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O Resgate do Casaco: Uma História de Esperança

O texto narra a experiência de uma autora que correu para recuperar o casaco esquecido de sua amiga em um táxi, revelando a importância emocional do objeto e a transformação que ambas vivenciam após o incidente. O guaraná é apresentado como um fruto com significados culturais e energéticos para os amazonenses, sendo cultivado e consumido na região há séculos. A indústria de refrigerantes também demonstra interesse no guaraná, investindo em pesquisas para aprimorar a produção local.

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O Resgate do Casaco: Uma História de Esperança

O texto narra a experiência de uma autora que correu para recuperar o casaco esquecido de sua amiga em um táxi, revelando a importância emocional do objeto e a transformação que ambas vivenciam após o incidente. O guaraná é apresentado como um fruto com significados culturais e energéticos para os amazonenses, sendo cultivado e consumido na região há séculos. A indústria de refrigerantes também demonstra interesse no guaraná, investindo em pesquisas para aprimorar a produção local.

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LÍNGUA PORTUGUESA
Leia o texto para responder às questões de números 1 a 6.
O resgate do casaco
Já entrávamos no restaurante quando minha amiga deu um grito. Tinha esquecido
seu casaco no táxi. Vi no seu olho o tamanho da perda. Mulher sabe.
Não era um casaco qualquer. Era daqueles que jamais poderão ser substituídos,
roupas energéticas que serão lembradas para todo o sempre. Nem pestanejei. Corri
para a rua. O táxi ainda estava parado no semáforo da esquina. Me concentrei na
atleta que poderia existir oculta dentro de mim e fiz minha melhor performance nos
cem metros rasos.
Quando estava bem perto, o sinal abriu e o táxi acelerou. Tive vontade de chorar.
Eu estava quase.
Por muito pouco não o alcancei. Desisti por um momento, ofegante, mas um pe-
queno engarrafamento parou o carro novamente. Inflei mais uma vez minha espe-
rança atlética e dei o melhor de mim.
Não reconhecia minhas pernas se alternando em tamanha velocidade e agora eu já
pensava muito mais na minha capacidade de atingir o que me parecia impossível do
que no casaco da minha amiga.
Inacreditavelmente, o carro se pôs de novo em movimento a apenas alguns passos
de minhas potentes pernas. Não parei. Não sei o que me deu. Não sei como, mas
continuei a correr. Não pude engolir dois fracassos. Fui além. Corri no limite do im-
possível.
O resgate do casaco virou uma questão de honra, de exercício da esperança duas
vezes desafiada. Agora eu corria gritando a plenos pulmões:
— Pare este táxi! Pare este táxi!
Deu certo. Pararam o táxi e eu, quase morrendo, recuperei o precioso casaco de
minha amiga.
Quando o coloquei em suas mãos, ela me abraçou e caiu numa crise de choro. Não
parava de chorar. Entendi que o casaco não era o que mais importava também para
ela, e juntas choramos abraçadas sob os olhares curiosos de nossos maridos.
Tínhamos ambas nos transformado pelo que tinha acontecido. Tão banal e tão re-
velador.
Minha amiga sempre me fala da história do casaco. Diz que sempre se lembra dela
e que já chegou a vesti-lo quando estava prestes a desistir de uma empreitada sem ao
menos ter tentado.
Quanto a mim, sei o quanto foi especial aquele momento. Minha esperança em
vaivém, tornando-se elástica quando tudo parecia perdido. Uma heroína desconhe-
cida se fazendo valer à minha revelia, desafiada pela frustração de sucessivos quases.
(Denise Fraga. [Link]. 08.05.2016. Adaptado)

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1. Da leitura do trecho – Vi no seu olho o tamanho da perda. Mulher sabe. (1º pará-
grafo) – conclui-se que a autora
(A) ficou espantada com o quanto sua amiga valorizava um simples casaco.
(B) tinha passado uma experiência idêntica àquela vivida pela amiga.
(C) sentiu pena da amiga, embora não entendesse a razão de seu sofrimento.
(D) compreendeu o sentimento da amiga diante do casaco deixado no táxi.
(E) desconfiou que sua amiga não sabia exatamente o que havia deixado no táxi.
2. Após ter sido resgatado, o casaco passou a ser, para a amiga da autora, símbolo de
(A) perseverança. (B) autenticidade. (C) ansiedade. (D) consumismo. (E) distração.
3. De acordo com a autora, o resgate do casaco
(A) despertou nela a vontade de ter uma vida mais ativa.
(B) deu início a sua carreira como atleta profissional.
(C) fez com que ela reavaliasse o valor de suas roupas.
(D) levou-a a ser mais cuidadosa com seus pertences.
(E) correspondeu à superação de aparentes limitações.
4. Com base no segundo parágrafo, é correto concluir que a autora
(A) passou a correr após ser desafiada pela amiga.
(B) hesitou para iniciar a perseguição ao táxi.
(C) decidiu correr atrás do táxi com prontidão.
(D) começou a correr por ser ignorada pelo táxi.
(E) foi até o táxi pensando que não o alcançaria.
5. A alternativa que preenche corretamente a lacuna da frase – Já entrávamos no
restaurante quando minha amiga deu um grito, __________ tinha esquecido seu ca-
saco no táxi. –, preservando a relação de sentido estabelecida no primeiro parágrafo,
é:
(A) pois (B) porém (C) contudo (D) embora (E) entretanto
6. A expressão destacada em – Inacreditavelmente, o carro se pôs de novo em mo-
vimento a apenas alguns passos de minhas potentes pernas. (6º parágrafo) – pode ser
corretamente substituída por:
(A) reatou ante o movimento (D) retomou o movimento
(B) retornou sob o movimento (E) reiniciou no movimento
(C) recuperou ao movimento
7. Quanto à concordância, respeitando-se a norma-padrão da língua portuguesa, está
correta a frase:
(A) Existe roupas que tem significados importantes para os seus donos.
(B) Houve instantes em que o táxi e o casaco foram quase alcançados.
(C) As amigas, depois de recuperado o casaco, se abraçou com emoção.
(D) Os maridos das amigas as olhava muito surpresos diante do ocorrido.
(E) A história do casaco permanecem nas lembranças das duas amigas.

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Leia o texto de uma canção para responder às questões de números 8 e 9.


Passarinho
Como um brotinho de feijão, foi que um dia eu nasci,
Despertei, caí no chão e com as flores cresci.
E decidi que a vida logo me daria tudo,
Se eu não deixasse que o medo me apagasse no escuro.

Quando mamãe olhou pra mim, ela foi e pensou


Que um nome de passarinho me encheria de amor.
Mas passarinho, se não bate a asa, logo pia.
Eu, que tinha um nome diferente, já quis ser Maria.
Ah, e como é bom voar… (Tiê. [Link]. Adaptado)
8. Uma interpretação adequada para o texto é:
(A) o nascimento da autora é associado a um evento não natural.
(B) o medo, na vida da autora, é uma constante que a paralisa.
(C) a autora já ficou insatisfeita com seu nome incomum.
(D) a possibilidade de sentir medo não foi considerada pela autora.
(E) o ato de voar é representado como um risco amedrontador.
9. O termo destacado em – E decidi que a vida logo me daria tudo, / Se eu não dei-
xasse que o medo me apagasse no escuro. – tem sentido equivalente ao da expressão:
(A) Ainda que (B) Desde que (C) Mesmo que (D) Assim que (E) Depois que
10. Assinale a alternativa em que o sinal indicativo de crase está empregado correta-
mente.
(A) A autora diz ter crescido junto às flores.
(B) A garota imaginou que dariam tudo à ela.
(C) A mãe deu à seu bebê um nome de pássaro.
(D) Se o passarinho não voa, é levado à piar.
(E) Ela comparou-se à um brotinho de feijão.
Leia o texto para responder às questões de números 11 a 20.
Guaraná – os bons olhos da Amazônia
Tu, meu filho, serás a maior força da natureza! Farás o bem e livrarás o homem
das doenças. Foi com essas palavras que, diz a lenda dos índios saterés-maués, a mãe
de um indiozinho morto, sábia no cultivo das ervas medicinais, o consagrou com o
dom da cura. Seu olho direito foi enterrado, dando origem a uma trepadeira que pro-
duz frutos em tons avermelhados e que se abrem em feitio de pequenos olhos. Os
amazonenses fazem fé nessa versão que atesta o poder do guaraná e o consomem
diariamente para manter a boa disposição.
Há mais de 600 anos os indígenas descobriram o guaraná e até hoje, o fruto dos
olhos é hábito dos amazonenses e está presente no café-da-manhã e no aperitivo do
almoço de feijão e macaxeira. À noite ele acompanha o mingau de tapioca, mas só
para quem está acostumado com o seu teor protéico e energético. Com três ou quatro
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vezes mais cafeína do que o café puro, o guaraná, se consumido em excesso, pode
deixar uma pessoa sem pregar os olhos a noite toda. Um caboclo produtor e sua fa-
mília sempre oferecem ao visitante o guaraná in natura, ralado na hora na língua seca
do peixe pirarucu. É um costume quase ritual que precede a conversa.
O Brasil é o único produtor comercial do guaraná no mundo. São necessárias al-
gumas condições para seu cultivo, uma das quais, a de que ele tem de encontrar re-
giões com temperaturas médias entre 23 ºC e 28 ºC. Por isso, hoje ele é cultivado no
sul da Bahia, no Mato Grosso e na Amazônia, de onde sai a maior produção nacional.
A cidade conhecida como Terra do guaraná é Maués. A fama da cidade não se
deve só aos números da produção, mas também à tradição cultural. Antiga morada
dos índios munducurus, recebeu os saterés-maués e as duas etnias foram as primeiras
a cultivar o guaraná, o que fazem até hoje, disseminando a cultura aos moradores da
região, que trabalham em cultivos familiares.
O fruto é pequeno, em tons de laranja e vermelho e, quando maduro, começa a se
abrir, deixando à mostra a pequena semente escura, encoberta pela polpa clara. De
outubro a fevereiro, os olhos do guaraná garantem o trabalho de colheita para esses
produtores.
O trabalho passa por várias etapas: a cuidadosa poda, a fermentação, a extração da
semente e a consequente secagem e a torra. Há produtores que vendem o guaraná
nesse estágio; outros fazem o xarope e o extrato que agregam mais lucro, pois são
vendidos para as indústrias de refrigerantes. Outra forma ainda é a venda do pó que
pode ser acrescido em sorvetes, cremes e bebida e que é famoso mundialmente. Todo
o processo ainda continua manual, para garantir, segundo os produtores, o potencial
do fruto.
Mas nem tudo é tradição indígena. Desde a década de 1970, o governo federal faz
pesquisas para melhorar as formas produtivas do guaraná. Quem também anda cres-
cendo os olhos para o aprimoramento da produtividade são as indústrias de refrige-
rante, como a AmBev, que investe num centro de pesquisas para contribuir com os
produtores locais.
No fim do ano, quando o guaraná começa a se abrir, expondo o escuro da semente
no centro, são os olhos sagrados e curiosos do menino índio que querem espiar o
capricho dos produtores. (Planeta, dez. de 2007. Adaptado)
11. Leia as afirmações.
I. O guaraná deve a fama de seu poder energético a uma lenda indígena.
II. Há, pelo menos, seis séculos, as tribos amazônicas conheciam o fruto do
guaranazeiro.
III. O guaraná é reconhecidamente um fruto brasileiro.
De acordo com o texto, está correto o contido em
(A) I, apenas. (B) II, apenas. (C) III, apenas. (D) I e II, apenas. (E) I, II e III.

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12. Assinale a afirmação correta.


(A) O uso do guaraná é um hábito recente na vida diária do amazonense.
(B) A maior produção do guaraná deslocou-se modernamente da Amazônia para o
sul da Bahia.
(C) A farmacologia considera que o guaraná é um alimento protéico, mas não ener-
gético.
(D) O consumo do pó do guaraná em excesso pode causar reações em uma pessoa
desacostumada.
(E) Na região amazônica, o processamento do guaraná é feito, comumente, pela in-
dústria.
13. Quanto ao interesse demonstrado pela indústria de refrigerantes, é possível afir-
mar que ela
(A) desprezou o valor do fruto nativo e buscou fórmulas de sabor artificial.
(B) tem investido junto ao produtor local para o aumento da produção do guaraná.
(C) desistiu de produzir a bebida, depois da experiência com as etnias indígenas.
(D) deixou de fabricar o produto, diante da pouca aceitação nos mercados interno e
externo.
(E) extrai o produto sem a preocupação com a qualidade da produção agrícola.
As questões de números 14 e 15 referem-se ao trecho que finaliza o 1.º parágrafo do
texto – Os amazonenses fazem fé nessa versão que atesta o poder do guaraná e o
consomem diariamente para manter a boa disposição.
14. Nesse texto, a palavra disposição significa
(A) localização. (B) arranjo. (C) arrumação. (D) ânimo. (E) organização.
15. Em – Os amazonenses fazem fé nessa versão que atesta o poder do guaraná e o
consomem diariamente... – (1.º parágrafo), o pronome o, em destaque, substitui a
palavra
(A) amazonenses. (B) guaraná. (C) versão. (D) fé. (E) poder.
A frase do 2.º parágrafo –...o guaraná, se consumido em excesso, pode deixar uma
pessoa sem pregar os olhos a noite toda. – é base para as questões de números 16 e
17.
16. O sentido contrário da expressão em excesso é
(A) abundante. (B) em demasia. (C) com exagero. (D) com desperdício. (E) com
economia.
17. Em – ...sem pregar os olhos a noite toda. – a expressão sem pregar os olhos foi
usada em sentido figurado e significa
(A) ler com ansiedade por longo período. (D) manter-se acordado.
(B) colar partes de um objeto quebrado. (E) ficar extremamente cansado.
(C) manter-se atordoado.
18. O penúltimo parágrafo se inicia com a frase – Mas nem tudo é tradição indígena.
A palavra Mas pode ser substituída, sem alteração de sentido da frase, por
(A) Porém. (B) E. (C) Portanto. (D) Ou. (E) Quando.
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19. Na frase do 3.º parágrafo – O trabalho passa por várias etapas: a cuidadosa
poda, a fermentação, a extração da semente e a consequente secagem e a torra. –
foram usados os dois pontos (:) para
(A) anunciar uma consequência. (D) separar o vocativo do texto.
(B) introduzir a fala de um personagem. (E) introduzir uma citação.
(C) introduzir uma enumeração.
20. O penúltimo parágrafo se inicia com a frase – Mas nem tudo é tradição indígena.
A palavra Mas pode ser substituída, sem alteração de sentido da frase, por
(A) Ou. (B) E. (C) Portanto. (D) Porém. (E) Quando.
Leia o texto a seguir, para responder às questões de números 21 a 23.
A mulher que está esperando o homem está sujeita a muitos perigos entre o ódio e
o tédio, o medo, o carinho e a vontade de vingança.
Se um aparelho registrasse tudo o que ela sente e pensa durante a noite insone, e
se o homem, no dia seguinte, pudesse tomar conhecimento de tudo, como quem ouve
uma gravação numa fita, é possível que ele ficasse pálido, muito pálido.
Porque a mulher que está esperando o homem recebe sempre a visita do Diabo e
conversa com ele. Pode não concordar com o que ele diz, mas conversa com ele.
(Rubem Braga – Ai de ti, Copacabana)
21. Dizer que a mulher recebe a visita do Diabo equivale a dizer que ela
(A) prefere ficar longe de parentes próximos.
(B) tem maus pensamentos a respeito do homem.
(C) é pessoa de pouca religiosidade.
(D) em sua angústia, não abre mão da proteção divina.
(E) se conforma, naquelas horas, em ser traída.
22. No trecho – Pode não concordar com o que ele diz, mas conversa com ele. –, a
ideia é a de que a mulher
(A) pode pensar em algo negativo, mas não aderir a esse pensamento.
(B) fica completamente à mercê de pensamentos mórbidos.
(C) tem fraco poder de argumentação.
(D) chega a duvidar de sua própria espiritualidade.
(E) é uma pessoa educada em seus relacionamentos.
23. Os termos Se e Porque, em destaque nas frases – Se um aparelho registrasse tudo
o que ... – e – Porque a mulher que está esperando o homem... – podem ser substitu-
ídos, no contexto, sem alteração do sentido, por:
(A) Conquanto / A menos que
(B) Ainda que / Porque
(C) Posto que / Isto é
(D) À medida que / Porquanto
(E) Caso / Pois

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24. Levando em conta o sentido da frase – As pessoas conscientes não devem praticar
o bem apenas no Natal. –, assinale a alternativa em que o deslocamento do advérbio
não conserva o sentido original da frase.
(A) As pessoas conscientes devem praticar o bem, apenas não no Natal.
(B) As pessoas conscientes devem praticar o bem não apenas no Natal.
(C) As pessoas conscientes devem praticar o não bem apenas no Natal.
(D) As pessoas não conscientes devem praticar o bem apenas no Natal.
(E) As pessoas conscientes devem praticar não o bem apenas no Natal.

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