Módulo 2 – Agentes económicos e atividades económicas
1. Agentes económicas
e atividades económicas
1.1 Funções dos agentes económicos
1.2 Atividades económicas
1.3 Circuito económico
1. Agentes económicos e atividades económicas Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Agentes económicos
Entidade autónoma com a capacidade
para realizar operações económicas,
tomando decisões.
Possui também capacidade para deter
valor económico.
1. Agentes económicos e atividades económicos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Os agentes económicos e suas funções
Agentes económicos
Famílias Consumir bens e serviços
Empresas não financeiras Produzir bens e serviços não financeiros
Empresas financeiras Prestar serviços financeiros
Estado Garantir a satisfação das necessidades coletivas
ou Administração Pública e redistribuir o rendimento
Resto do Mundo Trocar bens, serviços e capitais
1. Agentes económicos e atividades económicos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Atividade económica
Conjunto de atividades económicas que asseguram a satisfação das necessidades da
população.
1. Agentes económicos e atividades económicos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Atividade económica
Atividades económicas
Produção
Salários
Distribuição dos
rendimentos
Lucros, rendas e juros
Consumo
Utilização
dos rendimentos
Poupança
1. Agentes económicos e atividades económicos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Atividade económica
Distribuição dos
Investimento Produção
rendimentos
Poupança Consumo
As atividades económicas estão associadas, estabelecendo relações de complementaridade
num processo permanente e contínuo, de natureza circular.
1. Agentes económicos e atividades económicos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Atividade – Agentes económicas e atividades económicas
TAREFAS
1. Reflexão sobre a questão:
Identifique os principais agentes económicos da zona em que a sua escola se encontra
e explicite as funções por eles desempenhadas.
1. O objeto de estudo da economia Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Circuito económico
As atividades económicas desenvolvidas pelos
agentes económicos estão relacionadas entre si,
podendo as relações entre os agentes económicos
ser graficamente representadas num circuito
económico.
1. Agentes económicos e atividades económicos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Circuito económico
Relações entre as famílias e as empresas não financeiras
Ordenados +
Rendas + Lucros
Empresas
Famílias
não financeiras
Despesas de consumo +
Investimento
1. Agentes económicos e atividades económicos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Circuito económico
Relações entre as famílias e as empresas financeiras
Depósitos + Seguros +
Amortizações + Juros
Empresas
Famílias
financeiras
Indemnizações + Juros +
Ordenados + Empréstimos
1. Agentes económicos e atividades económicos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Circuito económico
Relações entre as famílias e o Estado
Vencimentos +
Apoios sociais
Estado Famílias
Impostos + Contribuições
para a Segurança Social
1. Agentes económicos e atividades económicos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Circuito económico
Relações entre as empresas não financeiras e as empresas financeiras
Investimentos + Juros +
Empréstimos + Indemnizações
Empresas Empresas não
financeiras financeiras
Depósitos + Amortizações +
Juros + Lucros + Seguros
1. Agentes económicos e atividades económicos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Circuito económico
Relações entre as empresas não financeiras e o Estado
Despesas de consumo +
Subsídios à produção
Empresas
Estado
não financeiras
Impostos + Contribuições
para a Segurança Social
1. Agentes económicos e atividades económicos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Circuito económico
Relações entre o Resto do Mundo e as empresas não financeiras
Valor das importações
Empresas Resto
não financeiras do Mundo
Valor das exportações
1. Agentes económicos e atividades económicos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Circuito económico
Relação entre o Resto do Mundo e as empresas financeiras
Resto Empresas
Fluxos de compensação
do Mundo financeiras
1. Agentes económicos e atividades económicos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Atividade – Circuito económico
TAREFAS
2. Reflexão sobre a questão:
As relações económicas entre os agentes, representadas no circuito económico,
permitem concluir da complementaridade das atividades económicas?
1. O objeto de estudo da economia Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Módulo 2 – Agentes económicos e atividades económicas
2. Produção
2.1 Produção e setores da atividade económica
2.2 Valor da produção nacional – PIB
2.3 Fatores produtivos
2.4 Combinação dos fatores produtivos
2.5 Avaliação da eficácia da produção
2.6 Melhorar a eficácia da produção
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Produção e setores de atividade económica
No seu quotidiano, homens e mulheres
produzem bens e serviços que lhes
permitem assegurar a sua sobrevivência –
a este ato económico chamamos produção.
Produção é, assim, a atividade económica
através da qual se criam bens e serviços.
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Produção e setores de atividade económica
O ato de produzir dá origem a múltiplos produtos
– bens e serviços – que, pela sua diversidade,
terão de ser categorizados em função de critérios
que permitam avaliar o tipo de economia que
estamos a analisar.
Para tal, considerámos o critério, comummente
aceite pelos economistas, que consiste na divisão
dos bens e serviços em setores de atividade
económica, proposto pelo economista Colin
Clark, em 1941.
Colin Clark, economista britânico, 1905-1989.
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Produção e setores de atividade económica
Setores de atividade económica
Setor primário Setor secundário Setor terciário
Atividades relacionadas com a extração de Indústrias transformadoras, produção e Atividades não incluídas nos setores
produtos da Natureza: agricultura, distribuição de gás, água e eletricidade, primário e secundário, ou seja, os serviços
silvicultura, pesca, caça, pecuária, indústrias construção. (entre os quais se destacam: comércio,
extrativas. As indústrias transformadoras transformam educação, saúde, justiça, turismo e
as matérias-primas fornecidas pelo setor atividade bancária, por exemplo).
primário em produtos utilizáveis.
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Produção e setores de atividade económica
Estrutura setorial do Produto
A estrutura setorial do Produto de um país (valor total da produção de bens e serviços) dá
a conhecer o contributo dos setores de atividade económica para o Produto desse país.
É possível avaliar o nível de desenvolvimento económico dos países com base na estrutura
setorial do seu produto.
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Produção e setores de atividade económica
Estrutura setorial do Produto
Se a economia de um país assentar Se as atividades do setor primário perderem Se é o setor terciário o que mais
essencialmente em atividades importância relativamente ao produto criado contribui, em termos absolutos e
agrícolas pouco mecanizadas. na indústria e as atividades do setor terciário percentuais, para a riqueza do país.
se desenvolverem para acompanhar e dar
resposta às atividades industriais.
País menos País em País
desenvolvido desenvolvimento desenvolvido
Setor I Setor II Setor III Setor I Setor II Setor III Setor I Setor II Setor III
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Produção e setores de atividade económica
Estrutura setorial do Produto (em %), 2021
Países Setor primário Setor secundário Setor terciário
Afeganistão 33,5 15,6 50,9
Alemanha 0,9 26,7 72,4
Chade 54,0 10,9 35,1
Dinamarca 0,9 19,3 79,8
Moçambique 27,5 21,9 50,6
Níger 36,5 20,8 42,7
Portugal 2,2 19,7 78,1
Fonte: Banco Mundial, [Link]
(consultado em 28/01/2023)
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Atividade – Produção e setores da atividade económica
TAREFAS
1. Reflexão sobre a questão:
A estrutura do setor produtivo será sempre indicativa do nível de desenvolvimento do
país?
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Valor da produção nacional – PIB
Valor acrescentado
Representa o valor que foi sendo sucessivamente criado/acrescentado pelas unidades
produtivas que participaram nas etapas do processo de fabrico dos bens.
Valor acrescentado
=
Valor da produção realizada pelo produtor –
valor dos consumos intermédios
ou
Valor acrescentado
=
Valor das vendas – valor das compras
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Valor da produção nacional – PIB
Valor acrescentado bruto – VAB
Valor efetivamente criado pelas unidades produtivas.
Produto interno bruto – PIB
Adicionando todos os valores acrescentados brutos de todas as unidades produtivas
residentes no território económico de um país, obtém-se o produto interno bruto desse país.
PIB = ∑ VAB de todas as unidades produtivas residentes
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Fatores produtivos
Para produzir são necessários fatores produtivos, meios com os quais se concretiza a
produção de bens e serviços.
É da combinação entre trabalho, matérias-primas, máquinas e ferramentas que se obtêm os
bens e serviços que o ser humano utiliza na satisfação das suas necessidades.
Recursos naturais – Matéria-prima Trabalho Capital – Meios de produção
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Combinação dos fatores produtivos
Características dos fatores produtivos
É possível produzir as mesmas quantidades de bens com combinações diferentes dos fatores
produtivos disponíveis numa economia, dadas as suas características.
Características dos fatores produtivos
Complementaridade Substituibilidade Adaptabilidade
Trabalho, recursos naturais e capital Os fatores produtivos podem, dentro de Os fatores produtivos são adaptáveis, ou
complementam-se, não sendo possível certos limites, substituir-se um pelo outro. seja, adaptam-se às quantidades e ao
produzir apenas com um destes fatores. tipo de bens a produzir.
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Combinação dos fatores produtivos
O fator tempo
Quando o empresário combina os fatores de produção tem de ter em conta o fator tempo.
No curtíssimo prazo, não é possível alterar a combinação dos fatores de produção.
No curto prazo, é possível ajustar um dos fatores
de produção, em geral, o trabalho.
No longo prazo, é possível ajustar todos os fatores
de produção.
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Avaliação da eficácia da produção
A produtividade
Representa a relação existente entre o que se produz e o que se gasta, ou seja, a relação
entre o valor total da produção e o valor total de fatores de produção utilizados para
a obter.
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Avaliação da eficácia da produção
Produtividade do trabalho
É a relação entre o produto realizado e a quantidade ou valor do trabalho utilizado nessa
produção.
Valor do produto
Produtividade média do trabalho =
Valor do trabalho (*)
(*) O valor do trabalho pode ser expresso em número de trabalhadores ou horas de trabalho.
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Avaliação da eficácia da produção
Produtividade do trabalho
Exemplo:
Produção diária: 500 peças
N.º de trabalhadores: 10
Horas de trabalho diário: 8
𝟓𝟎𝟎
Produtividade diária = = 50 peças/dia
𝟏𝟎
𝟓𝟎𝟎
Produtividade horária = = 6,25 peças/hora
𝟖𝟎
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Avaliação da eficácia da produção
Produtividade do capital
É a relação entre o produto realizado e a quantidade ou valor do capital utilizado nessa
produção.
Valor do produto
Produtividade média do capital =
Valor do capital (*)
(*) O valor do capital pode ser expresso em número de máquinas, valor do capital fixo, etc.
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Avaliação da eficácia da produção
Produtividade do capital
Exemplo:
Produção diária: 2000 automóveis
N.º de máquinas utilizadas: 40
Horas de trabalho diário: 8
𝟐𝟎𝟎𝟎
Produtividade diária = 𝟒𝟎
= 50 automóveis/máquina/dia
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Avaliação da eficácia da produção
Produtividade marginal
Os empresários decidem o número de
trabalhadores a empregar e a quantidade
e qualidade do capital a utilizar em Produtividade marginal Acréscimo de produção
=
do trabalho
função dos resultados que esperam Acréscimo de 1
obter. unidade de trabalho
Para tomar esta decisão, os empresários,
determinam a produtividade marginal
do trabalho ou capital, isto é, calculam Acréscimo de produção
Produtividade marginal
o aumento de produção decorrente de =
do capital
Acréscimo de 1
um aumento unitário do fator trabalho
unidade de capital
ou capital (por exemplo, mais um
trabalhador ou máquina).
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Avaliação da eficácia da produção
Combinação dos fatores de produção a curto prazo
Observe a tabela correspondente a diferentes possibilidades de combinação dos fatores de
produção. Repare nos valores correspondentes à produtividade marginal.
Capital Trabalhadores Produção
Produtividade marginal
(fator fixo) (fator variável) (quantidades produzidas)
30 50 -----------
31 56 56 – 50 = 6
32 66 66 – 56 = 10
10 máquinas
33 74 74 – 66 = 8
34 78 78 – 74 = 4
35 76 76 – 78 = -2
A produção total vai aumentando, à medida que se vão aumentando as quantidades dos
fatores de produção, neste caso, o trabalho. Mas, a partir de um determinado ponto, a
produtividade marginal (acréscimo de produto por trabalhador) vai sendo cada vez
menor.
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Avaliação da eficácia da produção
Combinação dos fatores de produção a curto prazo
A produtividade marginal resultante da utilização de unidades sucessivas do fator produtivo variável vai
decrescer, a partir de um determinado ponto.
Produtividade
marginal
No caso apresentado, é o ponto correspondente a 32
trabalhadores.
De facto, com o 33.º trabalhador, embora a produção total 10
aumente, a produtividade marginal diminui.
6
Com o 35.º trabalhador, a produção já diminui, tornando a
produtividade marginal negativa.
0
31 32 33 34 35
Observa-se que a produtividade marginal vai decrescendo, -2
isto é, que os rendimentos são decrescentes. N.o de
trabalhadores
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Avaliação da eficácia da produção
Combinação dos fatores de produção a curto prazo
Então, a combinação ótima dos fatores de produção corresponde à máxima produtividade
marginal.
Produtividade
No exemplo será: marginal
10 máquinas e 32 trabalhadores.
10
0
31 32 33 34 35
-2
N.o de
trabalhadores
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Avaliação da eficácia da produção
Combinação dos fatores de produção a curto prazo
A partir de uma determinada quantidade adicional do fator de produção variável, a
produtividade marginal decresce até se tornar nula ou mesmo negativa.
Os rendimentos são decrescentes porque:
• há um fator de produção fixo;
• esse fator vai-se saturando à medida que vão
sendo acrescentadas unidades sucessivas do
fator variável;
• a saturação do fator de produção fixo vai
originar acréscimos do produto cada vez
menores.
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Avaliação da eficácia da produção
Combinação dos fatores de produção a curto prazo
Então,:
• Na combinação dos fatores de produção, dever-se-á ter
em atenção a Lei dos rendimentos decrescentes e
selecionar a melhor combinação entre trabalho e
capital.
• A combinação ótima dos fatores de produção, a curto
prazo, é dada pela situação correspondente à máxima
produtividade marginal.
• A partir da combinação correspondente à maior
produtividade marginal, os rendimentos
(produtividade marginal) vão decrescer.
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Avaliação da eficácia da produção
Combinação dos fatores de produção a longo prazo
Numa situação de longo prazo, o empresário pode alterar a combinação dos dois fatores
produtivos.
Para decidir, é necessário ter em conta vários tipos de custos:
• custos fixos;
• custos variáveis;
• custos totais;
• custos unitários.
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Avaliação da eficácia da produção
Combinação dos fatores de produção a longo prazo
Custos fixos
Custos não dependentes das quantidades produzidas. Exemplo: renda de edifício
Custos variáveis
Custos que variam em função da quantidade produzida. Exemplo: matérias-primas
Custos totais = custos fixos + custos variáveis
Custo total
Custo médio ou unitário =
Quantidade produzida
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Avaliação da eficácia da produção
Combinação dos fatores de produção a longo prazo
Quando as quantidades produzidas aumentam, os custos por unidade produzida – custos
totais médios ou custos unitários – diminuem até um certo limite.
Assim, o empresário terá vantagem em produzir grandes quantidades,
pois poderá obter economias de escala.
Como se obtêm as economias de escala?
Vejamos o seguinte exemplo.
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Avaliação da eficácia da produção
Economias de escala/Deseconomias de escala
Custos unitários ou
Quantidades Custos fixos Custos variáveis Custos totais
custos totais médios
produzidas (u.m.) (u.m.) (u.m.)
(u.m.)
200 250 3800 4050 20,25
250 250 4100 4350 17,40
300 250 4500 4750 15,80
350 250 5500 5750 16,40
Podemos verificar o seguinte:
• à medida que a produção aumenta, os custos por unidade produzida vão diminuindo até um certo
limite. Neste caso, 300 unidades, logo, há economias de escala – poupanças por se produzir em
grande escala;
• a partir das 300 unidades, os custos unitários aumentam. Há deseconomias de escala.
Então, a dimensão ótima de produção será a correspondente ao menor custo unitário.
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Avaliação da eficácia da produção
Economias de escala
Quando as quantidades produzidas aumentam, até um certo limite, os custos
unitários diminuem devido às economias de escala obtidas.
Há economias de escala porque os custos fixos se vão “anulando” à medida que a produção aumenta.
De facto, o mesmo valor (no exemplo, 250 u.m.) a dividir por quantidades cada vez maiores torna-se
cada vez menor.
Custos fixos Quantidades Custos fixos unitários
(u.m.) produzidas (u.m.)
250 100 2,5
250 150 1,7 Então, produzir grandes
250 200 1,25 quantidades é mais rentável.
250 250 1,0
250 300 0,8
250 350 0,7
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Avaliação da eficácia da produção
Deseconomias de escala
Mas por que aparecem, a partir de certo montante de produção, deseconomias de escala?
Porque há problemas de eficiência e de gestão e desperdícios, isto é, problemas decorrentes
da dimensão excessiva da empresa, tornando mais cara cada unidade que se produz a mais.
Quantidades Custos unitários No exemplo, a partir de 300 unidades,
produzidas (u.m.)
há deseconomias de escala, aumentando
100 37,50
o custo unitário de 15,80 u.m. para 16,40 u.m.
150 25,70
200 20,25
250 17,40 A dimensão ótima corresponderá a 300 unidades,
300 15,80 ou seja, é a quantidade correspondente ao
350 16,40 mínimo custo unitário.
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Melhorar a eficácia da produção
Fatores que promovem a eficácia da produção
Eficácia da produção
Desenvolvimento dos Políticas de educação e formação profissional que forneçam as
recursos humanos qualificações e competências.
Progresso tecnológico Desenvolvimento de novos produtos e novas técnicas de
e I&D produção.
Organização do trabalho Direção e gestão de empresa com capacidade de integrar as
mudanças que visem uma melhor organização e funcionamento.
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Atividade – Avaliação da eficácia da produção
TAREFAS
1. Reflexão sobre a questão:
Como pode um país, cujo mercado interno é exíguo, conseguir economias de escala?
2. Produção Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Módulo 2 – Agentes económicos e atividades económicas
3. Distribuição dos rendimentos
Conteúdos
3.1 Formação dos rendimentos
3.2 Distribuição funcional dos rendimentos
3.3 Distribuição pessoal dos rendimentos
3.4 Indicadores de desigualdade na distribuição pessoal dos rendimentos
3. Distribuição dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Formação dos rendimentos
A atividade produtiva, ao criar os bens
e serviços necessários à sobrevivência
dos indivíduos, acrescenta valor aos
bens que transformou, sendo geradora de
riqueza e de rendimentos.
O valor acrescentado (criado) pelo
processo de produção está na origem do
rendimento dos países.
Valor acrescentado
=
Valor criado no processo de produção
3. Distribuição dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Formação dos rendimentos
O rendimento criado irá ser distribuído
pelos intervenientes na atividade
produtiva, de duas formas:
• Distribuição funcional dos rendimentos
• Distribuição pessoal dos rendimentos
3. Distribuição dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Distribuição funcional dos rendimentos
Uma vez realizada a atividade produtiva, é forçoso remunerar os fatores produtivos –
trabalho e capital.
Dada a diferença das funções que desempenham, cada um deles deverá ser
remunerado de acordo com as funções que desempenhou durante o processo produtivo.
3. Distribuição dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Distribuição funcional dos rendimentos
Rendimentos primários
Rendimentos gerados no processo produtivo e distribuídos pelo fator trabalho (através dos
salários) e pelo fator capital (através de rendas, juros e lucros).
RENDIMENTOS PRIMÁRIOS
Salários Rendas Juros Lucros
3. Distribuição dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Distribuição funcional dos rendimentos
Distribuição funcional dos rendimentos
Distribuição dos rendimentos criados durante o processo produtivo pelos dois fatores
produtivos (trabalho e capital), tendo em conta a especificidade das suas funções.
Fatores produtivos Rendimentos primários Destinatário
Força de trabalho Salários Trabalhador
Rendas Proprietário
Capital Juros Capitalista
Lucros Empresário
3. Distribuição dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Distribuição funcional dos rendimentos
Salário
Rendimento recebido pelos trabalhadores em troca do trabalho prestado.
O Estado procura garantir a todos os trabalhadores um mínimo de rendimento, através da
fixação de um salário mínimo nacional (Retribuição Mínima Mensal Garantida).
Evolução da Retribuição Mínima Mensal Garantida (salário mínimo), em Portugal, entre 2019 e 2023
Datas Valor
01/01/2019 600,00 €
01/01/2020 635,00 €
01/01/2021 665,00 €
01/01/2022 705,00 €
01/01/2023 760,00 €
Fonte: [Link]
(consultado em fevereiro de 2023)
3. Distribuição dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Distribuição funcional dos rendimentos
Renda
Parte do rendimento entregue ao fator
capital.
Se o proprietário do capital possuir terras,
armazéns, andares ou instalações poderá
cedê-los, em regime de arrendamento, e
receber pelo serviço prestado uma
remuneração, a renda.
Nesta situação, o dono do capital
denomina-se proprietário.
3. Distribuição dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Distribuição funcional dos rendimentos
Juro
Rendimento de quem cede capital sob a
forma de empréstimo.
Juros simples = Capital × taxa de juro × tempo
Lucro
Rendimento conseguido pela empresa através da
sua gestão, de forma a obter dela a maximização
das suas capacidades e do seu rendimento.
Lucro = Preço de venda − Preço de custo
3. Distribuição dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Distribuição pessoal dos rendimentos
Distribuição pessoal dos rendimentos
Distribuição dos rendimentos pelos indivíduos/famílias.
Exemplo de distribuição funcional e distribuição pessoal dos rendimentos
Rendimentos Distribuição
Salários Rendas Juros Lucros
População pessoal
Família A 900 --- --- --- 900
Família B 950 --- 100 --- 1050
Família C 1020 200 400 --- 1620
Família D 1500 300 450 150 2400
Distribuição funcional 4370 500 950 150 RN* = 5970
*RN = Rendimento nacional
3. Distribuição dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Distribuição pessoal dos rendimentos
Propriedade dos meios de produção ou capital
Desigualdades na distribuição pessoal
dos rendimentos Tipo de profissão
Género
Pode ser explicada por vários fatores:
Localização geográfica
Experiência profissional
FATORES QUE
PODEM ORIGINAR
DESIGUALDADE SOCIAL Idade
Qualificações
Nível educacional
Estatuto migratório
Etnia
3. Distribuição dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Distribuição pessoal dos rendimentos
Salário nominal e salário real
Salário nominal
Quantidade de moeda que o trabalhador recebe
como resultado do seu trabalho e com a qual vai
adquirir os bens de que necessita.
Salário real
Quantidade de bens e serviços que o trabalhador
pode adquirir com o seu salário nominal.
3. Distribuição dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Distribuição pessoal dos rendimentos
Salário nominal e salário real
Se se verificar um aumento da inflação e se o salário nominal não tiver aumentado, o trabalhador
vê-se obrigado a adquirir menor quantidade de bens e serviços, uma vez que o fenómeno do
aumento dos preços reduz o poder de compra.
Taxa de inflação (IPC)
Redução do Redução do
poder de
compra salário real
Aumento do Aumento do
poder de
compra salário real
3. Distribuição dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Indicadores de desigualdade na distribuição pessoal de rendimentos
Rendimento nacional per capita
Rendimento médio de cada habitante.
Rendimento nacional
Rendimento nacional per capita =
População
Algumas limitações:
• representa uma média;
• ignora todo o setor informal da economia;
• representa um valor global;
• é um indicador de natureza económica.
3. Distribuição dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Indicadores de desigualdade na distribuição pessoal de rendimentos
Curva de Lorenz
Diagrama que representa, por classes percentuais, a parte do rendimento que cabe a cada
grupo populacional.
Curvas de Lorenz em diferentes países
A diagonal que divide o quadrado
(segmento de reta C) corresponde a
uma concentração de rendimentos nula
(ou seja, há igualdade absoluta – não
existem desigualdades sociais).
As curvas A e B, por sua vez,
representam situações em que existem
assimetrias na distribuição dos
rendimentos.
3. Distribuição dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Indicadores de desigualdade na distribuição pessoal de rendimentos
Curva de Lorenz e índice de Gini
Índice de Gini
Medida da desigualdade na distribuição dos rendimentos
que sintetiza num único valor a desigualdade dessa
distribuição.
Varia entre 0 (concentração nula e igualdade absoluta) e
100 (extrema concentração e extrema desigualdade).
Superfície entre a curva e a diagonal
Índice de Gini = x 100
Superfície do triângulo [OXR]
3. Distribuição dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Indicadores de desigualdade na distribuição pessoal de rendimentos
Limitações da curva de Lorenz e do índice de Gini
Embora ilustrem a desigual distribuição dos rendimentos, também apresentam limitações,
pois:
• não incluem os rendimentos da economia informal nem os rendimentos em espécie;
• não indicam a origem e a especificidade das distorções verificadas;
• não esclarecem sobre os grupos sociais que mais beneficiam ou que mais são prejudicados com as
desigualdades constatadas, nem elucidam sobre as causas da concentração dos rendimentos.
3. Distribuição dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Indicadores de desigualdade na distribuição pessoal de rendimentos
Limiar de pobreza
Limiar do rendimento abaixo do qual se considera que uma pessoa se encontra em risco de
pobreza. Este valor corresponde a 60% da mediana do rendimento por adulto equivalente
de cada país.
Limiar de risco de pobreza (em euros)
Limiar em risco de pobreza
Ano
(em euros)
2015 5269
2016 5443
2017 5607
2018 6014
2019 6480
2020 6653
2021 6608
Fonte: INE, PORDATA
Última atualização: 2023-01-20, acedido em 02/02/2023
3. Distribuição dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Indicadores de desigualdade na distribuição pessoal de rendimentos
População residente em risco de pobreza ou exclusão social, total,
segundo o sexo e grupo etário, em percentagem (Taxa de risco de pobreza)
Risco de pobreza Ano de referência 2016 2017 2018 2019 2020 2021
Total 24,9 23,4 21,6 21,1 20,0 22,4
Proporção da população cujo rendimento 27,6 24,6 22,4 21,9 21,9 22,9
0-17 anos
equivalente se encontra abaixo do limiar 18-64 anos 25,1 23,8 21,4 21,2 18,9 21,5
65+ anos 22,2 21,5 21,6 20,4 21,4 24,2
de pobreza.
Homens 23,6 22,4 20,3 22,2 18,9 21,1
0-17 anos 26,4 24,6 21,7 22,2 22,6 23,0
18-64 anos 24,0 22,7 20,5 22,1 18,2 20,7
65+ anos 19,1 18,9 18,1 22,4 18,0 20,5
Mulheres 26,2 24,4 22,8 20,0 20,9 23,5
0-17 anos 28,9 24,6 23,1 21,6 21,2 22,8
18-64 anos 26,1 24,7 22,2 20,2 19,6 22,3
65+ anos 24,5 23,3 24,0 17,5 23,9 26,9
Nota: Em 2021 (rendimentos de 2020), em Portugal, 2302 milhares de pessoas encontravam-se
em risco de pobreza ou exclusão social (pessoas em risco de pobreza ou vivendo em agregados
com intensidade laboral per capita muito reduzida ou em situação de privação material e social
severa).
Consequentemente, a taxa de pobreza ou exclusão social foi de 22,4%, i.e. mais 2,4 p.p. do que no
ano anterior (INE).
3. Distribuição dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Atividade – Desigualdades e pobreza
TAREFAS
1. Visionamento do vídeo:
Partir para não chegar
[Link]
Duração: 28m 06s
2. Trabalho em pares – visualizar o vídeo e propor soluções que contribuam para uma sociedade
com menores níveis de desigualdade e de pobreza.
3. Grupo turma – discutir o problema, as soluções propostas e elaborar um relatório de conclusões.
3. Distribuição dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Módulo 2 – Agentes económicos e atividades económicas
4. Utilização dos rendimentos
Conteúdos
4.1 Utilização dos rendimentos: consumo e poupança
4.2 Relatividade dos padrões de consumo – fatores explicativos
4.3 Consumerismo e o movimento dos consumidores
4.4 Direitos e deveres dos consumidores
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Utilização dos rendimentos: consumo e poupança
Noção de consumo
Ato pelo qual se destrói um bem ou se utiliza um serviço para satisfação das necessidades
das pessoas.
Necessidade Consumo Satisfação
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Utilização dos rendimentos: consumo e poupança
Tipos de consumo
Quanto à natureza Quanto ao autor Quanto ao beneficiário Quanto à finalidade
das necessidades satisfeitas do ato de consumir do consumo do consumo
Consumo essencial Consumo privado Consumo individual Consumo final
Consumo supérfluo Consumo público Consumo coletivo Consumo intermédio
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Utilização dos rendimentos: consumo e poupança
Consumo essencial e supérfluo
Quanto à natureza das necessidades satisfeitas, o consumo divide-se em:
Consumo essencial – destina-se à satisfação das Consumo supérfluo – destina-se à satisfação das
necessidades primárias e secundárias. necessidades terciárias. É um consumo dispensável.
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Utilização dos rendimentos: consumo e poupança
Consumo privado e público
Quanto ao autor do consumo, este divide-se em:
Consumo privado – quando o agente económico Consumo público – quando o agente económico
famílias é o autor do consumo. Estado é o autor do consumo.
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Utilização dos rendimentos: consumo e poupança
Consumo individual e coletivo
Quanto ao beneficiário do consumo, este divide-se em:
Consumo individual – quando o consumo se destina aos Consumo coletivo – quando o consumo se destina à
indivíduos que detêm a propriedade do bem de consumo. coletividade, não se podendo excluir ninguém.
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Utilização dos rendimentos: consumo e poupança
Consumo final e intermédio
Quanto à finalidade do consumo, este divide-se em:
Consumo final – quando o consumo se destina a Consumo intermédio – quando as empresas recorrem
satisfazer as necessidades das famílias. a bens intermédios para produzir outros bens.
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Utilização dos rendimentos: consumo e poupança
Noção de poupança
Parte do rendimento disponível que não é gasta em consumo imediato.
Poupança = Rendimento - Consumo
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Relatividade dos padrões de consumo – fatores explicativos
Padrões de consumo
O consumo é um comportamento económico e social influenciado pelo tempo histórico,
pelo espaço geográfico em que ocorre e pela cultura dos povos.
Uma comunidade que vive em determinado espaço e numa dada época histórica consome de
acordo com determinados padrões de consumo.
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Relatividade dos padrões de consumo – fatores explicativos
Fatores que influenciam o consumo
Existem múltiplos fatores que influenciam o consumo.
Fatores que influenciam o consumo
Económicos Extraeconómicos
• Rendimentos dos consumidores • Moda
• Publicidade
• Preço dos bens
• Dimensão e composição dos agregados
• Inovação tecnológica
familiares
•… •…
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Relatividade dos padrões de consumo – fatores explicativos
Fatores económicos
Rendimento – qualquer alteração no nível de rendimentos dos consumidores reflete-se no nível de
consumo, mantendo-se tudo o resto constante. Um aumento do nível de rendimentos dos consumidores
originará um aumento do consumo.
Preços – Quando os preços são baixos, há maior
propensão para consumir, verificando-se o contrário
quando os preços são altos.
Inovação tecnológica – A inovação estimula
o consumo de novos bens (novas funcionalidades
e potencialidades).
Crédito – O crédito, ao facilitar a compra,
torna-se num poderoso fator que influencia o
consumo.
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Relatividade dos padrões de consumo – fatores explicativos
Fatores extraeconómicos
Publicidade – Dá a conhecer novos produtos, marcas e estilos de vida que influenciam o consumidor
e os seus comportamentos. Desperta desejos, emoções e sentimentos que levam o consumidor a
comprar determinados produtos e marcas.
Moda – reflete a publicidade e influencia o consumidor,
criando desejos, necessidades e motivações que se
traduzem em consumos.
Dimensão e composição dos agregados
familiares – o número de elementos, de
dependentes e a idade têm influência nas
despesas de consumo.
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Relatividade dos padrões de consumo – fatores explicativos
ATIVIDADE
Explicite os fatores que poderão influenciar a
compra (consumo) de um smartphone 5G.
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Relatividade dos padrões de consumo – fatores explicativos
Estrutura do consumo
A estrutura do consumo é a forma como
as despesas de consumo das famílias são
repartidas pelas diferentes classes de
despesas de consumo.
A percentagem de uma classe de despesas
de consumo em relação ao total das
despesas de consumo de uma família ou
de outro agrupamento social, designa-se
coeficiente orçamental.
Classe de despesa
Coeficiente orçamental = x 100
Total das despesas
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Relatividade dos padrões de consumo – fatores explicativos
Estrutura do consumo
Família A Família B Família C
(Total de despesas de (Total de despesas de (Total de despesas de
Rendimentos consumo 1000 €) consumo 2500 €) consumo 5000 €)
Classes
Despesas Despesas Despesas Despesas Despesas Despesas
de despesa
(€) (%) (€) (%) (€) (%)
Alimentação e bebidas 300 30 500 20 750 15
A análise dos valores mostra:
Vestuário, calçado e outros
120 12 375 15 800 16
bens de uso pessoal
• A família com menores rendimentos, Família A,
Habitação, gás, água, luz e
250 25 675 27 1300 26
apesar de gastar em valor absoluto menos do
combustíveis
que as outras, o peso da despesa em
Despesas com a manutenção
da habitação
150 15 400 16 900 18 alimentação e bebidas no total das despesas de
Educação e saúde 100 10 300 12 600 12
consumo é superior aos valores homólogos nas
outras famílias;
Gastos diversos 80 8 250 10 650 13
Total 1000 € 100% 2500 € 100 % 5000 € 100 %
Nota: Por uma questão de maior facilidade de análise, considera-se que o valor do rendimento mensal de cada
família é igual ao valor total das respetivas despesas de consumo.
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Relatividade dos padrões de consumo – fatores explicativos
Estrutura do consumo
Família A Família B Família C
(Total de despesas de (Total de despesas de (Total de despesas de
Rendimentos consumo 1000 €) consumo 2500 €) consumo 5000 €)
Classes
Despesas Despesas Despesas Despesas Despesas Despesas
de despesa
(€) (%) (€) (%) (€) (%)
Alimentação e bebidas 300 30 500 20 750 15
A análise dos valores mostra:
Vestuário, calçado e outros
120 12 375 15 800 16
bens de uso pessoal
• as famílias com maiores rendimentos gastam
Habitação, gás, água, luz e
250 25 675 27 1300 26
mais do que a Família A, em todas as classes
combustíveis
de despesa;
Despesas com a manutenção
150 15 400 16 900 18
da habitação
Educação e saúde 100 10 300 12 600 12
Gastos diversos 80 8 250 10 650 13
Total 1000 € 100% 2500 € 100 % 5000 € 100 %
Nota: Por uma questão de maior facilidade de análise, considera-se que o valor do rendimento mensal de cada
família é igual ao valor total das respetivas despesas de consumo.
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Relatividade dos padrões de consumo – fatores explicativos
Estrutura do consumo
Família A Família B Família C
(Total de despesas de (Total de despesas de (Total de despesas de
Rendimentos consumo 1000 €) consumo 2500 €) consumo 5000 €)
Classes
Despesas Despesas Despesas Despesas Despesas Despesas
de despesa
(€) (%) (€) (%) (€) (%)
Alimentação e bebidas 300 30 500 20 750 15
A análise dos valores mostra:
Vestuário, calçado e outros
120 12 375 15 800 16
bens de uso pessoal
• o maior coeficiente orçamental da classe
Habitação, gás, água, luz e
250 25 675 27 1300 26
«gastos diversos», onde estão incluídas as
combustíveis
despesas com a satisfação de necessidades não
Despesas com a manutenção
da habitação
150 15 400 16 900 18 essenciais (turismo, espetáculos, etc.), é o da
Educação e saúde 100 10 300 12 600 12
família com maiores rendimentos, Família C;
Gastos diversos 80 8 250 10 650 13
Total 1000 € 100% 2500 € 100 % 5000 € 100 %
Nota: Por uma questão de maior facilidade de análise, considera-se que o valor do rendimento mensal de cada
família é igual ao valor total das respetivas despesas de consumo.
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Relatividade dos padrões de consumo – fatores explicativos
Estrutura do consumo
Família A Família B Família C
(Total de despesas de (Total de despesas de (Total de despesas de
Rendimentos consumo 1000 €) consumo 2500 €) consumo 5000 €)
Classes
Despesas Despesas Despesas Despesas Despesas Despesas
de despesa
(€) (%) (€) (%) (€) (%)
Alimentação e bebidas 300 30 500 20 750 15
A análise dos valores mostra:
Vestuário, calçado e outros
120 12 375 15 800 16
bens de uso pessoal
• a família com menores rendimentos, Família A,
Habitação, gás, água, luz e
250 25 675 27 1300 26
despende grande parte do total das despesas
combustíveis
em consumo na satisfação das necessidades
Despesas com a manutenção
da habitação
150 15 400 16 900 18 básicas, nomeadamente as de alimentação.
Educação e saúde 100 10 300 12 600 12
Gastos diversos 80 8 250 10 650 13
Total 1000 € 100% 2500 € 100 % 5000 € 100 %
Nota: Por uma questão de maior facilidade de análise, considera-se que o valor do rendimento mensal de cada
família é igual ao valor total das respetivas despesas de consumo.
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Relatividade dos padrões de consumo – fatores explicativos
Lei de Engel
Mostra que quanto menor for o rendimento disponível de uma família, maior será o
coeficiente orçamental relativo às despesas com a alimentação.
Foi o economista alemão Ernst Engel (1821-1896) que, no século XIX, verificou a
existência de uma relação entre os rendimentos das famílias e os respetivos
coeficientes orçamentais relativos às despesas com a alimentação, enunciando
a respetiva lei.
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Consumerismo e o movimento dos consumidores
Sociedade de consumo
Sociedade de consumo
Produção de bens em série,
normalizados e de curta duração
Oferta superior à procura
Estratégias de marketing e publicidade
para escoar a produção
Consumo massificado
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Consumerismo e o movimento dos consumidores
Obsolescência programada
Redução da vida útil de um produto para aumentar o consumo de versões mais
recentes desse produto.
Procura-se o novo a todo o momento e a qualquer custo, pois é preciso estar na moda.
Para isso há que consumir e, para tal, é necessário substituir o «velho».
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Consumerismo e o movimento dos consumidores
Consumismo
Conjunto de atitudes e comportamentos que levam a um
consumo excessivo, sem critérios e compulsivo.
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Consumerismo e o movimento dos consumidores
Consumismo
Este comportamento de consumo excessivo ou hiperconsumo é gerador de consequências de
ordem social e ambiental:
• Acentuação do individualismo na medida em que o
consumo tem por finalidade satisfazer desejos pessoais;
• Exclusão das pessoas que, não tendo capacidade
aquisitiva, não se inserem nos padrões de consumo
dominantes;
• Endividamento crescente das famílias, muito associado à
facilidade de acesso ao crédito;
• Esgotamento dos recursos naturais, poluição,
desertificação e outros problemas que ameaçam o
ecossistema do Planeta.
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Consumerismo e o movimento dos consumidores
Consumerismo
Atitude de cidadania que se caracteriza por um consumo racional e responsável que tem em
conta as consequências económicas, sociais, culturais e ambientais do ato de consumir.
Estes movimentos têm como objetivo:
• defender o interesse e os direitos dos consumidores;
• redução do desperdício e incentivo à reutilização e à
reciclagem – consumo sustentável.
• defender o meio ambiente e o direito das gerações futuras
a um planeta limpo – desenvolvimento sustentável;
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Consumerismo e o movimento dos consumidores
Consumo sustentável
Conjunto de comportamentos e práticas que visam diminuir os impactos do consumo no meio
ambiente. Consumir produtos biológicos, reciclar, reutilizar, reduzir o desperdício e recuperar
produtos, são alguns exemplos de consumos sustentáveis.
Desenvolvimento sustentável
Modelo de desenvolvimento que se baseia na
satisfação das necessidades atuais sem colocar
em risco a sobrevivência das gerações futuras.
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Consumerismo e o movimento dos consumidores
Economia circular
Modelo económico que procura aumentar o ciclo de vida dos produtos através da redução,
reutilização, recuperação e reciclagem de produtos e materiais, otimizando a utilização de
recursos e a redução do desperdício.
Desenvolvimento sustentável
Fonte: [Link] (consultado em dezembro de 2022)
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Direitos e deveres dos consumidores
Direitos e deveres dos consumidores
O consumidor conhecendo os seus direitos e deveres estará mais informado podendo agir de forma mais
consciente.
Alguns direitos dos consumidores Alguns deveres dos consumidores
• Direito à qualidade dos bens e serviços. • Dever de solidariedade, juntando-se a outros consumidores na defesa
dos direitos de todos.
• Direito à proteção da saúde e da segurança física.
• Dever de consciência crítica, nomeadamente em relação à qualidade e
• Direito à formação e à educação para o consumo. preço dos bens.
• Direito à informação. • Dever de agir face a situações em que se sinta lesado.
• Direito à promoção da qualidade de vida. • Dever de preocupação social, tendo consciência das consequências das
opções de consumo.
• Direito à preocupação com o futuro em termos ambientais e de
desenvolvimento. • Dever de consciência ambiental, compreendendo as consequências
ambientais do consumo e as responsabilidades pessoais e sociais na
• Direito à prevenção e reparação de danos.
conservação dos recursos naturais.
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Atividade – Desenvolvimento sustentável
TAREFAS
1. Visionamento do vídeo:
Em que se baseia o Consumo Sustentável?
[Link]
2. Trabalho individual – visualizar o vídeo e explicar em que consiste o desenvolvimento
sustentável, apresentando práticas sustentáveis que podem implementar no seu quotidiano
individual, escolar e familiar.
3. Grupo turma – discutir o problema, as práticas propostas e elaborar um relatório de conclusões.
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Atividade – Desenvolvimento sustentável
TAREFAS
1. Visionamento do vídeo:
O que é a economia circular?
[Link]
2. Trabalho individual – visualizar o vídeo e abordar os benefícios da economia circular,
apresentando práticas sustentáveis que podem implementar no seu quotidiano individual, escolar
e familiar.
3. Grupo turma – discutir o problema, as práticas propostas e elaborar um relatório de conclusões.
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Atividade – Desenvolvimento sustentável
TAREFAS
1. Visionamento do vídeo:
Ciclo de vida das embalagens
[Link]
2. Trabalho individual – visualizar o vídeo e explicar o ciclo de vida das embalagens, apresentando
práticas sustentáveis que podem implementar no seu quotidiano individual, escolar e familiar.
3. Grupo turma – discutir o problema, as práticas propostas e elaborar um relatório de conclusões.
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)
Atividade – Desenvolvimento sustentável
TAREFAS
1. Visionamento do vídeo:
Obsolescência programada
[Link]
2. Trabalho individual – visualizar o vídeo e explicar o que é a obsolescência programada,
apresentando práticas sustentáveis que podem implementar no seu quotidiano individual, escolar
e familiar.
3. Grupo turma – discutir o problema, as práticas propostas e elaborar um relatório de conclusões.
4. Utilização dos rendimentos Pro em Economia – Economia Profissional (Módulos 1 a 4)