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Falsificações e Teorias Científicas

O capítulo discute a falsificabilidade na ciência, destacando a diferença entre falsificações e confirmações de teorias. Popper enfatiza a distinção entre proposições de observação públicas e experiências perceptivas privadas, sugerindo que a base empírica da ciência é instável. O texto também menciona o caso histórico de Copérnico, que ilustra como teorias científicas podem ser inicialmente rejeitadas, apesar de sua validade posterior.

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Falsificações e Teorias Científicas

O capítulo discute a falsificabilidade na ciência, destacando a diferença entre falsificações e confirmações de teorias. Popper enfatiza a distinção entre proposições de observação públicas e experiências perceptivas privadas, sugerindo que a base empírica da ciência é instável. O texto também menciona o caso histórico de Copérnico, que ilustra como teorias científicas podem ser inicialmente rejeitadas, apesar de sua validade posterior.

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Capitulo 6

IDEIA-CHAVE CITAÇÃO PÁGINA

O falsificacionista ingênuo insiste em afirmar que a atividade


científica deve estar preocupada com as tentativas de falsificar
teorias estabelecendo a verdade de proposições de observação
que sejam inconsistentes com elas. O falsificacionista mais 80
Falsiabilidade das sofisticado percebe a inadequação desta ideia e reconhece a
falsificações importância do papel desempenhado pela confirmação das teorias
especulativas bem como pela falsificação das teorias bem
estabelecidas. Uma coisa que ambos os tipos de falsificacionistas
têm em comum, entretanto, é que há um importante diferença
qualitativa nos status das confirmações e das falsificações.

A posição de Popper salienta a importante distinção entre


proposições de observação públicas, por um lado, e
experiências perceptivas privadas de observadores
Popper
individuais, por outro. Estas últimas são num certo sentido
81
“dadas” aos indivíduos no ato de observação, mas não há
passagem direta dessas experiências privadas (que vão
depender de fatores peculiares a cada observador individual
tais como suas expectativas, conhecimento anterior etc.)

A base empírica de uma ciência objetiva não tem assim


nada de “absoluto”. A ciência não repousa sobre um sólido
Base empírica 83
leito pedregoso. A audaciosa estrutura de suas teorias ergue-
se como se estivesse sobre um pântano. Ela é como um
prédio construído sobre estacas.
Um fato histórico embaraçoso para os falsificacionistas é
que sua metodologia tem sido aceita estritamente por
Bases historicas cientistas cujas teorias são vistas geralmente entre os 87
melhores exemplos de teorias científicas que nunca teriam
sido desenvolvidas porque seriam rejeitadas
ainda na infância.
Quando Copérnico publicou os detalhes de sua nova
astronomia, em 1543, havia muitos argumentos que
poderiam ser, e
100
foram, dirigidos contra ela. Esses argumentos, relativos ao
Copernicana conhecimento científico da época, eram sólidos, e 89
Copérnico não pôde defender satisfatoriamente sua teoria
contra eles. No sentido de apreciar esta situação, é
necessário ter familiaridade com alguns aspectos da visão
de mundo aristotélica na qual se baseavam os argumentos
contra Copérnico. Segue-se um esboço bem ligeiro de
alguns dos pontos relevantes.

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