INTRODUÇÃO AO SISTEMA NERVOSO - Elétricas: ligação direta (como se tivesse um fio
ligando-os). Mais rápido. Não precisa de espaço
Componentes do sistema nervoso
para liberação de neurotransmissores; não modula
- Neurônios: transmitem impulsos nervosos, a informação; não consegue frear o impulso
unidade fundamental do Sistema Nervoso. nervoso.
- Neuroglias/células gliais: se especializam como - Química: grande maioria. Liberação de
um tecido de suporte entre neurônios, com funções neurotransmissores.
de sustentação, revestimento e isolamento.
- Sinapse genérica: receptores (recebem informação
Estrutura do neurônio e terão ação sobre). Descarga bioquímica para
liberação de neurotransmissores.
- Corpo – terminal de recepção de informação.
- Receptor 🡪 canal de cálcio 🡪 liberação.
- Tudo que o neurônio recebe através dos
dendritos. Análise dessas informações. - Ação no receptor pós-sináptico.
- Propagação: axônio para outros - Mecânica: se encaixa – abrir um canal.
lugares/neurônios.
- Receptor pré-sináptico – modular liberação de
- Axônio: revestido por bainha de mielina neurotransmissor na fenda sináptica.
(gordurosa). Condução mais rápida do impulso
- Muito neurotransmissor – próxima célula pode
nervoso.
morrer. Sem neurotransmissor/comunicação a
- Final: terminal do axônio (de transmissão). célula morre.
Bainha de Mielina - Glia – retirar um pouco dos neurotransmissores.
Terminal sináptico – transmissão do impulso - Exemplos de neurotransmissores: acetilcolina,
nervoso dopamina, serotonina, adrenalina, noradrenalina,
endorfina.
- Transmissão do impulso nervoso – sinapse.
Divisão anatômica e funcional do SN
- Entre terminal do axônio e o terminal do dentrito.
- Sistema Nervoso Central: encéfalo (cérebro,
- Impulso nervoso tem apenas um sentido. cerebelo, tronco encefálico) e medula espinhal.
- Axônio 🡪 próximo neurônio. - Sistema Nervoso Periférico: gânglios, nervos,
- Bolsa pré-sináptica (neurônio não está grudado). terminações nervosas.
- Para a transmissão ocorre a liberação do Sistema Nervoso Central
neurotransmissor, que vai fazer uma ação no - 2 Hemisférios cerebrais
próximo neurônio). Ativação ou inibição dele.
- Lobos cerebrais: occipital, parietal, frontal,
Tipos de neurônios temporal.
- Sensoriais (aferentes): carregam mensagens de Lobos:
todos os receptores do corpo para o SN Central.
- Frontal – controle voluntário motor dos músculos
- Motores (eferentes): levam mensagens do SNC esqueléticos, personalidade, processos intelectuais
para os órgãos ou músculos. mais elevados (concentração, planejamento,
- Interneurônios ou de associação? Maioria dos tomada de decisões), comunicação verbal, memória
neurônios existentes no SNC fazem ligações entre operacional, participação na memória de longo
hemisférios e áreas cerebrais. prazo.
- Neurônios aferentes recebem informação do - Parietal – interpretação somestesia (sensações
órgão sensorial – transmite para SNC cutâneas e musculares), memória operacional.
(interneurônio) – interneurônio envia para os - Temporal – interpretação das sensações auditivas,
eferentes, vai fazer ação no músculo ou no órgão). memória (episódica e semântica).
Sinapse – elétrica X química
- Occipital – integração dos movimentos de problema em gerenciar a própria equipe; a
focalização visual, correlacionar imagens com a personalidade dele mudou; se tornou socialmente
experiência visual prévia e outros estímulos inadequada.
sensoriais, visão consciente.
- Caso HM – remoção de parte do seu cérebro
Córtex cerebral (hipocampo e parte da amígdala). Epilepsia
parcialmente controlada, mas efeito colateral
- É uma camada de substância cinzenta que reveste
irreversível: perdeu a capacidade de formar novas
todo o cérebro, giros e sulcos também. Possui em
memórias (memória anterógrada) - não se
geral de 3 a 5 mm de espessura.
esqueceu do passado, de sua história, não lembrava
- Funções: receber informações de todas as vias de qualquer coisa após a cirurgia.
sensitivas; integrar e interpretar as informações
- Hipocampo - formação de novas memórias; mas
recebidas; enviar informações motoras; fenômenos
não é onde ficam armazenadas as memórias do
psíquicos (cognição e consciência).
passado. Diferenciações cognitivas da memória -
Áreas da linguagem pintura (melhora na técnica com o tempo, mas ele
não se lembrava de já ter feito essa atividade).
- Área de Broca: expressão da linguagem.
Neuropsicologia das funções cognitivas
Área de Wernicke: percepção da linguagem.
Cognição e funções cognitivas
Introdução à Neuropsicologia
- Cognição: várias redes que se interconectam,
Neuropsicologia unindo as funções distintas do encéfalo. É atividade
- Preocupa-se com a complexa organização mental. Permite a apreensão e a interpretação do
cerebral, e as suas relações com o comportamento e mundo, a aprendizagem e o armazenamento das
a cognição, tanto em quadros patológicos como no informações, a transformação das informações
desenvolvimento típico. armazenadas e a resposta comportamental.
- Desenvolveu-se a partir da Neurologia e da - Atenção – funções executivas – memória –
Psicologia: modificações comportamentais linguagem – praxia e viso-construção – cognição
resultantes de lesão cerebral. social.
- Atuação: avaliação e reabilitação. Atenção
- Funções cognitivas: atenção, memória, - Há várias teorias e definições para a atenção, não
inteligência, funções executivas, funções há um consenso.
visuoespaciais, linguagem, cognição social. - Consenso quanto à importância para as funções
- Aspectos psicológicos: comportamento, aspectos mentais. Um dos componentes mais importantes no
afetivos, emocionais e de personalidade. grupo das funções cognitivas. Permitem as demais
atenções, entrada e saída da informação.
Histórico – século XIX
- Foco que orienta seu pensamento. Dificuldade de
- Paul Broca – demonstrou o comprometimento da atenção - dificuldade em outras funções cognitivas.
fala como decorrente de uma lesão no lobo frontal
do hemisfério esquerdo – afasia de Broca. Área de - Relacionada à qualidade com que as pessoas
Broca = centro funcional da linguagem. executam as tarefas que se propõem a realizar em
seu dia a dia.
- Carl Wernicke – demonstrou que as lesões no
córtex temporal do hemisfério esquerdo acarretam - Fenômeno que processa, ativamente, as
dificuldades na compreensão da linguagem – afasia informações de forma limitada. Não conseguimos
de Wernicke. prestar atenção em tudo ao mesmo tempo.
Principais casos clínicos - Envolve o foco (tornar consciente dada situação,
destacar uma situação de outras), seletividade e
- Phineas Gage – recebeu o impacto de uma barra voluntariedade (você movimenta o foco da sua
de metal que perfurou o seu crânio, saindo por sua atenção).
testa sendo arremessado a 20 metros. Passou a
apresentar alterações de comportamento e - Alerta – tronco encefálico, diencéfalo e cíngulo
disfunções executivas. Maior agressividade, posterior.
- Orientação – regiões posteriores. - Explícita – semântica: permite consolidar o
conhecimento do mundo à nossa volta, mas através
- Atenção executiva – córtex pré-frontal e cíngulo
de palavras. Relativa aos conceitos. Conhecimentos
anterior.
gerais; das palavras.
Funções executivas
- Implícita – procedimento: aprendizado motor
- Conjunto de processos cognitivos que permitem (habilidades ou hábitos) adquirido
que o indivíduo possa se envolver em progressivamente.
comportamentos complexos e direcionados às
- Pré-ativação/priming: evocada por meio de um
metas. Capacidade de planejar.
estímulo sensorial, como: som, imagem, cheiro,
- Ações voluntárias, independentes, autônomas, palavras. É representada por tudo associado àquele
auto-organizadas e direcionadas às metas estímulo.
específicas. “Maestro controlando as outras
- Condicionamento clássico: quando um estímulo,
funções”.
antes neutro, passa a ser condicionado.
- Responsáveis pela capacidade de autorregulação
- Aprendizagem não associativa: probabilidade de
ou autogerenciamento, o seu desenvolvimento
ocorrência futura de uma resposta, quando ela é
representa um importante marco adaptativo na
seguida por um reforço. A habituação e a
espécie humana.
sensibilização são duas formas de aprendizagem
- Lesão cerebral - perde a iniciativa. não associativas.
♣ Intencionalidade/Iniciativa. ♣ Controle Praxia e viso-construção
inibitório. ♣ Atualização. ♣ Planejamento/Criação
- Praxia: capacidade de executar os movimentos ou
de estratégias. ♣ Flexibilidade mental. ♣ Memória
os gestos de maneira precisa, intencional,
operacional. ♣ Tomada de decisões. ♣ Resolução
coordenada e organizada, com vistas à obtenção de
de problemas.
um fim ou um resultado específico.
Memória
- Lesões – apraxias: comprometimento da
- Aquisição/codificação; armazenamento; capacidade de realizar algum gesto motor ou ato
recuperação/decodificação. motor voluntário. Clinicamente se manifesta pela
dificuldade de realização de movimentos sob o
- Estruturas envolvidas na memória, interligadas comando verbal ou por imitação, bem como pode
por complexos circuitos neuronais. apresentar um prejuízo na utilização de utensílios e
- ♣ Hipocampo; ♣ Córtex pré-frontal; ♣ Tálamo; ♣ ferramentas.
Hipotálamo; ♣ Amígdala; ♣ Núcleos da base; ♣ Viso-construção
Cerebelo.
- Refere-se à habilidade de juntar ou manejar as
- Classificação: tempo de armazenamento; natureza partes ou os estímulos físicos organizadamente, de
da informação armazenada. maneira que forme uma entidade única ou um
- Memória de longo prazo: explícita/declarativa: objeto.
armazenamento e recordação consciente das - Envolve um processamento visuoespacial
experiências prévias (o que eu fiz). Implícita/não (detecção, interpretação, produção de respostas
declarativa: armazenamento e recordação de atos baseadas em estímulos visuais e espaciais),
ou comportamentos que não requerem o resgate planejamento e execução motora.
consciente ou intencional (como eu fiz).
- Lesões: hemisfério direito – fragmentação dos
- Memória de curto prazo: memória de trabalho ou estímulos e heminegligência.
operacional – responsável pelo arquivamento
temporário da informação, para que as operações - Hemisfério esquerdo – perda de detalhes dos
mentais sejam realizadas ao longo da tarefa. estímulos.
- Explícita – episódica: permite o resgate de eventos - Neurobiologia – regiões posteriores (córtex
pessoais em uma temporalidade. Nossa experiência associativo parietotemporal). Região frontal (áreas
de vida, em dado momento cronológico. de associação secundárias motoras).
ALTERAÇÕES NEUROPSICOLÓGICAS
Transtornos de neurodesenvolvimento d) Frequentemente, não segue as instruções até o
fim e não consegue terminar os trabalhos escolares,
- A primeira manifestação se dá, em geral, antes de
as tarefas ou os deveres no local de trabalho.
a criança ingressar na escola.
e) Frequentemente, tem dificuldade para organizar
- Déficits no desenvolvimento, que acarretam
as tarefas e as atividades.
prejuízos no funcionamento pessoal, social,
acadêmico ou profissional. f) Frequentemente, evita, não gosta ou reluta em se
envolver em tarefas que exijam um esforço mental
- Variam desde as limitações muito específicas na
prolongado.
aprendizagem ou no controle de funções
executivas, até os prejuízos globais em habilidades g) Frequentemente, perde as coisas necessárias
sociais ou inteligência. para as tarefas ou as atividades.
- Deficiência intelectual; Transtornos da h) Com frequência, é, facilmente, distraído por
Comunicação; Transtorno do Espectro Autista; estímulos externos.
TDAH; Transtornos Específicos da Aprendizagem;
i) Com frequência, é esquecido em relação às
Transtornos Motores.
atividades cotidianas.
TDAH
2. Hiperatividade e impulsividade: seis (ou mais)
- Definido por níveis prejudiciais de desatenção, dos seguintes sintomas persistem por, pelo menos,
desorganização e/ou hiperatividade-impulsividade, seis meses em um grau que é inconsistente com o
excessivos para a idade ou o nível de nível do desenvolvimento e têm impacto negativo,
desenvolvimento. diretamente, nas atividades sociais e
acadêmicas/profissionais: a) Frequentemente,
- Desatenção e desorganização: incapacidade de
remexe ou batuca as mãos ou os pés, ou se contorce
permanecer em uma tarefa, aparência de não ouvir
na cadeira; b) Frequentemente, levanta da cadeira
e perda de materiais.
em situações em que se espera que permaneça
- Hiperatividade-impulsividade: atividade sentado; c) Frequentemente, corre ou sobe nas
excessiva, inquietação, incapacidade de permanecer coisas em situações em que isso é inapropriado; d)
sentado, intromissão em atividades de outros e Com frequência, é incapaz de brincar ou se envolver
incapacidade de aguardar. em atividades de lazer calmamente; e) Com
frequência, “não para”, agindo como se estivesse
- Costuma persistir na vida adulta. “com o motor ligado”; f) Frequentemente, fala
TDAH – Critérios diagnósticos – DSM-5 demais; g) Frequentemente, deixa escapar uma
resposta antes que a pergunta tenha sido concluída;
- Um padrão persistente de desatenção e/ou h) Frequentemente, tem dificuldade para esperar a
hiperatividade, que interfere no funcionamento e sua vez; i) Frequentemente, interrompe ou se
no desenvolvimento, conforme caracterizado por 1 intromete; j) Vários sintomas de desatenção ou
e/ou 2 hiperatividade-impulsividade estavam presentes
antes dos 12 anos de idade; k) Vários sintomas de
1. Desatenção: seis (ou mais) dos seguintes
desatenção ou hiperatividade-impulsividade estão
sintomas persistem por, pelo menos, seis meses em
presentes em dois ou mais ambientes; l) Há
um grau que é inconsistente com o nível do
evidências claras de que os sintomas interferem no
desenvolvimento e têm impacto negativo,
funcionamento social, acadêmico ou profissional,
diretamente, nas atividades sociais e
ou de que reduzem a sua qualidade; m) Os sintomas
acadêmicas/profissionais.
não ocorrem, exclusivamente, durante o curso de
a) Frequentemente, não presta atenção em detalhes esquizofrenia ou outro transtorno psicótico, e não
ou comete erros por descuido em tarefas escolares, são mais bem explicados por outro transtorno
no trabalho ou durante outras atividades. mental.
b) Frequentemente, tem dificuldade de manter a Transtorno do espectro autista
atenção em tarefas ou atividades lúdicas.
Critérios diagnósticos
c) Frequentemente, parece não escutar quando
a) Déficits persistentes na comunicação social
alguém lhe dirige a palavra diretamente.
e na interação social em múltiplos
contextos.
1. Déficits na reciprocidade socioemocional, estar abaixo do esperado para o nível geral do
variando, por exemplo, de abordagem social desenvolvimento.
anormal e dificuldade para estabelecer uma
Transtornos neurocognitivos
conversa normal ao compartilhamento reduzido de
interesses, emoções ou afeto, a dificuldade para - Condições adquiridas que representam uma
iniciar ou responder às interações sociais; patologia cerebral subjacente, resultando em um
declínio nas faculdades mentais.
2. Déficits nos comportamentos comunicativos não
verbais usados para a interação social, variando, - Não são condições esperadas do desenvolvimento.
por exemplo, de comunicação verbal e não verbal
pouco integrada à anormalidade no contato visual e - Lesão cerebral causada por trauma, condições
linguagem corporal, ou déficits na compreensão e anômalas de respiração, transtornos
no uso de gestos, a ausência total de expressões cardiovasculares, transtornos degenerativos,
faciais e comunicação não verbal; demência por causas metabólicas, condições
relativas às drogas e ao álcool, infecções e
3. Déficits para desenvolver, manter e compreender complicações do câncer.
os relacionamentos, variando, por exemplo, de
dificuldade em ajustar o comportamento para se - Abrange o grupo de transtornos em que o déficit
adequar aos contextos sociais diversos à clínico primário está na função cognitiva, sendo
dificuldade em compartilhar as brincadeiras transtornos adquiridos em vez de transtornos de
imaginativas ou em fazer amigos, a ausência de desenvolvimento.
interesse por pares. - Tem como características centrais os déficits
b) Padrões restritos e repetitivos de cognitivos, apesar dos mesmos estarem presentes
comportamento, interesses ou atividades: em muitos transtornos mentais (esquizofrenia,
transtornos bipolares).
1. Movimentos motores, uso de objetos, ou fala
estereotipados ou repetitivos; - A cognição prejudicada não estava presente ao
nascimento ou no início da vida, representando um
2. Insistência nas mesmas coisas, adesão inflexível declínio a partir de um nível de funcionamento
às rotinas ou aos padrões ritualizados, de alcançado anteriormente.
comportamento verbal ou não verbal;
Alzheimer
3. Interesses fixos e, altamente, restritos, que são
anormais em intensidade ou foco (p. ex., forte apego - Evidências de declínio cognitivo importante a
aos/ou preocupação com objetos incomuns, partir de nível anterior de desempenho em um ou
interesses, excessivamente, circunscritos ou mais domínios cognitivos.
perseverativos); - Surgimento insidioso e a progressão gradual do
4. Hiper ou hiporreatividade aos estímulos prejuízo nos domínios cognitivos.
sensoriais ou interesse incomum por aspectos - Os déficits cognitivos interferem na independência
sensoriais do ambiente. em atividades da vida diária.
c) Os sintomas devem estar presentes - A perturbação não é mais bem explicada por
precocemente no período do desenvolvimento. doença cerebrovascular, outra doença
d) Os sintomas causam prejuízo clinicamente neurodegenerativa, efeitos de uma substância ou
significativo no funcionamento social, profissional outro transtorno mental, neurológico ou sistêmico.
ou em outras áreas importantes da vida do - Beta-amiloide (necessário); Tau; neuro
indivíduo no presente. degeneração.
e) Essas perturbações não são mais bem explicadas - Cognição como forma de estadiamento: pré-
por deficiência intelectual ou por atraso global do clínico, queixa cognitiva subjetiva,
desenvolvimento. Deficiência intelectual ou comprometimento cognitivo leve, demência.
transtorno do espectro autista costumam ser
comórbidos; para fazer o diagnóstico da - Sintomas amnésicos iniciais estão estreitamente
comorbidade de transtorno do espectro autista e relacionados ao acometimento de regiões
deficiência intelectual, a comunicação social deve temporais mediais, em especial, hipocampo e córtex
entorrinal.
- Tem o seu início em áreas temporais mediais e, - Demandas – diagnóstico ou detecção precoce de
posteriormente, atingem o neocórtex, localizado em sintomas.
áreas temporais, parietais e frontais.
- Avaliação e reavaliação para o acompanhamento
- Apresentação característica: amnéstica, com de tratamentos cirúrgicos, medicamentos e de
prejuízo da memória e da aprendizagem, reabilitação.
comumente acompanhado de deficiências nas
- Direcionada ao tratamento, visando à
funções executivas.
programação de reabilitação neuropsicológica.
- Na fase da demência, outras funções cognitivas
- Voltada para os aspectos legais, gerando as
estão alteradas também.
informações e os documentos, sobre as condições
- Presença de uma série de sintomas ocupacionais ou incapacidades mentais.
comportamentais/neuropsiquiátricos: apatia,
Adultos e Idosos
depressão, agitação/agressividade. Esses sintomas
relacionam-se com maior sobrecarga de cuidadores ♣ Declínio cognitivo. ♣ Demências. ♣ AVE. ♣
e, consequentemente, com maior probabilidade de Histórico de abuso de substâncias. ♣ Déficits
institucionalização desses pacientes. cognitivos secundários a outros transtornos. ♣ Pré
e pós-cirúrgicos.
- Diagnóstico definitivo – exame anatomopatológico
(biópsia). Infantil
- Diagnóstico provável – critérios clínicos: - Identificar precocemente as dificuldades no
desenvolvimento cognitivo e comportamental.
- Documentado pelo Miniexame do Estado
Mental (MEEM) ou por exame similar e confirmado - Problemas de aprendizagem.
por avaliação neuropsicológica;
- Queixas de comportamento.
- Comprometimento progressivo da
memória e de, no mínimo, mais uma função - Cautela: cérebro em desenvolvimento,
cognitiva, afetando o desempenho nas atividades de envolvimento de fatores ambientais.
vida diária (AVDs). Processo
- Biomarcadores fisiopatológicos, como os - Formulação de hipóteses 🡪 planejamento dos
biomarcadores no liquor (Tau, Fosfo-Tau, instrumentos 🡪 cotação e análise dos dados 🡪
Betaamiloide) e os marcadores amiloides em conclusões 🡪 devolutiva oral e por escrito.
neuroimagem (PET-PiB).
1. Formulação de hipóteses
AVALIAÇÃO E REABILITAÇÃO
NEUROPSICOLÓGICAS - Perguntas levantadas a partir do encaminhamento
para a avaliação, cujas respostas se estruturam na
Avaliação neuropsicológica forma de hipóteses que serão confirmadas, ou não,
- Método para se examinar o encéfalo por meio do por meio da avaliação.
estudo de seu produto comportamental e é - Parte das informações levantadas na entrevista
essencial não, somente, para tornar as decisões inicial (motivo do encaminhamento).
diagnósticas, mas, também, para desenvolver os
programas de reabilitação. 2. Planejamento dos instrumentos
- Metodologia utilizada em avaliação - Necessário dispor de instrumentos precisos,
neuropsicológica envolve inúmeros recursos que válidos e normatizados para determinada
foram desenvolvidos em laboratórios de população.
Neuropsicologia, Neurologia e Psicometria.
3. Aplicação de técnicas e instrumentos
- Esses testes são organizados em baterias que
- Técnicas – entrevista; observação.
podem ser flexíveis ou fixas.
- Instrumentos – psicológicos, neuropsicológicos,
- Avaliação compreensiva e abrangente. Funções
escalas/inventários.
cognitivas, aspectos emocionais, personalidade,
comportamento social e adaptativo. - Levantamento quantitativo e qualitativo.
4. Cotação e análise dos dados - Noção de cura não se aplica, no geral.
- Analisar o desempenho do examinando nos Variáveis relacionadas à recuperação
instrumentos considerando os aspectos
1 Demográficas: idade, escolaridade, sexo, bagagem
quantitativos e qualitativos.
cultural, abuso de drogas.
- Analisar a performance completa do examinando
2 Fatores relacionados à lesão: período desde a
em todo o processo e a sua combinação com outros
lesão, extensão e gravidade da lesão, recuperação
exames.
de diferentes funções em diferentes graus.
- Estabelecer a relação entre a função/disfunção e a
3 Fatores psicológicos: características pré-
área cerebral.
mórbidas de personalidade, alterações e oscilações
- Atentar para os fatores que possam interferir em de humor, raiva e resistência, falta de consciência.
uma tarefa.
- Melhor prognóstico: indivíduos sem antecedentes
- Conhecimento teórico. psiquiátricos, que apresentem alterações
comportamentais leves, bom nível intelectual
5. Conclusões
prévio e que disponham de um familiar participante
- Perfil neuropsicológico do examinando, com do tratamento.
ênfase sobre as principais áreas de habilidade, as
- Recomendável iniciar um programa de
dificuldades e os possíveis déficits cognitivos.
reabilitação, até, aproximadamente, 6 a 9 meses
- Hipóteses sobre o funcionamento emocional e a após acometimento cerebral.
sua relação com a queixa.
Objetivos da reabilitação
- Fornecer um diagnóstico compreensivo e/ou
- Independência e qualidade de vida dos pacientes.
nosológico.
- Aproveitamento das capacidades preservadas
- Recomendações e condutas ao programa de
(habilidades residuais), estratégias compensatórias
reabilitação.
e aquisição de novas habilidades, auxílio na
6. Comunicação dos resultados adaptação às perdas permanentes.
- Entrevista devolutiva – comunicar os resultados
da avaliação neuropsicológica.
- Transmitir, apenas, o que for necessário para a
tomada de decisões que afetam o sujeito.
- Orientar a quem é de direito sobre os
encaminhamentos apropriados.
- Fornecer o relatório ou o laudo psicológico a quem
é de direito.
Reabilitação neuropsicológica
- Conjunto de práticas que tem, como objetivo,
reduzir os efeitos de déficits cognitivos, alterações
comportamentais, emocionais e mudanças
decorrentes de insultos neurológicos como TCE,
tumores cerebrais, AVEs, epilepsias, doenças
neurodegenerativas, entre outras.
- Visa habilitar o paciente com a disfunção
neurológica a se adaptar ao seu novo contexto
psicossocial.
- Plasticidade cerebral é limitada: tirar o foco de
voltar ao normal para a melhora gradual e a
adaptação.