0% acharam este documento útil (0 voto)
5 visualizações67 páginas

Brincar: Essencial para o Desenvolvimento Infantil

O brincar é essencial para o desenvolvimento físico, cognitivo e emocional das crianças, promovendo habilidades sociais e criativas. A atividade lúdica é fundamental para a saúde mental e física, além de ser um meio de expressão e aprendizado. A privação do brincar pode levar a problemas de desenvolvimento e comportamentais, destacando a importância de ambientes ricos e afetivos para o crescimento infantil.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
5 visualizações67 páginas

Brincar: Essencial para o Desenvolvimento Infantil

O brincar é essencial para o desenvolvimento físico, cognitivo e emocional das crianças, promovendo habilidades sociais e criativas. A atividade lúdica é fundamental para a saúde mental e física, além de ser um meio de expressão e aprendizado. A privação do brincar pode levar a problemas de desenvolvimento e comportamentais, destacando a importância de ambientes ricos e afetivos para o crescimento infantil.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Missão Chrisfapi

“Gerar, sistematizar e socializar o conhecimento e o


saber, por meio da oferta de serviços educacionais
de qualidade, comprometendo-se com a sociedade,
meio-ambiente e a cidadania.”
AS BASES NEUROFISIOLÓGICAS
DO BRINCAR
Disciplina: LUDOTERAPIA
Bloco VII – Psicologia
Profª Esp.: Jaira Mendes Costa
BRINCAR É COISA SÉRIA!
• Segundo a Psicopedagoga Dra. Sandra Kraft da
Associação Brasileira de Brinquedotecas:
• “O brincar é tão importante para a criança como
trabalhar é para o adulto".
• O brincar torna a criança ativa, criativa e lhe dá oportunidade de se relacionar
com os outros, também a faz feliz e, por isso, mais propensa a ser bondosa, a
amar o próximo, a ser solidária.
• A criança não é um adulto que ainda não cresceu. Para alcançar o
pensamento abstrato do adulto, ela precisa percorrer todas as etapas de seu
desenvolvimento físico, cognitivo, social e emocional. O que inclui o brincar.
BRINCAR É COISA SÉRIA!
• PORQUE:
• Desenvolve potencialidades, ela compara, analisa, nomeia, mede, associa,
calcula, classifica, compõe, conceitua, cria, deduz, estimula e desenvolve a
capacidade de concentração, favorece o equilíbrio físico e emocional, dá
oportunidade de expressão, desenvolve a criatividade, a inteligência e a
sociabilidade, enriquece o número de experiências e de descobertas, melhora o
relacionamento com a família, entre muitas outras coisas.
• Sua sociabilidade se desenvolve: se aproxima de outras crianças, dos familiares,
de outros adultos e cuidadores, faz amigos, aprende a compartilhar e a respeitar o
direito dos outros e as normas estabelecidas pelo grupo, e a envolver-se nas
atividades apenas pelo prazer de participar, sem visar recompensas nem temer
castigos.
FUNDAMENTANDO:
• Brincando, a criança estará buscando sentido para sua vida.
• Sua saúde física, emocional, intelectual, mental e social depende, em
grande parte, dessa atividade lúdica.
• Cunha (2007), presidente da Associação Brasileira de Brinquedotecas
destaca a importância dos espaços de brincadeira como oportunidade para
a criança "mergulhar" em seu brinquedo sem cobranças de desempenho.
• "alimentar a inteligência e a criatividade da criança com a brincadeira é tão
importante quanto alimentar o corpo com comida". (CUNHA, 2007).
AUXILIA A SUPERAR DIFICULDADES
• Os Jogos e as brincadeiras podem, além disso,
auxiliar na identificação de dificuldades de
aprendizado, alterações do desenvolvimento,
no diagnóstico de determinadas condições
comuns da criança e como auxiliar no
tratamento, na melhoria da aceitação dos
procedimentos médicos, da tranquilização, da
qualidade de vida e prognóstico, bem como
nas internações hospitalares.
• Durante a brincadeira, é possível observar a capacidade de memorização da
criança, suas ansiedades e seus medos, sua forma de lidar com o erro, seu nível
de atenção e seu foco nas atividades.
SOZINHA OU INTERAGINDO
• 1º sozinha, manipulando partes do próprio corpo e
objetos.
• 2º procurará companheiros para as brincadeiras
paralelas (cada um com seu brinquedo).
• Depois: desenvolverá o conceito de grupo e descobrirá os prazeres e frustra-
ções de brincar com os outros, crescendo emocional-
mente.
• Em grupo: é estimulante:
• Aprende a esperar sua vez e a interagir de forma mais
organizada, respeitando regras e cumprindo normas.
(id e superego).
SOZINHA OU INTERAGINDO
• Aprende que, se não encontrarmos uma forma eficiente de cooperar uns
com os outros, não será “aceita”, além das vantagens da cooperação.
• A criança fica alegre, vence obstáculos, desafia seus limites, despende
energia, desenvolve a coordenação motora e o raciocínio lógico, adquire
mais autoconfiança e aprimora seus conhecimentos, competências,
forças, talentos e habilidades.
• NOSSO FOCO!
DESENVOLVIMENTO DO CÉREBRO
• A Primeira Infância + Período Gestacional:
• representa o principal momento de estruturação neuropsicológica e social
do individuo e, entre as práticas, ressaltam-se as atividades lúdicas como
um dos pilares mais importantes do desenvolvimento infantil.
• O cérebro é vulnerável:
• aos efeitos adversos do ambiente;
• aos efeitos positivos de ambientes ricos, afetivos e equilibrados de
aprendizagem;
• às boas relações de cuidado.
• Brincar é um aspecto importante do desenvolvimento neurocomportamental, mas não
sabemos ainda exatamente por quê. São muitas as questões que ainda precisamos
pesquisar mais, esclarecer e responder.
DESENVOLVIMENTO DO CÉREBRO
• Brincar é uma atividade séria: importante para o desenvolvimento social
e cognitivo tanto quanto outras necessidades básicas como dormir,
repousar e comer.
• A importância do brincar para o desenvolvimento cerebral e desenvol-
vimento infantil, sem dúvida, irá influenciar famílias, escolas e outras
instituições sociais e corporativas e reorganizará suas atitudes e
prioridades relativas ao próprio brincar:
• recreios, intervalos, educação física, música, jogos, arte e interações pessoais ricas
entre cuidadores e crianças.
FUNÇÃO NEUROLÓGICA
• O brincar tem uma importante função adaptativa.
• Trata-se de um comportamento automotivado:
• não dirigido à objetivos, espontâneo e livre de regras estabelecidas por adultos tendo
propósitos, funções evolutivas e mecanismos nos seres vivos observados.
• Função do adulto: base segura no comportamento, permanecendo fora do
campo do brincar e interferindo somente nos excessos.
• O brincar predomina em mamíferos carnívoros e primatas, mas também é
encontrado em algumas aves, em tartarugas, lagartos e lagartixas, diversos
peixes e octópodes e mesmo artrópodes.
BRINCAR E ETOLOGIA
• Apesar de mais frequente entre animais de hábitos
carnívoros, o brincar não é tardio na evolução,
precedendo a divisão vertebrados/invertebrados.
Talvez exista em nosso planeta há mais de um bilhão
de anos.
• Em humanos, podemos observá-lo nos movimentos expressivos e aleatórios
do bebé, posteriormente na exploração livre do ambiente do engatinhante,
nas atividades construtivas, imaginativas e simulativas do pré-escolar, nos
jogos de perseguição, competitivo-cooperativo, organizados da criança em
idade escolar. Todas, expressões criativas do brincar.
CRITÉRIOS PARA A DEFINIÇÃO DO BRINCAR
• Os critérios para se definir o brincar são baseados na literatura de espécies
animais e humanos e contemplam diferentes orientações metodológicas
de ordem fisiológicas, cognitivas, sociológicas, desenvolvimentais, etc.
• São eles:
• 1. O comportamento expresso não é completamente funcional na forma e
contexto no qual é expresso, isto é, inclui elementos ou é dirigido a estí-
mulos que não contribuem para a sobrevivência.
• Este critério reconhece uma importante utilidade, embora não focando
diretamente na sobrevivência, como ocorre com o comer o lutar.
CRITÉRIOS PARA A DEFINIÇÃO DO BRINCAR
• 2. O comportamento é espontâneo, voluntário, intencional, prazeroso,
gratificante e autotélico (feito por/para si mesmo).
• Este critério também contempla os concomitantes afetivos e emocionais do brincar.
• 3. Difere das comportamentos ditos "sérios" em pelo menos um aspecto:
• a incompletude (inibição dos elementos finais);
• o exagero, por ser desajeitado;
• o requinte;
• o envolvimento com signos;
• a reversão de papéis.
CRITÉRIOS PARA A DEFINIÇÃO DO BRINCAR
• 4. É repetidamente observado durante pelo
menos uma boa parte da vida do animal ou dos
humanos.
• 5. Inicia somente quando o animal está
adequadamente alimentado, saudável e livre de
estresse.
• Assim...
CRITÉRIOS PARA A DEFINIÇÃO DO BRINCAR
• Podemos definir o brincar como um comportamento
repetitivo funcionalmente incompleto.
• Iniciando voluntariamente quando o animal está em um
ambiente/contexto relaxado e livre de estresse.
• Se uma criança é obrigada a brincar, esta atividade
infantil deixa de ser brincar.
• O livre brincar desorganizado (não diretivo) têm sido
substituído em muitos contextos hoje oferecido às
crianças por atividades altamente estruturadas.
PESQUISAS DE ALERTA (continuação)
• Tradicionalmente, têm havido poucas e tardias as pesquisas sobre o brincar.
• Um dos pioneiros foi Freud (1920) com a descrição das brincadeiras de for
da.
• Mas, pesquisas mostram as consequências da subvalorização do brincar.
• Informações obtidas por estudos em ratos e
camundongos mostram que aqueles animais
criados com oportunidades normais para
brincar de lutas apresentam resposta de
estresse menos prolongada em situações
indutoras de ansiedade do que aqueles
criados em isolamento.
PESQUISAS DE ALERTA
• As consequências da privação do brincar em crianças saturadas por agendas
cheias têm demonstrado incapazes de acalmarem a si mesmas.
• Bicawn (1998) do National Institute for Play afirma:
“Brincar é como nós somos feitos , com nos
desenvolvemos e nos ajustamos a mudanças; permite que
expressemos поssа alegria e nos conecta mais
profundamente com o melhor de nós mesmos e dos
outros; é a forma mais pura de expressão de amor. Quando
um número suficiente de pessoas elevar o brincar ao status
que ele merece em nossas vidas, veremos que o mundo
será um lugar melhor para viver”.
“BRINCAR” NA ADULTEZ
• Vemos hoje adultos sobrecarregados e não veem o brincar como um
caminho para uma vida mais balanceada e equilibrada.
• Criar oportunidades de dialogar sobre o tema e de introduzi-lo nas suas
vidas e nas vidas das crianças é um passo fundamental para uma vida
com melhor qualidade.
• Frost & Jacobs, em estudo publicado em 1996,
mostraram que a privação de oportunidades de
brincar livremente em crianças pode favorecer a
violência juvenil.
ANTÍDOTO CONTRA UMA
SOCIEDADE DOENTE
• O aumento da violência juvenil é um grito por segurança e
pertencimento.
• As crianças necessitam compartilhar a maior parte de seu tempo com
adultos com valores positivos, cooperativos, amistosos,
altruístas, zelosos, doadores, compartilhantes, leais e apoiadores.
• O brincar sabidamente tem funções terapêuticas. O "Jogo do faz de
conta" (Piaget, 1978) oferece à criança sentimento de controle sobre
as suas experiências, inclusive as traumáticas, e podemos considerá-
lo uma alternativa viável como um antidoto para a violência.
O BRINCAR E A NEUROCIÊNCIA
• A partir de 1960, muitos cientistas concluíram por meio de estudos em
animais e humanos, que:
• a primeira infância e a infância como um todo são os períodos ótimos para o
desenvolvimento cerebral e este é mais moldável e influenciável por estimulação
ambiental do que se imaginava anteriormente.
• Em 1961, Hunt desafiou o conceito de inteligência fixa e inata, e Piaget, em
toda a sua obra, comprovou e fundamentou a importância do meio na
construção das estruturas mentais, logo, possibilitou a afirmação de que a
estimulação da criança em ambientes lúdicos diversos durante a infância
levaria a um maior desenvolvimento intelectual.
O BRINCAR E A NEUROCIÊNCIA
• Frost (1996): descreveu as transmissões eletroquímicas aumento do
numero de sinapses durante os três primeiros anos de vida.

• concluiu que as experiências precoces de uma criança tem um papel


crítico na determinação da arquitetura cerebral, na amplitude e
qualidade das habilidades intelectuais da criança: os caminhos que
são repetidamente ativados ou usados tendem a ser protegidos e
mantidos na vida adulta.
O BRINCAR E A NEUROCIÊNCIA
• O desenvolvimento cerebral é, então, realmente um
processo de "use ou perca“:
• Experiências precoces determinam que neurônios serão utilizados e quais irão morrer
e, consequentemente, se a criança será brilhante ou estúpida, confiante, segura ou
medrosa, articulada ou inibida.

• Negligência pelos pais, privação social, condições estressantes de vida e falta de


estimulação apropriada coloca em risco o desenvolvimento cerebral precoce e pode
resultar em comportamento social e emocionalmente imaturo, impulsividade,
violência e redução dramática na capacidade posterior de aprendizado.
O BRINCAR E A NEUROCIÊNCIA
• Brincar programa a estrutura neuronal que, por sua vez, influencia e
propicia brincares cada vez mais complexos.
• Os jogos, brincadeiras e frivolidades animais e humanas precoces os
equipam com as habilidades que serão necessárias futuramente na vida.
• Eles apreendem: flexibilidade, inventividade, criatividade e versatilidade,
praticam habilidades motoras, linguagem e negociação, engajam-se em
análise de tarefas socialmente e culturalmente mediadas e na resolução
de problemas progressivamente mais complexos durante suas
brincadeiras.
O BRINCAR E A NEUROCIÊNCIA
• Segundo Brown (1998), crianças que não brincam ou são raramente
tocadas desenvolvem cérebros 20 a 30% menores do que o normal
para a idade.
• Privação do brincar também pode resultar em comportamento
aberrante:
• Brown estudou 26 assassinos sentenciados no Texas e observou que ou eles
relatavam ausência do brincar na infância ou envolviam-se, neste período, em
brincar anormal como bullying, sadismo, crueldade com animais ou no caçoar
externo.
O BRINCAR E A NEUROCIÊNCIA
• Neurocientistas têm demonstrado que jogos e brincadeiras que os jovens
praticam, na realidade, auxiliam a programar o cérebro para habilidades
da linguagem, arte, música, matemática, relações interpessoais,
motoras, cognitivas e inteligência.
• Portanto, os adultos devem prover experiências que preparem a estrutura
neural para as habilidades que precisam ser alcançadas em um contexto
afetivo de cuidado e apoio.
O BRINCAR E A NEUROCIÊNCIA
• Frost (1998) faz as seguintes recomendações:
• 1. Concepção cedo, envolvendo dois adultos saudáveis;
• 2. Gaste muito tempo brincando com a criança: apego seguro e formação de vínculos;
• 3. Seja positivo, brincalhão, caloroso e nutridor;
• 4. Preste atenção no desenvolvimento moral da criança: esperar a vez, dividir, ouvir;
• 5. Desafie a criança, mas não além da amplitude de suas habilidades e capacidades;
• 6. Abrace, afague, balance suavemente, olhe nos olhos, sorria;
• 7. Fale com a criança: responda aos seus barulhos e balbucios;
• 8. Introduza música e arte precocemente: toque música suave, calmante e clássica;
• 9. Substitua a televisão por brincadeiras, arte, música, e passeios familiares;
O BRINCAR E A NEUROCIÊNCIA
• 10. Torne sua casa livre de drogas - modele comportamentos livres
de drogas para a criança, inclusive o álcool;
• 11. Ofereça instrumentos simples: cubos, bolinhas, areia, água, baldes, panelas, roupas
em intervalos apropriados de tempo;
• 12. Proteja a criança de estresse e trauma, incluindo "pitis" agressivos;
• 13. Não hiperestimule a criança com brinquedos demais e muita fala sem sentido ou
significado;
• 14. Leia para a criança, cante com a criança e brinque com jogos simples;
• 15. Não reduza ou elimine intervalos e recreios, educação física, artes e música da
educação.
xxx
BRINCAR, REGRAS E RESILIENCIA
• O que é Resiliência?
• Capacidade universal que permite que uma pessoa, grupo ou comunidade
evite, minimize ou supere os efeitos danosos das adversidades.
• O brincar fornece um contexto integrativo essencial para o
desenvolvimento de uma criança resiliente:
• foca no desenvolvimento sensório motor (sensações corporais, movimentos,
objetos e pessoas) no faz de conta (planos, papéis, transformam objetos enquanto
expressam ideias e sentimentos sobre o mundo social) e nos jogos com regras
(envolve dois ou mais lados, competição, critérios acordados para declarar um
vencedor).
BRINCAR, REGRAS E RESILIENCIA
• Vygotsky (1978) afirmou que toda a função no desenvolvimento infantil
ocorre primeiro no nivel social e depois individual.
• Portanto, o contexto no qual a criança vive e brinca é crítico para o
desenvolvimento da resiliência.
• O entendimento das regras, limites e expectativas elevadas são
características das pessoas resilientes, e o brincar tem regras implícitas ou
explicitas.
• A medida que o brincar se torna mais complexo, as regras se tornam mais
explícitas.
• O brincar dramático com suas regras implícitas é o alicerce para jogos com
regras mais explicitas.
BRINCAR, REGRAS E RESILIENCIA
• Resolução de conflitos:
• As crianças seguem as regras até que o conflito se estabeleça entre os jogadores.
• A criança, então, irá afirmar seu ponto de vista da regra que deverá
governar o comportamento de seu personagem.
• Neste confronto, aprende que suas regras são diferentes das dos outros e
inicia o processo de negociação.
• Surge o dar e receber, cuidado e apoio, aprender a conviver com os outros,
praticar o amar e ser amado, brincar de cuidar e dar apoio ajuda a criança
construir autoestima e a assegura que ela é amável e amada.
BRINCAR, REGRAS E RESILIENCIA
• Autoestima:
• Se desenvolve se as crianças tiverem oportunidades de brincadeiras onde
elas possam receber recompensas e reconhecimento por seus esforços,
sendo pré-condições viver expectativas elevadas, ter relações de cuidado
e participar de atividades que ofereçam significado.
• Assim, estas crianças podem "driblar" a adversidade e curar a si mesmas
com muito mais facilidade e independência.
BRINCAR, REGRAS E RESILIENCIA
• E fundamental que pelo menos uma pessoa ofereça apoio seguro no
desenvolvimento positivo da criança.
• O apoio mais comum fora da família é o do professor, que oferece orientação
educacional mas também um modelo de papel de apoio positivo em outras
áreas da vida.
• Ele habitualmente tem condições de oferecer um ambiente seguro para o
brincar infantil. A criança precisa saber e sentir que está protegida de forças
exteriores e que um adulto a irá proteger, se necessário.
BRINCAR, REGRAS E RESILIENCIA
• Os adultos frequentemente pressupõem que as crianças saibam que
podem pedir ajuda e que saibam como fazê-lo: porém, expectativas
elevadas não excluem pedir auxilio quando necessário.
• Os adultos devem modelar o pedir
ajuda e praticar isso com as crianças no
contexto da brincadeira e aproveitar as
oportunidades emergentes para a
resolução de problemas.
BRINCAR, REGRAS E RESILIENCIA
• ATENÇÃO!
• Crianças podem ser ensinadas ativamente a sobreviver em face da
adversidade, que elas têm forças interiores e que são resilientes.
• CUIDADO!
• Por muito tempo sentimos “pena” das crianças e as tratamos como vitimas
das circunstâncias. Porem, com uma explícita admiração de suas
capacidades de enfrentamento, podemos ajudá-las a ver que são fortes e
podem lidar com os problemas que surgem. Se elas se percebem como
vítimas, irão atuar como vítimas.
BRINCAR, REGRAS E RESILIENCIA
• O brincar permitirá o aprendizado das expectativas para interações
sociais mais eficazes, a prática da autonomia moral, ser governado
por si mesmo e não por outros, decidir, por si mesmo, o que é justo e
injusto.
• Participar de uma forma que dê significado é uma necessidade
humana, na ausência a criança sentirá alienação e solidão. A oferta de
oportunidades significativas de participação e na comunidade da
brincadeira ajuda a construir resiliência.
BRINCAR, ONTOGENIA E FILOGENΙΑ

• Hoje, sabemos que a expressão fenotipica de um padrão de


comportamento resulta de epigenética complexa:
• interações e feedbacks de vários níveis, dos genes à síntese protéica
(expressão genética) à práticas comportamentais e experiências sociais, a
seleção pode operar em todos estes níveis e outros, pelo menos
indiretamente e o brincar pode ter um profundo, embora sutil, papel na
ontogenia e na filogenia comportamental que nós estamos apenas
começando a entender.
EVOLUÇÃO DO BRINCAR
• Condições ecológicas e fisiológicas favoreceram o surgimento na evolução
dos vertebrados, de modo que o brincar evoluiu independentemente em
várias linhagens de peixes, tartarugas, répteis escamados, crocodilos, aves,
marsupiais e, virtualmente, em todas as famílias de mamíferos
placentários.
• É claramente mais comum em mamíferos e pássaros, grupos com taxas
metabólicas elevadas e cérebros relativamente grandes.
• Brincar origina-se de padrões comportamentais instintivos cujo padrão e
motivação são controlados pelos gânglios da base do telencéfalo e
estruturas do diencéfalo.
EVOLUÇÃO DO BRINCAR – “contradição”
• A elevada taxa de alterações evolutivas nos animais endotérmicos,
principalmente os mamíferos, no tamanho do genoma, tamanho do
cérebro e complexidade comportamental é significativa e ainda não
totalmente compreendida.
• O brincar pode ter sido uma das maiores invenções nessa cascata
evolutiva que conduziu a elevada complexidade cognitiva.
• Tais evoluções podem ter ocorrido partindo de respostas lúdicas em
direção a empreendimentos e funções mais "sérias".
EVOLUÇÃO DO BRINCAR – “contradição”
• A tese aqui defendida é que, após um período de reorganização
evolutiva na ontogenia comportamental, acentuado pelo
alongamento dos cuidados parentais, o brincar pode facilitar o rápido
desenvolvimento comportamental e mental fornecendo fenótipos
modificados que a seleção natural modela e exige.
EVOLUÇÃO DO BRINCAR – “contradição”
• Brincar, combinado com a necessidade de resolução de problemas,
conduzirá a comportamentos novos e criativos:
• Ex.: a imaginação dirigida: envolve a substituição de objetos, parceiros e
contextos fantasiados por "reais“, o que irão promover a criatividade na criança.
• Entretanto, o brincar também pode refletir comportamentos
deteriorados ou interrompidos em seu desenvolvimento como ocorre
com espécies domesticadas, como cães, que mantém comportamentos
infantis indefinidamente.
O BRINCAR E O CÉREBRO
• O brincar é muito importante para o desenvolvimento cerebral, cognitivo e
social.
• Muitos estudos e revisões confirmam o papel de várias partes do cérebro e da
neuroquímica pois o brincar envolve muitos sistemas neurais.
• A maioria dos estudos aborda o papel do cérebro em brincadeiras A maior parte
das evidências implica o cérebro anterior principalmente o telencéfalo.
• Algumas lesões hipotalâmicas diminuem o inicio e a manutenção do brincar e
lesões talâmicas reduzem surtos de brincadeiras, mas não o seu inicio.
Estudos de lesão, estimulação
e neuroimagem
• A principal mensagem é que várias áreas do sistema nervoso estão
envolvidas, variando de acordo com o tipo e diferentes aspectos do
brincar, envolvendo aspectos sensoriais, perceptivos, motores, afetivos,
cognitivos, comportamentais, etc., e objetos, parceiros sociais, o próprio
corpo, a imaginação, etc.
• Deste modo, o brincar pode estimular ou refinar outros sistemas
desenvolvimentais.
• Lesões dos gånglios da base interferem no padrão motor e no padrão
exploratório.
Estudos de lesão, estimulação
e neuroimagem
• O sistema limbico está envolvido nas respostas emocionais mais positivas
do que o medo e raiva (estriato palidal) e pode modular estas respostas.
• Está associado aos comportamentos aditivos e pode explicar o play
addiction como vicio em jogos, similar a dependências químicas.
• O brincar social, o comportamento afiliativo está associado à amigdala e
ao cíngulo.
• Brincar é marcado por uma sequência de comportamentos: o aprendizado
é consolidado no hipocampo, que está envolvido na orientação
espacial e respostas afetivas.
Estudos de lesão, estimulação
e neuroimagem
• Ratos criados em ambientes ricos em objetos para interagir têm 15% mais
neurônios no giro denteado que os controles, mostram melhor
orientação e aprendizagem espacial e níveis mais elevados de fatores de
crescimento neuronal no hipocampo.
• A atividade no córtex pré-frontal pode ser inibida pelo estresse e, viver
em um ambiente enriquecido, leva a ganhos tanto no peso cerebral
quanto no número de neurônios e sinapses.
• Isso reforça a estreita relação entre Neuroplasticidade e mudança
comportamental e entre estas e o brincar.
Estudos de lesão, estimulação
e neuroimagem
• O brincar está associado com um período sensível para a integração
neural e a privação do brincar social em ratos no periodo crítico de
formação sináptica cerebelar leva a redução da interação social no
adulto.
• Mudanças permanentes das conexões sinápticas estão ocorrendo em
muitas outras partes do cérebro em desenvolvimento e os circuitos
neuronais especificamente envolvidos em cada tipo de brincar ainda
são pouco conhecidos e não há evidencias de circuitos limitados
especificamente ao brincar.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
• Ganglios da base, área tegmentar, córtex pré-frontal e sistema
dopaminérgico estão especialmente envolvidos com recompensa,
antecipação, memória, orientação para objetivos observadas nas
respostas do brincar locomotor, social e com objetos.
• Estes sistemas também estão envolvidos em muitas outras atividades,
sugerindo que há sobreposição, convergência e reforço de uma
variedade de sistemas comportamentais incluindo dependências e
comportamentos compulsivos repetitivos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
• Precisamos aplicar nossa imaginação e habilidades científicas para melhor
entender as conexões entre o brincar, a imaginação e o desenvolvimento
neurológico, mental, emocional e social.
• Ou seja, brincar é algo muito sério que precisa ainda de muito estudo e
pesquisa. Estamos apenas começando a entender esta complexidade.
• Mas independentemente de tudo isso, nossas crianças poderão brincar
livremente, pois elas sabem muito mais do que todos nós o que e como
realizar esta maravilhosa, complexa e prazerosa atividade.
REFERÊNCIAS
• AFONSO, Rosa Maria Lopes. Ludodiagnóstico – Investigação clínica através
do brinquedo. Porto Alegre: Artmed, 2012.
• SANTOS, Raíssa. Intervenção Psicológica com Ludoterapia. Lisboa: Pactor,
2020;
• BRITO, Rosa Angela Cortez de Brito. A criança como outro: Uma Leitura
Ética Da Ludoterapia Centrada Na Criança. Fortaleza: Universidade Federal
do Ceará, 2012. Disponível em
[Link]
• [Link]
[Link]
INDICAÇÃO DE VIDEOS
• ANAMNESE:
• [Link]
• 1º CONTATO COM OS PAIS:
• [Link]
• LUDOTERAPIA:
• [Link]
• CAIXA LÚDICA:
• [Link]
Missão Chrisfapi
“Gerar, sistematizar e socializar o conhecimento e o
saber, por meio da oferta de serviços educacionais
de qualidade, comprometendo-se com a sociedade,
meio-ambiente e a cidadania.”
LUDOTERAPIA DIRETIVA
E NÃO-DIRETIVA
Disciplina: LUDOTERAPIA
Bloco VII – Psicologia
Profª Esp.: Jaira Mendes Costa
LUDOTERAPIA DIRETIVA
E NÃO-DIRETIVA: diferenças
A BRINCADEIRA DIRETIVA
• O brincar estruturado caracteriza-se por ter regras, normas,
instruções e exceções preestabelecidas com clareza.
• Tais como:
• a) jogos de mesa desenhados com fins terapêuticos,
• b) os que não foram desenhados com esse fim, mas podem ser
utilizados como tal,
• c) jogos de salão ou de campo, entre outros.
LUDOTERAPIA DIRETIVA
a) Estes jogos de mesa desenhados com fins terapêuticos:
Têm um conjunto de regras e instruções explícitas, utilizáveis
em períodos de tempo relativamente curtos, com o objetivo
de:
• Explorar pensamentos, conceitos, emoções, sentimentos,
comportamentos sobre temas específicos.
LUDOTERAPIA DIRETIVA
• a) Estes jogos de mesa desenhados com fins terapêuticos:
• Exemplificando:
• Jogos sobre as relações interpessoais e a sociabilidade;
• Jogos para o déficit de atenção, atenção e organização;
• Jogos destinados a ensinar as crianças a enfrentar acontecimentos traumáticos;
• Jogos para ensinar a conseguir uma adequada expressão de emoções e
sentimentos;
• Jogos para problemas de autoestima;
• Jogos ensinam empatia e a diferenciar padrões de comportamento adequados dos
inadequados
LUDOTERAPIA DIRETIVA
• b) Jogos de mesa não desenhados com fins terapêuticos:
São jogos populares como o xadrez, damas, ludo, dados, cartas,
dominó, entre outros, podem ser utilizados com diversos propósitos,
nomeadamente o de analisar.
• c) Jogos de salão ou de campo:
Treinam a sociabilidade, a obediência a regras, esforço, constância,
estratégia, a cooperação.
• Exemplos: futebol, basquete, etc.
LUDOTERAPIA DIRETIVA
• Porém, geralmente as brincadeiras diretivas são orientadas para a
aprendizagem, para promover o desenvolvimento das crianças.
• Características:
• É uma abordagem prática
• É organizada pelo educador
• Tem objetivos específicos
• Orienta as crianças nas suas interações
• Envolve as capacidades cognitivas das crianças
• Permite que as crianças vivam experiências em níveis diferentes de
complexidade
LUDOTERAPIA NÃO-DIRETIVA
• Também chamada de não-estruturada, mais tarde foi renomeada de
Ludoterapia Centrada na Criança (LCC).
• Autores determinantes: Virginia Axline e Garry Landreth.
• A LCC baseia-se na ideia de que existe uma força poderosa em cada
indivíduo, e particularmente na criança, que é dirigida continuamente
no sentido da completa autorrealização e do desenvolvimento do
indivíduo.
LUDOTERAPIA NÃO-DIRETIVA
• É uma tendência para a maturidade e a independência, havendo algumas
condições essenciais para que siga equilibradamente o seu caminho:
• Sentimento de segurança;
• Autoconfiança;
• Sentimentos de pertença e de aceitação;
• Responsabilidade;
• Autonomia;
• Consciência de si próprio, e
• Flexibilidade.
LUDOTERAPIA NÃO-DIRETIVA
• Essa força cresce implacavelmente no sentido de uma consumação, mas
necessita de um “terreno fértil” para se desenvolver numa estrutura
equilibrada.
• Quando é bloqueada pelo exterior, gera-se a frustração e todas as tensões a ela
ligadas.
• Surgem então, sintomas de que algo não está bem, de que alguma coisa
impede o desenvolvimento adequado da criança.
• No entanto, esta força não para, e a criança luta no sentido de restabelecer as
condições ideais, o que, por vezes, só é possível virando-se para se própria e
afastando-se cada vez mais da realidade.
LUDOTERAPIA NÃO-DIRETIVA
• Para que isso não aconteça e não surjam sintomas, é necessário que
haja autoconfiança suficiente para que a criança siga o seu caminho e
o dirija no sentido da sua autorrealização.
• O sintoma representa, assim, a luta contra algum tipo de bloqueio
do desenvolvimento, uma resistência a algo que impede o processo
normal de maturação e independência.
• São sinais de perturbação, porém o limite de tolerância pode ser
exagerado, pela flexibilidade do ambiente ou, eventualmente, porque
alguém na família apresentou os esmos sintomas.
LUDOTERAPIA NÃO-DIRETIVA
• É necessário que, à medida que as mudanças físicas ocorrem, a
maturidade psicológica tenha o seu desenvolvimento, no sentido de
existir um equilíbrio entre as capacidades físicas e as faculdades
psicológicas.
• A criança que conquista a sua liberdade psicológica e a possibilidade
de expansão e autonomia terá mais facilidade em desenvolver a sua
criatividade e o seu funcionamento cognitivo do que a criança que
está constantemente frustrada e a lutar para conseguir essa liberdade
psicológica.
LUDOTERAPIA NÃO-DIRETIVA
• Uma criança é geralmente resiliente: aceita a vida como esta se lhe
apresenta, bem como as pessoas com quem interage. Mostra-se
humilde e orgulhosa, corajosa e medrosa, ávida e indiferente. Ama e
odeia, luta e faz as pazes, está triste e contente.
• A criança vive no seu mundo, que raramente é compreendido pelos
adultos.
• Com frequência a criança, sendo o elemento mais frágil ou mais
sensível da família, é quem apresenta o sinal de que algo não está
bem na dinâmica familiar.
LUDOTERAPIA NÃO-DIRETIVA
• Segundo Landreth (2002), na LCC assume-se que esta tem capacidade
de resolver os seus próprios problemas e de utilizar essa força para se
autorrealizar de uma forma satisfatória.
• É ao brincar que a criança enfrenta os seus sentimentos de frustração,
agressividade, edo, insegurança e confusão, e aprende a controla-los
ou a abandoná-los.
• É na Ludoterapia que a criança “comanda” a situação e toma
consciência de si como ser autônomo e capaz de se expressar e de
tstas as suas ideias: ninguém lhe diz o que ou como fazer, não é
criticada.
REFERÊNCIAS
• SANTOS, Raíssa. Intervenção Psicológica com Ludoterapia. Lisboa:
Pactor, 2020;
• BRITO, Rosa Angela Cortez de Brito. A criança como outro: Uma
Leitura Ética Da Ludoterapia Centrada Na Criança. Fortaleza:
Universidade Federal do Ceará, 2012. Disponível em
[Link]
[Link]
• [Link]
[Link]
INDICAÇÃO DE VIDEOS
• ANAMNESE:
• [Link]
• 1º CONTATO COM OS PAIS:
• [Link]
• LUDOTERAPIA:
• [Link]
• CAIXA LÚDICA:
• [Link]

Você também pode gostar