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Importância da Família na Alfabetização

Este trabalho analisa a interação da família no processo de alfabetização no primeiro ano da Unidade Escolar Professora Raquel Ferreira de Oliveira, destacando a importância da participação familiar na educação. A pesquisa utiliza métodos qualitativos e bibliográficos, e é estruturada em dois capítulos que abordam a história da relação escola-família e a metodologia da pesquisa. Os resultados visam contribuir para o desenvolvimento de novas práticas educativas e enfatizar a necessidade de colaboração entre família e escola para o sucesso educacional das crianças.

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Importância da Família na Alfabetização

Este trabalho analisa a interação da família no processo de alfabetização no primeiro ano da Unidade Escolar Professora Raquel Ferreira de Oliveira, destacando a importância da participação familiar na educação. A pesquisa utiliza métodos qualitativos e bibliográficos, e é estruturada em dois capítulos que abordam a história da relação escola-família e a metodologia da pesquisa. Os resultados visam contribuir para o desenvolvimento de novas práticas educativas e enfatizar a necessidade de colaboração entre família e escola para o sucesso educacional das crianças.

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INTRODUÇÃO

Este trabalho ao ser planejado tem como objetivo geral analisar-Investigar


através da pesquisa de campo a interação da família no processo de alfabetização no
primeiro ano na Unidade Escolar Professora Raquel Ferreira de Oliveira. Sendo assim o
tema proposto é de grande relevância para educação, pois a pesquisa surgiu pelas
constantes inquietações ao perceber as necessidades dessas relações família e escola
e por sua importância.

Essa pesquisa busca responder a seguinte problemática: Qual a importância da


participação familiar no processo de alfabetização?

Partindo desse questionamento buscando ao longo desse trabalho resposta para


o referido problema, foram utilizados livros, artigos, onde se optou pela pesquisa de
campo e bibliográfica, onde foi aplicado em forma de questionário. Assim podemos
ressaltar que a pesquisa irá contribuir com o desenvolvimento da educação, pois os
dados coletados da escola servirão como subsídio para o desenvolvimento de novas
práticas educativas.

Neste estudo, tem como objetivo geral, analisar como se dá o acompanhamento


da família no processo de alfabetização dos alunos do primeiro ano da escola
professora Raquel Ferreira de Oliveira.

A metodologia da pesquisa foi baseada na analise de dados qualitativos e


bibliográficos com embasamento teórico com visão dos autores que discutem a
temática e analise de dados coletados na escola Professora Raquel Ferreira de
Oliveira, com os educadores e pais dos alunos do primeiro ano do ensino fundamental.

Dessa forma esse trabalho analisa as principais idéias e reflexões colhidas no


processo de pesquisa, onde o trabalho encontra-se estruturado em dois capítulos, o
Capitulo I intitulado: Breve historia da relação Escola - Família no Brasil, onde
apresenta o referencial teórico, que para melhor compreensão está dividido em sub -
tópicos que aborda respectivamente: 1 Princípios para uma proposta de interação
11

família-escola; A de participação da família na educação escolar; A relevância da


família no processo de alfabetização; criança e o processo de Alfabetização

Capítulo II vem destacar o percurso metodológico percorrido na pesquisa e


também encontra dividido em tópicos que contempla os tipos de pesquisa, os caminhos
percorridos pela pesquisa, perfil dos sujeitos e análise dos dados.

Por meio de categorias e com os dados coletados, foi dividido em categorias de


analises onde foram divididas em três entendimentos sobre o conceito: a importância
da participação da família na escola; estratégias da escola para estimular o
envolvimento da família; a freqüência dos pais em atividades reflete na educação dos
filhos. As categorias dos pais foram divididas em duas categorias: o entendimento da
participação e importância da família no contexto escolar; e interação da família e dos
educadores com a escola. Por fim as considerações finais que contém os resultados da
pesquisa.
12

CAPITULO I

BREVE HISTÓRIA DA RELAÇÃO ESCOLA-FAMÍLIA NO BRASIL

Tanto a escola quanto a família, as duas instituições cuja relação é nosso objeto
de análise, sofreram transformações profundas ao longo da nossa história. Mediador e
regulador dessa relação, o papel do Estado também foi se modificando. Ao percorrer
esta história, podemos compreender a origem de algumas idéias que ainda hoje estão
presentes no pensamento educacional e verificar sua atualidade.

A Família é um grupo formado por indivíduos unidos por laços de sangue ou


afinidade, um lugar de aprendizado onde todos que convivem compartilha um mesmo
contexto social. É nela o primeiro ponto de referência para o início da caminhada de
seu filho, onde se responsabilizam por ensinar valores sociais, educacionais, os
costumes e a formação do caráter e muitas vezes o exemplo de vida, a bagagem
hereditária. Rocha coloca que, “A família é um conjunto de ascendente e descendente,
colaterais e afins, de uma linhagem, mais restritamente, o pai, a mãe e os filhos.”
(ROCHA, 2005, p.318)

Com a instituição da República em 1889, surge no Brasil a escola como a


conhecemos hoje, considerada fundamental para a construção da sociedade: a escola
contemporânea nasce marcada pelo ideário da civilização e do progresso para todos. A
ação educacional no Brasil começou ainda no período colonial, como uma ação para as
elites, calcada nos valores da cultura européia, de conteúdo livresco e aristocrático.
Para as classes populares, a educação, quando existia, voltava-se para a preparação
para o trabalho e era quase uma catequese, pois o objetivo principal era moralizar,
controlar e conformar os indivíduos às regras sociais. Configurou-se assim, desde o
início da história da educação brasileira, uma proposta educacional marcada pela
diferenciação de atendimento para ricos e pobres.

No fim da Primeira República e início do governo de Getúlio Vargas, consolida-


se a dimensão reformista da escola, sobretudo no que se refere às camadas mais
13

pobres. Nessa cruzada pelos bons costumes, com destaque para higiene e
alimentação, a mulher é identificada como a grande responsável por garantir a boa
ordem no lar e precisa ser reeducada para conhecer e compreender as necessidades
infantis. Dá-se especial importância à estratégia de utilizar o próprio aluno como
intermediário entre a escola e a família, influenciando a educação dos adultos,
expediente até então muito utilizado pela Igreja Católica.

Nesse contexto, a família inicialmente perde sua função de educadora em favor


da sociedade política, mas, em seguida, é chamada de volta ao terreno da educação
para auxiliar o Estado educador. Enquanto a escola continua a comandar o processo,
os pais e responsáveis passam a ocupar uma posição de auxiliar. A escola afirmava-se
como instituição especializada na socialização das crianças, sobrepondo-se à família,
às igrejas ou a quaisquer outras iniciativas de organização social.

As famílias, também atingidas pela complexidade que tomou conta do mundo e


da escola, também se reorganizam. Não surpreende então que família e escola
obrigadas a conviver e partilhar desigualmente a responsabilidade pela educação das
novas gerações, às vezes conduzam o trabalho de forma substancialmente diferente e
até mesmo conflitante.

Os desafios da família diante dos processos de alfabetização são importantes


para compreender a evolução e o desenvolvimento da nossa sociedade. Há família que
nos dias atuais exige das pessoas a compreensão, pois tem que entender o papel
importante para o desenvolvimento de cada ser, e perceber que não existe um modelo
de família e sim diversos tipos, onde cada um tem suas particularidades, cada um com
tipo de parentescos e assim por diante. Carvalho diz:

Hoje em dia não podemos mais falar da família brasileira de um modo geral,
pois existem vários tipos de família de formação familiar coexistindo em nossa
sociedade, tendo cada uma delas suas características e não mais seguindo
padrões antigos, nos dias atuais existem famílias de pais separados, chefiadas
por mulheres, chefiadas por homem sem companheira, a extensa, a
homossexualidade, e ainda a nuclear que seria a formação familiar do início dos
tempos formada de pai, mãe e filhos, mas não seguindo os padrões antiquados
de antigamente. (CARVALHO, 2009, p. 01)
14

Diante desta realidade, entender esse tipo de família acaba que gerando uma
maior interação dos profissionais de educação, principalmente na vida pessoal da
criança, mas não esquecendo que a educação é um processo universal que tanto a
família quanto à escola, são responsáveis por essas funções de grandes
responsabilidades.

Por isso a família é a base importante de cada criança no processo educacional,


é o porto seguro das afetividades, bem como dos materiais ao desenvolvimento dos
seus componentes. A família é onde a criança vive suas alegrias, felicidade, amor, paz
e tranqüilidade.

Contudo diante da realidade e da vida financeira das famílias, observou algumas


mudanças ao longo dos anos, quando antigamente só os homens trabalhavam para
sustentar a casa, hoje nos dias atuais a mulher passou a ingressar no mercado de
trabalho para ajudar nas despesas de casa. Com isso os filhos passaram a ter melhor
condições de vida, mas menos tempo com os pais.

Por outro lado, as várias mudanças políticas, econômicas e culturais ocorridas,


sobretudo na segunda metade do século XX, tiveram forte impacto sobre o papel da
mulher e sobre a configuração das famílias, que se tornaram menos numeroso e menos
sujeitas ao controle patriarcal. Assim como é destacado Figueiredo e Mascarenhas.

É preciso considerar as intensas evoluções acerca do desenho das estruturas


familiares através dos tempos, estas não obedecendo mais aos padrões da
família hierarquizada, devido às mudanças nos papeis sociais de homens e
mulheres, a mudança da concepção de pátrio poder para poder familiar, onde
tal poder se torna efetivamente compartilhado entre pais e mães, o advento da
guarda compartilhada, a expansão do divórcio e as novas formas de arranjos
familiares e uniões conjugais. (FIGUEIREDO & MASCARENHAS, 2012, p.03)

Com passar dos anos as famílias vão se modernizando de diversas formas, mas
mantendo as relações afetivas, o que importa não é a maneira que ela é formada e sim
a maneira de transmitir valores entre os membros que a formam.

Nos dias atuais é comum encontrar vários tipos de convivência das famílias tipo:
filhos de pai separados, filhos criados pela mãe, filhos que não convivem com pais
15

biológicos ou pelos avos ou até mesmo pelo pai. Famílias formadas também com duas
mães, dois pais. Enfim, diversos tipos de famílias o importante que haja carinho e amor
para as crianças nessa convivência.

É comum a família presenciar os professores relatando sobre a culpa do mesmo


nas dificuldades de aprendizagens ou no comportamento inadequado do aluno,
principalmente quando eles têm uma convivência de pais separados, ou criado por avós
ou até mesmo por outras composições.

A escola deve estar sempre sensibilizando e investigando quais os motivos estão


ocasionando estas ações e investigando a família para que possa ajudar e
disponibilizar meios que possam ajudá-los, independente de qual for o tipo formação
familiar que a criança convive. Como é afirmado por Lopes:

As famílias precisam contribuir com a escola, devendo mostrar-se interessados


pelos deveres de seus filhos, conversando com professores para ter informação
constante sobre o processo educativo concretizando na instituição escolar,
dando a cooperação solicitada para tornar mais eficaz a ação escolar, e
também, respeitar os conhecimentos e as habilidades que a instituição
proporciona (LOPES, 2009, p.77).

Portanto, a Constituição Federal de 1988 definiu em seu artigo 205 que a


“educação, direito de todos e dever do Estado e da família”, e ainda que será
promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno
desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua
qualificação para o trabalho.

A partir de então, atendendo democraticamente à pressão da sociedade, os


governos passaram a dar mais atenção à área da educação, estabelecendo novos
planos e estratégias para financiar o sistema educacional e também dando
responsabilidade a família e a sociedade.

1.1 Princípios para uma proposta de interação família-escola

Na consolidação dos direitos das crianças, as responsabilidades específicas dos


adultos que as cercam vão sendo modificadas e a relação escola-família passa a ser
16

regida por novas normas e leis. No Brasil, em termos legais, os direitos infanto-juvenis
estão amparados pela Constituição e desdobrados no Estatuto da Criança e do
Adolescente (ECA), Lei nº 8.069, de 1990, e na nova Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional (LDB), promulgada em 1996. Segundo a LDB, os profissionais da
educação devem ser os responsáveis pelos processos de aprendizagem, mas não
estão sozinhos nesta tarefa. A lei prevê a ação integrada das escolas com as famílias:

Art. 12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do


seu sistema de ensino, terão a incumbência de:

(...) VI – Articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de


integração da sociedade com a escola; (...)

Art. 13. Os docentes incumbir-se-ão de:

(...) VI – Colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e


a comunidade.

Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do


ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e
conforme os seguintes princípios:

(...) II – Participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares


ou equivalentes”. (BRASIL, 1996).

Com isso a família tem todo o direito de buscar assegurar a educação básica de
seus filhos, ela é dirigida, em princípio, a alunos de zero a 17 anos, o Estatuto da
Criança e Adolescentes- ECA aplica às escolas e diz explicitamente:

Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno


desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e
qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes:

I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;

II – direito de ser respeitado por seus educadores;

III – direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às

instâncias escolares superiores;

IV – direito de organização e participação em entidades estudantis;

V – acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência. Parágrafo


único. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico,
bem como participar da definição das propostas educacionais.
17

E ainda afirma a responsabilidade dos pais, e os meios que serão acionados


caso eles não cumpram com seus deveres:

Art. 55. Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou


pupilos na rede regular de ensino.

Art. 56. Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão


ao Conselho Tutelar os casos de:

I – maus-tratos envolvendo seus alunos;

II – reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os


recursos escolares;

III – elevados níveis de repetência”.

Tanto no ECA quanto na LDB, a efetividade do direito à educação das crianças e


dos adolescentes deve contar com a ação integrada dos agentes escolares e pais ou
responsáveis.

Embora haja vários tipos de família, não pode deixar as suas responsabilidades
para a escola, hoje os pais oferecem mais conforto os filhos, passam o dia trabalhando,
mas não estão presentes na vida escolar e cotidiana dos seus filhos. Portanto a família
precisa assumir efetivamente seu compromisso, já que é muito importante para o
desenvolvimento da criança.

Família e escola são pontos de apoio e sustentação ao ser humano; é marcos


de referencia existencial. Quanto maior for a parceria entre ambas, mais
positivo e significativo serão os resultados na formação do sujeito. A
participação dos pais na educação formal dos filhos deve ser constante e
consciente. Vida familiar e vida escolar são sim ultâneas e complementares. (DI
SANTO, 2006, p.2)

Pode-se perceber que falar em parceria não é fácil, mas colocar em prática é
necessário, pois reconhecer as características de cada um independente da forma
como se organizam, tanto a escola como a família, é fundamental para um bom
desempenho das crianças.

Em 2012 o Ministério da Educação- MEC institui o programa PNAIC (Pacto


Nacional pela Alfabetização na Idade Certa) que reafirma e amplia o compromisso das
18

secretarias estaduais, distrital e municipais de educação a alfabetizar as crianças até,


no máximo, os oito anos de idade, ao final do 3º ano do ensino fundamental. O PNAIC
foi desenvolvido a partir dos índices constantes de alunos com alfabetização incompleta
e letramento insuficiente.

1.2 A participação da família na educação escolar

É na família, mediadora entre o indivíduo e a sociedade, que aprendemos a


perceber o mundo e nos situarmos nele. É a família formadora de nossa primeira
identidade social. Ela é o primeiro ponto a quem aprendemos a nos referir. É nessa
instituição, pois, que se dão os primeiros contatos com o mundo das regras dos valores
vigentes na sociedade. Ao se constituírem nas primeiras referências e figuras da
autoridade, os pais se tornam responsáveis pelas diversas formas com que seus
filhos irão lidar posteriormente com os limites impostos pela vida em sociedade.
Ao assumir esse papel formador, a família participa com a escola de um projeto
comum, que é o da formação/educação da criança e do adolescente.

O acompanhamento da família no processo educativo da criança é o principal


fator de sucesso no que se refere ao desenvolvimento do aluno. Quando a criança tem
estímulo conseqüentemente o resultado será positivo.

Contudo, assim o papel da família e da escola assumir e desempenhar a sua


função, sempre uma complementando a outra, assim terão uma educação satisfatória
no processo de alfabetização, que visa qualidade e não quantidade, lembrando que é o
aluno é ser ativo, e produtor de conhecimento, mas que depende dessa interação para
se desenvolver.

Portanto o processo de alfabetização é importantíssimo para o caminho da


aprendizagem e desenvolvimento da vida da criança na sociedade, no qual as duas
entidades mais presentes na vida da criança são escola e a família – devem estar
presentes de maneira a se completarem, visando o futuro do aluno. Com isso Weiss
afirma:

A alfabetização não é mais vista como transmissão de conhecimento pronto


que, para recebê-lo, a criança teria que ter desenvolvidas habilidades, possuir
19

pré-requisitos, enfim, apresentar uma “Prontidão”. A alfabetização é resultante


da interação entre a criança, sujeito construtor do conhecimento, e a língua
escrita. (WEISS, 2008, p. 95)

Na afirmativa do autor, nota-se que a alfabetização não é só transmitir


conhecimentos para o aluno, mas também desenvolver habilidades no aluno. E para a
criança ter sucesso nesse processo deve haver a participação do grupo familiar e da
escola para que a criança tenha um bom desenvolvimento. Pois no ambiente escolar a
família pode contribuir no desempenho dos seus filhos proporcionando maior segurança
e bom resultado nos ensinamentos. Portanto alfabetização é:

O processo em que o aluno se apropria do ensino e da aprendizagem. A escola


é o principal espaço para busca do conhecimento, em que ocorre a intervenção
pedagógica, e a função do professor é ser um mediador do conhecimento. Com
seu auxilio, precisa acontecer a aprendizagem significativa dos alunos. No
entanto, sabemos que não é apenas a escola que o aluno aprende. O processo
de alfabetização depende, também, do ambiente familiar no qual o aluno está
inserido, pois, mesmo antes de iniciar sua vida escolar já possui um
conhecimento de leitura do mundo por meio de jornais, revista, livros, mídia,
internet e até mesmo nas ruas (panfletos, placas de sinalização, entre outros,),
ou seja, os símbolos e as letras que a criança vê podem não ter significado,
mas, ao chegar à escola, o contato com a linguagem escrita possibilita a ela
compreensão sobre o significado das palavras, isso decorre por intermédio das
práticas de alfabetização que estimulam a leitura e a escrita (SALMÓRIA E
SOPELSA, 2012, p. 03).

Nesse sentido, quando a criança inicia seus estudos, ela começa a desenvolver
símbolos lingüísticos, ser curiosa, observadora e ativa. Há também, crianças que
chegam à escola com conhecimentos prévios da escrita, há outras, porém que
necessitam da instituição para apropriar se da escrita.
E neste contexto, o papel do educador é colher a criatividade do aluno, e ensiná-
lo novas formas de aprendizagens, e assim proporcionar a criança a construir seu
próprio pensamento. Mas isso só será possível se a família estiver junto com a escola,
pois ela é responsável por acompanhar a criança no processo de aprendizagem. E
assim RUSSO “destaca que antes de entrar para a escola, a criança já está em contato
com um importante meio alfabetizador: o ambiente que a cerca, com mil formas, cores
e imaginações. (RUSSO, 2012, p. 19)
20

Por isso a escola e a família são importantes sujeitos de transformações onde


devem oferecer um ambiente alfabetizador, para que esse espaço se torne
efetivamente um instrumento alfabetizador, onde a criança precisa perceber que o valor
social da escrita é a comunicação. Dessa forma Nascimento destaca que:

É na família que os indivíduos se relacionam e trocam experiências, visto que


ela é, ao mesmo tempo, um espaço de conflito cooperativo e um espaço
determinante de bem-estar através da distribuição de recursos, passando
muitas vezes a refletir diretamente duvidam aspirações e questão pessoais. Na
família os filhos e demais membros encontram o espaço que lhes garantem a
sobrevivência, desenvolvimento, bem-estar e proteção integral através aportes
afetivos e, sobretudo, materiais. [...] A família é o eixo de referencia pelo qual os
seus participantes elaboram e determinam suas relações sociais, além de ser o
apoio para que os homens, mulheres e crianças se organizem em torno da
realização de projetos comuns. (NASCIMENTO, 2006, p.02)

Portanto, o ambiente familiar é onde a criança tem o primeiro convivo social, os


primeiros ensinamentos dentre outros costumes, a família é a base principal no
desenvolvimento de aprendizagem, a partir dessa convivência a criança desenvolve
suas primeiras experiências e onde começam a ter capacidade de tornar-se parte
desse processo de ensino aprendizagem.
E assim, para que tenha sucesso nesse processo de alfabetização a escola tem
o papel de desenvolver diversas situações para adaptar a criança, por isso é necessário
que haja uma interação entre família e escola, contribuindo para uma educação de
qualidade e mostrar que nesse processo deve existir participação de ambas as partes
na vida escolar de seus filhos. Portanto a partir desse momento em que acontece o
desenvolvimento da criança no processo educacional, repercutindo assim
positivamente com bons resultados.
Deste modo, o professor tem um papel fundamental dentro da escola, como nos
projetos escolares que busca metas para promover o desenvolvimento da criança por
meio de parceria com a família, onde a mesma deve estar em ligação com o ambiente
escolar. Nesse sentido Salmoria e Solpesa, mostra que:

O professor necessita rever, revistar sua prática, a fim de possibilitar a


aprendizagem, pois são vários os fatores que influenciam nesse processo, entre
21

eles á diversidade presente na sala de aula. Precisa buscar alternativas


variadas e viáveis ao processo educacional. É fundamental que o professor
disponibilize uma gama de instrumentos pedagógicos e, assim, construa um
ambiente alfabetizador adequado ao desenvolvimento das capacidades e
habilidades de cada aluno. (SALMORIA E SOLPESA, 2012, p. 02).

Assim como foi afirmado pelo autor, é dentro da sala de aula que o professor
pode optar por determinado método ou por algumas práticas. Lembrando ainda que é
importante que ele esteja constantemente se atualizando, a fim de adquirir
conhecimentos teóricos e práticos e que seja capaz de estimular o aluno, conduzindo-o
ao avanço.
De tal modo que é importante ter criatividade, e usar instrumentos pedagógicos,
na organização da sala, como imagens, painéis, murais e gravuras adequada nesse
processo de ensino aprendizagem, fazendo com que a criança desperte a imaginação e
criatividade.
Portanto, para que a alfabetização aconteça, o professor precisa conhecer o
aluno a ponto de poder pensar os tipos de estratégia a ser trabalhada, e deve
estabelecer seus objetivos a partir do que o aluno já sabe. Porém mesmo utilizando
diversos métodos e técnicas, se a família não estiver acompanhando nesse processo o
resultado não será satisfatório. Pois o comprometimento e a participação ativa dos pais
influenciam no desenvolvimento da criança.

1.3 A relevância da família no processo de alfabetização

A família e a escola são duas instituições de grande relevância no


desenvolvimento que favorecem o sucesso escolar e social do aluno, a educação
perpassa tanto no ambiente escolar quanto o familiar. Portanto, a família precisa
auxiliar nesse processo, pois essa parceria deve ser aliada ao seu comprometimento
junto a escola e aos professores.

Assim, as famílias precisam se preocupar em saber como anda o desempenho


dos seus filhos, no processo de alfabetização, e assim perceber se eles estão
aprendendo, ou se tem alguma dificuldade, e se há falhas, de quem é a
responsabilidade, no processo de aprendizagem.
22

Portanto, nesse processo as famílias devem estar atentas nas atividades


escolares, para que não venha logo em seguida um resultado negativo. Deste modo,
segundo Tiba:

A rigor, a educação escolar é diferente da família. Não há como uma substituir a


outra, pois ambas são complementares. Não se pode delegar a escola parte da
educação familiar, pois esta é única e exclusiva, voltando à formação de caráter
e aos padrões de comportamento familiares, a escola nunca deve absorver a
educação familiar, pois seu objetivo é preparar profissionalmente seus alunos,
cuidando, portando, da convivência grupal e social. Para a escola, seus alunos
são transeuntes curriculares, enquanto, para os pais, os filhos existem para
sempre. (TIBA, 2012, p. 183)

Nesse processo é necessário lembrar que a escola e a família têm o papel


fundamental de contribuir no processo de alfabetização da criança, sendo que a
responsabilidade deve ser obrigatoriamente compartilhada, pois ambas devem estar em
contato, para assim contribuírem no rendimento escolar.
Com isso, a escola transmite conhecimento cientifico envolvendo também
situações sociais e culturais do aluno, e a família transmitem para a criança os valores
éticos, culturais, efetivos entre outros, ajudando a criança no desenvolvimento de
aprendizagem. Quando a escola e a família compartilham os mesmos objetivos a
criança se desenvolve melhor no processo de alfabetização e reflete positivamente no
nível de desempenho escolar.
Sendo que com a ausência da família no processo de alfabetização, gera
dificuldades tanto para instituição como para a criança, afetando muitas vezes o
psicológico da mesma, dificultando o desenvolvimento no decorrer desse processo. É
através da ausência da família que muitas vezes a criança não é alfabetizada como
deveria ser, apresentando na maioria das vezes, problemas de dificuldades na
aprendizagem.
Portanto a escola é uma instituição que complementa a família, uma depende da
outra para alcançar uma educação de qualidade para as crianças. Uma vez que há uma
necessidade entre ambas estarem se interagindo para melhor qualidade do ensino
aprendizagem, quando melhor acontecer essa ligação entre família e escola no
processo de alfabetização mais significativo será os resultados alcançados na formação
23

da criança. Com isso Di Paula, afirma:

No decorrer dos anos observa-se que educar deixou de ser responsabilidade só


desta instituição que se esqueceu de que o afeto familiar faz grande diferença
no processo de aprendizagem, principalmente no período de alfabetização, no
qual a criança necessita das interações e de modelos de leitura e escrita ou seu
cotidiano. (DI PAULA, 2012, p.06).

Com isso, podemos destacar a relevância da afetividade nesse processo de


aprendizagem, pois contribui bastante para que aluno tenha um bom desempenho em
suas atividades, mas escola sem o apoio da família não consegue atingir bons
resultados.

Porém não basta os responsáveis colocar as crianças na escola, é preciso


acompanhá-las freqüentemente dando à atenção e carinho, pois a participação dos
mesmos na vida escolar é reconhecida por muitos professores como um fator
importante para o rendimento em sala de aula. Assim como é destacado por Machado.

A influência da família no desenvolvimento do ser é fundamental, pois é nela


que o ser humano, busca referencias para seu comportamento. O meio familiar
é a base de toda a educação, pois é nela que o indivíduo formará seus
princípios éticos e morais. (MACHADO, 2013, p.137)

Diante da fala do autor, entende-se que grande parte do aprendizado da criança


vem da influência do convívio familiar, aonde o desenvolvimento da personalidade vai
se moldando com o tempo.
A família é, portanto, a primeira base da instituição social formadora da criança.
Dela depende em grande parte a personalidade do adulto que a criança virá a ser, mas
por causa do trabalho e da falta de tempo, muitas famílias encontram dificuldades de
participar da vida escolar da criança, mas mesmo com os obstáculos, muitas
demonstram o interesse, afetividade e colaboração com o processo da aprendizagem
de seus filhos. Neta destaca a importância da família no processo educativo de seus
filhos.

A família deve dedicar um tempo para as crianças, incentivando e estimulando


em seu processo da alfabetização, os pais e as escolas devem buscar
condições, traçar metas que possa contribuir para o desenvolvimento e
24

crescimento intelectual e social do indivíduo. (NETA, 2014 P.17)

No entanto, o que realmente acontece, é o oposto que o autor destacou, quanto


a participação dos pais no ambiente escolar, que é relativamente baixa. Entretanto as
justificativas são variadas sobre essa ausência como; os horários das reuniões, a sobre
carga de trabalho, e falta de tempo, porém nada justifica o desinteresse de algumas
famílias pelo desempenho escolar de seus filhos.

É inegável que no processo de alfabetização, o papel da família tem um peso


muito grande, pois ao acompanhar as atividades, dedicando um pouco do seu tempo
para ajudar as crianças em suas tarefas, os pais proporcionam uma melhoria no
processo de ensino-aprendizagem. Mas como diz Nerici, “poucos são os pais que
acompanham a educação de seus filhos, prestigiando e entrando em contato com a
escola, a fim de colaborar com ela na tarefa nem que ambas devem ser responsáveis”.
(1972, p.189).
Diante do relato do autor pode-se ver a maioria dos alunos não tem
acompanhamento da família tanto na escola quanto na tarefa para casa, pois alguns
pais se negam ajudar seus filhos às atividades escolares, e também não participa de
eventos realizados na escola, como comemorações de datas especiais, reuniões, e
contato com professores.
Em contrapartida, muitos educadores têm buscado estratégias para que a família
se envolva mais no processo de aprendizagem da criança, pois a ausência da família
nesse processo pode ocasionar baixo desempenho na ação alfabetizadora e em outros
níveis. E assim a crianças será penalizada pela falta de compromisso de seus pais, os
quais só aparecem na escolar no período de matricula.
Nesse sentido, muitos professores percebem as dificuldades encontradas pelos
alunos devido à ausência da família, não há como promover uma boa educação, sem
participação efetiva da família no processo de alfabetização.
A relevância da educação que a criança recebe é muito importante para o
processo de formação de personalidade, em quanta pessoa, pois é no convívio escolar
que ela reforça os valores adquiridos em casa sendo a família a principal influenciadora
Portanto, o acompanhamento familiar principalmente na fase da alfabetização é muito
25

importante, onde desempenha um papel decisivo na condução de evolução da criança.


E é no âmbito escolar, que as dificuldades de aproximação da família com a escola,
evidenciam ou não, e conseqüentemente o fracasso é legitimado.
A escola precisa do apoio de pessoas compromissadas em ajudá-los na
educação das crianças, é necessárias maiores responsabilidades das famílias no
processo de alfabetização, pois são necessárias pessoas envolvidas em busca de um
rendimento escolar significativo para as crianças.
No entanto, para uma criança ser bem alfabetizada é preciso que haja
participação e interesse da família no desenvolvimento dessa formação, é de sua
importância o acompanhamento nesse processo de alfabetização, é preciso considerar
que a formação do leitor inicia-se no âmbito familiar e deve ser incentivada desde
pequeno. Assim como é afirmado por Maia:

Nem toda criança alfabetizada é leitor, nem tão pouco o tal almejado
desenvolvimento da leitura acontece nos anos subsequentes á escolarização,
apesar de a leitura construir a atividade mais corriqueira em todas as
disciplinas, apesar de ser o objeto de estudo da língua portuguesa. (MAIA,
2007, p. 33).

Uma vez que, o processo de alfabetização é contínuo, por isso é preciso


construir bases para que as crianças possam participar criticamente da cultura escrita,
conviver com essa organização do discurso escrito e experimentar de diferentes formas
os modos de pensar escrito. Portanto o ambiente familiar representa um papel
importante no desenvolvimento da criança, principalmente na formação de atitudes e de
hábitos.
Na verdade, a família tem um modelo e um papel decisivo para a criança ser
bem alfabetizada, uma vez que os pais forem leitores regulares, certamente
conseguirão ensinar seus filhos a curiosidade pela leitura e o desejo de lerem. O
crescimento da criança numa família que valoriza livro traz aspectos positivo para que a
criança possa ter uma motivação.

Porém devem estar presentes, sempre que possível ao lado de seus


filhos, brincando e conversando com eles. Se as crianças obtêm a atenção e o amor de
que tanto necessitam, o vínculo afetivo com os seus genitores estará garantido, por ter
26

sido estimulado, o que concorre para o aumento de sua autoestima e confiança. Os


filhos precisam saber que, mesmo estando longe de seus pais, deverão seguir as
regras deles. Não é apenas na presença dos genitores que a sua educação se
consolida.

É importante o papel da família no desempenho escolar dos filhos, e ainda


conclui que há uma relação interdependente entre as condições sociais da origem das
famílias e a maneira que se relacionam com as escolas, além do fato de que,
transformações visíveis pelas quais passam ultimamente, tanto as escolas quanto às
famílias, naquilo que diz respeito às suas estruturas e dinâmicas internas, são
reveladores de uma tendência crescente de conexão entre os territórios: família e
escola. (Nogueira, Romanelli, e Zago, 2000, p.11).

A escola, consequentemente, também necessita de relação de cooperação com


a família, pois os professores precisam conhecer as dinâmicas internas e o universo
sociocultural vivenciado pelos seus alunos, para que possam respeitá-los, compreendê-
los e tenham condições de intervirem no providenciar de um desenvolvimento nas
expressões de sucesso e não de fracasso diagnosticado. Precisam ainda, dessa
relação de parceria para poderem também compartilhar com a família os aspectos de
conduta do filho: aproveitamento escolar, qualidade na realização das tarefas,
relacionamento com professores e colegas, atitudes, valores, respeito às regras

Com isso a necessidade de ter uma boa relação entre família e escola pois,
segundo Paro (2000), o distanciamento entre escola e família não deveria ser tão
grande, pois para ele, a escola não ”assimilou quase nada de todo o progresso da
psicologia da educação e da didática, utilizando métodos de ensino muito próximos e
idênticos aos do senso comum predominantes nas relações familiares” (p.16).

O autor se remete ao fato de que, escola dos filhos, é bastante parecida com a
escola que os pais frequentaram, e por isso, estes últimos não deveriam sentir-se tão
distanciados do sistema educacional, e também o professor, embora admita a
necessidade da participação dos pais na escola, não sabe bem como encaminhá-la

Nas palavras de Paro, “parece haver, por um lado, uma incapacidade de


27

compreensão por parte dos pais, daquilo que é transmitido na escola; por outro lado,
uma falta de habilidade dos professores para promoverem essa comunicação” (p.68).

Infelizmente, as pesquisas que relacionam as instituições escola e família são de


número bastante reduzido, comparando-se à proporcionalidade deste número, a
importância essencial dessa relação para o desempenho escolar das crianças.

A dificuldade, entretanto, da efetiva construção dessa relação, de uma maneira


que proporcione condições de igualdade na relação das duas instituições, isto é,
estabelecendo-se uma parceria, onde a participação dos pais seja real, diferente
daquela participação, onde enviam uma contribuição mensal, onde colaboram
comprando rifas, ou vêm à escola para ouvirem a professora contar das inúmeras
dificuldades dos filhos, é um dado presente na maioria das pesquisas: que relatam o
paralelismo entre as duas instituições, rompidos por raros e frágeis pontos de
intersecção.

Lino e Macedo (1996) relatam alguns dos muitos sentimentos que permeiam tal
relação, quando escreve a apresentação do livro “Reunião de Pais: Sofrimento ou
Prazer?”, obra através da qual as autoras apresentam propostas para a elaboração de
reuniões que conduzam a um esforço comum e recíproco entre pais e professores, para
promoverem o desenvolvimento das crianças.

Esta é uma relação permeada pelos mais diversos fatores: o sofrimento dos
pais por afastarem seus filhos de si mesmos; os desejos de que a escola lhes
ofereça o melhor, em todos os aspectos; a necessidade da garantia dos
melhores cuidados para com as crianças; os ciúmes que sentem os pais ao
dividirem os filhos com os professores; o medo do fracasso escolar; as
projeções dos próprios fracassos compensados através dos filhos; o pouco
interesse pela vida escolar dos filhos; as superexigências dos pais; as atitudes
de aceitação ou não dos filhos; as questões de rejeição ou negligência; as
dificuldades pessoais dos pais; o contexto sócio-econômico-histórico em que se
fundamenta a família; a permissividade ou o autoritarismo; as relações de amor
e hostilidade; a violência contra os filhos, ou entre familiares; as atitudes,
padrões e valores morais da família; o relacionamento entre casal e filhos;
doenças, separação, desemprego; os diferentes modelos de organização
familiar. (Macedo, 1996, p.12).

Apesar da incompleta enumeração dos aspectos preponderantes na relação


28

família escola, aspectos estes como se nota, principalmente de ordem afetiva e moral,
vê-se que a tarefa de se construir uma parceria entre tais instituições se faz mister, uma
vez que a escola não sustenta ou talvez jamais tenha sustentado a posição de
substituta da família na função educadora, tão pouco, lhe caberá assumir uma postura
de resistência e rivalidade, baseada em uma aproximação unilateral, que venha a
submeter a família, a partir da exagerada consideração de uma possível ignorância e
incapacidade desta última para educar e socializar.

Na verdade, permanece a hegemonia da instituição escolar sobre a familiar,


naquilo que concerne à formação e ou competência similar é irreal, pois o
desenvolvimento do aluno depende entre tantos fatores, mas especialmente da boa
solução desses aspectos apontados anteriormente. Entretanto o que se observa é
exatamente a falta de iniciativa dos professores segundo Paro:

Quanto à falta de um necessário conhecimento e habilidade dos pais para


incentivarem e influenciarem positivamente os filhos a respeito de bons hábitos
de estudo e valorização do saber, o que se constata é que os professores, por
si, não têm a iniciativa de um trabalho a esse respeito junto aos pais e mães.
Mesmo aqueles que mais enfaticamente afirmam constatar um maior preparo
dos pais para ajudarem seus filhos em casa se mostram omissos no tocante à
orientação que eles poderiam oferecer, especialmente nas reuniões de pais,
que é quando há um encontro que se poderia considerar propício para isso
(PARO, 2000, p.65).

Como é destacada na fala do autor, a participação dos pais depende muito do


seu meio cultural ou de sua formação, pois os filhos são reflexos dos pais, se a criança
não vive em um ambiente letrado como ela vai ter incentiva para ser, embora existam
situações que ocorre o inverso mais isso é bastante relativo.

1.4 A criança e o processo de Alfabetização

As crianças, desde muito cedo, convivem com a língua oral em diferentes


situações: os adultos que as cercam falam perto delas e com elas. A linguagem ocupa
assim, um papel central nas relações sociais vivenciadas por crianças e adultos.

Portanto as crianças que vivem em ambientes ricos em experiências de leitura e


escrita, não só se motivam para ler e escrever, mas começa, desde cedo, a refletir
29

sobre as características dos diferentes textos que circulam ao seu redor. E assim
quando entra na instituição escolar, elas ampliam suas capacidades de compreensão e
produção de textos orais.

Com a ampliação do Ensino Fundamental para nove anos de duração alicerçado


na Lei nº 11.274/2006, automaticamente as crianças de seis anos são obrigadas a
estarem matriculadas no primeiro ano e, conseqüentemente, precisam antecipar a
maturidade da leitura e escrita.

Nessa perspectiva surge indagações sobre a inclusão dessas crianças mais


cedo no ensino fundamental, a organização dos espaços e tempos de brincar, além das
práticas da leitura e da escrita.

Contudo, a partir da Resolução Nº 7, de 14 de dezembro de 2010 que Fixa


Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos, na qual
traz em seu contexto a importância de enfatizar a cultura, como é possível ver em seu
artigo 9, afirma que:

O currículo do Ensino Fundamental é entendido, nesta Resolução, como


constituído pelas experiências escolares que se desdobram em torno do
conhecimento, permeadas pelas relações sociais, buscando articular vivências
e saberes dos alunos com os conhecimentos historicamente acumulados e
contribuindo para construir as identidades dos estudantes (BRASIL, 2010).

Nesse artigo reafirma a “a necessária integração dos conhecimentos escolares


no currículo”, portanto, o processo educativo traz as experiências dos alunos. E no
artigo 29 destaca continuidade da trajetória escolar, quando diz que:

A necessidade de assegurar aos alunos um percurso contínuo de


aprendizagens torna imperativa a articulação de todas as etapas da educação,
especialmente do Ensino Fundamental com a Educação Infantil, dos anos
iniciais e dos anos finais no interior do Ensino Fundamental, bem como do
Ensino Fundamental com o Ensino Médio, garantindo a qualidade da Educação
Básica. § 1º O reconhecimento do que os alunos já aprenderam antes da sua
entrada no Ensino Fundamental e a recuperação do caráter lúdico do ensino
contribuirão para melhor qualificar a ação pedagógica junto às crianças,
sobretudo nos anos iniciais dessa etapa da escolarização.(BRASIL, 2010)
30

Com base no que foi exposto, assim como na Educação Infantil, o início do
Ensino Fundamental deve ser caracterizado da mesma forma, pois as crianças não
deixaram de ser integrantes da infância ao passar para essa etapa. Com a antecipação
dessas crianças mais cedo no processo de alfabetização, exige que elas sejam
encorajadas a raciocinar sobre escrita alfabética.

Nessa etapa a criança deve começar a compreender o funcionamento do


alfabeto, memorizar as convenções de letras e dominar seu traçado, usando
instrumentos como lápis, papel ou outros que os substituam.

Apesar das diferenças individuais, as crianças buscam a aprendizagem na


medida em que constrói o raciocínio lógico. O papel da escola e do (a) professor (a),
neste contexto, ganha um importante impulso, pois é na e pela escola que o indivíduo
passa dos conceitos cotidianos.

Partindo do processo evolutivo da criança no desenvolvimento da leitura e da


escrita, Emilia Ferreiro e Ana Teberosky (2001) definiram esses níveis de escrita em
cinco momentos: (Nível –I pré-silábico), Nível –II ( Intermediário 1), Nível-III silábica),
Nível –IV (silábico –alfabético) e Nível-V (alfabético).

Cada nível tem características que o definem, portanto, as representações, não


são manifestações aleatórias, mas sim construções internas provenientes das ações e
das percepções diante do mundo.

 Nível pré-silábico: neste nível a criança não estabelece relação entre a escrita e
a fala (pronuncia), ela exerce sua escrita por meio de desenhos, rabiscos e letras
utilizando-as aleatoriamente. .
 Nível Intermediário: nesse nível a criança começa a ter consciência de que
existe alguma relação entre pronúncia e escrita, onde começa a desvincular a escrita
das imagens e os números das letras.
31

 Nível silábico: a criança começa a ter consciência que existe uma relação entre
a fala e a escrita. Supõe que deve escrever tantos sinais quantas fores as vezes em
que mexe a boca
 Nível silábico-alfabético: inicia a superação da hipótese silábica, utiliza uma
letra ou mais letras para escrever cada sílaba, pode combinar vogais e consoantes em
mesma sílaba.
 Nível alfabético: faz relação sonora das palavras, escreve do jeito que fala,
compreende que cada um dos caracteres da escrita corresponde a valores menores
que as sílabas.

Deste modo, segundo Ferreiro e Teberosky (2001) a criança pode ser


considerada alfabetizada quando domina a base alfabética do sistema de escrita,
demonstrando a compreensão na leitura e na escrita.

Portanto o processo para apropriação da escrita não acontece em um único


passo, mas é de forma gradativa, aonde o indivíduo vai adquirindo concepções, regras,
normas, constrói e reconstrói hipóteses, ou seja, ele passa por várias reflexões até
chegar à complexidade da escrita.

Fica perceptível que toda e qualquer criança passa por esses cinco níveis até
alcançar essa complexidade da escrita, e cada uma tem o seu próprio ritmo de
transição de um nível a outro, o que deve ser atentado pelos alfabetizadores, pois um
grande erro presente na educação é a falta de conhecimento por parte dos
docentes, em que desconhecem que cada criança possui as suas próprias
necessidades e dificuldades, e que deve ser levado em conta, já que nem todas
aprendem com a mesma facilidade.
32

CAPÍTULO II

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

O objetivo desse capítulo é informar a metodologia usada na elaboração desse


trabalho e mostrar como foi desenvolvida a pesquisa. Para melhor compreensão está
dividido em tópicos.

2.1 Instrumentos da pesquisa

A Pesquisa de campo foi realizada de forma qualitativa ocorrendo à coleta de


informações com os métodos da coleta de dados através de questionários. De início foi
organizado antes uma visita até a escola para informar a diretora sobre a importância
da pesquisa e seus procedimentos éticos.

Primeiro procedimento foi à entrevista individual com a diretora da escola para


autorização e o uso do nome da instituição para o trabalho. Autorizado pela mesma,
logo em seguida foi comunicado a professora sobre a importância do trabalho, pedindo
também a autorização onde a mesma apoiou e selecionou sete pais, cujos filhos fazem
parte da escola, para responder os questionários, logo em seguida, foi marcada a data
para aplicar os questionários. Alguns dias depois foi aplicado os questionários, com
educadores da escola e pais indicado pela professora.
33

No decorrer da pesquisa foram obtidos dados significativos para embasamento


do tema do estudo. Os questionários foi um procedimento escolhido em função das
suas capacidades em obter informações de profissionais e suas interações.

Podem-se definir questionários como técnica em que o investigador se


apresenta frente ao investigado e lhe formulam perguntas, com o objetivo de
obtenção de dados que interessam a investigação. A entrevista é, portanto uma
forma de interação social. Mais especialmente, é portanto uma forma de dialogo
assimétrico, em que uma das partes busca coletar dados e a outra se apresenta
como fonte de informação. (GIL, 1994, p.113).

Assim, pode-se ver que os questionários é uma técnica de investigação que tem
por objetivo o conhecimento de opiniões, sentimentos, situações, expectativas entre
outras. Dessa forma constitui-se basicamente em traduzir por meio da resposta.
Portanto segundo Gil:

Os questionários apresentam certa semelhança com provas escritas.


Entretanto, cabe notar que num questionário não existe questões verdadeiras
ou falsas. O que se pretende com esse instrumento, a semelhança de
entrevista, é identificar opiniões, sentimentos etc.(GIL, 2009, p.115).

2.2 Campos de pesquisa

A pesquisa foi desenvolvida na Unidade escolar professora Raquel Ferreira de


Oliveira, que pertence a Rede municipal de Ensino de Coronel José Dias, que fica na
Rua Osmar Gomes de Sá, no centro da cidade de, a mesma funciona em dois turnos,
sendo ofertados pela manhã educação infantil e ensino fundamental, funciona 05
turmas com 129 alunos e no turno da tarde com três turmas com 88 alunos.

A instituição é bem localizada e está bem de estrutura, com 06 salas de aulas,


01 secretaria, 01 sala para os professores, 01 sala de digitação, 01 biblioteca,
01cantina, 02 banheiros.

A escola escolhida teve como objetivo de analisar a participação da família no


desenvolvimento da criança, participação dos gestores da escola e de analisar as
estratégias diversificadas, focalizando os métodos usados. Respeitando as respostas
dos interlocutores, a partir dos dados coletados de informações, escrita ocorrida no
34

espaço da escola.

2.3 Perfis dos sujeitos

Os sujeitos escolhidos para participarem da pesquisa são 01 diretora, 01


coordenadora, 01 professor e 07 pais, esses sujeitos foram escolhidos por fazer parte
do contexto da escola pesquisada. Para a coleta de dados, optou-se por aplicar
questionários com perguntas abertas, contendo 04 questões para os pais e 06 para o
diretor, coordenador e professor, todos participaram de forma voluntária.

Para apresentar os dados obtidos nos questionários foi escolhido um critério de


seleção dos nomes onde foi usado em forma de códigos nas iniciais (D, C e P) para
identificar e proteger a identidade dos educadores da escola e (p1, p2, p3, p4, p5, p6,
p7), para identificar os pais, facilitando assim a representação dos interlocutores do
trabalho realizado.

A caracterização do sujeito é uma importante ferramenta na pesquisa. Para tanto


são tomadas como fonte de informações os procedimentos e instrumentos de pesquisa
e os relatos de todos, para melhor organização foi traçado o perfil dos sujeitos.

Quadro - 1: Perfil dos Sujeitos

SUJEITO SEXO IDADE FORMAÇÃO TEMPO DE


PROFISSIONAL SERVIÇO
DIRETORA Feminino 40- 50 Licenciatura em 20 anos
ciências biológicas
pós – graduação
em Docência em
ensino religioso
COORDERNADORA Feminino 40- 50 Licenciatura plena 23 anos
em pedagogia,
Pós - graduação
em
Psicopedagoga
35

PROFESSORA Feminino 30 – 40 Em Ensino Acima 20


Religioso. anos

Fonte: dados da pesquisadora

SUJEITO SEXO IDADE ESCOLARIDADE ESTADO QUANTOS


CIVIL FILHOS
P1 Feminino 29 anos Ensino Médio Casada 02

P2 Feminino 39 anos Ensino Médio Casada 02


incompleto
P3 Feminino 25 anos Ensino Médio Casada 01
completo
P4 Feminino 38 anos Ensino Médio Solteira 02

P5 Feminino 36 anos Ensino Superior Solteira 03

P6 Feminino 29 anos Fundamental Casada 02

P7 Masculino 44 anos Fundamental Casado O2

Fonte: dados da pesquisadora

Percebe - se que os sujeitos da pesquisa: Diretor, coordenador e professor são


todos do sexo feminino, os professores são todos graduados, já os pais pesquisados
são maioria do sexo feminino, sendo apenas um dos pais do sexo masculino, os
participantes da pesquisa tem idades que variam de 25 a 50 anos,

2.5 Análises dos dados

As categorias de analises foram divididas em entendimentos da direção, da


coordenação, professora e pais, no processo de alfabetização das crianças do primeiro
ano do ensino fundamental menor e ainda com a intenção de alcançar os objetivos da
pesquisa, apresentam-se aqui os resultados e analises dos instrumentos realizados.
Neste sentido, algumas dimensões foram construídas para que se delimitasse a análise
individual.
36

Quadro-2 CATEGORIA I: O ENTENDIMENTO DA PARTICIPAÇÃO E IMPORTÂNCIA


DA FAMILIA NO CONTEXTO ESCOLAR

Nessa categoria busca destacar a participação ativa da família sobre a


importância na educação de seus filhos no processo de alfabetização. Pois a família é
o primeiro e principal contexto de socialização dos seres humanos, é um entorno
constante na vida das pessoas, é uma instituição social que varia no tempo e
apresenta formas e finalidades diferentes dependendo do grupo social em que esteja.

5-Quais seus deveres como responsável pelo seu filho no processo de


alfabetização?
PAI 1- Educar, respeitar, obedecer aos mais velhos, e na escola sempre presta
atenção na aula, e o que o professor fala durante a aula
PAI 2- Cuidar sempre dos filhos se preocupar sempre com a educação do filho na
escola
PAI 3 - Tem o dever de levar e buscar na escola, ensinar suas atividades, não
faltar às reuniões e mostrar a ele o quando é bom ir para escola
PAI 4 - Mandar todos dos dias para escola, acompanhar no desenvolvimento na
escola, ensinar as tarefas e ensinar a respeitar ao próximo
PAI 5 - Educar, ensiná-los a ter responsabilidade em saber conviver com próximo,
e ensinar ajudando a professora com os estudos dele, porque ensinar não só é
dever da professora e sim dos pais também
PAI 6 - Observar o desenvolvimento que segue durante o período letivo e procurar
ajudar nas dificuldades de meu filho
PAI 7- Tem dever de cuidar, educar para crescerem, sabendo ter responsabilidade
respeito pelo próximo e para saber o que é certo e o que é errado
Fonte: dados da pesquisadora

Qualquer nível social em que os pais estejam, eles educam, transmitindo


princípios éticos, valores morais e padrão de comportamento. É nesta ação que se
compreende verdadeiramente qual o dever e papel de uma família.
37

Observando os depoimentos dos interlocutores, cada pai demonstrou suas


particularidades cada um no seu perfil social pelo quadro constatou as respostas sobre
seus deveres como responsáveis, P1, P2, P5, P7, fala sobre seu dever de educar,
obedecer, e respeitar os mais velhos e P3, P4, P6 abordam suas responsabilidades
como responsável pela criança, relatando que mostra para seus filhos a importância de
estudar, ensinar as atividades e procurar sempre as dificuldades que possui.

Diante de todas as respostas obtidas cada um dos responsáveis demonstrou


seus deveres de forma que contribua na aprendizagem na vida escolar de seus filhos.
Como foi possível verificar, as contribuições dos deveres de cada pai. Todos eles
mostram-se preocupados com o processo educativo isso é um ponto positivo, pois seus
filhos necessitam de um acompanhamento familiar nos estudos principalmente na fase
da alfabetização, para haver uma educação eficaz não só nos estudos, mas no meio
em que vive, para conseguirmos uma educação eficiente. Assim podemos verificar que
segundo os pais, eles cumprem seus deveres. Portanto Freire destaca que “Ninguém
educa, ninguém educa a si mesmo, os homens educam entre si, midiatizados pelo
mundo.” (Freire, 1987, p.68). Partindo dessa afirmação, podemos assegurar que a
educação é um conjunto de ações, entre o meio, a família e escola.

Quadro -3

6-Qual importância da família na educação escolar de seu filho?


PAI 1- Este sempre atento quando filho chega e sempre visitar a escola ou perguntar
como estão na escola
PAI 2- Educação é importante para meus filhos e para o futuro deles
PAI 3- Se não tiver o acompanhamento da família não tem como a criança se
desenvolver na escola. O pai tem que incentivar os filhos irem à escola e ensinar suas
atividades, freqüentar a escola e participar das reuniões
PAI 4- A família é a primeira escola na vida de um filho, pois devem acompanhar e
ensinar os hábitos de transformar as informações e conhecimento em experiências
PAI 5- Orientar e educar para que eles aprendam a serem educados e respeitar ao
próximo, para quando na escola para quando cada vez mais for um aluno dedicado e
38

prestativo
PAI 6- O acompanhamento escolar é importante tanto para escola quanto para o filho,
pois a família tem noção do que se passa na vida escolar dos nossos filhos, tendo
maios facilidade de ajudá-los
PAI 7- A importância da família é fundamental na formação da criança, por que se a
família não participa a criança não tem estimulo a estudar e seguir caminhos diferentes.
Fonte: dados da pesquisadora

Analisando as respostas dos interlocutores entrevistados, percebe-se que eles


têm consciência da importância da presença da família na vida escolar da criança e
ambos têm um desejo enorme de dar uma boa educação a seus filhos. Quando P3
mencionou sua resposta sobre o incentivo de ensinar e comparecer às reuniões, mostra
- se o valor extremo do incentivo na vida escolar da criança, porque para se dar
incentivo a criança é a partir das atitudes (dos pais), não tem como a criança ser
estimulada para uma formação educacional se a família não incentiva (continuada).

Não leva para escola, não vai para as reuniões ou eventos, não ler livros, dentre
outras atitudes. Existem diversas formas de incentivar, além dessas formas de
contribuições, podemos dizer que a escola também pode trabalhar juntamente com as
famílias, contribuindo (esse incentivo) ajudando a desenvolver esses métodos para que
a criança tenha uma evolução gradativa em todos os aspectos, físico, emocional e
intelectual assim desenvolve de maneira sadia com mais responsabilidade de sucesso.

As crianças requerem certo grau de estimulação lingüística em casa para que a


aprendizagem da linguagem seja possível e, é mãe, em primeira infância, a
quem corresponde esse trabalho insubstituível. (MACEDO, p. 63, 1994.).

Diante das palavras do autor mostra-se que a família é quem atende as


primeiras necessidades constantemente da criança, quando P7 frisa sobre a
importância de estimular e seguir caminhos diferentes, isso mostra que existem
diversas formas de incentivar e estimular. Podemos dizer que a escola também pode
trabalhar juntamente com as famílias, contribuindo esse estimulo ajudando a
desenvolver métodos para que a criança evolua gradativamente em todos os aspectos,
39

físico, emocional e intelectual assim desenvolve de maneira sadia com mais


responsabilidade de sucesso.

No entanto, P1, P4, P6 fazem uma abordagem sobre o acompanhamento,


embora muitos não fizessem isso, e deixa apenas nas responsabilidades dos
professores de acompanhar sozinhos sem essa parceria familiar. Por isso é essencial
que a família apoie seus filhos nas necessidades e nas expectativas que a criança
necessita. Para Carvalho (2004):

O sucesso escolar depende em grande parte, do apoio direto e sistemático da


família, que investe nos filhos, compensando tanto dificuldades individuais
quanto eficiências escolares. (CARVALHO, 2000, p.144).

Diante do pensamento do autor, fica claro que uma criança só terá sucesso no
desenvolvimento escolar se tiver apoio da família, seja qualquer tipo situação que a
criança se encontra, a família é principal peça fundamental para o a realização do
ensino do aluno. Quando P5 mencionou orientar e educar para que eles aprendam a
serem educados e respeitar ao próximo, e P2 abordar que a educação é importante
para seus filhos e para o futuro deles, diante dos depoimentos constatou-se uma
qualidade satisfatória, se a família for bem consistente, a criança terá mais chances de
manter um desenvolvimento intelectual, como consequência sucesso nas diversas
fases da vida escola.

Quadro – 4 CATEGORIA II: INTERAÇÃO DA FAMILIA E DOS EDUCADORES COM


A ESCOLA

Essa categoria objetiva evidenciar efetiva interação família - escola como fator
importante no aprendizado do aluno no processo na educação de qualidade. Tanto a
família quanto a escola desejam a mesma coisa: preparar as crianças para o mundo; no
entanto, a família tem suas particularidades que a diferenciam da escola, e suas
necessidades que a aproximam dessa mesma instituição.

4-Participa das reuniões para as quais é convocado?


40

PAI 1- Geralmente quando meus filhos pedem a minha presença e não da mãe
porque nos dois trabalhamos
PAI 2- Sim, pois a família é importante participar das reuniões para saber o
desenvolvimento de seu filho
PAI 3- Sempre participa, nunca faltei uma só reunião
PAI 4- Sim, sempre que sou convocada
PAI 5- Sim, porque lá discutimos pontos positivos e negativos da criança
PAI 6- Sim, sempre que sou chamada compareço as reuniões
PAI 7- Sim, é muito importante comparecer nas reuniões para saber o
desenvolvimento e o comportamento
Fonte: dados da pesquisadora

A interação família e escola no processo de alfabetização da criança, é um dos


mais importantes recursos para a melhoria na aprendizagem. Essa parceria deve estar
sempre baseada na participação da família na vida escolar do aluno visando uma
melhoria no processo ensino-aprendizagem.

Nessa categoria os pais P1, P2, P3, P5 e p7 afirmaram que participam das
reuniões e que tem esse contato com a escola, mas P4 e P6 responderam que só tem
contato com a escola quando os mesmos são convocados. Então os responsáveis pela
escola devem usar artifícios de contato para orientar as famílias sobre os seus
objetivos, pois é ela que é responsável pela transmissão de conhecimento e
informações, é um ambiente extremamente relevante que precisa ter como finalidade o
aprendizado. Por isso deve haver este contato, não só quando for convocado, mas
sempre ir à instituição, para mostrar seu envolvimento com os estudos do seu filho.
Para Oliveira:

A comunicação entre escola e família passa pela intermediação da criança,


sendo esta comunicação aparentemente de Mão única, por haver pouco espaço
institucional para a manifestação das famílias. A ação das famílias é limitada é
determinada de acordo com os interesses da escola. Assim Num primeiro
momento, defende-se uma participação ampla dos pais na escola, mas o que
se verifica é uma participação que tem haver com o fato de conhecer o trabalho
da escola. (OLIVEIRA, 2002, p.105.)
41

Por isso participar das reuniões escolares é importante, para que possam ficar
informados sobre o processo de alfabetização do aluno, expor as dúvidas e
insatisfações referentes ao desempenho escolar e o comportamento de seus filhos. É
nela que depositam suas expectativas, incertezas e dúvidas. Participar da interação da
escola, a família contribui de modo indispensável na vida da criança.

Ao se unirem, a escola e família essa interação permitem-se refletir sobre seus


objetivos, recursos, problemas, as críticas existentes pelos os pais sobre as
metodologias dotadas pela escola, é preciso que exista, pois são necessárias para que
novas ações e posturas sejam criadas. Porém, isso deve acontecer entre ambas.

Quadro - 5

7-Como você avalia a relação existente entre escola e família?


PAI 1- Depende do professor e diretor se tem uma boa comunicação e bom
exemplo de que meus filhos estudam
PAI 2- Sim, avalia este presente na escola, pois a mesma tem contato com a
família
PAI 3- Se o aluno não tiver acompanhamento d à família na sala de aula, não tem
como ter um desenvolvimento adequado. Por isso é muito bom a família participar
da escola
PAI 4- Ótimo, somos sempre informados através de reuniões com diretora,
coordenadora e professores sobre o desenvolvimento e comportamento dos
nossos filhos na escola. A família e a escola são parceiras na fantástica
empreitada da educação
PAI 5- Meu filho a relação é boa na escola, por que sou uma mãe presente estou
atenta e levando juntamente com a escola para uma boa educação tentando
corrigir e ajudar a seguir um bom caminho da aprendizagem
PAI 6- Família não é muito presente na vida escolar de nossos filhos, pois alguns
não são participativos, fazendo com que a família fique distante da escola onde
dificulta algum desenvolvimento escolar
PAI 7- Minha avaliação é razoável, por que tem coisas que acontece com nossos
42

filhos e às vezes não somos comunicados às vezes a falhas


Fonte: dados da pesquisadora

É muito importante na relação família-escola, mostrar que a participação da


família no processo de alfabetização, não está simplesmente restrita a reclamações
sobre seus filhos. Mas que essa interação ajuda a mostrar para os responsáveis que
sua presença é fundamental para melhor comunicação para o desenvolvimento da vida
escolar de seus filhos.

A escola como detentora do conhecimento, deve promover relação de forma


decisiva e familiar, sendo um estabelecimento de uma boa relação entre os pais e a
escola, é consenso, principalmente entre os profissionais da educação que sentem a
necessidade do apoio da família, no processo educacional. Com isso a os pais devem
ser cientes das relações com essa parceria que deve ser encarada como sendo uma
possibilidade de enriquecimento na escola no processo de ensino aprendizado.

Percebe-se diante das respostas obtidas dos quadros P1, P2, P3, P4, P5 e P6
que todos esses sujeitos citados afirmaram que consideram satisfeitos com a
comunicação entre família e escola, existindo uma boa relação entre ambas, mas, no
entanto, P7 comenta que há falhas às vezes dos profissionais na falta de comunicação
por algo que acontece com os filhos no dia-dia na escola.

Vale ressaltar que a escola e família precisam se unir, uma parceira que deve ser
aliada para entender o desenvolvimento da aprendizagem da criança no processo de
alfabetização e o que acontece no seu dia-dia. Observa-se que a relação entre ambas é
necessária para que conheçam suas realidades e busquem caminhos que permitem
facilitar o aprendizado do aluno. Portanto para Bastos:

A escola apresenta a preocupação de levar o conhecimento ao aluno, dando


continuidade e complementando a educação familiar, para isto, preocupa-se
como conseguir adesão da família nas atividades. (BASTOS, 2001, p.66)

Diante do pensamento do autor mostra que as escolas têm a preocupação de


levar o conhecimento para os alunos, mas também mostra que trabalham com diversas
43

contribuições sejam família e aluno, cabe aos profissionais traçar o seu plano de ação
conforme as necessidades. Constataram-se com essa categoria várias concepções de
fatores sobre a relação das famílias com a escola, tais como o sucesso educacional,
bom relacionamento entre família e escola, planejamento, onde o principal foco é a
formação integral do aluno, por isso não mede esforços na garantia de um ambiente
favorável para o ensino aprendizagem.

Contudo a relação entre família e escola são duas instâncias que exercem
influências no processo de aprendizagem do aluno, é uma relação que precisa ser
continuada cultivada é de suma importância uma boa interação estabelecida dentro da
mesma, favorece um clima escolar e aproximação para bons resultados no
desempenho e rendimento escolar da criança.

Quadro – 6 CATEGORIAS III: A IMPORTANCIA DA PARTICIPAÇAO DA FAMILIA


NA ESCOLA

A participação da família, incentivada pela escola, permite ao aluno a integração


ao ambiente escolar, possibilitando um melhor aproveitamento nos estudos seguintes.

1-Você considera importante a participação da família no processo de


alfabetização? Por quê?
D - É importante sim, por que a criança se sente valorizada e protegida quando sente
que a família se preocupa com eles
C - Muito, pois a escola não funciona sozinha, se tiver- mos a ajuda da família o
acompanhamento dos pais nas atividades dos filhos, o carinho para com a escola
dando a importância necessária fica claro o desenvolvimento do aluno
P - Muito importante. Por que a família precisa caminhar junto com a escola, soa
assim teremos êxitos
Fonte: dados da pesquisadora

Quadro-7

2-Qual rendimento dos alunos que contam o acompanhamento familiar no


processo de alfabetização?
44

D - As crianças mais comprometidas às atividades, pois estão sendo orientadas

C - Uma criança carinhosa, participativa e bem desenvolvida

P - O aprendizado

Fonte: dados da pesquisadora

É da competência dos responsáveis pela gestão escolar, promover um ambiente


apropriado à participação dos pais ou responsável na escola para que ocorra uma
melhor qualidade de ensino.

Diante das análises dos quadros coletadas com os depoimentos dos


interlocutores da escola, “D” diz que, com a importância da presença do responsável no
processo da alfabetização, a criança se sente valorizada, já “C” menciona que a escola
não funciona sozinha se tiver ajuda da família nas atividades o aluno terá um bom
desenvolvimento na aprendizagem e “P” destaca que a família precisa caminhar junto
com a escola, só assim terão êxitos. Analisando as respostas dos profissionais da
escola, enfatizaram bem, sobre a participação da família, porque assim contribuem de
inúmeras maneiras para melhorar o desempenho da criança. Nas respostas mostram
que a presença no ambiente escolar aumenta o rendimento e a valorização das
crianças. Então se verifica a necessidade da participação dos pais ou responsável, pois
tanto um como outro poderá desempenhar suas atividades de forma que a criança seja
principal beneficiada. Assim como é destacado por Macedo:

Com a participação da família no processo de ensino-aprendizagem, a criança


ganha mais confiança vendo que todos se interessam por ela, e também por
que você passa a conhecer quais são as dificuldades e quais os conhecimentos
da criança. (MACEDO, 1994, p.199).

O autor afirma a importância e a relevância da participação da família no


acompanhamento na aprendizagem da criança, pôr toda importância, pois mostra a
criança que a família está preocupada com sua educação e ela se sentirá motivada,
valorizada e protegida em participar das atividades escolares, e seu desempenho
melhorará com certeza. Quando acontece esse tipo de interação, o ensino torna-se
mais enriquecido na vida da criança.
45

É nessa etapa da alfabetização que os responsáveis devem acompanhar e


conhecer quais as dificuldades encontradas e as necessidades que seus filhos podem
ter. As crianças que não tem os responsáveis presente na escola, ou que os pais só
vão quando são convocados ou insistentemente porque seus filhos já se tronaram um
problema na escola, essas crianças não tem um acompanhamento de participação
satisfatório e acaba uma criança desmotivada no desempenho escolar.

Com base nas respostas do quadro dois, podem-se analisar as respostas e


compreender visões sobre os desenvolvimentos trazidos pela participação dos
responsáveis. Segundo a resposta da “D”, as crianças são mais comprometidas às
atividades, pois estão sendo orientadas. Pode-se analisar que a criança que tem
acompanhamento tem rendimento escolar, ao perceber que está sendo observada
sente-se motivada a aprender e ser comprometido, “C” menciona uma criança
carinhosa, participativa e bem desenvolvido. Ao analisar a resposta obtida, quando
existe na criança esse afeto de carinho, e participação no processo de ensino
aprendizagem, refere-se que o aluno é desenvolvido e traz resultado do ambiente
familiar.

O ser humano aprende por meio do legado de sua cultura e da interação com
outros humanos, a agir, a pensar, a falar e também a sentir. Nesse sentido o
longo aprendizado sobre emoções e afetos se inicia nas primeiras horas de vida
de uma criança e se prolonga por toda sua existência. (OLIVEIRA, REGO,
2003, p.23).

De acordo com pensamento do autor, a família como primeira relação social


precisa construir características como, afetividade, amor, cuidado, para que a criança
cresça com responsabilidade com suas atividades. A criança quando tem um bom
comportamento e é bem desenvolvida no processo da aprendizagem, ela tem mais
facilidade de interação com outras pessoas e facilidade de desenvolver suas
habilidades no ambiente escolar. Por isso a família deve ser ativamente participativa na
escola para trazer bons resultados com sua presença.

E a resposta do sujeito “P”, citou aprendizado, diante da análise da resposta, a


presença dos pais traz para a criança um aprendizado de bons resultados, já a crianças
46

que não tem acompanhamento demonstra seu rendimento de informações adquiridas


será baixo. Isso porque o desempenho do aluno na escola depende dos pais, ou seja,
participação e apoio afetivo do responsável, para que ele venha por pratica à motivação
e saber seu papel de estudante.

Quadro - 8 CATEGORIA IV – ESTRATÉGIAS DA ESCOLA PARA ESTIMULAR O


ENVOLVIMENTO DA FAMILIA

Essa categoria vai salientar como os profissionais da educação usam as


estratégias de aproximar a família para um diálogo no cotidiano escolar.

3-Quais as maiores dificuldades de envolvimento da família na escola ?


D - Há resistência de alguns pais que não demonstram interesse em ajudar os filhos
delegam essa função apenas a escola
C – Infelizmente (da) a desestruturação família, e às vezes eles pensam em suprir a
ausência fazendo todas as suas vontades e termina prejudicando na educação.
P- Não Respondeu.
Fonte: dados da pesquisadora

Não há dificuldades que possam impedir os familiares de estarem ativos na


presença na escola, mas a participação da maioria só ocorre quando é convocado pelo
gestor da escola, e isso gera problemas, podem ocasionar baixo desempenho e até
mesmo repetência escolar, e também havendo um comprometimento negativo e
mesmo com os filhos, por que deveriam visitar as instituições com mais frequência para
que haja uma parceria.

Diante das análises do quadro, visto que a grande dificuldade de relacionamento


da família - escola, segundo a “D”, abordou que há resistência de alguns pais que não
demonstram interesse por os filhos e só deixa em função da escola. Observa-se com
essa resposta, que alguns responsáveis não têm envolvimento e acaba que a escola
sozinha promova a formação da criança. E “C” menciona a desestruturação familiar,
compensando essa ausência, com presentes ou fazendo todas as suas vontades da
47

criança, prejudicando sua educação. Esses tipos de atitudes dos pais, que sempre
alegam sua ausência dizendo que não tem tempo disponível, são prejudiciais para as
crianças, mas sempre alegando que trabalham cada vez mais, não tem tempo de
acompanhar os filhos e acreditam que educar e ensinar são obrigação e função só da
escola. “P”, não quis citar seu ponto de vista sobre a pergunta.

Sendo assim os professores da escola tem o papel de a ensinar o que deveria se


obrigação dos pais. Professores experientes percebem e diferenciam aqueles pais
ausentes e os pais que são participativos, através da responsabilidade e
desenvolvimento escolar da criança. Por isso o gestor juntamente com sua equipe
pedagógica sempre está criando estratégias para envolver as famílias distantes do
ambiente escolar para conscientizar os pais que sua presença ajuda a motivar e trazer
confiança e segurança para criança.

Quadro- 9

4- Sempre estimula a participação dos pais de que maneira?


D- Através de reuniões e eventos comunitários e festivos. Comemorações
específicas e projetos pedagógicos
C- Através de reuniões com conversas, tentando mostrar para eles o quanto os filhos
deles são importantes nas nossas vidas, com carinho e compreensão e graças a
Deus elas vem frequentando muito a escola
P- Não respondeu
Fonte: dados da pesquisadora

A escola oferece oportunidades de participação dos pais realizando diversos


métodos de atividades extracurriculares a fim de que os mesmos venham conhecer e
participar de ambiente. Portanto segundo Parolim:

Quanto maior for à parceria entre escola e família, mais positivos e significados
serão os resultados da aprendizagem da criança. A participação dos pais na
educação de seus filhos deve ser constante e consciente , de acordo com.
(PAROLIM, 2007, p.36).
48

De acordo com a fala do autor, se a família tiver um bom relacionamento e


comunicação com a escola, constitui uma boa qualidade de andamento do processo de
alfabetizar, aprender e de ensinar da criança. Quanto mais os pais forem cooperativos
ajudaram a criança o desejo pela aprendizagem e terá resultados mais positivos.

Com base nos depoimentos dessa categoria, pode-se analisar que foram bem
objetivas as respostas dos profissionais da educação, relatando sobre as estratégias de
estímulo que a escola propõe aos pais ou responsáveis para que tenham um
envolvimento afetivo na escola, suas respostas foram bem claras, demonstrando um
grande conhecimento sobre o assunto, a diretora “D” responsável pela escola abordou
as sugestões levantadas para melhorar o relacionamento e a comunicação entre
instituição e os responsáveis dos educando, sendo as estratégias através das reuniões,
realização de eventos comunitários e festivos, coordenadora “C”, enfatiza o
envolvimento desses pais que é através de reuniões com conversas, tentando mostrar
o quanto seus filhos são importantes e “P”, não quis dar seu ponto de vista sobre essa
questão e deixou em branco o questionário.

Se não teve resposta, por que algo está errado. Porém a direção e a
coordenação não medem esforços, na preocupação e na responsabilidade que a escola
tem em trazer os pais para o cotidiano escolar. As mesmas utilizam esses métodos
durante o ano letivo para conseguirem ter algum contato com os pais ou responsáveis,
e assim obter mais aproximação dos pais na atividade escolar.

Acredita-se fundamentalmente que os gestores utilizam suas competências,


estratégias e habilidades, para conscientizar e informar a família a importância da
presença na escola Assim sendo, como pode observar, há diversas formas de estimulo
para envolver os responsáveis pelas crianças. Percebe-se que geralmente os mesmos
pais que participam das reuniões e atividades diversas da escola dos filhos são os
mesmos que participam das reuniões e ajudam os filhos nas atividades de casa.

Quadro – 10 CATEGORIA V - A FREQUENCIA DOS PAIS EM ATIVIDADES DA


ESCOLA REFLETE NA EDUCAÇAO DO DOS FILHOS
49

Nessa categoria mostram as formas de comparecimento dos pais, demonstrando


que fazem diferença no rendimento escolar dos filhos e saber qual real obrigação de
comunicação na escola.

5- De qual forma as freqüências de reuniões por ano? Como envolve a


participação dos pais?
D- Periodicamente mensal (mensal/ bimestral). Geralmente 95% ou 100% de
participação de pais ou responsáveis
C- De dois em dois meses, ou sempre que o professore (recorrer) precisar
P- Mensal
Fonte: dados da pesquisadora

7- Em sua opinião, qual seria o resultado se a escola conseguisse a maior


participação dos pais nesse processo de alfabetização?
D- Teria um significativo aumento do rendimento nas atividades propostas e
conseqüentemente uma diminuição nas taxas de reprovação no final do período
letivo
C - Com certeza um bom resultado um alunado mais interessado pelos estudos, e
crianças bem mais desenvolvidas e amorosas
P- Não Respondeu
Fonte: dados da pesquisadora

Praticamente toda escola organiza reuniões voltada para os pais. As reuniões


devem ser momentos de integração em que os pais tenham oportunidade de conhecer
o que seus filhos fazem e aprendem no processo de alfabetização, e também para que
os educadores possam responder suas dúvidas criando um clima de debate.

Diante das respostas obtidas por “D, C e P” os educadores frisaram que envolve
a participação dos pais nas reuniões na escola, periodicamente mensal, e geralmente
95% ou 100% tem a presença da família. Com base nesses dados coletados, a escola
apresenta ações desenvolvidas para melhorar a aprendizagem, como formação
continuada e ainda retoma a importância da participação e colaboração da família. Ao
realizar uma preparação desses encontros, note-se que é possível alcançar um
momento de comparecimento dos pais nas reuniões e isso reflete nos filhos.
50

Os educadores da escola trabalham com habilidades e competência profissional


visando o melhor resultado para fazer de tudo para que os objetivos sejam alcançados,
proporcionando na prática onde, é importante haver um contato direto com a família.
Assim como é afirmado por Piaget:

Uma ligação estreita e continuada entre os professores e os pais leva, pois muita coisa
mais que a uma informação mútua; este intercambia acaba resultando em ajuda
recíproca e freqüentemente, em aperfeiçoamento real dos métodos em. Ao a aproximar
a escola da vida ou das preocupações profissionais dos pais, e ao proporcionar,
reciprocamente, aos pais um interesse pelas coisas da escola, chega-se a uma divisão
de responsabilidade (PIAGET, 2007, p.50)

A participação da família contribui muito com a melhora do rendimento escolar


do aluno no processo de alfabetização, com eles os pais conhecem a maneira de
pensar dos filhos, como aprendem ou quando tem dificuldades, sendo assim essa
cooperação entre família e escola cada um com seu papel e responsabilidades,
contribuindo uma com as outras e fazendo cada uma sua parte e leva o sucesso no
rendimento escolar da criança.

Segundo as respostas do quadro sobre, qual seria o resultado se a escola


conseguisse envolver mais os pais no ambiente escolar “D” cita que teriam um
significado no aumento das atividades proposta e uma diminuição de reprovação de
alunos no final do período letivo. Com base na resposta a analise obtida é, se a família
tiver participação no espaço escolar traz resultados que contribui na formação através
do acompanhamento, buscando sempre formas cabíveis e possíveis para motivar a
criança. ‘’C’’ expressa, um bom resultado, um aluno mais interessado pelos estudos e
crianças mais desenvolvidas. No entanto a interação da família é significativa na vida
escolar da criança e ajuda na aprendizagem e aumenta o empenho e interesse para o
crescimento educacional. ‘’P’’ não mencionou nenhuma resposta e deixou a questão
em branco.

Para que se construir um bom alicerce que estruture o indivíduo é preciso que a
família procure dar carinho quando necessário, o esforço e recompensar a
criança quando agiu certo é atitude de muitos pais que conseguem com isso,
que os seus filhos cresçam num ambiente feito de compreensão e de respeito
humano. (WEIL, 1960, p. 33).
51

A família deve, portanto, contribuir para tornar mais eficaz a ação escolar e,
sempre se colocar à disposição quando a escola necessitar. Ambos devem trabalhar
junto nesse processo de alfabetização, família ajudando nas atividades de casa e os
professores nas diversas metodologias e técnicas de ensino que estimule e motive o
aluno.

CONSIDERAÇOES FINAIS

Com o objetivo de conhecer a interação da família no processo de alfabetização


na Unidade escolar Professora Raquel Ferreira de Oliveira, este trabalho teve como
ponto de partida levantar questões que buscassem caracterizar a interação da família
nesse processo, através da observação e questionário, com os sujeitos pais e
educadores da referida escola. E depois feita uma análise das práticas desenvolvida na
referida escola.

Depois de analisar os dados obtidos pela pesquisa se constata o posicionamento


da família em relação a interação com a escola deixa a desejar, pois na pesquisa
realizada com os educadores da escola, afirmam que ainda existe uma grande lacuna
ao nível da relação família- escola a maioria dos responsáveis só comparecem a
instituição quando são convocados para reuniões, alguns eventos comemorativos ou
outro motivo. A mesma pergunta foi feia para os pais, se os mesmos estão sempre
52

presente na escola, e alguns afirmaram que só comparecem quando são chamados.


Com isso os educadores da escola sempre estão desenvolvendo algumas estratégias
para motivar a participação da família.

Nesse sentido é preciso buscar o envolvimento da família com a escola, orientar


os responsáveis no sentido de incentivar as boas relações com a instituição e com
todos que fazem parte desse processo, motivando a família nas reuniões, para saber
do professor como esta o desenvolvimento na aprendizagem do seu filho. No entanto
fazem-se necessárias desenvolver ações que motivem a família no comprometimento e
colaboração no ensino do aluno.

Diante das análises e observações realizadas durante o processo de pesquisa,


conclui-se que existem diversas formas de estratégias para aproximar as famílias e que
as escolas precisam ter dentro de suas equipes de trabalho pedagógico a figura do
orientador educacional, para que realizem espaços de conversas na escola, para dentro
da escola que oportuniza mostrar as famílias o papel que é da continuidade o trabalho,
criando condições para que seus filhos tenham sucesso dentro e fora do âmbito
escolar.

Enfim, com base nos resultados da pesquisa de campo, acredita-se que o


rendimento escolar da criança, será de modo satisfatório quando escola e família
andarem em parceria, pois, a influência dos dois fatores possui papel essencial para a
formação dos sujeitos.
53

REFERÊNCIAS

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TIBA, Içami. Pais e educadores de alta performance.- São Paulo: Integrare Editora,
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WEIL, A criança o lar e a escola: guia pratica de relações humanas psicologia para
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problemas de aprendizagem escolar/Maria Lúcia Lemme Weiss. -13. [Link]. ampl. –
Rio de Janeiro: Lampzrina, 2008. ISBN 978-85-98271-52-1
57

APÊNDICE

GOVERNO DO ESTADO DO PIAUÍ


UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ
CAMPUS PROF. ARISTON DIAS LIMA (SÃO RAIMUNDO NONATO – PI
LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

Título do Projeto: A interação da família no processo de alfabetização no primeiro ano


do ensino fundamental na escola Professora Raquel Ferreira de Oliveira
58

Pesquisador responsável: Mariane de Sousa Costa


Professor orientador: Carlos José Rodrigues de Oliveira

Você está sendo convidado (a) para participar, como voluntário, em uma
pesquisa. Após ser esclarecido (a) sobre as informações a seguir, no caso de aceitar
fazer parte do estudo, assine ao final deste documento. Sua identidade será mantida
em sigilo. Em caso de recusa você será não será penalizado (a) de forma alguma.
O projeto tem como objetivo analisar como se dá o acompanhamento da família
no processo de alfabetização dos alunos do primeiro ano da escola professora Raquel
Ferreira de Oliveira
Os dados coletados irão subsidiar a formação inicial de professores no âmbito da
Universidade Estadual do Piauí-UESPI.

Agradecemos a vossa participação.


_______________________________________________________________
Colaborador

Questionário para os pais

1. Quais seus deveres como responsável pelo seu filho no processo de


alfabetização?

____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

2. Qual importância da família na educação escolar de seu filho?

____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
59

3. Participa das reuniões para as quais é convocado?

____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

4. Como você avalia a relação existente entre escola e família?

____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

Questionário para os professores

1. Você considera importante a participação da família no processo de


alfabetização? Por quê?

____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
60

2. Qual rendimento dos alunos que contam o acompanhamento familiar no


processo de alfabetização?

____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

3. Quais as maiores dificuldades de envolvimento da família na escola ?

____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

4. Sempre estimula a participação dos pais de que maneira?

____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

5. De qual forma as freqüências de reuniões por ano? Como envolve a participação


dos pais?

____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

6. Em sua opinião, qual seria o resultado se a escola conseguisse a maior


participação dos pais nesse processo?

____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
61

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