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Plano de Manejo de Fauna Silvestre

Descreve um plano de manejo de fauna silvestre nas frentes de supressão

Enviado por

Shirley Prata
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PLANO DE MANEJO DE FAUNA SILVESTRE

Sumário

[Link]ÇÃO 1
[Link]ÇÃO 2
[Link] 2
[Link]ÇÃO 3
[Link]ÇÃO GERAL DA VEGETAÇÃO LOCAL 3
6. SALVAMENTO, RESGATE E DESTINAÇÃO DE FAUNA 6
1. IDENTIFICAÇÃO
1.1- RESPONSÁVEL PELO EMPREENDIMENTO
NOME:
ENDEREÇO:
Marituba, PARÁ

1.2 - RESPONSÁVEL POR ESTE RELATÓRIO


Profissional:
Registro CRBio:
Email:
2. INTRODUÇÃO
O presente documento apresenta plano de manejo de fauna silvestre a fim de subsidiar a
emissão da autorização para Captura, Coleta, Resgate, Transporte e Destinação de Fauna
Silvestre, referente ao processo de licenciamento ambiental protocolado nesta Secretaria
Municipal de Meio Ambiente de Marituba sob processo n. R00629

Para mitigação da perda de habitat inerente à supressão da vegetação, propõe-se um


conjunto de ações que deverão ser implementadas no sentido de orientar o deslocamento
dos espécimes faunísticos através do direcionamento das frentes de supressão da
vegetação, no âmbito do procedimento operacional de supressã[Link] forma, o presente
plano de manejo de fauna silvestre visa mitigar os impactos ambientais oriundos da
supressão vegetal, referente a implantação do empreendimento multifamiliar vertical
denominado Residencial Marituba 1, 2, 3 e 4.

3. OBJETIVOS

São objetivos do plano de Captura, Coleta, Resgate, Transporte e Destinação de Fauna


Silvestre:
-​ Estabelecer metodologia de manejo de fauna silvestre que permita a mitigação dos
impactos ambientais decorrentes do desmatamento sobre a comunidade da fauna
local a partir da associação com o plano operacional de supressão.
-​ Realizar o salvamento, resgate e posterior destinação em área adequada dos
exemplares de fauna que não conseguirem realizar deslocamento por seus próprios
meios.
-​ Garantir a integridade física dos animais resgatados e, sempre que necessário, sua
completa recuperação mediante tratamento médico veterinário.
-​ Garantir destinação final adequada para os animais que precisarem de tratamento e
translocação.
4. LOCALIZAÇÃO

A área em questão está localizada na Estrada do Decovillle , s/n, Bairro 40 Horas,


município de Marituba, sob coordenadas.

Figura 01. Localização do empreendimento

5. CARACTERIZAÇÃO GERAL DA VEGETAÇÃO LOCAL

Conforme apresentado no relatório “Inventário Florístico em uma área localizada na estrada


do Ariri no Bairro 40 horas, Marituba - Pará”, a cobertura vegetal atualmente existente em
grande extensão da área é caracterizada como floresta secundária, decorrente da utilização
da área por muitos anos para extração de madeira , retirada de piçarra e pedra, atividade de
agricultura, plantio de açaí , o que ao longo dos últimos anos causou a destruição de grande
parte da vegetação nativa com predominância de capoeira fina e capoeirão. A área em sua
maior parte é coberta por espécies pioneiras como Parkia spp (Faveira) , Nectandra
cuspidata Nees ( Louro), Pphenakospermun guianense (Sororoca), inga spp (Inga) e
palmeiras do tipo Euterpe oleraceae ( Açaí) , com uma pequena incidência de espécies
nativas de fragmento florestal nativo alto de dossel uniforme. Na floresta de várzea já
bastante antropizada, a espécie com maior frequência é a Virola sp (virola) e a Vochysia
guianensis (quaruba) ,Synphonia globolifera ( Ananin), inga spp ( ingá) e Mauritia flexuosa (
Buritizeiros). Para esse tipo de vegetação, são esperadas para o ambiente local, espécies
de hábitos generalistas,como espécies de anfíbios das famílias Bufonidae, Leptodactylidae,
Leiuperidae, Cycloramphidae e Ranidae, cujos representantes consistem nos sapos, rãs e
pererecas, bem como répteis das famílias dos Teídeos e Iguinadeae, representadas,por
exemplo pelos calangos e iguanas e pequenos mamíferos das ordens Rodentias, como por
exemplo,representada da família Murídae que é a dos pequenos roedores, ratos e
camundongos, bem como da ordem Marsupialia,tendo como representantes os gambás,das
família Didelphidae. Dessa forma, o presente plano de manejo de Fauna silvestre abordará
as metodologias necessárias para os diversos grupos de fauna silvestre.

6. PLANO DE SALVAMENTO, RESGATE E DESTINAÇÃO DE FAUNA

[Link] DAS EQUIPES


Os funcionários envolvidos na supressão de vegetação deverão passar por treinamento
prévio, onde serão estabelecidos normas e procedimentos específicos a serem adotados
em relação à preservação das espécies de fauna frente à supressão.

6.2 OPERAÇÃO DE SALVAMENTO


A equipe de salvamento de fauna, precederá as atividades de supressão vegetal,
percorrendo o local, com início às 06:00hs da manhã, para procurar animais previamente ,
bem como realizar a inspeção prévia da área onde haverá interferência com a finalidade de
reconhecer os locais críticos, tais como tocas e ninhos com o intuito de verificar a
ocorrência de espécimes que possam ser previamente resgatados.

As atividades de afugentamento precederão as atividades de supressão. Para tanto, serão


utilizados equipamentos que produzem desconforto acústico, como apitos respeitando-se o
sentido preferencial de supressão, conforme o planejamento do desmatamento. O
afugentamento de fauna será realizado em consonância com as ações da supressão de
vegetação a fim de orientar o deslocamento espontâneo dos exemplares de fauna em
direção oposta ao desmatamento

Uma vez iniciados os trabalhos de supressão, estes serão acompanhados pela equipe de
salvamento para o resgate de exemplares de fauna que ainda não tenham sido previamente
retirados ou afugentados da área de intervenção. A captura dos exemplares de fauna será
realizada pelo médico veterinário e o auxiliar de campo mediante a utilização de
equipamentos específicos para esta finalidade tais como puçás, cambão, ganchos e pinças
herpetológicas. Os animais que precisarem ser capturados, deverão ser acondicionados em
caixas ou gaiolas adequadas para o transporte, para a área de soltura, evitando-se que
permaneçam no local por muito tempo. Da mesma forma, serão observadas as
incompatibilidades inter ou intra-específicas, evitando-se superlotações, o que ocasionaria
maior “stress”. Uma vez desocupadas, as caixas deverão ser lavadas, desinfetadas e
secas. Os animais capturados serão registrados e submetidos a um rápido exame físico
para obtenção de informações tais como identificação da espécie, sexo, faixa etária, estado
de saúde, dados biométricos, e outras informações relevantes.
A equipe de supressão de vegetação deverá interromper as atividades quando se deparar
com qualquer espécie de animal silvestre no local, solicitando a mobilização da equipe de
afugentamento e resgate de fauna na área.​ ​

Após a realização dos trabalhos de supressão, deverá ser realizada nova inspeção na área
já suprimida para assegurar que nenhum espécime tenha sido deixado na área de
supressão.
A fase de Salvamento, Resgate e Destinação de Fauna será realizada em etapa única,
alinhado com as ações da supressão de vegetação, conforme cronograma de
desmatamento.

6.3 TRATAMENTO ESPECIALIZADO E DESTINAÇÃO DE FAUNA


Caso ocorra a necessidade de tratamento veterinário em clínica veterinária, a MAPE
ENGENHARIA encaminhará os animais para a Clínica veterinária Vet Life, conforme
declaração em anexo, localizada na Tv. Padre Eutíquio, nº 2030, Batista Campos, Belém -
PA, 66023-710, representada pela médica veterinária Dra. Ellen Yasmin Eguchi Mesquita,
CRMV-PA Nº 02376, que possui experiência com animais silvestres. Quanto ao
afugentamento e possível translocação de animais, os mesmos serão direcionados para a
Área de Preservação Permanente (APP) que se localiza ao fundo da área da área do futuro
condomínio. O terreno onde será implantado o condomínio possui uma área total de 8,4 ha,
e a APP apresenta uma área de aproximadamente 22.200m². Conforme caracterizado no
item 5, a área do futuro condomínio apresenta vegetação secundária em estágio inicial e
intermediário de sucessão secundária e a mata ciliar apresenta-se mais preservada que a
área que será suprimida,logo verifica-se que esse ambiente pode dar suporte à manutenção
de necessidade de habitat dos animais que serão afugentados e potencialmente
translocados.

Figura 02 - Área de Preservação Permanente - APP em vermelho.

6.4 EQUIPE DE SALVAMENTO DE FAUNA


Tendo em vista o tamanho da área, e o tempo de execução do desmatamento, para as
ações de salvamento da fauna, a equipe técnica será composta por um biólogo responsável
pela coordenação da atividade de manejo frente ao plano operacional de supressão vegetal,
um médico veterinário e dois auxiliares de campo, que atuarão diretamente sobre o
manuseio/atendimento dos espécimes da fauna.

6.5 INFRAESTRUTURA DE SUPORTE


O manejo necessário e levantamento de dados biométricos dos animais resgatados serão
realizados em uma base de apoio para atendimento emergencial e inspeção dos espécimes
capturados, que será implantado em um local que não sofrerá grandes intervenções, fora da
área direta de supressão vegetal.

6.8 - Protocolo Geral


Na tabela abaixo apresenta-se protocolo geral de manejo de fauna silvestre nas frentes de
supressão para o empreendimento em questão.

Manejo Especificações Registro de


informações

Afugentamento -No que concerne à etapa de afugentamento da Ações gerais:


fauna silvestre, a equipe técnica deverá realizar o Mastofauna
reconhecimento prévio da área alvo da supressão Avifauna
da vegetação. Adicionalmente, após a demarcação Herpetofauna
e isolamento dos ninhos e tocas, deve-se priorizar o
afugentamento natural para animais de fácil
locomoção, abandono natural do ninho pelos
filhotes, especialmente no caso do grupo das aves,
em detrimento do resgate direto.​

Resgate -A equipe de resgate de fauna deverá acompanhar


as frentes de obra até a completa retirada do Ações gerais:
material vegetal resultante da supressão, etapa em Mastofauna
que comumente são resgatados muitos animais de Avifauna
difícil locomoção,assim como colmeias e ninhos. Herpetofauna
Melissofauna
-As colmeias de abelhas nativas resgatadas (Abelhas e
deverão ser translocadas para a área de vespas nativas e
translocação, próxima ao empreendimento. Os abelhas exóticas)
ninhos de abelhas deverão ser translocados dentro Ninhos
do oco da árvore ou em caixas de madeira., e a
translocação ocorrerá no final da tarde, quando
caracteristicamente a atividade dos animais é
menor, para segurança dos moradores e dos
trabalhadores da obra.

-Ao detectar ninhos com ovos e filhotes, deve-se


localizar e isolar a área até que os espécimes os
abandonem naturalmente. Desta forma, será
recomendado à engenharia que os espécimes
vegetais arbóreos com ninho de aves não sejam
suprimidos até sua comprovada inativação. Não
sendo possível a aplicação do método anterior, a
equipe técnica deverá realizar a transferência
gradual dos ninhos, com o objetivo de garantir a
continuidade de cuidado parental para as espécies
que exibem tal comportamento. Na impossibilidade
de implementar as duas formas preferenciais de
manejo precipitadas (isolamento da área ou
realocação), os ovos e ninhegos deverão ser
resgatados e transportados apropriadamente para a
área de translocação.

Tratamento/ Ações gerais:


Destinação -Os animais feridos devem ser inicialmente
atendidos na Base de Apoio Local e quando Vivo/ saudável
necessário, deverão ser encaminhados para a Doente/ferido
Clínica veterinária Vet Life.

- A soltura e realocação dos indivíduos devem


ocorrer na área de translocação e em períodos
condizentes ao hábito preferencial da espécie. ​

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