Os Templários - Parte 1
Abençoados e Amaldiçoados pelos Papas e Idealizados Pelos Maçons A
Ordem dos Cavaleiros Templários foi instituída em 1119 por Hughes de Payns,
com a anuência papal de Urbano II, tendo como objetivo dar segurança aos
lugares e templos sagrados de Jerusalém, que havia sido conquistada em 1099
pela primeira cruzada. Em 1127, o Rei de Jerusalém, Balduíno II, pediu ao
Papa, sanção papal para a nova Ordem dos Templários, e solicitou-lhe para
definir a regra para a vida e conduta de seus membros. Regras e normas foram
dadas e a Ordem dos Cavaleiros Templários passou a ser mais do que uma
instituição militar, passou a ser uma ordem de Monges Guerreiros de Cristo.
Votos de castidade, benção de armas e promessas de descanso eterno, caso
morressem na batalha, eram algumas das indulgências concedidas aos
cavaleiros de Cristo. Nesses cavaleiros estava incutida a idéia de que matar
em nome de Deus era justificável e de que morrer por Ele, santificável. Parece
que o Papa, para poder atingir mais facilmente seus ideais, usou a mesma
filosofia islâmica da Jihad ou guerra santa, mas com uma roupagem ideológica
cristã. O abade de Clairvaux, apoiado pelo papa, desfilou um discurso
acalorado em favor dos Cavaleiros Templários dando-lhes autoridade para
matar em nome de Deus:
"Na verdade, os cavaleiros de Cristo travam as batalhas para seu Senhor com
segurança, sem temor de ter pecado ao matar o inimigo, nem temendo o perigo
da própria morte, visto que causando a morte, ou morrendo quando em nome
de Cristo, nada praticam de criminoso, sendo antes merecedores de gloriosa
recompensa... aquele que em verdade, provoca livremente a morte de seu
inimigo como um ato de vingança mais prontamente encontra consolo em sua
condição de soldado de Cristo. O soldado de Cristo mata com segurança e
morre com mais segurança ainda... Não é sem razão que ele empunha a
espada! É um instrumento de Deus para o castigo dos malfeitores... Na
verdade, quando mata um malfeitor, isso não é homicídio... e ele é considerado
um carrasco legal de Cristo contra os malfeitores" (01).
Pouco tempo depois, no Concílio de Toeis, foram redigidos os estatutos dos
templários, imitando a ordem de São Benedito, porém os cavalheiros eram de
precária religiosidade, quebrando em pouco tempo todos os votos, incluindo os
de pobreza e castidade, tendo como alegação a riqueza e o harém de
Salomão. Um grande número de burgueses se alistou na ordem, e a
religiosidade acabou cedendo lugar ao orgulho, avidez, luxúria, mas sem
jamais deixar de defender o papado que lhes deu total liberdade.
O Declínio dos Templários
Foi no início do século XIV que, com a liderança de Jacques de Molay a Ordem
entrou num período de acusações e decadência, culminando com sua extinção.
Isso porque, independente do país onde estavam instituídos, os Templários
somente reconheciam a autoridade do Papa. Conseqüentemente, os reis de
diversos países em que os Templários habitavam consideravam a ordem com
antipatia e desdém. Em 1307, o rei francês Filipe IV, o Belo, colocou seus olhos
no tremendo poder político e nas riquezas dos Cavaleiros Templários
franceses. Portanto, ele decidiu planejar como derrubar a ordem e confiscar
suas riquezas. O rei infiltrou doze de seus homens em diversos comandos dos
Templários, esses espiões serviram bem ao rei em seu plano de destruir os
Cavaleiros Templários. Quando o rei atacou na alvorada do dia 13 de outubro
de 1307, ele estava bem preparado com uma lista de crimes dos quais os
Templários seriam acusados. Estas foram algumas das acusações: Heresia
contra a Igreja Católica Romana; Adoração a objetos satânicos; Rejeição de
Jesus Cristo, exemplificada por rituais onde se cuspia e pisava-se na cruz;
Sodomia e outros atos de homossexualidade. Em toda a história, essas
acusações são comuns contra ordens que exigem o celibato. O celibato entre
homens comumente resulta em práticas homossexuais.
Além dessas acusações, os Templários confessaram a adoração de um ídolo
barbudo, aparentemente uma cabeça, a quem chamavam de Baphomet. Mas
quem seria esse ídolo? Algumas fontes afirmam o seguinte:
"O símbolo do Baphomet foi usado pelos Cavaleiros Templários para
representar Satanás. O Baphomet representa os poderes das trevas
combinados com a fertilidade do bode. Em sua forma 'pura', o pentáculo é
mostrado envolvendo a figura de um homem nos cinco pontos da estrela - três
pontas para cima e duas pontas para baixo, simbolizando a natureza espiritual
do homem."
"Baphomet: o bode que era o ídolo dos Templários... Algumas autoridades
afirmam que Baphomet era uma cabeça monstruosa, outros que era um
demônio na forma de bode.... Uma figura mágica e panteísta do Absoluto. A
tocha entre os dois cifres representa o equilíbrio e a inteligência da tríade. A
cabeça do bode, que é sintética, inclui algumas características do cachorro, do
touro e da mula... As mãos são humanas... elas formam os sinal do esoterismo
em cima e embaixo, para transmitir mistério aos iniciados... e apontam para
duas luas crescentes... A parte inferior do corpo está coberta... A barriga do
bode é bem proporcional... O bode tem seios femininos.... Em sua fronte, entre
os chifres e abaixo da tocha, está o sinal do microcosmo, ou o pentáculo com
uma ponta na ascendente..."(03).
Mesmo sem ignorar a perseguição política e os interesses comerciais do Rei
Felipe, todas as conjecturas apontam para um desvio profundo da primordial
vocação ideológica e religiosa que tinham os Templários. Agora eles haviam se
tornados esotéricos e defendiam um sistema de doutrina religiosa bizarra, uma
mistura de esoterismo, cabala, cristianismo, judaísmo, islamismo... Enfim, em
uma salada bem confusa se tornaria a Ordem dos Templários que chegaria,
oficialmente, ao seu fim com a sua extinção pelo papa Clemente V em 1313.
O Renascimento dos Templários e a Maçonaria
"É provável que a Ordem dos Templários tenha funcionado por algum período
na clandestinidade, com seus membros reunindo-se secretamente... Uma das
causas de sua subsistência talvez tenha sido a manutenção de atividades
secretas, hipótese levantada por alguns historiadores... Não seria
surpreendente constatar-se o funcionamento de ordens esotéricas com raízes
no movimento dos Templários. Independente de como isso se deu, o fato é que
existem algumas organizações que se consideram descendentes diretas da
Ordem dos Templários de Jerusalém... Entre essas organizações está a
maçonaria... Contudo, nem todos os maçons são Templários. O Templário é
apenas uma parte da estrutura maçônica conhecida... Por isso mesmo,
assume-se como organização fraternal cristã, fundada no século XI..."
(adaptado - 01)
Alguns historiadores acreditam que os Cavaleiros Templários escaparam das
perseguições do rei Filipe IV de França e do Papa Clemente V, fugindo para a
Escócia e para a Inglaterra, e renomeando o grupo para Maçonaria. A
fundação da Grande Loja Maçônica, em 1717, seria o restabelecimento dos
Templários.
Sobre a Maçonaria, alguns estudiosos afirmam que ela está ligada às lendas
de Ísis e Osíris, do Egito; ao culto a Mitra, vindo até a Ordem dos Templários e
à Fraternidade Rosacruz entre outros elementos.
Conclusão: Nosso objetivo, ao descrevermos sobre a Ordem dos Templários, é
para esclarecermos três pontos: Primeiro, como os Católicos Medievais
absorveram a ideologia Islâmica da Jihad, matando e guerreando de maneira
fanática e sem critérios cristãos, visando atingir objetivos de papas e reis.
Segundo, para mostrar o desvio dos Templários em sua ideologia religiosa,
criando uma religião particular de cunho extremamente duvidoso. E por último,
questionar como a Maçonaria, que se arvora mais como movimento filosófico
do que religioso, pode se orgulhar de ter em sua etimologia um movimento
execrado até pelas instituições medievais.
Enfim, esperamos que as informações aqui passadas possam esclarecer a
todos os leitores que estudam tanto o catolicismo como a maçonaria.
A Milícia de Cristo
"Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão", assim denominaram-
se originalmente os Templários, Ordem Militar fundada no ano de 1119, em
Jerusalém, para proteger os peregrinos e os lugares sagrados da Terra Santa.
Os bravos guerreiros tiveram sua base afincada bem no coração do inimigo
islâmico, visto que o seu quartel-general, uma concessão do rei Balduíno II,
situava-se num prédio ao lado da Mesquita de Al-aqsa, ocupando uma parte
superior do que restara do Templo de Salomão.
Compondo uma síntese entre a sincera fé dos monges e o destemor dos
soldados de elite, consagraram-se como a mais poderosa e valente
organização militar da época das Cruzadas: a tropa de choque de Deus.
Prestigio que lhes rendeu, depois de se transferirem para a Europa, em 1291,
serem os depositários fiéis dos bens dos cristãos ricos. Justamente por isso,
pela cobiça que despertaram, é que pereceram nas mãos do rei da França em
1307.
A Desastre dos Templários
NEKAN, ADONAI !!! CHOL-BEGOAL!!! PAPA CLEMENTE... CAVALEIRO
GUILHERME DE NOGARET... REI FILIPE: INTIMO-OS A COMPARECER
PERANTE AO TRIBUNAL DE DEUS DENTRO DE UM ANO PARA
RECEBEREM O JUSTO CASTIGO. MALDITOS! MALDITOS! TODOS
MALDITOS ATÉ A DÉCIMA TERCEIRA GERAÇÃO DE VOSSAS RAÇAS!!!"
Foram essas as derradeiras palavras que Jacques de Monay, o 22º e último
Grão-Mestre da Ordem dos Templários, proferiu antes das chamas lhe levarem
a vida. Acesa a fogueira no pelourinho nos fundos da catedral de Notre-Dame
em Paris, ele ali expiou ao anoitecer do dia 18 de março de 1314, imprecando
contra o Papa, o Guarda-selos do rei, e o próprio soberano da França. E tinha
toda a razão em lançar o anátema contra os três. Sete anos antes, um sórdido
conluio entre o rei Filipe IV, o belo, e o Papa Clemente V, tendo o fiel Nogaret
como executor, selara-lhe o destino.
Até então a ordem dos monges guerreiros de manto branco e cruz vermelha
fora um colosso militar e financeiro. Na noite do dia 12 para 13 de outubro de
1307, as suas instalações, por todas as partes do reino, viram-se invadidas
pelos oficiais de Filipe IV. Inclusive seus edifícios em Paris, denominados Ville
Neuve du Temple.
Para suprema infâmia dos cavaleiros aprisionados, seus últimos dirigentes,
além de terem perdido tudo, foram arrastados aos tribunais reais denunciados
por Nogaret, o jurista do rei, pelas práticas de heresia e de pederastia.
Num processo forjado, nos quais os procedimentos inquisitoriais foram
aplicados com a máxima crueldade possível, acusaram-nos de serem
adoradores pagãos do diabólico Baphomet, de cuspirem na cruz, de negarem
os sacramentos e de se entregarem a licenças sexuais uns com os outros.
Arrancaram-lhes as confissões por meio de terríveis torturas e outros
tormentos, quando, em meio aos urros de dor, com as carnes dilaceradas e
queimadas pelo largo uso que os inquisidores fizeram do strappado e do
braseiro, concordaram em dizer aos seus supliciadores o que eles queriam
ouvir.
Filipe, o belo, atiçado pelas intrigas de um traidor, um ex-cavaleiro chamado
Esquiseu de Floyran, o Judas dos Templários, não se conformara em
desmantelar-lhes as instalações e confiscar-lhes os valores, quis também
desonrá-los para sempre. Por isso, acusou-os de sodomitas. Denúncia
estendida a De Monay e a outros 140 cavaleiros postos a ferros (54 deles
expiram pelo fogo).
O Declínio das Cruzadas
Até poucos anos antes da catástrofe, a Ordem dos Templários era a mais
prestigiada das três milícias de Cristo formadas ao tempo em que Jerusalém
ainda se encontrava sob o controle direto dos príncipes cristãos. Depois da
expulsão deles da Terra Santa, por ocasião da queda de São João d´Acre
frente os muçulmanos, em 1291, os Cavaleiros Hospitalários confinaram-se na
ilha de Chipre, e, mais tarde, na Ilha de Malta, enquanto que os Cavaleiros
Teutônicos, de volta à Alemanha, mobilizaram-se na conquista das terras de
poloneses pagã[Link] Templários, todavia, viram-se geograficamente mais
favorecidos, pois se hospedaram em Paris, quase no coração da Europa de
então.
As sedes deles, mais numerosas na França (um total de 704 conventos e
prelazias), espalhavam-se pela Inglaterra, Alemanha, Itália, Espanha e
Portugal. As suas propriedades totais somavam há mais de nove mil tipos
diferentes. Devendo obediência apenas ao papa, sempre ausente ou distante,
na prática usufruíam a mais completa autonomia em relação aos reinos,
bispados e baronatos que os acolhiam. Um monge templário somente obedecia
ao seu superior hierárquico: o grão-mestre ou o dom prior
Os Banqueiros de Cristo
Graças ao empenho deles na causa defesa da Cristandade, ao heroísmo e
coragem demonstrada em inúmeras batalhas travadas contra o Islã, e devido a
absoluta correção como se conduziam, os prédios que aquartelavam os
monges - desde que a Ordem fora fundada em Jerusalém, em 12 de junho de
1119, por Hugo Payens e por seu companheiro Godofredo de Saint-Omer -
tornaram-se locais seguríssimos.
A pureza e a espada, conjugadas, eram as apreciadas garantias dadas pelos
Templários aos donos dos dobrões que acolhiam em depósito. Numa era de
incertezas extremas, de pilhagens e incêndios constantes motivados pelas
guerras feudais intermitentes, qualquer recinto protegido pela cruz da Ordem
aparecia como se fora um oásis. Um cofre-forte inexpugnável protegido pelo
Senhor.
Era tal a confiança que despertavam que não tardou para que sus instalações
se transformassem em estabelecimentos bancários, ainda que informais,
fazendo deles, entre os séculos XII e XIII, os principais fornecedores de crédito
a quem os poderosos da época recorriam (consta que na Espanha até os
chefes mouros obtinham empréstimos junto a eles).
Não há nenhum exagero em afirmar-se que a Ordem dos Templários tornou-
se, bem antes dos Médicis e dos Fuggers, o primeiro banco europeu. Assim foi
que se gerou a lenda da fortuna fabulosa, mais jamais comprovada, do
Tesouro dos Templários.
Aumentando e solidificando ainda mais a estranheza com que eles eram vistos
pela gente comum, um espesso véu de segredo parecia cobrir tudo o que
dissesse respeito ao Templo e a sua gente. De fato, as cerimônias de
admissão e iniciação dos monges recendiam às práticas esotéricas secretas,
fato perfeitamente compreensível numa instituição militar fundada em território
inimigo, como foram os primeiros anos dos Templários na época do Reino
Latino de Jerusalém. Nada se sabia ou se ouvia do que ocorria no seu
intramuros, pois os cavaleiros estavam presos aos perpétuos votos de segredo.
Todavia, a continuação daqueles ritos sigilosos preservados em meio aos
reinos cristãos somente fez crescer a desconfiança geral contra os monges
soldados. O que fez por tornar ainda mais plausível junto à opinião da época as
incríveis assacações que lhes foram feitas pelos esbirros de Filipe IV. Ainda
que na Itália Dante Alighieri tenha suspeitado delas, o engenhoso alquimista
maiorquino Raimundo Lullio, o "Doctor Inspiratus", creditou-as como
verdadeiras.
O Declínio do ímpeto cruzado
A derrota dos cristãos frente a Saladino na batalha de Hattin, em 1187 (no final
dela 200 templários foram executados), a perda definitiva de Jerusalém, em
1244, com a conseqüente expulsão do restante dos ocidentais da Palestina
menos de 50 anos depois, abateu o ânimo das empresas cruzadas. Espírito
este que já fora profundamente abalado quando a Quarta Cruzada, ocorrida em
1204, desviando-se totalmente dos seus objetivos, terminara por assaltar e
pilhar Constantinopla, a capital da cristandade oriental. Algo que começara em
1095 como um forte e sincero apelo à fé, a retomada dos Lugares Santos das
mãos dos infiéis, um tanto mais de século depois desandara numa empreitada
militar de traição e vilania cometida por cavaleiros ocidentais contra os próprios
cristãos.(*)
(*) O assalto dos latinos à grande cidade grego-cristã-ortodoxa selaria para
sempre o Cisma da Cristandade, pois nunca mais as Igrejas de Roma e a
Grega de Constantinopla fizeram as pazes.
A própria reciclagem da função da Ordem, de trincheira avançada dos
cruzados para banco de empréstimos, foi significativa do desencanto crescente
da nobreza e do povo em seguir a bandeira da cruz contra o Crescente.
Deste modo, a cabeça coroada de Filipe, o belo, monarca sempre carente de
recursos, deu em pensar qual a utilidade verdadeira do tesouro dos
Templários? Se não se prestava mais para financiar as expedições dos cristãos
em território muçulmano para que mais serviria? Além disso, aquela
constelação de castelos, fortalezas e conventos nas mãos dos guerreiros de
Cristo, formava um império fora das vistas do soberano: a Ordem dos
Templários posava como se fora um estado dentro do estado.
Cai o Bispo, Cai a Torre
Despido de qualquer constrangimento moral, algo que Maquiavel, se então já
fosse vivo, provavelmente aplaudiria, Filipe, o belo, agiu como um hábil jogador
de xadrez. Para conquistar a "torre" do Templo, aplicou a tática da ação
indireta: primeiro derrubou o "bispo" que a sustentava à distância, isto é, o
próprio papa. Sempre recorrendo ao prestativo Guilherme de Nogaret, Filipe IV,
aproveitando-se da confusão que abalava Roma, acusou Bonifácio VIII de
herético e simplesmente arrancou-lhe o báculo, banindo-o da cidade. Em
seguida, em junho de 1305, tramou a indicação de um súdito seu, Bertrand de
Goth, o arcebispo de Bordeaux, para ser entronado como Celestino V.
Ora, se a imunidade dos cavaleiros da cruz vermelha derivava da especial
proteção do Papado, colocando a mitra sobre um pontífice dócil aos seus
desígnios, o monarca francês, depois de ter-lhes invadido e ocupado os
conventos, não demorou em obter o consentimento para a supressão definitiva
deles por meio de um consistório privado ocorrido em Viena na data de 22 de
novembro de 1312.
Medida essa que ficou circunscrita ao Reino da França, visto que o Templo
continuou atuando na Inglaterra, na Espanha e em Portugal. Filipe, o belo,
sempre sinuoso, recorreu ainda a um outro estratagema.
Para não açambarcar descaradamente os bens dos quem flagelara, autorizou
que parte do patrimônio deles fosse transferida para a Ordem de São João,
mais é evidente que lhe coube o montante do leão. Se algum consolo restou
aos templários que sobreviveram à hecatombe, num processo que se arrastou
ainda por 13 anos, foi estarem vivos para assistirem como foi precisa a
maldição lançada por De Monay aos seus algozes. Não transcorreu um ano da
execução do grande-mestre para seus inimigos também morrerem: Filipe, o
belo, Nogaret e Celestino V, todos os três entregaram a alma a Deus antes
daquele desgraçado ano de 1314 findar.
Todavia, outros estabelecimentos da Ordem, em Portugal, em Castela e
Aragão, onde se estendia o grande fronte da guerra da Cristandade contra o
Islã, continuaram engajados nos séculos seguintes na faina de lutar contra os
mouros.
Franco-maçons e Jesuitas
O fim dos Templários na França e o mistério que pairava sobre a Ordem têm
provocado desde então muitas fantasias, produzindo uma prodigiosa
bibliografia que nunca mais parou de crescer. Apaixonados pelo ocultismo,
admiradores das seitas secretas, simpatizantes das teorias conspirativas,
caçadores de tesouros perdidos ou simples curiosos, associaram-se ao longo
desses séculos todos para imaginarem ou darem foros de verdade as mais
diversas e incríveis histórias sobre eles. Todavia, dois fatos concretos a Ordem
dos Templários terminou por inspirar, uma de viés secular e a outra religiosa: a
Franco-Maçonaria e a Companhia de Jesus.
As primeiras lojas maçônicas supõe-se que aparecidas entre 1212 e 1272,
herdaram-lhes o gosto pelo protocolo secreto e pela imposição do sigilo aos
seus iniciados, enquanto que Inácio de Loyola, que fundou a ordem dos
jesuítas, em 1534, neles se inspirou para dar corpo a um empreendimento
religioso que, além do estudo e da devoção, obedecesse às regras da
disciplina militar, agindo como os soldados de Cristo na luta contra a heresia e
o paganismo. Deste modo, os famosos Exercícios Espirituais fixados por ele
seriam uma revivência mais espiritualizada da Régle du Temple (o manual
religioso-militar adotado pelos monges templários por orientação de Bernardo
de Clarival).
Quanto ao destino da monarquia francesa torna-se pertinente observar que se
em 1307 os cavaleiros da Ordem viram-se atacados no Templo de Paris pelos
emissários armados do rei, este mesmo prédio, quase cinco séculos depois,
serviu como prisão do rei Luís XVI e da sua família durante a Revolução
Francesa de 1789: o Le Temple.
Dali, retirados das celas da Tour Carrée, depois de condenados, os soberanos
destituídos foi conduzido à execução pela guilhotina no ano de 1793, um em
janeiro e o outro em outubro. Como o número de franco-maçons, que se
entendiam como sucessores dos templários, era expressivo nos meios
insurgentes e revolucionários, pode-se perceber o ocorrido como um histórico
acerto de contas, ainda que por estranhas vias, da desaparecida Ordem dos
Templários com a Monarquia francesa. Robespierre, o incorruptível grande-
mestre da revolução, vingou De Monay.
Nove Cavaleiros
Criada em 1118, na cidade de Jerusalém, por nove cavaleiros de origem
francesa, a Ordem dos Templários, cujo nome completo era Ordem dos Pobres
Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, tornou-se, nos séculos
seguintes, numa instituição de enorme poder político, militar e econômico.
Eles receberam, como área para sua sede o território que corresponde ao
Templo de Salomão, em Jerusalém, e daí a origem do nome da Ordem.
Segundo a lenda, eles teriam encontrado, no território que receberam,
documentos e tesouros que os tornaram poderosos. Conforme alguns, eles
ficaram com a tutela do Santo Graal, o cálice onde foi coletado o sangue de
Jesus Cristo na cruz, e o mesmo que foi usado na última ceia.
Inicialmente as suas funções limitavam-se aos territórios cristãos conquistados
na Terra Santa durante o movimento das Cruzadas, e visavam a proteção dos
peregrinos que se deslocavam aos locais sagrados. Nas décadas seguintes, a
Ordem beneficiou de inúmeras doações de terra na Europa que lhe permitiu
estabelecer uma rede de influências em todo o continente.
A ascenção meteórica dos Templários levou à sua própria queda. Com medo
de um estado dentro do seu próprio estado, o rei Filipe IV de França, com
apoio do Papa Clemente V, planejou a destruição da Ordem do Templo. Em
toda a França, os cavaleiros do Templo foram presos simultaneamente a 13 de
Outubro de 1307, uma sexta-feira. Submetidos a tortura, a maioria admitiu
práticas consideradas hereges, como adorar um ídolo chamado Baphomet,
homossexualidade ou cuspir na cruz. A maioria foi executada na fogueira,
incluindo o seu grão mestre Jacques DeMolay, em 1314.
O rei Filipe tentou tomar posse dos tesouros dos templários, no entanto quando
seus homens chegaram ao porto, a frota templária já havia partido
misteriosamente com todos os tesouros, e jamais foi encontrada.
Após a aniquilação dos Tempários na maior parte da Europa, a Ordem
continuou em Portugal, como Ordem de Cristo (da qual o Infante D. Henrique
foi grão mestre), patrocionando o conhecimento da Escola de Sagres.
Segundo alguns, na Escócia ela gozou de liberdade suficiente para continuar
suas atividades sem ser incomodada pela inquisição da Igreja Católica, tendo
se misturado a fraternidades maçônicas, servindo de base para o Rito Escocês
da Franco-Maçonaria.
Pobres Cavaleiros de Cristo
Os Cavaleiros Templários foram os membros da mais antiga e poderosa das
três Ordens Militantes que serão abordadas neste trabalho (Templários,
Hospitalários e Teutônicos). Sua sede localizava-se próxima ao Templo de
Salomão, motivo pelo qual foram chamados Templários.
Em 1.118 AD a Ordem tinha sido sancionada oficialmente pela Igreja católica
romana e tinha muitos membros e havia enriquecido. Eles eram uma Ordem
bem organizada, com muitos contatos externos, inclusive entre os sarracenos e
o poderoso grupo conhecido como "Os Assassinos de Hashshashin".
Os Templários lutaram corajosamente pelo Cristianismo durante a 2ª Cruzada,
mas depois que Jerusalém foi recapturada pelos Turcos, retiraram-se para
Chipre. Uma vez removidos da Terra Santa, os Templários tiveram o propósito
de sua existência junto ao Clero e a nobreza, estremecidos, o que possibilitou a
vergonhosa cobiça de suas riquezas pelo Rei da França, Felipe IV "O Belo" e
seu assecla o Papa Clemente.
Entre as invenções dos Templários, podemos citar a principal que foi a idéia
original da criação dos bancos, com seus cheques e outros métodos de crédito
projetados para ajudar as finanças e suas atividades na Terra Santa.
Os Templários não foram a primeira Ordem Militar a encontrar o que o autor do
texto chama de "os vampiros" e que eu expressaria como o "lado negro da
força", mas, foram eles certamente, os primeiros a combater estes "vampiros"
sob uma base organizada. A perseguição inumana aos Templários e o
aparente sucesso destes vampiros, incitou o que o autor denomina como "as
crianças de Cain", a organizarem-se e conspirarem para dissolver a Ordem.
Conforme citado acima, o Rei Felipe IV (um fantoche destes vampiros) torturou
e matou muitos Templários, além de confiscar suas propriedades, com a
anuência de um Papa dominado e subserviente Mas, segundo o autor, os
Templários foram apenas fragmentados e sobrevivem em Sociedades
Secretas, amplamente dispersas e com Lojas em todo o mundo. Os Templários
são (o autor refere-se a eles no presente) pessoas intelectuais e empresariais
com alto nível aquisitivo.
O equipamento (atualmente apenas ritualístico) de combate é igual aos
tradicionais cavaleiros porém, não é admitido o uso de nenhuma marca,
broche, símbolo ou emblema de identificação. Suas batas monásticas e
cerimoniais são distintivas, com uma cruz alargada vermelha (a Cruz Patté ou
de Malta) fixada sobre um fundo branco. Sua bandeira é um céu preto em um
campo branco ou a tão conhecida bandeira quadriculada (usada para designar
os vencedores em competições).
Os Templários foram uma força fragmentada por mais de 600 anos e
sobreviveram como uma organização secreta. A sede da Ordem reavivada está
na Escócia, em um castelo e catedral misteriosos, conhecidos como Rosslyn.
Situado na área central escocesa, este lugar místico foi tema de muitos
rumores e lendas sobre ter contido muitos dos segredos e tesouros dos
Templários durante séculos
Os atuais Templários pertencem a um grupo cauteloso e fechado, que, após a
amarga experiência de princípios do século 14º, costumam manter-se
herméticos a estranhos. São pessoas que dão muita importância à
investigação e pesquisa. A presença feminina era na antigüidade, permitida
desde que em funções não combatente e mesmo assim, após adotar o hábito
de freira.
O autor afirma que existe atualmente, muita pressão para a aceitação de
mulheres na Ordem. Eu gostaria neste momento de interromper o texto para
comentar que atualmente, estão pipocando dezenas de Grupos que se
denominam descendentes dos Templários de Origem. É preciso ter-se muito
cuidado e muito bom senso na análise de tais grupos.
Quase todos os Templários são obcecados pelo conhecimento; sendo este,
considerado como primário para o desenvolvimento da habilidade de pesquisa.
Eles normalmente têm conceitos profissionais altamente educados. Cultivam o
desenvolvimento intelectual, bem como o burocrático, investigador, lingüístico,
legislativo e habilidades financeiras. Possuem também, fortes contatos,
Influência e recursos.
Princípio Histórico
Os Cavaleiros Templários, tiveram sua origem em um pequeno grupo de
cavaleiros cruzados, cuja tarefa original era a de manter as estradas da Terra
Santa seguras, protegendo os peregrinos contra os ataques dos muçulmanos
ou bandidos.
Formado aproximadamente em 1.115 por Hugo de Payens ou Borgonha e mais
oito cavaleiros, conquistaram rapidamente a simpatia do Rei Baldwin II de
Jerusalém, que lhes concedeu o direito de usar parte do antigo Templo de
Salomão como sendo sua sede.
Em 1.118, o pequeno grupo, jurou ante ao Patriarca de Jerusalém que eles
manteriam os votos monásticos de pobreza, obediência e castidade enquanto
protegeriam a rota dos peregrinos entre Jerusalém, Jerico e o Jordão.
O número de cavaleiros cresceu rapidamente, pois, o conceito de um grupo
devoto de guerreiros que faziam o trabalho de Deus na Terra Santa angariou
grande popularidade.
Com este aumento de seu efetivo, Hugo resolveu interagir junto ao Papa para
que seus cavaleiros fossem reconhecidos como uma ordem monástica oficial,
com regras específicas para o papel de combatente do Cristianismo. Em 1.124
Hugo viajou para a Europa para conseguir apoio para o seu novo grupo de
guerreiros - monges. O Papa convocou um Concílio da Igreja Católica em
Troyes, e S. Bernardo de Clairvaux auxiliou na aprovação da Ordem, além de
ser o responsável pela elaboração de suas Regras. Com a aprovação do Papa
e de S. Bernardo que já gozava na época de grande reputação, a Ordem
ganhou muitas adesões de novos cavaleiros.
Em 1.130, Hugo já possuía 300 novos membros. A nova Ordem foi conduzida
por um Mestra Principal (Grão Mestre), pelo Seneschal, Marechal, Chefe e
Preceptor (mestre de províncias). Cada província foi dividida em várias
preceptorias, cada uma com seu próprio capitão de cavaleiros e um lugar-
tenente.
Os Templários permitiram o ingresso na Ordem de membros subordinados na
categoria de sargentos (não pertenciam à nobreza), bem como cavaleiros que
só serviam em um curto espaço de tempo; foi permitido o casamento, desde
que, em caso de morte, todos os bens do casal fossem transferidos para a
Ordem.
A Ordem começou a receber também, presentes em forma de terras e dinheiro.
Na plenitude de seu poder, a Ordem possuiu mais de 9.000 títulos e solares
(pequenos castelos) ao longo da Europa e da Terra Santa.
Segundo os historiadores, foi esta vasta riqueza que causou a queda da
Ordem, pois causou a inveja e a cobiça do Rei Felipe "O Belo" da França.
Por volta de 1.177, cerca de 80 Templários conduzindo outros 300 cavaleiros,
conduziram um ataque de cavalaria que culminou por vencer Saladino que
chefiava um exército muito maior. Os muçulmanos foram derrotados, o que
aumentou o prestígio da Ordem. Infelizmente, as glórias de vitórias como esta,
eram estragadas através de várias derrotas estúpidas. Em 1.187, o Mestre
Principal da Ordem, Gerard Ridefort conduziu uma força de 90 Templários e 40
outros cavaleiros, contra 7.000 homens da cavalaria muçulmana. Só ele e dois
outros Templários escaparam com vida. Mas eles demonstraram com isso, a
determinação templária de lutar até o amargo fim. Em 1.243, com a perda de
Jerusalém para os muçulmanos, só 36 Templários sobreviveram (de um total
de 300 sobreviventes). Em 1.250, 200 Templários morreram nas ruas de
Mansurah depois que o Grão Mestre deles tinha adverti-los de uma iminente
emboscada.
Por ocasião da derrota final da Cristandade na Terra Santa - o outono de Acre
– os cavaleiros foram forçados a buscar refúgio no "chapterhouse" deles, cujas
paredes, com o ataque muçulmano, já estavam sofrendo severos danos.
Enquanto negociavam um tratado de rendição, os muçulmanos começaram a
sacrificar civis que estavam abrigados dentro dos limites da Ordem.
Obedecendo aos votos que haviam feito quando da entrada na Ordem, os
Templários restantes correram em defesa deles/delas. Enquanto isso, o oficial
que negociava o tal tratado, foi covardemente decapitado. Depois de outra
semana de lutas, os Templários restantes, morreram junto com 2.000
atacantes muçulmanos quando o edifício da Ordem desmoronou sobre eles no
último ataque.
Até que a Ordem fosse dissolvida em 1291, os Templários também foram
pressionados a envolverem-se em uma nova cruzada, que culminaram em
mais fracassos. Segundo o autor, a Ordem nesta ocasião, já tinha sido
reduzida a um grupo de banqueiros.
Conforme já mencionamos, o Rei Felipe VI " O Belo " organizou a queda da
Ordem.
O autor conta-nos que foram "plantados" espiões entre os graus, com um plano
cuidadosamente organizado de acusar a Ordem de heresia, que seria o único
motivo plausível para a sua dissolução e principalmente, confisco de seus
bens.
Em 1305, um destes espiões, o renegado Templário Esquiu Floyrian, foi
amplamente utilizado por Felipe para o ataque à Ordem na França. Ataques
semelhantes estavam montados na Inglaterra e Espanha, mas as acusações
caíram no ridículo. Seguiram-se vários anos de disputas legais, durante os
quais, o Grão Mestre Jacques de Molay colocou sua fé na suposta
invulnerabilidade da Ordem contra a autoridade da nobreza e confiou em
proteção papal; porém, os ataques foram feitos individualmente contra os
membros da Ordem, o que os tornou vulneráveis às torturas. Em 1312, foi
dissolvida a Ordem.
Lugar Santo: CAPELA de ROSSLYN, ESCÓCIA
Três milhas sul de Edimburgo e sete milhas da antiga sede dos Templários, na
Escócia, em Balantrodoch, está a aldeia chamada Rosslyn. Empoleirado na
extremidade de um desfiladeiro sobre a cidade encontramos a Capela de
Rosslyn - gotejando tão pesadamente com esculturas góticas, nórdicas e celtas
que parece ser parte de algo maior. Esta era a intenção. Pretendia-se
originalmente que Capela de Rosslyn fosse a Capela da Senhora, parte de
uma estrutura maior que pretendeu ser a maior Catedral na Europa. A falta de
capital e a necessidade de atenção em outro lugar (?) impediu a obra de ser
completada.
O interior da capela que teve suas fundações iniciadas em 1.446, contém
muitas imagens esculpidas além de padrões geométricos e símbolos que são
muito populares entre os maçons.
OS HOSPITALÁRIOS (Cavaleiros Hospitalários de S João, Jerusalém, Rhodes
e Malta) Formada depois da Primeira Cruzada, A Ordem dos Hospitalários
dedicou-se originalmente à medicina, curando e provendo o repouso para os
peregrinos. Devido às contínuas invasões muçulmanas, os Hospitalários
adotaram a filosofia guerreira dos Templários e rapidamente dedicaram-se à
defesa Militar da [Link]ém, os Cavaleiros Hospitalários nunca
esqueceram suas origens e sempre mantiveram hospitais para cuidar dos
doentes e feridos. Os Cavaleiros de São João têm uma filosofia de cura, e
todos são treinados em medicina . Os Hospitalários foram a única Ordem a
sobreviver incólumes aos turbulentos séculos (ainda hoje a Ordem Hospitalária
é atuante, com Sede na Ilha de Malta, no Mediterrâneo) em que atuaram.
Durante os últimos séculos, eles agiram freqüentemente em auxílio ao braço da
espionagem do Vaticano.
A maioria das pessoas os vêm como dedicados à obras beneficentes,
especialmente em auxílio pelo mundo inteiro em serviços de ajuda a desastres.
Os membros desta Ordem, aparecem em público, normalmente, muito bem
vestidos.
Como a maioria dos médicos, eles acreditam em padrões altos de limpeza e
higiene. Seu uniforme cerimonial é negro com uma cruz branca (a Cruz
maltesa).Ocasionalmente, os guerreiros monges mais antigos, usam batas
vermelhas com a Cruz maltesa branca.
Desde que foram expulsos de sua sede na Ilha de Malta em 1.700, por
Napoleão, os Hospitalários tiveram que contentar-se com uma propriedade
pequena perto do Vaticano em Roma. Porém, foi permitido recentemente aos
cavaleiros, reaverem seu castelo de Valletta; entretanto, o maltês já não os
aceita como senhores.
Os membros desta Ordem são geralmente escolhidos entre os médicos,
homens de ciência ou com tendências ao sacerdócio. Conforme comentamos
acima, um braço dos Hospitalários foi fortemente envolvido na espionagem do
Vaticano, durante séculos. O autor levanta a suspeita de que ainda hajam
membros da Ordem dedicados à esta tarefa. Esta é a Ordem mais tradicional
(do ponto de vista de submissão ao Papa) e coloca grande ênfase em religião e
cerimônias religiosas. Como resultado, só são permitidas para as mulheres
servir dentro da Ordem de uma maneira não combatente. O Hospitalários têm
um forte sensos de justiça. Eles não auxiliarão nenhuma pessoa ou criatura
que eles pensam que são más e isto os põe freqüentemente em conflito os
com o Templários e Teutônicos.
Princípio Histórico:
Os Cavaleiros Hospitalários, pertencem à uma Ordem cuja poderosa cuja
documentação os torna oficiais e legais até os dias de hoje. Seus tradicionais
rivais foram os Cavaleiros Templários. Sua estrutura básica é bastante
parecida com a dos templários porém com um maior enfoque em saúde e
medicina.
A Ordem de São John originou-se com um hospital dedicado a São João em
Jerusalém, aproximadamente em 1.070, 30 anos antes da Primeira Cruzada,
por um grupo de comerciantes italianos que queriam cuidar dos peregrinos.
Foi constituída como uma Ordem aproximadamente em 1.100, logo após a
Primeira Cruzada, quando assumiu seu primeiro Grão Mestre Principal (que o
autor não cita o nome).
O Hospitalários seguiram assim aos Templários mas com enfoque para o
trabalho médico.
Por volta de 1.126, porém, aproximadamente oito anos depois dos Templários
apareceram publicamente, os Cavaleiros de São John tinham começado a
assumir um caráter crescentemente militar que ficaria, com o tempo, mais
proeminente que o próprio serviço de hospital, para o qual tinham sido
instituídos.
O autor cita aqui que em sua opinião, os Hospitalários podem ter sido
obrigados a adotar o braço combatente, porque os Templários não estavam
fazendo o trabalho a eles destinado, dedicando-se a percorrer a Terra Santa
em busca de relíquias Santas, em vez de proteger os peregrinos.
Os Hospitalários, junto com os Templários e Teutônicos, tornaram-se o exército
principal e poder financeiro na Terra Santa. Este poder expandiu-se ao longo
do Mediterrâneo.
Como os Templários, eles ficaram imensamente ricos. A Ordem desenvolveu-
se em um exército vasto, organização eclesiástica e administrativa com
centenas de cavaleiros, um exército parado, numerosos serviços secundários,
uma cadeia de fortalezas e propriedades enormes de terra pelo mundo Cristão.
A Ordem permaneceu verdadeira a suas origens e mantém até os dias atuais,
hospitais atendidos por seus próprios providos cirurgiões e demais
funcionários.
Em 1.307, quando os Templários foram acusados de uma série de ofensas
contra a ortodoxia católica, o Hospitalários conseguiram ficar imunes de
qualquer estigma. Eles retiveram o favor do papado. Na Inglaterra e em outros
lugares, ex-propriedades dos Templários foram entregadas para eles -
impulsionando ainda mais suas riquezas. Depois de 1.291, os Cavaleiros de
São João retiraram-se para Chipre.
Em 1.309 eles estabeleceram sua sede na Ilha de Rhodes que governaram
como o principado privado. Eles ali permaneceram durante dois séculos e
resistiram a dois ataques dos Turcos. Em 1.522, um terceiro ataque os forçou a
abandonar a ilha e em 1.530 eles novamente estabeleceram-se em Malta.
Em 1.565, Malta foi sitiada pelos Turcos em uma tentativa ambiciosa para
conquistar o Mediterrâneo.
Em uma defesa épica, 541 Cavaleiros Hospitalários e sargentos junto com
1.500 soldados a pé e mercenários repeliram os repetidos ataques, de 30,000
inimigos.
A derrota histórica infligida aos Turcos, destruiu seus planos de invasão. Seis
anos depois, em 1.571, a Frota da Ordem, junto com navios de guerra da
Áustria, Itália e Espanha, ganharam uma decisiva batalha naval de Lepanto e
quebraram o poder marítimo turco. A frota dos Hospitalários foi premiada com
créditos pelos afundamentos.
No 16º século eles eram ainda um exército supremo com poderes navais
consideráveis no mundo Cristão, contando com força e recursos financeiros
comparável à maioria das nações. Mas a reforma protestante tinha começado a
quebrar a força da Europa Católica, e a própria Ordem viu-se fendida com
novas convicções.
A Europa passou para uma idade nova de tolerância religiosa e mercantilismo.
O Cavaleiros ainda estavam em Malta em 1.798, entretanto a Ordem havia
transformado-se em apenas uma sombra do que eles eram. A Maçonaria tinha
corroído as suas submissões católicas e quando Napoleão invadiu a ilha a
caminho do Egito, os cavaleiros não ofereceram nenhuma resistência.
Quando Horatio Nelson recapturou as ilhas, os cavaleiros puderam ali
restabelecer uma presença não oficial.
Em 1.834, uma base oficial era estabelecida em Roma.
Uma vez mais dedicados ao hospital e ao trabalho junto à saúde, os cavaleiros
mantêm sua fortaleza em Mala mas, não têm nenhum poder de governo. De
maneira muito interessante, foi considerado seriamente a possibilidade de
entregar Israel para os Hospitalários depois de Segunda Guerra Mundial.
Do ponto de vista de direitos internacionais, os Cavaleiros de Malta são
encarados como um principado soberano independente, com a opção de um
assento nas Nações Unidas (o qual eles nunca ocuparam). Podem ser
identificadas embaixadas na África e países americanos latinos com plenos
privilégios diplomáticos.
Lugar Santo: VALLETA, MALTA - Entre suas características originais, possui
uma série de albergues (pousadas), representando áreas da Europa, tais como
Aragão, França, Alemanha, Provence, Castilha, Itália e Inglaterra. Na costa
norte da ilha está a baía onde S. Paulo naufragou em sua tentativa de chegar
em Roma. A presença dos Cavaleiros permanece, com várias estruturas e
fortificações que comemoram locais com significado religioso; mas mais
proeminente é a do castelo do mar de Sant'Angelo, o forte de St Elmo e o
subúrbio cercado de Vittoriosa, abrangendo dois promontórios que proveram
um porto natural facilmente defendido. Todos estes pontos são parte do que
tornou-se a cidade de Valleta. A cidade foi nomeada em homenagem ao Grão
Mestre Jean de la Valette, veterano do ataque de Rhodes sendo considerado
como o defensor próspero de Malta contra os Turcos otomanos. No centro das
fortificações construídas para defender o Porto Principal está a Catedral de São
João, construída pelos Cavaleiros Hospitalários como centro da adoração, em
1.578. O exterior da Catedral é austero, mas dentro dela é surpreendentemente
extravagante. No chão de um quarto estão 375 tabletes (lajotas) de mármore,
cada uma ricamente decorada e registrando as ações da Ordem. Este quarto é
conhecido como o mausoléu de cavalheirismo.
O grande hospital - contendo um dos quartos maiores em toda a Europa - é o
ponto alto da construção médica Hospitalária. O pupilo principal mede 185 pés
de comprimento por 35 pés de largura, com 31 pés de altura (pé direito).
Construído por volta de 1.570, está atualmente desativado. Foram observados
padrões rígidos de limpeza e higiene, pelos Hospitalários, que cuidaram dos
pacientes usando utensílios de prata para assegurar higiene, além de contarem
com um corpo de cirurgiões da Ordem, considerados como os melhores e mais
bem treinados de toda a Europa. A cidade foi tomada por Napoleão Bonaparte
em 1.798 sem resistência. Reduzidos a algumas propriedades de terra e um
edifício em Roma, os Hospitalários buscaram consolo nas origens de sua
Ordem e devolveram suas Regras. Com o tempo, com o reaparecimento de
seu poder e prestígio, foi devolvida sua propriedade dentro de Valleta.
Os Teutônicos ( A Ordem Sagrada dos Cavaleiros Teutônicos)
A Ordem dos Cavaleiros Teutônicos foi fundada em 1.190 por Cruzados
alemães na Palestina e foi reconhecida pelo Papa em 1.199. Instituída depois
dos Cavaleiros Templários, e dos Hospitalários, restringiu a admissão à Ordem,
apenas aos membros da nobreza alemã. A nova Ordem, constituiu-se no
principal grupo militar alemão. Em 1.229 os Cavaleiros Teutônicos começaram
uma cruzada para converter e pacificar os eslavos pagãos da Prússia. Eles
esmagaram os eslavos nativos e adotaram para si próprios, um estado de
semideuses. A forma impiedosa de combater o inimigo, rendeu aos Teutônicos,
a reputação de guerreiros malignos.
Os Cavaleiros Teutônicos tornaram-se cínicos, e acreditavam que a eliminação
total do inimigo era o único meio de erradicar rapidamente o mal. Para atingir
seus objetivos, seu treinamento militar era supremo. Os membros desta Ordem
são normalmente fortes e refletem seu treinamento militar.
Vestidos para batalha, são iguais a todos os demais cavaleiros; em alguns
casos um Teutônico pode ter alguns suplementos opcionais alinhavados em
seu vestuário entretanto, normalmente, suas batas são brancas e adornadas
com uma cruz preta simples. Após as batalhas da Idade Média, durante vários
séculos, um pequeno grupo dos Teutônicos serviu em Viena como uma
pequena chama que mantinha viva Ordem; porém, agora que a Ordem dos
Cavaleiros Teutônicos foi restabelecida, eles readquiriram sua antiga sede no
Castelo de Marienburg.
Os membros da Ordem são encarados pela população em geral, como
pessoas normais que pertencem à uma Ordem semi clerical, dedicada ao
trabalho de caridade; mas, segundo o autor, os membros da Ordem têm força
para dobrar barras de ferro, o que as afasta da média da população. Os
Cavaleiros Teutônicos escolhem os seus sócios cuidadosamente, geralmente
provenientes de polícias especiais ou forças armadas de vários pontos ao redor
do mundo. A maioria do Cavaleiros Teutônicos vêm destes exércitos ou
equipes de força policial. Os cavaleiros são muito reservados e raramente
revelam sua identidade em público.
Esta é a única Ordem que obriga os seus membros às antigas regras de não
manter contatos familiares. Os fundos financeiros deles são quase impossíveis
de serem localizados, seus detalhes pessoais são protegidos até mesmo de
Teutônicos da mesma categoria e suas habilidades de luta são
cuidadosamente desenvolvidas.
Para pertencer à Ordem é necessário possuir muito bons atributos físicos e ser
um excelente lutador.
Sua fama é a de possuírem um temperamento agressivo, e freqüentemente
estão ansiosos para entrar em uma briga. Este tipo de atitude é interpretado
freqüentemente pelos Hospitalários e Templários como puro instinto animal. As
outras Ordens não apreciam o ódio e a preocupação com que o Teutônicos
agem com os inimigos.
Os Teutônicos normalmente ficam frustrados com estratégias a longo prazo.
Eles gastam a maior parte de suas vidas treinando para lutar e querem pôr
todo o treinamento em prática rapidamente. Eles tendem a serem difíceis de se
dar bem socialmente. Eles repugnam o artifício ou as táticas sutis e acreditam
na confrontação frente a frente como melhor tática de aproximação. Isto os
conduziu freqüentemente, em desentendimentos com os Hospitalários e
Templários. Às vezes os Teutônicos quando fora da Ordem, ignoram as
instruções de seus próprios oficiais, se julgarem que a mesma é imprópria ou
incorreta.
Princípio Histórico:
Os Cavaleiros Teutônicos são um exército e Ordem religiosa alemã, baseada
nos Hospitalários e Templários.
É a mais jovem das três Ordens militares, foram fundados em 1.190 como uma
unidade de auxilio, por Comerciantes alemães preocupados com os
compatriotas sujeitos às doenças. Os membros do grupo estabeleceram-se
entre os integrantes do exército Cristão acampado fora do Acre.
Pouco depois, foi-lhes concedido terras para construir um hospital, e também
um estado Monástico. Os Teutônicos foram então, surpreendidos com a
instrução pelo Papa Inocente III, para se tornarem uma Ordem Militar. O braço
militar era baseado no modelo dos Cavaleiros Templários e o hospital nos
Cavaleiros Hospitalários. A Ordem dos Teutônicos não restringiu então, aos
seus membros, a exigência de pertencer à nobreza alemã. Os únicos limites
eram ser um homem livre e não estar casado.
A Ordem geralmente usava um hábito branco com uma cruz preta.
Cada um dos 12 Capítulos da Ordem, havia um líder conhecido como Komtur,
significando o oficial de diligências. Quando um Grão Mestre morria, todos os
Komturs reuniam-se para eleger 13 membros que, em troca, elegeria um novo
Grão Mestre. Os outros oficiais do comando (Grosskomtur), eram: o
Ordensmarshall, o Tressler (o tesoureiro), o Spittler (Hospitalários) e o Trapier
(chefe de quartel). A Ordem nunca se distinguiu na Terra Santa. Não lutou
nenhuma batalha famosa, nem desfrutou inicialmente a riqueza de apoio dada
às outras Ordens. È parcialmente por causa desta falta de apoio que
permaneceu um movimento puramente germânico; fato este que logo
direcionou seus interesses para a própria Pátria. Em 1.216 a ordem perdeu a
maioria de seus cavaleiros e seu Grão Mestre em ação na defesa da Terra
Santa. A Ordem ficou em Acre até a queda do reino em finais do 13º século,
quando os Teutônicos aumentaram gradativamente sua força nos Bálcãs.
A Ordem ajudou o Rei Andrew da Hungria nos meados de 1.210 a desalojar os
Kumans que estavam invadindo a Transilvânia. Outro que pediu ajuda à Ordem
foi o Duque polaco Conrad de Masovia, que pediu para a Ordem proteção
contra os pagãos que invadiam suas terras. A Ordem era inumana em sua
briga contra as tribos pagãs, até mesmo com pequenos contingentes de
cavalaria eram praticamente invencíveis em face a qualquer inimigo. Os
Teutônicos não tinham misericórdia. Qualquer homem, mulher ou criança
conquistado tinha que se converter ou seriam executados. Os nativos
tornaram-se servos da Ordem, controlados de uma série de fortalezas
poderosas. Os domínio teutônicos estenderam-se pelos Bálcãs da Polônia,
pela Lituânia e Suécia. Nos 100 anos seguintes eles estenderam seu domínio
ao longo do Báltico do Golfo da Finlândia para as margens do Pomeranian. Os
Teutônicos colonizaram a terra com alemães e estabeleceram um governo
central forte com sede em Marienburg,
Prússia
Rebeliões nos anos 1.260 forçaram a Ordem em seus limites. Depois que
vários castelos balcânicos e Acre caíram em finais do 13º século, os cavaleiros
migraram a sede deles para Veneza. O território perdido nos Bálcãs foi logo
recapturado. Os Cavaleiros Teutônicos governaram a nova terra deles
eficazmente. A maioria dos colonos achou estranho ter que responder a
assuntos financeiros a monges que não foram autorizados a possuir qualquer
coisa, mas isto limitou a corrupção e permitiu que os negócios fossem
operados com eficácia.
Durante princípios de 1.300, a Inquisição atacou os Templários e Teutônicos
com as acusações de crueldade e bruxaria; entretanto o teatro de operações
dos Teutônicos (Prússia e a Costa do Báltico), colocou-os em segurança, além
do alcance de qualquer autoridade que poderia agir contra eles.
As regras dos Teutônicos não era fácil. No 14º século aconteceram uma série
de batalhas contínuas contra os lituanos; até 80 expedições ao todo com até
sete em um ano. Os Teutônicos alcançaram o cume de seu poder e reputação
durante este período, aparecendo então, algumas das melhores mentes
militares da era.
Derrotado pelos polacos e lituanos na Batalha de Tannenberg em 1.410, os
Cavaleiros Teutônicos foram forçados em 1.466, a ceder a Prússia Ocidental e
Pomerelia para a Polônia e mover sua sede para Konigsberg na Prússia
Oriental. Em 1.525 o Grão Mestre da Ordem, Albert de Brandenburg,
converteu-se ao Luteranismo.
A imagem teutônica, como também parte da própria Ordem, foi seqüestrada
pelos Nazistas na Segunda Guerra Mundial. A Cruzada Eslava da Ordem foi
sustentada como um exemplo de superioridade alemã e foi usada como uma
desculpa para outro ataque à Rússia.
Muitos membros da SS auto nomearam-se como Cavaleiros da Ordem Militar.
A Ordem dos Cavaleiros Teutônicos ainda existe na Áustria como uma
organização semi-clerical, dedicada ao trabalho de caridade.
Lugar Santo: CASTELO de MARIENBURG, POLÔNIA
A sede dos Cavaleiros Teutônicos na Prússia Oriental (agora Polônia), castelo
de Marienburg foi construído originalmente em 1.276 pelo Grão Mestre von
Winrich Kniprode como uma fortaleza funcional e sua importância foi
estratégica para o comando e sede dos Teutônicos por volta de 1.309.
Como os Cavaleiros ampliaram seus territórios e trouxeram paz para a área, o
castelo tornou-se um magnífico hotel para os nobres visitantes e Cavaleiros
que quiseram tomar parte nas campanhas da Ordem.
Reformado completamente durante o 19º século, foi bombardeando pelos
Aliados que o reduziram a ruínas durante Segunda Guerra Mundial. O Governo
polonês devolveu o castelo aos Teutônicos como meio de restabelecer a
tradição e manter o local histórico.
O ordem dos Tempários - Os Cavaleiros da Ordem do Templo e a historiografia
O fato de que nunca se teve a oportunidade de se ter acesso a documentos
originais dos julgamentos contra os templários motivou o surgimento de muitos
livros e filmes, com grande repercussão pública, porém, sem nenhum
embasamento histórico. Também muitas sociedades secretas como a
maçonaria se colocam como herdeiras dos templários, entretanto, a partir de
documentos históricos, e, não a partir de fábulas e astúcia é possível
entendermos melhor esse episódio da história. A obra, publicada pela
Biblioteca Vaticana: “Processus contra templários”, restaura a verdade histórica
sobre Os Cavaleiros da Ordem do Templo, conhecidos como templários, cuja
existência e ulterior desaparecimento foram motivo de numerosas
especulações e lendas. Os pergaminhos são relativos ao processo contra os
templários, realizados sob o pontificado do Papa Clemente V, cujos originais
são conservados no Arquivo Secreto do Vaticano. O principal valor da
publicação reside na perfeita reprodução dos documentos originais do citado
processo e nos textos críticos que acompanham o volume; explicam como e
por que o pontífice Clemente V absolveu os Templários da acusação de
heresia e suspendeu a Ordem sem dissolvê-la, reintegrando os altos dignitários
Templários e a própria Ordem na comunhão da Igreja
A Ordem dos Cavaleiros do Templo
Os templários foram fundados por Hugo de Payens, depois da primeira
Cruzada em 1119. São Bernardo escreveu a regra dessa ordem monacal e
militar.
Os Templários eram membros de uma ordem religiosa de monges guerreiros.
O nome de Cavaleiros do Templo lhes veio porque seu convento principal e
primeiro fora estabelecido junto ao local onde existira o Templo de Salomão,
em Jerusalém. A finalidade da Ordem dos Cavaleiros do Templo era a de
defender a Terra Santa dos ataques dos maometanos, mantendo os reinos
cristãos que as Cruzadas haviam fundado no Oriente.
A Ordem do Templo e sua regra fora aprovada pela Igreja. Os Templários
foram, durante muito tempo, fiéis à sua regra e à sua finalidade.
Estes cavaleiros fizeram voto de pobreza e seu símbolo passou a ser o de um
cavalo montado por dois cavaleiros. Em decorrência do local de sua sede, do
voto de pobreza e da fé em Cristo surgiu o nome da Ordem, "Pobres
Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão", ou simplesmente "Cavaleiros
Templários".
Sob a divisa Non nobis, Domine, non nobis, sed nomini Tuo da gloriam(Sl
115,1) - (Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao Vosso nome dai a glória).
Seu crescimento vertiginoso ao mesmo tempo que ganhava grande admiração
da Europa se deu pelo grande fervor religioso e pela sua incrível força militar.
Os Papas guardaram a ordem acolhendo-a sob sua imediata proteção,
excluindo qualquer intervenção de qualquer outra jurisdição fosse ela secular
ou episcopal. Não foram menos importantes também os benefícios temporais
que tal ordem recebeu dos soberanos da Europa.
Um contemporâneo (Jacques de Vitry) descreve os Templários como "leões de
guerra e cordeiros no lar; rudes cavaleiros no campo de batalha, monjes
piedosos na capela; temidos pelos inimigos de Cristo, a suavidade para com
Seus amigos".
Levando uma forma de vida austera não tinham medo de morrer para defender
os cristãos que iam em peregrinação a Terra Santa. Como exército nunca
foram muito numerosos aproximadamente não passavam de 400 cavaleiros em
Jerusalém no auge da ordem, mesmo assim foram conhecidos como o terror
dos maometanos. Quando presos rechaçavam com desdém a liberdade
oferecida a preço de apostatarem (negar a Fé cristã).
O grande crescimento da Ordem e a perda de sua missão
Com o passar do tempo a ordem ficou riquíssima e muito poderosa: receberam
várias doações de terras na Europa, ganharam enorme poder político, militar e
econômico, o que acabou permitindo estabelecer uma rede de grande
influência no continente, o que pode ter provocado um relaxamento da moral,
sede pelo poder, pelo dinheiro.
Também começaram a ser admitido na ordem devido à necessidade de
contingente, pessoas sem levar em conta os mesmos critérios do seu inicio.
Logo, o fervor cristão, a vida austera e a vontade de defender os cristãos da
morte deixaram de ser as motivações principais dos cavaleiros templários.
A grande riqueza da ordem atrai a atenção do Estado
Felipe IV pensou em apropriar-se dos bens dos Templários, e por isso havia
posto em andamento uma estratégia de descrédito, acusando-os de heresia. A
perseguição aos templários começou em 1307, quando o rei da França, acusou
os templários de heresia e imoralidade.
No dia 13 de Outubro de 1307 o rei obrigou o comparecimento de todos os
templários da França. Os templários foram encarcerados em masmorras e
submetidos a torturas para se declararem culpados de heresia, no pergaminho
redigido após a investigação dos interrogatórios, no castelo de Chinon, no qual
Felipe IV da França (Felipe o Belo) havia prendido ilicitamente o último grão-
mestre do Templo e alguns altos dignitários da Ordem.
O Pergaminho de Chinon atesta que o Papa Clemente V absolveu os
templários, das acusações de heresia, evidenciando, assim, que a queda
histórica da Ordem deu-se por causa da perda de sua missão e de razões de
oportunismo político.
Da perda de sua missão o que caracterizou não mais uma vida austera como
no inicio da ordem se aproveitou o Rei Felipe IV, o Belo, para se apoderar dos
bens da Ordem, acusando-a de ter se corrompido. Ele encarcerou os
Superiores dos Templários, e, depois de um processo iníquo, os fez queimar
vivos, pois obtivera deles confissões sob tortura, que eram consideradas nulas
pelas leis da Igreja e da Inquisição (Concílio de Viena (França) em 1311 e
Concílio regional de Narbona (França) em 1243).
A sentença do Papa Clemente V a Ordem dos Templários
A ata de Chinon declara que os Templários não dissolvidos, mas absolvidos,
suscitou a reação da monarquia francesa, tanto que obrigou Clemente V à
ambígua discussão sancionada em 1312, durante o Concílio de Vienne, com a
bula «Vox in Excelso», na qual declarava que o processo não havia
comprovado a acusação de heresia, mas só a indignidade e os maus hábitos
difundidos entre muitos membros da Ordem.
Ao declarar que o processo não tinha comprovado a acusação de heresia,
Clemente V suspendeu a Ordem dos Templários mediante uma sentença não
definitiva, sem dissolvê-la, para impedir um cisma com a França, reintegrando
os altos dignitários Templários na comunhão da Igreja.
O Pergaminho de Chinon atesta que o Papa Clemente V absolveu os
templários, das acusações de heresia, mostrando assim, que o Pontífice não
considerou a ordem como sendo herege (conforme se especulava). E que deu
a absolvição ao último grã-mestre dos Templários, Jacques de Molay, e aos
cavaleiros da Ordem. O Pontífice ainda permitiu a eles "receber os
sacramentos cristãos e serem acompanhados por um capelão" até os últimos
momentos de sua vida.
Considerações finais
A destruição da Ordem do Templo propiciou ao Rei francês não apenas os
tesouros imensos da Ordem (que estabelecera o início do sistema bancário),
mas também a eliminação do exército da Igreja, o que o tornava senhor rei
absoluto, na França.
Nos demais países a riqueza da ordem pertencente à Igreja em sua maioria
também ficou com os respectivos Estados. A ordem dos Hospitalarios também
herdou uma parte do dinheiro.
Mestres
1. Hugo de Payens (Huguens de Payns) (1118-1136)
2. Hugue, conde de Champagne
3. Rossal de Clairvaux
4. Geoffro de Bissor
5. André de Condemare
6. Archambaud de Saint-amande
7. Philippe de Milly (Philippus de Neapoli/de Nablus) (1169-1171)
8. Odo de St Amand|Odo (Eudes) de St Amand ou Odon de Saint-Chamand
(1171-1179)
9. Arnaud de Toroge (Arnaldus de Turre Rubea/de Torroja) (1179-1184)
10. Gérard de Ridefort (1185-1189)
11. Robert de Sablé (Robertus de Sabloloi) (1191-1193)
12. Gilbert Horal (Gilbertus Erail/Herail/Arayl/Horal/Roral) (1193-1200)
13. Phillipe de Plessis / Plaissie`/ Plesse` /Plessiez (1201-1208)
14. Guillaume de Chartres ou Willemus de Carnoto (1209-1219)
15. Pedro de Montaigu|Pierre (Pedro) de Montaigu (Petrus de Monteacuto)
(1219-1230)
16. Armand de Périgord (Hermannus Petragoricensis) ou Hermann de Pierre-
Grosse (???-1244)
17. Richard de Bures (1245-1247)
18. Guillaume de Sonnac (Guillelmus de Sonayo) (1247-1250)
19. Renaud de Vichiers (Rainaldus de Vicherio) (1250-1256)
20. Thomas Bérard (1256-1273)
21. Guillaume de Beaujeu (Guillelmus de Belloico) (1273-1291)
22. Thibaud Gaudin (Thiband Ggandin) (1291-1292)
23. Jacques de Molay (1292-1314)
Castelos
Na Terra Santa
• Castelo de Gaston - Principado de Antioquia
• Chastel Blanc - Condado de Trípoli
• Castelo de Tortosa - Condado de Trípoli
• Castelo de Sidon - Reino Latino de Jerusalém
• Castelo de Beaufort - Reino Latino de Jerusalém
• Castelo de Gaza - Reino Latino de Jerusalém
• Castelo de Safed - Reino Latino de Jerusalém
• Castelo Peregrino - Reino Latino de Jerusalém
• Castelo Hernault - Reino Latino de Jerusalém
• Chastelet du Gué-Jacob - Reino Latino de Jerusalém
Na Peninsula Ibérica
Na Espanha
• Castelo da Lúa -
• Castelo de Ascó - 1173
• Castelo de Barberà - 1143
• Castelo de Castellote -
• Castelo de Chalamera - 1143
• Castelo de Granyena - 1131
• Castelo de Gardeny -
• Castelo de Monreal del Campo -
• Castelo de Montesa -
• Castelo de Monzón - 1143
• Castelo de Peñíscola - 1294
• Castelo de Ponferrada - 1178
• Castelo de Sória - 1128
• Castelo de Xivert - 1169
Em Portugal
• Castelo de Soure (1128)
• Castelo de Celorico da Beira
• Castelo de Ranhados
• Castelo de Longroiva (1145)
• Castelo de Cera (1159)
• Castelo de Tomar (1160)
• Castelo de Torres Novas
• Castelo de Seda (1160)
• Castelo de Pombal (c. 1160)
• Castelo de Mogadouro (1165)
• Castelo de Belmonte
• Castelo de Sabugal
• Castelo de Sortelha
• Castelo de Penamacor
• Castelo de Monsanto (1165)
• Castelo de Salvaterra do Extremo
• Castelo de Segura
• Castelo de Rosmaninhal (1165)
• Castelo de Penas Róias (1166)
• Castelo de Almourol (1171)
• Castelo do Zêzere (1174)
• Castelo de Idanha-a-Nova (1187)
• Castelo de Idanha-a-Velha (1197)
• Castelo de Penamacor (c. 1199)
• Castelo de Alpalhão
• Castelo de Castelo Novo
• Castelo de Ródão
• Castelo de Belver
• Castelo de Castro Marim
• Castelo de Castelo Branco (1214)
• Castelo de Vila do Touro (c. 1220)
• Castelo de Nisa (1296)
• Castelo de Amieira do Tejo
• Castelo de Penha Garcia (1303)
• Torre de Quintela
• Torre de Dornes