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Guerra dos Farrapos: História e Impacto

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ESCOLA ARTE DE EDUCAR DE JACUNDÁ

DISCIPLINA HISTÓRIA
TURMA 2° “A”

FERNANDO FORLAN DE SOUZA LAIA

GUERRA DOS FARRAPOS


Trabalho apresentado, como requisito de nota parcial
da Avaliação Mensal do 2° Bimestre, para a disciplina
de História .

Orientadora: Clediane Miranda

JACUNDÁ/ PARÁ
2025
2

1. INTRODUÇÃO

A Guerra dos Farrapos, também chamada de Revolução Farroupilha, foi uma


revolta que aconteceu no sul do Brasil entre os anos de 1835 e 1845. Esse conflito
aconteceu principalmente no Rio Grande do Sul e foi liderado por fazendeiros e
militares que estavam insatisfeitos com o governo do Império. Eles reclamavam dos
altos impostos e queriam mais liberdade para tomar decisões em sua região.

Durante a guerra, os revoltosos chegaram a criar uma república separada do


Brasil, com governo e exército próprios. A luta durou dez anos e deixou marcas
importantes na história do país e na cultura gaúcha.

Este trabalho vai mostrar por que essa guerra aconteceu, quem participou dela,
como foi o seu fim e o que ela representou para o Brasil. Também será possível
entender por que ela é lembrada até hoje no Rio Grande do Sul como um símbolo de
luta e coragem.
3

[Link]

A Guerra dos Farrapos foi um dos conflitos mais significativos do período


imperial brasileiro. Ela teve início em 20 de setembro de 1835, na província do Rio
Grande do Sul, e se estendeu até 1845. Esse conflito foi resultado de uma série de
insatisfações políticas, econômicas e sociais dos gaúchos em relação ao governo
central do Império do Brasil, sediado no Rio de Janeiro.
Um dos principais motivos da revolta foi a questão econômica. Os estancieiros
gaúchos, grandes produtores de charque (carne salgada), se sentiam prejudicados
com os altos impostos cobrados pelo governo imperial sobre seus produtos. Ao
mesmo tempo, o charque vindo do Uruguai e da Argentina entrava no Brasil com taxas
menores, o que tornava a concorrência desleal. Essa situação gerava prejuízos para
a economia local e aumentava o descontentamento da elite sulista.
Além disso, havia um sentimento de abandono e falta de representatividade
política. O Rio Grande do Sul era uma província distante do centro de poder, e muitos
moradores acreditavam que suas necessidades e interesses eram ignorados pelo
governo imperial. Com isso, começou a crescer a ideia de que a província deveria ter
mais autonomia ou até mesmo se separar do Brasil.
O movimento foi liderado por figuras importantes como Bento Gonçalves,
Giuseppe Garibaldi, Antônio de Souza Netto e David Canabarro. Em 1836, os
farroupilhas proclamaram a República Rio-Grandense, com capital inicialmente em
Piratini. Posteriormente, também criaram a República Juliana, em Santa Catarina,
com o objetivo de expandir o movimento separatista. Durante a guerra, os farroupilhas
organizaram seu próprio exército e enfrentaram as tropas imperiais em diversas
batalhas.
Apesar de algumas vitórias dos rebeldes, o governo imperial conseguiu retomar
o controle ao longo dos anos. Em 1845, após dez anos de luta, foi assinado o Tratado
de Poncho Verde, que marcou o fim do conflito. Pelo acordo, os farroupilhas
receberam anistia (perdão pelos atos cometidos) e tiveram o direito de integrar-se ao
exército imperial. Embora não tenham conseguido a independência desejada, os
líderes farrapos saíram respeitados, e suas ideias deixaram forte influência na cultura
e identidade do povo gaúcho.
4

[Link]ÇÕES FINAIS

A Guerra dos Farrapos foi um dos mais importantes movimentos regionais do


Brasil Império, revelando os conflitos entre o poder central e as províncias,
especialmente no que diz respeito às questões econômicas, políticas e sociais. A
insatisfação dos gaúchos com os impostos e a centralização do governo levou à
criação de uma república independente e a uma luta armada que durou uma década.
Mesmo sem conquistar a separação definitiva do Brasil, os farroupilhas
conseguiram avanços importantes, como o respeito às suas reivindicações e o
reconhecimento de sua liderança. O fim do conflito com um acordo pacífico também
demonstra que, apesar das divergências, houve disposição para o diálogo e a
reintegração dos revoltosos ao país.
Até hoje, a Revolução Farroupilha é lembrada no Rio Grande do Sul como um
símbolo de coragem, resistência e orgulho regional. Estudar esse episódio da história
brasileira permite compreender melhor as dificuldades enfrentadas pelas províncias
no século XIX e o processo de construção da unidade nacional.
5

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BORGES, Lilia Moritz. O Brasil Imperial. 2. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2010.

GONÇALVES, José Honório. A Revolução Farroupilha. Porto Alegre: L&PM, 1995.

LESSA, Carlos. O Rio Grande do Sul e a Revolução Farroupilha. Porto Alegre: EDIPUCRS,
2002.

NEVES, Lúcia Maria Bastos Pereira das. A Construção da Nação: a monarquia brasileira e os
símbolos nacionais. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.

SCHMIDT, Maria Auxiliadora et al. Nova História Crítica: Ensino Médio. São Paulo: Nova
Geração, 2005.

MUSEU FARROUPILHA. História da Revolução Farroupilha. Disponível em:


[Link] Acesso em: 03 maio 2025.

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