Papel da diplomação na construção do Brasil
● Atuante em momentos como a independência, o fim do tráfico de escravos e a
inserção do país no comércio internacional, apesar de esta última ser contestada em
função dos inúmeros privilégios ingleses sobre o comércio com a “abertura dos
portos às nações amigas”.
Política portuguesa na América Colonial: 1640-1808
● Em 1640 há o fim da União Ibérica e restauração do governo português pela dinastia
dos Bragança, com reconhecimento lento dos outros países.
● Período de predominância do interesse privado sobre o público, apesar da ação
estrangeira sobre o território levar Portugal a dar mais atenção à ocupação territorial
(invasão francesa ao RJ e holandesa ao PE)
● Divisão do período colonial em dois: 1500-1640 e 1640-1808, o primeiro com mínima
ação estatal e o segundo com maior presença portuguesa.
● Duas guerras marcam a assimilação do Estado português no Brasil, a Guerra dos
Emboabas (1708-1710) e dos Mascastes (1710-1711) - à partir deste momento o
privatista deixa de ser aceito e a violência é monopolizada pelo Estado.
Política diplomática entre Portugal e Espanha
● Bula Inter Coetera (1493): divisão do mundo a 100 léguas dos Açores, mas há
recusa portuguesa.
● Tratado de Tordesilhas (1494): divisão a 370 léguas a oeste de Cabo Verde.
- Sul como região de conflito, fundação da Colônia do Sacramento em 1680 com
reconhecimento em 1715 pelo Segundo Tratado de Utrecht, o que atingiu os
objetivos portugueses de possuir livre navegação no Rio da Prata.
- Ao longo da União Ibérica havia proibição do comércio entre Portugal e Holanda por
parte da Espanha em função desta ser considerada uma “província rebelde” até à
sua independência pela Paz de Westfália, em 1640.
● Tratado de Lisboa (1680): devolução de Colônia do Sacramento a Portugal após
conquista espanhola.
● Primeiro Tratado de Utrecht (1713): Portugal reconhece a posse da Guiana à França
e esta reconhece a exclusividade portuguesa na navegação do Rio Amazonas.
● Segundo Tratado de Utrecht (1715): devolução da Colônia do Sacramento à
Portugal.
● Tratado de Madrid (1750): divisão de territórios portugueses e espanhóis na América
do Sul com a troca de Sete Povos das Missões pela Colônia do Sacramento, o que
ocasionou a Guerra Guaranítica entre indígenas e tropas luso-espanholas
(1753-1756), que termina com a derrota dos guaranis, a escravização dos
sobreviventes e a expulsão dos jesuítas.
- Instituição do Uti-Possidetis e abandono do Tratado de Tordesilhas, somado à
consolidação da presença portuguesa na Amazônia, o que contribuiu na
intensificação da exploração dos recursos naturais da região.
● Tratado de Pardo (1761): anulou o Tratado de Madrid e do uti-possidetis em virtude
dos conflitos persistiram, mas em 1777 o Tratado de Santo Ildefonso restabeleceu o
Tratado de Madrid com regras de demarcação de fronteiras.
● Tratado de Santo Ildefonso (1777): revisão do Tratado de Madrid a fim de solucionar
disputas territoriais.
● Tratado de Badajós (1801): reconhecimento de Colônia do Sacramento como
território espanhol e da Ilha de Santa Catarina, assim como da região sul, como
território português.
● A diplomacia brasileira nasce com o Tratado de Madrid, mas também é possível
considerar também o ano da independência do país, 1822, em virtude de D. Pedro I
foi o primeiro brasileiro nato a decidir sobre a diplomacia do país.
- Barão do Rio Branco afirmou que o Tratado de Madrid demonstra a boa fé no ajuste
de diferenças a fim da convivência pacífica na América, destacando as diretrizes que
orientam até hoje as relações internacionais do Brasil, a boa-fé e o pacifismo.
-
Administração colonial
● Através das ordenações, que eram espécies de confusas constrições.
- Ordenações Afonsinas (1446), Manuelinas (1512-1603) e Filipinas (utilizadas a partir
de 1603).
Crise no sistema colonial e independência no continente americano
● Influência do Iluminismo e fraqueza dos poderes ibéricos são contribuintes para a
independência da América Latina.
● Propagação de ideias de liberdade política e econômica, exemplificada pelas
conjurações mineira (1789), baiana (1798), e pernambucana (1817), além da visão
de Portugal como uma metrópole fraca e sem importância, que favoreceram a
criação de uma consciência emancipatória.
Vinda da família real ao Brasil: abertura dos portos, Rio da Prata e Guiana Francesa
● Motivada pela invasão de Napoleão a Portugal com mais de 24 mil pessoas,
primeiramente vão para a Bahia e, posteriormente, ao Rio de Janeiro.
● A abertura dos portos às nações amigas marca a inserção do Brasil no comércio
internacional.
- Cobrança de 24% de imposto a produtos importados, mas depois a alíquota foi
reduzida para 16% para produtos portugueses e 19% para produtos estrangeiros em
navios portugueses.
- Além da abertura dos portos, houve a revogação do alvará de 1785 que proibia a
instalação de manufaturas nas colônias portuguesas, a criação do Banco do Brasil e
do primeiro jornal de grande circulação do país, a Gazeta do Rio de Janeiro, além da
assinatura de tratados entre Portugal e Inglaterra em 1810 que reduziu para 15% a
tarifa de importação à produtos ingleses adentrarem ao Brasil, ao passo em que a
tarifa para produtos portugueses era de 16%, e a criação de um foro especial com
juízes ingleses para julgar questões com ingleses envolvidos.
● O Brasil deixou de ser colônia em 1815 com a elevação ao Reino Unido de Portugal
e Algarves.
● Política externa da época marcada pela guerra declarada à França pela Guiana
Francesa em 1808, visto que 7 anos antes Portugal havia sido obrigado a permitir a
expansão do território francês na América para a região da Guiana Francesa e Pará.
- Em 1815 o Congresso de Viena decide pela retomada da região da Guiana
Francesa pela França, o que ocorreu em 1818.
- Em 1821 a família real retorna a Portugal tendo como principal motivo a Revolução
Liberal do Porto.
● Em janeiro de 1822 há o Dia do Fico, em junho há a convocação de uma constituinte
no Brasil por D. Pedro, ao passo em que em agosto, um mês antes da
independência propriamente dita, houve pronunciamentos oficiais de D. Pedro e
José Bonifácio que já falam do Brasil como independente.