo do indivíduo (mulheres são mais vulneráveis aos efeitos do álcool);
• Estado de saúde e estado de fadiga
• Período da absorção (a noite o fígado diminui seu ritmo);
• Idade (adolescentes são mais vulneráveis devido fatores hormonais);
• Porém de modo geral com dois cálices de vinho, dois copos de cerveja ou duas doses de uísque o indivíduo poderá chegar aos
0,6 g/l por litro de sangue. e.

131
DIREÇÃO DEFENSIVA

e. A Absorção do Álcool
O álcool invade o cérebro provocando sintomas progressivos e cada vez mais graves e perigosos e segue uma determinada ordem:
1) Lobo Frontal - ao atingir o lobo frontal o álcool dá uma sensação de relaxamento, porém com pouca ou nenhuma perda de
raciocínio ou capacidade de decisão;
2) Lobo Parietal e Temporal - ao atingir o lobo parietal e temporal o álcool tira do indivíduo a capacidade de mensurar uma ação
perigosa. É neste momento que começam as quebras das regras de trânsito, tal como cruzar um sinal vermelho;
3) Lobo Occipital - ao atingir o lobo occipital o álcool prejudica a visão e a orientação do condutor, tirando dele totalmente a noção
de espaço e distância. Neste momento os acidentes se tornam um risco iminente;
4) Cerebelo - ao atingir o cerebelo o álcool retira do condutor toda a capacidade de reflexo e coordenação motora. Neste momento
o condutor não consegue nem mesmo realizar as operações do veículo com segurança, tal como trocar uma marcha de forma
correta;
5) Ponte e Medula - ao ultrapassar o cerebelo e atingir a ponte e atémesmo a medula o álcool poderá levar ao coma, à insuficiência
respiratória e cardíaca.
Ao passar pela boca, esôfago e estômago 25% do etanol é absorvido e ao chegar no intestino o restante dos 75% do etanol são
absorvidose caem na corrente sanguínea.
A absorção do álcool leva de 60 a 70 minutos, chegando ao pico máximo em 02 horas.

132
DIREÇÃO DEFENSIVA

f. A Eliminação do Álcool

A eliminação do álcool do sangue ocorre pela urina, pelo processamento no fígado e também pela transpiração, não podendo ser
acelerado por nenhum processo ou medicamento. Para exemplificar, uma pessoa que alcance a taxa de alcoolemia no sangue
(TAS) de 2,00 g/l (vinte decigramas), estará com seusangue limpo em média após 24 horas.

PARA ENTENDER
MELHOR

A eliminação do álcool ocorre de forma natural, não adianta ingerir café ou “tomar ar”.

g. A Taxa (margem) de Tolerância

Considerando que muitos produtos consumidos podem ter algum


teor de álcool, a Lei prevê uma margem de tolerância. Se usado o
bafômetro a margem de tolerância é de meio décimo de miligrama
por litro de ar expelido pelos pulmões.
Se o nível de alcoolemia estiver igual ou superior a 6 dg/L de
sangue ou igual ou superior a 0,34 mg/L de ar expelido pelos
pulmões será aplicada a multa , suas medidas administrativas e o
condutor será enquadrado em crime de trânsito.

Situações de Risco

OBJETIVO
conhecer as demais O Perigo nas Curvas e as Derrapagens
situações que geram
risco à segurança do
condutor e demais
Sempre, antes de uma curva, desacelere e
usuários do ambiente
de trânsito, bem como entre na curva com uma pequena
aprender as técnicas aceleração para definir o traçado do veículo.
para eliminar, Jamais ultrapasse em uma curva, mesmo
minimizar ou controlar que a sinalização permita, pois na verdade a
os riscos. faixa poderá estar apagada, ausente ou
errada.

133
DIREÇÃO DEFENSIVA

SUBESTERÇAMENTO

Nos carros com tração dianteira existe a tendência do veículo perder


aderência e ir reto (sair de frente), em direção oposta a da curva, ochamado
subesterçamento. Se isso acontecer, nunca pise no freio para evitar o
travamento das rodas e a perda do resto de aderência que ainda existe dos
pneus na via. Tire o pé do acelerador e gire o volante para dentro da curva,
até retomar a trajetória normal e reinicie de imediato a aceleração para
retomar o traçado da curva.

SOBRE-ESTERÇAMENTO

Os carros equipados com tração atrás têm propensão a sair de traseira nas
derrapagens em curvas, o chamado sobre- esterçamento, onde a parte de
trás do carro sai lateralmente, não acompanhando a trajetória da curva. Se
isso acontecer, nunca pise no freio para evitar o travamento das rodas e a
perda do resto de aderência que ainda existe dos pneus na via. Tire o pé
do acelerador e gire o volante para o lado contrário da curva, até que o
carro aponte para ela novamente e retome a aceleração de forma
gradativa.

PARA ENTENDER
MELHOR

Se seu veículo possuir freios ABS a forma de ação muda, ou seja, pise firmemente nos freios e
se preocupe apenas com o controle da direção para voltar ao traçado da pista.

A Falta de Distância de Seguimento (distância de segurança)

A distância de seguimento é o espaço de segurança que você mantém do veículo que está na sua frente. Caso este veículo venha
a se tornar um obstáculo, ou seja, caso ele pare na pista, por algum motivo, você precisade um espaço de tempo e uma distância
para perceber o problema, executar uma ação (reagir) e proceder a frenagem (se esta for sua decisão) Veja figura ao lado e entenda
melhor a importância deste conceito.

Distância e Tempo de Percepção – é a distância percorrida e o tempo gasto do momento que ocorre o problema à frente até a
percepção do fato pelo condutor. Lembre-se que a distância percorrida é diretamente proporcional à velocidade, ou seja, quanto
maior a velocidade, menor será o tempo que você terá para se livrar do acidente. Este tempo perdido será menor ou maior
conforme o grau de atenção do condutor no ambiente de trânsito.

134
DIREÇÃO DEFENSIVA

Algumas atividades executadas durante a condução de um veículo podem retardar, e muito, o momento da percepção. É bastante

comum o sinistro de trânsito ocorrer sem que o condutor tenha se dado por conta do perigo. Veja a tabela abaixo (Fonte:
Volkswagen)

135
DIREÇÃO DEFENSIVA

Distância e Tempo de Reação – é a distância percorrida e o tempo gasto do momento que ocorre a percepção do problema até o
momento que o condutor age para evitar seu envolvimento no sinistro de trânsito (pisar no freio, reduzir a marcha, escolher
o ponto de fuga, etc).
O tempo de reação pode variar de condutor para condutor, estando na média de 1,5 segundo. Importante salientar que
condutores embriagados, sonolentos e cansados por estarem muitas horas à frente do volante, podem ter seu tempo de reação
estendido para mais de 3 segundos.

Distância e Tempo de Frenagem – é a distância percorrida e o tempo gasto do momento que o condutor aciona os freios (caso
seja esta sua ação) até o momento da parada total do veículo.
Como já sabemos, a distância percorrida será maior quanto maior for a velocidade do veículo, porém outros fatores influenciam
neste caso, sendo: O estado de conservação dos pneus – pneus com banda de rodagem muito gasta (inferior a 1,6 mm) possuem
menos aderência na via, gerando maiores distâncias de frenagem;
O tipo de cobertura da via, condições atmosféricas, tamanho e carga do veículo e o tipo de freio – estes fatores influenciam
diretamente no tempo de frenagem de um veículo e na distância que este percorrerá do momento do acionamento do freio até a
parada total do veículo. Para exemplificar, veja a tabela abaixo, considerando nosso exemplo (veículo a 80 km/h)mportante
salientar que estes valores são aproximados e resultam de dados estatísticos.

136
DIREÇÃO DEFENSIVA

Distância e Tempo de Parada – é a soma da distância/tempo de percepção, distância/tempo de reação e distância/tempo de


frenagem.

Como Calcular a Distância Adequada


A distância adequada é calculada em segundos e não em metros. Para tal,
quando o veículo à sua frente passar por um ponto de referência, comece a
contar pausadamente 51, 52, 53. Se você atingir o mesmo ponto antes do
53, é porque você está muito próximo, devendo reduzir a velocidade.

PARA ENTENDER
MELHOR

Este método de medição da distância de seguimento segura é valido (funciona) somente para
veículos que estejam dentro da velocidade máxima regulamentada para o veículo ou para a via.

Como Calcular a Distância de Segurança Utilizando a regra do carro

137
DIREÇÃO DEFENSIVA

A regra do carro é uma forma bastante prática de manter sua distância de segurança quando a via não possui pontos de referência
para a regra dos 2 ou 3 segundos. Basta deixar dois carros de distância a cada 30 km/h de velocidade desenvolvida. Se a pista
estiver molhada ou com cobertura solta (tipo cascalho), duplique esta distância.

A Distância de Segurança para Motocicletas

A Distância Frontal
Dependerá diretamente do tipo de pavimento, do estado de conservação de
seus pneus e das condições atmosféricas do dia. A distância média de
frenagem de uma motocicleta, sem carga ou passageiro, a uma velocidade
de 60 km/h, em um dia
seco e sobre um pavimento firme é de 16 metros, o que significa que você
deve deixar um espaço que caiba em torno de quatro veículos de passeio
entre sua motocicleta e o veículo que se desloca logo à frente (dados
extraídos da revista Motociclismo).
Aqui surge um problema do trânsito urbano, onde infelizmente neste caso
um outro condutor provavelmente irá ultrapassar sua motocicleta e se
colocar entre você e o outro veículo. Uma forma de solucionar este
problema é se posicionar na pista ocupando seu espaço como um veículo de
quatro rodas e se mesmo assim o outro condutor lhe ultrapassar, reduza a
velocidade e retome a mesma distância de segurança que você mantinha do
outro veículo, ou seja, uma distância que caiba mais quatro veículos. Em caso de mal tempo redobre esta distância de segurança.

A Distância Lateral
Uma distância de segurança lateral adequada é aquela que permite uma
manobra evasiva, ou seja, em torno de três a quatro vezes a largura de sua
motocicleta, contando com o baú ou grelha de carga, caso existam.
Este é um ponto polêmico, pois devidoa necessidade de mobilidade e os
congestionamentos dos centros urbanos, se deslocar entre as filas de veículos
em movimento é algo bem comum para o dia-a-dia do motociclista, porém as
estatísticas não deixam dúvidas, esta prática é um dos principais fatores que
levam ao sinistro de trânsito, pois um pequeno erro de cálculo levará o
motociclista ao chão.
Lembramos que com a nova legislação um equipamento de segurança que
passará a ser obrigatório é o protetor de pernas, o conhecido mata-cachorro, o
qual dificultará a passagem entre a fila de veículos.

PARA ENTENDER
MELHOR

Ultrapassar veículos motorizados em fila, parados em razão de sinal luminoso e uma infração de
trânsito grave com penalidade de multa.

138
DIREÇÃO DEFENSIVA

Vicíos ao Volante

O condutor ao longo de sua vida adquire alguns vícios, os quais devem ser conscientemente eliminados, tal como:
 Acelerar ao avistar o sinal amarelo do semáforo
 Parar depois da retenção e sobre a faixa de pedestres
 Não usar o cinto de segurança nas vias urbanas ou nos bancos traseiros
 Dirigir com uma única mão
 Não calibrar os pneus semanalmente
 Frear ou realizar curvas em ponto morto
 Ultrapassar nos cruzamentos

A Frenagem Errada

Existem outras formas de frear seu veículo que não somente o pedal de freio,
tal como a desaceleração e o freio motor (redução de marcha).
A frenagem brusca, que causa o travamento das rodas, deve ser evitada, pois
você perderá o controle do veículo. Frenagem normal e de emergência Em
uma frenagem normal o condutor terá tempo de usar freio motor com
redução de marcha e se preocupar com o ponto certo de pressionamento do
pedal do freio para não travar as rodas, já em uma situação de emergência a
ação tem que ser imediata. O condutor precisa dar uma pancada forte no
freio e, simultaneamente, apertar a embreagem (uma pancada seca equivale
a 25 kg pressionando o penal), quando infelizmente a probabilidade de se
perder o controle da direção é grande, porém não existe alternativa
(conforme entrevista WebMotors com o consultor Cesar Augusto Urnhani,
piloto de testes da Pirelli).

Como frear com ABS

Para que o freio ABS (Antilock Braking System) cumpra seu objetivo é preciso
pisar com toda força no pedal do freio, aproveitando a vantagem de poder
movimentar o volante para desviar do obstáculo que se aproxima. O importante
no ABS é apertar bem o freio, sem soltar, pois o sistema antitravamento das
rodas permitirá ao motorista transpor o obstáculo e diminuir a velocidade ao
mesmo tempo.

O Perigo dos Grandes Centros Urbanos

139
DIREÇÃO DEFENSIVA

Uma preocupação que você deve ter ao se deslocar nos grandes centros
urbanos é a segurança contra assaltos e sequestros. Portanto: evite deixar
objetos sobre bancos e painéis; evite locais desconhecidos; desacelere ao
avistar um semáforo vermelho para não ter que parar no mesmo; não cole
no veículo da frente; mantenha a vigilância nos espelhos; ande com os vidros
fechados e as portas trancadas. Veja abaixo a posição de segurança
adequada para você, caso exista a necessidade de parar em um semáforo à
noite.

Evitando Assaltos nas Rodovias

o trafegar à noite por rodovias deve-se ficar atento aos assaltos. Quando
precisar parar, faça em lugar seguro, como em postos
e gasolina ou policiais. É comum o assaltante arremessar pedras de viadutos
ou passarelas, ou mesmo pedras e tábuas com objetos pontiagudos
colocados na pista. Se algum objeto atingir seu pára- brisa ou um pneu
estourar repentinamente nessas condições, não pare o carro, poderá ser
uma armadilha preparada por assaltantes. Continue rodando em
baixavelocidade por alguns quilômetros até encontrar um lugar seguro para
parar.

O Deslocamento da Massa de Ar

Ao cruzar com veículos de grande porte, reduza a velocidade e firme o volante,


pois a massa de ar que será deslocada por esse veículo provavelmente
desestabilizará o seu veículo.

A Perda do Baricentro do Veículo

Veículos de grande porte, principalmente os que transportam carga de


altura elevada, tendem a perder o ponto de equilíbrio, nas curvas, e por
consequência o controle da direção. Reduza a velocidade nos pontos de
perigo (curvas e declives).

A Aquaplanagem (ou Hidroplanagem)

A aquaplanagem é o resultado da alta velocidade e do acúmulo de água na


pista, o que provoca a perda do contato dos pneus com a pista e a perda do
controle do veículo. Não trave as rodascom os freios. Procure controlar o
veículo sem movimentos bruscos e reduza a marcha.
A Transferência de Massa Acelerações e freadas bruscas sobrecarregam os
eixos e pneus traseiros ou dianteiros, o que poderá provocar defeitos
mecânicos e um possível sinistro de trânsito.

140
DIREÇÃO DEFENSIVA

Enchentes e Enxurradas

A cada dia que passa se torna uma rotina na vida dos condutores das grandes e
médias cidades a convivência com enchentes e enxurradas. O acumulo de lixo no
sistema pluvial impede o escoamento da água das chuvas, asquais sobem
rapidamente.
Espere no máximo até o nível da água

A Transferência de Massa

Acelerações e freadas bruscas sobrecarregam os eixos e pneus traseiros ou


dianteiros, o que poderá provocar defeitos mecânicos e um possível sinistro
de trânsito.

O Excesso de Velocidade

O excesso de velocidade é um dos principais fatores para a ocorrência de um


sinistro de trânsito, contribuindo para:
O aumento da distância de frenagem;
Redução do campo de visão do condutor, impedindo a leitura do ambiente;
Dificulta a percepção de distância dos pedestres referente aos veículos;
Prejudica a estabilidade do veículo.
Você sabe qual o real ganho de tempo com o aumento da velocidade? O
ganho real de tempo é desprezível, já a possibilidade de um sinistro de
trânsito aumenta exponencialmente. Num percurso de 100 km, se
aumentarmos a velocidade de 110 km/h para 120 km/h, o tempo
economizado seria de 4 minutos, já a estabilidade, a capacidade de reação do
motorista, entre outras coisas, estariam seriamente comprometidas.

Incêndios na Via e Existência de Fumaça

Fumaça, na pista é fator de risco, pois prejudica a visibilidade e pode esconder


labaredas, quando muito densa. Ao atravessar um ponto com fumaça
mantenha velocidade constante, não pare, ligue os faróis, não ultrapasse e
mantenha os vidros fechados.

141
DIREÇÃO DEFENSIVA

Declives acentuados, serras e precipício.


São pontos de extremo perigo. Evite ao máximo as ultrapassagens, aumente a
distância de seguimento (segurança) e mantenha a velocidade compatível com
a segurança. Antes de entrar em uma região de declives, serras e precipícios
teste os freios realizando algumas frenagens.

Estudo da Área Cega da


Visão Humana
A visão humana possui uma área útil de em média 124º de abertura. Caso você conduza
sempre com olhar fixo para frente e sem consultaros espelhos terá uma área cega de
236º. Importante salientar que o espelho lateral direito nem mesmo encontra-se em
nossa área de visão.

Como Reduzir os Riscos

Para reduzir os riscos do ponto cego desloque seus espelhos laterais para um
ângulo de abertura de em média 90 graus.
Existem ainda diversas ações que podem reduzir os riscos do ponto cego da visão
e dos espelhos retrovisores (áreas cegas), sendo:
1) Use espelhos convexos auxiliares;
2) Faça a leitura permanente dos espelhos;
3) Se necessário, realize movimentos rápidos com a cabeça;
4) Sinalize com antecedência e clareza suas manobras;
Se estiver de moto evite costurar entre os veículos;
6) Ao pilotar use roupas e capacete claros, adesivos refletivos e utilize sempre a
luz baixa acesa (dia e noite).

142
DIREÇÃO DEFENSIVA

Conflitos pessoais no trânsito

O comportamento agressivo no trânsito é um problema que vem se acentuando


cada dia mais. Como em todos os outros conflitos, no de trânsito não há vencedor,
todos são perdedores, pois a agressão não leva ao entendimento, apenas agrava
o problema.
Em caso de colisões, principalmente nas urbanas onde ocorrerem basicamente
danos materiais, aguarde dentro de seu carro a reação do outro condutor, se você
perceber que poderá ocorrer agressão física tranque as portas, feche os vidros e
tente dialogar e acalmar o agressor. Não revide nenhuma reação violenta.
Nos casos em que o agressor sacar uma arma, reaja como se estivesse em um
assalto, não faça movimentos bruscos, mantenha a calma e tente dialogar e
acalmar o agressor.
Geralmente a preocupação de quem agride é a possibilidade de ter que arcar com a perda material. Para acalmar o agressor uma
boa maneira é usar a frase: “NÃO SE PREOCUPE, IREI PAGAR SEU PREJUÍZO.”

A Ergonomia e o Mecanismo dos sinistros de trânsito

A ergonomia

Ergonomia neste caso é a relação entre os equipamentos de operação do


veículo e seu condutor. A forma correta de se operar um veículo exige alguns
cuidados, tais como:
Mantenha a perna esquerda livre flexionada e apoiada no assoalho para que
o joelho amorteça o impacto no caso de uma freada brusca, poupando a
região da bacia;
 As mãos devem segurar o volante na posição “dez para as duas
(mesmo que dez e dez)” ou então “na posição” nove e quinze. Os
braços não devem estar retesados, mas sim levemente flexionados;
Nos carros com airbag segure o volante na posição “quinze para as
três”, para não ter os pulsos atingidos pela bolsa de proteção;
 Outro cuidado é regular oencosto de cabeça na altura dos olhos, o
que evita o movimento excessivo do pescoço em colisões traseiras
ou na ocorrência do “efeito chicote”;
 Manter o encosto com inclinação abaixo de 120º e suas costas encaixadas no mesmo. Sua posição no banco deverá
permitir a visão eficiente dos espelhos retrovisores internos e externos;
 As regulagens de espelhos, climatização e som devem ser feitos antes de colocar o carro em movimento.

O Mecanismo dos sinistros de trânsito

143
DIREÇÃO DEFENSIVA

Na ocorrência de um sinistro de trânsito os traumas são originados devido a:


 Colisão dos ocupantes do veículo com o próprio veículo;
 Projeção dos ocupantes do veículo para fora;
 Colisão entre os ocupantes do veículo;
 Colisão dos órgãos internos do corpo contra a estrutura óssea, ocorrendo o desprendimento de suas cavidades, com
grande possibilidade de lesão e hemorragia interna. As situações acima se confirmam na maioria dos casos em que o
condutor não toma os devidos cuidados, tais como: Usar o cinto de segurança em todos os ocupantes do veículo,
inclusive no banco traseiro;
 Respeitar os limites de segurança (velocidade, peso, número de ocupantes, etc);
 Conduzir crianças de pequena estatura conforme as regras de segurança (citadas mais à frente);
 Não viajar com objetos pesados e soltos junto com os passageiros.

O Cinto de Segurança

A Ação do Cinto de Segurança


OBJETIVO
conhecer o uso correto O cinto de segurança garante em caso de um sinistro de trânsito que o condutor e passageiros
do cinto de segurança não colidam entre si, ou sejam projetados para
para cada faixa etária e frente ou arremessados para fora do veículo.
situação, bem como os
principais erros de sua O Cinto nas Vias Urbanas
não utilização.
Existe uma tendência dos motoristas e demais
ocupantes do veículo de se descuidarem quanto
ao uso do cinto de segurança nos trajetos
urbanos, principalmente nos trajetos curtos e
quando próximos de suas residências e locais de trabalho, locais em que,
segundo as estatísticas, ocorre a maioria dos sinistros de trânsito urbanos.

Assentos voltados para Assentos que


frente não estejam
voltados para a
Categoria Dianteiros Traseiros frente
Dianteiros Traseiros
próximos às próximos
intermediários intermediários
portas às portas
Automóveis,
Caminhonetas,
Utilitários e
Caminhonetes
Caminhões,
Caminhões- ou ou
Trator e Motor-
Casa

PARA ENTENDER
MELHOR

Fica revogada a obrigatoriedade do uso de dispositivo de retenção para o transporte de crianças


com até sete anos e meio de idade nos veículos de transporte escolar (Resolução CONTRAN
639/2016).

144
DIREÇÃO DEFENSIVA

O Uso Correto do Cinto de Segurança

 Primeiramente, sente-se fundo no banco do veículo, com a postura o mais correta possível.
 A parte abdominal do cinto deve ser colocada pouco abaixo da cintura, na altura da pélvis, com folga máxima de dois
dedos.
 O cinto diagonal deverá passar pela região central do ombro, sempre tomando o cuidado para não ficar torcido, e com
folga máxima de três dedos.
 A inclinação do encosto do banco dianteiro, não deve prejudicar a eficiência do cinto.
 Por final, trave o cinto, sempre atento ao som característico do travamento.

PARA ENTENDER
MELHOR

Tenha o cuidado de ajustar também o encosto de cabeça, regulando-o na altura dos olhos ou até
três centímetros acima.

As Grávidas – Como Proceder?

 As gestantes devem utilizar somente cintos de três pontos.


 A parte abdominal do cinto deve ficar na parte mais baixa do ventre,
evitando assim que o bebê seja pressionado.
 A parte diagonal do cinto deve passar pela região central do ombro e
pela lateral do ventre.
 Mantenha o volante distante do ventre omáximo que for possível sem
comprometer a segurança e a dirigibilidade do veículo;

As Crianças – Como Proceder?

145
DIREÇÃO DEFENSIVA

Evite erros como:

 Permanecer entre os bancos dianteiros do veículo e sem


cinto de segurança.
 Ser conduzida no colo da mãe, no banco dianteiro ou
traseiro, mesmo que a mãe esteja de cinto.
 Ser conduzida no compartimento de carga do veículo, tal
como no porta-malas.
 Ser conduzida deitada no banco traseiro.
 Utilizar apenas a parte
abdominal do cinto.
 Não afixar corretamente a
cadeirinha (bebê conforto).
 Utilizar cadeirinha tipo bebê
conforto que não tenha sido
produzida respeitando a norma
NBR 14.400 e não tenha o selo do
INMETRO.
 Utilizar o cinto de três pontas sem o assento de elevação para crianças com pouca estatura, o
que pode gerar graves lesões cervicais caso ocorra um sinistro de trânsito.

Crianças de ZERO a UM ano de idade (enquanto a


criança não conseguir se sentar e manter o equilíbrio
da cabeça)

O assento tipo concha é usado desde o nascimento até a criança


completar um ano de idade e atingir o peso aproximado de 9 kg. Caso
o veículo não possua cinto de três pontos na posição central do banco
traseiro, o assento infantil deverá ser instalado nas posições do banco
de trás onde houver esse aparato. Para crianças de maior massa
corporal (até 13 kg) e estatura existe o assento conversível, o qual
possui um suporte para a cabeça mais alto.

A partir de 1 ano de idade até os 4 anos (de 9 kg a aproximadamente


18 kg)

Quando a criança já possui pleno controle do pescoço e da cabeça, a cadeirinha de


segurança poderá ser utilizada na posição vertical, voltada para o painel do veículo,
mantida na posição central do banco traseiro. Caso o veículo não possua cinto de três
pontos na posição central do banco traseiro, a cadeirinha deverá ser instalada nas posições
do banco de trás onde houver esse aparato.

Banco Traseiro ou Dianteiro?

1) Para Crianças de Zero a um Ano, em último caso e não havendo outra opção, a afixação
da cadeira do bebê poderá ser feita no sentido contrário àmarcha do veículo e no banco dianteiro, desde que não haja airbag
instalado ou este possa ser desativado;
2) Crianças acima de um ano até quatro anos também podem ser transportadas no banco da frente (na cadeira apropriada), em
caráter de exceção e no mesmo sentido da marcha do veículo, desde que não haja airbag instalado ou este possa ser desativado;
3) Crianças acima de quatro anos até dez anos e meio também podem ser transportadas no banco da frente (com uso de assento

146
DIREÇÃO DEFENSIVA

de elevação), em caráter de exceção e no mesmo sentido da marcha


do veículo, e caso existam airbag instalados, estes não podem
possuir dispositivo tipo bandeja;
4) No caso de instalação no banco dianteiro, não havendo
impedimento por parte do manual do usuário do veículo, o banco
dianteiro deverá ser recuado em seu ponto máximo.

Acima dos 4 anos e


até aproximadamente 10 anos (criança com 36 kg e/ou 1,45 m de
altura)

Usa-se neste caso o acento de elevação, também conhecido como booster, o qual é
indicado nas situações onde a cadeirinha se tornou pequena devido ao crescimento da
criança, embora ainda não tenha alcançado altura suficiente para utilizar e beneficiar-se
do uso do cinto de segurança próprio do veículo.

Crianças Acima de Dez Anos e Altura Superior a 1,45 m

Crianças nesta faixa etária devem ser transportadas preferencialmente na posição


central do banco traseiro, com a utilização do cinto de três pontas, sempre com o
cuidado para que o cinto não fique sobre o pescoço ao invés de estar sobre o ombro.
Excepcionalmente podem ser transportadas no banco dianteiro.

As exceções:

 Nos veículos tipo pick-up, o transporte de crianças com menos de DEZ anos no banco da frente é permitido pela legislação,
porém, evite ao máximo tal situação. Não sendo possível, utilize os recursos necessários para garantir a segurança da
criança (acento suplementar, desativação do airbag, etc);
 Na hipótese do transporte de menores de dez anos excederem a capacidade de lotação do banco traseiro, será admitido
o transporte daquele de maior estatura no banco dianteiro, sempre com a utilização dos recursos necessários para
garantir a segurança da criança (acento suplementar, desativação do airbag, etc).

Quedas e Incêndios (Os Mitos)

Alguns condutores acreditam que em um acidente onde ocorra queda em barranco ou na água, bem como na ocorrência de
incêndios, o cinto de segurança seria um problema. Em qualquer uma das situações o cinto de segurança aumentaria as chances
de sobrevivência, pois evitaria o desmaio.

O Cinto de Segurança e sua Regulamentação

 A falta de uso do cinto de segurança pelo condutor ou passageiro caracteriza uma infração grave com penalidade de
multa e retenção do veículo. O veículo ficará retido até que o infrator coloque o cinto, conforme previsto no art. 65 do
CTB;
 Utilizar dispositivos que travem, afrouxem ou modifiquem o funcionamento dos cintos de segurança, constitui uma
infração Grave, com penalidade de multa e medida administrativa de retenção do veículo para regularizar a situação
(Resolução CONTRAN 278 de 28/05/2008);

147
DIREÇÃO DEFENSIVA

 Após maio de 2010, o transporte de crianças só poderá ocorrer obedecendo as regras acima, incorrendo em uma infração
Gravíssima quem não obedecer, com penalidade de Multa e Retenção do veículo para regularização (excluídos os ônibus
e microônibus, taxi, escolares e os demais com PBT superior a 3,5 t).

O Cinto de Segurança nos Bancos Traseiros

Infelizmente é uma crença entre os condutores e passageiros de veículo que nos bancos traseiros existe maior segurança e por tal
motivo não hánecessidade de se utilizar o cinto de segurança nos bancos traseiros, o que não é verdade.
Um passageiro sem cinto, além de estar vulnerável aos mecanismos do sinistro de trânsito (veja acima), é uma ameaça para
os ocupantes dos bancos dianteiros, pois em um sinistro de trânsito seu corpo será projetado para frente e seu peso (massa)
multiplicado diversas vezes, ocasionando a ruptura do cinto dianteiro e o esmagamento do passageiro da frente.

O Cinto de Segurança de Dois Pontos

A Resolução 391/2011 do CONTRAN trouxe algumas regulamentações:


Caso existam apenas cintos de dois pontos (subabdominais) nos bancos traseiros, criança
com menos de 10 anos pode ser transportada nos dianteiros, com o uso do dispositivo de
retenção adequado ao seu peso e altura.
Excepcionalmente, as crianças com idade superior a quatro anos e inferior a sete anos e
meio poderão ser transportadas utilizando cinto de segurança de dois pontos SEM o
dispositivo denominado “assento de elevação”, nos bancos traseiros, quando o veículo for
dotado originalmente destes cintos (de dois pontos).

Dificuldades na Instalação

Um dos problemas encontrados pelos condutores é a fixação dos


dispositivos de segurança nos bancos coma utilização dos cintos
de três pontas, principalmente aqueles que são afixados na
posição inversa de descolamento do veículo. Devido estes
problemas novas soluções de fixação estão sendo desenvolvidas e
implantadas.
O ISOFIX é um novo sistema de ancoragem dos acentos de
segurança para a condução de crianças em veículos automotores,
onde a fixação é realizada na estrutura do monobloco do veículo e
não somente usando os cintos de segurança.
Os automóveis, camionetas, e utilitários fabricados após 2018
deverão possuir ao menos uma ancoragem inferior ISOFIX e uma
ancoragem do tirante superior ISOFIX ou uma posição LATCH (fixação por gancho) para fixação de um dispositivo de retenção de
segurança para criança em um dos assentos do banco traseiro, com ancoragens em conformidade com a norma ABNT.

148
DIREÇÃO DEFENSIVA

Motocicleta, Motoneta e Ciclomotores

Introdução

OBJETIVO A motocicleta, bem como a motoneta e os ciclomotores possuem diversos atrativos em relação aos
conhecer as técnicas e veículos de quatro rodas, tal como mobilidade, fácil estacionamento, baixo custo de aquisição e
detalhes da direção baixo consumo de combustível. Porém, a maior desvantagem é
defensiva para a a falta de proteção na hora de um sinistro de trânsito, tornando-se a prática da DIREÇÃO
condução de veículos DEFENSIVA uma grande aliada do condutor.
de duas ou três rodas,
buscando minimizar ou Operação do Veículo de Duas Rodas
anular o risco de
sinistro de trânsito. Para operar o veículo com segurança o motociclista necessita saber onde ficam todos os comandos
e quais suas funções, bem como a hora certa e forma correta de utilizar cada um.
Ao parar a motocicleta, motoneta ou ciclomotor o condutor deverá apoiar primeiramente o pé
esquerdo no chão, pois o direito é utilizado para acionar o freio da roda traseira.

149
DIREÇÃO DEFENSIVA

Equipamentos de Proteção

O uso de capacete motociclístico é obrigatório para o piloto e passageiro de


veículos de duas rodas, triciclos, quadriciclos e ciclomotores, seguindo as
regras abaixo:
 O capacete tem de estar devidamente afixado à cabeça pela jugular
e engate, por debaixo do maxilar inferior;
Dê preferência aos capacetes de engate rápido.
 O Capacete deve
possuir selo ou
etiqueta interna com
a logomarca do
INMETRO, podendo
esta ser afixada no sistema de retenção do capacete (jugular).
 O estado geral do capacete deve ser bom, sem avarias ou danos que o
deixem inadequado para o uso (em caso de impactos fortes deverá ser
substituído).
 Devem existir dispositivos retrorefletivos de segurança na frente, atrás e
nas laterais, com uma área mínima de 18 cm2 (sendo possível desenhar nela
um círculo de quatro cm de diâmetro).
 Deve-se usar viseira abaixada, protegendo os olhos, ou óculos de proteção
(aquele que permite ao usuário a utilização simultânea de óculos corretivos ou de sol).
Para capacetes com queixeira é admitida uma pequena abertura na viseira para a entrada de ar, mesmo quando em movimento.
Durante os períodos em que o veículo está imobilizado a viseira poderá ser levantada totalmente, devendo ser fechada antes do
reinício do deslocamento.
 No período noturno a viseira ou óculos de proteção deverá ser do padrão cristal.

São modelos de capacetes proibidos:

AREA DE PROTEÇÃO (LINHA ACDEF) O CAPACETE DEVE


COQUINHO CICLISTICO COBRIR A AREA DE PROTEÇÃO

AREA DE PROTEÇÃO (LINHA ACDEF) O CAPACETE DEVE


COBRIR A AREA DE PROTEÇÃO

Capacete integral com Capacete integral Capacete integral sem Capacete modular
viseira e pala com viseira viseira e com pala com queixeira

150
DIREÇÃO DEFENSIVA

Capacete JET sem viseira e Capacete com queixeira Capacete JET com viseira e
com pala removível sem pala

Requisitos dos Capacetes:

1) Ser leve e do tamanho adequado;


2) Conter elementos retrorefletivos na parte externa em todas as direções;
3) Conter jugular e preferencialmente com engate rápido;
4) Atender as normas do INMETRO e possuir selo ou etiqueta interna (salvo se tamanho acima de
64 e adquirido por pessoa física no exterior – Resolução CONTRAN 680);
5) Estar em boas condições de conservação (em caso de impactos fortes deverá ser substituído);
6) Preferencialmente de cores claras e com a viseira em bom estado (sem arranhões).

PARA ENTENDER
MELHOR

Prefira os capacetes fechados e de cor clara, pois oferecem maior visibilidade e segurança, bem
como os de engate rápido, pois assim evita a situação do motociclista não usar o equipamento,
em pequenos percursos, por preguiça de afixa-lo, ou ainda utiliza-lo com a jugular solta.

Vestuário e Calçados

Tanto o piloto quanto o passageiro devem vestir roupas resistentes, sem partes soltas e preferencialmente
claras ou com faixas retrorefletivas. Os calçados devem ser firmes nos pés, livres de cadarços soltos e com
altura adequada para permitir a operação da motocicleta. Dê preferência às luvas de couro de punho
comprido, as quais evitam a entrada de ar nas mangas da vestimenta.

PARA ENTENDER
MELHOR

Iniciar a prova sem estar com o capacete devidamente ajustado à cabeça ou sem viseira ou
óculos de proteção é uma falta eliminatória no teste de pilotagem do DETRAN.

151
DIREÇÃO DEFENSIVA

Acessórios de Segurança

A haste de proteção evita que o piloto seja surpreendido pelas linhas de pipa (papagaio /
pandorga), muitas vezes tipo cerol (cordão com pó de vidro), as quais podem causar ferimentos
graves na região do pescoço e peitoral.
O dispositivo de proteção de pernas conhecido como mata-cachorro é um acessório de extrema
importância para a proteção do piloto, principalmente nas vias urbanas.

Inspeção Diária

Folga da embreagem de no máximo de Nível do óleo do motor e eletrólito Estado e lubrificação dos cabos de
um centímetro (água) da bateria. embreagem e freio dianteiro;

Folga dos freios dianteiro e traseiro no Lubrificação e folga da corrente de Calibragem e estado dos pneus e das
máximo de um centímetro cada um. transmissão. lonas,pastilhas e fluído de freio (no
caso de disco).

 Monte no veículo e verifique o ângulo de visão dos retrovisores.


 Verifique o farol, as setas, luzes de freio e lanternas.
 Verifique o nível de combustível

152
DIREÇÃO DEFENSIVA

Veja e seja Visto

Evite o ponto cego. Veja o rosto do motorista no retrovisor, pois assim você garante estar fora da zona de perigo.
Utilize capacete e roupas de cores claras e ande sempre com a luz baixa acesa.
Sinalize com antecedência sua intenção de manobra e utilize os retrovisores com eficiência e frequência. É muito comum acionar
a chave da seta indicadora de direção e esquecer a mesma ligada. Tome cuidado, pois tal descuido poderá causar um sinistro
de trânsito.
Por ser um veículo pequeno e ágil, o uso da buzina deve servir
para alertar os demais condutores de sua presença, sempre
em toques breves. Não exite em usar, pois poderá evitar um
sinistro de trânsito.

Cruzamentos e Corredores

Evite andar nos corredores com os veículos em movimento. Para andar entre os veículos parados, tenha cuidado com os pedestres
que surgem de repente.
Cuidado ao arrancar no semáforo, logo após ele abrir, pois muitos condutores tentam aproveitar o “finalzinho” do sinal amarelo
e acabam passando no vermelho.

A Condução de Passageiros

A condução de crianças menores de sete anos ou que não possam cuidar de sua
segurança e integridade é proibida. A motocicleta deverá possuir pedaleira de apoio
dos pés, alça de segurança do passageiro e estar com os pneus com a calibragem
adequada ao peso transportado.

O passageiro deverá ser orientado a:


1) Subir na moto preferencialmente pelo lado esquerdo;
2) Nas paradas deverá manter os pés sobre as pedaleiras;
3) Sentar próximo ao piloto e manter as pernas firmes no banco;
4) Ter visão do deslocamento da motocicleta e acompanhar as manobras com o
corpo, facilitando assim a condução para o piloto;
5) Segurar firmemente nas alças de segurança ou no quadril do piloto e tomar
cuidado principalmente nas arrancadas;
6) Nas frenagens deverá pressionar suas pernas no quadril do piloto evitando que
seu peso seja todo absorvido por ele;
7) Estar atendo aos avisos do piloto sobre a necessidade de realização de uma manobra inesperada;
8) Ao descer da motocicleta avisar com antecedência ao piloto e realizar a descida preferencialmente pelo lado esquerdo.

153
DIREÇÃO DEFENSIVA

A Condução de Carga e Pertences

A condução de carga por motocicletas, motonetas e ciclomotores se dará de duas formas:


TRANSPORTE DE CARGAS E PERTENCES PARTICULARES - para o transporte de
carga não remunerado (particular) o piloto deverá tomar certos cuidados
(Realizado por motocicletas, motonetas e ciclomotores):
1) Não ultrapassar o limite de carga (peso) da moto especificado no manual;
2) A carga não poderá ultrapassar a largura do guidão da motocicleta e a altura do
piloto, bem como não poderá ultrapassar o comprimento do veículo;
3) Os volumes deverão estar bem afixados no bagageiro, no baú de pequenos
volumes ou sobre o banco com o uso de aranhas (rede elástica). Menos comum
porém também utilizado, os volumes podem ser acondicionados em bolsas
laterais (alforjes).
TRANSPORTE DE CARGA REMUNERADO - para o transporte de carga remunerado
existem regras e legislação específica do CONTRAN, incluindo o curso de formação
para a atividade profissional de transporte de cargas e passageiros (realizado
apenas por motocicletas e motonetas).

A Distância de Segurança Frontal para Motocicletas

Dependerá diretamente do tipo de pavimento, do estado de conservação


de seus pneus e das condições atmosféricas do dia.
A distância média de frenagem de uma motocicleta, sem carga ou
passageiro, a uma velocidade de 60 km/h, em um dia seco e sobre um
pavimento firme é de 16 metros, o que significa que você deve deixar um
espaço que caiba em torno de quatro veículos de passeio entre sua
motocicleta e o veículo que se desloca logo à frente (dados extraídos da
revista Motociclismo).

A Distância de Segurança Lateral para Motocicletas

Uma distância de segurança lateral adequada é aquela que permite uma


manobra evasiva, ou seja, em torno de três a quatro vezes a largura de
sua motocicleta, contando com o baú ou grelha de carga, caso existam.

154
DIREÇÃO DEFENSIVA

Situações de Risco

O motociclista possui a preferência nesta situação, porém Mesmo na preferencial se deve reduzir a velocidade e olhar
em muitos casos não é respeitada. Dê preferência à sua para garantir que nenhum condutor imprudente esteja
segurança e aguarde, se for o caso. avançando.

Para não ocorrer esta situação, evite o ponto cego, não Preferencialmente evite as conversões à esquerda, mas se
ultrapasse e use a buzina se necessário. tiver que fazer, saiba que deverá esperar a pista estar livre.

A Falta de Estabilidade nas Curvas

Existem três formas básicas de entrar em uma curva, sendo:


Mesma Inclinação para Motocicleta e Piloto - esta é a forma que
proporciona maior estabilidade ao motociclista, porém deve ser
aplicada em condições adequadas, ou seja, pista seca, sem areia ou
cobertura solta e escorregadia, em baixa velocidade e em curvas
abertas.
Maior Inclinação do Piloto - com esta técnica a motocicleta permanece
na vertical e o motociclista com o corpo inclinado para dentro da curva.
Usada principalmente em dias de chuva e em pistas com pavimento
solto (areia, brita, etc), pois assim é mantido maior contato dos pneus
com o solo, evitando ao máximo as derrapagens.
Maior Inclinação da Motocicleta - é uma técnica que deve ser usada
somente por motociclistas experientes, permitindo realizar curvas
fechadas em maior velocidade, ou ainda utilizada em manobras evasivas
para evitar sinistro de trânsito . Nela o motociclista mantem seu corpo
o mais horizontal possível, fazendo um pêndulo com o joelho e aumentando a inclinação da motocicleta.

155
DIREÇÃO DEFENSIVA

Superfícies Irregulares

Em primeiro lugar, você deve determinar se é possível passar por cima


do obstáculo, isso dependerá do estilo de sua motocicleta, sua
velocidade e o tamanho do obstáculo. Caso você determine que seja
possível, levante- se ligeiramente do assento, mantenha os joelhos
flexionados e firmes contra o tanque de combustível ou assento,
desloque o seu peso para trás, acelere um pouco para aliviar a carga
sobre a roda dianteira e passe por cima do obstáculo. Lembre-se que
sua motocicleta deverá estar totalmente na vertical.

Acionamento dos Freios

Freie progressivamente, sem travar as rodas e utilize aproximadamente


70% do freio dianteiro por 30% do traseiro, com auxílio do freio motor.
Algumas motos possuem sistema de freios combinados ou ABS.
Se for a primeira vez que você está pilotando a motocicleta, faça um teste
da sensibilidade dos freios antes de sair para a estrada. Procure não acionar
os freios de forma contínua, mas sim de forma intermitente, pois eles
aquecerão e perderão sua eficiência.
Nunca use os freios ao cair em um buraco, utilize antes para reduzir a
velocidade e libere os mesmos, deixando assim a suspensão aliviada para
absorver o impacto.
A parte pintada da via (sinalização horizontal) é extremamente
escorregadia, principalmente quando molhada.
Em pisos molhados e escorregadios a possibilidade de travamento das
rodas é maior devido à perda do atrito.

A Frenagem Segura

A forma mais segura de se frear uma motocicleta é estando a mesma


totalmente na vertical (sem inclinação), usando os dois freios ao mesmo
tempo (da frente e de trás) conjuntamente com o freio motor. Ao frear
pressione suas pernas sobre o tanque evitando que o peso de seu corpo
também seja todo
travado somente pelos braços no guidão da motocicleta, sobrecarregando
assim a parte dianteira. Um dos principais cuidados que devemos ter é
evitar o travamento das rodas, pois isso fatalmente levará ao sinistro de
trânsito.

Derrapagens

O travamento da roda traseira acontece com maior frequência, já que durante a frenagem, o peso da motocicleta e piloto é
transferido da roda traseira para a dianteira. O travamento da roda dianteira se dá principalmente pelo acionamento demasiado
do freio dianteiro. Em caso de travamento de rodas, libere o acionamento dos freios e volte a acioná-los mais suavemente.
A precaução é a melhor forma de evitar uma derrapagem:

156
DIREÇÃO DEFENSIVA

1) Mantenha uma boa distância de segurança para evitar a necessidade


de freadas bruscas. Estando com carga ou passageiros essa distância deve
ser pelo menos duplicada;
2) Conserve seus pneus com banda de rodagem e bem calibrados;
3) Nas rotatórias tome cuidado com pontos de acúmulo de areia e
conduza sempre em velocidade moderada;
4) Não use embreagem, mas sim mantenha a aceleração;
5) Segure firme o guidão e vire-o ligeiramente no sentido da derrapagem
para melhorar a aderência dos pneus.

Manobra de Ultrapassagem e Passagem

Ao ultrapassar um veículo, cuidado com o turbilhão de ar e com o vácuo, tal efeito puxa a motocicleta para próximo do veículo
ultrapassado. Evitar essa situação mantendo a distância lateral de segurança na ultrapassagem (de quatro a cinco metros).
Veículos de grande porte em sentido contrário deslocam grande massa de ar, jogando a motocicleta para fora da pista, pelo lado
direito. Diminua a velocidade, segure o guidão com firmeza e ande mais à direita na pista.

PARA ENTENDER
MELHOR

Uma ultrapassagem forçada poderá resultar em uma colisão frontal, sendo esta a pior situação
para o motociclista, e na grande maioria dos casos fatal.

Dicas Úteis de Pilotagem

 Cuidado ao passar por veículos parados, a porta do mesmo poderá se abrir repentinamente.
 Saiba que à medida que a velocidade aumenta seu ângulo de visão vai se estreitando.
 Evite pilotar na frente de veículos de grande porte e muito próximo a eles. Ofereça passagem.
 Segure sempre as duas mãos no guidão e não cole no veículo da frente.
 Ocupe o espaço de um carro na pista, isso faz com que os demais condutores tenham maior atenção e respeito.
 Preferencialmente utilize luvas, porém maleáveis para evitar o retardo do comando da motocicleta.
 Cuidado com linhas de pipas e cerol . Se for o caso, instale as chamadas haste “corta-pipa”.
 Cuidado com areia, brita, óleo e material solto nas curvas, o que poderá provocar uma derrapagem.
 Não seja o primeiro da fila de veículos quando estiver parado em um semáforo vermelho, pois ao iniciar seu trajeto
quando o sinal abre, algum condutor imprudente poderá passar no “finalzinho” do amarelo (ou já no vermelho) e
interceptar lateralmente sua motocicleta, ocasionando um grave sinistro de trânsito.

157
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS

Noções de primeiros socorros

O anexo II da resolução 168 do CONTRAN, de 14/12/2004, define quais os assuntos devem ser
OBJETIVO abordados dentro da matéria de primeiros socorros, deixando claro que o objetivo é dar uma
conhecer a noção ao condutor. Formar um condutor para aplicar técnicas como a massagem de
sequência do pronto ressuscitação cárdio-respiratória exigiria bem mais do que as quatro horas previstas para a
matéria, bem como a execução prática, para só depois aplicar o que foi aprendido em uma
atendimento ao
situação real.
acidentado, o que Erradamente alguns estados exigem em seus testes teóricos, questões que abordam
fazer e o que não conhecimentos que seriam específicos de cursos especializados para o socorro.
fazer em tais É algo bastante desejável que todo condutor tenha a preocupação em saber mais sobre a
situações. realização de um socorro de emergência, até mesmo porque este conhecimento serviria não
somente para um sinistro de trânsito, mas para qualquer situação. Sendo este seu caso, procure
um curso especializado, geralmente ministrado pelocorpo de bombeiros, escolas e faculdades de
enfermagem, entre outras instituições que ministram o curso.

Os passos para o socorro são:

 Mantenha a calma.
 Controle a situação.
 Garanta a segurança.
 Acione o socorro profissional.
 Inicie o socorro às vítimas.

Mantendo a Calma

Para que você possa ajudar, sem na verdade atrapalhar, deve antesestar calmo:
 Pense, não aja por impulsos.
 Respire profundamente.
 Veja se você não está ferido.
 Avalie a gravidade geral.
 Conforte os acidentados.
 Faça somente o que for capaz.
PARA ENTENDER

MELHOR

Controlando a Situação

Tome conta da situação, caso ninguém ainda tenha feito, mas antes procure pessoas com melhores
condições e conhecimentos que você:

 Tenha firmeza em suas ações.


 Peça ajuda, forme equipes e distribua tarefas.
 Não discuta; aceite opiniões.
 Trabalhe, não somente ordene. Elogie e agradeça.

158
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS

Garantindo a Segurança

Sinalização do Local
 A sinalização deve começar antes do sinistro de trânsito estar visível, nos dois sentidos, se for o caso.
 Não permita aglomeração de curiosos.
 Utilize o seu triângulo ou o de outros veículos, ou outro recursoexistente no local, tal como galhos.
 Pessoas podem sinalizar o sinistro de trânsito, desde que longe de curvas elombadas e usando preferencialmente roupas
de cores vivas e chamativas.
É aconselhável que para as distâncias de sinalizações sigamos a tabela abaixo:

Velocidade Distância (de dia / Distância (de noite ou


Tipo de Via
Aplicada tempo seco) dias chuvosos)

Local 30 km / h 30 passos 60 passos


Estradas (sem asfalto)
60 km/h 60 passos 120 passos

Avenidas 60 km/h 60 passos 120 passos

De fluxo rápido 80 km/h 80 passos 160 passos

Rodovias 110 km/h 110 passos 220 passos


Os passos devem ser largos, em média de um metro.

159
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS

Riscos Mais Comuns

Atropelamentos
Evite o fluxo desnecessário de pessoas no local do sinistro de trânsito e mantenha os
acidentados em local seguro. No caso de não poder removê-los do meio da pista, sinalize
muito bem o local e se possível defina um desvio para o fluxo de veículos.

Cabos Elétricos
Jamais tenha contato direto com cabos partidos, mesmo que você acredite que não estejam
energizados. Pessoas dentro de veículos estão protegidas pelos pneus, desde que não
haja contato da roda ou dos pés com o solo.

Explosões
Ocorrendo vazamento de produtos perigosos (inflamáveis, corrosivos, etc) ou já havendo
princípios de chamas, evacue e isole totalmente a área.

Incêndios
Desligue o motor do veículo e reúna todos os extintores que puder. Havendo derramamento
de combustível, redobre a atenção e não fume no local.

Contaminações
Evite qualquer contato com sangue ou secreções das vítimas. Se você for um condutor
prevenido, terá em seu veículo um par de luvas descartáveis.

Novas Colisões
Mantenha a fluidez do tráfego e sinalize de forma correta o local.

Como parar seu veículo

Existe uma dica muito importante caso você estacioneseu veículo próximo ao local do sinistro de trânsito.
Pare com o volante e as rodas viradas para o ladode fora da via, de forma que caso alguém colida em sua traseira, o veículo
não será arremessadopara cima do local do sinistro de trânsito. Não esqueça também que o pisca-alerta deverá estar ligado.

160
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS

Resíduos e Obstáculos
Retire os fragmentos de veículos que ficaram sobre a pista, principalmentequando próximos a curvas ou lombadas. Existindo óleo
ou combustívelderramado sobre a pista, jogue terra ou areia sobre mesmo.

Acionamento do Socorro Profissional

Em caso de:
OCORRIDO QUEM ACIONAR

Cabo de energia partido Concessionária de energia

Incêndios ou princípios Corpo de bombeiros


Serviço de socorro médico e/ou
Vítimas humanas
resgate

Derramamento de produtos tóxicos Órgãos ambientais

 O tipo de sinistro de trânsito (carro, moto, colisão, atropelamento, etc).


 O número aproximado de vítimas e a gravidade aparente (inconsciência, perda de membros, etc).
 Existência de pessoas presas em ferragens.
 Envolvimento de ônibus ou caminhão e o vazamento de produtos perigosos (combustível, ácidos, etc).
 O endereço do sinistro de trânsito (rua, BR, quilômetro, ponto de referência, etc).
 Dificuldade de acesso aos veículos acidentados (barrancos, rios, etc).
 Existência de via interditada e dificuldades de acesso ao local.

Formas de Acionamento

 Utilize seu celular ou outro qualquer disponível.


 Algumas rodovias possuem telefones de utilidade.
 Não havendo comunicação, pare um veículo e solicite que realize o pedido de socorro mais à frente, na primeira
oportunidade.

Telefones de Emergência
Corpo de Bombeiros 193
SAMU(*) 192
Polícia Rodoviária Federal 191
Polícia Militar 190

(*) – ServiŲo de Atendimento Móvel de Urgência (serviŲo implantado pelo Governo Federal)

PARA ENTENDER

Em algumas rodovias Municipais, Estaduais e Federais encontraremos o número de


emergência divulgados em placas (SAU – Serviço de Atendimento ao Usuário). Nas rodovias
privatizadas, esse serviço é obrigatório. Ao encontrar a divulgação do número, anote para uma
situação imprevista.

MELHOR

161
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS

O Atendimento à Vítima

PARA ENTENDER

(Código de Trânsito Brasileiro) e Art


135 do CP (Código Penal).

MELHOR

Sinais Vitais
São eles:

RESPIRAÇÃO:

A medição dos movimentos respiratórios é realizado pela observação da caixa torácica. Para adulto, o normal é de 10 a 20
MRPM (MovimentoRespiratório Por Minuto), criança de 20 a 30 MRPM e Lactentes de 30a 40 MRPM.

PULSAÇÃO:

Os batimentos cardíacos são medidos pela contagem em uma artéria. Para adulto o normal é de 60 a 100 BPM
(Batimentos Por Minuto),criança de 100 a 120 BPM e Lactentes de 120 a 140 BPM. TEMPERATURA:
A temperatura é estimada pela sensibilidade do socorrista. Estará normal de 35,5 a 37 ºC. (temperatura axilar)

Dilatação e Reação das Pupilas

Miose: Pupilas contraídas. Encontrada


em diversas condições médicas, e
também pode ser causada por algumas
drogas.
Midríase: Pupilas dilatadas. Pode ser
causada pelo uso excessivo de bebidas
alcoólicas, pelo uso de drogas (tal
como a cocaína), devido alguma lesão
cerebral (traumatismo ou derrame), ou
ainda devido ao pânico excessivo.
Anisocória: uma pupila contraída e a
outra dilatada.

Regras Gerais do Socorro

 Não converse sobre a gravidade do sinistro de trânsito próximo às vítimas.


 Responda com calma e de forma apaziguadora.
 Não inicie, estimule ou permita qualquer discussão sobre culpa no acidente.
 Permaneça junto às vítimas ou em local visível para as mesmas,porém ao ficarem agressivas, afaste-se.
 Se o cinto de segurança estiver dificultando a respiração da vítima, somente neste caso, solte-o sem movimentar a coluna e
o pescoço davítima. Se for o caso, permaneça mantendo a vítima na posição original.
 Se a vítima não estiver respirando e existir alguém no local, com conhecimentos práticos, a vítima poderá ser retirada do
veículo, com os devidos cuidados e iniciada a reanimação, que também poderá ser iniciada dentro do veículo.
 Escolha um local seguro onde as vítimas possam se locomover porconta própria, preferencialmente protegidas do frio,
chuva e sol.

162
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS

A vítima deverá ser removida somente seestiver correndo risco de morte.


O socorrista deverá solicitar ajuda para evitar ao máximo que a coluna e o pescoço do acidentado se dobre durantesua
remoção.

Atendimento às Vítimas

Os passos para o atendimento aos acidentados devem procurar seguir


uma padronização, observando os critérios internacionais, onde
observamos a seguinte sequência para atendimento à uma vítima
(AVAMANAPRO):
 Avaliação (ou análise) primária
 Manutenção dos Sinais Vitais (suporte à vida)
 Avaliação (ou análise) secundária
 Procedimentos emergências

PARA ENTENDER

Mais uma vez destacamos, caso seja de seu interesse ajudar


emergência que envolva acidentado traumatizado, a importância de

MELHOR

Avaliação Primária

Tem por finalidade dar o suporte básico de vida para o traumatizado até a chegada do socorro especializado, onde temos
que, manter a respiração e os batimentos cardíacos, preservar a coluna, evitar a falênciahemodinâmica por motivo de
hemorragias e evitar o estado de choque. Os passos básicos para a avaliação primária são – (VIRECINIE):

 Vias aéreas e coluna cervical


 Respiração
 Circulação, hemorragias e controle do estado de choque
 Nível de consciência
 Exposição e proteção da vítima

1. Desobstrução das Vias Aéreas e Controle da Coluna Cervical (pescoço) – uma pessoa com obstrução nas vias aéreas
e sem respirar poderá morrer ou ficar com seqüelas rapidamente.
Principalmente com vítimas inconscientes, tome muito cuidado com sua coluna e evite mover seu pescoço. Retire
objetos e resíduos que existam em sua boca e fossas nasais.

2. Verificação da Respiração – mesmo não estando com as vias aéreasobstruídas o acidentado poderá estar sem respirar.
Para tal análise use atécnica (VOS) de Ver o movimento da caixa torácica e Ouvir e Sentir arespiração, aproximando seu
rosto do rosto e peito do acidentado. Nãohavendo movimento respiratório, será necessário iniciar a respiração artificial.

PARA ENTENDER

Recentemente o AHA (American Heart Association) preconizou que para verificar a respiração é
observado apenas o movimento do abdômen, momento em que se aproveita para verificar os
batimentos cardíacos.

MELHOR
163
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS

3. Verificação da Circulação e Hemorragias – para realizar a verificação da circulação é necessário sentir a pulsação do
paciente. Não havendo pulsação, está ocorrendo uma parada cardíorespiratória e deverá ser iniciado de imediato o ciclo
de RCP (Ressuscitação ou ReanimaçãoCárdio - Pulmonar)
Importante esclarecer que ao detectar a falta de pulso no paciente está também confirmada a falta de movimentos
respiratórios.
Sangramento excessivo pode levar à falência hemodinâmica (do sangue) e fatalmente ao estado de choque e
sequencialmente à morte.
As hemorragias podem ser externas, fáceis de identificar, ou então internas, onde o sangue ocupa cavidades internas
do corpo.

4. Verificação do Estado de Consciência – estando a vítima consciente faça perguntas de forma a identificar algum problema
na coluna ou dorlocalizada. Veja se a vítima sente as pernas e braços.
Estando a vítima inconsciente, trate-a como lesionada na coluna e verifique de imediato a pulsação e a respiração,
movimentando-a o mínimo possível. Havendo no local alguém com conhecimentos suficientes para a ação, deverá de imediato
iniciar a respiração artificial e/ou a massagem cardíaca. É aconselhável que após a estabilização do pescoço na posição natural,
com a ajuda de algumas pessoas, seja feita a “lateralização” do acidentado sem a movimentação da coluna, evitando assim
o afogamento em líquidos e secreções do próprio corpo. Esta ação é realizada somente para acidentados que estejam
respirando normalmente.

5. Exposição e Proteção da Vítima – é necessário que seja feita a exposição do corpo da vítima para a realização da
verificação de traumas diversos (fraturas, escoriações, etc), mas sempre tenha cuidado com a exposição excessiva das partes
íntimas da mesma.
Mantenha o acidentado aquecido e protegido contra as intempéries do tempo, pois é uma reação natural do corpo baixar a
temperatura rapidamente.

Manutenção dos Sinais Vitais

O suporte básico de vida deve ser constante até a chegada do socorro especializado, ou seja, devemos manter a vítima
respirando, com pulsação (coração batendo) e protegida contra o estado de choque.

Avaliação Secundária

Após a estabilização da vítima, ou seja, estando respirando, com pulsação e protegida contra o estado de choque, devemos
iniciar umaanálise completa do corpo da vítima, onde:

1. Na cabeça procure por deformidades e traumas, o que poderá indicar a presença de TCE (Traumatismo Crânio
Encefálico);
2. No pescoço verifique o alinhamento da traquéia;
3. Nos membros superiores, inferiores e bacia, procure por meio do toque, por fraturas e pontos de hemorragia;
4. No tórax e abdômen tente identificar fraturas e hemorragias (internas ou externas);

PARA ENTENDER

MELHOR

164
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS

Procedimentos Emergenciais

Alguns procedimentos emergências são bastante simples e podem ser realizados


por qualquer pessoa, já outros exigem conhecimentos técnicos e práticos para que
a situação do acidentado não se agrave devido a uma intervenção errada, tal como
uma massagem cardíaca desnecessária em um acidentado que tenha costelas
quebradas, quando o osso fraturado poderá perfurar o pulmão.

Parada Respiratória

Quadro onde a vítima apresenta pulso,porém não respira.

Sintomas: ausência do movimento respiratório; inconsciência; dilatação das


pupilas; arroxeamento dos lábios e extremidade dos membros (cianose).

Tratamento:
 Verifique o nível de consciência;
 Abra as vias aéreas (com a preservação da coluna);
 Cheque a respiração. Não havendo movimentos respiratório aplique duas insuflações (caso tenha habilitação para tal
tarefa e osequipamentos de segurança);
 Verifique o pulso. Se a vítima apresentar pulso (coração batendo), está ocorrendo apenas uma parada respiratória (e
não uma paradacardiorrespiratória);
 Faça de DOZE a QUINZE insuflações por minuto;

PARA ENTENDER

Recentemente o AHA (American Heart Association) preconizou umespaço maior entre as


insuflações, totalizando de 8 a 9 por minuto.

MELHOR
 Após o termino do ciclo, se a vítima ainda apresentar pulso, chequea respiração;
 Se ao término do ciclo a vítima não voltar a respirar sozinha, reinicieo ciclo novamente.

Parada Cardiorespiratória

Quadro no qual a vítima não apresenta movimentos respiratórios eo pulso é completamente ausente, porém não podemos
afirmar que ocorreu o óbito.

Sintomas: ausência do movimento respiratório e pulso (sem batimentos cardíacos), inconsciência, pupilas dilatadas, pele elábios
arroxeados (cianose),

Tratamento:

 Verifique o nível de consciência;


 Abra as vias aéreas (preservando a coluna);
 Cheque a respiração. Não havendo movimentos
 Verifique o pulso. Se a vítima não apresentar pulso (sem o coração bater), está ocorrendo uma parada cardiorrespiratória;
 Estando a vítima deitada em uma superfície rígida, localize o ponto de pressão, dois dedos acima do apêndice xifoide (ponta
do esterno);posicione-se para realizar as compressões;
 Para vítima adulta as mãos devem ser sobrepostas, dedos entrelaçados e somente uma das mãos em contato com o osso
esterno;
 Para crianças utilize apenas uma mão para a compressão e para lactentes somente os dedos indicador e médio;

165
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS

 Deverá ser executado um sincronismo de 02 INSUFLAÇÕES por 30 MASSAGENS CARDÍACAS (Alterado pela American Heart
Association
- AHA em 2005. Anteriormente o que era preconizado eram 02 INSUFLAÇÕES por 15 MASSAGENS CARDÍACAS).

PARA ENTENDER

AHA (American Heart Association) orienta que caso o socorrista não possua o aparelho de
respiração artificial (Ambú) e não esteja

MELHOR

DETALHES SOBRE A RCP (Ressuscitação Cardiorespiratória)

 Toda a respiração na RCP deve ser dada acima de 01 segundo e produzir elevação visível do tórax;
 Para realizar compressões eficientes o socorrista deve comprimir com força e rapidamente, numa média de 100 a 120 vezes
por minuto;
 Permitir o retorno completo do tórax para a posição normal após cadacompressão (que afunde o tórax de 5 a 6 cm) e fazer
compressões e tempos de relaxamento aproximadamente iguais.

Hemorragias

Hemorragia é a perda aguda de sangue circulante. A intensidade dessa perda


vai depender do calibre do vaso afetado:

 Na hemorragia arterial o sangue évermelho vivo e sai com maior pressão;


 Na hemorragia venosa o sangue é vermelho escuro e sai com menor pressão;
 Na hemorragia capilar o sangue sai em pequena quantidade.

Tratamento das Hemorragias Externas – tamponamento (para pequenos cortes e perfurações); elevação
dos membros; pressionamento das artérias que irrigam o local; curativos e ataduras. Não troque os curativos, permita a
coagulação e não retire corpos estranhos dos ferimentos.
Ocorrendo amputações de membros poderão ocorrer grandes hemorragias, o que levará o acidentado rapidamente à
morte. Realizepressão no local com gaze limpo e previna o estado de choque. Localize e guarde o membro amputado,
sem lavar, apenas resfrie se possível, mas não congele.

Tratamento das Hemorragias Internas – ocorre quando a perdade sangue é no interior do organismo, sem
ser visível, podendo ser percebida apenas pelos sinais e sintomas apresentados pelo paciente. A região das coxas pode
acondicionar até 1,5 litros de sangue. A região abdominal pode acondicionar até 2,0 litros de sangue em suas cavidades.
Uma pessoa com hemorragia interna, a cada minuto que passa chega a perder em média de 30 a 50 ml. de sangue.
Mantenha as vias aéreas liberadas e a vítima deitada. Se for necessário transporte-a na posição de choque, não dê nada

166
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS

para a vítima beber e procure socorro adequado imediatamente.

HEMOPTISE ou hemorragia dos Pulmões – éa eliminação pela boca e nariz de sangue proveniente do aparelho
respiratório, geralmente em golfadas de sangue vivo e na presença de tosse. A ação imediata para socorrer o acidentado
deve ser voltada para evitar que este morra por asfixia.

HEMATÊMESE ou hemorragia do Estômago – é a eliminação pela boca de sangue proveniente do aparelho digestivo,
principalmente do estômago, geralmente na cor vermelho escuro e na presença de vômitos. A ação imediata para socorrer
o acidentado deve ser voltada para evitar que estemorra por asfixia e posteriormente resfriar a região externa do abdômen.

PARA ENTENDER

sinistro de trânsito gravidade do quadro do acidentado,


pois aumenta a pressão sanguínea.

MELHOR

Fratura dos Membros

Sintomas: membros deformados e dores


em articulações indicam fratura interna (ou fechada). A fratura exposta é automaticamente
identificada, pois parte do osso rasga o tecidomuscular.

Tratamento: improvise uma tala para imobilização; jamais tente retornar o membro
deformado para o lugar e estanque a hemorragia caso exista. Fratura de Costela - Tem como
sintomas dor intensa no local edificuldades na respiração. O grande problema deste tipo de
fratura éa possibilidade de perfuração de algum órgão interno, principalmentedos pulmões.
Mantenha a vítima em repouso total.

Fratura da coluna - Tem como sintomas dor muito intensa nolocal, perda de movimentos e da
sensibilidade, ou um simples formigamento nos membros. Na suspeita de fratura de coluna
movimente a vítima somente em caso extremo de risco de morte. Fratura da Bacia ou Quadril - Tem como principais sintomas fortes
dores locais e dificuldade de movimento das pernas. Mantenha a vítima deitada em local plano e em total repouso.

TCE (Traumatismo Cranioencefálico) - São ferimentos considerados na maioria das vezes graves, principalmente por nem
sempre serem de fácil identificação. Os principais sintomas apresentados são: sangramento no crânio, nariz, boca ou ouvido; dor
de cabeça; tonturas e desmaios; enjôos e vômitos; alteração no tamanho das pupilas. Cuidado com a asfixia por motivo de
vômitos e mantenha a vítima em total repouso.

Convulsão - atividade involuntária, associada a perda de consciência,que pode ser generalizada ou localizada a um membro
ou região.
Desmaio - perda breve e repentina da consciência, geralmente com rápida recuperação, pode ser devido a múltiplas causas,
desde um simples susto (ansiedade, tensão emocional) até um quadro TCE
(Traumatismo Cranioencefálico).
Queimaduras
As queimaduras podem ser de 1o grau (apenas vermelhidão), 2o grau (com bolhas) e
3o grau (camada muscular atingida).

Tratamento: primeiramente combata o fogo e logo após mantenha o local resfriado


com água limpa, umedecendo-o constantemente.
Cuidado com a queimadura ocasionada por produtos químicos, pois em alguns casos a água
potencializa a capacidade de corrosão do produto.

167
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS

PEQUENAS QUEIMADURAS: menos de 10% da área corpórea atingida.

GRANDES QUEIMADURAS: mais de 10% da área corpórea atingida.

Cabeça e Região do
Tronco Cada braço Cada perna
Pescoço Períneo

ADULTO 9% 36% 9% 18% 1%

CRIANÇA 18% 36% 9% 13,5% 1%

BEBÊ 18% 36% 9% 13,5% 1%

PARA ENTENDER

queimadura, maior será o


risco de morte para a vítima, devido

MELHOR

QUEIMADURAS CONSIDERADAS GRAVES


 Elétricas;
 Na região do períneo;
 Quando atinge as vias aéreas;
 Quando atingir mais de 10% da área corpórea.

Ferimentos no Tórax e Abdômen

No caso de ferimento no abdômen não se deve tentar recolocar os órgãosexpostos


no lugar, mas sim, cobri-los com uma compressa úmida e limpa. Em relação a
ferimento aberto no tórax deve-se vedar a entrada de ar usando, por exemplo,
um pano, um plástico ou até mesmo a própria mão. Isso é importante, pois, se
houver entrada de ar, ospulmões podem se contrair e fechar.
Demais Lesões:

Entorse – ruptura total ou parcial de ligamentos ou cápsula articular;


Luxação – separação total ou parcial de um osso da sua articulação;
Contusão – lesão muscular causada por uma pancada, sem rompimento da pele;

Tratamento: use uma bandagem envolvendo os membros lesionados e


imobilizando-os junto ao tronco (membro superior) ou faça uma bandagem
uniforme do quadril até abaixo dos joelhos (membros inferiores)
O Que Não Fazer
 Não dê nada para a vítima beber ou comer.
 Somente remova a vítima do local do sinistro de trânsito, se ela estiver correndo risco de morte, principalmente as
inconscientes, utilizando para talos cuidados e técnicas adequadas.
 Não tente voltar membros deformados e fraturados para oformato normal.
 Em caso de vísceras expostas não toque nem tente recolocá-las no lugar.
 Não tente retirar os corpos estranhos dos ferimentos.
 Não troque curativo, permita a coagulação;
 Não aplique produtos diversos no local do ferimento.

168
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS

 Não passe nada no local da queimadura e não fure as bolhas.


 Não arranque partes do vestuário grudados ao corpo por motivo dequeimaduras.
 Não aplique torniquetes.
 Não retire o capacete das vitimas, salvo no caso de necessitar realizar a respiração artificial.

RESUMO PARA MEMORIZAÇÃO


Entorse Ligamentos
Luxação Articulação
Contusão Muscular
Amputação Perda extremidade do Corpo

Cuidados especiais para o Socorro de Duas Rodas

OBJETIVO

Introdução
Acidentes envolvendo motociclistas requerem alguns cuidados econhecimentos especiais,
de condutores de
motocicletas, de modo que a vítima não tenha seu estadoagravado devido o socorro inadequado.
motonetas, Todos os passos já estudados devem ser seguidos, acionando o socorro especializado e
ciclomotores, triciclos sinalizando o local do sinistro de trânsito.
e quadriciclos. Na sua grande maioria, os acidentes com motocicletas ocorrem nas vias urbanas, o que não
. reduz sua gravidade, devido a grande exposição do corpo da vítima.

A Dinâmica do sinistro de trânsito

Os acidentes com motociclistas podem ocorrer resumidamente conforme uma das três formas citadas abaixo. Para cada uma
delas,a dinâmica do sinistro de trânsito e a ocorrência dos traumas possuem suas particularidades.

Motociclista colidindo frontalmente (na traseira de outro veículo, comveículo em sentido contrário, em cruzamentos ou com
objetos fixos)

Dinâmica do sinistro de trânsito:


o motociclista é projetado para frente (a violência da projeção é
diretamente proporcional à velocidade na hora da colisão); sua cabeça
atinge o objeto colidido, ocorrendo neste momento uma possível
lesão de coluna e uma lesão encefálica, pois o capacete a princípio
previne a ruptura da pele e do crânio, porém o impacto interno dos
órgãos é inevitável devido a desaceleração brusca.

169
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS

Motociclista recebendo a colisão pela traseira

Dinâmica do sinistro de trânsito:


no momento da colisão o motociclista geralmente cai de sua
motocicleta e é atropelado pelo veículo que o colidiu. Neste tipo
de sinistro de trânsito os resultados são imprevisíveis, porém
em sua grande maioria ocorrem fraturas múltiplas de grande
gravidade. Bastante comum nestes casos a vítima ser arrastada
pelooutro veículo, o que geralmente resulta na morte da vítima.

Motociclista sendo interceptado em cruzamentos por outro veículo

Dinâmica do sinistro de trânsito:


neste tipo de sinistro de trânsito o motociclista tem geralmente um de
seus membros inferiores seriamente ferido, em alguns casos esmagado
ou decepado de seu corpo, podendo ser seguido de um atropelamento
e arrastamento da vítima.

Movimentação do Acidentado

Como em qualquer sinistro de trânsito, um motociclista acidentado não deve ser removido do local ou realizado qualquer movimento
com seu corpo, anão ser que esteja correndo risco comprovado de morte.

Como Retirar o Capacete

O capacete deverá ser retirado somente em caso comprovado de paradarespiratória (sem movimentos e sinais de respiração), quando
será necessária a realização da respiração artificial, porém com a total prevenção da coluna, seguindo os passos abaixo, sempre com duas
pessoas:
O primeiro socorrista remove o capacete, com todo o cuidado,alargando as laterais e realizando pequenos movimentos giratório
para frente e para trás enquanto puxa suavemente o capacete, até livrar o nariz, quando então o capacete sairá suavemente;

Um dos socorristas faz a estabilização da O outro socorrista abre a viseira e retira objetos soltos,
cabeça; tais como óculos de grau ou de proteção;

170
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS

A jugular deve ser solta totalmente para permitir a O segundo socorrista apóia uma das mãos na parte de
retirada do capacete; trás da cabeça e a outra na mandíbula;

Veículo Sobre o Acidentado

Em alguns casos o motociclista acidentado poderá permanecer embaixo do veículo. Nestes casos a situação se complica ainda
mais, pois a tentativa de movimentar o veículo para retirá-lo de cimada vítima poderá agravar ainda mais a situação.

O ideal é sempre aguardar o socorro especializado, principalmente quando a vítima está consciente. Caso seja necessário
retirar o veículo que está sobre a vítima, faça com todo o cuidado, e caso você perceba que a vítima está presa sob o veículo,
eleve o mesmo utilizando dois ou três macacos e retire a vítima, com total imobilização da coluna

171
NOÇÕES DE CONVIVIO SOCIAL NO TRANSITO
CIDADANIA

O Convívio Social no Trânsito

O Indivíduo e o Grupo Social


OBJETIVO
Cada ser humano é único no Planeta, possuindo características físicas, biológicas e
comportamentais únicas.
Participa de diversos grupos, podendo ser estático como no familiar ou dinâmico como no trânsito,
o qual se renova a cada minuto. Pessoas que nunca se viram, passam a ter uma relação
momentânea de convívio.
A regra básica para a harmonia dentro de qualquer grupo é conhecer claramente as regras do
mesmo, para respeitá-las, e exercer seus direitos.

A Sociedade

As pessoas se reúnem em grupos sociais, geralmente fazendo


parte de diversos grupos, os quais juntos formam a
sociedade. Existe ainda o papel do Estado perante o
indivíduo e por consequência perante a sociedade,
possuindo
função reguladora e amparadora.
As Leis e Normas são criadas para atender o interesse da
coletividade, não sendo diferente o Código de Trânsito
Brasileiro - CTB , o qual existe para garantir o direito de ir e
vir com segurança para todos, ou seja, pedestres e
condutores.

Diferenças Individuais

Os seres humanos são eminentemente heterogêneos, ou seja, com raças, cores,


culturas e interesses diversos. Esta diversidade é que garante a evolução de
nossa existência, porém algo que deve ser único para todos, não existindo
divergências, é o entendimento de que o bem comum está
acima do interesse particular.

Relacionamento Interpessoal

A base do relacionamento interpessoal está no respeito às limitações das pessoas de nosso convívio, bem
como no reconhecimento do direito destas e até mesmo na tolerância no caso de alguma falha ou erro
cometido pelos que nos rodeiam. A cada vez que o condutor está iniciando seu deslocamento nas vias
públicas, estará participando de um grupo dinâmico que se inter-relaciona e se comunica por meio de
regras e sinais.

O Homem, sua Máquina e a Sociedade.


Para boa parte dos condutores, seu carro ou moto não é
somente um meio de locomoção, é uma forma de reafirmação de
poder, de destaque dentro do grupo no qual convive. Através desta relação entre
homem-máquina surgem alguns distúrbios de comportamento, passando seu
veículo a ter mais valor do que uma vida humana, ou ainda a sensação de poder
e potência estar acima da segurança da coletividade.
Tudo isso é resultado da regra maior, onde o homem vale pelo que ele tem, não
pelo que ele é, no sentido amplo da palavra. Esta regra também afeta a relação de
fiscalização do ambiente de trânsito, onde outro distúrbio ocorre, a cultura da
impunidade, levando ao tratamento diferenciado e injusto aos que possuem melhor situação e uma rede de relacionamento maior
e com pessoas mais influentes

172
NOÇÕES DE CONVIVIO SOCIAL NO TRANSITO
CIDADANIA

O Problema do “EU”

Nosso dia a dia é tomado de ações e pensamento individualistas, tais como: eu estou atrasado(a), eu quero chegar
logo em casa, etc. As pessoas estão se tornando cada dia mais egocêntricas, individualistas e insensíveis, sendo
este o câncer que consome nossas relações, levando desde a uma simples briga de trânsito, até os grandes conflitos
mundiais entre nações.

Ser Cidadão no Trânsito é:

 Conhecer e respeitar as Normas de Trânsito e o direito dos outros.


 Preservar o Meio Ambiente e o patrimônio público.
 Ser amigável, cordial, tolerante e cooperativo com os demais usuários da via, relevando erros e defeitos dos
demais.
 Abrir mão de seus direitos em favor do bem comum e da segurança de todos.
 Evitar confrontos e comportamentos agressivos.
 Ter autocrítica, reconhecendo seus próprios erros e procurando eliminá-los.

A Única Solução.

Mudar comportamento é algo que raramente ocorre, pois existe uma tendência da
natureza humana de somente mudar seu comportamento após uma experiência
negativa.
A única solução que realmente trará mudanças significativas é a educação de base,
onde nossas crianças e jovens recebam e absorvam conceitos de cidadania e convívio
social, aprendendo a serem menos individualistas e mais colaborativas. Importante
salientar que a educação de base não está ligada somente ao ambiente escolar, mas
também ao ambiente familiar.
Mesmo que a médio e longo prazo, este é o único caminho para um trânsito mais
humano e saudável.

173
NOÇÕES DE PROTEÇÃO E RESPEITO AO MEIO AMBIENTE
MEIO AMBIENTE

Proteção e Respeito ao Meio Ambiente

Introdução
OBJETIVO
O que é Meio Ambiente?

É um conjunto de unidades ecológicas que funcionam como um sistema natural, e incluem toda a
vegetação, animais, micro- organismos, solo, rochas, atmosfera e fenômenos naturais que podem
ocorrer em seus limites.
A necessidade de locomoção e agilidade por parte das pessoas tem gerado três formas básicas de
formas
poluição em nosso cotidiano, sendo: Poluição ambiental - gerada principalmente pelo excesso de
de prevenção.
gases nocivos e partículas sólidas jogadas pelos veículos no meio ambiente; Poluição sonora -
gerada pelo uso excessivo das buzinas, sons automotivos e motores com alta emissão de ruídos;

Poluição visual - gerada pela forma desordenada de sinalização das vias de trânsito.

O Veículo - Agente Poluidor do Meio Ambiente

Tornam-se agentes poluidores os condutores, os veículos e as vias,


principalmente quando ocorre:
• Emissão de gases e partículas (fumaça) na atmosfera;
• Descarte de óleos lubrificantes e fluídos;
• Descarte de pneus e baterias;
• Volatilidade dos combustíveis no abastecimento;
• Descarte de sucatas;
• Acidentes envolvendo cargas tóxicas;
• Erosão de terrenos devido o mau planejamento das estradas;
• Enchentes nos centros urbanos devido a cobertura quase que total do solo
pelos pavimentos e calçamentos;
• Incêndios provocados por condutores (pontas de cigarros jogadas acesas
durante as viagens);
• Lixos diversos deixados pelos condutores nas vias;
• Morte de animais silvestres provocadas pelo excesso de velocidade;
• Uso excessivo da buzina (poluição sonora);

Ao utilizar o extintor de incêndio que contenham bromo, pois esta substância destrói dez vezes mais a camada de ozônio que o
CFC (Cloro Fluor Carbono)

O Conama e o Proconve

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) regulamenta no país a


emissão de gases e partículas pelos veículos automotores.
Em 1986 foi criado o Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos
Automotores (PROCONVE), o qual tem como principais

objetivos:
• Reduzir a contaminação atmosférica por gases e partículas de veículos.
• Incentivar a melhoria tecnológica na produção de motores para alcançar índices baixos de emissão de gases, partículas e
ruídos.
• Incentivar a melhoria tecnológica de produção dos combustíveis assegurando um baixo potencial poluidor.

174
NOÇÕES DE PROTEÇÃO E RESPEITO AO MEIO AMBIENTE
MEIO AMBIENTE

PROMOT

É o Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares, que teve inicio em 2003 com sua primeira fase,
CO (monóxido de
É um gás letal, mata por asfixia química, impedindo o oxigênio de chegar às células.
carbono)

São gases irritantes. Provocam desconforto respiratório, diminuição da imunidade e


NOx (Óxidos de alteraçõescelulares. Agrava os problemas respiratórios, como alergias, asma e bronquite.
nitrogênio) Sua emissão é feita majoritariamente por veículos movidos a diesel.

Assim como os óxidos de nitrogênio, provocam irritação nos olhos, nariz, pele e aparelho
HC respiratório. São cancerígenos. Sua emissão é feita pelos motores de ciclo Otto (álcool e
(hidrocarbonetos) gasolina) e diesel.

Apesar de não trazer grandes malefícios ao corpo humano, é um gás estufa. Seu excesso
CH4 (metano) de emissão contribui para o aquecimento global. Não é avaliado pelo PROCONVE.

Também é um gás irritante e provoca os mesmos efeitos do HC e NOx, e também é


CHO (aldeídos) cancerígeno.

É a famosa fumaça, a qual aparece principalmente nosmotores diesel. Além de causarem


MP (material grandes danos aosistema respiratório, pois ficam retidas nos alvéolospulmonares, causando
particulado) grande irritação e desconforto, também contribuem para agravar o efeito estufa.

CO2 (dióxido de Assim como o metano, não é prejudicial à saúde, mas é o principal causador do efeito
carbono) estufa, por ser o gás emitido em maior quantidade

SO2(dióxido de
Estes gases se combinam com água na atmosfera formando as chuvas ácidas.
enxofre)
estando atualmente na fase IV.

O uso de novas tecnologias e alguns cuidados colaboram para a redução da emissão de poluentes, sendo:
1) O uso de catalisador nas motocicleta e motonetas;
2) Veículos com a tecnologia de injeção eletrônica;
3) Uso de combustível de fontes confiáveis (não adulterados);
4) Uso de alternativas menos poluentes, tais como os ciclomotores estéticos;

Monóxido deCarbono
Ano de Cilindrada (CO) HC - Hidrocarbonetos
Fabricação - cc -% (ppm - parte por milhão)

Até 2002 Todas 7,0 3.500


< 250 cc 6,0 2.000
2003 a 2009
≥ 250 cc 4,5 2.000

2010 emdiante < 250 cc 2,5 600


≥ 250 cc 2 400

175
NOÇÕES DE PROTEÇÃO E RESPEITO AO MEIO AMBIENTE
MEIO AMBIENTE

O efeito estufa e o aquecimento global

O efeito estufa é um fenômeno natural do planeta, sendo através dele que


se deu o ambiente propício para o desenvolvimento da vida na terra. O
grande problema é que oexcesso de gases do tipo dióxido de carbono (gás
carbônico) estão maximizando tal
fenômeno, onde a radiação solar que entra na atmosfera fica presa e não se
dissipa, retornando ao globo, ocorrendo o superaquecimento dos
continentes e oceanos e consequentemente problemas do tipo:
derretimento das geleiras, aumento dos níveis dos mares, secas, enchentes
e desequilibrio do controle de pragas.

Destruição da Camada de Ozônio

Alguns sistemas de ar condicionado para veículos, principalmente os fabricados até


1994, ainda utilizam o CFC (cloro flúor carbono), principal responsável pela
destruição da camada de ozônio, a qual se encontra na atmosfera e protege
pessoas, animais e plantas dos raios solares nocivos.
Os modelos atuais utilizam o gás 134A ou HFC, chamado “ecológico”. O nome não
é apropriado, pois o HFC não ataca a camada de ozônio, mas intensifica o efeito
estufa (aquecimento do planeta).
Para evitar mais danos à natureza, recorra sempre a mão de obra especializada:
técnicos inexperientes podem deixar o gás vazar na hora da troca.
Os raios ultravioleta (radiação UV) que não são filtrados devido o enfraquecimento
da camada de ozônio podem causar queimaduras, fotoalergias, envelhecimento
cutâneo e até câncer de pele.

Inversão Térmica e a Poluição Atmosférica

A camada de ar fria, por ser mais pesada, acaba descendo e ficando numa
região próxima a superfície terrestre, retendo os poluentes. O ar quente, por
ser mais leve, fica numa camada superior, impedindo a dispersão dos
poluentes. Este fenômeno climático pode ocorrer em qualquer dia do ano,
porém é no inverno que ele é mais comum. Nesta época do ano as chuvas são
raras, dificultando ainda mais a dispersão dos poluentes, agravando o
problema. Nas grandes cidades, podemos observar no horizonte, a olho nu,
uma camada de cor cinza formada pelos poluentes. Este é o resultado da
queima dos combustíveis utilizados para a movimentação dos veículos,
principalmente o óleo diesel.
Este problema trás para população dos centros urbanos um maior índice de
doenças respiratórias, principalmente entre as crianças

Chuvas ácidas

A combinação de alguns gases emitidos pelos veículos e industrias com o


oxigênio e a umidade (H2O) da atmosfera, geram as precipitações ácidas
(chuvas, neves, neblinas, etc), as quais contaminam o solo e as águas e destroem
as camadas vegetais, além de ter a capacidade de corroer prédios e pontes,
reduzindo sua vida útil.

176
NOÇÕES DE PROTEÇÃO E RESPEITO AO MEIO AMBIENTE
MEIO AMBIENTE

Você sabe o que é CHORUME?

Chorume é um líquido escuro gerado pela degradação dos resíduos em aterros


sanitários ou lixões clandestinos. Possui alta carga poluidora, afetando os
mananciais hídricos após infiltrar-se no subsolo.

PARA ENTENDER

lixo em terreno baldio,


provavelmente em breve o lixo retornará para dentro das casas pela torneira.

MELHOR

PARA ENTENDER

Produzir fumaça, gases ou partículas em níveis superiores aos fixados pelo CONTRAN é uma
INFRAÇÃO GRAVE de trânsito, com penalidade de MULTA e RETENÇÃO DO VEÍCULO.

MELHOR
A Emissão de Partículas

O combustível que não é queimado no processo de combustão é lançado em forma


de partícula juntamente com a fumaça, tornando-a preta e densa, ocorrendo
principalmente nos veículos a diesel.
Além de afetar a saúde das pessoas, danifica a vegetação, os edifícios
e os logradouros públicos.

A Emissão de Ruídos

Os veículos se tornam verdadeiras parafernálias sonoras quando:


• O proprietário acredita que seu veículo é uma discoteca ambulante.
• O condutor utiliza a buzina sem critério e sem saber que a mesma só deve ser
utilizada em casos de segurança.
• O proprietário adora sentir o ronco do motor e acelera, sem necessidade, não
lembrando que a cada acelerada o combustível vai sumindo do tanque.

177
NOÇÕES DE PROTEÇÃO E RESPEITO AO MEIO AMBIENTE
MEIO AMBIENTE

PARA ENTENDER

A retirada do “miolo” do escapamento para aumentar o ruído do motor, além de aumentar a


poluição ambiental em função da queima de combustível, é uma infração GRAVE, sujeita multa e
retenção do veículo.

MELHOR

CATEGORIA MOTOR / LIMITE dB(A)

Passageiros até 9 lugares Dianteiro - 95 dB(A)Traseiro - 103 dB(A)

Passageiros acima de 9 lugares e PBTaté 3.500 kg Dianteiro - 95 dB(A)Traseiro - 103 dB(A)

Passageiros acima de 9 lugares e PBTsuperior a 3.500 kg Dianteiro - 92 dB(A)Traseiro - 98 dB(A)

Veículos de carga ou de tração com PBTacima de 3.500 kg 101 dB(A)

Motocicletas, motonetas e ciclomotores 99 dB(A)

Emissão de Ruídos - As Consequências do Barulho

Para conduzir um veículo utilizamos a visão e a audição. Quando estamos em um ambiente muito barulhento ou com algum
rádio ou aparelho de som com volume alto, provavelmente nossa audição não estará servindo para a condução segura
do veículo. Imagine uma mãe apavorada ao avistar um carro dobrando a esquina e vendo seu filho no meio da rua,
neste momento provavelmente ela gritará para alertar o filho e você provavelmente não escutará se o ambiente estiver com
excesso de barulho. Imagine qual poderá ser o desfecho desta estória!

Reciclagem de Pneus e Baterias Inservíveis

Conforme preveem as Resoluções CONAMA , os distribuidores, os revendedores,


os destinadores, os consumidores finais de pneus e baterias e o Poder Público
deverão, em articulação com os fabricantes e importadores, implementar os
procedimentos para a coleta dos pneus e baterias inservíveis existentes no País.
Seja um condutor amigo do meio ambiente, antes de comprar os pneus e bateria
de seu carro e moto verifique se a empresa possui uma política de descarte dos
pneus e bateria de maneira que sejam encaminhados para o processo de
reciclagem.

PARA ENTENDER

É proibida a utilização de equipamento que produza som audível pelo lado externo do veículo,
independentemente do volume ou frequência, que perturbe o sossego público, nas vias
terrestres abertas à circulação, exceto buzinas, alarmes, sinalizadores de marcha- à-ré, sirenes e
demais sons originados do funcionamento do veículo (Resolução CONTRAN 624/2016).

MELHOR

178
NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA

Noções de Funcionamento Veículo de Quatro Rodas

É obrigação de todo o condutor conhecer seu veículo nos seguintes aspectos:

OBJETIVO 1) Operação dos controles (setas, faróis, leitura do painel, etc)


adquirir noções sobre os 2) Necessidade de manutenção preventiva
sistemas dos veículos, 3) Necessidade de manutenção corretiva
sobre a importância da
manutenção preventiva, 4) Realização de ações para sanar pequenos problemas
bem como aprender a
Conhecendo o Painel do Veículo
É de extrema importânciao condutor ler o manual de seu veículo para conhecer cada indicador
de painel (lâmpadas piloto, interruptores, símbolos e controles). As principais lâmpadas
pilotos e indicadores são (alterado pela resolução CONTRAN 758 de 20/12/2018):
Esta mudança será cobrada na íntegra após janeiro de 2021, quando todos os veículos novos já
deverão sair com tais indicações visuais ou luminosas

ODOMETRO ODOMETRO
TOTAL PARCIAL

TACOMETRO INDICADOR DE INDICADOR DE VELOCIMETRO


TEMPERATURA COMBUSTIVEL

Interruptor geral de luzes Lanterna de neblina traseira

Farol baixo Indicador do nível de combustível

Farol alto Indicador da pressão de óleo

Indicador da temperatura
Dispositivo lavador de faróis
do líquido de arrefecimento do motor

Indicador de direção Indicador da carga da bateria

Luz intermitente de advertência Limpador do para-brisas (contínuo)

Farol de neblina dianteiro Trava do vidro elétrico

Mau funcionamento do OBD ou do


Lavador do para-brisas motor

179
NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA

Lavador e limpador
Pré-aquecimento para o combustível
do para-brisas combinados
Desembaçador do
para-brisas (Com controle de
operação separado) Afogador manual

Desembaçador do
vidro traseiro (Com controle de
operação separado) Ar condicionado

Luzes de estacionamento PRND Comando da transmissão automática

Cinto de segurança Partida do motor

Mau funcionamento dos Airbags Parada do motor

Mau funcionamento dos Airbags


Desgaste da lona/pastilha de freio
laterais

Airbag do passageirodesativado Sistema de aquecimento

Funcionamento defeituoso do Ventilador do ar condicionado ou


sistema de freio sistema de calefação

Mau funcionamento do ABS Regulador de altura dosfaróis

Buzina
km Odômetro

Pneu com baixa pressão ou mau Pneu com baixa pressão ou mau
funcionamento do sistema de funcionamento do sistema de
monitoramento dapressão do pneu monitoramento da pressão do
pneu que identifica o pneu afetado

Controle Eletrônico
Freio de estacionamento
daEstabilidade

Luzes de estacionamento Indicador da temperatura do líquido


de arrefecimento do motor

A Carroceria (ou Carroçaria)

Os veículos de passeio atuais não utilizam o antigo chassi, mas sim a carroceria monobloco, a qual possui o assoalho do veículo já
incorporado ao restante da lataria. Os chassis são utilizados ainda em veículos demédio e grande porte, tais como caminhões, ônibus,
vans e picapes.

180
NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA

CARROCERIA MONOBLOCO

Bloco
Cilindro
Peças fixas Câmara de combustão
Cabeçote
Junta
Guia e sede das válvulas

Pistão
Biela
Peças móveis Árvore de Manivela
Válvulas
Comando de Válvulas

Pedal do Acelerador
Carburador ou injeção eletrônica
Sistema de alimentação Tanque
Motor Bomba
Filtros

Válvula termostática
Bomba d’água
Sistema de Arrefecimento Correia dentada
Radiador
Reservatório de água
Tubulações

Cárter
Sistema de Lubrificação Bomba
Filtro
Tubulações

Tubo de escape
Sistema de Descarga Catalizador
Escapamento
Silencioso

181
NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA

Embreagem
Disco e platô
Sistema de Transmissão Caixa de câmbio
Diferencial
Juntas homocinéticas e
coifas

Volante de Direção
Sistema de Direção Caixa de Direção
Pinhão e Cremalheira

Barra estabilizadora
Sistema de Suspensão Mola
Amortecedor
Bucha

Disco
Freio à disco Pinça
Pedal de freio Pastilhas
Servo freio (hidrovácuo)
Sistema de freios Reservatório de fluído
Cilindro-mestre
Freio de Estacionamento (de mão) Sapata
Freio à tambor Cilindro
Guarnição (lona de freio)
Tambor

Chave de Ignição
Bateria
Circuito de Ignição Bobina (ou ignição eletrônica)
Distribuidor
Velas
Platinado e condensador (veículos antigos)

Sistema Elétrico Bateria *


Circuito de partida Motor de Partida (mesmo que motor de arranque)
Volante do motor
Cremalheira

Gerador (tipo alternador ou dínamo)


Circuito de recarga Bateria *
Regulador de tensão
Chicote elétrico

182
NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA

Cubo
Sistema de Rodagem Roda
Pneu

O Motor

Você sabe o que acontece no momento que é girada a chave de par tida de
seu veículo?
Uma pequena roda dentada chamada pinhão engrena- -se com os dentes do
volante (1) do motor, girando a árvore de manivela
(popularmente conhecida como girabrequim ou virabrequim) (2) e suas bielas
(3), fazendo os pistões (4) subirem e descerem dentro de seus cilindros (5).
Neste momento a primeira mistura de ar-combustível é aspirada para dentro
do cilindro e a correia dentada (6) aciona o comando de válvulas (7) que dá
início ao movimento alternado das válvulas (8). Nos veículos de ciclo Otto de
quatro tempos (álcool, gasolina e gás) uma vela de ignição (9) solta uma
centelha que dá início ao processo dos quatro tempos do motor

CURIOSIDADE: a maior e mais pesada peça do motor é o bloco

PARA ENTENDER
MELHOR

Os ciclos de funcionamento dos motores

A maioria dos motores à gasolina, álcool e gás natural possuem quatro tempos

Admissão: com a válvula de admissão aberta e a de escape 2 – Compressão: com ambas as válvulas fechadas, a mistura é
fechada, a mistura de vapor de gasolina e ar entra no cilindro. comprimida através do movimento ascendente do pistão.

183
NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA

3 – Combustão: a mistura é detonada através da ação de uma 4 – Escape: com a válvula de admissão fechada e a de escape
centelha (faísca) produzida pela vela, ocasionando uma expansão aberta, ocorre a exaustão dos gases resultantes da explosão.
dos gases que então empurram o pistão para baixo, gerando a
força mecânica do motor.
OBS: também chamado de expansão

Motores que Utilizam Óleo Diesel

Os motores do ciclo diesel utilizam a alta compressão do ar dentro do cilindro do motor para iniciar a combustão, alcançando em
média 600 ºC. Ao injetar o óleo diesel e após a compressão, este entra instantaneamente em combustão, sem a necessidade de
velas de ignição, distribuidor e bobina.
Motor

Os Sistemas do Motor

Para garantir seu funcionamento o motor necessita de sistemas auxiliares para se resfriar (sistema de arrefecimento), para evitar
atrito entre suas peças móveis e fixas (sistema de lubrificação), para se alimentar (sistema de alimentação) e para descarregar
seus resíduos da queima do combustível (sistema de descarga).

O Sistema de Arrefecimento do Motor

Como o calor produzido no interior do motor gera temperaturas altíssimas, é


necessário um sistemas de resfriamento. Basicamente ar, água e óleo resfriam o
motor, retirando o calor e dissipando-o no ambiente. A bomba d’água (1) movida
pela correia dentada (2) faz circular o líquido de arrefecimento armazenado no
reservatório (3), inicialmente somente pelo bloco e cabeçote do motor, até que
atinja a temperatura média de 90 ºC, quando então a válvula termostática (4) se abre
permitindo que o líquido vá para o radiador (5) com objetivo de ser resfriado.

O Sistema de Lubrificação do Motor

Ao sistema de lubrificação cabe a tarefa de reduzir o atrito entre as peças e


levar o óleo para refrigerar o motor, durante todo o seu funcionamento. O óleo
lubrificante que está no Cár ter (1) é sugado por uma bomba (2) de alta pressão,
passando pelo filtro (3) e sendo conduzido para o motor por meio de galerias
e tubulações, retornando para o Cár ter por meio da ação da gravidade.

O Sistema de Alimentação do Motor

184
NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA

O sistema de alimentação tem basicamente as funções de armazenar o


combustível e fornecer a mistura adequada de ar- combustível (em média
15 partes de ar por uma de combustível) para a queima e a geração da
força motriz.
Até 1980 o famoso carburador era o único responsável
pela eficiência da mistura, quando então surgiu o sistema de injeção
eletrônica, o qual controla o processo de formação da mistura e
pulverização na câmara de combustão por meio de um microprocessador.
Para os veículos de duas rodas o carburador ainda é utilizado quase que
na totalidade, pois recentemente começou a ser inserido o sistema de
injeção eletrônica em modelos populares. A bomba (1) aspira o
combustível do tanque (2) e encaminha ao sistema de injeção (3), ou ao
carburador (4) nos veículos mais antigos, porém passando antes pelo filtro
(5) para a retirada de impurezas. Ao pisar no acelerador a mistura de ar-
combustível é enriquecida com maior quantidade de combustível.

Função da Sonda Lambda

Sua função é “cheirar” os gases que saem pelo escape, com isso ela vai
informar ao Módulo da Injeção Eletrônica se a mistura está rica ou pobre. A
mistura está POBRE, quando temos mais Oxigênio, que o ideal e RICA, quando
temos mais combustível. O ideal são 14 par tes de oxigênio para uma de
combustível.

O Sistema de Descarga do Motor

O sistema de descarga tem a finalidade de conduzir os gases oriundos


da queima da mistura ar-combustível para fora do motor, bem como
eliminar par te dos ruídos e gases tóxicos expelidos diretamente no meio
ambiente.
Os gases oriundos da queima são conduzidos pelo tubo de escape (1)
até o catalisador (2), onde ocorre uma reação termoquímica com
objetivo de transformar par te dos gases nocivos à saúde do planeta em
gases inofensivos. Os gases seguem então pelo escapamento (3) até o
silencioso (4), que tem a finalidade de abafar o som à medida que os
gases se distribuem por suas câmaras.

Sistema de Descarga do Motor

Os Demais Sistemas do Veículo

Não somente de motor é feito um veículo. Para que possamos usufruir deste recurso são necessários diversos outros sistemas que
complementam seu funcionamento.

O Sistema de Transmissão

185
NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA

A embreagem tem por finalidade, “ligar” e “desligar” a transmissão de movimentos do motor para a caixa de mudanças (câmbio),
possibilitando assim, iniciar o movimento do veículo de forma suave
quando o mesmo estiver parado e permitir a passagem das marchas no
câmbio de forma precisa, suave e eficiente.
Durante o funcionamento normal, o disco de embreagem (1) é for
temente comprimido contra a face do volante do motor (disco rotativo
que fica preso à árvore de manivelas ou virabrequim). Assim, com o
motor em funcionamento, o disco de embreagem gira solidário ao
volante. No centro do disco existe um encaixe estriado onde fica
acoplado a árvore piloto da caixa de mudanças (em alguns veículos a
árvore primária do câmbio). Quando o disco estiver em movimento, será
transmitido o movimento para a caixa de mudanças (2) via árvore
primária. Quando acionamos o pedal da embreagem, um sistema de
alavancas acionado por meio de um cabo ou por meio de pressão
hidráulica, empurra o rolamento da embreagem contra a par te central
da membrana do platô (3), que atua como uma alavanca retirando a
pressão do disco (afastando a placa de pressão do platô). Como o disco
fica sem pressão, o mesmo ficará livre do volante, estabelecendo-se o cor te da transmissão.
O diferencial tem a finalidade de transmitir a rotação da força motriz da caixa de mudança para as rodas do veículo por meio dos
semi-eixos (4) e juntas homocinéticas (5) (protegidas pelas coifas (6)).

Existem três tipos básicos de transmissão, a dianteira, a traseira e a 4x4 (nas quatro
rodas).

PARA ENTENDER
MELHOR

O Sistema de Direção

A função do sistema de direção é transformar o giro do volante de direção


em movimento lateral das rodas dianteiras, eliminando par te da força
necessária para tal movimento.
Ao se girar o volante (1) de um veículo, o movimento rotacional é
transmitido por um elemento denominado árvore de transmissão (2) até
a caixa de direção, onde em seu interior uma engrenagem denominada
pinhão (3) aciona a cremalheira (4), que transforma o movimento
rotacional recebido do pinhão em movimento retilíneo.
Este movimento retilíneo é transmitido ao sistema de articulação das
rodas, permitindo ao motorista movimentar as mesmas nos sentidos
desejados.
Nos veículos dotados de direção hidráulica, um reservatório de óleo
alimenta uma bomba hidráulica, cuja função é acionar um cilindro
hidráulico no eixo da cremalheira, que diminui o esforço do motorista, quando o mesmo movimenta o volante. Em alguns modelos
de veículos, a bomba hidráulica é acionada eletricamente, mas na maioria dos casos, este acionamento é feito por meio de uma
correia ligada a uma polia do motor.

186
NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA

O Sistema de Suspensão

Sistema de Suspensão
O Sistema de Suspensão tem por função absorver as
irregularidades da via, sem que sejam transmitidas totalmente ao
veículo, bem como proporcionar maior estabilidade e segurança
ao mesmo.
As molas (1) absorvem o impacto inicial de qualquer irregularidade
das vias, entrando em ação logo em seguida os amor tecedores e
buchas (2), os quais eliminam as constantes vibrações das molas.
Já a barra estabilizadora (3) neutraliza a inclinação da carroceria
durante as curvas.

O Sistema de Freios

Sistema de Freios

O Sistema de Freios tem por finalidade parar ou reduzir a velocidade


do veículo, ou ainda manter o veículo imóvel quando estacionado. Na
maioria dos veículos os freios dianteiros são com discos e os traseiros
com tambores, ambos acionados hidraulicamente após o condutor
pressionar o pedal de freio. Existe também o freio de mão (de
estacionamento), o qual possui acionamento mecânico e atua
geralmente somente nos freios traseiros.
O funcionamento dos freios se baseia basicamente no atrito da par te
fixacom a par te móvel do freio, ou seja, das pinças (freio à disco) ou
sapata (freio à tambor) com o disco (freio à disco) ou tambor (freio à
tambor). Ao pressionar o pedal de freio (1) o hidrovácuo (servofreio)
(2) multiplica a força do condutor e pressiona o fluído de freio do
reservatório (3) pelo cilindro-mestre (4), o qual distribui o fluído pelo resto do sistema de forma igual, acionando assim as pinças
(5) ou sapatas (6) para comprimir as lonas dos discos ou tambores. Multiplicando a capacidade dos freios

Sistema ABS (Anti-lock Brake System) - evitam o travamento das rodas;


Sistema BAS (Brake Assit System) – compensa a força aplicada ao pedal do freio;
Sistema EBD (Eletronic Brake force Distribution) – trabalha junto com o ABS para dosar a capacidade de frenagem conforme a
necessidade de cada eixo.

O Sistema Elétrico

O Sistema Elétrico tem como finalidade três impor tantes tarefas dentro do conjunto do veículo, ou seja, dar a par tida e iniciar o
primeiro ciclo de combustão, fornecer a centelha para a explosão da mistura ar- combustível (com exceção dos veículos à diesel),
recarregar a bateria para permitir uma nova par tida e o funcionamento de todos os dispositivos elétricos e eletrônicos do veículo,
inclusive os faróis e demais luzes.

187
NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA

Sistema Elétrico

1- Circuito de Arranque - ao se girar a chave de ignição (1) o motor


de arranque alimentado pela corrente contínua da bateria (2), gira o
volante do motor, que por sua vez movimenta o virabrequim (árvore
de manivela), bielas e pistões.
2- Circuito de Ignição – após o arranque inicial do motor e iniciado
o primeiro ciclo, o sistema de ignição entrará em ação para provocar a
centelha no espaço de tempo cer to, ocasionando a combustão da
mistura. A energia elétrica que sai da bateria (2) e gerador passa pela
bobina (3), originando a corrente de alta tensão (em média de 15.000
a 25.000 volts), a qual segue para o distribuidor (4) para ser
encaminhada às velas de ignição (5) dentro do tempo de
funcionamento de cada cilindro, originando assim as centelhas em cada
câmara de combustão.
3- Circuito de Recarga – existe a necessidade de suprir o consumo de energia elétrica do veículo e armazená-lo, para em
outra ocasião, dar a par tida no motor. O alternador ou gerador fornece à bateria (2) a corrente elétrica suficiente para recarregá-
la durante o funcionamento do veículo, porém passando antes por um regulador de tensão para eliminar as oscilações no sistema.
Diferença entre Gerador Tipo Alternador e Gerador Tipo Dínamo – o gerador tipo alternador gera uma corrente
alternada, diferentemente do dínamo que gera uma corrente contínua. A vantagem do alternador é que este carrega a bateria
mesmo quando o motor está em baixa rotação, o que não ocorre com o gerador tipo dínamo.

O Sistema de Rodagem

O Sistema de Rodagem composto pelo cubo de roda (1), roda (2) e


pneu (3) tem por finalidade permitir o contato do veículo com a via.
Existem basicamente dois tipos de pneus, os Diagonais e os Radiais.
Quando o veículo realiza uma curva com pneu radial, a superfície de
contato com o solo é constante, já com o diagonal o contato varia
com a incidência das forças aplicadas sobre o veículo, tornando-o
menos estável.

Tipo de construção de pneus

188
NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA

O Pneu e Suas Características

O pneu de um veículo deve ser adquirido levando-se em consideração a tabela de carga e de velocidade máxima, bem como o tipo
de carcaça, ou seja, radial ou convencional (diagonal). Dê preferência para os pneus radiais.

O Indicador de Desgaste dos Pneus

O Indicador de Desgaste do Rastro, simbolizado pelas iniciais “TWI” ou um


triângulo, localizado no ponto onde existirá uma saliência no sulco do pneu,
serve para alertar quando o mesmo chegar no seu limite mínimo de 1,6 mm de
banda de rodagem, devendo ser substituído.

Particularidades dos Veículos de Duas Rodas

O Motor

Existem basicamente dois tipos de motores, o de quatro tempos e o de dois


tempos. este último realiza o ciclo completo de admissão, compressão,
expansão e escape em apenas dois movimentos do pistão.

O Sistema de Transmissão

A grande maioria das motos utiliza para o sistema de transmissão a relação


correia, coroa e pinhão. A embreagem é acionada pela alavanca no lado esquerdo
do guidão e a troca de marcha é realizada pelo pé esquerdo na alavanca de
câmbio.

O Sistema de Arrefecimento do Motor

A grande maioria das motos utiliza para o sistema de arrefecimento,


responsável pela dissipação de calor, apenas aletas e a circulação de ar por
entre elas.

O Sistema de Freios

As motos podem ter dois sistemas de freio, o de tambor e o de disco. O freio dianteiro é acionado pela alavanca do lado direito
do guidão e o freio traseiro pelo pedal acionado pelo pé direito.

189
NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA

Freio à Tambor Freio à Disco

Responsabilidade com a Manutenção do Veículo

que realizar a Manutenção Preventiva Além de ser muito mais barata do que a
corretiva, a manutenção preventiva aumenta sensivelmente a segurança dos
usuários. Estima-se que amanutenção preventiva proporciona uma economia de,
em média, 80% para o proprietário na hora da manutenção corretiva de um
veículo.

Sistema de Alimentação

Substitua o filtro regularmente de acordo com as recomendações do fabricante.


A presença exagerada de impurezas ocasiona a perda de potência e falhas no
funcionamento do motor.
Os filtros de combustível não admitem limpeza, sendo necessária a sua
substituição nos prazos recomendados.

Água do Radiador

 Faça a verificação com o motor frio.


 Não retire a tampa do reservatório com o motor quente.
 Aguarde o motor esfriar ou complete lentamente com o motor em
funcionamento.
 Regularmente proceda a substituição do líquido de arrefecimento, não
esquecendo o aditivo recomendado pelo fabricante.

190
NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA

Correias

 Trincas e rachaduras nas correias exigem substituição.


 Correias brilhosas indicam desgaste por atrito.
 Aplicando com os dedos uma força de aproximadamente 10 Kg em um ponto
livre da correia (longe da polia), deve ser provocada uma deformação de
aproximadamente 1cm. Caso contrário, a correia necessita de regulagem de
tensão.

Filtro de Ar

 Limpe-o e efetue a substituição de acor- do com os prazos propostos no


manual do proprietário, e sempre em um local confiável. O uso do veículo
em regiões empoeiradas reduz a vida útil do filtro, fazendo com que este
necessite de limpeza e trocas frequentes.

Nível do Óleo

A falta de óleo pode fundir o motor. Já a colocação em excesso pode gerar


carbonização no seu interior, vazamento, queima de óleo e consequentes
danos ao catalisador e sistema de injeção eletrônica.

Substituição do Óleo

 A substituição do óleo deve seguir as recomendações do fabricante, quanto


ao período, tipo e quantidade de lubrificante.
 Se for recomendado, substitua também o filtro do óleo.
 Tanto o óleo quanto o filtro devem ser substituídos em intervalos menores,
caso o veículo seja utilizado severamente (Ex: andar muito na lenta).
 O nível do óleo deverá ser medido com o motor frio e com o veículo sobre
uma superfície plana.

Velas de Ignição

Siga o plano de manutenção do veículo para saber quando trocar as velas.


Utilize as velas recomendadas. Essa operação deve ser efetuada em um posto
de serviços.

191
NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA

O sistema de ignição funciona com tensões elevadas que podem ser fatais. Não manuseie
o sistema com a ignição ligada.

PARA ENTENDER
MELHOR

Bateria

 Para completar o nível de baterias não seladas, utilize somente água


destilada.
 Não permita que o nível atinja o topo.
 Para diminuir o risco de faíscas, retire anéis, pulseiras ou outros ar tigos de
metal, evitando contato de ferramentas metálicas com o pólo positivo da bateria.

A bateria expele vapores explosivos e sua solução é altamente corrosiva.

PARA ENTENDER
MELHOR

Fusíveis

 Mantenha um conjunto de fusíveis reserva no veículo, saiba onde é seu


painel e aprenda como se realiza uma substituição, poisvocê pode precisar.
 Caso não disponha, numa emergência, utilize os fusíveis de dispositivos
menos impor tantes, tais como ar-condicionado, rádio ou faróis auxiliares.
 Só substitua um fusível por outro de igual capacidade. Nunca improvise um
substituto que não seja correto.

Iluminação e Sinalização

Somente utilize lâmpadas de reposição de igual capacidade. Utilizar


especificações diferentes das originais pode ocasionar desde uma queda na
luminosidade até uma sobrecarga no sistema elétrico.

192
NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA

Balanceamento das Rodas


Realize sempre que:

 Existir vibração no volante ou no veículo quando em movimento.


 Se o veículo sofrer for te impacto nos pneus;
 Após o conser to ou troca de pneus.
 Preventivamente a cada 10.000 km. Alinhamento de Direção

Alinhamento de Direção
Realize sempre que:

 Direção puxando para um dos lados, mesmo com os pneus calibrados.


 Existir desgaste irregular nos pneus ou se o volante de direção estiver torto.
 Se o veículo sofrer for te impacto nos pneus ou preventivamente a cada
10.000 km

Antes de alinhar verifique a calibragem dos pneus.

PARA ENTENDER
MELHOR

Pneus

 Os cinco pneus do veículo devem ter dimensões, tipo de construção e


capacidade de cargas iguais.
 Calibre seus pneus semanalmente, de preferência com os mesmos frios.
Não esqueça do estepe.
 Verifique periodicamente seus pneus detectando avarias, cor tes,
deformações e a banda de rodagem, a qual deve ter no mínimo 1,6 mm.

Transmissão

 Boa par te dos veículos produzidos atualmente dispensam substituição


de óleo da transmissão. Verifique no manual e procure um bom posto de
serviço. Faça a troca após ter rodado alguns quilômetros com o veículo, a
fim de aquecer o óleo.
 Mantenha regulada e em bom estado a embreagem para evitar
“arranhar” as marchas e danificar as engrenagens da caixa de câmbio.

193
NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA

Suspensão

 A média de quilometragem para troca dos amor tecedores é de 30.000 Km, porém
dependerá diretamente da severidade que o veículo é submetido.
 Troque todos os amor tecedores ou aos pares, dianteiros ou traseiros.
 Atenção com o estado das buchas, pois se estiveram desgastadas ou defeituosas podem
danificar os amor tecedores.

Freios

 Verifique o nível do reservatório de fluido de freio, complete, se


necessário, substituindo completamente o mesmo dentro do prazo
recomendado.
 Utilize fluido de freio de recipientes lacrados, pois o mesmo absorve
umidade e não pode ser reaproveitado.
 Confira o estado das lonas de freio e das pastilhas e substitua sempre
que necessário.

Os Veículos de Duas Rodas e sua Manutenção

 Se a bateria não for “selada”, verifique periodicamente o fluido de bateria e complete até o
nível indicado, caso necessário.
 Verifique periodicamente se existem lâmpadas queimadas (setas, lanternas, farol e de placa).
Lubrifique periodicamente os cabos de comando de freios e de embreagem.
 Durante as lavagens evite jogar água no painel e produtos como querosene no disco de freio,
testando o mesmo após a lavagem.
 Nos freios a disco troque o fluído de freio na quilometragem recomendada pelo fabricante.
 Lave, seque, ajuste e lubrifique com graxa branca náutica ou óleo SAE 90 sua corrente de
transmissão, a cada 1.000 km rodados ou após rodar em uma estrada de terra.
 Troque o filtro do óleo a cada duas trocas de óleo.
 Troque o óleo do motor a cada 1.500 ou 3.000 km rodados, dependendo do modelo e
marca.

Alternativas de Solução para Eventualidades mais comuns

Antes de iniciar uma tentativa de solução de algum problema em seu veículo, leve em consideração a SEGURANÇA NAS TAREFAS:
 Escolha um local seguro para executar tarefas de manutenção. Nunca deixe o motor em funcionamento em locais fechados ou
com pouca ventilação. Os gases expelidos pelo motor são perigosos.
 Em caso de dúvida, não hesite em procurar pessoal especializado para a manutenção.
 Um motor em funcionamento pode ser perigoso. Não aproxime suas mãos ou outros objetos das par tes móveis do motor.
Gravatas ou até mesmo cabelos longos podem prender-se nas polias do motor causando graves sinistros de trânsitos..
 O sistema de ignição, composto por bobinas, cabos, distribuidor e velas, trabalha com tensões de até 30.000 Volts que podem

194
NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA

ser fatais, principalmente às pessoas com problemas cardíacos. Evite manusear estes dispositivos com a ignição ligada.

Motor não “vira”


CAUSA SOLUÇÃO CAUSA SOLUÇÃO
Falta carga na bateria Troca ou enxerto na bateria Motor de arranque Serviço profissional
Mau contato nos polos Limpeza/reaperto Chave de ignição Serviço profissional

Motor “vira” mas não “pega”


CAUSA SOLUÇÃO CAUSA SOLUÇÃO
Falta combustível Repor Tubulações entupidas Soprar/Limpar
Velas de Ignição Secar/Limpar/Calibrar Afogador mal regulado Regular
Distribuidor Secar/Apertar

Motor falhando ou “puxando” pouco


CAUSA SOLUÇÃO CAUSA SOLUÇÃO
Velas de Ignição Secar/Limpar/Apertar Combustível Esvaziar e reabastecer
Filtro de Combustível Trocar Filtro de ar sujo Limpar

Motor Esquentando Muito


CAUSA SOLUÇÃO CAUSA SOLUÇÃO
Água do Radiador Completar/Verificar Válvula Termostática Serviço profissional
vazamento
Óleo do Motor Completar/Trocar

Direção Trepidando ou Puxando


CAUSA SOLUÇÃO CAUSA SOLUÇÃO
Fluído de Freio Completar/Substituir/ Lonas ou Pastilhas Serviço profissional
Verificar vazamento

Direção Trepidando ou Puxando


CAUSA SOLUÇÃO CAUSA SOLUÇÃO
Pneus Calibrar Roda Alinhar/Balancear
Amortecedores Substituir Barro seco nas rodas Limpar

Regiões Alagadas
A regra geral é:

 Evite regiões alagadas.


 Desligue o ar-condicionado. O eletro-ventilador do radiador é acionado
quando o ar está ligado e jogará água por todo o motor.
 Entre lenta, progressivamente e em primeira marcha.
 Não faça a travessia se o nível estiver acima do centro das rodas do
veículo.
 Mantenha a aceleração para evitar a entrada de água pelo
escapamento.

195
NOÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO DE VEÍCULOS
MECANICA BASICA

Serviço de Guincho (Rebocamento)

 O uso de plataformas onde o veículo é rebocado totalmente fora do chão


é o tipo mais indicado.
 Veículos com transmissão automática não podem ser rebocados por mais
de 10 km com as rodas motrizes no chão.
 Veículos com tração integral nas quatro rodas não podem ser rebocados
com apenas duas rodas sobre o chão: devem ser rebocados com as quatro
rodas no chão ou sobre plataformas.

Checklist para Viagem

VEÍCULO DIVERSOS

Nível do óleo Previsão do tempo para o dia e trajeto da viagem

Líquido da bateria (não selada) Planejamento da viagem com pontos de parada

Calibragem dos pneus, incluindo o estepe Documentos pessoais (CNH , RG, etc) e do Veículo (CRLV)

Validade do extintor de incêndio (caso você utilize) Saco de lixo para uso na viagem

Macaco, triângulo e chave de roda Vacinas em dia e cartão (se a viagem for para local com
algum tipode controle epidêmico)
Todas as lâmpadas do veículo Alguma quantidade de dinheiro para uma emergência

Água do radiador

Freios e Fluido

Combustível

Água do depósito do limpador de pára-brisa

Paletas e funcionamento do limpador de pára-brisa

Banda de rodagem dos pneus (mínimo de 1,6 mm)

Cintos de segurança disponíveis para todos os ocupantes do


veículo (com encaixe para fora), ou dispositivo de
segurança em caso de crianças com menos de 7,5 anos ou
de baixa estatura;

Uma rápida revisão nas correias do motor (trincas e


desgasteexcessivo)

196
EXAMES DE PILOTAGEM E DIREÇÃO

Faltas e pontuação para reprovação

O candidato será avaliado no Exame de Direção Veícular em função da pontuação negativa por faltas cometidas durante todas as
etapasdo exame, atribuindo-se a seguinte pontuação (Resolução CONTRAN 789, de 18/06/2020):

PONTUAÇÃO
REPROVAÇÃO

SOMA DE 4 OU FALTA FALTA FALTA


FALTA GRAVE MEDIA LEVE
ELIMINATORIA MAIS PONTOS
NEGATIVOS
3 2 1
PONTOS PONTOS PONTO

FALTAS ELIMINATÓRIAS O QUE OCORREU?


Desobedecer à sinalização semafórica e de parada obrigatória. REPROVAÇÃO
Avançar sobre o meio fio. REPROVAÇÃO
Não colocar o veículo na área balizada, em no máximo três tentativas, no tempo estabelecido. REPROVAÇÃO
Avançar sobre o balizamento demarcado quando do estacionamento do veículo na vaga. REPROVAÇÃO
Transitar pela contramão de direção. REPROVAÇÃO
Não completar a realização de todas as etapas do exame. REPROVAÇÃO
Avançar a via preferencial. REPROVAÇÃO
Provocar sinistro de trânsito durante a realização do exame. REPROVAÇÃO
Exceder a velocidade regulamentada para a via. REPROVAÇÃO
Cometer qualquer outra infração de trânsito de natureza gravíssima. REPROVAÇÃO
FALTAS GRAVES O QUE OCORREU?
Desobedecer a sinalização da via ou ao agente da autoridade de trânsito. 3 PONTOS NEGATIVOS
Não observar as regras de ultrapassagem ou de mudança de direção. 3 PONTOS NEGATIVOS
Não dar preferência de passagem ao pedestre que estiver atravessando a via transversal para
onde se dirige o veículo ou ainda quando o pedestre não haja concluído a travessia, mesmo 3 PONTOS NEGATIVOS
que ocorra sinal verde para o veículo.
Manter a porta do veículo aberta ou semiaberta durante o percurso da prova ou parte dele. 3 PONTOS NEGATIVOS
Não sinalizar com antecedência a manobra pretendida ou sinalizá-la incorretamente. 3 PONTOS NEGATIVOS
Não usar devidamente o cinto de segurança. 3 PONTOS NEGATIVOS
Perder o controle da direção do veículo em movimento. 3 PONTOS NEGATIVOS
Cometer qualquer outra infração de trânsito de natureza grave. 3 PONTOS NEGATIVOS
FALTAS MÉDIAS O QUE OCORREU?
Executar o percurso da prova, no todo ou parte dele, sem estar o freio de mão inteiramente
2 PONTOS NEGATIVOS
livre.
Trafegar em velocidade inadequada para as condições adversas do local, da circulação, do
2 PONTOS NEGATIVOS
veículo e do clima.
Interromper o funcionamento do motor, sem justa razão, após o início da prova. 2 PONTOS NEGATIVOS
Fazer conversão incorretamente. 2 PONTOS NEGATIVOS
Usar buzina sem necessidade ou em local proibido. 2 PONTOS NEGATIVOS
Desengrenar o veículo nos declives. 2 PONTOS NEGATIVOS

E-AUTOESCOLA 197
EXAMES DE PILOTAGEM E DIREÇÃO

Colocar o veículo em movimento sem observar as cautelas necessárias. 2 PONTOS NEGATIVOS


Usar o pedal da embreagem antes de usar o pedal de freio nas frenagens. 2 PONTOS NEGATIVOS
Entrar nas curvas com a engrenagem de tração do veículo em ponto neutro. 2 PONTOS NEGATIVOS
Engrenar ou utilizar as marchas de maneira incorreta, durante o percurso. 2 PONTOS NEGATIVOS
Cometer qualquer outra infração de trânsito de natureza média. 2 PONTOS NEGATIVOS
FALTAS LEVES O QUE OCORREU?
Provocar movimentos irregulares no veículo, sem motivo justificado. 1 PONTO NEGATIVO
Ajustar incorretamente o banco de veículo destinado ao condutor. 1 PONTO NEGATIVO
Não ajustar devidamente os espelhos retrovisores. 1 PONTO NEGATIVO
Apoiar o pé no pedal da embreagem com o veículo engrenado e em movimento. 1 PONTO NEGATIVO
Utilizar ou interpretar incorretamente os instrumentos do painel do veículo. 1 PONTO NEGATIVO
Dar partida ao veículo com a engrenagem de tração ligada. 1 PONTO NEGATIVO
Tentar movimentar o veículo com a engrenagem de tração em ponto neutro. 1 PONTO NEGATIVO
Cometer qualquer outra infração de natureza leve. 1 PONTO NEGATIVO

FALTAS ELIMINATÓRIAS O QUE OCORREU?


Iniciar a prova sem estar com o capacete devidamente ajustado à cabeça ou sem viseira ou
REPROVAÇÃO
óculos de proteção
Descumprir o percurso preestabelecido. REPROVAÇÃO
Abalroar um ou mais cones de balizamento. REPROVAÇÃO
Cair do veículo durante a prova REPROVAÇÃO
Não manter equilíbrio na prancha, saindo lateralmente da prancha. REPROVAÇÃO
Avançar sobre o meio fio ou parada obrigatória. REPROVAÇÃO
Colocar ao menos um pé no chão com o veículo em movimento. REPROVAÇÃO
Provocar sinistro de trânsito durante a realização do exame. REPROVAÇÃO
Cometer qualquer outra infração de trânsito de natureza gravíssima. REPROVAÇÃO
FALTAS GRAVES O QUE OCORREU?
Deixar de colocar um pé no chão e o outro no freio ao parar o veículo. REPROVAÇÃO
Invadir qualquer faixa durante o percurso. REPROVAÇÃO
Fazer incorretamente a sinalização ou deixar de fazê-la. REPROVAÇÃO
Fazer o percurso com o farol apagado. REPROVAÇÃO
Cometer qualquer outra infração de trânsito de natureza grave. REPROVAÇÃO
FALTAS MÉDIAS O QUE OCORREU?
Utilizar incorretamente os equipamentos. 2 PONTOS NEGATIVOS
Engrenar ou utilizar marchas inadequadas durante o percurso. 2 PONTOS NEGATIVOS
Não recolher o pedal de partida ou o suporte do veículo antes de iniciar o percurso. 2 PONTOS NEGATIVOS
Interromper o funcionamento do motor sem justa razão após o início da prova. 2 PONTOS NEGATIVOS
Conduzir o veículo durante o exame sem segurar o guidom com ambas as mãos, salvo
2 PONTOS NEGATIVOS
eventualmente para indicação de manobras.
Cometer qualquer outra infração de trânsito de natureza média. 2 PONTOS NEGATIVOS
FALTAS LEVES O QUE OCORREU?
Colocar o motor em funcionamento, quando já engrenado. 1 PONTO NEGATIVO
Conduzir o veículo provocando movimento irregular sem motivo justificado. 1 PONTO NEGATIVO
Regular os espelhos retrovisores durante o percurso do exame. 1 PONTO NEGATIVO
Cometer qualquer outra infração de trânsito de natureza leve. 1 PONTO NEGATIVO
1 PONTO NEGATIVO

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HORAS AULA

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