Microbiologia
❖ Treponema
• Família Spirochaetaceae
• Treponema pallidum subsp. pertenue (framboesia);
• Países equatorias – trauma de pele
• Treponema pallidum subsp. endemicum (bejel);
• Países áridos Mediterrâneo, Ásia, África – boca a boca ou
utensílios
• Treponemacarateum(pinta);
• México, América Central e do Sul – pele lesionada
• Treponema pallidum subsp. pallidum (sífilis);
• Bacilos Gram negativos longos e delgado,
• Forma helicoidal, espiralada ou em saca-rolha
• Motilidade – filamentos axiais
• 0,2 μm de largura e 5 a 15 μm de comprimento.
• Sensível – calor, dessecação, luz solar, água e sabão e
antissépticos comuns
• Microaerófilo (3-5% O2)
• NÃO CULTIVADO in vitro;
• Cepa Reiter saprofítica: cresce em meio de cultura definido
com 11 aminoácidos, vitaminas, minerais, sais, albumina;
• Sangue total ou plasma a 4°C – viável por 24h.
TRANSMISSÃO
PATOGENICIDADE
• Proteínas integrais (Tp0155, Tp0483, Tp0751) na M.E. –
adesinas - evasão do sistema imune;
• Hialuronidase;
• Cardiolipina – antígenos treponêmicos
• Multiplicam-se no local de entrada – R.I. - propagação para
os linfonodos vizinhos – corrente sanguínea
• Estágio de latência – evasão do S.I. na circulação e
diminuição do metabolismo mantendo os níveis basais de
replicação
SÍFILIS PRIMÁRIA LOCALIZADA
• PI – 10 a 90 dias (média 3 sem.)– após a exposição
• Espiroquetas se multiplicam no local de entrada e algumas
se propagam para linfonodos - corrente sanguínea;
• Pápula – úlcera (cancro duro);
• Lesão única (bordas elevados e firmes, indolor) – pênis,
vulva, períneo, perianal, boca, lábios, reto, uretra – presença
de muitos microrganismos
• Sífilis não tratada – cancro desaparece “espontaneamente”
entre 3 a 8 semanas
• Febre, anorexia, mal estar, linfonodomegalia inguinal;
amigdalas ou faringe – odinofagia; dor retal ou perianal,
labial
Manifestação oral
• Úlcera solitária – lábios
• Faringe ou amígdalas podem eventualmente ser afetadas
• Ulceração normalmente é profunda, com uma base vermelha,
roxa ou castanha e um bordo anormal elevado
• Linfoadenopatia cervical acompanhante
SÍFILIS SECUNDÁRIA DISSEMINADA
• 6 sem. a 6 meses - após a cicatrização das lesões primárias;
• Forma disseminada – dispersão hematogênica e linfática
• 1o = Exantema maculopapular avermelhado – tronco e raiz
dos membros
• 2o = Condilomas planos (pápulas pálidas e úmidas) na
região anogenital, nas axilas e na boca - infectante
• Desaparecem espontaneamente. Não tratada pode surgir
até 2 anos depois da exposição
• Cefaleia, febre baixa, anorexia, perda de peso e
linfoadenopatia. Faringite, mialgia e artralgia (articolações)
Manifestação oral
• Placas mucosas
• Placas esbranquiçadas, irregulares, indolores
• Exposição do tecido conjuntivo quando surge necrose do
epitélio superficial.
• Língua ,lábios ,mucosa jugal, palato e amígdalas
SÍFILIS LATENTE
• Não se observa sinal ou sintoma
• A maioria dos diagnósticos ocorre nesse estágio
•25% dos pacientes não tratados intercalam lesões de
secundarismo com os períodos de latência
RECENTE: até um ano de infecção
TARDIA: mais de um ano de infecção
SÍFILIS TERCIÁRIA TARDIA
• 15% a 25% das infecções não tratadas - após um período
variável de latência
• 1 e 40 anos depois do início da infecção
• Rara presença de “mos”
• Lesões granulomatosas pele, ossos e fígado (gomas)
• Comprometimento do SNC – neurossífilis
• Lesões cardiovasculares
Manifestação oral
• Gumma – inflamação granulomatosa
• endarterite obliterante dos vasos – arteríolas
• Lesão endurecida, nodular ou ulcerada
• Cavidade nasal
• Língua:
• Glossite intersticial
• expandida, lobulada e com forma irregular
• produto da redução da musculatura lingual posteriormente a
cicatrização das gummas
• Glossite luética
• atrofia difusa e ausência das papilas do dorso lingual
SÍFILIS CONGÊNITA
• 10 - 15 semanas de gestação – placenta
• Tríade de Hutchinson:
• Ceratite intersticial,
• Dentes de Hutchinson,
• Surdez
• nariz em sela,
• periostite
• anomalias SNC
• Hepatoesplenomegalia
• anticorpos antitreponêmicos imunoglobulina M (IgM).
DIAGNÓSTICO
1. Exame direto
Sífilis primária ou secundária
Amostra
• Exsudato das lesões superficiais iniciais
• Não cultivável
• Microscopiadecampoescuro ou Pesquisa direta com material
corado
Atenção!!! Não é recomendada para realização a partir de lesões
na cavidade oral
2. Teste imunológico
• Teste não-treponêmico
• Metodologia de floculação – inespecífico
• Detectam anticorpos anti-cardiolipina
• VDRL (Venereal Disease Research Laboratory)
• cardiolipina, colesterol e lecitina purificada
• RPR (rapid plasma reagin)- reagina: mistura de anticorpos IgM e
IgG (soro)
• Partícula de carvão - leitura macroscópica
• Falso-positivo - hanseníase, hepatite B, mononucleose
• Falso-negativo - Fenômeno prozona - sífilis secundária - excesso
de Ac, resultado negativo em baixas diluições do soro
• Teste treponêmico
• FTA-ABS (Teste de anticorpos treponêmicos fluorescentes
com absorção)
• Reação antitreponêmica – T. pallidum liofilizado
• Imunofluorescência indireta - absorção de Acs fluorescentes
• antigamaglobulina humana marcada com isotiocianato de
fluoresceína
• Teste + por toda a vida;
Cicatriz sorológica
• Teste treponêmico
• TPHA (Ensaio de hemaglutinação para T. pallidum)
• Teste hemaglutinação indireta
• ligação dos anticorpos treponêmicos presentes no soro com
hemácias infectadas
TRATAMENTO
• Bencilpenicilinabenzatina
• Adequado para gestantes
• Não há resistência de T. pallidum
ESPIROQUETAS ORAIS
• Associadas a várias doenças na cavidade oral - gengivite
ulceratica necrosante (GUN).
• Capacidade de invasão de epitélio do sulco gengival - tecido
conjuntivo.
• Observadas em canais radiculares infectados
• Bio. Mol. = encontradas em infecções endodonticas primárias
associadas a diferentes formas de lesões perirradiculares
❖ Cândida
Levedura com formação de blastoconídios e clamidoconídios;
Pode formar pseudo-hifas e hifas verdadeiras (invasividade e
proliferação
ativa)
CLASSIFICAÇÃO GERAL
• Saprofítica ou comensal
• Habita a mucosa (trato digestivo e trato genital) da maioria
de mamíferos e aves;
• + 200 espécies – C. albicans - doenças em homens e animais –
candidíase ou candidose
• Aeróbio obrigatório;
• Ampla faixa de pH e temperatura;
• Resistentes ao congelamento.
CÂNDIDA ALBICANS
Na maioria das vezes a contaminação é endógena;
Trato digestivo anterior (boca-estômago)
Infecções no trato genital, unha, pele
Trato respiratório e septicemia podem ocorrer
A candidose está vinculada a:
Desequilíbrios imunes e hormonais, antibioticoterapia,
rompimento da barreira epitelial,
Diminuição da resistência do hospedeiro à colonização ou
intensa exposição dos hospedeiros debilitados.
FATORES DE VIRULÊNCIA
A patogenicidade de C. albicans é um processo multifatorial que
é regulado por uma rede de fatores de virulência
• Adesinas: quitina, manoproteínas, β-glucana, proteínas da
parede celular, glicoproteínas e lipídeos
• Receptores = fibronectina, fucose, lipídeos, manose, N-acetil-
glicosamina, mucinas, lamininas e colágenos
• Produção de hifa verdadeira: β-glucana (levedura) –deficiência
da indução para síntese de IL12 (citocina)
• Proteinase - invasão de tecido - degrada IgA secretória e sérica,
componentes do S. C e ptn da matriz extracelular.
• Degradação de hemoglobina, albumina, caseína, colágeno e
queratina
• Fosfolipase - invasão na mucosa epitelial + degradação da
membrana – lisofosfolipídeo
• Glicoproteína: semelhante a endotoxina
CANDIDOSE
• Candidíase cutânea
• Áreas de dobras da pele
• Placas eritematosas e lesões satélites
• Candidíase sistêmica
• Evolui para disseminada
CANDIDOSE ORAL
Candidose bucal requer a expressão dos fatores de virulência e a
presença de um ou mais fatores predisponentes do hospedeiro
• Fatores locais
• Fatores sistêmicos
CANDIDOSE PSEUDOMEMBRANOSA
• Infecção aguda
• Placas brancas e cremosas formadas por biofilme de Candida
• Mucosa labial, a língua e o palato mole
• Removível Análise histológica:
• Leveduras entre as células epiteliais descamadas e
desprendidas,
• Hifas,
• Deformação da membrana do epitélio,
• Emaranhado de leucócito e bactérias
Resposta inflamatória:
• Células polimorfonucleares,
• Linfócitos e macrófagos.
CANDIDOSE ERITEMATOSA
• Candidose Atrófica Aguda
• Uso de “atb” de amplo espectro
• Lesões avermelhadas com bordos mal definidos, dolorosas
• Dorso da língua ou palato
Análise histológica:
• Semelhante à forma pseudomembranosa
• Menor quantidade de hifas
Resposta inflamatória:
• Infiltrado inflamatório intenso
• Atrofia Papilar Central
• Glossite romboidal mediana
• Lesão simétrica na linha central e posterior da língua – oval e
avermelhada
• ^ Leveduras
• Fatores predisponentes
• Tabagismo e corticoides inalaveis
• Queilite angular
• Associada a candidose multifocal crônica ou não
• Deficiência de ferro, vitamina B12, anemia
• Ocorre em pacientes com candidose bucal
• Idosos menor DVO
• Acumulo de saliva na região
• C. albicans + S. aureus
• Estomatite Protética
• Áreas eritematosas
• Petéquias hemorrágicas
• Palato duro
• Invasão tecidual ou reação do tecido
CANDIDOSE CRÔNICA HIPERPLASICA
Placas brancas não removíveis
• Região anterior da mucosa jugal
• Diferenciadas de uma lesão leucoplásica. X
• Câncer de boca – nitrosamina
• Hiperplasia Epitelial, Exocitose de neutrófilos, hifas, infiltrado
inflamatório crônico e alterações na espessura do epitélio.
DIAGNÓSTICO
• Saliva = 2mL + diluição 1:10 e 1:100
• Lavados bucais = 10mL S.F tamponada estéril (60seg) +
diluição 1:10 e 1:100
• Mucosa = swab - tubo de ensaio contendo salina (10 mL) +
diluição 1:10
• Microscopia:
Pseudo-hifa e Tubo germinativo.
• Ágar Sabouraud Dextrose + cloranfenicol
• 0,1 mL da amostra e diluições
• Inibe o crescimento de bactérias
• 24/48 horas até 1 semana a 37oC ou a temperatura ambiente
• CHROMágar
Liberam compostos (cromogênios) de várias cores na sequência
da degradação de enzimas específicas
IDENTIFICAÇÃO
• Prova do Tubo Germinativo (hifa verdadeira)
• Inoculação em soro (0,5 mL) e incubação por 3h a 37°C.
• Visualização em lâmina:
• Teste positivo: filamento fino e cilíndrico, originado do
blastoconídio da levedura, no qual não se observa nenhuma zona
de constricção, quer na base ou ao longo de sua extensão.
Os soros recomendados são o humano, o fetal bovino ou de
cavalo, podendo-se, ainda, utilizar albumina de ovo.
TUBO GERMINATIVO
Sem constricção = hifa verdadeira Com constricção = pseudo-
hifa
CULTIVO EM LÂMINA
• Presença de clamidoconídio
• 48 a 72 horas
TESTE DE UREASE
• Hidrólise da ureia
DIAGNÓSTICO
• Auxanograma
Capacidade que uma levedura apresenta de crescer
aerobiamente na presença de
determinado carboidrato, fornecido como uma fonte de carbono
• Zimograma
Capacidade que uma levedura de fermentar carboidrato.
❖ Herpes vírus
Família Herpesviridae
• O nome da família vem de um verbo grego herpein, que
significa rastejamento.
• Herpesvírus infectam provavelmente todas as espécies
animais
• Em humanos: 8 identificados até o presente momento
Estrutura do herpesvírus
•Grandes vírus
•DNA fd linear envolto por capsídeo
icosaédrico
•162 capsômeros
•Tegumento
•Envelope
Glicoproteínas
•Sensíveis:
•Detergentes
•Ácidos, solventes
•Ressecamento
Replicação do herpesvírus
Adsorção - Interação das glicoproteínas virais c/ receptores da
memb. hospedeira
Replicação e Montagem -
Genoma liberado no núcleo da
célula – transcrição e replicação
Transcrição em etapas: denominadas: ptn precoce imediata (α),
ptn precoce (β) e ptn tardia (γ)
α (não estrutural) – ptn importantes na regulação da transcrição
gênica e controle da célula
β (não estrutural) – consiste em fatores de transcrição e enzimas.
DNA polimerase
γ (ptn estruturais) - geradas após o inicio da replicação
Penetração - Nucleocapsídeo liberado por fusão no citoplasma
celular
Liberação - da célula por exocitose ou lise celular
Patogenese
Após a primo-infecção, os herpesvírus estabelecem infecções
herpéticas latentes, isto é, as células se mantêm infectadas, sem
produção de vírus infeccioso
Uma vez infectado, o hospedeiro permanece infectado até a
morte
Intermitentemente o vírus latente pode ser reativado (infecções
herpéticas recorrentes), em resposta a vários estímulos,
produzindo vírus infeccioso novamente
Ocasionalmente causa sinais clínicos ( baixa imunidade)
Reativação
• Estímulos sistêmicos:
Estresse emocional
Hipertermia,
Menstruação
Desequilíbrio hormonal
Exposição a UV
Outras infecções (resfriado, HIV)
Administração de imunossupressores
• Replicação viral
• Infecções recorrentes – menos graves, locais – curta duração
Imunopatologia
Interferons α, β – produzidas quando uma célula é infectada
“sistema de alarme precoce”
Ligação a receptores específicos - ativa mecanismos antivirais
nas adjacentes
Efeitos antivirais = enzimas
A infecção viral da célula ativa essas enzimas e deflagram uma
cascata de eventos bioquímicos que levam à inibição da síntese
de proteínas, degradação do RNA-mensageiro
Natural killer – (2 dias) - liberação de perforinas e granzimas B –
função citotóxica
Células T (citotóxicas) - eliminação dos vírus nos tecidos, pois
destroem as células infectadas
IgA na mucosa = previne reinfecção
S.C. = defesa contra vírus livres - neutralização – viriólise
Anticorpos podem limitar ou não a disseminação ou a reinfecção,
pois fornecem uma barreira importante na restrição da
disseminação viral na corrente sanguínea
Subfamílias
• Agrupamento em 3 subfamílias, com base em diferenças nas
características virais
Estrutura do genoma
Tropismo tecidual
Sitio de infecção latente
Patogenese
Manifestação da doença
• Compreende 3 subfamílias: alphaherpesvirinae,
betaherpesvirinae e gammaherpesvirinae
Alphaherpesvirinae
Replicação rápida
Espectro de hospedeiro variável Latência nos gânglios
sensoriais
Vírus do Herpes Simples tipos 1 e 2
(HSV-1/HSV-2) - infecção da mucosa labial e genital
Diferenciados por sorotipagem e padrão da doença
Transmissão
HSV-1
Contato
Fômites
HSV-2
DST
Congênita
HSV-1; HSV-2:
Infeção primária – 1o contato
Reativação ou infecção recorrente
Doenças associadas:
• Gengivoestomatites herpética primária (“aftas”)
• Herpes recorrente labial (bolha herpética)
Sintomas associados:
Sensações chamadas hipoestasia
• Formigamento
• Coceira
• Ardência
HSV-2 apenas infectava a área genital
Diagnóstico
Imunofluorescência
direta – detecção de antígenos
PCR
Isolamento de vírus: fluido vesicular, swabs orais, nasais,
conjuntivais, tecidos de abortos, fragmentos de encéfalo
Tratamento
Aciclovir interfere com a DNA polimerase viral inibindo a
replicação do vírus
Vírus Varicela zoster (VZV-3)
Catapora – recorrência (cobreiro ou herpes-zoster)
Disseminada por gotículas da saliva e secreções
nasais
Altamente contagiosa
Úlceras orais doloridas antes da erupção da pele
Fatores para reativação:
Imunodepressão
Tratamento com drogas citotóxicas Radiação
Presença de neoplasias malignas
Abuso do álcool
Tratamento dentário
Manifestação oral
Envolvimento dos ramos maxilar e/ou mandibular
do nervo trigêmeo
Presente na mucosa móvel ou aderida
Vesículas branco-opacas, ulcerações de pouca profundidade
Desaparecimento - uma semana
Diagnóstico
Geralmente clínico em imunocompetentes
Diagnóstico laboratorial: igual a HSV
imunofluorescência e ensaio imunoabsorvente ligado à enzima
(ELISA) = anticorpos
Tratamento
Idoxuridina (IDU) - uso somente tópico bloqueia o
emparelhamento de bases
Aciclovir eanálogos– Ambos inibem a replicação viral
Vacina viva atenuada – alto custo
Gammaherpesvirinae
Latência estabelecida em tecidos linfóides (células Tou B)
Epstein-Barr Virus (EBV – tipo 4) Descoberta – biópsia – linfoma
de Burkitt ou
“linfoma africano”
carcinoma nasofaringeal
Epstein – Barr (EBV – tipo 4)
Disseminação pela saliva – “doença do beijo”
Causa mononucleose infecciosa (febre glandular) – invade a
célula e afeta os linfócitos B
Febre em baixa escala
Faringite
Fadiga
Linfadenopatia generalizada
Leucoplasia pilosa (característica de infecção por HIV)
Esplenomegalia
Diagnóstico hemograma completo e imunofluorescência
direta; PCR.
Não há tratamento específico
Ocorrem pequenos cachos de petéquias finas hemorrágicas que
podem coalescer para formar uma pseudomembrana
Herpesvirus humano-8 (HHV-8)
Isolamento em lesões de sarcoma de Kaposi – DNA de material
de biópsia (HIV)
Associado ao sarcoma
Pacientes HIV positivos
Manifestação oral
Lesões orais - 50% dos pacientes afetados
Lesão vascular plana, assintomática
Neoplasia - podem desenvolver placas ou se tornam nodulares
dor, sangramento e disfunção oral
Tratamento
Instituído para reduzir o número e tamanho das lesões
Quimioterapia – tratamento sistêmico
Tratamentos locais: Radioterapia, crioterapia, laserterapia
Betaherpesvirinae
Replicação lenta
Latência em glândulas secretórias, células
linforeticulares, tecidos renais
Citomegalovírus (CMV – tipo 5) - causa um tipo de mononucleose
infecciosa
Citomegalovírus (CMV -tipo 5)
Disseminação transfusão, transplante de tecido, oral, sexual e
congênita
Ulcerações aftosa na mucosa oral (inespecífica – infecção
disseminada)
Sialadenite (glândulas salivares)
Diagnóstico: imunofluorescência direta
Tratamento: ganciclovir - atua na replicação
RECÉM NASCIDO COM SÍNDROME CONGÊNITA
• Infecções primárias na mãe:
• Natimortos
• Microcefalia
• Hepatoesplenomegalia
• Exantema
• Calcificação intracerebral
CMV é a causa viral mais prevalente de doenças congênitas.
HHV-6; HHV-7
Herpesvírus humanos tipos 6 e 7
HHV-6 isolado HIV +, linfocitos T
HHV-7 isolado HIV +, infectado por HHV-6
Disseminação por saliva – glândula salivar – reservatório
Associado com erupção cutânea em bebês (Ruséola infantum) e
ulcerações orais estão relacionadas com essas erupções
Exantema súbito/roséola
• Testes de rotina ainda estão por ser descritos
• Sem necessidade de tratamento e raramente provoca
complicações
❖ Reações de hipersensibilidade
o Tipos de resposta imune que trazem danos
o Exagerada/indesejável/inapropriada
o Alérgeno = reações inflamatórias
o Reações alérgicas = IgE, IgG ou IgM (1º contato) ou
linfócitos T
✓ Classificação
o Tempo e os mecanismo da reação. Coombs e Gell
(1963)
▪ Tipo I: reação anafilática
▪ Tipo II: reação citotóxica
▪ Tipo III: mediada por imunocomplexos
▪ Tipo IV: celular
✓ Causas da hipersensibilidade
o Autoimunidade: reações contra antígenos próprios. A
falha dos mecanismos normais de autotolerância
resulta em reações contra as próprias células e tecidos.
o Reações contra micro-organismos: as respostas
imunes contra antígenos microbianos podem causar
doença se as reações forem excessivas ou se os “mos”
forem anormalmente persistentes.
o Reações contra antígenos ambientais: a maioria dos
indivíduos saudáveis não reage contra substâncias
ambientais comuns, em geral inofensivas, mas quase
20% da população é anormalmente responsiva a uma
ou mais destas substâncias.
✓ Hipersensibilidade tipo I
o Reação anafilática ou hipersensibilidade imediata
o Mediação: anticorpos da classe IgE
o alérgeno + anticorpos IgE específicos na superfície de
mastócitos e/ou basófilos = mediadores químicos
o Mecanismo de hipersensibilidade tipo I – imediata
1. Contato com o pólen
2. Célula dendrítica vai capturar e levar para célula T.
3. A célula T vira célula Th2 para produzir interleucina 4
IL-4
4. A IL-4 vai ativar a célula B
5. A célula b produz anticorpos IgE
6. Os anticorpos vão se ligar aos mastócitos
7. O mastócito fica sensibilizado para reconhecer o pólen
o Manifestações clínicas:
▪ Liberação de mediadores químicos, citocinas e enzimas
de mastócitos/basófilos
▪ Dose de alérgeno e via de entrada
▪ Vasodilatação
▪ Aumento da permeabilidade vascular
▪ Edema Broncocontração (músculo liso)
▪ Contração da musculatura visceral
▪ Hipersecreção de muco Infiltração celular (eosinófilos)
o Reação imediata inicia em poucos segundos e é
caracterizada pelo rápido aumento na permeabilidade
vascular e contração da musculatura lisa, devido à ação
principal de histamina, prostaglandinas, PAF.
o Reação de fase tardia de 8 a 12 horas podendo chegar a
24 horas. Deve-se à liberação de leucotrienos, citocinas
(IL-3, IL-5, TNF) e quimiocina (MIP-1α) que recrutam
leucócitos, especialmente eosinófilos e linfócitos Th2,
até o local da inflamação. Tem-se uma segunda fase de
contração do músculo liso e edema continuado. Após
24h – desaparecimento/persistência do alérgeno – R.I
crônica
o Manifestação clínica – alergia alimentar
▪ Liberação na mucosa do TGI – aumento do peristaltismo
e secreção de líquidos
▪ Anafilaxia sistêmica em casos mais sérios -
broncoconstrição e hipotensão
o Manifestação clínica – rinite e asma brônquica
▪ Pólens ou fezes de ácaros – mucosa do T.R
▪ Constrição brônquica e secreção de muco
▪ Congestão e bloqueio das vias aéreas
o Manifestação clínica – injeção ou picada de inseto
▪ Rápida absorção pelo intestino – ativ. dos mastócitos -
reação anafilática sistêmica ou choque anafilático
▪ Maior permeabilidade vascular = queda da pressão
arterial
▪ constrição das vias aéreas e dificuldade de respirar,
erupções na pele e edema de epiglote (sufocamento)
o Manifestação clínica – dermatite atópica
▪ História familiar dessas manifestações
▪ Transmissão autossômica da atopia
▪ Genes regulam as respostas Th2 e produção de IgE
▪ Ex: Intensificação da efetividade de IL-4 – de IgE
✓ Provas de hipersensibilidade
o Prick-test ou teste de puntura – inalantes e alimentos
o Patch-test, teste epicutâneo ou de contato – dermatite
atópica
✓ Hipersensibilidade tipo II – citotóxica
o Reação Ac-Ag na superfície de uma célula ou um tecido
o Dano celular/tecidual
o Ativação do complemento pela via clássica – MAC
o Ativação de células efetoras – possuem receptores para
a porção Fc dos Ac (IgG)
o Natural killer – reage com Acs – citólise (liberação de
perforinas e granzimas)
o Células fagocitárias – reconhecimento da Fc de IgG –
potencializa a fagocitose
o Fármacos indutores de hipersensibilidade tipo II
o Podem se depositar na superfície de diferentes células
▪ Hemácias - (penicilina, quinidina, fenacetina)
▪ Granulócitos - (quinidina, amidopiridina)
▪ Plaquetas - (sulfonamidas, tiazidas)
o Anemia hemolítica (quinidina, penicilina)
o Agranulocitose (sulfonamidas, amidopiridina)
o Trombocitopenia (cloranfenicol e quinidina).
o Exemplos:
▪ Transfusão sanguínea – onde a célula do doador é
reconhecida como Ag pelo sistema imune. Geralmente
não ocorre em uma primeira transfusão.
▪ Eritroblastose fetal – doença em que as células
sanguíneas do feto são destruídas porque o fator Rh da
mãe é negativo, e o reconhecimento do fator Rh do feto
faz com que seja estabelecida uma resposta imune.
▪ Hemoprotozoários – hemácias que apresentam
receptores do parasita em seu interior e passam a ser
reconhecidas como estranhas.
▪ Doença autoimune
▪ Produção de autoanticorpos contra antígenos próprios
presentes na superfície celular
✓ Hipersensibilidade tipo III – imunocomplexos
▪ Complexos Ag-Ac induzem uma resposta inflamatória nos
tecidos
▪ Deposito nos vasos sanguíneos, glomérulos renais ou na
membrana basal dos tecidos
▪ Ativação do S. C. ou dos fagócitos – ligação aos receptores
para porção Fc (IgG) presentes nessas células - lesão
tecidual
▪ infecção persistente: excesso de antígeno microbiano
formando imunocomplexos circulantes que se depositam
nas paredes dos vasos e nos tecidos. Ex: febre hemorrágica
da dengue e hepatite viral
▪ autoimunidade: há produção excessiva (contínua) de
autoanticorpos contra Ags próprios aumentando o no de
imunocomplexos circulantes, que podem se depositar em
diferentes locais, como articulações, vasos sanguíneos,
glomérulos renais, cérebro, entre outros. Ex: Lúpus
eritematoso sistêmico
▪ inalações repetidas de material antigênico: de fungos,
bactérias, plantas e animais, ocorre formação de muitos
imunocomplexos e deposição localizada principalmente nos
alvéolos pulmonares. Ex: criador de pombo
✓ Hipersensibilidade tipo IV – celular
▪ Hipersensibilidade tardia – 12h ou dias
▪ Mediada pelos linfócitos T (LT CD4 tipo Th1 ou LT CD8)
▪ Macrófagos ativados = maior capacidade fagocitária e da
mobilidade celular, da expressão de moléculas MHC de
classe II, da capacidade de apresentar antígenos aos
linfócitos Th1, da produção de citocinas como IL-1, IL-6, IL-
12 e TNF-α, de mediadores químicos, enzimas lisossomais
▪ Ag na superfície da célula – ligação nas moléculas MHC de
classe I – danos celulares diretos
❖ VACINA
Substância que induz uma imunidade contra uma determinada
doença.
• Micro-organismos mortos ou inativos
• Micro-organismos vivos ou atenuados
Imunógeno
Objetivo
• Resposta imunológica e produção de anticorpos específicos
• Memoria imunológica
Medidas de ação
• Medida mais eficiente
• Menos dispendiosa para evitar doenças infecciosas
• Existem muitas doenças para as quais não existem vacinas
• Ressurgimento de várias doenças
• Estratégias utilizadas para o desenvolvimento de diferentes tipos
de vacinas
• Classificação em grandes grupos
Classificação em 3 grandes grupos:
“Primeira geração”
• Agente patogênico na sua constituição completa
• Inativados ou vivos e atenuados (enfraquecidos)
• Micro-organismos não patogênicos derivados de outros
hospedeiros são utilizados como antígenos – controle de doença
por patógenos semelhantes
Ex: vacina da varíola (vírus vaccínia ) e tuberculose -
Mycobacterium bovis (BCG) – agentes vivos e atenuados
Vacina contra cólera - Vibrio cholera– agente inativado
“Segunda geração”
• Proteção vacinal pode ser obtida após a indução de anticorpos
voltados para um único alvo
• Toxoides – toxinas purificadas e inativadas
• Açúcares de superfície – polissacarídeos
Vacinas de Toxoides:
• Toxinas inativadas (sem a porção tóxica), mantendo a ação
imunizante específica da toxina.
Ex.: Toxina tetânica, Toxina botulínica, Toxina difitérica
Vacinas Conjugadas:
• Ag polissacarídico de superfície celular + carreador (toxoides)
Polissacarídeo Capsular - poliribosil-ribitol fosfato (PRP) purificado
+ Toxoide tetânico
Ex.: Haemophilus influenzae B
Novas estratégias
• Novos conceitos para vacinas
• Revolução biotecnológica – novas ferramentas
• Sequenciamento genômico de organismos inteiros
• Genômica funcional pós-sequenciamento.
Determinar com rapidez a sequência de uma variedade de
agentes patogênicos microbianos
Bioterrorismo desafio para a medicina
• Ameaça da propagação deliberada de enfermidades
infecciosas
• Importância do uso de vacinas – grupos de risco
Biotecnologia
• Desenvolvimento e a produção de novas vacinas
• Aprimoramento de vacinas já existentes
• Mais seguras e eficazes
• Não necessita de uma célula viva ou de um animal hospedeiro
Vacinas recombinantes
• Vacina de subunidades
• Vacina de genes delatados
• Vacina vetoriais
• Vacina de DNA
“Terceira geração”
• Genoma do patógeno responsável pela codificação de
proteínas que representem antígenos relevantes para a proteção
Vacina de DNA
Genes essenciais clonados – vetor plasmidial
Ex: vírus da febre do Nilo Ocidental, Necrose hematopoiética em
salmão
• DNA produz proteínas antigênicas pelas próprias células do
indivíduo vacinado
• Capacidade de induzir respostas imunes especifica celular e
humoral com memória.
IMPORTANTE:
• Apresentação antigênica via moléculas de MHC de classe I e
classe II, ativando linfócitos TCD4+, TCD8+ além da produção de
anticorpos.
• Infecção natural Tipo de resposta imune
• via intramuscular - produção de citocinas subtipo Th1
• via intradérmica – produção de citocinas subtipo Th2
E. coli
VANTAGENS
• Induz a produção de anticorpos e de resposta imune celular,
tanto de linfócitos T auxiliares (CD4) quanto T citotóxico (CD8)
• Não apresentam risco de reversão da atenuação
• Podem ser produzidas contra agentes infecciosos de difícil
cultivo e atenuação
OUTRAS VANTAGENS
• Produção em larga escala
• Melhor controle de qualidade
• Dispensa de refrigeração, devido à estabilidade de sua
temperatura no ambiente
• Liofilizada
• Facilita o transporte e a distribuição.
• Estabelecimento de amplos programas de imunizações em
regiões de difícil acesso
LIMITAÇÕES
• Integração do plasmídeo ao genoma hospedeiro
• Mutagênese pela ativação proto-oncogenes ou pela inativação
de
genes supressores de tumor
• Reações autoimunes devido à indução de anticorpos anti-DNA
Vacinas recombinantes
Vacina de subunidades
Fragmentos antigênicos de um micro-organismo que melhor
estimulam uma resposta imune
• Produção ptn heterólogas - procariotos ou eucariotos Ex.:
Hepatite B
VANTAGENS
Vacina de subunidades
• Segurança
• Menor competição antigênica, já que poucos componentes
imunogênicos
são encontrados na vacina
• Possibilidade de produzir vacinas contra proteínas importantes
comuns para vários membros da mesma família de vírus
Vacinas recombinantes
Vacina de genes deletados
Deleções representam a retirada de um segmento genômico da
partícula viral, com a consequente eliminação da síntese de uma
ou mais proteínas
Tentativa: contra coronavírus felino e herpes vírus felino tipo 1
Vacinas recombinantes
Necessidade diferenciar animais vacinados de animais infectados
Ex: IBRAXION® IBRV (inativada) - programas de erradicação
Alphaherpesvirus bovino 1 (BoHV-1)
Rinotraqueíte Infecciosa Bovina
Herpesvírus bovino tipo 1,
Deleção gene que codifica glicoptn gE
produção de anticorpos soroneutralizantes contra herpesvírus
não induz produção de anticorpos anti-gE
Teste de anticorpos anti-gE os animais infectados sejam
identificados como positivos, e os vacinados como negativos
VANTAGENS
Vacina de genes deletados
• Deleções são de difícil restauração pelos vírus
• Constituem um mecanismo seguro de se obter mutantes ainda
imunizantes, porém de mais baixa virulência
Vacinas recombinantes
Vacinas vetoriais
• Segmentos definidos de DNA isolados do genoma de um vírus
patogênico sejam recombinados com o DNA de um vírus vetor.
• Vetor (homologo ou heterólogo) capturado pelas células
apresentadoras de antígenos
• Resposta imune humoral e adquirida contra ptn do vírus
patogênico
Vacinas recombinantes Ex: RECOMBITEK® Cinomose
contra cinomose, hepatite, adenovírus tipo 2, parvovirose,
parainfluenza e coronavirose
O vírus da cinomose tem seu RNA purificado, codificando-se para
proteína F(fusão) e proteína HA (hemaglutinina), na sequência o
RNA é reversamente transcrito para cDNA (complementar).
cDNA é inserido no genoma do vírus da bouba de canário
(ALVAC)
VANTAGENS
Vacinas vetoriais
• Desenvolvidas na tentativa de buscar a eficácia e segurança
testadas em várias espécies de mamíferos:
• Baixa imunidade ao vetor,
• Boa capacidade para inserção de vários genes adicionais,
• Baixo risco.
Limitações com base nos micro-organismos vivos
Vírus como vetor - Problemas com a proliferação
• Crescimento de grandes quantidades destes organismos fora
do corpo do indivíduo não é fácil
• Ensaios para garantir a segurança - Problema - imunidade contra
o vetor
Vacinas sintéticas
Compostas principalmente ou quase que totalmente por
peptídeos sintéticos, carboidratos ou antígenos
Fragmentos imunogênicos de proteínas virais
Síntese química, síntese enzimática e síntese via DNA
recombinante.
Phage display - Técnica de clonagem
• Ferramenta para obtenção de moléculas com grande potencial
de aplicação biotecnológica.
Técnica de seleção in vitro na qual uma proteína ou peptídeo é
geneticamente fundido a proteínas de superfície de um
bacteriófago filamentoso da classe M13, resultando na expressão
de uma proteína heteróloga na superfície do capsídeo viral.
Exposição de moléculas na superfície de vírus bacteriófagos e a
seleção com base na sua afinidade por uma molécula-alvo.
Sequência de nucleotídeos que codifica esses peptídeos - análise
das sequências de DNA - Programa proteomics tools
Sequências dos nucleotídeos referentes aos clones sequenciados,
Analisadas quanto a similaridade com outras sequências já
registradas em
bancos de dados - programa Basic Local Alignment Search Tool
Peptídeo – síntese química de fase sólida para produção do
epítopos Purificados por cromatografia
Conclusão!!!!
A imunização de camundongos com peptídeos sintéticos induziu
uma resposta protetora contra a infecção experimental pelo L.
chagasi, avaliada através da carga parasitária no baço dos
animais.
Adjuvantes
Adjuvantes imunológicos são substâncias capazes de aumentar a
resposta imune específica e auxiliar o antígeno a desencadear
uma resposta imune precoce, elevada e duradoura.
• Utiliza menor quantidade de antígeno possível para ativar o S.I.
• Mínimo de reações tóxicas locais e sistêmicas
• Biodegradável
• Econômico e simples
• Promove menor injúria local
• Adjuvante adequado:
• Colabora para imunização de
indivíduos imunocopetentes
• > sobrevivência de anticorpos
• < o no de doses de vacina
• Não induzir auto-imunidade
• Não ser carcinogênico, mutagênico ou teratogênio;
Mecanismos de ação de adjuvantes
Fatores centrais envolvidos:
Mobilização e ativação das APCs
– produção de citocinas e quimiocinas
– recruta células dos tecidos e gânglios locais
– gera desenvolvimento de uma resposta humoral (IL4, IL10, IFN-
gama
e IL-13) ou mediada por células
Proliferação e ativação das células T
– devem facilitar a incorporação ou persistência de peptídeos
apropriados dentro do MHC-1 - indução de linfócitos T citotóxicos
CD8+