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Tipos e Gêneros Literários Explicados

O documento apresenta uma análise dos diferentes tipos e gêneros literários na língua portuguesa, incluindo textos narrativos, descritivos, dissertativos, expositivos, prescritivos e injuntivos. Cada tipo é definido, exemplificado e discutido em relação às suas características e usos. O objetivo é fornecer um entendimento aprofundado sobre como identificar e utilizar esses textos na comunicação escrita.

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Tipos e Gêneros Literários Explicados

O documento apresenta uma análise dos diferentes tipos e gêneros literários na língua portuguesa, incluindo textos narrativos, descritivos, dissertativos, expositivos, prescritivos e injuntivos. Cada tipo é definido, exemplificado e discutido em relação às suas características e usos. O objetivo é fornecer um entendimento aprofundado sobre como identificar e utilizar esses textos na comunicação escrita.

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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA

DE MINAS GERAIS - CAMPUS SÃO JOÃO EVANGELISTA


CURSO TÉCNICO EM INFORMÁTICA

Ana Clara Moreira,


Ana Clara Rodrigues,
Emanuel,
Ester,
Gabriele,
Matheus Cardoso.

TIPOS E GÊNEROS LITERÁRIOS:


Definição e Exemplos

SÃO JOÃO EVANGELISTA


2025
1. Introdução

Este trabalho tem por objetivo apresentar, explicar e exemplificar os diferentes


tipos de texto existentes na língua portuguesa, além de fornecer ao leitor um conhecimento
aprofundado e a possibilidade de identificá-los quando lhe for exposto ou proposto. Os textos
são, respectivamente: narrativo, descritivo, dissertativo, expositivo, prescritivo e injuntivo,
ademais, os principais gêneros textuais aos quais esses textos compreendem.

2. Textos Literários

2.1 Texto Narrativo

Um texto narrativo é um tipo de texto que conta uma história por meio de uma
sequência de eventos. É uma das formas mais comuns de comunicação escrita e pode ser
encontrada em diversos gêneros literários. Os textos narrativos podem ser ficcionais ou
verídicos e podem ser escritos em prosa.
A estrutura clássica de um texto narrativo contém introdução, desenvolvimento,
clímax e conclusão. Existem três tipos de discurso narrativo, direto, indireto e indireto livre.
Os atributos do texto narrativo são: narrador, personagem, enredo, tempo e espaço.
O narrador é quem conta a história. Pode ser em 1ª pessoa, quando ele participa da
narrativa ou 3ª pessoa quando os acontecimentos são observados de fora da história. Os
personagens são aqueles que compõem a narrativa, sendo classificados em principais
(protagonista e antagonista) e secundários (adjuvante ou coadjuvante). O enredo é a sequência
de acontecimentos que dão forma à história, pode ser linear ou não linear. Por fim, tempo e
espaço, o momento e o lugar onde a história se desenrola.

“Em vão tenho lutado comigo mesmo; nada consegui. Meus sentimentos não
podem ser reprimidos e preciso que me permita dizer-lhe que eu a admiro e amo
ardentemente” (AUSTEN, 1813, p.120).

“Durante o dia inteiro ficou-se à cama. Sua cólera era tênue, ardente. Só se
levantava mesmo para ir à casa de banhos, donde voltava nobre, ofendida” (LISPECTOR,
1960, p.9).

Alguns dos principais gêneros narrativos são:


a) Romance é uma narrativa extensa, com personagens complexos e enredo elaborado.
Exemplos: "Orgulho e Preconceito" de Jane Austen, "Dom Casmurro" de Machado de Assis.
b) Conto: é uma narrativa curta, com poucos personagens e enredo concentrado.
Exemplos: "O Devaneio e Embriaguez duma Rapariga” de Clarice Lispector, “A
Metamorfose" de Franz Kafka.
c) Novela: é uma narrativa de menor extensão que o romance, mas com enredo mais
desenvolvido que o conto. Exemplos: "Memórias Póstumas de Brás Cubas" de Machado de
Assis, "O Alienista" de Machado de Assis.
d) Crônica: é uma narrativa curta, geralmente sobre fatos do cotidiano, com linguagem
mais informal. Exemplos: “Laços de família” e a “A hora da estrela”, ambos de Clarice
Lispector.
e) Fábula: é uma narrativa curta, com animais representando características humanas,
com uma moral. Exemplos: As fábulas de Esopo.
f) Lenda: é uma narrativa popular, transmitida oralmente, sobre fatos históricos ou
sobrenaturais. Exemplos: A lenda da Cuca, a lenda do Boto cor de rosa.
g) Mito: é uma narrativa que explica a origem do mundo, dos deuses e dos fenômenos
naturais. Exemplos: Os mitos gregos, os mitos nórdicos.
O texto narrativo é uma forma de expressão literária que desempenha um papel
fundamental na comunicação e na cultura. Ele nos permite contar histórias, compartilhar
experiências e transmitir emoções de maneira envolvente. O texto narrativo é vital não apenas
na literatura, mas em nossa vida cotidiana, pois molda nossas percepções, nos ensina sobre
nós mesmos e sobre o mundo, além de nos proporcionar prazer através da leitura.

2.2 Texto Descritivo

O texto descritivo tem como objetivo principal representar algo ou alguém por
meio de palavras, criando uma imagem mental para o leitor. Ele é caracterizado pela ênfase
em detalhes, características e qualidades que permitem a visualização ou percepção sensorial
do objeto descrito. No tipo descritivo, as informações são organizadas para explorar aspectos
como cor, forma, tamanho, textura, cheiro, som e até sensações emocionais associadas ao que
está sendo descrito.
As características comumente presentes nesse texto são: presença de adjetivos e
advérbios, verbos de estado, foco nos detalhes sensoriais, organização espacial, objetividade
ou subjetividade.
"Joana era uma jovem alta, de cabelos loiros e cacheados, que brilhavam ao sol.
Sua personalidade era tão encantadora quanto sua aparência; uma mistura de determinação e
gentileza" (Fonte desconhecida).
"O vale era coberto por um tapete verde, pontilhado de pequenas flores amarelas.
Ao longe, o rio serpenteava lentamente, refletindo o azul do céu. O som dos pássaros
misturava-se com o murmúrio da água" (Fonte desconhecida).

Os principais gêneros textuais são:


a) Retrato/Perfil: descrição de pessoas, abordando aspectos físicos (cor dos olhos,
altura, aparência) e psicológicos (temperamento, personalidade).
b) Paisagem: descrição de ambientes ou cenários, sejam naturais ou urbanos;
c) Objeto: descrição detalhada de objetos ou itens específicos, destacando suas
características físicas e utilitárias.
d) Personagem literário: descrição minuciosa de um personagem em obras literárias,
com ênfase nos aspectos visuais e psicológicos.
e) Relatos técnicos e científicos: descrição objetiva e detalhada de um objeto ou
fenômeno para fins acadêmicos ou técnicos.
f) Diários e Memórias: descrição subjetiva de eventos, cenários ou pessoas,
frequentemente com um tom emocional e pessoal.
Os usos do texto descritivo incluem literatura - na criação de atmosferas, cenários ou
personagens; jornalismo - em reportagens que exploram lugares, eventos ou figuras públicas;
ciência - na explicação detalhada de fenômenos ou objetos em relatórios e artigos;
publicidade: em descrições de produtos para atrair consumidores e relatos pessoais - como
diários, memórias ou cartas.

2.3 Texto Dissertativo

O texto dissertativo é um gênero textual responsável por expor uma informação


ou apresentar uma tese ou opinião a um interlocutor. Quando o emissor quer apenas
apresentar informações, sem a intenção de convencimento, chamamos o texto de dissertativo-
expositivo. Porém, quando o objetivo é persuadir o leitor sobre um determinado tema,
chamamos o texto de dissertativo-argumentativo.
As principais características de um texto dissertativo são: presença de um tema,
isto é, o que será abordado no texto; uso de informações a fim de expor ao leitor as principais
ideias acerca do tema; predominância da norma culta e do uso de linguagem clara e concisa;
construção do texto tendo como base a função referencial da linguagem.
A estrutura desse texto é dividida em:
a) Introdução: Também chamada de "tese", nesse momento, o mais importante é
expor a ideia central sobre o tema de maneira clara. É importante lembrar que a introdução é a
parte mais importante do texto e, por isso, deve conter informações que logo serão
desenvolvidas.
b) Desenvolvimento: Também chamada de "anti-tese" ou "antítese", nessa parte
do texto é que se desenvolve a argumentação por meio de opiniões, dados, levantamentos,
estatísticas, fatos e exemplos sobre o tema, a fim de que sua tese (ideia central) seja defendida
com propriedade.
c) Conclusão: O próprio nome já supõe que é necessário concluir o texto. Em
outras palavras, não se deixa um texto sem concluí-lo e, por isso, esse momento é chamado de
"nova tese" por ser um momento de fechamento das ideias, e principalmente da inserção de
uma nova ideia, ou seja, uma "nova tese".
Existem dois tipos de texto dissertativo, o dissertativo-argumentativo e o
dissertativo expositivo que esboçam funções diferentes, sendo elas:
a) Texto Dissertativo-Argumentativo: Nessa modalidade, a intenção é persuadir o
leitor, convencê-lo de sua tese (ideia central) a partir de coerente argumentação, exemplos,
fatos.
b) Texto Dissertativo Expositivo: É a exposição de ideias, teorias, conceitos sem
necessariamente tentar convencer o leitor.
A seguir é apresentado um exemplo de texto dissertativo-argumentativo,
mostrando sua estrutura, impessoal e com a língua culta. Demonstrando a impessoalidade da
sua opinião.
A obra musical "Admirável Chip Novo", da cantora Pitty, retrata a
manipulação das ações humanas em razão do uso das tecnologias, que findam por
influenciar o comportamento dos indivíduos. Não obstante, tal questão transcende a
arte e mostra-se presente na realidade brasileira através da filtragem de dados na
internet e sua utilização como ferramenta de determinação de atitudes, consequência
direta do interesse do mercado globalizado e da vulnerabilidade dos usuários. Assim,
torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da
sociedade (ABAURRE, 2007, p. desconhecida).

Um outro exemplo de texto dissertativo, o expositivo que tem como principal


função expor ideias e conceitos, em seguida:

A Dengue é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes


aegypti. Também há registros de transmissão vertical (gestante – bebê) e por transfusão de
sangue. Por ano, são registradas cerca de 50 milhões de infecções pela doença no mundo. No
Brasil, ela foi identificada em 1986 (BRASIL, Portal, 2017).

2.4 Texto Expositivo

O texto expositivo é um gênero textual usado para apresentar informações de


forma organizada e lógica, com o objetivo de esclarecer um assunto para o leitor. Seu
principal foco é transmitir conhecimento de maneira clara, utilizando uma linguagem simples
e objetiva. Ele é amplamente utilizado em diversos contextos, como na educação, no
jornalismo e em documentos técnicos. Esse tipo de texto pode abordar uma grande variedade
de temas, desde conceitos científicos até questões do dia a dia.
Os textos expositivos têm características específicas que os tornam ideais para a
transmissão de informações. As principais são clareza e objetividade - a linguagem é simples
e evita ambiguidades, facilitando a compreensão; imparcialidade - o autor não expressa
opiniões pessoais, limitando-se a apresentar os fatos; estrutura bem definida - o texto é
organizado em introdução, desenvolvimento e conclusão, garantindo coesão e lógica;
linguagem formal - dependendo do público-alvo pode ser usado um vocabulário técnico ou
especializado e base em evidências - apoia-se em dados, números, fatos concretos e citações
para dar credibilidade às informações.
Para ser eficaz, o texto expositivo deve seguir uma estrutura bem definida
contendo introdução: apresenta o tema e o propósito do texto, dando uma visão geral do que
será discutido; desenvolvimento: explica o tema em detalhes, dividindo as informações em
subtópicos ou parágrafos específicos e conclusão: resume os principais pontos abordados e
pode destacar a relevância do tema.
Os usos de textos expositivos são amplamente aplicados em diferentes áreas e
contextos, como na educação, em textos didáticos que facilitam o ensino e o aprendizado de
conceitos e conteúdos; em comunicação empresarial, através de relatórios, apresentações e
guias internos ajudam a organizar e compartilhar informações; em ciência e pesquisa,
encontrada em artigos científicos e relatórios técnicos que apresentam descobertas e análises
de forma detalhada e no jornalismo, em reportagens informativas ajudam a esclarecer temas
importantes para o público.

2.5 Texto Prescritivo

Um texto prescritivo tem o objetivo de orientar o leitor sobre como realizar uma
ação específica, apresentando regras, instruções ou normas a serem seguidas. Ele é comum
em contextos formais e técnicos, como manuais, receitas, regulamentos e guias de
procedimentos. Sua principal finalidade é guiar o leitor, seja com instruções práticas (como
em manuais ou receitas) ou com normas que estabelecem obrigações e proibições (como em
leis ou regulamentos).
As características principais desse tipo de texto são: linguagem clara e objetiva em
que a comunicação é direta e sem ambiguidades, facilitando a compreensão; uso de verbos no
imperativo, infinitivo ou futuro do presente, estes que indicam comando ou orientação;
estrutura sequencial, os passos ou regras são apresentados em uma ordem lógica ou
cronológica, muitas vezes numerados ou organizados em tópicos; detalhamento
frequentemente, os textos prescritivos explicam com precisão cada etapa ou regra, indicando
materiais, condições ou métodos necessários.
Exemplo de texto prescritivo:

- Como preparar café:


Ferva 500 ml de água.
Coloque três colheres de sopa de café no filtro.
Despeje a água quente lentamente sobre o café.
Sirva e adoce a gosto (Fonte desconhecida).

Alguns exemplos de gêneros de texto prescritivo incluem:


a) Receitas culinárias: Detalham ingredientes, quantidades e o modo de preparo.
b) Manuais de instruções: Orientam sobre o uso de aparelhos ou ferramentas.
c) Regulamentos e leis: Estabelecem normas a serem seguidas.
d) Guias de procedimentos: Indicam como realizar um processo específico.
e) Editais e contratos: Apresentam condições e requisitos.
Para concluir, a maior diferença entre o texto prescritivo e injuntivo se baseia no
seguinte: o texto prescritivo é focado em normas e orientações obrigatórias, enquanto o texto
injuntivo busca persuadir o leitor a realizar uma ação, mas sem imposições diretas.

2.6 Texto Injuntivo

O texto injuntivo é caracterizado por expressar ordens, instruções ou comandos,


com o objetivo de orientar o leitor na realização de determinadas ações. A linguagem utilizada
nos textos injuntivos é geralmente direta e objetiva, empregando verbos no modo imperativo
para indicar as ações que devem ser executadas.
Como já dito antes, as principais características de um texto injuntivo são: seu
objetivo de conduzir o leitor a realizar uma ação, guiando os passos e explicando como
proceder e sua linguagem, que deve ser simples e objetiva para facilitar o entendimento das
instruções. O texto injuntivo permite que o leitor tome decisões, mas aja dentro do que foi
estabelecido, fazendo escolhas guiadas; sua estrutura simples, normalmente em tópicos e com
frases curtas é outra característica do texto injuntivo, para permitir que a sequência de ações
seja compreendida rapidamente.
Exemplo de texto injuntivo:

- Regras do Jogo
Os jogadores jogam na ordem definida.
Na sua vez, o jogador rola o dado e avança o número de casas
correspondente.
Se cair em uma casa especial, ele segue a instrução da casa (exemplo):
Seta para frente: Avance 3 casas.
Buraco: Volte 2 casas.
Atalho: Pule para a próxima casa de atalho.
O jogo continua até que um jogador alcance a última casa do tabuleiro
(Fonte desconhecida).

Entre os gêneros literários onde o texto injuntivo é predominante, destacam-se os


manuais de instruções, as receitas culinárias e os regulamentos. Esses gêneros têm como
principal finalidade fornecer orientações claras e precisas para que o leitor possa executar uma
tarefa específica. Como por exemplo, um manual de laboratório, o autor pode utilizar os tipos
textuais injuntivo e descritivo para instruir o leitor sobre as regras de uso dos equipamentos.

3. Conclusão

Em suma, destaca-se a importância de saber diferenciar os tipos de textos


literários para que a comunicação seja mais amistosa possível, além disso, identificar quando
utilizar cada tipo permite melhorar o desempenho dos indivíduos em diversas áreas da vida,
desde o contexto escolar até o comercial. Em síntese: o texto narrativo procura contar uma
história; o descritivo exemplifica seres por meio de detalhes; o dissertativo apresenta
informações e teses; o expositivo transmite conhecimento por uma sequência lógica; e os
textos prescritivo e injuntivo procuram expressar ordem, tendo pouca diferença entre si.

4. Bibliografia

VERÔNICA, C.; CARVALHO, D. S. Estrutura do texto narrativo. Relatório Técnico, n.


0321, 2021. Disponível em: Pantheon: Estrutura do texto narrativo ([Link]). Acesso em 19 jan
2025.
Texto descritivo: estrutura, tipos, exemplos. Disponível em:
[Link] Acesso em 14 jan 2025.
Texto descritivo: características, estrutura, tipos. Disponível em:
[Link]
Acesso em: 14 jan. 2025.
ABAURRE, M. L.; ABAURRE, M. B. Produção de texto: interlocução e gêneros. São Paulo:
Editora moderna, 2007.
BRASIL, P. Portal Brasil. Disponível em:
[Link]
chicungunha-zika-e-febre-amarela-101145/[Link]. Acesso em: 20 jan. 2025.
BRASIL ESCOLA. Gêneros Textuais - Texto Expositivo. Disponível em:
[Link] Acesso em: 17
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SIGNIFICADOS. Texto Expositivo: o que é, características e exemplos. Disponível em:
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NEVES, Maria Helena de Moura. A referenciação e a constituição do texto: reflexões no uso
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