Interprofissionalidade e
Processos de Trabalho na
Atenção Básica à Saúde
Profa. Ms. Estela M. F. Gianesella
USF - 2024
Se saúde é um recurso para vida ,
o que é o cuidado ?
• 'Cuidado em saúde' é o tratar, o respeitar, o
acolher, o atender o ser humano em seu
sofrimento – em grande medida fruto de sua
fragilidade social –, mas com qualidade e
resolutividade de seus problemas.
• [Link]
Objetivos da aula
• Apresentar ações e processos de trabalho que
permitem aos profissionais da APS efetivarem seus
atributos e diretrizes, assumindo responsabilidade
sanitária pelo território vivo adscrito.
Atributos da APS
Processos de Trabalho na Atenção Primária
• Buscam prover o acesso com equidade,
• o cuidado longitudinal com resolutividade e
humanização,
• a coordenação do cuidado integral com foco no
usuário, família e comunidade.
ESTRATÉGIAS DE CUIDADO NA AB
A CLÍNICA CENTRADA NA PESSOA
Etapas
1 – Explorando a enfermidade e a experiência da pessoa em
estar doente (illness × disease);
2 – Entendendo a pessoa como um todo;
3 – Elaborando projeto comum de manejo dos problemas;
4 – Incorporando prevenção e promoção à saúde;
5 – Intensificando a relação profissional - pessoa;
6 – Sendo realista
Adaptado de STEWART, M et al. Patient centered medicine:
transforming the clinical method. Radcliffe Medical, 2003.
Fonte: OMS. Relatório Mundial de Saúde 2008. APS-Agora mais do que nunca.
A CLÍNICA CENTRADA NAS PESSOAS
• Utiliza Ferramentas de Gestão da Clínica
(tecnologias de microgestão do cuidado)
protocolos e diretrizes clínicas,
planejamento no território e planos de ação ,
linhas de cuidado, clínica ampliada e compartilhada,
apoio matricial, projetos terapêuticos singulares,
genograma, ecomapa, entrevista motivacional,
visitas domiciliares, atenção domiciliar,
gestão de listas de espera, indicadores de cuidado,
acolhimento, etc.
Acolhimento na Atenção Básica
• Nas relações de cuidado, receber, escutar, problematizar e
legitimar as necessidades, avaliar risco e vulnerabilidade
de usuários e das famílias, com atenção especial para as
condições crônicas, que exigem ações contínuas dos
profissionais e dos usuários para o seu controle.
• Em todo o horário de funcionamento, na organização dos
fluxos, nas avaliações de risco, nas modelagens de escuta
(individual, coletiva), na gestão das agendas de
atendimento, nas ofertas de cuidado multidisciplinar, etc.
• Dispositivo de (re)organização do acesso e do processo de
trabalho em equipe.
[Link]
Ex: Acolhimento na Atenção Básica
• Classificação de Risco : • Estratificação de Risco:
• escuta qualificada e • utiliza critérios clínicos,
comprometida com a sociais, econômicos,
avaliação do potencial de familiares, com base em
risco, agravo à saúde e grau diretrizes clínicas, para
de sofrimento dos usuários, identificar subgrupos de
possibilita priorizar os acordo com a complexidade
atendimentos a eventos da condição crônica de saúde,
agudos. com o objetivo de diferenciar
o cuidado clínico e os fluxos
que cada usuário deve seguir
na Rede de Atenção à Saúde
para um cuidado integral.
CLÍNICA AMPLIADA E COMPARTILHADA
(Interprofissionalidade)
• Modelo de atuação para a Atenção Básica que valoriza a
escuta do paciente, para o profissional de saúde compreender
como a pessoa se sente em relação aos seus problemas e
discutir os diagnósticos e as propostas de condução frente aos
problemas de maneira conjunta com a pessoa e com outros
profissionais de saúde (Interprofissionalidade).
• Prevê a discussão e a gestão de casos complexos (individuais,
familiares ou coletivos) em cada equipe multiprofissional na
AB (Interprofissionalidade).
• Pode ser ampliado pelas e-Multis e pelos NASF no seu
trabalho de apoio matricial/ matriciamento às equipes da AB.
ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE (APS)
Apoio Matricial/
Matriciamento
O apoio matricial (matriciamento ) de cada NASF ou eMulti
ocorre para várias equipes de referência da AB e produz :
• Apoio educativo às equipes de referência e
• Assistência a usuários/grupos aplicando a Clínica Ampliada
• Ex:
• Problemas de saúde;
• Transtornos mentais; de personalidade e do desenvolvimento;
• Avaliação de incapacidade;
• Problemas sociais.
PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR (PTS)
ou INDIVIDUAL (PTI)
• É o conjunto de propostas
de condutas terapêuticas
articuladas (cuidado),
para um sujeito individual
ou coletivo, resultado da
discussão coletiva de
uma equipe
interdisciplinar, com
Apoio Matricial se
necessário.
• Geralmente é dedicado a
situações mais
complexas.
Matriciamento para PTS - Diagnóstico Multiaxial
• Motivo do matriciamento;
• Informações sobre a pessoa, família e ambiente;
• Problemática apresentada no atendimento
• História do problema atual (início, fator desencadeante,
sintomas, evolução, intervenções realizadas,
compartilhamento do caso;
• Configuração familiar : genograma
• Vida social (participação em grupos, instituições, rede de
apoio social, situação econômica): ecomapa
• Efeitos do caso na equipe interdisciplinar
Formulação de Projeto Terapêutico Singular
1. Abordagens biológicas e farmacológica;
2. Abordagens psicossocial e familiar;
3. Apoio do sistema de saúde;
4. Apoio da rede comunitária;
5. Trabalho em equipe: quem faz o quê.
Outras estratégias integradas de
gestão do cuidado na AB
Visita Domiciliar
• Importante ação integrante da ESF, que tem
como objetivo oferecer condutas de
promoção, proteção e recuperação da saúde
do indivíduo, da família e da coletividade, em
seu espaço domiciliar.
Assistência/Atenção Domiciliar
• atendimento de situações agudas que incapacitam o
paciente a vir até a Unidade de saúde (US);
• intercorrência de pacientes crônicos, terminais ou
em internação domiciliar;
• visita periódica para pacientes com incapacidades
funcionais, idosos acamados ou que moram
sozinhos;
• visitas aos pacientes egressos hospitalares;
Trabalhos em Grupos
• Terapia comunitária
• Grupos de convivência
• Grupos de mulheres
• Grupos operativos
• Grupos terapêuticos
• Grupos motivacionais
• outros
FUNÇÕES DO TRABALHO EM GRUPO
- Traz dimensão da Universalidade;
- Troca de experiências, compartilhar soluções e
caminhos;
- Função de apoio;
- Sustentação da experiência;
- Ressignificar experiências;
OFICINAS
Têm que fazer sentido; Sair da lógica da ocupação de
tempo:
•Discurso do entretenimento – a oficina não tem esse
propósito
* Discurso do inconsciente – produção como operação
subjetiva, sem racionalização;
* Discurso da cidadania – inclusão sócio-política;
* Discurso da estética – diferentes modos de ser e estar
no mundo – cultura;
Profissional de Saúde:
Missão=Cuidar