Centro Universitário de Itajubá
Curso de Psicologia
Rafaella Marília Gonçalves
RELATÓRIO TESTE PFISTER
2025
Itajubá – MG
1
Centro Universitário de Itajubá
Curso de Psicologia
Rafaella Marília Gonçalves
RELATÓRIO TESTE PFISTER
Relatório para fins acadêmicos do teste Pfizer
Profa. Dra. Jasiele Aparecida de Oliveira Silva
2025
Itajubá – MG
2
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO.................................................................................................... 4
INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS.......................................................... 5
ANÁLISE CONCLUSIVA................................................................................... 8
REFERÊNCIAS.................................................................................................. 9
3
1 INTRODUÇÃO
O Teste de Pirâmides de Cores de Pfister, elaborado por Max Pfister na
década de 1950, é um instrumento projetivo amplamente utilizado na avaliação
psicológica, especialmente no contexto clínico. Sua metodologia, baseada na
escolha e disposição de cores em forma de pirâmides, permite acessar
aspectos profundos da personalidade e do funcionamento psíquico, oferecendo
indicadores relevantes sobre o estado emocional atual do indivíduo. Por ser um
teste não verbal, o Pfister se mostra particularmente eficaz em situações
clínicas nas quais o paciente apresenta dificuldades de expressão verbal, como
em casos de sofrimento psíquico intenso, transtornos do desenvolvimento, ou
em faixas etárias específicas, como crianças e idosos. A interpretação é
fundamentada em uma análise quantitativa e qualitativa das escolhas
cromáticas, associadas a aspectos simbólicos e emocionais. No contexto
clínico, o teste contribui significativamente para o processo diagnóstico, o
planejamento terapêutico e o acompanhamento da evolução do paciente,
sendo um recurso valioso para o psicólogo na compreensão mais abrangente
do sujeito em sua singularidade.
O presente relatório tem por objetivo apresentar a interpretação dos
resultados obtidos, por meio de um laudo psicológico, a partir da aplicação do
Teste de Pirâmides de Cores de Pfister, realizada em 6 de maio de 2025, em
ambiente de sala de aula, com finalidade acadêmica. A avaliação foi conduzida
junto à aluna Rafaella Marília Gonçalves, 19 anos, estudante do 5º período do
curso de Psicologia do Centro Universitário de Itajubá – FEPI.
4
2 LAUDO PSICOLÓGICO – TESTE DAS PIRÂMIDES DE PFISTER
2.1 Identificação:
A avaliação foi realizada com a aluna Rafaella Marília Gonçalves, 19
anos, estudante do 5º período do curso de Psicologia do Centro Universitário
de Itajubá – FEPI. A aplicação do teste ocorreu no dia 6 de maio de 2025, em
ambiente de sala de aula, com finalidade exclusivamente acadêmica.
2.2 Instrumento:
Utilizou-se o Teste de Pirâmides de Cores de Pfister, método projetivo
destinado à análise da dinâmica da personalidade por meio da escolha e
organização de cores em estruturas piramidais. O instrumento possibilita
identificar aspectos afetivos, mecanismos de defesa e traços do funcionamento
psíquico a partir da leitura simbólica e quantitativa das preferências cromáticas.
2.3 Procedimentos:
A aplicação foi individual, seguindo critérios técnicos e procedimentos
estabelecidos pela literatura especializada. A aluna recebeu orientações
padronizadas e, a partir das 24 fichas coloridas, construiu três pirâmides. De
modo geral, as três pirâmides apresentaram as mesmas cores em tonalidades
diferentes.
2.4 Análise Quantitativa da Frequência das Cores:
Com base na frequência relativa de uso das cores comparada aos
valores normativos do manual, observou-se o seguinte panorama: a cor azul foi
utilizada em 16%, abaixo da frequência esperada de 17,8% (↓); o vermelho
apareceu em 13%, também inferior ao parâmetro normativo de 17,8% (↓). O
verde teve uso de 16%, ligeiramente acima do esperado de 15,6% (↑),
enquanto o violeta, com 16%, apresentou-se significativamente acima da média
esperada de 11,1% (↑). A cor laranja registrou uso expressivo de 22%, bem
superior ao valor normativo de 6,7% (↑), e o amarelo foi utilizado em 18%,
acima da média esperada de 8,9% (↑).
As cores marrom, preto e branco não foram utilizadas, embora suas
frequências esperadas sejam 2,2%, 2,2% e 4,4%, respectivamente. O cinza
também esteve ausente, conforme esperado (0%).
2.5 Síndromes Psicológicas Avaliadas:
Síndrome de Normalidade (Azul, Vermelho e Verde): apresentou 45%,
abaixo da média esperada de 53,3%. Essa redução pode indicar menor
mobilização dos mecanismos psíquicos relacionados à adaptação, estabilidade
emocional e condutas socialmente aceitas, podendo sugerir menor controle
emocional ou maior espontaneidade.
5
Síndrome Fria (Azul, Verde e Violeta): registrou 48%, ligeiramente acima
da média normativa de 44,5%, indicando predomínio de racionalidade,
estabilidade afetiva e introspecção, refletindo funcionamento psíquico mais
reflexivo e emocionalmente controlado.
Síndrome Incolor (Preto, Branco e Cinza): não foi utilizada (0%), estando
abaixo da média esperada de 13,3%. Isso sugere menor uso de mecanismos
de defesa como negação ou repressão, refletindo espontaneidade e menor
resistência ao enfrentamento emocional.
Síndrome do Estímulo (Laranja, Vermelho e Amarelo): apresentou 53%,
acima da média esperada de 33,3%, indicando alta energia vital, motivação e
extroversão, embora o elevado valor possa também sinalizar impulsividade ou
dificuldade de controle emocional.
2.6 Análise Qualitativa das Cores:
Amarelo (frequência 3-3-2): expressão emocional equilibrada,
extroversão moderada e adaptativa, boa canalização das emoções, postura
comunicativa, flexibilidade e disposição social, com concentração e foco em
metas, ausência de impulsividade ou rigidez emocional. Laranja (3-3-4):
relação saudável com produtividade, autovalorização e realização pessoal;
motivação interna equilibrada, postura ativa e estável, capacidade para
mobilizar energia psíquica produtiva sem traços de arrogância. Verde (3-3-2):
capacidade adequada para interação social, manutenção de vínculos, empatia,
estabilidade emocional e maturidade afetiva, habilidade para relações
interpessoais pautadas na reciprocidade e respeito. Vermelho (2-2-2): ativação
emocional e expressividade adequadas, personalidade disposta à ação,
extroversão moderada, controle emocional satisfatório, assertividade e
envolvimento com o meio, sem agressividade ou retraimento. Azul (2-2-3):
equilíbrio saudável na expressão emocional, postura racional e reflexiva,
segurança interna, boa gestão das emoções e equilíbrio afetivo. Violeta (2-3-2):
equilíbrio emocional e espiritual, sensibilidade e intuição, busca por significado,
criatividade consistente, introspecção favorável ao autoconhecimento sem
isolamento. Ausência do preto, branco, marrom e cinza: indica possíveis
dificuldades em lidar com limites, mudanças, segurança emocional e
flexibilidade, sugerindo desafios no controle emocional e adaptação.
2.7 Aspecto Formal e Organização do Tapete nas Pirâmides:
A colocação das peças seguiu o padrão da esquerda para a direita,
refletindo treino em leitura/escrita e adequação às normas esperadas.
Pirâmide 1: tapete com início em ordem, indicando maior possibilidade
de adaptação e busca por equilíbrio emocional. Pirâmide 2: tapete
desequilibrado, disposição aleatória e contrastante das cores, sugerindo
perturbações emocionais e desajustes afetivos. Pirâmide 3: tapete puro, base
limpa e estruturada, indicando maior controle e estabilidade psíquica.
2.8 Combinações de Cores Duplas e Aspectos Emocionais:
6
Verde e violeta: ansiedade e sobrecarga de estímulos internos,
comprometendo o equilíbrio emocional. Vermelho e marrom: excitação e
impulsividade ligadas a relacionamentos primitivos, indicativo de regressão.
Vermelho e branco: excitabilidade e possível descontrole, associado a quadros
psicóticos/epilepsia. Vermelho e verde: fragilidade da personalidade e
dificuldades na elaboração de impulsos, característica de personalidades
psicopáticas. Marrom e branco: agitação e inquietação, gerando produtividade
irregular e tendência a conflitos.
Essas combinações revelam tensões emocionais que afetam a
organização psíquica da avaliada.
2.9 Variação Cromática e Matizes:
A variação cromática foi de 6, superior à média esperada de 4,3 para o
grupo feminino, indicando amplitude emocional ampla e capacidade expressiva
significativa, refletindo flexibilidade afetiva.
A variação de matizes foi 8, também acima do esperado (6,6),
apontando uso diversificado de tonalidades que refletem sutilezas e
complexidade nas experiências emocionais.
Esses dados indicam perfil emocional rico, flexível e com boa
capacidade de elaboração e expressão dos estados afetivos.
7
3 ANÁLISE CONCLUSIVA
Avaliação pelo Teste de Pirâmides de Pfister indica que Rafaella Marília
Gonçalves apresenta um perfil emocional equilibrado, flexível e expressivo,
com boa capacidade de comunicação, motivação e adaptação social. Seu
funcionamento psíquico demonstra maturidade afetiva, controle emocional
adequado e uma postura ativa diante das demandas diárias. A diversidade e
variação cromática sugerem uma amplitude emocional rica, favorecendo a
criatividade e a introspecção construtiva.
Entretanto, a ausência das cores preto, branco e marrom aponta para
possíveis dificuldades relacionadas à aceitação de limites, mudanças e
estabilidade emocional, aspectos que podem requerer atenção em contextos
de maior pressão ou desafio. A predominância da Síndrome do Estímulo
reforça a energia e a motivação da avaliada, embora haja necessidade de
monitoramento quanto a possíveis impulsividades.
Em suma, Rafaella demonstra um funcionamento psíquico saudável,
com potencial para lidar de forma construtiva com suas emoções e relações
interpessoais, sendo capaz de enfrentar os desafios acadêmicos e pessoais de
maneira adaptativa e positiva.
8
REFERÊNCIAS
VILLEMOR-AMARAL, Anna Lucia. Teste das Pirâmides de Cores de
Pfister: manual. 3. ed. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2002.