um odor nauseante de queimado impregnou o cômodo.
Fiz o mesmo
comigo, me encharcando também.
As vozes lá fora cessaram quando o reservatório deslizou para fora de
meus dedos e despencou para o chão. E depois...
— Tem alguém lá dentro. — Sem esperar confirmação, Reid começou a
chutar a porta. Ela se envergou sob o peso dele. Quando voltou a chutar, a
madeira fez um estalo ameaçador. Voei para a forja e comecei a bombear o
fole freneticamente. Fumaça de carvão encheu a sala, grossa e preta. A
madeira começou a rachar, mas perseverei. Continuei com os movimentos
até meus olhos começarem a lacrimejar e minha garganta arder. Até não
poder mais sentir o cheiro da magia. Até não conseguir mais sentir cheiro
nenhum.
Larguei o fole no instante em que a porta explodiu.
A luz do sol entrou, iluminando a silhueta de Reid nas espirais de
fumaça. Monumental. Tenso. Alerta. Tinha desembainhado a Balisarda, e a
safira brilhava em meio à massa de vapor ondulante. Dois cidadãos
preocupados estavam atrás dele. Quando a fumaça se dispersou, pude ver
melhor seu rosto. Os olhos corriam depressa pela cena, estreitando-se
quando avistou sangue e corpos — e aterrissando em mim. Seu rosto
empalideceu.
— Lou?
Assenti, não confiando em minha voz. Meus joelhos cederam.
Ele se aproximou com rapidez, ignorando o sangue, água e fumaça, e se
ajoelhou diante de mim.
— Está tudo bem? — Segurou meus ombros, me obriga