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Tabela Derivada e Integrais

O documento é uma ficha de exercícios da disciplina de Análise Matemática-I da Universidade Eduardo Mondlane, abordando temas como integrais e teoremas fundamentais do cálculo. Os exercícios incluem provas de propriedades de integrais, avaliação de áreas e derivadas de funções. A ficha é destinada a alunos de FENG e Física e contém problemas que requerem raciocínio matemático e aplicação de conceitos de cálculo.

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Universidade Eduardo Mondlane

Análise Matemática-I
FENG e FÍSICA
A. Matusse • 12- 16 de Maio 2025

Ficha de exercícios- Semana 09


Integrais. Teoremas fundamentais do cálculo
Z b
b3
1. (⋆) Prove que x2 dx = , considerando partições em n sub-intervalos iguais, usando a fórmula
0 3
n
X n(n + 1)(2n + 1)
i2 = .
i=1
6

b
b4
Z
2. Prove que x3 dx = , considerando partições em n sub-intervalos iguais, usando a fórmula
0 4
n
X n2 (n + 1)2
i3 = .
i=1
4

3. Avalie sem efectuar nenhum cálculo:


Z 1 p Z 1 p
a) (⋆) x3 1 − x2 dx. b) (⋆) x5 + 3 1 − x2 dx.
−1 −1

4. Encontre as áreas das regiões limitadas pelos


x2
a) (⋆) gráficos de f (x) = x2 e g(x) = + 2.
2
b) gráficos de f (x) = x2 e g(x) = −x2 e as rectas verticais que passam por (−1, 0) e (1, 0).
c) gráficos de f (x) = x2 e g(x) = 1 − x2 e h(x) = 2.
d ) gráficos de f (x) = x2 e g(x) = x2 − 2x + 4 e o eixo vertical.

e) (⋆) gráfico de f (x) = x, o eixo horizontal, e a recta vertical que passa por (2, 0). (Não procure
Z 2

calcular xdx; deve procurar uma forma de encontrar a resposta, usando apenas as integrais
0
que já avaliamos).
Z b
5. a) (⋆) Prove que se f é integrável em [a, b] e f (x) ≥ 0 para todo x em [a, b], então f ≥ 0.
a
Z b
b) (⋆) Prove que se f e g são integráveis em [a, b] e f (x) ≥ g(x) para todo x em [a, b], então f≥
Z b a

g.
a

6. (⋆) Prove que


Z b Z b+c
f (x)dx = f (x − c)dx.
a a+c

(A interpretação geométrica torna esta propriedade mais plausível).


Sugesão: Qualquer partição P = {t0 , · · · , tn } de [a, b] dá origem a uma partição P ′ {t0 + c, · · · , tn + c}
de [a + c, b + c] e conversamente.

7. (⋆) Prove que


Z a Z b Z ab
1 1 1
dt + dt = dt.
1 t 1 t 1 t

1
A. Matusse FENG e FÍSICA

Z ab
Z a
1 1
Sugestão: Esta igualdade pode ser escrita dt = dt. Qualquer partição P = {t0 , · · · , tn } de
1 t b t
[1, a] dá origem a uma partição P ′ = {bt0 , · · · , btn } de [b, ab], e conversamente.

8. Prove que
Z cb Z b
f (t)dt = c f (ct)dt.
ca a

(O exercício anterior é um caso especial especial deste).

9. Encontre as derivadas de cada uma das seguintes funções:


Z x2
a) F (x) = sen2 tdt.
a
Z x
Z sen2 tdt 1
b) (⋆) F (x) = 1
6 t + t2
dt.
3 1 + sen
Z x
1 ′
c) (⋆) F −1 , onde F (x) = √ dt. Encontre F −1 (x) em termos de F −1 (x).
1−t 2
0

10. Encontre f −1 (0) se


Z x
a) f (x) = 1 + sen(sen t)dt.
0
Z x
b) f (x) = cos(cos t)dt.
0
Não procure avaliar f explicitamente.

11. Encontre a função g tal que


Z x
a) tg(t)dt = x + x2 .
0
Z x2
b) (⋆) tg(t) = x + x2 .
0

12. Mostre que


Z 1
1 x6 1
a) (⋆) √ ≤ √ dx ≤ .
7 2 0 1+x 2 7
Z 2r √
3 1−x 3
b) ≤ dx ≤ .
8 0 1 + x 4
13. Prove que se h é contínua, f e g são diferenciáveis e
Z g(x)
F (x) = h(t)dt,
f (x)

então F ′ (x) = h(g(x)) · g ′ (x) − h(f (x)) · f ′ (x). Sugestão: Procure reduzir este para dois casos já
tratados, com uma constane como limite superior ou inferior de integração.
Z N Z ∞ Z ∞
14. O limite lı́m f, se este existe, denota-se por f ou ( f (x)dx), e chama-se integral im-
N →∞ a a a
próprio.
Z ∞
a) (⋆) Determine xr dx, se r < −1.
1
Z ∞
1
b) (⋆) Use o exercício 7 para mostrar que dx não existe. Sugestão: O que pode dizer sobre
1 x
Z 2n
1
dx.
1 x

2
FENG e FÍSICA A. Matusse
Z ∞
c) (⋆) Sponhamos que f (x) ≥ 0 para x ≥ 0 e que f existe. Mostre que se 0 ≤ f (x) ≤ f (x) para
Z ∞ 0

todo x ≥ 0, então também existe.


0
Z ∞
1
d ) (⋆) Explique porque o integral dx existe. Sugestão: Separe o integral até 1.
0 1 + x2
15. Decida se o integral imprório existe.
Z ∞ Z ∞ Z ∞
1 1 x
a) √ dx. b) dx. c) √ dx.
0 1 + x 3
0 1 + x3/2 0 x 1+x
Z a Z a
16. O integral imprório f define-se de maneira óbvia, como lı́m f. Mas um outro integral define-
−∞ N →−∞ N
se de uma forma não óbvia: Z ∞ Z 0
f+ f,
0 −∞

dado que esses integrais imprórios ambos existem.


Z ∞
1
a) (⋆) Explique porque 2
dx existe.
−∞ 1 + x
Z ∞ Z N
b) (⋆) Explique porque xdx não existe. (Mas note que lı́m xdx existe.)
−∞ N →∞ −N
Z ∞ Z N Z ∞
c) (⋆) Mostre que se existe, então lı́m existe e é igual a f. Mostre também que
−∞ N →∞ −N −∞
Z N +1 Z N Z ∞
lı́m f e lı́m ambos existem e iguais a f.
N →∞ −N N →∞ −N 2 −∞

17. Existe um outro tipo de integral impŕoprio no qual o intervalo é limitado, mas a função ilimitada.
a 1 a 1 1
a) (⋆) Se a > 0, encontre lı́m lı́m √ dx. Este limite denota-se lı́m √ dx, embora a função f (x)0 √
ϵ0+ ϵ x 0 x Z a x
−1
não é limitada em [0, a], não importa como definimos Use o Exercício 7 para mostar que x dx
0
não faz sentido, mesmo como limite.
Z 0
b) (⋆) Dê uma definição razoável de |x|r dx para a < 0 o integral para −1 < r < 0.
a
Z 1
c) (⋆) Dê uma definição razoável de (1 − x2 )−1/2 dx, como soma de dois limites, e mostre que
−1
Z 0
os limites existem. Sugestão: Porque (1 + x)−1/2 dx existe? Como (1 + x)−1/2 compara-se a
−1
(1 − x2 )−1/2 para −1 < x < 0?
Z 1
f (t)
18. a) (⋆) Se f é contínua em [0, 1], calcule lı́m x dt.
x→0+ x t
Z 1
f (t)
b) (⋆) Se f é integrável em [0, 1] e lı́m f (x) existe, calcule lı́m+ x dt.
x→0 x→0 x t2

a) (⋆) É possível, finalmente, combinar as duas possíveis extensões da noção do integral


Z ∞
1 1
b) Se f (x) = √ para 0 ≤ x ≤ 1 e f (x) = 2 para x ≥ 1, encontre f (x)dx (depois de decidir o
x x 0
que isto significa).
c) (⋆) É possível, finalmente, combinar as duas possíveis extensões da noção do integral
Z ∞
d ) Mostre que xr dx nunca faz sentido. (Distinga os casos −1 < r < 0 e r < −1. Em um dos casos
0
as coisas correm mal em 0, em outro caso em ∞; para r = −1 as coisas correm mal em ambos
locais.)

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