1.
Forma Pulmonar
Causa: Inalação de esporos do Cryptococcus.
O que ocorre:
o Infecção pulmonar primária.
o Pode ser assintomática ou causar sintomas semelhantes a pneumonia:
tosse, febre, dor torácica, dispneia.
o Em imunocompetentes, pode se autolimitar; em imunossuprimidos, tende
a se disseminar.
✅ 2. Forma Cutânea
Causa: Disseminação hematogênica (secundária) ou, raramente, inoculação
direta.
O que ocorre:
o Lesões cutâneas que podem simular molusco contagioso, acne,
furúnculos, úlceras ou placas verrucosas.
o Indicam geralmente doença sistêmica subjacente, especialmente em
imunossuprimidos.
✅ 3. Forma Mucocutânea
Causa: Disseminação do fungo para mucosas (nariz, boca).
O que ocorre:
o Lesões ulceradas ou granulomatosas em mucosas orais, nasais e
faríngeas.
o É rara e mais comum em infecções disseminadas.
✅ 4. Forma Encefálica (Neurológica ou Meningoencefálica)
Causa: Disseminação hematogênica para o SNC.
O que ocorre:
o Meningite ou meningoencefalite criptocócica.
o Sintomas incluem: dor de cabeça, febre, rigidez de nuca, vômitos,
fotofobia, confusão mental, convulsões.
o Forma mais grave e comum em imunocomprometidos, especialmente
com AIDS.
✅ 5. Forma Visceral
Causa: Disseminação para órgãos internos como fígado, baço, rins.
O que ocorre:
o Pode levar a hepatomegalia, esplenomegalia, insuficiência renal.
o Forma disseminada rara, geralmente em pacientes com imunossupressão
severa.
✅ 6. Forma Óssea
Causa: Disseminação hematogênica para ossos e articulações.
O que ocorre:
o Lesões osteolíticas, dor óssea, inflamação local, artrite séptica.
o Mais comum em infecção disseminada crônica.
🐱 Felinos (gatos) – Espécie mais acometida entre os domésticos
Forma mais comum: Forma nasal ou respiratória superior, podendo progredir
para forma disseminada.
Manifestações clínicas:
o Espirros crônicos, secreção nasal mucopurulenta ou hemorrágica.
o Lesões ulceradas no nariz e face ("inchaço do focinho").
o Lesões cutâneas, neurológicas ou oculares (uveíte, cegueira) em casos
disseminados.
Transmissão: Inalação de leveduras ambientais, especialmente em fezes de
pombos ou madeira em decomposição.
Importância: Gatos são sentinelas ambientais e potenciais transmissores
passivos.
🐶 Caninos (cães) – Menos comum que em gatos
Forma mais comum: Pulmonar e/ou disseminada.
Manifestações clínicas:
o Tosse, dispneia, febre.
o Sintomas neurológicos (em formas disseminadas): ataxia, convulsões.
o Lesões oculares ou linfadenopatia.
Prognóstico: Geralmente pior do que em gatos, pois costuma ser diagnosticada
tardiamente, já em fase sistêmica.
🐄 Bovinos – Casos raros, mas descritos
Forma mais comum: Geralmente pulmonar ou disseminada, muitas vezes
associada à imunossupressão (ex: estresse intenso, coinfecções).
Manifestações clínicas:
o Pneumonia crônica, perda de peso.
o Linfadenite, encefalite, ou lesões granulomatosas em fígado e baço (em
casos disseminados).
Relevância: Pouco frequente, mas importante em regiões tropicais e áreas com
alta carga ambiental do fungo.
🕊️Aves – Pouco suscetíveis, mas reservatórios ambientais importantes
Importância:
o Reservatórios ambientais, especialmente pombos (Columba livia).
Suas fezes favorecem a proliferação de Cryptococcus neoformans.
o As aves possuem alta temperatura corporal (~42°C), o que inibe o
crescimento do fungo, tornando infecções raras e subclínicas.
Quando infectadas: Pode ocorrer em aves imunossuprimidas, com lesões
pulmonares ou neurológicas, mas é exceção.
🧪 Diagnóstico em animais:
Citologia (lavado nasal, LCR), cultura fúngica, histopatologia.
Testes como tinta nanquim (para ver a cápsula do Cryptococcus) e antígeno
criptocócico (CrAg).