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Importância do Teste de Software em Projetos

O artigo discute a importância do teste de software no ciclo de desenvolvimento, destacando sua função na identificação de falhas e na garantia da qualidade do produto. Através de um estudo de caso, enfatiza a necessidade de uma equipe qualificada para a execução de testes, além de apresentar diferentes tipos e níveis de testes, como testes manuais e automatizados, e as etapas de verificação e validação. O objetivo é contribuir para a compreensão dos conceitos de teste de software e sua relevância para a competitividade das empresas no mercado.

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Importância do Teste de Software em Projetos

O artigo discute a importância do teste de software no ciclo de desenvolvimento, destacando sua função na identificação de falhas e na garantia da qualidade do produto. Através de um estudo de caso, enfatiza a necessidade de uma equipe qualificada para a execução de testes, além de apresentar diferentes tipos e níveis de testes, como testes manuais e automatizados, e as etapas de verificação e validação. O objetivo é contribuir para a compreensão dos conceitos de teste de software e sua relevância para a competitividade das empresas no mercado.

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TESTE DE SOFTWARE: UM ESTUDO DE CASO

Marina Aparecida da Silva1, Douglas da Silva2, Jaciara Silva Carosia3


1
Discente do Curso Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas /
marina.silva30@[Link]
2
Discente do Curso Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas /
douglas.silva132@[Link]
3
Docente do Curso Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas/
[Link]@[Link]

RESUMO
O teste de software é um processo fundamental no ciclo de desenvolvimento de
software. A atividade de teste e qualidade de software, nos dias de hoje, é
indispensável para que as empresas tenham um produto que seja competitivo no
mercado. A execução de teste de software tem o objetivo de encontrar falhas
adicionadas no decorrer do processo de desenvolvimento. Acredita-se que os gastos
com correção de falhas aumentam com o avanço das fases, mesmo assim, em
algumas empresas a fase de teste ainda não é realizada em tempo hábil para
atividade ou os testes são realizados pelos próprios desenvolvedores do sistema. Este
artigo tem como objetivo principal apresentar alguns conceitos de teste de software.
Através de um estudo de caso realizado em empresa de desenvolvimento de software,
pode-se constatar a importância de executar testes por uma equipe qualificada e bem
estruturada, tal resultado foi levantado.
Palavras-chave: Teste de software; Desenvolvimento de software; Qualidade.

1 INTRODUÇÃO

A engenharia de software tem evoluído significativamente nos últimos anos


explorando novas técnicas, critérios, métodos e ferramentas para a produção de
software, em decorrência da crescente utilização de sistemas computacionais em
praticamente todas as áreas da atividade humana, provocando um aumento
significativo na demanda por qualidade e produtividade (JORGE; BEZERRA;
COUTINHO; MONTEIRO; ANDRADE, 2015).
O processo de desenvolvimento de software abrange uma série de passos nos
quais, apesar das técnicas, métodos e ferramentas empregados, erros no produto
ainda podem ocorrer com uma certa frequência (BARBOSA; MALDONADO;
VINCENZI; DELAMARO; SOUZA; JINO, 2004). Na generalidade, a engenharia de
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software oferece toda a estrutura para o desenvolvimento e manutenção do software,


sendo o teste de software uma de suas subáreas de conhecimento. A área de teste
de software tem se destacado pela grande importância no desenvolvimento de
sistemas que atendem a requisitos de qualidade (SILVA; MÜLLER; BERNARDI;
2011).
O teste de software tem por objetivo analisar um programa com o propósito de
descobrir erros e defeitos, podemos considerar que o teste de software é apto a
diminuir a probabilidade de ocorrência de defeitos no produto, a fim de minimizar os
riscos para a empresa que o fornece, garantindo assim a qualidade do mesmo
(SANTOS, 2016).
O objetivo principal do presente artigo é contribuir com a divulgação de conceitos
de teste de software e da importância dessa atividade para a melhoria da qualidade
do produto. O objetivo específico é mostrar como a atividade é feita na prática através
de um estudo de caso realizado em empresa desenvolvedora de software da cidade
de Mococa-SP.

2 REFERENCIAL TEÓRICO

Teste de Software
A atividade de teste de software corresponde uma análise dinâmica do produto
e é uma atividade pertinente para a identificação e eliminação de erros persistentes
(BARBOSA; MALDONADO; VINCENZI; et al, 2004). O teste de software, bem
concretizado, não deve ser feito na intenção de provar que o software funciona. A
finalidade fundamental do teste é simplesmente analisar um programa pretendendo
descobrir erros e defeitos, convertendo-se assim em uma atividade investigativa,
envolvendo ações durante todo o ciclo de desenvolvimento, com o objetivo de
descobrir seus problemas (ARCANJO JÚNIOR, 2011).
Inicialmente precisamos entender a diferença entre Defeitos, Erros e Falhas. O
defeito está intimamente relacionado a algo que está implementado de forma
incorreta, sendo que já faz parte do software. O erro é a manifestação concreta de um
defeito, ou seja, é a diferença do valor obtido com o valor esperado. Já a falha, é um
comportamento do software diferente do que está sendo esperado, em outras
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palavras, é um resultado errado, que decorre de um defeito (SANTOS, 2016). A figura


a seguir ilustra esses conceitos.

Figura 1 - Diferença entre Defeito x Erro x Falha.

Fonte: DIAS NETO, 2015, p.55.

Teste de software é visto como um processo fundamental para atingir um


software de boa qualidade (CRUZ; JINO; CRESPO; ARGOLLO, 2006). Segundo
Tosetto e Bellini (2008), qualidade de software é a conformidade a requisitos
funcionais e de desempenho sem restrições declarados, com padrões de
desenvolvimento nitidamente documentados e a características implícitas que são
esperadas de todo software desenvolvido, ou seja, para que se tenha uma produção
de software com qualidade superior, é necessário que haja um processo formal e
padronizado de desenvolvimento.
A etapa de testes de software é muito desafiadora para o engenheiro de
software, é nesta fase que se cria uma série de casos que têm por objetivo assolar o
software que ele mesmo construiu. Diante disso, a atividade de teste é um passo do
processo de engenharia de software que, na maioria das vezes, é visto como
destrutivo, ao invés de construtivo (BUSCH; LODI; BORBA; 2007). No processo de
testes encontramos dois objetivos diferentes. O primeiro objetivo corresponde em
mostrar ao desenvolvedor e ao cliente que o programa atende aos requisitos. O
segundo objetivo corresponde em descrever os casos em que o sistema pode se
comportar de maneira distinta das especificações (SALOMÃO, 2016).
A fase de testagem deve passar por uma etapa em que acontece a entrada de
dados e arquivos especialmente montados e, intencionalmente, devem ser inseridos
todos os tipos de erros possíveis, todas as operações inválidas e todas as exceções
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possíveis. Todas as incapacidades e todos os erros devem ser corrigidos. A simulação


deve ser repetidas inúmeras vezes até que funcione corretamente (BUSCH; LODI;
BORBA; 2007).

Testes Manuais ou Testes Automatizados


Testes manuais compreendem no desenvolvedor ou até mesmo o próprio
usuário final, utilizar o sistema com o intuito de encontrar irregularidades no
funcionamento do software. É considerado o tipo de teste menos eficiente, pois
dificilmente uma pessoa conseguiria testar incansavelmente um sistema de maneira
que não restassem nenhuma possibilidade de ocorrências de falhas (LEAL; 2009).
Entretanto, ao recorrer aos testes manuais, a possibilidade de encontrar
problemas reais é bem grande, algo que os testes automatizados não conseguem
verificar, já que não estão preparados para validar esse tipo de comportamento. Os
testes manuais suportam mudanças, uma vez que é mais rápido mudar o paradigma
da execução manual (LOPES; 2021).
Os testes automatizados utilizam aplicativos específicos que são capazes de
testar incansavelmente um software através de scripts de testes pré-configurados.
Não representam 100% de cobertura, visto que algumas falhas lógicas acontecem
somente através de combinações específicas de entrada de dados (LEAL; 2009).
Os testes são executados de maneira rápida e eficaz, se tornando um processo
rentável a longo prazo. O resultado de cada teste pode ser validado por qualquer
pessoa, uma vez que está visível a todos, algo que não está acessível nos testes
manuais (LOPES, 2021).

Teste Estrutural (Caixa Branca) e Teste Funcional (Caixa Preta)


O teste estrutural ou teste de caixa branca tem como objetivo testar a estrutura
interna do software, permitindo que cada caminho lógico seja testado pelo menos uma
vez (FRANZEN; BELLINI, 2005). Nesta técnica é avaliado o comportamento interno
do sistema, ou seja, o código-fonte, é recomendada nos níveis de Teste de Unidade
e Teste de Integração, testes estes que ficam a cargo dos desenvolvedores do código-
fonte, que detêm maior conhecimento do mesmo (SOUZA; GASPAROTTO, 2013),
como ilustra a figura a seguir.

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Figura 2 - Técnica de Teste Estrutural.

Fonte: DIAS NETO, 2015, p.57.

O teste funcional ou teste de caixa preta o testador não tem acesso ao código-
fonte do programa. O objetivo é realizar o teste sobre as diversas funcionalidades e
verificar se os resultados obtidos estão de acordo com o esperado (BUSCH; LODI;
BORBA, 2007), são testes conduzidos na interface do software, sem preocupação
com a estrutura interna do mesmo (ARCANJO JÚNIOR, 2011), conforme mostra a
figura 3.

Figura 3 - Técnica de Teste Funcional

Fonte: DIAS NETO, 2015, p. 57.

O quadro a seguir descreve sobre as principais diferenças entre teste estrutural


(ou caixa branca) e teste funcional (ou caixa preta).

Quadro 1 - Diferença entre os testes de Caixa Branca e Caixa Preta.


Tipo de teste Teste Caixa Branca Teste Caixa Preta

Visibilidade do testador Tem visibilidade do código e Não têm visibilidade do


escreve casos de teste código escreve os casos de
baseado no código; teste baseados em possíveis
entradas e saídas e das
funcionalidades
documentado nas
especificações e/ou
requisitos;

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O que revela um caso de Um problema (falha); Um sintoma de um problema


teste que falha? (falha);

Controlado? Sim – O caso de teste ajuda Não – pode ser difícil


a identificar as linhas encontrar a causa do
específicas do código fracasso no teste.
envolvido;

Fonte: ARCANJO JÚNIOR, 2011, p. 15.

Verificação e Validação
Dentre os possíveis defeitos inseridos durante o desenvolvimento do projeto
sejam encontrados o mais rápido possível, é importante que as atividades de
verificação e validação sejam executadas (SOUZA; GASPAROTTO, 2013).
O objetivo do processo de verificação é checar se o software atende as suas
especificações funcionais e não funcionais (SALOMÃO, 2016), ou seja, é garantir que
o sistema está sendo desenvolvido de maneira correta, seguindo todas as normas e
metodologias adotadas para a realização do projeto (SOUZA; GASPARATTO, 2013).
Enquanto o processo de validação tem como objetivo garantir que o software
desenvolvido para o cliente atenda às suas expectativas (SALOMÃO, 2016), e tenha
sido construído conforme descrito nos requisitos, sendo necessário navegar dentro do
sistema para detectar possíveis diferenças entre o sistema e os artefatos do cliente
(SOUZA; GASPARATTO, 2013).
Os testes de verificação e validação são complementares e necessitam ser
executados no decorrer de todo o ciclo de vida do processo de teste. Apesar de serem
vistos como independentes, são responsáveis por reforçar o processo de constatação
de erros, o que aumenta a garantia de bom funcionamento do produto, como resultado
a eficiência do software (ARCANJO JÚNIOR, 2011).
O modelo em V, ilustrado na figura a seguir, é um dos mais aceitos atualmente,
pois ele ressalta as atividades de verificação e validação com o objetivo de encontrar
defeitos gerados durante o desenvolvimento do software e diminuir os riscos do
projeto. Este modelo auxilia o entendimento de que a atividade de teste não deve ser
realizada apenas no final do projeto e sim em todo o desenvolvimento do projeto
(SOUZA; GASPARATTO, 2013).

Figura 4 - Modelo V descrevendo o paralelismo entre as atividades de


desenvolvimento e teste de software.
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Fonte: DIAS NETO, 2015, p. 56.

Tipos de Testes
Segundo Salomão (2016) os sistemas de softwares comerciais devem passar
por esses três estágios de testagens. São eles:

1. Testes em Desenvolvimento: Os testes são feitos durante o desenvolvimento


do software, a fim de encontrar erros e falhas e os desenvolvedores podem
estar envolvidos neste processo.
2. Teste de release: Nesta etapa uma equipe de testes independente testa a
versão completa do sistema antes de entregá-lo aos usuários, está também
verifica se o software atende a todos os requisitos especificados.
3. Teste de Usuário: Os usuários testam o sistema determinando se o produto
está apto ou não para ser comercializado.

Níveis de Teste de Software


O planejamento dos testes deve ocorrer em diferentes níveis, os principais
níveis de teste de software são:
 Teste de Unidade: tem por objetivo investigar a menor unidade do projeto,
procurando ocasionar falhas provocadas por falhas lógicas e de
implementação nos módulos separadamente (DIAS NETO, 2015), ou
seja, o teste de unidade executa as funções e procedimentos mais
específicos do software (SANTOS, 2016).

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 É o tipo de teste mais importante, já que ele testa se um algoritmo faz o


que realmente deveria ser feito e garante que o código encapsulado por
uma unidade deve executar o efeito colateral esperado (BERNARDO;
KON, 2008).
 Teste de Integração: pretende provocar falhas associadas às interfaces
entre os módulos quando integrados para construir a estrutura do
software (DIAS NETO, 2015), é a fase para a construção da estrutura do
programa e encontrar erros associados a interface (LUFT, 2012), ou seja,
as funções e os procedimentos são fixados para serem realizados juntos,
buscando a descoberta de erros entre eles (SANTOS, 2016).
 Teste de Sistema: é realizado após a integração do sistema e pretende
identificar os erros das funções, onde verifica se elas estão de acordo com
as especificações dos requisitos, apresentados antes do início do
desenvolvimento (SANTOS, 2016). Dessa forma, os testes são
executados nos mesmos ambientes, com as mesmas circunstâncias e
com os mesmos dados de entrada que o usuário utilizaria no dia a dia de
manuseio do software (DIAS NETO, 2015).
 Teste de Aceitação: é a etapa em que o teste é conduzido por usuários
finais do sistema, onde simulam operações de rotinas do sistema a fim de
verificar se seu comportamento está de acordo com o exigido (DIAS
NETO, 2015).
 Teste de Regressão: envolve aplicar, a cada nova versão do software ou
a cada ciclo (DIAS NETO, 2015), segmentos já testados após a realização
de uma mudança em outra parte do software, que visam garantir a
integridade do software após a realização dessas modificações
(SALOMÃO, 2016), minimizando assim os efeitos colaterais.

3 METODOLOGIA

A pesquisa baseia-se pela análise qualitativa dos dados. Assim, não se


objetiva, a representatividade numérica, mas sim uma maior aproximação entre a
problemática elencada pela pesquisa, a fim de formular uma compreensão mais
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profunda sobre teste de software. A adoção da abordagem da pesquisa qualitativa


apresenta métodos com o intuito de explicar o motivo pelo qual ocorrem os fenômenos
que estão sendo estudados (POUPART et al., 2008).
Trata-se de uma pesquisa descritiva, através da exposição de conceitos e fatos
sobre teste de software. Foi realizado um levantamento bibliográfico sobre o tema,
que permitiu embasar a execução de um estudo de caso. Através das leituras
realizadas foi elaborado um questionário de teste de software, a fim de verificar
métodos de testes existentes nas empresas de software de TI.
O questionário foi elaborado utilizando o Microsoft Word 2010 e estruturado em
três partes, sendo que a primeira parte contém um quadro de identificação da
empresa, a segunda é composta por seis questões destinadas a delinear as
características gerais da empresa e a terceira parte com 14 questões específicas de
testes, e para a realização da pesquisa, foi encaminhado este questionário por e-mail
para 3 empresas de desenvolvimento de software da cidade de Mococa – SP.
A coleta de dados da pesquisa durou aproximadamente 3 semanas e destas 3
empresas, 1 empresa respondeu ao questionário.

Primeira parte:
NOME DA EMPRESA
ENDEREÇO
TELEFONE
EMAIL

Segunda parte:
1) Tempo da empresa no mercado?
2) Quantidade de funcionários?
3) Quantidades de projetos que podem ser desenvolvidos simultaneamente?
4) Quantidade de funcionários exclusivos para teste?
5) Qual o nível de investimento em testes e qualidade?
6) Quais as principais linguagem de desenvolvimento?

Terceira parte:

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1) Frequência de execução de testes?


2) Presença de equipes de testes?
3) Frequência em que os testes são reexecutados?
4) Realização de testes automatizados?
5) Caracterização da gestão de testes?
6) Qual fase é encontrada a maior número de falhas no software?
7) Quais são os tipos de abordagens que têm sido utilizadas para auxiliar o teste
de software?
8) Quais são as fases de teste de software que mais têm sido contempladas?
9) Quais são as linguagens utilizadas para auxiliar no teste de software?
10) Percentual de esforço do projeto dedicado a testes?
11) Investimento que a empresa estaria disposta a fazer em ferramentas de
software?
12) Documentos de testes elaborados pela empresa?
13) Frequência de geração de relatórios de qualidade?
14) Papel da atividade de teste para a empresa?

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Por meio das respostas obtidas realizou-se a análise e caracterização da


empresa.
A empresa está no mercado de desenvolvimento de software há 5 anos,
possui 3 funcionários, tendo a capacidade de desenvolver 2 projetos
simultaneamente.
A empresa realiza a atividade de teste desde que começou a atuar no
mercado de desenvolvimento de softwares, realizando teste de caixa branca, teste de
caixa-preta, teste de sistema e teste de integração.
Os responsáveis por realizar os testes são os próprios desenvolvedores do
sistema e uma empresa de auditoria contratada para auxiliar na parte fiscal e tributária,
sendo que a execução dos testes é iniciada na fase de implementação do software.
A maior incidência de erros está aplicada no processo de desenvolvimento do
software na parte de validações fiscais, erros de código, interpretação da análise dos

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requisitos e de funcionalidade, que são os mais comuns de serem encontrados nos


sistemas desenvolvidos.
As dificuldades que a empresa encontra para a realização dos testes é a falta
de profissionais especializados na área de testes, a dificuldade de implantar um
processo de teste, o desconhecimento de técnicas de testes adequadas e o fator mais
agravante, ser um processo muito caro.
A empresa realiza os testes manualmente e de maneira automatizada.
Segundo Luft (2012) as principais vantagens em se utilizar os testes automatizados
em comparação com os testes feitos manualmente é a eliminação do trabalho
repetitivo de inserir os dados e observar os resultados, a melhoria na qualidade do
processo e do produto, além do aumento da produtividade e a diminuição do custo
destinados as atividades de testes.
A atividade de teste não é documentada, sendo documentada somente os
testes que são realizados pela empresa de auditoria. A documentação é uma parte de
extrema importância quando o assunto é atividade de testes. Por meio dela é possível
tem um controle do que está sendo analisado, o que já foi analisado e o que ainda
falta analisar, além de ser uma forma de comunicação entre as equipes de testes e
fornece ao cliente evidências da qualidade do software (LUFT, 2012).
O plano de testes é um documento que caracteriza o planejamento para a
execução do teste. É o documento principal para que os gerentes de projeto de testes
consigam gerenciar e controlar todos os projetos de testagem de software. É por meio
deste documento que são descritas equipes de execução, atividades, recursos,
cronogramas, estratégias de testes, abordagens e outros (ARCANJO, 2011). A não
construção de um plano de testes implica em vários problemas, sendo eles: o próprio
desenvolvedor executar a atividade de teste, falta de entendimento dos riscos reais
do projeto, não identificar todas as possibilidades de testes possíveis antes de iniciá-
los, falta de envolvimento dos usuários, alterações emergentes sendo liberadas sem
a realização dos testes, entre outros. Por isso é fundamental a existência desse
documento para que seja realizado um bom gerenciamento dos testes.
Segundo Salomão (2016), é indicado que o percentual de esforço para o teste
de um projeto varie no intervalo em torno de 30 a 40%. O percentual de esforço da
empresa que é projetado para a atividades de testes é de 30%. Os testes apresentam

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grande contribuição, havendo uma significativa diminuição dos custos e dos erros que
são encontrados após a implantação da atividade de testes.
Estão relacionados a seguir algumas limitações importantes desta pesquisa:
 Acesso apenas a um entrevistado da empresa;
 Recusa de duas empresas em participarem desta pesquisa;
 Grande subjetividade a estudos de casos apoiados por entrevistas;
 Impossibilidade de observar diretamente as atividades de testes de
softwares realizados na empresa.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A execução do teste de software é uma das atividades mais importantes,


entretanto uma das mais difíceis no processo de desenvolvimento de software, pois
envolve uma qualidade significativa dos recursos de um projeto. O autodomínio e o
alto custo, aliado a esta atividade dependem principalmente da criticidade da
aplicação a ser desenvolvida.
Este trabalho apresentou os diferentes tipos de testes que podem ser realizados,
além de apresentar a importância da fase de testes para que se entregue e obtenha
um software de boa qualidade. Entretanto, para que isso ocorra é necessário
planejamento, envolvimento e capacitação dos profissionais e tempo hábil para que a
execução dos testes seja completa.
As dificuldades encontradas para a execução deste trabalho de conclusão de
curso, foi encontrar empresas que estivessem dispostas a responder o questionário
elaborado e ao pouco material bibliográfico encontrado que abordasse a temática de
testes automatizados.

REFERÊNCIAS

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a perspectiva da qualidade de software. Belo Horizonte. 2011. 40 p. Monografia
(Departamento de Ciência da Computação) – Universidade Federal de Minas Gerais.

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BERNARDO, P. C; KON, F. A Importância dos Testes Automatizados. Engenharia de
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