0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações40 páginas

Estrutura e Dinâmica do Sol

O Sol é uma estrela massiva, com uma massa 330.000 vezes maior que a da Terra e uma estrutura interna complexa, composta por núcleo, zona radiativa e zona convectiva. A hélio-sismologia permite estudar seu interior através de oscilações, enquanto sua superfície apresenta fenômenos como manchas solares e flares, que estão relacionados à atividade magnética. O ciclo solar de 11 anos influencia a quantidade de manchas e a atividade solar, afetando o clima da Terra.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações40 páginas

Estrutura e Dinâmica do Sol

O Sol é uma estrela massiva, com uma massa 330.000 vezes maior que a da Terra e uma estrutura interna complexa, composta por núcleo, zona radiativa e zona convectiva. A hélio-sismologia permite estudar seu interior através de oscilações, enquanto sua superfície apresenta fenômenos como manchas solares e flares, que estão relacionados à atividade magnética. O ciclo solar de 11 anos influencia a quantidade de manchas e a atividade solar, afetando o clima da Terra.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

O Sol

Vera Jatenco-Pereira
IAG/USP

Agradecimentos: !
Prof. Enos Picazzio!

Introdução à Astronomia e à Astrofísica – 28/07/2015!


Sol

O Sol é mais uma das estrelas da nossa Galáxia


Sol
O Gigante do Sistema Solar

Massa do Sol: 330.000 vezes a massa da Terra


Raio do Sol: 109 vezes o raio da Terra
Densidade média: 1,41 g/cm3 (quase como a da água)
central: 160 g/cm3
superfície: 1 bilionésimo g/cm3
(em média)
Quanto

(e átomos)

Plasma: gás ionizado (com elétrons livres)


Estrutura do Sol

Região de transição
Interior solar

Núcleo
(15.000.000 K)
Fusão nuclear
4H => He + partículas sub-atômicas + energia
Interior solar

Zona radiativa
energia
transportada através
de absorção e
reemissão de fótons
Núcleo
(15.000.000 K)
Fusão nuclear
4H => He + partículas sub-atômicas + energia
Interior solar

Zona convectiva
energia
transportada por
convecção

Zona radiativa
energia
transportada através
de absorção e
reemissão
Núcleo
(15.000.000 K)
Fusão nuclear
4H => He + partículas sub-atômicas + energia Enos Picazzio IAGUSP/2008
Interior solar
Interface
camada com
campo Zona convectiva
magnético energia
complexo transportada por
convecção
a luz pode demorar
até 1,5 milhão de
anos para chegar à Zona radiativa
superfície ! energia
transportada através
de absorção e
reemissão
Núcleo
(15.000.000 K)
Fusão nuclear
4H => He + partículas sub-atômicas + energia Enos Picazzio IAGUSP/2006
Modelo para o Interior Solar

O estudo da estrutura interna do Sol é possível por modelagem


matemática.

Hipótese: admitir que o Sol está em equilíbrio hidrostático, ou seja,


não há contração nem expansão.

A pressão e a temperatura no núcleo são altas o suficiente para


contrabalançar o peso das camadas externas.

Elaborar um modelo solar significa expressar pressão, temperatura e


composição química em função da massa ou raio solar.

Dessa forma, chegamos às seguintes dimensões: o núcleo tem raio


equivalente a 0,20 do raio solar, a zona radiativa tem 0,50 e a
convectiva 0,30 do raio solar.
Dimensões de cada componente do Sol

15.000.000
Hélio-sismologia
Aproveita os sismos solares para estudar o interior do Sol,
de forma semelhante ao que se faz para a Terra.

Um modelo para as oscilações de 5 minutos de período.


movimento ascendente
movimento descendente
Hélio-sismologia

Os sismos de maior frequência ocorrem


próximos à superfície.
Como a propagação depende das
condições locais, as observações
permitem construir modelos teóricos do
interior solar.
Hélio-sismologia: “heliomoto”
Parte externa do Sol

• As partes externas do Sol, acessíveis à observação


direta, apresentam grande variação das condições
físicas com a altura:
• Temperatura, pressão e composição química

• A parte externa pode ser dividida em:


• Superfície ! Fotosfera;
• Atmosfera ! Cromosfera, região de transição e coroa.
Manchas Solares
As manchas solares são as
formações mais marcantes da
fotosfera. Variam em tamanho,
abundância e posição ao longo do
tempo. Estão associadas a fortes
campos magnéticos e têm, em
média, 10 mil quilômetros de
Créditos diâmetro.
- Trabalho de arte: Randy Russell
- Imagens: Royal Swedish Academy of
Sciences (mancha) e NASA (Terra)
Manchas Solares
As manchas solares
fornecem uma referência
para a medida do período de
rotação a diferentes
latitudes.

O Sol (como os planetas


gigantes gasosos) não giram
como um corpo sólido,
possuem uma rotação
diferencial: o equador gira
mais rápido do que os polos.

A inclinação do eixo de
rotação do Sol é de 7,3° em
relação à eclíptica.
Fotosfera: a superfície solar
Do grego: esfera de luz

Regiões escuras associadas a fortes campos


magnéticos.
Fotosfera: a superfície solar

Matéria quente aflora pelo centro da célula, esfria e


precipita pelos bordos, num processo contínuo.
Fotosfera: a superfície solar
Estrutura da mancha
Cromosfera: a baixa atmosfera
Espessura: ~2500 km Do grego: esfera colorida
Temperatura: ~ 5.000 a 25.000K
supergranulação
luz emitida pelo H
em 6563Å

tamanho: ~ 30000 km;


vida: 40-50 h

Possui um padrão celular semelhante ao


fotosférico. Mas as dimensões e o tempo de
vida das células cromosféricas são bem
maiores.
Cromosfera: a baixa atmosfera

Espículos

estruturas cilíndricas
(500 x 7000 km) que
contornam as células.
Por eles circulam
matéria cromosférica.
Cromosfera: a baixa atmosfera

Filamentos: topos de arcadas vistos contra o disco solar,


são mais frios e brilham menos
Cromosfera: a baixa atmosfera
1. A configuração de uma protuberância é muito complexa.

2. Suas bases estão apoiadas sobre regiões com polaridades magnéticas opostas,
formando um arco magnético por onde circula a matéria cromosférica.

3. As dimensões podem ser enormes, e a duração pode atingir horas.

4. Essas figuras cromosféricas permeiam a coroa solar, que é muito mais quente.
Flares Solares
Esses tubos podem movimentar-se de
modo a acabarem retorcidos. Isso
implica em armazenamento crescente
de energia no interior do tubo à
medida que a torção das linhas de
campo aumenta. Quando as linhas se
cruzam ocorre seu rompimento e
posterior reconexão com a liberação
violenta de toda energia armazenada,
! erupções de brilho, denominadas
“flares” (clarões).
Flare (clarão)

Observações em raios X e
ultravioleta mostram que as
áreas mais compactas,
localizadas nas regiões centrais
dos “flares”, podem atingir
temperaturas da ordem de
100.000.000 K.
A violência desses eventos ejeta
partículas com tanta energia que
o campo magnético local é
incapaz de contê-las. Essa
matéria é lançada ao espaço com
muita violência.
Esses eventos ocorrem entre a alta
cromosfera e baixa coroa.
Região de Transição
Fina camada que separa a cromosfera da coroa solar. No gráfico vemos que
em apenas algumas centenas de quilômetros a temperatura sobe de 10.000 K
a 50.000 K, chegando a 1 milhão K na coroa.
Coroa: a alta atmosfera

Sol, lua e Terra alinhados

Alta atmosfera:

visível a olho nu

apenas durante os

Créditos: Greenville County School. eclipses totais


Coroa na luz branca
A olho nu ela é visível apenas durante um eclipse total.
Seu brilho equivale ao da Lua Cheia.
Fora do eclipse, ela é ofuscada pela luz da fotosfera.

É a luz
fotosférica
espalhada
pelos elétrons
livres na Coroa.

protuberância

Como os elétrons interagem com o campo magnético, a


configuração da coroa é a do campo magnético global.
Coroa em raio X

Regiões de campo magnético fechado,


por onde o plasma quente circula

Buracos coronais, regiões de campo


magnético aberto; plasma flui para o
espaço interplanetário

Estas regiões giram com a rotação típica da latitude solar em que se encontram.
As temperaturas locais podem ultrapassar 2.000.000 K.
Arcos coronais
(uma configuração instantânea)

Caberiam 30 Terras no
meio do arco.

Uma visão detalhada


revela uma configuração
complexa e diversificada,
e mostra que eles são formados
por inúmeros arcos mais finos.
Vento Solar
- O vento carrega cerca 1 milhão de toneladas
de plasma aquecido (~100.000 K) e
eletricamente carregado, a cada segundo.

- A velocidade varia entre 300 e 1000 km/s, a


densidade entre 1 e 10 partículas/cm3.

- Composição: principalmente de prótons, mas


também de núcleos de hélio e elétrons.

- Cerca de 0,1% do vento é composto de íons


de outros elementos incluindo carbono,
nitrogênio, oxigênio, neônio, magnésio, silício,
ferro e outros.

- O gás extremamente diluído e superaquecido


alcança grandes distâncias: Voyager 1 detectou
vento a 85 UA.
Vento Solar

Fluxo de prótons (~96%), As partículas eletricamente carregadas


núcleos de hélio (~4%) e da magnetosfera interagem com o vento
solar, escoam em direção dos polos,
resquícios de núcleos de chocam-se com a atmosfera e excitam o
elementos mais pesados gás atmosférico. Ao retornar ao estado
proveniente do Sol. normal o gás emite luz produzindo as
auroras polares.
Ejeção de Massa Coronal
Gigantescas explosões de plasma na forma de bolhas, que
abandonam o Sol a altas velocidades.

Duas imagens do satélite SOHO:


a da direita foi tomada durante uma tempestade solar. A aparente
má qualidade da imagem é na realidade o resultado das partículas
do vento atingindo o detector do instrumento.
Atividade O Sol têm um ciclo de atividade da ordem de 11
magnética solar anos.
Durante esse tempo o número de manchas solares
varia, e o campo magnético global se inverte.

Portanto o ciclo magnético tem cerca de 22 anos.

A área relativa das zonas ativas


aumenta com a atividade.
O Ciclo das Manchas
Diagrama da borboleta

A quantidade de manchas aumenta com a atividade solar. As manchas são escassas na fase de
mínima atividade e aparecem próximas às latitudes 35o norte e sul. Com a evolução do ciclo, a
quantidade aumenta e elas surgem em latitudes menores, até o pico de máxima atividade. A
partir dai, elas desaparecem gradativamente e começam a surgir novamente próximas às
latitudes 35o.
Aparência da coroa e o ciclo das manchas

11/08/99

24/10/95
Atividade Solar

Grupo de manchas
No. de manchas de Wolf
Auroras

Ano d.C.

Aert van der Neer, 1648

O clima da Terra foi fortemente


afetado por esse fenômeno.
Créditos e Referências
SOHO (Solar & Heliospheric Observatory)
[Link]
Transition Region and Coronal Explorer
[Link]

Yohkoh Public Outreach Project


[Link]
GOES Solar X-ray Imager
[Link]
Stanford Solar Center: highlight and contents
[Link]
Marshall Solar Physics
[Link]

The Virtual Solar Observatory


[Link]
NSO National Solar Observatory
[Link]
Créditos e Referências

Current Solar Data


[Link]

HASTA Search Facility (imagens e filmes)


[Link]

Helio- and Asteroseismology


[Link]

Estrutura
[Link]

Solar Activity Monitor


[Link]

Obrigada!

Você também pode gostar