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A Beleza da Transformação Pessoal

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Alex Pashupati
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© All Rights Reserved
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Transformar-se, é a coisa mais bela que você pode fazer por si mesmo, não porque tenha algo errado em

você ou a ser consertado em quem é, mas somente porque, empenhando-se em transformações


profundas pode afirmar, vivi minha vida, vivi minha alma e espirito, pertenci a mim mesmo.

Esse é o caminho para ter uma vida, e não fragmentos de vida.

Como nos antigos álbuns de figurinhas colecionáveis. Quem não se transforma preenche duas ou três
páginas de cinquenta páginas e depois desiste com os bolsos cheios de figurinhas repetidas.

Quem se transforma, talvez não complete o álbum. Talvez receba do acaso figurinhas repetidas mas que
com a magia da transformação pode transformar também o que seria repetitivo, no mínimo, saberá
onde trocar, doar ou fazer novo uso dessas figuras repetidas.

Quem se transforma, de vez em quando, escuta de quem insiste em permanecer o mesmo "Não sabia
que era possível".

Não se transformar é fazer do conforto e segurança prisão de grades invisíveis. É entrar e habitar
docilmente redoma transparente, mas sufocante. É criar para si peso deveras insuportável.

- O que pesas?

- Eu mesmo, o que penso de mim, o que penso que pensam de mim, o que quero que pensem de mim, o
que não quero que pensem de mim.

Transformar-se é perceber que as grades invisíveis eram de pesado metal mas que não via por cegueira,
e então transformá-las em fumaça.

Não é um caminho fácil, talvez nunca chegue ao fim, e que bom. Particularmente, detestaria saber tudo
sobre eu mesmo aos vinte anos e então só viver em repetição e confirmação. O jogo acaba assim que se
completa o objetivo, por isso o finalidade da vida não é o fim, mas o processo, de transformar-se,
experimentar-se.

Como diria um velho amigo, "É ter histórias para contar". Ter histórias para contar, relembrar, reviver,
quando não for mais viável vivê-las fisicamente. Ou quando o fim do tempo se aproximar.

Ter histórias para contar é viver e só se vive transformando-se para que as histórias sejam
constantemente renovadas.

Digam que vivi do meu próprio jeito sob minhas regras próprias que fazia questão de quebrar sempre
que necessário, sempre que o conhecido tornava-se peso e não mais trampolim.

By Alex Pashupati

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