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Alterações na Remuneração dos Militares

O Decreto nº 11.020, de 30 de março de 2022, altera o Decreto nº 4.307, de 2002, para reestruturar a remuneração dos militares das Forças Armadas. As modificações incluem definições sobre sede, dependentes, adicionais de habilitação e gratificações, além de revogar alguns artigos do decreto anterior. O novo decreto entra em vigor em 1º de junho de 2022.
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Alterações na Remuneração dos Militares

O Decreto nº 11.020, de 30 de março de 2022, altera o Decreto nº 4.307, de 2002, para reestruturar a remuneração dos militares das Forças Armadas. As modificações incluem definições sobre sede, dependentes, adicionais de habilitação e gratificações, além de revogar alguns artigos do decreto anterior. O novo decreto entra em vigor em 1º de junho de 2022.
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Presidência da República

Secretaria-Geral
Subchefia para Assuntos Jurídicos

DECRETO Nº 11.020, DE 30 DE MARÇO DE 2022

Altera o Decreto nº 4.307, de 18 de julho de 2002, para


Vigência dispor sobre a reestruturação da remuneração dos militares
das Forças Armadas.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso IV, da Constituição,
e tendo em vista o disposto na Medida Provisória nº 2.215-10, de 31 de agosto de 2001, e na Lei nº 13.954, de 16 de
dezembro de 2019,

DECRETA:

Art. 1º O Decreto nº 4.307, de 18 de julho de 2002, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art. 2º .......................................................................................................

.....................................................................................................................

II - sede: território em que se localizam as instalações de uma organização, militar ou


não, e em que são desempenhadas as atribuições, as missões, as tarefas ou as atividades
cometidas ao militar;

III - dependentes: aqueles assim estabelecidos nos § 2º e § 3º do art. 50 da Lei nº


6.880, de 9 de dezembro de 1980, registrados nos assentamentos do militar; e

.....................................................................................................................

§ 1º A sede poderá abranger uma ou mais OM ou guarnições.

§ 2º Poderá ser considerado sede:

I - o território de um Município e de Municípios vizinhos, quando ligados por


frequentes meios de transporte; ou

II - o local isolado pela carência de transportes regulares, assim estabelecido em ato


do Ministro de Estado da Defesa.

§ 3º O encaminhamento de proposta de estabelecimento de sedes, por parte das


Forças Armadas, com base na definição prevista no inciso II do § 2º deste artigo, observará
a disponibilidade orçamentária da Força Armada e o disposto nas alíneas “a” e “b” do inciso
V do caput do art. 32 do Decreto nº 9.191, de 1º de novembro de 2017, e no art. 16 da Lei
Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000.” (NR)

“Art. 3º O adicional de habilitação é parcela remuneratória mensal devida ao militar,


inerente aos cursos realizados com aproveitamento.

§ 1º Caberá ao Ministro de Estado da Defesa, ouvidos os Comandantes das Forças


Armadas, estabelecer os cursos que darão direito ao adicional de habilitação, observada a
disponibilidade orçamentária.

§ 2º Ao militar que possuir mais de um curso somente será atribuído o percentual


de maior valor.

§ 3º Os Comandantes das Forças estabelecerão as equivalências dos cursos de que


trata o caput, incluídos aqueles realizados no exterior, inerentes à carreira militar, aos tipos
de curso a que se refere o Anexo III à Lei nº 13.954, de 16 de dezembro de 2019.” (NR)

“Art. 5º ......................................................................................................

………………………………………………………….......................................................
II - no exercício financeiro subsequente ao cumprimento do plano de provas ou de
exercícios, ao militar qualificado para a atividade especial de voo, prevista na alínea “a” do
inciso I do caput do art. 4º;

III - durante o período em que estiver servindo em OM específica da atividade


considerada, ao militar qualificado para as atividades especiais previstas nas alíneas “b”, “c”
e “d” do inciso I do caput do art. 4º, desde que cumpridas as missões e os planos de provas
ou de exercícios estabelecidos para essas atividades; e

IV - durante o período em que estiver exercendo as atividades especiais previstas na


alínea “e” do inciso I e no inciso II do caput do art. 4º.

Parágrafo único. Para fins do disposto neste Decreto:

I - mergulho com escafandro equivale a mergulho dependente; e

II - mergulho com aparelho equivale a mergulho autônomo.” (NR)

“Art. 7º .......................................................................................................

Parágrafo único. Para as provas relativas à atividade especial de voo, prevista na


alínea “a” do inciso I do caput do art. 4º, consideram-se os voos realizados em aeronaves
civis por militares da ativa da Aeronáutica, no cumprimento de missões específicas de
Vistorias de Aeronaves Civis e Exame de Proficiência de Aeronavegantes da Aviação Civil.”
(NR)

“Art. 11. ......................................................................................................

§ 1º Fará também jus à gratificação de localidade especial o militar em comissão,


operação, exercício ou destaque no período entre a data de sua apresentação e a de partida
da localidade considerada como especial.

§ 2º Para fins do cálculo do número de dias a que faz jus o militar à gratificação de
localidade especial a que se refere o § 1º, será computado como um dia o período igual ou
superior a oito horas e inferior a vinte e quatro horas.

§ 3º Na hipótese de o militar fazer jus à gratificação de localidade especial e à


gratificação de representação referentes à mesma missão, serão pagos ambos os direitos
pecuniários.” (NR)

“Art. 19. ....................................................................................................

I - quando a alimentação, a pousada e a locomoção urbana forem garantidas pela


União, pelos Estados, pelos Municípios, pelo Distrito Federal ou por instituições públicas ou
privadas;

....................................................................................................................

IV - quando o afastamento for inferior a oito horas consecutivas.

.............................................................................................................” (NR)

“Art. 20. ......................................................................................................

.....................................................................................................................

§ 2º O acréscimo de que trata o § 1º não será devido aos militares que se utilizarem
de veículos oficiais para efetuar os deslocamentos nos seguintes trajetos:

I - na ida, até o local de embarque;

II - na ida, do local de desembarque ao local de trabalho ou de hospedagem;

III - na volta, do local de trabalho ou hospedagem até o local de embarque; e

IV - na volta, do local de desembarque até a OM ou a residência.” (NR)

“Art. 30. Quando desligado da ativa, o militar que houver cumprido o serviço militar
obrigatório nas condições estabelecidas na legislação específica, terá direito, durante o
período de trinta dias, contado da data de seu licenciamento, à passagem para o transporte
pessoal até a localidade, desde que esteja situada no território nacional, onde tinha a sua
residência ao ser convocado, ou para outra localidade cujo valor da passagem seja inferior
ou equivalente.” (NR)

“Art. 31. Ao militar na inatividade e aos seus dependentes com direito à assistência
médico-hospitalar prevista na alínea “e” do inciso IV do caput do art. 50 da Lei nº 6.880, de
1980, é assegurado o direito ao translado de ida e volta, na forma de aquisição de
passagem ou de outro meio mais conveniente para a administração pública, quando, por
prescrição ou recomendação médica competente, seja necessária a baixa à organização
hospitalar, à inspeção de saúde, à consulta ou ao exame de saúde em cidade diferente da
OM sede.

Parágrafo único. Para fins do disposto no caput, a sede a ser considerada como
referência será a da OM de vinculação do militar inativo.” (NR)

“Art. 31-A. Quando do falecimento de militar, aos seus dependentes que mantenham
o direito à assistência médico-hospitalar prevista na alínea “e” do inciso IV do caput do art.
50 da Lei nº 6.880, de 1980,, assim estabelecidos no § 5º do referido artigo, é assegurado o
direito ao translado, na forma de aquisição de passagem ou de outro meio mais
conveniente para a administração pública, quando, por prescrição ou recomendação
médica competente, seja necessária a baixa à organização hospitalar, à consulta ou ao
exame de saúde em Município diferente da OM sede.

Parágrafo único. Para fins do disposto no caput, a sede a ser considerada como
referência será a da OM de vinculação dos dependentes do militar falecido.” (NR)

“Art. 38. ......................................................................................................

.....................................................................................................................

§ 4º A tabela para o cálculo da indenização do transporte da bagagem será


estabelecida anualmente em ato do Ministro de Estado da Defesa, observados:

I - a distância rodoviária da origem ao destino;

II - o modal de transporte disponível;

III - o tempo de transporte, que não poderá ser superior a dois terços do período de
trânsito concedido ao militar; e

IV - a disponibilidade orçamentária.” (NR)

“Art. 46. ......................................................................................................

......................................................................................................................

II - aos Oficiais Intermediários, Oficiais Subalternos, demais militares e seus


dependentes, em viagem cujo trecho rodoviário seja superior a mil quilômetros; e

...............................................................................................................” (NR)

“Art. 47. .........................................................................................................

........................................................................................................................

Parágrafo único. Para a efetivação dos cálculos a que se refere o inciso I do caput,
será considerado o valor constante da tabela de que trata o § 4º do art. 38, correspondente
à faixa de quilometragem na qual esteja compreendida a movimentação do militar.” (NR)

“Art. 59. ...........................................................................................................

..........................................................................................................................

§ 2º Na hipótese prevista no inciso III do caput do art. 58, o valor recebido em


espécie será restituído, integralmente, em parcela única, observado o disposto nos § 2º e §
3º do art. 14 da Medida Provisória nº 2.215-10, de 2001

............................................................................................................” (NR)
“Art. 76. .....................................................................................................

....................................................................................................................

II - ao responsável legal, quando do falecimento dos dependentes a que se refere o §


5º do art. 50 da Lei no 6.880, de 1980; e

…………………………………………………………………….......................................” (NR)

“Art. 79. A critério da administração pública, o militar poderá ser periodicamente


submetido à inspeção de saúde e, se constatado que não se encontra nas condições de
saúde previstas no art. 1º da Lei nº 11.421, de 21 de dezembro de 2006, o auxílio-invalidez
será suspenso.

Parágrafo único. O auxílio-invalidez será pago no valor de sete quotas e meia do


soldo integral do posto ou da graduação a que o militar faz jus ou no valor mínimo
estabelecido pela Lei nº 11.421, de 2006, o que for maior.” (NR)

“Art. 81. .....................................................................................................

....................................................................................................................

§ 3º Os direitos remuneratórios percebidos pelo militar a que se referem os art. 2º e


art. 11 da Medida Provisória nº 2.215-10, de 2001, não serão considerados para fins do
cálculo do adicional natalino.” (NR)

Art. 2º O Anexo II ao Decreto nº 4.307, de 2002, permanecerá em vigor até que ato do Ministro de Estado da
Defesa estabeleça a tabela para o cálculo da indenização do transporte da bagagem de que trata o § 4º do art. 38 do
referido Decreto.

Art. 3º Ficam revogados os seguintes dispositivos do Decreto nº 4.307, de 2002:

I - o art. 29; e

II - o art. 99.

Art. 4º Este Decreto entra em vigor em 1º de junho de 2022.

Brasília, 30 de março de 2022; 201º da Independência e 134º da República.

JAIR MESSIAS BOLSONARO


Walter Souza Braga Netto

Este texto não substitui o publicado no DOU de 31.3.2022

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