UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM INFORMÁTICA
ESPECIALIZAÇÃO EM TELEINFORMÁTICA E REDES DE
COMPUTADORES
JOSÉ RENATO RIBEIRO MENDES
OUTROS TRABALHOS EM:
[Link]
5G: A QUINTA GERAÇÃO
MONOGRAFIA DE ESPECIALIZAÇÃO
CURITIBA
2014
JOSÉ RENATO RIBEIRO MENDES
5G: A QUINTA GERAÇÃO
Monografia apresentada como requisito
parcial para a obtenção do título de
Especialista em Teleinformática e Redes
de Computadores da Universidade
Tecnológica Federal do Paraná, UTFPR.
Orientador: Prof. Christian Carlos S.
Mendes
CURITIBA
2014
RESUMO
MENDES, José Renato R. 5G: A Quinta Geração. 2014. 40 f. Monografia de
Especialização – XXIII Curso de Especialização em Teleinformática e Redes de
Computadores, Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Curitiba, 2014.
Neste trabalho será apresentado um breve histórico das tecnologias no sistema de
Telefonia de rede móvel que perpassa desde a Primeira Geração (1G) até a nova
tecnologia que vem sendo estudada para ser implementa na Quinta Geração (5G).
Através das características consideradas importantes de cada uma, será possível
fornecer um melhor entendimento do processo evolutivo como: Infraestrutura,
evolução dos sinais de transmissão de voz, dados e imagem. Na Primeira Geração
(1G) a Telefonia tem sua estrutura baseada em sinais analógico, que a partir de um
aparelho podia se ouvir a voz de um ponto fixo, foi o surgimento do Sistema de
Telefonia Móvel Avançada (AMPS); No momento seguinte houve a evolução para a
Segunda Geração (2G) que transformou o sinal analógico em sinal digital e ampliou
a área de cobertura usando as tecnologias de Acesso Múltiplo por Divisão de Tempo
(TDMA), Acesso Múltiplo por Divisão de Código (CDMA) e Sistema Global para
Comunicações Móveis (GSM), podendo assim fazer conexão por uma estação rádio
base. Na Terceira Geração (3G) houve o avanço para a tecnologia de Acesso
Múltiplo por Divisão em Código de Banda Larga (WCDMA) que foi possível o acesso
à internet permitindo transferência de arquivo, serviço online e excelente qualidade
de voz. A Quarta Geração (4G) ainda não foi totalmente difundida mas sua
tecnologia é feita por Multiplexação por Divisão de Frequência Ortogonal (OFDM)
que permite que vários usuários acessem a rede de internet, a diversos tipos de
serviços como: dados, fotos, vídeos e fazer ligação com alta qualidade. Por fim a
Quinta Geração (5G) que propõe ser uma extensão melhorada da tecnologia 4G,
unindo várias tecnologias como CDMA, OFDM e Acesso Múltiplo por Divisão de
Código de Operadora (MCCDMA) prometendo ser cem (100) mil vezes mais rápida
que a sua antecessora a 4G.
Palavras-chave: AMPS. TDMA. OFDM. MCCDMA. 5G.
ABSTRACT
MENDES, José Renato 5G: The Fifth Generation. 2014. F 40. Monograph
Specialization - Specialization Course XXIII Tele Computer and Computer Networks,
Federal Technological University of Paraná. Curitiba, 2014.
In this paper, a brief history of technologies in the mobile telephony network system
that permeates from the First Generation (1G) to the new technology that has been
studied to be implemented in the Fifth Generation (5G) will be presented. Through
the characteristics considered important for each one, you can provide a better
understanding of the evolutionary process as Infrastructure, signal evolution of voice,
data and image. In the First Generation (1G) Telephony has its structure based on
analog signals , which from a device could hear the voice of a fixed point , was the
emergence of the Advanced Mobile System (AMPS); The next moment there was a
trend for the Second Generation (2G) that transformed the analog signal into digital
signal and expanded the coverage area using the technologies of Division Multiple
Access Time (TDMA), Division Multiple Access Code (CDMA) and Global System for
Mobile Communications (GSM), and thus can make a connection with a base station.
The Third Generation (3G) was the breakthrough for the technology in Division
Multiple Access Code Broadband (WCDMA) that it was possible to access internet
allowing file transfer, online service and excellent voice quality. The Fourth
Generation (4G) is not yet fully defused but pro Multiplexing Orthogonal Frequency
Division (OFDM) that allows multiple users to access the internet network, the
various types of services such as, makes their technology: data, photos, videos and
make the connection with high quality. Finally the Fifth Generation (5G) that purports
to be an improved extension of 4G technology, combining several technologies such
as CDMA, OFDM Multiple Access and Code Division Carrier (MCCDMA) promising
to be one hundred (100) thousand times faster than its predecessor 4G .
Keywords: AMPS. TDMA. OFDM. MCCDMA. 5G.
LISTA DE SIGLAS
1G Primeira Geração
2G Segunda Geração
3G Terceira Geração
4G Quarta Geração
5G Quinta Geração
AMPS Sistema de Telefonia Móvel Avançado
BDMA Acesso Múltiplo por Divisão de Banda
BSs Estações Base
CDMA Acesso Múltiplo por Divisão de Código
CN Rede Cognitiva
CR Rádio Cognitivo
Gbps Gigabits por segundo
GHz Giga-hertz
GIMCV Aldeia Global de Informação de Comunicação Multimídia
GSM Sistema Global para Comunicação Móvel
HDTV Televisão de Alta Definição
HPUEs Alta Prioridade
HSPA Pacote de Acesso de Alta Velocidade
IEEE Instituto de Engenheiros Eletricista e Eletrônicos
IP Protocolo de Internet
LDMS Serviço Local de Distribuição Multiponto
LPUEs Baixa Prioridade
LTE Evolução de Longo Prazo
Mbps Megabits por Segundo
MCCDMA Acesso Múltiplo por Divisão de Código de Operadoras
MIMO Múltiplas Entradas/Múltiplas Saídas
MTC Tipo de Comunicação de Máquina
OFDM Multiplexação Por Divisão de Frequência Ortogonal
PARP Taxa Média de Risco de Pacote
PMM Tecnologia Paralela Multimodo
PS Comutação por Pacote
RAT Acesso de Tecnologia por Rádio
SC-FDMA Divisão de Frequência de Acesso Múltiplo por Portadora Única
Tbps Terabits por Segundo
TDMA Acesso Múltiplo por Divisão de Tempo
UWB Banda Ultra Grande
WCDMA Acesso Múltiplo por Divisão de Código em Banda Larga
WIMAX Interoperabilidade Mundial para Acesso por Micro-ondas
Kbps Kilobits por segundo
LISTA DE FIGURAS
FIGURA 1 – CONCEITO BÁSICO DA REDE 4G ...................................................... 19
FIGURA 2 – REDE MULTICAMADAS COMPOSTA POR MACROCÉLULAS .......... 24
FIGURA 3a – CARGA LIMITADA .............................................................................. 29
FIGURA 3b – USO INTERNO CELULAR CARREGADO ......................................... 29
FIGURA 4 – ARQUITETURA 5G .............................................................................. 33
FIGURA 5 – SUPER NÚCLEO .................................................................................. 34
FIGURA 6 – SEGMENTOS DA TECNOLOGIA DO NÚCLEO MESTRE .................. 35
LISTA DE TABELAS
TABELA 1 – VISÃO GERAL DE USO DA PRIMEIRA GERAÇÃO ............................ 15
TABELA 2 – CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA 1G ............................................... 15
TABELA 3 – CONFIGURAÇÃO DO SISTEMA 2G.................................................... 17
TABELA 4 – REQUISITOS COLABORATIVOS DO SISTEMA 5G ........................... 28
TABELA 5 – COMPARAÇÃO BÁSICA ENTRE 3G, 4G E 5G ................................... 37
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 10
1.1 MOTIVACÃO E IMPORTÂNCIA ......................................................................... 10
1.2 OBJETIVOS .............................................................................................................................. 12
1.2.1 Objetivos Gerais ...................................................................................................................12
1.2.3 Objetivos Específicos ..........................................................................................................12
1.3 DELIMITAÇÃO DO ESTUDO ................................................................................................ 12
1.4 ESTRUTURA DA MONOGRAFIA ......................................................................................... 13
2 REDES MÓVEIS: EVOLUÇÃO.............................................................................. 14
2.1 Primeira Geração: Sistema 1G .............................................................................................. 14
2.1.2 Características do sistema 1G ...........................................................................................15
2.2 Segunda Geração: Sistema 2G............................................................................................. 16
2.2.1 Características do Sistema 2G...........................................................................................16
2.3 Terceira Geração: Sistema 3G .............................................................................................. 17
2.3.1 Características do sistema 3G ...........................................................................................18
2.4 Quarta Geração: Sistema 4G ................................................................................................ 18
2.4.1 Características do sistema 4G ...........................................................................................20
3 REDES 5G ............................................................................................................. 21
3.1 Conceitos do padrão 5G ......................................................................................................... 21
3.1.1 Interferências em redes multicamadas 5G.......................................................................23
3.1.2 Conceito de Inteligência no 5G ..........................................................................................26
3.1.3 Como obter inteligência?..................................................................................................... 26
3.1.4 Colaborações entre diferentes tecnologias ......................................................................27
3.1.5 Aplicações específica de interface de rádio .....................................................................28
3.1.6 Conceitos de CR (Rádio Cognitivo)...................................................................................30
3.1.7 Requisitos para a tecnologia 5G ........................................................................................31
3.1.8 Arquiteturas da tecnologia 5G ............................................................................................32
3.1.9 Núcleo Mestre .......................................................................................................................34
3.1.10 Necessidade da tecnologia 5G ........................................................................................36
4 CONCLUSÃO ........................................................................................................ 38
5 REFERÊNCIAS ...................................................................................................... 39
10
1 INTRODUÇÃO
1.1 MOTIVACÃO E IMPORTÂNCIA
No artigo “5G Tecnologia Móvel” (2013) [1] as autoras apresentam um
histórico do desenvolvimento da telefonia, é perceptível que o seu surgimento não
está tão longe assim. Através da comunicação por um determinado ponto fixo, foi
possível obter a comunicação com o mundo.
As autoras mostram que a mobilidade em tempos atuais é uma das maiores
conquistas da sociedade moderna: a tecnologia que antes era fixa, tornou-se móvel
e o número de telefones móveis, que antes parecia uma realidade distante,
aumentou significativamente, elevando o nível de conexão que anteriormente não
conseguia atender as altas taxas de comunicação de dados e como consequência a
rede de telefonia móvel foi forçada a descobrir novas formas de tecnologias.
Os serviços da rede móvel é uma das áreas que mais tem se desenvolvido, e
para que a mobilidade seja capaz de expandir, é necessárias alterações na rede de
transmissão. Assim as chamadas “gerações” vão surgindo, como é caso da 1G, 2G,
3G e 4G procurando solucionar problemas de conexão. E mesmo que estejam
atendendo as necessidades do momento, para suportar os infindáveis softwares e
hardwares em surgimento é preciso adaptar as novas realidades. O processo de
implementação de uma geração nem sempre tem seu ciclo terminado e uma outra já
surge, como é o caso da tecnologia 5G, que promete ser 1.000 (mil) vezes mais
rápida do que a sua antecessora, a 4G, como afirma o artigo “5G Uma Visão
Tecnológica” (2013) [2] e ainda permitir altas taxas de transferência de dados para
pelo menos 100 (cem) bilhões de dispositivos, ou seja, taxa de transferência de
dados até 10 Gigabits por segundo (Gbps).
Segundo o artigo “5G Tecnologia Móvel” (2013) [1] a proposta é inovar o
Acesso de Tecnologia por Rádio (RAT) evoluindo as tecnologias existentes como:
LTE, HSPA, GSM e WIFI.
No artigo “5G Tecnologias Emergentes e Desafios de Pesquisa para Redes
Sem Fio” (2013) [3] o autor complementa que, embora não haja um consenso da
11
indústria, o 5G será uma tecnologia com maior taxa de dados e com grande
eficiência energética, com sinais emergentes de novidades futuras. Por exemplo, no
novo padrão IEEE 802.11ac, a eficiência energética é alta para uma rede sem fio
com aumento acentuado da presença de operadores de telefonia celular, algo que
não foi visto anteriormente.
Isso indica interesses crescentes no cruzamento de diferentes tecnologias
para suportar taxas de dados de conectividade. Os autores do artigo “Tecnologias
Emergentes e Desafios de Pesquisa para 5G Redes Sem Fio”(2013) [3] acreditam
que o 5G será composto de vários padrões de comunicação interligados, que vão
desde redes de área metropolitana sem fio baixas até redes sem fio pessoais,
fornecendo taxa de transferência e conectividade necessária.
12
1.2 OBJETIVOS
1.2.1 Objetivos Gerais
O objetivo principal deste trabalho é possibilitar uma visão geral de como será
a nova tecnologia 5G, no que diz respeito ao seu desempenho.
1.2.3 Objetivos Específicos
Como objetivo específico, este trabalho procura estudar e analisar a
tecnologia existente na quinta geração comparando-a com as tecnologias existentes
nas gerações anteriores.
1.3 DELIMITAÇÃO DO ESTUDO
Esta monografia tem como plano de fundo, uma pesquisa baseada em
levantamento inicial de artigos científicos, procurando revelar o estudo que vem
sendo realizado, discutido e testado a respeito da tecnologia 5G.
É a partir da compreensão do estudo levantado em torno da quinta geração,
que será apresentado o conceito por trás dessa tecnologia que tem como
parâmetros as tecnologias anteriores: 1G a 4G.
13
1.4 ESTRUTURA DA MONOGRAFIA
Esta monografia é composta dos seguintes capítulos:
Capítulo 2, apresenta uma breve evolução das gerações existentes na rede
móvel, suas tecnologias e a importância para o funcionamento dos dispositivos
móveis.
Capítulo 3, apresenta a fundamentação teórica, as tecnologias que farão
parte do processo de estruturação da quinta geração e sua importância para o
futuro.
Capítulo 4, finaliza o trabalho com as ponderações e conclusões sobre esta
monografia.
14
2 REDES MÓVEIS: EVOLUÇÃO
Os autores do artigo “Revisão da Próxima Geração Tecnológica de
Comunicação Sem Fio” (2013) [4] esclarece que o processo evolutivo da
comunicação da rede de telefonia móvel começou com experimentos de contato por
rádio. Através de suas ondas foi possível transmitir uma mensagem a longa
distância e com essa descoberta, novas formas de comunicação à distância
começaram a ser implementadas ao redor do mundo. E que no momento atual, a
indústria de dispositivos móveis impulsionada pelo avanço tecnológico sem fio tem
crescido significativamente, lançando a cada ciclo curto de tempo dispositivos
adaptados as novas técnicas de comunicação móvel. Um processo que no decorrer
do surgimento de cada nova tecnologia, transformou esses dispositivos em
aparelhos cada vez mais compactos e com poder de comunicação cada vez maior.
O telefone fixo analógico que faz parte da primeira geração, deu seu lugar as
novas técnicas denominadas de 2G, 3G e 4G como demonstrará este estudo.
2.1 Primeira Geração: Sistema 1G
Como mencionado acima, a primeira geração denominada 1G é a geração
analógica que teve seu surgimento na década de 80, chamada de Sistema de
Telefonia Móvel Avançada (AMPS), como afirma Arunabha e Debnath Abhinandan
em seu artigo: “Revisão da Próxima Geração Tecnológica de Comunicação Sem Fio”
(2013) [4] sobre a evolução tecnológica dessas gerações. Segundo eles, essa
geração foi lançada primeiramente em 1983 na Austrália, e em seguida no norte e
sul da China.
Na tabela a seguir os autores apresentam um levantamento dos dados dessa
primeira geração. Como pode se notar a tecnologia 1G possuía uma configuração
bem baixa.
15
Tabela 1 – Visão geral da Rede Telefônica da Primeira Geração.
Fonte: Arunabha Debnath (2013)
2.1.2 Características do sistema 1G
É possível depreender a partir do artigo que a primeira geração tinha uma
capacidade limitada, pois o espaço para o crescimento do espectro era pequeno,
possuindo uma comunicação fraca, sem proteção, pois o nível de segurança não era
adequado, consequência da fraca manipulação de recursos obtidos.
Para melhor entendimento das características dessa geração, a tabela
retirada do artigo: “Revisão da Próxima Geração Tecnológica de Comunicação Sem
Fio” (2013) [4] exibe os dados com a característica dessa geração.
Tabela 2 – Característica do sistema 1G
Característica do sistema 1G
Estação Base Tx banda 869 – 894 MHz
Banda MUTx 824 – 549 MHz
Canal Bandwidth 30 Khz
Número dos canais de voz 790
Número de canais de controle 42
Potência máxima M U 3W
Raio de tamanho celular 2 – 20 km
Canais de voz de modulação FM
Canais de controle de modulação FSK
Fonte: Arunabha Debnath (2013)
16
2.2 Segunda Geração: Sistema 2G
A segunda geração deu o passo inicial para a transformação da rede de
comunicação móvel para o momento presente.
Denominada de tecnologia digital como passou a ser chamada, pelo fato de
transformar sinais analógico em sinal digital, o sistema 2G consegue suportar em
uma mesma área de cobertura um número maior de usuários com uma qualidade
melhorada de comunicação.
No artigo “Revisão da Próxima Geração Tecnológica de Comunicação Sem
Fio” (2013) [4], os autores mencionam que esse avanço tecnológico só foi possível
graças as tecnologias TDMA (Acesso Múltiplo por Divisão de Tempo), CDMA
(Acesso Múltiplo por Divisão de Código) e GSM (Sistema Global para comunicações
Móveis), que permitiam fazer conexão entre os aparelhos por uma estação rádio
base, que utilizava a divisão de um mesmo canal de controle.
2.2.1 Características do Sistema 2G
As principais características apontadas pelo artigo “Revisão da Próxima
Geração Tecnológica de Comunicação Sem Fio” (2013) [4] descrevem uma
tecnologia que comprime e codifica a voz transformando-a em sinais digitais. A
codificação da voz em sinal digital possibilitou a comunicação simultânea de
chamada, permitindo que duas chamadas pudessem ser feitas ao mesmo tempo ou
até mesmo colocar uma chamada em espera, além de notificar uma chamada, caso
o dispositivo estivesse ocupado, e ainda oferecer serviço adicional: como envio de
mensagens e e-mail.
Essa codificação permitiu que os sinais de voz fossem transformados em
sinais mais leves e menores, o resultado foi a diminuição dos ruídos que havia na
rede analógica e a economia de energia de rádio.
17
Outro fator considerado importante pelo artigo “Revisão da Próxima Geração
Tecnológica de Comunicação Sem Fio” (2013) [4] é a economia da energia que fez
com que a bateria celular pudesse ter uma durabilidade maior.
A tabela a seguir mostra a configuração estrutural da segunda geração que
praticamente revolucionou a tecnologia de comunicação móvel.
Tabela 3 – Configuração da Segunda Geração
Característica da configuração da Segunda Geração
Taxa de transporte de bits 270,8 kbps
Taxa de codificação da voz 13 kbps
Canal de largura de banda 200 kHz
Usuários por canal 8
Potência máxima móvel 20W
Fonte: Arunabha Debnath (2013)
2.3 Terceira Geração: Sistema 3G
A medida que houve evolução na tecnologia de comunicação de redes sem
fio e evolução dos aparelhos que até então só permitiam fazer conexão analógica,
houve o avanço na tecnologia digital que permitiu não só a chamada de voz, mas
também a comunicação de dados através de imagens, áudio e vídeo.
No artigo “Revisão da Próxima Geração Tecnológica de Comunicação Sem
Fio” (2013) [4] a terceira geração é a elevação da segunda geração para um nível
mais avançado, onde o sinal digital passou a fazer parte da nova tecnologia sem fio,
integrando-a a uma rede sem fio global. O sistema 3G foi implementado pela
primeira vez em 2001 no Japão, no mesmo ano na Coreia do sul, em 2003 nos
Estados Unidos e lançado na Índia em 2008. Em 2010 quase todo o mundo já
possuía a cobertura 3G.
Com a nova forma de comunicação de rede sem fio, grandes empresas do
cenário global de dispositivos móveis começaram a disputar um mercado cada vez
maior de usuários, que buscavam dispositivos capazes de se comunicar através de
uma rede sem fio mais avançada, proporcionando a conexão de serviços que vai
desde o envio de mensagem até o envio de imagem, áudio ou vídeo e a tecnologia
denominada 3G possibilitava tudo isso.
18
2.3.1 Características do sistema 3G
Dentre as características que o sistema 3G possui o artigo “Revisão da
Próxima Geração Tecnológica de Comunicação Sem Fio” (2013) [4] elenca algumas
consideradas principais como por exemplo: multimídia avançada (voz, dados, vídeo
e controle remoto), usabilidade em todos os dispositivos móveis (telefones celulares,
pagers, fax, vídeo conferência, internet), banda larga de alta velocidade comparada
com segunda geração (2 Mbps), largura de banda 5 – 20 Mbps, Acesso Múltiplo por
Divisão em Código de Banda Larga (WCDMA), frequência de banda 16 – 25 GHz,
transferência de arquivo via internet, excelente qualidade de voz, serviços online,
horários e fotografia.
2.4 Quarta Geração: Sistema 4G
O processo de transformação de cada geração, é uma melhoria trabalhada na
geração anterior, e na quarta geração pode-se perceber que esse processo de
melhoria modernizou a rede de tecnologia móvel com uma nova forma de se
comunicar através da conexão pelo protocolo de internet, como demonstra o artigo
“Revisão da Próxima Geração Tecnológica de Comunicação Sem Fio” (2013) [4]
através da figura a seguir.
19
Figura 1 – Conceito básico da Rede 4G
Fonte: Arunabha Debnath (2013)
De acordo com artigo “Revisão da Próxima Geração Tecnológica de
Comunicação Sem Fio” (2013) [4] a infraestrutura da quarta geração é composta por
um conjunto de redes que usa o IP. Esse protocolo permite que vários usuários
acessem a rede de internet, obtendo diversos tipos de serviços como: dados, fotos e
vídeos em qualquer lugar, e ainda fazer uma ligação com alta qualidade. Esse
processo é feito por um transmissor (Multiplexação por Divisão de Freqüência
Ortogonal) que aceita os dados a partir de uma rede IP, convertendo e codificando
antes de fazer a modulação. O OFDM proporciona uma melhor ligação e qualidade
da comunicação sem muito atraso na escolha dos multi-caminhos.
20
2.4.1 Características do sistema 4G
As características de cada geração é sempre uma parte singular da
arquitetura de cada uma. E o processo evolutivo dessas características levou a
quarta geração ser 10 vezes melhor do que a sua antecessora a 3G, proporcionando
um desempenho elevado no uso da tecnologia digital para servir de suporte para os
diversos tipos de serviço como: TV Digital Móvel HDTV, vídeo conferência, acesso à
internet em banda larga e etc.
Tiago Andrade Mota em seu tutorial “Redes 3G e Evolução para as Redes
4G” (2009) [5] elenca as seguintes características da tecnologia do sistema 4G:
• Evolução do Projeto de Parceria da Terceira Geração (3GPP) para um
aproveitamento mais eficiente das bandas acima de 5 MHz.
• Uso de técnicas de Múltiplas Entradas e Múltiplas Saídas (MIMO), para
tecnologia baseada em Acesso Múltiplo por Divisão de Código
(CDMA).
• Uso da técnica de Multiplexação Por Divisão de Frequência Ortogonal
(OFDMA) no downlink e Divisão de Frequência de Acesso Múltiplo por
Portadora Única (SC-FDMA) no uplink, para reduzir a Taxa Média de
Pico de Pacote (PARP) por ser ineficientes pela perda de alto ganho,
com isso reduz a complexidade do dispositivo móvel.
• Latência abaixo de 5ms com 5 MHz ou largura de banda maior. Com
essa alocação de banda abaixo de 5 MHz, a latência abaixo de 10ms
pode ser viabilizada.
• Suporta somente Comutação por Pacote (PS). Ou seja o serviço de
voz para usuário é fornecido através de VoIP ou utilizando tecnologias
legadas.
• A largura de banda escalável é até 20 MHz, com bandas menores
cobrindo 1,25 MHz, 2,5 MHz, 5 MHz, 10 MHz e 15 MHz. Considerando
também a banda 1,6 MHz para casos específicos.
• A taxa máxima de dados no downlink de até 100 Mbits e uplink de até
50 Mbits/s com largura de banda de 20 MHz.
21
3 REDES 5G
A quarta geração de rede móvel ainda está em processo de configuração de
sua estrutura de uso e de implementação de sua tecnologia, e em alguns lugares o
processo da terceira geração nem começou, mas uma nova tecnologia desponta
com o intuito de transformar o acesso à rede móvel. Exemplo disso é o Brasil que
caminha para entregar um serviço adequado para o usuário ainda na terceira
geração, mesmo que a quarta já seja oferecida por algumas operadoras.
Vários desafios podem ser apontados como barreira para que os problemas
de acesso à rede móvel sejam solucionados, como por exemplo, o grande
crescimento de usuário por área, problemas de transmissão de dados por estação
rádio base, estações sem manutenção ou com capacidade reduzida de envio de
sinal e até mesmo dificuldade burocrática perante aos órgãos competentes para que
novas estações sejam instaladas.
A modernização da tecnologia não depende de uma localização específica, e
não é pelo fato de um determinado local não conseguir atender as exigências desse
avanço que outras que já completaram o seu ciclo, não possa investir em pesquisa
do melhoramento da tecnologia já implementada. Sendo assim, alguns países
aliados às grandes empresas investem em pesquisa para melhorar a comunicação
em rede móvel.
No artigo “5G: Uma Visão Tecnológica (2013) ” [2] o autor afirma que a Quinta
Geração surge como a nova tecnologia 5G e que já está sendo testada em
laboratório, e com perspectiva de ser lançada em 2020.
3.1 Conceitos do padrão 5G
O projeto 5G, como pode ser chamado, é analisado por Cornélia Ionela Badoi
e colaboradores no artigo “5G Baseado em Radio Cognitivo” (2010) [6] como a
geração inteligente. De acordo com os autores o termo inteligente é associado pela
primeira vez na literatura devido ao fato de ser uma tecnologia capaz de escolher a
estrutura tecnológica que melhor atende a requisição solicitada.
22
O artigo defende que o princípio da inteligência da quinta geração trabalha
com interconexão ilimitada da rede sem fio através da convergência e cooperação
entre as tecnologias proporcionando uma variedade de serviços com uma taxa de
transmissão altíssima.
Ekram Hossain e colaboradores no artigo “5G: Evolução para Múltiplas
Camadas Celular Sem Fio” (2014) [7], confirmam a ideia do artigo “5G Baseado em
Radio Cognitivo” (2010) [6], dizendo que a rede sem fio 5G será uma mistura de
níveis de rede de diferentes tamanhos, com poderes de transmissão de conexão
inteligente e heterogênea acessadas por um grande número de dispositivos sem fio.
De acordo com os autores do artigo “5G: Evolução para Múltiplas Camadas
Celular Sem Fio”(2014) [7], o aprimoramento da arquitetura juntamente com a
tecnologia de comunicação física avançada, como a multiplexação espacial de alta
ordem de saída e entrada múltipla (MIMO), vai proporcionar maior capacidade de
acesso simultâneo de usuários comparado a rede 4G. Para ele, o grande desafio
será trabalhar com a interferência do recurso de rádio heterogêneo em múltiplas
camadas para redes celulares 5G, pois os métodos tradicionais de gerenciamento
de interferência de recurso de rádio como: alocação de canais, controle de potência,
associação celular e balanceamento de carga em rede de camada única pode não
ser eficiente neste ambiente, mesmo os desenvolvidos para duas camadas e será
necessário dar uma atenção para esse problema de interferência.
O artigo “Revisão Próxima Geração Tecnologias de Comunicação Sem Fio”
(2013) [4] acrescenta que a tecnologia 5G terá a capacidade de acessar todos os
aplicativos a partir de qualquer plataforma, em qualquer lugar e em qualquer horário,
através de um ambiente integrado de várias aplicações. Essas aplicações serão o
resultado de uma abordagem inteligente de sensores capazes de conectar ações
humanas aos dispositivos, como o aviso inteligente por mensagem para o celular, a
forma de abrir um carro, ou uma conta única para todos os serviços de
telecomunicações independente da aplicação ou rede operadora, câmera de
segurança em casa ligada à internet, para ver o ambiente de trabalho a partir de um
notebook ou celular acessado por um site seguro, e até mesmo mensagens
regulares do hospital para aviso de medicação necessária ou consulta agendada.
O artigo “5G Tecnologia Móvel” (2013) [1] ainda conceitua a tecnologia 5G
como uma rede de internet totalmente sem fio, sem limitação e tornando a world
wide web (www) sem fio completa. O artigo vê a quinta geração como uma extensão
23
da tecnologia 4G melhorada em que as tecnologias de Acesso Múltiplo por Divisão
de Código (CDMA), Multiplexação por Divisão de Freqüência Ortogonal (OFDM),
Acesso Múltiplo por Divisão de Código de Operadoras (MCCDMA), Ultra WideBand
(UWB), rede Serviço Local de Distribuição Multiponto (LMDS) e IPv6 são integradas
e suportadas entre si. Vai além ao dizer que tecnologias de quinta geração oferecem
capacidades de dados enormes, volumes de chamadas ilimitadas e dados infinitos
transmitidos juntos dentro do mais recente sistema operacional móvel, e irá fazer
uma diferença importante ao adicionar mais serviços e benefícios para todo o mundo
4G, sendo uma tecnologia inteligente com conexão sem limites, levando ao mundo
um acesso ininterrupto de informação universal.
3.1.1 Interferências em redes multicamadas 5G
Ekram Hossain em seu artigo “5G Evolução para Múltiplas Camadas Celular
Sem Fio”(2014) [7], descreve alguns fatores que considera como desafios de
interferência que irão surgir em redes 5G, devido a algumas razões que afetam a
dinâmica de interferência no uplink e downlink da rede como, por exemplo: a
heterogeneidade de implantação densa de dispositivos sem fio, o desequilíbrio da
cobertura de tráfego de carga devido a diferentes potências de transmissão das
Estações Base (BSs) no downlink, restrições de acesso público ou privado em
diferentes níveis de interferência, prioridades no acesso aos canais de diferentes
frequências e estratégias de alocação de recurso. Segundo ele, os fatores acima
têm os seguintes desafios principais:
• Métodos de controle de potência para redes de múltiplas camadas:
otimização das associações celulares e os acessos para o usuário no uplink
ou acesso de transmissão das Estações Base (BSs) no downlink, são
técnicas clássicas para aumentar simultaneamente o desempenho do sistema
em vários aspectos, como redução de interferência, maximização de
rendimento e redução no consumo de energia. O primeiro é necessário para
maximizar a eficiência do espectro, enquanto que o último é necessário para
minimizar a potência, mantendo a qualidade da ligação desejada. Nao sendo
eficiente para se conectar a um BS congestionado, mesmo com sua alta taxa
24
de sinal de interferência (SIR), a associação de células também deve
considerar o estado de cada BS (carga) e o estado de cada UE (Estação
Usuário). Para controle de potência, a prioridade de diferentes níveis também
precisam ser mantidas, incorporando as restrições de qualidade HPUEs. Ao
contrário do downlink, a potência de transmissão no uplink depende de
bateria, independentemente de energia do usuário do tipo BS com a qual os
usuários estão conectados. A energia da bateria não sofre variação
significativa de usuário para usuário, sendo assim, os problemas de cobertura
e desequilíbrio de carga de tráfego não podem existir no uplink. Isto ocasiona
políticas de associação assimétricas consideráveis entre o uplink e downlink
para o usuário. É necessário desenvolver quadros de otimização conjuntas
que podem fornercer soluções próximas ao ideal ou ideais para o uplink e o
downlink. E para lidar com o problema da assimetria tanto no uplink quanto no
downlink, soluções separadas seriam um bom caminho, assim os usuários
poderiam se conectar em dois BSs diferentes para transmitir o uplink e o
downlink, esta seria uma boa solução para o padrão 5G, como mostrado na
figura a seguir.
Figura 2 – Rede de Multicamadas Composta por Células maiores.
Fonte: Ekram Hossain (2014)
• Métodos eficientes para apoiar associação simultânea de múltiplas
BSs: Baseado na comparação dos regimes existentes CAPC em que
cada usuário pode associar a um único BS, a conectividade simultânea
25
de diversos BS poderia ser possível em rede multicamadas no 5G, e
isso melhoraria o rendimento do sistema, reduziria a queda de
interrupção utilizando de forma eficiente os recursos disponíveis,
especialmente para usuários que estivessem na borda da célula. Os
esquemas existentes CAPC devem ser estendidos para suportar
eficientemente a associação simultânea de um usuário em vários BSs
e determinar em que condições uma determinada UE está associada a
que BSs no uplink e/ou downlink.
• Métodos de cooperação eficientes na coordenação entre vários níveis:
a cooperação e coordenação entres os diferentes níveis será um
requisito importante para amenizar a interferência em rede 5G. A
cooperação entre uma célula maior e uma célula pequena foi uma
proposta para o LTE no contexto de uma célula sensível, onde os UEs
são autorizados a ter uma ligação dupla simultânea entre uma célula
maior e uma célula pequena na comunicação de um uplink e downlink.
Como já foi mencionado anteriormente no contexto de assimetria de
potência de transmissão na ligação ascendente e descendente, um UE
pode ter maior transmissão de potência de ligação descendente a partir
de uma célula maior, enquanto que o ganho de percurso maior de
ligação ascendente pode ser a partir de uma célula pequena vizinha.
Sendo assim o UE, pode associar a uma célula maior no downlink e na
célula pequena no uplink. Uma solução viável baseada na cooperação
entre BSs em diferentes níveis, seria um regime baseado na
cooperação entre BSs em diferentes níveis, como, por exemplo, a
cooperação entre uma célula maior e uma célula pequena, que podem
ser desenvolvidos para diminuir a interferência na rede. Estes regimes
precisam ser adaptáveis, considerando a localidade do usuário, as
condições do canal para maximizar a eficiência espectral de energia da
rede.
26
3.1.2 Conceitos de Inteligência no 5G
Segundo Ekram Hossain e colaboradores no artigo “5G Evolução para
Múltiplas Camadas Celular Sem Fio” (2014) [7] o termo inteligência aplicado na
quinta geração, se deve ao fato dessa inteligência criar uma infraestrutura que
permite a comunicação sem fio com taxas de dados de até 1 Terabits (Tbps) de
comunicação, essa comunicação permitirá que a rede sem fio seja integrada a rede
global através de uma operação dinâmica, justamente por ser uma arquitetura
flexível.
Para que esse projeto consiga esse objetivo, esse sistema de inteligência
deve possuir alguns requisitos primordiais como descreve o artigo.
• Protocolo e arquitetura de rede heterogêneas capaz de proporcionar uma
cooperação entre a camada de enlace e a camada física. Além de fazer uma
integração global de sistema sem fio, que seja capaz também de fornecer
uma integração de conexão com fio juntamente com links de satélite de alta
capacidade de uso.
• Aplicação para redes de Aldeia Global de Informação de Comunicação
Multimídia (GIMCV) que possa interligar as aplicações, capaz de atender as
necessidades do usuário em qualquer situação: saúde, educação,
localização, etc.
• Capacidade de aplicação inteligente, que forneça comunicação através da
tecnologia de rádio, com cobertura que atenda não só uma região específica,
mas que interligue a uma rede global com uma taxa de 1 Tbps chegando até
ao usuário com total mobilidade, seja dentro de casa ou dentro de um carro.
3.1.3 Como obter inteligência?
A estrutura de inteligência será composta de forma que seja adquirida na
divisão do espectro da rede em pequenas células eficientes, com uma gestão
dinâmica do espectro que será otimizado por diferentes tecnologias, como a
utilização agregada do acesso à rede heterogênea.
27
No artigo “5G Evolução para Múltiplas Camadas Celular Sem Fio” (2014) [7]
Ekram Hossain e colaboradores afirmam que o conceito de Rádio Cognitivo (CR) e
Rede Cognitiva (CN) usa uma frequência superior, e essa é a melhor maneira dessa
inteligência ser implementada. Essa cognição é sustentada por técnicas adaptadas
com alta performance, com capacidade de alcançar a comunicação global.
Reunindo todos esses aspectos, o projeto de uma rede inteligente será capaz
de proporcionar uma conectividade a qualquer hora e em qualquer lugar, reunindo
um ambiente de comunicação com e sem fio para toda uma rede global através de
IP (protocolo de internet).
3.1.4 Colaborações entre diferentes tecnologias
Como já foi descrito neste estudo, para que haja um aproveitamento
inteligente da conexão da rede móvel na quinta geração é preciso haver uma
colaboração entre tecnologias, e de acordo com Josef Noll e Mohammad M. R.
Chowdhury autores do artigo 5G: Continuidade dos Serviços em Ambientes
Heterogêneos (2011) [8], a estratégia desse sistema colaborativo é de fundamental
importância para o funcionamento do projeto.
Na tabela a seguir, é possível ter uma visão geral da integração das
tecnologias envolvidas, sendo que, cada geração tem seu papel importante na
fundamentação do processo que incorpora o serviço específico de cada geração
otimizando a comunicação em questão.
Segundo os autores, essa colaboração entre os sistemas é muito importante
e deve ser suportada pelas interfaces disponíveis com autenticação transparente na
integração e otimização dos serviços personalizado disponíveis.
28
Tabela 4 – Requisito colaborativo do sistema 5G
Fonte: Josef Noll · Mohammad M. R. Chowdhury (2011)
A tabela 4 é um resumo das aplicações que tende a servir como exemplo da
aplicação na interface de rádio, com serviços específicos de cada tecnologia que
serão selecionados para servir como suporte de colaboração.
3.1.5 Aplicações específica de interface de rádio
De acordo com o artigo, as altas taxas que o sistema da quinta geração
propõem no ambiente de rede móvel sem fio é uma solução aplicada através de
uma interface de rádio específica. Analisa que, as tecnologias 3G e LTE chegou a
avançar nesta abordagem fornecendo operação na faixa de frequência de 450-2 e
700MHz, mas não seguiu em frente.
Aponta que a quinta geração unirá à sua qualidade de transmissão, seu foco
principal, a preocupação com danos provocados a saúde e os seguintes:
• A redução do número de interfaces de rádio ativas minimizará interferências e
aumentará o desempenho da rede;
• A redução de estações rádios contribuirá para a diminuição de riscos à saúde
provocado por radiações de micro-ondas.
• O alto custo de fornecimento de serviços, que varia de tecnologia para
tecnologia como por exemplo a tecnologia de voz, que fica mais barato
produzir em 3G do que em 2G.
29
• Diferentes tipos de serviços exigem diferentes tipos de largura de banda de
comunicação, então cada serviço só usará o requisito necessário para a
comunicação desejada como por exemplo: o uso de voz por uma banda
estreita será suficiente além de cumprir o requisito de menos consumo de
energia.
• O uso do serviço do LTE conectado através da tecnologia 3G por circuito
comutado.
Na figura a seguir, os autores do artigo “5G: Continuidade dos Serviços em
Ambientes Heterogêneos” (2011) [8] propõem um entendimento melhor dessa
aplicação de rádio colaborativa através de um cenário de uma rede móvel.
Figura 3 – (a) Carga limitada (b) Uso interno Celular carregado.
Fonte: Josef Noll · Mohammad M. R. Chowdhury (2011)
Na figura em questão, em uma célula móvel com capacidade de 10 Mbits, o
usuário só perceberá uma alta taxa de dados quando estiver perto do centro da
célula, ou seja ao se afastar da célula haverá uma diminuição da taxa de dados para
0.5 Mbits como é mostrado na figura 3ª mas sem perda de dados.
30
A capacidade de transmissão nesta célula será reduzida para 2.5 Mbits caso
o aumento de tráfego aumente, como consequência os usuários das bordas só
poderão ter 0.05 Mbits de transmissão, como pode ser visto na figura 3b.
A rede colaborativa propõem fornecer ao usuário final uma alta taxa de dados
de transmissão, através do reforço geral da capacidade total da rede disponível
como pode ser notado no entendimento proposto por Josef Noll e colaboradores
(2011) [8].
Saddam Hossain em seu artigo “5G Sistemas de Comunicação Sem Fio
(2013) ” [9], afirma que a rede 5G será uma nova tecnologia que irá fornecer todas
as aplicações possíveis, usando apenas um dispositivo universal, e interligando a
maioria das infraestruturas de comunicação já existentes. Os terminais 5G serão um
multimodo atualizável e habilitado por rádio cognitivo. Terão softwares definidos com
esquemas de modulação por rádio e a atualização do software poderá ser baixada
da Internet. As redes móveis 5G incidirão sobre o desenvolvimento dos terminais de
usuário, onde os terminais terão acesso a diferentes tecnologias sem fio ao mesmo
tempo e vão consolidar fluxos de várias tecnologias. Além disso, o terminal vai fazer
a melhor escolha entre os diferentes provedores de rede de acesso sem fio/celular
para um determinado serviço.
3.1.6 Conceitos de CR (Rádio Cognitivo)
Para Hossain (2013) [7], rádio cognitivo é um transceptor (feixe), capaz de
compreender e responder a um ambiente operacional através da comunicação
computacional inteligente sobre recursos de rádio, explorando a comunicação
relacionada de redes sem fio de forma adequada para atender as necessidades dos
serviços.
31
3.1.7 Requisitos para a tecnologia 5G
Segundo Ekram Hossain e colaboradores no artigo “5G Evolução para
Múltiplas Camadas Celular Sem Fio” (2014) [7], os sistemas de comunicações
móveis e sem fio 5G, exigirão uma mistura de novos conceitos de sistemas para
aumentar a eficiência da energia espectral e para que isso ocorra ele elenca alguns
requisitos básicos necessários para o sistema:
• Taxa de dados de latência: a previsão para áreas urbanas densas com
redes 5G é que a taxa de dado será de 300 Mbps no downlink e 60
Mbps no uplink, isso em 95% dos locais.
• Tipo de Comunicação de Máquina (MTC) e dispositivos: o número de
dispositivos sem fio tradicionais com conectividade com a internet
(telefones inteligentes, smartphones e tablets) podem ser superados
em número pelos dispositivos MTC que pode ser usado em veículos,
eletrodomésticos, dispositivos de vigilância e sensores.
• Comunicação de ondas milimétricas: o aumento de tráfego e o
aumento de diferentes dispositivos como também o aumento de
serviços, vai demandar consequentemente de aumento de área
espectral maior do que a alocada para o padrão 4G, a solução será a
utilização de bandas de frequência de ondas milimétricas (28 GHz e 38
GHz) para solucionar o problema de pouco recurso espectral que
permite a transmissão de bandas maiores do que a convencional de 20
canais MHz usado pelo sistema 4G.
• Vários RATs (Acesso de Tecnologia por Rádio): a proposta do padrão
5G não é substituir a tecnologia existente, mas melhorar as tecnologias
que já existem como o GSM (Sistema Global de Comunicações
Móveis), HSPA+ (Rede de Acesso de Pacotes em Alta Velocidade) e
LTE (Evolução a Longo Prazo) proporcionando uma evolução do
sistema para um desempenho melhor.
• Acesso priorizado ao espectro: a prioridade de acesso tanto em tráfego
como em camadas existirá em redes 5G. Essa restrição se deve ao
fato das diferentes necessidades do usuário, como confiabilidade,
32
requisitos de latência e restrição de energia. A prioridade com base em
camadas é para garantir a proteção dos usuários que têm acesso
compartilhado do espectro entre células maiores e células menores em
uma rede de duas camadas, pois células pequenas podem criar “zonas
mortas” em downlink para usuários de células maiores. Mas tanto o
usuário de células maiores quanto de células menores desempenhará
papel de alta prioridade (HPUEs) e baixa prioridade (LPUEs).
• Captação de energia para a comunicação eficiente: um dos principais
desafios do sistema 5G será melhorar a eficiência energética dos
dispositivos sem fio, com restrição de bateria e para prolongar o tempo
de vida dessa bateria, bem como a melhoria da eficiência energética,
uma solução interessante será captar energias ambientais (energia
solar e eólica). Além disso, pode também se captar energia a partir de
sinais de rádio ambiente (energia RF). A informação simultânea e a
transferência de potência (SWIPT) é uma tecnologia promissora para
redes sem fio 5G, mas os circuitos para captação de energia ainda não
estão disponíveis para a arquitetura receptora convencional, sendo
apenas projetada para transferência de informações, o que pode não
dá certo para o SWIPT. Esse impasse é devido ao fato de ambas as
informações tanto de energia como de transferência operar com
diferentes sensibilidades receptoras (-10dBm e -60dBm), sendo assim
a solução será fazer a combinação de diferentes tecnologias para fazer
a captação de energia.
3.1.8 Arquiteturas da tecnologia 5G
A arquitetura, segundo o artigo de Saddam Hossain “5G Sistemas de
Comunicação Sem Fio (2013) ” [9], mostra uma rede móvel em que os terminais e
componentes de rede são dinamicamente adaptados e atualizados para cada nova
situação.
33
De acordo com Hossain (2013) [9], a capacidade de atualização baseada em
rádio cognitivo inclui a capacidade dos dispositivos móveis em determinar a
localização e obter informações dessa localização (temperatura, tempo, etc.), dos
espectros utilizados pelos dispositivos vizinhos e dessa forma fazer troca de
frequência, ajuste de potência de saída e até mesmo alteração de parâmetros de
transmissão.
Na figura apresentada por Hossain[9], é descrito como que o Rádio Cognitivo
se comporta diante das mudanças no ambiente e como responde, procurando
atender as operações requisitadas melhorando o seu desempenho.
Figura 4 – Arquitetura 5G.
Fonte: Saddam Hossain (2013)
Para os autores do artigo “Revisão da próxima geração de tecnologia de
comunicação sem fio (2013) ” [4] o núcleo de redes de telecomunicações existentes,
são formados de maneira hierárquica onde o tráfego de assinantes é encaminhado
no ponto de agregação (BSC/RNC) e, em seguida direcionado para o gateway como
mostrado na figura abaixo. Eles afirmam que a arquitetura no plano de IP diminuirá a
carga no ponto de agregação de tráfego passando diretamente da estação base
para os gateways de mídia; todos os operadores de rede (GSM, CDMA, WiMax,
rede fixa) poderão ser conectados a um único super núcleo com alta capacidade, ou
34
seja a realização de uma infraestrutura de rede única. Eles ainda afirmam que o
conceito de super núcleo eliminaria todas as tarifas e complexidades de
interconexão que as operadoras enfrentam no atual momento e que também
reduziria o número de entidades de rede na extremidade de uma ligação à outra,
reduzindo assim consideravelmente a latência.
Figura 5 – Super núcleo
Fonte: Arunabha Debnath (2013)
3.1.9 Núcleo Mestre
O autor conceitua o núcleo mestre, a convergência para a nanotecnologia, a
Tecnologia Paralela Multimodo (PMM), a computação em nuvem, rádio cognitivo e
plataforma de IP. O núcleo mestre ou núcleo central, mostrado na Figura 4, terá
essa capacidade de gerenciar as funções particulares de cada tecnologia envolvida.
35
Como já foi dito, para que o projeto da quinta geração atinja o seu potencial, é
necessário um terminal único capaz de operar em uma rede de acesso heterogênea.
Para Saddam Hossain “5G Sistemas de Comunicação Sem Fio (2013) [9]” o terminal
totalmente atualizável poderá alterar as funções de comunicação dependendo da
rede ou da demanda de usuários.
Para o autor o núcleo mestre sendo expansível e suportando várias
tecnologias faz com que a capacidade de atualização seja auto adaptada para um
ambiente dinâmico que está sempre sendo alterado, essa adaptação tem a missão
de satisfazer um determinado conjunto de requisitos com o objetivo de melhorar a
prestação de serviços e utilização do espectro.
Cada vez que o núcleo mestre percebe uma solicitação de serviço por parte
do usuário ou por demanda, ele altera o seu status de comunicação de rede para
não deixar que o serviço tenha uma alteração de qualidade no processo final. O
autor explica que a capacidade de atualização pode ser feita tanto no software
quanto no hardware, e apenas por operadoras quando estas acrescentarem na rede
equipamentos adicionais para aumentar a capacidade da rede em um determinado
momento.
Na figura a seguir o autor descreve como que o núcleo mestre gerencia o
processo de atualização da rede em um determinado momento específico,
interligando hardware e software e processadores programados para executar
tarefas com diferentes elementos de processamento para fins e objetivo diversos.
Figura 6 – Segmentos da Tecnologia do Núcleo Mestre
Fonte: Saddam Hossain (2013)
36
3.1.10 Necessidade da tecnologia 5G
Para Hossain[9] a tecnologia 5G se faz necessária para que a rede móvel
possa fornecer maior facilidade de interação do usuário com seus dispositivos
móveis em tempo real, e que o usuário sinta a diferença não só nas altas taxa de
transferência mas também em outros requisitos como:
• Interoperabilidade entre as operadoras;
• Menor consumo do uso de bateria;
• Menor probabilidade de interrupção de conexão;
• Melhor cobertura e taxas de dados disponível na borda da célula;
• Maior segurança ao acesso dos serviços;
• Maior taxa de dados em mobilidade;
• Plataforma que suporte todos os tipos de tecnologias de acesso;
• Melhor escolha de caminhos de transferência simultânea de dados;
• Aplicações web sem fio com capacidade de velocidade superior a 4G;
• Aplicações combinadas com inteligência artificial;
• Taxas mais baratas de tráfego devido ao baixo custo de implantação
de infraestrutura;
• Não prejudicial à saúde humana e,
• Antenas com sistemas inteligentes de feixe.
Para o autor o padrão 5G será uma tecnologia que irá fornecer todas as
aplicações possíveis usando apenas um dispositivo universal e interligando a
maioria das infraestruturas de comunicação já existente. Os terminais 5G será
multimodo atualizável habilitado por rádio cognitivo. Esse terminal teria um software
com esquemas definidos de modulação por rádio, que para ser atualizado basta
baixar da internet. Esse terminal fará a melhor escolha entre os diferentes
provedores de rede acesso sem fio para um determinado serviço.
Na tabela abaixo o autor faz uma comparação descritiva das características
importantes de cada tecnologia e o avanço que cada uma obteve ao longo da
trajetória da Rede Móvel de Comunicação Sem Fio.
37
Tabela 5 – Comparação básica entre 3G, 4G e 5G
Tecnologia / 3G 4G 5G
recursos
Largura de 2Mbps 2Mbps a 1Gbps 1Gbps ou Superior (por
banda de demanda)
dados
Frequência de 1.8 – 2.5 GHz 2 – 8 GHz 3-300GHz
Banda
Normas WCDMA Acesso incluindo: CDMA e BDMA
CDMA-200 OFMDA, MC-Rede
TD-SCDMA CDMA – LMPS
Serviço Áudio de alta Acesso à Acesso à informação
qualidade informação dinâmica, Transmissão
integrada, dinâmica; HD; qualquer demanda de
vídeo e dados Transmissão HD; usuários; União de todas
Roaming Global; as tecnologias; Roaming
global sem problemas;
Acesso CDMA CDMA CDMA e BDMA
Múltiplo
Núcleo de Rede de Rede por IP Rede por IP e 5G Interface
Rede pacotes de Rede (5G-NI)
Definição Banda Larga Banda Larga Digital, Banda Larga Digital,
Digital, Pacote Pacote de dados, Pacote de dados, Rede por
de dados Rede por IP IP, Alto Rendimento
Não Horizontal Horizontal e Vertical Horizontal e Vertical
Interferência
Início 2001 2010 2015
Fonte: Saddam Hossain (2013)
38
4 CONCLUSÃO
A Rede de Telefonia desde o seu surgimento, sofreu grandes transformações
na comunicação e ao longo do tempo obteve grandes mudanças oferecendo
serviços que em tempos atuais possui tecnologia de comunicação que proporciona
essa comunicação entre dispositivos móveis com alta performance de
interoperabilidade até em locais de difícil acesso. O sinal analógico foi transformado
em sinal digital, o aparelho de comunicação que antes tinha um espaço fixo
garantido, cedeu o seu lugar para um dispositivo móvel que, com sua grande
capacidade de armazenamento e funcionalidades proporciona ao usuário uma
conexão através de uma rede sem fio de alta qualidade.
Geralmente quando uma nova geração de telefonia móvel é implementada ela
não tem um prazo final de entrega de serviço totalmente implementado, fatores
esses que nem sempre depende de empresas que revendem seus serviços, mas de
processos que acabam sofrendo mudanças ao longo do projeto. Como foi visto a
Terceira Geração (3G) é que tem uma usabilidade maior de seus serviços, enquanto
que a sua sucessora a Quarta Geração (4G) ainda não foi totalmente propagada.
Mas, como foi visto neste estudo a Quinta Geração (5G) já está em fase de teste,
com promessas de ser implementada até meados de 2020, sendo revolucionária em
seus serviços, unindo tecnologias que existe na Geração 3G como voz, dados,
vídeos e serviços disponíveis na Geração 4G como: Banda Larga Digital,
Comunicação por IP, Transmissão HD, Dinamismo de troca de informação, etc.
O propósito da Tecnologia 5G não é ser uma nova tecnologia, apesar de o
nome sugerir uma nova geração, mas sim de unificar o que há de melhor na
tecnologia 3G e 4G. Além disso, pretende melhorar a parte do hardware como por
exemplo os próprios dispositivos que servirão de estações bases para conexão entre
os dispositivos, sendo assim, não haverá perda de sinal ou interrupção de serviços,
conseguindo então manter a qualidade de conexão.
É grande a expectativa de melhoria em torno dessa tecnologia, mas, como
ainda não há um teste final, tudo que se diz são apenas especulações que pode
aproximar do projeto que vem sendo estudado e testado, ou senão exatamente
como tal, e se tudo realmente concretizar, será um grande avanço da Rede de
Comunicação de Telefonia Móvel.
39
5 REFERÊNCIAS
[1] Ms. Reshma S. Sapakal e Ms. Sonali S. Kadam “5G Tecnologia Móvel” 20013.
[2] Huawei Technologies CO, LTD. “5G Uma Visão Tecnológica” 2013.
[3] Woon Hau Chin, Zhong Fan, e Russell Haines “5G Tecnologias Emergentes e
Desafios para Redes Sem Fio” 2013.
[4] Mr. Arunabha Debnath e Mr. Abhinandan “Revisão da Próxima Geração
Tecnológica de Comunicação Sem Fio” 2013.
[5] Mota A. Tiago “Redes 3G e Evolução para as Redes 4G” 2009.
[6] Cornelia Ionela Badoi, Neeli Prasad, Victor Croitoru, Ramjee Prasad “5G
Baseado em Rádio Cognitivo” 2010.
[7] Ekram Hossain, Mehdi Rasti, Hina Tabassum, e Amr Abdelnasser “5G:
Evolução para Múltiplas Camadas Celular Sem Fio” 2014.
[8] Josef Noll, Mohammad M. R. Chowdhury “5G: Continuidade do Serviço em
Ambiente Heterogêneos” 2011.
[9] Hossain Saddam “Sistemas de Comunicação Sem Fio” 2013.