Universidade Católica de Moçambique
Centro de Educação de Ensino a Distância
Tema: Sistemas de cordenadas
Celio Antônio Siaca: 708232851
Curso: Licenciatura em Ensino de
Geografia
Disciplina: Cartografia
Nivel: 2o ano
Docente:
Quelimane, Maio 2024
Folha de feedback
Categorias Classificação
Indicadores Padrões Pontuação Nota do Subtotal
máxima tutor
Capa 0.5
Índice 0.5
Estrutura Aspectos Introdução 0.5
organizaciona Discussão 0.5
is Conclusão 0.5
Bibliografia 0.5
Contextualização
(indicação clara do 1.0
problema).
Introdução Descrição dos 1.0
objectivos.
Metodologia adequada 2.0
ao objecto do trabalho.
Articulação e domínio
do discurso académico
Conteúdo
(expressão escrita 2.0
cuidada,
Analise e coerência/coesão
discussão textual).
Revisão bibliográfica
nacional e internacionais 2.0
relevantes na área de
estudo.
Exploração de dados 2.0
Conclusão Contributos teóricos 2.0
práticos
Aspectos Paginação, tipo e
gerais Formatação tamanho de letra, 1.0
paragrafo, espaçamento
entre linhas.
Referências Normas APA Rigor e coerência das
bibliográficas 6ª edição em citações/referências 4.0
citações e bibliográficas.
bibliografia
Recomendações de melhoria
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________
Índice
1.0 Introdução.......................................................................................................................5
1.1 Objetivos..............................................................................................................................6
1.1.2. Objetivo geral...................................................................................................................6
1.1.3 Objetivos específicos........................................................................................................6
1.2 Metodologia.........................................................................................................................6
1.2.1 Material.............................................................................................................................6
1.2.2 Métodos.............................................................................................................................6
2.0 Referencial Teórico..............................................................................................................7
2.1 Medições topográficas.........................................................................................................7
2.1.1 Sistemas de referencia.......................................................................................................7
2.2 Superfícies consideradas:.....................................................................................................7
2.3 Geóide x elipsóide................................................................................................................8
2.3.1 Sistema de Coordenadas Cartesianas................................................................................8
2.3.2 Sistema de coordenadas geodésicas..................................................................................8
2.3.3 Sistema de coordenadas planas.........................................................................................9
2.3.4 Sistema de projeção UTM.................................................................................................9
2.3.5 Sistema de coordenadas topográficas..............................................................................10
2.3.6 Características que envolvem o sistema UTM................................................................10
3. Conclusão.............................................................................................................................12
Referencias Bibliográficas.......................................................................................................13
1.0Introdução
Um sistema coordenado cartesiano no espaço 3-D é caracterizado por um conjunto de três
retas (x,y e z), denominados de eixos coordenados, mutuamente perpendiculares. Ele
associado à um Sistema de Referência Geodésico, recebe a denominação de Sistema
Cartesiano Geodésico de modo que: O eixo X coincidente ao plano equatorial, positivo na
direção de longitude 0°; O eixo Y coincidente ao plano equatorial, positivo na direção de
longitude 90°; e O eixo Z é paralelo ao eixo de rotação da Terra e positivo na direção norte.
A origem é definida quanto a localização. Se está localizada no centro de massas da Terra
(geocêntro), as coordenadas são denominadas de geocêntricas, usualmente utilizadas no
posicionamento à satélites, como é o caso do WGS84, SIRGAS 2000, SAD69.
5
1.1 Objetivos
1.1.2. Objetivo geral
Fazer revisão bibliográfica sobre a Sistemas de cordenadas.
1.1.3 Objetivos específicos
Identificar e descrever os diferentes tipos de sistemas de coordenadas, como
coordenadas geográficas (latitude e longitude), coordenadas planas (UTM, sistema de
coordenadas cartesianas), entre outros.
Explorar a importância dos sistemas de coordenadas na representação e localização de
pontos e áreas na superfície terrestre.
1.2 Metodologia
1.2.1 Material
Para a elaboração deste trabalho foram usados os seguintes matérias: Livros que
permitiram a pesquisa do apontamento referente ao trabalho, bloco de notas e papel A4 que
foram usados para fazer o resumo dos das informações, computador para a compilação do
mesmo.
1.2.2 Métodos
Este trabalho foi feito na base de pesquisas bibliográficas e consultas em internet. OS
apontamentos obtidos foram compilados e organizados em programa de computador
(Microsoft Office Word).
6
2.0 Referencial Teórico
2.1 Medições topográficas
De acordo com Veiga et al. (2007), as medições topográficas de ângulo e distância
horizontais se referem a um plano topográfico local. Quando se realizam levantamentos
topográficos convencionais normalmente o produto final resulta na representação gráfica da
área levantada em um sistema de coordenadas plano local, definido pelo executor, ou seja,
um sistema de coordenadas local arbitrário.
2.1.1 Sistemas de referencia
Os sistemas de referência, são utilizados para descrever as posições de objetos. Quando é
necessário identificar a posição de uma determinada informação na superfície da Terra são
utilizados os Sistemas de Referência Terrestres ou Geodésicos. Estes, por sua vez, estão
associados a uma superfície que mais se aproxima da forma da Terra, e sobre a qual são
desenvolvidos todos os cálculos das suas coordenadas. Três superfícies são consideradas:
Física, Geóide e Elipsóide (Volpi, 2007).
2.2 Superfícies consideradas:
Superfície física: A superfície física da Terra (superfície topográfica ou superfície real) é uma
superfície entre as massas sólidas ou fluídas e a atmosfera. Esta superfície contendo os
continentes e o fundo do mar é irregular e incapaz de ser representada por uma simples
relação matemática (Torge, 1996).
Superfície geodal: O modelo geoidal é o que mais se aproxima da forma da Terra. É definido
teoricamente como sendo o nível médio dos mares em repouso, prolongado através dos
continentes. Não é uma superfície regular e é de difícil tratamento matemático. Na figura
abaixo são representados de forma esquemática a superfície física da Terra, o elipsóide e o
geóide. O geóide é utilizado como referência para as altitudes ortométricas (distância contada
sobre a vertical, do geóide até a superfície física) de um ponto considerado (Volpi, 2007).
As linhas de força ou linhas verticais são perpendiculares a essas superfícies equipotenciais e
materializadas, por exemplo, pelo fio de prumo de um teodolito nivelado, no ponto
7
considerado. A reta tangente à linha de força em um ponto simboliza a direção do vetor
gravidade neste ponto, e também é chamada de vertical.
2.3 Geóide x elipsóide
O Geóide é uma superfície irregular com saliências “buracos” ocasionado pela maior ou
menor concentração de massa no interior da Terra. Para identificar a posição de uma
determinada informação ou de um objeto, são utilizados os sistemas de referência. Também
conhecidos como sistemas de referência terrestres ou geodésicos, estão associados a uma
superfície que se aproxime do formato da Terra, ou seja, um elipsóide. Sobre esta figura
matemática são calculadas as coordenadas, que podem ser apresentadas em diversas formas
(VOLPI, 2007).
Segundo o IBGE (2013), em uma superfície esférica recebem o nome de coordenadas
geodésicas e em uma superfície plana recebem a denominação da projeção às quais estão
associadas, como por exemplo, as coordenadas planas UTM.
2.3.1 Sistema de Coordenadas Cartesianas
Um sistema coordenado cartesiano no espaço 3-D é caracterizado por um conjunto de três
retas (x,y e z), denominados de eixos coordenados, mutuamente perpendiculares. Ele
associado à um Sistema de Referência Geodésico, recebe a denominação de Sistema
Cartesiano Geodésico de modo que: O eixo X coincidente ao plano equatorial, positivo na
direção de longitude 0°; O eixo Y coincidente ao plano equatorial, positivo na direção de
longitude 90°; e O eixo Z é paralelo ao eixo de rotação da Terra e positivo na direção norte.
A origem é definida quanto a localização. Se está localizada no centro de massas da Terra
(geocêntro), as coordenadas são denominadas de geocêntricas, usualmente utilizadas no
posicionamento à satélites, como é o caso do WGS84, SIRGAS 2000, SAD69.
2.3.2 Sistema de coordenadas geodésicas
Um ponto na superfície definido por suas coordenadas geodésicas (latitude, longitude e
altitude geométrica ou elipsoidal) considera-se um elipsóide de revolução. Define-se como
coordenadas geodésicas de um ponto P qualquer na superfície do elipsóide como: Latitude
geodésica é o ângulo formado entre a normal (linha perpendicular ao elipsóide) no ponto
8
considerado e o plano equatorial do elipsóide. Esta coordenada tem sinal positivo no
hemisfério norte e negativo no hemisfério sul, pode-se também ser indicada pela letra N
quando no hemisfério norte ou S no hemisfério sul.
Longitude geodésica é o ângulo formado entre o meridiano de origem (Greenwich) e o
meridiano do ponto considerado, contado sobre o plano equatorial. Esta coordenada é
positiva a leste de Greenwich e negativa a oeste. Podendo ser indicada pelas letras E e W para
leste ou oeste respectivamente.
2.3.3 Sistema de coordenadas planas
As coordenadas podem ser representadas no plano através dos componentes Norte (N) e
Leste (E) regularmente utilizadas em mapas e cartas, referidas a um determinado sistema de
referência geodésico. Para representar uma superfície curva em plana são necessárias
formulações matemáticas chamadas de projeções. Diferentes projeções poderão ser utilizadas
na confecção de mapas, no Brasil a projeção mais utilizada é a Universal Transversa de
Mercator (UTM).
2.3.4 Sistema de projeção UTM
UTM é um sistema de coordenadas baseado no plano cartesiano (eixo x,y) e usa o metro (m)
como unidade para medir distâncias e determinar a posição de um objeto. Diferentemente das
Coordenadas Geodésicas, o sistema UTM, não acompanha a curvatura da Terra e por isso
seus pares de coordenadas também são chamados de coordenadas planas. Os fusos do sistema
UTM indicam em que parte do globo as coordenadas obtidas se aplicam, uma vez que o
mesmo par de coordenadas pode se repetir nos 60 fusos diferentes. A imagem abaixo
representa esses fusos, com a linha horizontal representando o Equador e a vertical, o
Meridiano Central do Fuso UTM (Silva, 2003).
De uma forma mais simples, é o mundo é dividido em 60 fusos, onde cada um se estende por
6º de longitude. Os fusos são numerados de um a sessenta começando no fuso 180º a 174º W
Gr. e continuando para leste. Cada um destes fusos é gerado a partir de uma rotação do
cilindro de forma que o meridiano de tangência divide o fuso em duas partes iguais de 3º de
amplitude (IBGE, 2013).
9
O sistema UTM emprega diferentes escalas dentro do mesmo fuso de representação. Não
proporciona continuidade de representação entre os diferentes fusos, os erros aumentam na
medida em que os dados se afastam do meridiano central e da latitude de origem.
Para evitar coordenadas negativas, são acrescidas constantes à origem do sistema de
coordenadas, conforme especificado na figura abaixo, 10.000.000 m para a linha do
Equador, referente ao eixo das ordenadas do hemisfério sul, com valores decrescentes nesta
direção; 0 m para a linha do Equador, referente ao eixo das ordenadas do hemisfério norte,
com valores crescentes nesta direção; e 500.000 m para o meridiano central, com valores
crescentes do eixo das abscissas em direção ao leste (Silva, 2003).
Como quase toda a extensão latidudinal do território está situada no hemisfério sul, as
coordenadas situadas ao norte da linha do Equador, que deveriam apresentar valores
crescentes e seqüenciais a partir do zero, de acordo com a convenção atribuída à origem do
sistema de coordenadas, apresentam valores crescentes e seqüenciais a partir de 10.000.000
m, dando continuidade às coordenadas atribuídas ao hemisfério sul (Silva, 2003).
2.3.5 Sistema de coordenadas topográficas
A posição relativa dos pontos da superfície terrestre é caracterizada pelas coordenadas num
sistema de referência. Qualquer que seja o sistema envolvido, tais coordenadas são: a
abscissa e a ordenada. Em topografia, as coordenadas são referidas ao plano horizontal de
referência, o plano topográfico; o sistema de coordenadas topográficas é definido por um
sistema plano-retangular XY, sendo que o eixo das ordenadas (Y) está orientado (é paralelo)
segundo a direção norte-sul (magnética ou verdadeira) e o eixo positivo das abscissas (X)
forma 90º na direção leste. Uma terceira grandeza, a altura (cota ou altitude) junta-se às
coordenadas planas X e Y, definindo a posição tridimensional do ponto (Silva, 2003).
As operações de campo para a obtenção das coordenadas topográficas consistem na medição
de uma distância horizontal, um ângulo horizontal e uma distância vertical ou ângulo vertical
para cada ponto, além da determinação da orientação em relação a uma direção fixa: direção
norte-sul.
2.3.6 Características que envolvem o sistema UTM
10
O sistema UTM possui 60 fusos e cada fuso possui 6º de amplitude e apresenta valores de k
de variam de 0,9996 no meridiano central e 1,001 no extremo do fuso. Dessa forma, as áreas
mapeadas no sistema de projeção UTM são reduzidas na região do meridiano central até o
limite de secância do sistema, onde não há deformação, e ampliadas da linha de secância até a
extremidade do fuso (Silva, 2003).
As metodologias que possibilitam a transformação das coordenadas UTM em coordenadas
topográficas locais, sendo que as distâncias podem ser obtidas desta última, ou então a
transformação direta de distância UTM em topográficas local. O mais prático é trabalhar
desde o início com um sistema de coordenadas local, isso evitará o procedimento citado no
paragrafo anterior.
11
3. Conclusão
Existem métodos que possibilitam a transformação de coordenadas UTM em coordenadas
topograficas locais, sendo que a distância pode ser obtidas através das coordenadas
topograficas locais, ou então a transformação direta de distância UTM em distância distância
topografica local. Pode ser observado que o procedimento citado anteriormente pode ser
evitado se trabalhamos desde o inicio com um sistema de coordenadas locais, ou então com
as proprias coordenadas geodésicas dos pontos. Profissionais que não seguirem o descrito
acima podem ter surpresas em seus levantamentos e projetos. Uma rodovia projetada com
coordenada plana UTM ao ser locada com essas mesmas coordenadas não chegara ao seu
destino.
12
4.0 Referências Bibliográficas
MARCOUIZOS, Fátima Tostes; IDOETA, Ivan Valeije. Sistemas TM, sistemas topográfico
local. São Paulo: Epusp, 2003.
MONICO, J.F.G.. Posicionamento pelo NAVSTAR – GPS: descrição, fundamentos e
aplicações. São SOLER, T.; HOTHEM, L.D.. Coordinate systems used in Geodesy: Basic
definitions and concepts. Journal of Surveying Engineering, Vol. 114, No. 2, pp. 84-97 May
1988.
RIPSA – REDE INTERAGENCIAL DE INFORMAÇÕES PARA A SAÚDE. Conceitos
Básicos de Sistemas de Informação Geográfica e Cartografia aplicados à Saúde. Org:
Carvalho, M.S; Pina, M.F; Santos, S.M. Brasília: Organização Panamericana da Saúde,
Ministério da Saúde, 2000.
SILVA, M.M.S.. Implantação de um sistema topográfico local no centro politécnico de
acordo com a NBR-14.166 – Rede de Referência Cadastral Municipal – procedimento. In:
Anais do III Colóquio Brasileiro de Ciências Geodésicas – CD-ROM, Curitiba, UFPR, 2003
13