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Exame Físico Respiratório Completo

O exame físico respiratório inclui inspeção, ausculta, percussão e palpação do sistema respiratório, que abrange a árvore brônquica e os pulmões. Sintomas como dispneia, tosse e dor torácica são analisados para diagnóstico, considerando fatores como tempo de instalação e características dos sintomas. A avaliação envolve a mobilidade torácica, a percussão para identificar sons normais e anormais, e a ausculta para detectar alterações respiratórias.

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Exame Físico Respiratório Completo

O exame físico respiratório inclui inspeção, ausculta, percussão e palpação do sistema respiratório, que abrange a árvore brônquica e os pulmões. Sintomas como dispneia, tosse e dor torácica são analisados para diagnóstico, considerando fatores como tempo de instalação e características dos sintomas. A avaliação envolve a mobilidade torácica, a percussão para identificar sons normais e anormais, e a ausculta para detectar alterações respiratórias.

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EXAME FÍSICO RESPIRATÓRIO

Um exame pulmonar completo consiste em inspeção completa, ausculta, percussão e palpação,


incluindo exame dos gânglios linfáticos, pele e sistema músculo-esquelético.
O sistema respiratório é composto pela árvore brônquica e pelos pulmões. Estes últimos estão
localizados dentro da caixa torácica que participa ativamente da mecânica ventilatória. CICLO
RESPIRATÓRIO A inspiração é um processo ATIVO, pois o diafragma e os intercostais externos
participam A expiração é um processo PASSIVO que depende da elasticidade pulmonar e da
diferença de pressão
ANAMNESE DO SISTEMA RESPIRATÓRIO
DISPNEIA ❑ TOSSE ❑ EXPECTORAÇÃO ❑ HEMOPTISE ❑ DOR TORÁCICA
SEMIOGRAFAR OS SINTOMAS:
Um detalhe fundamental para chegar ao diagnóstico
1. Há quanto tempo você começou com o sintoma?
2. Como começou? Repentino? Gradual? Progressivo?
3. Que características tem?
4. Que fatores o agravam ou melhoram?
5. Existem outros sintomas associados?
6. Você tem alguma outra experiência pessoal que possa ser relacionada?
Doenças prévias, exposição ocupacional, história familiar,
drogas, etc.
DISPNEIA DE INSTALAÇÃO LENTA E GRADUAL -Protótipo: BRONQUITE CRÔNICA e/ou
ENFISEMA
Etiopatogênese: Aumento da resistência das vias aéreas devido ao espessamento da parede
brônquica
progressiva e irreversível e/ou perda do parênquima pulmonar em decorrência da ação de
DISPNEIA DE INSTALAÇÃO RÁPIDA ou PROTÓTIPO SÚBITO : CRISE DE ASMA Etiopatogenia:
Espasmo do músculo brônquico, edema da mucosa, inflamação gerada pela exposição a
alérgenos, toxinas e outros gatilhos.
Tosse aguda: menos de três semanas ▪ Tosse crônica: mais de 2 meses
▪ Tosse seca: Sem secreções ▪ Tosse úmida: Tosse com secreções que não são expelidas.
▪ Tosse produtiva: tosse com expectoração que pode ser mucosa, purulenta, mucopurulenta,
serosa ou hemoptoica.
▪ Tosse noturna, diurna, predominância de diff. Leitos de decúbito. ▪ Emetizing, quinto, tosse
bitonal.
DOR TORÁCICA DE CAUSA RESPIRATÓRIA: Aparece apenas se as vias aéreas ou pleura
estiverem envolvidas. Caracteriza-se por ser localizada, contínua, aguda ou maçante de tipo
mecânico, ou seja, aumenta com movimentos, tosse e inspiração (envolvimento pleural); ou
queimação na região precordial aumenta com tosse (envolvimento brônquico)
Regiões do peito
As regiões são delimitadas pelas linhas torácicas que descrevemos anteriormente e são as
seguintes:
Aspecto anterior do tórax
 Região supraclavicular. Essa região é delimitada pela clavícula, pela borda superior do
músculo trapézio e pela borda posterior do esternocleidomastóideo. Esta região
corresponde ao vértice do pulmão, que se projeta da clavícula 2-4 cm.
 Região supraesternal. É delimitado pela parte superior da forquilha esternal e pela borda
anterior de ambos os músculos esternocleidomastóideos.
 Região infraclavicular. Seus limites incluem a borda inferior da clavícula, a borda superior
da terceira costela, a linha esternal média e a axilar anterior
 Região da mama. É a inserção da glândula mamária e compreende a borda inferior da
região infraclavicular e abaixo dela por uma horizontal ao nível da sexta costela

Aspecto lateral do tórax

 Região axilar. As linhas axilares anterior e posterior limitam-no aos lados; os limites
superior e inferior constituem a cavidade axilar e a sexta costela, respectivamente

 Região infraaxilar. Estende-se do limite inferior da região axilar e da borda feita pelas
costelas falsas Aspecto posterior do tórax

 Região supraescapular. É delimitado pela coluna dorsal, espinha da escápula e borda


superior do ombro

 Escapular. Projeta-se precisamente na escápula, pois é um plano ósseo coberto por


grandes massas musculares. Essa região é de pouca importância semiológica, pois é
praticamente impossível realizar qualquer tipo de exame físico

 Região escapulovertebral. Localiza-se entre a borda interna da escápula e do terceiro ao


sétimo processo espinhoso da coluna dorsal

 Região infraescapular. Localiza-se entre a linha horizontal que passa pelo ângulo de
ambas as escápulas e a décima segunda linha dorsal ou basal de Mouriquand.

INSPEÇÃO

O paciente pode ficar em pé, sentado ou deitado na cama, tudo depende do estado geral do
paciente, porém, se a condição do paciente permitir, a posição ideal é com o paciente sentado em
um banco, com as mãos apoiadas nos dois joelhos, o tórax deve estar exposto e claro sempre
cuidando da modéstia do paciente
Estado nutricional ❑ Consciência ❑ Fáscia: cianose – edema nasal – herpes labial ❑
Pescoço: uso de músculos acessórios ❑ Decúbito ❑ Dedos nas baquetas
Forma do peito ❑ Tipo respiratório ❑ Frequência respiratória ❑ Ritmo respiratório ❑ Observação
da pele e TCS Cicatrizes Vesículas de herpes zoster Circulação colateral venosa Edema
esclavínico venoso A forma do tórax é cônica com o vértice direcionado para o abdômen e a base
voltada para o pescoço, porém, nas mulheres a morfologia tende a ser mais cilíndrica.
Lembre-se que a forma do tórax em indivíduos astênicos é alongada e estreita, em piqueniques é
curta e globosa e, no caso do atletismo, é um tórax proeminente com uma estrutura óssea
robusta.
As deformidades torácicas são divididas em congênitas e adquiridas. Alguns deles são
mencionados e caracterizam o primeiro grupo: tórax nervurado, tórax Pectus excavatum ou funil,
tórax piramidal, tórax piriforme.
 Tórax com nervuras. Apresenta ligeira flacidez longitudinal do esterno
 Pectus excavatum ou pectus excavatum. É caracterizada por uma depressão na região
esternal.
 Tórax piramidal. Proeminência da parte anteroinferior da caixa torácica ao nível do
apêndice xifóide devido ao desenvolvimento excessivo das costelas.
 Tórax piriforme. Forma de pêra invertida com grande protrusão ântero-superior.

 Tórax atrofiado. Devido ao aumento do diâmetro ântero-posterior com diminuição dos


diâmetros transversais, achatando-se da linha hemiclavicular para a linha axilar posterior,
geralmente é um tórax típico de pacientes com raquitismo.

 Tórax enfisematoso. É volumoso, cilíndrico com aumento do diâmetro transversal ântero-


posterior e inferior, e é observado nos casos de enfisema pulmonar.

Frequência respiratória:
Normal: 14 a 22 rpm Taquipneia: aumento do FR Polipneia ou Hiperneia: aumento
FR e maior profundidade. Bradipneia: Declínio da FR
Hipopneia: Respiração superficial ou superficial. Batipneia: respiração de balanço

Os distúrbios do ritmo respiratório podem ser: respiração de Cheyne-Stokes (ciclopneia),


respiração de Kussmaul (respiração grande), respiração de Biot, respiração alternada, respiração
suspirante, etc.

 Cheyne-Stokes respirando. É caracterizada por períodos prolongados de apneia e


períodos de atividade; eles começam com pequenos movimentos que aumentam
progressivamente para diminuir da mesma forma até atingir a apneia, esse tipo de
respiração ocorre em traumatismo craniano, hemorragia cerebral, coma urêmico, meningite
tuberculosa e intoxicação por opiáceos.

 A respiração de Biot. Consiste em períodos de apneia com períodos ativos de movimentos


respiratórios; meningite, tumores e hemorragias intracranianas podem causá-la.

 A respiração de Kussmaul. É dado por uma respiração profunda e barulhenta, seguida por
uma pausa curta e chorosa seguida por uma nova pausa. É causada pela estimulação do
centro respiratório pela acidose. Este tipo de respiração é observado no coma urêmico e
no coma diabético hiperosmolar, não cetoacidótico.

 Respiração paradoxal. Ocorre no caso de fraturas múltiplas ou bilaterais de costelas; ou


quando a costela é fraturada em dois locais diferentes.

 Tiros intercostais. Caracterizam-se por depressão dos espaços intercostais durante a


inspiração, devido à presença de obstrução intratorácica.
PALPAÇÃO GERAL DO TÓRAX
Palpação do pescoço
Embora o pescoço seja outra região anatômica, sua exploração geralmente faz parte da
exploração do tórax, e o que se busca fundamentalmente é a presença de linfonodos.
Aproximadamente metade dos gânglios linfáticos do corpo estão localizados no pescoço; Este é
um local muito acessível para a avaliação clínica do paciente, pois podemos não apenas vê-los e
palpá-los, mas também realizar uma biópsia para um estudo histopatológico, e os mais acessíveis
para este estudo são as jugulares jugulares superiores e pré-escaleênicas.
A palpação é bilateral e simultânea para comparação. As características dos linfonodos se
palpáveis serão descritas com base em seu número (mono ou poliadenite), tamanho,
consistência, sensibilidade, mobilidade e aderências.
Palpação nas axilas
Os nódulos da axila serão palpados com o braço homolateral em três posições para melhor
acesso a eles.
❑ Alterações na sensibilidade: neuralgia do CI, costocondrite, fraturas, etc. ❑ Enfisema
subcutâneo ❑ Esfregar pleural ❑ Brónquico ou ronco palpável. ❑ Adenopatias
EXPANSÃO DE VÉRTICES E BASES A expansão normal é SIMÉTRICA E IGUAL.
Mobilidade torácica
Para estudar a mobilidade torácica, são utilizadas manobras de amplexação e amplexion superior
e inferior.
Para amplexação superior, as mãos são colocadas em ambas as cavidades supraclaviculares
com os polegares tocando os processos espinhosos, os dedos médio e indicador devem ser
colocados nas clavículas. As mãos do explorador devem ser colocadas suavemente e sem
pressão para permitir o movimento livre do tórax (Figura 24).
Na amplexação inferior, as mãos são colocadas simetricamente ao nível da linha infraescapular
com os polegares o mais longe possível da coluna vertebral
A transmissão das vibrações das pregas vocais durante a fala, através dos brônquios,
parênquima pulmonar, pleura e parede torácica produz vibrações vocais; estes são percebidos
com a sensibilidade tátil da mão.
A manobra consiste em o sujeito repetir em voz bem articulada, com intensidade moderada e
lentamente uma palavra com "U" e "O" como "um", prolongando o som do "u" e dizendo "33"
VV são explorados com as palmas das mãos, atravessando comparativamente ambos os
hemitórax. Quando se deseja estabelecer com precisão os limites de uma área com aumento,
diminuição ou abolição de VV, isso pode ser feito com a borda ulnar do

A percussão é de dois tipos: comparativa, com ela é possível reconhecer o som normal na
mesma região e a percussão topográfica é usada para limitar os contornos dos órgãos.

Existem diferentes métodos para realizá-lo, porém, o utilizado para a exploração do tórax é o
chamado mediato ou digito-digital. Consiste em colocar um dedo na superfície do corpo a ser
explorado, seja o dedo médio ou o indicador (dedo plesímetro) e com outro dedo (o pino de
disparo) serão feitos os golpes para obter o som. O dedo do plesímetro é colocado na superfície e
os dedos restantes devem ser levantados e afastados da pele.
Durante a percussão, os movimentos da mão percussiva devem ser feitos ao nível da articulação
metacarpofalângica, com o antebraço permanecendo imóvel. O golpe deve ser rápido, suave,
superficial e da mesma intensidade, o dedo de disparo é removido o mais rápido possível assim
que o som for obtido.

A percussão, como a palpação, deve ser comparativa e metódica. Deve ser realizada nas faces
posterior, anterior e lateral do tórax seguindo as regiões já descritas para palpação e utilizando a
mesma fase respiratória.

Os sons obtidos por percussão são de três tipos: o primeiro corresponde à clareação pulmonar,
que é obtida pela percussão do tecido pulmonar normal.

O segundo corresponde ao embotamento, que é o resultado da percussão no fígado e no


coração, finalmente, o som timpânico que é gerado ao percutir o estômago.

A intensidade da percussão pode ser diminuída e, como exemplos de doença, temos


condensação pulmonar e derrame pleural; Quando a intensidade é aumentada, a presença de
enfisema e pneumotórax deve ser descartada.

Auscultação

A ausculta é a última fase do exame físico do tórax

A sequência a ser seguida é a seguinte: na face posterior do tórax compreende dez locais nos
quais a face lateral do tórax está incluída. A ausculta inicia-se na região supraescapular esquerda
e a partir deste ponto segue-se uma sequência descendente, através das regiões interescapular,
infraescapular e axilar, devendo ser comparada sempre no mesmo nível de localização, entre o
lado direito e esquerdo. Quando o ruído é anormal, ele pode estar aumentado, diminuído ou
ausente em comparação com o lado contralateral no mesmo nível.

A face anterior do tórax compreende nove sítios, cuja sequência é semelhante à descrita acima
para a face posterior. Inicia-se na região supraclavicular direita, seguindo as linhas paraesternais,
passando pela linha axilar anterior até o sexto-sétimo espaço intercostal

Auscultação de voz Varredura com o estetoscópio comparando áreas simétricas do pulmão


enquanto o paciente diz "33"
O sopro vesicular é ouvido em todos os lugares em que o tecido pulmonar está em contato com a
parede torácica. É mais claramente ouvido nas axilas, sob as clavículas e nas regiões
infraescapulares. É ouvido como um sopro muito suave e é um ruído inspiratório contínuo. É o
resultado da soma dos ruídos produzidos pela sucção do ar que distende abruptamente milhões
de alvéolos. Durante a expiração, esse ruído é mais suave, menos intenso e também contínuo e
só é ouvido no início da expiração
Barragens
São ruídos anormais que acompanham os sons respiratórios normais, que podem modificar.
Alguns se originam nos brônquios ou no pulmão e outros na cavidade pleural. Cada um tem um
significado semiológico diferente.
 Traqueal. Ocorre devido à presença de secreções na laringe, traqueia ou brônquios
espessos que o paciente não consegue expelir.
 Ronco. Podem ser causados pela presença de muco espesso ou pela diminuição do lúmen
devido à contração do músculo brônquico e edema da mucosa. À palpação, eles podem
ser acompanhados pela sensação tátil de remomit.
 Assobiadores e piantes. Eles ocorrem devido à obstrução de pequenos brônquios e se
distinguem por sua tonalidade aguda.
 Crepitações. São auscultados no final da inspiração e são consequência da distensão dos
alvéolos que são preenchidos com material fibrinóide e leucocitário; este material se
desprende de suas paredes. Seu som é semelhante ao ouvido quando você esfrega uma
mecha de cabelo perto da orelha.
 Subcrepitação. Eles são auscultados ao longo do ciclo respiratório, são modificados com
tosse.
 Esfregar pleural. É causada pela fricção das folhas pleurais devido à presença de um
processo inflamatório, geralmente no final da inspiração. Eles não se espalham e onde é
melhor ouvido nas regiões subescapulares.
Ressonância vocal
É explorado quando o sujeito fala e repete palavras com muitas consoantes. No sujeito normal, a
sensação sonora não é muito intensa, confusa, o que não permite identificar as sílabas. Isso é
conhecido como broncofonia fisiológica.
 Broncofonia. A voz chega ao ouvido com maior intensidade e ressonância do que em
condições normais. É encontrado em áreas de condensação pulmonar.
 Pectoriloquismo. É encontrado nas áreas de condensação, mas ao contrário da
broncofonia, na broncofonia, as palavras são claramente reconhecidas. É chamado de
aphona, quando a voz do paciente que sussurra é ouvida claramente. Isso ocorre na
condensação e na pleurisia seca.
 Egofonia. Modificação da voz transmitida que se ouve estridente, aguda e com caráter
trêmulo. É característico da pleurisia, é ouvido na borda dos derrames

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