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Relação Difícil com a Mãe e Humor

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camilaflorio2007
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— Órfãs.

Por alguma razão inexplicável, senti o peito apertar.


— Ah. — Fiz uma pausa, buscando as palavras apropriadas, mas não
encontrei nenhuma... exceto: — Ajuda se eu disser que minha relação com
minha mãe não é das melhores?
Sua carranca só se aprofundou.
— Pelo menos tem mãe.
— Preferia não ter.
— Não pode falar sério.
— Mas é sério — Ninguém nunca dissera palavras tão verdadeiras. Nos
últimos dois anos, passei todos os dias... cada momento, cada segundo...
desejando que ela não existisse. Desejando ter nascido outra pessoa.
Qualquer pessoa. Ofereci a ele um sorrisinho. — Trocaria de lugar com
você num piscar de olhos, Ansel... Mas só a filiação, não quero essas roupas
tenebrosas. Esse tom de azul não é mesmo a minha melhor cor.
Ele endireitou o casaco de forma defensiva.
— Já mandei parar de falar.
Eu me atirei na cama outra vez em resignação. Agora que tinha ouvido
sua confissão, a próxima parte de meu plano — a parte insidiosa — deixou
um gosto amargo em minha boca. Mas não importava.
Para a irritação de Ansel, comecei a cantarolar.
— Nada de canto também.
Ignorei-o.
— “Liddy Peituda não era bonita, mas seus seios eram do tamanho de
um celeiro.” — comecei. — “As tetas leitosas deixavam homens em
polvorosa, mas ela não tinha olhos para nenhum...”
— Basta! — Seu rosto estava ruborizado de um escarlate vívido que
rivalizava com o de meu marido. — O que está fazendo? Isso... isso é uma
indecência!
— Claro que é. É uma canção de bar!
— Já esteve em um bar? — indagou, b

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