Universidade Católica de Moçambique
Faculdade de
Curso de Licenciatura em Português
Administração escolar
Discente:
2023
Nome
Administração escolar
Universidade Católica de Moçambique
2023
Índice
1. Introdução.................................................................................................................................4
2. Assédio sexual como um problema ético.................................................................................5
2.1. Conceito de assédio sexual...............................................................................................5
2.2. O assédio sexual no poder hierárquico no ambiente de trabalho......................................5
2.3. Assédio e abuso sexual no meio escolar...........................................................................6
2.4. O despacho n°. 39/gm/2003..............................................................................................7
2.5. Consequências físicas e morais do assédio sexual............................................................8
2.6. Tipos de agressores.........................................................................................................10
2.7. O assédio sexual pode gerar indemnizações?.................................................................11
2.8. O que o trabalhador assediado pode fazer......................................................................12
2.9. O que não é assédio sexual.............................................................................................12
3. Conclusão...............................................................................................................................13
4. Bibliografia.............................................................................................................................14
1. Introdução
O assédio moral e sexual nas relações de trabalho ocorre frequentemente, tanto na iniciativa
privada quanto nas instituições públicas. A prática desse crime efetivamente fortalece a
discriminação no trabalho, a manutenção da degradação das relações de trabalho e a exclusão
social.
O assédio moral e sexual no trabalho caracteriza-se pela exposição dos trabalhadores a situações
humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e
relativas ao exercício de suas funções.
Tais práticas evidenciam-se em relações hierárquicas autoritárias, em que predominam condutas
negativas, relações desumanas e antiéticas de longa duração, de um ou mais chefes, dirigidas a
um ou mais subordinados, entre colegas e, excepcionalmente, na modalidade ascendente
(subordinado x chefe), desestabilizando a relação da vítima.
Estudos sobre o tema confirmam que a Assédio Moral e Sexual no Trabalho humilhação
constitui um risco “invisível”, porém concreto, nas relações de trabalho e que compromete,
sobretudo, a saúde das trabalhadoras.
Analisar o assediador e entender suas atitudes são os primeiros passos para incrementar o
combate ao assédio moral no ambiente de trabalho.
2. Assédio sexual como um problema ético
2.1. Conceito de assédio sexual
Assédio sexual é toda tentativa, por parte do superior hierárquico (chefe), ou de quem detenha
poder hierárquico sobre o subordinado, de obter dele favores sexuais por meio de condutas
reprováveis, indesejáveis e rejeitáveis, com o uso do poder que detém, como forma de ameaça e
condição de continuidade no emprego.
Os homens também sofrem assédio sexual por parte de mulheres e de outros homens. Assim,
pode ocorrer assédio entre pessoas de sexos diferentes ou entre pessoas do mesmo sexo.
Pode ser definido, também, como quaisquer outras manifestações agressivas de índole sexual
com o intuito de prejudicar a actividade laboral da vítima, por parte de qualquer pessoa que faça
parte do quadro funcional, independentemente do uso do poder hierárquico.
O que se exige para a configuração do crime de assédio sexual é que este tenha relação com o
trabalho. Um exemplo adequado é o assédio praticado em uma carona oferecida ao término da
jornada, na qual o assediador intimida a vítima com ameaças de prejuízos no trabalho.
2.2. O assédio sexual no poder hierárquico no ambiente de trabalho
A noção de assédio sexual é extensiva a qualquer um no ambiente de trabalho, do topo da
hierarquia à base do quadro. Podendo ser classificado como:
Assédio sexual por chantagem (assédio quid pro quo) – definido como a exigência formulada
por superior hierárquico a um subordinado, para que se preste à actividade sexual, sob pena de
perder o emprego ou benefícios advindos da relação de emprego. Esta espécie de assédio é
consequência directa do abuso de uma posição de poder da qual o agente é detentor.
Assédio sexual por intimidação (assédio sexual ambiental) – é caracterizado por incitações
sexuais inoportunas, solicitações sexuais ou outras manifestações da mesma índole, verbais ou
físicas, com o efeito de prejudicar a actuação de uma pessoa ou criar uma situação ofensiva,
hostil, de intimidação ou abuso no ambiente em que é praticado. Nesta espécie de assédio sexual,
o elemento poder é irrelevante, sendo o caso típico de assédio sexual praticado por companheiro
de trabalho da vítima, ambos na mesma posição hierárquica no sector.
Alguns exemplos de actos caracterizadores
Pedidos de favores sexuais pelo superior hierárquico com promessa de tratamento
diferenciado em caso de aceitação;
Ameaças ou atitudes concretas de represália no caso de recusa, como a perda do emprego
ou de benefícios;
Abuso verbal ou comentário sexista sobre a aparência física;
Frases ofensivas ou de duplo sentido;
Alusões grosseiras, humilhantes ou embaraçosas;
Perguntas indiscretas sobre a vida privada do trabalhador;
2.3. Assédio e abuso sexual no meio escolar
No que concerne ao meio escolar, o assédio sexual é referido como sendo uma realidade nas
escolas moçambicanas. O abuso sexual nas escolas pode ser praticado por professores,
funcionários e pelos colegas da rapariga. Um estudo realizado pela ActionAid (2005) sobre
abuso sexual nas escolas moçambicanas que aborda as formas, manifestações e percepções da
população estudantil, concluiu que o abuso sexual não é encarado no contexto da violação dos
direitos humanos da mulher, mas sim da ruptura das expectativas relacionadas com o papel
social atribuído à mulher nas relações de género, onde a educação tradicional prevê a sua
transacção como objecto.
(Conceição, 2007) faz uma análise do género e sexualidade entre os jovens do ensino secundário e
constata que o assédio sexual é amplamente conhecido, debatido e objecto de rumores pelos/as
jovens (de todas as idades) e é reconhecido como um acto visando estabelecer uma troca de
favores sexuais em troca do aproveitamento escolar das alunas. Neste estudo foram identificadas
no discurso das entrevistadas três posições relativamente ao perfil das raparigas no contexto de
assédio sexual: as que são assediadas e se conformam (70%), as que assediam (10%) e as que
resistem ao assédio (20%).
Analisando o abuso sexual na perspectiva da corrupção, (Mosse, 2006), chamam atenção para o
facto de uma das grandes formas de extorsão no sector da educação em Moçambique ser por via
do sexo. Referida como extorsão sexual, este estudo menciona que os professores usam a
intimidação e a ameaça para fazer com que as alunas lhes prestem favores sexuais em troca de
uma passagem de classe. Em alguns casos, a cobrança de sexo acontece quando determinada
aluna não tem dinheiro para pagar o professor. Caso a aluna se recuse chumba de classe, o que
faz com que esta opte por mudar de escola.
No entanto, os autores referem que existem casos em que as alunas que se envolvem nas
situações de extorsão sexual com menos resistência, parecendo aceitar a situação com mais
facilidade. Nestes casos, as alunas discutem abertamente as formas de pagamento dos favores
com o professor (acesso prévio aos testes ou obtenção de notas positivas nas pautas) com vista a
melhorar as suas notas. Em relação aos professores, de acordo com os dados do estudo, estes
justificam o seu envolvimento com as estudantes devido aos seus trajes, que de acordo com estes
deixam as partes íntimas do corpo à vista.
(Mosse, 2006), recorrem a outros estudos como o realizado na província de Nampula, que
identifica a exploração sexual das raparigas e a corrupção como um dos principais entraves para
a permanência da rapariga na escola. De acordo com este estudo, os pais preferiam afastar as
filhas da escola para que estas não corressem o risco de perder a sua virgindade e de
engravidarem. Esta atitude era uma reacção à corrupção, na medida em que as raparigas são
forçadas a oferecer favores sexuais para passarem de classe e caso não o façam reprovam.
Um outro estudo referenciado foi realizado em Tete, cujas raparigas do Ensino Primário do 2º
Grau (EP2) entrevistadas afirmaram ter repetido a 6ª classe por se terem recusado a manter
relações sexuais com o professor, e que os professores recusavam dinheiro das raparigas e
exigiam relações sexuais, contrariamente ao que acontece com os rapazes.
(Salvador, 2003) apresenta e discute uma série de artigos informativos veiculados nos principais
órgãos de informação sobre casos de abuso e assédio sexual ocorridos em diversas escolas do
país. O artigo faz também referência as opiniões dos leitores problematizando a falta de uma
legislação que permita sanções claras que penalizem os professores que tenham abusado
sexualmente das alunas.
2.4. O despacho n°. 39/gm/2003
O Despacho aprovado pelo então Ministro da Educação em 2003 é ao mesmo tempo um
mecanismo de prevenção e de encaminhamento para casos de abuso e assédio sexual nas escolas.
Este Despacho surge como resposta ao elevado índice de desperdício escolar que se verifica pelo
facto de as alunas se apresentarem grávidas no decurso do ano lectivo e por outro lado, por
resultar fundamentalmente, dos próprios docentes que ultrapassando a natureza da sua relação
profissional para com as mesmas, em detrimento da sua função, criam um mau ambiente na
escola Despacho define com efeitos imediatos que:
1. São suspensos dos serviços e vencimentos e, constituídos infractores, em processo disciplinar,
os docentes e outros trabalhadores da Educação, ligados às escolas, que engravidem alunas
afectas a essa mesma escola, assim como os que assediam sexualmente estudantes.
2. É vedada a frequência para o curso diurno, nos níveis elementar, básico e médio do SNE; às
alunas que se encontrem em estado de gravidez, bem como os respectivos autores, caso sejam
alunos da mesma escola. 3. Sempre que se justificar, será autorizada a frequência às aulas das
alunas grávidas, por decisão do Conselho da Escola, tratando-se de escolas que não possuem
curso nocturno
2.5. Consequências físicas e morais do assédio sexual
Custos para as empresas
Tendo em conta que numa situação de assédio no local de trabalho é possível que a moral e a
motivação dos trabalhadores seja diminuta, é também previsível que a produtividade possa
decrescer. De facto, se um trabalhador está constantemente preocupado com o facto de o
agressor o poder vir a assediar novamente, não consegue exercer o seu trabalho eficazmente. Ao
mesmo tempo colegas que não estão envolvidos ficam também desmotivados pois ao terem
conhecimento dos inaceitáveis envolvimentos poderão recear potenciais efeitos negativos desta
situação.
As empresas podem com efeito perder empregados valiosos, pois muitas mulheres preferem
rescindir contracto do que passar por desagradáveis confrontações.
Numa divisão de uma empresa em que estejam empregadas várias mulheres e onde o assédio
teve lugar, poucas mulheres ficam lá mais do que três meses. Ao acontecer isto, quase que a
divisão pode fechar, face ao alto recrutamento e custos de formação em contraste com a fraca
produtividade.
O alto absentismo entre as mulheres pode também ser um resultado (ou um possível sintoma) do
assédio, pois o stress causado pela não resolução do problema, assim como o medo de serem
assediadas novamente pode conduzir a um problema de saúde, ou por seu turno encorajar as
mulheres a ficarem “seguras” em casa.
O conhecimento de que o assédio é permitido pode enfraquecer os padrões éticos e a disciplina
numa organização em geral, na medida em que os trabalhadores perdem respeito por colegas que
desconhecem tal situação, mas vão ganhando respeito de superiores, os quais tentam encobrir
Custos legais
As empresas podem se multadas monetariamente se o problema for ignorado. A acção pode-se
voltar contra o empregador que sabe ou que deveria saber acerca do assédio e que falha ao não
tomar as necessárias medidas preventivas. Mesmo que existam inadequadas formas de
reclamação, um empregador deve dispor de estratégias eficazes para o problema, mesmo que não
tenha conhecimento do assédio.
Quando uma organização não tem nenhuma política esclarecedora acerca do assédio sexual,
pode vir a ter problemas se precisar de tomar medidas disciplinares face a um agressor.
A clara falta de definição concreta de quais os comportamentos inaceitáveis acabam por
beneficiar um agressor que se interponha em tribunal contra a empresa (e.g., apelando contra as
medidas disciplinares ou contra a rescisão). A título de exemplo, de referir que há alguns anos
atrás, um alto directivo numa grande empresa Sul-africana foi demitido, quando foram revelados
muitos anos de sérias perseguições a mais de uma dúzia de mulheres. O seu comportamento
prejudicou gravemente a empresa em termos de perda de produtividade, assim como a imagem
da mesma. Por conseguinte, quando o arguido apelou ao Tribunal Industrial, a empresa não
compareceu, temendo perder o caso, visto que não tinha nenhuma política específica ou
definição clara acerca do assédio sexual naquele tempo.
Custos pessoais
As vítimas sofrem, geralmente, os mais elevados custos pessoais, embora os autores ou mesmo
os observadores possam, igualmente, ser prejudicados caso o assédio acabe por ser
descontroladamente permitido.
Poucas são as pessoas que, nunca tendo passado por tal experiência pessoal, conseguem
compreender a aflição e o terror que o assédio sexual pode originar. A maioria das mulheres
entendem-no como um insulto, que visa enfraquecer a sua autoconfiança, assim como a sua
eficácia pessoal. Similarmente acaba por enfraquecer a sua confiança nos homens e nas pessoas
de maior autoridade. No caso das mulheres que foram abusadas sexualmente em criança ou
mesmo em idade adulta, uma possível experiência negativa pode causar sério dano psicológicos.
As mulheres que rescindem contrato devido a problemas de assédio sexual, têm bastante
dificuldade em conseguir boas referências, ou conceder razões por ter deixado o seu antigo
emprego; podendo ter, assim, dificuldades em arranjar outro trabalho. Neste sentido, esta
experiência poderá ter repercussões negativas na vida da mulher a longo-prazo.
“…É uma chantagem e uma discriminação que não pode ser silenciada…” (Botao, 1989).
Por outro lado, importa ainda referir que se os agressores utilizam estratégias que conduzem a
que a vítima permita o acto de assédio, esta situação poderá conduzir a implicações sérias no
funcionamento da mulher, nomeadamente, em termos de eficácia do trabalho, relacionamentos
pessoais, casamento e desenvolvimento pessoal. Além disso, quando os homens ou mulheres
vêem o assédio a passar incólume podem perder a confiança nos seus superiores, podendo sentir-
se ameaçados pela situação caso acreditem que outros estão a ser favorecidos porque estão a
pactuar com o assédio. Do mesmo modo, podem ser induzidos a ter o mesmo tipo de
comportamento caso essas pareçam ser “as regras do jogo” na sua empresa.
As mulheres que resistem ao assédio ou se queixam, podem ficar sujeitas a ameaçadas, como por
exemplo, a recusa de uma promoção). Assim, estes acontecimentos poderão limitar a capacidade
da mulher ao nível da construção da carreira e de desenvolvimento pessoal.
2.6. Tipos de agressores
Quando se fala em assédio (moral ou sexual), é inevitável reflectir acerca do papel da vítima e do
agressor nesta dinâmica de violência. Assim, a literatura sugere um conjunto vasto de tipologias
que caracterizam diferentes perfis de agressores. No entanto, uma vez que o presente trabalho
não tem por objectivo explorar tipologias de agressores, passaremos a abordar apenas dois tipos
de agressor, por serem aqueles que no meu ponto de vista Vicente Garrido confere maior ênfase
no livro “Amores Que Matam”.
1. Agressor psicopata
De acordo com a literatura, este tipo de agressor torna-se possivelmente o mais perigoso, temível
e o mais astuto de todos pois revela-se o mais violento e destrutivo. Além de mentiroso, este tipo
de agressor tenta subjugar a vítima através da manipulação, denotando-se a crueldade dos seus
temíveis actos. Este agressor tem muita probabilidade de cometer outros actos anti-sociais como
roubar, vandalizar ou invadir propriedade alheia (Garrido, 2002). Além disso, o indivíduo com
características psicopáticas tende a revelar sentimentos como, por exemplo, raiva, ressentimento,
desconfiança, irritabilidade, e dificuldade em aceitar a critica. Do mesmo modo, a psicopatia
aparece na literatura como estando associada a risco de violência sexual .
“…um psicopata é capaz de pedir desculpa com muita prosápia, quando chega tarde. Talvez até
explique durante uma pausa do programa o quanto desejava ter feito parte, desde o início, desse
grupo terapêutico. E é possível que nos diga uma coisa do género: “talvez tudo tivesse sido
diferente se eu tivesse sabido antes todas estas coisas””.
2. Agressor Possessivo
O agressor possessivo é considerado o agressor mais violento, aquele que pretende que a mulher
sofra intensamente, podendo a longo prazo decidir matar. Segundo o psicólogo Garrido
“…Humilhá-la, escravizá-la são meios para esse fim e o propósito mais radical é fazê-la sofrer,
já que não há domínio maior sobre outra pessoa do que aquele que a obriga aguentar o
sofrimento sem que possa defender-se.”
2.7. O assédio sexual pode gerar indemnizações?
Sim. Os danos sofridos pela vítima podem gerar direito a indemnizações por danos de carácter
material e moral. Servidores Públicos Podem requerer indemnizações que abranjam:
a) os danos emergentes – que englobam o que a vítima efectivamente perdeu, como no caso do
servidor que fica doente em função do assédio, tendo gastos com tratamento médico e
medicamentos;
b) os lucros cessantes – o que a vítima deixou de ganhar como no caso do servidor que pediu
exoneração porque foi assediado, deixando, assim, de receber os seus vencimentos.
Trabalhadores Celetistas Além das indemnizações pleiteadas acima, os trabalhadores celetistas
podem requerer, também, a rescisão indirecta do contrato de trabalho, ou seja, requerer que o
contrato seja rompido como se ele tivesse sido demitido, pleiteando também as verbas rescisórias
que seriam devidas nessa situação (dentre as quais, o aviso prévio indemnizado, a multa do
FGTS, etc.).
2.8. O que o trabalhador assediado pode fazer
Romper o silêncio;
Dizer claramente não ao assediador;
Contar para aos colegas o que está acontecendo;
Reunir provas, como bilhetes, presentes, entre outros;
Arrolar colegas que possam ser testemunhas;
Reportar o acontecido ao sector de recursos humanos;
Registar queixa na Delegacia da Mulher e, na falta dessa, em uma delegacia comum.
2.9. O que não é assédio sexual
A mera “paquera”, ou seja, a tentativa de aproximação para relacionamento amoroso, ou
mesmo sexual, não constitui assédio sexual;
A simples intenção sexual, o instituto de sedução do companheiro de trabalho, superior
ou inferior hierárquico, não constitui assédio sexual.
Necessária será sempre a intenção de traficar, de valer-se do posto funcional como um
atractivo, ou como instrumento de extorsão de privilégios, ou de vantagens indevidas;
A proposta sexual feita sem insistência e sem ameaça ou pressão, também não;
A proposta recebida com “hoje não”, “quem sabe mais tarde”, tampouco;
Meros galanteios com comentários normais do tipo “gostei do seu vestido”;
A conduta inconveniente numa festa de trabalho, onde um colega ou chefe, após algumas
doses a mais, faz comentários de duplo sentido e lança olhares sedutores, também não
constitui assédio, salvo se houver alguma ameaça concreta, e ela for posta em prática
mais tarde;
3. Conclusão
O assédio sexual e moral no local de trabalho foi um tema interessante, tendo resultado de forma
positiva no presente trabalho, salientando a satisfação pessoal na sua realização.
Apesar das dificuldades em termos de pesquisa, decorrente do facto de o tema estar ainda a ser
explorado no momento (e por isso serem escassos os recursos disponíveis), foi possível recolher
informação pertinente para o presente trabalho.
A informação recolhida, através de diferentes modalidades e fontes de informação, resultou num
conteúdo abrangente, útil e apreciável acerca da temática. Com efeito, a informação obtida
permitiu compreender o assédio numa perspectiva de conceito, mas também em termos de
consequências e de enquadramento legal. Apenas uma abordagem compreensiva nos permitirá
melhor definir estratégias de prevenção e intervenção adequadas.
4. Bibliografia
Botao, M. A. (1989). Assedio sexual no local de trabalho. Lisboa: comissao da condicao
femenina.
Conceição, O. (2007). A socialização Escolar: educacao familiar e escolar e violencia do genero
nas escolas. outras vozes.
Garrido, V. (2002). Amores que matam. Assedio e violencia contra as mulheres. Lisboa.
Garrido, V. (2002). Amores que matam. Assedio e violencia contra as mulheres. Lisboa:
Pergaminho.
Mosse, M. e. (2006). a pequena corrupção no sector da educação em Moçambique. . Cntro de
integridade de Moçambique.
Salvador, A. (2003). Assedio Sexual nas escolas de moçambique. Tete.