Nome
Breve contextualização da filosofia grega
Universidade Católica de Moçambique
2023
Nome
Breve contextualização da filosofia grega
Universidade Católica de Moçambique
2023
Índice
1. Introdução.................................................................................................................................4
2. Filosofia na Grécia antiga.........................................................................................................5
2.1. Poesia grega......................................................................................................................5
2.2. Religião.............................................................................................................................6
2.3. Condições sociopolíticas...................................................................................................6
2.4. Período pré-socrático........................................................................................................8
2.4.1. Tales de Mileto (624-−548 a.C.)................................................................................9
2.5. Período Socrático............................................................................................................10
2.6. Período Pós-Socrático.....................................................................................................11
2.6.1. Cepticismo...............................................................................................................11
2.6.2. Epicuristas................................................................................................................11
2.6.3. Estóicos....................................................................................................................12
2.7. Período Helenístico.........................................................................................................12
2.7.1. Filosofia helenística.................................................................................................13
3. Conclusão...............................................................................................................................15
4. Bibliografia.............................................................................................................................16
1. Introdução
A Filosofia Antiga é, igualmente, um instrumento precioso na abordagem e compreensão da
História da Filosofia passada e futura, ensinando-nos o grau de envolvimento e a distância
adequada relativamente a batalhas que são e já não são nossas. Do encontro e da posse dessa
desejável equidistância dependerá a compreensão mais ou menos precisa da própria Filosofia
Antiga. Ou seja, a Filosofia Antiga é, também, uma introdução à História da Filosofia, uma vez
que nos dá a percepção aproximada das circunstâncias em que devemos abandonar o presente
para, colocando-nos do lado do passado, melhor o compreendermos ou, ao contrário, quando nos
devemos aproximar do presente para melhor entendermos o passado.
2. Filosofia na Grécia antiga
O termo Filosofia Grega é utilizado para designar o período que se estende desde o nascimento
da filosofia na Grécia Antiga, no final do século VII a.C. ao fim do período helenístico e a
consolidação do período medieval da filosofia, no século VI d.C..
A Filosofia, como conhecemos hoje, ou seja, no sentido de um conhecimento racional e
sistemático, foi uma actividade que, segundo se defende na história da filosofia, iniciou na
Grécia Antiga formada por um conjunto de cidades-Estado (pólis) independentes. Isso significa
que a sociedade grega reunia características favoráveis a essa forma de expressão pautada por
uma investigação racional. Essas características eram: poesia, religião e condições sociopolíticas.
Características que serviriam de base para o desenvolvimento da filosofia. A principal delas é a
busca pelas causas dos acontecimentos narrados, procurando uma narrativa que contemplasse a
realidade da forma mais completa possível.
Costuma-se dividir a Filosofia Grega em quatro períodos:
a) Período pré-socrático – do século VII ao século V a.C. Caracterizado pela investigação
acerca da physis e pelo início de uma forma de argumentar e expor as ideias;
b) Período socrático – do final do século V ao século IV a.C. Caracterizado pela
investigação centrada no homem, sua actividade política, suas técnicas, sua ética.
Também considerado o apogeu da filosofia grega;
c) Período pós-socrático – do século IV ao século III a.C. Caracterizado pela tentativa de
apresentar um pensamento unificado a partir de diversas teorias do passado. Interessava
em fazer a distinção entre aquilo que poderia ser objeto do pensamento filosófico.
d) Período helenístico ou greco-romano – do século III a.C. ao século VI d.C. Engloba o
período do Império Romano e dos Padres da Igreja. Trata-se das relações entre o homem,
a natureza e Deus.
2.1. Poesia grega
Os poetas gregos, como Homero, desempenhavam papel bastante importante na educação dos
jovens gregos. Os poemas homéricos continham características que serviriam de base para o
desenvolvimento da filosofia. A principal delas é a busca pelas causas dos acontecimentos
narrados, procurando uma narrativa que contemplasse a realidade da forma mais completa
possível.
Outro poeta grego, Hesíodo, tem grande importância para o pensamento grego por ter narrado o
nascimento dos deuses, uma forma de tentar explicar a origem do universo, tema que apareceria
no primeiro filósofo, Tales de Mileto. A Teogonia de Hesíodo faz coincidir os deuses com
fenómenos da natureza e partes do universo, que teria sido originado a partir de Caos, o primeiro
deus a se gerar.
Além disso, temos dois temas que aparecem nos poetas que marcarão o início da filosofia grega:
a noção de justiça como valor supremo e o conceito de limite, que Aristóteles desenvolveria
como a noção de “justa medida”.
2.2. Religião
Havia duas expressões da religião grega: a religião pública, aquela que conhecemos pelos
poemas de Homero e a religião dos mistérios, praticada em círculos restritos por aqueles que não
consideravam suficiente a religião pública.
Dentre os “mistérios”, aquele que mais importa para o nascimento da filosofia grega é o
Orfismo, nome derivado de seu fundador, o poeta trácio Orfeu. O Orfismo inaugura uma
concepção da existência humana distante do naturalismo: enquanto a religião pública
considerava o homem mortal, o Orfismo opõe corpo e alma, sendo que o corpo seria mortal, mas
não a alma. Do Orfismo são tributárias as filosofias de Pitágoras, Heráclito, Empédocles e
Platão.
Outro aspecto importante da religião grega era a inexistência de um livro sagrado. As crenças
eram difundidas pelos poetas, mas com uma visão não dogmática e sem uma autoridade que teria
o direito de proteger os dogmas. Com isso, os filósofos gregos não enfrentaram resistência
religiosa à sua liberdade de pensamento.
2.3. Condições sociopolíticas
Antes de existirem as polis, a sociedade grega se agrupava em comunidades compostas por
pessoas com um antepassado em comum, comunidades chamadas de genos. O poder de decisão
era concentrado na figura do mais velho do grupo, o pater. Com o aumento do número de
pessoas em relação à quantidade de terras produtivas, iniciaram-se conflitos e, depois de um
extenso desenrolar histórico, surgiu a noção de propriedade privada: para resolverem os conflitos
no interior dos genos, decidiu-se dividir as terras. Essa decisão, no entanto, foi baseada no
critério mais forte para eles, o grau de parentesco. Assim, a proximidade sanguínea com o
patriarca determinou tanto aqueles que se tornaram grandes proprietários, tanto aqueles que
ficaram sem terras e se tornaram escravos ou artesãos.
Formaram-se assim as fratrias, pelo reagrupamento dos genos, e a organização das fratrias, deu
origem às tribos. As tribos eram independentes e, por isso, podiam combater entre si. Entre as
tribos que conhecemos, destacaram-se os aqueus, os eólios, os dórios e os jônios. Então, a Grécia
Antiga não era formada por um Estado único e quando falamos “os gregos”, não falamos sobre
um único povo. Aos poucos, cada tribo fundou uma cidade-Estado, ou seja, uma polis, no ponto
mais alto da região onde se situavam.
Muitos aqueus se instalaram em ilhas e em costas da Ásia Menor; os jônicos fundaram cidades
como Mileto e Éfeso. Por conta das condições geográficas, eles desenvolveram actividades
económicas voltadas para a navegação, comércio e artesanato. A adopção do regime monetário
fortaleceu aqueles que viviam dessas actividades e se afastaram da organização social micênica
que tinha seu fundamento na aristocracia de sangue.
A partir do século VII a.C., os homens e as mulheres não se satisfazem mais com uma explicação
mítica da realidade. O processo de transformação e de criação envolvido no desenvolvimento de
técnicas leva ao questionamento a respeito do universo, se ele também não respondia a um
processo semelhante.
É em Mileto, situado na Jônia (actual Turquia), litoral ocidental da Ásia Menor que as perguntas
a respeito da natureza exterior do mundo se desvincularam da mitologia. Os dados da
experiência sensível (frio, quente, pesado, leve, por exemplo) passaram a ser explicados de uma
forma racional. Eram entendidos também como realidades em si – por isso se falava em “O
quente”, “o frio”, “o pesado”, “o leve”.
Por meio desse exercício do pensamento, os filósofos pretendiam analisá-los em relação ao todo,
pois a razão parecia exigir uma unidade no lugar da multiplicidade que até então não havia sido
problematizada.
Os principais pensadores da escola de Mileto (ou também “escola jônica” ou “milesiana”) são
Tales, considerado o pai da filosofia, Anaximandro e Anaxímenes. Os pensadores dessa escola se
caracterizam pela preocupação com a physis, palavra grega que pode ter o sentido de “natureza
ou fonte originária”, mas também de “processo de surgimento e de desenvolvimento”.
Importante notar que nessa época não havia uma clara distinção entre as áreas do saber como
temos hoje – ciência, religião, filosofia e matemática, por exemplo. Por esse motivo, muitos dos
filósofos pré-socráticos podiam ser também líderes religiosos, cientistas, médicos ou
matemáticos.
2.4. Período pré-socrático
O período pré-socrático compreende a escola jônica, pitagórica, eleática e pluralista.
A escola jônica recebe esse nome por se referir a filósofos nascidos na Jônia, colônia grega da
Ásia Menor. Caracteriza-se pela pergunta a respeito da origem da natureza, para determinar o
elemento que deu origem a todos os seres. Os principais filósofos jônicos são Tales,
Anaximandro, Anaxímenes e Heráclito.
A escola pitagórica tem seu nome derivado do nome de seu fundador e principal representante:
Pitágoras de Samos. Ele defendia que todas as coisas são números e o princípio fundamental de
tudo seria a estrutura numérica, ou seja, o mundo surgiu quando precisou haver uma limitação
para o ápeiron e essa limitação eram formas numéricas sobre o espaço. Os pitagóricos faziam um
amálgama de concepções, como era comum na época. Desse modo, embora racionais e
matemáticos, os pitagóricos também baseavam suas doutrinas em concepções místicas.
Acreditavam que o corpo aprisionava a alma, imortal, e o objectivo da existência seria o de
tornar a alma mais pura. A reencarnação era uma consequência desse pensamento, pois a cada
vida era possível elevar mais as virtudes da alma e reencarnar-se em uma forma mais elevada.
Tinham, portanto, uma visão espiritual da existência. Outros pensadores importantes dessa
escola: Filolau, Arquitas e Alcmeón.
A escola eleática tem o nome derivado da cidade de Eleia, ao sul da Itália, lugar onde se situaram
seus principais pensadores: Xenófanes, Parmênides, Zenão e Melisso. Caracteriza-se por não
procurarem uma explicação da realidade baseada na natureza. Suas preocupações eram mais
abstratas e podemos ver nelas o primeiro sopro de uma lógica e de uma metafísica. Defendiam a
existência de uma realidade única, por isso são conhecidos também como monistas em oposição
ao mobilismo (de Heráclito, principalmente, que acreditava na existência da pluralidade do real).
A realidade para eles é única, imóvel, eterna, imutável, sem princípio ou fim, contínua e
indivisível.
A escola pluralista que inclui a escola atomista e os pensadores Anaxágoras e Empédocles, tem
esse nome porque seus pensadores não acreditam na existência de um princípio único que seja a
origem do universo e sim de vários princípios que se misturam e formam tudo o que
conhecemos. Para os atomistas, tudo o que existe é composto de “átomo” e “vazio” que em um
processo contínuo de atracção e repulsão constituem a realidade existente.
2.4.1. Tales de Mileto (624-−548 a.C.)
Atribui-se a Tales a afirmação de que “todas as coisas estão cheias de deuses”, o que talvez pode
ser associado à ideia de que o imã tem vida, porque move o ferro. Essa afirmação representa não
um retorno a concepções míticas, mas simplesmente a ideia de que o universo é dotado de
animação, de que a matéria é viva (hilozoísmo). Além disso, elaborou uma teoria para explicar as
inundações no Nilo, e atribui-se a Tales a solução de diversos problemas geométricos (exemplo:
teorema de Tales).
Tales foi um dos filósofos que acreditava que as coisas têm por trás de si um princípio físico,
material, chamado arché. Para Tales, o arché seria a água. Tales observou que o calor necessita
de água, que o morto resseca, que a natureza é úmida, que os germens são úmidos, que os
alimentos contêm seiva, e concluiu que o princípio de tudo era a água. Com essa afirmação
deduz-se que a existência singular não possui autonomia alguma, apenas algo acidental, uma
modificação. A existência singular é passageira, modifica-se. A água é um momento no todo em
geral, um elemento. Principais fragmentos:
• “...a Água é o princípio de todas as coisas...”.
• “... Todas as coisas estão cheias de deuses...”.
• “... A pedra magnética possui um poder porque move o ferro...”
Esse filósofo foi o iniciador da astronomia grega. Foi o primeiro a formular o conceito de uma lei
universal presidindo o processo cósmico totalmente.
2.5. Período Socrático
A importância de Sócrates para a história da filosofia é tal que todos aqueles que vieram antes
dele são chamados de pré-socráticos. Isso significa que a forma como a filosofia ocidental se
desenvolveu é tributária da forma como Sócrates entendia o que era a actividade de filosofar e à
sua investigação a respeito do humano, que ele inaugurou.
A filosofia de Sócrates se desenvolvia a partir de diálogos e era composta de dois momentos
básicos: A refutação ou ironia e a Maiêutica.
A ironia era a etapa em que Sócrates perguntava o que as pessoas sabiam para que, elas próprias,
ao tentarem defender suas opiniões, percebessem a limitação de seus argumentos, a contradição
entre eles e a imprecisão de seus conceitos.
Para Sócrates, é importante para todos aqueles que querem conhecer alguma coisa, começar
reconhecendo a própria ignorância. Para conduzir seus interlocutores a reconhecerem que não
sabiam sobre aquilo que conversavam, Sócrates iniciava seu diálogo com perguntas que faziam
parecer que ele também não sabia sobre o assunto. E esse é o sentido original da palavra ironia:
derivada do verbo eirein (perguntar), ironia tinha o sentido de interrogação fingindo ignorância.
A maiêutica, em seu sentido original: a arte de parir, era a segunda fase do diálogo. Como foi
dito, Sócrates via nas artes desenvolvidas por seus pais como uma espécie de orientação para seu
método filosófico. Se, na fase da ironia, suas perguntas visavam estimular seus interlocutores a
mostrarem seus pontos de vista, na fase da maiêutica, suas perguntas eram para estimular que
eles criassem suas próprias definições a respeito daquilo que estava sendo discutido. Mas isso era
progressivo, ou seja, ele conduzia calmamente o interlocutor de pergunta em pergunta; a cada
resposta, ele fazia outra pergunta que revelava a contradição existente na resposta dada.
2.6. Período Pós-Socrático
Sócrates, segundo nos dá a conhecer Platão, promoveu mudanças tão significativas nos rumos da
filosofia, que seu pensamento hoje é utilizado para dividir parte da disciplina. A filosofia Pós-
Socrática é aquela que surgiu após os desenvolvimentos da Filosofia Pré-Socrática, mais focada
na explicação do universo e da matéria, e após Sócrates oferecer um caminho mais voltado a
ética e a política, desenvolvendo também seu método dialéctico, incluindo diversas correntes,
motivo pelo qual alguns estudiosos preferem referir-se a ela como Período Pós-Socrático.
Encerrando o chamado período clássico da filosofia no século IV a.C., é o período em que a
filosofia começa a tomar corpo e ampliar suas correntes e discussões.
Três correntes destacam-se neste período:
Cepticismo
Epicuristas
Estóicos
2.6.1. Cepticismo
Diferente dos filósofos anteriores, que confiavam na razão, os filósofos classificados como
cépticos estão entre os primeiro a questionar se a razão seria capaz de chegar a verdade sobre
todas as coisas. Sua principal característica era evitar fazer afirmações categóricas acerca da
verdade. Os cépticos eram inimigos teóricos dos Estóicos, acusando-os de dogmatismo, já que,
para os cépticos, não haviam evidências empíricas suficientes para grande parte das afirmações
dos estóicos, em particular a forma lógicas dos argumentos eram insustentáveis, uma vez que não
se poderia provar as proposições sem recorrer a proposições anteriores e assim se desejamos
saber a verdade sobre aquelas proposições acabaríamos com uma regressão ao infinito, já que a
escolha de um princípio seria arbitrária.
2.6.2. Epicuristas
Como o nome indica, baseado nos desenvolvimentos do filósofo Epicuro, responsável por
expandir as consequências do materialismo atómico para outro nível como uma evidência para
recusar toda superstição e suposição de intervenção divina. Esta corrente defende o prazer como
o maior bem, porém este "prazer" ao qual os epicuristas se referem é negativo, a ausência de dor
e preocupação, e se dá por uma forma de apreciação pela vida modesta, pela aquisição de
conhecimento sobre a forma como o mundo funciona e pela limitação dos desejos. Este ultimo
aspecto, em particular mostra que esta busca do prazer está muito longe das posições hedonistas,
que defendem o prazer pessoal como medida da felicidade. Isto deveria levar a ataraxia, um
estado de grande tranquilidade, e aponia, um estado de ausência de dor corporal, uma
combinação que geraria a mais alta forma de felicidade.
2.6.3. Estóicos
A corrente estóica, iniciada por Zenão no século III a.C., apresentava-se como lex devina, um
modo de vida, defendendo que se, desejamos saber qual a filosofia de um indivíduo, devemos
olhar para suas acções não para suas palavras. Defendiam a busca da "vida boa", como uma vida
em conformidade com a ordem natural do mundo.
Afirmaram que as emoções destrutivas, que impediam os indivíduos de atingir a vida boa, eram
resultado de erros de julgamento, especialmente no que concerne a compreensão da relação entre
determinismo e liberdade. Acreditavam na vontade livre humana, mas defendiam que esta
deveria estar em conformidade com a natureza. Seu maior legado é o ensino do autocontrole e da
força moral (firmeza) como o meio prático ideal para atingir a felicidade, pois ao desenvolver a
capacidade de pensar com a mente clara é possível entender a razão universal, superando as
emoções destrutivas.
Com um universo determinista, os estóicos entendiam que o homem virtuoso, capaz de entender
a razão universal, seria um individuo autónomo, capaz de controlar suas emoções, mesmo em
desgraça, e ser feliz, enquanto aquele incapaz de tal compreensão teria sua mente arrastada pela
vida, variando em humores de acordo com o que lhe acontece em cada momento.
A corrente estóica é ainda conhecida por sua adesão a lógica formal, ética naturalista e monismo
físico.
2.7. Período Helenístico
O Período Helenístico foi uma fase da história da Grécia Antiga que se iniciou no século IV a.C.
e se estendeu até o século II a.C. Também conhecido como Helenismo, foi um período
caracterizado pela junção da cultura grega e a de outros povos do Oriente, em especial, durante a
expansão macedónica feita por Alexandre, o Grande, que culminou na invasão grega e na difusão
de sua cultura. Por ter sido tutorado por Aristóteles, importante filósofo grego, Alexandre, o
Grande tinha grande apreço pela cultura grega.
O Helenismo foi um importante período da história da Grécia e se deu entre os séculos IV a.C. e
II a.C., iniciando-se com o fim do Período Clássico, em que, entre os séculos V a.C. e IV a.C., a
Grécia atravessou momentos de tensão por conta de guerras contra povos inimigos, que
desejavam conquistar seus territórios. As Guerras Médicas e a Guerra do Peloponeso foram as
mais importantes de sua história.
Na primeira, os gregos derrotaram o Império Persa e mostraram sua força militar nos mares. Já a
segunda foi um conflito interno, entre Esparta e Atenas, que culminou no fim do Período
Clássico na história da Grécia Antiga.
Ao mesmo tempo em que essas transformações aconteciam em solo grego, a Macedónia
avançava seu domínio, ameaçando conquistar os territórios que pertenciam aos gregos.
Alexandre, o Grande assumiu o trono macedónico após a morte de seu pai, rei Filipe II,
assassinado em 336 a.C.
Ele continuou as acções expansivas do pai e ampliou o domínio da Macedónia, retirando da
Grécia a hegemonia do mundo antigo. Alexandre governou a Macedónia por 10 anos, entre 333
a.C. e 323 a.C., construindo um imenso império. Esse império foi conquistado e anexado por
Roma em 146 a.C., dando fim ao Período Helenístico.
2.7.1. Filosofia helenística
Com o fim do Período Clássico e a invasão de um povo estrangeiro como os macedónicos, o
pensamento filosófico grego passou por transformações.
Após a fase inicial, marcada pelos pré-socráticos e, logo em seguida, por Sócrates, Platão e
Aristóteles, a filosofia grega foi influenciada por essa fase de transição do Período Clássico para
o Helenístico. Algumas escolas filosóficas surgiram a partir desse momento decisivo na história
da Grécia Antiga.
O estoicismo foi uma dessas escolas e seu pensamento se caracterizava pela disciplina e
resistência à dor, submetendo-se aos ordenamentos naturais e não se interessando pelos bens
materiais. Outra escola filosófica do Período Helenístico que expressou seu desapego ao
materialismo foi o cinismo, que também tinha total desprezo ao prazer.
Por outro lado, havia pensadores que seguiam o caminho oposto, e, ao invés da auto-negação,
valorizavam o prazer. Essa escola filosófica era o epicurismo. Além dela, havia o cepticismo,
que se pautava na ideia da dúvida, de forma que o ser humano não podia ter certeza da verdade.
3. Conclusão
Iniciou na Grécia Antiga formada por um conjunto de cidades-Estado (pólis) independentes. Isso
significa que a sociedade grega reunia características favoráveis a essa forma de expressão
pautada por uma investigação racional. Essas características eram: poesia, religião e condições
sociopolíticas. Características que serviriam de base para o desenvolvimento da filosofia. A
principal delas é a busca pelas causas dos acontecimentos narrados, procurando uma narrativa
que contemplasse a realidade da forma mais completa possível.
A filosofia grega estava dividida em quatro períodos que são: Período pré-socráticos, Período
Socráticos, Período Pós-socráticos e Período Helenístico.
O Período pré-socrático foi caracterizado pela investigação acerca da physis e pelo início de uma
forma de argumentar e expor as ideias; o período socrático foi caracterizado pela investigação
centrada no homem, sua actividade política, suas técnicas, sua ética; Período pós-socrático
caracterizado pela tentativa de apresentar um pensamento unificado a partir de diversas teorias
do passado e peeríodo helenístico ou greco-romano Engloba o período do Império Romano e dos
Padres da Igreja. Trata-se das relações entre o homem, a natureza e Deus.
4. Bibliografia
FUNARI. Pedro Paulo. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto. 2002.
GUARINELLO. Norberto Luiz. História Antiga. São Paulo: Contexto 2013.
REALE. Giovanni. Historia da Filosofia Grega e Romana – Platao Loyola.2010.
SMITH. William. “Philola’us’’. Dictionary of Greeck and Romam Biography and Mythology.
Ed. (1870).
SPINELLI. Miguel. Questoes Fundamentais da Filosofia Grega. São Paulo. Loyola. 2006.