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Custeio da Seguridade Social e Lei 8212/91

O documento aborda o custeio da Seguridade Social no Brasil, conforme o artigo 195 da Constituição Federal, que estabelece uma fonte tríplice de financiamento envolvendo a União, Estados e Municípios, além das contribuições de segurados e empresas. As contribuições são classificadas em diretas e indiretas, com diferentes alíquotas aplicáveis a diversos grupos de segurados e empresas. O texto também menciona a possibilidade de criação de novas fontes de custeio e as isenções para entidades beneficentes, além de discutir prazos de prescrição e decadência relacionados ao benefício previdenciário.

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Custeio da Seguridade Social e Lei 8212/91

O documento aborda o custeio da Seguridade Social no Brasil, conforme o artigo 195 da Constituição Federal, que estabelece uma fonte tríplice de financiamento envolvendo a União, Estados e Municípios, além das contribuições de segurados e empresas. As contribuições são classificadas em diretas e indiretas, com diferentes alíquotas aplicáveis a diversos grupos de segurados e empresas. O texto também menciona a possibilidade de criação de novas fontes de custeio e as isenções para entidades beneficentes, além de discutir prazos de prescrição e decadência relacionados ao benefício previdenciário.

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CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL

Prof.: Linnecker Batista


FORMAS DE FINANCIAMENTO
• É o artigo 195 da Constituição Federal que versa sobre o financiamento
da Seguridade Social.
• Trata-se de uma tríplice fonte de custeio que decorre do orçamento dos
Estados/Distrito Federal, da União e dos Municípios, bem como das
contribuições dos segurados, das empresas e seus equiparados.
• Interessante se faz mencionar que o aposentado empregado, que por
força de entendimento do STF, é segurado obrigatório e deve manter
sua contribuição ao RGPS.
Lembre-se, a fonte de custeio é tríplice,
porém a gestão é quadruplique, conforme já vimos.
Classificam-se como fontes diretas as contribuições sociais e como fontes
indiretas os orçamentos públicos.
As fontes diretas se dividem em quatro categorias:

I. Do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei;


II. Do trabalhador e dos demais segurados da previdência social;
III. Sobre a receita de concursos de prognósticos;
IV. Do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele
equiparar.
É possível criar uma nova fonte de custeio?

Sim! A Constituição Federal traz a possibilidade de uma nova


fonte de custeio através dos ditames do Art. 195, §5° e do Art.
154. I, desde que a União, por meio de Lei Complementar,
institua o devido tributo com fato gerador e base de cálculo
distintos dos já existentes.
BASE DE CÁLCULO E ALÍQUOTA
A contribuição dos segurados
A base de cálculo da contribuição da maioria dos segurados da
previdência social é o salário de contribuição, sobre o qual é aplicada
uma alíquota para definir o valor em pecúnia;
O Princípio da Vinculação Obrigatória determina que as contribuições
sociais devem ser somente direcionadas para fins previdenciários, não
significando dizer para fins da Seguridade Social;
Atendendo o preceito de quem recebe mais paga mais e quem recebe
menos paga menos, o Princípio da Capacidade Contributiva vem
respaldar a variação das alíquotas.
EMPREGADOS CLT, EMPREGADOS DOMÉSTICOS
E TRABALHADORES AVULSOS
SALÁRIO ALÍQUOTA APLICADA ALÍQUOTA EFETIVA
Até um salário mínimo
7,5% 7,5%
(R$ 1.212,00 em 2022)
De R$ 1.212,01 a R$ 2.427,35 9% 7,5% a 8,25%
De R$ 2.427,36 a R$ 3.641,03 12% 8,25% a 9,5%
De R$ 3.641,04 a R$ 7.087,22
14% 9,5% a 11,69%
(Teto do INSS em 2022)
CONTRIBUINTE INDIVIDUAL, SEGURADO ESPECIAL,
MEI, E SEGURADO FACULTATIVO
SEGURADO ALÍQUOTA BASE DE CÁLCULO
11% ou 20% sobre um valor entre o
Contribuinte Individual 11% ou 20%
mínimo nacional e o teto do INSS.
Sobre o valor da receita bruta de
Segurado Especial 1,3%
produção rural.
MEI
5% ou 20%
Microempreendedor Sobre o mínimo nacional.
(complementação)
Individual
20% ou 11% ou 5%
Segurado Facultativo Sobre o mínimo nacional.
(baixa renda)
A contribuição das empresas

As empresas contribuirão levando em consideração a folha de pagamento,


em quatro formas diferentes:
• Contribuição básica de 20% (art. 22, I e III, da Lei n.8.212/91);
• Contribuição para o seguro de acidente do trabalho (SAT) (art. 22, II, da Lei
n. 8.212/91);
• Contribuição para a aposentadoria especial (art. 57, § 6º, da Lei n. 8.213/91);
• Contribuição adicional das instituições financeiras (art. 22, § 1º, da Lei
n.8.212/91).
A contribuição das empresas

• Há também previsto em lei as chamadas contribuições


substitutivas que alteram a base de cálculo da folha de pagamento
para outras estipuladas, como no caso da associação desportiva
que mantém equipe de futebol pagará 5% (cinco por cento) da
receita bruta.
• As empresas ainda arcam com contribuições sobre o lucro que
variam de 9 a 20%, é a chamada CSLL – Contribuição Social sobre
o Lucro Líquido.
A contribuição do empregador doméstico

Estes devem arcar com uma alíquota de 8 % incidente sobre o


salário de contribuição do empregado doméstico a seu e 0,8%
para o financiamento do seguro contra acidentes de trabalho.
A contribuição do importador

Também são cobradas contribuições sobre importações para o


território nacional que podem ter como contribuintes o
importador, assim considerada a pessoa física ou jurídica que
promova a entrada de bens estrangeiros no território nacional;
a pessoa física ou jurídica contratante de serviços de residente
ou domiciliado no exterior; e o beneficiário do serviço.
A contribuição do importador - alíquotas

As alíquotas aplicáveis sobre a importação de bens:

2,1% (dois inteiros e um décimo por cento), para a Contribuição para


o PIS/Pasep-Importação.

9,65% (nove inteiros e sessenta e cinco centésimos por cento), para


a Cofins-Importação.
A contribuição do importador - alíquotas

As alíquotas aplicáveis sobre a importação de serviços:

1,65% (um inteiro e sessenta e cinco centésimos 73 por cento), para a


Contribuição para o PIS/Pasep-Importação;

7,6% (sete inteiros e seis décimos por cento), para a Cofins-


Importação.
Casos Especiais

Quando o recolhimento da contribuição previdenciária versar sobre


ação trabalhista, o art. 43 da Lei 8212/91 traz 6 hipóteses distintas em
seus parágrafos, que substituem a o salário de contribuição como
base de cálculo, passando a utilizar os valores fixados em sentença
como tal.
Quando o recolhimento da contribuição previdenciária versar sobre
ação trabalhistas, o art. 43 da Lei 8212/91 traz 6 hipóteses distintas em
seus parágrafos.
Casos Especiais

Quando se tratar das entidades beneficentes de assistência social


que atendam às exigências estabelecidas em lei, nos moldes do
Art. 195, § 7° da CF/88, estas serão isentas de pagar as
contribuições previdenciárias que seriam devidas.
Prescrição E Decadência

Atualmente, tanto os prazos decadenciais (solicitação de


benefício administrativamente) e prescricionais (pugnar
benefício judicialmente) são de 5 anos.
OBRIGADO!

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